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Histologia e Formação dos Ossos 1 Histologia e Formação dos Ossos Características gerais Periósteo: é um revestimento de tecido conjuntivo fibroso que circunda os ossos externamente. Nutre a face externa do tecido esquelético e consegue depositar mais osso, e formar uma interface de fixação de tendões e ligamentos. Na cavidade medular dos ossos de adultos, há medula óssea amarela (gordurosa) ou vermelha (produz células sanguíneas e plaquetas) ou ainda uma associação de ambas no recém- nascido. A superfície interna dos ossos é recoberta pelo endósteo. Os ossos vivos têm alguma elasticidade (flexibilidade) e grande rigidez. Periósteo ● A camada mais externa do periósteo contém principalmente fibras colágenas e fibroblastos. ● As fibras de Sharpey são feixes de fibras colágenas do periósteo que penetram o tecido ósseo e prendem firmemente o periósteo ao osso. Endósteo ● Geralmente é constituido de delgada Histologia e Formação dos Ossos 2 camada de céls. osteogênicas achatadas ● Reveste canal medular, canais de Havers e os de Volkmann (unem os de Havers) Tipos de ossos É uma divisão é macroscópica e não histológica, pois os componentes de ambos têm a mesma estrutura histológica básica Os ossos podem ser de dois tipos: osso compacto (cortical) ou osso esponjoso (trabecular) O osso trabecular está presente principalmente nas vértebras, crânio, pélvis e porção ultradistal do rádio; apresenta maior metabolismo, sendo, portanto, mais suscetível às alterações da massa óssea O osso cortical predomina nos ossos longos, colo femoral e rádio distal. Em ossos longos, a quantidade de osso compacto é maior próximo da parte média da diáfise, onde os ossos tendem a se curvar. Histologia e Formação dos Ossos 3 Apesar de variarem na proporção, todos os ossos contêm uma camada fina superficial de osso compacto ao redor de uma massa central de osso esponjoso (exceto nas partes que é substituído pela cavidade medular); os ossos chatos (abóbada craniana), existem duas camadas de osso compacto separadas por uma de osso esponjoso (díploe). Classificação Os ossos sesamoides se desenvolvem em alguns tendões e são encontrados nos lugares onde os tendões cruzam as extremidades dos ossos longos nos membros; protegem os tendões contra o desgaste excessivo Irrigação Artérias nutrícias entram pelos forames nutrícios (na diáfise em ossos longos) e divide-se na cavidade medular em ramos longitudinais que prosseguem em direção às extremidades, irrigando a medula óssea, o osso esponjoso e as partes mais profundas do osso compacto Pequenos ramos das artérias periosteais são responsáveis pela nutrição da maior parte do osso funçãomecânica e aumentao braçode alavanca dos músculos inseridos Histologia e Formação dos Ossos 4 compacto, por isso, se ocorrer a remoção do periósteo, o osso morre. O sangue chega aos osteócitos por meio de sistemas haversianos (canais microscópicos) que abrigam pequenos vasos sanguíneos. As veias acompanham as artérias através dos forames nutrícios os ossos com medula óssea vermelha possuem muitas veias calibrosas. Inervação O periósteo é ricamente inervado pelos nervos periosteais (sensoriais) que conduzem fibras de dor, por isso o periósteo é muito sensível à ruptura ou tensão (explica a dor aguda nas fraturas ósseas) O osso propriamente tem poucas terminações sensitivas Dentro dos ossos, os nervos vasomotores causam constrição ou dilatação dos vasos sanguíneos, controlando o fluxo pela medula óssea. ASSOCIAÇÕES CLÍNICAS MOORE Histologia e Formação dos Ossos 5 Histologia do Tecido ósseo CÉLULA ORIGEM LOCALIZAÇÃO FUNÇÃO Osteoblastos De céls. osteoprogenitoras (mesenquimais) Nas superfícies das peças ósseas Sintetizam a porção orgânica da matriz óssea Osteócitos De céls. osteoprogenitoras (mesenquimais) No interior, em lacunas ósseas (cada lacuna, 1 osteócito) Manutenção da matriz óssea Osteoclastos De monócitos (medula hematopoiética) Móveis Fazem parte do processo de remodelamento e reabsorção óssea Osteócitos Função: Manutenção da matriz óssea Localização: Lacunas