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UNIVERSIDADE PAULISTA SERVIÇO SOCIAL VANIA SOUZA CARDOSO RIBEIRO – RA: 1871523 A EVOLUÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL RELACIONADO À POLITICA PÚBLICA Professora Orientadora: Luciana Helena Mariano Lopes . GUARULHOS-SP 2021 ESTRUTURA IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO A Evolução do Serviço Social Relacionado à Política Pública. Problema: Os assistentes sociais se deparam com duas questões cruciais: a autonomia e a especificidade profissional. Em tese tal cenário significa enfrentar os dilemas que ainda persistem no debate sobre a prática profissional no Serviço Social e qual será o novo cenário brasileiro de Políticas Sociais após a pandemia global da Covid-19? Aqui nos deparamos com problemas sociais vividos em situações pós guerra, como desemprego, recessão, sistema de saúde sobrecarregado. Como encontrar soluções, respostas para viabilizar e agilizar processos de políticas públicas com o agravante de toda sociedade ter passado pelas consequências da pandemia. Hipótese: Todo cidadão tem direito a uma assistência de qualidade e resolutiva, mas esse direito é assegurado a toda sociedade? A evolução do Serviço Social tem auxiliado diante aos conflitos do cenário atual, cabe ao Estado buscar amenizar ou solucionar problemas e demandas que se tornaram crônicas e agora com problemas recém-surgidos. A questão que é o cerne do problema e que todas as outras questões se derivam, é: O Brasil possui uma política pública voltada para o serviço social? É contemplado no país o objetivo do serviço social, desenvolver atividades que proporcionem o estudo dos problemas da comunidade, de forma a caracterizar como necessidade, bem como os recursos existentes. Atuar em linha preventiva, promocional e curativa, nos fenômenos sociais ligados ao binômio saúde-doença, procurando, através de sua metodologia, mobilizar e desenvolver as potencialidades humanas e sociais? INTRODUÇÃO: O presente trabalho apresenta o estudo das políticas públicas contextualizando com a atuação profissional do Assistente Social, como este deve atuar, viabilizar, ser instrumento para que as políticas públicas sejam de forma efetiva colocadas em prática, aliviando o sofrimento e gerindo a máquina do estado em prol da sociedade. No entanto, frente à limitação de uma abordagem com foco restrito apenas nas relações que envolvem a política pública, procurou-se investigar uma forma de abordagem com perspectiva histórica, visando demonstrar a relação entre as necessidades sociais do Brasil, o que é pensado e votado através dos parlamentares como políticas públicas e o que de fato se torna viável e concreto na realidade do cidadão brasileiro. REVISÃO DA LITERATURA: Segundo Viana (1989) o serviço social como instituição emergiu e se desenvolveu como fato das civilizações, existiu desde que os homens apareceram sobre a terra. Programa de assistência social seria uma atividade para suprir, sanar e prevenir por meios técnicos e metodológicos, a deficiência e os desajustes individuais ou de grupos sociais, uma visão funcionalista, para amparar a comunidade. No Brasil, o serviço social surgiu como prática profissional institucionalizada, concomitantemente ao grande avanço inicial da industrialização dos pais. Para o autor, o acelerado processo de desenvolvimento que marca a passagem de uma sociedade urbana industrial provoca uma série de mudanças em todos os segmentos da sociedade. Dessa forma o serviço social, se gesta e desenvolve historicamente de forma a inserir-se no conjunto de condições e relações sociais que lhe atribuem um significado e nos que se torna possível e necessário, o reconhecimento na divisão sócio técnico do trabalho, ao mesmo tempo em que desenvolve diferentemente nos diversos contextos históricos. Behring (2007) explica que na década de 1980 retratam o desenvolvimento do país nesse período foi marcado por perdas significativas no que se refere às condições de vida da população na medida em que a conjuntura apresentava uma política econômica recessiva, embora houvesse ampliação de programas assistenciais, as políticas públicas mantinham-se frágeis, encaminhadas de forma fragmentada. Ainda segundo o autor, dessa forma o currículo do Serviço Social é direcionado à formação