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GOVERNO DE SERGIPE SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, DO ESPORTE E DA CULTURA DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO – DRE’3 – ITABAIANA/SE COLÉGIO ESTADUAL GUILHERME CAMPOS Rua General Siqueira de Menezes, 361 Campo do Brito- Sergipe Fone: (79) 3443-2360 PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO Campo do Brito/SE GOVERNO DE SERGIPE SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, DO ESPORTE E DA CULTURA DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO – DRE’3 – ITABAIANA/SE COLÉGIO ESTADUAL GUILHERME CAMPOS Rua General Siqueira de Menezes, 361 Campo do Brito- Sergipe Fone: (79) 3443-2360 DIREÇÃO: HELIANA MEIRELES DOS SANTOS BRITO SECRETÁRIO: DIOGO LUIZ PASSOS ROCHA COORDENADORES: JACKELINE ANDRADE SANTOS MACELO SANTANA SALES MILITÃO ALVES DE ANDRADE PERÍODO DE EXECUÇÃO: 2021 GOVERNO DE SERGIPE SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, DO ESPORTE E DA CULTURA DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO – DRE’3 – ITABAIANA/SE COLÉGIO ESTADUAL GUILHERME CAMPOS Rua General Siqueira de Menezes, 361 Campo do Brito- Sergipe Fone: (79) 3443-2360 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO .............................................................................................................................................4 1 - JUSTIFICATIVA ............................................................................................................................................5 2 - REFERENCIAL TEÓRICO .............................................................................................................................16 3 - IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO EDUCACIONAL E DA MANTENEDOR ......................................................233 4.1 - ORGANIZAÇÃO CURRICULAR E METODOLÓGICA ...................................................................................288 5 - ESTRUTURA CURICULAR ...........................................................................................................................40 6 - IN (FORMAÇÕES) e PRESSUPOSTOS PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM...................................................43 7 - TIPOS DEAULA...........................................................................................................................................45 8 - TRABALHANDO AVALIÇÃO E FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO COLÉGIO ............................................49 PLANO DE AÇÃO ......................................................................................................................................50 PROJETOS REALIZADOS NA ESCOLA.........................................................................................................79 ENSINO FUNDAMENTAL MENOR ....................................................................................................80 ENSINO FUNDAMENTAL MAIOR, ENSINO MÉDIO CONVENCIONAL, NOVO ENSINO MÉDIO CONVENCIONAL E EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJAEM) ......................................................................................89 9 - AVALIAÇÃO ...............................................................................................................................117 10 - COMO OS ALUNOS SE BENEFICIAM COM O USO DAS NOVAS METODOLOGIAS DE APRENDIZAGEM NA SALA DE AULA? ....................................................................................................................................................124 11 - ESTRATÉGIAS E CRONOGRAMA DE ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PPP ...................................126 12 - METODOLOGIAS ATIVAS COMO FERRAMENTA INDISPENSÁVEL ............................................................130 13 - CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................................................................148 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO .....................................................................................................................149 ANEXOS.......................................................................................................................................................152 4 APRESENTAÇÃO O Colégio Estadual Guilherme Campos, circunscrito à Diretoria Regional de Educação – DRE’ 3, apresenta o Projeto Político Pedagógico, que, seguindo as orientações do Referencial Curricular de Sergipe, elaborou o currículo assegurando os direitos de aprendizagens e as competências gerais contempladas na BNCC para a Educação Básica. O presente documento foi resultado de momentos de discussões e reflexões com a comunidade escolar, à luz da diretriz constitucional, não apenas para adequações à BNCC, mas também para discutir sobre a realidade, necessidades e anseios da escola, tendo em vista a visão dos Profissionais da Educação que compreendem a escola como um lugar privilegiado para realizar um trabalho pedagógico, visando à formação integral dos cidadãos de modo a torná-los críticos, participativos e criativos para fazer face às demandas cada vez mais complexas da sociedade moderna e buscando o exercício da cidadania por meio da participação e reflexão da realidade da comunidade escolar. Toda escola tem objetivos que deseja alcançar, metas a cumprir e sonhos a realizar. O conjunto dessas aspirações, bem como os meios para concretizá-las, é o que dá forma e vida ao projeto político-pedagógico. Esse Projeto Político Pedagógico e seus instrumentos de execução são elaborados com a participação da comunidade escolar e com base na legislação de ensino em vigor. Aqui, estão representadas as vozes de todos que integram a comunidade escolar, da equipe gestora, dos estudantes, dos professores, dos demais profissionais da educação e os pais ou responsáveis legais pelos estudantes. O Projeto Político Pedagógico é um instrumento da gestão que expressa à proposta educativa da instituição, define o rumo, a intenção e os processos que serão utilizados para cumprir as metas e objetivos estabelecidos sendo que, o mesmo estará em permanente avaliação e reelaboração. No sentido etimológico, Projeto significa “...lançar para adiante, plano, intento, desígnio, empresa, empreendimento. Redação provisória de lei. Plano geral de edificação” (FERREIRA 1975, p 1144). O termo político refere-se ao fato de o projeto estar vinculado a um compromisso socioeconômico, com vistas à formação da cidadania e o pleno exercício desta. Já o termo pedagógico diz respeito à intencionalidade da escola, a qual define ações educativas necessárias para o cumprimento dessa intencionalidade. Segundo Vasconcellos (2004, p.19), discutindo sobre redundância da presença das palavras Político e Pedagógico, no termo Projeto Político-Pedagógico. Ele afirma que: [...] consideramos importante manter o “político” para jamais descuidarmos desta dimensão tão decisiva do nosso trabalho, não nos esquecermos dos coeficientes de poder presente nas práticas educativas e nas suas interfaces com a sociedade [...] não perdemos de vista que a algum interesse político nós sempre servimos, que não há neutralidade; se não temos um projeto explícito e assumido, com certeza estamos seguindo um projeto de alguém. O Colégio Estadual Guilherme Campos entende que não se constrói um projeto sem uma direção política, um norte, um rumo. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é também 5 político. Por isso, o Projeto Político Pedagógico é sempre um processo inconcluso, uma etapa em direção a uma finalidade que permanece como horizonte da escola. 1 - JUSTIFICATIVA O Colégio Estadual Guilherme Campos tem como função principal respeitar e valorizar as experiências de vida dos educandos e de suas famílias. O Projeto visa superar os conflitos, acabar com as relações competitivas vai além das atividades acadêmicas em busca do significado da ação educacional para a integração social. Ensino Fundamental Todos os processos educacionais dessa etapa estão voltados para a inserção do estudante na vida em sociedade, valorizando a busca constante do conhecimento e da emancipação, o que já está expresso na progressão das competências e habilidades ano a ano. Essa é uma tarefa desafiadora para todos os educadores, principalmente, no aspecto de que a escola, enquanto instituição social, precisa resgatar a sua importância na vida dos estudantes. Essa realidade expressa a urgência de uma proposta curricular em que a aquisição das diversas competências (emocionais, culturais, sociais, intelectuais, políticas) minimizará o descompasso à progressão da aprendizagem e na permanência do estudante na escola. A (re) construção dos currículos escolares, a escolha das estratégias específicas que venham a garantir o direito de todos à educação, contribuindo para a inclusão de parcela da população que historicamente não tem seu direito reconhecido, é uma das medidas para fortalecimento da educação de Sergipe, segundo o Plano Estadual da Educação – PEE. No que tange à responsabilidade da escola, na intenção de erradicar a distorção idade/ano, revelada nos dados atuais de Sergipe (21% para os anos iniciais/2017 – INEP/Indicadores Educacionais – Anexo 4)) e minimizar os altos índices de reprovação e abandono (Anexos 5 e 6) a atuação dos profissionais pautar-se-á no exercício do planejamento educacional intencional, significativo e contemporâneo. Ao partir do pressuposto de que cada estudante expressa o saber construído de forma singular, o critério avaliativo deverá estar alinhado a uma perspectiva do acolhimento do sujeito com suas peculiaridades e sinéreses do desenvolvimento, respeitando e oportunizando, nesse processo, a evolução das operações do pensamento, descritas por Benjamin Bloom (1956) em sua Taxonomia: Reconhecer, compreender, aplicar, analisar, sintetizar, avaliar, privilegiando o 37 que preconiza a essência, descrita no Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional Sobre Educação para o Século XXI, de Jacques Delors, entre 1992 e 1996, em que a construção do sujeito aprendiz perpassa pelo conhecer, fazer, conviver e ser. Importante ressaltar que a reconstrução curricular, para Sergipe, pautada à luz da BNCC, impactará numa mudança de paradigma, em que o foco será a formação integral do estudante por meio de competências a serem desenvolvidas, considerando- o como sujeito de aprendizagem. A motivação para a construção deste material intitulado Proposta Curricular dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental surgiu da necessidade do Colégio Estadual Guilherme Campos organizar, revisar e atualizar os documentos orientadores em uso, repensando o currículo da unidade, tendo em vista a necessidade de promover o diálogo das experiências pedagógicas e construção do PPP- construídas pelos nossos professores e equipe pedagógica que atuam nas turmas do 1º ao 5º ano - com os documentos normatizadores do Ministério da Educação. O ponto de partida dessa construção foi a leitura e análise dos documentos nacionais da BNCC e Currículo Sergipano, referência desta etapa de escolarização. Objetivo geral Desenvolver a capacidade de aprendizagem, utilizando como meios as mais diversas formas de conhecimento cognitivo e metodologias ativas, além de despertar nos estudantes habilidades que os façam ser protagonistas do próprio conhecimento e saibam se colocar no lugar do outro sempre. Objetivos específicos Compreender o ambiente natural, social, político e cultural no qual se integra de forma ativa; Expressar-se utilizando diferentes linguagens: verbal, matemática, gráfica, plástica e corporal, para comunicar emoções, ideias e valores, reconstruindo e dando novos significados à realidade; Valorizar povos e culturas em tempos e espaços diferentes com linguagens e valores específicos, estabelecendo relações que desenvolvam sua identidade social; Conhecer, construir, divulgar e vivenciar valores no cotidiano escolar, favorecendo a prática da cidadania, na busca de qualidade de vida; Promover o desenvolvimento integral através da construção de conhecimentos, habilidades, aprendendo a aprender; 38 Incentivar a participação de todos os envolvidos na comunidade escolar, nos eventos sócio – político - culturais promovidos pela instituição com o objetivo de uma maior integração; Considerar as diferentes opiniões dos grupos, buscando contínua atualização e qualificação; Melhorar os índices de proficiência em leitura, escrita e matemática; Estimular a construção dos projetos de vida dos estudantes Elevar os índices de participação e aproveitamento nas avaliações externas oficiais Reduzir os índices de alunos em distorção idade-ano Fomentar e organizar momentos de estudos de formação continuada e troca de experiências. Ensino Médio Convencional e EJAEM O PPP do Colégio Estadual Guilherme Campos diferencia o Ensino Médio do EJAEM apenas em questão cronológica, visto que o primeiro tem duração de três anos e o outro passa a ter duração de 18 meses , sendo que ambos objetivam aprimorar os conhecimentos obtidos pelos estudantes no ensino fundamental I e II, além de prepará-los para o mercado de trabalho, seja para ingressar imediatamente em uma profissão (possível com a união entre ensino médio e técnico) ou conseguir uma vaga numa Universidade e assim construir aos poucos uma carreira de nível superior. Durante o ensino médio o adolescente/adulto já possui mais independência e está apto para tomar suas próprias decisões. Sendo assim, todo o esforço envolvendo os estudos deve partir dele, e não dos professores, que estão nas salas de aula prontos para ensinar e auxiliar no processo, mas só isso: estudar nas horas vagas, desenvolver trabalhos e pesquisas e investir no futuro profissional só o aluno pode fazer. Nesse sentido, a estruturação do ensino médio deve ser planejada sempre em consonância com as características sociais, culturais e cognitivas do sujeito, o referencial desta última etapa da Educação Básica: adolescentes, jovens e adultos. Para tanto, deve-se estar consciente do fato de que cada um desses tempos de vida tem a sua própria singularidade, como síntese do desenvolvimento biológico e da experiência social condicionada historicamente. Por https://www.educamaisbrasil.com.br/o-que-e-curso-tecnico https://www.educamaisbrasil.com.br/o-que-e-curso-tecnico 39 outro lado, se a construção do conhecimento científico, tecnológico e cultural é também um processo sócio-histórico, o ensino médio pode configurar-se como um momento em que necessidades, interesses, curiosidades e saberes diversos confrontam-se com os saberes sistematizados, produzindo aprendizagens socialmente e subjetivamente significativas. Num processo educativo centrado no sujeito, o ensino médio deve abranger, portanto, todas as dimensões da vida do sujeito, possibilitando o desenvolvimento pleno das potencialidades do educando. Objetivos específicos Consolidar o processo de transição para o Ensino Médio, com foco na preparação para o vestibular e para o ENEM, trabalhar com orientação vocacional e orientação para uma educação empreendedora; Preparar os alunos para que alcancem os melhores resultados em concursos externos e aprimorem a disciplina, a autonomia, os hábitos de estudo e trabalhar com a orientação profissional. Atingir as metas propostas pela escola para que o aluno ao concluir o ensino médio, tenha condições de prosseguir seus estudos os vestibulares e principalmente para a preparação para o exame nacional do ensino médio – ENEM. Novo Ensino Médio Convencional A Lei nº 13.415/2017 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e estabeleceu uma mudança na estrutura do ensino médio, ampliando o tempo mínimo do estudante na escola de 800 horas para 1.000 horas anuais (até 2022) e definindo uma nova organização curricular, mais flexível, que contemple uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a oferta de diferentes possibilidades de escolhas aos estudantes, os itinerários formativos, com foco nas áreas de conhecimento e na formação técnica e profissional. A proposta atual da BNCC, aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), mobiliza conhecimentos de todos os componentes curriculares em suas competências e habilidades e, portanto, torna seu desenvolvimento obrigatório. Os currículos de referência das redes e os Projetos Pedagógicos das escolas que irão definir a organização e a forma de ensino dos conteúdos e conhecimentos de cada um desses componentes, considerando as particularidades e características de cada região. Por isso, A escola deverá criar os espaços e tempos de diálogo com os estudantes, mostrando suas possibilidades de escolha, avaliando seus 40 interesses e, consequentemente, orientando-os nessas escolhas. Ou seja, é fundamental trabalhar o desenvolvimento do projeto de vida dos estudantes, para que sejam capazes de fazer escolhas responsáveis e conscientes, em diálogo com seus anseios e aptidões. Para isso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Art. 61, IV) permite a atuação dos profissionais com notório saber exclusivamente para atender a formação técnica e profissional e estes profissionais deverão ser reconhecidos pelos respectivos sistemas de ensino, para ministrar conteúdos de áreas afins à sua formação ou experiência profissional, atestados por titulação específica ou prática de ensino em unidades educacionais da rede pública ou privada ou das corporações privadas em que tenham atuado. Objetivo geral Garantir a oferta de educação de qualidade à todos os jovens brasileiros e aproximar as escolas à realidade dos estudantes de hoje, considerando as novas demandas e complexidades do mundo do trabalho e da vida em sociedade. Objetivos específicos Consolidar o processo de transição para o Ensino Médio, com foco na preparação para o vestibular e para o ENEM, trabalhar com orientação vocacional e orientação para uma educação empreendedora; Ofertar a chance do aluno se aprofundar nos conhecimentos de uma área do conhecimento (Matemáticas e suas Tecnologias, Linguagens e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas) e da formação técnica e profissional (FTP) ou mesmo nos conhecimentos de duas ou mais áreas e da FTP; Garantir que os estudantes diferentes situações de aprendizagem e desenvolvam variadas habilidades; Desenvolver habilidades centradas nas avaliações externas e que estão associadas aos quatro eixos estruturantes: investigação cientifica, processos criativos, mediação e intervenção sociocultural e empreendedorismo. 5- ESTRUTURA CURRICULAR O Colégio Estadual Guilherme oferta as seguintes disciplinas: Ensino Fundamental Menor: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, Geografia, História, Arte, Educação Física, Ensino Religioso. 41 Ensino Fundamental Maior: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, Geografia, História, Arte, Educação Física, Ensino Religioso, Inglês, Produção Textual e Sociedade e Cultura. Ensino Médio Convencional: Língua Portuguesa, Matemática, Biologia, Geografia, História, Arte (apenas 1ª série), Educação Física, Química, Espanhol, Inglês, Filosofia e Sociologia. Novo Ensino Médio Convencional Nossa instituição de ensino tem autonomia para definir quais os itinerários formativos serão ofertados, considerando um processo que envolva a participação de toda a comunidade escolar. Formação geral básica: Língua Portuguesa, Matemática, Biologia, Geografia, História, Arte, Educação Física, Química, Inglês, Filosofia e Sociologia. Itinerários formativos: - Bloco 1: Itinerários Formativos Comuns e Integrados (IFC): De matrícula obrigatória para todos os estudantes de Ensino Médio da rede, seu objetivo é balizar e promover a maturação das escolhas do estudante no segundo bloco de flexibilização curricular; - Bloco 2: Itinerários Formativos de Área (IFA): Com foco no aprofundamento do conhecimento de área que o estudante escolhe, de acordo com seu plano individual de curso. Nos dois blocos, reforçamos que os quatro Eixos Estruturantes devem ser percorridos em sua totalidade e que são complementares. Por isso, é importante que os Itinerários Formativos incorporem e integrem todos eles, a fim de garantir que os estudantes experimentem diferentes situações de aprendizagem e desenvolvam um conjunto diversificado de habilidades relevantes para sua formação integral. Para o Ensino Médio Convencional, com 3000 horas, cada bloco possui 600 horas-720 módulos/aulas, composto por Unidades Curriculares/Atividades Integradoras que devem ser cursadas na ordem que aparece na Matriz Curricular. Bloco 1 - Itinerários Formativos Comuns e Integrados (IFC) Para o Ensino Médio Convencional, com 3000 horas, corresponde ao conjunto das Atividades Integradoras Eletivas e demais Unidades Curriculares que totalizam 600 horas-720 módulos/aulas e que devem ser cursadas por todos os estudantes de Ensino Médio da Rede Estadual. Elas estão divididas em: Grupo 1: composto pelas Atividades Integradoras ELETIVAS, que podem ser de qualquer uma das áreas do conhecimento e Formação Técnica e Profissional e que garantem a presença de pelo menos cada um dos Eixos Estruturantes na formação dos estudantes. Estão 42 incluídas nessa classificação todas as atividades ligadas a uma ou mais Áreas do Conhecimento e à Formação Técnica Profissional. Ex: Cursos FIC, Atividades Científicas, Tecnológicas e Socioculturais, desde que atendidas as exigências dos Itinerários Formativos e respectivos Eixos Estruturantes com suas habilidades; e pelas Atividades Integradoras Complementares, que serão contabilizadas no Histórico Escolar e serão ofertadas quando o estudante matriculado no Ensino Médio Convencional desejar cursar outras atividades que extrapolam a carga horária mínima de 1200h nos Itinerários Formativos. - Grupo 2: composto pelas Unidades Curriculares que integram os Eixos Estruturantes, tais sejam: Projeto de Vida - que está presente em todos os anos do EM; Expressão Escrita, Expressão Matemática e Estudo Orientado; e Língua Espanhola (como segunda Língua Estrangeira de oferta prioritária), que não está contemplada na BNCC. ii. Bloco 2 - Itinerários Formativos de Área (IFA) Para o Ensino Médio Convencional, com 3000 horas, esse bloco agrega as Atividades Integradoras de Aprofundamento que totalizam as 600 horas-720 módulos/aulas que o estudante deverá cursar de acordo com sua escolha, a partir da 2a série, dentro do seu plano individual de curso, referente a cada uma das Áreas do Conhecimento propedêuticas e/ou Formação Técnica e Profissional. Inicialmente, as Atividades Integradoras de Aprofundamento ofertadas pela Rede serão as que constam no Catálogo de Itinerários Formativos, construído pela equipe ProBNCC no Currículo de Sergipe - Etapa do Ensino Médio. Posteriormente, as Instituições Educacionais poderão elaborar seus próprios Organizadores Curriculares de Itinerários Formativos (Planos de Atividade Docente), de acordo com as concepções e formato do Currículo de Sergipe. Importante salientar que, em cumprimento ao art. 26, § 3º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional (Lei nº 9394/96), a prática da Educação Física, como componente curricular obrigatório, somente será facultativa, independentemente do turno de estudo, para os alunos que: • Cumpram uma jornada de trabalho igual ou superior a seis horas; • Sejam maiores de trinta anos de idade; • Encontrar-se prestando serviço militares inicial ou em situação similar, estejam obrigados à prática da Educação Física; • Amparados pelo Decreto-Lei nº 1.044, 21/10/1969; • Tenham prole. 43 Observação: A Matriz Curricular detalhada de todas as modalidades encontra-se em anexo. 6 - IN (FORMAÇÕES ) e PRESSUPOSTOS PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM A aprendizagem é um processo ativo resultante de processos internos ou de atividade mental construtiva do sujeito. Outra pessoa pode nos ensinar, mas ninguém pode aprender por nós. A aprendizagem de novos conteúdos implica uma série de processos, tais como selecionar informação, estabelecer relações, deduzir, induzir etc. Aprender desde este ponto de vista significa que se produz uma mudança não apenas no que diz respeito às informações ou aos conhecimentos que se têm sobre um aspecto da realidade, mas também nas possibilidades de continuar aprendendo. A aprendizagem é um processo individual Aprender não é copiar a realidade ou a informação externa sem alterá-la, mas desenvolver uma representação pessoal e única de tal realidade. Esta representação não ocorre no vazio, mas tem como base os conhecimentos anteriores, experiências e motivações de cada pessoa, o que faz com que, em cada caso, o processo de aprendizagem seja único, sem condições de repetir-se. Aprender implica, portanto, atribuir sentido e construir significados em relação ao novo conteúdo objeto de aprendizagem, estabelecendo vínculos entre tal conteúdo e o que já sabemos. Mesmo que um grupo de crianças ou de adultos fosse submetido a uma mesma experiência, a aprendizagem seria diferente para cada indivíduo. Isto porque cada pessoa, criança ou adulto, incorpora a cada situação uma combinação singular de experiências anteriores. A aprendizagem é um processo social Apesar da aprendizagem ser um processo interno e individual, isto acontece a partir dos processos de interação social com outras pessoas, sejam adultos ou crianças. Segundo Vygostky, todas as funções psicológicas superiores aparecem, primeiro, no plano da interação social ou inter-psicológica, estabelecida entre a criança e os diferentes agentes educativos, para depois passar ao plano individual ou intra-psicológico. Quer dizer, o que a criança pode fazer, em um primeiro momento, com a ajuda de outros, por meio da interação social, depois é capaz de fazer por si só. A chamada “zona de desenvolvimento próximal” localiza-se entre o que o aluno(a) é capaz de fazer com a ajuda de outros e o que pode fazer por si mesmo. A educação deve intervir na zona de desenvolvimento próximal, no que se refere às atividades que o 44 aprendiz ainda não é capaz de realizar por si só, mas que poderá chegar a realizar se receber a ajuda necessária. A natureza social da aprendizagem reflete-se no fato de que muitas aprendizagens ocorrem em grupos. Compartilhar a aprendizagem com outros pode tornar-se algo estimulante e enriquecedor. Aprendizagem significa mudança Aprender de forma significativa implica modificar os esquemas anteriores em função de uma nova ideia, fato ou informação, para chegar a uma nova conceituação, mais ampla e rica em matizes. Para que isto aconteça, é preciso que a nova informação ou experiência provoque um conflito ou desequilíbrio nos conhecimentos e estruturas que já possuímos, de tal forma que nos obrigue a revisá-los e modificá-los, descartando dados, combinando informações, ampliando compreensões. Se os novos conteúdos mostram-se excessivamente distanciados dos conhecimentos anteriores, ou já são conhecidos, os conhecimentos prévios não serão alterados. A mudança de esquemas prévios implica, consequentemente, um processo de equilíbrio inicial – desequilíbrio – reequilíbrio posterior. Na língua chinesa, o sinal escrito para expressar mudança é uma combinação de dois outros que significam dor e oportunidade. Na condição de adultos, cabe-nos a responsabilidade de tornar exequível para cada criança, o equilíbrio entre ambos os aspectos. Para nós, a aprendizagem também pode significar mudanças dolorosas. Por vezes, temos que abandonar convicções profundamente arraigadas. O desafio da mudança mediante a aprendizagem pode ser experimentado como algo estimulante ou intimidante. Frequentemente, acontece ambos. A aprendizagem nunca é completa A aprendizagem significativa é, por definição, uma aprendizagem compreensiva e interrelacionada, sendo que, diferentemente da aprendizagem do tipo mecânico e repetitivo jamais termina porque é suscetível a distintos níveis de aprofundamento. Os adultos continuam desenvolvendo a compreensão à medida que se confrontam novas ideias com conhecimentos prévios. As ideias antigas podem ser modificadas à luz de novas experiências, daí a sensação de que quanto mais sabemos sobre um assunto, mais conscientes estamos quanto ao que nos resta a aprender. A aprendizagem poder ser agradável Trata-se de algo de que muitos adultos duvidam seriamente, ao recordarem seus anos escolares. A aprendizagem pode ser difícil, mas, ao mesmo tempo, agradável. Até mesmo 45 cometer erros pode ser estimulante. Quantas vezes uma pessoa cai ao aprender a andar de bicicleta? É preciso levar em conta que com os erros também se aprende. Os aspectos afetivos e emocionais têm grande influência na aprendizagem. A predisposição favorável para aprender e a autoestima são condições essenciais para construir aprendizagens significativas. Se os aluno(a)s se sentirem queridos e valorizados e se as situações de ensino forem prazerosas, mais facilmente estarão predispostos a aprender. A Pirâmide da Aprendizagem A Pirâmide da Aprendizagem, primeiramente chamada de Cone da Experiência, traz a percepção de Edgar Dale (1946), especialista em educação áudio visual, sobre a média de apreensão das informações mediadas em função do tipo de método utilizado (Figura 1). Percebe-se que quanto mais ativo o estudante for em suas práticas acadêmicas, maiores são possibilidades de aprendizagem real e significação social (LALLEY; MILLER, 2007, p.68). 7- TIPOS DE AULAS Antes de tudo, é importante entender o que é afetividade. Diferentemente do que se entende por convenção, afetividade não é sinônimo de constante adoração. Na verdade, os indivíduos podem ser afetados tanto negativamente quanto positivamente. Ser afetivo, portanto, é compreender que existem sensações boas e ruins e que ambas podem ser utilizadas para 46 favorecer o desenvolvimento do aluno. O francês Henri Wallon, importante nome nos estudos acerca da afetividade e educação, destaca o afeto como um reflexo da interação, seja do meio externo quanto interno. Além disso, ela evolui com o passar do tempo e resulta de fatores corporais e sociais. Ter afetividade em meio escolar envolve relacionar na prática pedagógica: Além desse aspecto de conhecimento, o ambiente escolar afetivo prepara os estudantes para a ação cidadã, constituindo uma sociedade mais junta e transformadora Uma aula, qualquer que seja, é afetiva, porém o professor, ao se impor enquanto educador afetivo, reconhece o papel das emoções para a aprendizagem e possui destreza para manuseá-las a favor do saber. A escola, portanto, caso almeje pela formação integral dos estudantes, deve priorizar abordagens amplas que valorizam o sentimento. AULA HUMANISTA Uma abordagem muito difundida, pioneira em colocar o aluno como protagonista, é a Humanista. De acordo com essa noção didática, o indivíduo motivado é aquele que melhor aprende. Há um destaque ao convívio com o outro, às predileções singulares, além de um respeito por parte da instituição quanto ao que o aluno aspira. A partir da consciência autônoma, os alunos atribuem significado às aprendizagens, possuindo liberdade escolher o que será desenvolvido. Um grande diferencial dessa concepção é a motivação: fazer com que as pessoas sejam felizes com seus caminhos. Quando há opção para escolha, o indivíduo convive melhor com seu caminho percorrido, uma vez que não necessita ser nada além do que é pessoalmente ansiado. Por meio do desenvolvimento do senso de autenticidade, o aluno é guiado por seus impulsos singulares, não sentindo necessidade de “ter” o que não faz parte de seu imaginário próprio. Interessante destacar que o conhecimento nessa abordagem não é finito. Ele, na verdade, é configurado como dinâmico e em constante alteração, ou seja, nunca é adquirido completamente. A ideia é que a busca por aprender seja o motivador, não a quantidade de saberes acumulados. Como é a aula humanista? A aula humanista não é centrada na figura do educador. Na verdade, o profissional assume o papel de facilitador da aprendizagem, buscando sempre aceitar e confiar em seus alunos. Já aos estudantes, cabe direcionar sua própria aprendizagem, ou seja, são eles quem pesquisam e definem o que vão aprender. 