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Aula 01
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário -
Oficial de Justiça) Direito Civil - 2023
Autor:
Paulo H M Sousa
17 de Dezembro de 2022
05218773182 - Isabelle Timo
Paulo H M Sousa
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Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Pessoas naturais - Personalidade e capacidade 4
..............................................................................................................................................................................................2) Questões Comentadas - Personalidade e capacidade - Cebraspe 9
..............................................................................................................................................................................................3) Lista de Questões - Personalidade e capacidade - Cebraspe 35
..............................................................................................................................................................................................4) Questões Comentadas - Personalidade e capacidade - FCC 43
..............................................................................................................................................................................................5) Lista de Questões - Personalidade e capacidade - FCC 78
..............................................................................................................................................................................................6) Questões Comentadas - Personalidade e capacidade - FGV 89
..............................................................................................................................................................................................7) Lista de Questão - Personalidade e capacidade - FGV 129
..............................................................................................................................................................................................8) Questões Comentadas - Personalidade e capacidade - Vunesp 143
..............................................................................................................................................................................................9) Lista de Questões - Personalidade e capacidade - Vunesp 161
..............................................................................................................................................................................................10) Questões comentadas - Personalidade e capacidade - Multibancas 166
..............................................................................................................................................................................................11) Lista de Questões - Personalidade e capacidade - Multibancas 243
..............................................................................................................................................................................................12) Pessoas naturais - Direitos da personalidade 267
..............................................................................................................................................................................................13) Questões Comentadas - Direitos da personalidade - Cebraspe 270
..............................................................................................................................................................................................14) Lista de Questões - Direitos da personalidade - Cebraspe 282
..............................................................................................................................................................................................15) Questões Comentadas - Direitos da personalidade - FCC 287
..............................................................................................................................................................................................16) Lista de Questões - Direitos da personalidade - FCC 305
..............................................................................................................................................................................................17) Questões Comentadas - Direitos da personalidade - FGV 312
..............................................................................................................................................................................................18) Lista de Questões - Direitos da personalidade - FGV 325
..............................................................................................................................................................................................19) Questões Comentadas - Direitos da personalidade - Vunesp 330
..............................................................................................................................................................................................20) Lista de Questões - Direitos da personalidade - Vunesp 348
..............................................................................................................................................................................................21) Questões comentadas - Direitos da personalidade - Multibancas 354
..............................................................................................................................................................................................22) Lista de Questões - Direitos da personalidade - Multibancas 386
..............................................................................................................................................................................................23) Pessoas naturais - Ausência 397
..............................................................................................................................................................................................24) Questões Comentadas - Ausência - Cebraspe 401
..............................................................................................................................................................................................25) Lista de Questões - Ausência - Cebraspe 403
..............................................................................................................................................................................................26) Questões Comentadas - Ausência - FCC 404
..............................................................................................................................................................................................27) Lista de Questões - Ausência - FCC 406
..............................................................................................................................................................................................28) Questões Comentadas - Ausência - FGV 407
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..............................................................................................................................................................................................29) Lista de Questões - Ausência - FGV 413
..............................................................................................................................................................................................30) Questões comentadas - Ausência - Multibancas 416
..............................................................................................................................................................................................31)sem a autorização dos demais filhos, se os tiver, e da sua esposa. Perceba que, 
no exemplo dado, o pai é uma pessoa natural, com plena capacidade, como veremos melhor mais adiante, 
entretanto, o ato de venda é ilegítimo, falta legitimidade. 
A legitimação acaba por ser uma forma específica de incapacidade para determinados atos da vida civil. Está 
legitimado para agir em determinada situação jurídica quem a lei determinar. 
Art. 1.749. Ainda com a autorização judicial, não pode o tutor, sob pena de nulidade: 
I - adquirir por si, ou por interposta pessoa, mediante contrato particular, bens móveis ou 
imóveis pertencentes ao menor; 
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II - dispor dos bens do menor a título gratuito; 
III - constituir-se cessionário de crédito ou de direito, contra o menor. 
36. (CESPE/ TRT 8ª REGIÃO – 2016) A respeito da pessoa natural e da pessoa jurídica, julgue o item. 
São considerados absolutamente incapazes os menores de dezesseis anos de idade, os pródigos e aqueles 
que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. 
Comentários 
INCORRETO. 
São considerados absolutamente incapazes os menores de dezesseis anos de idade. E relativamente 
incapazes os pródigos e aqueles que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade, de 
acordo com o CC/2002: 
Art. 3º. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
Art. 4º. São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
 III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade. 
IV - os pródigos. 
37. (CESPE/ TJ-AM – 2016) A respeito da pessoa natural, julgue o item a seguir. 
Será tido como inexistente o ato praticado por pessoa absolutamente incapaz sem a devida representação 
legal. 
Comentários 
INCORRETO. 
A incapacidade será absoluta quando uma pessoa ficar totalmente proibida de exercer por si só o direito. Se 
esta proibição não for respeitada será nulo qualquer ato praticado pelo incapaz, e não inexistente. Eis o que 
se depreende do expresso pelo art. 166, inc. I, do CC/2002: "Art. 166. É nulo o negócio jurídico quando: I - 
celebrado por pessoa absolutamente incapaz". 
38. (CESPE/ TJ-AM – 2016) A respeito da pessoa natural, julgue o item a seguir. 
Pelo critério da idade, crianças são consideradas absolutamente incapazes e adolescentes, relativamente 
incapazes. 
Comentários 
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INCORRETO. 
Pelo critério da idade, as crianças e adolescentes são considerados absolutamente incapazes: 
Art. 3°. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
São relativamente incapazes os maiores de 16 e menores de 18 anos, de acordo com o CC/2002: 
Art. 4°. São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
Criança é pessoa com até 11 anos e 11 meses de idade e adolescente a pessoa entre 12 e 18 anos de idade 
de acordo com a Lei n 8.069/90 do Estatuto da Criança e do Adolescente: 
Art. 2º. Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade 
incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. 
O adolescente entre 12 e 16 anos de idade será considerado absolutamente incapaz. E o adolescente maior 
de 16 e menor de 18 anos de idade será considerado relativamente incapaz, para o CC/2002. 
Pelo critério da idade, crianças são consideradas absolutamente incapazes, porém os adolescentes serão 
considerados absolutamente incapazes dos 12 aos 16 anos e relativamente incapazes quando forem maiores 
de 16 e menor de 18 anos de idade. 
39. (CESPE/ TJ-AM – 2016) A respeito da pessoa natural, julgue o item a seguir. 
Para se adquirir a capacidade civil plena, é necessário alcançar a maioridade civil, mas é possível que, ainda 
que maior de dezoito anos, a pessoa natural seja incapaz de exercer pessoalmente os atos da vida civil. 
Comentários 
INCORRETO. 
Existem outros meios de se alcançar a maioridade civil, haja vista a emancipação. Com a emancipação a 
pessoa já fica apta para o exercício, por si só dos atos da vida civil. Ela está conjugando a capacidade de 
direito com a capacidade de exercício, por isso que atinge a capacidade civil plena. 
Art. 5º A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à 
prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
40. (CESPE/ TJ-AM – 2016) A respeito da pessoa natural, julgue o item a seguir. 
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O reconhecimento da morte presumida, quando for extremamente provável a morte de quem estava com a 
vida sob risco, independe da declaração da ausência. 
Comentários 
CORRETO. 
A morte de quem estava com a vida em risco é uma das hipóteses em que pode ser declarada a morte 
presumida SEM decretação de ausência, conforme art. 7º do CC/2002: 
Art. 7º. Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: 
I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; 
41. (CESPE / TCE-RN – 2015) Acerca das pessoas naturais e jurídicas, julgue o item que se segue. 
Devido ao fato de serem absolutamente incapazes, os menores de dezesseis anos de idade não são 
considerados sujeitos de direitos e de obrigações. 
Comentários 
INCORRETO. 
O item está incorreto, já que segundo o art. 1º do CC/2002: “Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na 
ordem civil”. 
42. (CESPE / AGU – 2015) Entre os direitos ressalvados pela lei ao nascituro estão os direitos da 
personalidade, os quais estão entre aqueles que têm por objeto os atributos físicos, psíquicos e morais da 
pessoa. 
Comentários 
CORRETO. 
O item está correto, de acordo com a previsão do art. 2º do CC/2002, que põe a salvo os direitos do 
nascimento, decorrentes da perspectiva objetiva dos direitos de personalidade, que abrangem os aspectos 
psicofísicos da pessoa. 
Art. 2 o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a 
salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
43. (CEBRASPE/ PC-GO – 2017) No que concerne à pessoa natural, à pessoa jurídica e ao domicílio, 
assinale a opção correta. 
a) Sendo o domicílio o local em que a pessoa permanece com ânimo definitivo ou o decorrente de imposição 
normativa, como ocorre com os militares, o domicílio contratual é incompatível com a ordem jurídica 
brasileira. 
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b) Conforme a teoria natalista, o nascituro é pessoa humana titular de direitos, de modo que mesmo o 
natimorto possui proteção no que concerne aos direitos da personalidade. 
c) De acordo com o Código Civil, deve ser considerado absolutamente incapaz aquele que, por enfermidade 
ou deficiência mental, não possuir discernimento para a prática de seus atos. 
d) A ocorrência de grave e injusta ofensa à dignidade da pessoa humana configura o dano moral, sendo 
desnecessária a comprovação de dor e sofrimento para o recebimento de indenização por esse tipo de 
dano. 
e) Na hipótese de desaparecimento do corpo de pessoa em situação de grave risco de morte, como, por 
exemplo, no caso de desastre marítimo, o reconhecimentodo óbito depende de prévia declaração de 
ausência. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Sendo o domicílio o local em que a pessoa permanece com ânimo definitivo 
ou o decorrente de imposição normativa, como ocorre com os militares, o domicílio contratual é admitido 
pela ordem jurídica brasileira, conforme dispõe o art. 78 do CC/2002: 
Art. 78. Nos contratos escritos, poderão os contratantes especificar domicílio onde se 
exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles resultantes. 
 A alternativa B está incorreta. A teoria natalista afirma que a personalidade civil começa com o nascimento 
com vida. Ou seja, antes do nascimento não há personalidade. Mas, desde a concepção, são ressalvados os 
direitos do nascituro. Essa teoria é a interpretação literal do art. 2º do CC/2002, na parte que afirma que “a 
personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida”. 
A alternativa C está incorreta. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 anos, conforme dispõe o art. 3º do CC/2002: “São absolutamente incapazes de exercer 
pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos”. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. A ocorrência de grave e injusta ofensa à dignidade da 
pessoa humana configura o dano moral, sendo desnecessária a comprovação de dor e sofrimento para o 
recebimento de indenização por esse tipo de dano. 
DIREITO CIVIL. DANO MORAL. OFENSA À DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA. DANO IN RE 
IPSA. Sempre que demonstrada a ocorrência de ofensa injusta à dignidade da pessoa 
humana, dispensa-se a comprovação de dor e sofrimento para configuração de dano moral. 
Segundo doutrina e jurisprudência do STJ, onde se vislumbra a violação de um direito 
fundamental, assim eleito pela CF, também se alcançará, por consequência, uma inevitável 
violação da dignidade do ser humano. A compensação nesse caso independe da 
demonstração da dor, traduzindo-se, pois, em consequência in re ipsa, intrínseca à própria 
conduta que injustamente atinja a dignidade do ser humano. Aliás, cumpre ressaltar que 
essas sensações (dor e sofrimento), que costumeiramente estão atreladas à experiência 
das vítimas de danos morais, não se traduzem no próprio dano, mas têm nele sua causa 
direta. REsp 1.292.141-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 4/12/2012. 
A alternativa E está incorreta, já que se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de 
vida, pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência, nos termos do CC/2002: 
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Art. 7 o Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: 
I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; 
II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois 
anos após o término da guerra. 
 
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LISTA DE QUESTÕES 
Personalidade e Capacidade (Art. 1 ao 10) 
CEBRASPE 
1. (CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário) 
Há imprescritibilidade da pretensão de reconhecimento de ofensa a direito da personalidade. 
2. (CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário) 
As pessoas com deficiência são consideradas absolutamente incapazes pelo atual regime da capacidade 
civil. 
3. (CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário) 
A incapacidade relativa atinge as pessoas que não podem exprimir sua vontade devido a causas de natureza 
permanente ou transitória. 
4. (CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário) 
São absolutamente incapazes as pessoas viciadas em tóxicos. 
5. (CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário) 
É vedada a alteração de nome civil em caso de dupla cidadania. 
6. (CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Área Judiciária) 
O direito à imagem, embora esteja contemplado nos direitos da personalidade, não se estende à voz 
humana. 
7. (CESPE / CEBRASPE - 2022 - SEE-PE - Analista em Gestão Educacional) Julgue o item a seguir, relativo 
à Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, à pessoa natural e aos direitos da personalidade. 
De acordo com o CC/2002, os silvícolas pertencentes a povos indígenas isolados devem ser considerados 
como absolutamente incapazes em todas as suas relações jurídicas. 
8. (CESPE / CEBRASPE - 2022 - SEE-PE - Analista em Gestão Educacional) Julgue o item a seguir, relativo 
à Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, à pessoa natural e aos direitos da personalidade. 
Situação hipotética: Três irmãos faleceram no mesmo evento, não tendo sido possível verificar qual dos 
óbitos ocorreu antes e qual teria sido o último. Assertiva: Nessa situação, haverá a presunção legal de que o 
irmão mais idoso faleceu primeiro e que o mais jovem faleceu por último. 
 
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9. (CESPE / CEBRASPE - 2022 - MPC-SC - Procurador de Contas do Ministério Público) Acerca da 
capacidade para o casamento e da nulidade dessa instituição, julgue o item a seguir. 
Em caso de divergência entre os pais acerca do consentimento para a realização de casamento de menores 
de dezoito anos de idade, qualquer um deles poderá recorrer ao juiz para solução da desavença. 
10. (CESPE / CEBRASPE - 2022 - SEFAZ-SE - Auditor Técnico de Tributos) De acordo com a legislação 
brasileira, são absolutamente incapazes 
 
a) os menores de dezesseis anos de idade. 
b) os maiores de dezesseis anos e menores de dezoito anos de idade. 
c) os pródigos. 
d) os ébrios habituais. 
e) os viciados em tóxicos. 
 
11. (CESPE / CEBRASPE - 2022 - TCE-SC - Auditor Fiscal de Controle Externo) Julgue o item a seguir, 
acerca do direito civil. 
Conquanto a modificação do nome civil seja qualificada como excepcional e as hipóteses em que se admite 
a alteração sejam restritivas, o Superior Tribunal de Justiça vem admitindo a flexibilização dessas regras e 
tem permitido tal modificação se não houver risco à segurança jurídica e a terceiros. 
12. (CESPE / CEBRASPE - 2022 - TCE-SC - Auditor Fiscal de Controle Externo) Julgue o item a seguir, 
acerca do direito civil. 
A existência da pessoa natural termina com a morte, podendo ser declarada a morte presumida sem 
decretação de ausência se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. 
13. (CESPE / CEBRASPE - 2022 - DPE-DF - Analista de Apoio à Assistência Judiciária) Acerca das regras 
existentes na legislação civil sobre pessoas naturais, adimplemento das obrigações e prescrição, julgue o 
item a seguir. 
A emancipação do menor com dezesseis anos de idade completos, decorrente de concessão voluntária 
realizada pelos pais por instrumento público, somente produzirá consequências jurídicas após a 
homologação pelo juiz competente. 
14. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - AL-CE - Analista Legislativo) Com base no Código Civil, acerca de 
capacidade, assinale a opção correta. 
 
a) Os menores de dezesseis anos e os ébrios habituais são relativamente incapazes. 
b) Os maiores de dezesseis anos e os menores de dezoito anos são absolutamente incapazes. 
c) Os menores de dezesseis anos e aqueles que, por causa transitória ou permanente, não podem exprimir 
sua vontade são absolutamente incapazes. 
d) Os ébrios habituais e aqueles que, por causa transitória ou permanente, não podem exprimir sua vontade 
são absolutamente incapazes. 
e) Os pródigos e os viciados em tóxicos são relativamente incapazes. 
 
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15. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - AL-CE - Analista Legislativo) De acordo com o Código Civil, a 
personalidade civil da pessoa inicia-se a partir: 
 
a) da concepção. 
b) do registro de nascimento em cartório. 
c) dos dezesseis anos de idade. 
d) do nascimento com vida. 
e) dos dezoito anos de idade. 
 
16. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - TC-DF - Auditor de Controle Externo - Objetiva) De acordo com o Código 
Civil, a emancipação voluntária do menor, por concessão de ambos os pais, será feita por instrumento 
público, independendo de reconhecimento judicial para produzir efeitos. 
 
17. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - TCE-RJ - Analista de Controle Externo) Conforme as disposições legais 
sobre vigência e aplicação das leis, prescrição, pessoas naturais e jurídicas, julgue o item a seguir. 
Em caso de desaparecimento do corpo de pessoa vitimada em grave acidente aéreo, depois de esgotadas as 
buscas e averiguações, a declaração de óbito independe de decretação judicial de ausência. 
18. (CESPE / CEBRASPE - SEFAZ-DF - Auditor - 2020) Considerando o disposto no Código Civil acerca da 
personalidade e o disposto na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro acerca da vigência das 
leis, julgue os itens a seguir. 
O início da personalidade civil das pessoas físicas ocorre com o nascimento com vida, enquanto o início da 
personalidade civil das pessoas jurídicas de direito privado ocorre com a inscrição do seu ato constitutivo no 
respectivo registro, precedida de autorização ou aprovação do Poder Executivo, quando necessário. 
19. (CEBRASPE – TJ/PA 2020) Segundo regra geral do Código Civil, a menoridade cessa a partir do 
momento em que o sujeito completa dezoito anos de idade, podendo a incapacidade cessar antes disso. 
A incapacidade do 
a) menor com dezesseis anos de idade completos cessará se houver a autorização dos pais mediante 
instrumento público, desde que homologado pelo Poder Judiciário. 
b) nomeação do(a) menor para o exercício de emprego público efetivo. 
c) estabelecimento civil ou comercial em função do qual ele(a) tenha economia própria. 
d) casamento, desde que seja resultante de gravidez. 
e) comprovação de conclusão do ensino médio. 
20. (CEBRASPE – TJ/AM – 2019) No que concerne à Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, 
à pessoa natural, aos direitos da personalidade e à desconsideração de pessoa jurídica, julgue os itens a 
seguir. 
Na hipótese de dois cônjuges, com idades diferentes, terem falecido na mesma ocasião e não ser possível 
identificar com precisão quem faleceu primeiro, deve-se presumir que a morte do comoriente mais velho 
precedeu a do mais novo. 
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21. (CEBRASPE/ MPE-PI – 2019) O Código Civil dispõe que “toda pessoa é capaz de direitos e deveres 
na ordem civil” e que “a personalidade civil da pessoa começa com o nascimento com vida”. Considerando-
se os conceitos de capacidade e personalidade, é correto afirmar que: 
a) a pessoa passa, a partir do nascimento com vida, a ser sujeito de direitos e de deveres, e a ocorrência 
desse requisito determina consequências de alta relevância, incluindo aspectos sucessórios. 
b) não é certo considerar a pessoa relativamente incapaz no momento da limitação quando a causa de 
impossibilidade de expressão da vontade for transitória. 
c) a forma prevista na legislação civil de declarar o fim da existência da pessoa natural é somente pela morte, 
que será sempre natural ou física. 
d) o prenome e o sobrenome servem para individualizar as pessoas naturais e, por isso, à luz do princípio da 
sua imutabilidade, somente podem ser alterados se expuserem a pessoa ao ridículo. 
e) a atual legislação civil aproxima as características dos direitos de personalidade e dos direitos patrimoniais 
ao afirmar que ambos têm conteúdo econômico imediato e podem ser destacados do seu titular. 
22. (CEBRASPE - TJ-DFT – 2019) De acordo com o Código Civil, consiste(m) em objeto de averbação em 
registro público: 
a) a sentença declaratória de ausência e de morte presumida. 
b) os nascimentos, casamentos e óbitos. 
c) os atos judiciais ou extrajudiciais de adoção. 
d) a emancipação por outorga dos pais ou por sentença do juiz. 
e) os atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiação. 
23. (CEBRASPE/ INSTITUTO RIO BRANCO – 2018) Com relação à classificação da Constituição, à 
competência dos entes federativos, ao ato jurídico e à personalidade jurídica, julgue (C ou E) o item que 
se segue. 
Considera-se personalidade jurídica a capacidade in abstracto de ser sujeito de direitos ou obrigações, ou 
seja, de exercer determinadas atividades e de cumprir determinados deveres decorrentes da convivência em 
sociedade. 
24. (CEBRASPE - PC-MA – 2018) O início da personalidade civil das pessoas físicas e das pessoas jurídicas 
de direito privado ocorre, respectivamente, com: 
a) o nascimento com vida e com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida de 
autorização ou aprovação do Poder Executivo, quando necessária. 
b) o registro civil do nascido com vida e com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida 
de autorização ou aprovação do Poder Executivo, quando necessária. 
c) a concepção do nascituro e com a autorização ou aprovação do Poder Executivo, quando necessária. 
d) o registro civil do nascido com vida e com a autorização ou aprovação do Poder Executivo. 
e) a concepção do nascituro e com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida de 
autorização ou aprovação do Poder Executivo, quando necessária. 
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25. (CEBRASPE/ TRE-TO – 2017) Jovem de dezesseis anos de idade que se case com indivíduo civilmente 
capaz e que se torne viúva antes de completar dezoito anos de idade: 
a) passará, automaticamente, ao estado de relativamente incapaz. 
b) regressará, desde que sentença judicial assim determine, ao estado de incapacidade. 
c) permanecerá, independentemente de sentença judicial, capaz para os atos da vida civil. 
d) permanecerá, desde que sentença judicial assim determine, capaz para os atos da vida civil. 
e) regressará, automaticamente, ao estado de absolutamente incapaz. 
26. (CESPE / TRT-CE – 2017) Após o naufrágio de uma embarcação em alto mar, constatou-se a falta de 
um dos passageiros, que nunca foi encontrado. 
Nessa situação, com relação ao desaparecido, será declarada a sua morte presumida 
a) mesmo sem o encerramento das buscas e averiguações. 
b) após a declaração de sua ausência. 
c) após um ano de seu desaparecimento. 
d) mesmo sem a decretação de ausência. 
27. (CESPE/ FUNPRESP-JUD – 2016) A respeito das pessoas, julgue o item seguinte. 
Pessoa que se encontre com paralisia cerebral é considerada absolutamente incapaz porque não pode 
exprimir sua vontade. 
28. (CESPE/ TCE-PA – 2016) Com base no disposto no Código Civil acerca de personalidade e capacidade 
jurídica, julgue o item a seguir. 
As crianças e os adolescentes com menos de dezesseis anos de idade são absolutamente incapazes de 
exercer pessoalmente os atos da vida civil. 
29. (CESPE/ TCE-PA – 2016) Determinada associação civil ajuizou ação indenizatória em face de uma 
sociedade empresária jornalística, com o intuito de receber indenização por danos materiais e morais 
decorrentes de publicação de reportagem com informações falsas, cujo único objetivo era macular a 
imagem e a credibilidade da associação civil, conforme ficou provado no processo. Considerando essa 
situaçãohipotética, julgue o item a seguir. 
O início da personalidade civil das pessoas físicas ocorre com a concepção, e o das associações de direito 
privado, com a inscrição de seus atos constitutivos no registro peculiar, desde que tenham sido previamente 
aprovados pelo Poder Executivo. 
30. (CESPE/ TCE-PA – 2016) A respeito da aplicação da lei civil e da pessoa natural julgue o item a seguir. 
Será considerada absolutamente incapaz a pessoa que, por causa permanente, não puder exprimir sua 
vontade, caso em que necessitará de representante legal para exercer os atos da vida civil. 
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31. (CESPE/ PC-PE – 2016) Com base nas disposições do Código Civil, assinale a opção correta a respeito 
da capacidade civil. 
a) Os pródigos, outrora considerados relativamente incapazes, não possuem restrições à capacidade civil, 
de acordo com a atual redação do código em questão. 
b) Indivíduo que, por deficiência mental, tenha o discernimento reduzido é considerado relativamente 
incapaz. 
c) O indivíduo que não consegue exprimir sua vontade é considerado absolutamente incapaz. 
d) Indivíduos que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a 
prática dos atos da vida civil são considerados absolutamente incapazes. 
e) Somente os menores de dezesseis anos de idade são considerados absolutamente incapazes pela lei civil. 
32. (CESPE/ TCE-SC – 2016) Com relação à vigência das leis, às pessoas naturais, às pessoas jurídicas e 
aos bens, julgue o item subsequente. A pessoa maior de dezoito anos que, em decorrência de lesão 
causada em acidente, entre em estado de coma e, por isso, fique transitoriamente impedida de exprimir 
sua vontade será considerada absolutamente incapaz de exercer os atos da vida civil. 
33. (CESPE/ TRT 8ª REGIÃO – 2016) A respeito da pessoa natural e da pessoa jurídica, julgue o item. 
São considerados absolutamente incapazes os menores de dezesseis anos de idade, os pródigos e aqueles 
que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. 
34. (CESPE/ TRT 8ª REGIÃO – 2016) A respeito da pessoa natural e da pessoa jurídica, julgue o item. 
Ao permitir que o nascituro pleiteie alimentos ao suposto pai, por meio de ação judicial, a lei reconheceu-
lhe personalidade jurídica. 
35. (CESPE/ TRT 8ª REGIÃO – 2016) A respeito da pessoa natural e da pessoa jurídica, julgue o item. 
No caso de um tutor pretender adquirir para si bens do tutelado, é correto afirmar que aquele tem 
capacidade para a prática desse negócio jurídico, mas carece de legitimação para realizar tal aquisição. 
36. (CESPE/ TRT 8ª REGIÃO – 2016) A respeito da pessoa natural e da pessoa jurídica, julgue o item. 
São considerados absolutamente incapazes os menores de dezesseis anos de idade, os pródigos e aqueles 
que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. 
37. (CESPE/ TJ-AM – 2016) A respeito da pessoa natural, julgue o item a seguir. 
Será tido como inexistente o ato praticado por pessoa absolutamente incapaz sem a devida representação 
legal. 
38. (CESPE/ TJ-AM – 2016) A respeito da pessoa natural, julgue o item a seguir. 
Pelo critério da idade, crianças são consideradas absolutamente incapazes e adolescentes, relativamente 
incapazes. 
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39. (CESPE/ TJ-AM – 2016) A respeito da pessoa natural, julgue o item a seguir. 
Para se adquirir a capacidade civil plena, é necessário alcançar a maioridade civil, mas é possível que, ainda 
que maior de dezoito anos, a pessoa natural seja incapaz de exercer pessoalmente os atos da vida civil. 
40. (CESPE/ TJ-AM – 2016) A respeito da pessoa natural, julgue o item a seguir. 
O reconhecimento da morte presumida, quando for extremamente provável a morte de quem estava com a 
vida sob risco, independe da declaração da ausência. 
41. (CESPE / TCE-RN – 2015) Acerca das pessoas naturais e jurídicas, julgue o item que se segue. 
Devido ao fato de serem absolutamente incapazes, os menores de dezesseis anos de idade não são 
considerados sujeitos de direitos e de obrigações. 
42. (CESPE / AGU – 2015) Entre os direitos ressalvados pela lei ao nascituro estão os direitos da 
personalidade, os quais estão entre aqueles que têm por objeto os atributos físicos, psíquicos e morais da 
pessoa. 
43. (CEBRASPE/ PC-GO – 2017) No que concerne à pessoa natural, à pessoa jurídica e ao domicílio, 
assinale a opção correta. 
a) Sendo o domicílio o local em que a pessoa permanece com ânimo definitivo ou o decorrente de imposição 
normativa, como ocorre com os militares, o domicílio contratual é incompatível com a ordem jurídica 
brasileira. 
b) Conforme a teoria natalista, o nascituro é pessoa humana titular de direitos, de modo que mesmo o 
natimorto possui proteção no que concerne aos direitos da personalidade. 
c) De acordo com o Código Civil, deve ser considerado absolutamente incapaz aquele que, por enfermidade 
ou deficiência mental, não possuir discernimento para a prática de seus atos. 
d) A ocorrência de grave e injusta ofensa à dignidade da pessoa humana configura o dano moral, sendo 
desnecessária a comprovação de dor e sofrimento para o recebimento de indenização por esse tipo de 
dano. 
e) Na hipótese de desaparecimento do corpo de pessoa em situação de grave risco de morte, como, por 
exemplo, no caso de desastre marítimo, o reconhecimento do óbito depende de prévia declaração de 
ausência. 
 
 
 
 
 
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GABARITO 
1. CORRETO 
2. INCORRETO 
3. CORRETO 
4. INCORRETO 
5. INCORRETO 
6. INCORRETO 
7. INCORRETO 
8. INCORRETO 
9. CORRETO 
10. A 
11. CORRETO 
12. CORRETO 
13. INCORRETO 
14. E 
15. D 
16. CORRETO 
17. CORRETO 
18. CORRETO 
19. C 
20. INCORRETO 
21. A 
22. E 
23. CORRETO 
24. A 
25. C 
26. D 
27. INCORRETO 
28. CORRETO 
29. INCORRETO 
30. INCORRETO 
31. E 
32. INCORRETO 
33. INCORRETO 
34. INCORRETO 
35. CORRETO 
36. INCORRETO 
37. INCORRETO 
38. INCORRETO 
39. INCORRETO 
40. CORRETO 
41. INCORRETO 
42. CORRETO 
43. D 
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QUESTÕES COMENTADAS 
Personalidade e Capacidade (Art. 1 ao 10) 
FCC 
1. (FCC - 2022 - TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DO PARANÁ) Letícia tem 17 anos de 
idade e sofre de enfermidade mental que a impossibilita, de modo permanente, de exprimir sua 
vontade. Fernando, por sua vez, possui 21 anos de idade e, por conta de deficiência mental, tem 
o discernimento reduzido. De acordo com a atual redação do Código Civil: 
 
a) Letícia e Fernando são absolutamente incapazes. 
b) nem Letícia, nem Fernando incorrem em hipótese de incapacidade, absoluta ou relativa. 
c) Letícia é relativamente incapaz, mas deixará de sê-lo ao completar 18 anos, ao passo que Fernando é 
absolutamente incapaz. 
d) Letícia é relativamente incapaz, ao passo que Fernando não incorre em hipótese de incapacidade, 
absoluta ou relativa. 
e) Letícia e Fernando são relativamente incapazes. 
Comentários 
Letícia é relativamente incapaz devido à enfermidade mental que a impossibilita, de modo permanente, 
de exprimir sua vontade, conforme disposto no art. 4º, inciso III, do CC/2002. 
→ Segue o dispositivo legal citado: 
Art. 4º São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
II - os ébrioshabituais e os viciados em tóxico; 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
IV - os pródigos. 
Parágrafo único. A capacidade dos indígenas será regulada por legislação especial. 
Já Fernando que tem o discernimento reduzido por conta de deficiência mental é ABSOLUTAMENTE 
CAPAZ, pois não se enquadra nas hipóteses de relativamente incapaz citadas no art. 4º acima transcrito, 
nem é absolutamente incapaz, já que essa hipótese só se aplica aos menores de 16 anos, conforme 
disposto no art. 3º, caput, do CC/2002. 
→ Segue o dispositivo legal citado: 
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Art. 3º São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
Diante do exposto, temos que Letícia é relativamente incapaz, ao passo que Fernando não incorre em 
hipótese de incapacidade, absoluta ou relativa, portanto, o gabarito da questão é ALTERNATIVA D. 
Gabarito: D 
2. (FCC - 2022 - DETRAN-AP - Analista Jurídico em Trânsito) O Código Civil, ao tratar da 
capacidade da pessoa, considera incapazes, relativamente a certos atos ou a maneira de os 
exercer, aqueles que, entre outros: 
I. por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade. 
II. são ébrios eventuais submetidos a tratamento e pródigos. 
III. são maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. 
IV. são menores de dezesseis anos e os idosos, ainda que possam exprimir sua vontade. 
Está correto o que consta apenas em 
a) II e III. 
b) I e III. 
c) III e IV. 
d) I e II. 
e) II e IV. 
Comentários 
O item I está correto, já que são relativamente incapazes os que por causa transitória ou permanente, 
não puderem exprimir sua vontade. Veja CC/2002: 
Art. 4 São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
O Item II está incorreto, pois são incapazes relativamente os ébrios habituais e não eventuais, conforme 
art. 4, inciso II, do CC/2002. 
O item III está correto, já que são relativamente incapazes os os maiores de dezesseis e menores de 
dezoito anos. Veja CC/2002: 
Art. 4 São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
O item IV está incorreto, pois os menores de 16 nãos são absolutamente incapazes, conforme art. 3 do 
CC/2002. e os idosos, se podem exprimir suas vontades, não possuem nenhuma incapacidade. 
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Art. 3 o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
Gabarito: B (I e III) 
3. (FCC - 2022 - TRT - 14ª Região - Analista Judiciário) João foi concebido no dia 01 de janeiro 
de 2004, nasceu no dia 02 de outubro de 2004 e teve o seu nascimento registrado no Cartório de 
Registro Civil de Pessoas Naturais no dia 03 de outubro de 2004. Aos 16 anos, no dia 04 de 
outubro de 2020, foi emancipado pelos seus pais, tendo atingido a maioridade aos 18 anos, no 
dia 02 de outubro de 2022. Nesse caso, de acordo com o Código Civil, João adquiriu 
personalidade civil em: 
 
a) 01 de janeiro de 2004. 
b) 02 de outubro de 2004. 
c) 03 de outubro de 2004. 
d) 04 de outubro de 2020. 
e) 02 de outubro de 2022. 
Comentários 
Veja CC/2002: 
Art. 2º A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei 
põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
Gabarito: B 
4. (FCC - 2022 - TRT - 17ª Região - Analista Judiciário) No tocante aos atos da vida civil, as 
pessoas naturais que não puderem exprimir sua vontade são consideradas 
 
a) absolutamente incapazes, mesmo que tal impossibilidade decorra de causa transitória. 
b) absolutamente incapazes, desde que tal impossibilidade decorra de causa permanente. 
c) relativamente incapazes, mesmo que tal impossibilidade decorra de causa transitória. 
d) relativamente incapazes, desde que tal impossibilidade decorra de causa permanente. 
e) plenamente capazes, mas devem ser representadas. 
Comentários 
A alternativa C é a alternativa correta, pois é a literalidade do art. 4, inciso III do CC/2002: 
Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir 
sua vontade; 
5. (FCC - 2022 - TRT - 22ª Região - Analista Judiciário) De acordo com o Código Civil, a 
capacidade de direito: 
 
