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Professores: Agostinho Alberto, Marcelino Matamba e Maria Catembo /// Administração Pública // mgmsello@outlook.com 
Manhâ, Tarde e Noite 
 
Cadeira de Administração Pública // Universidade Jean Piaget 
Tema 2: ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
 
Objectivos: Dotar os estudantes de conhecimentos, sobre a estrutura organizativa nacional. 
Leva-los reflectir sobre alguns temas candentes como Concentração, Desconcentração, autarquias 
locais… 
 
Aula nº Luanda aos_____de ____ de 2020 
Sumário: 
A Administração Pública: 
2.1 Organização da Administração Pública e Actividades Política 
2.2 Desconcentração 
2.3 Descentralização 
2.4 Autarquias 
2.5 Delegação 
 
2.1 Organização da Administração Pública e Actividades Política 
 
A Administração Pública é uma realidade vasta e complexa. Os Órgãos da Administração 
Local do Estado da Província representam a Administração Central do Estado a nível local, dirigem 
e coordenam a generalidade dos serviços que compõem a Administração Local do Estado e 
asseguram a unidade nacional ao nível da Província. 
Os Órgãos da Administração da Província asseguram, no respectivo território, a realização 
de tarefas e programas económicos, sociais e culturais de interesse local e nacional, com a 
observância da Constituição, das Leis e das decisões do Titular do Poder F.xecutivo. 
Governo: 
O Governo é um dos órgãos de soberania e tem funções de condução da política geral do 
país e de órgão superior da administração pública, sendo responsável perante o Presidente da 
República e a perante a Assembleia da República. 
Competências: 
mailto:mgmsello@outlook.com
Professores: Agostinho Alberto, Marcelino Matamba e Maria Catembo /// Administração Pública // mgmsello@outlook.com 
Manhâ, Tarde e Noite 
 
Cadeira de Administração Pública // Universidade Jean Piaget 
O Governo detém competências políticas, legislativas e administrativas. 
A competência administrativa do Governo compreende três funções: 
1. Garantir a execução das leis; 
2. Assegurar o funcionamento da Administração Pública; 
3. Promover a satisfação das necessidades colectivas. 
No âmbito da sua competência administrativa e enquanto órgão superior da administração 
pública, compete ao Governo dirigir os serviços e a actividade da administração directa do 
Estado, civil e militar, superintender na administração indirecta e exercer a tutela sobre esta e 
sobre a administração autónoma. 
Ministros: 
Os Ministros, igualmente nomeados pelo Presidente da República, executam a política 
definida para os seus Ministérios, cabendo-lhes a respectiva gestão administrativa. Cada 
Ministério dispõe de uma lei orgânica própria, onde são fixadas as respetivas atribuições e onde se 
identificam os serviços 
Secretários de Estado: 
Os Secretários de Estado, também são nomeados pelo Presidente da República, integram o 
Governo, mas não fazem parte do Conselho de Ministros, podendo, no entanto, ser convocados para 
participar nas reuniões deste órgão. Não têm funções políticas nem legislativas e exercem 
competências delegadas, sob a orientação directa dos respectivos Ministros, sendo responsáveis 
perante estes e perante o Presidente da República. 
Conselho de Ministros: 
O Conselho de Ministros, é um órgão colegial, presidido pelo Presidente da República e o 
Vice Presidente da República… A lei pode criar Conselhos de Ministros especializados em função 
da matéria, formados apenas por alguns membros do Conselho de Ministros e que exercem as 
competências que lhes forem atribuídas por lei ou delegadas pelo Conselho de Ministros. 
 
