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I. A nova ordem constitucional inaugurada em 1988 tratou de 
consolidar a força normativa e a supremacia da Constitui-
ção, muito embora mantida a centralidade normativo-axio-
lógica do Código Civil no ordenamento jurídico brasileiro.
II. Em que pese parte da doutrina atribuir força normati-
va à Constituição, ainda predomina, sobretudo na juris-
prudência do Supremo Tribunal Federal, o entendimento 
de que a norma constitucional possui natureza apenas 
programática.
III. No âmbito do Direito Privado, a eficácia entre particulares 
(ou vertical) dos direitos fundamentais é um exemplo signi-
ficativo da força normativa da Constituição e da “constitu-
cionalização” do Direito Civil.
IV. Não obstante a força normativa da Constituição e o novo 
rol de direitos fundamentais consagrado pela Constituição 
Federal de 1988, o ordenamento jurídico brasileiro ainda se 
encontra assentado normativamente em um paradigma ou 
tradição liberal-individualista
V. A “despatrimonialização” do Direito Civil, conforme susten-
tada por parte da doutrina, é reflexo da centralidade que o 
princípio da dignidade da pessoa humana e os direitos fun-
damentais passam a ocupar no âmbito do Direito Privado, 
notadamente após a Constituição Federal de 1988.
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e III. 
b) III, IV e V. 
c) II e III. 
d) III e V. 
e) V.
 Æ DOS MILITARES DOS ESTADOS, DO DISTRITO 
FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS (ART. 42 DA CF, 
DE 1988)
41. (FCC – 2018) Secretário de Segurança Pública e policial mili-
tar de determinado Estado da federação são acusados, como 
mandante e executor, respectivamente, pela prática de crime 
doloso contra a vida de um servidor público civil, que meses 
antes havia denunciado ambos por prática de irregularidades 
na aquisição de equipamentos de uso privativo das corporações 
militares estaduais.
Consoante o que estabelece a Constituição Federal e o entendi-
mento consagrado pelo Supremo Tribunal Federal na matéria, 
a) o Secretário de Estado será processado e julgado perante o 
Tribunal de Justiça do Estado, se assim previr a Constituição 
estadual, e o policial militar, perante o órgão competente da 
Justiça Militar estadual. 
b) o Secretário de Estado será processado e julgado perante o 
Tribunal do Júri, ainda que a Constituição do Estado estabe-
leça prerrogativa de foro para o julgamento de Secretários 
de Estado nos crimes comuns; e o policial militar, perante o 
órgão competente da Justiça Militar estadual. 
c) ambos serão processados e julgados perante o órgão com-
petente da Justiça Militar estadual, caso a Constituição do 
Estado não estabeleça prerrogativa de foro para o julga-
mento de Secretários de Estado nos crimes comuns, em 
função da conexão das condutas. 
d) ambos serão processados e julgados perante o Tribunal de 
Justiça do Estado, caso a Constituição do Estado estabele-
ça prerrogativa de foro para o julgamento de Secretários 
de Estado nos crimes comuns, em função da conexão das 
condutas. 
e) ambos serão processados e julgados perante o Tribunal do 
Júri, ainda que a Constituição do Estado estabeleça prerro-
gativa de foro para o julgamento de Secretários de Estado 
nos crimes comuns.
 Æ SEGURANÇA PÚBLICA (ART. 144 DA CF, DE 1988)
42. (FCC – 2021) Ao dispor em matéria de servidores públicos 
titulares de cargos efetivos e de policiais militares, a Constitui-
ção Federal 
a) assegura a ambas as categorias os direitos de sindicaliza-
ção e de greve, na forma da lei, devendo, no último caso, ser 
garantida a continuidade da prestação de serviços públicos. 
b) atribui à União competência para editar normas gerais tan-
to em matéria de inatividade e pensão das polícias milita-
res, como sobre previdência social dos servidores públicos 
efetivos dos Estados. 
c) determina que deverá ser aplicada a pena de demissão ao 
policial militar que, contando com menos de dez anos de 
serviço, candidatar-se a cargo eletivo federal ou estadual, 
não se aplicando a mesma regra aos servidores públicos 
efetivos, que poderão acumular o exercício do mandato 
eletivo federal ou estadual com o cargo público, caso haja 
compatibilidade de horário. 
d) determina que a aposentadoria compulsória no âmbito de 
ambas as categorias dá-se aos setenta anos de idade, ou aos 
setenta e cinco anos de idade, na formada lei complemen-
tar editada pela União. 
e) veda aos policiais militares a acumulação remunerada de 
cargos públicos, ainda que haja compatibilidade de horá-
rios, embora permita aos servidores públicos efetivos acu-
mular o exercício do cargo público nas hipóteses previstas 
na Constituição Federal, incidindo o limite remuneratório 
máximo sobre a somatória da remuneração percebida em 
todos os cargos.
43. (FCC – 2021) Às polícias penais compete a 
a) prevenção e repressão do tráfico ilícito de entorpecentes e 
drogas afins. 
b) polícia judiciária e a apuração de infrações penais. 
c) execução de atividades de defesa civil. 
d) polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. 
e) segurança dos estabelecimentos penais.
44. (FCC – 2019) Segundo o que dispõe a Constituição Federal 
acerca da segurança pública, 
a) os Municípios poderão constituir guardas municipais desti-
nadas à polícia ostensiva e à preservação da ordem pública. 
b) às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carrei-
ra, incumbem, ressalvada a competência da União, as fun-
ções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, 
inclusive as militares. 
c) a polícia rodoviária federal, órgão permanente, organizado 
e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se, 
na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das ferrovias 
federais. 
d) as polícias militares e corpos de bombeiros militares, for-
ças auxiliares e reserva do Exército, subordinam-se, jun-
tamente com as polícias civis, aos Prefeitos Municipais e 
aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Territórios.
e) à polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, 
organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, 
incumbe exercer as funções de polícia marítima, aeropor-
tuária e de fronteiras.
45. (FCC – 2018) A segurança viária, nos termos da Constituição 
Federal, 
a) compreende a educação, engenharia e fiscalização de trân-
sito, bem como a execução de atividades de polícia judiciá-
ria e apuração de infrações penais em matéria de trânsito, 
além de outras atribuídas em lei aos agentes de trânsito.

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