localizadas na matriz óssea Possuem prolongamentos que conectam, por meio de junções comunicantes nos canalículos, a outros osteócitos para a troca de íons e moléculas Os canalículos também permitem a troca de íons entre capilares sanguíneos, o que é muito importante, além das lacunas existem os canalículos que as conectam Y Histologia e Formação dos Ossos 6 já que não há difusão de substâncias pela matriz óssea, já que ela é impermeável Osteoblastos Função: Síntese da parte orgânica da matriz óssea (colágeno tipo I, proteoglicanos e glicoproteínas), além de serem capazes de concentrar cálcio e fosfato Localização: Na superfície da peça óssea, lado a lado (têm formato cuboide quando ativos e achatado quando inativos) Osteoblasto → Osteócito: 1. Após produzir a matriz óssea, o osteoblasto é aprisionado pela matriz orgânica recém-sintetizada e passa a ser chamado osteócito 2. Ocorre deposição de cálcio ao redor, formando as lacunas e canalículos A matriz óssea recém-sintetizada, mas que está ao redor de osteoblastos ativos e ainda não foi calcificada, recebe o nome de osteoide I nelesestão os prolongamentos E dor osteócitos iii Fim capilares i não colágenas Fosfatase alcalina osteonectina facilitardeposição decálcio osteocalcina estimular a atividade do osteoblastos Histologia e Formação dos Ossos 7 A tetraciclina deposita-se com grande afinidade sobre a matriz óssea recém- formada. Esse antibiótico é fluorescente, o que possibilita a realização de uma técnica para avaliar a velocidade de formação óssea, um parâmetro importante para o estudo do crescimento ósseo e para o diagnóstico de determinadas doenças ósseas. Esse procedimento de biopsia tem utilidade no diagnóstico de certas doenças, como a osteomalacia, na qual a mineralização está prejudicada, e a osteíte fibrosa cística, quando ocorre aumento na atividade dos osteoclastos, resultando em maior remoção de matriz óssea. Osteoclastos são células móveis, gigantes, multinucleadas e ramificadas. Função: Promovem a absorção óssea; São especialmente ativas na destruição de áreas lesadas ou envelhecidas do osso, abrindo caminho para a regeneração do tecido pelos osteoblastos Nessas áreas de reabsorção de tecido ósseo, encontram-se porções dilatadas dos osteoclastos, as lacunas de Howship. Doença de Paget A doença de Paget se manifesta como uma atividade inapropriadamente alta dos osteoclastos, frequentemente afetando ossos isolados. Cerca de 10% dos pacientes com a doença de Paget apresentam mutações no gene SQSTM1 → Osteoclastos / - - - Lacunas de Howship Histologia e Formação dos Ossos 8 (sequestossomo-1), resultando no aumento da atividade do fator nuclear kappa-B, que aumenta a atividade dos osteoclastos (1, 2). Várias outras mutações associadas à doença de Paget foram identificadas, muitas afetando a via de sinalização RANK (ativador de receptor de fator nuclear kappa- B) que é fundamental para a geração e atividade dos osteoclastos.A taxa de renovação no osso afetado é tão alta que ele nunca tem tempo de se tornar um osso maduro e forte. A maioria dos pacientes com a doença de Paget permanece assintomática. Outros apresentam clinicamente deformidades ósseas, artrites, dores ósseas, sintomas causados pela compressão de nervos periféricos, e aumento da incidência de fraturas Matriz óssea; A parte inorgânica representa 50% do peso da matriz, encontrando-se íons como fosfato e cálcio em grande quantidade, e bicarbonato, magnésio, potássio, sódio e citrato em pequenas quantidades. Os cristais formados pelo cálcio e fósforo tem estrutura da hidroxiapatita; A parte orgânica da matriz é formada por fibras colágenas (95%) do tipo I e por pequena quantidade de proteoglicanos e glicoproteínas; Glicoproteínas e Sialoproteínas importantes: osteonectina e osteopontina Fatores de crescimento: Proteínas morfogenéticasósseas (BMP); Fator de crescimento de fibroblastos (FGF); Fator de crescimento derivado de plaquetas (PDGF) Tangem a nota do osso a fatores estressores externos Histologia e Formação dos Ossos 9 a associação de hidroxiapatita e fibras colágenas é