2.1.1 Órgãos da Administração da Província: 
A Administração da Província é exercida por órgãos desconcentrados da Administração 
Central e visa, ao nível local, assegurar a realização das atribuições e dos interesses específicos da 
mailto:mgmsello@outlook.com
Professores: Agostinho Alberto, Marcelino Matamba e Maria Catembo /// Administração Pública // mgmsello@outlook.com 
Manhâ, Tarde e Noite 
 
Cadeira de Administração Pública // Universidade Jean Piaget 
Administração do Estado, dos cidadãos, das comunidades e das empresas, promover o 
desenvolvimento económico e social e garantir a prestação de se1viços públicos na respectiva 
circunscrição administrativa, sem prejuízo da autonomia do poder local autárquico, nos te1mos da 
Lei. São Órgãos da Administração da Província: 
a) O Governador Provincial, como órgão executivo singular; 
b) Os Vice-Governadores Provinciais, como auxiliares do Governador Provincial; 
e) O Governo Provincial, como órgão consultivo colegial; 
d) O Conselho Provincial de Auscultação da Comunidade; 
e) O Conselho Provincial de Concertação Social; 
j) O Conselho Provincial de Vigilância Comunitária… 
O Governador Provincial, é o representante da Administração Central na respectiva 
Província, a quem incumbe, em geral, conduzir a governação da respectiva província e assegurar o 
no1mal funcionamento da Administração Local do Estado, respondendo pela sua actividade perante 
o Titular do Poder Executivo. 
 O Governador Provincial é coadjuvado, no exercício das suas funções, por 2 (dois) Vice-
Governadores, que respondem pelos seguintes sectores: 
 
a) Político, Social e Económico; 
b) Serviços Técnicos e Infra-Estmturas. 
 
De acordo com (DRA, Decreto Executivo nº 38/18 de 9 de Abril), dentre as várias 
competências do Governador isolamos as seguintes: 
Nomear, exonerar e conferir posse aos Directores Provinciais, ouvido o Ministro da 
Especialidade, salvo a nomeação e exoneração dos Directores Provinciais do Gabinete de Estudos e 
Planeamento e Estatística, dos Gabinetes da Educação e da Saúde, bem como do Secretário do 
Governo Provincial que carecem de prévia concertação quanto ao perfil do candidato e parecer 
favorável vinculativo do Titular do Órgão da Administração Central que responde pelo 
Planeamento, pela Educação, pela Saúde e pelas Finanças, respectivamente. 
 
