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CONTABILIDADE GERAL 5 Pagamento de juros (despesas) Exemplo: Pagamento da duplicata nº 300, no valor de R$ 1.000,00, com 5% de juros pelo atraso. Pagamento realizado em dinheiro. D – Duplicatas a Pagar R$ 1.000 D – Juros Passivos R$ 50,00 C – Caixa R$ 1.050 DESCONTOS Descontos obtidos (receita) Exemplo: Pagamento em dinheiro, da duplicata nº 27, no va- lor de R$ 3.000,00, com 10% de desconto. D – Duplicatas a Pagar R$ 3.000 C – Descontos obtidos R$ 300 C – Caixa R$ 2.700 Descontos concedidos (despesa) Exemplo: Recebemos em dinheiro, referente a duplicata 15, no valor de R$ 2.000,00, com 5% de desconto. D – Duplicatas a receber R$ 2.000 C – Descontos concedidos R$ 100 C – Caixa R$ 1.900 TRIBUTOS São considerados tributos incidentes sobre as vendas aqueles que guardam proporcionalidade com o preço da venda, mesmo que integrem a base de cálculo do tributo. IPI e ICMS sobre vendas O IPI e o ICMS incidente sobre vendas devem ser deduzidos da receita bruta na determinação da receita líquida de vendas. O IPI, quando destacado na nota fiscal e cobrado do cliente, é contabilizado diretamente em IPI a Pagar, no passivo circulante. Porém, há empresas que, por necessidade de controle ou for- mação de estatísticas e gerenciamento, contabilizam o IPI destaca- do (como também o ICMS cobrado por substituição tributária) em contas de resultado. Neste caso, sugere-se a adoção da seguinte estrutura de contas: Faturamento bruto (-) IPI Faturado (-) ICMS Substituição Tributária (=) Receita operacional bruta PIS e COFINS sobre vendas Os valores das contribuições PIS e COFINS incidentes sobre a receita de vendas serão debitados em contas próprias de resulta- do, tendo como contrapartida contas do passivo circulante, desta forma: D - PIS sobre Vendas (Resultado) C - PIS a Recolher (Passivo Circulante) D - COFINS sobre Vendas (Resultado) C - COFINS a Recolher (Passivo Circulante) ISS sobre vendas A contabilização do ISS - Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza segue o mesmo procedimento adotado no registro do ICMS sobre vendas. Assim como ocorre com o IPI e o ICMS, a escrituração do ISS poderá ser feita Nota Fiscal por Nota Fiscal, no final do dia, pela soma das Notas Fiscais ou, mensalmente, com base na escrituração do livro fiscal próprio. Caso a empresa opte pela escrituração resumida, quando efe- tuar os lançamentos mensais, o registro contábil poderá ser efetua- do com base no livro fiscal destinado a apuração do referido tributo. Na Demonstração do Resultado do Exercício, a conta “ISS sobre venda de serviços” será incluída como item redutor da Receita Bru- ta de Vendas de Serviços, obtendo-se assim, a Receita Líquida de Vendas de Serviços. ALUGUÉIS Pagos Exemplo: Pagamento efetuado, no valor de R$ 500,00, em di- nheiro, referente aluguel. D – Aluguel pago R$ 500,00 C – Caixa R$ 500,00 Recebidos Exemplo: Recebido o valor de R$ 700,00, em dinheiro, refe- rente aluguel. C – Aluguel recebido R$ 700,00 D – Caixa R$ 700,00 VARIAÇÃO CAMBIAL Exemplo: Contabilização das atualizações monetárias dos cré- ditos e obrigações em moeda estrangeira de uma empresa que, em determinada data registra: a) valor a receber de cliente: US$ 10.000,00; b) empréstimo a pagar: US$ 5.000,00; c) valores registrados na contabilidade: Ativo Circulante Cliente do Exterior – R$ 17.250,00 Passivo Circulante Empréstimos no Exterior – R$ 8.700,00 Como a cotação do dólar em determinada data foi de R$ 1,8007 para compra, e de R$ 1,8015 para venda, obtemos as seguintes va- riações cambiais: Clientes do Exterior: US$ 10.000,00 X R$ 1,8007 = R$ 18,007,00 – R$ 17.250,00 = R$ 757,00 Empréstimos no Exterior: US$ 5.000,00 X R$ 1,8015 = R$ 9.007,50 – R$ 8.700,00 = R$ 307,50 Então, os lançamentos contábeis com base na variação cambial são: D – Clientes do Exterior (Ativo Circulante – Contas a Receber) R$ 757,00 C – Variação Monetária Ativa (Resultado – Recei- tas) R$ 757,00 D – Variação Monetária Passiva (Resultado – Des- pesas) R$ 307,50 C – Empréstimos No Exterior (Passivo Circulante – Contas a Pagar) R$ 307,50 CONTABILIDADE GERAL 6 FOLHA DE PAGAMENTO Na folha de pagamento, além dos salários dos funcionários, constam também outros valores, tais como: férias, 13º salário, INSS e IRRF descontados dos salários, aviso prévio, valor do desconto relativo ao vale transporte e às refeições e ainda o valor do FGTS incidente sobre os salários. Podem, ainda, constar da folha de pagamento de salários, as verbas pagas aos funcionários por ocasião da rescisão de contrato de trabalho. Normalmente os salários são pagos até o 5º dia útil do mês seguinte ao de referência, exceto os casos em que os acordos ou convenções coletivas estabelecem prazos menores. No entanto, a contabilização da folha de pagamento de salá- rios deve ser efetuada observando-se o regime de competência, ou seja, os salários devem ser contabilizados no mês a que se referem ainda que o seu pagamento seja efetuado no mês seguinte. Os salários e encargos incidentes sobre os mesmos classificam- -se como despesas operacionais, quando referentes a funcionários das áreas comercial e administrativa, e como custo de produção ou de serviços, quando referentes a funcionários dos setores de pro- dução e os alocados na execução de serviços objeto da empresa. Exemplo: Registro dos valores relativos aos salários e ao aviso prévio indenizado: D – Folha de Pagamento (Resultado) C - Salários e Ordenados a Pagar (Passivo Circulante) Exemplo: Pelo valor da contribuição ao FGTS sobre a folha de salários: D – FGTS sobre Folha de Pagamento (Resultado) C - FGTS a Recolher (Passivo Circulante) Exemplo: INSS - encargos da empresa: D – INSS - Folha de Pagamento (Resultado) C - INSS a Recolher (Passivo Circulante) COMPRAS Compras de matéria-prima Exemplo: Aquisição de matéria-prima a prazo, de acordo com a nota fiscal. Matéria Prima (com ICMS incluso): R$ 100.000,00 IPI (R$ 100.00,00 x 10%): R$ 10.000,00 Total: R$ 110.000,00 ICMS (R$ 100.000,00 x 18%): R$ 18.000,00 D – Estoques de matéria-prima R$ 82.000 D – ICMS a recuperar R$ 18.000 D – IPI a recuperar R$ 10.000 C – Fornecedores R$ 110.000 VENDAS Vendas de Mercadorias: D – Clientes (Ativo Circulante ou Realizável em Longo Prazo) C - Vendas de Mercadorias (Conta de Resultado) Vendas de Serviços: D – Clientes (Ativo Circulante ou Realizável em Longo Prazo) C - Vendas de Serviços (Conta de Resultado) Vendas de Produtos: D – Clientes (Ativo Circulante ou Realizável em Longo Prazo) C - Vendas de Produtos (Conta de Resultado) PROVISÕES Exemplo: Contabilizar a Provisão do Bônus de participação em resultados aos empregados da empresa. D – Participação dos Trabalhadores nos Resultados (Conta de Resultado) C – Participações nos Resultados – Empregados (Passivo Circulante) DEPRECIAÇÕES Exemplo: Suponhamos que a Empresa ABC tenha um veículo adquirido em fevereiro/2019, pelo valor de R$ 12.000,00. Após um mês da aquisição, a empresa calcula o valor da depreciação relativa a esse bem, para proceder com a devida contabilização. Nesse caso, o cálculo do encargo relativo ao mês de janei- ro/2019, considerando tratar-se de bem depreciável à taxa anual de 20%, é o seguinte: Quota anual: 20% de R$ 12.000,00 = R$ 2.400,00 R$ 2.400,00 ÷ 12 = R$200,00 Para o registro contábil da depreciação do mês de janeiro/2019, deve ser feito o seguinte lançamento: D – Depreciação (Conta de Resultado) R$ 200,00 C – Depreciação acumulada R$ 200,00 Nos meses seguintes, os lançamentos relativos à depreciação serão idênticos ao demonstrado. Caso a empresa contabilize o en- cargo somente em 31/12/2019, a quota anual de depreciação do bem adquirido deve ser proporcional em relação