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Conteudista: Prof. Robson Mello Revisão Textual: Adrielly Rodrigues | Aline Gonçalves | Telma Santos Objetivos da Unidade: Entender a máxima transferência de energia; Apresentar o Teorema da Máxima Transferência de Energia. 📄 Material Teórico 📄 Referências Transformadores de Energia Elétrica Matemática Antes de iniciarmos os assuntos específicos desta disciplina, gostaria de convidar você a relembrar alguns conceitos matemáticos importantes para o entendimento, compreensão e desenvolvimento daquilo que será apresentado. A Matemática está presente neste universo do estudo dos fenômenos da eletricidade, desde os cálculos mais simples, passando pelas denominações das grandezas até os cálculos mais complexos que são desenvolvidos para determinar aspectos práticos e teóricos. Convenciona-se utilizar prefixos existentes no sistema internacional que facilitam esta compreensão. Assim, podemos representar alguns números com auxílio desses prefixos. Vamos a alguns exemplos disso: A Usina de Itaipu possui 20 unidades geradoras e 14.000.000.000 watts de potência instalada. Em 2017, produziu 96.387.357.000.000 watts-hora. Imagine entender esses números com essa quantidade de zeros! Agora vamos simplificar: A Usina de Itaipu possui 20 unidades geradoras e 14.000 MW de potência instalada. Em 2017, produziu 96.387 GWh. Página 1 de 2 📄 Material Teórico Figura 1 Fonte: Reprodução Utilizamos nesse exemplo os prefixos Mega (M), que representa 106 e Giga (G), que representa 109. Assim melhora a compreensão das grandezas de geração da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Outro estudo importante que vale ser revisitado é o da Trigonometria, utilizado no entendimento do Fator de Potência, por exemplo. Figura 2 – Relações trigonométricas Fonte: . Acesso em: 26/12/2018 Leitura Acesse os links a seguir para rever e ampliar seu conhecimento sobre operações matemáticas. Eles o ajudarão a compreender melhor alguns dos temas abordados. Prefixos do Sistema Internacional de Unidades Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Trigonometria Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE O Que é Trigonometria? Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Eletricidade O estudo da eletricidade envolve compreender as grandezas que fazem com que ocorra deslocamento de elétrons do ponto de maior tensão para o de menor tensão, gerando uma tensão elétrica entre dois pontos. Esse deslocamento faz circular uma determinada corrente a qual seguirá até a uma carga, que por sua vez lhe oferecerá resistência. Pronto! Já possuímos um circuito para estudo. Esse princípio básico nos leva ao estudo da produção de uma força eletromotriz (f.e.m.). Nosso objeto de estudo neste tópico será a geração de força eletromotriz por indução magnética, observando dois processos básicos: https://brasilescola.uol.com.br/fisica/prefixos-sistema-internacional-unidades.htm https://pt.khanacademy.org/math/trigonometry https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/matematica/o-que-e-trigonometria.htm Este princípio de geração de f.e.m. foi descoberto por Faraday em 1831, sendo denominado indução eletromagnética. Resumidamente funciona assim: quando há o deslocamento rotacional de um condutor em espira que atravessa linhas de força de um determinado campo magnético, origina-se uma f.e.m. entre os dois extremos do condutor. Ligando-se esses extremos a um circuito externo, haverá circulação de uma corrente elétrica neste. Figura 3 – Geração de f.e.m. por indução eletromagnética Fonte: . Acesso em: 26/12/2018 Obtenção de Força Eletromotriz por Indução Magnética, pelo Movimento de um Condutor em um Campo Magnético 1 Quando aplicada uma determinada corrente elétrica na bobina N1 que envolve o núcleo de aço- silício, forma-se um campo magnético que será tranferido à bobina N2. Esta variação do fluxo magnético fará aparecer uma corrente nos terminais da bobina N2. Esse é o princípio de funcionamento dos transformadores, sendo N1 conhecida como primário e N2 como secundário do transformador. Figura 4 – Corrente alternada e o transformador Fonte: . Acesso em:26/12/2018 Pela Variação de Intensidade de um Campo Magnético, Provocada por Condutores em Espiral. 