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a) atributo de toda pessoa e se inicia com o nascimento com vida, colocando-se a salvo, porém, os 
direitos do nascituro, desde a concepção. 
b) exsurge com dezesseis anos completos. 
c) exsurge com dezoito anos completos. 
d) inicia-se com a concepção e se subordina ao nascimento com vida. 
e) permite que qualquer pessoa exerça pessoalmente os atos da vida civil. 
Comentários 
A alternativa A é a alternativa correta, pois a personalidade começa do nascimento com vida. Porém, a 
lei protege os direitos do nascituro desde a concepção. 
Veja o artigo 2 do CC/2002: 
Art. 2 o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe 
a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
6. (FCC - 2022 - TRT - 23ª REGIÃO - Analista Judiciário) De acordo com o Código Civil, a morte 
presumida da pessoa: 
 
a) não pode ser judicialmente declarada sem que haja requerimento de algum dos seus sucessores. 
b) pode ser declarada mesmo sem decretação de ausência. 
c) só pode ser declarada se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. 
d) não autoriza a abertura da sucessão antes de decorridos dez anos do trânsito em julgado da sentença 
que a declarar. 
e) pode ser registrada em registro público independentemente de declaração judicial em casos de 
catástrofes naturais. 
Comentários 
De acordo com o CC/2002, a morte presumida da pessoa pode ser declarada mesmo sem decretação de 
ausência: 
Art. 7 o Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: 
I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; 
II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até 
dois anos após o término da guerra. 
Parágrafo único. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser 
requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a 
data provável do falecimento. 
Em relação às demais alternativas, pode ser judicialmente declarada sem que haja requerimento de 
algum dos seus sucessores. Ainda, pode ser declarada se for extremamente provável a morte de quem 
estava em perigo de vida e, também, se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for 
encontrado até dois anos após o término da guerra. 
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Ademais, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que é possível a abertura da 
sucessão definitiva prevista no artigo 38 do CC/2002 independentemente de prévia sucessão 
provisória. Para o colegiado, apenas a hipótese do artigo 37 do CC exige a sucessão provisória para a 
abertura da definitiva. 
Por fim, a morte presumida, com ou sem decretação de ausência, dever ser declarada judicialmente e, 
só depois, registrada em registro público. 
Gabarito: B 
7. (FCC - 2022 - TRIBUNAL REGIONALDO TRABALHO DO PIAUÍ) De acordo com o Código Civil, 
a capacidade de fato: 
 
a) cessa para aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade. 
b) é plena desde a concepção. 
c) presume-se relativa até prova em contrário. 
d) é plena desde o nascimento com vida, colocando-se a salvo, porém, os direitos do nascituro, desde a 
concepção. 
e) é relativa para os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem 
exprimir sua vontade são relativamente incapazes. Veja o art. 4 do CC/2002: 
Art. 4 São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
A alternativa B está incorreta, pois a personalidade começa do nascimento com vida, nos termos do 
CC/2002: 
Art. 2 o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe 
a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
A alternativa C está incorreta, porque a capacidade não se presume relativa. A legislação civil enumera 
quem são incapazes, nos termos do art. 4 do CC/2002: 
Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
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IV - os pródigos. 
Parágrafo único. A capacidade dos indígenas será regulada por legislação especial. 
A alternativa D está incorreta, pois capacidade divide-se em dois tipos: 
1. Capacidade de direito: em que a pessoa adquire direitos, podendo ou não exercê-los. 
2. Capacidade de exercício ou de fato: em que a pessoa exerce seu próprio direito. 
Por tanto, desde o nascimento não é possível ter capacidade de fato, pois um recém-nascido exercerá 
seus direitos por meio de um representante. 
A alternativa E está correta, pois os maiores de dezesseis e menores de dezoito nãos são relativamente 
incapazes, conforme CC/2002: 
Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
8. (FCC - 2021 - MANAUSPREV - Técnico Previdenciário Especialidade) A parte geral do 
Código Civil estabelece regras a respeito da capacidade civil das pessoas naturais. As regras em 
vigor no ordenamento jurídico civil consideram absolutamente incapaz de exercer 
pessoalmente os atos da vida civil a pessoa: 
 
a) menor de vinte e um anos. 
b) menor de dezoito anos. 
c) menor de dezesseis anos. 
d) que seja ébria habitual e os viciados em tóxico, mesmo depois de cessada a menoridade. 
e) que, por causa transitória ou permanente, não puder exprimir sua vontade, mesmo depois de cessada 
a menoridade. 
Comentários 
Somente são absolutamente incapazes os menores de dezesseis anos, conforme art. 3 do CC/2002: 
Art. 3º São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
Gabarito: C 
9. (FCC - 2021 - TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar) De acordo com o Código Civil, a 
incapacidade das pessoas menores de dezoito anos: 
 
a) cessará pela morte de ambos os pais. 
b) É sempre absoluta. 
c) É sempre relativa. 
d) cessará pela colação de grau em curso superior. 
e) cessará pela concessão dos pais, mediante instrumento particular. 
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Comentários 
Para resolver esta questão basta analisar o art. 5 do CC/2002, que enumera as hipóteses nas quais para 
os menores cessará a incapacidade: 
Art. 5 o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica 
habilitada à prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento 
público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido 
o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; 
II - pelo casamento; 
III - pelo exercício de emprego público efetivo; 
IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; 
V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, 
desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia 
própria. 
A alternativa D está correta, pois cessará para os menores a incapacidade pela colação de grau em 
curso de ensino superior. 
10. (FCC/ AFAP – 2019) Anacleto tem 17 anos, é viciado em tóxicos e, por deficiência mental 
permanente, não exprime sua vontade de forma clara e inteligível. Anacleto é: 
a) relativamente incapaz em relação à idade e ao vício em tóxicos; absolutamente incapaz em relação à 
deficiência mental permanente. 
b) relativamente incapaz em relação a todas as situações indicadas. 
c) pelas circunstâncias, absolutamente incapaz em relação a todas as situações narradas. 
d) relativamente incapaz em relação à idade; absolutamente incapaz em relação ao vício em tóxicos e à 
deficiência mental permanente. 
e) relativamente incapaz em relação à idade e à deficiência mental permanente; capaz plenamente 
quanto ao vício em tóxicos, que representa somente um problema de saúde pública. 
Comentários 
A Alternativa A está incorreta, nos termos do CC/2002: 
Art. 3 o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
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II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
A alternativa B está correta, conforme Art.4 da Lei 13.146/15 do CC, todos os casos apresentados na 
questão apresentam-se corretos. 
Art. 4º. São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
IV - os pródigos. 
A alternativa C está incorreta, apenas são consideradas incapazes de exercer os atos da vida civil, 
menores de 16 anos. Lei 13.146/15 do CC, Art. 3 – São absolutamente incapazes de exercer 
pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos. 
A alternativa D está incorreta, de acordo com o Art.4 da Lei 13.146/15 do CC, todos os casos 
apresentados são relativamente incapazes. 
A alternativa E está incorreta, como apresente na Lei 13.146/15 do CC, no caso de vício em tóxicos, 
“Art.4 São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: ... II – os ébrios habituais e 
os viciados em tóxico “. 
Art. 4º. São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
IV – os pródigos. 
11. (FCC/TRF-3 – 2019) Ricardo, maior de 16 anos, não consegue, por causa permanente, 
exprimir sua vontade. Nesse caso, de acordo com o Código Civil, Ricardo: 
a) é absolutamente incapaz de exercer pessoalmente os atos da vida civil, não correndo contra ele a 
prescrição. 
b) é absolutamente incapaz de exercer pessoalmente os atos da vida civil, mas contra ele corre a 
prescrição.c) é incapaz, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer, não correndo contra ele a 
prescrição. 
d) é incapaz, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer, mas contra ele corre a prescrição. 
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e) não é incapaz, absoluta ou relativamente, mas contra ele não corre a prescrição. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, como sempre digo: SOMENTE o menor de 16 anos é absolutamente 
incapaz. Essa regra se extrai da literalidade do art. 3º do CC: 
Art. 3 o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
A alternativa B está incorreta, pois somente contra os absolutamente incapazes é que a prescrição fica 
impedida. Essa é a regra do art. 198, inc. I, do CC/2002: 
Art. 198. Também não corre a prescrição: 
I - contra os incapazes de que trata o art. 3 o ; 
A alternativa C está incorreta. De fato, Ricardo é relativamente incapaz, como prevê o CC/2002: 
Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir 
sua vontade; 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Para se chegar a tal conclusão, basta analisar os 
arts. 4º, inc. III, e 198, inc. I, ambos do CC/2002. Pela impossibilidade de expressar sua vontade, Ricardo 
é considerado relativamente incapaz, mas isso não impede que a prescrição corra. 
Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir 
sua vontade; 
Art. 198. Também não corre a prescrição: 
I - contra os incapazes de que trata o art. 3 o ; 
A alternativa E está incorreta, já que Ricardo se amolda perfeitamente à situação de incapacitação 
relativa do ar. 4º, inc. III, do CC/2002. 
12. (FCC - DPE-AM - Analista Jurídico de Defensoria - Ciências Jurídicas- 2019) De acordo com 
a atual redação do Código Civil, com as modificações operadas pela Lei Brasileira de Inclusão da 
Pessoa com Deficiência (Lei no 13.146/2015), são relativamente incapazes, 
a) as pessoas maiores de 16 e menores de 18 anos e os pródigos. 
b) todas as pessoas menores de 18 anos. 
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c) somente as pessoas maiores de 16 e menores de 18 anos, os ébrios habituais, os viciados em tóxicos 
e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido. 
d) somente as pessoas que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido. 
e) todas as pessoas maiores de 16 e menores de 18 anos que tenham sido emancipadas. 
Comentários 
Além desses também os ébrios habituais, viciados em tóxicos e aqueles por causa transitória ou 
permanente, não puderem exercer sua vontade como trata o art. 4° do CC em seus incisos: 
Art. 4° São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
IV - os pródigos. 
Gabarito: A 
13. (FCC/ PREFEITURA DE CARUARU - PE – 2018) Segundo o Código Civil, o incapaz: 
a) responde solidariamente, de forma direta, com seus responsáveis legais, não tendo qualquer 
atenuação se for relativamente incapaz e não podendo ser privado de meios mínimos de subsistência 
se for absolutamente incapaz, caso em que a indenização será equitativa. 
b) não responde em nenhum caso se for absolutamente incapaz, respondendo subsidiariamente, se for 
relativamente incapaz, em relação a seus responsáveis legais. 
c) responde solidariamente, de forma direta, com seus responsáveis legais, mas não pode ser privado 
de meios de subsistência mínimos, nem seu núcleo familiar. 
d) responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de 
fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes; a indenização será equitativa e não pode privar do 
necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem. 
e) não responde em nenhum caso, sendo relativa ou absolutamente incapaz, só tendo lugar indenização 
contra ele se, sendo relativamente incapaz, escondeu dolosamente sua idade, hipótese na qual será 
responsabilizado solidária e diretamente com seus responsáveis legais. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, visto que os incapazes não respondem solidariamente, mas subsidiária. 
A alternativa B está incorreta, dado que é incorreto afirma que não respondem em nenhum caso pois 
segundo o artigo 928 O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis 
não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. 
A alternativa C está incorreta, porque diz “solidariamente, de forma direta” e o correto é mas 
subsidiária. 
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A alternativa D está correta, nos termos do CC/2002: 
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele 
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. 
Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa, não 
terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem. 
A alternativa E está incorreta, nos termos do art. 928 do CC/2002, acima mencionado. 
14. (FCC/ PREFEITURA DE CARUARU - PE – 2018) Os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, 
os menores entre quatorze e dezesseis anos e aqueles que, por causa transitória ou permanente 
não puderem exprimir sua vontade são, respectivamente, 
a) relativamente incapazes, relativamente incapazes, absolutamente incapazes e relativamente 
incapazes. 
b) todos relativamente incapazes. 
c) todos absolutamente incapazes. 
d) relativamente incapazes, relativamente incapazes, absolutamente incapazes e absolutamente 
incapazes, embora sujeitos à legislação especial. 
e) absolutamente incapazes, relativamente incapazes, absolutamente incapazes e relativamente 
incapazes. 
Comentários 
A alternativa A está correta, pois são relativamente incapazes os ébrios habituais, viciados em tóxicos 
e aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade. Os menores de 
dezesseis anos são considerados absolutamente incapazes. Veja CC/2002: 
Art. 3 o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
IV - os pródigos. 
A alternativa B está incorreta, visto que os menores de dezesseis anos são considerados absolutamente 
incapazes. 
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A alternativa C está incorreta, está incorreta, porque ébrios habituais, viciados em tóxicos e aqueles 
que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade são considerados 
relativamente incapazes. 
A alternativa D está incorreta, está incorreta, pois aqueles que, por causa transitória ou permanente, 
não puderem exprimir sua vontade são considerados relativamente incapazes, conforme dispõeo art. 
4°, inc. III. 
A alternativa E está incorreta, porque ébrios habituais e viciados em tóxicos são considerados 
relativamente incapazes. 
15. (FCC/ SEFAZ-SC – 2018) Considere as seguintes situações: 
I. Paulo é menor de dezesseis anos. 
II. Roberto tem deficiência mental que lhe retira o discernimento para a prática dos atos da vida civil. 
III. Tiago não pode exprimir sua vontade por causa permanente. 
IV. Maurício não pode exprimir sua vontade por causa transitória. 
De acordo com a legislação vigente a respeito das incapacidades, considerando somente as informações 
apresentadas, 
a) apenas Paulo é absolutamente incapaz. 
b) todos são absolutamente incapazes. 
c) todos são relativamente incapazes. 
d) apenas Paulo e Tiago são absolutamente incapazes. 
e) apenas Paulo, Roberto e Tiago são absolutamente incapazes. 
Comentários 
A alternativa A está correta, nos termos do CC/2002: 
Art. 3 o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
A alternativa B está incorreta, apenas Paulo é absolutamente incapaz, Tiago e Maurício são 
considerados relativamente incapazes, por força do art. 4º e Roberto é, em tese, plenamente capaz, já 
que, pelo EPD, as pessoas com deficiência não mais se consideram incapazes em decorrência pura e 
simples da deficiência. 
A alternativa C está incorreta, porque Paulo é absolutamente incapaz, não podendo assim alegar que 
todos são relativamente incapazes. 
A alternativa D está incorreta, pois Tiago é relativamente incapaz por base no CC/2002: 
Art.4° São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
III- aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
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A alternativa E está incorreta, devido a Roberto e Thiago não serem absolutamente incapazes. 
16. (FCC/ TRT - 15ª REGIÃO – 2018) Em relação à capacidade, considerando o que dispõe o 
Código Civil, 
a) por disposição expressa, a personalidade civil da pessoa começa com sua concepção. 
b) são absolutamente incapazes aqueles que, por causa transitória ou permanente, como o estado de 
coma, não puderem exprimir sua vontade. 
c) entre outras hipóteses, cessará, para os menores, a incapacidade, pela concessão dos pais, ou de um 
deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, 
ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos. 
d) a comoriência, isto é, a morte de duas ou mais pessoas na mesma ocasião, resolve-se na presunção 
de que a mais velha morreu primeiro, se não for possível provar quem faleceu em primeiro lugar. 
e) a morte presumida exige sempre a decretação da ausência, que se dá quando a lei autoriza a abertura 
de sucessão definitiva. 
 Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois segundo o art. 2° do CC a personalidade civil começa com o 
nascimento com vida e não com a concepção 
Art. 2° a personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a 
salvo, dede a concepção, os direitos do nascituro. 
A alternativa B está incorreta, o CC traz em seu artigo terceiro que são absolutamente incapazes de 
exercer pessoalmente os atos da sua vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos. Os que não podem 
exprimir sua vontade por causa transitória encaixam se em relativamente incapazes conforme o artigo 
4° e não absolutamente como é exposto e tal afirmativa. 
A alternativa C está correta, nos termos do CC/2002: 
Art. 5 o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica 
habilitada à prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento 
público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido 
o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; 
A alternativa D está incorreta, nos termos do CC/2002: 
Art. 8 o Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo 
averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-ão 
simultaneamente mortos. 
A alternativa E está incorreta, nos termos do CC/2002: 
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Art. 7 o Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: 
I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; 
II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até 
dois anos após o término da guerra. 
17. (FCC/ TRT - 6ª REGIÃO – 2018) No tocante à personalidade e à capacidade, conforme 
previsão do Código Civil, é correto afirmar: 
a) A existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, de maneira absoluta, quanto 
aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura da sucessão provisória. 
b) A personalidade civil da pessoa começa com o registro de seu nascimento no Cartório competente. 
c) São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os ébrios habituais e os 
viciados em tóxicos. 
d) Entre outros, são incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer, aqueles que, por 
causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade. 
e) Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência, exclusivamente na hipótese da 
extrema possibilidade de morte de quem se encontrava em perigo de vida. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, quanto aos ausentes a presunção de morte, não é absoluta, mas sim 
relativa. Nos termos do CC/2002: 
Art. 6 o A existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, quanto 
aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva. 
A alternativa B está incorreta, nos termos do CC/2002: 
Art. 2 o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe 
a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
A alternativa C está incorreta, nos termos do CC/2002: 
Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
A alternativa D está correta, nos termos do CC/2002: 
Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
A alternativa E está incorreta, nos termos do CC/2002: 
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Art. 7 o Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: 
I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; 
II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até 
dois anos após o término da guerra. 
18. (FCC/ TRE-SP—2017) O menor de dezesseis anos: 
a) Possui personalidade e tem resguardados todos os direitos inerentes a ela, mas é relativamente 
incapaz para os atos da vida civil. 
b) Não possui personalidade, a qual é adquirida com a maioridade civil. 
c) Possui personalidade e tem resguardados todos os direitos inerentes a ela, mas é absolutamente 
incapaz para os atos da vida civil. 
d) Possui personalidade, mas os direitos inerentes a ela, bem como os atos da vida civil, poderão ser 
exercidos pessoalmente apenas aos dezesseis anos completos, quando é adquirida capacidade plena. 
e) Possui personalidade, mas os direitos inerentes a ela, bem como os atos da vida civil, poderão ser 
exercidos, sob representação,apenas aos dezesseis anos completos, quando é adquirida capacidade 
relativa. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, o menor de idade não é relativamente incapaz como traz a questão, mas 
absolutamente incapaz. Veja CC/2002: 
Art. 1º. Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. 
Art. 2º. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe 
a salvo, desde a concepção os direitos do nascituro. 
Art. 3°. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
A alternativa B está incorreta, pois ao contrário do que se diz, o menor possui personalidade, a qual é 
adquirido com o nascimento com vida. Veja CC/2002: 
Art. 2º. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe 
a salvo, desde a concepção os direitos do nascituro. 
A alternativa C está correta, pois O menor de dezesseis anos possui personalidade E os direitos 
inerentes a ela. Todavia, são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil. 
Veja CC/2002: 
Art. 1º. Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. 
Art. 2º. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe 
a salvo, desde a concepção os direitos do nascituro. 
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Art. 3°. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
A alternativa D está incorreta, veja CC/2002: 
Art. 1º. Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. 
Art. 2º. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe 
a salvo, desde a concepção os direitos do nascituro. 
Art. 3°. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
Art. 4°. São INCAPAZES, RELATIVAMENTE a certos atos ou à maneira de os exercer 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
A alternativa E está incorreta, pois o menor de dezesseis anos possui personalidade e tem 
resguardados todos os direitos inerentes a ela, mas é absolutamente incapaz para os atos da vida civil. 
Veja CC/2002: 
Art. 1º. Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. 
Art. 2º. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe 
a salvo, desde a concepção os direitos do nascituro. 
Art. 3°. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
19. (FCC/TRT – 21ª REGIÃO – 2017) João se tornou órfão de ambos os pais no dia 01 de junho 
de 2017, colou grau em curso de ensino superior no dia 02 de julho de 2017, entrou em exercício 
de emprego público efetivo no dia 03 de agosto de 2017, casou-se no dia 04 de setembro de 2017 
e completou dezoito anos de idade no dia 05 de outubro de 2017. Nesse caso, de acordo com o 
Código Civil, a incapacidade de João cessou no dia: 
a) 1 de junho de 2017. 
b) 3 de agosto de 2017. 
c) 2 de julho de 2017. 
d) 5 de outubro de 2017. 
e) 4 de setembro de 2017. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, nesse caso a incapacidade não cessou, no dia 1 de junho de 2017. João 
era menor de 18 anos, portanto é considerado relativamente incapaz, devendo ser representado. O fato 
de haver se tornado órfão não gera a cessação da incapacidade, uma vez que não é situação prevista em 
lei para emancipação. Veja CC/2002: 
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Art. 4º São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
 I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
A alternativa B está incorreta, pois João se emancipa pelo exercício de emprego público efetivo, veja 
CC/2002: 
Art. 5 o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica 
habilitada à prática de todos os atos da vida civil. 
III - pelo exercício de emprego público efetivo; 
A alternativa C está correta, nesse caso, de acordo com o CC/2002, a incapacidade de João cessou no 
dia 2 de julho de 2017. Veja: 
Art. 5 o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica 
habilitada à prática de todos os atos da vida civil. 
IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; 
A alternativa D está incorreta, visto que antes de completar a maioridade já estava emancipado, nos 
termos do artigo 5, IV do CC/2002. 
A alternativa E está incorreta, visto que antes de completar a maioridade já estava emancipado, nos 
termos do artigo 5, IV do CC/2002. 
20. (FCC/ TST – 2017) Em julho de 2015, tendo como base a Convenção sobre os Direitos das 
Pessoas com Deficiência, foi instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 
n° 13.146/2015), destinada a assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos 
direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social 
e cidadania. Nesse sentido: 
a) o Código Civil passou a considerar relativamente incapazes a certos atos ou à maneira de os exercer 
aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade. 
b) considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de curto, médio e longo prazos, de 
natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, 
pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais 
pessoas. 
c) a pessoa com deficiência tem direito a condições justas e favoráveis de trabalho, incluindo igual 
remuneração por trabalho de igual valor; admitindo-se, contudo, nos termos da lei, restrição ao 
trabalho da pessoa com deficiência e diferenciação em razão de sua condição, inclusive nas etapas de 
recrutamento, seleção, contratação e admissão no emprego. 
d) uma vez vigente o contrato de trabalho, a pessoa com deficiência tem direito à participação e ao 
acesso a cursos, treinamentos, educação continuada, planos de carreira, promoções, bonificações e 
incentivos profissionais oferecidos pelo empregador, com prioridade em relação aos demais 
empregados. 
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e) o Código Civil deixou de considerar absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da 
vida civil: (i) os ausentes, declarados tais por ato do juiz; (ii) os que, por enfermidade ou deficiência 
mental, não tiverem o necessário discernimento, e (iii) os que, mesmo por causa transitória, não 
puderem exprimir sua vontade. 
Comentários 
A alternativa A está correta, o CC/2002 passou a considerar relativamente incapazes a certos atos ou 
à maneira de os exercer aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade. É o que dispõe o art. 4°: 
Art. 4°. São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
A alternativa B está incorreta, pois Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento 
de longo prazo. É o que dispõe o art. 2° da Lei 13.146/2015: 
Art. 2°. Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo 
prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma 
ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em 
igualdade de condições com as demais pessoas. 
A alternativa C está incorreta, visto que é vedada restrição ao trabalho da pessoa com deficiência e 
qualquer discriminaçãoem razão de sua condição. É o que dispõem os parágrafos 2° e 3° do art. 34 da 
Lei 13.146/2015: 
Art. 34, §2°. A pessoa com deficiência tem direito, em igualdade de oportunidades com 
as demais pessoas, a condições justas e favoráveis de trabalho, incluindo igual 
remuneração por trabalho de igual valor. 
§ 3°. É vedada restrição ao trabalho da pessoa com deficiência e qualquer 
discriminação em razão de sua condição, inclusive nas etapas de recrutamento, seleção, 
contratação, admissão, exames admissional e periódico, permanência no emprego, 
ascensão profissional e reabilitação profissional, bem como exigência de aptidão plena. 
A alternativa D está incorreta, pessoa com deficiência tem direito à participação e ao acesso a cursos 
em igualdade de oportunidades com os demais empregados. É o que dispõe o art. 34, §4° da Lei 
13.146/2015: 
§ 4°. A pessoa com deficiência tem direito à participação e ao acesso a cursos, 
treinamentos, educação continuada, planos de carreira, promoções, bonificações e 
incentivos profissionais oferecidos pelo empregador, em igualdade de oportunidades 
com os demais empregados. 
A alternativa E está incorreta, pois Em julho de 2015, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com 
Deficiência (Lei n° 13.146/2015), revogou o art. 3° do CC (Lei n° 10.406/2002). Nesse sentido, o CC de 
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2002 deixou de considerar absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: (II) 
os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento, e (III) os que, 
mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. 
21. (FCC/ FUNAPE – 2017) Durante uma tempestade uma pessoa que nadava em um perigoso 
rio desapareceu. As extensas buscas e averiguações destinadas a encontrá-la encerraram-se sem 
êxito. Tem-se, nesse caso, uma situação de: 
a) morte real. 
b) morte presumida, diversa de ausência. 
c) ausência. 
d) morte civil. 
e) incapacidade civil absoluta. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, nos termos do CC/2002: 
Art. 6 o A existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, quanto 
aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva. 
A alternativa B está correta, não há contato com o cadáver, nem testemunhas que presenciaram ou 
constataram a morte, mas a morte da pessoa é extremamente provável. Veja CC/2002: 
Art. 7 o Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: 
I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; 
A alternativa C está incorreta, nesse caso, não se pode alegar apenas ausência, pois houve a ocorrência 
de um evento que resultou no desaparecimento do indivíduo. Entende-se por ausência “é aquela pessoa 
cuja habitação se ignora ou de cuja existência se dúvida, e cujos bens ficaram ao desamparo” 
A alternativa D está incorreta, se trata da perda de direitos políticos como os de votar e de exercer 
funções públicas, como também a perda de direitos civis básicos, mas não da própria existência em si. 
A alternativa E está incorreta, a lei refere-se a incapacidade como: “aquele que não tem discernimento, 
maturidade ou alguma doença que as tornam vulnerável para a efetivação de seus direitos na esfera 
civil”. A Incapacidade Civil Absoluta: o sujeito necessita de estar representado por pessoa com a 
capacidade civil plena. Nesse caso, não é cabível pois, há como fato o desaparecimento e não alguma das 
condições citadas. 
22. (FCC/ FUNAPE – 2017) Quanto à capacidade civil, considere: 
I. Os menores de dezesseis anos são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da 
vida civil. 
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II. Os menores de dezoito anos emancipados e também os maiores de dezoito anos que, por causa 
transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade são incapazes relativamente a certos 
atos ou à maneira de os exercer. 
III. Cabe à legislação especial regular a capacidade dos indígenas. 
IV. A incapacidade cessará para os menores pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, 
mediante instrumento particular, independentemente de homologação judicial. 
Está correto o que se afirma apenas em: 
a) I e II 
b) II e III. 
c) II e IV. 
d) I e IV. 
e) I e III. 
Comentários 
O Item I está correto, conforme disposto no Art. 3 do CC/2002 de 2002, menores de dezesseis anos são 
absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil. 
O Item II está incorreto, de acordo com os Art. 4 e 5 do CC/2002, menores de dezoito anos emancipados 
e os maiores de dezoito anos são considerados capazes 
Art. 4°. São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
Art. 5°. A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica 
habilitada à prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento 
público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido 
o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; 
O Item III está correto, cabe à legislação especial regular a capacidade dos indígenas. É o que dispõe o 
Parágrafo único do art. 4° do CC/2002: 
Art. 4°. Parágrafo único. A capacidade dos indígenas será regulada por legislação 
especial. 
O Item IV está incorreto, previsto no Art. 5 do CC/2002, A emancipação voluntária é a dada pelos pais, 
ou por um deles na falta do outro, através de um instrumento público feito em cartório, neste caso 
devemos frisar que é desnecessária a homologação judicial. 
Art. 5°. Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
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I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento 
público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido 
o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; 
Gabarito: E (I e III) 
23. (FCC/ ARTESP – 2017) Considere que Carlos, piloto de aeronaves, tenha sido considerado 
pródigo, nos termos da legislação civil pátria em vigor. Tal declaração significa que Carlos: 
a) era considerado desaparecido e agora recupera todos os direitos que estavam suspensos desde a 
declaração de ausência, ressalvados os direitos de terceiros de boa-fé. 
b) passa a ser considerado absolutamente incapaz para o exercício dos atos da vida civil, que serão nulos 
se realizados sem a devida representação legal. 
c) torna-se relativamente incapaz, com a declaração de interdição, para a realização de determinados 
atos da vida civil, entre os quais a alienação ou oneração de bens. 
d) perde a condição de sujeito de direitos, apenas em relação a alguns direitos de natureza patrimonial, 
preservando-se os demais direitos da personalidade. 
e) passa a ser considerado absolutamente incapaz, o que significa a interdição de todos os direitos da 
personalidade, que somente podem ser exercidos mediante o instituto da tutela. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, como Carlos é considerado pródigo, nos termos da legislação civil pátria 
em vigor, significa que é relativamente incapaz, de acordo com o CC/2002: 
Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
IV - os pródigos. 
A alternativa B está incorreta, Tal declaração significa que Carlos passa a serLista de Questões - Ausência - Multibancas 432
..............................................................................................................................................................................................32) Pessoas naturais - Domicílio 439
..............................................................................................................................................................................................33) Questões Comentadas - Domicílio - Cebraspe 441
..............................................................................................................................................................................................34) Lista de Questões - Domicílio - Cebraspe 444
..............................................................................................................................................................................................35) Questões Comentadas - Domicílio - FCC 445
..............................................................................................................................................................................................36) Lista de Questões - Domicílio - FCC 456
..............................................................................................................................................................................................37) Questões Comentadas - Domicílio - Vunesp 460
..............................................................................................................................................................................................38) Lista de Questões - Domicílio - Vunesp 462
..............................................................................................................................................................................................39) Questões Comentadas - Domicílio - Multibancas 463
..............................................................................................................................................................................................40) Lista de Questões - Domicílio - Multibancas 487
..............................................................................................................................................................................................41) Questões Comentadas - Domicílio - FGV 496
..............................................................................................................................................................................................42) Lista de Questões - Domicílio - FGV 505
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Título I – Pessoas naturais 
Capítulo I – Personalidade e Capacidade 
1 – Personalidade 
O art. 1º do Código Civil estabelece que “Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil”. 
Não há, portanto, um sujeito sem direitos ou direitos sem sujeito que os titularize, diante da 
possibilidade de a pessoa ser titular de direitos e obrigações. 
Em relação à pessoa jurídica há regra própria. Quanto à pessoa natural, a Teoria Natalista 
é aquela à qual maior parte da doutrina brasileira é adepta. Segundo ela, a 
personalidade começa com o nascimento com vida, daí o nome Teoria Natalista. É, em 
síntese e de maneira bastante clara, a previsão contida no art. 2º do Código Civil: 
A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os 
direitos do nascituro. 
Esse dispositivo prevê que apesar de pessoa ainda não ser, o nascituro tem seus direitos 
protegidos, da mesma forma como se protege a expectativa de direito, em certo sentido. De qualquer 
sorte, até mesmo o natimorto tem a proteção de certos direitos de personalidade, ainda que 
mesmo a Teoria Concepcionista não pretenda entendê-lo como pessoa. 
O Código Civil, portanto, não adotou a Teoria Concepcionista, segundo a qual a personalidade começaria 
com a concepção. Assim, para esta, o nascituro não só teria proteção jurídica como também já seria 
considerado pessoa, para fins de aplicação da relação jurídica. 
2 – Capacidade 
Você acha que é possível alguém ter personalidade, mas não capacidade? É. 
Os menores de 16 anos, segundo o art. 3º do Código Civil, têm personalidade, mas não 
têm plena capacidade, são absolutamente incapazes. A capacidade é o atributo genérico 
para ser titular de direitos e obrigações, como determina o art. 1º do Código Civil: 
Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. 
Trata-se da capacidade de direito, capacidade essa titularizada por todos aqueles que têm 
personalidade. A capacidade de direito é a capacidade potencial para que a pessoa exerça os atos da 
vida civil. Assim, capacidade de direito é sinônimo de personalidade. 
A capacidade de fato, por outro lado, é o poder efetivo de exercer plenamente os atos da vida civil. 
Você pode visualizar isso, imaginando que a personalidade é um copo e a capacidade a marcação desse 
copo. Alguns possuem um copo pequeno com pouca capacidade e outros um copo maior com grande 
capacidade; mas todos têm de ter um copo para chamar de seu. 
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 A partir disso permite-se entender as classificações de absolutamente incapaz, relativamente incapaz 
e plenamente capaz. Alguém pode ter mais ou menos capacidade de fato (copo maior ou menor), mas 
nunca mais ou menos personalidade (todos têm um copo). 
No caso de incapacidade absoluta, há a representação do incapaz pelos pais, tutores ou curadores. São 
absolutamente incapazes apenas os menores de 16 anos, segundo o art. 3º do Código Civil. 
Quais são as exceções a essa regra? Não há. Somente pode ser considerado absolutamente incapaz o 
menor de 16 anos, e ponto. Sem exceção. E a pessoa com deficiência? Não importa, se ela tem mais de 
16 anos, não pode ser considerada absolutamente incapaz. 
Na incapacidade relativa, por outro lado, a limitação é parcial. Entende-se que o discernimento é 
maior. Rege-se a incapacidade relativa pelo art. 4º do Código Civil. São relativamente incapazes: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; 
IV - os pródigos. 
 
ATENÇÃO ESPECIAL! O inciso III do art. 4º do Código Civil fala daqueles que, por causa transitória ou 
permanente, não puderem exprimir sua vontade. 
 
 
 
 
Ou seja, apenas se a pessoa com deficiência “por causa transitória ou permanente, não puder exprimir 
sua vontade” é que ela será considerada relativamente incapaz. E como você vai saber disso? 
Sua prova tem que dizer que a pessoa “por causa transitória ou permanente, não pode exprimir sua 
vontade”. Se a prova disser que a pessoa “tem uma deficiência severa”, “tem autismo grave” ou qualquer 
outra coisa, a pessoa é plenamente capaz. 
Não interessa o que você acha ou o que eu acho. Ela é a capaz. Sem discussão. 
Apenas quando estritamente necessário for, a pessoa com deficiência será submetida à curatela, nos 
casos estabelecidos em lei. 
Quanto à capacidade dos indígenas, a Lei 6.001/1973 – Estatuto do Índio – dispõe sobre os 
requisitos para que o indígena tenha plenitude da capacidade civil. Não se preocupe com 
maiores detalhes. 
Deficiência não significa que a pessoa não possa exprimir sua vontade. Segundo o art. 6º da Lei 
13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência): “A deficiência não afeta a plena 
capacidade civil da pessoa”. 
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TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Oficial de Justiça) Direito Civil - 2023considerado 
relativamente, e não absolutamente, incapaz para o exercício dos atos da vida civil, que serão anuláveis 
se realizados sem a devida assistência legal. Ainda, a incapacidade relativa é suprida pelo instituto da 
assistência, devendo tais incapazes serem assistidos, sob pena do negócio jurídico ser anulável. Veja 
CC/2002: 
Art. 171. Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio 
jurídico: 
I - por incapacidade relativa do agente; 
A alternativa C está correta, tal declaração significa que Carlos torna-se relativamente incapaz, com a 
declaração de interdição, para a realização de determinados atos da vida civil, entre os quais a alienação 
ou oneração de bens. Veja CC/2002: 
Art. 1.782. A interdição do pródigo só o privará de, sem curador, emprestar, transigir, 
dar quitação, alienar, hipotecar, demandar ou ser demandado, e praticar, em geral, os 
atos que não sejam de mera administração. 
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A alternativa D está incorreta, Carlos perde a capacidade de fato, apenas em relação a alguns direitos 
de natureza patrimonial, preservando-se os demais direitos da personalidade. A interdição do pródigo 
só interfere em atos de disposição e oneração do seu patrimônio. Os atos da vida civil exercidos por si, 
em relação à sua capacidade de exerce-lo, é chamado de capacidade de fato. A capacidade de direito é 
inerente à pessoa humano, portanto é mantida sempre. Veja CC/2002: 
A alternativa E está incorreta, a declaração em questão afirma que Carlos passa a ser considerado 
relativamente incapaz, e a sua interdição só interfere em atos de disposição e oneração do seu 
patrimônio. De acordo com os Art. 4 e 1.782 do CC/2002. 
24. (FCC/ SEGEP-MA – 2016) O artigo 2º do Código Civil dispõe que a personalidade civil da 
pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do 
nascituro. Por sua vez, o artigo 3º do Código Civil dispõe que são absolutamente incapazes de 
exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 anos. De acordo com o Código Civil: 
a) A personalidade civil inicia-se com 16 anos completos, embora a lei resguarde 
b) A personalidade inicia-se com o nascimento com vida, mas até os 16 anos a pessoa não tem 
capacidade para praticar os atos da vida civil, devendo ser representada. 
c) O ordenamento adotou a teoria concepcionista, que atribui personalidade civil ao nascituro, sob 
condição suspensiva. 
d) Como o ordenamento adotou a teoria natalista, admite-se, como regra, o aborto, pois a personalidade 
se inicia apenas com o nascimento com vida. 
e) A capacidade dos menores de 16 anos equipara-se à dos que, por enfermidade ou deficiência mental, 
não tiverem o necessário discernimento para a prática dos atos da vida civil. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois a Capacidade Civil plena, em regra, começa aos 18 anos completos, 
e a Personalidade Civil começa com o nascimento com vida. 
A alternativa B está correta, somente são representados os absolutamente incapazes, conforme a 
inteligência dos artigos abaixo: 
Art. 2° A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe 
a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
Art. 3° São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
A alternativa C está incorreta, em razão de que houve troca de conceitos entre as teorias. 
A teoria da personalidade condicional estabelece que o nascituro tem determinados direitos, mas que 
estes estão sujeitos a uma condição suspensiva, qual seja, o nascimento deste com vida. 
Por outro lado, a teoria concepcionista diz que a personalidade civil da pessoa natural já existe no 
nascituro (concepcção), sem necessidade do preenchimento de nenhum outro requisito (como o 
nascimento com vida, por exemplo). 
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A alternativa D está incorreta, ainda que o CC tenha adotado a teoria natalista, o ordenamento jurídico 
em geral converge na teoria concepcionista do nascituro para casos em que se discute dano moral 
devido ao nascituro, dessa forma,o aborto é proibido e é considerado um crime contra a vida, de acordo 
com o CP. 
O ordenamento jurídico como um todo – e não apenas o CC de 2002 – alinhou-se mais 
à teoria concepcionista para a construção da situação jurídica do nascituro, conclusão 
enfaticamente sufragada pela majoritária doutrina contemporânea (STJ 1.415.727-SC) 
 A alternativa E está incorreta o primeiro é absolutamente incapaz, e o segundo, deixou de ser 
relativamente incapaz, por força da lei 13.146 de 2015. 
25. (FCC/ SEGEP-MA – 2016) Aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem 
exprimir sua vontade, são considerados, pelo Código Civil: 
a) Relativamente incapazes, contra eles correndo a prescrição, mas possuindo ação contra seus 
assistentes que a ela tiverem dado causa. 
b) Absolutamente incapazes, contra eles não correndo a prescrição. 
c) Relativamente incapazes, contra eles não correndo a prescrição. 
d) Absolutamente incapazes, contra eles correndo a prescrição, mas possuindo ação contra seus 
assistentes que a ela tiverem dado causa. 
e) Relativamente incapazes, contra eles correndo a prescrição, e não possuindo ação contra seus 
assistentes que a ela tiverem dado causa. 
Comentários 
A alternativa A está correta, ganhando embasamento nos seguintes artigos do CC. 
Art. 3º. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
Art. 4º. São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
IV - os pródigos. 
Art. 195. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus 
assistentes ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem 
oportunamente. 
A alternativa B está incorreta, visto que o único caso se incapacidade absoluta que O CC traz é para os 
menores de 16 anos. 
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A alternativa C está incorreta, pois a Acerca da prescrição contra esses, os relativamente incapazes, 
dispõe o CC que: 
 Art. 195. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus 
assistentes ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem 
oportunamente. 
ART. 4 °: São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
A alternativa D está incorreta, não corre prescrição com relação a absolutamente incapaz. 
A alternativa E está incorreta, não há interrupção, impedimento ou suspensão do prazo prescricional 
contra os relativamente incapazes, mas estes possuem ação de regresso em face de seus assistentes ou 
representantes legais, quando derem causa à prescrição ou não a alegarem oportunamente. 
26. (FCC/ SAGEP-MA – 2016) Antes da vigência da Lei nº 13.146/2005, eram considerados 
absolutamente incapazes aqueles que não podiam exprimir a vontade, ainda que por causa 
transitória. Com a vigência da Lei nº 13.146/2005, passaram a ser considerados absolutamente 
incapazes apenas os menores de dezesseis anos. Esta mesma lei tratou como relativamente 
incapazes aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade.A Lei nº 13.146/2005 tem aplicação: 
a) Imediata, porém não atingindo as pessoas que já não podiam exprimir a vontade quando do início da 
vigência da referida norma, as quais continuam a ser consideradas absolutamente incapazes, em 
razão da proteção ao direito adquirido. 
b) Ultrativa, atingindo apenas as pessoas que passaram a não poder exprimir a vontade, por causa 
transitória ou permanente, depois do início da vigência da referida norma. 
c) Imediata, atingindo todas as pessoas que, no início da vigência da referida norma, não podiam 
exprimir a vontade, por causa transitória ou permanente, as quais passaram a ser consideradas 
relativamente incapazes. 
d) Imediata, porém não atingindo as pessoas que já não podiam exprimir a vontade, por causa 
transitória ou permanente, quando do início da vigência da referida norma, as quais continuam a ser 
consideradas absolutamente incapazes, em razão da vedação ao efeito retroativo. 
e) Imediata quanto às pessoas que, no início da vigência da referida norma, não podiam exprimir a 
vontade em razão de causa transitória, e ultrativa em relação às pessoas que não o podiam fazer por 
causa permanente, em razão da proteção ao ato jurídico perfeito. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, eis que a eficácia da lei é imediata, por força do art. 6º da LINDB, 
atingindo também as pessoas já interditadas. 
A alternativa B está incorreta, porque o referido dispositivo legal é expresso ao consignar a eficácia 
imediata da lei e não se fala em ultratividade dos dispositivos anteriores. 
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A alternativa C está correta, pois o EPD se aplicaria imediatamente às pessoas interditadas 
judicialmente, por lógica. 
A alternativa D está incorreta, dado que não se poderia manter pessoas, com as mesmas limitações 
psíquicas, com diferenças quanto à capacidade. 
A alternativa E está incorreta, pelas mesmas razões apresentadas na alternativa B. 
27. (FCC/ PREFEITURA DE TERESINA – PI – 2016) De acordo com o Código Civil, a 
personalidade civil da pessoa começa:: 
a) Com a concepção. 
b) Com o nascimento com vida. 
c) Aos 14 anos de idade. 
d) Aos 16 anos de idade. 
e) Aos 18 anos de idade. 
Comentários 
A alternativa B está correta, a personalidade civil começa com o nascimento com vida De acordo com 
o CC: 
Art. 2º. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a 
Lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
Gabarito: B 
28. (FCC/ PGE-MT – 2016) Janaina, por causa permanente, não pode exprimir a vontade. De 
acordo com o Código Civil, trata-se de pessoa que: 
a) possui personalidade, mas é relativamente incapaz para os atos da vida civil, tal como se dá com os 
maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. 
b) não possui personalidade, sendo absolutamente incapaz para os atos da vida civil. 
c) possui personalidade, mas é absolutamente incapaz para os atos da vida civil, tal como ocorre com 
os menores de dezesseis anos. 
d) possui personalidade e capacidade plena, podendo praticar todos os atos da vida civil. 
e) possui personalidade, mas é absolutamente incapaz para os atos da vida civil, tal como ocorre com 
os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. 
 Comentários 
A alternativa A está correta, Janaina, por causa permanente, não pode exprimir a vontade. De acordo 
com o CC, trata-se de pessoa que possui personalidade, mas é relativamente incapaz para os atos da vida 
civil, tal como se dá com os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. De acordo com o CC/2002: 
Art. 4°. São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
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I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
A alternativa B está incorreta, em virtude de que Janaina, por causa permanente, não pode exprimir a 
vontade. De acordo com o CC, trata-se de pessoa que possui personalidade, sendo relativamente incapaz 
para os atos da vida civil. De acordo com o CC/2002: 
Art. 4°. São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
Art. 2°. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe 
a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
A alternativa C incorreta, pois Janaina, por causa permanente, não pode exprimir a vontade. De acordo 
com o CC, trata-se de pessoa que possui personalidade, mas é relativamente incapaz para os atos da vida 
civil, tal como ocorre com os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. De acordo com o CC/2002: 
Art. 4°. São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
Art. 2°. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe 
a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
A alternativa D incorreta, porque Janaina, por causa permanente, não pode exprimir a vontade. De 
acordo com o CC, trata-se de pessoa que possui personalidade e capacidade de direito, podendo praticar 
certos atos da vida civil. 
Art. 2°. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe 
a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
A alternativa E está incorreta, pois trata-se de pessoa que possui personalidade, mas é relativamente 
incapaz para os atos da vida civil, tal como ocorre com os maiores de dezesseis e menores de dezoito 
anos. De acordo com o CC/2002: 
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Art. 4°. São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
III – aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
29. (FCC/ TJ- PI – 2015) O incapaz: 
a) Responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de 
fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. 
b) Não responde com seus bens pelos prejuízos que causar, em nenhuma hipótese, se a incapacidade 
for absoluta. 
c) Não responde com seus bens pelos prejuízos que causar, devendo suportá-los somente seus 
responsáveis. 
d) Apenas responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem 
obrigação de fazê-lo. 
e) Apenas responde com seus bens pelos prejuízos que causar, se a incapacidade cessar, ficando até 
esse momento suspenso o prazo prescricional. 
Comentários 
A alternativa A está correta, A banca exigiu o conhecimento literal do art. 928, parágrafo único do CC: 
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele 
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. 
A alternativa B está incorreta, está afirma que o incapaz não responde, mas como mencionado no art. 
928, ele responde. 
A alternativa C está incorreta, pois o incapaz responde e deve responder pelos prejuízos caso os seusresponsáveis não tiverem obrigação legal de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. 
A alternativa D está incorreta, respondem não apenas se as pessoas por ele responsável não tiverem 
obrigação, reponde também se elas não tiverem meios suficientes. 
A alternativa E está incorreta, pois não é compatível com o que dispõem o artigo 928: O incapaz 
responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-
lo ou não dispuserem de meios suficientes. 
30. (FCC/ TRT – 9° REGIÃO – 2015) De acordo com o Código Civil, os menores de dezesseis 
anos: 
a) Possuem personalidade desde a concepção e, com o nascimento com vida, adquirem capacidade para 
praticar os atos da vida civil, embora devam fazê-lo por meio de assistência. 
b) Possuem personalidade desde o nascimento com vida, mas são absolutamente incapazes de exercer 
pessoalmente os atos da vida civil. 
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c) Possuem personalidade desde a concepção e, com o nascimento com vida, adquirem capacidade para 
praticar os atos da vida civil, embora devam fazê-lo por meio de representação. 
d) Não possuem personalidade, a qual passa a existir, de maneira relativa, aos dezesseis anos completos. 
e) Possuem personalidade desde o nascimento com vida, mas são relativamente incapazes de exercer 
pessoalmente os atos da vida civil. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, 
De acordo com o CC, os menores de 16 anos (absolutamente incapaz) possuem personalidade desde a 
concepção e do nascimento com vida, a partir de então adquire a capacidade de direito para praticar os 
atos da vida civil, embora devam fazê-lo por meio de representação. De acordo com o art. 2º do CC/2002: 
Art. 2º. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe 
a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
A alternativa B está correta, pois de acordo com o Código Civil, os menores de 16 anos possuem 
personalidade desde o nascimento com vida, mas são absolutamente incapazes de exercer 
pessoalmente os atos da vida civil. 
De acordo com os artigos 2º e 3º do CC/2002: 
Art. 2º. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe 
a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
Art. 3º. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
A alternativa C está incorreta, em razão de que no Código Civil, os menores de 16 anos (absolutamente 
incapaz) possuem personalidade desde a concepção e do nascimento com vida, a partir de então adquire 
a capacidade de direito para praticar os atos da vida civil, embora devam fazê-lo por meio de 
representação. 
De acordo com o art. 2º do CC/2002: 
Art. 2º. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe 
a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
A alternativa D está incorreta, de acordo com o Código Civil, os menores de 16 anos (absolutamente 
incapaz) possuem personalidade desde a concepção e do nascimento com vida. 
De acordo com o art. 2º do CC/2002: 
Art. 2º. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe 
a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
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A alternativa E está incorreta, De acordo com o Código Civil, os menores de 16 anos possuem 
personalidade desde o nascimento com vida, mas são absolutamente incapazes de exercer 
pessoalmente os atos da vida civil. 
De acordo com os artigos 2º e 3º do CC/2002: 
Art. 2º. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe 
a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
Art. 3º. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
31. (FCC/ TRE-SE – 2015) Camila possui 17 anos e passará a exercer emprego público efetivo 
no mês que vem. Considerando que ela completará 18 anos no dia 1 de Abril de 2016 e que está 
com casamento marcado para o dia 21 de Dezembro de 2015, neste caso, de acordo com o Código 
Civil brasileiro, sua incapacidade civil cessará: 
a) Somente com o casamento. 
b) Apenas quando ela completar 18 anos. 
c) Com o exercício de emprego público efetivo. 
d) Em trinta dias a contar da data do seu casamento. 
e) Com a autorização judicial necessária para o seu casamento. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois o Art. 5 do CC/2002 dispõe-se de 5 condições, independentes entre 
si, para cessar a incapacidade, em caso de menores, e não de apenas dessa, mesmo sendo uma dessas 
condições. 
Art. 5 o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica 
habilitada à prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento 
público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido 
o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; 
II - pelo casamento; 
III - pelo exercício de emprego público efetivo; 
IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; 
V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, 
desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia 
própria. 
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A alternativa B está incorreta, pois tratando-se em caso de menores, há condições e relevâncias à serem 
consideradas que podem cessar a menoridade antes mesmo que complete 18 anos e a pessoa fique 
habilitada à pratica de todos os atos da vida civil. 
A alternativa C está correta, conforme o Art. 5 do CC/2002, o início do exercício de emprego público 
efetivo é uma das condições para cessar a incapacidade de prática de todos os atos da vida civil. 
A alternativa D está incorreta, neste caso, a sua incapacidade civil cessará a partir do momento em que 
assumir o exercício de emprego público, caso esse não existisse seria revogada sua incapacidade no ato 
da próxima condição para menores, prevista no Art. 5, nesse caso, o casamento. 
A alternativa E está incorreta, pois ela começará a trabalhar em emprego público efetivo antes da data 
do casamento, por tanto, ao se casar já estará emancipada. 
 