profissional para a criação de um perfil profissional dotado de uma competência teórica crítica em que a aproximação dos principais matrizes do pensamento social da modernidade indicava como privilégio a teoria social crítico, embora não exclusiva, porém desvelador dos fundamentos da produção e reprodução da questão social. Propunha ainda uma competência técnica-política, em que no campo da pesquisa e da ação, que possibilita a construção de profissionais capazes de congregar forças sociais em torno das políticas voltadas à defesa da democracia e da contribuição a uma cidadania coletiva. Fazendo parte desse processo, elabora-se o Código de Ética Profissional de 1986. Em 1993 é instituído o novo Código de Ética, que veio aprimorar, resultado de um debate nacional no Serviço Social. Segundo Santini (2009) às necessidades sociais passaram a existir como questão social após a industrialização proporcionando a passagem do problema da pobreza, antes considerada natural, em explosiva questão social. Assim, a questão social constituiu o estágio mais avançado, conflituoso e consciente do movimento de recusa das classes subalternas à dominação social capitalista. A questão social não foi explicitada pelo Serviço Social de forma a dar consistência necessária durante o movimento de reconceituação, e sua atuação voltada para as múltiplas expressões da questão social, sem o rigor teórico-metodológico necessário. Para o autor alguns elementos parecem centrais no texto da Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS) a afirmação da assistência social como política de seguridade social, a noção de mínimos sociais e gratuidade de serviços e benefícios, são essas e outras definições da referida lei e da Constituição de 1988, sendo direitos assegurados da sociedade; direito à educação, saúde, moradia, alimentação, ou seja, condições mínimas de sobrevivência. Segundo Behring (2007) o Serviço Social anterior ao processo de reconceituação atuava através dos canais institucionais mantendo o processo de reprodução das desigualdades sociais e os mecanismos de funcionamento institucional. Nesse período segundo Behring, passa pelas vertentes de integração, no processo de modernidade conservadora, cujo objetivo estratégico era conservar e manter o processo de atenção institucional, categorial, desigual, controladora, mas eficiente planejado e eficaz de acordo com Martinelli (1989), três vertentes da prática profissional; negação do trabalho institucional via movimentos populares; prática institucional conservadora aliada ao voluntarismo político partidário; e aquela em que o profissional na articulação de correlação de forças institucionais forma alianças e a concepção de Estado e Instituição representam o espaço contraditório, onde se processam as mediações possíveis e necessárias à implementação e execução de políticas públicas. Ainda segundo o autor, por tanto o Serviço Social tem sua genes decorrente da questão social, e sua inserção na divisão técnica do trabalho está vinculada a ação do Estado que, através das políticas sociais criadas para atender as forças sociais em processo, seja como forma de concessão e ou abafamento das tensões sociais, possibilitou a especialização do trabalho. Assim o exercício profissional é midiatizado por organizações e políticas públicas ou privadas, no qual processa a questão e defesa das políticas públicas de direito, em uma conjuntura em que mesmo tendo obtido ganhos no plano jurídico formal com promulgação da Constituição de 1988. Qual o projeto de nação foi norteado pela noção de cidadania, esta tende a ser esfacelada por projetos contrários, na medida em que o Estado volta a imprimir para si responsabilidades de regular, alterando suas relações com a sociedade, incumbindo está por responsabilizar-se pelaquestão social. Segundo Hochman et al (2008) Políticas Públicas são conjuntos de ações realizadas pelo Estado (nível federal, estadual, municipal) diretamente e indiretamente para garantia de direitos sociais garantido em leis, sendo por intermédio delas que são distribuídos e redistribuídos os bens e serviços sociais como resposta a demanda da sociedade, visando a melhoria na qualidade de vida e a redução da desigualdade social provocada pela expansão do capitalismo. Ainda segundo o autor, as políticas públicas