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- ESCON - ESCOLA DE CURSOS ONLINE CNPJ: 11.362.429/0001-45 Av. Antônio Junqueira de Souza, 260 - Centro São Lourenço - MG - CEP: 37470-000 MATERIAL DO CURSO ATUALIZAÇÃO EM CURATIVOS APOSTILA ATUALIZAÇÃO EM CURATIVOS MEDIDAS DE ASSEPSIA Não falar enquanto faz o curativo; Diminuir ao mínimo de tempo possível a exposição da ferida e dos materiais esterilizados; Fazer a degermação das mãos antes de manipular o material esterilizado; Estando com infecção das vias aéreas, evitar fazer curativos ou usar máscara. NORMAS TÉCNICAS PARA A REALIZAÇÃO DO CURATIVO Curativos úmidos não são indicados em locais de cateteres, introdutores, fixadores externos e drenos; A solução fisiológica 0,9% é indicada para limpeza e tratamento de feridas com cicatrização por 2ª ou 3ª intenção, porque limpa e úmida a ferida, favorece a formação de tecido de granulação e amolece os tecidos desvitalizados. A manutenção de calor local é importante no processo de cicatrização; Em curativo contaminado com muito exsudato, colocar uma bacia sob a aérea a ser tratada com SF 0,9%; Quando o cliente necessitar de vários curativos, iniciar pela lesão limpa, seguido-se as mais infectadas; Nas feridas com exsudato ou com suspeita de infecção, antes do curativo, deve-se colher uma amostra de material para bacterioscopia; Para feridas limpas as mãos devem ser lavadas com solução antisséptica antes e após o curativo, realizar limpeza com solução estéril e aplicar cobertura estéril. TIPOS DE CURATIVOS ABERTO: curativo em feridas sem infecção, que após tratamento permanecem abertos (sem proteção de gaze). FECHADO: São curativos que permanecem fechados com gases, sendo fixado somente nas laterais. OCLUSIVO: curativo que após a limpeza da ferida e aplicação do medicamento é fechado ou ocluído com gaze ou atadura, pode ser seco ou úmido com soluções prescritas; COMPRESSIVO: é o que faz compressão para estancar hemorragia ou vedar bem uma incisão. COM IRRIGAÇÃO: nos ferimentos com infecção dentro da cavidade ou fistula, com indicação de irrigação com soluções salinas ou antissépticas. A irrigação é feita com seringa. COM DRENAGEM: nos ferimentos com grande quantidade de exsudato. Coloca-se dreno de (Penrose, Kehr), tubos, cateteres ou bolsas de colostomia. DEBRIDAMENTO O debridamento envolve a remoção de tecido necrótico, para permitir a regeneração do tecido saudável subjacente. Dependendo do tipo de lesão, pode ser usada uma combinação de técnicas de desbridamento. DEBRIDAMENTO INSTRUMENTAL CONSERVADOR: realizada uma retirada seletiva de tecido necrosado, sem atingir tecidos vivos; CIRÚRGICO: retirada maciça de material necrosado ou desvitalizado (proc. Médico). DEBRIDAMENTO MECÂNICO Não seletivo, consiste em remover tecidos necrosados e corpos estranhos, feito por fricção com gaze ou esponja macia, ou através do uso de instrumentos. FRICÇÃO Gazes Esponjas macias umedecidas Do centro para fora da ferida ÚMIDO SECO Deixar gaze úmida até secar e depois se puxa. Dolorosa Não seletiva, remove também tecido vivo. HIDROTERAPIA Tanques com turbilhonamento Hidratação e ação da força da água Pouco seletivo Riscos de infecção cruzada. IRRIGAÇÃO Remoção pela força do jato de soro Seringa e agulha Irrigador pulsátil. IRRIGAÇÃO DE FERIDAS Para essa irrigação é utilizado agulha de calibre 12 e seringa de 20ml, ou frasco de soro perfurado de diferentes maneiras; Em feridas profundas, estreitas ou com espaço morto, a limpeza é eficaz com o uso de um cateter conectado a uma seringa, o qual deve ser introduzido com cuidado no local, e irrigado. DEBRIDAMENTO DEBRIDAMENTO QUÍMICO: ação de enzimas, atóxicas não irritantes (colagenase, papaína). DEBRIDAMENTO AUTOLÍTICO: debridamento natural da ferida que ocorre por autodesintegração das células degeneradas pela ação de leucócitos e