32. (FCC/ MPE-PB – 2015) Personalidade é: 
a) A capacidade de exercer os atos da vida civil. 
b) A legitimidade processual de estar em juízo. 
c) A capacidade especial para determinado negócio jurídico. 
d) O conjunto dos caracteres da pessoa humana. 
e) A legitimidade para exercer alguns direitos previstos na lei civil. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, a capacidade de exercer os atos da vida civil é a capacidade de fato. A 
personalidade tem sua medida na capacidade e para termos esta medida será necessário diferenciarmos 
a capacidade de direito (de gozo) da capacidade de fato (de exercício): 
Capacidade de direito (de gozo) = é a capacidade de adquirir direitos e contrair obrigações na vida civil. 
Capacidade de fato (de exercício) = é a capacidade de exercer por si mesmo os atos da vida civil. 
A alternativa B está incorreta, a legitimidade processual de estar em juízo é a capacidade processual, 
ou seja, a aptidão para a prática dos atos processuais, independentemente de assistência ou 
representação. 
A alternativa C está incorreta, trata-se da legitimação que é a capacidade especial para determinado 
ato ou negócio jurídico. 
A alternativa D está correta,a personalidade é o conjunto dos caracteres da pessoa humana. 
A alternativa E está incorreta, trata-se da legitimidade que é a autorização para a prática de alguns 
direitos previstos na lei. 
Personalidade X Capacidade X Legitimação 
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Personalidade: é a qualidade de quem é sujeito de direitos, é adquirida no exato momento do 
nascimento com vida e se encerra com a morte da pessoa. 
Capacidade: é a aptidão para adquirir direitos e exercer, por si ou por outrem, atos da vida civil. 
Legitimação: é a aptidão que está ligada a pessoa para praticar atos e negócios jurídicos previstos na lei. 
De acordo com o CC/2002: 
Art. 1°. Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. 
Surge assim a noção de capacidade, que se entrosa com a de personalidade e a de pessoa. 
A capacidade é a aptidão para adquirir direitos e exercer, por si ou por outrem, atos da vida civil. O 
conjunto desses poderes constitui a personalidade, que, localizando-se ou concretizando-se num ente, 
forma a pessoa. Assim, capacidade é elemento da personalidade. 
Capacidade exprime poderes ou faculdade; personalidade é a resultante desses poderes; pessoa é o ente 
a que a ordem jurídica outorga esses poderes. 
33. (FCC/ MANAUSPREV – 2015) A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a 
pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil, cessando a incapacidade para os 
menores: 
I. pelo casamento. 
II. pelo exercício de emprego público efetivo. 
III. pela colação de grau em curso de ensino médio. 
De acordo com o ordenamento jurídico vigente, está correto o que se afirma apenas em 
a) II. 
b) I. 
c) I e II. 
d) III 
e) I e III. 
Comentários 
O Item I está correto, conforme art. 5 do CC/2002: 
A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à 
prática de todos os atos da vida civil. 
II - pelo casamento; 
O Item II está correto, veja CC/2002: 
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 Art. 5 A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada 
à prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
III - pelo exercício de emprego público efetivo; 
O Item III está incorreto nos termos do Art. 5 do CC/2002: 
A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à 
prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; 
Gabarito: C (I e II) 
34. (FCC/ SEFAZ-PE – 2015) A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida, 
mas a lei: 
a) Não mais põe a salvo os direitos do nascituro, porque admitido o aborto de anencéfalos. 
b) Põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro e permite que, por testamento, seja chamada 
a suceder prole eventual de pessoas indicadas pelo testador, ainda que estas não tenham nascido ao 
abrir-se a sucessão. 
c) Põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro e da prole eventual de pessoas vivas. 
d) Põe a salvo desde a concepção os direitos do nascituro, mas, desde a entrada em vigor do CC atual, 
não mais permite seja aquinhoada por testamento prole eventual de qualquer pessoa. 
e) Põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro e permite que, por testamento, seja chamada 
a suceder prole eventual de pessoas indicadas pelo testador, desde que vivas estas ao abrir-se a 
sucessão. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
A alternativa B está incorreta, conforme art. 1.799 do CC/2002: 
Na sucessão testamentária podem ainda ser chamados a suceder: 
I - os filhos, ainda não concebidos, de pessoas indicadas pelo testador, desde que vivas 
estas ao abrir-se a sucessão, é necessário que os filhos de pessoas indicadas pelo 
testador estejam vivas estas ao abrir-se a sucessão. 
A alternativa C está incorreta, pois a lei trata apenas os direitos do nascituro 
A alternativa D está incorreta, conforme art. 1.799 do CC/2002, o testamento é valido para prole 
eventual. 
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A alternativa E está correta, conforme Art. 2 e 1.799 do CC/2002: 
Art. 2º. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe 
a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
Art. 1.799. Na sucessão testamentária podem ainda ser chamados a suceder: 
I - os filhos, ainda não concebidos, de pessoas indicadas pelo testador, desde que vivas 
estas ao abrir-se a sucessão; 
35. (FCC/ MPE-PE – 2018) De acordo com a atual redação do Código Civil, estão sujeitos à 
curatela: 
a) aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; os ébrios 
habituais e os viciados em tóxico; os deficientes mentais; e os deficientes visuais. 
b) aqueles que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para os 
atos da vida civil; aqueles que, por outra causa duradoura, não puderem exprimir a sua vontade; os 
deficientes mentais, os ébrios habituais e os viciados em tóxicos; os excepcionais sem completo 
desenvolvimento mental; os filhos menores de dezoito anos. 
c) aqueles que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para os 
atos da vida civil, desde que não se trate de fato transitório; e os ébrios habituais e os viciados em 
tóxicos. 
d) os excepcionais sem completo desenvolvimento mental; aqueles que, por outra causa duradoura, não 
puderem exprimir a sua vontade; os surdos, ainda que possam exprimir sua vontade; e os pródigos. 
e) aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; os ébrios 
habituais e os viciados em tóxico; e os pródigos. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, poiso artigo 1.767 não engloba os deficientes mentais nem os deficientes 
visuais. 
A alternativa B está incorreta, dado que além traz casos que não estão sujeitos a curatela. 
Art. 1767 Estão sujeitos a curatela 
I - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
III - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
V - os pródigos. 
A alternativa C está incorreta, pois diz “desde que não se trate de causa transitória” e o artigo traz “por 
causa transitória ou permanente” 
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A alternativa D está incorreta, em razão de que cita os excepcionais sem completo desenvolvimento 
mental; os surdos, ainda que possam exprimir sua vontade, invalidando assim a questão pois estes não 
estão expressos no rol taxativo do artigo 1.767 do CC/2002. 
A alternativa E está correta, pois dispõem exatamente da redação do artigo 1.767 do CC/2002: 
Art. 1.767. Estão sujeitos a curatela: 
I - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
III - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
V - os pródigos. 
36. (FCC/ DPE-SC – 2017) Sobre tutela, curatela e tomada de decisão apoiada, é correto 
afirmar: 
a) caso algum ascendente do menor se recuse a exercer a sua tutela, o juiz sempre poderá nomeá-lo 
com ou sem a sua anuência. 
b) o tutor pode, com autorização judicial, dispor de bens do menor a título gratuito. 
c) a curatela é institutosocial de proteção dos absolutamente incapazes para a prática de atos da vida 
civil. 
d) a tomada de decisão apoiada pode ser requerida pela pessoa com deficiência ou por qualquer das 
pessoas legitimadas para promover a interdição. 
e) para que o apoiador seja desligado a seu pedido do processo de tomada de decisão apoiada, é 
imprescindível a manifestação judicial sobre o pedido. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, em vista de que caso algum ascendente do menor se recuse a exercer a 
sua tutela, o juiz sempre poderá nomeá-lo com ou sem a sua anuência. 
Art. 1.736. Podem escusar-se da tutela: 
I - mulheres casadas; 
II - maiores de sessenta anos; 
III - aqueles que tiverem sob sua autoridade mais de três filhos; 
IV - os impossibilitados por enfermidade; 
V - aqueles que habitarem longe do lugar onde se haja de exercer a tutela; 
VI - aqueles que já exercerem tutela ou curatela; 
VII - militares em serviço. 
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Art. 1.739. Se o juiz não admitir a escusa, exercerá o nomeado a tutela, enquanto o 
recurso interposto não tiver provimento, e responderá desde logo pelas perdas e danos 
que o menor venha a sofrer. 
A alternativa B está incorreta, o tutor pode, com autorização judicial, dispor de bens do menor a título 
gratuito. 
Art. 1.749. Ainda com a autorização judicial, não pode o tutor, sob pena de nulidade:I - 
adquirir por si, ou por interposta pessoa, mediante contrato particular, bens móveis ou 
imóveis pertencentes ao menor;II - dispor dos bens do menor a título gratuito;III - 
constituir-se cessionário de crédito ou de direito, contra o menor. 
A alternativa C está incorreta, a curatela é instituto social de proteção dos absolutamente incapazes 
para a prática de atos da vida civil. 
Art. 1.767. Estão sujeitos a curatela: 
I - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; III - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
V - os pródigos. 
Alternativa D está incorreta, a tomada de decisão apoiada pode ser requerida pela pessoa com 
deficiência ou por qualquer das pessoas legitimadas para promover a interdição. 
ART. 1783-A -§ 2o O pedido de tomada de decisão apoiada será requerido pela pessoa 
a ser apoiada, com indicação expressa das pessoas aptas a prestarem o apoio previsto 
no caput deste artigo. 
Alternativa E correta, para que o apoiador seja desligado a seu pedido do processo de tomada de 
decisão apoiada, é imprescindível a manifestação judicial sobre o pedido. 
Art. 1783-A: § 10. O apoiador pode solicitar ao juiz a exclusão de sua participação do 
processo de tomada de decisão apoiada, sendo seu desligamento condicionado à 
manifestação do juiz sobre a matéria. 
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QUESTÕES COMENTADAS 
Personalidade e Capacidade (Art. 1 ao 10) 
FCC 
1. (FCC - 2022 - TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DO PARANÁ) Letícia tem 17 anos de 
idade e sofre de enfermidade mental que a impossibilita, de modo permanente, de exprimir sua 
vontade. Fernando, por sua vez, possui 21 anos de idade e, por conta de deficiência mental, tem 
o discernimento reduzido. De acordo com a atual redação do Código Civil, 
 
a) Letícia e Fernando são absolutamente incapazes. 
b) nem Letícia, nem Fernando incorrem em hipótese de incapacidade, absoluta ou relativa. 
c) Letícia é relativamente incapaz, mas deixará de sê-lo ao completar 18 anos, ao passo que Fernando é 
absolutamente incapaz. 
d) Letícia é relativamente incapaz, ao passo que Fernando não incorre em hipótese de incapacidade, 
absoluta ou relativa. 
e) Letícia e Fernando são relativamente incapazes. 
 
2. (FCC - 2022 - DETRAN-AP - Analista Jurídico em Trânsito) O Código Civil, ao tratar da 
capacidade da pessoa, considera incapazes, relativamente a certos atos ou a maneira de os 
exercer, aqueles que, entre outros: 
I. por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade. 
II. são ébrios eventuais submetidos a tratamento e pródigos. 
III. são maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. 
IV. são menores de dezesseis anos e os idosos, ainda que possam exprimir sua vontade. 
Está correto o que consta apenas em 
a) II e III. 
b) I e III. 
c) III e IV. 
d) I e II. 
e) II e IV. 
 
3. (FCC - 2022 - TRT - 14ª Região - Analista Judiciário) João foi concebido no dia 01 de janeiro 
de 2004, nasceu no dia 02 de outubro de 2004 e teve o seu nascimento registrado no Cartório de 
Registro Civil de Pessoas Naturais no dia 03 de outubro de 2004. Aos 16 anos, no dia 04 de 
outubro de 2020, foi emancipado pelos seus pais, tendo atingido a maioridade aos 18 anos, no 
dia 02 de outubro de 2022. Nesse caso, de acordo com o Código Civil, João adquiriu 
personalidade civil em 
 
a) 01 de janeiro de 2004. 
b) 02 de outubro de 2004. 
c) 03 de outubro de 2004. 
d) 04 de outubro de 2020. 
e) 02 de outubro de 2022. 
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4. (FCC - 2022 - TRT - 17ª Região - Analista Judiciário) No tocante aos atos da vida civil, as 
pessoas naturais que não puderem exprimir sua vontade são consideradas 
 
a) absolutamente incapazes, mesmo que tal impossibilidade decorra de causa transitória. 
b) absolutamente incapazes, desde que tal impossibilidade decorra de causa permanente. 
c) relativamente incapazes, mesmo que tal impossibilidade decorra de causa transitória. 
d) relativamente incapazes, desde que tal impossibilidade decorra de causa permanente. 
e) plenamente capazes, mas devem ser representadas. 
 
5. (FCC - 2022 - TRT - 22ª Região - Analista Judiciário) De acordo com o Código Civil, a 
capacidade de direito: 
 
a) atributo de toda pessoa e se inicia com o nascimento com vida, colocando-se a salvo, porém, os 
direitos do nascituro, desde a concepção. 
b) exsurge com dezesseis anos completos. 
c) exsurge com dezoito anos completos. 
d) inicia-se com a concepção e se subordina ao nascimento com vida. 
e) permite que qualquer pessoa exerça pessoalmente os atos da vida civil. 
 
6. (FCC - 2022 - TRT - 23ª REGIÃO - Analista Judiciário) De acordo com o Código Civil, a morte 
presumida da pessoa: 
 
a) não pode ser judicialmente declarada sem que haja requerimento de algum dos seus sucessores. 
b) pode ser declarada mesmo sem decretação de ausência. 
c) só pode ser declarada se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. 
d) não autoriza a abertura da sucessão antes de decorridos dez anos do trânsito em julgado da sentença 
que a declarar. 
e) pode ser registrada em registro público independentemente de declaração judicial em casos de 
catástrofes naturais. 
 
7. (FCC - 2022 - TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DO PIAUÍ) De acordo com o Código Civil, 
a capacidade de fato: 
 
a) cessa para aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade. 
b) é plena desde a concepção. 
c) presume-se relativa até prova em contrário. 
d) é plena desde o nascimento com vida, colocando-se a salvo, porém, os direitos do nascituro, desde a 
concepção. 
e) é relativa para os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. 
 
8. (FCC - 2021 - MANAUSPREV - Técnico Previdenciário Especialidade) A parte geral do 
Código Civil estabelece regras a respeito da capacidade civil das pessoas naturais. As regras em 
vigor no ordenamento jurídico civil consideram absolutamente incapaz de exercer 
pessoalmente os atos da vida civil a pessoa: 
 
a) menor de vinte e um anos. 
b) menor de dezoito anos. 
c) menor de dezesseis anos. 
d) que seja ébria habitual e os viciados em tóxico,mesmo depois de cessada a menoridade. 
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e) que, por causa transitória ou permanente, não puder exprimir sua vontade, mesmo depois de cessada 
a menorida 
6. (FCC - 2021 - TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar) De acordo com o Código Civil, a 
incapacidade das pessoas menores de dezoito anos: 
 
a) cessará pela morte de ambos os pais. 
b) É sempre absoluta. 
c) É sempre relativa. 
d) cessará pela colação de grau em curso superior. 
e) cessará pela concessão dos pais, mediante instrumento particular. 
 
10. (FCC/ AFAP – 2019) Anacleto tem 17 anos, é viciado em tóxicos e, por deficiência mental 
permanente, não exprime sua vontade de forma clara e inteligível. Anacleto é: 
a) relativamente incapaz em relação à idade e ao vício em tóxicos; absolutamente incapaz em relação à 
deficiência mental permanente. 
b) relativamente incapaz em relação a todas as situações indicadas. 
c) pelas circunstâncias, absolutamente incapaz em relação a todas as situações narradas. 
d) relativamente incapaz em relação à idade; absolutamente incapaz em relação ao vício em tóxicos e à 
deficiência mental permanente. 
e) relativamente incapaz em relação à idade e à deficiência mental permanente; capaz plenamente 
quanto ao vício em tóxicos, que representa somente um problema de saúde pública. 
11. (FCC/TRF-3 – 2019) Ricardo, maior de 16 anos, não consegue, por causa permanente, 
exprimir sua vontade. Nesse caso, de acordo com o Código Civil, Ricardo: 
a) é absolutamente incapaz de exercer pessoalmente os atos da vida civil, não correndo contra ele a 
prescrição. 
b) é absolutamente incapaz de exercer pessoalmente os atos da vida civil, mas contra ele corre a 
prescrição. 
c) é incapaz, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer, não correndo contra ele a 
prescrição. 
d) é incapaz, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer, mas contra ele corre a prescrição. 
e) não é incapaz, absoluta ou relativamente, mas contra ele não corre a prescrição. 
12. (FCC - DPE-AM - Analista Jurídico de Defensoria - Ciências Jurídicas- 2019) De acordo com 
a atual redação do Código Civil, com as modificações operadas pela Lei Brasileira de Inclusão da 
Pessoa com Deficiência (Lei no 13.146/2015), são relativamente incapazes: 
a) as pessoas maiores de 16 e menores de 18 anos e os pródigos. 
b) todas as pessoas menores de 18 anos. 
c) somente as pessoas maiores de 16 e menores de 18 anos, os ébrios habituais, os viciados em tóxicos 
e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido. 
d) somente as pessoas que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido. 
e) todas as pessoas maiores de 16 e menores de 18 anos que tenham sido emancipadas. 
13. (FCC/ PREFEITURA DE CARUARU - PE – 2018) Segundo o Código Civil, o incapaz: 
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a) responde solidariamente, de forma direta, com seus responsáveis legais, não tendo qualquer 
atenuação se for relativamente incapaz e não podendo ser privado de meios mínimos de subsistência 
se for absolutamente incapaz, caso em que a indenização será equitativa. 
b) não responde em nenhum caso se for absolutamente incapaz, respondendo subsidiariamente, se for 
relativamente incapaz, em relação a seus responsáveis legais. 
c) responde solidariamente, de forma direta, com seus responsáveis legais, mas não pode ser privado 
de meios de subsistência mínimos, nem seu núcleo familiar. 
d) responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de 
fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes; a indenização será equitativa e não pode privar do 
necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem. 
e) não responde em nenhum caso, sendo relativa ou absolutamente incapaz, só tendo lugar indenização 
contra ele se, sendo relativamente incapaz, escondeu dolosamente sua idade, hipótese na qual será 
responsabilizado solidária e diretamente com seus responsáveis legais. 
14. (FCC/ PREFEITURA DE CARUARU - PE – 2018) Os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, 
os menores entre quatorze e dezesseis anos e aqueles que, por causa transitória ou permanente 
não puderem exprimir sua vontade são, respectivamente: 
a) relativamente incapazes, relativamente incapazes, absolutamente incapazes e relativamente 
incapazes. 
b) todos relativamente incapazes. 
c) todos absolutamente incapazes. 
d) relativamente incapazes, relativamente incapazes, absolutamente incapazes e absolutamente 
incapazes, embora sujeitos à legislação especial. 
e) absolutamente incapazes, relativamente incapazes, absolutamente incapazes e relativamente 
incapazes. 
15. (FCC/ SEFAZ-SC – 2018) Considere as seguintes situações: 
I. Paulo é menor de dezesseis anos. 
II. Roberto tem deficiência mental que lhe retira o discernimento para a prática dos atos da vida civil. 
III. Tiago não pode exprimir sua vontade por causa permanente. 
IV. Maurício não pode exprimir sua vontade por causa transitória. 
De acordo com a legislação vigente a respeito das incapacidades, considerando somente as informações 
apresentadas, 
a) apenas Paulo é absolutamente incapaz. 
b) todos são absolutamente incapazes. 
c) todos são relativamente incapazes. 
d) apenas Paulo e Tiago são absolutamente incapazes. 
e) apenas Paulo, Roberto e Tiago são absolutamente incapazes. 
16. (FCC/ TRT - 15ª REGIÃO – 2018) Em relação à capacidade, considerando o que dispõe o 
Código Civil: 
a) por disposição expressa, a personalidade civil da pessoa começa com sua concepção. 
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==1027f2==
 
 
 
 
 
b) são absolutamente incapazes aqueles que, por causa transitória ou permanente, como o estado de 
coma, não puderem exprimir sua vontade. 
c) entre outras hipóteses, cessará, para os menores, a incapacidade, pela concessão dos pais, ou de um 
deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, 
ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos. 
d) a comoriência, isto é, a morte de duas ou mais pessoas na mesma ocasião, resolve-se na presunção 
de que a mais velha morreu primeiro, se não for possível provar quem faleceu em primeiro lugar. 
e) a morte presumida exige sempre a decretação da ausência, que se dá quando a lei autoriza a abertura 
de sucessão definitiva. 
17. (FCC/ TRT - 6ª REGIÃO – 2018) No tocante à personalidade e à capacidade, conforme 
previsão do Código Civil, é correto afirmar: 
a) A existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, de maneira absoluta, quanto 
aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura da sucessão provisória. 
b) A personalidade civil da pessoa começa com o registro de seu nascimento no Cartório competente. 
c) São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os ébrios habituais e os 
viciados em tóxicos. 
d) Entre outros, são incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer, aqueles que, por 
causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade. 
e) Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência, exclusivamente na hipótese da 
extrema possibilidade de morte de quem se encontrava em perigo de vida. 
18. (FCC/ TRE-SP—2017) O menor de dezesseis anos: 
a) Possui personalidade e tem resguardados todos os direitos inerentes a ela, mas é relativamente 
incapaz para os atos da vida civil. 
b) Não possui personalidade, a qual é adquiridacom a maioridade civil. 
c) Possui personalidade e tem resguardados todos os direitos inerentes a ela, mas é absolutamente 
incapaz para os atos da vida civil. 
d) Possui personalidade, mas os direitos inerentes a ela, bem como os atos da vida civil, poderão ser 
exercidos pessoalmente apenas aos dezesseis anos completos, quando é adquirida capacidade plena. 
e) Possui personalidade, mas os direitos inerentes a ela, bem como os atos da vida civil, poderão ser 
exercidos, sob representação, apenas aos dezesseis anos completos, quando é adquirida capacidade 
relativa. 
19. (FCC/TRT – 21ª REGIÃO – 2017) João se tornou órfão de ambos os pais no dia 01 de junho 
de 2017, colou grau em curso de ensino superior no dia 02 de julho de 2017, entrou em exercício 
de emprego público efetivo no dia 03 de agosto de 2017, casou-se no dia 04 de setembro de 2017 
e completou dezoito anos de idade no dia 05 de outubro de 2017. Nesse caso, de acordo com o 
Código Civil, a incapacidade de João cessou no dia 
a) 1 de junho de 2017. 
b) 3 de agosto de 2017. 
c) 2 de julho de 2017. 
d) 5 de outubro de 2017. 
e) 4 de setembro de 2017. 
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20. (FCC/ TST – 2017) Em julho de 2015, tendo como base a Convenção sobre os Direitos das 
Pessoas com Deficiência, foi instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 
n° 13.146/2015), destinada a assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos 
direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social 
e cidadania. Nesse sentido: 
a) o Código Civil passou a considerar relativamente incapazes a certos atos ou à maneira de os exercer 
aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade. 
b) considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de curto, médio e longo prazos, de 
natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, 
pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais 
pessoas. 
c) a pessoa com deficiência tem direito a condições justas e favoráveis de trabalho, incluindo igual 
remuneração por trabalho de igual valor; admitindo-se, contudo, nos termos da lei, restrição ao 
trabalho da pessoa com deficiência e diferenciação em razão de sua condição, inclusive nas etapas de 
recrutamento, seleção, contratação e admissão no emprego. 
d) uma vez vigente o contrato de trabalho, a pessoa com deficiência tem direito à participação e ao 
acesso a cursos, treinamentos, educação continuada, planos de carreira, promoções, bonificações e 
incentivos profissionais oferecidos pelo empregador, com prioridade em relação aos demais 
empregados. 
e) o Código Civil deixou de considerar absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da 
vida civil: (i) os ausentes, declarados tais por ato do juiz; (ii) os que, por enfermidade ou deficiência 
mental, não tiverem o necessário discernimento, e (iii) os que, mesmo por causa transitória, não 
puderem exprimir sua vontade. 
21. (FCC/ FUNAPE – 2017) Durante uma tempestade uma pessoa que nadava em um perigoso 
rio desapareceu. As extensas buscas e averiguações destinadas a encontrá-la encerraram-se sem 
êxito. Tem-se, nesse caso, uma situação de: 
a) morte real. 
b) morte presumida, diversa de ausência. 
c) ausência. 
d) morte civil. 
e) incapacidade civil absoluta. 
22. (FCC/ FUNAPE – 2017) Quanto à capacidade civil, considere: 
I. Os menores de dezesseis anos são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da 
vida civil. 
II. Os menores de dezoito anos emancipados e também os maiores de dezoito anos que, por causa 
transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade são incapazes relativamente a certos 
atos ou à maneira de os exercer. 
III. Cabe à legislação especial regular a capacidade dos indígenas. 
IV. A incapacidade cessará para os menores pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, 
mediante instrumento particular, independentemente de homologação judicial. 
Está correto o que se afirma apenas em 
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a) I e II 
b) II e III. 
c) II e IV. 
d) I e IV. 
e) I e III. 
23. (FCC/ ARTESP – 2017) Considere que Carlos, piloto de aeronaves, tenha sido considerado 
pródigo, nos termos da legislação civil pátria em vigor. Tal declaração significa que Carlos: 
a) era considerado desaparecido e agora recupera todos os direitos que estavam suspensos desde a 
declaração de ausência, ressalvados os direitos de terceiros de boa-fé. 
b) passa a ser considerado absolutamente incapaz para o exercício dos atos da vida civil, que serão nulos 
se realizados sem a devida representação legal. 
c) torna-se relativamente incapaz, com a declaração de interdição, para a realização de determinados 
atos da vida civil, entre os quais a alienação ou oneração de bens. 
d) perde a condição de sujeito de direitos, apenas em relação a alguns direitos de natureza patrimonial, 
preservando-se os demais direitos da personalidade. 
e) passa a ser considerado absolutamente incapaz, o que significa a interdição de todos os direitos da 
personalidade, que somente podem ser exercidos mediante o instituto da tutela. 
24. (FCC/ SEGEP-MA – 2016) O artigo 2º do Código Civil dispõe que a personalidade civil da 
pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do 
nascituro. Por sua vez, o artigo 3º do Código Civil dispõe que são absolutamente incapazes de 
exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 anos. De acordo com o Código Civil: 
a) A personalidade civil inicia-se com 16 anos completos, embora a lei resguarde 
b) A personalidade inicia-se com o nascimento com vida, mas até os 16 anos a pessoa não tem 
capacidade para praticar os atos da vida civil, devendo ser representada. 
c) O ordenamento adotou a teoria concepcionista, que atribui personalidade civil ao nascituro, sob 
condição suspensiva. 
d) Como o ordenamento adotou a teoria natalista, admite-se, como regra, o aborto, pois a personalidade 
se inicia apenas com o nascimento com vida. 
e) A capacidade dos menores de 16 anos equipara-se à dos que, por enfermidade ou deficiência mental, 
não tiverem o necessário discernimento para a prática dos atos da vida civil. 
25. (FCC/ SEGEP-MA – 2016) Aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem 
exprimir sua vontade, são considerados, pelo Código Civil: 
a) Relativamente incapazes, contra eles correndo a prescrição, mas possuindo ação contra seus 
assistentes que a ela tiverem dado causa. 
b) Absolutamente incapazes, contra eles não correndo a prescrição. 
c) Relativamente incapazes, contra eles não correndo a prescrição. 
d) Absolutamente incapazes, contra eles correndo a prescrição, mas possuindo ação contra seus 
assistentes que a ela tiverem dado causa. 
e) Relativamente incapazes, contra eles correndo a prescrição, e não possuindo ação contra seus 
assistentes que a ela tiverem dado causa. 
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26. (FCC/ SAGEP-MA – 2016) Antes da vigência da Lei nº 13.146/2005, eram considerados 
absolutamente incapazes aqueles que não podiam exprimir a vontade, ainda que por causa 
transitória. Com a vigência da Lei nº 13.146/2005, passaram a ser considerados absolutamente 
incapazes apenas os menores de dezesseis anos. Esta mesma lei tratou como relativamenteincapazes aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade. A Lei nº 13.146/2005 tem aplicação: 
a) Imediata, porém não atingindo as pessoas que já não podiam exprimir a vontade quando do início da 
vigência da referida norma, as quais continuam a ser consideradas absolutamente incapazes, em 
razão da proteção ao direito adquirido. 
b) Ultrativa, atingindo apenas as pessoas que passaram a não poder exprimir a vontade, por causa 
transitória ou permanente, depois do início da vigência da referida norma. 
c) Imediata, atingindo todas as pessoas que, no início da vigência da referida norma, não podiam 
exprimir a vontade, por causa transitória ou permanente, as quais passaram a ser consideradas 
relativamente incapazes. 
d) Imediata, porém não atingindo as pessoas que já não podiam exprimir a vontade, por causa 
transitória ou permanente, quando do início da vigência da referida norma, as quais continuam a ser 
consideradas absolutamente incapazes, em razão da vedação ao efeito retroativo. 
e) Imediata quanto às pessoas que, no início da vigência da referida norma, não podiam exprimir a 
vontade em razão de causa transitória, e ultrativa em relação às pessoas que não o podiam fazer por 
causa permanente, em razão da proteção ao ato jurídico perfeito. 
27. (FCC/ PREFEITURA DE TERESINA – PI – 2016) De acordo com o Código Civil, a 
personalidade civil da pessoa começa: 
a) Com a concepção. 
b) Com o nascimento com vida. 
c) Aos 14 anos de idade. 
d) Aos 16 anos de idade. 
e) Aos 18 anos de idade. 
28. (FCC/ PGE-MT – 2016) Janaina, por causa permanente, não pode exprimir a vontade. De 
acordo com o Código Civil, trata-se de pessoa que: 
a) possui personalidade, mas é relativamente incapaz para os atos da vida civil, tal como se dá com os 
maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. 
b) não possui personalidade, sendo absolutamente incapaz para os atos da vida civil. 
c) possui personalidade, mas é absolutamente incapaz para os atos da vida civil, tal como ocorre com 
os menores de dezesseis anos. 
d) possui personalidade e capacidade plena, podendo praticar todos os atos da vida civil. 
e) possui personalidade, mas é absolutamente incapaz para os atos da vida civil, tal como ocorre com 
os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. 
29. (FCC/ TJ- PI – 2015) O incapaz: 
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a) Responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de 
fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. 
b) Não responde com seus bens pelos prejuízos que causar, em nenhuma hipótese, se a incapacidade 
for absoluta. 
c) Não responde com seus bens pelos prejuízos que causar, devendo suportá-los somente seus 
responsáveis. 
d) Apenas responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem 
obrigação de fazê-lo. 
e) Apenas responde com seus bens pelos prejuízos que causar, se a incapacidade cessar, ficando até 
esse momento suspenso o prazo prescricional. 
30. (FCC/ TRT – 9° REGIÃO – 2015) De acordo com o Código Civil, os menores de dezesseis 
anos: 
a) Possuem personalidade desde a concepção e, com o nascimento com vida, adquirem capacidade para 
praticar os atos da vida civil, embora devam fazê-lo por meio de assistência. 
b) Possuem personalidade desde o nascimento com vida, mas são absolutamente incapazes de exercer 
pessoalmente os atos da vida civil. 
c) Possuem personalidade desde a concepção e, com o nascimento com vida, adquirem capacidade para 
praticar os atos da vida civil, embora devam fazê-lo por meio de representação. 
d) Não possuem personalidade, a qual passa a existir, de maneira relativa, aos dezesseis anos completos. 
e) Possuem personalidade desde o nascimento com vida, mas são relativamente incapazes de exercer 
pessoalmente os atos da vida civil. 
31. (FCC/ TRE-SE – 2015) Camila possui 17 anos e passará a exercer emprego público efetivo 
no mês que vem. Considerando que ela completará 18 anos no dia 1 de Abril de 2016 e que está 
com casamento marcado para o dia 21 de Dezembro de 2015, neste caso, de acordo com o Código 
Civil brasileiro, sua incapacidade civil cessará: 
a) Somente com o casamento. 
b) Apenas quando ela completar 18 anos. 
c) Com o exercício de emprego público efetivo. 
d) Em trinta dias a contar da data do seu casamento. 
e) Com a autorização judicial necessária para o seu casamento. 
32. (FCC/ MPE-PB – 2015) Personalidade é: 
a) A capacidade de exercer os atos da vida civil. 
b) A legitimidade processual de estar em juízo. 
c) A capacidade especial para determinado negócio jurídico. 
d) O conjunto dos caracteres da pessoa humana. 
e) A legitimidade para exercer alguns direitos previstos na lei civil. 
33. (FCC/ MANAUSPREV – 2015) A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a 
pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil, cessando a incapacidade para os 
menores: 
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I. pelo casamento. 
II. pelo exercício de emprego público efetivo. 
III. pela colação de grau em curso de ensino médio. 
De acordo com o ordenamento jurídico vigente, está correto o que se afirma apenas em 
a) II. 
b) I. 
c) I e II. 
d) III 
e) I e III. 
34. (FCC/ SEFAZ-PE – 2015) A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida, 
mas a lei: 
a) Não mais põe a salvo os direitos do nascituro, porque admitido o aborto de anencéfalos. 
b) Põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro e permite que, por testamento, seja chamada 
a suceder prole eventual de pessoas indicadas pelo testador, ainda que estas não tenham nascido ao 
abrir-se a sucessão. 
c) Põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro e da prole eventual de pessoas vivas. 
d) Põe a salvo desde a concepção os direitos do nascituro, mas, desde a entrada em vigor do CC atual, 
não mais permite seja aquinhoada por testamento prole eventual de qualquer pessoa. 
e) Põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro e permite que, por testamento, seja chamada 
a suceder prole eventual de pessoas indicadas pelo testador, desde que vivas estas ao abrir-se a 
sucessão. 
35. (FCC/ MPE-PE – 2018) De acordo com a atual redação do Código Civil, estão sujeitos à 
curatela: 
a) aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; os ébrios 
habituais e os viciados em tóxico; os deficientes mentais; e os deficientes visuais. 
b) aqueles que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para os 
atos da vida civil; aqueles que, por outra causa duradoura, não puderem exprimir a sua vontade; os 
deficientes mentais, os ébrios habituais e os viciados em tóxicos; os excepcionais sem completo 
desenvolvimento mental; os filhos menores de dezoito anos. 
c) aqueles que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para os 
atos da vida civil, desde que não se trate de fato transitório; e os ébrios habituais e os viciados em 
tóxicos. 
d) os excepcionais sem completo desenvolvimento mental; aqueles que, por outra causa duradoura, não 
puderem exprimir a sua vontade; os surdos, ainda que possam exprimir sua vontade; e os pródigos. 
e) aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; os ébrios 
habituais e os viciados em tóxico; e os pródigos. 
36. (FCC/ DPE-SC – 2017) Sobre tutela, curatela e tomada de decisão apoiada, é correto 
afirmar: 
a) caso algum ascendente do menor se recuse a exercer a sua tutela, o juiz sempre poderá nomeá-lo 
com ou sem a sua anuência. 
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b) o tutor pode, com autorização judicial, dispor de bens do menor a título gratuito. 
c) a curatela é instituto social de proteção dos absolutamente incapazes para a prática de atos da vida 
civil. 
d) a tomada de decisão apoiada pode ser requerida pela pessoa com deficiência ou por qualquer das 
pessoas legitimadas para promover a interdição. 
e) para que o apoiador seja desligado a seu pedido do processo de tomada de decisão apoiada, é 
imprescindível a manifestação judicial sobre o pedido. 
GABARITO 
1. D 
2. B 
3. B 
4. C 
5. A 
6. B 
7. E 
8. C 
9. D 
10. B 
11. D 
12. A 
13. D 
14. A 
15. A 
16. C 
17. D 
18. C 
19. C 
20. A 
21. B 
22. E 
23. C 
24. B 
25. A 
26. C 
27. B 
28. A 
29. A 
30. B 
31. C 
32. D 
33. C 
34. E 
35. E 
36. E 
 