2 SEED - Banco Internacional de Objetos Educacionais Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Indução Eletromagnética Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Leitura Acesse os conteúdos disponíveis a seguir. Eles proporcionarão um aprofundamento nos assuntos abordados neste tópico. Vídeo Indução Eletromagnética http://portal.mec.gov.br/seed-banco-internacional-de-objetos-educacionais http://educacao.globo.com/fisica/assunto/eletromagnetismo/inducao.html Transformadores de Energia Elétrica Um transformador possui a propriedade de realizar a transformação de uma corrente alternada, sob uma tensão, para outra corrente alternada, sob uma nova tensão, sem praticamente alterar o valor da potência. Seu emprego se dá tanto para elevar a tensão de um determinado circuito quanto para baixá-la. Os motivos pelos quais os transformadores são empregados no sistema de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica são basicamente a economia e a praticidade do uso da energia elétrica. Economicamente, os transformadores são utilizados para elevar a tensão de fornecimento, promovendo redução na seção do condutor de energia, porque para uma mesma potência a ser transmitida, quanto maior a tensão, menor será a seção do condutor, reduzindo custos. 5/6 Indução Eletromagnética5/6 Indução Eletromagnética https://www.youtube.com/watch?v=b-PpUjLZvlY Para que o fornecimento de energia seja efetivado de maneira mais segura, utilizam-se os transformadores para baixar a tensão de transmissão (750kv, 330kv, 66kv), para a tensão de consumo (380v, 220v, 127v), tornando assim mais prática a utilização da energia elétrica por parte dos consumidores. Basicamente o transformador é constituído de duas bobinas: uma indutora (ou primário) e uma induzida (ou secundário), enroladas em um núcleo de chapas de aço-silício. Refira-se à figura 1.3 do Tópico B para melhor compreensão do funcionamento dessa estrutura. A relação de transformação de um transformador compreende a relação entre a tensão existente nos terminais do primário e a existente nos terminais do secundário. A relação de transformação é a mesma que a existente entre os números de espiras e inversa à relação entre as correntes que por elas passam: U1/U2 = n1/n2 = I2/I1 Saiba Mais Sempre consulte a bibliografia disponibilizada no Plano de Ensino da disciplina, bem como as bibliografias apresentadas ao final de cada unidade. Elas proporcionarão uma maior imersão nos conteúdos apresentados, facilitando o aprendizado. Transferência de Energia Elétrica Não podemos negar que, no caso de geradores de força eletromagnética (f.e.m.) acabará por existir uma resistência interna, comum a todos os geradores de energia não ideais. Então, teríamos em um circuito hipotético a representação do gerador como sendo a área pontilhada da figura abaixo, onde Ri é a resistência interna da fonte de energia. Figura 5 – Exemplo de circuito demonstrando a resistência interna do gerador Fonte: . Acesso em:29/12/2018 O Teorema da Máxima Transferência de Energia diz que “a máxima transferência de potência para carga ocorre quando a carga atendida possui valor igual à resistência interna da fonte”. O importante de tudo isso é entender que com cargas de resistência muito baixa, a fonte geradora passará a gerar muita energia elétrica, mas boa parte dessa energia se dissipará na própria fonte, o que provocará aumento de temperatura da fonte (ao ponto de danificá-la) e um consumo elevado de energia. Ambas as situações são desfavoráveis. O ideal é que a resistência da carga seja bem maior do que a resistência interna do gerador, pois assim teremos um gerador mais eficientecom baixa dissipação de calor. Em situações de fornecimento de energia utilizam-se geradores que possuem resistências internas muito menores se comparadas às resistências de carga. Esses conceitos básicos ajudarão você a compreender um pouco mais a complexidade da geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. Busque mais informações em pesquisas e nos exercícios de compreensão propostos a cada tópico. Figura 6 Fonte: Reprodução Circuito Elétrico Equivalente A utilização de circuitos equivalentes é comum para que possamos estudar e avaliar componentes que apresentam características distintas em um funcionamento real que pode ser comparado a um circuito com componentes equivalentes a tais fenômenos, considerado como um modelo de circuito. Assim criam-se esses circuitos equivalentes que facilitam o entendimento de um determinado fenômeno não mensurável, por exemplo. Um exemplo desse tipo de circuito pode ser visto no tópico anterior, quando mencionamos a resistência interna de uma fonte, para que pudéssemos determinar a tranferência de energia elétrica. Para termos mais um exemplo desses circuitos equivalentes, mostraremos o ensaio de um circuito equivalente a um transformador real (não ideal). Assim, todo o estudo será realizado utilizando-se um modelo de transformador, ou seja, um circuito elétrico equivalente, no qual