responsável pela rigidez e resistência do tecido ósseo Após remoção do cálcio, os ossos mantêm sua forma intacta, mas tornam-se flexíveis, já a remoção da parte orgânica deixa o osso intacto, mas muito quebradiço. Tipo de tecido ósseo IMATURO ou PRIMÁRIO: É o tecido ósseo que aparece primeiro (no desenvolvimento ou em reparação de fraturas), sendo temporário e substituído pelo secundário (nos adultos, é pouco frequente, encontrado próximo às suturas do crânio , nos alvéolos dentários e em pontos de inserção de tendões). Fibras colágenas dispostas em várias direções, sem organização definida; - Minerais (por isso é mais facilmente penetrado pelos raios x) + Proporção de osteócitos. MADURO, SECUNDÁRIO ou LAMELAR: Fibras colágenas organizadas em lamelas Ficam paralelas umas às outras ou em camadas concêntricas em torno de canais com vasos (formando os sistemas de Havers.) - Osteócitos, encontrados em lacunas, entre as lamelas; Substância Cimentante : separa grupos de lamelas, consistem em matriz mineralizada com pouquíssimo colágeno estrutura fina e achatada em lâmina ou aneifoncentrico em torno do sistema deHAVERS sistemade canais estreitos poronde passam os vasos Histologia e Formação dos Ossos 10 Formação do tecido ósseo Processo de ossificação Intramembranosa Mesênquima → Osso Ocorre + durante período embrionário Processo de ossificação Endocondral Mesênquima → Cartilagem → Osso A formação da cartilagem ocorre no período fetal porém a substituição por osso pode acontecer após anos de vida A maioria dos Ossos longos passa pelos dois processos de ossificação endocondral, primária e secundária. Nos ossos curtos, a maioria se desenvolve apenas pela primária, com exceção do calcâneo que desenvolve um centro de ossificação secundário. Ossificação primária Ossificação secundária , passam e nervos no osso 9 sãotransversais ou oblíquosE dosde Havers pornão apresentarem lamelasconcentricas Histologia e Formação dos Ossos 11 1. As células mesenquimais se condensam e se diferenciam em condroblastos, formando o modelo cartilaginoso do osso 2. Na região intermediária do modelo, a cartilagem calcifica, impregnada com sinais de cálcio e ao crescimento de capilares periosteais 3. Os capilares iniciam o centro de ossificação primário, substituindo a maior parte da cartilagem do modelo ósseo a. O corpo de um osso o significado a partir do centro de ossificação primário é a diáfise 1. Surge em outras partes do osso em desenvolvimento após o nascimento, formando as epífises 2. Os condrócitos situados no meio da epífise sofrem hipertrofia e a matriz óssea entre eles se calcifica Para que o crescimento continue, o osso formado a partir do centro primário na diáfise não se funde ao formado a partir dos centro secundários nas epífises até o osso atingir o seu tamanho adulto . Assim formam-se lâminas epifisárias entre a diáfise é epífise durante o crescimento, que depois são substituídas por osso Extra Dentes → Histologia e Formação dos Ossos 12 A posição dos dentes na arcada dentária pode ser modificada por pressões laterais exercidas por aparelhos ortodônticos. Ocorre reabsorção óssea no lado em que a pressão da raiz do dente atua sobre o osso alveolar e a neoformação óssea no lado oposto, que está sujeito a uma tração por meio do ligamento periodontal . Desse modo, o dente é deslocado na arcada dentária à medida que o osso alveolar é remodelado. Esse é um exemplo da plasticidade do tecido ósseo, apesar das suas características de rigidez. Outro exemplo são as fraturas nos ossos longos de crianças. Quando os dois segmentos do osso não são ajustados perfeitamente, o defeito pode ser corrigido durante o crescimento pela remodelação do tecido ósseo, com neoformação e reabsorção coordenadas de Regeneração pós fratura óssea 1. Nos locais de fratura óssea, ocorre hemorragia em função de lesão dos vasos sanguíneos, destruição de matriz e morte de células ósseas. 2. O coágulo sanguíneo e os restos celulares e da matriz devem ser removidos pelos macrófagos. 