aos meses de ja- neiro a dezembro: R$ 200,00 x 12 = R$ 2.400,00 BAIXA DE BENS A alienação, baixa ou obsolescência de bens ou direitos do Ati- vo Não Circulante deve ser contabilizada, para apuração do ganho ou perda de capital, tributável pelo Imposto de Renda e Contribui- ção Social sobreo Lucro. É obrigatório registrar, na escrita contábil, a respectiva baixa dos bens ou direitos alienados ou que foram de- sincorporados do ativo por qualquer motivo (como obsolescência, furto, roubo ou destruição). O ganho ou a perda de capital, na pessoa jurídica, é determina- do pela confrontação do valor de venda do bem objeto da operação, diminuído do seu custo contábil de aquisição e outros acréscimos, ajustado pela respectiva depreciação ou amortização acumulada, conforme segue: CONTABILIDADE GERAL 7 Valor de venda ( - )Custo de aquisição contábil ( + ) Depreciação ou amortização acumulada (+ ou -) Diferença relativa ao valor justo do ativo contabilizado e outros ajustes (comoparcela de reavaliação e ajuste a valor pre- sente) (=) Resultado tributável BALANCETE DE VERIFICAÇÃO: CONCEITOS, MODELOS E TÉCNICAS DE ELABORAÇÃO CONCEITOS O balancete de verificação é um demonstrativo utilizado internamente pela empresa. Sua elaboração não é obrigatória, porém, atra- vés de sua apresentação é possível verificar como os recursos estão sendo utilizados; além de observar se todos os registros estão sendo lançados corretamente dentro de um período. Serve também como apoio para as demonstrações obrigatórias, como o balanço patrimo- nial e a Demonstração do Resultado do Exercício. MODELOS E TÉCNICAS DE ELABORAÇÃO O balancete pode ser elaborado quando necessário, porém, é mais comum que seja mensalmente. É a relação de contas extraídas do razonete, seu conteúdo apresenta as contas patrimoniais e de resultado. A construção do balancete pode variar conforme a necessidade da empresa. Normalmente, os balancetes possuem os seguintes ele- mentos: Cabeçalho, Ativo, Saldo anterior, Débitos, Créditos e Saldo final. O saldo das contas devedoras deve se igualar ao das contas credoras, caso contrário,existe algum erro dentro da contabilidade da empresa.O modelo abaixo de balancete de verificação é do tipo mais simples, com apensa duas colunas de valores e com referência a um único mês do ano: Cia. Alimentícia Balancete de verificação 07.2020 Contas Saldos Devedores Credores Caixa 50.000 - Contas a receber 8.000 - Estoques 68.000 - Terrenos 21.000 - Móveis e utensílios 40.000 - Fornecedores - 28.000 Capital - 159.000 Total 187.000 187.000 É comum algumas empresas julgarem desnecessário detalhar todas as entradas e saídas, nesse caso, o modelo de balancete abaixo se torna mais eficaz: Contas Saldos anteriores Movimento do período Saldos Atuais Devedores Credores Débito Crédito Devedores Credores Caixa 600 200 400 Bancos 15.000 3.400 11.600 Estoques 8.000 1.000 7.000 Terrenos 12.000 2.000 14.000 Clientes Fornecedores 5.000 2.000 3.000 Capital Social 30.000 30.000 Total 35.000 35.000 4.600 4.600 33.000 33.000 CONTABILIDADE GERAL 8 BALANÇO PATRIMONIAL: CONCEITOS, OBJETIVO, COMPOSIÇÃO CONCEITOS O Balanço Patrimonial é o relatório em que estão registradas todas as movimentações financeiras da empresa em um determi- nado período. O balanço é considerado como a mais importante demonstração financeira da empresa. Nele estão discriminados os bens, direitos, e valores, além das obrigações, investimentos e fontes de recursos. Sua elaboração é exigida por lei e sua apresentação ocorre anu- almente, geralmente no fim de cada exercício. OBJETIVO O objetivo do Balanço é disponibilizar informações financeiras e patrimoniais para que sejam traçados planos para a organização. Quando analisado junto a outras demonstrações contribui na gera- ção de dados sobre faturamento, recebimento e demais conforme a necessidade dos