se pode calcular os parâmetros e fenômenos apresentados na realidade. Para ilustrar o que está sendo apresentado a você, observe as duas figuras a seguir: Figura 7 – Transformador real com resistências, fluxos dispersos nos enrolamentos primário e secundário e fluxo mútuo Fonte: . Acesso em: 29/12/2018 Figura 8 – Circuito equivalente completo do transformador Fonte: . Acesso em: 29/12/2018 Perceba que na primeira figura temos a representação de um transformador real, com suas bobinas primária e secundária, o núcleo e algumas informações de fenômenos que ocorrem neste modelo real (resistências e fluxos). Já na segunda figura temos todas as representações elétricas equivalentes que comprovam e podem servir de modelo para cálculo dos fenômenos, por meio de resistências e bobinas (circuitos RL paralelos e em série), bem como as indicações dos fluxos de correntes existentes no transformador. Transformadores Trifásicos Quando tratamos de conceituar um transformador trifásico podemos simplificar a explicação e entender que estamos falando de três transformadores monofásicos agrupados, com enrolamentos distintos e independentes, porém utilizando o mesmo núcleo ferro silício. Podemos encontrar transformadores trifásicos com ligações diversas, mas duas merecem nossa atenção: Vamos entender cada caso. Importante! Sempre que tiver dúvidas sobre um conteúdo, busque ajuda na bibliografia, materiais de apoio, videoaulas. Não deixe de questionar sempre que possível! Ligação triângulo-triângulo; Ligação triângulo-estrela; Ligação estrela-triângulo. Ligação em triângulo-triângulo ou delta-delta: sua principal característica é fornecer correntes superiores nas linhas de distribuição em relação às correntes nas bobinas do secundário do transformador. A razão é de Ilinha = Ibobina√3. Isto Figura 9 – Ligação em triângulo-triângulo Fonte: . Acesso em: 29/12/2018 diminui o custo de fabricação do transformador, pois utilizará material condutor para uma intensidade de corrente menor no enrolamento do secundário. Ligação triângulo-estrela: sua principal característica é que o secundário possui tensões muito elevadas, o que diminui a tensão em cada uma das três bobinas, dos três transformadores que compõem o circuito, o que representa uma economia na construção do transformador, por conta da menor exigência de elementos de isolação. É utilizado como transformador elevador de tensão nas subestações de geração. Figura 10 – Ligação em triângulo-estrela Fonte: . Acesso em: 29/12/2018 Figura 11 – Ligação em estrela-triângulo Fonte: . Acesso em: 29/12/2018 Ligação estrela-triângulo: ao contrário da ligação triângulo-estrela, o secundário agora possui tensões mais baixas. É utilizado como transformador abaixador de tensão em subestações industriais, por exemplo. Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Leitura Transformadores Trifásicos Conheça mais sobre transformadores trifásicos a seguir. Vídeo Vídeo Animação Montagem Transformador Trifásico Trafusor Você verá a montagem de um transformador trifásico, entre outros assuntos. http://chrome-extension//efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www.feis.unesp.br/Home/departamentos/engenhariaeletrica/trafo3.pdf VÍDEO ANIMAÇÃO MONTAGEM TRANSFORMADOR TRIFÁSICO TVÍDEO ANIMAÇÃO MONTAGEM TRANSFORMADOR TRIFÁSICO T…… https://www.youtube.com/watch?v=axfsqETRiHI Figura 12 Fonte: Reprodução Trocando Ideias... Caro(a) aluno(a), visualize o infográfico desta Unidade em seu Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)! Em Síntese Nesta Unidade vimos que a Matemática é fundamental para entender e representar alguns dos fenômenos elétricos e sua aplicação é fundamental para compreensão desta ciência. Também conseguimos obter mais conhecimento teórico e prático a respeito de transformadores, suas características, particularidades e emprego no sistema de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. Seguimos com os estudos na próxima Unidade! Importante! Não deixe de acessar o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), nem de realizar as tarefas e enviar suas dúvidas para o tutor. Acompanhe a trilha de estudos publicada em seu AVA para a próxima Unidade. GUSSOW, M. Eletricidade Básica. 2. ed. São Paulo: Pearson Makron Books, 1997. Instituto de Física de São Carlos – USP. Transferência de potência em circuitos de corrente contínua. Disponível em: . Acesso em: 29/12/2018. NISKIER, J. Instalações elétricas. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2013. PEA EPUSP – Departamento de Engenharia de Energia. Transformadores. Disponível em: . Acesso em: 29/12/2018. Página 2 de 2 📄 Referências