47 Como é a escola humanista? Na escola humanista, há um grande respeito ao aluno. O ideal é que a instituição de ensino busque oferecer meios para que o aluno se desenvolva de forma autônoma. A gestão é democrática, em que todos os envolvidos empenham funções importantes para a manutenção da escola. Tanto alunos e professores quanto coordenador, diretor, demais funcionários, pais e responsáveis são responsáveis por estabelecer um clima propicio para a aprendizagem. AULA COGNITIVISTA O cognitivismo trouxe muitas contribuições para a educação, principalmente no que diz respeito a como as crianças e os adolescentes aprendem. A ideia dessa abordagem, que tem Piaget como um dos precursores, é destacar em processos cognitivos e na investigação científica. Essa abordagem entende a força da interação e considera seu impacto no processo de ensino-aprendizado. A noção de conhecimento na perspectiva cognitivista leva em consideração a afetividade, uma vez que toda e qualquer atividade humana a envolve. De acordo com estudos piagetianos, há duas fases de aquisição do conhecimento: Exógena, que envolve cópia e repetição. Endógena, relacionada à compreensão das relações, das combinações. Nesta abordagem, o aluno reinventa o mundo. A autonomia intelectual garante que o aluno aprenda por meio da socialização. Por aprendizagem, tem-se o desenvolvimento da singularidade e de aspectos instrumentais do campo da lógica e do raciocínio. Como é a aula cognitivista? A aula baseada na abordagem cognitivista está envolvida em princípios de liberdade para o aluno e na priorização do trabalho com conceitos. As atividades mais comuns nessa aula estão ligadas a pesquisa, a investigação e a solução de problemas. O clima de troca de saberes não envolve apenas professor e aluno: alunos colaboram entre si, compartilhando e discutindo aprendizados. O professor deve provocar desequilíbrios e permitir que os alunos “quebrem a cabeça” e “coloquem a mão na massa”, assumindo o papel de orientador da aprendizagem das turmas. Como é a escola cognitivista? Em suas veias, a escola cognitivista é democrática e flexível às mudanças que podem ser demandadas. Apesar de existir uma noção de liberdade, existem regras definidas por e para todo o grupo de pessoas que compõem a instituição. O ambiente escolar é propiciou ao desenvolvimento integral, permitindo que os alunos progridam 48 quanto suas várias inteligências (seja motora, verbal e mental). O objetivo envolve a formação integral para que o aluno seja capaz de realizar intervenções na sociedade. AULA SOCIOCULTURALISTA A educação sociocultural leva em conta muito das contribuições de Paulo Freire. Parte de seu ideal liga-se a permitir que a cultura e os processos culturais sejam construídos e modificados pelas pessoas de forma abrangente. Com esse objetivo, a educação é uma forma de conscientização, que representa o motor para a ação humana na transformação de sua realidade. Por conscientização, entende-se a capacidade dos alunos — e de todos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem — para refletirem de forma crítica. Quando os indivíduos conseguem enxergar os fatos de forma consciente, eles são motivados a elaborar propostas de intervenção e alterá-los. Com isso, o conhecimento não é marcado por um fim, mas por seu processo cíclico, visto que as novas realidades produzidas são novamente objeto de reflexão. Por meio da educação, ocorre a transformação de indivíduos em sujeitos. Os sujeitos, possuintes de consciência crítica, possuem poder de escolha, de decisão, aproximando-os da liberdade. Por esse motivo, essa abordagem também é chamada de Libertadora por alguns estudiosos. Como é a aula socioculturalista? A aula libertadora envolve compreender o lugar na sociedade no qual os alunos (e a instituição) estão inseridos. Assim, parte-se do assujeitamento para a conscientização. O professor, então, questiona os fatos juntos do aluno. Nesse processo, é fundamental valorizar a cultura e a linguagem do aluno, aproximando-o do processo de aprendizagem. Toda a didática da aula é baseada no diálogo e em seus desdobramentos. Como é a escola socioculturalista? A escola pautada na abordagem libertadora é marcada pela esperança: há nela o desejo por um mundo mais justo e unido. Sendo assim, a instituição permite e incentiva o crescimento tanto dos profissionais da educação quanto dos alunos. Qualquer onda opressora é combatida, visto que o ambiente que oprime é o maior inimigo da liberdade almejada por essa abordagem. As decisões escolares são dadas de modo horizontal, promovendo o diálogo como forma de resolução de entraves e conflitos. O processo de ensino aprendizagem tem sido aplicado segundo diferentes enfoques a depender dos professores. Essa reflexão auxilia no entendimento do papel da didática para a formação do educador e sua importância nas atividades de ensinar e aprender. Vale esclarecer que, no nosso entender, o processo de ensino e aprendizagem é composto de duas partes: 49 ensinar, que exprime uma atividade, e aprender, que envolve certo grau de realização de uma determinada tarefa com êxito. Os referenciais teóricos desse processo são analisados e comparados em 4 aspectos relevantes: a escola, o aluno, o professor e o processo ensino aprendizagem. Das diferentes abordagens do processo de ensino e aprendizagem, temos: a abordagem tradicional, em que o professor é o transmissor dos conteúdos aos alunos. Mas predomina como autoridade; temos a comportamentalista, em que o educador que seleciona, organiza e aplica um conjunto de meios que garantem a eficiência e eficácia do ensino; a humanista, em que o professor é o facilitador da abordagem e o conteúdo é selecionado de acordo com os interesses do aluno; a cognitivista, em que o professor cria situações desafiadoras e desequilibradas, pela orientação e estabelece condições de reciprocidade e cooperação ao mesmo tempo moral e racional, baseado no ensaio e no erro, na pesquisa e na investigação facilitando o “aprender e o pensar”. Trabalhos em equipe e jogos; e sociocultural, em que o professor é o educador que direciona e conduz o processo de ensino e aprendizagem. Ambos se posicionando como sujeitos do ato de conhecimento. Relação horizontal entre professor e aluno. Considerando esse histórico de modelos de aulas, adotamos os processos de ensino- aprendizagem que se fundamentem, predominantemente, na abordagem sociocultural. Para Paulo Freire, a educação assume carácter amplo, não restrita à escola em si e nem em um processo de educação formal, ou seja, o ambiente escolar deve ser um local onde seja possível o crescimento mútuo, do professor e dos alunos, no processo de conscientização, o que implica uma escola diferente da que se tem atualmente, com seus currículos e prioridades. 8 - TRABALHANDO AVALIÇÃO E FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO COLÉGIO A formação continuada de professores é o processo permanente de aperfeiçoamento dos saberes necessários à atividade docente, realizado ao longo da vida profissional, com o objetivo de assegurar uma ação docente efetiva que promova aprendizagens significativas. Essa necessidade sempre existiu, já que a ação docente é uma ação complexa que depende da eficácia da relação interpessoal e de processos subjetivos como a capacidade de captar a atenção e de criar interesse. As mudanças de paradigmas impostas pela sociedade nas últimas décadas intensificaram sobremaneira essa necessidade. Formar-se continuamente tornou-se obrigatoriedade para os professores numa escola que precisa lidar com gerações 50 interativas, inquietas e tecnológicas. Lidar com o Bullying, com a diversidade cultural, com a questão ambiental, com o avanço tecnológico e com as dificuldades de aprendizagem, por exemplo, não fez parte do currículo de formação do professor, mas se constitui numa necessidade crescente em seu cotidiano profissional. Uma característica crucial de um processo de Formação Continuada efetivo é contemplar as três dimensões da formação docente: a dimensão científica, a dimensão pedagógica e a dimensão pessoal. A dimensão científica se ocupa do desenvolvimento e atualização dos conteúdos a serem ensinados e da forma pela qual o ser humano aprende. Os professores precisam estar atualizados com relação ao que ensinam e com relação às descobertas das ciências cognitivas, hoje, bem representadas pelas neurociências. A dimensão pedagógica se ocupa dos métodos, técnicas e recursos de ensino. Um sem fim de possibilidades metodológicas se apresentam aos professores em função do avanço da tecnologia em todas as áreas. A atividade de troca de experiências através de oficinas e workshops mostra-se bastante eficaz na concretização dessa dimensão. Por fim, a formação continuada de professores não pode prescindir da dimensão pessoal através de atividades que permitam profundas reflexões sobre crenças, valores e atitudes que permeiam a ação docente. A dimensão pessoal regula a intenção e a intensidade das atitudes do professor no processo de promoção de aprendizagens. Ao acreditar, por exemplo que um aluno não consegue aprender, as atitudes docentes viabilizam esse resultado. Refletir sobre sua realidade subjetiva ajuda o docente a repensar suas atitudes e ressignificar sua prática. Logo, o Colégio Estadual Guilherme Campos enfatiza a necessidade de reuniões e encontros pedagógicos, marcados previamente no nosso calendário, a fim de realizar estudos de reflexão sobre a prática pedagógica juntamente com o corpo docente, assim como avaliamos e analisamos as ações propostas no PPP. Reunimo-nos também com o Conselho Escolar e Coordenação Pedagógica, com o intuito de verificarmos o andamento de todo o processo Ensino Aprendizagem e assuntos relacionado aos demais profissionais. PLANO DE AÇÃO O Plano de Ação da escola consiste em um instrumento de trabalho dinâmico com o intuito de propiciar ações, ressaltando seus principais problemas e os objetivos dentro de metas a serem alcançadas, com critérios de acompanhamento e avaliação pelo trabalho desenvolvido. A elaboração do Plano de Ação é uma prática que vem sendo adotada pela Secretaria de Estado da Educação nos últimos anos. 51 Assim, ele deve integrar: As Experiências de Educação existentes e conhecidas no sistema de ensino e na educação não formal; O Diagnóstico do contexto escolar partindo de uma leitura da realidade escolar, identificando as necessidades e o potencial da escola; O Planejamento de Ações Educativas, articulando as metas aos objetivos, os fundamentos, os conteúdos e as estratégias metodológicas, considerando os contextos comunitário e escolar, as condições e o ambiente educacional, os sujeitos envolvidos, a qualidade, a habilidade e a experiência dos educadores (as) e o processo de avaliação e acompanhamento (SILVA; ZENAIDE, s/d). A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDBEN) n.º 9.394/96 estabelece que as escolas precisam ser organizadas e administradas tendo como pressupostos os princípios da Gestão Democrática (BRASIL, 1996). Em uma Gestão Democrática as relações não são verticais. Objetiva-se formar indivíduos e cidadãos e as decisões e responsabilidades na escola estão a cargo do coletivo. Essa gestão é um objetivo e um percurso. É um objetivo porque define uma meta a ser sempre aprimorada; e é um percurso porque se revela como um processo que, a cada dia, se avalia e se reorganiza. Refletindo sobre essas informações, elaboramos nosso Plano de Ação, o qual será detalhado abaixo. 52 PLANO DE AÇÕES PARA 2021 ESCOLA: Colégio Estadual Guilherme Campos RESPONSÁVEL: Jackeline Andrade Santos, Militão Alves de Andrade, Macelo Santana Sales Frente de atuação (Metas) O queserá feito Quemestar responsável AtéQuandoserá feito Ondeserá desenvolvida a ação Porque estaremos desenvolvendo esta ação Comopretendem os desenvolver a ação Alunos em situação de risco. Realizar acompanhamento sistemático em todas as turmas através de instrumental de frequência diária. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Bimestralmente Por meio das plataformas digitais Discutir aspectos necessários para o trabalho em equipe que serão desenvolvidas e repensadas durante todo o ano. Promovendo encontros mensais com os docentes para análise do resultado da escola. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Bimestralmente Por meio das plataformas digitais Fortalecer o trabalho em equipe. Proporcionando momentos de reflexão a partir da análise do cotidiano escolar. 53 Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Bimestralmente Por meio das plataformas digitais Para analisar o desempenho dos discentes nas atividades diárias do processo de ensino aprendizagem. Acompanhando, através de instrumental próprio, o rendimento escolar. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Mensalmente Por meio das plataformas digitais Desenvolver novas metodologias que aprimorem o processo de ensino aprendizagem. Avaliando os resultados obtidos durante o mês, objetivando o planejamento das atividades seguintes seguinte. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Mensalmente Por meio das plataformas digitais Mapear os alunos que possuem acesso à internet. Criação de estratégias para os alunos que não possuem acesso à internet, como entrega de atividades impressas, entrega de livros na escola em horário agendado pela equipe. Para os que não conseguirem nenhuma dessas duas opções sugerimos um prazo após o retorno das aulas presenciais, visando a participação deles em todas as atividades que já tenham sido desenvolvidas. 54 Frente de atuação (Metas) O queserá feito Quemestará responsável AtéQuandoserá feito Ondeserá desenvolvida a ação Porque estaremos desenvolvendo esta ação Comop retendemos desenvolver a ação Alunos em situação de risco. Realizar acompanhamento sistemático em todas as turmas através de instrumental de frequência diária. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Diariamente Por meio das plataformas digitais Para acompanhar o desenvolvimento da aprendizagem dos discentes. Analisando as práticas pedagógicas segundo o cotidiano na sala de aula virtual. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Bimestralmente Por meio das plataformas digitais Para evitar o abandono doa discentes. Orientando os professores realizar o acompanha mento da frequência dos alunos nos diários de classe. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Anualmente Por meio das plataformas digitais Para identificar os alunos faltosos. Criando instrumenta l próprio de frequência diária. 55 Sales Ensino Médio: Militão Alves Estagiária Naiane Nascimento Diariamente Por meio das plataformas digitais Para identificar de forma ágil os alunos faltosos. Realizar frequência diária. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Semanalmente Por meio das plataformas digitais Consultand o os instrumenta is de frequência. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Semanalmente Por meio das plataformas digitais Para viabilizar o retorno dos alunos faltosos a escola. Entrando em contato com os pais/respons áveis. Jackeline Andrade Mensalmente Por meio das plataformas digitais Informar aos órgão competentes para que os mesmos tomem as providências Preencher a ficha do FICAI e encaminhar as autoridade 56 legais. competente s e alimentar o site Busca ativa Escola. Frente de atuação (Metas) O queserá feito Quemestará responsável AtéQuandoserá feito Ondeserá desenvolvida a ação Porque estaremos desenvolvendo esta ação Comopretend emos desenvolver a ação Alunos com distorção idade- série Sistematização e elaboração de ações que orientem os docentes e discente na realização das atividades on- lines. Corpo docente Diariamente Por meio das plataformas digitais Para os alunos que apresentam distorção idade/série acompanhem o nível da turma. Buscando metodologias adequadas para que os alunos que apresentam distorção idade/série. Heliana Meireles Bimestralmente Por meio das plataformas digitais Proporcionar novos momentos de aprendizagem aos discentes. Mobilizando todos os professores para o cumprimento da Portaria de Estudos de Intensificação da Aprendizagem. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Diariamente Por meio das plataformas digitais Garantir a aprendizagem dos alunos com necessidades especiais. Garantindo que os conteúdos sejam adaptados, oferecendo uma aprendizagem eficiente para os alunos com necessidades especiais. 57 Heliana Meireles No início de cada semestre Por meio das plataformas digitais Garantir a permanência dos alunos na escola. Ampliando a modalidade de EJAEM de acordo com as condições e necessidades da escola, assegurando a permanência na escola dos alunos que apresentam distorção idade/série. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Mensalmente Por meio das plataformas digitais Para avaliar se as metas de aprendizagem estão sendo cumpridas. Acompanhando o trabalho do corpo docente através de diários de classe, planejamentos e atividades desenvolvidas diariamente em sala de aula 58 Frente de atuação (Metas) O queserá feito Quemestará responsável AtéQuandoserá feito Ondeserá desenvolvida a ação Porque estaremos desenvolvendo esta ação Comopretende mos desenvolver a ação Alfabetização dos alunos Fortalecer a parceria entre família e escola. Heliana Meireles Bimestralmente Por meio das plataformas digitais Para que a família possa ajudar no processo de ensino aprendizagem. Promovendo reunião de pais e mestres na busca de fortalecer parceria família/escola. Heliana Meireles Bimestralmente Por meio das plataformas digitais Analisar o desempenho dos discentes e docentes nas atividades diárias do processo de ensino/aprendizagem. Incentivando o uso de estratégias junto aos pais/responsáveis para o acompanhamento diário das ANP’S seguindo o cronograma de estudos sugerido pela instituição de ensino. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Bimestralmente Por meio das plataformas digitais Propor novas metodologias e consequentemente novas oportunidades de aprendizado. Realizando semana de avaliação baseada nas matrizes curriculares, a fim de promover novas oportunidades de estudo. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Bimestralmente Por meio das plataformas digitais Proceder ao acompanhamento e avaliação dos alunos, dando prioridade aos aspectos qualitativos em relação aos quantitativos. 59 Mobilizar toda a comunidade escolar para participar das atividades e simulados do projeto Aprova Brasil. Heliana Meireles Anualmente Por meio das plataformas digitais Para familiarizar os alunos com o modelo da prova SAEB e revisar os principais conteúdo. Desenvolver as atividades e simulados seguindo o cronograma do projeto Aprova Brasil. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Bimestralmente Por meio das plataformas digitais Reunir a equipe de docentes para sensibilizar quanto a importância de participação na avaliação SAEB, orientando-os quanto ao cumprimento participação no projeto Aprova Brasil. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Bimestralmente Por meio das plataformas digitais Avaliar se as metas nos níveis de aprendizagem nas proficiências em língua portuguesa e matemática estão sendo atingidos. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Bimestralmente Por meio das plataformas digitais Monitorando a aplicação das atividades simulados do Projeto Aprova Brasil Frente de atuação (Metas) O queserá feito Quemestará responsável AtéQuandose rá feito Ondeserá desenvolvida a ação Porque estaremos desenvolvendo esta ação Comopretend emos desenvolver a ação 60 Alfabetização dos alunos Criar estratégias que ajudem os discentes no processo de ensino aprendizagem Lidiane Santos Bimestralmente Por meio das plataformas digitais Para ajudar os alunos 1º Ano/Ensino Fundamental serem alfabetizados na idade certa. Contação de estórias através de vídeo produzido pela professora, leitura individual através de chamadas de vídeos no Whatsaap, ditado virtual através Power point animado e resolução de atividades acompanhado de material impresso entregue aos pais na escola para todos os alunos. Jhoan Pablo Edileuza Rocha Marilene Gois Katia Virginia Ana Luisa Elidayse Cristina Elineide Santos Quinzenalmente Por meio das plataformas digitais Para ajudar os alunos serem alfabetizados na idade certa. 2º, 3º, 4º e 5º anos/Ensino Fundamental: produção de vídeos no canal do youTube explicando os conteúdos programados utilizando o livro didático, envio para o grupo de whatssap da turma material complementar através de arquivos PDF e WORD e entrega de material impresso 61 para os alunos sem acesso à internet. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Bimestralmente Por meio das plataformas digitais Para ajudar o processo de alfabetização dos alunos. 6º ao 9º ano/Ensino Fundamental e 1ª ao 3ª séries do Ensino Médio e EJAEM:- Uso do Portal e da TV Aperipê para assistir as Videoaulas;- Indicação de filmes de acordo com cada componente curricular.- Criação de cinco etapas do desenvolvimento de ensino:1º etapa- desenvolvimento de conteúdo escrito.2º etapa- vídeo explicativo seja ele do próprio professor ou do youtube.3º etapa- realização de atividades.4º etapa- realização de videoconferências para retirada de dúvidas.5º etapa- receber e realizar correção das atividade.- Uso do livro didático e material complementar enviado para o grupo de whatssap da turma através de arquivos PDF e WORD e entrega de material impresso para os alunos sem acesso à internet. 62 Inserir a questão Étnico- racial durante o ano letivo Promover a implementação das Diretrizes Curriculares para a Educação das Relações Étnico- Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro- brasileira, Africana e indígena, mobilizando a comunidade escolar para a realização das atividades. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Bimestralmente Durante a pandemia, as ações serão desenvolvid as de forma online, para serem publicadas posteriorme nte nas redes sociais do colégio. Porque precisamos discutir cada dia mais sobre questões de pluralidade, respeito às diferenças e à diversidade, bem como focar em umas competências gerais da BNCC que pode nos ajudar muito quando se tratar do outro: empatia. Realizando encontros virtuais bimestrais com os docentes, para que possamos ajuda-los na formação continuad a sobre essa temática, partilhand o experiênci as 63 Frente de atuação (Metas) O queserá feito Quemestar á responsável AtéQuando será feito Ondeserá desenvolvida a ação Porque estaremos desenvolvendo esta ação ComoPretende mos desenvolver a ação Redução do conceito Classificação Progressiva 80 % Promover a recuperação dos alunos com defasagem educacional Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Bimestralmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Discutir aspectos necessários para o trabalho em equipe que serão desenvolvidas e repensadas durante todo o ano. Promovendo encontros bimestrais (on-line ou presencialmente) com os docentes para análise do resultado da escola. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Bimestralmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Para fortalecer o trabalho em equipe. Proporcionando momentos de reflexão a partir da análise do cotidiano escolar. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Bimestralmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Para analisar o desempenho dos discentes nas atividades diárias do processo de ensino aprendizagem. Acompanhando, através de instrumental próprio, o rendimento escolar. Heliana Meireles Anualmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Para desenvolver novas metodologias que aprimorem o processo de ensino aprendizagem. Avaliando os resultados obtidos durante o ano letivo, objetivando o planejamento do ano seguinte. 64 Frente de atuação (Metas) O queserá feito Quemestará responsável AtéQuandoserá feito Ondeserá desenvolvida a ação Porque estaremos desenvolvendo esta ação Comopretendemos desenvolver a ação Redução do conceito Classificação Progressiva 80 % Realizar acompanhamento pedagógico em todas as turmas Corpo docente Diariamente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Para acompanhar o desenvolvimento da aprendizagem dos discentes. Analisando as práticas pedagógicas segundo o cotidiano em sala de aula. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Anualmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Buscar novas metodologias. Identificar em cada turma quem são os alunos com distorção idade/série. Corpo docente Diariamente Na escola Para os alunos que apresentam distorção idade/série acompanhem o nível da turma. Buscando metodologias adequadas para que os alunos que apresentam distorção idade/série. Heliana Meireles Bimestralmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Proporcionar novos momentos de aprendizagem aos discentes. Mobilizando todos os professores para o cumprimento da Portaria de Estudos de Intensificação da Aprendizagem. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Diariamente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Garantir a aprendizagem dos alunos com necessidades especiais. Garantindo que os conteúdos sejam adaptados, oferecendo uma aprendizagem eficiente para os alunos com necessidades especiais. Heliana Meireles No início de cada semestre Na escola/ Por meio das plataformas digitais Garantir a permanência dos alunos na escola ou de forma remota. Ampliando a modalidade de EJAEM de acordo com as condições e necessidades da escola, assegurando a permanência na escola dos alunos que apresentam distorção idade/série. 65 Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Mensalmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Para avaliar se as metas de aprendizagem estão sendo cumpridas. Acompanhando o trabalho do corpo docente através de diários de classe, planejamentos e atividades desenvolvidas diariamente em sala de aula 66 Frente de atuação (Metas) O queserá feito Quemestará responsável AtéQuandoserá feito Ondeserá desenvolvida a ação Porque estaremos desenvolvendo esta ação Comopretendemos desenvolver a ação Redução do abandono em 80% Realizar acompanhamento sistemático em todas as turmas através de instrumental de frequência diária. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Bimestralmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Para evitar o abandono doa discentes. Orientando os professores realizar o acompanhamento da frequência dos alunos nos diários de classe. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Anualmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Para identificar os alunos faltosos. Criando instrumental próprio de frequência diária. Larrysa Mendonça Diariamente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Para identificar de forma ágil os alunos faltosos. Realizar frequência diária. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Semanalmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Consultando os instrumentais de frequência. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Semanalmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Para viabilizar o retorno dos alunos faltosos a escola. Entrando em contato com os pais/responsáveis. 67 Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Mensalmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Informar aos órgão competentes para que os mesmos tomem as providências legais. Preencher a ficha do FICAI e encaminhar as autoridade competentes. Quem muito atrapalha, muit oaprende? Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Diariamente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Compreender as regras de convivência em grupo, como uma unidade social que articula processos individuais e coletivos. Realizando as atividades perdidas (quando os discentes forem expulsos da sala de aula regular) em turno oposto. Controle do segundo horário E participação nas aulas on- line Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Diariamente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Combater a evasão escolar, segurança dos alunos. Acompanhando o aluno a entrada dos alunos, os chegarem duas vezes na semana no segundo horário deverá comparecer no turno contrário. Caso nao entre nas aulas on-line ou não entrgue as atividades, ligar para pais e responsáveis para ver o que está acontecendo. 68 Frente de atuação (Metas) O queSerá feito Quemestará responsável AtéQuando será feito Ondeserá desenvolvida a ação Porque estaremos desenvolvendo esta ação Comopretendemos desenvolver a ação Redução do abandono em 80% Envolver a participação da comunidade escolar no processo educativo Heliana Meireles No início do ano letivo Na escola/ Por meio das plataformas digitais Para proporcionar aos alunos um momento acolhedor e que possamos juntos construir as regras de convivência necessárias no cotidiano escolar. Realizando o acolhimento dos discentes, abrindo espaço para que os mesmos e seus pais/responsáveis conheçam os professores, a equipe diretiva, os funcionários e os colegas de turma. Heliana Meireles Bimestralmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Para fortalecer a parceria entre família e escola. Promovendo reunião de pais e mestres na busca de fortalecer parceria família/escola. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Bimestralmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Analisar o desempenho dos discentes e docentes nas atividades diárias do processo de ensino/aprendizagem. Incentivando o uso de estratégias junto aos pais/responsáveis para o acompanhamento diário das atividades extraclasse seguindo o cronograma de estudos sugerido pela instituição de ensino. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Bimestralmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Propor novas metodologias e consequentemente novas oportunidades de aprendizado. Realizando semana de avaliação baseada nas matrizes curriculares, a fim de promover novas oportunidades de estudo. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Bimestralmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Proceder ao acompanhamento e avaliação dos alunos, dando prioridade aos aspectos qualitativos em relação aos quantitativos. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Bimestralmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Para acompanhar a aprendizagem de cada aluno através de conversas entre os pais/responsáveis com os professore e/ou equipe diretiva. Promovendo a reunião de conselho de classe e buscando dialogar com os estudantes em situação difícil, a fim de detectar possíveis problemas. 69 Frente de atuação (Metas) O queserá feito Quemestará responsável AtéQuando será feito Ondeserá desenvolvida a ação Porque estaremos desenvolvendo esta ação Comopretendemos desenvolver a ação Melhoria da proficiência em Resolução Leitura do nível 3 para o nível 5. Mobilizar toda a comunidade escolar para participar das avaliações SAEB/ externas Heliana Meireles Anualmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Para familiarizar os alunos com o modelo da prova SAEB e outras e revisar os principais conteúdo. Reunir a equipe de docentes para sensibilizar quanto a importância de participação nas avaliações externas, orientando-os quanto ao cumprimento dos critérios de participação. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Bimestralmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Avaliar se as metas nos níveis de aprendizagem nas proficiências em língua portuguesa e matemática estão sendo atingidos. Corpo docente Bimestralmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Aplicar simulados das avaliações SAEB. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Bimestralmente Equipe diretiva Monitorar a aplicação dos simulados e das avaliações SAEB. 70 Frente de atuação (Metas) O queserá feito Quemestará responsável AtéQuandose rá feito Ondeserá desenvolvida a ação Porque estaremos desenvolvendo esta ação Comopretendemos desenvolver a ação Melhoria da proficiência em Resolução Leitura do nível 3 para o nível 5. Fomentar a participação dos alunos no ENEM Heliana Meireles Anualmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Para familiarizar os alunos com o modelo das provas do ENEM, revisar os principais conteúdo e incentivá- los a participar. Orientar os professores para incluir no planejamento ações voltadas para o ENEM. Militão Alves De acordo com o cronograma divulgado pelo INEP Na escola/ Por meio das plataformas digitais Divulgar através de redes sociais vinculadas a instituição de ensino os cronogramas do ENEM. Militão Alves Bimestralmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Realizar ciclos de palestras on-line para estimular os alunos a descobrirem suas futuras profissões. Corpo docente Bimestralmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Aplicar simulados do ENEM. Corpo docente e Militão Alves A confirmar Na escola/ Por meio das plataformas digitais Promover aulas intensivas para o ENEM. Corpo docente Semanalmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Promover momentos de dicas de redação. Militão Alves Bimestralmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Envolver os professores das turmas na elaboração, aplicação e correção dos simulados, das revisões e das redações. Heliana Meireles e Militão Alves de Andrade De acordo com o cronograma da SEDUC Por meio das plataformas digitais/na escola Para aperfeiçoar o aprendizado dos alunos. Incentivar a participação dos alunos da 3ª série a participar dos eventos realizados pela Secretária de Educação, Esporte e da Cultura relacionados com o ENEM: simulados, aulões e Revisões nas diveras plataformas digitais. 71 Frente de atuação (Metas) O queserá feito Quemestar á responsável AtéQuand oserá feito Ondeserá desenvolvida a ação Porque estaremos desenvolvendo esta ação Comopretendemos desenvolver a ação Melhoria da proficiência em Resolução de Problemas do nível 2 para o nível 4. Fomentar a participação dos alunos no ENEM Heliana Meireles e Militão Alves de Andrade Anualmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Para familiarizar os alunos com o modelo das provas do ENEM, revisar os principais conteúdo e incentiva- lós a participar. Orientando os professores para incluir no planejamento ações voltadas para o ENEM. Corpo docente e Militão Alves Bimestralmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Realizando ciclos de palestras para estimular os alunos a descobrirem suas futuras profissões. Corpo docente Bimestralmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Aplicando simulados do ENEM. Corpo docente e Militão Alves De 23 a 31 do 10 e de 04 a 07 do 11 Na escola/ Por meio das plataformas digitais Promovendo aulas intensivas para o ENEM. Militão Alves Bimestralmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Envolvendo os professores das turmas na elaboração, aplicação e correção dos simulados. Heliana Meireles e Militão Alves de Andrade De acordo com o cronograma da SEDUC Na escola/ Por meio das plataformas digitais Incentivando a participação dos alunos da 3ª série e EJAEM a participar dos eventos realizados pela Secretária de Educação, Esporte e da Cultura relacionados com o ENEM: simulados, aulões e revisões. Propor momentos de reflexão sobre a prática pedagógica, o trabalho em equipe e a troca de experiência Toda a comunidade escolar Durante todo o ano letivo Na escola/ Por meio das plataformas digitais Para incentivar os alunos melhorarem o nível de proficiência. Realizado projetos interdisciplinares de aprendizagem com foco nas datas comemorativas, que envolvam toda a comunidade escolar. Heliana Meireles e Militão Alves de Andrade Até o fim do ano letivo de 2021 Na escola/ Por meio das plataformas digitais Para motivar os alunos ampliarem o aprendizado. Organizando dinâmicas com metodologias diversificadas que envolvam os alunos nas atividades, com foco na melhoria da proficiência em resolução de problemas. 72 Frente de atuação (Metas) O queserá feito Quemestará responsável AtéQuando será feito Ondeserá desenvolvida a ação Porque estaremos desenvolvendo esta ação Comopretendemos desenvolver a ação Participar das atividades Alunos Diariamente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Para incentivar os alunos a Organizar dinâmicas com metodologias desenvolvidas pela melhorarem a proficiência diversificadas para envolver os alunos instituição de ensino em leitura e resolução de nas atividades, com foco na melhoria da com foco na proficiência problemas para os níveis proficiência em leitura e resolução de em leitura e resolução adequados. problemas. Protagonism o Estudantil em problemas Oficina “não perda quem você é” Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Mensalmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Humanizar e sentimentalizar as abordagens e informações sobre o suicídio, levando à reflexão, conscientização e consolo a todos sobre a seriedade do problema. Realizando encontros de forma on- line com estudantes que se sentem com a autoestima baixa, realizando debates, palestras e ações reflexivas sobre o valor da vida. Turma da vez Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves A cada duas semanas Na escola/ Por meio das plataformas digitais Contribuir para a formação do aluno cidadão consciente de seu papel na sociedade contemporânea. A turma selecionada apresentará o projeto em forma de documentário, cartazes, maquetes, sendo que, em alguns casos, a intervenção do problema será executada pela comunidade escolar em geral. 73 Escola solidária, sociedade humanizada Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Diariamente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Estabelecer e ampliar as relações sociais, aprendendo articular interesses e pontos de vista, interagindo, respeitando a diversidade, e desenvolvendo atitudes de generosidade e colaboração. A comunidade escolar deverá estar unida para oferecer objetos que não podem ser partilhados no momento e que às vezes podem estar fazendo falta ao outro. Frente de atuação (Metas) O queserá feito Quemestará responsável AtéQuandoserá feito Ondeserá desenvolvida a ação Porque estaremos desenvolvendo esta ação Comopretendemos desenvolver a ação Formação de Professores Difundir as diretrizes do currículo Sergipano e a Base Nacional Comum Curricular Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Heliana Meireles No início de cada semestre Na escola/ Por meio das plataformas digitais Para Promover troca de experiências sobre boas práticas, baseadas nas habilidades e competências da BNCC e do Currículo Sergipano. Organizando momentos de estudos sobre as competências e habilidades previstas na Base Nacional Comum Curricular e no Currículo Sergipano. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Heliana Meireles Bimestralmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Traçando cronograma de planejamento dos planos de curso baseados nos Currículo Sergipano e da Base Nacional Comum Curricular. Toda a comunidade escolar Anualmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Renovando o Projeto Político Pedagógico baseados no Currículo Sergipano e a Base Nacional Comum Curricular. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Heliana Meireles Bimestralmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Incentivando os docentes atualizar seus planos de curso e de aula adaptados a BNCC, ao Currículo Sergipano e ao PPP. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Bimestralmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Acompanhando a elaboração do plano de curso e de aula da unidade de ensino. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Heliana Meireles Anualmente Na escola/ Por meio das plataformas digitais Avaliando a elaboração e execução dos planos de curso, segundo o Currículo Sergipano através de instrumental próprio Frente de atuação (Metas) O queserá feito Quemestará responsável AtéQuandoserá feito Ondeserá desenvolvida a ação Porque estaremos desenvolvendo esta ação Comopretendemos desenvolver a ação Formação de Professores Difundir as diretrizes do currículo Sergipano e a Base Nacional Comum Curricular Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Heliana Meireles No início de cada semestre Por meio das plataformas digitais/na escola Para Promover troca de experiências sobre boas práticas, baseadas nas habilidades e competências da BNCC e do Currículo Sergipano. Organizando momentos de estudos sobre as competências e habilidades previstas na Base Nacional Comum Curricular e no Currículo Sergipano. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Heliana Meireles Bimestralmente Por meio das plataformas digitais/na escola Traçando cronograma de planejamento dos planos de curso baseados nos Currículo Sergipano e da Base Nacional Comum Curricular. Toda a comunidade escolar Anualmente Por meio das plataformas digitais/na escola Incentivando os docentes atualizar seus planos de curso e de aula adaptados a BNCC, ao Currículo Sergipano e ao PPP. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Bimestralmente Por meio das plataformas digitais/na escola Acompanhando a elaboração do plano de curso e de aula da unidade de ensino. Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Heliana Meireles Mensalmente Por meio das plataformas digitais/na escola Avaliando a elaboração e execução dos planos de curso, segundo o Currículo Sergipano através de instrumental próprio Fundamental menor: Jackeline Andrade Fundamental maior: Macelo Sales Ensino Médio: Militão Alves Heliana Meireles Anualmente Por meio das plataformas digitais/na escola Capacitação dos professores pelos coordenadores sobre ferramentas digitas que poderiam ser utilizadas por eles para o desenvolvimento das aulas não presenciais, a saber: Zoom, Google Meet, Whatssapp, Blog, Canal no Youtube, google classroom. O Programa Saúde na Escola (PSE) contribuir para a formação integral dos estudantes. Toda comunidade escolar Diretora do PSE municipal Amanda Andrade Covid e Dengue- mensalmente Gravidez na adolescência- anualmente Outras ações- esporadicamente Por meio das plataformas digitais/na escola Promoção, prevenção e atenção à saúde, com vistas ao enfrentamento das vulnerabilidades que comprometem o pleno desenvolvimento de crianças e jovens da rede pública de ensino. Avaliando as Condições de Saúde das crianças, adolescentes e jovens que estão na escola pública. http://sistemas.aids.gov.br/saudenaescola2010/index.php?q=node/67 http://sistemas.aids.gov.br/saudenaescola2010/index.php?q=node/67 http://sistemas.aids.gov.br/saudenaescola2010/index.php?q=node/67 79 PROJETOS REALIZADOS NA ESCOLA Há alguns anos O Colégio Estadual Guilherme Campos vem investindo na melhoria dos resultados de aprendizagem dos discentes em parceria com toda a comunidade escolar, promovendo o protagonismo estudantil, por meio de atividades associadas a temas de interesse deste público alvo desenvolvendo projetos como: Feira do Conhecimento- colocar a teoria em prática, despertando nos estudantes a curiosidade científica, treinando-os na utilização da metodologia científica, estimulando-os a formular questões científicas baseadas na realidade cotidiana por eles vivenciada e despertando um maior interesse elos estudos. Defile Cívico- Despertar a consciência sobre os deveres com o patrimônio escolar, valor e respeito aos colegas, professores e demais funcionários. Valorizar os símbolos da nossa Pátria. Estudar o passado histórico e a significação da data “Sete de Setembro”. Talent´s Night e Proyecto Hispano Hablante- Possibilitar aos alunos maior percepção de sua própria cultura por meio do conhecimento da cultura de outros povos, além de contribuir para uma reflexão dos alunos sobre sua própria língua por meio de comparações de uma forma prática e motivadora. Noite Literária e Chá e Literatura- resgatar a cultura de contar histórias, recitar poesias, despertar o gosto pela leitura, envolvendo a comunidade escolar interna e externa para assistir boas peças teatrais, em um momento de descontração e inovação. Por onde anda seu sorriso?- proporcionar ao estudante um momento de empatia e solidariedade, visando diminuir doenças mentais entre jovens e adolescentes. Semana do sonho das crianças- revelar o lado inocente, imaginativo e sábio das crianças, despertando o gosto pela aprendizagem de forma dinâmica e inesquecível. Webgincana- motivar os estudantes em meio ao período de aulas online. 80 ENSINO FUNDAMENTAL MENOR Componente Curricular - Língua Portuguesa A proposta curricular de Língua Portuguesa deve ser articulada no decorrer dos anos, visto que os conteúdos aparecem ao longo de toda a escolaridade, variando apenas o grau de aprofundamento e sistematização. Por isso, é preciso selecionar/organizar os conteúdos segundo critérios que possibilitem continuidade/progressão das aprendizagens, a saber: Levar em consideração conhecimentos anteriores dos alunos em relação ao que se pretende ensinar, identificando até que ponto os conteúdos ensinados foram realmente aprendidos. Mediar os variados conteúdos como definidor do grau de autonomia possível aos alunos, na realização das atividades, nos diferentes anos. Vale ressaltar também que o conceito de ensino da língua que se almeja prioriza a articulação dos eixos/dimensões/unidades temáticas organizadoras, as quais são muito importantes para o processo de apropriação da linguagem escrita: a oralidade, a leitura, a escrita, os conhecimentos linguísticos (em especial as relações sons e letras e letras e sons) e gramaticais, a educação literária. Acredita-se que o real articulador dessas dimensões é o texto, tanto na modalidade oral quanto na escrita. O texto é, portanto, a unidade de ensino da língua, em especial, com situações concretas de interação social. Dessa forma, é evidente a necessidade de planejar e colocar em prática estratégias diferenciadas ampliam a possibilidade em proporcionar condições para que todos os alunos aprendam, ou melhor, engajem-se ativamente em atividades de aprendizagem. Por isso, a atividade do professor deve ser um conjunto de ações intencionais, conscientes, dirigidas para um fim específico, de modo a permitir que os alunos interajam, participando ativamente do processo de apropriação do saber. Logo, a atividade pedagógica não pode ser caracterizada como automatizada e reprodutora de forma mecânica de conteúdos presentes no livro didático, bem como, não deve ser marcada pelo simples fato de ficar esperando, na sala de aula, o tempo passar enquanto os alunos realizam tarefas sem sentido. 81 Objetivos específicos: Reconhecer a língua como meio de construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem; Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso; Demonstrar atitude respeitosa diante de variedades linguísticas, rejeitando preconceitos linguísticos; Valorizar a escrita como bem cultural da humanidade; Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de linguagem adequado à situação comunicativa, ao interlocutor e ao gênero textual; Analisar argumentos e opiniões manifestados em interações sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais; Reconhecer o texto como lugar de manifestação de valores e ideologias, lugar de correlações, lugar de entrada do diálogo com outros textos que remetem a textos passados e que farão surgir textos futuros; Selecionar textos e livros para leitura integral, de acordo com objetivos e interesses pessoais (estudo, formação pessoal, entretenimento, e autoritárias e dinamizar a rotina da instituição, num processo educativo continuo, de forma cooperativa e participativa dentro dos princípios da gestão democrática. O referido colégio, foi criado através do decreto n° 224 de 07 de novembro de 1953, no governo de Arnaldo Rolemberg Garcez jurisdicionado a Diretoria Regional de Educação DRE’03. O Colégio encontra-se localizado na Rua: Siqueira de Menezes n° 361, Campo do Brito- Se, mantido pelo governo do Estado. A princípio foi edificado com a finalidade de atender a cliente estudantil com a faixa etária de 07 a 14 anos no Ensino fundamental. Chegou a ofertar a Educação de Jovens e Adultos EJAEF II. A partir do ano de 2007, passou a ofertar o Ensino Médio Regular. Atualmente oferta a Educação de Jovens e Adultos para o Ensino Médio - EJAEM seriado, no turno noturno. Onde oferta, atualmente, o Ensino Fundamental Menor, Ensino Fundamental Maior, o Ensino Médio regular e o EJAEM. Através do decreto n° 24.174 de 228 de dezembro de 2006, transformou- se no Colégio Estadual Guilherme Campos, onde funciona nos três turnos. O nome da instituição foi em homenagem ao Dr. Guilherme de Souza Campos, ilustre sergipano que assumiu relevantes cargos, inclusive o de Presidente do Estado de Sergipe, o patrono da escola nasceu no engenho Periquito, no município de Itabaianinha, é filho do coronel José Vicente de Sousa e de Dona Porfhiria de Campos Sousa, no dia 10 de fevereiro de 1850 e faleceu em Aracaju em 03 de outubro de 1923. Fez o primário naquela vila e em Estância; Cursou Humanidades em Recife em cuja a faculdade de Direito Bacharelou- se em Ciências Jurídicas e Sociais, em 22 de novembro de 1871 foi Promotor Público de Lagarto; Juiz municipal, Juiz de Direito (do Maranhão) chefe de polícia do Espirito Santo; Desembargador do Tribunal da Relação, chefe de polícia de Sergipe; Presidente do Estado, Senador Federal. As residências ao redor do colégio são feitas em alvenaria, sendo as ruas de acesso todas asfaltadas, e sem rede de esgoto. O principal hábito de laser é o futebol, onde é praticado: na quadra do colégio, ginásio de esportes, campos de futebol society, campos de futebol dos povoados e também nas ruas. No quesito trabalho e rendimento, segundo dados do IBGE de 6 2017, o salário médio mensal, dos trabalhadores formais, era de 1,7 salários mínimos. As principais fontes de renda são: o comércio, a pecuária, a produção de farinha de mandioca, o funcionalismo público, o trabalho com a castanha, a construção civil, fábrica de móveis, dentre outros. O colégio é composto por alunos de diversas etnias religiosas como: Igreja Católica, Adventista do 7° Dia, Centro Espirita, Testemunhas de Jeová, Assembleia de Deus, Batista, Candomblé, entre outros. O município disponibiliza de uma Clínica da Família e postos de saúde em alguns povoados, para atendimentos básicos. O principal meio de transporte entre os povoados e a cidade é a motocicleta, e alguns ônibus privados que partem de alguns povoados mais distantes até o centro da cidade. A feira livre é tradicionalmente às sextas-feiras, onde as famílias encontram diversos tipos de produtos, muitos deles são produzidos no próprio município como a farinha de mandioca e a castanha. De modo geral, os alunos possuem um perfil predominante de classe baixa. Percebe-se, no entanto, que atualmente devido a ocupação da área por novos moradores, em face do fenômeno da expansão da cidade, sua característica socioeconômica cultural tem muita influência na vida escolar de alguns alunos, porque aproximadamente 35% não dispõe de condições dignas de vida, não possuem renda fixa, alimentação adequada, vestuário e moradia. Tendo em vista que a escola é o reflexo da sociedade e vice-versa, a grande maioria de nossos alunos está em situação de vulnerabilidade social, em especial, pela desestrutura familiar, ocasionada pela ausência de uma figura de autoridade que possa servir de referência para esses jovens, o que exige do nosso Colégio a necessidade constante de aprimoramento e revisão dos nossos conceitos pedagógicos, com vistas a realização de uma prática pedagógica, fundamentalmente, alicerçada em uma educação integral, que compreenda o jovem estudante como um ser político, refletindo-se a partir de contextos sócio-histórico-culturais. Diagnóstico Atualmente temos um total de 847 alunos matriculados em todas as modalidades de ensino, conforme tabela abaixo: ALUNOS – 2021 Modalidade Turno Educação especial Fundamental Menor Fundamental Maior Ensino Médio EJAEM Matutino 18 - 244 189 - 7 Vespertino - 169 121 - - Noite - - - - 106 Total por modalidade 18 169 365 189 106 TOTAL GERAL 847 O quadro funcional é composto por 46 professores, desses 02 estão adaptados, 42 efetivos, 01 contratado e 01 técnica-pedagógica, conforme tabela abaixo: Quadro demonstrativo dos professores e respectivas áreas de atuação Docente Disciplina Ademária Santana Sales Santos Espanhol Adriana Bispo Calderaro Educação Física (adaptada) Alex Sandro Santana De Almeida Educação Física Alexsander da Costa Souza Educação Física Alisson de Carvalho Oliveira Matemática Ana Luisa Ribeiro de Oliveira Polivalente Andreza Monique Santana Carvalho Geografia (licença) Cleidiane da Silva Vieira Oliveira Português Cristiane do Nascimento C. Santos Português Dernival Dos Santos Geografia Edileuza Rocha Barreto Polivalente Edilvan Lima Meireles História Elidayse Cristina Santana Santos Polivalente 8 Elineide Santos Meireles Polivalente Gilvante pereira de Aquino Mendonça Técnica-pedagógica Irlamarques Azevedo Do Nascimento Matemática Jaeldson Santos De Aquino Física Jomarks De Oliveira Matias Biologia Jorge Correia de Lima História José Almeida Dos Santos Irmão Pedagogo (Adaptado) José Carlos Santos História José Cleverton Da Conceição Passos Física José Rosemberg Oliveira Menezes Português Joseana Souza Da Fonseca Inglês Josefa Almeida Da Silveira Português Joan Pablo de Andrade Polivalente Kátia Virgínia Nunes Bezerra dos Santos Polivalente Lidiane Dos Santos Rocha Polivalente Liliane Brito Santos Química Luciano Santos Química Luciene Meireles Santos Dantas História Maria Domingas Santos Andrade Educação Física Maria Lucivânia dos Santos Polivalente Marcos Antônio Ribeiro De Andrade Matemática Marilene Góis De Andrade Polivalente Mônica De Jesus Andrade Inglês Monise de Jesus Siqueira Biologia Morgana Santana De Freitas Lima Polivalente 9 Roquenedy Lima Passos Matemática Sandra Machado Mendonça Polivalente (licença) Sandra Mara Ferreira Ribeiro Português Sérgio De Jesus Matemática Tatiane Silva Cruz Geografia Wesley Paes da Costa Geografia Atualmente a administração compõe-se de 01 Diretora, 01 Secretário e 03 Coordenadores Pedagógicos, conforme tabela abaixo: Temos também no quadro de funcionários efetivos 04 merendeiras, 04 vigilantes, 02 oficiais administrativos, 04 executores de serviços básicos. Equipe Diretiva Nome Função Formação Especialização Heliana Meireles dos S. Brito Diretora Licenciatura em Pedagogia Pós-Graduada Em Educação em Gestão Diogo Luiz Passos Rocha Secretário Lincenciatura em História - Jackeline Andrade Santos Coordenadora Lincenciatura em Pedagogia - Macelo Santana Sales Coordenador Lincenciatura em Matemática Pós-Graduado em Metodologia do Ensino da Matemática Militão Alves de Andrade Coordenador Licenciatura em Letras Português - 10 Temos a participação ativa do Conselho Escolar composto por 07 membros que se reúnem para discutir o destino do colégio no que se refere a ações ligadas ao projeto pedagógico, decisões conjuntas e aplicações de recurso. Representantes do Conselho Escolar Quadro demonstrativo pesquisa, trabalho etc.); Ler textos que circulam no contexto escolar e no meio social com compreensão, autonomia, fluência e criticidade; Valorizar a literatura e outras manifestações culturais como formas de compreensão do mundo e de si mesmo; 82 Componente Curricular - Matemática Matemática é produção dos sujeitos na história, nas relações dialógicas veiculadas na língua materna, em outras palavras “é fenômeno cultural, histórico, social e cognitivo que varia ao longo do tempo e de acordo com falantes: ela se manifesta no seu funcionamento e é sensível ao contexto” (MARCUSCHI, 2008). O estudo da Matemática deve ser visto como um processo em permanente construção, como nos mostra a História da Matemática. O conhecimento matemático tem, em suas origens, a busca pelo ser humano, de respostas a problemas oriundos de suas práticas sociais, de seus problemas reais. Essa busca derivou em novos saberes, que geraram novas perguntas. A Matemática não é, e não pode ser vista pela escola, como um aglomerado de conceitos antigos e definitivos a serem transmitidos aos estudantes. Ao contrário, no processo escolar, é sempre fundamental que eles sejam provocados a atribuir significado aos conhecimentos matemáticos. Logo, o ensino de Matemática deve contribuir para que os estudantes façam observações sistemáticas de aspectos quantitativos e qualitativos da realidade, estabelecendo inter-relações entre eles, utilizando conhecimentos relativos à aritmética, à geometria, às medidas, à álgebra, à estatística e à probabilidade. Desse modo, a Matemática poderá contribuir para a compreensão da realidade e nela atuar e desenvolver formas de raciocínio, que envolvem as ações de questionar, imaginar, deduzir, induzir, comparar, inferir, refletir, estimar, decidir, argumentar, representar/registrar, criar, comunicar, potencializando a análise e comunicação sobre o que pensou. Vale apena saber que a evolução do conhecimento matemático como ciência veio acompanhada de organizações em eixos/blocos/dimensões/campos/unidades de conhecimento. No documento Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foram denominadas unidades temáticas e são elas: Números, Álgebra, Geometria, Grandezas e Medidas, Probabilidade e Estatística. Essa separação deve ser vista tão somente como um elemento de organização, pois não há separação rígida entre o conhecimento tradicionalmente considerado como escolar e o conhecimento das práticas cotidianas dos sujeitos envolvidas no currículo. Quando nos propomos a estudar problemas reais, em vez dos objetos de conhecimento geralmente demarcados para uma disciplina ou unidade temática, necessariamente adotamos uma abordagem interdisciplinar, pois raramente um problema se encaixa unicamente dentro dos limites de uma só área, disciplina e/ou componente curricular. Superar a perspectiva de limitar 83 os objetos em unidades temáticas isoladas e estanques tem sido um dos principais desafios a serem vencidos com relação às práticas escolares de trabalho com a Matemática. Assim sendo, a discussão sobre a seleção e a organização de objetivos, habilidades e competências, conteúdos, objetos de conhecimento, procedimentos de ensino, orientações didáticas e critérios de avaliação trata-se de uma discussão complexa que não se resolve somente com a apresentação de uma listagem comum a ser desenvolvida nacionalmente, visto que é impossível de se pensar a escola no singular, pois podemos dizer que existem muitos currículos em ação nas escolas. O mundo está cada vez mais matematizado e o grande desafio que se coloca à escola e aos seus professores é construir um currículo de matemática que transcenda o ensino de algoritmos e cálculos mecanizados, principalmente nos Anos Iniciais, onde está a base da alfabetização matemática. Desse modo, no trabalho em sala de aula, as articulações/conexões/integrações entre os conhecimentos/ conteúdos/conceitos matemáticos e das demais áreas do saber devem ser o foco da atenção. Aprender e ensinar Matemática no Ensino Fundamental pressupõe a análise de variáveis envolvidas nesse processo – estudante, professor e saber matemático -, assim como das relações entre elas. Ao planejar, é de fundamental importância ao professor: Identificar as principais características dessa ciência, de seus métodos, de suas ramificações e aplicações. Conhecer a história de vida dos/das estudantes, sua vivência de aprendizagens fundamentais, seus conhecimentos prévios sobre um dado assunto/tema/conceito. Ter clareza de suas próprias concepções sobre a Matemática, uma vez que a prática em sala de aula, as escolhas pedagógicas, a definição de objetivos e conteúdos de ensino e as formas de avaliação estão intimamente ligadas a essas concepções. Objetivos específicos: Encarar a matemática de uma maneira mais natural, para que ele seja capaz de construir o seu próprio conhecimento matemático; Perceber que o estudo da matemática nos leva a evoluir como cidadãos, conseguir compreender melhor tudo o que acontece em nosso planeta, ampliando assim a nossa visão de mundo; Desenvolver o seu raciocínio lógico e estimular a sua curiosidade; 84 Interligar o estudo da matemática com seu cotidiano, perceber a presença da matemática em tudo que fizermos; Desenvolver e resolver situações-problemas, criando e elaborando técnicas de resolução válidas no encontro das soluções; Interagir todas as vertentes da matemática, ou seja, ver relações entre a geometria e a álgebra, entre as quatro operações e os números; Saber comunicar matematicamente, ou seja, utilizar corretamente os símbolos matemáticos. Componente Curricular - Ciências da Natureza No tocante ao estudo das Ciências da Natureza, desde os anos iniciais, entende-se como uma construção humana que envolve a capacidade de compreender e interpretar o mundo (natural, social e tecnológico), além de transformá-lo com base nos aportes teóricos e processuais da ciência. Esta Área do Conhecimento fornece ferramentas culturais para que as crianças possam observar sistematicamente o mundo material, com seus objetos, substâncias, espécies, sistemas naturais e artificiais, fenômenos e processos, estabelecendo relações causais, compreendendo desde interações e fenômenos de seu ambiente natural, que fazem parte do cotidiano, até temáticas sociais que envolvem conhecimentos dessa área para, assim, fazer uma leitura de mundo. Nesse sentido, o ensino de Ciências deve estar inserido em um processo contínuo de contextualização histórica, social e cultural, no qual os conhecimentos ganham sentido para os/as estudantes, uma vez que contribuem efetivamente para questionar, investigar, compreender, explicar e intervir no mundo em que vivem. O ponto de partida para novos conhecimentos nessa área deve considerar a percepção prévia dos estudantes sobre o mundo natural e social. Depois de serem expostas aos conhecimentos científicos, as crianças precisam se envolver, de fato, em processos de aprendizagem nos quais formulem e verifiquem hipóteses presentes em seu ambiente. Então, ao longo do Ensino Fundamental, crianças e jovens constroem juízos de valor cada vez mais abrangentes, a partir de vivências em processos de investigação, de apropriação de linguagens, e do estabelecimento de relações entre a ciência, a tecnologia e a sociedade. O ensino das Ciências da Natureza pode ser desafiador para crianças, adolescentes, jovens e adultos, levando-os a refletir sobre as culturas das quais participam, em uma sociedade em que 85 a ciência é um instrumento importante para a interpretação de fenômenos e problemas sociais, contribuindo para buscar formas de intervenção pessoais e coletivas, para promover consciência e assumir responsabilidades, com o entusiasmo de quem não precisa memorizar respostas, mas pode fazer perguntas, apresentar e enfrentar dúvidas, uma vez que as crianças têm vivências, saberes, interesses e curiosidades que, tratadas em atividades que favoreçam a sua exploração, podem ser pontos de partida para se estabelecerem relações entre diferentes visões de mundo, construindo-se conhecimentos sistematizados das Ciências da Natureza. Sendo assim, no Ensino Fundamental, os conhecimentos abordados no componente curricular Ciências estão articulados com as competências gerais da Base Nacional Comum Curricular da Área de Ciências da Natureza, garantindo aos estudantes o desenvolvimento de competências específicas. Objetivos específicos: Compreender as ciências como uma conquista humana, reconhecendo que o conhecimento científico é provisório, cultural, histórico e social. Ler e encantar-se com o mundo e com suas transformações, bem como com as potencialidades humanas de interagir com o mundo e de produzir conhecimento e outros modos de vida mais humanizados, apoiando-se em conhecimentos das Ciências da Natureza. Compreender a natureza como um todo dinâmico, sendo o ser humano parte integrante e agente de transformações do mundo em que vive, assumindo atitudes e valores de admiração, respeito e preservação para consigo, com outros grupos, com outras espécies e a natureza. Desenvolver o gosto e o interesse pelo conhecimento científico, analisando, compreendendo e explicando as características, os fenômenos e os processos relativos ao mundo natural, tecnológico e social, como também às relações que se estabelecem entre eles, exercitando a curiosidade para fazer perguntas e buscar respostas. Conhecer e desenvolver ações relacionadas ao cuidado – para consigo mesmo, com a sociedade, com a natureza, com outras espécies - como um modo de proteger a vida, a 86 saúde, a segurança, a dignidade, a integridade física, moral, intelectual, ambiental recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza. Reconhecer e avaliar aplicações e implicações políticas, socioambientais e culturais da ciência e da tecnologia, propondo alternativas aos desafios do mundo contemporâneo, incluindo aqueles relativos ao mundo do trabalho, para a organização dos modos de vida na sociedade e no ambiente. Desenvolver procedimentos de investigação e a capacidade de buscar e fazer uso de informações para compreender questões e propor soluções para problemas que envolvem conhecimentos científicos. Identificar relações entre conhecimento científico, produção de tecnologia e condições de vida, no mundo de hoje e em sua evolução histórica. Desenvolver senso crítico e autonomia intelectual (inventar, interpretar, perguntar, observar, planejar, testar, avaliar, explicar...) interagindo socialmente para tomar decisões éticas no cotidiano, no enfrentamento de problemas e na busca de soluções, visando transformações sociais e construção da cidadania. Componente Curricular - História e Geografia A História é a geografia no tempo e a Geografia é a história no espaço". Élisee Reclus É necessário que sejam trabalhados o desenvolvimento do pensamento histórico e geográfico de forma contextualizada, a fim de que possibilitem não uma mera constatação, contudo a ampliação dos conhecimentos e vivências dos estudantes por meio de questões problematizadoras e que os levem a compreender como e por quais razões as coisas acontecem e aconteceram. Logo, cabe à Geografia e à História, consideradas as especificidades de cada componente, desenvolver conhecimentos que permitam uma compreensão da temporalidade e da espacialidade, da diversidade cultural, religiosa, étnica, de gênero e etnias, na perspectiva dos direitos humanos e da interculturalidade, do acolhimento das diferenças, valorizando a crítica sistemática à ação humana, às relações sociais e de poder e, especialmente, à produção 87 de conhecimentos e saberes frutos de diferentes circunstâncias históricas e espaços geográficos. Estimular os estudantes a desenvolver uma melhor compreensão do mundo, não só favorece o desenvolvimento autônomo de cada indivíduo, como também os torna aptos a uma intervenção responsável no mundo em que vivem. Dessa maneira, as Ciências Humanas precisam estimular uma formação ética, elemento fundamental para a formação das novas gerações, auxiliando os estudantes a construir um sentido de responsabilidade para valorizar: os direitos humanos, o respeito ao meio ambiente e à própria coletividade, o fortalecimento de valores sociais, tais como a solidariedade, a participação e o protagonismo voltados para o bem comum; e, sobretudo, a preocupação com as desigualdades sociais. Nesse viés, no Ensino Fundamental – Anos Iniciais, valorizam-se e problematizam-se as vivências e experiências individuais e familiares trazidas pelos estudantes, por meio do lúdico, de trocas, da escuta e de falas sensíveis, nos diversos ambientes educativos (bibliotecas, pátio, praças, parques, museus, arquivos, entre outros). Essa abordagem privilegia o trabalho de campo, as entrevistas, a observação, o desenvolvimento de análises e de argumentações, de modo a potencializar descobertas e estimular o pensamento criativo e crítico, porque é nessa fase que os estudantes começam a desenvolver procedimentos de investigação em Ciências Humanas, como a pesquisa sobre diferentes fontes documentais, a observação e o registro – de paisagens, fatos, acontecimentos e depoimentos – e o estabelecimento de comparações. Esses procedimentos são fundamentais para que compreendam a si mesmos e àqueles que estão em seu entorno, suas histórias de vida e as diferenças dos grupos sociais com os quais se relacionam. Por essa razão, os conhecimentos de Geografia e de História nos anos iniciais do Ensino Fundamental, em articulação com os saberes de outros componentes curriculares e outras áreas do conhecimento, contribuem para o desenvolvimento de diferentes raciocínios que permitem atribuir sentidos para as dinâmicas das relações entre pessoas, grupos sociais e desses com a natureza, nas atividades de trabalho e lazer. Isto é, o ensino dessas áreas deve ser desenvolvido de modo interdisciplinar, num trabalho de cooperação, enriquecida, por meio de propostas temáticas trabalhadas transversalmente ou em redes de conhecimentos e de aprendizagem, priorizando um planejamento sistemático, integrado e disposto ao diálogo. 88 Componente Curricular - Arte A proposta curricular de Arte está centrada em quatro diferentes subcomponentes: Artes Visuais, Dança, Teatro e Música, bem como de suas práticas integradas. Cada subcomponente tem seu próprio contexto, objeto e estatuto. Assim, este campo do saber articula diferentes formas de cognição: saberes do corpo, da sensibilidade, da intuição, da emoção, etc., constituindo um universo conceitual e de práticas singulares, que contribuem para que o estudante possa lidar com a complexidade do mundo, por meio do pensamento artístico. Nesse campo, a Arte se caracteriza por trabalhar com o processo criativo em seus diferentes subcomponentes, englobando o fazer, o fruir e a reflexão sobre o fazer e o fruir. O componente se configura como um campo no qual o sujeito tem a possibilidade de ter experiências por intermédio de práticas artísticas e culturais heterogêneas e plurais. Em outros termos, a Arte é uma área do conhecimento e patrimônio histórico e cultural da humanidade e, no Ensino Fundamental, essas linguagens articulam saberes referentes a produtos e fenômenos artísticos e envolvem as práticas de criar, ler, produzir, construir, exteriorizar e refletir sobre formas artísticas. A sensibilidade, a intuição, o pensamento, as emoções e as subjetividades se manifestam como formas de expressão no processo de aprendizagem em Arte. Logo, é necessário reconhecer a diversidade de saberes, experiências e práticas artísticas como modos legítimos de pensar, de experienciar e de fruir a Arte, o que coloca em evidência o caráter social e político dessas práticas. Objetivos específicos: Explorar, conhecer, fruir e analisar, criticamente, práticas e produções artísticas e culturais do seu entorno social e de diversas sociedades, em distintos tempos e contextos, para reconhecer e dialogar com as diversidades. Compreender as relações entre as linguagens da Arte e suas práticas integradas, inclusive aquelas possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de informação e comunicação, 89 pelo cinema e pelo audiovisual, nas condições particulares de produção, na prática de cada linguagem e nas suas articulações. Pesquisar e conhecer distintas matrizes estéticas e culturais – especialmente aquelas manifestas na arte e na cultura brasileira –, sua tradição e manifestações contemporâneas, reelaborando-as nas criações em Arte. Experienciar a ludicidade, a percepção, a expressividade e a imaginação, ressignificando espaços da escola e de fora dela no âmbito da Arte. Mobilizar recursos tecnológicos como formas de registro, pesquisa e criação artística. Estabelecer relações entre arte, mídia, mercado e consumo, compreendendo, de forma crítica e problematizadora, modos de produção e de circulação da arte na sociedade. Problematizar questões políticas, sociais, econômicas, científicas, tecnológicas e culturais, por meio de exercícios, produções, intervenções e apresentações artísticas. Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e o trabalho coletivo e colaborativo nas artes. Analisar e valorizar o patrimônio artístico nacional e internacional, material e imaterial, com suas histórias e diferentes visões de mundo. ENSINO FUNDAMENTAL MAIOR, ENSINO MÉDIO CONVENCIONAL, NOVO ENSINO MÉDIO CONVENCIONAL E EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS(EJAEM) Os componentes serão descritos no mesmo tópico porque os objetivos se encaixam em qualquer uma das modalidades descritas, salientando que a divisão curricular de cada uma delas está em anexo neste documento. Componente Curricular - Língua Portuguesa e Produção Textual 90 O conceito de ensino de língua materna adotado privilegia a articulação dos eixos/dimensões/unidades temáticas organizadoras, a saber: oralidade, leitura, escrita, conhecimentos linguísticos e gramaticais, educação literária. Nessa perspectiva, entende-se que o texto, seja na modalidade oral, seja na escrita, pode ser concebido como resultado parcial de nossa atividade comunicativa, que compreende processos, operações e estratégias que têm lugar na mente humana, e que são postos em ação em situações concretas de interação social. Nesse viés, a língua deve ser concebida como um conjunto aberto e múltiplo de práticas sociointeracionais, desenvolvidas por sujeitos historicamente situados. E, frente às novas tendências trazidas pelas tecnologias digitais, surge a necessidade de alinhamento, o que possibilitará aos alunos uma forma de aprender mais atrativa. Tal adequação garante, além de status social, um instrumento de poder aos discentes. A linguagem pensada assim não existe em si só; acontece, conquanto, no contexto das relações sociais. Dessa forma, o elemento linguístico parte das múltiplas relações e se constitui gradativamente. De forma alguma, deve-se compreender o aluno/falante como mero aplicador de regras de um sistema gramatical ou como mero reprodutor de certo monumento linguístico cristalizado; ou, menos ainda, como mero usuário de um instrumento externo. Ensinar português é, essencialmente, oferecer a oportunidade de amadurecer e ampliar o domínio que se têm das práticas de linguagem, internalizadas a partir do contexto familiar e social. Nesse contexto, a Língua Portuguesa está voltada para a leitura, interpretação, produção e análise, de forma crítica e comprometida com o coletivo. O objetivo é criar condições para que esse domínio seja aprimorado, tornando-se mais amplo. Portanto, a aprendizagem sistemática da língua materna possui uma extrema relevância na formação do indivíduo. Gera comportamentos, sentimentos e atitudes; atua na construção e alteração da sensibilidade e do imaginário coletivo; proporciona o entendimento do mundo; é fonte de prazer e de sabedoria. A escola, na maioria das vezes, torna-se o veículo de interação de alunos com textos, cabendo a ela oferecer leituras e produções textuais de qualidade e diversificadas, prazerosas e eficazes. E, consequentemente, forma leitores e escritores proficientes. Para tanto, faz-se necessário que se oportunizem espaços que favoreçam tais práticas. 