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TICS: HIPOVOLEMIA ALUNA: ANNY BIANCA BONFIM VELOSO FALCÃO - T13 DISCIPLINA: CLÍNICA INTEGRADA I PROF: GABRIELLE AGOSTINHO ROLIM MARQUES A diarreia persistente em crianças representa um sério problema de saúde pública, sendo a desidratação uma das principais causas de morte. A reposição hidroeletrolítica adequada é fundamental para evitar complicações e garantir a recuperação dessas crianças. Fisiopatologia da Desidratação: A diarreia causa perda excessiva de água e eletrólitos, levando à desidratação. A gravidade da desidratação depende da quantidade de líquido perdida, da duração da diarreia e da idade da criança. A desidratação pode ser classificada em leve, moderada ou grave, com diferentes manifestações clínicas. Objetivos da Reposição Hidroeletrolítica: ● Corrigir o déficit hídrico; ● Manter o equilíbrio eletrolítico; ● Prevenir complicações, como choque hipovolêmico e disfunção orgânica. Para reidratar crianças em casos de diarreia persistente, é essencial utilizar a Terapia de Reidratação Oral (TRO), que permite a reposição hídrica segura e eficaz, especialmente em casos leves a moderados. A TRO consiste na administração de soluções contendo água, eletrólitos (principalmente sódio e potássio) e glicose, que favorecem a absorção de sódio e água no intestino. Passos para a reidratação ideal: 1. Avaliação Inicial: • Estado de desidratação: Verifique sinais de desidratação (olhos fundos, boca seca, pele ressecada, letargia). • Classificação da desidratação: Classifique em leve, moderada ou grave para guiar o tratamento (PLANO A, B ou C). 2. Terapia de Reidratação Oral (TRO): • Solução padrão: Use solução de reidratação oral (SRO) que contenha 75 mEq/L de sódio e 75 mmol/L de glicose, recomendada pela OMS. • Administração: Em casos de desidratação leve a moderada, ofereça a solução oral em pequenas quantidades (5-10 ml a cada 1-2 minutos) para minimizar o risco de vômitos. 3. Volume a ser administrado: • Reidratação inicial: Administre 50-100 ml/kg de SRO nas primeiras 4 horas, ajustando de acordo com a gravidade da desidratação. • Manutenção: Após a fase inicial, continue oferecendo SRO em quantidades menores após cada evacuação diarreica (10 ml/kg para crianças com menos de 2 anos e 100-200 ml para crianças de 2 a 10 anos). 4. Monitoramento e ajustes: • Reavalie a criança a cada 4 horas e ajuste o volume da SRO conforme a resposta e a melhora dos sinais de desidratação. 5. Casos graves: • Para casos de desidratação grave, onde há choque hipovolêmico ou incapacidade de ingestão oral, inicie a reidratação venosa imediatamente com solução de Ringer Lactato ou solução fisiológica, até que a criança possa tolerar a SRO. Orientações adicionais: • Amamentação e alimentação: Sempre que possível, continue a amamentação e retome a alimentação após a fase inicial de reidratação. • Prevenção de recorrência: Ensine as famílias sobre a higiene e o preparo adequado de alimentos e água para evitar recorrência de diarreia. Essa abordagem garante que a criança receba a quantidade adequada de líquidos e eletrólitos, reduzindo o risco de complicações associadas à hipovolemia e prevenindo novas desidratações. REFERÊNCIAS: DynaMed. Acute Diarrhea in Children. EBSCO Information Services. Accessed 13 de novembro de 2024. https://www.dynamed.com/approach-to/acute-diarrhea-in-children DynaMed. Dehydration and Hypovolemia in Infants and Children. EBSCO Information Services. Accessed 13 de novembro de 2024. https://www.dynamed.com/condition/dehydration-and-hypovolemia-in-infants-and-children https://www.dynamed.com/approach-to/acute-diarrhea-in-children