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170 I. A nova ordem constitucional inaugurada em 1988 tratou de consolidar a força normativa e a supremacia da Constitui- ção, muito embora mantida a centralidade normativo-axio- lógica do Código Civil no ordenamento jurídico brasileiro. II. Em que pese parte da doutrina atribuir força normati- va à Constituição, ainda predomina, sobretudo na juris- prudência do Supremo Tribunal Federal, o entendimento de que a norma constitucional possui natureza apenas programática. III. No âmbito do Direito Privado, a eficácia entre particulares (ou vertical) dos direitos fundamentais é um exemplo signi- ficativo da força normativa da Constituição e da “constitu- cionalização” do Direito Civil. IV. Não obstante a força normativa da Constituição e o novo rol de direitos fundamentais consagrado pela Constituição Federal de 1988, o ordenamento jurídico brasileiro ainda se encontra assentado normativamente em um paradigma ou tradição liberal-individualista V. A “despatrimonialização” do Direito Civil, conforme susten- tada por parte da doutrina, é reflexo da centralidade que o princípio da dignidade da pessoa humana e os direitos fun- damentais passam a ocupar no âmbito do Direito Privado, notadamente após a Constituição Federal de 1988. Está correto o que se afirma APENAS em a) I e III. b) III, IV e V. c) II e III. d) III e V. e) V. Æ DOS MILITARES DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS (ART. 42 DA CF, DE 1988) 41. (FCC – 2018) Secretário de Segurança Pública e policial mili- tar de determinado Estado da federação são acusados, como mandante e executor, respectivamente, pela prática de crime doloso contra a vida de um servidor público civil, que meses antes havia denunciado ambos por prática de irregularidades na aquisição de equipamentos de uso privativo das corporações militares estaduais. Consoante o que estabelece a Constituição Federal e o entendi- mento consagrado pelo Supremo Tribunal Federal na matéria, a) o Secretário de Estado será processado e julgado perante o Tribunal de Justiça do Estado, se assim previr a Constituição estadual, e o policial militar, perante o órgão competente da Justiça Militar estadual. b) o Secretário de Estado será processado e julgado perante o Tribunal do Júri, ainda que a Constituição do Estado estabe- leça prerrogativa de foro para o julgamento de Secretários de Estado nos crimes comuns; e o policial militar, perante o órgão competente da Justiça Militar estadual. c) ambos serão processados e julgados perante o órgão com- petente da Justiça Militar estadual, caso a Constituição do Estado não estabeleça prerrogativa de foro para o julga- mento de Secretários de Estado nos crimes comuns, em função da conexão das condutas. d) ambos serão processados e julgados perante o Tribunal de Justiça do Estado, caso a Constituição do Estado estabele- ça prerrogativa de foro para o julgamento de Secretários de Estado nos crimes comuns, em função da conexão das condutas. e) ambos serão processados e julgados perante o Tribunal do Júri, ainda que a Constituição do Estado estabeleça prerro- gativa de foro para o julgamento de Secretários de Estado nos crimes comuns. Æ SEGURANÇA PÚBLICA (ART. 144 DA CF, DE 1988) 42. (FCC – 2021) Ao dispor em matéria de servidores públicos titulares de cargos efetivos e de policiais militares, a Constitui- ção Federal a) assegura a ambas as categorias os direitos de sindicaliza- ção e de greve, na forma da lei, devendo, no último caso, ser garantida a continuidade da prestação de serviços públicos. b) atribui à União competência para editar normas gerais tan- to em matéria de inatividade e pensão das polícias milita- res, como sobre previdência social dos servidores públicos efetivos dos Estados. c) determina que deverá ser aplicada a pena de demissão ao policial militar que, contando com menos de dez anos de serviço, candidatar-se a cargo eletivo federal ou estadual, não se aplicando a mesma regra aos servidores públicos efetivos, que poderão acumular o exercício do mandato eletivo federal ou estadual com o cargo público, caso haja compatibilidade de horário. d) determina que a aposentadoria compulsória no âmbito de ambas as categorias dá-se aos setenta anos de idade, ou aos setenta e cinco anos de idade, na formada lei complemen- tar editada pela União. e) veda aos policiais militares a acumulação remunerada de cargos públicos, ainda que haja compatibilidade de horá- rios, embora permita aos servidores públicos efetivos acu- mular o exercício do cargo público nas hipóteses previstas na Constituição Federal, incidindo o limite remuneratório máximo sobre a somatória da remuneração percebida em todos os cargos. 43. (FCC – 2021) Às polícias penais compete a a) prevenção e repressão do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. b) polícia judiciária e a apuração de infrações penais. c) execução de atividades de defesa civil. d) polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. e) segurança dos estabelecimentos penais. 44. (FCC – 2019) Segundo o que dispõe a Constituição Federal acerca da segurança pública, a) os Municípios poderão constituir guardas municipais desti- nadas à polícia ostensiva e à preservação da ordem pública. b) às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carrei- ra, incumbem, ressalvada a competência da União, as fun- ções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, inclusive as militares. c) a polícia rodoviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais. d) as polícias militares e corpos de bombeiros militares, for- ças auxiliares e reserva do Exército, subordinam-se, jun- tamente com as polícias civis, aos Prefeitos Municipais e aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. e) à polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, incumbe exercer as funções de polícia marítima, aeropor- tuária e de fronteiras. 45. (FCC – 2018) A segurança viária, nos termos da Constituição Federal, a) compreende a educação, engenharia e fiscalização de trân- sito, bem como a execução de atividades de polícia judiciá- ria e apuração de infrações penais em matéria de trânsito, além de outras atribuídas em lei aos agentes de trânsito.