 
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QUESTÕES COMENTADAS 
Personalidade e Capacidade (Art. 1 ao 10) 
FGV 
1. (FGV - 2021 - TJ-RO - Técnico Judiciário) Três irmãos pretendem comprar juntos um 
automóvel: Caio, 20 anos, pessoa com leve deficiência mental; Joana, 16 anos, graduada em 
Turismo; e Natália, 17 anos, casada civilmente com Jorge. 
Para a celebração do negócio, deve-se levar em conta que Caio, Joana e Natália são, respectivamente: 
a) absolutamente capaz, absolutamente capaz e absolutamente capaz; 
b) absolutamente incapaz, absolutamente capaz e absolutamente incapaz; 
c) relativamente incapaz, relativamente incapaz e absolutamente incapaz; 
d) absolutamente incapaz, absolutamente capaz e relativamente incapaz; 
e) relativamente incapaz, absolutamente incapaz e absolutamente capaz. 
Comentários 
Caio, 20 anos, pessoa com leve deficiência mental: desde a edição da Lei nº 13.146/2015, a pessoa com 
deficiência mental não pode mais ser classificada como absolutamente incapaz, logo, plenamente capaz. 
Veja: 
Art. 6º A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para: 
Joana, 16 anos, graduada em Turismo: atingiu um dos requisitos para emancipação, por tanto é 
plenamente capaz, a despeito da idade. Veja o art. 5º, parágrafo único, IV, CC/2002: 
Art. 5 o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica 
habilitada à prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; 
Natália, 17 anos, casada civilmente com Jorge: atingiu um dos requisitos para emancipação por tanto é 
plenamente capaz, a despeito da idade. Veja o art. 5º, parágrafo único, II CC: 
Art. 5 o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica 
habilitada à prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
II - pelo casamento; 
Gabarito: A 
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2. (FGV - 2021 - FUNSAÚDE - CE - Advogado) Vanessa, 28 anos e seu marido Roberto, 29 anos, 
ambos portadores de síndrome de Down, não curatelados, casaram-se em 2019, e sempre 
desejaram ter filhos biológicos. Depois de algumas tentativas frustradas, buscaram a opinião de 
um médico que diagnosticou a esterilidade de Vanessa. Contudo, no início de 2021 receberam 
uma notícia animadora: a rede pública de hospitais do Estado do Ceará passou a oferecer 
tratamento de reprodução assistida, com cobertura pelo SUS. Assim, o casal marcou uma 
consulta e foi atendido por Ângelo, médico, que, após uma série de exames e atendimentos, 
conclui pela aptidão física de Vanessa para submeter-se ao referido procedimento. 
Neste sentido, resta uma dúvida para Ângelo: realizar, ou não, o tratamento, por ser leigo na área 
jurídica. Afinal, o direito brasileiro reconhece e admite o projeto parental de pessoas com deficiência? 
Segundo o CC, 
a) Vanessa não poderá submeter-se ao tratamento de reprodução assistida, vez que é absolutamente 
incapaz. 
b) Vanessa, sendo relativamente incapaz, só poderá submeter-se ao tratamento caso um curador tome 
essa decisão por ela. 
c) Vanessa, sendo relativamente incapaz, necessitará da assistência de um curador para a emissão 
valide de vontade. 
d) Vanessa é capaz e caberá, somente a ela, decidir a respeito de sua submissão ao tratamento. 
e) Augusto deverá decidir se Vanessa e Roberto possuem condições psíquicas para aceitarem o 
tratamento. 
Comentários 
A questão exige conhecimento quanto ao Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), que 
promoveu alterações importantes na teoria das incapacidades vigente até a data da sua entrada em 
vigor. 
De extrema relevância pontuar que a principal alteração trazida foi no sentido de que a deficiência, por 
si só, não é causa de incapacidade, nem absoluta, nem relativa. 
Assim, a referida Lei 13.146/2015 pontua que as pessoas com deficiência devem ser tratadas em 
igualdade com as demais, inclusive no que se refere a questões familiares: 
Art. 6º A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para: 
I - casar-se e constituir união estável; 
II - exercer direitos sexuais e reprodutivos; 
III - exercer o direito de decidir sobre o número de filhos e de ter acesso a informações 
adequadas sobre reprodução e planejamento familiar; 
IV - conservar sua fertilidade, sendo vedada a esterilização compulsória; 
V - exercer o direito à família e à convivência familiar e comunitária; e 
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VI - exercer o direito à guarda, à tutela, à curatela e à adoção, como adotante ou 
adotando, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas. 
Assim, deve-se assinalar a alternativa correta, considerando a situação narrada no enunciado: 
A alternativa A está incorreta, pois como visto, Vanessa é deficiente, mas não necessariamente incapaz. 
A alternativa B está incorreta, pois como visto, Vanessa é deficiente, mas não necessariamente incapaz. 
A alternativa C está incorreta, pois como visto, Vanessa é deficiente, mas não necessariamente incapaz. 
A alternativa D está correta, tendo em vista os incisos II a IV do art. 6º do Estatuto da Pessoa com 
Deficiência (acima transcrito). 
A alternativa E está incorreta, pois cabe às próprias pessoas com deficiência o direito de decidir sobre 
seus direitos sexuais e reprodutivos, e não ao médico. Veja art. 6, inciso 2, do Estatuto da Pessoa com 
Deficiência. 
3. (FGV - 2020 - MPE-RJ - Estágio Forense do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) 
Christiana tem três filhas: Roberta, que tem quinze anos e é estudante; Marisa, que tem dezessete 
anos, mas já se sustenta com o trabalho que realiza como empregada de uma joalheria; e 
Virgínia, que tem vinte anos, mas ainda reside com a mãe, que a sustenta. 
A capacidade para exercer os atos da vida civil é atribuída a: 
a) somente Virgínia; 
b) somente Marisa; 
c) somente Marisa e Virgínia; 
d) somente Roberta e Virgínia; 
e) Roberta, Marisa e Virgínia. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, já que Virgínia é maior de dezoito anos e, portanto, fica habilitada à 
prática de todos os atos da vida civil, nos termos do art. 5, caput, do CC/2002. 
Mas não somente ela, Marisa, por ter dezessete anos e já se sustentar como o próprio emprego, também 
tem capacidade para exercer os atos da vida civil. O que ocorre é que a emancipação legal é automática, 
não depende de requerimento ou decisão judicial. Veja CC/2002: 
Art. 5 o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quandoa pessoa fica 
habilitada à prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento 
público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido 
o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; 
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II - pelo casamento; 
III - pelo exercício de emprego público efetivo; 
IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; 
V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de 
emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos 
tenha economia própria. 
A alternativa B está incorreta, já que Maria e Virgínia possuem capacidade. 
A alternativa C está correta, pois Marisa por ter dezessete anos e já se sustentar como o próprio 
emprego, tem capacidade para exercer os atos da vida civil e Virgínia, porque é maior de idade. 
A alternativa D está incorreta, já que Roberta tem 15 anos, logo, absolutamente incapaz, de acordo com 
o art. 3º do CC/2002, não possuindo capacidade de fato. 
Art. 3 o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
A alternativa E está incorreta, já que Roberta não possui capacidade de fato. 
4. (FGV - 2023 - DPE-RS - Técnico) No dia de seu aniversário de 16 anos, Aline conheceu seu 
namorado, Gustavo. Quatro meses depois, quando Gustavo completou a maioridade civil, decidiu 
pedi-la em casamento. Os dois se casaram já no mês seguinte, com o consentimento dos pais de 
Aline. O casal viveu em harmonia nos primeiros meses, mas Aline acabou se envolvendo em um 
relacionamento extraconjugal que culminou no divórcio com Gustavo, semanas depois de terem 
completado um ano de casados. Já tendo experimentado um casamento e um divórcio aos 17 
anos de idade, Aline decidiu seguir devagar com seu novo relacionamento afetivo e priorizar o 
seu futuro profissional. Por isso, matriculou- se em um curso profissionalizante oferecido por 
uma conceituada instituição privada de ensino. Tendo saído da casa de seus pais há mais de um 
ano, Aline nada comunicou a eles acerca dessa decisão. 
Considerando as circunstâncias pessoais de Aline, é correto afirmar que a contratação da instituição de 
ensino por Aline é: 
a) plenamente válida, independentemente de posterior ratificação do ato pelos pais da jovem; 
b) anulável, mas produz efeitos enquanto não for pedida sua anulação, por ser a jovem relativamente 
incapaz; 
c) inválida, tendo em vista a revogação da emancipação voluntária que fora concedida à jovem por seus 
pais; 
d) válida, mas permanece ineficaz enquanto a jovem não adquirir a capacidade civil plena; 
e) anulável, tendo em vista a cessação da causa de emancipação legal da jovem. 
Comentários 
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A alternativa A está correta, pois a incapacidade cessou para Aline com o casamento, por tanto, não 
precisa de ratificação dos pais por ser considerada plenamente capaz. O divórcio não influencia na 
capacidade. Veja na LINDB: 
Art. 5 o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica 
habilitada à prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
II - pelo casamento; 
A alternativa B é incorreta, já que Aline não é relativamente incapaz, pois sua incapacidade cessou com 
o casamento, nos termos do art. 5 da LINDB, acima transcrito. 
A alternativa C é incorreta, pois a questão não menciona nada sobre revogação. Porém, ainda assim, a 
emancipação realizada pelo casamento não pode ser revogada, mesmo se a união for dissolvida. 
A alternativa D é incorreta, pois Aline já atingiu a capacidade civil plena, já que para os menores, 
cessará a incapacidade pelo casamento, nos termos do art. 5 da LINDB, já mencionado. 
A alternativa E é incorreta, já que a emancipação realizada pelo casamento não pode ser revogada, 
mesmo se a união for dissolvida. 
5. (FGV - 2023 - SEFAZ- MT - Fiscal de Tributos Estaduais (FTE) - Manhã) João e Maria foram 
procurados pelo síndico do condomínio em que moravam, para tratar das condutas de José, 16 
anos, filho do casal. 
O síndico Informou que a convivência condominial com José estava Insuportável, pois ele tocava bateria 
em volume multo alto à tarde, todos os dias da semana. Disse o síndico, em tom ameaçador e violento, 
que se José fosse emancipado ele deixaria de aplicar multa por convivência antissocial e, ainda, 
cancelaria uma sessão de tortura psicológica que estava sendo organizada pelos vizinhos contra o 
menor, na saída do colégio, que ficava na esquina de casa. O síndico acreditava que José deveria ser 
responsável legalmente por seus atos para que ele, então, amadurecesse. 
Com o temor da ameaça, João e Maria emanciparam seu filho por meio de escritura pública. Tempos 
depois perceberam, contudo, que a emancipação só havia sido realizada por conta da ameaça e desejam, 
agora, revogar a emancipação. Sobre a hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta. 
a) A emancipação é ato definitivo, irrevogável e irretratável e, portanto, não obstante o contexto 
desagradável, a lei protege o interesse de terceiros de boa-fé e é inviável, in casu, a sua 
desconstituição. 
b) O ato de emancipação é formal e solene, devendo ser celebrado por escritura pública, mas, a partir 
do momento em que a escritura é celebrada, o ato passa a ter caráter erga omnes e, portanto, para 
proteger direito de terceiros, in casu, não é passível de desconstituição, resguardado o direito à 
indenização integral pelo dano moral em face do síndico. 
c) A emancipação dos pais e por sentença do juiz fica sujeita à desconstituição por vício da vontade 
somente na hipótese de celebração por instrumento particular. 
d) A emancipação dos pais e por sentença do juiz fica sujeita à desconstituição por vício da vontade, 
razão pela qual pode a referida emancipação ser desconstituída. 
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e) Ainda que o síndico tenha incutido receio real sobre o menor, tal ameaça não vicia a vontade dos pais, 
considerando que a ameaça não foi à vida dos pais e, sim, à de seu filho. 
Comentários 
Podemos, primeiramente, perceber que a hipótese descrita no enunciado da questão NÃO traz, 
expressamente, qual foi o VÍCIO que maculou a manifestação de vontade, porém, pelos dados 
apresentados, podemos chegar à conclusão que se trata do VÍCIO DA COAÇÃO. 
Vejamos então a redação do caput do art. 151, CC/2002: 
A COAÇÃO, para viciar a declaração da vontade, há de ser tal que incuta ao paciente 
fundado temor de dano iminente e considerável à sua pessoa, à sua família, ou aos seus 
bens. 
Agora, observemos o que discorre o CC/2002 sobre o instituto da EMANCIPAÇÃO: 
Art. 5º. A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica 
habilitada à prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. CESSARÁ, para os menores, a INCAPACIDADE: 
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento 
público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido 
o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos". 
As demais formas de emancipação, contidas nos incs. II a V, art. 5º, parágrafo único, CC são hipóteses de 
EMANCIPAÇÃO LEGAL. 
A alternativa A está incorreta, já que embora a emancipação é irrevogável, o que está sendo discutido 
é a invalidade do ato, que pode sim ser reconhecida. 
A alternativa Bwww.estrategiaconcursos.com.br
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==1027f2==
 
 
 
 
 
3 – Emancipação 
A emancipação é a aquisição da plena capacidade antes da idade legal prevista. Isso ocorre nas 
seguintes hipóteses do art. 5º do Código Civil: 
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente 
de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; 
II - pelo casamento; 
III - pelo exercício de emprego público efetivo; 
IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; 
V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função 
deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria. 
Tenha em mente que o menor emancipado continua sendo menor, apesar de possuir plena 
capacidade civil. Logo, a capacidade penal ou imputabilidade ainda não lhe é plena. 
A concessão dos pais citada no inc. I é a chamada emancipação voluntária. Sempre é necessário ambos 
os pais para essa emancipação, exceto se um deles estiver morto, por exemplo. Sempre é necessário que 
seja por escritura pública, feita em cartório. 
A emancipação “por sentença do juiz” é a chamada emancipação judicial. No caso do menor sem pais 
(ambos), sujeito à tutela, só pode ser emancipado mediante autorização judicial. 
No caso dos incs. I e V, a idade mínima já vem estabelecida pelo próprio Código Civil: 16 anos. Assim, a 
emancipação voluntária, a emancipação judicial e a emancipação pelo trabalho (seja pelo 
estabelecimento comercial, ou sela, pela constituição de empresa, seja por emprego) somente ocorrem 
aos 16 anos. 
Em geral, para as demais situações, a doutrina também entende haver limite mínimo de emancipação 
aos 16 anos. Isso porque, antes dessa idade, o menor ainda é absolutamente incapaz, firmando-se o 
entendimento de que não se poderia emancipar o absolutamente incapaz, mas somente o relativamente 
incapaz. 
De qualquer forma, veja-se que o art. 5º do Código Civil exige, para a emancipação, que o menor tenha 
ao menos 16 anos em quatro hipóteses: concessão pelos pais, sentença judicial, casamento e 
estabelecimento civil ou comercial ou emprego privado. Por outro lado, há duas situações nas quais não 
se exige textualmente que o menor tenha 16 anos completos: emprego público efetivo 1 e colação de 
grau em ensino superior. 
 
1 O Código Civil usa a expressão emprego público, mas de maneira genérica e sem apego ao Direito Administrativo. Isso se explica porque 
a redação desse dispositivo é bastante antiga, quando ainda não se distinguia empregado público de servidor público. O que importa aqui 
é saber que a pessoa que passou no concurso, foi nomeada, tomou posse e entrou em exercício está emancipada. Sei que você deve estar 
pensando no Edital do concurso, que exige idade mínima de 16 anos, mas isso é irrelevante. Se uma pessoa fez um concurso e, com 10 anos 
de idade, entrou em exercício no cargo de Juiz Federal, se emancipa. Se isso realmente acontece, é uma outra história... 
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Exceto nos casos de emancipação voluntária e judicial, a emancipação é automática. Casou? Capaz. 
Entrou em exercício na Magistratura? Capaz. Colou grau em Medicina? Capaz. Tem empresa com renda 
própria? Capaz. Há, claro, inúmeras discussões sobre o assunto, mas isso é irrelevante para a sua prova. 
4 – Presunção de morte 
O fim da pessoa significa o fim da sua capacidade. De acordo com o art. 6º do 
Código Civil a existência da pessoa natural termina com a morte, provada mediante 
atestado de morte, segundo o art. 9º, inc. I, do Código Civil. 
Nem sempre se poderá atestar a morte de uma pessoa, já que o atestado depende da existência de 
um defunto. O art. 7º do Código Civil prevê as hipóteses em que a morte pode ser presumida – 
situações de morte provável e guerra: 
I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; 
II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término 
da guerra. 
O primeiro caso é pensado para os desastres naturais ou humanos. Há muitos exemplos. O 
desaparecimento do voo Air France no meio do Oceano Atlântico configura caso de presunção de morte 
direta das pessoas desaparecidas; as pessoas desaparecidas na barragem de rejeitos de minérios em 
Minas Gerais, também. 
Em qualquer caso, a declaração de morte presumida – e também a declaração de ausência – necessitam 
de sentença judicial declaratória. 
Exceto essas duas hipóteses, não se pode presumir a morte da pessoa sem o prévio procedimento de 
ausência. Nos demais casos que não se encaixem nesses, é necessário se chegar a sucessão definitiva 
para se presumir a morte daquele que desaparecera. 
5 – Comoriência 
A comoriência ocorre se duas ou mais pessoas falecerem na mesma ocasião, não se podendo afirmar 
qual morreu primeiro. Presume-se a morte simultânea entre elas (art. 8º do Código Civil). O efeito 
principal é que não há transferência de direitos sucessórios entre os comorientes (um não herda do 
outro). 
6 – Estado 
Classificam-se as pessoas a partir de seu estado civil, individual, familiar e político. No estado civil, é 
possível visualizar essa diferença no caso de solteiros, casados, divorciados etc. No estado individual, 
a distinção é de extrema importância devido a capacidade civil; menor, maior, emancipado, criança, 
adolescente, adulto, por exemplo, são categorias desse estado. O estado familiar; de pai, filho, parente. 
Quanto ao estado político, nacionais e estrangeiro. 
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Quanto ao tema, importa destacar os atos que estão sujeitos a registro e os atos que estão sujeitos a 
averbação: 2 
 Registrados: art. 9º 
I - os nascimentos, casamentos e óbitos; 
II - a emancipação por outorga dos pais ou por sentença do juiz; 
III - a interdição por incapacidade absoluta ou relativa; 
IV - a sentença declaratória de ausência e de morte presumida. 
 Averbados: art. 10 
I - das sentenças que decretarem a nulidade ou anulação do casamento, o divórcio, a 
separação judicial e o restabelecimento da sociedade conjugal; 
II - dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiação. 
 
 
2 Em resumo, registro é o ato de mudança maior, ao passo que a averbação é um ato mais simples, para acrescentar alguma informação ao 
registro preexistente. A distinção só é importante para os notários e registradores, mas não para as provas que não da área específica. 
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QUESTÕES COMENTADAS 
Personalidade e Capacidade (Art. 1 ao 10) 
CEBRASPE 
1. (CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário) Há imprescritibilidade da pretensão de 
reconhecimento de ofensa a direito da personalidade. 
Comentários 
CORRETO. 
A assertiva está correta, pela literalidade da Jurisprudência em Teses, edição nº 137: 
A pretensão de reconhecimento de ofensa a direito da personalidade é imprescritível. 
2. (CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário) 
As pessoas com deficiência são consideradas absolutamente incapazes pelo atual regime da capacidade 
civil. 
Comentários 
INCORRETO. 
As pessoas com deficiência são plenamente capazes, nos termos do Estatuto da Pessoa com Deficiência: 
Art. 6º A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para: 
Vale ressaltar que, atualmente, só há uma hipótese de absolutamente incapazes, que ocorreestá incorreta, já que embora a emancipação é irrevogável, o que está sendo discutido 
é a invalidade do ato, que pode sim ser reconhecida e passível de desconstituir o ato. 
A alternativa C está incorreta, pois a emancipação nem sequer teria ocorrido se fosse por instrumento 
particular, já que deve ser feita obrigatoriamente por meio de instrumento público. 
A alternativa D está a correta, pois conforme doutrina mencionada, embora a emancipação seja 
irrevogável, o que está sendo discutido é a invalidade do ato, que pode sim ser reconhecida. 
A alternativa E está incorreta, pois a coação vicia a vontade, quando incuta ao paciente fundado temor 
de dano iminente e considerável à sua pessoa, à sua família, ou aos seus bens. 
6. (FGV - 2022 - Senado Federal - Advogado) Tereza, estudante universitária de 17 anos, 
mantém um relacionamento sério com Túlio, médico, residente e domiciliado em 
Teresópolis/RJ. Tereza permanece de segunda a sexta-feira em Teresópolis, na casa de Túlio, em 
razão de estudar na cidade, e retorna para a casa dos pais no Rio de Janeiro para os finais de 
semana. 
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Ocorre que, no final de semana do dia 13 de maio de 2022, em que pese Tereza ter saído de Teresópolis, 
como afirmado por Túlio e outras pessoas conhecidas, que viram Tereza embarcando no ônibus para o 
Rio de Janeiro, nunca chegou à casa dos seus pais no Rio de Janeiro e não deu notícias desde então. Após 
incessantes buscas por Tereza, seus pais decidiram dar início ao procedimento declaratório de ausência. 
Ante a hipótese narrada, é correto afirmar que a ação declaratória de ausência 
a) deverá ser proposta em Teresópolis, pois Tereza possuía domicílios aparentes e a última vez em que 
foi vista foi em Teresópolis, e seus pais terão preferência na nomeação como curadores dos bens de 
Tereza. 
b) deverá ser proposta no Rio de Janeiro, domicílio necessário de Tereza, e Túlio terá preferência na 
nomeação como curador dos bens de Tereza. 
c) poderá ser proposta no Rio de Janeiro ou em Teresópolis, onde Tereza possuía domicílios voluntários 
e aparentes, e Túlio terá preferência na nomeação como curador dos bens de Tereza. 
d) deverá ser proposta em Teresópolis, domicílio voluntário de Tereza, e Túlio terá preferência na 
nomeação como curador dos bens de Tereza. 
e) deverá ser proposta no Rio de Janeiro, domicílio necessário de Tereza, e seus pais terão preferência 
na nomeação como curadores dos bens de Tereza. 
Comentários 
A ação declaratória de ausência deverá ser proposta no Rio de Janeiro, domicílio necessário de Tereza, 
e seus pais terão preferência na nomeação como curadores dos bens de Tereza. 
Pois bem, vamos à análise da questão. 
A questão nos informa que Tereza possui 17 anos, portanto, é considerada relativamente incapaz, nos 
termos do art. 4º, I, do CC/2002: 
Art. 4º São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
Desse modo, será de competência dos pais de Tereza assisti-la nos atos em que forem partes, suprindo-
lhes o consentimento, conforme disposto pelo art. 1.634, VII, do CC/2002: 
Art. 1.634. Compete a ambos os pais, qualquer que seja a sua situação conjugal, o pleno 
exercício do poder familiar, que consiste em, quanto aos filhos: 
VII - representá-los judicial e extrajudicialmente até os 16 (dezesseis) anos, nos atos 
da vida civil, e assisti-los, após essa idade, nos atos em que forem partes, suprindo-lhes 
o consentimento; 
Ademais, sendo relativamente incapaz possui domicílio necessário no Rio de Janeiro. Assim, observem 
o art. 76, parágrafo único, do CC/2002: 
Art. 76. Têm domicílio necessário o incapaz, o servidor público, o militar, o marítimo e 
o preso. 
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Parágrafo único. O domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente; o do 
servidor público, o lugar em que exercer permanentemente suas funções; o do militar, 
onde servir, e, sendo da Marinha ou da Aeronáutica, a sede do comando a que se 
encontrar imediatamente subordinado; o do marítimo, onde o navio estiver 
matriculado; e o do preso, o lugar em que cumprir a sentença. 
Ainda, faz-se possível extrair do enunciado que Tereza mantinha um relacionamento sério com Túlio, 
mas não restou configurada união estável, tampouco era casados, desse modo, a curadoria de seus bens 
incumbirá aos seus pais. Nesse teor, é o art. 25, §1º, do CC/2002: 
Art. 25. O cônjuge do ausente, sempre que não esteja separado judicialmente, ou de fato 
por mais de dois anos antes da declaração da ausência, será o seu legítimo curador. 
§ 1º Em falta do cônjuge, a curadoria dos bens do ausente incumbe aos pais ou aos 
descendentes, nesta ordem, não havendo impedimento que os iniba de exercer o cargo. 
Gabarito: E 
7. (FGV - 2022 - TJ-TO - Técnico Judiciário) O edifício Boa Alvorada era uma construção 
antiga e bastante degradada no centro histórico de uma pequena cidade brasileira. Após quase 
um século de existência e sem receber nenhuma manutenção, uma falha na rede elétrica do 
edifício acarretou um incêndio de grandes proporções, que destruiu a construção em poucos 
minutos. Embora os bombeiros tenham sido acionados rapidamente, nenhum morador do 
edifício foi resgatado com vida. Terminadas as buscas por vítimas nos escombros, apenas um 
morador não foi localizado: Adalberto, um senhor de 70 anos de idade que morava sozinho no 
apartamento da cobertura. O porteiro do edifício, único sobrevivente da tragédia, afirmou que 
Adalberto quase nunca saía de casa e havia permanecido no seu apartamento no dia do incêndio. 
Desde aquela data, ninguém voltou a ter notícias de Adalberto. 
Nessas circunstâncias, é correto afirmar que: 
a) embora tudo indique que Adalberto foi vitimado pelo incêndio, ele não pode ser juridicamente 
presumido como morto sem que seu corpo tenha sido localizado; 
b) Adalberto pode ser presumido como morto a pedido de seus familiares, mas apenas dois anos após 
a data em que terminaram as buscas por sobreviventes do incêndio; 
c) embora a morte presumida de Adalberto possa ser declarada judicialmente, a abertura de sua 
sucessão provisória não ocorrerá sem que seu corpo tenha sido localizado; 
d) Adalberto pode ser presumido como morto tão logo esgotadas as buscas por sobreviventes, não se 
exigindo a decretação judicial de sua ausência; 
e) Adalberto deve ser declarado ausente a pedido de seus herdeiros presumidos ou de qualquer 
interessado, o que permitirá a imediata abertura de sua sucessão definitiva. 
Comentários 
Da análise do enunciado faz-se possível afirmar que Adalberto pode ser presumido como morto tão logo 
esgotadas as buscas por sobreviventes, não se exigindo a decretação judicial de sua ausência. 
Nesse sentido, disciplina o art. 7º, I, e parágrafo único, do CC/2002: 
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Art. 7º Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: 
I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; 
Parágrafo único. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser 
requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a 
data provável do falecimento. 
Gabarito: D 
8. (FGV - 2022 - TJ-TO - Técnico Judiciário) Júlia é uma jovem de 16 anos que decidiu casar-
se com seu primeiro namorado, Roberto, três anos mais velho que ela. Os pais de Júlia, que 
sempre aprovaram o relacionamento da filha, prontamente deram a autorização necessária 
paraque ela se casasse. Dois meses após o matrimônio, Júlia decidiu procurar uma agência de 
viagem e contratar um pacote turístico para que ela e Roberto pudessem realizar a sua primeira 
viagem juntos. 
Considerando que ela celebrou o contrato com a agência sem a participação de seu marido ou de seus 
pais, é correto afirmar que o contrato: 
a) plenamente válido, pois Júlia tem capacidade civil plena, embora não tenha atingido a maioridade; 
b) não é válido, pois, sendo Júlia menor de 18 anos, não pode contratar sem a representação de seus 
pais; 
c) plenamente válido, pois, sendo Roberto maior de 18 anos, sua idade supre a incapacidade de Júlia; 
d) não é válido, pois, até que Júlia complete 18 anos, precisa da assistência de Roberto para contratar; 
e) anulável, pois Júlia é incapaz, mas pode tornar-se válido se Roberto prestar sua anuência 
posteriormente. 
Comentários 
Pessoal, considerando que Júlia celebrou o contrato com a agência sem a participação de seu marido ou 
de seus pais, é correto afirmar que o contrato é plenamente válido, pois Júlia tem capacidade civil plena, 
embora não tenha atingido a maioridade. 
Desse modo, vocês devem saber que Júlia atingiu capacidade civil plena através do casamento. Nesse 
teor, é o art. 5º, parágrafo único, II, do CC/2002: 
Art. 5º A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada 
à prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
II - pelo casamento; 
Gabarito: A 
9. (FGV - 2022 - TJ-DFT - Técnico Judiciário) Aos 15 anos de idade, Valentina é uma jovem de 
enorme sucesso na Internet. Suas redes sociais reúnem milhões de seguidores e têm garantido 
um faturamento mensal médio de R$ 100.000,00, suficientes para garantir a ela e aos seus pais 
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uma vida de luxo. Recentemente, Valentina foi procurada por um fabricante de cosméticos que 
pretendia contratá-la para uma campanha publicitária. 
De acordo com o direito civil brasileiro, é correto afirmar que, para celebrar este contrato validamente, 
Valentina: 
a) precisa ser representada por seus pais, porque é absolutamente incapaz; 
b) não precisa da representação de seus pais, porque tem economia própria; 
c) precisa da anuência de seus pais, porque está investida de poderes de representação; 
d) não precisa ser representada por seus pais, porque é pessoa pródiga; 
e) não precisa da assistência de seus pais, porque tem discernimento pleno. 
Comentários 
A pegadinha da questão é a idade de Valentina. Veja, que independente do seu trabalho e faturamento, 
ela não cumpre ainda os requisitos necessários para a emancipação, pois é menor de 16 anos. 
A alternativa A está correta, pois Valentina é absolutamente incapaz, nos termos do Art. 3 do CC/2002: 
Art. 3 o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
A alternativa B está incorreta, já que Valentina é absolutamente incapaz, por tanto, precisa de 
representação de seus pais. 
A alternativa C está incorreta, pois Valentina não é representante, mas é representada por seus pais. 
A alternativa D está incorreta, pois em primeiro lugar, ela é absolutamente incapaz. 
A alternativa E está incorreta, pois, novamente, nos termos do art. 3 do CC/2002, ela é absolutamente 
incapaz, então precisará da assistência dos pais. 
10. (FGV - 2021 - Prefeitura de Paulínia - SP - Guarda Patrimonial) De acordo com o Código 
Civil (Lei nº 10.406/02), analise as afirmativas a seguir. 
 
I. Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. 
II. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a 
concepção, os direitos do nascituro. 
III. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 18 
(dezoito) anos. 
Está correto o que se afirma em 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) I e II, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) I, II e III. 
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Comentários 
O Item I está correto, pode ser a literalidade do art. 1 do CC/2002: 
Art. 1º Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. 
O Item II está correto, pode ser a literalidade do art. 2 do CC/2002: 
Art. 2º A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe 
a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
O item III está incorreto, pois são absolutamente incapazes os menores de 16 nãos, nos termos do art. 
3 do CC/2002: 
Art. 3 o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
Gabarito: C (I, II) 
11. (FGV - 2021 - TCE-RO - Técnico Judiciário) Três irmãos pretendem comprar juntos um 
automóvel: Caio, 20 anos, pessoa com leve deficiência mental; Joana, 16 anos, graduada em 
Turismo; e Natália, 17 anos, casada civilmente com Jorge. 
Para a celebração do negócio, deve-se levar em conta que Caio, Joana e Natália são, respectivamente: 
a) absolutamente capaz, absolutamente capaz e absolutamente capaz; 
b) absolutamente incapaz, absolutamente capaz e absolutamente incapaz; 
c) relativamente incapaz, relativamente incapaz e absolutamente incapaz; 
d) absolutamente incapaz, absolutamente capaz e relativamente incapaz; 
e) relativamente incapaz, absolutamente incapaz e absolutamente capaz. 
Comentários 
Atualmente, temos, apenas, uma hipótese de incapacidade absoluta, prevista no art. 3º do CC/2002: 
Art. 3 São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
Por sua vez, dispõe o art. 4º do CC/2002 que: 
São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: I - os maiores de 
dezesseis e menores de dezoito anos; II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; III 
- aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; IV - os pródigos. 
As pessoas que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido deixaram de ser consideradas 
relativamente incapazes. A Lei nº 13.146 promoveu uma série de mudanças e teve como finalidade a 
plena inclusão das pessoas com deficiência. Desta forma, elas passaram a ser tidas como capazes, 
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estando sujeitas, eventualmente, à tomada de decisão apoiada. Caio, com leve deficiência mental, é 
considerado absolutamente capaz. 
Joana, com 16 anos, é considerada relativamente incapaz; contudo, diz o legislador, no art. 5º, parágrafo, 
inciso IV do CC, que “cessará, para os menores, a incapacidade: pela colação de grau em curso de ensino 
superior". Assim, o fato de ser graduada é causa de emancipação (ato jurídico que antecipa os efeitos da 
aquisição da maioridade e da capacidade civil plena, para data anterior daquela em que o menor atinge 
18 anos), o que a torna absolutamente capaz. 
Por fim, Natália, de 17 anos, é considerada relativamente incapaz, mas o casamento também é causa de 
emancipação, por força do art. 5º, parágrafo, inciso II do CC/2002, o que a torna absolutamente capaz. 
Não se esqueçam que a idade núbil para casamento é 16 anos (art. 1.517 do CC/2002). 
Gabarito: A 
12. (FGV - 2021 - Câmara de Aracaju/SE - Procurador Judicial) Jane dá aula de inglês para três 
estudantes: Cristiano, 16 anos, emancipado voluntariamente por seus pais; Haroldo, 17 anos, 
universitário; e Andressa, 19 anos, parcialmente interditada e sob curatela porque dilapidava 
descontroladamente todo o seu patrimônio. 
De acordo com o Código Civil,entre os estudantes, são relativamente incapazes: 
a) Cristiano, Haroldo e Andressa; 
b) Haroldo e Andressa; 
c) Cristiano e Haroldo; 
d) Cristiano e Andressa; 
e) somente Cristiano. 
Comentários 
Vamos a analisar a capacidade dos três alunos: 
Cristiano: 16 anos, emancipado por seus pais. 
A incapacidade cessou para Cristiano, pela concessão dos pais, nos termos do art. 5, parágrafo único, 
inciso I do CC/2002. Veja: 
Art. 5 o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica 
habilitada à prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento 
público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido 
o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; 
Por tanto, Cristiano é plenamente capaz. 
Haroldo, 17 anos, universitário. 
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Haroldo tem 17 anos, portanto, é relativamente incapaz nos termos do art. 4, inciso I do CC/2002: 
Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
Andressa, 19 anos, interditada e sob curatela por dilapidar o seu patrimônio. 
Andressa foi interditada e está sob curatela por dilapidar o seu patrimônio, portanto, é relativamente 
incapaz, nos termos do art. 7, inciso IV, do CC/2002: 
Art. 4° São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
IV - os pródigos. 
Gabarito: B 
13. (FGV - TJ-RS - Oficial de Justiça- 2020) Maria, grávida de 5 meses, preocupa-se com a 
proteção dos direitos do seu futuro bebê. O marido de Maria, pai da criança, está hospitalizado 
em quadro de saúde gravíssimo e a relação de Maria com a família do seu marido não é 
harmoniosa. A afirmação que melhor reflete a situação do nascituro é: 
a) nascituro goza de proteção jurídica; 
b) nascituro tem personalidade civil plena; 
c) nascituro não é titular de direitos subjetivos; 
d) embrião e nascituro têm o mesmo tratamento legal; 
e) material genético humano congelado é um nascituro. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. De acordo com CC ao tratar em seu art. 2º, 
dispondo que: "A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, 
desde a concepção, os direitos do nascituro.", 
A doutrina traz três principais teorias sobre a que momento se inicia os direitos a personalidade, temos 
elas a: 
Teoria Natalista: que indica que os direitos da personalidade iniciam no nascimento com vida. 
Teoria Concepcionista: que dispõe que o nascituro possui direitos desde sua concepção. 
Teoria da Personalidade Condicional: determinando que o direito à personalidade do nascituro, trata-
se de uma expectativa de direito, sendo que pode ser concretizado no caso do nascimento com vida ou 
não, no caso do nascimento sem vida. 
Sendo assim, embora possa parecer que o CC, através do legislador, tenha adotado a Teoria Natalista, 
conforme o texto do art. 2º, há dispositivos legais que indicam que o nascituro tem direitos desde sua 
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concepção, como receber doações (art. 542), ter curador (art. 1.779), ter sua paternidade reconhecida 
(art. 1.609, Parágrafo Único), etc. 
A alternativa B está incorreta. Conforme o texto expresso do art. 2º do CC: "A personalidade civil da 
pessoa começa com o nascimento com vida, mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do 
nascituro.". Assim tem-se que os direitos a personalidade civil do nascituro não são plenos, mas sim 
trata-se de uma expectativa de direito. 
A alternativa C está incorreta. A doutrina no Direito Civil divide a personalidade jurídica em duas 
vertentes, a formal e a material. 
Personalidade jurídica formal: diz respeito a direitos extrapatrimoniais, que são adquiridos desde a 
concepção (vida e direitos da personalidade são exemplos de direitos personalíssimos nesse caso). 
Personalidade jurídica material: diz respeito a direitos patrimoniais, que são adquiridos apenas após o 
nascimento com vida (propriedade, etc.). 
A alternativa D está incorreta. O embrião e o nascituro não partilham da mesma proteção jurídica. Além 
do que trata o art. 2º do CC, o Enunciado 2 do CJF, que trata do embrião, em seu artigo 2º diz que: "Sem 
prejuízo dos direitos da personalidade, nele assegurados, o artigo 2º do CC não é sede adequada para 
questões emergentes da reprogenética humana, que deve ser objeto de um estatuto próprio.". O estatuto 
em questão firmou-se através da Lei de Biossegurança (Lei 11.105/2005) que em seu artigo 5º trata 
sobre a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos. 
A alternativa E está incorreta. Considera-se o mesmo exposto acima a respeito dos embriões e não extensão 
dos direitos do nascituro, o material genético humano congelado são embriões humanos produzidos por 
fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento, conforme o texto legal do artigo 5º da lei 
11.105/2005 (Lei de Biossegurança). 
14. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Heleno, que tem 13 anos, pretende 
comprar um videogame no valor de R$ 3.000,00. Para isto, celebra contrato de compra e venda 
com Jorge, que tem 18 anos. Sobre esta situação, quanto a Heleno, é correto afirmar que: 
a) a contratação é viável, em razão de sua plena capacidade civil. 
b) a celebração do contrato apenas seria possível caso ele estivesse assistido por seus pais. 
c) ele não pode celebrar este contrato, em razão de sua incapacidade absoluta. 
d) ainda que representado por seus pais, ele não pode celebrar este contrato. 
e) após os dezesseis anos, ele pode celebrar contratos, independentemente da intervenção de seus pais. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque, o CC/2002 estipula que os menores de 16 anos são 
absolutamente incapazes, ou seja, não podem realizar os atos da vida civil dos quais estão inclusas as 
negociações de compra e venda. Por esse motivo a contratação não é viável, uma vez que, Heleno tem 
apenas 13 anos de idade. Sendo assim, prevê o art. 3º: “são absolutamente incapazes de exercer 
pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos”. 
A alternativa B está incorreta, porque o CC/2002 determina que os menores de 16 anos, por serem 
absolutamente incapazes, devem ser representados por seus pais. A assistência, de acordo com o 
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CC/2002 deve ocorrer nos casos de pessoas relativamente incapazes, enquanto que o mesmo texto 
normativo determina que os absolutamente incapazes devem ser representados. Veja: 
Art. 1.634. Compete a ambos os pais, qualquer que seja a sua situação conjugal, o pleno 
exercício do poder familiar, que consiste em, quanto aos filhos: 
VII - representá-los judicial e extrajudicialmente até os 16 (dezesseis) anos, nos atos 
da vida civil, e assisti-los, após essa idade, nos atos em que forem partes, suprindo-lhes 
o consentimento; 
A alternativa C está correta, como já discutido, Heleno é considerado pelo CC/2002 como 
absolutamente incapaz, ou seja, não pode realizar sozinho os atos da vida civil dos quais estão inclusos 
os contratos de compra e venda. 
A alternativa D está incorreta, pois, como também já foi discutido, Heleno, de acordo com o CC/2002, 
somente poderia realizar o contrato de compra venda se estivesse representado por seus pais. Neste 
caso a afirmação encontra-seem discordância com a lei, já que nessa hipótese, o contrato poderia ser 
realizado naturalmente. 
A alternativa E está incorreta porque, o CC/2002 estipula que, ao alcançar os 16 anos de idade, o jovem 
adquire capacidade relativa, ou seja, é relativamente capaz para praticar os atos da vida civil. Contudo, 
o mesmo texto normativo vai trazer que, nos casos de capacidade relativa, os jovens não mais precisam 
ser representados por seus pais, mas, ainda sim, devem ser assistidos. Sendo assim, caso Heleno tivesse 
16 anos, ainda sim precisaria da participação de seus pais no contrato de compra e venda. Assim dita o 
art. 1.634, Inc. VII: “compete a ambos os pais, qualquer que seja a sua situação conjugal, o pleno exercício 
do poder familiar, que consiste em, quanto aos filhos: representá-los judicial e extrajudicialmente até 
os 16 (dezesseis) anos, nos atos da vida civil, e assisti-los, após essa idade, nos atos em que forem partes, 
suprindo-lhes o consentimento”. 
15. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Marcos, 29 anos, apresenta um quadro de 
bipolaridade controlado. Nessa situação, o Direito lhe confere: 
a) plena capacidade. 
b) relativa incapacidade, sendo necessária sua assistência. 
c) absoluta incapacidade, sendo necessária sua representação. 
d) plena capacidade apenas para atos patrimoniais. 
e) incapacidade adstrita a atos que afetem o seu patrimônio. 
Comentários 
A alternativa A está correta, porque, o CC/2002 estipula que a incapacidade cessa aos dezoito anos, no 
caso hipotético, Marcos possui 29. Além do mais, no que diz respeito a bipolaridade, não existe nenhuma 
vedação no texto normativo que lhe retire a capacidade. Dessa forma, pode-se inferir que o Direito lhe 
confere a plena capacidade, como dita o CC/2002: 
Art. 5º A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada 
à prática de todos os atos da vida civil”. 
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A alternativa B está incorreta, porque Marcos não possui características que poderiam enquadrá-lo no 
rol dos relativamente incapazes do CC/2002, mesmo sendo diagnosticado com bipolaridade e, uma vez 
que, de acordo com o CC/2002: 
Art. 4º São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
IV - os pródigos. 
A alternativa C está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, os absolutamente incapazes são 
apenas os menores de 16 anos. No caso, Marcos possui 29, já atingiu a maioridade e com ela a capacidade 
absoluta. Além disso, seu diagnóstico de bipolaridade em nada interfere, de acordo com o texto 
normativo, em sua capacidade. Assim dispõe o CC/2002: 
Art. 3º São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
A alternativa D está incorreta, porque, como já discutido, Marcos possui plena capacidade, logo, pode 
exercer qualquer tipo de ato da vida civil, tanto patrimoniais como qualquer outro. 
A alternativa E está incorreta, porque, a incapacidade adstrita a atos que atentem o patrimônio, de 
acordo com as doutrinas civilistas e com o CC/2002, afeta apenas aos pródigos, ou seja, pessoas que 
oferecem riscos ao seu próprio patrimônio, como por exemplo, aquelas que possuem vícios em “jogos 
de azar”, de maneira que podem onerar todo seu patrimônio. Esses indivíduos, de acordo com a lei, 
devem ser considerados relativamente capazes a praticar os atos da vida civil, como dita o CC/2002: 
Art. 4º, inc. IV. São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
os pródigos. 
16. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Rodrigo e Beth, casados, são os pais de 
Pedro, que tem dezesseis anos, e moram em Salvador. Ainda com esta idade, Pedro obteve boa 
nota no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e foi admitido na Universidade Federal de 
Minas Gerais. Por essa razão, Rodrigo e Beth pretendem proporcionar ao filho maior liberdade 
na prática dos atos da vida civil. Diante da situação apresentada, é possível afirmar que, segundo 
o Direito brasileiro. 
a) Pedro é relativamente incapaz até completar os dezoito anos, inexistindo outra possibilidade de 
adquirir a plena capacidade civil que não a maioridade. 
b) Rodrigo e Beth poderão conceder a Pedro a emancipação voluntária mediante instrumento público, 
adquirindo este último a plena capacidade civil. 
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c) a concessão da emancipação voluntária por Rodrigo e Beth dependerá de autorização judicial, mesmo 
que não haja qualquer discordância entre eles. 
d) a única hipótese presente na lei que permite a Pedro emancipação e aquisição da plena capacidade 
será seu eventual casamento. 
e) mesmo na hipótese de emancipação, Pedro continuará a ser relativamente incapaz. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque, primeiramente, apesar de Pedro ser considerado pelo CC/2002 
como relativamente capaz para exercer os atos da vida civil, o mesmo texto normativo traz a 
possibilidade de Pedro adquirir capacidade para atos que vão além de sua capacidade por meio da 
emancipação a qual pode ser realizada por seus genitores em conjunto, ou apenas por um deles na falta 
do outro, ou seja, existe uma forma de Pedro adquirir a plena capacidade civil por outro meio que não a 
Maioridade, como dita o 
Art. 5º, parágrafo único, I. Cessará, para os menores, a incapacidade: pela concessão 
dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, 
independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, 
se o menor tiver dezesseis anos completos. 
A alternativa B está correta, porque, como acima exposto, os pais de Pedro poderão conceder-lhe a 
emancipação voluntária, a qual se dará por meio de instrumento público, não sendo necessária a 
homologação judicial, possibilitando então, ao jovem a plena capacidade civil. 
A alternativa C está incorreta, uma vez que é possível a aquisição da plena capacidade por Pedro, de 
acordo com o CC/2002, por meio não só do casamento, mas também pela emancipação, ou ainda, pelo 
ingresso em emprego público efetivo, pela colação de grau em curso de Ensino Superior, ou ainda, se ele 
obtiver economia própria por meio de relação de emprego, ou por meio de estabelecimento civil e 
comercial, nos termos do CC/2002: 
Art. 5º A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada 
à prática de todos os atos da vida civil. Parágrafo único. Cessará, para os menores, a 
incapacidade: 
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento 
público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido 
o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; 
II - pelo casamento; 
III - pelo exercício de emprego público efetivo; 
IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; 
V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, 
desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia 
própria. 
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A alternativa D está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, a concessão da emancipação não 
depende da homologação judicial, como já exposto no art. 5º, parágrafo único, Inc. I: “Cessará, para os 
menores, a incapacidade: pela concessão dos pais, ou de umdeles na falta do outro, mediante 
instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o 
tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos”. 
A alternativa E está incorreta, porque, após a emancipação, Pedro passará a ser absolutamente capaz 
para o exercício dos atos da vida civil, uma vez que, o CC/2002 traz de maneira expressa que aos 
menores cessará a incapacidade, por meio da emancipação. O único fator que não se altera na condição 
de Pedro é, na verdade, o fato de que continuará sendo menor de idade. 
17. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Márcia encontra-se grávida de oito meses. 
Diante dos exames feitos e da constatação de que seu filho pertence ao sexo masculino, escolheu 
chamá-lo de Miguel. Segundo o que diz o Código Civil quanto ao nascituro, assinale a afirmativa 
correta. 
a) A lei resguarda os direitos de Miguel, ainda que venha a falecer durante a gravidez. 
b) A personalidade civil de Miguel começa desde sua concepção. 
c) A personalidade civil de Miguel se inicia desde a concepção, a partir de quando a lei também 
resguarda seus direitos. 
d) A personalidade civil de Miguel se inicia a partir do nascimento com vida, mas a lei resguarda seus 
direitos desde a concepção. 
e) A personalidade civil de Miguel começa apenas a partir do nascimento com vida, a partir de quando 
também são resguardados seus direitos. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque, a lei resguarda os direitos de Miguel enquanto nascituro, mesmo 
que ainda não tenha personalidade jurídica. Contudo, caso venha a falecer, durante a gravidez, não mais 
terá seus direitos resguardados por lei, pois, ao falecer, deixa de ser nascituro. Assim expressa o 
CC/2002 em seu 
Art. 2º A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe 
a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
A alternativa B está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, a personalidade civil se inicia no 
nascimento com vida, o que a lei resguarda desde a concepção são os direitos do nascituro. Sobre o 
momento em que se inicia a personalidade jurídica o art. 2º traz que: “A personalidade civil da pessoa 
começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro”. 
A alternativa C está incorreta, porque, a personalidade civil, como anteriormente discutido se inicia 
desde o nascimento com vida e, não desde a concepção, de madeira que a lei resguarda os direitos do 
nascituro desde a sua concepção. 
A alternativa D está correta, porque, como já se sabe, a personalidade civil se inicia, de acordo com o 
CC/2002, a partir do nascimento com vida, contudo a lei resguarda os direitos do nascituro desde a sua 
concepção. Assim versa o art. 2º: “A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas 
a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro”. 
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A alternativa E está incorreta, porque, apesar de a personalidade civil de Miguel, realmente começar 
apenas a partir de seu nascimento com vida, seus direitos são resguardados desde a sua concepção, de 
acordo com o CC/2002, art. 2º: “A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas 
a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro”. 
18. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Evandro atravessava uma avenida 
movimentada quando um ônibus em alta velocidade não respeitou o sinal de pedestre e chocou-
se contra ele. Após cinco dias de internação, o médico comunicou à família de que o acidentado 
ficará, provavelmente, em estado de coma permanente, apesar do funcionamento da sua 
atividade cerebral. Em razão disto, os pais de Evandro optam por transferi-lo para a casa deles, 
adaptando instalações para que seja possível mantê-lo ligado aos aparelhos que lhe mantém a 
vida. Segundo o Código Civil, Evandro é considerado 
a) relativamente incapaz. 
b) absolutamente incapaz. 
c) plenamente capaz. 
d) naturalmente morto. 
e) morto presumido. 
Comentários 
A alternativa A está correta, porque como Evandro agora se encontra em estado de coma permanente 
não poderá mais manifestar sua vontade permanentemente. Veja CC/2002: 
Art. 4º São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
A alternativa B está incorreta, porque para o CC/2002, apenas serão absolutamente incapazes os 
menores de 16 anos, ou seja, nenhuma outra pessoa pode ser considerada absolutamente incapaz. 
Art. 3 o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
A alternativa C está incorreta porque, para o CC/2002, são considerados absolutamente capazes as 
pessoas maiores de 18 anos, capazes de exprimir sua vontade e de realizar sem assistência ou 
representação todos os atos da vida civil. Neste caso hipotético, Evandro encontra-se impossibilitado 
de exprimir sua vontade permanentemente. 
A alternativa D está incorreta, porque de acordo com o entendimento jurisprudencial, a morte natural 
ocorre com a morte cerebral do indivíduo, ou seja, quando não mais existe atividade cerebral do 
indivíduo. Neste caso hipotético Evandro não pode ser considerado naturalmente morte, pois, ainda 
possui atividade cerebral, na verdade encontra-se em como, o que o classifica na verdade com 
relativamente incapaz. 
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A alternativa E está incorreta, porque, o CC/2002 entende como morte presumida, os casos em que há 
a extrema probabilidade de morte de quem esteva em perigo de vida, ou de quem estava em campanha 
ou foi feito prisioneiro e não foi encontrado após dois do término da guerra e, em ambos os casos, para 
ser declarada a presunção de morte, as buscas devem ter sido exauridas. Como é possível perceber, não 
há nem o que se cogitar no que diz respeito a considerar Evandro morto presumido, uma vez que, de 
acordo com o art. 7º, incs. I e II: “Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: se 
for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; se alguém, desaparecido em 
campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra”. 
19. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Rogério, 20 anos, é dependente químico e 
mantém, como endereço, a residência de seus pais. Nos últimos dois anos foi internado cinco 
vezes e sempre se retira da clínica após alguns dias de procedimento. Por muitas vezes sai 
durante semanas e não retorna à sua residência. Quanto a Rogério, o Código Civil o qualifica 
como 
a) relativamente incapaz, em razão de idade. 
b) relativamente incapaz, pelo vício em tóxico. 
c) plenamente capaz. 
d) absolutamente incapaz, por falta de discernimento. 
e) pródigo, e, portanto, relativamente incapaz. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois, apesar de Rogério realmente ser relativamente capaz o erro 
encontra-se na motivação, uma vez que, de acordo com a doutrina, senilidade não é sinônimo de 
incapacidade, ademais, no artigo 4º do CC/2002 que trata do rol das pessoas relativamente incapazes, 
as pessoas idosas não estão inclusas. 
A alternativa B está correta, pois, o CC/2002 qualifica os dependentes químicos como relativamente 
incapazes, uma vez que dita o 
Art. 4º São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: II - os 
ébrios habituais e os viciados em tóxico. Sendo assim, é possível afirmar que Rogério é 
considerado relativamente incapaz de exercer os atos da vida civil. 
A alternativa Cestá incorreta, uma vez que, são considerados plenamente incapazes, de acordo com o 
CC/2002, em seu art. 3º, apenas os menores de 16 anos e ninguém mais. Como Rogério é dependente 
químico, este na verdade deve ser qualificado como relativamente incapaz. 
A alternativa D está incorreta, porque a falta de discernimento não torna uma pessoa absolutamente 
incapaz, na verdade, os únicos que são classificados dessa maneira são os menores de 16 anos, de acordo 
com o art. 3º do CC/2002. Além do mais, a falta de discernimento não necessariamente é suficiente para 
enquadrar uma pessoa no rol dos relativamente incapazes, como é o caso das pessoas com deficiência, 
por exemplo. 
A alternativa E está incorreta, porque o pródigo, apesar de estar classificado pelo CC/2002 como 
relativamente incapaz, não é sinônimo de dependente químico, na verdade, os pródigos são aquelas 
pessoas que por algum outro vício, oferecem risco ao seu patrimônio, sendo por esse motivo, necessária 
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a assistência no que toca questões patrimoniais. Um exemplo nestes casos são as pessoas que possuem 
vícios relacionados a “jogos de azar”, oferecendo um grande risco de onerarem todo o seu patrimônio. 
20. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Na noite do dia 09 de janeiro de 2019, um 
forte deslizamento de terra causou grande destruição em região residencial de Salvador. 
Mariana, seu cônjuge Carlos e as duas filhas, Carla e Paula, estavam em sua casa, a qual foi 
atingida pelo referido deslizamento e destruída por completo. Após dois meses de buscas, os 
trabalhos foram encerrados e os corpos não foram encontrados. Desconfia-se que os corpos da 
família foram levados pela enxurrada para o rio que passava logo abaixo da construção 
destruída e não foi possível localizá-los. Diante desta situação, é correto afirmar que 
a) É viável a declaração de morte natural de todos os membros da família. 
a) todos os membros da família, a partir do momento do desaparecimento, podem ser declarados 
presumidamente mortos pelo Corpo de Bombeiros. 
b) poderá ser declarada a morte presumida por sentença, pela extrema probabilidade de morte de todos 
os membros da família, após findas as buscas e averiguações. 
c) a morte presumida, que pode ser declarada por sentença, somente o será após o decreto de ausência. 
d) mesmo antes de esgotadas as buscas e averiguações poderá ser declarada a morte presumida. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois, como os corpos não foram encontrados, não é possível a presunção 
de morte natural, uma vez que, para que esta ocorra é preciso constatar a falta de atividade cerebral, ou 
seja, a morte cerebral. No caso hipotético, o que se constata é a possibilidade da declaração da morte 
presumida da família, pois, de acordo com o CC/2002, art. 7º, Inc. I e parágrafo único: “Pode ser 
declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: se for extremamente provável a morte de 
quem estava em perigo de vida; a declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser 
requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do 
falecimento”. 
A alternativa B está incorreta, pois, para que todos os membros da família seja presumidamente 
declarados mortos, de acordo com o CC/2002, as buscas e averiguações devem ter sido exauridas, como 
demonstra o art. 7º, parágrafo único: a declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá 
ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável 
do falecimento. 
A alternativa C está correta, porque, como já discutido, a presunção de morte ocorre quando é constato 
uma extrema possibilidade de morte de pessoa que estava em perigo de vida e após exauridas as buscas 
e averiguações. Como houve um deslizamento que destruiu por completo a casa e ainda havia um rio 
com forte correnteza que pode ter levado os corpos, é possível apontar um grande risco de vida. Além 
do mais, os corpos, após dois meses de buscas não foram encontrados. Sendo assim, fica clara a 
possibilidade de declaração de presunção de morte sem necessidade da decretação de ausência, como 
dita o art. 7º do CC/2002. 
A alternativa D está incorreta, porque, o CC/2002, permite que a morte presumida possa ser declarada 
sem decretação de ausência nos casos em que for extremamente provável a morte de quem estava em 
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perigo de vida e após esgotadas as buscas e averiguações, os corpos não forem encontrados, como é o 
caso hipotético apresentado. 
A alternativa E está incorreta, uma vez que, de acordo com o parágrafo único do art. 7º do CC/2002, a 
morte presumida apenas pode ser declarada nos casos em que se constata extrema possibilidade de 
risco de vida e, após serem exauridas as buscas e a averiguações. Sendo assim, sem antes esgotar as 
buscas, não será possível declarar a morte presumida da família. 
21. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Giovanna e Carla são filhas gêmeas de 
Anderson. Após acidente de trânsito, todos são levados ao hospital, mas falecem antes de chegar 
ao estabelecimento. Durante a realização do laudo médico, para confecção de atestado de óbito, 
não foi possível declarar quem havia morrido primeiro. Conforme esta situação, é correto 
afirmar que 
a) O Código Civil presume que o pai morreu em momento anterior ao da filha que nasceu primeiro. 
b) O Código Civil presume que as filhas morreram em momento anterior ao pai. 
c) Sobre os casos em que duas ou mais pessoas morrem ao mesmo tempo, existe uma lacuna legislativa. 
d) O Código Civil presume que o pai morreu em momento anterior ao da filha que nasceu primeiro 
e) Em razão do falecimento em uma mesma ocasião, sem que se possa verificar qual óbito precedeu ao 
outro, presumir-se-á simultaneidade de todos. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, quando dois ou mais indivíduos na 
mesma ocasião veem a óbito, sem que haja a possibilidade de constatar quem faleceu primeiro, 
presume-se, então, a morte simultânea, não sendo a idade ou qualquer outro critério utilizado para 
estipular quem morreu primeiro. Assim dita o CC/2002: 
Art. 8º. Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo 
averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-ão 
simultaneamente mortos. 
A alternativa B está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, quando dois ou mais indivíduos na 
mesma ocasião veem a óbito, sem que haja a possibilidade de constatar quem faleceu primeiro, 
presume-se, então, a morte simultânea, não sendo a idade ou qualquer outro critério utilizado para 
estipular quem morreu primeiro. Nos termos do art. 8 do CC/2002 acima mencionado. 
A alternativa C está incorreta, porque o CC/2002 não deixa nenhuma lacuna no que diz respeito a 
morte simultânea, ou seja, quando mais de uma pessoa vem a falecer na mesma ocasião, o que fica muito 
explicito. Nos termos do art. 8 do CC/2002 acima mencionado. 
A alternativa D está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, quando dois ou mais indivíduos na 
mesma ocasião veem a óbito, sem que haja a possibilidade de constatar quem faleceu primeiro, 
presume-se, então, a morte simultânea, não sendo a idade ou qualquer outro critério utilizado para 
estipular quem morreu primeiro. Nos termos do art. 8 do CC/2002 acima mencionado. 
A alternativa E está correta, pois, no caso hipotético, o pai e as filhas se encontravam juntos na mesma 
ocasião e faleceram juntos, o que o CC/2002 classifica como comorientes, pois, na tentativa de averiguar 
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o momento da morte, não foi possível constatar quem faleceu primeiro. Por isso, deve-se, então, declarar 
a morte simultânea, nos termos do art. 8 do CC/2002 acima mencionado. 
22. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Vânia e Luiz são conviventes e genitores de 
Fabiana, que conta com dezesseis anos. Ante a independência financeira de Fabiana, conquistada 
em razão do ofício de influenciadora digital, Vânia e Luiz pretendem emancipá-la. Aproveitando 
a oportunidade, pretendem contrair matrimônio. Para a regular produção de efeitos jurídicos 
dos atos, afirma-se que: 
a) O casamento de Vânia e Luiz deve ser averbado no registro público e a emancipação de Fabiana, 
averbada. 
b) O casamento de Vânia e Luiz deve ser registrado no registro público, assim como o eventual divórcio. 
c) O casamento de Vânia e Luiz deverá ser registrado no registro público, diferente do nascimento de 
Fabiana que foi apenas averbado em registro público. 
d) A emancipação de Fabiana ser registrado em registro público, assim como o casamento de Vânia e 
Luiz. 
e) O casamento de Vânia e Luiz deverá ser averbado em registro público, assim como a emancipação de 
Fabiana. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois, o CC/2002 traz que devem ser registrados em registro público 
tanto o casamento quanto a emancipação, como é possível se perceber no art. 9º, Inc. I e II: “Serão 
registrados em registro público: os nascimentos, casamentos e óbitos; a emancipação por outorga dos 
pais ou por sentença do juiz”. 
A alternativa B está incorreta, pois, apesar de o casamento realmente dever ser registrado no registro 
público, como dita o art. 9º do CC/2002, caso o casal venha, eventualmente, a se divorciar, este deverá 
ser averbado em registro público, como manda o art. 10, Inc. I do mesmo texto normativo: Far-se-á 
averbação em registro público: das sentenças que decretarem a nulidade ou anulação do casamento, o 
divórcio, a separação judicial e o restabelecimento da sociedade conjugal”. 
A alternativa C está incorreta, porque, o nascimento de Fabiana deveria ser, na verdade, registrado em 
registro público, bem como o casamento de Vânia e Luiz que também deverá ser registrado em registro 
público, como o prescrito no art. 9º, Inc. I e II do CC/2002: “Serão registrados em registro público: os 
nascimentos, casamentos e óbitos; a emancipação por outorga dos pais ou por sentença do juiz”. 
A alternativa D está correta, pois, o CC/2002 traz que, tanto os casamentos como a emancipação devem 
ser registradas em registro público. É o que se percebe no art. 9º, Inc. I e II: “Serão registrados em 
registro público: os nascimentos, casamentos e óbitos; a emancipação por outorga dos pais ou por 
sentença do juiz”. 
A alternativa E está incorreta, pois, o CC/2002 traz que, tanto os casamentos como a emancipação 
devem ser registradas em registro público. É o que se percebe no art. 9º, Inc. I e II: “Serão registrados 
em registro público: os nascimentos, casamentos e óbitos; a emancipação por outorga dos pais ou por 
sentença do juiz”. 
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23. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Aurélio é coronel do Exército Brasileiro. 
Em missão de ajuda humanitária ocorrida em conflito armado em um país estrangeiro, Aurélio 
desapareceu, não tendo retornado ao país, mesmo após o término da missão, ocorrido há quatro 
anos. No início do corrente ano, houve o pronunciamento do Presidente do país estrangeiro 
afirmando o encerramento de busca por pessoas não encontradas na época do conflito. Quanto 
ao caso concreto, é correto afirmar que Aurélio 
a) tornou-se relativamente incapaz para o exercício de alguns atos da vida civil, mais especificamente, 
aqueles de caráter patrimonial. 
b) É considerado falecido por morte natural. 
c) será tido como presumidamente morto, para o que será necessária a declaração prévia de ausência. 
d) tornou-se absolutamente incapaz. 
e) poderá ter a morte presumida declarada, sem decretação de ausência. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois, o CC/2002 classifica como relativamente incapaz para o exercício 
de alguns atos da vida civil, mais especificamente, os de caráter patrimonial como pródigos, ou seja, 
pessoas que oferecem, por algum vício, o risco de onerarem seu próprio patrimônio, como demonstra o 
art. 4º, inc. IV: “são incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: os pródigos”. No 
caso hipotético em questão, o coronel, na verdade, pode ser declarado presumidamente morto, uma vez 
que se encontrava em missão em conflito armado e não foi mais encontrado, mesmo perpassado mais 
de dois anos e após terem sido exauridas as buscas. Tal fato pode ser percebido pelo art. 7º, Inc. II e seu 
parágrafo único: “pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: se alguém, 
desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da 
guerra. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser requerida depois de 
esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do falecimento”. 
A alternativa B está incorreta, pois, a morte natural, segundo entendimento jurisprudencial, ocorre 
com a morte cerebral, ou seja, quando é possível constatar por laudo médico que o indivíduo não 
apresenta mais atividade cerebral. Como no caso hipotético em questão, o coronel não foi encontrado, 
não é possível, por meio de um laudo médico, constatar a sua morte, de maneira que está deve, então, 
ser presumida em conformidade com o art. 7º, Inc. I e parágrafo único do CC/2002. 
A alternativa C está incorreta, pois, apesar de ser devida presunção de morte, esta se dará, na verdade, 
sem a declaração de ausência, devido ao fato de ele ter desaparecido em missão em conflito armado e, 
após terem se passado quatro anos e as buscas terem sido exauridas. Tal situação é descrita pelo art. 7º, 
Inc. II e seu parágrafo único: “pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: se 
alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o 
término da guerra. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser requerida 
depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do falecimento”. 
A alternativa D está incorreta pois, de acordo com o CC/2002, art. 3º, são absolutamente incapazes de 
realizarem os atos da vida civil, os menores de 16 anos apenas. Sendo assim, não é possível dizer que o 
coronel se tornou incapaz absolutamente. Na verdade, a situação apresenta um caso do art. 7º, Inc. II e 
seu parágrafo único, ou seja, um caso de morte presumida. 
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A alternativa E está correta, pois, uma vez que o coronel esteve em missão em conflito armado e não 
foi encontrado mesmo após quatro anos de findado o conflito e após terem sido exauridas as buscas e 
averiguações, deve-se, então, ser declarada a sua morte presumida e esta poderá ser realizada sem a 
declaração de ausência, como demostra o art. 7º, Inc. II e seu parágrafo único: “pode ser declarada a 
morte presumida, sem decretação de ausência: se alguém, desaparecido em campanha ou feito 
prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra. A declaração da morte 
presumida, nesses casos, somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, 
devendo a sentença fixar a data provável do falecimento”. 
24. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA– 2019) Walter, 16 anos, é exímio desenhista e 
começou a produzir e vender camisetas a pessoas próximas, de seu colégio e de sua família. Em 
menos de seis meses, o negócio cresceu exponencialmente e ele abriu um sítio eletrônico de 
vendas. Sua renda é tão alta que lhe permite arcar com suas despesas pessoais, sustentar seus 
pais e aplicar na poupança. Sobre o caso apresentado, assinale a afirmativa correta. 
a) Cessou para Walter, ainda que menor, a incapacidade. 
b) Walter é absolutamente incapaz. 
c) Walter é relativamente capaz, devendo ser assistido por seus pais em todos os contratos assinados 
em decorrência de sua atividade negocial. 
d) Walter apenas adquirirá a plena capacidade caso seus pais a outorguem. 
e) Apenas o exercício de emprego público efetivo gera a cessação da incapacidade, o que não ocorre 
pelo exercício de atividade privada. 
Comentários 
A alternativa A está correta, pois o CC/2002 permite que cesse a incapacidade absoluta nos casos dos 
menores com 16 anos completos, que por meio de estabelecimento civil e comercial possuem renda 
própria gerem economia própria. Assim dita o art. 5º, parágrafo único, Inc. V: “cessará, para os menores, 
a incapacidade: pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde 
que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria”. 
A alternativa B está incorreta, pois, na situação hipotética descrita, Walter já possui 16 anos completos, 
sendo assim, não pode mais ser considerado absolutamente incapaz, uma vez que apenas o são os 
menores de 16 anos, como demostra o art. 3º do CC/2002: “são absolutamente incapazes de exercer 
pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos”. Contudo, caso Walter não tivesse 
como prover economia própria, estaria enquadrado no rol do relativamente incapazes do art. 4º, Inc. I: 
“são incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: os maiores de dezesseis e 
menores de dezoito anos”. Contudo, como o jovem já possui economia própria por meio comercial, sua 
incapacidade, qualquer que seja, cessou, de acordo com o art. 5º, parágrafo único, Inc. V. 
A alternativa C está incorreta, pois o CC/2002 permite que cesse a incapacidade nos casos dos menores 
com 16 anos completos, que por meio de estabelecimento civil e comercial possuem renda própria 
gerem economia própria. Assim dita o art. 5º, parágrafo único, Inc. V: “cessará, para os menores, a 
incapacidade: pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde 
que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria”. 
A alternativa D está incorreta, pois o CC/2002 permite que cesse a incapacidade nos casos dos menores 
com 16 anos completos, que por meio de estabelecimento civil e comercial possuem renda própria 
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gerem economia própria. Assim dita o art. 5º, parágrafo único, Inc. V: “cessará, para os menores, a 
incapacidade: pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde 
que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria”. 
A alternativa E está incorreta, pois, o CC/2002, traz que, cessa a incapacidade para os menores, dentre 
outros casos, o exercício de cargo público efetivo e pela geração de economia própria por meio 
comercial, como se pode perceber no art. 5º, parágrafo único, Inc. III e V: “cessará, para os menores, a 
incapacidade: pelo exercício de emprego público efetivo; pelo estabelecimento civil ou comercial, ou 
pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos 
completos tenha economia própria”. 
25. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Hélio, empresário bem-sucedido, solteiro, 
sem filhos, tem um grande patrimônio. Desde 2011, apresenta o hábito de ingerir excessivas 
quantidades de álcool. No começo de 2018 esta rotina se intensificou e Hélio começou a beber 
durante os sete dias da semana, não mais administrando as suas atividades comerciais ou vida 
afetiva. Sobre a situação de Hélio, segundo o Código Civil, assinale a afirmativa correta. 
a) absolutamente capaz para prática de todos os atos da vida civil. 
b) absolutamente incapaz para prática de atos da vida civil. 
c) relativamente incapaz em razão da prodigalidade. 
d) relativamente incapaz por ser ébrio habitual. 
e) Estende-se, ao menos quanto aos atos civis que digam respeito ao seu patrimônio, a relativa 
incapacidade de exprimir sua vontade por causa transitória. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque, Hélio tornou-se um ébrio habitual, ou seja, na maior parte do 
tempo não está sóbrio para exercer, sozinho, alguns atos da vida civil, por contada embriaguez. Dessa 
forma, o CC/2002 qualifica as pessoas nestas condições como relativamente capazes, como demonstra 
o art. 4º, Inc. II: “são incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: os ébrios 
habituais e os viciados em tóxico”. 
A alternativa B está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, são absolutamente incapazes de 
exercer os atos da vida civil apenas os menores de 16 anos, como dita o art. 3º: são absolutamente 
incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos. No caso 
hipotético, Hélio na verdade será qualificado como relativamente incapaz, pois, tornou-se um ébrio 
habitual, como demonstra o art. 4º, Inc. II: “são incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de 
os exercer: os ébrios habituais e os viciados em tóxico”. 
A alternativa C está incorreta, pois, mesmo que Hélio seja qualificado agora pelo CC/2002 como 
relativamente incapaz, tal incapacidade não se dá pela prodigalidade, uma vez que, pródigos são aqueles 
que por alguma razão oferecem risco de onerar seu próprio patrimônio. No caso hipotético, a 
incapacidade relativa se dá na verdade em razão de Hélio ter se tornado um ébrio habitual, ou seja, na 
maior parte do tempo não está sóbrio para exercer alguns atos da vida civil por conta da embriaguez. 
A alternativa D está correta, pois, o CC/2002 qualifica como relativamente capazes os ébrios habituais, 
ou seja, as pessoas que por conta da embriaguez não conseguem mais exercer alguns atos da vida civil 
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sozinhas, gerando a necessidade de assistência, como se percebe no art. 4º, Inc. II: “são incapazes, 
relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: os ébrios habituais e os viciados em tóxico”. 
A alternativa E está incorreta, porque, na verdade a incapacidade relativa no que diz respeito a 
questões patrimoniais está relacionada aos denominados pelo CC/2002 como pródigos. Quanto aos que 
por causas transitórias não podem exprimir sua vontade, o mesmo texto normativo permite que a 
assistência seja em tantos atos da vida civil quanto sejam necessários. Diferentemente do caso de Hélio, 
que se tornou relativamente incapaz de executar alguns atos da vida civil por conta da embriaguez, ou 
seja, tornou-se um ébrio habitual, como é possível demonstrar no art. 4º, Inc. II, III e IV: “são incapazes, 
relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; os pródigos”. 
26. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Walter é praticante de alpinismo e faz 
escaladas em encostas de grande altura pelo Brasil. Ao praticar esta atividade em Brotas, as 
cordas que seguravam Walter acabaram não suportando o peso de seu corpo e ele caiu, chocando 
a coluna contra uma pedra. Durantea internação, o médico, em contato com a família, explicou 
que Walter encontrava-se em coma, com todas as funções vitais ativas, e também o sistema 
nervoso. No entanto, advertiu seus parentes que a possibilidade de falecimento era grande e que, 
no mínimo, certamente a lesão o deixará paraplégico. Quanto à situação de Walter, conforme o 
Código Civil, assinale a afirmativa correta. 
a) Ocorreu sua morte jurídica. 
b) Houve sua morte presumida. 
c) Encontra-se, por causa transitória, absolutamente incapaz. 
d) Encontra-se plenamente capaz, em razão da atividade de seu sistema nervoso. 
e) Manterá a capacidade relativa, enquanto estiver em coma. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois a morte jurídica é um conceito que não se encontra no plexo 
normativo. 
A alternativa B está incorreta, pois, para que haja morte presumida, é preciso que a pessoa tenha 
desaparecido, ou que, em casos de extremo risco de vida ou em casos de participação em missão em 
guerra ou conflito armado, não tenha sido encontrado seu corpo, após exauridas as buscas e 
averiguações, como indica o art. 7º, Inc. I, II e o parágrafo único do CC/2002: “pode ser declarada a morte 
presumida, sem decretação de ausência: se for extremamente provável a morte de quem estava em 
perigo de vida; se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois 
anos após o término da guerra. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser 
requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do 
falecimento”. 
A alternativa C está incorreta, pois, na verdade Walter encontra-se, por causa transitória, na situação 
de relativamente incapaz, como determina o art. 4º, Inc. II do CC/2002: “são incapazes, relativamente a 
certos atos ou à maneira de os exercer: aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem 
exprimir sua vontade”. Além disso, de acordo com o art. 3º do mesmo texto normativo, são 
absolutamente incapazes apenas os menores de 16 anos. 
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A alternativa D está incorreta, pois, na situação hipotética, Walter encontra-se transitoriamente 
incapacitado de exprimir sua vontade, o que o CC/2002 qualifica como relativamente incapaz, como 
pode-se perceber no art. 4º, Inc. II do CC/2002: “são incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira 
de os exercer: aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade” 
A alternativa E está correta, porque, de acordo com o CC/2002 será qualificado como relativamente 
incapaz, aquele que não conseguir transitoriamente exprimir sua vontade, como é o caso de Walter. 
Contudo, caso ele saia do coma e consiga exprimir sua vontade, sua capacidade absoluta considerar-se-
á reestabelecida. 
27. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Fernanda dirigia um automóvel 
acompanhada de seu cônjuge, Marcelo, quando colidiu frontalmente com outro veículo. Em 
razão da gravidade do acidente, ambos faleceram antes mesmo de chegar o auxílio médico. Sobre 
a situação apresentada, segundo o Código Civil, assinale a afirmativa correta. 
a) Houve a morte presumida de ambos. 
b) Será necessária a decretação de ausência de Fernanda e Marcelo. 
c) Como ambos morreram em razão do mesmo acidente, presume-se que o de maior idade faleceu 
primeiro. 
d) Diante do falecimento em uma mesma ocasião, ocorre a comoriência. 
e) Não há norma no ordenamento brasileiro a respeito de morte simultânea. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque, para que haja morte presumida, é preciso que a pessoa tenha 
desaparecido, ou que, em casos de extremo risco de vida ou em casos de participação em missão em 
guerra ou conflito armado, não tenha sido encontrado seu corpo, após exauridas as buscas e 
averiguações, como indica o art. 7º, Inc. I, II e o parágrafo único do CC/2002: “pode ser declarada a morte 
presumida, sem decretação de ausência: se for extremamente provável a morte de quem estava em 
perigo de vida; se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois 
anos após o término da guerra. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser 
requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do 
falecimento”. 
A alternativa B está incorreta, pois, a decretação de ausência apenas é necessária quando há o 
desaparecimento injustificado de alguém de seu domicílio sem que esta pessoa tenha deixado curador, 
como explicita o art. 22 do CC/2002: “desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem dela haver 
notícia, se não houver deixado representante ou procurador a quem caiba administrar-lhe os bens, o 
juiz, a requerimento de qualquer interessado ou do Ministério Público, declarará a ausência, e nomear-
lhe-á curador”. 
A alternativa C está incorreta, porque a morte de mais de uma pessoa que ocorre na mesma ocasião 
em que não é possível, por meio de laudo médico, constatar quem veio a falecer primeiro, presume-se a 
morte simultânea, não sendo nenhum outro critério determinante para se precisar quem faleceu 
primeiro, como pode-se perceber no art. 8º do CC/2002: “Se dois ou mais indivíduos falecerem na 
mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-
ão simultaneamente mortos”. 
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A alternativa D está correta, porque, de acordo com o CC/2002, a ocasião em que duas ou mais pessoas 
faleceram, não sendo possível a averiguação de quem veio a falecer primeiro, é denominada morte por 
comoriência, ou seja, morte simultânea, como demonstra o art. 8º: “Se dois ou mais indivíduos falecerem 
na mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-
se-ão simultaneamente mortos”. 
A alternativa E está incorreta, porque, ao contrário do que a assertiva afirma, o CC/2002 é bem 
explícito no que diz respeito à morte simultânea, como se pode perceber no art. 8º: “Se dois ou mais 
indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu 
aos outros, presumir-se-ão simultaneamente mortos”. 
28. (FGV/ AL-RO – 2018) Marcos, 46 anos, usuário de entorpecentes que lesionaram 
irreversivelmente seu sistema cognitivo, contraiu diversas dívidas e vive em situação de 
mendicância. Sua mãe e sua ex-mulher, mãe de sua filha de 15 anos, procuram assistência 
jurídica para gerir a situação. Nesse caso, Marcos 
a) deverá ser interditado em razão da condição de toxicômano por absoluta incapacidade. 
b) será considerado relativamente incapaz por vício em tóxicos e deverá ser assistido na prática de 
determinados atos. 
c) não apresentava vontade hígida para a contração de dívidas, pelo que, todas são tidas como 
inexistentes. 
d) deverá ser observado por um período de seis meses, sob assistência, para que seja declarado 
absolutamente incapaz. 
e) perderá automaticamente, caso seja considerado incapaz, o poder familiar em relação à sua filha. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque, de acordo com o art. 3º do CC/2002, são incapazes 
absolutamente apenas os menores de 16 anos e ninguém mais. No caso hipotético, Marcos é qualificado 
como relativamente incapaz por ser uma pessoa viciada em tóxicos, de maneira que a família apenas o 
assistirá no exercício de alguns atos da vida civil, não sendo possível a sua interdição, como é possível 
perceber no art. 4º, Inc. II: “são incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: os 
ébrios habituais e os viciados em tóxico”. 
A alternativa B está correta, pois, no caso hipotético,Marcos é qualificado como relativamente incapaz 
pelo CC/2002, por ser uma pessoa viciada em tóxicos, de maneira que a família apenas o assistirá no 
exercício de alguns atos da vida civil, como é possível perceber no art. 4º, Inc. II: “são incapazes, 
relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: os ébrios habituais e os viciados em tóxico”. 
A alternativa C está incorreta, porque, Marcos é qualificado, pelo CC/2002, como relativamente incapaz 
por ser uma pessoa viciada em tóxicos, como é possível perceber no art. 4º, Inc. II: “são incapazes, 
relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: os ébrios habituais e os viciados em tóxico”. 
Sendo assim, não há o que se falar em falta de vontade hígida para a contração de dívidas e, menos ainda 
na inexistência destas. 
A alternativa D está incorreta, porque, de acordo com o art. 3º do CC/2002, são incapazes 
absolutamente apenas os menores de 16 anos e ninguém mais. No caso hipotético, Marcos é qualificado 
como relativamente incapaz por ser uma pessoa viciada em tóxicos, de maneira que a família apenas o 
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assistirá no exercício de alguns atos da vida civil, não havendo o que se falar em período de observação 
sob assistência, para que este seja enquadrado na situação de absolutamente incapaz. 
A alternativa E está incorreta, porque, no caso hipotético, Marcos é qualificado como relativamente 
incapaz pelo CC/2002 por ser uma pessoa viciada em tóxicos, de maneira que a família apenas o assistirá 
no exercício de alguns atos da vida civil, inclusive no exercício do poder familiar sobre sua filha ainda 
menor de idade, não sendo possível a perda deste poder, como é possível perceber no art. 4º, Inc. II: 
“são incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: os ébrios habituais e os viciados 
em tóxico”. 
29. (FGV/ TJ-SC – 2018) Joaquim, de 10 anos, é contemplado, em testamento deixado por seu 
tio avô, Antônio, com um pequeno apartamento no Município de Florianópolis. Surpresos com a 
deixa, os genitores de Joaquim procuram assistência jurídica. Nesse caso, Joaquim: 
a) não poderá receber a propriedade do imóvel, visto ser absolutamente incapaz; 
b) não possui personalidade civil, assim seus pais receberão a propriedade do bem; 
c) poderá receber a propriedade do imóvel, mediante a assistência dos pais; 
d) poderá receber a propriedade do bem, já que possui capacidade de direito; 
e) poderá receber a propriedade do bem quando atingir a maioridade civil. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque, o CC/2002 qualifica as pessoas menores de 16 anos como 
absolutamente incapazes, como é possível perceber no art. 3º: “são absolutamente incapazes de exercer 
pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos”. Contudo, Joaquim usufrui daquilo 
que é denominado como capacidade de direito ou de gozo, ou seja, possui capacidade de adquirir 
direitos e deveres, uma vez que tem personalidade jurídica, como dita o art. 1º: “toda pessoa é capaz de 
direitos e deveres na ordem civil”, por esse motivo, ele pode receber a propriedade do imóvel, mesmo 
sendo absolutamente incapaz. 
A alternativa B está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, toda pessoa nascida com vida goza 
de personalidade jurídica, como demonstra o art. 2º: a personalidade civil da pessoa começa do 
nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro”. Além do mais, 
Joaquim tem direito a receber a propriedade do imóvel, uma vez que, é dotado de capacidade de direito 
ou de gozo como aponta o art. 1º: “toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil”. 
A alternativa C está incorreta, porque, mesmo possuindo capacidade de direito, de acordo com o 
CC/2002, ele ainda é considerado absolutamente incapaz de exercer aos atos da vida civil, sendo assim, 
para receber a propriedade do imóvel, deverá ser representado por seus pais e, não assistido, como 
aponta o art. 1.634, Inc. VII: “Compete a ambos os pais, qualquer que seja a sua situação conjugal, o pleno 
exercício do poder familiar, que consiste em, quanto aos filhos: representá-los judicial e 
extrajudicialmente até os 16 (dezesseis) anos, nos atos da vida civil, e assisti-los, após essa idade, nos 
atos em que forem partes, suprindo-lhes o consentimento”. 
A alternativa D está correta, pois, de acordo com o CC/2002, Joaquim goza da capacidade de direito, 
podendo assim, contrair direitos e deveres, dentre os quais, está a possibilidade de receber a 
propriedade do imóvel deixada em testamento por seu tio avô, como explicita o art. 1º: “toda pessoa é 
capaz de direitos e deveres na ordem civil”. 
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A alternava E está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, Joaquim goza da capacidade de direito, 
podendo assim, contrair direitos e deveres, dentre os quais, está a possibilidade de receber a 
propriedade do imóvel deixada em testamento por seu tio avô, como explicita o art. 1º: “toda pessoa é 
capaz de direitos e deveres na ordem civil”, não sedo necessário que atinja a maioridade para receber o 
bem. 
30. (FGV / TJ-PI – 2016). Maria tomou um voo comercial no Brasil com destino a Portugal. 
Após a decolagem, a aeronave sofreu uma pane e o avião caiu no Oceano Atlântico. As equipes de 
busca encontraram alguns destroços. Não encontraram corpos, mas não há qualquer indício de 
sobrevivente. Pedro, marido de Maria, para receber o seguro de vida do qual é beneficiário, 
poderá solicitar: 
a) que seja declarada a morte presumida de Maria, pelas equipes de busca, em documento escrito; 
b) a seguradora o pagamento da indenização independentemente da declaração de morte de sua 
esposa; 
c) a decretação de ausência e a nomeação de curador para administrar os interesses da esposa 
desaparecida; 
d) ao Judiciário a declaração, por sentença, da morte presumida, com a fixação da data provável da 
morte de Maria; 
e) à companhia aérea uma declaração oficial sobre o acidente para apresentar à seguradora e requerer 
a indenização. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, pode ser declarada a morte 
presumida, de Maria, por seu marido, sem declaração de ausência, devida a extrema possibilidade da 
morte, pois ela estava em risco de vida e as buscas e averiguações já haviam sido esgotadas, como 
esclarece o art. 7º, inciso I e parágrafo único: “pode ser declarada a morte presumida, sem decretação 
de ausência: se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. A declaração da 
morte presumida, nesses casos, somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e 
averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do falecimento”. 
A alternativa B está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, para que seu marido receba o seguro 
de vida, deve ser declarada a morte presumida de Maria, sem necessidade, na verdade, de que haja 
declaração de ausência, devida a extrema possibilidade da morte, pois ela estava em risco de vida e as 
buscas e averiguações já haviam sido esgotadas. Além disso, a declaração deve ser feita por meio de 
registro público, como aponta o art. 9º, Inc. IV: “serão registrados em registro público: a sentença 
declaratória de ausência e de morte presumida”. 
A alternativa C está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, pode ser declarada a morte 
presumida, de Maria, por seu marido, sem declaração de ausência, devida a extrema possibilidade da 
morte, pois ela estava em risco de vida e as buscas e averiguações já haviam sido esgotadas. 
A alternativa D está correta, porque, de acordo com o CC/2002, pode ser declaradaquando alguém 
é menor de 16 anos, todos os outros são relativamente incapazes. 
Vejamos o CC/2002: 
Art. 3. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
3. (CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário) 
A incapacidade relativa atinge as pessoas que não podem exprimir sua vontade devido a causas de natureza 
permanente ou transitória. 
Comentários 
CORRETO. 
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A assertiva está correta, nos termos do CC/2002: 
Art. 4 São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
4. (CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário) 
São absolutamente incapazes as pessoas viciadas em tóxicos. 
Comentários 
INCORRETO. 
Atualmente, só há uma hipótese de absolutamente incapazes, que ocorre quando alguém é menor de 16 
anos, todos os outros são relativamente incapazes. 
Art. 3 São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
Art. 4 São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; 
IV - os pródigos. 
Parágrafo único. A capacidade dos indígenas será regulada por legislação especial. 
5. (CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário) 
É vedada a alteração de nome civil em caso de dupla cidadania. 
Comentários 
INCORRETO. 
A assertiva está incorreta, já que NÃO é vedada a alteração de nome civil em caso de dupla cidadania. STJ - 
Edição nº 138 da Jurisprudência em Teses: 
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Tese nº 7: É possível a modificação do nome civil em decorrência do direito à dupla 
cidadania, de forma a unificar os registros à luz dos princípios da verdade real e da simetria. 
6. (CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Área Judiciária) 
O direito à imagem, embora esteja contemplado nos direitos da personalidade, não se estende à voz 
humana. 
Comentários 
INCORRETO. 
A assertiva está incorreta, já que a voz humana encontra proteção nos direitos da personalidade, nos termos 
das jurisprudências em teses, edição nº 138: 
A voz humana encontra proteção nos direitos da personalidade, seja como direito 
autônomo ou como parte integrante do direito à imagem ou do direito à identidade 
pessoal. 
7. (CESPE / CEBRASPE - 2022 - SEE-PE - Analista em Gestão Educacional) Julgue o item a seguir, relativo 
à Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, à pessoa natural e aos direitos da personalidade. 
De acordo com o CC/2002, os silvícolas pertencentes a povos indígenas isolados devem ser considerados 
como absolutamente incapazes em todas as suas relações jurídicas. 
Comentários 
INCORRETO. 
A assertiva está incorreta, já que o CC/2002 não define os indígenas como absolutamente incapazes. Veja o 
art. 4 do CC/2002: 
Art. 4º 
Parágrafo único. A capacidade dos índios será regulada por legislação especial. 
8. (CESPE / CEBRASPE - 2022 - SEE-PE - Analista em Gestão Educacional) Julgue o item a seguir, relativo 
à Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, à pessoa natural e aos direitos da personalidade. 
Situação hipotética: Três irmãos faleceram no mesmo evento, não tendo sido possível verificar qual dos 
óbitos ocorreu antes e qual teria sido o último. Assertiva: Nessa situação, haverá a presunção legal de que o 
irmão mais idoso faleceu primeiro e que o mais jovem faleceu por último. 
Comentários 
INCORRETO. 
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Da análise do enunciado faz-se possível afirmar que estamos diante da hipótese de comoriência. 
Assim, observem o disposto pelo art. 8º do CC/2002: 
Art. 8º. Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo averiguar 
se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-ão simultaneamente mortos. 
9. (CESPE / CEBRASPE - 2022 - MPC-SC - Procurador de Contas do Ministério Público) Acerca da 
capacidade para o casamento e da nulidade dessa instituição, julgue o item a seguir. 
Em caso de divergência entre os pais acerca do consentimento para a realização de casamento de menores 
de dezoito anos de idade, qualquer um deles poderá recorrer ao juiz para solução da desavença. 
Comentários 
CORRETO. 
O art. 1.631, parágrafo único, do CC/2002, destaca o seguinte: 
Art. 1.631. Durante o casamento e a união estável, compete o poder familiar aos pais; na 
falta ou impedimento de um deles, o outro o exercerá com exclusividade. 
Parágrafo único. Divergindo os pais quanto ao exercício do poder familiar, é assegurado 
a qualquer deles recorrer ao juiz para solução do desacordo. 
10. (CESPE / CEBRASPE - 2022 - SEFAZ-SE - Auditor Técnico de Tributos) De acordo com a legislação 
brasileira, são absolutamente incapazes 
 