Os actos administrativos do Govemador Provincial, quando executórios, tomam a forma 
de Despacho, que são publicados na II Sé1ie do Diário da República, e quando sejam instruções 
genéricas tomam a forma de Ordem de Serviço. 
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O Governador Provincial inicia as suas funções com a tomada de posse perante o Titular do 
Poder Executivo, as funções do Governador cessam em caso de exoneração, falecimento, renúncia, 
abandono de funções ou incapacidade física ou mental permanente. 
Ao Vice-Governador para o Sector Político, Social e Económico compete coadjuvar o 
Govemador Provincial na coordenação e execução das tarefas ligadas às seguintes áreas: 
a) Educação, Alfabetização, Cultura e Despo1tos, Ciência e Tecnologia; 
b) Saúde, Reinserção Social, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria; 
c) Habitação Social; Família, Promoção da Mulher, Infância, Deficientes e Terceira Idade; 
d) ADECOS - Agentes de Desenvolvimento Comunitário e Sanitário; 
e) Sociedade Civil… 
O Governo Provincial reúne-se, mensalmente, em sessão ordinária e, extraordinariamente, 
sempre que o Governador Provincial o convoque. 
O Gabinete Provincial de Infra-Estmturas e Serviços Técnicos é o serviço executivo do 
Governador Provincial, incumbido de assegurar a execução das competências específicas da 
Administração da Província neste domínio. O Gabinete Provincial de Infra-Estmturas e Serviços 
Técnicos tem as seguintes competências: 
a) Assegurar a execução de tarefas nos domínios do planeamento urbanístico e do 
ordenamento territorial; 
b) Realizar o licenciamento das operações urbanísticas de nível provincial; 
e) Coordenar e supervisionar a execução das tarefas referentes ao Sector da energia eÁguas; 
d) Propor medidas de fomento habitacional, bem como participar na sua implementação; 
e) Organizar e manter actualizado o cadastro de dados estatísticos referentes ao parque 
imobiliário, destinado a fins habitacionais, comerciais e similares sob sua jurisdição; 
f) Elaborar e apresentar propostas e projectos para a realização de investimentos nos 
domínios de actividades sob a sua dependência… 
O Gabinete Provincial de Infra-Estmturas e Serviços Técnicos estrutura-se em: 
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a) Departamento de Conse1vação das Infra-estruturas Urbanas; 
b) Departamento de Obras Públicas; 
e) Departamento de Gestão Urbanística; 
d) Departamento de Promoção, Reabilitação e Gestão Imobiliária. 
Conselho Provincial de Auscultação da Comunidade: 
O Conselho Provincial de Auscultação da Comunidade é o órgão de apoio consultivo ao 
Governador Provincial que tem a competência de proceder à apreciação dos assuntos e matérias 
relativos ao desenvolvimento económico e social da Província e que tenham impacto 
intermunicipal. 
O Conselho Provincial de Auscultação da Comunidade reúne-se de quatro em quatro meses 
em sessão ordinária e, extraordinariamente, sempre que o Governador Provincial o convoque. 
O Conselho Provincial de Auscultação da Comunidade é presidido pelo Governador 
Provincial e integra os seguintes membros: 
a) Vice-Governadores; b) Delegados Provinciais; c) Directores Provinciais; d) 
Administradores Municipais; e) Administradores Comunais; f) Um Representante Provincial de 
cada um dos Pa1tidos Políticos e Coligações de Pa1tidos Políticos com assento na Assembleia 
Nacional e domicílio na Província; g) Representantes das Associações dos Antigos Combatentes e 
Veteranos da Pátria; h) Representantes das Autoridades Tradicionais de Linhagem Ancestral; i) 
Representantes das Associações Sindicais; j) Representantes de Associações Patronais; k) 
Representantes do Sector Empresarial Público; 1) Representantes do Sector Empresarial Privado; 
m) Representantes das Escolas e das Universidades; n) Representante dos Hospitais e Serviços de 
Saúde; o) Representantes das Associações de Camponeses e Trabalhadores Rurais; p) 
Representantes de Organizações Não-Governamentais… 
Conselho Provincial de Concertação Social 
O Conselho Provincial de Conce1tação Social é o órgão de apoio consultivo ao Govemador, 
que assegura, ao nível da Província, a realização das funções do Conselho Nacional de Concertação 
Social, em assuntos de âmbito provincial, respeitando estritamente as disposições legais relativas à 
competência material e hierárquica sobre as questões a apreciar. 
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 As reuniões do Conselho Provincial de Concertação Social são convocadas e presididas 
pelo Govemador da Província ou por um dos Vice-Govemadores a quem ele delegar. 
As competências, a organização, o funcionamento e composição do Conselho Provincial de 
Conce1tação Social são definidas em Diploma próprio, aprovado pelo Titular do Poder Executivo. 
Conselho Provincial de Vigilância Comunitária 
O Conselho Provincial de Vigilância Comunitária é o órgão de apoio consultivo ao 
Govemador Provincial em matéria de segurança pública e vigilância comunitária e integra todos os 
órgãos que intervêm na implementação das políticas relacionadas com a ordem pública, protecção 
civil, segurança e imigração ilegal, nos termos a definir em Diploma próprio, aprovado pelo Titular 
do Poder Executivo. 
2.2 Desconcentração 
 Este princípio permite por um lado, a melhor prossecução do interesse público (mais visível 
com uma dimensão objectiva, nos princípios da desburocratização, da aproximação da 
administração às populações, da descentralização e da desconcentração), e por outra a protecção das 
posições jurídicas subjectivas dos particulares (mais presente através de uma dimensão subjectiva 
no princípio da participação dos interessados na gestão da administração pública. 
A administração diz-se desconcentrada quando certos poderes de decisão são 
delegados pelo superior hierárquico nos seus subordinados. 
A desconcentração administrativa exige que as competências para a prossecução de 
atribuições de uma pessoa colectiva sejam repartidas por diversos órgãos. A desconcentração 
distingue-se facilmente da descentralização administrativa, na medida em que respeita à 
repartição de competências por órgãos de cada pessoa colectiva, enquanto a última se reporta 
à divisão de poderes de atribuições entre pessoas colectivas. 
Modalidades de Desconcentração: 
 A desconcentração pode ser horizontal e vertical, também pode 
ser absoluta ou relativa. A desconcentração pode ainda ser originária ou derivada. 
a) A desconcentração horizontal: é a que se verifica a nível governamental, quando as 
diversas atribuições e competências da administração central são repartidas pelos vários 
departamentos ministeriais e pelas diversas direcções-gerais dentro de cada ministério. 
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b) Com esta desconcentração horizontal a nível superior, existe depois uma 
desconcentração a nível vertical, para os níveis regional e local, sendo que os vários 
directores-gerais delegam poderes de decisão nos directores de serviço regionais ou 
locais. 
 
