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Pé diabético: rastreamento, avaliação e cuidado 87 15 Pé diabético: rastreamento, avaliação e cuidado O Pé diabético é umas das complicações mais devastadoras do DM, sendo responsável por 50-70% das amputações não traumáticas. A polineuropatia diabética sensitivo-motora (deformidades e pressão plantar), neuropatia diabética autonômica (pele seca) e doença arterial periférica (DAP) atuam como os principais fatores de risco para o desenvolvimento úlceras, infecções, osteomielite e em última instância a amputação. Além disso, DM há mais de 10 anos, controle glicêmico inadequado e o avançar da idade também estão associados ao desenvolvimento do pé diabético. Os gastos onerosos, cerca de cinco vezes a mais, se dão principalmente com internações hospitalares e manejo ambulatorial do pé diabético. Estudo realizado no Brasil em 2014 mostrou que os custos no sistema público de saúde com internações e atendimento ambulatorial foi de $361 milhões, o que representa 0,31% da despesa pública. Figura 22 - Vias de ulceração. Fonte: SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2019a. Pé diabético: rastreamento, avaliação e cuidado 88 Há evidências consistentes de que a avaliação e o acompanhamento das pessoas com DM com atenção voltada para lesões nos pés reduzem as taxas de amputações. Sendo assim, o rastreamento do pé diabético deve ser feito anualmente no indivíduo com DM1 após o 5º ano de diagnóstico e no indivíduo com DM2 a partir do diagnóstico. De acordo com a classificação de risco do Pé diabético podem ser necessárias avaliações mais frequentes. O rastreamento do pé diabético requer duas medidas simples de serem realizadas: história clínica e exame dos pés, este, deve ser iniciado pela remoção dos calçados e meias, que também precisam ser avaliados. O rastreamento pode ser realizado por médicos, enfermeiros e demais profissionais de nível superior, quando treinados. História clínica Ø Investigar sobre fatores de risco para desenvolvimento de ulceras e amputações: · Duração do DM e controle glicêmico inadequado (HbA1c ≥7,0%): quanto maior o tempo da doença maior o risco de complicações. O não alcance das metas glicêmicas também está relacionado a maior risco de complicações; · História de complicações micro e macrovasculares: histórico de AVE, DAP, infarto, retinopatia ou doença renal crônica indicam doença mais avançada e maior risco de complicações do pé diabético. A baixa acuidade visual também dificulta a observação diária do pé, como também, pode facilitar a ocorrência de traumas físicos; · História de ulceração ou amputação: história positiva para essas condições clínicas classificam o pé como de risco máximo (grau 3); · Tabagismo: além de aumentar o risco cardiovascular e risco de ulceração, dificulta a cicatrização das lesões; · Dor: dor do tipo queimação, formigamento ou “picada”, que começam pelos dedos e ascendendo proximamente (padrão em bota ou em luva), com piora no período noturno e aliviados ao movimento, dormência e perda da sensibilidade apontam para a presença de neuropatia. Enquanto que a dor, tipo câimbra, peso ao caminhar, claudicação, levanta a suspeita de dor isquêmica. Avaliação clínica geral Ø Investigar presença de manifestações dermatológicas: Pé diabético: rastreamento, avaliação e cuidado 89 · Hidratação: na neuropatia diabética a pele pode ficar ressecada (xerodermia), o que predispõe a rachaduras, fissuras e ulcerações; · Coloração, temperatura e distribuição de pelos: pele azulada, pálida, arroxeada, fria e rarefação dos pelos são sinais de insuficiência arterial (a avaliação deve ser complementada com a