administradores. COMPOSIÇÃO O Balanço Patrimonial é constituído por Ativo e Passivo. Por convenção, no lado esquerdo está o Ativo e no Direito, o Passivo. Ativo É dividido pelos sub-grupos: Ativo circulante e Ativo não circu- lante. • Ativo circulante – Abrange valores realizáveis no exercício social subseqüente. Ex. Caixa, bancos, estoque, contas a receber. • Ativo não circulante – Nele estão incluídos todos os bens de permanência duradoura. É subdividido em Ativo realizável a lon- go prazo, Investimento, Imobilizado e Intangível. Passivo É dividido entre Passivo circulante e Passivo não circulante. • Passivo Circulante – Compreendem as obrigações da em- presa que vencem no exercício seguinte. Ex. Fornecedores, salários, impostos a pagar. • Passivo não circulante – Compreendem as obrigações da empresa que vencem após o exercício seguinte. Ex. Empréstimos e financiamentos. Patrimônio Líquido É o valor residual entre o Ativo e o Passivo (capital próprio). Ex. Capital Social, Lucros/Prejuízos acumulados, Reservas de lucro. Modelo fictício de Balanço Patrimonial CIA XYZ Balanço Patrimonial 31.12 Ativo X2 X1 Disponível R$ 1.264 R$ 960 Clientes R$ 3.440 R$ 3.089 Estoques R$ 3.480 R$ 3.859 Despesas Antecipadas R$ 250 R$ 224 Ativo Circulante R$ 8.434 R$ 8.127 Títulos a Receber R$ 1.251 R$ 1.355 Depósitos Judiciais R$ 86 R$ 80 Ativo Realizável a Longo Prazo R$ 1.337 R$ 1.435 Participações Societárias R$ 3.495 R$ 3.157 Investimentos R$ 3.495 R$ 3.157 Imóveis R$ 1.050 R$ 1.050 Móveis e Utensílios R$ 244 R$ 208 Veículos R$ 1.336 R$ 1.078 Depreciação Acumulada (R$ 424,00) (R$ 298,00) Imobilizado R$ 2.206 R$ 2.038 Marcas e Patentes R$ 228 R$ 99 Intangível R$ 228 R$ 99 Ativo Não Circulante R$ 7.266 R$ 6.729 Total do Ativo R$ 15.7000 R$ 14.856 Passivo X2 X1 Salários e Encargos a Pagar R$ 150 R$ 159 Fornecedores R$ 2.017 R$ 2.483 Empréstimos R$ 633 R$ 107 Dividendos a Pagar R$ 412 R$ 349 Passivo Circulante R$ 3.212 R$ 3.098 Empréstimos R$ 2.805 R$ 2.560 Impostos Parcelados a Pagar R$ 771 R$ 1.033 Receitas de Luvas a Apropriar R$ 228 R$ 782 Passivo Não Circulante R$ 3.804 R$ 4.375 Capital Social R$ 1.640 R$ 1.240 Reservas de Capital R$ 4.666 R$ 4.266 Ajustes de Avaliação Patrimonial R$ 950 R$ 1.000 Reservas de Lucros R$ 588 R$ 298 Lucros ou Prejuízos Acumulados R$ 840 R$ 579 Patrimônio Líquido R$ 8.684 R$ 7.383 TOTAL do PASSIVO R$ 15.700 R$ 14.856 DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DE EXERCÍCIO: CON- CEITO, OBJETIVO, COMPOSIÇÃO CONCEITO A Demonstração de Resultado de Exercício (DRE) é um docu- mento legal que apresenta todas as receitas e despesas da empre- sa. Através dessas informações é possível chegar ao resultado líqui- do da empresa, dentro de um determinado período. OBJETIVO O objetivo da DRE é detalhar a formação do resultado líquido de um exercício pela confrontação das receitas, custos e despesas de uma empresa, apuradas segundo o princípio contábil do regime de competência (receitas e despesas devem ser incluídas na opera- ção do resultado do período em que ocorrem). COMPOSIÇÃO DA DRE A DRE deverá discriminar: • A receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos; • A receita líquida das vendas e serviços, o custo das merca- dorias e serviços vendidos e o lucro bruto; CONTABILIDADE GERAL 9 • As despesas com as vendas, as despesas financeiras, de- duzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais; • O lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as ou- tras despesas; • O resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto; • As participações de debêntures, empregados, administra- dores e partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos fi- nanceiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa; • O lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social. Modelo fictício de DRE CIA XYZ Demonstração