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Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 1 GABARITO COMENTADO PROVA OAB 41 ÉTICA PROFISSIONAL 01. LETRA B TEMA: INFRAÇÕES E SANÇÕES DISCIPLINARES A) Errada. Tendo em vista que Daniel incorreu em infração resultante da prática de crime, a reabilitação disciplinar também depende da reabilitação criminal. B) Correta. Por ter sido punido com sanção disciplinar de suspensão por infração decorrente da prática de crime, o pedido de reabilitação depende também da correspondente reabilitação criminal, não bastando apenas a existência de provas efetivas de bom comportamento. Art. 41. EAOAB. É permitido ao que tenha sofrido qualquer sanção disciplinar requerer, um ano após seu cumprimento, a reabilitação, em face de provas efetivas de bom comportamento. Parágrafo único. Quando a sanção disciplinar resultar da prática de crime, o pedido de reabilitação depende também da correspondente reabilitação criminal. C) Errada. A reabilitação disciplinar também depende da reabilitação criminal. D) Errada. O pedido de reabilitação deve ser feito ao Conselho Seccional da OAB que aplicou a sanção, e não ao Conselho Federal da OAB. 02. LETRA A TEMA: DIREITOS E PRERROGATIVAS DOS ADVOGADOS A) Correta. É cediço que é assegurado ao advogado o direito de examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir investigação, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de investigações de qualquer natureza, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital. Todavia, caso os autos de investigação estejam em sigilo, será exigido a procuração do advogado. Art. 7º. EAOAB. São direitos do advogado: XIV - examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir investigação, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de investigações de qualquer natureza, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos, emmeio físico ou digital; §10. Nos autos sujeitos a sigilo, deve o advogado apresentar procuração para o exercício dos direitos de que trata o inciso XIV. B) Errada. Nos autos sujeitos a sigilo, deve o advogado apresentar procuração. C) Errada. É garantido ao advogado o acesso aos elementos de prova já documentados, independentemente de diligências em andamento, sendo exigido procuração caso os autos estejam sob sigilo. Súmula Vinculante 14. É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. D) Errada. É permitido que a autoridade competente restrinja o acesso do advogado aos elementos de prova relacionados a diligências em andamento e ainda não documentados nos autos, quando houver risco de comprometimento da eficiência, da eficácia ou da finalidade das diligências, conforme preceitua o §11º do art. 7º do EAOAB. 03. LETRA B TEMA: ÉTICA DO ADVOGADO E RELAÇÕES ENTRE CLIENTES A) Errada. A responsabilidade do advogado em casos de lide temerária é solidária, não subsidiária, de modo que o Advogado responderá juntamente com seu cliente, desde que coligado com este para lesar a parte contrária. B) Correta. Em caso de lide temerária, o advogado será solidariamente responsável com seu cliente, desde que coligado com este para lesar a parte contrária, o que será apurado em ação própria. Sendo assim, Beraldo e João Pedro poderão ser responsabilizados solidariamente pelos prejuízos causados, desde que demonstrada a coligação entre ambos para lesar Marcos. C) Errada. O Estatuto da Advocacia prevê a responsabilidade do advogado para a hipótese de lide temerária, sendo esta solidária, de modo que o advogado será solidariamente responsável com seu cliente. Art. 32 EAOAB. O advogado é responsável pelos atos que, no exercício profissional, praticar com dolo ou culpa. Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 2 Parágrafo único. Em caso de lide temerária, o advogado será solidariamente responsável com seu cliente, desde que coligado com este para lesar a parte contrária, o que será apurado em ação própria. D) Errada. A apuração da responsabilidade solidária deve ser feita em ação própria, não nos próprios autos. 04. LETRA D TEMA: ÉTICA DO ADVOGADO E RELAÇÕES ENTRE CLIENTES A) Errada. De acordo com o Código de Ética e Disciplina da OAB deve o advogado abster-se de se comunicar diretamente com a parte adversa que tenha patrono constituído, sem o assentimento deste. Art. 2º Parágrafo único. CEDOAB. São deveres do advogado: VIII – abster-se de: e) entender-se diretamente com a parte adversa que tenha patrono constituído, sem o assentimento deste. B) Errada. De fato, o advogado deve atuar com destemor e independência, mas não pode ingressar ou atuar em pleitos administrativos ou judiciais perante autoridades com as quais tenha vínculos negociais ou familiares. Art. 2º Parágrafo único. CEDOAB. São deveres do advogado: VIII – abster-se de: e) ingressar ou atuar em pleitos administrativos ou judiciais perante autoridades com as quais tenha vínculos negociais ou familiares. C) Errada. Os honorários devem ser fixados de acordo com a tabela da OAB. Art. 29. CEDOAB. O advogado que se valer do concurso de colegas na prestação de serviços advocatícios, seja em caráter individual, seja no âmbito de sociedade de advogados