c) A desconcentração absoluta ou relativa, a absoluta, ocorre em órgão com competência 
independente, entendendo-se a dependência como submissão a poderes de intervenção 
de outro órgão ou de outros órgãos. A desconcentração relativa comporta vários graus, 
consoante a competência 
 
d) A desconcentração originária ou derivada, a originária, decorre de forma imediata da 
lei ou de um ato de administração por ela habilitado. A criação legal de órgãos, a criação 
ou transferência legal de competências e a delegação tácita são formas de 
desconcentração originária. Salvo a rara delegação intersubjectiva, que é uma 
modalidade de descentralização, a delegação de poderes é uma modalidade de 
desconcentração derivada. 
 
2.3 Centralização 
A CENTRALIZAÇÃO ocorre quando o Estado executa suas tarefas directamente, por meio 
dos inúmeros órgãos e agentes administrativos que compõe sua estrutura administrativa funcional, 
denominada Administração Directa. 
Portanto, a CENTRALIZAÇÃO é a acumulação das funções administrativas do Estado e 
consubstancia-se na execução de atribuições pela mesma pessoa jurídica (política) que representa a 
Administração Pública competente, dando-se através da Administração Centralizada, isto é, com a 
prestação dos serviços de interesse da colectividade, por si e directamente, sem a participação de 
outras pessoas jurídicas interpostas. 
 