a) os menores de dezesseis anos de idade. 
b) os maiores de dezesseis anos e menores de dezoito anos de idade. 
c) os pródigos. 
d) os ébrios habituais. 
e) os viciados em tóxicos. 
Comentários 
Os únicos absolutamente incapazes são os menores de 16 nãos, nos termos do art. 3 do CC/2002: 
Art. 3 São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
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III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; 
IV - os pródigos. 
Gabarito: A 
11. (CESPE / CEBRASPE - 2022 - TCE-SC - Auditor Fiscal de Controle Externo) Julgue o item a seguir, 
acerca do direito civil. 
Conquanto a modificação do nome civil seja qualificada como excepcional e as hipóteses em que se admite 
a alteração sejam restritivas, o Superior Tribunal de Justiça vem admitindo a flexibilização dessas regras e 
tem permitido tal modificação se não houver risco à segurança jurídica e a terceiros. 
Comentários 
CORRETO. 
De fato, conquanto a modificação do nome civil seja qualificada como excepcional e as hipóteses em que se 
admite a alteração sejam restritivas, o Superior Tribunal de Justiça vem admitindo a flexibilização dessas 
regras e tem permitido tal modificação se não houver risco à segurança jurídica e a terceiros. 
Assim, observem: 
4- Conquanto a modificação do nome civil seja qualificada como excepcional e as hipóteses 
em que se admite a alteração sejam restritivas, esta Corte tem reiteradamente flexibilizado 
essas regras, permitindo-se a modificação se não houver risco à segurança jurídica e a 
terceiros Sp 1905614/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 
04/05/2021, DJe 06/05/2021). 
12. (CESPE / CEBRASPE - 2022 - TCE-SC - Auditor Fiscal de Controle Externo) Julgue o item a seguir, 
acerca do direito civil. 
A existência da pessoa natural termina com a morte, podendo ser declarada a morte presumida sem 
decretação de ausência se for extremamente provável a morte de quem estavaa morte presumida, 
de Maria, por seu marido ao judiciário por meio de registro público, como aponta o art. 9º, Inc. IV: “serão 
registrados em registro público: a sentença declaratória de ausência e de morte presumida” e, sem 
declaração de ausência, devida a extrema possibilidade da morte, pois ela estava em risco de vida e as 
buscas e averiguações já haviam sido esgotadas. 
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A alternativa E está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, pode ser declarada a morte 
presumida, de Maria, por seu marido ao judiciário por meio de registro público, como aponta o art. 9º, 
Inc. IV: “serão registrados em registro público: a sentença declaratória de ausência e de morte 
presumida” e, sem declaração de ausência, devida a extrema possibilidade da morte, pois ela estava em 
risco de vida e as buscas e averiguações já haviam sido esgotadas. 
31. (FGV/ TJ-PI – 2015) Lívia e Leonardo são os pais de Luís, de 16 anos. Como presente de 
aniversário, os pais lhe deram uma viagem ao exterior. Entretanto, em razão da idade, certos 
atos jurídicos não poderiam ser praticados validamente pelo menino sem a assistência de um ou 
ambos os genitores. Para solucionar juridicamente a situação, apresenta-se como adequado 
buscar: 
a) Transferir a representação legal para algum acompanhante; 
b) Uma emancipação consensual através de instrumento público; 
c) Uma decisão judicial que constitua a emancipação do menor; 
d) Uma homologação judicial de acordo entre os genitores quanto à emancipação do menor; 
e) A constituição de um tutor apto a assistir o menor nos atos jurídicos necessários. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque, a representação seria devida, apenas se Luís fosse 
absolutamente incapaz e, caso essa fosse a realidade, tal representação legal seria dever dos pais do 
jovem, como descreve o art. 1.634, Inc. VII do CC/2002: “ compete a ambos os pais, qualquer que seja a 
sua situação conjugal, o pleno exercício do poder familiar, que consiste em, quanto aos filhos: 
representá-los judicial e extrajudicialmente até os 16 (dezesseis) anos, nos atos da vida civil, e assisti-
los, após essa idade, nos atos em que forem partes, suprindo-lhes o consentimento”. 
A alternativa B está correta, porque a emancipação consensual através de instrumento público 
garantiria a Luís a cessação de sua incapacidade, como é possível perceber no art. 5º, parágrafo púnico, 
Inc. I: “Cessará, para os menores, a incapacidade: pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do 
outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do 
juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos”. 
A alternativa C está incorreta, porque não será necessária a emancipação judicial, uma vez que, esta 
pode se dar de maneira consensual pelos seus pais através de instrumento público, garantiria a Luís a 
cessação de sua incapacidade, como é possível perceber no art. 5º, parágrafo púnico, Inc. I: “Cessará, 
para os menores, a incapacidade: pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante 
instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o 
tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos”. 
A alternativa D está incorreta, porque não se faz necessária homologação judicial de acordo entre os 
genitores, uma vez que, a emancipação pode se dar de maneira consensual pelos seus pais através de 
instrumento público, garantiria a Luís a cessação de sua incapacidade, como é possível perceber no art. 
5º, parágrafo púnico, Inc. I: “Cessará, para os menores, a incapacidade: pela concessão dos pais, ou de 
um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, 
ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos”. 
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A alternativa E está incorreta, porque, a melhor solução legal para o problema, seria a emancipação 
consensual concedida pelos pais através de instrumento público, o que garantiria a Luís a cessação de 
sua incapacidade, como é possível perceber no art. 5º, parágrafo púnico, Inc. I: “Cessará, para os 
menores, a incapacidade: pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante 
instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o 
tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos”. 
32. (FGV/ PREFEITURA DE PAULÍNIA – SP – 2016) Carmem e Ângela são mãe e filha. Elas 
foram fatalmente vitimadas em um acidente de trânsito em que, em razão do incêndio 
desencadeado, não foi possível a identificação dos restos mortais pela perícia. Sobre esse evento, 
quanto à fixação da morte para efeitos legais, é correto afirmar que: 
a) por ser mais velha, presume-se que Carmen morreu depois de Ângela, tornando-se sucessora desta; 
b) por ser mais velha, presume-se que Carmen morreu antes de Ângela, que se tornou sucessora 
daquela; 
c) por não ser possível aferir a cronologia das mortes, presume-se que tenham morrido 
simultaneamente, sem sucessão entre elas; 
d) por não ser possível aferir a cronologia das mortes, presume-se que tenham morrido 
simultaneamente, com sucessão entre elas, de ascendente para descendente; 
e) por não ser possível aferir a cronologia das mortes, presume-se que tenham morrido 
simultaneamente, com sucessão entre elas, de descendente para ascendente. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois, de acordo com o art. 8º do CC/2002: “se dois ou mais indivíduos 
falecerem na mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, 
presumir-se-ão simultaneamente mortos”. Sendo assim, não há o que se falar em critério de idade para 
estipular quem veio a óbito primeiro. 
A alternativa B está incorreta, porque, de acordo com o art. 8º do CC/2002: “se dois ou mais indivíduos 
falecerem na mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, 
presumir-se-ão simultaneamente mortos”. Sendo assim, não há o que se falar em critério de idade para 
estipular quem veio a óbito primeiro. 
A alternativa C está correta, porque, por não ser possível aferir a cronologia das mortes, deverá então, 
de acordo com o CC/2002, presumir que ambas morreram ao mesmo tempo, ou seja, tiveram morte 
simultânea, sem sucessão entre elas, como determia o art. 8º: “se dois ou mais indivíduos falecerem na 
mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-
ão simultaneamente mortos”. 
A alternativa D está incorreta, porque, por não ser possível aferir a cronologia das mortes, deverá 
então, de acordo com o CC/2002, presumir que ambas morreram ao mesmo tempo, ou seja, tiveram 
morte simultânea, sem sucessão entre elas, como determia o art. 8º: “se dois ou mais indivíduos 
falecerem na mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, 
presumir-se-ão simultaneamente mortos”. 
A alternativa E está incorreta, por não ser possível aferir a cronologia das mortes, deverá então, de 
acordo com o CC/2002, presumir que ambas morreram ao mesmo tempo, ou seja, tiveram morte 
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simultânea, sem sucessão entre elas, como determia o art. 8º: “se dois ou mais indivíduos falecerem na 
mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-
ão simultaneamente mortos”. 
33. (FGV/ PREFEITURADE PAULÍNIA – SP – 2015) Sobre o regime jurídico das incapacidades 
atualmente vigente no Direito Civil, é correto afirmar que: 
a) A pessoa natural considerada absolutamente incapaz não poderá praticar atos jurídicos da vida civil; 
b) O pródigo poderá praticar pessoalmente atos jurídicos válidos que não impliquem a redução do seu 
patrimônio; 
c) A pessoal natural, considerada relativamente incapaz, terá declarada a nulidade dos atos que praticar 
sem representação; 
d) O menor de dezesseis anos, que agir sem representação, terá declarada a anulabilidade dos seus atos; 
e) O maior de dezesseis e menor de dezoito anos, que agir sem assistência, poderá sofrer a nulidade dos 
seus atos. 
 Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, a pessoa natural poderá praticar atos 
jurídicos da vida civil, desde que, devidamente representada por seus responsáveis, como pode-se 
perceber no art. 1.634: “compete a ambos os pais, qualquer que seja a sua situação conjugal, o pleno 
exercício do poder familiar, que consiste em, quanto aos filhos: representá-los judicial e 
extrajudicialmente até os 16 (dezesseis) anos, nos atos da vida civil, e assisti-los, após essa idade, nos 
atos em que forem partes, suprindo-lhes o consentimento.” 
A alternativa B está correta, porque, de acordo com o CC/2002, o pródigo pode praticar sozinho, atos 
da vida civil, desde que não impliquem a redução do seu patrimônio, como se pode perceber no art. 
1.782: “a interdição do pródigo só o privará de, sem curador, emprestar, transigir, dar quitação, alienar, 
hipotecar, demandar ou ser demandado, e praticar, em geral, os atos que não sejam de mera 
administração”. 
A alternativa C está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, os atos praticados por indivíduos 
classificados como relativamente incapazes, sem a devida assistência, são anuláveis e não nulos, de 
acordo com o expresso no art. 171: Inc. I: “além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável 
o negócio jurídico: por incapacidade relativa do agente”. 
A alternativa D está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, os atos praticados por menores de 
dezesseis anos, ou seja, absolutamente incapazes, sem a devida representação serão nulos e não 
anuláveis, como prevê o art. 166, Inc. I: “é nulo o negócio jurídico quando: celebrado por pessoa 
absolutamente incapaz”. 
A alternativa C está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, os atos praticados por indivíduos 
classificados como relativamente incapazes, sem a devida assistência, são anuláveis e não nulos, de 
acordo com o expresso no art. 171: Inc. I: “além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável 
o negócio jurídico: por incapacidade relativa do agente”. 
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34. (FGV/ PREFEITURA DE PAULÍNIA – SP – 2015) Carla, de quatorze anos, acaba de colar grau 
no curso de ensino superior em Ciência da Computação. Sobre a situação narrada, é correto 
afirmar que: 
a) Embora não se tenha extinguido a menoridade, Carla é considerada capaz civilmente; 
b) Embora absolutamente incapaz, Carla é considerada maior; 
c) Embora relativamente incapaz, Carla é considerada maior; 
d) A colação de grau em curso de nível superior não altera a situação de incapacidade civil do menor; 
e) Apenas a maioridade faz cessar a incapacidade e habilita o agente para os atos da vida civil. 
 Comentários 
A alternativa A está correta, porque, a colação de grau em curdo do ensino superior é um dos casos 
previstos pelo CC/2002 em que há a cessação da incapacidade, como é possível observar no art. 5º, 
parágrafo único, Inc. IV: “cessará, para os menores, a incapacidade: pela colação de grau em curso de 
ensino superior”. Sendo assim, é possível afirmar que, mesmo que não tenha se extinguido a 
menoridade, Carla é considerada capaz civilmente. 
A alternativa B está incorreta, porque, apesar de Carla se enquadrar no rol dos considerados pelo art. 
3º do CC/2002, como absolutamente incapazes, o art. 5º, parágrafo único, Inc. IV, possibilita que ela seja 
considerada plenamente capaz, contudo, não há o que se falar em maioridade, pois, esta, 
independentemente de qualquer situação, apenas ocorrerá quando Carla atingir os 18 anos de idade. 
A alternativa C está incorreta, porque, Carla, de acordo com o art. 3º do CC/2002, seria considerada 
como absolutamente incapaz, pelo fato de ser menor de 16 anos, contudo, o art. 5º, parágrafo único, Inc. 
IV, possibilita que ela seja considerada plenamente capaz, porém, não há o que se falar em maioridade, 
pois, esta, independentemente de qualquer situação, apenas ocorrerá quando Carla atingir os 18 anos 
de idade. 
A alternativa D está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, art. 5º, parágrafo único, Inc. IV: 
“cessará, para os menores, a incapacidade: pela colação de grau em curso de ensino superior”. Sendo 
assim, fica explícito que a colação de grau em ensino superior altera sim sua situação de incapacidade 
civil do menor, ocasionado a sua plena capacidade. 
A alternativa E está incorreta, porque, o CC/2002, traz em seu art. 5º, parágrafo único, um rol das 
possibilidades que cessam a incapacidade e habilitam o agente para os atos da vida civil, dentre as quais 
se pode citar: “cessará, para os menores, a incapacidade: pela concessão dos pais, ou de um deles na 
falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por 
sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; pelo casamento; pelo 
exercício de emprego público efetivo; pela colação de grau em curso de ensino superior; pelo 
estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função 
deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria. 
35. (FGV/ TJ-RO – 2015) Maria, com 15 (quinze) anos de idade, procura a Defensoria Pública 
e ajuíza ação de revisão de alimentos, a fim de majorar o valor da pensão que recebe de seu pai, 
alegando que iniciou a fase de preparação para o vestibular e, por isso, suas despesas 
aumentaram. Submetido o seu pedido ao juiz, foi determinado que providenciasse a 
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regularização de sua representação processual, porque era necessária a presença de seu 
responsável legal. O motivo da ordem judicial é: 
a) Maria, menor púbere, deve ser assistida por seu representante legal na prática dos atos da vida civil; 
b) A personalidade civil começa aos 18 (dezoito) anos e, por isso, os menores precisam da assistência 
de seus representantes legais para praticar atos da vida civil; 
c) Os direitos da personalidade só contemplam os absolutamente capazes; 
d) Os menores impúberes só podem exercer os atos da vida civil representados por seus representantes 
legais; 
e) Os menores impúberes só podem exercer pessoalmente os atos da vida civil quando comprovarem 
possuir o necessário discernimento para a prática desses atos. 
 Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque, Maria, por ser menor de 16 anos, ou seja, absolutamente incapaz 
como determina o art. 3º do CC/2002, deve ser representada por seus pais e não assistida, como 
determina o art. 1.634, Inc. VII: “compete a ambos os pais, qualquer que seja a sua situação conjugal, o 
pleno exercício do poder familiar, que consiste em, quanto aos filhos: representá-los judicial e 
extrajudicialmente até os 16 (dezesseis) anos, nos atos da vida civil, e assisti-los, após essa idade, nos 
atos em que forem partes, suprindo-lhes o consentimento”. 
A alternativa B está incorreta, porque, a personalidade civil, de acordo com o CC/2002, começa na 
verdade a parti do nascimentocom vida, como é possível se perceber no art. 2º: “a personalidade civil 
da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do 
nascituro”. Além do mais, a necessidade de representação não se deve ao fato de eventual falta de 
personalidade, mas, sim a incapacidade absoluta do menor de 16 anos, que gera a necessidade de 
representação, como explicita o art. 1.634, Inc. VII: “compete a ambos os pais, qualquer que seja a sua 
situação conjugal, o pleno exercício do poder familiar, que consiste em, quanto aos filhos: representá-
los judicial e extrajudicialmente até os 16 (dezesseis) anos, nos atos da vida civil, e assisti-los, após essa 
idade, nos atos em que forem partes, suprindo-lhes o consentimento”. 
A alternativa C está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, os direitos da personalidade 
contemplam qualquer pessoa, desde o nascimento com vida, como é possível perceber no art. 2º: “a 
personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, 
os direitos do nascituro”. 
A alternativa D está correta, porque, de acordo com o CC/2002, os menores impúberes, são aqueles 
denominados pelo art. 3º como absolutamente incapazes, de maneira que, somente podem exercer os 
atos da vida civil se forem devidamente representados pelos seus responsáveis legas, como expressa o 
art. 1.634, Inc. VII: “compete a ambos os pais, qualquer que seja a sua situação conjugal, o pleno exercício 
do poder familiar, que consiste em, quanto aos filhos: representá-los judicial e extrajudicialmente até 
os 16 (dezesseis) anos, nos atos da vida civil, e assisti-los, após essa idade, nos atos em que forem partes, 
suprindo-lhes o consentimento”. 
A alternativa E está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, os menores impúberes, são aqueles 
denominados pelo art. 3º como absolutamente incapazes, de maneira que, somente podem exercer os 
atos da vida civil se forem devidamente representados pelos seus responsáveis legais, independente de 
qualquer demonstração de discernimento, como expressa o art. 1.634, Inc. VII: “compete a ambos os 
pais, qualquer que seja a sua situação conjugal, o pleno exercício do poder familiar, que consiste em, 
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quanto aos filhos: representá-los judicial e extrajudicialmente até os 16 (dezesseis) anos, nos atos da 
vida civil, e assisti-los, após essa idade, nos atos em que forem partes, suprindo-lhes o consentimento”. 
36. (FGV/ DPE-RO – 2015) Vivian, dezesseis anos de idade, contraiu matrimônio com Eduardo, 
mediante autorização expressa de seus pais. É correto afirmar que, em decorrência exclusiva do 
casamento, Vivian: 
a) Passa a ser civilmente responsável pelos danos que vier a causar a terceiro; 
b) Permanece relativamente incapaz, adquirindo a plena capacidade tão somente quando completar 
dezoito anos de idade; 
c) Torna-se plenamente capaz para a prática dos atos civis, em decorrência da emancipação; 
d) Equipara-se a uma pessoa de dezoito anos de idade, passando a exercer todos os direitos e a arcar 
com todos os deveres de uma pessoa dessa idade; 
e) Permanece relativamente incapaz, adquirindo a plena capacidade tão somente quando completar 
vinte e um anos de idade. 
 Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque, ao contrair matrimônio, Vivian, de acordo com o art. 5º, 
parágrafo único, Inc. II do CC/2002, tem por cessada a sua incapacidade, passando então a poder 
executar os atos da vida civil, não apenas passando a ser responsável pelos danos que vier a causar a 
terceiro. Assim explicita o art. 5º, parágrafo único, Inc. II: “cessará, para os menores, a incapacidade: 
pelo casamento”. 
A alternativa B está incorreta, porque, ao contrair matrimónio, de acordo com o CC/2002, Vivian tem 
sua incapacidade cessada, como expressa o art. 5º, parágrafo único, Inc. II: “cessará, para os menores, a 
incapacidade: pelo casamento”. 
A alternativa C está correta, porque, ao contrair matrimónio, de acordo com o CC/2002, Vivian tem sua 
incapacidade cessada, passando a ser plenamente capaz de exercer os atos da vida civil, como expressa 
o art. 5º, parágrafo único, Inc. II: “cessará, para os menores, a incapacidade: pelo casamento”. 
A alternativa D está incorreta, porque, mesmo que Vivian tenha sua incapacidade cessada por força do 
art. 5º, parágrafo único, Inc. II do CC/2002, ela ainda não estará apta a praticar absolutamente todos os 
atos que uma pessoa que já tenha atingido a maioridade pode, como por exemplo, se habilitar para 
pilotar veículo automotor, ato reservado privativamente para maiores de 18 anos de idade, de acordo 
com o Código de Transito Brasileiro, uma vez que, para ser habilitado, o candidato deve ser imputável. 
A alternativa E está incorreta, porque, ao contrair matrimônio, Vivian, de acordo com o art. 5º, 
parágrafo único, Inc. II do CC/2002, tem por cessada a sua incapacidade, passando então a poder 
executar os atos da vida civil, não apenas passando a ser responsável pelos danos que vier a causar a 
terceiro. Assim explicita o art. 5º, parágrafo único, Inc. II: “cessará, para os menores, a incapacidade: 
pelo casamento”. 
37. (FGV/ TJ-SC – 2015) Joana, com dezesseis anos de idade, obtém o consentimento de seus 
pais e se casa, sob o regime da comunhão parcial de bens, com Vinicius. Um ano após o 
casamento, o casal se divorcia. Decidida a vender o imóvel recebido de seus pais por doação 
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antes do casamento, Joana tem o registro da venda do imóvel obstado, ao argumento de que, 
sendo menor de dezoito anos, somente pode praticar os atos da vida civil devidamente assistida 
por seus responsáveis legais. Considerando a situação trazida no problema, é correto afirmar 
que: 
a) Os menores de dezesseis anos são incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de exercê-los; 
b) A incapacidade para os menores cessa pelo casamento; 
c) A incapacidade para os menores cessa aos dezoito anos completos, pela emancipação, pelo exercício 
de emprego público e pela colação de grau em curso de ensino superior; 
d) A alienação de imóveis envolvendo menores de dezoito anos depende de assistência dos 
representantes legais, ainda que o menor já tenha contraído matrimônio; 
e) A menoridade cessa aos 21 anos de idade, idade em que é permitida a prática pessoal de todos os 
atos da vida civil. 
 Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque, de acordo com o art. 3º do CC/2002: “são absolutamente 
incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos”. De maneira 
que, passam a ser incapazes, relativamente, os maiores de dezesseis anos e os menores de 18, como 
demonstra o art. 4º, Inc. I: “são incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: os 
maiores de dezesseis e menores de dezoito anos”. 
A alternativa B está correta, porque, de acordo com o CC/2002, a incapacidade para os menores cessa, 
dentre outras razões, pelo casamento, de maneira que o fim deste, não traz para o menor a incapacidade 
novamente, como dita o art. 5º. Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: pelo 
casamento; 
A alternativa C está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, o exercício de emprego público, para 
que acarrete a plena capacidade, deve ser efetivo, como demonstra o art. 5º, parágrafo único e incisos: 
“a menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os 
atos da vida civil. Cessará, para os menores, a incapacidade: pela concessão dos pais, ou de um deles na 
falta do outro, mediante instrumento público, independentementede homologação judicial, ou por 
sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; pelo casamento; pelo 
exercício de emprego público efetivo; pela colação de grau em curso de ensino superior; pelo 
estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função 
deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria. 
A alternativa D está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, ao contrair matrimônio, cessa a 
incapacidade do menor, ademais, o divórcio não acarreta o retorno a situação de incapaz, dessa forma, 
o menor passa a estar hábil para o pleno exercício dos atos da vida civil, o que inclui alienação de 
imóveis, sem a assistência do responsável legal. 
A alternativa E está incorreta, porque, de acordo com o CC/2002, a menoridade cessa, na verdade, aos 
18 anos de idade, de acordo com o art. 5º: “a menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a 
pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil”. 
38. (FGV - DPE-RJ - Técnico Superior Jurídico- 2019) Desde adolescente, Ricardo não se sentia 
confortável com o gênero masculino. Ao alcançar a maioridade, adotou o nome social Paula. 
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Contudo, em razão de constrangimentos advindos da apresentação de sua identidade quando 
solicitada, decide alterar o gênero e seu nome no Registro Civil. Para tanto, Paula deverá: 
a) ajuizar demanda judicial para dedução do pleito, o que deve ocorrer após submissão à cirurgia de 
transgenitalização; 
b) dirigir-se ao Registro Civil e solicitar, administrativamente, as alterações, independentemente de 
cirurgia de transgenitalização; 
c) dirigir-se ao Registro Civil e solicitar, administrativamente, as alterações, após provar ter se 
submetido à cirurgia de transgenitalização; 
d) ajuizar demanda judicial para dedução do pleito, única instância competente para analisar ambos os 
pedidos; 
e) solicitar a alteração do nome no Registro Civil, após o necessário reconhecimento judicial da 
alteração de gênero. 
Comentários 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. O STF decidiu, por unanimidade, no julgamento 
da ADI 4275, que não é necessária a decisão judicial para as alterações de gênero neste sentido. Com a 
ementa trazendo em sua decisão que: 
1. O direito à igualdade sem discriminações abrange a identidade ou expressão de gênero. 
2. A identidade de gênero é manifestação da própria personalidade da pessoa humana e, como tal, cabe 
ao Estado apenas o papel de reconhecê-la, nunca de constituí-la. 
3. A pessoa transgênero que comprove sua identidade de gênero dissonante daquela que lhe foi 
designada ao nascer por autoidentificação firmada em declaração escrita desta sua vontade dispõe do 
direito fundamental subjetivo à alteração do prenome e da classificação de gênero no registro civil pela 
via administrativa ou judicial, independentemente de procedimento cirúrgico e laudos de terceiros, por 
se tratar de tema relativo ao direito fundamental ao livre desenvolvimento da personalidade. 
Sendo também regulamentado pelo Provimento 73 do CNJ abordando que: 
Art. 2º Toda pessoa maior de 18 anos completos habilitada à prática de todos os atos 
da vida civil poderá requerer ao ofício do RCPN a alteração e a averbação do prenome 
e do gênero, a fim de adequá-los à identidade autopercebida. 
Art. 4º O procedimento será realizado com base na autonomia da pessoa requerente, 
que deverá declarar, perante o registrador do RCPN, a vontade de proceder à 
adequação da identidade mediante a averbação do prenome, do gênero ou de ambos. 
39. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Bernardo encontrava-se no trânsito 
durante as chuvas torrenciais ocorridas em Salvador. No momento em que transitava pela 
avenida litorânea, houve forte deslizamento de terra, que atingiu quatro carros, dentre os quais 
estava o seu. Todos os veículos foram arrastados para o mar e, posteriormente, localizados pelo 
Corpo de Bombeiros. O evento resultou na morte dos motoristas de três carros. O corpo de 
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Bernardo, contudo, não foi encontrado, permanecendo desaparecido mesmo após o 
encerramento das buscas. Diante desta situação, assinale a afirmativa correta. 
a) Sem a localização do corpo de Bernardo, não há o fim de sua personalidade, que apenas se encerra 
com a prova da morte natural. 
b) É possível declarar a morte presumida de Bernardo antes do fim das buscas. 
c) A declaração de morte de Bernardo apenas poderá se realizar mediante decretação de ausência. 
d) Diante do caso apresentado, é possível reconhecer a morte natural de Bernardo. 
e) Pode ser declarada a morte presumida de Bernardo sem decreto judicial de ausência, ante a alta 
probabilidade do falecimento. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque nem sempre é possível encontrar o corpo de uma pessoa. Basta 
lembrar do famoso caso de Eliza Samúdio e o goleiro Bruno. Apesar de não existir corpo, pode ser 
reconhecida a morte da pessoa. Nesse sentido, o art. 6º do CC/2002: “A existência da pessoa natural 
termina com a morte; presume-se esta, quanto aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura 
de sucessão definitiva”. 
A alternativa B está incorreta. A declaração de morte presumida só pode ser feita depois de esgotadas 
as buscas. Isso porque, imagine o problema que haveria se, ainda não encerradas as buscas, mas já 
presumida a morte da pessoa, ela fosse encontrada, como no desastre de Mariana? Por isso a previsão 
do art. 7º, parágrafo único: “A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser 
requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do 
falecimento”. 
A alternativa C está incorreta. O enunciado deixa expresso que “houve forte deslizamento de terra, que 
atingiu quatro carros, dentre os quais estava” o carro de Bernardo, desaparecido. Além disso, é narrado 
que o “evento resultou na morte dos motoristas de três carros”. Ora, parece evidente que Bernardo, 
apesar de não encontrado, morreu, porque é extremamente provável sua morte, numa situação de 
perigo de vida. Por isso, prevê o art. 7º, inc. I: “Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação 
de ausência se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida”. 
A alternativa D está incorreta, já que não é mencionado em momento algum que seu corpo foi achado; 
ao contrário, se diz que “o corpo de Bernardo, contudo, não foi encontrado, permanecendo 
desaparecido”. 
A alternativa E está correta, assim, já que ficou evidenciado a alta probabilidade de morte de Bernardo, 
que desapareceu em circunstâncias que lhe traziam risco de vida. Além disso, restaram infrutíferas 
todas as buscas pelo seu corpo pelo Corpo de Bombeiros. 
 