avaliação dos pulsos); · Integridade da pele e das unhas: inspecionar presença de unhas hipotróficas, encravadas ou micóticas, maceração e lesão fúngicas interdigitais; corte adequado das unhas (conforme Figura 23). As calosidades são mais comuns nas áreas de maior pressão plantar e são predispostas, geralmente, por calçados inadequados. Ø Avaliar presença de deformidades: A neuropatia diabética predispõe às deformidades nos pés, podendo apresentar proeminências dos metatarsos, joanetes, dedos em garra ou em martelo ou no pior caso a perda do arco plantar, chamada de Artropatia de Charcot. Figura 23 - Corte da unha do pé. Fonte: apud. Manual do pé diabético, Ministério da Saúde, BRASIL, 2016a. Pé diabético: rastreamento, avaliação e cuidado 90 Avaliação neurológica dos pés Tem como objetivo principal a identificação da perda da sensibilidade protetora dos pés, para classificação de risco e prevenção de complicações. Os testes mais úteis para a pesquisa de neuropatia diabética foram as avaliações da sensibilidade tátil com o monofilamento e a vibratória. A seguir são apresentados os principais testes para avaliação neurológica: Figura 24 - Deformidades anatômicas do pé diabético. Fonte: apud. Manual do pé diabético. Ministério da saúde, BRASIL, 2016a. Pé diabético: rastreamento, avaliação e cuidado 91 Avaliação da sensibilidade tátil com Monofilamento Semmes-Weinstein de 10g 1. Devem ser testados 4 pontos na região plantar: hálux (região plantar da falange distal) e 1ª, 3ª e 5ª cabeças de metatarsos. 2. A incapacidade do paciente de sentir o filamento de 10g em um ou mais pontos, entre os quatro pontos testados, indica perda da sensibilidade protetora (PSP). 3. O monofilamento deve ser utilizado cuidadosamente, da seguinte maneira: · Mostre o filamento ao paciente e aplique-o em sua mão para que o indivíduo reconheça o tipo de estímulo. · Solicite ao paciente para manter os olhos fechados durante o teste. · Pressione o monofilamento sobre a pele (quatro pontos padronizados) e peça para que o paciente diga “sim” ou “não” durante o toque nas áreas de teste. Repita a aplicação duas vezes no mesmo local e alterne com uma aplicação simulada, na qual o monofilamento não é aplicado; faça três perguntas por local de aplicação, sendo 8 efetivas (aplicação do monofilamento duas vezes em cada um dos quatro pontos) e 4 aleatórias (uma pergunta sem aplicação do monofilamento). · Se o paciente não responder à aplicação do filamento em determinado local, continue a sequência aleatória e volte àquele local para confirmar. Duas respostas corretas por local testado descartam PSP. · Ao aplicar o monofilamento, mantenha-o perpendicularmente à superfície testada, a uma distância de 1-2 cm; com um movimento suave, faça-o curvar-se sobre a pele e retire-o. A duração total do procedimento, do contato com a pele e da remoção do monofilamento, não deve exceder dois segundos. · Se o monofilamento escorregar pelo lado, desconsidere a eventual resposta do paciente e teste o mesmo local novamente mais tarde. · Use uma sequência ao acaso nos locais de teste. · Havendo áreas ulceradas, necróticas, cicatriciais ou hiperceratóticas, calos/calosidades, avaliar a região circundante, pois os pacientes provavelmente não sentirão o monofilamento nestas regiões. · Demorará algum tempo para que as pessoas idosas se orientem para o que está sendo feito. · A percepção da sensibilidade protetora está presente se duas respostas forem corretas das três aplicações em cada área. Pé diabético: rastreamento, avaliação e cuidado 92 Conserve o filamento protegido, cuidando para não o amassar ou quebrá-lo, lave-o com água e sabão entre um paciente