2.4 Descentralização 
A DESCENTRALIZAÇÃO, ocorre quando outras pessoas jurídicas desempenham algumas 
atribuições e obrigações típicas do Estado, o que se dá indirectamente e não directamente se 
concretizando quando o Estado delega as suas actividades e obrigações a terceiros. Assim, a 
descentralização pressupõe duas pessoas distintas, o Estado e a pessoa que executará a obrigação, o 
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serviço, por ter recebido do primeiro tal atribuição e, em nome deste, executará,porém, sob o 
controle e fiscalização do próprio Estado.” 
A DESCENTRALIZAÇÃO, dos serviços públicos pode ser analisada política e 
administrativamente, conforme ensina a mestra Maria Sylvia Zanella Di Pietro. 
Portanto, a descentralização POLÍTICA se dá através de preceito constitucional e não 
depende da manifestação ou da vontade do Poder Central – União. A descentralização 
ADMINISTRATIVA se dá com o exercício das atribuições advindas do Poder Central, quando 
este cede sua competência a um ente. 
A DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA se dá por três formas: territorial ou 
geográfica; funcional ou técnica e por colaboração. 
TERRITORIAL OU GEOGRÁFICA, é a forma verificada quando uma entidade local, 
delimitada geograficamente, que detenha personalidade e capacidade jurídica própria, de direito 
público e com capacidade legislativa, porém, subordinada as normas oriundas do poder central. 
FUNCIONAL OU TÉCNICA, é a forma verificada quando o poder público (União, 
Estados, Distrito Federal ou Município) por meio de uma lei cria uma pessoa jurídica de direito 
público – ex. Autarquia, e a ela atribui a titularidade decorrente de lei específica, o que significa 
uma entidade que passa a deter a capacidade específica para a qual foi criada. 
POR COLABORAÇÃO, é a verificada quando por meio de um contrato, seja de concessão 
de serviço público ou de um ato administrativo - permissão de serviço público, transferindo a 
execução de determinado serviço público a uma pessoa jurídica de direito privado, previamente 
existente, porém, a titularidade do serviço ficando totalmente com o Poder Público concedente, o 
que lhe permite dispor do serviço de acordo com o interesse público. 
Em todas as modalidades de descentralização, o ente descentralizado pode ser de fins 
gerais ou de fim específico (estando na primeira situação as autarquias locais e embora sem 
natureza autárquica, as grandes áreas metropolitanas e as comunidades urbanas, e na segunda os 
institutos públicos, as associações publicas e nelas por exemplo, as comunidades intermunicipais). 
2.5 Desconcentração 
A DESCONCENTRAÇÃO é o inverso da centralização. É a realocação interna de 
competências de um órgão central. Trata-se de mera técnica administrativa de distribuição interna 
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de funções, para a melhoria da execução dos serviços, tanto da Administração Directa como da 
Indirecta. 
Resumindo: 
Na CENTRALIZAÇÃO, os serviços públicos são prestados directamente pelos órgãos do 
Estado, integrantes de uma mesma pessoa jurídica. 
Na DESCENTRALIZAÇÃO, quando outras pessoas jurídicas desempenham atribuições e 
obrigações típicas do Estado, indirectamente, na execução dos serviços públicos. 
Na DESCONCENTRAÇÃO, quando é uma mera técnica administrativa de distribuição 
interna de competências para a execução dos serviços públicos. 
2.6 Autarquias Locais 
As autarquias locais são pessoas colectivas territoriais correspondentes ao conjunto de 
residentes em certas circunscrições do território nacional e que asseguram a prossecução de 
interesses específicos resultantes da vizinhança, mediante órgãos representativos eleitos das 
respectivas populações. 
Autarquias locais são pessoas colectivas territoriais que visam a prossecução dos interesses 
próprios das populações, dispondo para o efeito de órgãos representativos eleitos e de liberdades de 
administração das pessoas colectivas. 
O sistema de governação autárquica difere do sistema desconcentrado, em termos de divisão 
administrativa territorial, funcionamento e competências atribuídas. O sistema autárquico é a mais 
alta descentralização dos serviços administrativos que existem. 
Nestes órgãos de poder local estão subjacentes os governos provinciais, municipais, 
comunais, e também as Autoridades Tradicionais. No âmbito da descentralização, deve haver maior 
entrosamento entre os governos acima referenciados para que, num esforço conjugado, haja maior e 
melhor solidificação nos objectivos de crescimento e desenvolvimento local,. (BURMEISTER; 
PARTNERS, 1998). 
As autarquias locais são pessoas colectivas públicas, de uma circunscrição territorial, que 
resultam de um processo de descentralização administrativa e autónoma, visando o interesse da 
colectividade local, tendo por base dois princípios fundamentais: 
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Manhâ, Tarde e Noite 
 
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– Princípio das finanças e património local: as autarquias locais, para desempenharem 
normalmente as suas atribuições devem estar dotados de orçamento próprio, isto é, disporem de 
receitas próprias para cobrirem as despesas autárquicas. 
Mas para tal, num primeiro momento o Estado deve transferir para a esfera jurídica das 
autarquias “alguns bens avaliáveis em dinheiro”, por exemplo, no âmbito fundiário. A lei de terras 
permite que o Estado afecte às autarquias locais terrenos que passaram definitivamente para a esfera 
jurídica desta entidade local; 
– Princípio da autonomia administrativa: as autarquias são entes dotados de competências 
próprias para prosseguirem os fins autárquicos definidos na lei. A autonomia administrativa não 
significa que estas entidades sejam independentes dos demais poderes administrativos. 
Esta autonomia administrativa, significa que as autarquias são pessoas colectivas públicas de 
autogoverno e de auto-regulação. Sendo assim, o Estado, através da tutela administrativa, controla a 
legalidade e, em casos excepcionais, o mérito da actuação deste tipo de pessoa colectiva, de 
população e território. 
2.7 Delegação 
 