são de responsabilidade do Estado, porém as decisões são tomadas entre o Estado e sociedade civil. Para Raichelis (2007) elas visam ampliar e efetivar direitos de cidadania e atender aqueles nas áreas marginalizadas das sociedades, consideradas em situação de vulnerabilidade social. O Estado passa, então, a intervir por meio da política social nas expressões da questão social com base no cotidiano da classe trabalhadora que vivencia as mais variadas faces. Já Bucci (2006) entende que o próprio fundamento das políticas públicas é a necessidade de concretização de direitos por meio de prestações positivas do Estado, sendo o desenvolvimento de política pública, conformando e harmonizando todas as demais. Segundo o autor, a cidadania, em um de seus aspectos, traz em si a ideia do direito fundamental à educação, à saúde, ao trabalho, à moradia, ao lazer, à segurança, entre outras garantias que o Estado deve assegurar. Para que os direitos sociais possam ter efetiva implementação, mostra-se necessário que o Poder Executivo promova a elaboração e cumprimento das correspondentes políticas públicas, traçando estratégias de atuação na busca da efetivação de tais direitos. Para Amaral (2011) o modelo do Estado brasileiro com o qual nos deparamos na atualidade é o modelo neoliberal, por meio do qual, as competências do Estado somente são justificadas no âmbito da defesa contra possíveis agressões externas, e para manter a hegemonia do governo atuante, o desmonte da Política Pública no modelo de Estado neoliberal, é preconizada a política de desenvolvimento econômico em detrimento da garantia dos direitos sociais. Nesse sentido, torna-se o único elemento a ser considerado como o fundamental para o desenvolvimento da nação. Segundo Pereira (2014) no decorrer do tempo as políticas públicas têm sido modificadas para atender as transformações da sociedade, para isso acontecer o projeto ético-político deu impulso a essas modificações que se deve a bagagem teórica construída pelo profissional durante sua trajetória tornando possível a atuação nas políticas públicas conforme afirma: [...] O projeto ético político da profissão, com sua consolidação, trouxe um senso crítico fazendo com que o profissional passe a desenvolver novas práticas para importantes mudanças, onde o conhecimento que foi adquirido durante a trajetória profissional é um fator que possibilita uma conexão entre projetos para que sejam executados por intermédio das políticas públicas. (PEREIRA, 2014, p. 164). Para o autor o surgimento das políticas públicas no Brasil inicia nos anos 30, em um momento de “desenvolvimento da industrialização no país e das políticas sociais implementadas por Getúlio Vargas”, há um longo processo de evolução, durante e após a ditadura, a luta percorrida pelos operários em busca de melhores condições de trabalho surge os primeiros movimentos sociais: [...] No ano de 1942, o apoio das políticas de proteção social eram de incumbência da Legião Brasileira de Assistência (LBA), administrada pela então primeira dama, para o atendimento das “pracinhas” combatentes de guerras. Mas foi somente após a ditadura que o governo, por pressão dos operários e movimento de ordem social, veio a implantar novas medidas como por exemplo a criação do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). (PEREIRA, 2014). Segundo Garcia (2013) questão Social é problema sério e que acompanha o processo de desenvolvimento histórico da sociedade desde os primórdios (como se fosse uma ponte que liga o passado e o futuro histórico da humanidade), e ela só existe por que há vários tipos de classes sociais, a chamada estratificação social. Essa questão surgiu na Europa Ocidental do século XIX, designando o fenômeno de pobreza crescente entre os membros da classe operária. Por causa do processo de urbanização, somado ao da industrialização, deu origem ao empobrecimento do proletariado (os trabalhadores), mas ao mesmo tempo. Por isso, a Questão Social atingiu contornos problemáticos, em especial para a sociedade burguesa, que para enfrentá-la recorreu à implementação de políticas sociais. Como aponta o autor: [...] Sabemos que a Questão Social evidencia-se no século XIX ocasionada por grandes transformações econômicas, sociais e políticas desencadeada pelo processo de industrialização