3. O periósteo e o endósteo próximos à área fraturada respondem com intensa proliferação, formando um tecido muito rico em células osteoprogenitoras, que constitui um colar em torno da fratura e penetra entre as extremidades ósseas rompidas 4. Nesse anel, surge tecido ósseo primário ou imaturo, tanto pela ossificação endocondral de pequenos pedaços de cartilagem que aí se formam, como por ossificação intramembranosa. Histologia e Formação dos Ossos 13 5. No local de reparação, portanto, podem ser encontradas, ao mesmo tempo, áreas de cartilagem, áreas de ossificação intramembranosa e áreas de ossificação endocondral. 6. Esse processo evolui de modo a aparecer, após algum tempo, um calo ósseo – formação mais volumosa que envolve a extremidade dos ossos fraturados. Ele é constituído por tecido ósseo imaturo que une provisoriamente as extremidades do osso fraturado 7. As trações e pressões exercidas sobre o osso durante a reparação da fratura e após o retorno do paciente às suas atividades normais causam a remodelação do calo ósseo e sua completa substituição por tecido ósseo do tipo secundário ou lamelar 8. Se essas trações e pressões forem idênticas às exercidas sobre o osso antes da fratura, a estrutura do osso voltará a ser a mesma que existia anteriormente Metabolismo ósseo 1 Metabolismo ósseo Composição Óssea 30% matriz orgânica 90/95% colágeno: conferem ao osso sua resistência à tração Substância fundamental: meio gelatinoso homogêneo 70% sais Cálcio (garante força compressiva) e fosfato são a maioria Hidroxiapatita: sal cristalino formado de cálcio e fosfato - Ca0(PO4)6(OH2) Magnésio, sódio, potássio e carbonato também estão presentes entre os sais, mas estão conjugados aos cristais de hidroxiapatita Metabolismo ósseo 2 Muitos íons conseguem se fixar aos cristais ósseos, sendo que a deposição de substâncias radioativos no osso pode, se a quantidade for suficiente, ocasionar o desenvolvimento de sarcoma osteogênico Precipitação do cálcio no osso Porque o cálcio não tende a precipitar em tecidos não ósseos? Devido a concentração de íons cálcio e fosfato no líquido extracelular e a inibidores da precipitação (*pirofosfato) Aterosclerose e calcificação de vasos sanguíneos As placas ateroscéróticas das artériais contêm células do tecido ósseo que podem sintetizar seus produtos como osteocalcina, sialoproteína óssea, colágeno tipo 1, fosfatase alcalina etc., e estas alterações associam-se a maior remodelação óssea e perda óssea. Por outro lado os lipídeos oxidados promovem ativação osteoblástica na parede arterial e ativação osteoclástica no osso, e a HDL inibe a atividade osteogênica nas células vasculares Em pacientes com hiperlipidemia a vitamina D pode ser transportada, pelas lipoproteínas, diretamente para a parede arterial. Os macrófagos, os linfócitos CD8, como também os linfócitos CD4, possuem receptores para a vitamina D, e os macrófagos ativados podem sintetizar 1,25()H)2D. Portanto níveis adequados de vitamina D podem limitar a extensão do processo inflamatório da parede arterial. (Fonte: Sociedade Brasileira de endocrinologia e metabologia) Qual a influência das cargas compressivas? O osso costuma ajustar sua resistência proporcionalmente a intensidade do estresse ósseo. Como consequência, o osso apresenta espessamento quando submetido a cargas pesadas. A deposição óssea ocorre proporcionalmente à carga compressiva suportada pelo osso (ossos de atletas ficam consideravelmente mais pesados) Como é o processo da precipitação de cálcio nos ossos? Metabolismo ósseo 3 1. Inicia-se com a secreção de moléculasde colágeno e de substância fundamental (pelo osteoblasto) 2. A partir disso, inicia-se a formação do osteoide, matriz óssea ainda não calcificada que parece com o colágeno 3. Após exercerem sua função e inativarem, os osteoblastos se tornam osteócitos 4. Dentro de alguns dias após a formação do osteoide, os sais de cálcio começam a se precipitar sobre as superfícies do colágeno a. Inicialmente os sais de cálcio não estão na forma de hidroxiapatita, estão como sais amorfos i. Alguns desses sais amorfos nunca se tornarão hidroxiapatitas, porque, quando houver necessidade de