e outro. Não se deve usar o monofilamento em mais de 10 pacientes ao dia; ademais, um “repouso” de 24 horas é requerido para assegurar as 500 horas de meia-vida do instrumento em boas condições Para confirmação do diagnóstico de perda da sensibilidade protetora plantar é recomendado a realização do teste com monofilamento de 10g e um ou mais testes, podendo ser: avaliação da sensibilidade vibratória (diapasão), reflexos (martelo) oudor (pino ou palito). Porém, por necessitarem de materiais ainda não padronizados e nem disponíveis em todas as unidades de saúde da rede básica, neste momento, optou-se por manter como padrão o teste de sensibilidade com monofilamento 10g. Avaliação da sensibilidade vibratória com o Diapasão 128Hz 1. Aplicar, inicialmente, o diapasão sobre uma proeminência óssea (por exemplo, cotovelo, clavícula, esterno, mento) para demonstrar ao paciente a sensação esperada. 2. Solicitar que o paciente feche os olhos. 3. Aplicar o diapasão perpendicularmente e com pressão constante, sobre o lado dorsal da falange distal do hálux ou de outro dedo do pé se o hálux estiver ausente. 4. Manter o cabo do diapasão até que a pessoa refira que deixou de sentir a vibração. Figura 26 - Aplicação do monofilamento 10g. Fonte: apud. Manual do pé diabético, Ministério da Saúde, BRASIL, 2016a. Figura 25 - Locais de aplicação do monofilamento 10g. Fonte: apud SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2019a. Pé diabético: rastreamento, avaliação e cuidado 93 5. Repete-se a aplicação duas vezes, mas alterna-se com pelo menos uma aplicação “simulada”, na qual o diapasão não está vibrando. O teste será positivo se o paciente responder corretamente a, pelo menos, duas das três aplicações; e negativo se duas das três respostas estiverem incorretas, ou seja, quando a pessoa perde a sensação da vibração enquanto o examinador ainda percebe o diapasão vibrando. Figura 27 - Aplicação do diapasão 128 Hz sobre o Hálux. Fonte: apud. Sociedade Brasileira de Diabetes, 2019a. Avaliação do reflexo tendíneo de Aquiles com Martelo 1. Solicite que o paciente sente, permanecendo com os pés pendentes ou ajoelhe- se sobre uma cadeira. 2. O pé deve estar relaxado, com discreta dorsoflexão. 3. Aplicar um golpe suave com martelo de reflexos ou com digito percussão sobre o tendão Aquiles. A resposta esperada é a flexão plantar reflexa do pé. O teste estará alterado caso o reflexo esteja ausente ou diminuído. Figura 28 - Avaliação do reflexo tendíneo de Aquiles com o martelo. Fonte: apud. Manual do pé diabético, Ministério da saúde, BRASIL, 2016a. Pé diabético: rastreamento, avaliação e cuidado 94 Avaliação sensibilidade com Palito ou Pino 1. Aplicar a ponta romba (ponta grossa) e a fina do palito sobre um local (mão, braço) a fim de que o paciente identifique quando o estímulo está sendo realizado com a ponta romba ou com a ponta fina. 2. As extremidades do palito devem ser aplicadas no dorso do hálux com pressão suficiente para deformar a pele e não a penetrar. A sensibilidade é considerada preservada quando o indivíduo diferencia as extremidades do palito, ponta grossa ou ponta fina. Quando não sabe discriminar, considera-se sensibilidade alterada/ausente. Avaliação vascular O exame físico dos pés deve contemplar no mínimo a palpação dos pulsos pediosos e tibiais posteriores. Os achados da palpação devem ser correlacionados com os achados da avaliação da pele (cor, temperatura, distribuição dos pelos) e unhas. Na presença de pulsos não palpáveis suspeita-se de vasculopatia, sendo necessário encaminhar o paciente para avaliação com cirurgião vascular. Figura 29 - Avaliação dos pulsos pedioso e tibial