91 Componente Curricular - Arte A arte é um conhecimento sensível-cognitivo, voltado para um fazer e apreciar artístico e estético, juntamente a uma reflexão sobre sua história e contexto na sociedade. Sabe- se que não existe arte sem pensamento racional, nem ciência sem imaginação e sensibilidade. Tanto uma como a outra são ações criadoras, produtos que expressam as representações de diferentes culturas no percurso da história. Os conteúdos de artes são componentes fundamentais no desenvolvimento da aprendizagem do aluno e o professor deve ser o responsável pela mediação dos conteúdos de tal forma que possibilite a reflexão dos alunos em busca de aprendizagem mais efetiva e que desperte a criatividade artística de cada um. É importante destacar que o trabalho educacional com artes não visa formar artistas, mas ampliar a capacidade criativa dos alunos e possibilitar que eles conheçam a linguagem artística e mantenham olhar sensível para o mundo, aprendendo a representá-lo. Neste sentido, o valor educativo das Artes no Ensino Fundamental se destaca, na medida em que reconhece este componente curricular com imprescindível na formação do indivíduo e para o exercício da vida cidadã. Os saberes que decorrem deste objeto permitem que a Arte seja entendida como um conjunto de linguagem, cada uma com seus elementos e códigos. Entende-se, então, que os saberes em Arte, abordados em sala de aula em diversas situações de aprendizagem, têm o propósito de possibilitar a ampliação do conhecimento estético (pela análise e experimentação) presente nas diferentes linguagens e no processo de produção das manifestações artísticas. Objetivos específicos: Adquirir sensibilidade e cognição em Artes Visuais, Dança, Música e Teatro; Exercitar a cidadania cultural; Experimentar e explorar as possibilidades de cada linguagem artística; Compreender e utilizar a arte como linguagem; 92 Contextualizar a arte fazendo relações com períodos históricos; Experimentar diferentes materiais expressivos; Levar o aluno à percepção de formas visuais, sonoras e gestuais, através do uso da observação, imaginação e articulação dos elementos na estrutura formal; Estimular a interpretação e análise de obras de arte. Componente Curricular - Educação Física A Educação Física Escolar ao deixar de ser considerada opcional por lei (LDB 5.692/71), para a ser considerada por lei (LDB 9.394/96), como componente curricular, e assumi um novo papel no contexto educacional. Esse vem atender aos longos processos de discussões e produções mais fortemente iniciados nos anos oitenta. Trata-se de um papel pedagógico formativo e informativo de nossas crianças, jovens e adolescentes, integrantes do processo educacional. Formativo no sentido de estar contribuindo com aspectos relacionados ao desenvolvimento físico, social e psicológico e, informativo, no sentido de estar contribuindo com os aspectos relacionados à transmissão e produção do conhecimento vinculado ao objeto de estudo da área – o movimento humano. Esse entendimento exige que a Educação Física Escolar seja estudada e organizada de forma a atender o máximo possível a condição formativa e informativa. Para tanto, coloca-se como ponto central dessa inserção pedagógica o planejamento, etapa imprescindível à estruturação e desenvolvimento de um componente curricular. A Educação Física é responsável pela disseminação de saberes acerca do movimento humano, necessário para toda e qualquer interação do ser humano com o meio ambiente em que vive. Ela parte de referências motoras, pertencentes à cultura de movimento universalmente reconhecida, como, por exemplo, ginástica, jogo, esporte, dança, atividades rítmicas, lutas, mas também tem por finalidade a apropriação dos conhecimentos relativos a esses movimentos que são relevantes para a busca de uma melhor qualidade de vida. É importante que a Educação Física não seja privada da oferta de materiais Teórico/Prático para seus professores e alunos. Que para a legitimação do componente oficialmente regulamentado se traduza na construção destes materiais, e estes, possam traduzir os anseios da Educação Física ideal. 93 Ela apresenta múltiplas possibilidades de ação dentro e fora do espaço escolar. No âmbito da unidade escolar é importante e imprescindível atrelar seu papel pedagógico à formação integral do estudante, contribuindo para umas práxis que corrobore com a assimilação de valores voltados à cidadania, ao respeito à diversidade e aos direitos humanos. Possui o papel de mediadora no processo de aprendizagem, integrando e interligando as práticas corporais, indispensáveis para o desenvolvimento global dos sujeitos, de forma mais reflexiva e contextualizada, caminhando rumo a uma educação transformadora. Assim, amparada na concepção de corporeidade, do movimento humano e do respeito aos valores regionais, a Educação Física escolar reúne condições de atuar em todas as etapas e modalidades da educação básica do Estado de Sergipe. Como atendimento complementar, a mesma apresenta alguns desafios, dentre eles, a articulação da cultura corporal com as demandas que se desenvolvem nas múltiplas dimensões da vida em suas diversas formas de codificação e significação social. Dessa forma, é oportunizada a construção de conhecimentos teórico-práticos contextualizados sobre a cultura corporal com o intuito de promover a participação coletiva consciente e individual autônoma, bem como a ampliação dos recursos do cuidado de si e dos outros. Nas últimas décadas a Educação Física brasileira vem empreendendo esforços para se alinharem aos propósitos republicanos que regem a Educação Básica em nosso país: possibilitar a preservação e a reconstrução da herança científica e cultural acumulada pela humanidade sob a forma de conhecimentos sistematizados. Para o Coletivo de Autores (1992) a EF é tida como prática pedagógica que através da reflexão sobre a cultura corporal, realiza uma ação pedagógica sobre o acervo de formas de representação do mundo que os seres humanos constroem no decorrer da história, exteriorizados pela expressão corporal: jogos, danças, lutas, exercícios ginásticos, esporte, malabarismo, contorcionismo, mímica e outros. De Marco (1995 p. 77) complementa dizendo que a EF também deve ser: “(...) um espaço educativo privilegiado para promover as relações interpessoais, a autoestima e a autoconfiança, valorizando-se aquilo que cada indivíduo é capaz de fazer em função de suas possibilidades e limitações pessoais (...)”. Nessa perspectiva, esse componente curricular trata das práticas corporais em suas diversas formas de codificação e significação social, entendidas como manifestações das 94 possibilidades expressivas dos sujeitos e do patrimônio cultural da humanidade, produzidas por diversos grupos sociais no decorrer da história. Oportuniza a construção de conhecimentos teórico-práticos contextualizados sobre a cultura corporal, capazes de promover a participação confiante e autoral dos estudantes na sociedade, bem como a ampliação dos recursos do cuidado de si e dos outros. A responsabilidade da Educação Física é tratar das práticas corporais na escola como fenômeno cultural dinâmico, diversificado, pluridimensional, singular e contraditório, assegurando aos estudantes a construção de um conjunto de conhecimentos necessários à formação plena do cidadão. Desse modo, cabe a esse componente curricular problematizar, desnaturalizar e evidenciar a multiplicidade de sentidos/significados que os grupos sociais conferem às diferentes manifestações da cultura corporal, não se limitando, apenas a reproduzi- las. As práticas corporais, nessa perspectiva, são entendidas como forma de relação do ser humano com o mundo e de interação com os outros sujeitos, que, ao possibilitarem a construção de sentidos e significados singulares, configuram-se como produções diversificadas da cultura. Suas diferentes manifestações assumem, no mundo contemporâneo, uma importância cada vez maior no cotidiano das pessoas e na história social, constituindo subjetividades e identidades, quer seja na dimensão do lazer, quer seja na dimensão da saúde. Portanto, a Educação Física é movimento. É perceptível, durante o processo pedagógico, que várias questões precisam ser abordadas, tais como: a questão de gênero (divisão entre meninas e meninos nas aulas e nos elementos da cultura corporal), a constituição da sexualidade (corpo, saúde, preconceitos e discriminações) e a violência (drogas, pobreza, gangues). A construção de um processo educativo ininterrupto, capaz de incluir e oferecer condições de aprendizagem a todos os estudantes não deve deixar lacunas. A Educação Física proporciona através de recursos dinâmicos, oportunidades diárias de recomposição de conteúdos faltantes, mas é a observação do professor que se constitui num recurso primoroso na detecção das necessidades da criança ou adolescente em formação. 95 Objetivos específicos: Propiciar um espaço para que se desenvolva o processo criativo e espontâneo dos alunos; Orientar sobre a importância da prática regular de atividade física; Proporcionar o desenvolvimento motor das crianças; Construir um processo de conscientização corporal; Valorizar a experiência trazida pelos alunos como meio de construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem. Componente Curricular- Língua Inglesa O ensino e aprendizagem da LEM têm se estruturado, modificado e se adaptado de acordo com as necessidades, expectativas, níveis de compreensão e importância como instrumento fundamental para o desenvolvimento do pensamento. Destaca-se, então, a grande contribuição da língua inglesa na construção das identidades dos alunos, auxiliando-os na interação entre a comunidade local e global. Para tal, os significados culturais são abordados essencialmente através do discurso que se dá pela interação verbal entre os falantes da língua em questão considerando o contexto vivido e os usuários, para então se atingir a finalidade da comunicação. Objetiva-se que os alunos analisem as questões de nova ordem global e suas implicações de tal maneira que sejam capazes de desenvolver uma consciência crítica a respeito do papel das línguas na sociedade. A Base Nacional Comum Curricular nos orienta que a “língua inglesa pode possibilitar a todos o acesso aos saberes linguísticos necessários para engajamento e participação no mundo, contribuindo para o agenciamento crítico dos estudantes e para o exercício da cidadania ativa [...] abrindo novos percursos de construção de conhecimentos e de continuidade nos estudos” (BRASIL, 2017, p. 239). Desse modo, com base nos documentos que regem o ensino público brasileiro, justifica-se a relevância do ensino da língua estrangeira – inglês- na formação do cidadão atuante neste mundo globalizado. Objetivos específicos: 96 Ampliar o acervo linguístico do educando para que este tenha suas oportunidades de inclusão no mundo social, educacional e trabalhista ampliadas. Interpretar os mais distintos gêneros textuais a partir do desenvolvimento de estratégias de leitura e do estudo de estruturas sintáticas contextualizadas e de vocabulário geral e específico. Conhecer e usar a língua estrangeira moderna, inglês, como instrumento de acesso a informações e a outras culturas e grupos sociais. Aproximar o aluno às fronteiras internacionais, a globalização, ao discurso transglobal e a necessidade de adaptações causadas pela tecnologia; Evidenciar que o uso da língua Inglesa interfere positivamente na comunicação e no seu posicionamento enquanto estudante e/ ou profissional na atualidade; Fortalecer o conhecimento de mundo que o aluno já traz em sua bagagem de estudos na língua materna; Aumentar o conhecimento do educando sobre sua língua materna. Componente Curricular - Matemática A Matemática, enquanto campo do saber, deve ser vista como um processo em permanente construção, como nos mostra a História da Matemática. O conhecimento matemático tem, em suas origens, a busca pelo ser humano, de respostas a problemas oriundos de suas práticas sociais, de seus problemas reais. Essa busca derivou em novos saberes, que geraram novas perguntas. A Matemática não é, e não pode ser vista pela escola, como um aglomerado de conceitos antigos e definitivos a serem transmitidos aos estudantes. Ao contrário, no processo escolar, é sempre fundamental que eles sejam provocados a atribuir significado aos conhecimentos matemáticos. Portanto, o ensino de Matemática deve contribuir para que os estudantes façam observações sistemáticas de aspectos quantitativos e qualitativos da realidade, estabelecendo inter-relações entre eles, utilizando conhecimentos relativos à aritmética, à geometria, às medidas, à álgebra, à estatística e a probabilidade. Desse modo, a Matemática poderá contribuir para a compreensão da realidade e nela atuar e desenvolver 97 formas de raciocínio que envolvem as ações de questionar, imaginar, deduzir, induzir, comparar, inferir, refletir, estimar, decidir, argumentar, representar/registrar, criar, comunicar, potencializando a análise e comunicação sobre o que pensou. O processo ensino-aprendizagem da Matemática deve direcionar a uma compreensão abrangente de mundo e da comunidade local em que o discente está inserido. Deve, também, qualificar a inserção do aluno no mundo do trabalho, o capacitando para tornar a sua argumentação consistente, bem como lhe dar segurança para lidar com problemas e desafios de origens diversas. Para tanto, é de suma importância que o processo de ensino-aprendizagem seja contextualizado e interdisciplinar, permitindo ao aluno usar a sua imaginação e criatividade para expandir os conceitos aprendidos para situações mais abrangentes e em diversos contextos. Objetivos específicos: Proporcionar os conhecimentos necessários que possibilitem a integração do educando na sociedade em que vive, estabelecendo ligações cognitivas entre a linguagem, o conceito da vida real e a linguagem matemática formal com destaque à resolução de problemas e ao desenvolvimento de conceitos matemáticos. Apresentar a matemática em diversos usos, com linguagem peculiar e estruturas específicas, ampliando, fundamentando e solidificando o conhecimento matemático, favorecendo o desenvolvimento de hábitos de leitura, de estudo e organização. Reconhecer que a matemática deverá acompanhar e atender as exigências de uma sociedade ao alcance de todas as informações, criando assim condição de inserção em um mundo de constantes mudanças. Capacitar o educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico. Componente Curricular- Ciências É necessário que se recrie o método do ensino de ciências baseado em uma proposta de ensino para a vida, um método que permita uma nova abordagem, que sensibilize o aluno 98 para o mundo natural, mas que não se limite a isso, que também faça com que esse aluno aprenda, pense, questione e principalmente queira saber mais. É indispensável aulas e professores que estimulem e proporcionem dúvidas aos alunos durante as aulas a fim de que recebam e assimilem as várias informações transmitidas, para que viajem por diversos lugares, diferentes aspectos que não se resumam à mera descrição dos ossos de nosso corpo ou das partes de uma árvore, mas que proporcione enxergar além destes aspectos restritos. É necessário um ensino de ciências que faça com que o aluno tenha oportunidade de ver os detalhes das coisas (como uma flor ou espinhos de cacto) que nunca parariam para prestar atenção, por falta de oportunidade, tempo ou motivação. Além disso, e principalmente, ter espaço para satisfazer suas dúvidas e curiosidades. Nessa perspectiva o ensino de ciências de modo transversal a todos os componentes curriculares deve focar nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para o mundo. Objetivo específico: Fazer com que os alunos tenham condições de serem protagonistas na escolha de posicionamentos que valorizem as experiências pessoais e coletivas, e representem o autocuidado com seu corpo e o respeito com o do outro, na perspectiva do cuidado integral à saúde física, mental, sexual e reprodutiva. Componente Curricular - Biologia A Biologia é uma das áreas fundamentais das ciências, tendo vinculada a ela uma gama de especializações e áreas do conhecimento. É, portanto, a ciência que estuda os seres vivos em todos os aspectos de abrangência e diversidade de manifestações, quer sejam anatômicos, funcionais, genéticos, comportamentais, evolutivos, geográficos ou taxionômicos, bem como as leis, os princípios e fenômenos que regem a existência desses seres. Seu objeto de estudo, a vida, volta-se para a compreensão das características e evolução dos seres vivos, suas estruturas e funções, suas relações com os mais diferentes ambientes e sua reprodução, incitando a curiosidade em observar e fazer conexões com o dia a dia. 99 Objetivo específico: Preparar o aluno para um mundo em constante mudança, possibilitando a compreensão das mais diversas formas de vida do planeta, suas relações, associações com a humanidade e possibilidades de intervenção no meio, reunindo conhecimento específico, valores e atitudes que proporcionem a sua formação acadêmica, ética e crítica. Componente Curricular – Química Nas sociedades contemporâneas, muitos são os exemplos da presença da Ciência e da Tecnologia, e de sua influência no modo como vivemos, pensamos e agimos: do transporte aos eletrodomésticos; da telefonia celular à internet; dos sensores óticos aos equipamentos médicos; da biotecnologia aos programas de conservação ambiental; dos modelos submicroscópicos aos cosmológicos; do movimento das estrelas e galáxias às propriedades e transformações dos materiais. Além disso, questões globais e locais com as quais a Ciência e a Tecnologia estão envolvidas – como desmatamento, mudanças climáticas, energia nuclear e uso de transgênicos na agricultura – já passaram a incorporar as preocupações de muitos brasileiros. Nesse contexto, a Ciência e a Tecnologia tendem a ser encaradas não somente como ferramentas capazes de solucionar problemas, tanto os dos indivíduos como os da sociedade, mas também como uma abertura para novas visões de mundo. A construção do conhecimento químico deve ter como princípio uma abordagem que considere os aspectos relacionados aos fenômenos, às teorias e à linguagem específica da Química. Os fenômenos de interesse da Química são os processos de mudanças dos materiais, que ocorrem em diversos ambientes. Para explicá-los, os químicos utilizam teorias e, para descrevê-los, utilizam símbolos, fórmulas e equações químicas. Assim, um dos aspectos do ensino de Química consiste em familiarizar-se com a linguagem química. Entre os fenômenos de interesse da Química, que fazem parte dos conteúdos curriculares, há aqueles que são visíveis ou diretamente observáveis e outros que só podem ser detectados com o uso de aparelhos. Deve- 100 se salientar que os fenômenos da Química ocorrem também nos espaços de nossas atividades diárias e não apenas em laboratórios. Os fenômenos estudados na escola devem ser aqueles, que ocorrem em nossas vidas, tornando-se, assim, significativos para os estudantes. Todavia, é notório que poucas pessoas aplicam os conhecimentos e procedimentos científicos na resolução de seus problemas cotidianos (como estimar o consumo de energia de aparelhos elétricos a partir de suas especificações técnicas, ler e interpretar rótulos de alimentos etc.). Tal constatação corrobora a necessidade de a Educação Básica – em especial, a área de Ciências da Natureza – comprometer-se com o letramento científico da população. É importante destacar que aprender Ciências da Natureza vai além do aprendizado de seus conteúdos conceituais. Pretende-se, também, que os estudantes aprendam a estruturar discursos argumentativos que lhes permitam avaliar e comunicar conhecimentos produzidos, para diversos públicos, em contextos variados, utilizando diferentes mídias e tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC), e implementar propostas de intervenção pautadas em evidências, conhecimentos científicos e princípios éticos e socioambientalmente responsáveis. Objetivos específicos: Compreender a química, as transformações e informações básicas necessárias para a participação e análise efetiva na sociedade, ou seja, um ensino socializador e integrador que propicie aos alunos conhecimentos químicos relacionando-os com fatos de suas vidas cotidianas tornando-os agentes transformadores do meio em que vivem. Analisar fenômenos naturais e processos tecnológicos; Utilizar interpretações sobre a dinâmica da Vida, da Terra e do Cosmos; Investigar situações-problema e avaliar aplicações do conhecimento científico e tecnológico e suas implicações no mundo; Componente Curricular - Física A Física tem como objeto de estudo o universo, em toda a sua complexidade. Dessa forma entende-se que a Física deve educar para cidadania contribuindo para o desenvolvimento 101 de um sujeito crítico, capaz de admirar a beleza da produção cientifica ao longo da história e compreender a necessidade desta dimensão do conhecimento para o estudo e o entendimento do universo de fenômenos que o cerca. Assim, elaborou-se a proposta de conteúdos estruturantes, os quais foram indicados, tendo em vista e evolução histórica das ideias e conceitos da física, a prática docente e o entendimento, pelos professores, de que o Ensino Médio deve estar voltado à formação de sujeitos que, em sua formação e cultura, agreguem a visão da natureza, das produções e das relações humanas. Esses conteúdos estruturantes indicam campos de estudo da Física como: movimento, termodinâmica e eletromagnetismo, que a partir de desdobramentos em conteúdos pontuais, possam garantir os objetos de estudo da disciplina em toda a sua complexidade. O universo, sua evolução, suas transformações e as interações que nele se apresentam. Ressalta-se a importância de um enfoque conceitual que não leve em conta apenas uma equação matemática, mas que considere o pressuposto teórico que afirma que o conhecimento cientifico é uma construção humana com significado histórico e social. Objetivos específicos: Promover uma discussão a respeito da Física, principalmente enquanto construção humana (ciência do conhecimento do homem sobre a natureza, paradigmas, contradições e dúvidas, progresso e miséria, aventura do espírito humano). Destacar as inúmeras questões ligadas à Física, como sua relação com a natureza, o método científico, sua relação com a matemática e a tecnologia, assim como seu destacado papel no mundo moderno (os fenômenos naturais, os vários ramos da fisica, a matemática como instrumento sintetizador na compreensão dos fenômenos naturais, as novas tecnologias e a socialização das mesmas. Discutir os movimentos naturais e os inventados pelo homem. Analisar os movimentos, suas leis e propriedades gerais. Interpretar e utilizar diferentes formas de representação (tabelas, gráficos e relações matemáticas). 102 Discutir a ideia de que o movimento é uma característica do Universo, que sua compreesão não é só uma atividade teórica, que a mecânica tem importância nos transportes, nas atividades desportivas, na indústria e em muitas outras atividade humanas. Utilizar notações e escalas adequadas de medida para expressar grandezas físicas. Evidenciar a capacidade humana de admirar, compreender e se apropriar de movimentos naturais no desenvolvimento dos esportes, transportes e outros movimentos. Descobrir que a Física da natureza – teórica ou experimental – e suas leis têm valor universal, independentes das qualidades sensíveis das coisas. Terra, mar e ar obedecem às mesmas leis naturais. A natureza é a mesma em todas as partes e para todos os seres não existindo hierarquias ou graus de imperfeição/perfeição, inferioridade/superioridade. Se houver uma única exceção a lei está mal formulada e é preciso voltar a investigar para descobrir outra, onde a exceção não ocorra. Descobrir que quando se trata do ser humano, esse bicho complexo, não basta apenas às ciências da natureza para estabelecer as regras, é necessária, ainda, uma ciência social ou humana na elaboração de regras e leis que nem sempre são universais, porém, de alguma forma, regem o convívio social. Descobrir que existem leis que regem tanto os movimentos naturais quanto os sociais. Entretanto as leis dos movimentos naturais são aquelas que não precisam de punição, pois, em princípio, é impossível deixar de cumpri-las. Descobrir que a visão contemporânea do Universo não é uma simples negação das práticas religiosas e convicções míticas, mas sim uma nova elaboração conceitual e experimental com respeito de quem examina o próprio passado, a fim de compreender como as civilizações, que nos distinguem dos demais seres vivos, se fundaram. Enfim, reconhecer que investigar o Universo também implica em garimpar no passado, e, compreender a astronomia através dos tempos e as sociedades humanas é descobrir o nosso lugar Universo. Apresentar uma visão global da evolução tecnológica proporcionada pela Física no universo da comunicação, informação, medicina e astronomia. Propiciar ao aluno a percepção de como a Física está inserida nos processos de armazenamento e transmissão de informações, associando sempre que possível, o conhecimento a suas próprias vivencias. 103 Mostrar que as alterações nas relações sociais estão de certa forma, ligadas ao desenvolvimento de novas tecnologias e estas, por sua vez, são atreladas ao desenvolvimento da Física. Possibilitar o entendimento de que a Física está vinculada ao mundo real e não constitui um campo isolado de estudos hermético e distante, carregado de fórmulas complexas e compreendido apenas por especialistas. Afinal, o ensino de Física é necessário à formação do cidadão contemporâneo, para que ele possa compreender o mundo em que vive. Apresentar uma visão global das características quânticas das radiações, átomos, núcleos e materiais, a fim de possibilitar a compreensão de princípios científicos e tecnológicos que presidem a produção, a pesquisa cientifica, as atividades e as utilidades modernas. Desenvolver competências e habilidades de investigação e compreensão, como utilizar um rádio e um controle remoto para analisar o comportamento das ondas eletromagnéticas ao incidirem sobre diferentes materiais; de representação e comunicação, como realizar entrevistas com familiares sobre equipamentos de diagnóstico ou terapia e apresentar relatórios; e de contextualização sociocultural, como reconhecer e explicar os diferentes percentuais que ocupa a energia nuclear na matriz energética de países como o Brasil e EUA. Resolver aplicações de vestibulares. Componente Curricular- Geografia O universo escolar vive em constante transformação, viabilizada através da materialização de saberes e práticas pedagógicas, que buscam dinamizar o processo de ensino- aprendizagem de maneira a contribuir para a formação do aluno enquanto sujeito social inserido no espaço. Esse método, busca a diversificação do ensino padronizado nos moldes tradicionais, baseado no que Paulo Freire (1981) chama de concepção bancária do ensino, no qual, apenas se depositam conteúdos para os alunos, focando somente na explanação de ideias, de maneira monótona, na maior parte das aulas. O que se deve levar em consideração é que a aula tradicional não deve ser extinguida, porém, precisa ser reelaborada visando às especificidades de cada turma e/ou comunidade escolar, baseando-se nas concepções de espaço vivido e utilizando-se de ferramentas didático-metodológicas as quais possibilitarão o avanço das aulas de maneira lúdica, contribuindo para a formação, aprendizagem e emancipação dos alunos. 104 Para o ensino da geografia, muitas são as ferramentas que podem ser utilizadas visando a essa contribuição para a transformação do universo escolar. Seja, por exemplo, no uso de geotecnologias, seja por meio de aulas de campo, ou atividades lúdicas, o objetivo é o mesmo: apresentar uma geografia escolar crítica, interessante, pautada na aprendizagem a partir da formação do aluno enquanto sujeito do espaço e protagonista da sua história. Essa abordagem possibilita a formação integral dos discentes, baseando-se na ideia de levar o aluno a ler e pensar o espaço a partir do seu lugar, interligando os conteúdos ao seu espaço vivido, percebido e concebido. A geografia tem assumido um papel importante em uma época em que as informações são transmitidas pela mídia com muita rapidez e em grande volume. É impossível acompanhar e entender as mudanças e os fatos ou fenômenos que ocorrem no mundo, sem conhecimentos geográficos. O impacto ambiental provocado pelo processo de industrialização, as relações de poder entre as nações e as territorialidades expressas pelos movimentos sociais, são algumas das questões desafiadoras da atualidade. Para se posicionar diante dessas questões, é preciso que se exercite a capacidade de questionamento e argumentação e se disponha a reavaliar constantemente os próprios sonhos e valores. Acredita-se que essa atitude crítica e dinâmica tornará mais interessante a relação com o conhecimento geográfico. É no espaço geográfico – conceito fundamental da ciência geográfica que se realizam as manifestações da natureza e as atividades humanas. Por isso compreender a organização e as transformações sofridas por esse espaço é essencial para a formação do cidadão consciente e crítico dos problemas do mundo em que vive. Por consequência entende-se o aluno como agente atuante e modificador do espaço geográfico, dentro de uma proposta educacional que requer responsabilidade de todos. Objetivos específicos: Conhecer o espaço geográfico como uma construção histórica e seu uso nos diferentes tempos e espaços. Compreender a natureza e a sociedade como conceitos fundamentais para a construção do espaço geográfico, mantendo a relação homem natureza. 105 Entender as construções humanas como documento importante que as sociedades, em diferentes momentos, imprimem sobre a base natural. Tomar consciência do uso racional dos recursos naturais em compatibilidade, com as necessidades aproveitando também as fontes alternativas de energia. Ampliar o conceito da Geografia para além da economia. Componente Curricular- História História é um ramo da ciência que trata dos fenômenos humanos ao longo do tempo. Caracteriza-se pelos estudos de mudanças e permanências ocorridas na sociedade. Enquanto disciplina curricular, é um saber necessário para a formação de crianças e jovens estudantes, através da elucidação de questões do passado e do presente que impulsionam o processo de ensino-aprendizagem, possibilitando o principal objetivo do conhecimento histórico através da compreensão dos processos e dos sujeitos, assim como das relações estabelecidas entre os grupos humanos ao longo do tempo e do espaço. Nesse contexto, o processo de ensino-aprendizagem da disciplina supramencionada no Colégio Estadual Guilherme Campos desempenha papel social relevante, na medida em que contempla pesquisa e reflexão, cuja finalidade é a formação de cidadãos livres, ativos e críticos, capazes de refletir sobre suas próprias vidas, seus valores e suas práticas cotidianas, relacionando-as às problemáticas históricas inerentes ao seu grupo, localidade, nação e mundo. Embasados nas teorias cognitivas de Jean Piaget (Construtivismo) e Lev Vigotsky (sociointeracionista), e na ideia de autonomia do educando na busca por abordagens sociais, econômicas, políticas e culturais, objetivamos conduzir nosso alunado ao desenvolvimento da criticidade e consequentemente da percepção de que não existe uma verdade histórica absoluta. Para tanto, dotamos estratégias de ensino que abordam eixos temáticos e consultas a diversos tipos de fontes de pesquisa que caracterizam a relação entre passado e presente e nos direcionam para o futuro. 