cálcio extra no líquido extracelular, eles podem ser reabsorvidos Acredita-se que os Osteoblastos secretam substâncias no osteoide para neutralizar o inibidor da precipitação (provavelmente o pirofosfato) Osteogênese imperfeita osteogênese imperfeita, ou “doença dos ossos frágeis”, resulta de um grupo de defeitos hereditários em dois genes do colágeno tipo I. O defeito mais comum é uma mutação pontual que causa a substituição da glicina por um aminoácido mais volumoso no local onde os três filamentos da hélice desse colágeno normalmente se Metabolismo ósseo 4 aproximam. O resultado é uma “bolha” molecular que interfere na formação normal da fibrila e no empacotamento dos cristais de hidroxiapatita. Os ossos formados com esse colágeno são fracos e propensos a fraturas. Remodelação óssea A remodelação envolve quatro tipos 4 de células ósseas que, juntas, compõem uma unidade multicelular básica (UMB). Os osteócitos sinalizam a necessidade da remodelação, as células de revestimento ósseo facilitam e coordenam a remodelação, os osteoclastos digerem o osso velho, e os osteoblastos formam novas camadas de osso. As UMBs são equipes itinerantes de demolição e construção, repondo osso constantemente ao longo da vida de um indivíduo. Estresse mecânico Os indivíduos que não sofrem influência da gravidade do estresse mecânico perdem massa óssea. Os astronautas que permanecem no espaço por períodos prolongados exercitam-se diariamente como medida de evitar os efeitos da inexistência de carga óssea, mas, ainda assim, perdem massa óssea pélvica em uma taxa de 1 a 2 % ao mês Microlesão Hormônios Como ocorre o processo 1. Sinalização: quando ocorre microlesões, osteócitos no sítio de fissuras sofrem apoptose 2. Ativação: moléculas quimiotáxicos são liberadas para recrutar precursores de osteoclastos a partir dos 🌕 Metabolismo ósseo 5 vasos sanguíneos 3. Exposição do mineral: os osteoclastos digerem osteoide muito lentamente, então as células de revestimento ósseo liberam colagenase para expor um mineral 4. As células de revestimento ósseo deslocam na superfície óssea e forma uma cobertura sobre o local da remodelação 5. Os precursores de osteoclastos expressam receptor na sua superfície que está relacionado ao receptor do fator de necrose tumoral (RANK) e os osteoblastos expressam RANKL. a. A ligação de RANK-RANKL induz a maturação dos osteoclastos 6. Digestão: osteoclasto libera ácidos e enzimas para degradação do colágeno e dos sais do osso 7. Reversão: os osteoblastos determinam quando foi removido o suficiente, e liberam osteoprotegerina, que se liga ao RANKL, inibindo a degradação do osso 8. Recrutamento de precursores de osteoblastos: a reabsorção óssea libera vários fatores de crescimento, IGF, que recrutam precursores de osteoblastos O IMPORTANTE: Entender que osteoblastos expressam RANKL e osteoclastos expressam RANK, de forma que a ligação induz a maturação de osteoclastos b osteoprotegerinasinibe a funçãodo oste e a diferene celular do 1 precursores de osteadastos receptorRANK relar do receptor dofator de necrose tumoral ligação RANK RANKL 9 a osteoblastos induz a maturação as expressam RANKL dos osteoclasts Metabolismo ósseo 6 Intercâmbio de cálcio entre osso e líquido extracelular Cálcio intercambiável: Como já foi dito, existe um cálcio do tipo intercambiável, que estará sempre em equilíbrio com os íons cálcio no líquido extracelular. Ele é importante para manter a concentração de cálcio iônico nos líquidos extracelulares, evitando sua ascensão ou a queda excessiva O osso passa por uma deposição continua de osteoblastos e ininterrupta absorção nos locais onde os osteoclastos se encontram ativos Absorção óssea 1. Os osteoclastos emitem suas projeções semelhantes a vilos em direção ao osso 2. Esses vilos secretam dois tipos de substância a. Diversos ácidos, inclusive o ácido cítrico e o ácido lático, liberados de mitocôndrias e vesículas secretoras (provocam a dissolução dos sais) b. Enzimas proteolíticas liberadas de lisossomos dos osteoclastos (digerem a matriz orgânica) Paratormônio (PTH ) Osteólise - mecanismo