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138. O Utilitarismo de John Stuart Mill John Stuart Mill (1806-1873) foi um dos principais filósofos do utilitarismo, uma teoria ética que defende que a moralidade de uma ação deve ser avaliada com base em sua capacidade de gerar felicidade ou bem-estar para o maior número de pessoas. Inspirado nas ideias de Jeremy Bentham, Mill aperfeiçoou o utilitarismo ao incluir distinções qualitativas entre os prazeres humanos. Para Mill, não basta calcular o prazer e a dor de uma ação apenas em termos quantitativos. Ele argumenta que existem diferentes tipos de prazer e que alguns são mais valiosos do que outros. Por exemplo, prazeres intelectuais, como a leitura e a arte, são superiores a prazeres físicos, como comer ou dormir, pois contribuem mais para o desenvolvimento humano. Outro ponto central do utilitarismo de Mill é a defesa da liberdade individual. Em seu livro Sobre a Liberdade, ele afirma que a sociedade só pode interferir na vida de um indivíduo quando suas ações prejudicam outras pessoas. Caso contrário, cada pessoa deve ter o direito de buscar sua própria felicidade sem restrições externas. Mill também foi um defensor da igualdade de direitos e do progresso social. Ele argumentava que a educação e o debate livre são essenciais para que as pessoas façam escolhas racionais e morais. Além disso, apoiava os direitos das mulheres e a ampliação da democracia como formas de promover o bem-estar coletivo. O utilitarismo de Mill tem influenciado a ética, a política e a economia, sendo amplamente debatido até hoje. Suas ideias sobre liberdade, felicidade e justiça continuam a ser referência para discussões sobre direitos humanos e políticas públicas. Questões de Múltipla Escolha 1. Qual é a principal ideia do utilitarismo de John Stuart Mill? a) A moralidade das ações deve ser baseada em sua capacidade de gerar felicidade para o maior número de pessoas (x) b) As ações devem ser julgadas com base na tradição religiosa c) A moralidade deve ser definida pela vontade do governante d) A felicidade não é um critério válido para avaliar ações morais 2. Como Mill diferencia os prazeres humanos? a) Ele argumenta que prazeres intelectuais são mais valiosos que prazeres físicos (x) b) Ele afirma que todos os prazeres têm o mesmo valor c) Ele acredita que apenas prazeres físicos são importantes d) Ele rejeita completamente a ideia de prazer na moralidade 3. Quando, segundo Mill, a sociedade pode interferir na liberdade individual? a) Somente quando as ações de alguém prejudicam outras pessoas (x) b) Sempre que o governo decidir que é necessário c) A sociedade nunca deve interferir na liberdade individual d) Apenas quando as ações vão contra tradições culturais