na Europa, com a “tomada de consciência” por parte da classe trabalhadora de sua condição de exploração, onde o desenvolvimento econômico crescia na mesma proporção que o pauperismo” (GARCIA et al., 2013). Ainda segundo o autor, no século XIX, começa as lutas pelas condições de vida e de trabalho, que inscreve a Questão Social no Brasil e esta passa a ser elemento de movimentos sociais. O Estado tende a reconhecer aos poucos que a Questão Social é uma realidade, e que algo pode mudar, mas as diversas manifestações ainda são resolvidas pela intervenção da polícia. Só na década de 30 o Estado começa a admitir que a Questão Social possa ser tratada como um problema político, no entanto, vários aspectos da Questão Social ainda são tratados com repressão policial. Nesse período cria-se um sistema de proteção social básico, com criação da legislação trabalhista, Institutos de Aposentadorias e Pensões e a CLT, há uma “introdução” de Estado de Bem Estar Social, modelo da Europa Ocidental, em resposta à Questão Social. De acordo com Garcia, antes de o Brasil contemporâneo ser envolvido pelo terceiro setor ele se inicia com grupos de manifestantes e que a questão social não deve ser tratada com repreensão e sim com ações de políticas públicas. Não só no Brasil, como também no mundo, e por causa da diversidade social, cultural, religiosa e política, a sociedade abre brecha para que uma boa parte da sociedade de alguma forma não consiga suprir suas necessidades básicas (comer, beber, vestir...) necessite de ajuda. Uns possuem mais do que os outros e com isso emanou-se a questão social. Desde que os homens se tornaram civilizados e começaram a viver em grupos, também se iniciou um afastamento um do outro naquilo que se refere o ter e o poder. Daí veio às desigualdades sociais e surgiu um problema a resolver: a Questão Social. Essas ações e atitudes são as expressões da questão social ao longo do seu surgimento e de sua consolidação. Garcia (2013) comenta que no início do Serviço Social vieram várias práticas de exploração, de repressão e dominação política e ideológica foram realizadas sobre a denominação de caridade. Naquela época havia sempre intenções outras além da prática da caridade. O que se buscava, não era a tentativa de ajudar não, era perpetuar a servidão, ratificar a submissão. Santos (2007) entende que para o Serviço Social a política pública é um campo fértil para a atuação de seu profissional, sendo o Assistente Social um interventor das consequências da questão social em suas variadas expressões, onde também atua em diversas áreas baseadas na identificação dos determinantes socioeconômicos. Ainda segundo a autora é um profissional que tem a possibilidade de ter uma dupla inserção nesses espaços: uma essencialmente política, quando participam enquanto conselheiros, e outra que caracterizam um novo espaço sócio ocupacional, quando desenvolvem ações de assessoria aos conselhos ou a alguns de seus segmentos (usuários, trabalhadores e poder público). Rossi (2009) comenta que alguns autores têm abordado esses espaços, tanto no Serviço Social quanto em outras áreas do conhecimento, ressaltando seus limites e possibilidades, onde várias pesquisas tambémtêm sido realizadas nas diversas áreas das políticas sociais. O autor ainda afirma que de forma prioritária é reservada para o assistente social a ligação com os segmentos sociais que mais ficaram vulneráveis em virtude das sequelas da questão social. A busca de políticas públicas em especial são nas políticas sociais que visam programas e serviços, onde se procuram respostas às necessidades mais imediatas e prementes. Para Netto (2005) tal relação vem configurar o mercado de trabalho para o profissional de assistência social quando este é tido como sendo um agente executor das políticas sociais. Neto conceitua que: [...] de forma prioritária no que diz respeito à ação executiva no patamar onde o assistente social é solicitado para que realize as mais diversas atividades administrativas com relação ao recursos destinados à implementação de serviços, revela uma tendência que se intensifica na setorização das políticas sociais, onde a capilaridade em que os serviços assistenciais passam a gerir as demandas do capital como também da massa trabalhadora. (NETTO. 