rápido Mecanismo rápido no qual ocorre a absorção do cálcio, porém sem absorção da matriz fibrosa e gelatinosa do osso e quem envolve a mito ácido saio M A S L E O lisossinimos ATIVA CÉLULAS JAEXISTENTES Metabolismo ósseo 7 ativação de células já existentes (osteócitos e osteoblastos) Ao se injetar grande quantidade de PTH, a concentração do cálcio iônico no sangue começa a se levar dentro de minutos, antes que seja possível o desenvolvimento de qualquer célula óssea Como isso acontece? Osteócitos e osteoblastos possuem conexão um com os outros, formando um sistema de membrana osteocítica, que formam uma membrana de isolamento entre o osso e o líquido extracelular. Essa membrana promove bombeamento dos íons cálcio do líquido ósseo para o extra celular Como paratormônio age nesse mecanismo? Paratormônio se liga a receptores proteicos nas membranas dos osteoblastos e osteócitos Ele estimula a bomba de cálcio na membrana osteocítica, aumentando a permeabilidade do íon, Osteoclasteogênese - mecanismo lento Favorecendo a liberação do RANK-L 1. Se liga a receptores nos osteoblastos adjacentes, fazendo com que eles liberem o ligante RANK-L (ligante de osteoprotegerina OPGL) Jconexão entre oB e Oa que forma uma memb.de isolam F c Metabolismo ósseo 8 2. OPGL ativa receptores nas células pré osteoclastos transformando-os em osteoclastos maduros Inibem a produção de OPG Osteoprotegerina (OPG) é produzida por osteoblastos e atua como receptor isca se ligando ao RANK-L, inibindo a osteoclastogênese Distúrbios Hipoparatireoidismo Manifestações: O cálcio e fosfatos não são absorvidos do osso, e ele costuma permanecer resistente. Além disso, com níveis muito baixos de cálcio, ocorre o desenvolvimento de sinais típicos de hipocalcemia tetânica Tratamento: na maioria das vezes não realiza o tratamento com o paratormônio (PTH), devido ao custo, à baixa duração do efeito e à tendência do corpo e desenvolver anticorpos contra esse hormônio O tratamento é realizado com doses volumosas da vitamina D e 1-2g de cálcio Hiperparatireoidismo primário Geralmente relacionado a tumores na glândula paratireoide Mais comum em mulheres, principalmente ao estímulo das glândulas paratireoides pela gestação e lactação Manifestações: produz atividade osteoclástica e extrema e o osso pode ser destruído quase por completo (geralmente o paciente procura o médico por fratura óssea) A osteopatia cística do hiperparatireoidismo recebe o nome de osteíte fibrosa cística (ou Doença de von Recklinghausen é uma doença endócrina rara caracterizada por uma perda de massa óssea é progressivamente substituída por tecido fibroso e pela formação de tumores císticos marrons ao redor dos ossos.) Diagnóstico: um achado clínico relevante é a presença de alto nível da enzima defosfatase alcalina, produzida pela atividade osteoblástica, que também está aumentada Metabolismo ósseo 9 No hiperparatireoidismo secundário, ocorrem altos níveis do PTH como forma de compensação para hipocalcemia (é uma forma de diferenciar do hiperparatireoidismo primário, pois nesse ocorre a hipercalcemia) Vitamina D Percursor na pele → [ ] → colecalciferol (vitamina D3)→ [fígado] → 25-hidroxicolecalciferol (forma ativa) Pontos importantes: Vitamina D aumenta a absorção de cálcio no trato intestinal Vitamina D3 não está em sua forma ativa, ela precisa ser ativada no fígado A vitamina D que ingerimos é praticamente idêntica ao colecalciferol produzido na pele Feedback de controle no fígado O processo de conversão na forma ativa que ocorre no fígado passa por um controle de feedback que impede a ação excessiva da vitamina D quando a sua quantidade está muito alterada. Uma vez convertida, ela persiste no corpo por apenas algumas semanas, sendo que na forma de vitamina ela pode ficar armazenada por muitos meses Conversão em 1,25-di-hidroxicolecalciferol É a forma mais ativa da vitamina D Ocorre nos túbulos proximais dos rins. Necessita da presença do PTH A concentração de Cálcio influencia 1. O cálcio por si só apresenta ligeiro efeito de impedir a conversão Metabolismo ósseo 10 2. O