posterior. Fonte: apud. Manual do pé diabético, Ministério da Saúde, BRASIL, 2016a. Para saber mais, acesse o curso DM1 desenvolvido com a participação de profissionais do Programa DCNT, que está disponível gratuitamente em: https://ead.ipads.org.br/ . Neste curso há uma videoaula completa com demonstração prática de todos os testes citados acima. Pé diabético: rastreamento, avaliação e cuidado 95 Tabela 33 - Classificação de risco para o Pé diabético e periodicidade da avaliação Risco/ Categoria Definição clínica Tratamento / recomendações Acompanhamento 0 Sem PSP (Perda da Sensibilidade Protetora) e sem alterações no pulso. Educação do paciente, estimulo ao autocuidado, incluindo aconselhamento sobre sapato adequado. Anual Enfermeiro e/ou médico. 1 PSP com ou sem deformidade Considerar uso de calçados adaptados. Considerar ortopedista, caso não haja adaptação. Continuar a educação do paciente. A cada 3-6 meses Enfermeiro e/ou médico. 2 DAP (Doença Arterial Periférica) com ou sem PSP Considerar uso de calçados adaptados e consulta com um cirurgião vascular para seguimento conjunto. Educação contínua. A cada 2-3 meses Enfermeiro e/ou médico e encaminhamento para cirurgião vascular. 3 História de úlcera ou amputação Considerar uso de calçados adaptados e consulta com um cirurgião vascular para seguimento conjunto (se a DAP estiver presente). Considerar ortopedista, caso não haja adaptação. Educação contínua. A cada 1-2 meses Enfermeiro e/ou médico, considerar endócrino, vascular e ortopedista. A periodicidade da reavaliação deve ser adaptada individualmente, considerando a capacidade para o autocuidado e a adesão do paciente. Pé diabético: rastreamento, avaliação e cuidado 96 Fonte: Manual do Pé diabético, Ministério da Saúde, BRASIL, 2016a. Orientações para o autocuidado no pé diabético ü Realize a inspeção diária dos pés (seja por você mesmo ou com a ajuda de um familiar ou um cuidador orientado), incluindo as áreas entre os dedos. ü Realize a higiene regular dos pés, seguida da secagem cuidadosa deles, principalmente entre os dedos. ü Cuidado com a temperatura da água! Ela deve estar sempre inferior a 37°C, para evitar o risco de queimadura. ü Evite andar descalço, seja em ambientes fechados ou ao ar livre. ü Sempre use meias claras ao utilizar calçados fechados. ü Use, sempre que possível, meias com costura de dentro para fora ou, de preferência, sem costura. ü Procure trocar de meias diariamente. ü Nunca use meias apertadas e evite usar meias altas acima do joelho. ü Inspecione e palpe diariamente a parte interna dos calçados, à procura de objetos que possam machucar seus pés. ü Use calçados confortáveis e de tamanho apropriado, evitando o uso de sapatos apertados ou com reentrâncias e costuras irregulares. ü Use cremes ou óleos hidratantes para pele seca, porém, evite usá-los entre os dedos. ü Corte as unhas em linha reta. ü Não utilize agentes químicos ou emplastros para remover calos. Calos e calosidades devem ser avaliados e tratados pela sua equipe de saúde. ü Faça a reavaliação dos seus pés com a sua equipe de saúde uma vez ao ano (ou mais vezes, se for solicitado). ü Procure imediatamente sua Unidade de Saúde se uma bolha, corte, arranhão ou ferida aparecer. ü Em caso de dúvidas, procure sempre a sua equipe de saúde! Pé diabético: rastreamento, avaliação e cuidado 97 Alterações mais frequentes Ø Xerodermia (pele seca): predispõe os pés às fissuras e às ulcerações. O paciente deve ser orientado quanto ao uso de hidratante após o banho, lembrando de poupar os espaços interdigitais para evitar o aparecimento de micoses. Nos casos mais severos pode ser prescrito o hidrante de ureia a 10% disponível