ou de empresa ou entidade em que trabalhe, dispensar-lhes-á tratamento condigno, que não os torne subalternos seus nem lhes avilte os serviços prestados mediante remuneração incompatível com a natureza do trabalho profissional ou inferior ao mínimo fixado pela Tabela de Honorários que for aplicável. Art. 48, §6º. CEDOAB. Deverá o advogado observar o valor mínimo da Tabela de Honorários instituída pelo respectivo Conselho Seccional onde for realizado o serviço, inclusive aquele referente às diligências, sob pena de caracterizar-se aviltamento de honorários. D) Correta. O advogado, no exercício do mandato, atua como patrono da parte, cumprindo-lhe, por isso, imprimir à causa orientação que lhe pareça mais adequada, sem se subordinar a intenções contrárias do cliente, independentemente da formação jurídica deste. Art. 11. CEDOAB. O advogado, no exercício do mandato, atua como patrono da parte, cumprindo-lhe, por isso, imprimir à causa orientação que lhe pareça mais adequada, sem se subordinar a intenções contrárias do cliente, mas, antes, procurando esclarecê-lo quanto à estratégia traçada. 05. LETRA A TEMA: SOCIEDADE DE ADVOGADOS E ADVOGADO EMPREGADO A) Correta. Nos termos do art. 21 do Estatuto da Advocacia, as causas em que for parte o empregador, ou pessoa por este representada, os honorários de sucumbência são devidos aos advogados empregados. Art. 21. EAOAB. Nas causas em que for parte o empregador, ou pessoa por este representada, os honorários de sucumbência são devidos aos advogados empregados. B) Errada. O advogado empregado não está eticamente obrigado a prestar serviços profissionais de interesse pessoal dos diretores da sociedade empresária. Sua obrigação é com a sociedade empresária, e não com os interesses pessoais dos diretores, fora da relação de emprego. Art. 18. §1º. EAOAB. O advogado empregado não está obrigado à prestação de serviços profissionais de interesse pessoal dos empregadores, fora da relação de emprego. C) Errada. Com as alterações promovidas pela Lei 14.365/2022 que deu nova redação ao artigo 20 do EAOAB, a jornada do advogado empregado, quando prestar serviço para empresas, não poderá exceder a duração diária de 8 (oito) horas contínuas e a de 40 (quarenta) horas semanais (seja com ou sem dedicação exclusiva). Art. 20. EAOAB.http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudenciaRepercussao/verAndamentoProcesso.asp?incidente=4634356&numeroProcesso=837311&classeProcesso=RE&numeroTema=784 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 17 ou normativos que sejam de interesse público mais amplo. A solução deve sempre respeitar e manter a integridade das normas que visam proteger o interesse público em sua totalidade. Art. 26, § 1°, III, LINDB: (...) § 1º O compromisso referido no caput deste artigo: III - não poderá conferir desoneração permanente de dever ou condicionamento de direito reconhecidos por orientação geral; C) Errada. A Lei de Introdução as Normas do Direito Brasileiro, estabelece que o compromisso só passará a produzir efeitos após a publicação oficial. Os atos da Administração Pública devem ser públicos e acessíveis aos administrados, de modo que tenham ciência das ações do Poder Público. O princípio da publicidade tem por base que o administrador, exerce função pública, por isso, é de interesse da sociedade que tenha ciência dos atos que estão sendo praticados. Em regra, o que é feito pela Administração Pública deve ser de conhecimento e acesso público, pois o princípio da publicidade também produz efeitos. Observe: → Finalidades do princípio: 1. Externalizar a vontade da Administração Pública; 2. Dar transparência; 3. Dar eficácia aos atos: marca o início para produzir efeitos externos (externalizar a vontade da Administração Pública), e a partir da divulgação oficial, operará efeitos. Por tal razão, não pode produzir efeitos antes da publicação oficial. Art. 26, LINDB: Art. 26. Para eliminar irregularidade, incerteza jurídica ou situação contenciosa na aplicação do direito público, inclusive no caso de expedição de licença, a autoridade administrativa poderá, após oitiva do órgão jurídico e, quando for o caso, após realização de consulta pública, e presentes razões de relevante interesse geral, celebrar compromisso com os interessados, observada a legislação aplicável, o qual só produzirá efeitos a partir de sua publicação oficial. D) Correta. O compromisso celebrado para resolver a situação contenciosa com a sociedade Ipsilone deve buscar uma solução jurídica que seja proporcional, equânime, eficiente e compatível com os interesses gerais. Proporcional significa que a solução deve ser adequada ao problema e às circunstâncias do caso, sem criar consequências desproporcionais. Equânime indica que o compromisso deve tratar todas as partes de forma justa e imparcial. Eficiente implica que a solução deve ser prática e efetiva para resolver a questão adequadamente. Compatível com os interesses gerais, garante que a solução atenda ao bem coletivo e não apenas aos interesses específicos da sociedade Ipsilone. Em resumo, o compromisso deve equilibrar a resolução do problema específico com a necessidade de