aumento da concentração de cálcio plasmático inibe a liberação do paratormônio PTH Ação da 1,25-di-hidroxicolecalciferol: dupla ação Aumento transporte de cálcio através das membranas celulares Na ausência da vitamina D, o efeito do PTH na indução da absorção óssea é muito reduzido, justamente pois ela aumenta o transporte de cálcio para o líquido extracelular. A vitamina D em quantidades menores promove a calcificação, por aumentar o transporte de cálcio em direção ao osso, além de favorecer a absorção de cálcio intestinal Raquitismo por deficiência de vitamina D O raquitismo ocorre principalmente em crianças, resultado da deficiência de cálcio ou fosfato no líquido extracelular causado, em geral, pela falta de vitamina D (isso ocorre, pois a vitamina D é a estimulante da absorção intestinal de cálcio e fosfato) Ocorre Principalmente nos meses de primavera em locais mais frios, já que a vitamina D é formada durante o verão ( ) antecedente é armazenado no fígado e fica disponível para o uso durante os meses iniciais do inverno Metabolismo ósseo 11 O raquitismo enfraquece os ossos, pois ocorre um aumento compensatório acentuado na secreção do paratormônio que provoca extrema absorção osteoclástica do osso Tratamento: suplementação de cálcio, fosfato e vitamina D Osteomalácia (o raquitismo em adultos): Em adultos, raramente ocorre deficiência dietética séria de vitamina D. Entretanto, em casos de esteatorreia (falha de absorção da gordura), pode ocorrer. Calcitonina Hormônio produzido pela glândula tireoide que diminui a concentração plasmática do cálcio e favorece a calcificação do osso O papel quantitativo desse hormônio nos seres humanos é bem menor que o do PTH O efeito em crianças é muito maior, já que a remodelagem óssea ocorre mais rapidamente nessa faixa etária Qual a sua ação? 1. Redução da atividade absortiva do osteoclasto 2. Diminuição da formação de novos osteoclastos a. A ressorção dos osteoclastos induz a atividade osteoblástica, assim, o declínio da quantidade de osteoclastos é seguido pela queda do número de osteoblastos também. Ou seja, o efeito sobre a concentração plasmática do cálcio é pouco prolongado Metabolismo ósseo 12 Outros fatores que influenciam relação RANK/RANKL Osteoprotegerina OPG Osteoprotegerina (OPG) é produzida por osteoblastos e atua como receptor isca se ligando ao RANK-L, inibindo a osteoclastogênese O fator de transformação e crescimento – beta (TGF- β) e o 17β-Estradiol diminuem a atividade do RANKL e ativam a OPG. O hormônio estrogênio estimula a produção de OPG pelos osteoblastos O 17β-Estradiol exerce um importante efeito em inibir o RANKL tanto no tecido ósseo como no sistema imune. Mediadores inflamatórios A IL-1 e o TNF-α tendem a ativar o RANKL não apenas no tecido ósseo como também nos sistemas imune e vascular. Glicocorticoides Risco de fratura depende da dose e duração da terapia A perda óssea é mais rápida durante os meses iniciais do tratamento; osso trabecular é afetado mais intensamente que o cortical Fraturas aumentam 3 meses após início do tratamento. Como os glicocorticoides aumentam a perda óssea? 1- Inibição da função osteoblástica e aumento Metabolismo ósseo 13 na apoptose dos osteoblastos 2- Estimulação da reabsorção óssea (aumenta expressão de RANK-L e reduz de OPG) 3- Comprometimento da absorção intestinal de cálcio 4- Aumento na perda urinária de cálcio 5- Redução dos androgênios suprarrenais e supressão da secreção ovariana e testicular de estrogênios e androgênios Quais são as condutas? AVALIAÇÃO DO PACIENTE: avaliar o estado do esqueleto dos pacientes que irão iniciar ou já estejam sob terapia com GCs de longo prazo, determinação da altura e força muscular, avaliação laboratorial do cálcio urinário de 24h; pacientes sob terapia por mais de 3 meses → massa óssea medida por DEXA. PREVENÇÃO: menor dose de GC possível, vias tópicas e inalada preferencialmente, redução dos fatores de risco (como álcool e tabagismo), exercícios com carga, suplementação de cálcio e vitamina D. TRATAMENTO: Biofosfonatos e teriparatida Resumo Metabolismo ósseo 14