enzimas, manter o local úmido (hidrocoloides, ácidos graxos). NECESSIDADE DE ESCAROTOMIA: feita para que a cobertura penetre mais facilmente na escara CURATIVOS – TÉCNICAS BÁSICAS MATERIAL NECESSÁRIO Pacote estéril de curativo: 1 pinça anatômica, 1 pinça dente-de-rato e 1 pinça Kelly; Solução Fisiológica 0,9%; Seringa de 20 ml + agulha 40x12; Pacote com gazes estéreis; Esparadrapo, fita crepe ou micropore; Tesoura; Saco plástico; Luvas de procedimentos ou esterilizadas; Forro de papel, pano ou impermeável para proteger a roupa de cama; QUANDO INDICADO: almotolia com antisséptico, pomadas, cremes, ataduras, chumaço de algodão. PROCEDIMENTOS Lavar as mãos e organizar o material; Explicar o procedimento ao paciente e dar assistência às suas necessidades; Avaliar o nível de dor do paciente, usar medicação e esperar que a medicação faça efeito antes de começar, quando necessário; Abrir o pacote de curativo; Abrir mais pacotes de gazes; Colocar a mesa ao lado da cama próxima ao local em que será feito o curativo; Colocar o material na mesa ao lado da cama; Saco de lixo ao lado da cama; Perfurar o frasco de solução salina, previamente aquecida à temperatura corporal; Calçar as luvas de procedimentos; Retirar a fita adesiva, puxando em direção à ferida e remover o curativo sujo; Molhar o curativo com solução salina se estiver aderido à ferida, então puxar suavemente; Colocar o curativo no saco de lixo; Colocar a cuba rim abaixo da ferida; Lavar a ferida com jato de soro morno; Pegar a pinça e fazer uma torunda de gaze; Passar a gaze, em áreas que não tenha tecido de granulação, trocando a gaze sempre que necessário; Usar a cobertura mais indicada; Colocar as gazes sobre a área da ferida ou incisão até que a área esteja completamente coberta; Fixar o curativo com fita adesiva; Dispensar as luvas; Lavar as mãos. PONTOS A SEREM OBSERVADOS NA REALIZAÇÃO DO CURATIVO a) Na preparação: A lavagem das mãos deve preceder a organização e ordenação dos materiais; Utilizar EPI’s em feridas grandes; Proceder a degermação das mãos e utilizar luvas de procedimento. b) remoção do curativo sujo: Remover primeiro a atadura do curativo e descartar; Remover o curativo com pinça estéril ou luvas de procedimento; Fazer o registro da ferida, tamanho, profundidade, etc. Para registro fotográfico deve-se ter o consentimento do paciente. c) Em feridas sépticas: Limpar de fora para dentro; Desbridamento e lavagem da ferida ocorrem de acordo com o grau de contaminação; A ferida é preenchida com material curativo; Cobrir a ferida com materiais absorventes. d) Em feridas assépticas: Utilizar material esterilizado; Limpar de dentro para fora; Trocar as compressas durante a limpeza. e) Na dispensão e documentação: Desprezar ou dispor no expurgo o material utilizado; Desprezar as luvas; Documentar no prontuário todos os procedimentos. AVALIAÇÃO Os resultados esperados foram alcançados? TIPOS DE COBERTURA A avaliação da ferida deve ser periódica, e é de fundamental importância acompanhar a evolução do processo cicatricial e escolher bem a cobertura utilizada. As coberturas devem: Manter umidade na interface ferida/cobertura, remover o excesso de exsudato, permitir a troca gasosa, promover isolamento térmico; • Proporcionar proteção contra infecção, ser isento de partículas e contaminantes e, • Permitir a remoção sem causar traumas; • Manter umidade na interface ferida/cobertura • Remover o excesso de exsudato, permitir a troca gasosa, promover isolamento térmico; • Proporcionarproteção contra infecção; • Permitir a remoção sem causar traumas. Não existe o melhor produto ou aquele que possa ser utilizado durante todo o processo cicatricial. Cada um possui indicação e contraindicação, benefício e custo, o importante é ponderar e utilizar o bom senso sempre! 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