respeitar e proteger o interesse público, em geral. Art. 26, § 1°, I, LINDB: (...) § 1º O compromisso referido no caput deste artigo: I - buscará solução jurídica proporcional, equânime, eficiente e compatível com os interesses gerais; 32. LETRA A TEMA: LICITAÇÃO A) Correta. Trata-se de licitação inexigível, aquela que não é viável a competição. Segundo a Lei 14.133/21 art. 74, III, “c”, para contratar serviço técnico especializado, de natureza intelectual, seja com profissional ou empresa de notória especialização, ocorrerá por meio da inexigibilidade, vedado somente os casos de publicidade e divulgação, o que não é o caso. Art. 74, Lei 14.133/21: É inexigível a licitação quando inviável a competição, em especial nos casos de: II - contratação dos seguintes serviços técnicos especializados de natureza predominantemente intelectual com profissionais ou empresas de notória especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação: c) assessorias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras ou tributárias; B) Errada. Não é o caso da modalidade concurso. A modalidade concurso, destina-se para a escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, cujo critério de julgamento será o de melhor técnica ou conteúdo artístico, e para concessão de prêmio ou remuneração ao vencedor. Não é o caso, já que o enunciado narra situação de necessidade de contratar profissional em consultoria e auditoria financeiro, apesar de ser técnico, está abarcado pela inexigibilidade em virtude da necessidade de considerar a notória especialização. C) Errada. Não é o caso de dispensa. Na dispensa de licitação, a lei isenta o administrador de realizar o processo licitatório, mesmo que a competição ainda seja viável. No caso em tela, a competição não é Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 18 viável, uma vez que o Município Delta consignou a intenção de contratá-lo para prestar serviços especializados de consultoria e auditoria financeira, de natureza predominantemente técnica, em razão da notória especialização na área! D) Errada. Não é o caso de diálogo competitivo. Essa modalidade destina-se à contratação usada pela Administração Pública para obras, serviços e compras que exigem inovação ou têm complexidade técnica. Nessa modalidade, a Administração realiza diálogos com licitantes selecionados para desenvolver e aprimorar soluções que atendam suas necessidades. Os licitantes, então, apresentam suas propostas finais após o encerramento dos diálogos. Essa abordagem é aplicada quando a Administração não consegue definir com precisão as especificações técnicas necessárias e quando as soluções disponíveis no mercado precisam ser adaptadas. O objetivo é encontrar a solução técnica mais adequada, os requisitos necessários para concretizar a solução e a estrutura jurídica ou financeira do contrato. Todavia, não é o caso, trata-se de hipótese de inexigibilidade. 33. LETRA D TEMA: CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A) Errada. A competência para analisar e julgar as contas anuais pelo Chefe do Executivo é de competência das Câmaras Municipais e não do Tribunal de Contas (STF. Plenário. RE 848826/DF, rel. orig. Min. Roberto Barroso, red. p/ o acórdão Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 10/8/2016 (repercussão geral) (Info 834). B) Errada. A competência para apreciar as contas dos prefeitos é compartilhada entre a Câmara Municipal e os tribunais de contas. A Câmara Municipal é responsável pelo julgamento final das contas, mas o processo envolve a atuação dos tribunais de contas, que fornecem um parecer prévio sobre essas contas. Esse parecer prévio é fundamental, pois a decisão final da Câmara só pode contrariar esse parecer com o voto de dois terços dos vereadores, conforme o artigo 31, § 2º, da Constituição Federal. Os tribunais de contas têm a função de examinar a legalidade, legitimidade e economicidade das contas de gestão, enquanto a Câmara Municipal se concentra na apreciação das contas de governo. Assim, a Câmara Municipal não julga as contas isoladamente; ela depende do parecer prévio do tribunal de contas, que realiza uma auditoria técnica e detalhada. Portanto, a afirmação de que as contas serão julgadas exclusivamente pela Câmara Municipal ignora o papel essencial dos tribunais de contas no processo de avaliação das contas públicas. Conforme informativo 834 do STF. C) Errada. A alternativa está errada porque o julgamento das contas anuais dos prefeitos cabe às câmaras municipais, e não às Assembleias Legislativas dos Estados. A competência para apreciar e julgar as contas de governo e gestão dos prefeitos é da câmara municipal com o auxílio dos tribunais de contas. As Assembleias Legislativas dos Estados não têm competência para julgar as contas dos municípios. D) Correta. A alternativa está correta porque reflete o processo estabelecido para o julgamento das contas dos prefeitos. Primeiro, a Corte de Contas competente, que é o tribunal de contas do estado,deve elaborar um parecer prévio sobre as contas apresentadas. Esse parecer é um documento técnico que avalia a conformidade das contas com as normas legais e orçamentárias. Depois, a Câmara Municipal, que é o órgão responsável pela decisão final, deve considerar esse parecer ao julgar as contas. O parecer prévio da Corte de Contas é uma recomendação, mas sua decisão pode ser contestada. Para que o parecer da Corte de Contas seja desconsiderado, é necessário que dois terços dos vereadores da Câmara Municipal votem para rejeitá-lo. Assim, o processo de julgamento das contas é estruturado para garantir uma revisão técnica e detalhada por parte da Corte de Contas, com a Câmara Municipal exercendo a função de julgamento final, podendo contrariar o parecer com uma decisão qualificada de seus membros. 