 Delegação é a transferência de determinado nível de autoridade de um chefe para seu 
subordinado, criando a correspondente responsabilidade pela execução da tarefa delegada. Significa 
simplesmente confiar parte do trabalho operacional ou administrativo a outros. 
Todas as vezes que um supervisor delega trabalho a um subordinado, três acções estão 
expressas ou implícitas, são eles: 
 
 Deveres: Os deveres podem ser descritos de duas maneiras. 
Primeiro, podemos pensar neles em termos de uma actividade, assim a delegação será um 
processo pelo qual atribuímos actividades a indivíduos. 
Segundo lugar, podemos descrever os deveres em termos dos resultados que queremos 
conseguir, ou seja, objectivos, assim os deveres serão não apenas em termos de cumprir o 
estabelecido, mas também em termos de resultados. 
 
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Manhâ, Tarde e Noite 
 
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 Por causa das diferenças das actividades, deve-se fixar metas tanto a longo quanto a curto 
prazo, assim a “pessoa delegada” provavelmente terá satisfações psicológicas com seu trabalho e 
saberá os critérios de avaliação do mesmo. 
Autoridade Administrativa: 
A autoridade administrativa consiste em certos direitos ou permissões: o direito de agir para 
a companhia em áreas específicas, o direito de ser porta-voz e requerer que outros empregados 
desempenhem actividades de vários tipos; o direito de impor sanções e disciplina se um 
subordinado desobedecer a suas instruções. Estes direitos estão consolidados em uma empresa pela 
lei e pelo costume, e são baseados na aprovação moral da sociedade. 
Obrigação: 
Aspecto inevitável da delegação é a obrigação – entende-se como compulsão moral sentida 
por um subordinado para cumprir os deveres que lhe são atribuídos. 
Tendo assumido uma tarefa, ele se compromete moralmente a tentar completá-la e pode-seconsiderar responsável pelos seus resultados. O senso de obrigação é, portanto, fundamentalmente 
uma atitude das pessoas a quem os deveres são delegados. A confiança se apoia no senso de 
obrigação e sem confiança nossas empresas iriam ao colapso. 
 
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Manhâ, Tarde e Noite 
 
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Considerações Finais 
OBS: Segue-se um projecto de actividade, para teste de conhecimento dos pontos 
considerados no tema 2, o seu empenho em resolve-lo será crucial para o melhor 
entendimento dos conceitos e do desenvolvimento de todo conteúdo que foi considerado 
nesta matéria. 
 Êxitos! 
ACTIVIDADE ACADÉMICA PARA A SEMANA DE AULAS NÃO PRESENCIAIS 
1ª) Explique a finalidade da Organização a nível Provincial. 
2º) Fale o que entendes por Governo e suas Competências. 
3ª) Debruça-se sobre os Ministros e Secretários de Estados 
4ª) Que Órgãos Auxiliam o Governador Provincial? 
5ª) Diferencie os Conselhos Províncias, como órgãos de auxílio do governo provincial. 
6ª) Que formas podem Tomar os Actos Administrativo do Governador Provincial? 
7ª) Fale sobre: 
a) Centralização, 
b) Descentralização, e as formas em que pode ser vista ou analisada 
c) e Desconcentração e as formas em que pode ser vista ou analisada. 
8ª) Diferencie as alíneas acima, seja compendioso. 
9ª) Debruça-se sobre as autarquias Locais: 
a) Conceito; 
b) Princípios; 
c) Em que âmbito da administração pública enquadra-se as autarquias locais? 
10ª) Delegação Administrativa, está implicitamente subordinada ou expressa em três acções. 
Comente cada uma delas. 
 
mailto:mgmsello@outlook.com

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