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QUESTÕES COMENTADAS 
Personalidade e Capacidade (Art. 1 ao 10) 
FGV 
1. (FGV - 2021 - TJ-RO - Técnico Judiciário) Três irmãos pretendem comprar juntos um 
automóvel: Caio, 20 anos, pessoa com leve deficiência mental; Joana, 16 anos, graduada em 
Turismo; e Natália, 17 anos, casada civilmente com Jorge. 
Para a celebração do negócio, deve-se levar em conta que Caio, Joana e Natália são, respectivamente: 
a) absolutamente capaz, absolutamente capaz e absolutamente capaz; 
b) absolutamente incapaz, absolutamente capaz e absolutamente incapaz; 
c) relativamente incapaz, relativamente incapaz e absolutamente incapaz; 
d) absolutamenteincapaz, absolutamente capaz e relativamente incapaz; 
e) relativamente incapaz, absolutamente incapaz e absolutamente capaz. 
 
2. (FGV - 2021 - FUNSAÚDE - CE - Advogado) Vanessa, 28 anos e seu marido Roberto, 29 anos, 
ambos portadores de síndrome de Down, não curatelados, casaram-se em 2019, e sempre 
desejaram ter filhos biológicos. Depois de algumas tentativas frustradas, buscaram a opinião de 
um médico que diagnosticou a esterilidade de Vanessa. Contudo, no início de 2021 receberam 
uma notícia animadora: a rede pública de hospitais do Estado do Ceará passou a oferecer 
tratamento de reprodução assistida, com cobertura pelo SUS. Assim, o casal marcou uma 
consulta e foi atendido por Ângelo, médico, que, após uma série de exames e atendimentos, 
conclui pela aptidão física de Vanessa para submeter-se ao referido procedimento. 
Neste sentido, resta uma dúvida para Ângelo: realizar, ou não, o tratamento, por ser leigo na área 
jurídica. Afinal, o direito brasileiro reconhece e admite o projeto parental de pessoas com deficiência? 
Segundo o CC, 
a) Vanessa não poderá submeter-se ao tratamento de reprodução assistida, vez que é absolutamente 
incapaz. 
b) Vanessa, sendo relativamente incapaz, só poderá submeter-se ao tratamento caso um curador tome 
essa decisão por ela. 
c) Vanessa, sendo relativamente incapaz, necessitará da assistência de um curador para a emissão 
valide de vontade. 
d) Vanessa é capaz e caberá, somente a ela, decidir a respeito de sua submissão ao tratamento. 
e) Augusto deverá decidir se Vanessa e Roberto possuem condições psíquicas para aceitarem o 
tratamento. 
 
3. (FGV - 2020 - MPE-RJ - Estágio Forense do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) 
Christiana tem três filhas: Roberta, que tem quinze anos e é estudante; Marisa, que tem dezessete 
anos, mas já se sustenta com o trabalho que realiza como empregada de uma joalheria; e 
Virgínia, que tem vinte anos, mas ainda reside com a mãe, que a sustenta. 
A capacidade para exercer os atos da vida civil é atribuída a: 
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a) somente Virgínia; 
b) somente Marisa; 
c) somente Marisa e Virgínia; 
d) somente Roberta e Virgínia; 
e) Roberta, Marisa e Virgínia. 
 
4. (FGV - 2023 - DPE-RS - Técnico) No dia de seu aniversário de 16 anos, Aline conheceu seu 
namorado, Gustavo. Quatro meses depois, quando Gustavo completou a maioridade civil, decidiu 
pedi-la em casamento. Os dois se casaram já no mês seguinte, com o consentimento dos pais de 
Aline. O casal viveu em harmonia nos primeiros meses, mas Aline acabou se envolvendo em um 
relacionamento extraconjugal que culminou no divórcio com Gustavo, semanas depois de terem 
completado um ano de casados. Já tendo experimentado um casamento e um divórcio aos 17 
anos de idade, Aline decidiu seguir devagar com seu novo relacionamento afetivo e priorizar o 
seu futuro profissional. Por isso, matriculou- se em um curso profissionalizante oferecido por 
uma conceituada instituição privada de ensino. Tendo saído da casa de seus pais há mais de um 
ano, Aline nada comunicou a eles acerca dessa decisão. 
Considerando as circunstâncias pessoais de Aline, é correto afirmar que a contratação da instituição de 
ensino por Aline é: 
a) plenamente válida, independentemente de posterior ratificação do ato pelos pais da jovem; 
b) anulável, mas produz efeitos enquanto não for pedida sua anulação, por ser a jovem relativamente 
incapaz; 
c) inválida, tendo em vista a revogação da emancipação voluntária que fora concedida à jovem por seus 
pais; 
d) válida, mas permanece ineficaz enquanto a jovem não adquirir a capacidade civil plena; 
e) anulável, tendo em vista a cessação da causa de emancipação legal da jovem. 
 
5. (FGV - 2023 - SEFAZ- MT - Fiscal de Tributos Estaduais (FTE) - Manhã) João e Maria foram 
procurados pelo síndico do condomínio em que moravam, para tratar das condutas de José, 16 
anos, filho do casal. 
O síndico Informou que a convivência condominial com José estava Insuportável, pois ele tocava bateria 
em volume multo alto à tarde, todos os dias da semana. Disse o síndico, em tom ameaçador e violento, 
que se José fosse emancipado ele deixaria de aplicar multa por convivência antissocial e, ainda, 
cancelaria uma sessão de tortura psicológica que estava sendo organizada pelos vizinhos contra o 
menor, na saída do colégio, que ficava na esquina de casa. O síndico acreditava que José deveria ser 
responsável legalmente por seus atos para que ele, então, amadurecesse. 
Com o temor da ameaça, João e Maria emanciparam seu filho por meio de escritura pública. Tempos 
depois perceberam, contudo, que a emancipação só havia sido realizada por conta da ameaça e desejam, 
agora, revogar a emancipação. Sobre a hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta. 
a) A emancipação é ato definitivo, irrevogável e irretratável e, portanto, não obstante o contexto 
desagradável, a lei protege o interesse de terceiros de boa-fé e é inviável, in casu, a sua 
desconstituição. 
b) O ato de emancipação é formal e solene, devendo ser celebrado por escritura pública, mas, a partir 
do momento em que a escritura é celebrada, o ato passa a ter caráter erga omnes e, portanto, para 
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proteger direito de terceiros, in casu, não é passível de desconstituição, resguardado o direito à 
indenização integral pelo dano moral em face do síndico. 
c) A emancipação dos pais e por sentença do juiz fica sujeita à desconstituição por vício da vontade 
somente na hipótese de celebração por instrumento particular. 
d) A emancipação dos pais e por sentença do juiz fica sujeita à desconstituição por vício da vontade, 
razão pela qual pode a referida emancipação ser desconstituída. 
e) Ainda que o síndico tenha incutido receio real sobre o menor, tal ameaça não vicia a vontade dos pais, 
considerando que a ameaça não foi à vida dos pais e, sim, à de seu filho. 
 
6. (FGV - 2022 - Senado Federal - Advogado) Tereza, estudante universitária de 17 anos, 
mantém um relacionamento sério com Túlio, médico, residente e domiciliado em 
Teresópolis/RJ. Tereza permanece de segunda a sexta-feira em Teresópolis, na casa de Túlio, em 
razão de estudar na cidade, e retorna para a casa dos pais no Rio de Janeiro para os finais de 
semana. 
Ocorre que, no final de semana do dia 13 de maio de 2022, em que pese Tereza ter saído de Teresópolis, 
como afirmado por Túlio e outras pessoas conhecidas, que viram Tereza embarcando no ônibus para o 
Rio de Janeiro, nunca chegou à casa dos seus pais no Rio de Janeiro e não deu notícias desde então. Após 
incessantes buscas por Tereza, seus pais decidiram dar início ao procedimento declaratório de ausência. 
Ante a hipótese narrada, é correto afirmar que a ação declaratória de ausência 
a) deverá ser proposta em Teresópolis, pois Tereza possuía domicílios aparentes e a última vez em que 
foi vista foi em Teresópolis, e seus pais terão preferência na nomeação como curadores dos bens de 
Tereza. 
b) deverá ser proposta no Rio de Janeiro, domicílio necessário de Tereza, e Túlio terá preferência na 
nomeação como curador dos bens de Tereza. 
c) poderá ser proposta no Rio de Janeiro ou em Teresópolis, onde Tereza possuía domicílios voluntários 
e aparentes, e Túlio terá preferência na nomeação como curador dos bens de Tereza. 
d) deverá ser proposta em Teresópolis, domicílio voluntário de Tereza, e Túlio terá preferência na 
nomeação como curador dos bens de Tereza. 
e) deverá ser proposta no Rio de Janeiro, domicílio necessário de Tereza, e seus pais terão preferência 
na nomeação como curadores dos bens de Tereza. 
 
7. (FGV - 2022 - TJ-TO - Técnico Judiciário) O edifícioBoa Alvorada era uma construção 
antiga e bastante degradada no centro histórico de uma pequena cidade brasileira. Após quase 
um século de existência e sem receber nenhuma manutenção, uma falha na rede elétrica do 
edifício acarretou um incêndio de grandes proporções, que destruiu a construção em poucos 
minutos. Embora os bombeiros tenham sido acionados rapidamente, nenhum morador do 
edifício foi resgatado com vida. Terminadas as buscas por vítimas nos escombros, apenas um 
morador não foi localizado: Adalberto, um senhor de 70 anos de idade que morava sozinho no 
apartamento da cobertura. O porteiro do edifício, único sobrevivente da tragédia, afirmou que 
Adalberto quase nunca saía de casa e havia permanecido no seu apartamento no dia do incêndio. 
Desde aquela data, ninguém voltou a ter notícias de Adalberto. 
Nessas circunstâncias, é correto afirmar que: 
a) embora tudo indique que Adalberto foi vitimado pelo incêndio, ele não pode ser juridicamente 
presumido como morto sem que seu corpo tenha sido localizado; 
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b) Adalberto pode ser presumido como morto a pedido de seus familiares, mas apenas dois anos após 
a data em que terminaram as buscas por sobreviventes do incêndio; 
c) embora a morte presumida de Adalberto possa ser declarada judicialmente, a abertura de sua 
sucessão provisória não ocorrerá sem que seu corpo tenha sido localizado; 
d) Adalberto pode ser presumido como morto tão logo esgotadas as buscas por sobreviventes, não se 
exigindo a decretação judicial de sua ausência; 
e) Adalberto deve ser declarado ausente a pedido de seus herdeiros presumidos ou de qualquer 
interessado, o que permitirá a imediata abertura de sua sucessão definitiva. 
 
8. (FGV - 2022 - TJ-TO - Técnico Judiciário) Júlia é uma jovem de 16 anos que decidiu casar-
se com seu primeiro namorado, Roberto, três anos mais velho que ela. Os pais de Júlia, que 
sempre aprovaram o relacionamento da filha, prontamente deram a autorização necessária 
para que ela se casasse. Dois meses após o matrimônio, Júlia decidiu procurar uma agência de 
viagem e contratar um pacote turístico para que ela e Roberto pudessem realizar a sua primeira 
viagem juntos. 
Considerando que ela celebrou o contrato com a agência sem a participação de seu marido ou de seus 
pais, é correto afirmar que o contrato: 
a) plenamente válido, pois Júlia tem capacidade civil plena, embora não tenha atingido a maioridade; 
b) não é válido, pois, sendo Júlia menor de 18 anos, não pode contratar sem a representação de seus 
pais; 
c) plenamente válido, pois, sendo Roberto maior de 18 anos, sua idade supre a incapacidade de Júlia; 
d) não é válido, pois, até que Júlia complete 18 anos, precisa da assistência de Roberto para contratar; 
e) anulável, pois Júlia é incapaz, mas pode tornar-se válido se Roberto prestar sua anuência 
posteriormente. 
 
9. (FGV - 2022 - TJ-DFT - Técnico Judiciário) Aos 15 anos de idade, Valentina é uma jovem de 
enorme sucesso na Internet. Suas redes sociais reúnem milhões de seguidores e têm garantido 
um faturamento mensal médio de R$ 100.000,00, suficientes para garantir a ela e aos seus pais 
uma vida de luxo. Recentemente, Valentina foi procurada por um fabricante de cosméticos que 
pretendia contratá-la para uma campanha publicitária. 
De acordo com o direito civil brasileiro, é correto afirmar que, para celebrar este contrato validamente, 
Valentina: 
a) precisa ser representada por seus pais, porque é absolutamente incapaz; 
b) não precisa da representação de seus pais, porque tem economia própria; 
c) precisa da anuência de seus pais, porque está investida de poderes de representação; 
d) não precisa ser representada por seus pais, porque é pessoa pródiga; 
e) não precisa da assistência de seus pais, porque tem discernimento pleno. 
 
10. (FGV - 2021 - Prefeitura de Paulínia - SP - Guarda Patrimonial) De acordo com o Código 
Civil (Lei nº 10.406/02), analise as afirmativas a seguir. 
 
I. Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. 
II. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a 
concepção, os direitos do nascituro. 
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III. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 18 
(dezoito) anos. 
Está correto o que se afirma em 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) I e II, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) I, II e III. 
 
11. (FGV - 2021 - TCE-RO - Técnico Judiciário) Três irmãos pretendem comprar juntos um 
automóvel: Caio, 20 anos, pessoa com leve deficiência mental; Joana, 16 anos, graduada em 
Turismo; e Natália, 17 anos, casada civilmente com Jorge. 
Para a celebração do negócio, deve-se levar em conta que Caio, Joana e Natália são, respectivamente: 
a) absolutamente capaz, absolutamente capaz e absolutamente capaz; 
b) absolutamente incapaz, absolutamente capaz e absolutamente incapaz; 
c) relativamente incapaz, relativamente incapaz e absolutamente incapaz; 
d) absolutamente incapaz, absolutamente capaz e relativamente incapaz; 
e) relativamente incapaz, absolutamente incapaz e absolutamente capaz. 
 
12. (FGV - 2021 - Câmara de Aracaju/SE - Procurador Judicial) Jane dá aula de inglês para três 
estudantes: Cristiano, 16 anos, emancipado voluntariamente por seus pais; Haroldo, 17 anos, 
universitário; e Andressa, 19 anos, parcialmente interditada e sob curatela porque dilapidava 
descontroladamente todo o seu patrimônio. 
De acordo com o Código Civil, entre os estudantes, são relativamente incapazes: 
a) Cristiano, Haroldo e Andressa; 
b) Haroldo e Andressa; 
c) Cristiano e Haroldo; 
d) Cristiano e Andressa; 
e) somente Cristiano. 
 
13. (FGV - TJ-RS - Oficial de Justiça- 2020) Maria, grávida de 5 meses, preocupa-se com a 
proteção dos direitos do seu futuro bebê. O marido de Maria, pai da criança, está hospitalizado 
em quadro de saúde gravíssimo e a relação de Maria com a família do seu marido não é 
harmoniosa. A afirmação que melhor reflete a situação do nascituro é: 
a) nascituro goza de proteção jurídica; 
b) nascituro tem personalidade civil plena; 
c) nascituro não é titular de direitos subjetivos; 
d) embrião e nascituro têm o mesmo tratamento legal; 
e) material genético humano congelado é um nascituro. 
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14. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Heleno, que tem 13 anos, pretende comprar 
um videogame no valor de R$ 3.000,00. Para isto, celebra contrato de compra e venda com Jorge, 
que tem 18 anos. Sobre esta situação, quanto a Heleno, é correto afirmar que: 
a) a contratação é viável, em razão de sua plena capacidade civil. 
b) a celebração do contrato apenas seria possível caso ele estivesse assistido por seus pais. 
c) ele não pode celebrar este contrato, em razão de sua incapacidade absoluta. 
d) ainda que representado por seus pais, ele não pode celebrar este contrato. 
e) após os dezesseis anos, ele pode celebrar contratos, independentemente da intervenção de seus pais. 
15. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Marcos, 29 anos, apresenta um quadro de 
bipolaridade controlado. Nessa situação, o Direito lhe confere: 
a) plena capacidade. 
b) relativa incapacidade, sendo necessária sua assistência. 
c) absoluta incapacidade, sendo necessária sua representação. 
d) plena capacidade apenas para atos patrimoniais. 
e) incapacidade adstrita a atos que afetem o seu patrimônio. 
16. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Rodrigo e Beth, casados,são os pais de 
Pedro, que tem dezesseis anos, e moram em Salvador. Ainda com esta idade, Pedro obteve boa 
nota no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e foi admitido na Universidade Federal de 
Minas Gerais. Por essa razão, Rodrigo e Beth pretendem proporcionar ao filho maior liberdade 
na prática dos atos da vida civil. Diante da situação apresentada, é possível afirmar que, segundo 
o Direito brasileiro. 
a) Pedro é relativamente incapaz até completar os dezoito anos, inexistindo outra possibilidade de 
adquirir a plena capacidade civil que não a maioridade. 
b) Rodrigo e Beth poderão conceder a Pedro a emancipação voluntária mediante instrumento público, 
adquirindo este último a plena capacidade civil. 
c) a concessão da emancipação voluntária por Rodrigo e Beth dependerá de autorização judicial, mesmo 
que não haja qualquer discordância entre eles. 
d) a única hipótese presente na lei que permite a Pedro emancipação e aquisição da plena capacidade 
será seu eventual casamento. 
e) mesmo na hipótese de emancipação, Pedro continuará a ser relativamente incapaz. 
17. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Márcia encontra-se grávida de oito meses. 
Diante dos exames feitos e da constatação de que seu filho pertence ao sexo masculino, escolheu 
chamá-lo de Miguel. Segundo o que diz o Código Civil quanto ao nascituro, assinale a afirmativa 
correta. 
a) A lei resguarda os direitos de Miguel, ainda que venha a falecer durante a gravidez. 
b) A personalidade civil de Miguel começa desde sua concepção. 
c) A personalidade civil de Miguel se inicia desde a concepção, a partir de quando a lei também 
resguarda seus direitos. 
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d) A personalidade civil de Miguel se inicia a partir do nascimento com vida, mas a lei resguarda seus 
direitos desde a concepção. 
e) A personalidade civil de Miguel começa apenas a partir do nascimento com vida, a partir de quando 
também são resguardados seus direitos. 
18. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Evandro atravessava uma avenida 
movimentada quando um ônibus em alta velocidade não respeitou o sinal de pedestre e chocou-
se contra ele. Após cinco dias de internação, o médico comunicou à família de que o acidentado 
ficará, provavelmente, em estado de coma permanente, apesar do funcionamento da sua 
atividade cerebral. Em razão disto, os pais de Evandro optam por transferi-lo para a casa deles, 
adaptando instalações para que seja possível mantê-lo ligado aos aparelhos que lhe mantém a 
vida. Segundo o Código Civil, Evandro é considerado: 
a) relativamente incapaz. 
b) absolutamente incapaz. 
c) plenamente capaz. 
d) naturalmente morto. 
e) morto presumido. 
19. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Rogério, 20 anos, é dependente químico e 
mantém, como endereço, a residência de seus pais. Nos últimos dois anos foi internado cinco 
vezes e sempre se retira da clínica após alguns dias de procedimento. Por muitas vezes sai 
durante semanas e não retorna à sua residência. Quanto a Rogério, o Código Civil o qualifica 
como: 
a) relativamente incapaz, em razão de idade. 
b) relativamente incapaz, pelo vício em tóxico. 
c) plenamente capaz. 
d) absolutamente incapaz, por falta de discernimento. 
e) pródigo, e, portanto, relativamente incapaz. 
20. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Na noite do dia 09 de janeiro de 2019, um 
forte deslizamento de terra causou grande destruição em região residencial de Salvador. 
Mariana, seu cônjuge Carlos e as duas filhas, Carla e Paula, estavam em sua casa, a qual foi 
atingida pelo referido deslizamento e destruída por completo.Após dois meses de buscas, os 
trabalhos foram encerrados e os corpos não foram encontrados. Desconfia-se que os corpos da 
família foram levados pela enxurrada para o rio que passava logo abaixo da construção 
destruída e não foi possível localizá-los. Diante desta situação, é correto afirmar que: 
a) É viável a declaração de morte natural de todos os membros da família. 
a) todos os membros da família, a partir do momento do desaparecimento, podem ser declarados 
presumidamente mortos pelo Corpo de Bombeiros. 
b) poderá ser declarada a morte presumida por sentença, pela extrema probabilidade de morte de todos 
os membros da família, após findas as buscas e averiguações. 
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c) a morte presumida, que pode ser declarada por sentença, somente o será após o decreto de ausência. 
d) mesmo antes de esgotadas as buscas e averiguações poderá ser declarada a morte presumida. 
21. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Giovanna e Carla são filhas gêmeas de 
Anderson. Após acidente de trânsito, todos são levados ao hospital, mas falecem antes de chegar 
ao estabelecimento. Durante a realização do laudo médico, para confecção de atestado de óbito, 
não foi possível declarar quem havia morrido primeiro. Conforme esta situação, é correto 
afirmar que 
a) O Código Civil presume que o pai morreu em momento anterior ao da filha que nasceu primeiro. 
b) O Código Civil presume que as filhas morreram em momento anterior ao pai. 
c) Sobre os casos em que duas ou mais pessoas morrem ao mesmo tempo, existe uma lacuna legislativa. 
d) O Código Civil presume que o pai morreu em momento anterior ao da filha que nasceu primeiro 
e) Em razão do falecimento em uma mesma ocasião, sem que se possa verificar qual óbito precedeu ao 
outro, presumir-se-á simultaneidade de todos. 
22. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Vânia e Luiz são conviventes e genitores de 
Fabiana, que conta com dezesseis anos. Ante a independência financeira de Fabiana, conquistada 
em razão do ofício de influenciadora digital, Vânia e Luiz pretendem emancipá-la. Aproveitando 
a oportunidade, pretendem contrair matrimônio. Para a regular produção de efeitos jurídicos 
dos atos, afirma-se que: 
a) O casamento de Vânia e Luiz deve ser averbado no registro público e a emancipação de Fabiana, 
averbada. 
b) O casamento de Vânia e Luiz deve ser registrado no registro público, assim como o eventual divórcio. 
c) O casamento de Vânia e Luiz deverá ser registrado no registro público, diferente do nascimento de 
Fabiana que foi apenas averbado em registro público. 
d) A emancipação de Fabiana ser registrado em registro público, assim como o casamento de Vânia e 
Luiz. 
e) O casamento de Vânia e Luiz deverá ser averbado em registro público, assim como a emancipação de 
Fabiana. 
23. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Aurélio é coronel do Exército Brasileiro. 
Em missão de ajuda humanitária ocorrida em conflito armado em um país estrangeiro, Aurélio 
desapareceu, não tendo retornado ao país, mesmo após o término da missão, ocorrido há quatro 
anos. No início do corrente ano, houve o pronunciamento do Presidente do país estrangeiro 
afirmando o encerramento de busca por pessoas não encontradas na época do conflito. Quanto 
ao caso concreto, é correto afirmar que Aurélio 
a) tornou-se relativamente incapaz para o exercício de alguns atos da vida civil, mais especificamente, 
aqueles de caráter patrimonial. 
b) É considerado falecido por morte natural. 
c) será tido como presumidamente morto, para o que será necessária a declaração prévia de ausência. 
d) tornou-se absolutamente incapaz. 
e) poderá ter a morte presumida declarada, sem decretação de ausência. 
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24. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Walter, 16 anos, é exímio desenhistae 
começou a produzir e vender camisetas a pessoas próximas, de seu colégio e de sua família. Em 
menos de seis meses, o negócio cresceu exponencialmente e ele abriu um sítio eletrônico de 
vendas. Sua renda é tão alta que lhe permite arcar com suas despesas pessoais, sustentar seus 
pais e aplicar na poupança. Sobre o caso apresentado, assinale a afirmativa correta. 
a) Cessou para Walter, ainda que menor, a incapacidade. 
b) Walter é absolutamente incapaz. 
c) Walter é relativamente capaz, devendo ser assistido por seus pais em todos os contratos assinados 
em decorrência de sua atividade negocial. 
d) Walter apenas adquirirá a plena capacidade caso seus pais a outorguem. 
e) Apenas o exercício de emprego público efetivo gera a cessação da incapacidade, o que não ocorre 
pelo exercício de atividade privada. 
25. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Hélio, empresário bem-sucedido, solteiro, 
sem filhos, tem um grande patrimônio. Desde 2011, apresenta o hábito de ingerir excessivas 
quantidades de álcool. No começo de 2018 esta rotina se intensificou e Hélio começou a beber 
durante os sete dias da semana, não mais administrando as suas atividades comerciais ou vida 
afetiva. Sobre a situação de Hélio, segundo o Código Civil, assinale a afirmativa correta. 
a) absolutamente capaz para prática de todos os atos da vida civil. 
b) absolutamente incapaz para prática de atos da vida civil. 
c) relativamente incapaz em razão da prodigalidade. 
d) relativamente incapaz por ser ébrio habitual. 
e) Estende-se, ao menos quanto aos atos civis que digam respeito ao seu patrimônio, a relativa 
incapacidade de exprimir sua vontade por causa transitória. 
26. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Walter é praticante de alpinismo e faz 
escaladas em encostas de grande altura pelo Brasil. Ao praticar esta atividade em Brotas, as 
cordas que seguravam Walter acabaram não suportando o peso de seu corpo e ele caiu, chocando 
a coluna contra uma pedra. Durante a internação, o médico, em contato com a família, explicou 
que Walter encontrava-se em coma, com todas as funções vitais ativas, e também o sistema 
nervoso. No entanto, advertiu seus parentes que a possibilidade de falecimento era grande e que, 
no mínimo, certamente a lesão o deixará paraplégico. Quanto à situação de Walter, conforme o 
Código Civil, assinale a afirmativa correta. 
a) Ocorreu sua morte jurídica. 
b) Houve sua morte presumida. 
c) Encontra-se, por causa transitória, absolutamente incapaz. 
d) Encontra-se plenamente capaz, em razão da atividade de seu sistema nervoso. 
e) Manterá a capacidade relativa, enquanto estiver em coma. 
27. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Fernanda dirigia um automóvel 
acompanhada de seu cônjuge, Marcelo, quando colidiu frontalmente com outro veículo. Em 
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razão da gravidade do acidente, ambos faleceram antes mesmo de chegar o auxílio médico. Sobre 
a situação apresentada, segundo o Código Civil, assinale a afirmativa correta. 
a) Houve a morte presumida de ambos. 
b) Será necessária a decretação de ausência de Fernanda e Marcelo. 
c) Como ambos morreram em razão do mesmo acidente, presume-se que o de maior idade faleceu 
primeiro. 
d) Diante do falecimento em uma mesma ocasião, ocorre a comoriência. 
e) Não há norma no ordenamento brasileiro a respeito de morte simultânea. 
28. (FGV/ AL-RO – 2018) Marcos, 46 anos, usuário de entorpecentes que lesionaram 
irreversivelmente seu sistema cognitivo, contraiu diversas dívidas e vive em situação de 
mendicância. Sua mãe e sua ex-mulher, mãe de sua filha de 15 anos, procuram assistência 
jurídica para gerir a situação. Nesse caso, Marcos 
a) deverá ser interditado em razão da condição de toxicômano por absoluta incapacidade. 
b) será considerado relativamente incapaz por vício em tóxicos e deverá ser assistido na prática de 
determinados atos. 
c) não apresentava vontade hígida para a contração de dívidas, pelo que, todas são tidas como 
inexistentes. 
d) deverá ser observado por um período de seis meses, sob assistência, para que seja declarado 
absolutamente incapaz. 
e) perderá automaticamente, caso seja considerado incapaz, o poder familiar em relação à sua filha. 
29. (FGV/ TJ-SC – 2018) Joaquim, de 10 anos, é contemplado, em testamento deixado por seu 
tio avô, Antônio, com um pequeno apartamento no Município de Florianópolis. Surpresos com a 
deixa, os genitores de Joaquim procuram assistência jurídica. Nesse caso, Joaquim: 
a) não poderá receber a propriedade do imóvel, visto ser absolutamente incapaz; 
b) não possui personalidade civil, assim seus pais receberão a propriedade do bem; 
c) poderá receber a propriedade do imóvel, mediante a assistência dos pais; 
d) poderá receber a propriedade do bem, já que possui capacidade de direito; 
e) poderá receber a propriedade do bem quando atingir a maioridade civil. 
30. (FGV / TJ-PI – 2016). Maria tomou um voo comercial no Brasil com destino a Portugal. 
Após a decolagem, a aeronave sofreu uma pane e o avião caiu no Oceano Atlântico. As equipes de 
busca encontraram alguns destroços. Não encontraram corpos, mas não há qualquer indício de 
sobrevivente. Pedro, marido de Maria, para receber o seguro de vida do qual é beneficiário, 
poderá solicitar: 
a) que seja declarada a morte presumida de Maria, pelas equipes de busca, em documento escrito; 
b) a seguradora o pagamento da indenização independentemente da declaração de morte de sua 
esposa; 
c) a decretação de ausência e a nomeação de curador para administrar os interesses da esposa 
desaparecida; 
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d) ao Judiciário a declaração, por sentença, da morte presumida, com a fixação da data provável da 
morte de Maria; 
e) à companhia aérea uma declaração oficial sobre o acidente para apresentar à seguradora e requerer 
a indenização. 
31. (FGV/ TJ-PI – 2015) Lívia e Leonardo são os pais de Luís, de 16 anos. Como presente de 
aniversário, os pais lhe deram uma viagem ao exterior. Entretanto, em razão da idade, certos 
atos jurídicos não poderiam ser praticados validamente pelo menino sem a assistência de um ou 
ambos os genitores. Para solucionar juridicamente a situação, apresenta-se como adequado 
buscar: 
a) Transferir a representação legal para algum acompanhante; 
b) Uma emancipação consensual através de instrumento público; 
c) Uma decisão judicial que constitua a emancipação do menor; 
d) Uma homologação judicial de acordo entre os genitores quanto à emancipação do menor; 
e) A constituição de um tutor apto a assistir o menor nos atos jurídicos necessários. 
32. (FGV/ PREFEITURA DE PAULÍNIA – SP – 2016) Carmem e Ângela são mãe e filha. Elas foram 
fatalmente vitimadas em um acidente de trânsito em que, em razão do incêndio desencadeado, 
não foi possível a identificação dos restos mortais pela perícia. Sobre esse evento, quanto à 
fixação da morte para efeitos legais, é correto afirmar que: 
a) por ser mais velha, presume-se que Carmen morreu depois de Ângela, tornando-se sucessora desta; 
b) por ser mais velha, presume-se que Carmen morreu antes de Ângela, que se tornou sucessora 
daquela; 
c) por não ser possível aferir a cronologia das mortes, presume-se que tenham morrido 
simultaneamente, sem sucessão entre elas; 
d) por não ser possível aferir a cronologia das mortes, presume-se que tenham morrido 
simultaneamente, com sucessão entre elas, de ascendente para descendente; 
e) por não ser possível aferir a cronologia das mortes, presume-se que tenham morrido 
simultaneamente, com sucessão entre elas, de descendente para ascendente. 
33. (FGV/PREFEITURA DE PAULÍNIA – SP – 2015) Sobre o regime jurídico das incapacidades 
atualmente vigente no Direito Civil, é correto afirmar que: 
a) A pessoa natural considerada absolutamente incapaz não poderá praticar atos jurídicos da vida civil; 
b) O pródigo poderá praticar pessoalmente atos jurídicos válidos que não impliquem a redução do seu 
patrimônio; 
c) A pessoal natural, considerada relativamente incapaz, terá declarada a nulidade dos atos que praticar 
sem representação; 
d) O menor de dezesseis anos, que agir sem representação, terá declarada a anulabilidade dos seus atos; 
e) O maior de dezesseis e menor de dezoito anos, que agir sem assistência, poderá sofrer a nulidade dos 
seus atos. 
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34. (FGV/ PREFEITURA DE PAULÍNIA – SP – 2015) Carla, de quatorze anos, acaba de colar grau 
no curso de ensino superior em Ciência da Computação. Sobre a situação narrada, é correto 
afirmar que: 
a) Embora não se tenha extinguido a menoridade, Carla é considerada capaz civilmente; 
b) Embora absolutamente incapaz, Carla é considerada maior; 
c) Embora relativamente incapaz, Carla é considerada maior; 
d) A colação de grau em curso de nível superior não altera a situação de incapacidade civil do menor; 
e) Apenas a maioridade faz cessar a incapacidade e habilita o agente para os atos da vida civil. 
35. (FGV/ TJ-RO – 2015) Maria, com 15 (quinze) anos de idade, procura a Defensoria Pública 
e ajuíza ação de revisão de alimentos, a fim de majorar o valor da pensão que recebe de seu pai, 
alegando que iniciou a fase de preparação para o vestibular e, por isso, suas despesas 
aumentaram. Submetido o seu pedido ao juiz, foi determinado que providenciasse a 
regularização de sua representação processual, porque era necessária a presença de seu 
responsável legal. O motivo da ordem judicial é: 
a) Maria, menor púbere, deve ser assistida por seu representante legal na prática dos atos da vida civil; 
b) A personalidade civil começa aos 18 (dezoito) anos e, por isso, os menores precisam da assistência 
de seus representantes legais para praticar atos da vida civil; 
c) Os direitos da personalidade só contemplam os absolutamente capazes; 
d) Os menores impúberes só podem exercer os atos da vida civil representados por seus representantes 
legais; 
e) Os menores impúberes só podem exercer pessoalmente os atos da vida civil quando comprovarem 
possuir o necessário discernimento para a prática desses atos. 
36. (FGV/ DPE-RO – 2015) Vivian, dezesseis anos de idade, contraiu matrimônio com Eduardo, 
mediante autorização expressa de seus pais. É correto afirmar que, em decorrência exclusiva do 
casamento, Vivian: 
a) Passa a ser civilmente responsável pelos danos que vier a causar a terceiro; 
b) Permanece relativamente incapaz, adquirindo a plena capacidade tão somente quando completar 
dezoito anos de idade; 
c) Torna-se plenamente capaz para a prática dos atos civis, em decorrência da emancipação; 
d) Equipara-se a uma pessoa de dezoito anos de idade, passando a exercer todos os direitos e a arcar 
com todos os deveres de uma pessoa dessa idade; 
e) Permanece relativamente incapaz, adquirindo a plena capacidade tão somente quando completar 
vinte e um anos de idade. 
37. (FGV/ TJ-SC – 2015) Joana, com dezesseis anos de idade, obtém o consentimento de seus 
pais e se casa, sob o regime da comunhão parcial de bens, com Vinicius. Um ano após o 
casamento, o casal se divorcia. Decidida a vender o imóvel recebido de seus pais por doação 
antes do casamento, Joana tem o registro da venda do imóvel obstado, ao argumento de que, 
sendo menor de dezoito anos, somente pode praticar os atos da vida civil devidamente assistida 
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por seus responsáveis legais. Considerando a situação trazida no problema, é correto afirmar 
que: 
a) Os menores de dezesseis anos são incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de exercê-los; 
b) A incapacidade para os menores cessa pelo casamento; 
c) A incapacidade para os menores cessa aos dezoito anos completos, pela emancipação, pelo exercício 
de emprego público e pela colação de grau em curso de ensino superior; 
d) A alienação de imóveis envolvendo menores de dezoito anos depende de assistência dos 
representantes legais, ainda que o menor já tenha contraído matrimônio; 
e) A menoridade cessa aos 21 anos de idade, idade em que é permitida a prática pessoal de todos os 
atos da vida civil. 
38. (FGV - DPE-RJ - Técnico Superior Jurídico- 2019) Desde adolescente, Ricardo não se sentia 
confortável com o gênero masculino. Ao alcançar a maioridade, adotou o nome social Paula. 
Contudo, em razão de constrangimentos advindos da apresentação de sua identidade quando 
solicitada, decide alterar o gênero e seu nome no Registro Civil. Para tanto, Paula deverá: 
a) ajuizar demanda judicial para dedução do pleito, o que deve ocorrer após submissão à cirurgia de 
transgenitalização; 
b) dirigir-se ao Registro Civil e solicitar, administrativamente, as alterações, independentemente de 
cirurgia de transgenitalização; 
c) dirigir-se ao Registro Civil e solicitar, administrativamente, as alterações, após provar ter se 
submetido à cirurgia de transgenitalização; 
d) ajuizar demanda judicial para dedução do pleito, única instância competente para analisar ambos os 
pedidos; 
e) solicitar a alteração do nome no Registro Civil, após o necessário reconhecimento judicial da 
alteração de gênero. 
39. (FGV/ PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Bernardo encontrava-se no trânsito 
durante as chuvas torrenciais ocorridas em Salvador. No momento em que transitava pela 
avenida litorânea, houve forte deslizamento de terra, que atingiu quatro carros, dentre os quais 
estava o seu. Todos os veículos foram arrastados para o mar e, posteriormente, localizados pelo 
Corpo de Bombeiros. O evento resultou na morte dos motoristas de três carros. O corpo de 
Bernardo, contudo, não foi encontrado, permanecendo desaparecido mesmo após o 
encerramento das buscas. Diante desta situação, assinale a afirmativa correta. 
a) Sem a localização do corpo de Bernardo, não há o fim de sua personalidade, que apenas se encerra 
com a prova da morte natural. 
b) É possível declarar a morte presumida de Bernardo antes do fim das buscas. 
c) A declaração de morte de Bernardo apenas poderá se realizar mediante decretação de ausência. 
d) Diante do caso apresentado, é possível reconhecer a morte natural de Bernardo. 
e) Pode ser declarada a morte presumida de Bernardo sem decreto judicial de ausência, ante a alta 
probabilidade do falecimento. 
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GABARITO 
1. A 
2. D 
3. C 
4. A 
5. D 
6. E 
7. D 
8. A 
9. A 
10. C 
11. A 
12. B 
13. A 
14. C 
15. A 
16. B 
17. D 
18. A 
19. B 
20. C 
21. E 
22. D 
23. E 
24. A 
25. D 
26. E 
27. D 
28. B 
29. D 
30. D 
31. B 
32. C 
33. B 
34. A 
35. D 
36. C 
37. B 
38. B 
39. E 
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QUESTÕES COMENTADAS 
Personalidade e Capacidade (Art. 1 ao 10) 
VUNESP 
1. (VUNESP - 2022 - PRUDENCO - Advogado Pleno) A menoridade cessa aos dezoito anos 
completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. Cessará, para 
os menores, a incapacidade: 
 
a) pelo casamento. 
b) pelo exercício de função públicacomissionada. 
c) pela colação de grau em curso técnico. 
d) pela existência de relação de estágio. 
e) pela concessão dos pais, mediante instrumento público e homologação judicial. 
Comentários 
Para resolver esta questão precisamos apenas do art. 5 do CC/2002, vejamos as hipóteses em que 
cessará a incapacidade para os menores: 
Art. 5 A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada 
à prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento 
público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, 
ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; 
II - pelo casamento; 
III - pelo exercício de emprego público efetivo; 
IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; 
V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, 
desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia 
própria. 
Gabarito: A 
2. (VUNESP - 2020 - Câmara de Boituva - SP - Analista Jurídico) Da personalidade e da 
capacidade civil, assinale a alternativa correta: 
 
a) São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 18 
(dezoito) anos. 
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b) Os pródigos são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil. 
c) A existência de relação de emprego particular cessara a incapacidade dos menores, 
independentemente de economia própria. 
d) Os ébrios habituais são relativamente incapazes. 
e) Cessará a incapacidade pela concessão dos pais, mediante instrumento público, desde que com a 
devida homologação judicial, se o menor tiver dezesseis anos completos. 
Comentários 
A alternativa A é incorreta, já que atualmente, há, somente, uma hipótese de incapacidade absoluta, 
prevista no art. 3º do CC. Vejamos: 
Art. 3 o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
A alternativa B é incorreta, já que os pródigos são considerados relativamente incapazes, nos termos 
do CC/2002: 
Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
IV - os pródigos. 
A alternativa C é incorreta, nos termos do CC/2002: 
Art. 5 o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica 
habilitada à prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, 
desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia 
própria. 
A alternativa D é correta, já que os ébrios habituais são relativamente incapazes. > Os ébrios habituais 
são relativamente incapazes, de acordo com o art. 4º, IV do CC. 
 