34. LETRA C TEMA: PODERES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A) Errada. A desapropriação comporta vício de finalidade, conforme será abordado na letra “C”. O Decreto expropriatório, deve objetivar a desapropriação, em razão de uma necessidade ou utilidade pública, a partir do momento utilizado para fins pessoais, perde o caráter público. B) Errada. Em processo de desapropriação não é lícito arguir qualquer matéria, segundo o Decreto-lei n° 3.365/41 só pode versar sobre vício do processo judicial Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 19 ou impugnação do preço; qualquer outra questão deverá ser decidida por ação direta. Art. 20, Decreto-lei n° 3.365/41: A contestação só poderá versar sobre vício do processo judicial ou impugnação do preço; qualquer outra questão deverá ser decidida por ação direta. C) Correta. No caso descrito, o desvio de finalidade ocorre porque o decreto de expropriação, que deveria visar à construção de uma escola, na realidade busca um objetivo pessoal. O verdadeiro motivo da desapropriação parece ser a vingança pessoal do prefeito Rosalvo contra Constância, sua ex-cônjuge. Esse desvio de finalidade é caracterizado quando um ato administrativo é utilizado para um fim diferente do declarado oficialmente, como no caso em questão. Assim, o ato de desapropriação pode ser considerado nulo, pois não está sendo realizado para o interesse público alegado, mas sim para atender a um interesse pessoal do prefeito. Art. 2.º, Lei 4.717/65: São nulos os atos lesivos ao patrimônio das entidades mencionadas no artigo anterior, nos casos de: Parágrafo único. Para a conceituação dos casos de nulidade observar-se-ão as seguintes normas: e) o desvio de finalidade se verifica quando o agente pratica o ato visando a fim diverso daquele previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência. D) Errada. A desapropriação pode ser realizada tanto na via judicial quanto na administrativa. Art. 10, Decreto-lei n° 3.365/41: A desapropriação deverá efetivar-se mediante acordo ou intentar-se judicialmente, dentro de cinco anos, contados da data da expedição do respectivo decreto e findos os quais este caducará. DIREITO AMBIENTAL 35. LETRA C TEMA: POLÍTICA NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS A) Errada. A água não é um bem privado, mas trata-se de bem de domínio público, conforme estabelecido pela Lei nº 9.433/1997. Art. 1º. Lei nº 9.433/1997. A Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes fundamentos: I - a água é um bem de domínio público; B) Errada. A água é um recurso limitado e possui valor econômico, conforme estabelecido pelos fundamentos estabelecidos na Lei nº 9.433/1997. Art. 1º. Lei nº 9.433/1997. A Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes fundamentos: II - a água é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico; C) Correta. Um dos fundamentos da Política Nacional de Recursos Hídricos, é o de que em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de animais. Art. 1º. Lei nº 9.433/1997. A Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes fundamentos: III - em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de animais; D) Errada. A gestão dos recursos hídricos no Brasil é descentralizada e participativa, ou seja, deve contar com a participação do Poder Público, dos usuários e das comunidades. Art. 1º. Lei nº 9.433/1997. A Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes fundamentos: VI - a gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada e contar com a participação do Poder Público, dos usuários e das comunidades. 36. LETRA D TEMA: LICENCIAMENTO AMBIENTAL A) Errada. A legislação ambiental permite que o órgão ambiental competente, mediante decisão motivada, possa modificar as condicionantes de uma licença de operação já concedida, sobretudo quando há avanços tecnológicos que permitem uma maior proteção ambiental. Art. 19. Resolução nº 237/97 do CONAMA. O órgão ambiental competente, mediante decisão motivada, poderá modificar os condicionantes e as medidas de controle e adequação, suspender ou cancelar uma licença expedida, quando ocorrer: I - violação ou inadequação de quaisquer condicionantes ou normas legais; II - omissão ou falsa descrição de informações relevantes que subsidiaram a expedição da licença; III - superveniência de graves riscos ambientais e de saúde. Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 20 B) Errada. A exigência da nova técnica não importará na anulação automática da licença de operação anteriormente concedida, mas dependerá de decisão motivada do respectivo órgão competente. C) Errada. A nova técnica é passível de ser exigida, mesmo para as situações em que há licença de operação válida. D) Correta. A nova exigência tecnologia é passível de ser exigida, mesmo para as situações em que há licença de operação válida, tendo em vista a edição de uma lei que passou a exigir o emprego da nova técnica, inclusive, para as atividades já licenciadas, nos termos do inciso I do art. 19. Resolução nº 237/97 do CONAMA. DIREITO CIVIL 37. LETRA D TEMA: PARTE GERAL: NEGÓCIO JURÍDICO A) Errada. Conforme o Artigo 108 do Código Civil: "Art. 108, CC: Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País." Sendo assim, a venda do apartamento no valor de R$500.000,00, deve ser feita por meio de escritura pública. O descumprimento desse requisito de validade gera a invalidade absoluta, ou seja, o negócio jurídico será considerado nulo e não anulável. B) Errada. No caso em questão, não estamos diante de vício de consentimento (erro, dolo, coação, lesão ou estão de perigo). Os vícios de consentimento geram invalidade relativa, ou seja, anulação. Na verdade, a questão traz uma invalidade absoluta por descumprimento da forma do negócio jurídico, que gera a nulidade. "Art. 138, CC: São anuláveis os negócios jurídicos, quando as declarações de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do negócio." C) Errada. O negócio jurídico será considerado nulo porque descumpre o artigo 108 do Código Civil, transcrito na alternativa "A". D) Correta. Tendo em vista que o valor do imóvel é superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País, a venda deveria ocorrer por meio de escritura pública porque a forma está determinada pelo artigo 108 do Código Civil, transcrito na alternativa "A". No entanto, é possível converter o contrato em contrato preliminar de compra e venda (compromisso de compra e venda), que pode ser celebrado por instrumento particular. 38. LETRA B TEMA: OBRIGAÇÕES: DA TRANSMISSÃODAS OBRIGAÇÕES A) Errada. O credor pode realizar a cessão do seu crédito, conforme Artigo 286 do Código Civil. "Art. 286, CC: O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação." B) Correta. O devedor deve ser notificado sobre a cessão ou deve ter conhecimento sobre a mesma para que esta seja válida. Sendo assim, Vitória deve ser notificada ou ter ciência da cessão para que seja eficaz. "Art. 290, CC: A cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor, senão quando a este notificada; mas por notificado se tem o devedor que, em escrito público ou particular, se declarou ciente da cessão feita." C) Errada. Se Vitória pagou a dívida a Adriana antes de ter conhecimento sobre a cessão do crédito, esse pagamento pode ser oposto a Paulo porque o devedor não pode ser prejudicado pela cessão de crédito que desconhecia. D) Errada. O cedente não responde pela solvência do devedor. "Art. 296, CC: Salvo estipulação em contrário, o cedente não responde pela solvência do devedor." 39. LETRA D TEMA: SUCESSÕES: SUCESSÃO EM GERAL A) Errada. É possível a renúncia de herança mesmo com a existência de credor. Ocorre que, conforme transcrito na alternativa "D", o credor pode aceitar a herança na medida do crédito que possui. B) Errada. O Banco XYZ, credor de Marcela, pode aceitar a herança até a medida do seu crédito. C) Errada. Tatiana não pode ser responsabilizada pelas dívidas pessoais de Marcela. D) Correta. Para evitar a fraude contra os credores, nos casos de herdeiro que tiver uma dívida e renunciar a herança, o credor poderá aceitar a Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 21 herança na medida de seu crédito no lugar do herdeiro (devedor) que renuncia. "Art. 1.813, CC: Quando o herdeiro prejudicar os seus credores, renunciando à herança, poderão eles, com autorização do juiz, aceitá-la em nome do renunciante. § 1º A habilitação dos credores se fará no prazo de trinta dias seguintes ao conhecimento do fato. § 2º Pagas as dívidas do renunciante, prevalece a renúncia quanto ao remanescente, que será devolvido aos demais herdeiros." 40. LETRA A TEMA: FAMÍLIA: DIREITO PESSOAL A) Correta. A ação de prova de filiação poderá ser passada aos herdeiros quando o autor falecer. "Art. 1.606, CC: A ação de prova de filiação compete ao filho, enquanto viver, passando aos herdeiros, se ele morrer menor ou incapaz. Parágrafo único. Se iniciada a ação pelo filho, os herdeiros poderão continuá-la, salvo se julgado extinto o processo." B) Errada. A presunção de paternidade é relativa, admitindo-se prova em contrário. "Art. 1.597, CC: Presumem-se concebidos na constância do casamento os filhos: I - nascidos cento e oitenta dias, pelo menos, depois de estabelecida a convivência conjugal; II - nascidos nos trezentos dias subsequentes à dissolução da sociedade conjugal, por morte, separação judicial, nulidade e anulação do casamento; III - havidos por fecundação artificial homóloga, mesmo que falecido o marido; IV - havidos, a qualquer tempo, quando se tratar de embriões excedentários, decorrentes de concepção artificial homóloga; V - havidos por inseminação artificial heteróloga, desde que tenha prévia autorização do marido." C) Errada. O adultério não afasta a presunção legal da paternidade. "Art. 1.600, CC: Não basta o adultério da mulher, ainda que confessado, para ilidir a presunção legal da paternidade." D) Errada. A prova da impotência do cônjuge ilide a presunção da paternidade. "Art. 1.599, CC: A prova da impotência do cônjuge para gerar, à época da concepção, ilide a presunção da paternidade." 