do Resultado do Exercício 31.12 X2 X1 RECEITA BRUTA DE VENDAS Mercadorias R$ 19.050 R$ 18.601 Serviços R$ 2.155 R$ 1.210 R$ 21.205 R$ 19.811 Impostos sobre Vendas (R$ 3.130) (R$ 2.901) Receita Líquida de Vendas R$ 18.075 R$ 16.910 Custo Mercadorias e Serviços Vendidos (R$ 14.087) (R$ 13.105) Lucro Bruto R$ 3.988 R$ 3.805 Despesas com Vendas (R$ 606) (R$ 619)Despesas Administrativas (R$ 993) (R$ 969) Lucro Operacional Antes das Despesas e Receitas Financeiras R$ 2.389 R$ 2.217 Despesas Financeiras Líquidas (R$ 525) (R$ 347) Outras Receitas e Despesas Operacionais Resultado de Participações So- cietárias (R$ 125) R$ 5 Outras R$ 38 (R$ 75) Resultado Antes do Imposto de Renda R$ 1.777 R$ 1.800 Imposto de Renda e Contribui- ção Social (R$ 586) (R$ 594) Participações no Resultado Dos empregados (R$ 119) (R$ 121) Dos Administradores (R$ 59) (R$ 108) Lucro Líquido R$ 1.013 R$ 977 LEI Nº 6.404/1976 E SUAS ALTERAÇÕES, LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR E PRONUNCIAMENTOS DO COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS (CPC) Dispõe sobre as Sociedades por Ações. 1. Sociedade anônima (S/A) ou companhia (Cia) A primeira sociedade regulamentada por lei foi a sociedade anônima. Na maioria das vezes, esse tipo societário é adotado para gran- des empreendimentos ou por determinação legal, como segura- doras, bancos, sociedades com ações em bolsa etc. que, necessa- riamente, devem ser sociedades anônimas. 1.1. Legislação aplicável A sociedade anônima, também chamada de companhia, é re- gida por lei especial, a já citada Lei 6.404/1976, que dispõe sobre as sociedades por ações, sendo aplicadas as disposições do Código Civil nos casos omissos (art. 1.089 do CC). 1.2. Características A sociedade anônima tem seu capital social dividido em partes iguais, denominadas de ações (e não quotas), com a responsabili- dade de seus sócios ou acionistas limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas (art. 1.088 do CC). A sociedade anônima é uma sociedade institucional, de ca- pital, com responsabilidade limitada, personificada, empresáriae com identificação exclusiva por denominação. Seu ato constitutivo é o estatuto social (mais complexo), e não contrato social, podendo ser constituído por instrumento público ou privado. Ressalte-se ainda que, segundo o Prof. Fabio Ulhoa, por se tratar de sociedade institucional, também “não será possível aos sucessores do acionista morto pretender a dissolução parcial da so- ciedade anônima. Em regra, o herdeiro ou legatário de uma ação transforma-se, queira ou não, em acionista da sociedade anônima. A lei prevê uma única exceção, admitindo a dissolução parcial da sociedade anônima fechada (sem ações negociadas em Bolsa de Valores), quando acionistas titulares de pelo menos 5% do capital social provam que ela não está preenchendo o seu fim (art. 599, § 2º, do CPC)”. Por ser uma sociedade de capital por excelência, entrada de estranhos ao quadro social independe da anuência dos demais só- cios, além de não ser necessária a alteração do ato constitutivo após a transferência de uma ação para outra pessoa. Assim, fale- cendo o acionista, seus herdeiros não poderão ser impedidos de ingressarem na sociedade. Entretanto, conforme registrado pelo Prof. Tarcísio Teixeira, “a sociedade anônima, em sua acepção inicial, era a típica sociedade de capital, não de pessoas, pois o capital prevalece sobre qualquer relacionamento que pudesse haver entre os sócios. Essa conota- ção se mantém em relação às sociedades anônimas abertas (gros- so modo, as que têm ações circulando em bolsa), mas não é mais uma verdade absoluta quanto às demais, pois existem sociedades anônimas cujo estatuto social impede a livre circulação de ações, devendo elas ser alienadas aos demais acionistas, o que a caracteri- zaria como uma sociedade de pessoas”.