 
A alternativa E é incorreta, nos termos do CC/2002: 
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Art. 5 o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica 
habilitada à prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento 
público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido 
o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; 
3. (VUNESP - IPREMM - SP - Procurador Jurídico - 2019) Sobre a capacidade e personalidade, 
pode-se corretamente afirmar: 
a) a capacidade de direito somente é atribuída aos que completarem dezoito anos. 
b) a capacidade de fato confunde-se com a capacidade de direito, sendo atribuída a todos em 
decorrência da personalidade. 
c) o feto é sujeito de direitos, possuindo capacidade de direito e de fato, mesmo que nasça morto. 
d) ainda que ocorra a morte após alguns minutos, o recém-nascido adquire personalidade jurídica, 
adquirindo e transmitindo direitos. 
e) os direitos da personalidade não alcançam o natimorto. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dado que a capacidade de direito não somente é atribuída aos que 
completarem dezoito anos, como também pode ser atribuída aos menores em caso de emancipação. 
Capacidade de direito, também dita de aquisição ou de gozo, é a capacidade reconhecida 
indistintamente a qualquer pessoa, seja ela física ou jurídica. Capacidade de direito exprime a ideia 
genérica e potencial de ser sujeito de direitos. Ou seja, se é pessoa, tem capacidade de direito. (arts. 3º 
e 5º do CC/2002). 
A alternativa B está incorreta, visto que a capacidade de fato não se confunde com a capacidade de 
direito, sendo atribuída a todos em decorrência da personalidade. 
Capacidade de fato é diferente de capacidade de direito. A capacidade de fato é a aptidão para praticar 
pessoalmente, por si mesmo, os atos jurídicos da vida civil. É devido a capacidade de fato que temos a 
distinção de pessoas absolutamente e relativamente incapazes. 
A alternativa C está incorreta, pois o feto não é sujeito de direitos, somente possuindo capacidade de 
fato aquele que nasce vivo. O feto não possui capacidade de fato. Nascituro é aquele que já está 
concebido, mas ainda não nasceu, ou seja, ainda está no ventre materno. O art. 2° do CC estabelece que 
a personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida, sendo que a lei protege, desde a 
concepção, os direitos do nascituro. 
Art. 2º A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe 
a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
A alternativa D está correta, dado que, de fato, ainda que ocorra a morte após alguns minutos, o recém-
nascido adquire personalidade jurídica, adquirindo e transmitindo direitos. Se dá deste modo pois a 
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personalidade é adquirida com o nascimento com vida. Os requisitos para o reconhecimento da 
personalidade jurídica da pessoa humana são nascimento e vida, portanto, mesmo que a vida cesse 
pouco após o nascimento, o recém-nascido deteve personalidade. 
A alternativa E está incorreta, pois os direitos da personalidade alcançam ao natimorto. O natimorto é 
titular dos direitos da personalidade, como por exemplo o direito à imagem e ao nome. Dispõe desta 
forma o Enunciado 1 da Jornada de Direito Civil: 
A proteção que o Código defere ao nascituro alcança o natimorto no que concerne aos 
direitos da personalidade, tais como o nome, imagem e a sepultura. 
4. (VUNESP - IPREMM - SP - Procurador Jurídico - 2019) São incapazes, 
a) de forma relativa, os portadores de deficiência mental. 
b) de forma relativa, o pródigo o qual, entretanto, não precisa de assistência do curador para os atos de 
mera administração. 
c) de forma absoluta, os que estiverem em coma, por não poderem exprimir sua vontade, de forma 
transitória ou permanente. 
d) de forma relativa, todos os indígenas, cuja capacidade é regulada exclusivamente pelo Código Civil. 
e) de forma absoluta, os ébrios habituais. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dado que Com a entrada em vigor do Estatuto da Pessoa com Deficiência 
(Lei nº 13.146/2015) os portadores de deficiência mental ou intelectual não são mais considerados 
incapazes (relativa ou absoluta), mas possuem capacidadeem perigo de vida. 
Comentários 
CORRETO. 
De fato, a existência da pessoa natural termina com a morte, podendo ser declarada a morte presumida sem 
decretação de ausência se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. 
Nesse sentido, vale conferir o disposto no CC/2002: 
Art. 6º A existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, quanto aos 
ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva. 
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Art. 7º Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: 
I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; 
13. (CESPE / CEBRASPE - 2022 - DPE-DF - Analista de Apoio à Assistência Judiciária) Acerca das regras 
existentes na legislação civil sobre pessoas naturais, adimplemento das obrigações e prescrição, julgue o 
item a seguir. 
A emancipação do menor com dezesseis anos de idade completos, decorrente de concessão voluntária 
realizada pelos pais por instrumento público, somente produzirá consequências jurídicas após a 
homologação pelo juiz competente. 
Comentários 
INCORRETO. 
A assertiva está incorreta pois não há obrigatoriedade de homologação judicial para que a emancipação 
tenha efeitos, nos termos do art. 5 do CC/2002: 
Art. 5º, Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, 
independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o 
menor tiver dezesseis anos completos; 
14. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - AL-CE - Analista Legislativo) Com base no Código Civil, acerca de 
capacidade, assinale a opção correta. 
 
a) Os menores de dezesseis anos e os ébrios habituais são relativamente incapazes. 
b) Os maiores de dezesseis anos e os menores de dezoito anos são absolutamente incapazes. 
c) Os menores de dezesseis anos e aqueles que, por causa transitória ou permanente, não podem exprimir 
sua vontade são absolutamente incapazes. 
d) Os ébrios habituais e aqueles que, por causa transitória ou permanente, não podem exprimir sua vontade 
são absolutamente incapazes. 
e) Os pródigos e os viciados em tóxicos são relativamente incapazes. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta pois os menores de dezesseis nãos são absolutamente incapazes, nos termos 
do art. 3 do CC/2002: 
Art. 3 o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
A alternativa B está incorreta, pois somente menores de dezesseis anos são absolutamente incapazes. Os 
maiores de 16 e menores de 18 são relativamente incapazes, nos termos do art. 4, inciso I, do CC/2002: 
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Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
A alternativa C está incorreta, pois somente menores de dezesseis anos são absolutamente incapazes. 
Aqueles que, por causa transitória ou permanente, não podem exprimir sua vontade são relativamente 
incapazes, nos termos do art. 4, inciso III, do CC/2002: 
Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; 
A alternativa D está incorreta, pois somente menores de dezesseis anos são absolutamente incapazes. Os 
ébrios habituais e aqueles que, por causa transitória ou permanente, não podem exprimir sua vontade são 
relativamente incapazes, nos termos do art. 4, incisos II e III, do CC/2002: 
Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
A alternativa E está correta, pois os viciados em tóxicos e os pródigos são relativamente incapazes. Veja art. 
4, incisos I e IC do CC/2002: 
Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
IV - os pródigos. 
15. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - AL-CE - Analista Legislativo) De acordo com o Código Civil, a 
personalidade civil da pessoa inicia-se a partir: 
 
a) da concepção. 
b) do registro de nascimento em cartório. 
c) dos dezesseis anos de idade. 
d) do nascimento com vida. 
e) dos dezoito anos de idade. 
Comentários 
Veja CC/2002: 
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==1027f2==
 
 
 
 
 
Art. 2 o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a 
salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
Gabarito: D 
16. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - TC-DF - Auditor de Controle Externo - Objetiva) De acordo com o Código 
Civil, a emancipação voluntária do menor, por concessão de ambos os pais, será feita por instrumento 
público, independendo de reconhecimento judicial para produzir efeitos. 
Comentários 
CORRETO. 
A assertiva está em harmonia com a primeira parte do inciso I do § único do art. 5º. Trata-se de emancipação 
voluntária parental (concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, 
independentemente de homologação judicial). 
Art. 5 o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à 
prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento 
público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o 
tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; 
17. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - TCE-RJ - Analista de Controle Externo) Conforme as disposições legais 
sobre vigência e aplicação das leis, prescrição, pessoas naturais e jurídicas, julgue o item a seguir. 
Em caso de desaparecimento do corpo de pessoa vitimada em grave acidente aéreo, depois de esgotadas as 
buscas e averiguações, a declaração de óbito independe de decretação judicial de ausência. 
Comentários 
CORRETO. 
A questão trata da morte presumida e ausência. O art. 7º do CC/2002 prevê que: 
Art. 7º Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: 
I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; 
II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois 
anos após o término da guerra. 
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Parágrafo único. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser 
requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data 
provável do falecimento. 
18. (CESPE / CEBRASPE - SEFAZ-DF - Auditor - 2020) Considerando o disposto no Código Civil acerca da 
personalidade e o disposto na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro acerca da vigência das 
leis, julgue os itens a seguir. 
O início da personalidade civil das pessoas físicas ocorre com o nascimento com vida, enquanto o início da 
personalidade civil das pessoas jurídicas de direito privado ocorre com a inscrição do seu ato constitutivo no 
respectivo registro, precedida de autorização ou aprovação do Poder Executivo, quando necessário. 
Comentários 
CORRETO. 
A assertiva é correta, por ser a literalidade do CC/2002: 
Art. 2 o A personalidade civildita legal, ainda que tenham que se socorrer 
de institutos assistenciais para a condução da própria vida, a exemplo da tomada de decisão apoiada, 
prevista no art. 1.783-A do CC/2002. Tanto é assim, que os arts. 3º e 4º do Cód. Civil não mais expressam 
as denominações deficientes em seus incisos 
A alternativa B está correta, nos termos do CC/2002: 
Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
IV - os pródigos. 
A alternativa C está incorreta, nos termos do CC/2002: 
Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
Art. 1.782. A interdição do pródigo só o privará de, sem curador, emprestar, transigir, 
dar quitação, alienar, hipotecar, demandar ou ser demandado, e praticar, em geral, os 
atos que não sejam de mera administração. 
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A alternativa D está incorreta, pois Inicialmente a capacidade do indígena será regulada em legislação 
especial (parágrafo único do art. 4º do CC), e em segundo lugar, a Lei nº 6.001/73 (Estatuto do Índio) 
estabelece que o índio, em princípio, é agente absolutamente incapaz, reputando nulos os atos por eles 
praticados sem a devida representação. Ressalva a Lei que, na hipótese de o índio demonstrar 
discernimento, aliado à inexistência de prejuízo em virtude de ato praticado, poderá ser considerado, 
de maneira excepcional, plenamente capaz para os atos da vida civil. 
A alternativa E está incorreta, nos termos do CC/2002: 
Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
5. (VUNESP - IPREMM - SP - Procurador Jurídico - 2019) Cessará, para os menores, a 
incapacidade 
a) pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público ou particular 
com firma reconhecida, independentemente de homologação judicial, se o menor tiver dezesseis 
anos completos. 
b) pelo casamento ou pela união estável, voltando o menor para a condição de incapaz no caso de 
separação judicial, divórcio ou dissolução da união estável, salvo se da relação resultou filhos. 
c) pelo exercício de emprego público efetivo, cargo comissionado ou função de confiança na 
Administração Pública, direta, indireta ou fundacional, bem como nas entidades do terceiro setor. 
d) pela colação de grau em curso de ensino superior, ensino técnico de nível médio ou qualquer outra 
formação que assegure ao menor condições de empregabilidade. 
e) pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em 
função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dado que a incapacidade pode cessar pela concessão dos pais, ou de um 
deles na falta do outro, mediante instrumento público independentemente de homologação judicial, ou 
por sentença judicial, no caso de menor ter dezesseis anos completos. Dispõe deste modo o Art. 5 do 
CC/2002: 
Art. 5º A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada 
à prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento 
público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido 
o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; 
A alternativa B está incorreta, pois a incapacidade, mesmo cessando com o casamento, irá retornar no 
caso de separação judicial ou divórcio, não importando se tiveram filhos na relação matrimonial. 
A sentença que decreta separação ou divórcio possui efeitos ex nunc. 
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No caso de ocorrer a nulidade ou anulação do casamento, a emancipação perde seus efeitos e a pessoa 
volta à sua condição de incapaz. De acordo com Pontes de Miranda, a sentença que anular ou declarar 
nulo o casamento possui efeitos ex tunc. A única exceção se daria no caso do casamento putativo. 
A nulidade fica configurada nos casos em que o ato possui vícios insanáveis, ou seja, quando há vício no 
requisito de finalidade, motivo ou objeto. Portanto, o ato não pode ser confirmado, e tem efeito ex tunc, 
ou seja, após ser anulado é como se nunca tivesse sido considerado válido. 
A alternativa C está incorreta, visto que a incapacidade cessa pelo exercício de emprego público efetivo, 
mas não nos casos de cargo comissionado ou função de confiança na Administração Pública, direta, 
indireta ou fundacional, ou nas entidades do terceiro setor. Dispõe o Art. 5º do CC/2002 do seguinte 
modo: 
Art.5º III - pelo exercício de emprego público efetivo; 
A alternativa D está incorreta, pois não cessa a incapacidade pela colação de grau em ensino técnico de 
nível médio ou qualquer outra formação que assegure ao menor condições de empregabilidade, 
somente em curso superior, conforme o Art. 5º do CC/2002: 
Art.5º 
IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; 
A alternativa E está correta, dado que, de fato, a incapacidade cessa pelo estabelecimento civil ou 
comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis 
anos completos tenha economia própria. Dispõe deste modo o inciso V do Art. 5º do CC/2002: 
Art. 5º 
V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, 
desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia 
própria. 
6. (VUNESP / PREFEITURA DE GUARULHOS - SP – 2019) Assinale a alternativa em que os dois 
elencados são, respectivamente, um agente capaz e outro relativamente incapaz: 
a) pessoa de dezessete anos emancipada; pessoa de quinze anos completos. 
b) pessoa de dezessete anos, titular de estabelecimento comercial, com economia própria; pessoa de 
vinte e cinco anos que bebe eventualmente. 
c) pessoa de dezesseis anos completos casada; pessoa de quarenta anos que, que por causa transitória, 
não pode exprimir sua vontade. 
d) pessoa de quinze anos que exerce função pública temporária; pessoa de vinte e um anos viciada em 
tóxico. 
e) pessoa de dezessete anos que colou grau em curso de ensino médio técnico; pessoa de vinte e um 
anos pródiga. 
Comentários 
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A alternativa A está incorreta. A pessoa de dezessete anos, emancipada, é agente capaz, conforme 
elenca o art. 5º, parágrafo único, Inc. I, do CC que diz: “Cessará, para os menores, a incapacidade: I - pela 
concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, 
independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver 
dezesseis anos completos; ”. A pessoa de quinze anos completos é relativamente incapaz, conforme a 
redação do art. 3º do CC/2002: “São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida 
civil os menores de 16 (dezesseis) anos”. 
A alternativa B está incorreta. Ambos, tanto a pessoa de dezessete anos, com economia própria, quanto 
a de vinte e cinco anos, são agentes capazes. Respectivamente, traz a redação do art. 5º, parágrafo único, 
Inc. V, versando que: Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: V - pelo 
estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função 
deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a 
salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição 
do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização 
ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que 
passar o ato constitutivo. 
19. (CEBRASPE – TJ/PA 2020) Segundo regra geral do Código Civil, a menoridade cessa a partir do 
momento em que o sujeito completa dezoito anos de idade, podendo a incapacidade cessar antes disso. 
A incapacidade do 
a) menor com dezesseis anos de idade completos cessará se houver a autorização dos pais mediante 
instrumento público, desde que homologado pelo Poder Judiciário. 
b) nomeação do(a) menor para o exercício de emprego público efetivo. 
c) estabelecimento civil ou comercial em função do qual ele(a) tenha economia própria. 
d) casamento, desde que seja resultante de gravidez. 
e) comprovação de conclusão do ensino médio. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dado que a menoridade não é necessária a homologação do pedido, conforme 
o inciso I do Art. 5º do CC/2002: 
Art. 5º A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à 
prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
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I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, 
independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o 
menor tiver dezesseis anos completos. 
A alternativa B está incorreta, pois a mera nomeação não constitui ato de emancipação do menor, devendo 
este exercer o trabalho de forma efetiva, para que somente então adquira o direito de emancipação, 
conforme o Inciso III do Art. 5 do CC/2002: 
Art. 5º A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à 
prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
III - pelo exercício de emprego público efetivo. 
A alternativa C está correta, dado que quando o menor possui um estabelecimento civil ou comercial, 
configura-se a aptidão para a emancipação. 
Art. 5º A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à 
prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
V - Pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, 
desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia 
própria. 
A alternativa D está incorreta, visto que o casamento de fato é um fator que leva a emancipação, mas não é 
citada a gravidez, conforme o Art. 5º CC/2002: 
Art. 5º A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à 
prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
II - pelo casamento. 
A emancipação é o ato de antecipar ao relativamente incapaz sua possibilidade de exercer os atos da vida 
civil de forma plena, sem a necessidade de um assistente. 
A alternativa E está incorreta, pois a conclusão do ensino médio não é um fator que configura a possibilidade 
de emancipação, e sim a colação de grau em curso superior, conforme o inciso IV do Art. 5º do CC/2002: 
Art. 5º A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à 
prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
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IV - pela colação de grau em curso de ensino superior. 
20. (CEBRASPE – TJ/AM – 2019) No que concerne à Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, 
à pessoa natural, aos direitos da personalidade e à desconsideração de pessoa jurídica, julgue os itens a 
seguir. 
Na hipótese de dois cônjuges, com idades diferentes, terem falecido na mesma ocasião e não ser possível 
identificar com precisão quem faleceu primeiro, deve-se presumir que a morte do comoriente mais velho 
precedeu a do mais novo. 
Comentários 
INCORRETA. 
A assertiva está incorreta, pois no caso de morte, sem ser possível estabelecer quem faleceu primeiro, deve-
se presumir que as mortes ocorreram de forma simultânea, não sendo considerada a idade, conforme 
CC/2002: 
Art. 8º. Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo averiguar 
se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-ão simultaneamente mortos. 
21. (CEBRASPE/ MPE-PI – 2019) O Código Civil dispõe que “toda pessoa é capaz de direitos e deveres 
na ordem civil” e que “a personalidade civil da pessoa começa com o nascimento com vida”. Considerando-
se os conceitos de capacidade e personalidade, é correto afirmar que: 
a) a pessoa passa, a partir do nascimento com vida, a ser sujeito de direitos e de deveres, e a ocorrência 
desse requisito determina consequências de alta relevância, incluindo aspectos sucessórios. 
b) não é certo considerar a pessoa relativamente incapaz no momento da limitação quando a causa de 
impossibilidade de expressão da vontade for transitória. 
c) a forma prevista na legislação civil de declarar o fim da existência da pessoa natural é somente pela morte, 
que será sempre natural ou física. 
d) o prenome e o sobrenome servem para individualizar as pessoas naturais e, por isso, à luz do princípio da 
sua imutabilidade, somente podem ser alterados se expuserem a pessoa ao ridículo. 
e) a atual legislação civil aproxima as características dos direitos de personalidade e dos direitos patrimoniais 
ao afirmar que ambos têm conteúdo econômico imediato e podem ser destacados do seu titular. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. O CC/2002 garante a personalidade ao indivíduo após 
o seu nascimento com vida e, como consequência do nascimento com vida, já possui direitos, como o da 
sucessão, vejamos: 
Art. 2º A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a 
salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
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A alternativa B está incorreta. Aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer, de acordo com o CC/2002: 
Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; 
A alternativa C está incorreta. Quando há uma “morte” sem a presença de um corpo, estaremos diante de 
duas possibilidades: A morte presumida com declaração de ausência segue o procedimento encontrado nos 
arts. 22 a 39 do CC/2002. Ou a morte presumida sem declaração de ausência (art. 7º) segue o procedimento 
sucessório de uma “morte comum”. 
Art. 7 o Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: 
I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; 
II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois 
anos após o término da guerra. 
Art. 22. Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem dela haver notícia, se não houver 
deixado representante ou procurador a quem caiba administrar-lhe os bens, o juiz, a 
requerimento de qualquer interessado ou do Ministério Público, declarará a ausência, e 
nomear-lhe-á curador. 
Aalternativa D está incorreta. Em relação ao nome, vige o princípio da imutabilidade relativa, sendo possível 
a sua modificação no primeiro ano após a maioridade por meio de decisão judicial, independentemente de 
motivação. Veja Lei 6015/73: 
Art. 56. O interessado, no primeiro ano após ter atingido a maioridade civil, poderá, 
pessoalmente ou por procurador bastante, alterar o nome, desde que não prejudique os 
apelidos de família, averbando-se a alteração que será publicada pela imprensa. 
A alternativa E está incorreta. Os direitos de personalidade são intransmissíveis, de acordo com o CC/2002: 
Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são 
intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. 
22. (CEBRASPE - TJ-DFT – 2019) De acordo com o Código Civil, consiste(m) em objeto de averbação em 
registro público: 
a) a sentença declaratória de ausência e de morte presumida. 
b) os nascimentos, casamentos e óbitos. 
c) os atos judiciais ou extrajudiciais de adoção. 
d) a emancipação por outorga dos pais ou por sentença do juiz. 
e) os atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiação. 
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Comentários 
A alternativa A está incorreta. A sentença declaratória de ausência e de morte presumida serão registradas 
(e não averbadas), conforme previsão do CC/2002: 
Art. 9 o Serão registrados em registro público: 
IV - a sentença declaratória de ausência e de morte presumida. 
A alternativa B está incorreta, nos termos do CC/2002: 
Art. 9 o Serão registrados em registro público: 
I - os nascimentos, casamentos e óbitos; 
A alternativa C está incorreta. A averbação dos atos judiciais ou extrajudiciais de adoção, prevista no art. 10, 
inc. III do CC/2002, foi revogada pela Lei Nacional da Adoção (Lei n. 12.010/2009): 
Art. 10. Far-se-á averbação em registro público: 
III - dos atos judiciais ou extrajudiciais de adoção. 
A alternativa D está incorreta, nos termos do CC/2002: 
Art. 9 o Serão registrados em registro público: 
II - a emancipação por outorga dos pais ou por sentença do juiz; 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão, nos termos do CC/2002: 
Art. 10. Far-se-á averbação em registro público: 
II - dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiação; 
23. (CEBRASPE/ INSTITUTO RIO BRANCO – 2018) Com relação à classificação da Constituição, à 
competência dos entes federativos, ao ato jurídico e à personalidade jurídica, julgue (C ou E) o item que 
se segue. 
Considera-se personalidade jurídica a capacidade in abstracto de ser sujeito de direitos ou obrigações, ou 
seja, de exercer determinadas atividades e de cumprir determinados deveres decorrentes da convivência em 
sociedade. 
Comentários 
CORRETO. 
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Toda pessoa possui capacidade de direitos e deveres na vida civil, conforme dispõe o art. 1º do CC/2002: 
Art. 1º Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. 
É o que denominamos capacidade de direito (ou de gozo), que é inerente à pessoa humana, sem isto se 
perde a qualidade de pessoa, e neste sentido tem a mesma significação de personalidade. Ou seja, a 
capacidade de direito pode sim se confundir com a personalidade. Entendo que é preciso fazer uma 
separação: (1) A capacidade de direito é inerente da personalidade (está ligada a esta). A capacidade de 
direito é intrínseca de quem é pessoa, de quem é dotado de personalidade. (2) A capacidade de fato (ou de 
exercício), como se desprende facilmente do código civil, não é característica de toda pessoa. Este exercício 
por si mesmo do direito pode ser limitado. A capacidade de fato (ou de exercício) é que NÃO PODE ser 
confundida com a personalidade. 
24. (CEBRASPE - PC-MA – 2018) O início da personalidade civil das pessoas físicas e das pessoas jurídicas 
de direito privado ocorre, respectivamente, com: 
a) o nascimento com vida e com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida de 
autorização ou aprovação do Poder Executivo, quando necessária. 
b) o registro civil do nascido com vida e com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida 
de autorização ou aprovação do Poder Executivo, quando necessária. 
c) a concepção do nascituro e com a autorização ou aprovação do Poder Executivo, quando necessária. 
d) o registro civil do nascido com vida e com a autorização ou aprovação do Poder Executivo. 
e) a concepção do nascituro e com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida de 
autorização ou aprovação do Poder Executivo, quando necessária. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Veja CC/2002: 
Art. 2º. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a 
salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição 
do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização 
ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que 
passar o ato constitutivo. 
A alternativa B está incorreta. O início da personalidade civil das pessoas físicas ocorre do seu nascimento 
com vida e das pessoas jurídicas com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, 
quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, conforme os artigos 2º e 45 do 
CC/2002: 
Art. 2º. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a 
salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
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Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição 
do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização 
ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que 
passar o ato constitutivo. 
A alternativa C está incorreta. O início da personalidade civil das pessoas físicas ocorre do seu nascimento 
com vida e das pessoas jurídicas com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, 
quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, conforme os artigos 2º e 45 do 
CC/2002: 
Art. 2º. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a 
salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição 
do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização 
ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que 
passar o ato constitutivo. 
A alternativa D está incorreta. O início da personalidade civil das pessoas físicas ocorre do seu nascimento 
com vida e das pessoas jurídicas com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, 
quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, conforme os artigos 2º e 45 do 
CC/2002: 
Art. 2º. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a 
salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição 
do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização 
ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alteraçõespor que 
passar o ato constitutivo. 
A alternativa E está incorreta. O início da personalidade civil das pessoas físicas ocorre do seu nascimento 
com vida e das pessoas jurídicas com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, 
quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, conforme os artigos 2º e 45 do 
CC/2002: 
Art. 2º. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a 
salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição 
do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização 
ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que 
passar o ato constitutivo. 
25. (CEBRASPE/ TRE-TO – 2017) Jovem de dezesseis anos de idade que se case com indivíduo civilmente 
capaz e que se torne viúva antes de completar dezoito anos de idade: 
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a) passará, automaticamente, ao estado de relativamente incapaz. 
b) regressará, desde que sentença judicial assim determine, ao estado de incapacidade. 
c) permanecerá, independentemente de sentença judicial, capaz para os atos da vida civil. 
d) permanecerá, desde que sentença judicial assim determine, capaz para os atos da vida civil. 
e) regressará, automaticamente, ao estado de absolutamente incapaz. 
 Comentários 
A alternativa A está incorreta. Com o casamento a jovem foi emancipada, e esta condição não se desfaz por 
ter ficado viúva. Assim, não voltará a ser relativamente incapaz. Depois que uma pessoa é emancipada ela 
não poderá voltar ao seu estado anterior de incapacidade. A emancipação, como regra geral, uma vez 
concedida é irrevogável, não volta atrás. É, também, definitiva, a pessoa não pode desistir dela (é como fazer 
uma tatuagem, uma vez feita não se pode voltar atrás e, também, não se pode desistir depois de pronta): 
Art. 5º A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à 
prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
II - pelo casamento; 
A alternativa B está incorreta. A jovem não voltará a ser relativamente incapaz. Não será necessária sentença 
judicial. Depois que uma pessoa é emancipada ela não poderá voltar ao seu estado anterior de incapacidade. 
A emancipação, como regra geral, uma vez concedida é irrevogável, não volta atrás. 
 A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Jovem de dezesseis anos de idade que se case com 
indivíduo civilmente capaz e que se torne viúva antes de completar dezoito anos de idade permanecerá, 
independentemente de sentença judicial, capaz para os atos da vida civil. Ou seja, permanecerá capaz e 
emancipada, mesmo viúva. 
A alternativa D está incorreta. Não será necessária uma decisão judicial sobre a situação, pois a jovem não 
perderá sua emancipação. 
A alternativa E está incorreta. Não perderá sua emancipação, nem seria possível voltar a ser absolutamente 
incapaz, pois não é menor de 16 anos, de acordo com o art. 3º do CC/2002: 
Art. 3. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
26. (CESPE / TRT-CE – 2017) Após o naufrágio de uma embarcação em alto mar, constatou-se a falta de 
um dos passageiros, que nunca foi encontrado. 
Nessa situação, com relação ao desaparecido, será declarada a sua morte presumida 
a) mesmo sem o encerramento das buscas e averiguações. 
b) após a declaração de sua ausência. 
c) após um ano de seu desaparecimento. 
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d) mesmo sem a decretação de ausência. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dada a exigência do art. 7º, parágrafo único: “A declaração da morte 
presumida, nesses casos, somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, 
devendo a sentença fixar a data provável do falecimento”. 
A alternativa B está incorreta, porque o enunciado se encaixa na previsão excepcional de declaração de 
morte presumida sem prévia decretação de ausência descrita no art. 7º, inc. I: “Pode ser declarada a morte 
presumida, sem decretação de ausência se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo 
de vida”. 
A alternativa C está incorreta, não se tratando desse prazo nem mesmo se houvesse a necessidade de prévia 
decretação de ausência. 
A alternativa D está correta, como dito acima, segundo o art. 7º, inc. I do CC/2002. 
27. (CESPE/ FUNPRESP-JUD – 2016) A respeito das pessoas, julgue o item seguinte. 
Pessoa que se encontre com paralisia cerebral é considerada absolutamente incapaz porque não pode 
exprimir sua vontade. 
Comentários 
INCORRETO. 
Pessoa que se encontre com paralisia cerebral é considerada relativamente incapaz a certos atos ou à 
maneira de os exercer. 
São absolutamente incapazes apenas os menores de 16, conforme dispõe o art. 3º do CC/2002: “São 
absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos”. 
Ainda, aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade, são 
considerados relativamente incapazes conforme art. 4º, inc. III do CC/2002: “São incapazes, relativamente a 
certos atos ou à maneira de os exercer: aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem 
exprimir sua vontade”. 
28. (CESPE/ TCE-PA – 2016) Com base no disposto no Código Civil acerca de personalidade e capacidade 
jurídica, julgue o item a seguir. 
As crianças e os adolescentes com menos de dezesseis anos de idade são absolutamente incapazes de 
exercer pessoalmente os atos da vida civil. 
Comentários 
CORRETO. 
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As crianças e os adolescentes com menos de dezesseis anos de idade são absolutamente incapazes de 
exercer pessoalmente os atos da vida civil, conforme dispõe o art. 3º do CC/2002: “São absolutamente 
incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos”. 
29. (CESPE/ TCE-PA – 2016) Determinada associação civil ajuizou ação indenizatória em face de uma 
sociedade empresária jornalística, com o intuito de receber indenização por danos materiais e morais 
decorrentes de publicação de reportagem com informações falsas, cujo único objetivo era macular a 
imagem e a credibilidade da associação civil, conforme ficou provado no processo. Considerando essa 
situação hipotética, julgue o item a seguir. 
O início da personalidade civil das pessoas físicas ocorre com a concepção, e o das associações de direito 
privado, com a inscrição de seus atos constitutivos no registro peculiar, desde que tenham sido previamente 
aprovados pelo Poder Executivo. 
Comentários 
INCORRETO. 
Veja CC/2002: 
Art. 2 o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a 
salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição 
do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização 
ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que 
passar o ato constitutivo. 
30. (CESPE/ TCE-PA – 2016) A respeito da aplicação da lei civil e da pessoa natural julgue o item a seguir. 
Será considerada absolutamente incapaz a pessoa que, por causa permanente, não puder exprimir sua 
vontade, caso em que necessitará derepresentante legal para exercer os atos da vida civil. 
Comentários 
INCORRETO. 
Será considerada relativamente incapaz a pessoa que, por causa permanente, não puder exprimir sua 
vontade, caso em que necessitará de assistência legal para exercer os atos da vida civil. 
Art. 4º São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; 
De acordo com o art. 3º do Código Civil, são ABSOLUTAMENTE incapazes os menores de 16 
(dezesseis) anos. 
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Art. 3º. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
31. (CESPE/ PC-PE – 2016) Com base nas disposições do Código Civil, assinale a opção correta a respeito 
da capacidade civil. 
a) Os pródigos, outrora considerados relativamente incapazes, não possuem restrições à capacidade civil, 
de acordo com a atual redação do código em questão. 
b) Indivíduo que, por deficiência mental, tenha o discernimento reduzido é considerado relativamente 
incapaz. 
c) O indivíduo que não consegue exprimir sua vontade é considerado absolutamente incapaz. 
d) Indivíduos que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a 
prática dos atos da vida civil são considerados absolutamente incapazes. 
e) Somente os menores de dezesseis anos de idade são considerados absolutamente incapazes pela lei civil. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Os Pródigos por serem considerados relativamente incapazes sofrem 
restrições à capacidade civil, de acordo com o CC/2002: 
Art. 4º. São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: os pródigos. 
A alternativa B está incorreta. O indivíduo que, por deficiência mental, tenha o discernimento reduzido é 
considerado capaz, de acordo com as alterações trazidas pela Lei 13.146 de 2015 no CC/2002. Conforme a 
referida lei, a deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa. 
A alternativa C está incorreta. O indivíduo que não consegue exprimir sua vontade é considerado 
relativamente incapaz, de acordo com o art. 4º, inc. III do CC/2002: 
Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; 
A alternativa D está incorreta. Os indivíduos que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o 
necessário discernimento para a prática dos atos da vida civil são considerados capazes, de acordo com as 
alterações trazidas pela Lei 13.146 de 2015 no CC/2002. Conforme a referida lei, a deficiência não afeta a 
plena capacidade civil da pessoa. Reforçando, assim, a proteção da dignidade à pessoa humana. 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. Somente os menores de dezesseis anos de idade são 
considerados absolutamente incapazes pela lei civil, de acordo com o art. 3º do CC/2002: 3º. São 
absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos. 
32. (CESPE/ TCE-SC – 2016) Com relação à vigência das leis, às pessoas naturais, às pessoas jurídicas e 
aos bens, julgue o item subsequente. A pessoa maior de dezoito anos que, em decorrência de lesão 
causada em acidente, entre em estado de coma e, por isso, fique transitoriamente impedida de exprimir 
sua vontade será considerada absolutamente incapaz de exercer os atos da vida civil. 
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Comentários 
INCORRETO. 
A pessoa maior de dezoito anos que, em decorrência de lesão causada em acidente, entre em estado de 
coma e, por isso, fique transitoriamente impedida de exprimir sua vontade será considerada relativamente 
incapaz de exercer os atos da vida civil, de acordo com a Lei nº 13.146 de 2015 (Estatuto da Pessoa com 
Deficiência), conforme o art. 4° do CC/2002: “São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os 
exercer: aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade”. 
33. (CESPE/ TRT 8ª REGIÃO – 2016) A respeito da pessoa natural e da pessoa jurídica, julgue o item. 
São considerados absolutamente incapazes os menores de dezesseis anos de idade, os pródigos e aqueles 
que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. 
Comentários 
INCORRETO. 
São considerados absolutamente incapazes os menores de dezesseis anos de idade. E relativamente 
incapazes os pródigos e aqueles que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade, de 
acordo com os artigos 3º e 4º do CC/2002: 
Art. 3º. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
Art. 4º. São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade. 
IV - os pródigos. 
34. (CESPE/ TRT 8ª REGIÃO – 2016) A respeito da pessoa natural e da pessoa jurídica, julgue o item. 
Ao permitir que o nascituro pleiteie alimentos ao suposto pai, por meio de ação judicial, a lei reconheceu-
lhe personalidade jurídica. 
Comentários 
INCORRETO. 
Para propor tal ação, o nascituro, que não tem legitimidade processual, deverá ser representado por sua 
mãe. É a partir do seu nascimento com vida, que a lei reconhece personalidade jurídica ao nascituro. 
Perceba que, o nascituro só possui determinadas proteções jurídicas, e não a personalidade jurídica que só 
é adquirida a partir do nascimento com vida. 
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Todo aquele que NASCE COM VIDA torna-se uma pessoa, ou seja, adquire PERSONALIDADE. Dessa forma, 
três teorias procuraram justificar a situação jurídica do nascituro. Vejamos: 
A Teoria Natalista entende que a personalidade civil somente se inicia com o nascimento com vida. O 
nascituro tem seus direitos garantidos desde a concepção. O que ele não possui é personalidade jurídica. 
Para a doutrina tradicional, o direito positivo adotadou a teoria natalista. 
A Teoria da Personalidade Condicional entende que desde a concepção o nascituro já possui os direitos da 
personalidade, estando os direitos patrimoniais (decorrentes de herança, legado ou doação) sujeitos a uma 
condição suspensiva. São direitos eventuais, para que estes se adquiram, é preciso que ocorra o nascimento 
com vida. 
A Teoria Concepcionista, sustenta que a personalidade civil é adquirida desde a concepção, sendo os direitos 
patrimoniais, decorrentes de herança, legado e doação, condicionados ao nascimento com vida. 
TEORIA NATALISTA TEORIA CONCEPCIONISTA TEORIA DA PERSONALIDADE 
CONDICIONAL 
Nascimento com vida. Começa da concepção, 
independentemente do 
nascimento com vida. 
Condicionada ao nascimento com 
vida. 
Art.2°do CC/2002 Ex: dano moral - STJ Art.1.799, I do CC/2002 
 
35. (CESPE/ TRT 8ª REGIÃO – 2016) A respeito da pessoa natural e da pessoa jurídica, julgue o item. 
No caso de um tutor pretender adquirir para si bens do tutelado, é correto afirmar que aquele tem 
capacidade para a prática desse negócio jurídico, mas carece de legitimação para realizar tal aquisição. 
Comentários 
CORRETO. 
Existe uma distinção entre os conceitos de capacidade e de legitimação. Uma pessoa que possui capacidade 
de fato pode por vezes não ter legitimidade para praticar um negócio jurídico, p.ex.: a proibição de um pai 
vender um bem para um filho

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