nas farmácias da rede municipal. Ø Calosidades: as calosidades geralmente se formam em áreas de alta pressão na região plantar, decorrentes de deformidades nos pés. Deve-se avaliar a adequação de calçado, necessidade de palmilhas adaptadas, órteses para mudança de pontos de pressão e redução do nível de atividade para os pés. A avaliação para órteses é feita pelo Centro de reabilitação - CER, sendo que o paciente deve ser encaminhado pelo médico por meio da especialidade fisioterapia. O complexo regulador irá avaliar a solicitação e inserir no sistema CROSS para o CER. Medidas conservadoras são prioridade, porém em caso de falha terapêutica pode ser necessário o desbridamento, ressalta-se, que este procedimento só pode ser feito por profissionalcapacitado para isso. O paciente não deve usar agentes químicos ou cortar os calos por conta própria. Ø Alterações ungueais: o corte inadequado das unhas pode propiciar a ocorrência da unha encravada, facilitando traumas e infecção. Orientar o paciente ou cuidador quanto ao corte reto da unha e no caso de unha encravada, o médico da equipe deve avaliar a necessidade de cantoplastia. Ø Deformidades: a neuropatia predispõe ao aumento das proeminências dos metatarsos, dedos em garra, dedos em martelo, joanetes e perda do arco plantar. A escolha dos calçados, redução da sobrecarga, calçados adaptados, palmilhas e órteses são os pilares na prevenção das amputações. Ø Dor neuropática: o manejo da dor neuropática de membros inferiores geralmente se inicia com analgésicos não opioides, preferencialmente paracetamol ou anti- inflamatórios. Os antidepressivos tricíclicos ou anticonvulsivantes podem ser utilizados no caso de não resolução ou dor intensa. Atentar-se para as contraindicações desses medicamentos, função renal, risco cardiovascular e efeitos colaterais. Pé diabético: rastreamento, avaliação e cuidado 98 Tabela 34 - Medicamentos utilizados no manejo da dor neuropática Fármaco Apresentação Posologia Analgésicos não opioides Paracetamol Comprimidos 500mg. Tomar até 500 a 1.000 mg, de 6/6 horas Ibuprofeno *não disponível na REMUME Comprimidos 300mg Comprimidos 600mg Tomar 300 a 600 mg, de 8/8 horas, em caso de dor, sem alívio satisfatório com paracetamol. Evitar uso prolongado. Antidepressivos tricíclicos Amitriptilina Comprimidos 25mg Iniciar com 25 mg antes de deitar, com aumento gradual, até 200 mg (se tolerável) em 1 tomada diária. Nortriptilina Cápsulas 25 mg Idem amitriptilina. Anticonvulsivantes Carbamazepina Comprimidos 200 mg Iniciar com 200 mg à noite, aumentando para 200 mg 2x/dia, com aumento gradual em 2 a 3 tomadas diárias, até 1.600 mg ao dia Ácido valproico Comprimidos 250 mg Comprimidos 500 mg Iniciar com 250 mg à noite, aumentando para 250 mg 2x/dia, com aumento gradual até 1.200 mg/dia, divididos em 2 a 3 tomadas. Gabapentina *disponível no componente especializado (alto custo) Cápsula de 300 mg Cápsula de 400 mg Iniciar com 300 mg em 3 tomadas diárias (900 mg/dia), ajustando a dose até resposta terapêutica satisfatória ou dose máxima de 3.600 mg/dia. Fonte: Manual do pé diabético, Ministério da Saúde, BRASIL, 2016a. Todas as condutas referentes ao pé diabético foram retiradas do “Manual do Pé diabético”, do Ministério da Saúde. Recomendamos a leitura do conteúdo na íntegra, disponível em: http://www.as.saude.ms.gov.br/wp- content/uploads/2016/06/manual_do_pe_diabetico.pdf No caso de lesões, seguir o “Manual de Assistência às Pessoas com Feridas” e os protocolos de coberturas padronizadas pelo Serviço de Atenção Domiciliar (SAD). Pé diabético: rastreamento, avaliação e cuidado 99 Pé diabético: rastreamento, avaliação e cuidado 100