106 Por fim, a referida disciplina possibilita aos discentes a construção de noções, valores e práticas que os possibilitam mudanças no modo de entender a si mesmos, entender o outro e o mundo que os cerca. Objetivos específicos: Identificar relações sociais no seu próprio grupo de convívio, na localidade, na região e no país, e outras manifestações estabelecidas em outros tempos e espaços; Situar acontecimentos históricos e localizá-los em uma multiplicidade de tempos; Reconhecer que o conhecimento histórico é parte de um conhecimento interdisciplinar; Compreender que as histórias individuais são partes integrantes de histórias coletivas; Conhecer e respeitar o modo de vida de diferentes grupos, em diversos tempos e espaços, em suas manifestações culturais, econômicas, políticas e sociais, reconhecendo semelhanças e diferenças entre eles, continuidades e descontinuidades conflitos e contradições sociais; Questionar sua realidade, identificando problemas e possíveis soluções, conhecendo formas político-institucionais e organizações da sociedade civil que possibilitem modos de atuação; Dominar procedimentos de pesquisa escolar e de produção de texto, aprendendo a observar e colher informações de diferentes paisagens e registros escritos, iconográficos, sonoros e materiais Valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a diversidade social, considerando critérios éticos; Valorizar o direito de cidadania dos indivíduos, dos grupos e dos povos como condição de efetivo fortalecimento da democracia, mantendo-se o respeito às diferenças e a luta contra as desigualdades. Componente Curricular- Ensino Religioso Conforme está estabelecido na BNCC, através do Ensino Religioso o ser humano se constrói a partir de um conjunto de relações tecidas em determinado contexto histórico-social, 107 em um movimento ininterrupto de apropriação e produção cultural. Nesse processo, o sujeito se constitui enquanto ser de imanência (dimensão concreta, biológica) e de transcendência (dimensão subjetiva, simbólica). Ambas as dimensões possibilitam que os humanos se relacionem entre si e com a natureza a partir de mediações simbólicas tecidas na experiência do sagrado, percebendo-se como iguais e diferentes. Cabe ao Ensino Religioso tratar os conhecimentos religiosos a partir de pressupostos éticos e científicos, sem privilégio de nenhuma crença ou convicção. Isso implica abordar esses conhecimentos com base nas diversas culturas e tradições religiosas, sem desconsiderar a existência de filosofias seculares de vida. Objetivos específicos: Proporcionar a aprendizagem dos conhecimentos religiosos, culturais e estéticos, a partir das manifestações religiosas percebidas na realidade dos educandos; Propiciar conhecimentos sobre o direito à liberdade de consciência e de crença, no constante propósito de promoção dos direitos humanos; Desenvolver competências e habilidades que contribuam para o diálogo entre perspectivas religiosas e seculares de vida, exercitando o respeito à liberdade de concepções e o pluralismo de ideias, de acordo com a Constituição Federal; Contribuir para que os educandos construam seus sentidos pessoais de vida a partir de valores, princípios éticos e da cidadania. Componente Curricular - Filosofia A Filosofia tem a sua origem na Grécia antiga e é constituída como pensamento há mais de 2600 anos, traz consigo o problema de seu ensino a partir do embate entre o pensamento de Platão e as teorias dos sofistas. Naquele período, tratava-se de compreender a relação entre o conhecimento e o papel da retórica no ensino. Por um lado, Platão admitia que, sem uma noção básica das técnicas de persuasão, a prática do ensino da filosofia teria efeito nulo sobre os jovens. Por outro lado, também pensava que se o ensino de Filosofia se limitasse à transmissão de técnicas de sedução do ouvinte, por meio de discursos, o perigo seria outro: a 108 Filosofia favoreceria posturas polêmicas, como o relativismo moral ou o uso pernicioso do conhecimento. Posteriormente no Brasil, a filosofia é vista como instrumentos de formação moral e intelectual da Igreja Católica, dos interesses das elites coloniais e do poder cartorial local. Com a proclamação da República, a filosofia passa a ser instaurada como disciplina obrigatória, o que não configurou um movimento de crítica social e política, por ser a Filosofia uma disciplina que busca desvelar a realidade, levando o indivíduo a criar consciência da sua existência no mundo, como agente histórico, portanto um ser de relações e em constante transformação. Sendo assim, a filosofia gira em torno de problemas e conceitos criados no decorrer de sua longa história, os quais, devidamente aplicados, geram discussões criativas, muitas vezes, ações e transformações, um dos objetivos é de oferecer aos estudantes a possibilidade de compreender a complexidade do mundo contemporâneo e tem como papel fundamental viabilizar interfaces com as outras disciplinas para a compreensão do mundo em todos os aspectos. Cabe a Filosofia recuperar a prática reflexiva, questionadora que contribui para a compreensão de quem somos em que mundo vivemos, quais são as relações sociais existentes na sociedade, permitindo ampliar a visão de mundo trazida pela Ciência e outras expressões de cultura, apresentadas na escola como saber escolar. A Filosofia tem como objeto de estudo o pensar ou raciocinar, que se apresenta como conteúdo filosófico e como exercício que possibilita ao estudante desenvolver estilo próprio de pensamento. O ensino de Filosofia é um espaço para análise e criação de conceitos, que une a Filosofia e o filosofar como atividades indissociáveis que dão vida ao ensino de Filosofia. Dessa forma, a Filosofia tem um papel fundamental na formação do cidadão e da cidadania, deve fornecer elementos para a construção deste. Não se pode pensar em nenhum homem que não seja solicitado a refletir e agir, isso significa que todo homem tem (ou deveria ter) uma concepção de mundo, uma linha de conduta moral e política, e deveria atuar no sentido de manter ou modificar a maneira de pensar e agir do seu tempo. Portanto, a Filosofia assim como as outras disciplinas, têm um papel árduo, frente aos novos desafios que a sociedade nos apresenta, logo, tem uma especificidade que se concretiza 109 na relação do estudante com os problemas suscitados, na busca de soluções nos textos filosóficos por meio da investigação, no trabalho em direção a criação de conceitos. Objetivo específico: Oportunizar o exercício de interpretação e reflexão através da compreensão de elementos da filosofia. A reflexão filosófica permite ao ser humano uma consciência plena, em cada momento, de todos os fatores que envolvem cada situação e cada evento de sua existência, produzir a decisão certa no momento certo e oportuno, com sabedoria, a partir de valores éticos de respeito a vida em todas as formas. Componente Curricular - Sociologia A sociologia é uma das formas de pensamento moderno cujo surgimento está situado num contexto histórico científico, o das transformações econômicas, políticas e culturais do século XIX, por conta da consolidação do sistema capitalista. Inicialmente esta aparece como um pensamento sobre a sociedade de cunho conservador que se desenha mais como uma forma cultural de concepção do mundo, uma filosofia social preocupada em questionar a gênese da sociedade e a sua evolução. Daí, a nostalgia de um tempo de “ordem social” presente no pensamento social conservador e o providencial recurso instrumental da ciência para restabelecer uma “nova ordem social”, que aparecem como forma de salvação nos círculos sociais mais apegados à tradição a balançar diante da inovação social. Com a missão de prever, prover e intervir na realidade social, a Sociologia faz emergir a ordem e a mudança como as faces de um mesmo problema colocado para reflexão e busca de solução pelos primeiros pensadores sociais, – Comte, Durkheim, Weber, Marx, Tocqueville - que mesclavam pensamentos prático e teórico (DCE, p. 40). Para Florestan Fernandez (1960), talvez o legado mais notável para o surgimento da Sociologia como ciência tenha sido o alargamento da percepção social além dos limites do sancionado pela tradição, pela religião ou pela metafísica. Houve ousadia no pensar e essa 110 transformação básica do horizonte intelectual médio favoreceu ultrapassar o senso comum e incorporar o pensamento racional na formação do ponto de vista sociológico. A sociologia é o estudo da vida social humana, dos grupos e das sociedades. É um empreendimento fascinante e irresistível, já que seu objeto de estudo é nosso próprio comportamento como seres sociais (GIDDENS, 2005). A abrangência do estudo sociológico é extremamente vasta, incluindo desde a análise de encontros ocasionais entre indivíduos na rua até a investigação de processo sociais globais. De acordo com Giddens (2005, p.24) a maioria de nós vê o mundo a partir de características familiares a nossas próprias vidas. A sociologia mostra a necessidade de assumir uma visão mais ampla sobre por que somos como somos e por que agimos como agimos. Ela nos ensina que aquilo que encaramos como natural, inevitável, bom ou verdadeiro, pode não ser bem assim e que os “dados” de nossa vida são fortemente influenciados por forças históricas e sociais. Entender os modos sutis, porém complexos e profundos, pelos quais nossas vidas individuais refletem os contextos de nossa experiência social é fundamental para a abordagem sociológica. E, embora sejamos influenciados pelos contextos sociais em que nos encontramos, nenhum de nós está simplesmente determinado em nosso comportamento por aqueles contextos. Possuímos e criamos nossa própria individualidade. É trabalho da sociologia investigar as conexões entre o que a sociedade faz de nós e o que fazemos de nós mesmos. Nossas atividades tanto estruturam – modelam – o mundo social ao nosso redor como, ao mesmo tempo, são estruturadas por esse mundo social. A sociologia é uma disciplina com importantes implicações práticas. Ela pode contribuir para a crítica social e para a reforma social prática de várias formas. Para começar, a compreensão aperfeiçoada de um dado cenário de circunstâncias sociais frequentemente nos dá uma melhor chance de controlá-las. Ao mesmo tempo, a sociologia nos fornece os meios de aumentar nossas sensibilidades culturais, permitindo que as políticas se baseiem em uma consciência de valores culturais divergente. Em termos práticos, podemos investigar as consequências da adoção de programas políticos particulares. Finalmente, e talvez mais importante, a sociologia fornece auto esclarecimento, oferecendo aos grupos e aos indivíduos uma oportunidade aperfeiçoada de alterar as condições de suas próprias vidas. 111 Já especificamente no Brasil, a Sociologia como uma disciplina no conjunto dos demais ramos da ciência, especialmente das Ciências Sociais, não se produz de forma independente do trabalho pedagógico que a traduz como parte curricular nas escolas de níveis médio e superior (PARANÁ/SEED, 2008). São intercomunicantes os caminhos dos estudos e pesquisas acadêmicas e as atividades curriculares no magistério. Fazer ciência mediante a reflexão acadêmica com base na pesquisa científica e esta alimentar a dimensão da formação do indivíduo são faces de um mesmo problema. É pensando uma e outra que se realiza a dimensão histórica da ciência e, desse modo, é aqui situada a Sociologia. Os anos 1930 foram de plena efervescência da Sociologia que se institucionalizou, no Brasil, graças a um conjunto de iniciativas na área da educação, campo da pesquisa e editoração (IANNI, 2000). Nasce o ensino da disciplina e alavanca a reflexão sobre as peculiaridades da cultura e sociedade brasileiras. A trajetória da produção sociológica brasileira é uma prova de que ela se constitui disciplina no debate entre diferentes concepções teóricas responsáveis por respostas a questões que a sociedade se coloca em momentos diversos e, por isso, não está livre de contradições. A história das Ciências Sociais, no Brasil, atesta a vitória de uma estratégia de afirmação quando o quadro social e político do país era adverso. A Sociologia demonstra, paradoxalmente, que as condições de democracia para uma ciência com baixo prestígio social e mercado profissional escasso não foram decisórias, pois ela se cria e se expande sob a égide de duas ditaduras: a dos anos trinta e a dos anos sessenta (DCE, p. 47, 2008). São diversas as abordagens que encontramos para estudar sociologia, pois esta nunca foi uma disciplina em que há um corpo de ideias que todos aceitam como válida. Os sociólogos frequentemente discutem entre si sobre como abordar o estudo do comportamento humano e sobre como os resultados das pesquisas podem ser mais bem interpretados, já que a sociologia diz respeito às nossas vidas e ao nosso próprio comportamento, e estudar nós mesmos é o mais complexo e difícil esforço que podemos empreender. O estudo objetivo e sistemático da sociedade e do comportamento humanos é um desenvolvimento relativamente recente, cujos primórdios datam de fins do século XVIII (PARANÁ/SEED, 2008). E, os clássicos são a ponta de lança que arremessa o conhecimento da realidade social e ainda os faz presentes na Sociologia contemporânea. Pensaram a sociedade 112 europeia da sua época, valendo-se da ciência para compreender o sentido da crise que a acometia e cada qual lhe lançou um olhar: Karl Marx (1818-1883) decompôs a sociedade capitalista; Émile Durkheim (1858-1917) viu a sociedade industrial na sociedade moderna; e Max Weber (1864-1920) a concebeu qual um feixe de possibilidades históricas carreadas pela racionalidade. São considerados clássicos porque suas ideias ainda detêm força explicativa para uma realidade em transformação. Componente Curricular- Sociedade e Cultura Texto introdutório em conformidade com a Nota Técnica DED/SEED/2019 consta nos anexos. Componente Curricular - Língua estrangeira Espanhol No Ensino médio, ofertamos o Ensino de Língua Espanhola, como uma ferramenta de ampliar o universo de possibilidades em relação à vida pessoa e profissional dos estudantes. A aprendizagem do Espanhol, permitirá aos alunos uma melhor percepção e posicionamento crítico através de outras formas de organização lexical. Além do compartilhamento de informações e conhecimentos por meio de uma língua estrangeira moderna. Objetivos Gerais: Compreender o funcionamento das diferentes linguagens e práticas culturais (artísticas, corporais e verbais) e mobilizar esses conhecimentos na recepção e produção de discursos nos diferentes campos de atuação e nas diversas mídias, para ampliar as formas de participação social, o entendimento e as possibilidades de explicação e interpretação crítica da realidade e para continuar aprendendo. Compreender os processos identitários, conflitos e relações de poder que permeiam as práticas sociais de linguagem, respeitando a diversidade e a pluralidade de ideias. Projeto de Vida: um compromisso com o futuro de nossos estudantes 113 Para promover o protagonismo juvenil e colaborar com a efetiva construção de um projeto de vida do estudante, sugerimos algumas iniciativas que enveredam pela centralidade do jovem, elencadas no Manual de Orientação Pedagógica para trabalho com Projeto de Vida enquanto componente curricular, elaborado pelo Ministério da Educação (PEREIRA; TRANJAN, 2020), tais como: discussão a respeito dos modelos de avaliação; participação em decisões no Conselho Escolar e também no Conselho de Classe; na definição dos eventos a serem realizados na escola; envolver os jovens na organização dos intervalos da escola; participação nas decisões de uso dos recursos recebidos pela escola; envolver líderes na discussão das regras para utilização dos espaços comuns da escola; etc. Em vista disso, o Projeto de Vida ao longo do Ensino Médio deve pautar-se num protagonismo autêntico, isto é, em que o “educando planeja, executa, avalia e replaneja suas ações de maneira autônoma, contando apenas com o suporte dos adultos quando solicitado pelo jovem” (PEREIRA; TRANJAN, 2020). Para isso, um caminho precisa ser delineado ao longo das três séries do Ensino Médio, em que o estudante possa, inicialmente, conhecer a si próprio, suas fragilidades e potencialidades na busca de um projeto para si; depois expandir e explorar suas capacidades, com vistas a amadurecer a trajetória desenhada; e, por fim, focar no planejamento e execução do plano de vida, idealizado ao fim de uma caminhada e também início de uma jornada para a vida, que será repleta de escolhas e exigirá decisões assertivas. Nesse sentido, as aprendizagens propostas também servirão como instrumentos para avaliar e acompanhar o percurso de cada estudante, seus ganhos e desafios, definindo ações para avançar ou retomar processos de ensino, considerando-se as características do conhecimento visto e os critérios implícitos nos objetivos estabelecidos. Quando se discute sobre o processo avaliativo do componente Projeto de Vida, sugere- se realizá-lo numa perspectiva diagnóstica, contínua, processual e sistemática, possibilitando, assim, que tanto os registros dos docentes quanto as produções dos estudantes contribuam para analisar as práticas pedagógicas, entendidas como instrumentos norteadores de aprendizagem que permitem a retomada e reorganização do processo de ensino. Reitera-se, portanto, o posicionamento de Sant’Anna (2005) ao definir a avaliação a partir de um prisma processual e contínuo, isto é, em que ela se apresenta no espaço pedagógico de forma dinâmica, contínua, integrada, progressiva, voltada para o aluno, abrangente, cooperativa e, também, versátil. 114 Como forma de organização curricular, essa disciplina exige de cada série e do EJAEM o seguinte: 1ª série: AUTOCONHECIMENTO (Descoberta de interesses, aspiração, pontenciais e desafios pessoas: o encontro consigo, com ênfase na dimensão pessoal). 2ª série: EXPANSÃO E EXPLORAÇÃO (Reflexão sobre relações sociais e ampliação de horizontes e possibilidades: o encontro com o outro e o mundo, com ênfase na dimensão cidadã). 3ª série: PLANEJAMENTO (Construção de caminhos para a vida pessoal, profissional e a ação cidadã: o encontro com futuro e o nós, com ênfase na dimensão profissional). Ressaltamos, para além dos processos avaliativos referentes às competências e habilidades socioemocionais propostas acima, seja construído pelo estudante um plano de ação, com etapas a serem consolidadas ao final de cada série e que possa funcionar como mecanismo de acompanhamento e avaliação da sua trajetória. Por esse motivo, esse plano deverá contemplar, ao final da 1a série, a escolha das áreas a serem aprofundadas no Itinerário Formativo. Ao término da 2a série, o estudante deverá ter mapeado as possibilidades de percursos a partir das áreas que foram escolhidas para o aprofundamento. No decurso da 3a série, o estudante deverá executar o plano de ação que foi elaborado desde a 1a série, o que irá nortear suas escolhas para o “pós médio”, de forma assertiva, em consonância com as competências e habilidades desenvolvidas nos três anos. Educação de Jovens e Adultos do Ensino Médio (EJAEM), Sempre é bom saber mais É no contexto da escola, numa ação coletiva que a organização, seleção e formas de conhecimentos que são destinados aos alunos da EJA funcionam positivamente ou negativamente, atendendo aos interesses dos dominantes ou negando os interesses dos dominados. 115 No nosso contexto, entende-se que a escola pública deve estar a serviço dos povos das classes menos favorecidas, pois são esses sujeitos que ao longo da história são privados dos bens simbólicos e materiais, sobretudo de uma educação de qualidade, que possibilite a apropriação da leitura e da escrita como instrumentos de autonomia do saber e do fazer. As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos passaram a valorizar ainda: as especificidades de tempo e espaço para seus educandos; o tratamento presencial dos conteúdos curriculares; a importância em se distinguir as duas faixas etárias (jovens e adultos) consignadas nesta modalidade de educação; e a formulação de projetos pedagógicos próprios e específicos dos cursos noturnos regulares e os de EJA. As Diretrizes lançadas em 2000 também ressaltaram a EJA como direito e substituíram a ideia de compensação pelos princípios de reparação e equidade. Ainda, regulamentaram a realização de exames, oferecendo o Ensino Fundamental a maiores de 15 anos e o Ensino Médio a maiores de 18 anos (BRASIL, 2000). A respeito dessa autonomia, Freire (2003, p. 59) afirma que “o respeito à autonomia e à dignidade de cada um é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder aos outros”. É nesse sentido rigoroso da ética que concebemos uma escola que a partir do seu currículo, organize uma prática pedagógica que respeite os sujeitos da EJA como seres inacabados, pensantes, criativos e autônomos. O papel fundamental da construção curricular para a formação dos educandos desta modalidade de ensino é fornecer subsídios para que se afirmem como sujeitos ativos, críticos, criativos e democráticos. Tendo em vista esta função, a educação deve voltar-se a uma formação na qual os educandos possam: aprender permanentemente; refletir de modo crítico; agir com responsabilidade individual e coletiva; participar do trabalho e da vida coletiva; comportar-se de forma solidária; acompanhar a dinamicidade das mudanças sociais; enfrentar problemas novos construindo soluções originais com agilidade e rapidez, a partir do uso metodologicamente adequado de conhecimentos científicos, tecnológicos e sócio-históricos (KUENZER, 2000, p. 40). A escola é um dos espaços em que os educandos desenvolvem a capacidade de pensar, ler, interpretar e reinventar o seu mundo, por meio da atividade reflexiva. A ação da escola será 116 de mediação entre o educando e os saberes, de forma que ele assimile conhecimentos como recursos de transformação de sua realidade. A Educação de Jovens e Adultos tem um papel fundamental na socialização dos sujeitos, agregando elementos e valores que os levem à emancipação e à afirmação de sua identidade cultural. O tempo que um educando participa da EJA tem valor próprio e significativo e, portanto, a escola deve superar o ensino de caráter enciclopédico, centrado mais na quantidade de informações do que na relação qualitativa com o conhecimento. Quanto aos conteúdos específicos de cada disciplina, deverão estar articulados à realidade, considerando sua dimensão sócio-histórica, articulada ao mundo do trabalho, à ciência, às novas tecnologias, dentre outros. Com relação às perspectivas dos educandos e seus projetos de vida, a EJA poderá colaborar para que eles ampliem seus conhecimentos de forma crítica, viabilizando a reflexão pela busca dos direitos de melhoria de sua qualidade de vida. Além disso, contribuirá para que compreendam as dicotomias e complexidades do mundo do trabalho contemporâneo, no contexto mais amplo possível. No transcorrer do processo educativo, a autonomia intelectual do educando deve ser estimulada para que ele continue seus estudos, independentemente da educação formal. Cabe ao educador incentivar a busca constante pelo conhecimento produzido pela humanidade, presente em outras fontes de estudo ou pesquisa. Esta forma de estudo individual é necessária, quando se trata da administração do tempo de permanência desse educando na escola e importante na construção da autonomia. Esses educandos trazem uma bagagem de conhecimentos de outras instâncias sociais, visto que a escola não é o único espaço de produção e socialização dos saberes. Essas experiências de vida são significativas e devem ser consideradas na elaboração do currículo escolar, o qual tem uma metodologia diferenciada porque apresenta características distintas do ensino regular. O reconhecimento das peculiaridades de quem vive no campo contribui para afirmar a identidade e valorizar o trabalho desses povos, sua história, sua cultura e seus conhecimentos. 117 Os pressupostos teórico-metodológicos e a organização curricular dentro da contextualização da escola buscam valorizar os temas transversais, a interdisciplinaridade, diminuir a distância entre as áreas de conhecimento e a enfatizar as regras de convivência seguindo o Regimento Escolar da instituição, fazendo valer os valores eminentes dos princípios de igualdade, participação e democratização do ensino, inovação, qualidade e eficácia dos nossos serviços. 9 - AVALIAÇÃO Outro ponto importante a ser entendido na implementação da BNCC é que o conhecimento cognitivo puro deixa de ser o maior enfoque da formação. Sendo assim, as provas e avaliações deverão ser repensadas para abrangerem mais do que apenas o nível de informações absorvidas por cada estudante, tornando-se mais próximas da avaliação formativa e do acompanhamento a longo prazo dos alunos. A própria Base dá pistas sobre como isso deve ser trabalhado. Cada habilidade propõe que o conteúdo deve ter em si uma finalidade e uma intencionalidade pedagógica. Assim, saímos de uma formação conteudista para uma formação que considera o que é possível fazer com o conhecimento adquirido. O aluno passa a entender seus conhecimentos em História, por exemplo, para saber por que é necessário lutar por direitos hoje. Passa a entender o que aprende em Língua Portuguesa porque precisa de Funcionários Nome Cargo/ Função Adenilson Silva Santana Vigilante Ana Chirle de Jesus S. Menezes Merendeira Amauri Silva Brito Oficial Administrativo Anderson Gomes dos Santos Vigilante Gicelia Ribeiro de Santana Executor de Serv. Básicos Gicelma Amaro de Jesus Merendeira Gedalva Lima de S. Andrade Merendeira José Carlos Ribeiro dos Passos Vigilante Josevaldo de Santana Executor de Serv. Básicos Laelson Silveira Andrade Oficial Administrativo Lucimaria de Jesus Almeida Executor de Serv. Básicos Marcelo Pires de Jesus Executor de Serv. Básicos Matheus Almeida Andrade Vigilante Simone Teixeira Santos Merendeira Nome Função Josefa Almeida da Silveira Presidente José Rosemberg Oliveira Menezes Vice-Presidente Heliana Meireles dos Santos Brito Membro Nato Vanuza Souza Silva Representante dos Pais 11 O Conselho de Classe O Conselho de Classe é órgão colegiado de natureza consultiva e deliberativa em assuntos didático-pedagógicos, fundamentado no Projeto Político Pedagógico da escola e no Regimento Escolar. É o momento em que professores, equipe pedagógica e direção se reúnem para discutir, avaliar as ações educacionais e indicar alternativas que busquem garantir a efetivação do processo de ensino e aprendizagem dos estudantes. O Conselho de Classe pode ser organizado em três momentos: Pré-conselho: levantamento de dados do processo de ensino e disponibilização aos conselheiros (professores) para análise comparativa do desempenho dos estudantes, das observações, dos encaminhamentos didático-metodológicos realizados e outros, de forma a dar agilidade ao Conselho de Classe. É um espaço de diagnóstico. Conselho de Classe: momento em que todos os envolvidos no processo se posicionam frente ao diagnóstico e definem em conjunto as proposições que favoreçam a aprendizagem dos alunos. Pós-conselho: momento em que as ações previstas no Conselho de Classe são efetivadas. As discussões e tomadas de decisões devem estar respaldadas em critérios qualitativos como: os avanços obtidos pelo estudante na aprendizagem, o trabalho realizado pelo professor para que o estudante melhore a aprendizagem, a metodologia de trabalho utilizada pelo professor, o desempenho do aluno em todas as disciplinas, o acompanhamento do aluno no ano seguinte, as situações de inclusão, as questões estruturais, os critérios e instrumentos de avaliação utilizados pelos docentes e outros. Amauri Silva Brito Representante dos Demais Servidores Marcelo Pires de Jesus Representante dos Demais Servidores Gilma Alves Souza Fonseca Representante da Comunidade Local 12 Cabe à equipe pedagógica a organização, articulação e acompanhamento de todo o processo do Conselho de Classe, bem como a mediação das discussões que deverão favorecer o desenvolvimento das práticas pedagógicas. São atribuições do Conselho Escolar: Coordenar o processo de elaboração, propor alteração e aprovar o Projeto Político Pedagógico da escola, incluindo o Currículo Escolar; Elaborar e aprovar o Regimento Escolar; Propor alterações e aprovar, no todo ou em parte, o Plano Administrativo anual que será elaborado pela direção da escola; Elaborar e aprovar alterações no Regimento Escolar; Convocar a Assembleia Escolar e as Plenárias Escolares ordinariamente, quando necessário; Elaborar, acompanhar e divulgar para a Comunidade escolar o Plano de Aplicação dos recursos financeiros da escola; Elaborar, aprovar e divulgar, semestralmente, a prestação de contas da utilização dos recursos e, posteriormente, encaminhá-la para a Secretaria de Estado da Educação-SEDUC, para análise e emissão de parecer final; Definir, em consonância com a legislação vigente e com as diretrizes gerais expedidas pela SEDUC, o calendário escolar anual e suas alterações; Zelar pelo cumprimento da Lei (Federal) nº 8.069, de 13 de julho de 1990, no que tange à defesa dos direitos da criança e do adolescente; Fiscalizar, avaliar e deliberar sobre a gestão administrativa, pedagógica e financeira da escola; Cumprir com as obrigações sociais, trabalhistas e previdenciárias e com a Receita Federal no prazo legal; Zelar pelo patrimônio material e imaterial da unidade escolar; Recorrer às instâncias competentes no que concerne às questões que não se encontrem entre as suas atribuições legais e regimentais ou sobre as quais não se julgue apto a decidir; Acompanhar o desenvolvimento dos indicadores educacionais, propondo ações pedagógicas de intervenção prol da melhoria de resultados. 13 Essas decisões devem estar de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e com as normas e diretrizes dos Conselhos Nacional e Estadual de Educação, e ainda com os princípios gerais da Administração Pública. A participação da comunidade escolar em Conselhos Escolares é um dos princípios da gestão democrática do ensino público na educação básica, conforme estabelece a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96) e contam com os seguintes representantes: GRÊMIO ESTUDANTIL O grêmio estudantil é uma organização que não possui fins lucrativos e que tem como objetivo representar o interesse dos estudantes. Dentre as funções do grêmio estão fins cívicos, desportivos, culturais, sociais e educacionais. Numa escola o grêmio é o órgão máximo para representar os alunos. Os alunos que atuam nele defendem os direitos e interesses dos demais. A importância da existência do grêmio estudantil numa escola se deve ao fato de que nele os alunos se envolvem em discussões a respeito de seus direitos e deveres além de criar um amplo leque de possibilidades de ação no ambiente da escola e na comunidade. Dentre os principais objetivos de um grêmio estudantil está: aumentar a participação dos alunos nas atividades da escola como organização de palestras, projetos, campeonatos e muito mais. Os alunos passam a ter voz ativa e participar das realizações da escola junto aos funcionários, pais, diretores, professores e coordenadores. Através da representação do grêmio estudantil é possível que os alunos participam da tomada de decisões da escola bem como se torna mais fácil a exposição de ideias e opiniões que tornem o ambiente escolar mais atrativo para os estudantes. Com isso podemos dizer que a existência desse órgão de representação aproxima os alunos da direção da escola. PROPOSTA ANUAL DE TRABALHO Nossa proposta curricular somada ao Plano de Trabalho Anual propõe assegurar a permanência dos alunos na escola, reduzindo a reprovação e a evasão no Ensino Fundamental I, II, Ensino Médio e EJAEM (Educação de Jovens e Adultos), aumentar o IDEB no Ensino Fundamental I, II e no Ensino Médio, promover a recuperação dos alunos com defasagem educacional, promover ações que elevem a participação dos alunos da 3ª série do Ensino Médio e do EJAEM na prova do ENEM, apoiar e orientar os docentes na elaboração dos Planos de 14 Curso Anual de acordo com o currículo Sergipano, a Base Nacional Comum Curricular, buscar parcerias para realização de novos projetos pedagógicos voltados às dificuldades enfrentadas pelos estudantes, seja no âmbito escolar, seja no âmbito familiar e por fim fortalecer a integração escola- comunidade. Veja a tabela abaixo a qual mostra que nosso colégio vem diminuindo gradativamente as taxas de reprovação e abandono, consequentemente aumentou o índice de aprovação. TAXAS DE APROVAÇÃO/ REPROVAÇÃO E ABANDONO ANO LETIVO APROVAÇÃO REPROVAÇÃO ABANDONO TOTAL DE ALUNOS 2016 377 99 53 529 2017 468 63 27 558 2018 513 95 20 628 2019 595 119 41 755 2020 648 112* - 760 *Esse resultado foi considerado pelo CEE como PC- progressão Continuada devido ao novo planejamento Esta Unidade de Ensino reconhece estabelecer uma boa argumentação para conseguir discutir, debater e chegar a consensos durante a vida. Passa a entender a importância do que aprende em Biologia para reconhecer a necessidade da conservação da natureza e do combate às práticas que prejudicam o meio ambiente. O conteúdo, então, passa a ter significado para além das provas e é sob esse fundamento que as avaliações curriculares devem ser reformuladas. 118 Avaliação O facilitador e os participantes realizam em conjunto a avaliação do trabalho em grupo e a exposição, que pode ser completado com uma avaliação individual. A estrutura do grupo de pesquisa permite que cada componente do grupo tenha condições de participar e desenvolver aquilo em que se considera melhor preparado ou que mais lhe interessa, beneficiando-se igualmente dos aportes oferecidos pelos colegas. O multiplicador(a) ou o docente deverá considerar os seguintes elementos: • ter altas expectativas quanto à contribuição que todos podem oferecer ao grupo: expectativa alta quanto à capacidade de aprender e contribuir para a aprendizagem do colega gera um ambiente positivo favorece o desenvolvimento da autoestima. • valorizar o conhecimento e contribuição de todos os participantes e oferecer comentários positivos e construtivos: é importante evitar situações nas quais são emitidos juízos negativos que impliquem desclassificação. Quando houver discordância ou conflito entre membros do grupo, o facilitador da oficina ou o docente deve adotar uma atitude de respeito, mediação e conciliação. • ouvir atentamente as opiniões de todos e ajudar os integrantes do grupo a expressarem sem temor suas ideias: para fomentar a participação, é preciso que o facilitador considere e aprecie às perguntas, sugestões, opiniões e comentários de todos os integrantes do grupo. • estimular os participantes a assumir riscos em sua aprendizagem: é uma forma de transmitir segurança e ânimo no desenvolvimento das atividades. • divertir-se: a aprendizagem não precisa ser um processo difícil ou desagradável, ao contrário, deve constituir um entretenimento através da utilização de estratégias participativas, interessantes e desafiadoras para todos. • possibilitar a escolha: dentre várias atividades propostas, os participantes devem poder escolher aquelas que mais correspondam às suas expectativas, ritmos e estilos de aprendizagem. 119 • organizar o espaço físico de modo a criar um ambiente agradável que favoreça a interação, participação e a colaboração entre os pares. Assim, a avaliação constitui um processo flexível e dinâmico, cuja principal finalidade é orientar as decisões dos docentes no contexto escolar. Para que a avaliação cumpra a finalidade de orientar o processo educacional, os professore(a)s devem levar em conta três aspectos diferentes (Coll,1988): • para decidir o tipo de ajuda a ser prestada aos aluno(a)s, é necessário saber onde ele(a)s se situam em relação aos objetivos educacionais estabelecidos. É necessário, ainda, conhecer os meios de que dispomos para propiciar-lhes a ajuda de que necessitam. • a avaliação deve fornecer dados que nos permitam adaptar o processo de ensino e aprendizagem a uma realidade que se modifica continuamente, a um aluno(a) que evolui e cujas necessidades se modificam na medida em que se desenvolve o processo educacional. • a avaliação deve proporcionar informação que permita comprovar e decidir se os objetivos educacionais propostos foram ou não atingidos e até que ponto foram realizados. Esses três tipos de informação determinam três momentos diferentes no processo de avaliação, os quais, por sua vez, têm funções distintas: (a) Avaliação inicial Este é um momento muito importante, já que os docentes e as equipes (ou profissional) de apoio devem colher informações relevantes sobre todos os fatores que intervêm no processo de ensino-aprendizagem, com o fim de decidir a resposta educacional, o tipo e o apoio a serem oferecidos a todos os aluno(a)s. É necessário identificar: • as possíveis dificuldades que os aluno(a)s podem enfrentar com sucesso os desafios que emergem na escolarização; • as condições que devem estar presentes na sala de aula para atender à diversidade; e • as necessidades da família, no sentido de garantir que apoiem de forma efetiva a aprendizagem de seus filhos. (b) Acompanhamento do estudante 120 À medida que os aluno(a)s vão desenvolvendo a aprendizagem, surgem progressos, dificuldades e obstáculos não previstos. A finalidade desta avaliação é ajustar a ajuda pedagógica às demandas dos aluno(a)s e verificar a evolução dessas necessidades de aprendizagem, com vistas a dar suporte ao prosseguimento da aprendizagem e adotar medidas. A identificação das aquisições permite ao docente determinar o nível de progresso educacional dos aluno(a)s. É necessário organizar atividades a partir das quais o docente possa verificar o que cada estudante aprendeu. Também é fundamental criar oportunidades na sala de aula para que as crianças possam compartilhar suas aprendizagens entre si, transformando-as em recurso relevante para todos. Avaliação final A avaliação final tem como função informar se os objetivos propostos foram alcançados e até que ponto. Essa prática é necessária para saber se o nível de aprendizagem alcançado pelos aluno(a)s em relação a determinados conteúdos é suficiente para enfrentar com sucesso a aprendizagem de novos conteúdos. Em última instância, a avaliação final constitui o indicador de sucesso ou fracasso do processo de ensino-aprendizagem (Alonso, 1991). Além de contribuir para a tomada de decisões relativamente à promoção dos aluno(a)s, a avaliação final deve servir para avaliar o trabalho realizado pelo professor(a) e o cumprimento dos objetivos educacionais, o que ajuda na constituição de uma opinião mais sólida sobre o grau de êxito ou fracasso do processo de ensino. 