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8 PRATIQUE QUESTÕES QUESTÃO 201: CEBRASPE (CESPE) - PROC (MPTCU)/TCU/2004 O Código Civil dedica todo um capítulo aos direitos da personalidade. Os tribunais de justiça de determinados estados da Federação vêm decidindo que os direitos da personalidade não se aplicam ao nascituro, ainda que venha a nascer com vida. Um dos membros da comissão elaboradora do anteprojeto do Código Civil vem defendendo, em entrevistas e em artigos publicados em revistas jurídicas especializadas, que, de acordo com os debates ocorridos na referida comissão, quando da elaboração do código, a intenção era a de que determinados direitos da personalidade, em razão de suas finalidades eminentemente sociais, fossem garantidos ao nascituro, no caso de nascimento com vida. Suponha que tenha sido publicada no Diário Oficial da União, do dia 19/2/2004, uma lei federal com o seguinte teor: "Lei n.º WSR, de 18 de fevereiro de 2004 Define o alcance dos direitos da personalidade previstos no Código Civil (Lei n.º 10.406, de 10/1/2002). O Presidente da República Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1.º Os direitos da personalidade, previstos no Código Civil (Lei n.º 10.406, de 10/1/2002), não são aplicáveis aos nascituros. Art. 2.º Esta lei entra em vigor no prazo de 1 (um) mês. Art. 3.º Revogam-se as disposições em contrário. Brasília, 18 de fevereiro de 2004; 183.º da Independência e 116.º da República." Ante a situação hipotética descrita e considerando que não foi questionada a inconstitucionalidade da Lei n.º WSR/2004, julgue os itens seguintes. Um dos direitos da personalidade que poderia ser garantido ao nascituro é o direito ao domicílio; todavia, o Código Civil, ao exigir a presença do elemento subjetivo para a constituição de qualquer domicílio, impede a atribuição de tal faculdade ao nascituro, ante a impossibilidade fática de exprimir a sua vontade. QUESTÃO 202: CEBRASPE (CESPE) - CL (SEN)/SEN/COMUNICAÇÕES E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO/2002 Os negócios eletrônicos geram direitos e obrigações, não só para as partes contratantes, mas também para terceiros que de alguma forma a eles se vinculem. Os empresários devem obter garantias de que os direitos disponibilizados lhes pertencem do ponto de vista patrimonial e serão utilizados dentro dos limites ajustados. A identificação das obras, a determinação dos direitos e a supervisão da utilização de obras protegidas por direitos de propriedade constitui tarefa complexa e custosa, particularmente no âmbito internacional. A Lei n.º 9.610, de 1998, ao tratar da proteção dos direitos autorais, especifica também o que não constitui ofensa a tais direitos. Desde 1994, a OMPI vem explorando a possibilidade de estabelecer sistemas de gestão de direitos em rede. A partir de 1998, o comitê assessor responsável pela gestão dos direitos autorais das redes mundiais de informação vem cuidando dessas questões. Ainda que no âmbito do direito autoral não se tenha elaborado um conjunto universal de normas para o sistema de gestão eletrônica, dois tratados, o da OMPI e o Tratado Mundial de Direito Autoral (WCT), introduziram obrigações com respeito à integridade dos sistemas de informação perante a gestão eletrônica de direitos, que, além da dificuldade de interoperabilidade entre as redes nacionais e da inexistência de um sistema de direitos autorais dotado de bases de dados contendo obras digitais, enfrenta outros obstáculos que envolvem a proteção de direitos de difícil implementação e que transcendem as questões tecnológicas. Na inexistência de uma legislação específica e de um sistema eficaz de gestão eletrônica de direitos, os usos e costumes desempenharão papel primordial e, nessa medida, a prática dos negócios celebrados pela Internet há de ser considerada pelos juízes quando da apresentação das provas, tal como ocorreu no caso dos cartões de crédito. Com o auxílio do texto acima, julgue o item a seguir. Há consenso internacional quanto às medidas a serem adotadas para proteger os direitos à intimidade e à vida privada.