2005 p. 74). Para o autor as mais importantes mediações profissionais, não únicas, são de fato as políticas sociais que, apesar de historicamente venham a revelar sua fragilidade e pouca efetividade no que diz respeito ao equacionamento de respostas necessárias pelo crescente nível de pobreza e desigualdade social, têm sido o canal de excelência para com que as classes subalternas possam ter acesso, mesmo que insuficientes e precários aos serviços sociais de ordem pública. Rossi (2009) faz lembrar que a concepção e o planejamento das políticas sociais ficavam ao cargo de outras categorias profissionais e agentes governamentais, cabia ao Serviço Social apenas a mera execução, em sua relação direta com os ”indivíduos, grupos e comunidades” que de certa forma eram atendidos pelos serviços sociais públicos, sendo então modificado a partir da ruptura com o conservadorismo. Ainda segundo ao autor, com a municipalização e descentralização de políticas públicas os profissionais de assistência social fez com que o mercado de trabalho venha sendo ampliado, abrindo novos canais de atuação profissional, deixando a mera execução para partir para a formulação, elaboração, gestão, monitoramento, avaliação de políticas públicas de proteção social promovendo assessoria a movimentos sociais populares. Em função dessa nova demanda, Iamamoto et al (2007) destacam a exigência de um trabalhador hora qualificado, que está apto a responder novas demandas e solucionar antigas atribuições. Com seu comprometimento com projetos societários mais amplos, os assistentes sociais têm lutado para defender e fazer cumprir os direitos e as políticas sociais. Segundo Raichelis (2007) e fundamental acervo teórico como a produção científica nesse campo, enriquecido pela experiência em curso, mas aptos ao mesmo tempo, de fazer com que tendências sejam antecipadas, sinalizando os possíveis desafios a serem enfrentados. Daí decorre então uma nova tarefa, que visa impulsionar e também ampliar o movimento social que se organiza em torno da defesa da política de assistência social, estabelecendo novas estratégias para enfrentar situações conjunturais, e ao mesmo tempo ampliar os conceitos teóricos articulando a análise de novas tendências e projeções macrossocietárias que deem uma luz estratégica aos rumos que devem ser seguidos. Para autor um dos maiores desafios profissionais é buscar as respostas das demandas da população, mantendo-se o compromisso no projeto ético-político da profissão através de valores e princípios alicerçados na concepção de superação das desigualdades sociais, embasados nos direitos sociais universais no sentido da reafirmação de cidadania, quanto ao caráter emancipatório. Soares (2002) também ressalta que ao longo da história e no contexto da burguesia, se torna fundamental os direitos da cidadania, para que as classes subalternas e os demais interessados na construção de uma sociedade mais igualitária avancem na construção de projetos políticos que apontem nesta perspectiva. No entanto é de importância para os excluídos da participação política e do mercado, a luta constante para que se possam garantir melhores condições de vida e almejar por oportunidade de participação nas decisões que dizem respeito à vida de toda sociedade. Para o autor o Assistente Social desempenha um papel de relevância, pois é através de sua prática e da convivência social que será possível construir e fazer história da profissão, uma vez que a atuação comprometida de cada profissional com a dimensão ético-política norteia para uma direção social que pode de forma efetiva, corresponder às necessidades necessárias para à intervenção das políticas públicas. Segundo Hochman et al (2008) o Estado analisa qual a necessidade da população, o que precisa ser modificado, que grupo carece de uma atenção especial e de intervenção estatal e, passa a planejar uma ação que visa solucionar ou amenizar o problema em questão. Assim, o Estado identifica o problema, o grupo alvo e uma possível solução. A política social é aplicada por fim, para alcançar os resultados almejados. Bourdieu (1998) em seu livro Escritos de Educação discorre sobre a dificuldade de jovens de baixa renda ingressar no Ensino Superior "um jovem da camada superior tem oitenta vezes mais chances de entrar na Universidade que o filho de um assalariado