121 122 Novo Ensino Médio e o sistema avaliativo O Novo Ensino Médio traz possibilidades para que a avaliação possa assumir uma dimensão orientadora, permitindo ao aluno tomar consciência de seus avanços e dificuldades e continuar progredindo na construção do próprio conhecimento, como também assimilar informações e utilizá-las em contextos adequados, servindo-se dos conhecimentos adquiridos para tomar decisões autônomas e socialmente relevantes. Nessa perspectiva, as Instituições Educacionais não devem se limitar a separar no calendário escolar a aplicação de provas escritas ao final de um período e sim adequar seus modelos a estratégias para que a avalição priorize os aspectos qualitativos, processuais e formativos, bem como o acompanhamento do desenvolvimento das competências e habilidades propostas pela BNCC e pelos Referenciais Curriculares para Elaboração de Itinerários Formativos. Os estudantes serão avaliados nas Unidades Curriculares, com obrigatoriedade de registro bimestral, semestral e anual, expresso em notas, numa escala de 0 (zero) a 10 (dez). Não estarão submetidas ao registro dos processos avaliativos em notas, numa escala de 0 (zero) a 10 (dez), as Unidades Curriculares – Projeto de Vida, Estudo Orientado, Expressão Matemática, Expressão Escrita e as Atividades Integradoras Eletivas, que terão o registro dos processos avaliativos por meio de conceitos1 , sem efeito para promoção ou retenção dos estudantes; e Atividades Integradoras Complementares, que constarão no Histórico Escolar do 123 estudante com o registro do nome da Atividade Complementar, a carga horária de participação e o período de desenvolvimento. A composição da nota para fins de registro bimestral, semestral e anual ficará a critério do docente, em conformidade com o Projeto Pedagógico da Instituição Educacional e seus instrumentos de execução, respeitando os formatos das Unidades Curriculares que podem exigir processos avaliativos formativos diferenciados para mensurar o desenvolvimento das competências e habilidades propostos em cada uma delas, tanto na FGB como nos IF. Promoção Formação Geral Básica: Todas as Unidades Curriculares devem ser cursadas exatamente na ordem em que aparecem na Matriz Curricular, organizadas em blocos correspondentes às 03 (três) séries do Ensino Médio. Para fins de aprovação na série, o estudante deverá obter média final igual ou superior a 5,0 (cinco) em cada uma das 04 (quatro) áreas de conhecimento. As médias finais serão calculadas a partir das médias finais das Unidades Curriculares que compõem cada área. AI – (APRENDIZAGEM INICIADA) - Participa(ou) das Atividades Escolares - Demonstra interesse em realizar as Atividades Escolares - Lê símbolos, signos e imagens compatíveis com sua idade/série - Identifica informações e conceitos adequadamente AD - (Aprendizagem em Desenvolvimento) - Participa(ou) das Atividades Escolares - Demonstra interesse em realizar as Atividades Escolares - Identifica, Compreende conceitos, fatos e princípios compatíveis com sua idade/série - Conhece e utiliza raciocínio lógico/crítico e interpretativo - Compreende textos e dados. AC - (Aprendizagem Consolidada) - Participa(ou) das Atividades Escolares - Demonstra interesse em realizar as Atividades Escolares - Identifica, Compreende e aplica conceitos, fatos e princípios - Desenvolve raciocínio lógico/crítico e interpretativo 124 - Compara dados e argumenta - Interpreta e/ou produz textos com desenvoltura - Vivencia situações-problema que lhe permitem a aproximação de novos conhecimentos. 10- COMO OS ALUNOS SE BENEFICIAM COM O USO DAS NOVAS METODOLOGIAS DE APRENDIZAGEM NA SALA DE AULA? Para os alunos, podemos citar: a autonomia impactando no melhor aproveitamento e o protagonismo na aprendizagem, assim como autoconfiança, melhoria na tomada de decisão, e, a longo prazo, a formação de profissionais com habilidades mais buscadas pelo mercado, adquirindo, assim, valorização e realização profissional. No caso do corpo docente e das instituições de ensino destacam-se benefícios como: menor desgaste dos profissionais envolvidos, aumento das possibilidades no plano de aulas, melhor percepção de pais e alunos diante da instituição, com consequente aumento nos índices de desempenho gerais, menor evasão e reconhecimento da instituição e dos profissionais docentes no mercado da educação. Fazer com que os discentes absorvam melhor o conhecimento e sejam capazes de fazer uma síntese daquele conteúdo, de forma que faça sentido para sua própria realidade, a curto e longo prazo, é apenas um dos fatores que ressaltam a extrema importância de inovar. Para que tudo isso seja possível, é necessário pensar em pequenas ações que gerem impacto como metodologias inovadoras. Os conteúdos e os recursos devem estar unidos de forma que a aprendizagem seja o mais interativa, dinâmica e eficiente possível. Tudo sempre respeitando as limitações e as obrigatoriedades dentro do currículo, bem como o nível, as particularidades e as ações que vão sendo melhor aceitas pela turma. Alguém que detém todo o conhecimento, de forma inquestionável, que através de leituras e memorização, reproduz uma maneira em sua essência desestimulante para grande parte dos alunos. Esse desestímulo leva ao desinteresse pelo conhecimento, com desvios de atenção recorrentes e altos índices de evasão. Tudo isso são consequências de um sistema que, ao se recusar a implementar aos poucos métodos inovadores, acaba perpetuando um sistema educacional falido. Em nosso sistema atual, o país ocupa o penúltimo lugar no ranking mundial em qualidade na educação. Dados como esses, publicados em 2019 pela Organização para a 125 Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), para além de um alerta, devem servir como estímulo. Através desta metodologia inovadora, buscamos promover uma educação com mais inclusão e empatia. Além disso, temos como objetivo exercitar fatores essenciais para a formação da criança, tais como: liderança, cooperação, negociação, criatividade e responsabilidade social, por meio do trabalho em equipe da divisão de tarefas e participação total no projeto, contribuindo com a aplicação do conteúdo programático proposto pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Logo, o Colégio Estadual Guilherme Campos realizará a avaliação de desempenho do estudante através de acompanhamento contínuo do aluno e dos resultados por ele obtido nos exercícios escolares realizados durante o período letivo e nos exames finais. A avaliação tem a função didático-pedagógico de diagnóstico e de controle em relação à verificação do rendimento escolar de forma contínua e compreenderá o acompanhamento do processo de aprendizagem nos aspectos qualitativos sobre os quantitativos. Serão atribuídas notas a todos os trabalhos e/ou avaliação realizadas pelos estudantes, apurando- se as médias aritméticas no fim de cada bimestre, totalizando quatro notas durante o ano letivo. Serão asseguradas também, oportunidades de Estudos de Intensificação da Aprendizagem aos estudantes considerados em situação de menor rendimento escolar que não alcançar a média 5,0 (Cinco) nas avaliações bimestrais de forma contínua e processual, observando as dificuldades de aprendizagem apresentadas pelos estudantes durante o percurso educacional e considerando o rendimento nas avaliações bimestrais. Além disso, a avaliação dos estudantes considerados em situação de menor rendimento poderá ser realizada através de Recuperação Paralela/Bimestral em horário oposto ao das aulas a qual será efetuada atribuindo notas por tarefas, exercícios e trabalhos, além de uma prova escrita. Isso não impossibilita o professor da classe de realizar uma avaliação contínua, a partir da avaliação diagnóstica, desde o início do ano letivo. 126 Assim é garantido aos discentes o direito de aprendizagem para que possam promover continuamente avanços escolares através de atividades significativas e diversificadas que atendam à pluralidade e a partir dos resultados, seja possível planejar ou replanejar as ações pedagógicas visando a melhoria do rendimento escolar dos alunos. 11 - ESTRATÉGIAS E CRONOGRAMA DE ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PPP O Colégio Estadual Guilherme Campos busca nortear suas ações a partir do seu Projeto Político Pedagógico (PPP), construído e reformulado de forma coletiva, objetivando alcançar suas metas. Para isso, o PPP deverá ser avaliado e revisado por todos que integram a escola, a cada início de ano ou quando houver necessidade. Acreditamos que os segmentos que fazem a escola não podem perder de vista a necessidade de identificação dos responsáveis por determinadas ações assumidas no coletivo. Para assegurar isso, é fundamental encontros periódicos com o coletivo da escola para a discussão e avaliação de como as ações estão sendo encaminhadas efetivamente. Tais encontros serão feitos no próprio ambiente escolar. Onde os diversos atores da escola podem: CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO-2021 O R D E M CÓDIGOS METAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ 01 Preencher o plano de ação. X X X X X X X X X X X X 02 Retomar as ações, corrigindo o seu fluxo, com base na avaliação de como estão sendo desenvolvidas X X XX XX X XX XX XX XX XX 03 Avaliar se as ações definidas como prioridades pelos X X X XX XX XX XX XX XX XX XX XX segmentos são realmente viáveis, ou seja, realistas 04 Acrescentar ou sugerir novas ações para alcançar com melhor êxito as metas sugeridas X X XX XX XX XX XX XX XX XX XX XX 05 Encontros pedagógicos para ver e rever as atividades e relacioná-las ao PPP X XX XX XX XX XX XX XX XX XX 06 X X 129 12- METODOLOGIAS ATIVAS COMO FERRAMENTA INDISPENSÁVEL Inovar vem de “renovar”, “fazer algo como não era feito antes”, sempre com foco no máximo de efetividade. Assim, quando falamos do processo de ensino-aprendizagem, o cenário não é diferente. Nesse sentido, abandonar “tradições” não precisa ser algo negativo se olharmos para a efetividade das novas metodologias que são propostas. AFINAL, O QUE QUEREMOS DIZER COM “METODOLOGIAS DE ENSINO”? Um “método” refere-se ao caminho para atingir um objetivo que, nesse caso, é a aprendizagem efetiva. Dessa forma, é inegável a importância de tentar garantir que o processo ocorra de forma clara, sem ruídos e efetiva. Para isso, conta-se com a figura do professor – que também pode ser um instrutor, mentor ou facilitador (de acordo com o contexto) – como um guia nesse processo. No contexto tradicional isso ocorre tendo como suporte o tempo de imersão e a experiência que o professor acumula na área, assim como a construção de um plano para as aulas e a articulação de formas para avaliar a eficácia da metodologia utilizada. Nesse sentido, deve-se buscar responder: O que ensinar? Qual o melhor caminho para transmitir esse conteúdo? Como “medir” o desempenho dos alunos? Os objetivos foram alcançados com esse método? “Fora do tradicional”, as novas metodologias de aprendizagem, em sua maioria, propõem um protagonismo maior do aluno, ou seja, ele participa ativamente desse processo. Assim, surgem as chamadas “metodologias ativas” e alternativas semelhantes, partindo de um determinado método que, ao promover mais autonomia ao aluno, estaria colaborando para uma aprendizagem mais rápida e eficaz. 130 METODOLOGIA ATIVA As metodologias ativas de ensino e aprendizagem são relevantes no contexto da educação profissional porque, quando objetivadas, colocam os estudantes como protagonistas de seu processo de ensino e aprendizagem, exigindo mudança de postura acadêmica, dedicação, autonomia e responsabilidade para dar sentido e aplicabilidade social ao que se apreende em sala de aula. As metodologias ativas de ensino e aprendizagem podem trazer os estudantes ao centro da discussão às quais os conhecimentos são mediados, responsabilizando-se pela construção de novas perspectivas, estímulo ao trabalho em equipe, consideração e respeito ao erro (MELO; SANT’ANA, 2012), mas ainda contam com fragilidades tais como a exigência pela maturidade discente e a falta de suporte do docente como facilitador do ensino. Segundo Cotta et al. (2012, p. 788), as metodologias ativas de ensino e aprendizagem se baseiam em “estratégias de ensino fundamentadas na concepção pedagógica crítico- reflexiva, que permitem uma leitura e intervenção sobre a realidade, favorecendo a interação entre os diversos atores e valorizando a construção coletiva do conhecimento e seus diferentes saberes e cenários de aprendizagem”, e incita, portanto, a aprendizagem significativa que ocorre quando o aluno interage com o assunto em estudo – ouvindo, falando, perguntando, discutindo, fazendo e ensinando – sendo estimulado a construir o conhecimento ao invés de recebê-lo de forma passiva do professor. Em um ambiente de aprendizagem ativa, o professor atua como orientador, supervisor, facilitador do processo de aprendizagem, e não apenas como fonte única de informação e conhecimento (BARBOSA; MOURA, 2013, p.55) Logo, as metodologias ativas envolvem os estudantes e os engajam ativamente em todos os processos de sua aprendizagem, trazem benefícios como o protagonismo estudantil, a apreensão das informações mediadas, habilidades comunicacionais, habilidades de raciocínio avançadas, trabalho em equipe, motivação, novos recursos de aprendizagem e respeito aos vários estilos de aprendizagem. Como afirmou Gemignani (2012, p.1), a utilização de métodos inovadores para ultrapassar os limites do técnico e do tradicional ainda é um desafio, mas sua busca é essencial para que se alcance a “formação do sujeito como um ser ético, histórico, crítico, reflexivo, 131 transformador e humanizado”. A Figura 2 traz uma cena que incita a importância de dar significado ao que é ensinado em sala. O uso de planejamento e estratégias educacionais geralmente traz consigo características que promovem a aprendizagem ativa: Estudantes mais ativos e envolvidos à aula. Menos ênfase em transmitir a informação e mais estímulo ao desenvolvimento de competências para os estudantes. Estudantes mais envolvidos em pensamentos de ordem mais complexas como análise, síntese e avaliação. Estudantes engajados nas atividades como leitura, escrita e discussão. Maior ênfase na exploração dos próprios valores e atitudes dos estudantes. Os estudantes aprendem mais quando estão envolvidos, pois refere suas energias físicas e psicológicas às experiências acadêmicas (ASTIN, 1985, p.133-34). Questionamento ativo, não aquisição passiva, é o que motiva os estudantes e isso deve permear o currículo (JOHNSON et al., 1989, p.68). Nesse contexto, O professor da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador de mudanças na Educação José Moran afirma que, o processo de ensinar e aprender acontece numa interligação simbiótica, profunda, constante entre o que chamamos mundo físico e mundo digital. Não são dois mundos ou espaços, mas um espaço estendido, uma sala de aula ampliada – que se mescla, hibridiza constantemente. APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS (PROBLEM BASED LEARNING). Você, com certeza, já deve ter escutado do seu aluno a frase clássica: “Por que eu estou aprendendo isso?”. Numa época dominada por avanços tecnológicos, em que o dinamismo e é palavra-chave para descrever a atmosfera social em que estamos, usar ferramentas que despertem o engajamento do estudante é indispensável para alcançar um processo de aprendizado satisfatório. 132 Por que ensinar através de projetos? Num contexto globalizado, que fervilha com mudanças rápidas e convive com a criação de novas áreas e novos desafios, a superação de obstáculos é essencial para estarmos preparados para os cenários seguintes. Não há mais espaço para a divisão entre teoria e prática, devendo estar ambas em sintonia para que o aprendizado seja, de fato, efetivo. Assim, habilidades além das tradicionais tornam-se necessárias, como a análise crítica, a resolução de problemas e a empatia. E aprender através de projetos significa ter contato com desafios do mundo real, desenvolvendo competências cognitivas e não- cognitivas, fundamentais para qualquer contexto. A associação de um conhecimento abstrato a uma aplicação real dá significado e propósito àquele conteúdo. Os benefícios são diversos, tais como: Desenvolvimento de habilidades de vida (responsabilidade, confiança, comunicação, colaboração, empatia, senso crítico e criatividade) Alunos e professores mais engajados Os alunos aprendem de forma mais significativa e conseguem lembrar com mais facilidade o que aprenderam Escolas com PBL no programa tendem a ter um crescimento na taxa de frequência e aprovação dos alunos Escolas com PBL têm menos problemas disciplinares. O encadeamento de ações dele que servirão para o professor avaliar os alunos. Por exemplo: em uma aula de geografia em que os alunos devem ser introduzidos aos princípios de cartografia, é possível que se proponha: “Quais os caminhos mais percorridos pelos alunos de casa até chegarem à escola?”. Individualmente, cada um poderia fazer o mapa do seu trajeto e, em um outro momento, todos comparam seus trajetos. Em grupos, eles podem unificar seus mapas em um maior e mais completo, para que, em um momento final, alcançarem coletivamente a solução da questão dada. O resultado final é apenas uma culminância, mas o aprendizado ocorreu durante todo o processo. Habilidades Além das competências que cada disciplina requer que os alunos desenvolvam (álgebra, números inteiros, divisão silábica, pontuação, etc.), existem as habilidades socioemocionais (ou habilidades de vida). Em outras palavras, são habilidades fundamentais 133 para que os sujeitos desse século deem conta de suas emoções e saibam como conduzir suas vidas de forma serena (com empatia, resiliência, autonomia etc). Pergunta motivadora É uma pergunta instigante, que dialogue com o universo dos alunos que farão o projeto para tornar esse aprendizado mais significativo para eles. Um problema que necessite de investigação para solução. Sugerimos que professores (às vezes com os estudantes) elaborem uma Pergunta Motivadora amigável aos estudantes e que dê foco às tarefas, como uma tese orienta um artigo de um pesquisador. Exemplo: “Como podemos melhorar a reciclagem aqui na escola, para evitarmos o desperdício?” A força da Pergunta Motivadora é justamente a necessidade de se buscar mais sobre o tema para elaborar soluções. Então, após apresentados à proposta, é fundamental que os estudantes passem por um período de investigação. Ou seja: que tenham em mente a diferença entre “dar uma olhada” e investigar a fundo um tema. A ideia é que uma pergunta traga a próxima, que, por sua vez, traz outra ainda mais profunda e que esse processo se repita até que se chegue a uma resposta ou possível solução satisfatória para o problema geral. Eles podem se utilizar de meios distintos para tal: pesquisas no Google, em livros, entrevistas com pessoas mais velhas, com especialistas, com representantes públicos etc. Um projeto pode ser autêntico de várias formas e essa autenticidade pode estar relacionada ao impacto comunitário - como quando a escola atua em cima de uma demanda do bairro ou da comunidade escolar, por exemplo, ao refazer o jardim de uma praça pública, ajudar os refugiados da cidade ou plantar uma horta na escola. Autenticidade O mais importante é que a autenticidade anule aquela pergunta tão ouvida na sala de aula “Mas, professora, por que eu tenho que aprender isso?”. Tendo um resultado concreto, esse projeto contribui para motivação e aprendizagem dos estudantes. Reflexão Um dos “pais” da Aprendizagem por Projetos, John Dewey dizia: “Nós não aprendemos pela experiência, aprendemos refletindo sobre a experiência”. Nesse sentido, é importante haver um momento onde se olhe para trás em conjunto, professor e alunos, para refletirem pontos como: “O que estamos aprendendo? Por que estamos aprendendo? E como 134 estamos aprendendo?”. Esse momento pode ser bem simples, como uma roda de conversa para troca de impressões, todos com igual poder de fala e dever de escutar. Durante essa abordagem, após uma exploração do conteúdo de forma tradicional e expositiva, os alunos são desafiados a resolver uma espécie de problema, colaborando entre si na busca por possíveis soluções. Aqui, os estudantes utilizam de estudos fora da sala de aula, e de habilidades como a investigativa, reflexiva, criativa e claramente a própria capacidade colaborativa. Seu objetivo primário, então, é resolver o problema proposto a partir do desenvolvimento de hipóteses que serão comprovadas ou não por meio de testes. Essas atividades são realizadas sempre com a facilitação e a mediação do professor, com intervenções, auxílio e estímulos, sempre que necessário. Afinal, os alunos devem encontrar a solução correta e/ou a melhor fundamentada, com autonomia. Durante o processo podem ser utilizados recursos como novas tecnologias, rascunhos físicos, produções audiovisuais, dentre outros. Tudo sempre com o retorno dos professores, visando trazer reflexão diante das soluções apresentadas, contribuindo para o pensamento crítico e para a construção do conhecimento. APRENDIZAGEM BASEADA EM PROJETOS (PROJECT BASED LEARNING) Semelhante à aprendizagem baseada em problemas, nessa abordagem o aluno também recebe uma espécie de desafio a ser solucionado, a partir dos recursos que considerar necessários. Essa abordagem é fundamentada em partes no conceito da “baseada em problemas”. O maior diferencial de uma abordagem para a outra é que, no caso da baseada em projetos, o estímulo para que a busca pela solução é muito mais voltado aos caminhos práticos do que aos teóricos, sendo vital que o aluno coloque a “mão na massa” durante a formulação e teste das hipóteses. Essa aprendizagem é considerada um dos métodos mais adequados para a preparação dos alunos como futuros profissionais, uma vez que no mercado de trabalho é comum que eles passem por desafios a serem resolvidos com soluções práticas. Isso se deve ao fato de que a capacidade de resolver problemas complexos com eficiência e agilidade é uma das habilidades mais procuradas em profissionais na atualidade. 135 APRENDIZAGEM BASEADA EM ENSINO E PESQUISA A proposta ABEP prevê uma metodologia estruturada em quatro principais etapas, cada uma com suas atividades específicas, e que possibilitam o trabalho de conceitos e práticas que permeiam as dimensões cognitivas, afetivas e psicomotoras: Situação-problema: análise de caso. Nesta etapa, a situação problema é apresentada e demanda a habilidade de leitura. Sob uma perspectiva inclusiva, pode-se associar alguma técnica de leitura, de modo a dirigir a leitura dos estudantes, oportunizando maior entendimento sobre o tema. Também é nesta etapa que se faz a avaliação diagnóstica para saber o que os estudantes já sabem, ou não sabem, sobre a temática em estudo. A relação de conexões com outros contextos é muito importante para esta etapa como alternativa para considerar as experiências e conhecimento prévios dos estudantes e conferindo-lhes maior significação social sobre o que está em estudo. Levantam- se, então, questões sobre o que os estudantes sabem e sobre o que precisam saber. Trata-se de uma etapa onde surge a necessidade por informação. Solução de problemas: investigando questões. Definidas as questões sobre a temática em estudo, passa-se à atividade de reconhecimento e busca por referências adicionais sobre o tema. Esta atividade também pode ser dirigida de modo a guiar os estudantes às fontes de informações científicas e acadêmicas. Pode-se acompanhar a atividade, inclusive, até a identificação das principais referências sobre o tema. Trata-se de uma etapa de busca e uso da informação. Espera-se que nesta etapa, após a leitura das novas referências, surjam novos conceitos e questões que serão compartilhadas com os demais estudantes na próxima etapa. Argumentação em grupos: métodos e raciocínios. Nesta etapa, são apresentadas conclusões, por meio de desenvolvimento de análises e relatos que serão compartilhadas de forma expositiva e dialogada, momento no qual os estudantes poderão argumentar sobre suas novas concepções acerca da temática e do estudo e levantar os novos questionamentos, provocando novas discussões com os demais estudantes. A pesquisa não estará completa a não ser que as questões sejam respondidas e os pares estejam 136 convencidos sobre os conceitos argumentados, respeitando-se a controvérsia e o debate (BIOQUEST, 1996). Avaliação do uso do método. A ABEP admite várias formas de avaliação. Quando formativa, a avaliação pode considerar: participação e colaboração em trabalho em grupos; identificação e criação de questões; proposições de novas pesquisas; uso de fonte de informações científicas; apresentação; possíveis soluções de problemas, entre outros. As etapas metodológicas da ABEP estão muito próximas aos procedimentos metodológicos que Latorre e Gonzáles (1992) e Lampert (2008) fundamentaram para a investigação em sala de aula e envolvem fases de dúvida e indagação; argumentação como operação discursiva do pensamento; e comunicação dos resultados. O uso de ensino com pesquisa – a pesquisa como recurso didático – é um compromisso docente capaz de orientar os estudantes em seus projetos de vida, consolidando valores de cidadania e preparando para a vida na sociedade contemporânea, tendo por base suas crenças sobre o modo como os estudantes aprendem. SALA DE AULA INVERTIDA (FLIPPED CLASSROOM) Observando o nome, podemos deduzir que essa abordagem inverte a forma pela qual os alunos terão contato com os conteúdos, em comparação ao método mais tradicional. Muito 137 mais voltada para a autonomia e liberdade, essa abordagem se volta para a absorção dos conteúdos em outros espaços, como a própria casa, por exemplo, substituindo a monotonia das aulas expositivas. Seja com suportes tradicionais como livros e apostilas ou através de um aparato tecnológico, como videoaulas, e-books, dentre outros, a sala de aula invertida busca otimizar a aprendizagem ao transformar qualquer hora e lugar em um bom contexto para adquirir conhecimento. O cotidiano do aluno passa a ser visto como uma grande escola e, por sua vez, a escola não é mais uma parte segregada de sua vida. Ademais, segundo o professor americano Jonathan Bergmann, pioneiro nessa metodologia, em entrevista ao G1, no contexto da sala de aula invertida, ela se transforma em um ambiente em que “estratégias de aprendizagem ativa podem ser usadas para aprofundar a compreensão do aluno, esclarecer as suas dúvidas e criar relacionamentos de qualidade”. A aprendizagem, assim, é otimizada a partir do momento em que os alunos passam a contar com os professores apenas como guias e facilitadores no processo, seja na resolução de dúvidas, análise de conteúdos e soluções ou articulação de projetos. Ao frequentarem as aulas regulares mais preparados com o conhecimento absorvido previamente, há muito mais participação, interesse e interação durante as aulas. A partir disso, os professores conseguem ampliar os horizontes do planejamento das aulas, contar com recursos diversos e aumentar a eficácia no processo de ensino-aprendizagem, partindo do pressuposto de que cada aluno tem o potencial de aprender melhor de modos diferentes (textos, vídeos, áudios, dentre outros). AULA COOPERATIVISTA Características da aprendizagem cooperativa Obviamente, para que a aprendizagem tenha um caráter cooperativo, os integrantes de um grupo devem aceitar o fato de que só serão capazes de alcançar seus objetivos se os demais também alcançarem os seus próprios. A isto se pode chamar interdependência positiva, ou seja, a ideia de que “não se pode ter sucesso sem os demais”. A interdependência positiva pode ser estabelecida de diferentes maneiras, segundo o tipo de atividade realizada, o conteúdo dos exercícios e as experiências anteriores dos aluno(a)s. 138 Eis alguns exemplos: pode-se pedir aos aluno(a)s que trabalhem em pares na preparação de uma exposição conjunta sobre um determinado tema, que será apresentado à classe; • pode-se propor a um grupo uma atividade que somente possa ser realizada se tiver um tema em comum e cujas partes (ou subtemas) tenham sido previamente preparados pelos membros do grupo, individualmente; • pode-se indicar cada integrante de um grupo para determinada função, como, por exemplo, presidente, secretário, relator, etc. • pode-se pedir a cada aluno(a) que realize a primeira fase de um exercício que deve ser terminado em grupo; • pode-se anunciar ao grupo que sua classificação será o resultado combinado do trabalho realizado individualmente por seus membros. Não se pode esquecer que o fato de escalar os aluno(a)s para trabalhar em equipe implica impor-lhes novas exigências. Na verdade, estaremos promovendo o desenvolvimento de novas habilidades. Além dos objetivos curriculares, os estudantes deverão ter em mente outros objetivos relacionados com a capacidade de trabalhar com outros colegas. Deste modo, o professor(a) deve preparar e supervisionar cuidadosamente o desenrolar dessas atividades. Isto significa que a complexidade e as exigências do trabalho baseado na cooperação devem ser introduzidas aos poucos e dosadas com cuidado. Quando o professor(a) começa a usar interdependência de objetivos, as dificuldades podem ser reduzidas pedindo-se a cada aluno(a) que comece a exercitar com tarefas simples, junto com um colega que conheça bem. Conforme vá aumentando o nível de segurança e de competitividade dos aluno(a)s, deve-se ir aumentando as dificuldades das tarefas, o tamanho dos grupos e a complexidade do trabalho. Os materiais a serem utilizados como parte do trabalho em grupo, em particular, qualquer tipo de material escrito, deverão ser selecionados e apresentados com cuidado. Também é necessário dispor de metodologia que ajude os aluno(a)s a utilizar com mais eficácia a leitura ao longo do currículo. Este enfoque se baseia na opinião de que a leitura é uma atividade fundamental que os aluno(a)s devem desenvolver para trabalhar com maior autonomia. Ou seja, consiste em ler um texto, compreender o que contém e relacioná-lo a conhecimentos prévios. Mediante tais processos, formulam-se juízos, os conhecimentos se ampliam e se modificam. Aprender a ler 139 um texto escrito de forma cooperativa implica que será necessário ensinar técnicas de análise de textos aos aluno(a)s, como o exemplo a seguir: Durante uma aula de ciências ou de humanidades, pode-se solicitar que tentem juntamente com seus colegas: • localizar e identificar determinada informação no material. Isto pode consistir em sublinhar partes dos textos, a fim de indicar onde se encontra referida informação; • assinalar, de algum modo, a informação encontrada como ajuda à compreensão. Por exemplo, algumas partes do texto podem ser classificadas em diferentes categorias; • organizar a informação e apresentá-la de forma diferente, por exemplo, fazendo uma lista de pontos localizados no texto, ou preenchendo algum tipo de formulário ou quadro; e • também se pode pedir aos grupos que reflitam sobre questões ou problemas não citados no texto, ou não abordados de maneira adequada. Isto pode fazê-los pensar para além do conteúdo do material escrito, por meio de indagações como: “o que aconteceria se...?‘, ou “qual seria o resultado de ...?”. Outras técnicas úteis para introduzir modificações em textos são, por exemplo: • atividades em que o grupo preenche textos em que tenham sido apagadas algumas palavras ou frases; • apresentação de um texto dividido em frases ou parágrafos soltos, cuja sequência correta deve ser encontrada pelo grupo; e • imaginar possíveis formas de continuidade de um texto antes de ler a página seguinte ou o parágrafo consecutivo. É importante sublinhar o fato de que todas essas técnicas pressupõem uma explicação clara por parte do professor(a) e, se possível, uma breve demonstração do exercício, antes de pedir aos grupos que deem início ao trabalho. Além disso, a tarefa deve ser apresentada passo a passo, de forma a garantir que todos os educando(a)s possam acompanhar o trabalho em grupo. Estimular a aprendizagem cooperativa significa prestar toda a atenção a: • Planejamento de tarefas ou atividades que necessitem de colaboração; 140 • Que as crianças reconheçam que seu sucesso depende do sucesso que os outros também obtenham; • Que os integrantes e o tamanho do grupo sejam adequados às tarefas que lhes são designadas; • Desenvolvimento de habilidades, em termos de capacidade de comunicação, organização, planejamento, tomar decisões etc; • Critérios e procedimentos de avaliação do processo e sucesso de aprendizagem. Estudo de caso A simulação se desenvolve em torno de um caso extraído da vida real e demonstrado em jornal, filme ou vídeo. O importante é que durante a simulação os aluno(a)s ou docentes se identifiquem, de algum modo, Role-playing Esta técnica é baseada na dramatização de uma situação posteriormente analisada pelo grupo. O docente propõe um ‘caso’ que interesse ao grupo e solicita aos aluno(a)s que definam algumas características dos respectivos personagens. Escolhem-se os atores que irão representar o caso e o resto do grupo faz o papel de observador ou público. Tão logo encerrada a representação, procede-se a uma análise conjunta da situação, seguida de uma discussão sobre a solução que os atores deram à situação. Tal discussão pode basear-se nas seguintes indagações: a solução proposta é factível? Que modificações seria preciso considerar? Que outras soluções viáveis poderiam ser adotadas? É importante que o facilitador encerre a simulação com um fechamento, que envolva uma reflexão e avaliação do que foi vivenciado. Improvisação Diferentes técnicas visando ao desenvolvimento da criatividade e intuição podem ser utilizadas. Uma possibilidade é a criação de histórias a partir de uma série de perguntas dirigidas ao grupo pelo facilitador, como, por exemplo: Quem é? O que faz? Como é? Cada integrante do grupo responde à pergunta que lhe corresponde, o que permite que se construa, em conjunto, uma história ou os personagens. 