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Aula: tipos de amostras em laboratórios de análises clínicas e 
conservação adequada 
 
1. Introdução 
No contexto de um laboratório de análises clínicas, as amostras são essenciais para o 
diagnóstico e acompanhamento de várias condições de saúde. Estas amostras podem ser 
de diferentes tipos e cada uma exige cuidados específicos, tanto na coleta quanto na 
conservação, para garantir que os resultados dos exames sejam precisos e confiáveis. 
2. Tipos de Amostras em Laboratórios de Análises Clínicas 
2.1. Amostras Sanguíneas 
 Exemplos: Sangue total, plasma, soro. 
 Coleta: Geralmente é realizada por punção venosa. 
 Análises comuns: Hemograma, dosagem de glicose, colesterol, testes de função 
hepática, entre outros. 
 Cuidados de conservação: 
o Sangue total deve ser processado rapidamente para evitar alterações na 
morfologia das células. 
o Plasma e soro devem ser separados da parte celular e armazenados sob 
refrigeração (4°C) ou congelamento, dependendo do exame. 
2.2. Amostras de Urina 
 Exemplos: Urina livre, urina de 24 horas. 
 Coleta: Pode ser realizada por meio de amostra isolada (primeira urina da 
manhã) ou coleta de 24 horas. 
 Análises comuns: Urinálise, cultura de urina. 
 Cuidados de conservação: 
o Deve ser mantida sob refrigeração (4°C) caso não seja possível realizar a 
análise imediatamente. 
o Urinas para cultura devem ser enviadas ao laboratório com o mínimo de 
tempo de transporte possível para evitar crescimento bacteriano. 
2.3. Amostras de Fezes 
 Exemplos: Fezes frescas para exames parasitológicos, coprocultura. 
 Coleta: A coleta deve ser feita em frasco limpo e estéril, com o paciente 
orientado a não misturar fezes com urina ou outros contaminantes. 
 Análises comuns: Exame parasitológico, cultura para bactérias patogênicas, 
pesquisa de sangue oculto. 
 Cuidados de conservação: 
o Amostras para parasitologia devem ser analisadas em até 2 horas após a 
coleta, mas podem ser preservadas com soluções fixadoras. 
o Amostras para cultura devem ser transportadas rapidamente ao 
laboratório, preferencialmente em temperatura ambiente. 
2.4. Amostras de Saliva 
 Exemplos: Saliva para exames genéticos, hormônios ou microbiota oral. 
 Coleta: A coleta é simples, com o paciente esperando que a saliva se acumule 
na boca ou utilizando tubos específicos. 
 Análises comuns: Testes hormonais, testes genéticos. 
 Cuidados de conservação: 
o Deve ser mantida em frascos estéreis e, se necessário, refrigerada para 
evitar deterioração. 
2.5. Amostras de Líquidos Corporais 
 Exemplos: Líquido cefalorraquidiano (LCR), líquido sinovial. 
 Coleta: Geralmente realizada por punção lombar ou por aspiração de 
articulações afetadas. 
 Análises comuns: Exames microbiológicos, análise de células, análise de 
proteínas e glicose. 
 Cuidados de conservação: 
o O LCR, por exemplo, deve ser mantido em temperatura ambiente e 
analisado rapidamente para evitar a proliferação bacteriana ou a 
deterioração das células presentes. 
o O líquido sinovial deve ser processado dentro de poucas horas após a 
coleta. 
3. Importância da Conservação Adequada das Amostras 
A conservação correta das amostras é essencial para a obtenção de resultados analíticos 
precisos e confiáveis. Se uma amostra não for armazenada corretamente, pode ocorrer 
degradação de componentes biológicos, alteração das propriedades da amostra ou 
proliferação bacteriana, levando a resultados incorretos. Para isso, a escolha do método 
de conservação adequado é crucial. 
3.1. Temperatura 
 Refrigeração (4°C): Ideal para a maioria das amostras biológicas que precisam 
ser preservadas por curtos períodos. 
 Congelamento (-20°C ou -80°C): Utilizado para preservar a integridade de 
componentes que podem se degradar a temperaturas mais altas, como proteínas e 
ácidos nucleicos. 
 Temperatura ambiente: Algumas amostras podem ser mantidas em 
temperatura ambiente por curtos períodos, como no caso de amostras de saliva 
ou fezes. 
 
 
3.2. Frascos e Tubos 
 É fundamental que as amostras sejam armazenadas em frascos ou tubos estéreis, 
adequados ao tipo de análise que será realizada. A escolha errada de recipiente 
pode causar contaminação ou interferência nos resultados. 
3.3. Evitar Contaminação 
 Durante a coleta e transporte das amostras, é necessário que todos os 
equipamentos utilizados sejam estéreis. Além disso, o transporte deve ser feito 
em condições que evitem a contaminação externa e a deterioração da amostra. 
4. Cuidados no Transporte de Amostras 
O transporte adequado das amostras entre o local de coleta e o laboratório é um ponto 
crítico para garantir que elas cheguem em boas condições. O uso de caixas térmicas e 
veículos refrigerados pode ser necessário, especialmente para amostras sensíveis como 
o sangue ou líquidos corporais. 
5. Conclusão 
A coleta e a conservação adequadas das amostras são fundamentais para o sucesso das 
análises clínicas. Conhecer os tipos de amostras e as necessidades específicas de 
conservação para cada uma delas é essencial para garantir que os exames realizados no 
laboratório forneçam resultados confiáveis e precisos.

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