agrícola e quarenta vezes mais que um filho de operário" (BOURDIEU, 1998, p. 410). Diante dessa questão, foi criado o Programa Universidade Para Todos, (PROUNI), uma ação do Estado que, numa espécie de acordo com universidades particulares, distribui bolsas de estudo parciais ou integrais para estudantes de baixa renda. JUSTIFICATIVA Todos querem um país mais justo, um Brasil mais igualitário, com menos diferenças sociais, uma sociedade com menos discrepâncias, uma terra onde todos tenham educação, moradia, acesso à alimentação, saúde física e mental, trabalho, plenas condições para existir, para ser, se desenvolver individualmente e coletivamente. Um país mais justo, com oportunidade equitativa, passa sem dúvidas por políticas públicas voltadas para o social, contemplando além das necessidades básicas, mas já garantindo a existência social para que o futuro do país seja assegurado. Me debruçar sobre o estudo de políticas públicas e serviço social é um chamado, para quem trabalha com população em situação de rua, por isso, quero além do conhecimento acadêmico que adquiri durante a graduação, quero através da pesquisa juntar elementos que cientificamente façam sentido para contribuir mais. OBJETIVO GERAL: O presente artigo tem como objetivo apresentar a evolução do serviço social. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Destacar as perspectivas das políticas públicas sociais com os diversos meios em que está inserida. Promover o debate da atuação do Serviço Social na sociedade, principalmente relativo às políticas sociais, além de aumentar o conhecimento acerca da temática proposta e propor a reflexão sobre a diversidade de atuação do Serviço Social na sociedade. METODOLOGIA PROPOSTA: De acordo com Cruz (2008), um processo de melhoria contínua atribui que a ciência nada mais é do que um entendimento de como o mundo é suas razões de ser, a qual se pode dizer que de alguma forma restringimos a conotação de ciência a um conjunto muito seletivo e limitado de fenômenos naturais em todas as áreas, sendo necessários métodos para a busca por algumas fundamentações. No caso desta pesquisa, a busca pela fundamentação dos dados ocorreu, de acordo com Gil (2002): “Mediante o concurso dos conhecimentos disponíveis e a utilização cuidadosa de métodos, técnicas e outros procedimentos científicos. Na realidade, a pesquisa desenvolve-se ao longo de um processo que envolve inúmeras fases, desde a adequada formulação do problema até a satisfatória apresentação dos resultados, para tanto, faz-se necessário um estudo bibliográfico.” (GIL, 2002, p. 19). O método que melhor atende a este estudo é a pesquisabibliográfica e descritiva por se tratar de um tema que possui literatura escassa, permitindo que o levantamento de livros, revistas, artigos, periódicos e materiais sejam analisados para demonstrar a necessidade de novos estudos. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES Atividades Julho Ago. Set. Out. Nov. Dez. Levantamento bibliográfico x x Projeto de pesquisa x x Análise de fontes x Identificação do projeto x Organização do roteiro x Elaboração das etapas x x Formatação do projeto x x Revisão de todo conteúdo x x Entrega final x REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AMARAL, D. P; OLIVEIRA, F. B. Avaliação e Políticas Públicas em Educação. Rio de Janeiro, 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_nlinks&pid=S0104-4036201500030068100005&lng=en Acesso: 19 setembro 2018. ANDRADE, E. N; ANDRADE, E. O. O SUS e o direito à saúde do brasileiro: leitura de seus princípios, com ênfase na universalidade da cobertura. Manaus, 2010. Disponível em: http://revistabioetica.cfm.org.br/index.php/revista_bioetica/article/view/536 Acesso.: 12 março 2021. BEHRING, Elaine Rossetti; Boschetti, Ivonete. Política Social: Fundamentos e Historia. 2ª edição. São Paulo: Cortez Editora, 2007. BOURDIEU, P. Algumas propriedades do campo. In: Questões de sociologia. Rio de Janeiro: Marco Zero, a. p.89-94, 1998. BUCCI, Maria Paula Dallari. Políticas Públicas: reflexões sobre o conceito jurídico. São Paulo: Saraiva 2006. CRUZ NETO, O; MOREIRA, M. R.; SUCENA, L. F. M. Grupos focais e pesquisa social qualitativa: o debate orientado como técnica de investigação. In: Anais. 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