141 É importante, porém, combinar atividades de trabalho cooperativo com atividades de trabalho individual. Os métodos que combinam individualização com cooperação parecem ser os mais eficazes, em termos de aprendizagem. Isto, por não exigirem que todos os aluno(a)s trabalhem no mesmo nível, ao mesmo tempo em que não prejudicam o progresso nos objetivos individuais de cada aluno. Grupos de discussão Nesta técnica é apresentada uma série de perguntas ou propostas para reflexões que devem ser debatidas em grupos (entre seis e quinze pessoas). Um coordenador deve ser indicado para organizar a discussão, bem como um secretário para registrar as opiniões e conclusões do grupo. A discussão tem importantes repercussões educacionais por permitir detectar conceitos equivocados, clarear ideias e conhecer os valores, atitudes e sentimentos dos participantes. Esta técnica exige várias aptidões: • Aprender a ouvir. Ouvir e ser ouvido é fundamental em toda interação comunicativa. É preciso promover o interesse pelo o que os outros dizem e opinam assim como é fundamental esperar a vez de se colocar. • Aprender a expressar opiniões e sentimentos. Muitas pessoas têm dificuldade em expressar suas impressões acerca de algum assunto, ou em expressar de forma adequada o que desejam transmitir. As atividades devem procurar respeitar as diferenças pessoais e ao mesmo tempo estimular a participação igualitária de todos. • Aprender a descrever situações ou experiências. Descrever de modo articulado e sequencial alguma situação, especialmente algo que ocorre em determinada experiência, sem julgar ou criticar de forma negativa qualquer iniciativa ou opinião contrária à da maioria. • Aprender a formular perguntas para obter informação. Determinadas atividades de aprendizagem implicam buscar informação sobre certo tema, sendo, pois, importante aprender a formular perguntas pertinentes, a fi m de que posteriormente as informações sejam buscadas através de entrevistas, pesquisa documental ou outros métodos de coleta de dados. • Aprender a organizar e sintetizar a mensagem antes de falar. Este é um aspecto muito importante, já que muitas pessoas fazem muitos rodeios ou não têm uma ideia clara do que desejam transmitir, fazendo com que os outros percam o interesse em continuar ouvindo e o tempo não seja usado de forma produtiva. Chuva de ideias 142 Trata-se de uma técnica que é utilizada para explorar as relações, temas, tópicos que são relacionados a um único assunto. A chuva de ideias pode ser aplicada a grupos pequenos ou grandes e pode ser usada para refletir sobre um assunto ou buscar soluções para um problema específico. Nesta atividade deve ser solicitado que um membro do grupo – ágil em escrita – assuma a tarefa de escrever todas as palavras oferecidas por todos, inclusive as suas próprias sugestões. Em um primeiro momento, cada integrante do grupo expressa livremente uma palavra relacionada ao assunto central (ou problema a ser resolvido) em um minuto, sem que haja um debate sobre o que é dito e sem que se faça qualquer avaliação sobre o que foi expressado. Todas as palavras ditas – mesmo as repetidas – devem ser escritas pelo redator. Antes da aplicação da técnica é interessante realizar um exercício demonstrativo para se assegurar que todos entenderam como funciona. Também é interessante contar e compartilhar o número de palavras de cada grupo. Outra variante desta técnica é a denominada “técnica nominal”, em que cada participante apresenta uma ideia que não pode ser repetida pelos demais. Ao final da rodada, o grupo realiza uma votação para escolher as três ideias ou soluções mais relevantes dentre todas as oferecidas. Reflexão individual Sempre que os participantes tiverem condições de proceder a uma reflexão individual, suas respostas serão melhores do que se o fizerem conjuntamente. Além de promover uma reflexão sobre determinada pergunta, esta técnica permite que todos relacionem diferentes ideias e reflitam sobre o que aprenderam. Pensar - formar duplas - compartilhar Nesta técnica o docente ou o multiplicador formula uma pergunta e solicita aos participantes que reflitam sobre a mesma durante alguns minutos. Em seguida, formam-se duplas, a fim de compartilharem suas ideias e respostas. Finalmente, socializam-se todas as ideias em sessão plenária. Nesta última fase, pode-se solicitar voluntários para compartilhar ou solicitar que todas as duplas expressem seus pontos de vista. Perguntas em duplas com um observador Uma forma eficaz de aprender é criar situações em que os participantes formulam perguntas uns aos outros e as respondam. Nesta técnica formam-se trios, nos dos quais dois alunos(a)s perguntam e respondem, enquanto um terceiro atua como observador. 143 Esta técnica é apropriada para situações em que se queira proceder a uma retrospectiva do trabalho realizado pelas duplas. O observador anota todas as perguntas formuladas pelos integrantes da dupla, classificando-as com base em determinado critério, e, ao final, fornece uma retrospectiva de cada um. Agrupar e voltar a agrupar (2-4-8) Esta técnica se inicia com a formação de duplas, a fim de que ofereçam suas ideias ou propostas sobre certo tema ou problema. Depois se juntam duas duplas formando grupos de quatro e, finalmente, juntam-se dois grupos de quatro, formando grupos de oito pessoas. Esta técnica estimula os participantes a compartilhar suas ideias, a ter noção de como as ideias de uns e outros se complementam e a aprender a chegar a um consenso sobre determinado tema. É importante que, ao juntar as ideias, estas não sejam consideradas todas corretas, mas que sirvam de base para debate e negociação acerca da síntese final (conclusão do grupo). O trabalho em duplas pode também consistir na resolução de determinado problema, como, por exemplo, difíceis situações de convivência. Concluído o diálogo, o observador procede a uma avaliação da atuação de cada um e atua como mediador de entendimento e cooperação. Grupos de retroalimentação positiva Esta técnica é realizada com grupos de quatro ou seis pessoas, sendo muito útil para ajudar os participantes a avaliar a qualidade de seu próprio trabalho e do trabalho dos demais. Um participante oferece ao colega um comentário positivo sobre algo que lhe agradou a respeito do trabalho que foi realizado pelo colega, e faz um comentário indicando algo que faria de outra maneira, justificando a sugestão. Por meio de rodízio, cada integrante do grupo compartilha seus comentários com o colega que está passando por uma retrospectiva. Este ouve o que comentam a respeito de seu trabalho e as modificações que fariam e, em seguida, agradece às contribuições/ comentários de todos sem defender-se nem explicar por que fez tal coisa. Após encerrar a apresentação dos comentários sobre o primeiro participante, prossegue-se com o seguinte até completar a retrospectiva de todos os membros do grupo. Em seguida, o docente dá um tempo para que cada aluno (a) considere todas as sugestões recebidas e decida sobre quais poderá levar em conta e como incorporá-las em seu trabalho, procedendo às modificações que se tornarem necessárias. 144 Quebra-cabeças Trata-se de técnica especialmente útil para trabalhar certos temas passíveis de serem “fragmentados” em diferentes partes. A técnica apresenta três momentos distintos e inclui as etapas: • formam-se grupos heterogêneos, de quatro ou seis membros cada, denominados “grupos-base”. O material objeto de estudo se fraciona em tantas partes quantos forem os integrantes da equipe, de maneira que cada um deles receba uma parte da informação do tema que vem sendo estudado globalmente por todas as equipes. Cada membro da equipe prepara seu subtema a partir da informação que lhe tenha sido dada pelo professor(a) ou que tenha obtido. • desfazem-se os grupos-base e formam-se os “grupos de especialistas. ” Constituídos pelos integrantes das equipes que trabalharam o mesmo subtema, seu objetivo é a troca de informações e o aprofundamento do tema, enriquecendo-o com os aportes e as reflexões de todos os especialistas; analisam detidamente os conceitos-chave, elaboram esquemas e mapas conceituais, esclarecem dúvidas etc. • os especialistas voltam a integrar seu grupo-base original e compartilham o que foi trabalhado no grupo de especialistas. Cada integrante, então, apresenta uma parte do ‘quebra- cabeças’, sendo, assim, construído e compreendido o tema global. Deste modo, todos os alunos precisam uns dos outros e se veem com a responsabilidade parar cooperar, uma vez que cada um dispõe apenas de uma peça do quebra-cabeças, enquanto seus colegas têm as outras, imprescindíveis para que a tarefa proposta seja concluída com êxito, isto é, o domínio de um tema objeto de estudo, previamente fragmentado. Ao final da atividade, pode-se fazer uma avaliação individual ou por equipe. No caso da avaliação individual, é importante que esta refira-se ao tema em seu conjunto e não apenas ao subtema trabalhado pela pessoa. A avaliação por equipe baseia-se no trabalho que o grupo realizou a respeito do tema global. A divisão de temas pode ajudar a trabalhar tanto com a diversidade de interesses e aptidões de algum grupo quanto com os diferentes níveis de dificuldade apresentados pelos alunos. Grupos de pesquisa Esta técnica é também denominada “método de projetos” e implica as seguintes etapas: 145 • Escolha de um tema e distribuição de subtemas ou tarefas entre os integrantes do grupo. Os participantes escolhem, segundo suas aptidões ou interesses, subtemas ou tarefas específicas no contexto do tema ou problema geral. • Formação de grupos de quatro a seis alunos. A composição dos grupos pode ser de livre escolha ou dirigida pelo facilitador (docente ou multiplicador), a fim de que sejam heterogêneos. • Planejamento do trabalho. Os participantes e o facilitador planejam os objetivos e os procedimentos a serem utilizados para alcançá-los, ao mesmo tempo em que distribuem as tarefas a serem realizadas (encontrar a informação, sistematizá-la, resumi-la, esquematizá-la etc.) • Desenvolvimento do plano. Os participantes (aluno (a) s) desenvolvem o plano e o facilitador acompanha o progresso de cada grupo, oferecendo-lhes ajuda. • Análise e síntese. Os participantes avaliam e analisam a informação obtida e preparam um resumo para apresentar ao restante da classe. • Apresentação do trabalho. Uma vez exposto o trabalho ao restante da classe, são feitas perguntas e responde-se às eventuais questões ou dúvidas que possam surgir. Torneios entre equipes de aprendizagem Nesta técnica combinam-se cooperação e competição entre grupos e consiste no seguinte: Constituem-se grupos heterogêneos de quatro ou seis membros. • O facilitador apresenta um tema a todo o grupo, com as explicações e os exemplos que considere necessários. • Formam-se grupos de trabalho, nos quais os participantes formulam perguntas, comparam respostas, debatem, complementam a informação, preparam esquemas e resumos, esclarecem conceitos e certificam-se de que todos os integrantes assimilaram o material proposto. • Em seguida, os participantes têm que mostrar o que aprenderam em um torneio no qual os integrantes dos diversos grupos competem entre si. • Formam-se “mesas de torneio”, de três pessoas cada, homogêneas em termos de aptidões: os três participantes que tiverem obtido a pontuação mais alta no último torneio formam a equipe número um, os três seguintes a de número dois, e assim por diante. Caso seja 146 a primeira vez em que se realiza um torneio, o facilitador designará os participantes para as mesas em função do respectivo rendimento. Os participantes competem em cada mesa representando sua equipe e cada um tem a oportunidade de contribuir para a pontuação de seu grupo. Ao final, o facilitador avalia cada participante individualmente ou a atuação do grupo. Nesta técnica compara-se o rendimento de cada participante apenas em relação a um grupo de referência de nível similar ao seu e verifica-se se cada um tem igualmente condições de contribuir para o êxito de seu grupo, em função de suas possibilidades. Inclusive, é possível que um participante com menor rendimento consiga para seu grupo mais pontos que outro membro de uma equipe de maior rendimento, pelo fato de conseguir melhor desempenho em sua “divisão” do que o outro. Equipes de apoio à aprendizagem individual Neste método não há competição. Sua principal característica é combinar a aprendizagem cooperativa com a instrução individualizada, ou seja, todos os participantes trabalham sobre o mesmo assunto, mas cada um deles seguindo um programa específico. Quer dizer, a tarefa de aprendizagem comum é estruturada a partir de programas personalizados, para cada integrante de equipe. Nessas equipes os participantes responsabilizam-se por ajudar uns aos outros, para que sejam alcançados os objetivos pessoais de cada membro de equipe. Tutoria entre colegas Nesta técnica, um participante é indicado como tutor e apoia outro colega, sob orientação e supervisão do facilitador. É importante que haja troca de papéis e que o participante que recebe ajuda também possa proporcioná-la a outro colega. Para que a tutoria entre os colegas resulte na melhoria do rendimento dos participantes envolvidos, as seguintes condições são necessárias: • O aluno “tutor” deve atender às necessidades de ajuda de seu colega. • A ajuda do tutor a seu colega se dará sob a forma de explicações detalhadas acerca do processo de resolução de um problema, sem jamais dar-lhe a solução final. É importante destacar que os métodos descritos não precisam ser aplicados ao pé da letra. Ao contrário, o facilitador (docente) tem que adaptá-los em função das características do grupo e do tipo de conteúdo que se deseja abordar. Entretanto, seja qual for a adaptação 147 feita, sempre há que ser observado o princípio da interdependência positiva entre os alunos, com todos participando, sentindo-se úteis e agregando algo ao grupo. Aprendizagem em times As metodologias pautadas na aprendizagem em times, como o nome sugere, giram em torno da formação de grupos que serão orientados pelo professor dentro da atividade proposta. Esse tipo de metodologia, conforme visto anteriormente nos tópicos anteriores, pode pautar métodos como o “baseado em projetos” ou o “baseado em problemas”, tendo em vista o caráter colaborativo presente em todos estes. A proposta principal, aqui, é o compartilhamento, seja de ideias, hipóteses ou conteúdos, para que, partindo de pontos de vista distintos, se possa ter uma visão ampla da atividade, assim como maiores possibilidades na aprendizagem. Nesse tipo de metodologia, acima de tudo, é fortalecida a habilidade de relacionar-se, construindo reflexões, pensamento crítico e resoluções de problemas em grupo com eficiência. Assim, essa abordagem também é qualificada como uma das melhores para a preparação para o mercado de trabalho. EXCURSÕES E TRABALHOS “IN LOCO” Há centenas de exemplos de como incluir no currículo as excursões e as atividades “in loco”, as quais deveriam ser realizadas periodicamente, ao longo do ano. As excursões não só são divertidas para os aluno(a)s como também, se devidamente organizadas, podem servir para aplicar a situações da vida real os conteúdos já aprendidos. Os trabalhos “in loco” são interessantes para os aluno(a)s porque permitem que apliquem o que aprenderam e consolidem sua aprendizagem no contexto real da vida. JOGOS Existem muitos materiais pedagógicos com ideias sobre jogos e maneira de organizá- los, que permitem aos aluno(a)s aplicar os conhecimentos de forma divertida. Quanto maior for a experiência dos professor(a)e(a)s na utilização dos jogos, mais capacidade terão de idealizar seus próprios jogos. É possível estimular os aluno(a)s a terminar sua tarefa na classe com rapidez e precisão oferecendo-lhes jogos como recompensa. 148 As estratégias mencionadas anteriormente podem ser aplicadas a todas as disciplinas ministradas na escola, tais como matemática, ciências, estudos sociais, linguagem etc., sendo recomendáveis sua utilização especialmente naquelas aparentemente desvinculadas da vida do aluno(a) ou mais abstratas. Vale ressaltar que tais estratégias não são as únicas utilizadas na preparação de uma oficina pedagógica. É recomendável incorporar outras metodologias quando necessário, como, por exemplo, exercitação, repetição e memorização de dados. Ainda que essas estratégias não pareçam ter sentido para os aluno(a)s, muitas vezes servem para aumentar o nível de eficiência e rapidez na resolução de problemas, como no caso da memorização das tabelas de multiplicação ou do exercício do cálculo mental. Ao ensinar uma nova matéria, o professor(a) deve procurar ilustrá-la com exemplos extraídos das experiências cotidianas dos aluno(a)s. Isto esclarecerá a pertinência do que lhes está sendo ensinado. INTERRELACIONAR AS DIFERENTES DISCIPLINAS NA APRENDIZAGEM Ensinamos as distintas matérias como se fossem completamente independentes umas das outras, quando na realidade os conteúdos curriculares costumam estar inter-relacionadas e ser interdependentes. Por conseguinte, para que os aluno(a)s não tenham uma ideia compartimentada dos conhecimentos, é conveniente que o professor(a) mostre, sempre que seja possível, o relacionamento existente entre os diferentes âmbitos de aprendizagem. 13-CONSIDERAÇÕES FINAIS A elaboração do Projeto Pedagógico é de grande importância, pois promove a competência do Sistema Escolar na utilização de novos processos, métodos e tecnologias educacionais que consideram as dimensões individuais, sociais e transcendentais do ser humano e as maneiras adequadas de proporcionar o desenvolvimento dessas funções inseparáveis e complementares, sendo uma delas assegurar não só o sucesso na aprendizagem do aluno como um todo, mas também sua permanência numa escola de qualidade. Ressalta-se que é recomendável que este Projeto Político Pedagógico seja (re)avaliado anualmente por todos os atores sociais que o compuseram (comunidade escolar) através de um relatório no qual se evidenciem os objetivos e as metas alcançadas pois, ao estabelecer metas, 149 o projeto é incorporado ao mecanismo de avaliação, que, por sua vez faz parte de seu aprimoramento. Então, o Colégio Estadual Guilherme Campos assume o desafio de oferecer aos discentes e à sociedade uma escola de qualidade, onde a melhoria do processo ensino- aprendizagem constitui o foco central, tendo como estratégia uma gestão democrática, consciente da importância do trabalho coletivo, que prime por uma educação integral do estudante, assegurando uma formação acadêmica plausível, ou seja, a formação para a vida e para o mercado de trabalho. REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO AZEVED, Fernando de. Princípios de Sociologia: pequena introdução ao estudo da sociologia geral. 11ª Ed. – São Paulo: Duas Cidades, 1973. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, 1996. D.; GOWIN, D. B. Aprender a aprender. 2. ed. Lisboa: Plátano Edições Técnicas. 1999. GADOTTI, Moacir. Pressupostos do projeto pedagógico. In: MEC, Anais da Conferência Nacional de Educação para Todos. Brasília, 28/8 a 2/9/94. GIDDENS, Antony. Sociologia. 6ª Ed. Porto Alegre: Artmed, 2005. KOCH, Ingedore. G. V. Argumentação e linguagem. 7. ed. São Paulo: Cortez, 2002. KÜLLER. A. Metodologia de desenvolvimento de competências. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2013. MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção Textual, Análise de Gêneros e Compreensão. São Paulo: Parábola, 2010. MARX, Karl. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1978. PARANÁ/SEED. Diretrizes Curriculares da Rede Pública de Educação Básica do Estado do Paraná. Sociologia, 2008. 150 MORAN, J. M. Mudando a educação com metodologias ativas. In Convergências Midiáticas, Educação e Cidadania: aproximações jovens. Coleção Mídias Contemporâneas. 2015 Disponível em http://www2.eca.usp.br/moran/wpcontent/uploads/2013/12/mudando_moran.pdf NOVAK, J. MEDEIROS, Amanda. Docência na socioeducação. Brasília: Universidade de Brasília, Campus Planaltina, 2014. MORAN, Jose. Mudanças necessárias na educação, hoje. Ensino e Aprendizagem Inovadores com apoio de tecnologias. In: MORAN, Jose. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. Campinas: Papirus, 21ª Ed. 2014 ; p. 21-29. MORÁN, José. Mudando a educação com metodologias ativas. In: SOUZA, Carlos Alberto de; MORALES, Ofelia Elisa Torres (orgs.). Coleção Mídias Contemporâneas. Convergências Midiáticas, Educação e Cidadania: aproximações jovens. Vol. II. PG: Foca Foto-PROEX/UEPG, 2015. Disponível em: . Acesso em: 27 ago. 2019 MOREIRA, Marco A. Aprendizagem significativa: a teoria e textos complementares. São Paulo: Livraria da Física, 2011a. PARANÁ/SEED. Orientações curriculares. 2006. PARANÁ/SEED. Sociologia/vários autores. Livro didático público. Curitiba, 2008. SERGIPE. Currículo de Sergipe: construir e integrar. Educação infantil e ensino fundamental. Regulamentado no Sistema Estadual de Ensino por meio do Parecer Nº 388/2018/CEE e da Resolução Nº04/2018/CEE. Aracaju, 2018. VASCONCELLOS, Celso S. Planejamento: Projeto de Ensino-Aprendizagem e Projeto Político Pedagógico. São Paulo: Libertad,2000. Base Nacional Comum Curricular Descritivo do PPP a Luz do Currículo de Sergipe. PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO À LUZ DO CURRÍCULO DE SERGIPE Resolução Normativa nº 4/2018/CEE 151 Resolução Normativa nº 5/2015/CEE http://www.qedu.org.br/ http://www.qedu.org.br/ 152 ANEXOS BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR/BNCC E PARTE DIVERSIFICADA QUE DEVERÃO SER CONTEXTUALIZADAS E INTEGRADAS AO CURRÍCULO DE SERGIPE ANOS ESCOLARES E CARGA HORÁRIA SEMANAL E ANUAL Área do Conhecimento Componentes Curriculares 1º ANO 2º ANO 3º ANO 4º ANO 5º ANO 6º ANO 7º ANO 8º ANO 9º ANO S A S A S A S A S A S A S A S A S A LINGUAGENS Língua Portuguesa 06 240 06 240 06 240 06 240 06 240 05 200 05 200 05 200 05 200 Arte 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 Educação Física 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 Língua Inglesa - - - - - - - - - - 02 80 02 80 02 80 02 80 MATEMÁTICA Matemática 04 160 04 160 04 160 04 160 04 160 05 200 05 200 05 200 05 200 CIÊNCIAS DA NATUREZA Ciências 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 03 120 03 120 03 120 03 120 CIÊNCIAS HUMANAS História 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 Geografia 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 ENSINO RELIGIOSO Ensino Religioso 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 PARTE DIVERSIFICADA Sociedade e Cultura 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 Produção Textual - - - - - - - - - - 01 40 01 40 01 40 01 40 TOTAL DE MÓDULOS/AULA 21 840 21 840 21 840 21 840 21 840 25 1000 25 1000 25 1000 25 1000 TOTAL DE HORAS - AULA 20h30 820 20h30 820 20h30 820 20h30 820 20h30 820 20h50 833h2 0 20h50 833h20 20h50 833h20 20h50 833h20 Diretrizes da Matriz Curricular do Ensino Fundamental, do 1º ao 9º ano, turno matutino e vespertino, do Colégio Estadual Guilherme Campos, localizado no município de Campo do Brito /SE, a partir de 2020: BASE LEGAL: Lei Federal 9.394/96; Resolução CNE/CEB 4/2010; Resolução CNE/CEB 7/2010; Resolução CNE/CP 2/2017; Resolução 4/2018/CEE-SE e Parecer 389/2018/CEE-SE; Resolução 1/2019/CEE-SE; As áreas do conhecimento e os componentes curriculares dialogaram entre si, com a parte e com as múltiplas linguagens e práticas sociais, Toda a aprendizagem está direcionada ao desenvolvimento das dez competências gerais; Do 1º ao 5º ano cada módulo- aula terá duração de 60 minutos; cada dia letivo terá 04 módulos e o ano letivo terá 40 semanas. O Ensino Religioso será de 30 minutos, acrescentado em um dia por semana, conforme horário da disciplina. Do 6º ao 9º ano cada módulo-aula terá duração de 50 minutos; cada dia letivo terá 05 módulos, semanal 25 módulos e o ano letivo terá 40 semanas/ 200 dias letivos; Horário de funcionamento: Manhã- das 7h30 às 11h50; Tarde- das 13h às 17h30. Intervalo de 20 minutos. O componente curricular Ensino Religioso, conforme prevê a Lei 9.394/1996, será de oferta obrigatória, porém a matrícula facultativa para os alunos do Ensino Fundamental; A instituição educacional incluirá a abordagem de forma transversal e integradora, de temas exigidos por legislação e normas específicas e temas contemporâneos relevantes para o desenvolvimento da cidadania, que afetam a vida humana em escala local, regional e global, observando-se a obrigatoriedade os temas tais como: 1. Estudo obrigatório da história e cultura africana, afro-brasileira e indígena, em atendimento ao art. 26-A da Lei n 9.394, de 1996, acrescido pela Lei Federal nº 10.639, de 2003, e com redação dada pela Lei Nº 11.645, DE 2008, que trata do tema; 2. Artes visuais, dança, música e teatro, nos termos da lei Federal nº 13.278, de 2016; 3. Inclusão dos princípios da proteção e defesa civil e a educação ambiental de forma integrada aos conteúdos obrigatórios, nos termos da Lei Federal nº 12,608, de 2012; 4. Exibição de filmes de produção nacional como componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica, sendo obrigatória por, no mínimo, duas horas mensais, com base na Lei Federal nº 13.006, de 2014; 5. Inclusão do conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo como diretriz a Lei Federal nº 8.069, de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente, observada a produção e distribuição de material didático adequado, contemplando o que assevera a lei nº 11.525, de 2007, que acrescenta o § 5º ao art. 32 da LDBEN; 6. Conteúdos relativos aos direitos humanos e à prevenção de todas as formas de violência contra a criança e o adolescente serão incluídos, como temas transversais, nos currículos escolares de que trata o caput, tendo como diretriz a Lei Federal nº 8.069, de 1990, observada a produção e distribuição de material didático adequado, conforme determina a Lei Federal nº 13.010, de 2014; 7. Inserção de temas voltados ao processo de envelhecimento, ao respeito e à valorização do idoso, de forma a eliminar o preconceito e a produzir conhecimentos sobre a matéria, e atendendo à Lei Federal nº 10.741, de 2003, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso; 8. Atendimento à Lei Federal nº 9.503, de 1997, que versa sobre a Educação para o Trânsito; 9. Estudo sobre os símbolos nacionais como tema transversal fundamental, nos termos da Lei Federal nº 12.472, de 2011; 10. Educação alimentar e nutricional, nos termos da Lei Federal 13.666, de 2018; 11. Inclusão de temas curriculares referentes à ecologia, educação para a saúde e introdução à ciência política, conforme prevê o § 1º, do Art. 215, da Constituição do Estado de Sergipe; 12. Obrigatoriedade da inclusão de temas específicos sobre a Geografia, a História e a Literatura de Sergipe, nos termos do que assevera o § 2º, do Art. 215, da Constituição do Estado de Sergipe; 13. Inclusão de conteúdos programáticos relativos aos direitos da mulher e outros assuntos com o recorte de gênero, com base na Resolução Normativa 1/2013/CEE; 14. Temas contemporâneos relevantes para o desenvolvimento da cidadania, que afetam a vida humana em escala local, regional e global, bem como às temáticas da diversidade cultural, étnica, linguística e epistêmica, na perspectiva do desenvolvimento de práticas educativas ancoradas no interculturalismo e no respeito ao caráter pluriétnico e plurilíngue da sociedade brasileira, bem como promoverão medidas de conscientização, de prevenção e de combate a todos os tipos de violência, especialmente a intimidação sistemática (bullying e ciberbullying) e estabelecerão ações destinadas a promover a cultura de paz, nos termos das Resoluções CNE/CP nº 2/2017 e 4/2018/CEE; Observação 1 – O previsto nos itens 1 a 14 deverão, obrigatoriamente, ser registrados nos Diários de Classe. que as dificuldades enfrentadas no sistema de ensino confrontam com as práticas discriminatórias, desta forma, visa criar alternativas para superá-las. A Educação Inclusiva assume espaço neste colégio no ano de 2011 com a implantação da sala de recursos, que hoje atende 18 alunos, fundamentando na concepção de direitos humanos que conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis, e no reconhecimento das diferenças e na participação dos alunos em razão de características físicas, culturais, sociais e linguísticas, entre outras, estruturantes do modelo tradicional de educação escolar garantindo que os alunos com deficiência não sejam excluídos e que possam ter acesso ao ensino de qualidade e gratuito, em igualdade de condições para o acesso e permanência na escola e a continuidade nos níveis mais elevados de ensino. 15 Desde 2012, os alunos das séries iniciais do ensino fundamental fazem parte do bloco de Alfabetização e Letramento em consonância com a Secretaria de Estado da Educação (SEED), através da portaria n° 7339/2011 de 29 de novembro. A partir da criação desse bloco, os alunos farão os três anos iniciais do ensino fundamental, que tem duração de nove anos, mantendo-se sistema seriado de Ensino com a doação da progressão automática de um ano para o outro. Essa medida foi implementada gradativamente, para os alunos do ensino fundamental terão a oferta dos três primeiros anos de estudos organizados em bloco sequencial, não possível de interrupção. Os alunos não poderão interromper os estudos de uma série para a outra, mesmo que o estudante vá para outra escola de rede estadual de ensino. Ao final dos três anos que compõem o Bloco de Alfabetização e Letramento, o aluno será aprovado se tiver cursado com frequência mínima de 75% da carga horária total e média igual ou superior a 5,0. Quem não obtiver esses índices ficará retido no terceiro ano. O Bloco de Alfabetização e Letramento tem como meta a melhoria da qualidade da educação, da aprendizagem e a elevação do IDEB e a diminuição do abandono escolar. Veja os quadros abaixo que confirma o que foi dito anteriormente: * O resultado do IDEB não foi computado porque não tivemos 80% de participação de nossos estudantes, visto que o número geral era contabilizado pelo censo inicial. Estes resultados mostram que nossa instituição, vem melhorando gradativamente o processo de ensino aprendizagem. Isso dar- se mediante ao trabalho desenvolvido pelos professores, a equipe diretiva e o empenho dos alunos através da expansão de várias ações que visam a melhoria dos resultados de aprendizagem dos alunos e aumento do número de EVOLUÇÃO DOS ÍNDICES DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – IDEB IDEB OBSERVADO METAS PROJETADAS 5ºANO 9ºANO Ensino Médio 5ºANO 9ºANO Ensino Médio 2013 2,3 2,8 - 4,5 3,4 - 2015 3,5 3,3 - 4,8 3,8 - 2017 4,8 3,6 4,2 5,1 4,0 4,6 2019* * * 16 matriculas. Por isso, apresentam-se aqui algumas ideias, valores, convicções e entendimentos do que deva ser uma gestão democrática e participativa. Além disso, tais propostas têm a finalidade de buscar o crescimento e a consolidação cada vez maior do colégio, sempre visando melhores resultados para os estudantes em todas as esferas do conhecimento. Por esse motivo que estamos com o programa Maleta digital do Profuturo (despertar nos alunos o interesse maior pelas aulas, saindo um pouco do tradicional, além de ficar mais fácil de lidar com recursos tecnológicos) e o Alfabetizar pra Valer (garantir a alfabetização completa na idade certa). 