41. LETRA D TEMA: CONTRATOS: CONTRATOS EM ESPÉCIE A) Errada. A fiança para ser concedida, não depende do consentimento do devedor principal. Sendo assim, Letícia pode conceder a fiança a Aluísio independentemente do consentimento de Fábio. "Art. 820, CC: Pode-se estipular a fiança, ainda que sem consentimento do devedor ou contra a sua vontade." B) Errada. A fiança deve limitar-se ao valor da obrigação principal. "Art. 823, CC: A fiança pode ser de valor inferior ao da obrigação principal e contraída em condições menos onerosas, e, quando exceder o valor da dívida, ou for mais onerosa que ela, não valerá senão até ao limite da obrigação afiançada." C) Errada. A fiança somente poderá ser de forma escrita. "Art. 819, CC: A fiança dar-se-á por escrito, e não admite interpretação extensiva." D) Correta. O benefício de ordem consiste do direito que o fiador tem de exigir que sejam primeiro executados os bens do devedor. Se o fiador renunciar ao benefício de ordem, não poderá realizar essa exigência. "Art. 827, CC: O fiador demandado pelo pagamento da dívida tem direito a exigir, até a contestação da lide, que sejam primeiro executados os bens do devedor. Parágrafo único. O fiador que alegar o benefício de ordem, a que se refere este artigo, deve nomear bens do devedor, sitos no mesmo município, livres e desembargados, quantos bastem para solver o débito." 42. LETRA D TEMA: DIREITOS REAIS DE GOZO E FRUIÇÃO: USUFRUTO, USO, HABITAÇÃO, LAJE E MULTIPROPRIEDADE A) Errada. O imóvel pode ser vendido durante o prazo de vigência do direito real de superfície. Porém, o comprador estará obrigado a respeitar o direito real de superfície concedido. Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 22 "Art. 1.372, CC: O direito de superfície pode transferir-se a terceiros e, por morte do superficiário, aos seus herdeiros. Parágrafo único. Não poderá ser estipulado pelo concedente, a nenhum título, qualquer pagamento pela transferência." B) Errada. O superficiário (Paula) ou o proprietário tem direito de preferência, em igualdade de condições na aquisição do imóvel sobre o qual tenha constituído direito de superfície. "Art. 1.373, CC: Em caso de alienação do imóvel ou do direito de superfície, o superficiário ou o proprietário tem direito de preferência, em igualdade de condições." C) Errada. Para que João seja obrigado a vender o imóvel a Paula, basta que as condições oferecidas por ela sejam iguais às oferecidas por Fábio. D) Correta. Alternativa conforme o Art 1.373 do Código Civil, transcrito na alternativa "B". ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 43. LETRA A TEMA: DIREITOS FUNDAMENTAIS A) Correta. Considerando que um dos direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente é o direito ao respeito, que consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, o jornal que reprisou as imagens, mesmo não sendo autor da filmagem, poderá ser demandado, uma vez que a responsabilidade civil não se limita ao autor direto do ato, mas também àqueles que contribuem para a perpetuação do dano. Art. 17. ECA. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.” Art. 18, ECA. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. B) Errada. Todos os envolvidos no bullying, incluindo aqueles que divulgaram as imagens, podem ser responsabilizados pelos danos causados. C) Errada. A responsabilidade pode ser estendida a todos que contribuíram para o dano, incluindo quem filmou e divulgou as imagens. Logo, todos poderão ser demandados em eventual judicialização. D) Errada. Todos os envolvidos no bullying, seja os autoresdireto do ato, seja aqueles que contribuíram para a perpetuação do dano (filmando ou divulgando) o ato, poderão ser responsabilizados. 44. LETRA B TEMA: POLÍTICA DE ATO INFRACIONAL E MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS A) Errada. A internação provisória deve ser cessada imediatamente após a sentença absolutória que reconheça não haver prova da existência do fato, independentemente do trânsito em julgado. B) Correta. Estando o adolescente internado provisoriamente, a sua liberação será imediata, independentemente do trânsito em julgado da decisão, quando reconhecida, na sentença, que não há prova da existência do fato. Art. 189. ECA. A autoridade judiciária não aplicará qualquer medida, desde que reconheça na sentença: I - estar provada a inexistência do fato; II - não haver prova da existência do fato; III - não constituir o fato ato infracional; IV - não existir prova de ter o adolescente concorrido para o ato infracional. Parágrafo único. Na hipótese deste artigo, estando o adolescente internado, será imediatamente colocado em liberdade. C) Errada. A liberação deve ser imediata em todas as hipóteses previstas no art. 189 do ECA. D) Errada. A liberação deve ser imediata, tanto no caso de não haver prova de existência do fato quanto no caso de não existir prova de ter o adolescente concorrido para o ato infracional. DIREITO DO CONSUMIDOR 45. LETRA A TEMA: DISPOSIÇÕES GERAIS DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR A) Correta. O caso relata que a consumidora adquiriu um bem durável, nesse caso, conforme o art. 26, II do Código de Defesa do Consumidor (CDC), o direito de reclamar de um vício de aparente ou fácil constatação, uma vez que a consumidora conseguiu identificar logo no primeiro uso, é de 90 dias. Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 23 A decadência é obstada quando for comprovado que o consumidor efetuou a reclamação perante o fornecedor, até receber a negativa correspondente. Art. 26, CDC: O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis. § 2° Obstam a decadência: I - a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente, que deve ser transmitida de forma inequívoca; B) Errada. O erro da assertiva é afirmar que o prazo deve ser de 30 dias, o prazo de 30 dias é para bens não duráveis. No caso, a consumidora adquiriu um fogão, portanto, um bem durável. Ainda, equivocada é a afirmativa que aduz que não obsta. C) Errada. No caso narrado, o prazo de 90 dias para Nísia reclamar do vício aparente começou a contar a partir do dia 20 de setembro de 2023, data em que ela efetivamente utilizou o fogão e constatou o defeito. No entanto, a contagem desse prazo foi interrompida (ou seja, a decadência foi obstada) quando Nísia fez a reclamação ao fabricante em 22 de setembro de 2023, conforme previsto no artigo 26, §2º, I, do CDC. A contagem do prazo só deveria ser retomada após a resposta negativa do fornecedor, que ocorreu em 30 de setembro de 2023. Não prospera a alternativa ao afirmar que o prazo de 90 dias seria retomado apenas 90 dias após a reclamação no órgão estadual de defesa do consumidor. Na realidade, o prazo de 90 dias deve ser contado a partir da data da resposta negativa do fornecedor, e não 90 dias após a reclamação ao órgão estadual. Ou seja, a retomada da contagem deve ocorrer logo após a resposta negativa do fornecedor, e não como sugerido na alternativa. D) Errada. Essa alternativa está errada porque o prazo correto para reclamar de vícios em produtos duráveis, como o fogão, é de 90 dias, e esse prazo pode ser suspenso (obstado) quando o consumidor faz uma reclamação, conforme o artigo 26, §2º, I, do Código de Defesa do Consumidor (CDC). O prazo só volta a correr após a resposta negativa do fornecedor. 46. LETRA A TEMA: DIREITOS BÁSICOS DO CONSUMIDOR A) Correta. Essa assertiva está correta porque reconhece que é um direito básico do consumidor tanto a garantia de práticas de crédito responsável quanto a proteção contra publicidade enganosa, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC). No caso apresentado, Jordana, uma idosa em situação financeira difícil, foi atraída por uma oferta de crédito sem a devida análise de sua capacidade financeira. Isso caracteriza uma prática de crédito irresponsável, violando o artigo 6º, XI, do CDC, que garante a proteção contra práticas abusivas e a responsabilidade na concessão de crédito. Além disso, a oferta por telefone pode ser considerada publicidade enganosa se não tiver informado adequadamente as condições e os riscos envolvidos. Portanto, a alternativa está correta ao afirmar que é um direito básico do consumidor ser protegido tanto contra práticas de crédito irresponsáveis quanto contra publicidade enganosa. Art. 6º, CDC: São direitos básicos do consumidor: IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços; XI - a garantia de práticas de crédito responsável, de educação financeira e de prevenção e tratamento de situações de superendividamento, preservado o mínimo existencial, nos termos da regulamentação, por meio da revisão e da repactuação da dívida, entre outras medidas; Art. 54-D, CDC: Na oferta de crédito, previamente à contratação, o fornecedor ou o intermediário deverá, entre outras condutas: (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021) I - informar e esclarecer adequadamente o consumidor, considerada sua idade, sobre a natureza e a modalidade do crédito oferecido, sobre todos os custos incidentes, observado o disposto nos arts. 52 e 54-B deste Código, e sobre as consequências genéricas e específicas do inadimplemento; (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021) II - avaliar, de forma responsável, as condições de crédito do consumidor, mediante análise das informações disponíveis em bancos de dados de proteção ao crédito, observado o disposto neste Código e na legislação sobre proteção de dados; (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021) B) Errada. O prestador de serviços é responsável, independentemente de culpa, por reparar os danos causados aos consumidores devido a defeitos na prestação dos serviços, assim como por fornecer Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14181.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14181.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14181.