2 - REFERENCIAL TEÓRICO O Projeto Político Pedagógico (PPP) é o documento elaborado coletivamente, por toda a comunidade escolar para nortear as ações da escola, é através dele que a escola escolhe de que forma vai trabalhar, que subsídios vai oferecer aos docentes, discentes e comunidade escolar. O PPP define a identidade da escola, pois aqui estão contidas informações que identificam todos os aspectos que tem e pretende adquirir no decorrer do ano letivo, é um instrumento que indica a direção a seguir não apenas para gestores e professores, mas também funcionários, alunos e famílias. Segundo a LDBEN 9394 (1996), o parágrafo primeiro do artigo 12º, Título IV, diz que: Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica. Neste sentido a proposta pedagógica ou o projeto político pedagógico da escola, deve ser elaborado pelo coletivo da instituição de ensino e revista periodicamente. A construção do projeto político pedagógico, deve ser coletivo, ou seja, deve ser pensado por todos aqueles que fazem parte da escola: professores, direção, coordenação, funcionários, alunos, membros do conselho da escola, e demais representantes da comunidade. Este trabalho de construção do projeto político pedagógico, tem como objetivo de organizar o próprio trabalho pedagógico da escola. Através da reflexão de 17 concepções, ideais, interesses, necessidades, bem como, planejar, projetar a vida da escola, para pequeno, médio e longo prazo. Segundo Vasconcellos (2000), o PPP pode ser entendido como a sistematização, nunca definitiva, de um processo de planejamento participativo, que se aperfeiçoa e se concretiza na caminhada, que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar. Assim, o planejamento participativo é a base para o Projeto Político Pedagógico, poder construir a identidade da escola e dos sujeitos que a congregam. Desta forma, educando e educador, bem como a comunidade em geral podem exercer sua cidadania, percebendo-se como sujeitos sócio histórico na construção de uma nova sociedade. O Projeto Político Pedagógico não é apenas um conjunto de metas, objetivos e procedimentos arquivados para cumprir as tarefas burocráticas. Veiga (1996), afirma que o projeto político pedagógico define uma direção a ser seguida, a contínua expressão da ideia sobre a educação e sua função social exigindo uma reflexão da concepção e finalidade da educação com a sociedade. Isto traz a construção da identidade da escola. Em outas palavras o PPP é global da instituição e sua sistematização, nunca é definitiva, de um processo de Planejamento Participativo. Trata-se de um importante caminho para a construção da identidade da instituição, um instrumento teórico-metodológico que exige uma sistematização e elaboração, para a transformação da realidade. O mesmo deve ser disponibilizado, construindo e reconstruído por todos aqueles que participam da comunidade escolar e querem efetivamente uma mudança. PERSPECTIVA PEDAGÓGICA A formação integral trazida pela BNCC propõe repensar a escola como um todo. Não se trata de adequar somente as aulas, mas também o ambiente, as rotinas, as relações e as práticas. Vemos, então, que as competências gerais da Base já preveem um trabalho multidimensional das habilidades e dos conhecimentos cognitivos. Vale destacar que para trabalhar habilidades socioemocionais não basta ajustar o conteúdo: é preciso criar condições para seu desenvolvimento. Isso passa também por um estímulo e uma maior mediação nas 18 relações sociais entre os próprios alunos, entre os alunos e os professores e entre os alunos e os demais funcionários da escola. Vemos, então, que as competências gerais da Base já preveem um trabalho multidimensional das habilidades e dos conhecimentos cognitivos. Vale destacar que para trabalhar habilidades socioemocionais não basta ajustar o conteúdo: é preciso criar condições para seu desenvolvimento. Isso passa também por um estímulo e uma maior mediação nas relações sociais entre os próprios alunos, entre os alunos e os professores e entre os alunos e os demais funcionários da escola. Não basta promover as mudanças com os alunos: é necessário repensar as próprias práticas pedagógicas e se dispor, acima de tudo, a se renovar e se transformar enquanto educador, com mente aberta para entender por que as mudanças previstas pela Base se fazem necessárias. Também por conta desse enfoque no conteúdo significativo, a BNCC prevê que o volume de assuntos seja mais enxuto e direcionado. A abundância de matérias dá lugar ao conteúdo realmente essencial à formação, que tenha aplicabilidade no dia a dia e cujo sentido possa ser percebido pelo estudante. Trata-se de substituir um excesso de informações por um aprendizado de maior qualidade, que esteja relacionado à sociedade e à vida do estudante de forma mais clara. Um ponto decorrente dessa nova estrutura de ensino, com base na intencionalidade pedagógica e na aprendizagem significativa, é o conteúdo contextualizado. Isso significa que tudo que é aprendido deve fazer parte de um contexto maior relacionado à vida do estudante e com algum nível de aplicação prática. Ou seja, não basta apenas ensinar o conceito, sendo necessário também que o aluno entenda por que aquilo é importante, qual o sentido por trás do conteúdo e como ele pode se apropriar dele, tornando-o útil para a sua vida além da realização da prova. Vygotsky entende o homem e seu desenvolvimento numa perspectiva sociocultural, ou seja, percebe que o homem se constitui na interação com o meio em que está inserido, por isso, sua teoria ganhou o nome de socioconstrutivismo, sendo também denominada sociointeracionismo. O Sociointeracionismo é um processo de interação com mediação. Essa é uma concepção importante no processo de leitura, já que o contato com a leitura quando se dá por meio da interação há mais produtividade e o desenvolvimento infantil é visto como um processo dinâmico, pois, as crianças são passivas. Através do contato com seu próprio corpo, com as 19 coisas do seu ambiente, e com a interação de outras crianças e adultos, as mesmas vão desenvolvendo as capacidades afetivas, e seu raciocínio lógico, e consequentemente aperfeiçoando a linguagem. Para Vigostsky, a vivência em sociedade é essencial para a transformação do homem em um sujeito capaz de construir seu próprio conhecimento. Através da interação dos aprendestes é que acontece o desenvolvimento de suas capacidades cognitivas, e, consequentemente o aperfeiçoamento das relações interpessoais. Assim não é possível separar o âmbito psicológico do mundo material e social, pois o pensamento vai ter a forma que a cultura o faz ter. E é através do contato com a cultura já constituída que vai se dá o desenvolvimento. A existência primeiramente exterior e social para depois ser internalizada como pensamento. É, portanto, no processo de apropriação do mundo externo, por meio das relações sociais, que se desenvolvem o mundo interno da individualidade, mas o processo é bilateral, ou seja, conforme a pessoa atua no mundo e se relaciona com os outros, esse mundo social também vai sendo construído, uma relação de troca e transformação mútua. Vygotsky viu o desenvolvimento baseado em dois processos diferentes mais complementares: a maturação e o aprendizado. O processo de maturação é o que cria certas capacidades que vão tornar possível certas aprendizagens, para isso a linguagem falada ou pensada tem um papel de destaque e se desenvolvem em uma sequência: primeiro a função significativa, ou seja pensamentos por complexos e pôr fim a função formal que envolve a criação de conceitos simbólicos. É aí que entra o papel da escola que seria ajudar a desenvolver o pensamento formal. Porém para educar uma criança é preciso levar em conta que nem todos aprendem de uma mesma forma. O nível de desenvolvimento real de uma pessoa se refere a capacidade de resolver problemas de forma independente por meio de funções já amadurecida. Na comparação com o nível de desenvolvimento potencial, que é a capacidade de solução de problema sobre orientação ou em conjunto com alguém de maior capacidade. A intervenção pedagógica para Vygotsky é muito importante para direcionar o desenvolvimento, sendo a escola o local principal onde se dá essa orientação do sujeito. Assim, o ato de ensinar-aprender deve ser um conjunto de atividades articuladas, nas quais aluno/professor, aluno/aluno, professor/professor, escola/comunidade compartilham, cada vez mais, parcelas de responsabilidade e comprometimento. As novas exigências pressupõem que o aluno precisa assumir um papel cada vez mais ativo, descondicionando-se da atitude de mero receptor de conteúdo, buscando efetivamente conhecimentos relevantes aos problemas e aos objetivos da aprendizagem. Iniciativa criadora, curiosidade científica, espírito 20 crítico reflexivo, capacidade para auto avaliação, cooperação para o trabalho em equipe, senso de responsabilidade, ética e sensibilidade, como características fundamentais a serem desenvolvidas em seu perfil. Esse percurso inicia-se e termina nas Competências Gerais da BNCC, irradiando-se por todo o currículo, a saber: 1. Conhecimento 2. Pensamento científico, crítico e criativo 3. Repertório cultural 4. Comunicação 5. Cultura digital 6. Trabalho e projeto de vida 7. Argumentação 8. Autoconhecimento e autocuidado 9. Empatia e cooperação 10. Responsabilidade cidadã Por essa razão, o Colégio Estadual Guilherme Campos acredita na necessidade do trabalho com os pilares da educação, porque, conforme os estudos de Jacques Delors (1998), existe uma necessidade de aprendizagem ao longo de toda vida, fundamentada em quatro pilares, que são, concomitantemente, do conhecimento e da formação continuada, a saber: Aprender a conhecer – É necessário tornar prazeroso o ato de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento para que não seja efêmero, para que se mantenha ao longo do tempo e para que valorize a curiosidade, a autonomia e a atenção permanentemente. É preciso também pensar o novo, reconstruir o velho e reinventar o pensar. Aprender a fazer – Não basta preparar-se com cuidados para inserir-se no setor do trabalho. A rápida evolução por que passam as profissões pede que o indivíduo esteja apto a enfrentar novas situações de emprego e a trabalhar em equipe, desenvolvendo espírito cooperativo e de humildade na reelaboração conceitual e nas trocas, valores necessários ao trabalho coletivo. Ter iniciativa e intuição, gostar de uma certa dose de risco, saber comunicar- se e resolver conflitos e ser flexível. Aprender a fazer envolve uma série de técnicas a serem trabalhadas. Aprender a conviver – No mundo atual, este é um importantíssimo aprendizado por ser valorizado quem aprende a viver com os outros, a compreendê-los, a desenvolver a 21 percepção de interdependência, a administrar conflitos, a participar de projetos comuns, a ter prazer no esforço comum. Aprender a ser – É importante desenvolver sensibilidade, sentido ético e estético, responsabilidade pessoal, pensamento autônomo e crítico, imaginação, criatividade, iniciativa e crescimento integral da pessoa em relação à inteligência. A aprendizagem precisa ser integral, não negligenciando para mudar nossa história e lograr conquistas, precisamos ousar em cortar as cordas que impedem o próprio crescimento, exercitar a cidadania plena, aprender a usar o poder da visão crítica, entender o contexto desse mundo, ser o ator da própria história, cultivar o sentimento de solidariedade, lutar por uma sociedade mais justa e solidária e, acima de tudo, acreditar sempre no poder transformador da educação. Com base na visão dos quatro pilares do conhecimento, pode-se prever grandes consequências na educação. O ensino-aprendizagem voltado apenas para a absorção de conhecimento e que tem sido objeto de preocupação constante de quem ensina deverá dar lugar ao ensinar a pensar, saber comunicar-se e pesquisar, ter raciocínio lógico, fazer sínteses e elaborações teóricas, ser independente e autônomo, enfim, ser socialmente competente. Por essa razão, o colégio citado propõe um método de ensino baseado em metodologias ativas de ensino e aprendizagem, as quais são relevantes no contexto da educação profissional porque, quando objetivadas, colocam os estudantes como protagonistas de seu processo de ensino e aprendizagem, exigindo mudança de postura acadêmica, dedicação, autonomia e responsabilidade para dar sentido e aplicabilidade social ao que se apreende em sala de aula. As metodologias ativas de ensino e aprendizagem podem trazer os estudantes ao centro da discussão às quais os conhecimentos são mediados, responsabilizando-se pela construção de novas perspectivas, estímulo ao trabalho em equipe, consideração e respeito ao erro (MELO; SANT’ANA, 2012), mas ainda contam com fragilidades tais como a exigência pela maturidade discente e a falta de suporte do docente como facilitador do ensino. Segundo Cotta et al. (2012, p. 788), as metodologias ativas de ensino e aprendizagem se baseiam em “estratégias de ensino fundamentadas na concepção pedagógica crítico- reflexiva, que permitem uma leitura e intervenção sobre a realidade, favorecendo a interação entre os diversos atores e valorizando a construção coletiva do conhecimento e seus diferentes saberes e cenários de aprendizagem”, e incita, portanto, a aprendizagem significativa que ocorre quando o aluno interage com o assunto em estudo – ouvindo, falando, perguntando, discutindo, fazendo e ensinando – sendo estimulado a construir o conhecimento ao invés de 22 recebê-lo de forma passiva do professor. Em um ambiente de aprendizagem ativa, o professor atua como orientador, supervisor, facilitador do processo de aprendizagem, e não apenas como fonte única de informação e conhecimento (BARBOSA; MOURA, 2013, p.55) Logo, as metodologias ativas envolvem os estudantes e os engajam ativamente em todos os processos de sua aprendizagem, trazem benefícios como o protagonismo estudantil, a apreensão das informações mediadas, habilidades comunicacionais, habilidades de raciocínio avançadas, trabalho em equipe, motivação, novos recursos de aprendizagem e respeito aos vários estilos de aprendizagem. Como afirmou Gemignani (2012, p.1), a utilização de métodos inovadores para ultrapassar os limites do técnico e do tradicional ainda é um desafio, mas sua busca é essencial para que se alcance a “formação do sujeito como um ser ético, histórico, crítico, reflexivo, transformador e humanizado”. Além disso, a instituição de ensino entende que a Base Nacional Comum Curricular é um grande avanço para a educação brasileira, pois abre oportunidades para uma educação mais inclusiva, que parta do olhar para o aluno e suas singularidades. Ela amplia as possibilidades para que as escolas busquem novas alternativas para ensinar a todos. Neste contexto, novas modalidades de ensino foram as soluções encontradas para dar continuidade ao processo de ensino-aprendizagem da instituição durante a crise ocasionada pela pandemia do novo Coronavírus (Sars-CoV-2) e não comprometer o tempo de formação dos estudantes. O ensino híbrido, ou blended learning, vem sendo considerado uma forte opção para as atividades educativas. Essa abordagem possibilita a combinação entre o ensino presencial e propostas de ensino online, agregando Educação à Tecnologia, que já estão inseridos em diversos aspectos da vida do estudante. Nessa modalidade não necessariamente as aulas ocorrem em tempo real, e são utilizados diversos recursos didáticos como, por exemplo, a criação de conteúdos assíncronos, que podem ser em formato de áudio, vídeo, texto entre outros. Já no ensino remoto a transmissão das aulas se dá em tempo real em plataformas de streaming. Tanto o professor como os alunos realizam as atividades nos mesmos horários em que as aulas da disciplina ocorreriam no modelo presencial. Ou seja, a rotina de sala de aula continua alterando-se apenas o ambiente, que agora é virtual e, que também, pode ser acessado de diferentes localidades. O ensino remoto também utiliza recursos didáticos tecnológicos, como os conteúdos assíncronos, para enriquecer as aulas. 23 Muitos paradigmas deverão ser quebrados para se entrar em um novo tempo da educação. Assim, é necessário repensar o papel da escola frente ao desafio de desenvolver um projeto educacional vivo, dinâmico e comprometido com a diversidade e com o compromisso de acolher, verdadeiramente, a todos, dando-lhes efetivas oportunidades de aprendizagem, uma vez que todos podem aprender, possibilitando uma reflexão crítica sobre a escola atual e o paradigma da educação especial na perspectiva da educação inclusiva na educação básica, frente as normativas da BNCC. Portanto, o Colégio Estadual Guilherme Campos escolhe a concepção Sociointeracionista por pensar no educando como ser ativo, que constrói seus conhecimentos nas relações interpessoais, no meio cultural e histórico, valorizando a capacidade individual e coletiva, legitimando o prazer de descobrir, aprender de acordo com os conhecimentos prévios e o professor interage como mediador da dinâmica de cooperação de aprendizagem com a família e os demais autores do processo educativo, seja ele pelo ambiente virtual ou presencialmente. 3 - IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO EDUCACIONAL E DA MANTENEDORA O Colégio Estadual Guilherme Campos, instituição educacional pertencente à Rede Estadual de Ensino, criado através do Decreto de Criação n° 244 de 07/11/1953, oferta a Educação Básica nos termos da legislação educacional vigente. O Colégio Estadual Guilherme Campos está localizado na rua General Siqueira de Menezes, nº 361, bairro Centro, no município de Campo do Brito/SE, CEP 49520-000, com CNPJ Nº 01.899.741/0001-19, endereço virtual cegcampos.seed@seed.se.gov.br e telefone (79) 3443-2360. A referida instituição de ensino ministra a Educação Básica, nos níveis de Ensino Fundamental Maior- 6° ao 9° ano (matutino e vespertino ), Fundamental Menor- 1° ao 5° ano ( vespertino) Médio- 1ª a 3ª série (matutino), EJAEM (noturno), Educação Especial (matutino e vespertino) e proposta do Novo Ensino Médio Convencional no ano 2022 (matutino). O Ensino Fundamental foi autorizado pela Resolução nº 057-77/CEE de 05/09/1977. A Implementação do Ensino Fundamental com duração de nove anos foi concedida através da 24 Resolução nº 038/08/CEE, de 06/03/2008. O Ensino Médio Convencional foi autorizado pela Resolução nº 182/07/CEE de 24/05/2007. A oferta da Educação de Jovens e Adultos na modalidade de Ensino Médio funciona nos termos estabelecidos no programa da Secretaria de Estado da Educação, devidamente aprovado pelo CEE. O Reconhecimento do Ensino de 1º grau foi outorgado pela Resolução nº 225/93/CEE, de 27/05/1993. O Ensino Médio foi autorizado através da Resolução nº 225/12/CEE, de 23/08/2012. A Renovação do Reconhecimento do Ensino Fundamental foi concedida pela Resolução nº 045/2017/CEE de 16/2/2017. O reconhecimento da oferta do Ensino Médio foi autorizado através da Resolução nº 046/2017/CEE de 16/2/2017 e o Novo Ensino Médio Convencional pela Resolução nº 24 CEE de 06/05/2021. INSTALAÇÕES FÍSICAS E EQUIPAMENTOS Espaço físico Quant. Utilização Situação Adequada Inadequada Sala de aula 112 x Necessita pequenos reparos Biblioteca - Sala dos professores 11 x Necessita de um sanitário Laboratório de Informática 11 x Sala de coordenação Secretaria 11 x Área de convivência 25 Quadra poliesportiva 11 Interditada Pátio coberto 11 x Depósito da merenda 11 x Diretoria 11 x Cozinha 11 x Banheiros dos funcionários 12 x Sala de vídeo Sala de Recurso Multifuncional 11 x Sala de arquivo morto Almoxarifado 11 x Banheiros dos alunos 02( sendo 1 masc e 1 fem) Cada banheiro possui 5 gabinetes- sendo 3 c/vasos , 1 c/ chuveiro e 1 para alunos c/ necessidades especiais. Pátio 26 Recursos Materiais e Equipamentos de Apoio Pedagógico Materiais e equipamentos Quantidade Atende às necessidades Necessidade Material esportivo Sim Fogão industrial 01 sim Geladeira 02 Sim Liquidificador industrial 01 Sim Computadores lab. Informática 10 Sim Impressoras 03 Sim Estante vasada p/ arquivo escolar 05 Sim Televisor 3 Sim Suporte p/ tv 2 Sim Data show 5 Não Aquisição de 8 unidades Caixa amplificadora de som 4 Sim Notebook 6 Não Aquisição de 4 unidades Ventiladores de parede 25 Sim Freezer horizontal 2 Sim Revisão preventiva Kits pratos / copos colher/garfo 10 Sim Extintores de incêndio 5 Sim Encontram-se dentro do prazo de validade 4 - PROPOSTA CURRICULAR 27 A presente Proposta Curricular tem por objetivo nortear e fundamentar as práticas pedagógicas dos docentes do Colégio Estadual Guilherme Campos, a fim de contribuir para construção de uma escola democrática, ou seja, que garanta o acesso e a permanência dos alunos, a qualidade de ensino e, consequentemente, a socialização do conhecimento científico. Além dos princípios da LDB-9394/94, o PPP do Colégio Estadual Guilherme Campos também segue os princípios norteadores do Currículo de Sergipe que são: I-Colaboração; II-Respeito à diferença; III- Criticidade; IV-Inclusão; V-Equidade; VI-Autonomia; VII-Sustentabilidade; VIII- Democracia. Dessa forma, é importante investir na melhoria dos resultados de aprendizagem dos discentes em parceria com toda a comunidade escolar, promovendo o protagonismo estudantil, por meio de atividades associadas a temas de interesse deste público alvo, pretendendo: Assegurar a permanência dos alunos na escola, reduzindo a reprovação e a evasão escolar em no mínimo 20% no ano letivo de 2021 no Ensino Fundamental I, II, Ensino Médio e EJAEM (Educação de Jovens e Adultos); Aumentar o IDEB em 25% no Ensino Fundamental I, II e no Ensino Médio, no ano letivo de 2021; Promover a recuperação dos alunos com defasagem educacional; Promover ações que elevem de 89% para 100% a participação dos alunos da 3ª sério do Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJAEM) na prova do ENEM 2021; Apoiar e orientar os docentes na elaboração dos Planos de Curso Anual de acordo com o currículo Sergipano, a Base Nacional Comum Curricular e o Projeto Político Pedagógico da instituição de ensino; Elaborar propostas para a implementação do Novo Ensino Médio Convencional, regimentado pela Resolução 24, de 6 de maio de 2021; Buscar parcerias para realização de novos projetos pedagógicos voltados às dificuldades enfrentadas pelos estudantes, seja no âmbito escolar, seja no âmbito familiar; Fortalecer a integração escola- comunidade. 28 Nessa perspectiva, acreditamos que avaliação tem a função didático-pedagógica de diagnóstico e de controle em relação à verificação do rendimento escolar de forma contínua e compreenderá o acompanhamento do processo de aprendizagem nos aspectos qualitativos sobre os quantitativos. 4.1 - ORGANIZAÇÃO CURRICULAR E METODOLÓGICA CONCEPÇÃO DE CURRÍCULO É primordial ressaltar que o currículo escolar abrange as experiências de aprendizagens implementadas pelas instituições escolares e que deverão ser vivenciadas pelos estudantes. Nele estão contidos os conteúdos que deverão ser abordados no processo de ensino- aprendizagem e a metodologia utilizada para os diferentes níveis de ensino. Ele deve contribuir para construção da identidade dos alunos na medida em que ressalta a individualidade e o contexto social que estão inseridos. Além de ensinar um determinado assunto, deve aguçar as potencialidades e a criticidade dos alunos. Sendo assim, o Colégio Estadual Guilherme Campos baseia-se num currículo que visa não só o desenvolvimento de todos os estudantes, mas também o desenvolvimento de práticas colaborativas na escola, almejando resultados positivos para todos os envolvidos na educação. Educação Especial A Base Nacional Comum Curricular é um grande avanço para a educação brasileira, pois abre oportunidades para uma educação mais inclusiva, que parta do olhar para o aluno e suas singularidades. Ela amplia as possibilidades para que as escolas busquem novas alternativas para ensinar a todos. Por tudo isso, elaborar o plano pedagógico 2021 da escola será um desafio diferente. Muitos paradigmas deverão ser quebrados para entrarmos em um novo tempo da educação. E essa mudança precisa começar com o professor rompendo seu próprio padrão de funcionamento e se abrindo para enxergar a educação, como propõe Silvia Ferraresi, além do desempenho no boletim, algo já vivenciado e que se tornou uma constante no âmbito socioeducacional, visto 29 que a pandemia do ano de 2020 rompeu a teoria do modelo bancário proposto pelo teórico Paulo Freire. Nesse momento tão complicado para todo o mundo, o educador teve que aprender novas formas de ensinar e usar a tecnologia a favor de si e do alunado. Logo, é pertinente o repensar da escola frente ao desafio de desenvolver um projeto educacional vivo, dinâmico e comprometido com a diversidade e com o compromisso de acolher, verdadeiramente, a todos, dando-lhes efetivas oportunidades de aprendizagem, uma vez que todos podem aprender, possibilitando uma reflexão crítica sobre a escola atual e o paradigma da educação especial na perspectiva da educação inclusiva na educação básica, frente as normativas da BNCC. De acordo com as novas exigências educacionais, postuladas em diversos documentos norteadores, dentre eles, a BNCC e o Currículo de Sergipe, a escola precisa reconhecer as diferenças e promover a inclusão, tendo em vista que todos os são capazes de aprender, para isso, basta que as estratégias metodológicas de ensino e a concepção de aprendizagem sejam adequadas as especificidades dos alunos. Nessa perspectiva, a escola passa a oferecer uma Educação Integral, voltando-se totalmente à a integralidade do sujeito e, respeitando os tempos e limites singulares da tarefa de aprender. É essa a realidade que a Educação Especial vem perseguindo nos últimos tempos, conforme a definição a seguir. A Educação Especial, definida pela Lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional – Lei 9394/96, é a modalidade transversal a todos os níveis e modalidades de ensino, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino para alunos que por possuírem características próprias e diferentes dos demais alunos no domínio das aprendizagens curriculares, necessitam de recursos pedagógicos e metodologias educacionais específicas e adaptadas para que possam apropriar-se dos conhecimentos oferecidos pela escola. As características apresentadas pelos alunos público-alvo dessa modalidade de ensino ocorrem em função de deficiências intelectual, sensoriais (auditiva, visual e surdocegueira) e físicas; transtornos globais do desenvolvimento (autismo clássico, síndrome de Asperger, síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância (psicoses) e transtornos invasivos sem outra especificação) e de altas habilidades ou superdotação (apresentam um potencial elevado e grande envolvimento com as áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas, o intelectual, a liderança, a psicomotora, as artes e a criatividade). Diante das especificidades da educação especial, a escola precisa colocar em prática o que vem sendo referendado por documentos norteadores que primam pela garantia dos 30 direitos humanos e que em suas entrelinhas defendem o modelo, já mencionado, de educação integral. Começando pela Constituição Federal de 1988 que no artigo 205, trata a educação como um direito de todos, garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho. No seu artigo 206, inciso I, estabelece a “igualdade de condições de acesso e permanência na escola” como um dos princípios para o ensino e garante como dever do Estado, a oferta do atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino (art. 208). Perpassando o Estatuto da Criança e do Adolescentes – ECA, Lei nº 8.069/90; a Declaração Mundial de Educação para Todos (1990); Declaração de Salamanca (1994); a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, que no seu artigo 59 afirma que: [...] os sistemas de ensino devem assegurar aos estudantes currículo, métodos, recursos e organização específicos para atender às suas necessidades; assegura a terminalidade específica àqueles que não atingiram o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências; e assegura a aceleração de estudos aos superdotados para conclusão do programa escolar. (BRASIL, 1996). Continuando nesse percurso temos as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, Resolução CNE/CEB nº 2/2001; a Lei nº 10.436/02 que reconhece a Língua Brasileira de Sinais – Libras e a Portaria nº 2.678/02 do MEC que aprova diretrizes e normas para o uso, o ensino, a produção e a difusão do sistema Braille em todas as modalidades de ensino; o Decreto nº 5.626/05, que regulamenta a Lei nº 10.436/2002; o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, em 2007; o Decreto nº 6.094/2007, que estabelece nas diretrizes do Compromisso Todos pela Educação; o Decreto n° 6571/2008, incorporado pelo Decreto n° 7611/2011, que define o atendimento educacional especializado; a Resolução CNE/CEB, 04/2009, que institui as Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado – AEE na Educação Básica; a Resolução CNE/CEB n°04/2010, que institui Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica; a Lei nº 12.764/2012, além de consolidar um conjunto de direitos, esta lei em seu artigo 7º, veda a recusa de matrícula à pessoas com qualquer tipo de deficiência e estabelece punição para o gestor escolar ou autoridade competente que pratique esse ato discriminatório; a Resolução nº 7, de 06 de novembro de 2014 que instituiu as Diretrizes Operacionais para a Educação Especial na 31 Educação Básica, nas instituições educacionais integrantes do Sistema de Ensino do Estado de Sergipe; Condensando todos esses documentos tem-se a Lei n° 13.146, de 06 de julho de 2015, Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência - LBI, também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência. No que tange a educação, essa lei assegura sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida do estudante, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem. Observa-se, portanto, que por força de lei, a escola precisa considerar em sua proposta pedagógica e curricular as múltiplas dimensões dos estudantes, adotando novas concepções de aprendizagem e avaliação, promovendo para isso as adaptações curriculares necessárias, visando o pleno desenvolvimento do aluno com deficiência. Assim, a educação inclusiva não constitui um nova expressão para designar a integração dos aluno(a)s com necessidades educacionais especiais. O conceito de inclusão é mais amplo que o de integração porque enfatiza o papel da escola comum na sua tarefa de atender à totalidade dos alunos. A inclusão constitui um enfoque inovador para identificar e abordar as dificuldades educacionais que emergem durante o processo ensino-aprendizagem. Assim, a educação Inclusiva contribui para assegurar que as diferenças culturais, socioeconômicas, individuais e de gênero não se transformem em desigualdades educacionais e, assim, em desigualdades sociais. Para Booth e Ainscow (2000), as características da educação inclusiva podem ser resumidas da seguinte maneira: A educação inclusiva implica processos para aumentar a participação dos estudantes e a redução de sua exclusão cultural, curricular e comunitária nas escolas locais. • A inclusão implica reestruturar a cultura, as políticas e as práticas dos centros educacionais, para que possam atender à diversidade dos alunos de suas respectivas localidades. • A inclusão se refere à aprendizagem e à participação de todos os estudantes vulneráveis que se encontram sujeitos à exclusão, não somente aqueles com de deficiência ou rotulados como apresentando necessidades educacionais especiais. • A inclusão visa à melhoria das escolas, tanto em relação ao corpo docente como aos alunos. 32 • A preocupação em superar as barreiras antepostas ao acesso e, em especial, à participação do aluno, pode servir para revelar as limitações de caráter mais geral da instituição de ensino, quando do atendimento à diversidade dos alunos. • Todos os estudantes têm direito à educação nas suas localidades. • A diversidade não pode ser considerada um problema a resolver, mas, sim, uma riqueza para auxiliar na aprendizagem de todos. • A inclusão diz respeito ao esforço mútuo de relacionamento entre estabelecimentos de ensino e suas comunidades. • A educação inclusiva é um aspecto da sociedade inclusiva. (In Desarrollando el aprendizaje y la participación en las escuelas. Booth, T. & Ainscow M.; UNESCO 2000.) Para avançar em direção ao desenvolvimento da educação inclusiva é necessário que as escolas criem progressivamente uma série de condições que facilitam a oferta de resposta à diversidade. A experiência mostra que as escolas que conseguem bons resultados com todos os seus aluno (a)s caracterizam-se por: • terem atitudes de aceitação e valorização da diversidade por parte da comunidade educacional, • possuírem um projeto educacional institucional que contemple a atenção à diversidade, • evidenciarem presença de liderança e comprometimento, por parte da direção da escola, com a aprendizagem e a participação de todos os alunos e alunas, enfoque da educação inclusiva • realizarem trabalho conjunto e coordenado do corpo docente, permitindo a unificação de critérios, a adoção de um contexto conceitual compartilhado e a colaboração em torno de objetivos comuns, • apresentarem adequação no nível de formação dos docentes, em termos de necessidades educacionais especiais e estratégias de atendimento à diversidade, • desenvolverem um currículo o mais amplo, equilibrado e diversificado possível e passível de ser adequado às necessidades individuais e socioculturais dos alunos, • terem estilo de ensino aberto e flexível, baseado em metodologias ativas e variadas, que permitam personalizar os conteúdos da aprendizagem e promovam o maior grau possível de interação e participação de todos os alunos, • estabelecerem critérios e procedimentos flexíveis de avaliação e promoção, • desenvolverem uma cultura de apoio e colaboração entre pais, professores e alunos, • contarem com a participação ativa e o compromisso dos chefes de família, 33 • disponibilizarem serviços permanentes de apoio e assessoramento, voltados para docentes, alunos e pais, • desenvolverem relações de colaboração e intercâmbio com outras escolas comuns da comunidade e com escolas especiais, • terem abertura e relação de colaboração com outros setores da comunidade. Oferecer uma educação que assegure participação e aprendizagem de qualidade para todos os alunos não apenas exige o desenvolvimento da escola como um todo, mas é imprescindível que o processo de melhoria da escola se traduza em mudanças concretas na maneira de conduzir o processo de ensino e aprendizagem na sala de aula. Sem dúvida, a sala de aula e os processos educacionais que envolvem docente - e estudantes – constituem o contexto que explica em grande parte o êxito ou o fracasso acadêmico dos educandos. Portanto, sem dúvida alguma, o resultado educacional é o que definitivamente expressa a qualidade da educação e a capacidade que a escola tem (ou não) de potencializar ao máximo a aprendizagem de todos e de cada um dos aluno(a)s. Atendimento Educacional Especializado – AEE O AEE é um serviço educacional de caráter complementar ou suplementar, ministrado por professor especializado com conhecimentos específicos no ensino da Língua Brasileira de Sinais, da Língua Portuguesa na modalidade escrita como segunda língua, do sistema Braille, do Soroban, da orientação e mobilidade, das atividades de vida autônoma, da comunicação alternativa, do desenvolvimento dos processos mentais superiores, dos programas de enriquecimento curricular, da adequação e produção de materiais didáticos e pedagógicos, da utilização de recursos ópticos e não ópticos, da tecnologia assistiva e outros. Esse atendimento foi implementado pelo Decreto n° 6571/2008 e incorporado pelo Decreto n° 7611/2011, visando ao desenvolvimento inclusivo dos sistemas públicos de ensino e traz em seu artigo 3º os seguintes objetivos: I - promover condições de acesso, participação e aprendizagem no ensino regular e garantir serviços de apoio especializados de acordo com as necessidades individuais dos estudantes; II - garantir a transversalidade das ações da educação especial no ensino regular; 34 III - fomentar o desenvolvimento de recursos didáticos e pedagógicos que eliminem as barreiras no processo de ensino e aprendizagem; e IV - assegurar condições para a continuidade de estudos nos demais níveis, etapas e modalidades de ensino. (BRASIL, 2011) Nesse mesmo contexto a Resolução CNE/CEB nº 4, de 2 de outubro de 2009, em seu artigo 5º postula que: O AEE é realizado, prioritariamente, na sala de recursos multifuncionais da própria escola ou em outra escola de ensino regular, no turno inverso da escolarização, não sendo substitutivo às classes comuns, podendo ser realizado, também, em centro de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas com a Secretaria de Educação ou órgão equivalente dos Estados, Distrito Federal ou dos Municípios. (BRASIL, 2009) As salas de recursos multifuncionais são ambientes dotados de equipamentos, mobiliários e materiais didáticos e pedagógicos, que podem atender estudantes da escola onde está implantada ou estudantes de outras unidades do entorno, ainda não estruturadas para a oferta do AEE. Ainda de acordo com a Resolução nº 04/2009, o professor que atua na SRM, tem as seguintes atribuições: Identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos, de acessibilidade e estratégias considerando as necessidades específicas dos alunos público-alvo da Educação Especial; Elaborar e executar plano de Atendimento Educacional Especializado, avaliando a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade; Organizar o tipo e o número de atendimentos para os estudantes, público da Educação Especial; Estabelecer parcerias com as áreas intersetoriais na elaboração de estratégias e na disponibilização de recursos de acessibilidade; Orientar professores e famílias sobre os recursos pedagógicos e de acessibilidade utilizados pelo estudante; 35 Ensinar e usar a tecnologia assistivas de forma a ampliar habilidades funcionais dos estudantes, promovendo autonomia e participação. Dinâmica do Atendimento A regularidade do atendimento deve ser definida de acordo com a necessidade do estudante, sendo recomendado o mínimo de quatro horas semanais, ocorrendo de preferência em dias alternados, duas horas cada dia. Os atendimentos podem ser individuais ou em pequenos grupos, dependendo dos objetivos do trabalho. O professor da SRM deve elaborar o horário de atendimento, segundo a demanda do estudante, podendo ser flexível com a quantidade de dias e o tempo dispensado para cada um. No entanto, a avaliação inicial é que apontará as necessidades do estudante e, também, as demandas do seu processo de ensino-aprendizagem na classe comum. Esse horário deve ser aprovado e assinado pelo Diretor escolar e fixado em local visível, na sala de recursos, na sala dos professores e na secretaria ou direção da escola. O professor deve prever também no seu horário, um tempo, que deverá ser cumprido na escola ou quando não for o caso, ser devidamente justificado a equipe diretiva mediante instrumental. Esse horário corresponde a um turno de trabalho, destinado a rede colaborativa – visitas aos professores da sala regular e a família dos alunos, formação continuada por meio de cursos, momentos de estudo e pesquisa, e confecção de recursos pedagógicos. O número de alunos que cada SRM comporta depende das especificidades dos educandos, no entanto, deve conter no mínimo 03 alunos devidamente matriculados para que possa se manter funcionando. O AEE (Atendimento Educacional Especializado) do Colégio Estadual “Guilherme Campos” apresenta no ano em curso o quantitativo de 14(quatorze) crianças, que são atendidas pela professora Morgana Santana de Freitas Lima, Graduanda em Educação Especial e Inclusiva e curso tecendo saberes em AEE. Seu público são crianças com síndrome de Down, surdos, autistas e deficientes intelectuais. As atividades desenvolvidas no AEE diferenciam-se das realizadas na sala comum, não sendo substitutivas à escolarização. 36 O ensino colaborativo é realizado entre o professor da sala regular com o da sala de recursos multifuncional, os alunos do AEE contam com um trabalho de atividade funcional na aula de natação acompanhados pela professora da sala de recursos. A avaliação do processo de ensino aprendizagem contempla adequações de instrumentos e procedimentos que atendem às diversidades dos alunos. Nesse sentido, a avaliação