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14181.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14181.htm#art1 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 24 informações insuficientes ou inadequadas sobre o uso e os riscos dos serviços (art. 14 do CDC). Art. 14, CDC: O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos. C) Errada. De acordo com o art. 49 do CDC, o consumidor tem o direito de desistir do contrato no prazo de 7 dias, contados a partir da assinatura ou do recebimento do produto ou serviço, quando a contratação de produtos ou serviços for realizada fora do estabelecimento comercial, como por telefone ou em domicílio. Art. 49, CDC: O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimentocomercial, especialmente por telefone ou a domicílio. D) Errada. As instituições financeiras são obrigadas a avaliar a situação financeira do consumidor, conforme o art. 54-D, II, do CDC, que determina que, na oferta de crédito, antes da contratação, o fornecedor ou intermediário deve, entre outras ações, realizar uma análise responsável das condições de crédito do consumidor, utilizando as informações disponíveis em bancos de dados de proteção ao crédito, em conformidade com o CDC e a legislação de proteção de dados. DIREITO EMPRESARIAL 47. LETRA C TEMA: DIREITO SOCIETÁRIO A) Errada. As deliberações em reunião ou assembleia são normas aplicáveis às sociedades limitadas pluripessoais, não sendo possível nas sociedades limitadas unipessoais que possuem apenas 1 sócio. B) Errada. A dissolução mediante distrato é uma forma de dissolução que ocorre por acordo entre os sócios para encerrar as atividades da sociedade. Dessa forma, considerando que na sociedade limitada unipessoal somente existe 1 sócio, não é possível a celebração de distrato. C) Correta. A possibilidade de designação de administrador em ato separado é cabível tanto nas sociedades limitadas pluripessoais quanto nas unipessoais. "Art. 1.060, caput, CC: A sociedade limitada é administrada por uma ou mais pessoas designadas no contrato social ou em ato separado." D) Errada. A solidariedade pela exata estimação dos bens conferidos ao capital social refere-se à responsabilidade dos sócios pela avaliação correta dos bens aportados à sociedade. Tal norma é aplicável especificamente aos sócios de sociedades pluripessoais, não sendo aplicável às sociedades unipessoais. 48. LETRA D TEMA: DIREITO SOCIETÁRIO A) Errada. Qualquer dos sócios pode solicitar o arquivamento do contrato social por não existir um administrador da sociedade. B) Errada. A sociedade funcionou irregularmente do dia 17/05/2023 ao dia 22/05/2023 (arquivamento na Junta Comercial) porque o ato de constituição da sociedade empresária foi assinado em 17/04/2023. Sendo assim, deveria ter sido providenciado o arquivamento do ato constitutivo após 30 dias, ou seja, até 17/05/2023. C) Errada. O efeito ex tunc só se verifica quando os documentos relativos à constituição de firmas mercantis individuais, sociedades mercantis e cooperativas são apresentados a arquivamento na Junta Comercial dentro de 30 dias contados da assinatura, quando, então, os efeitos do arquivamento retroagirão até a data da assinatura. Fora desse prazo, o arquivamento só terá eficácia a partir do despacho que o conceder. "Art. 36, Lei 8.934/94: Os documentos referidos no inciso II do art. 32 deverão ser apresentados a arquivamento na junta, dentro de 30 (trinta) dias contados de sua assinatura, a cuja data retroagirão os efeitos do arquivamento; fora desse prazo, o arquivamento só terá eficácia a partir do despacho que o conceder." D) Correta. Conforme o Artigo 36 da Lei 8.934/94, os documentos relativos à constituição, alteração, dissolução e extinção de firmas mercantis individuais, sociedades mercantis e cooperativas, deverão ser apresentados a arquivamento na junta, dentro de 30 dias contados de sua assinatura. Em complemento, o Artigo 990 do Código Civil afirma que todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. "Art. 990, CC: Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais, excluído do Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 25 benefício de ordem, previsto no art. 1.024, aquele que contratou pela sociedade." 49. LETRA A TEMA: ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL E REGISTRO A) Correta. As limitações contidas na outorga de poderes, para serem opostas a terceiros, dependem do arquivamento e averbação do instrumento no Registro Público de Empresas Mercantis. "Art. 1.174, CC: As limitações contidas na outorga de poderes, para serem opostas a terceiros, dependem do arquivamento e averbação do instrumento no Registro Público de Empresas Mercantis, salvo se provado serem conhecidas da pessoa que tratou com o gerente." B) Errada. O arquivamento e a averbação do instrumento deve ser no Registro Público de Empresas Mercantis, conforme Artigo 1.174 do Código Civil. C) Errada. O arquivamento e averbação do instrumento de outorga deve ser feito no Registro Público de Empresas Mercantis, conforme o Artigo 1.174 do Código Civil. D) Errada. As limitações contidas na outorga de poderes, para serem opostas a terceiros, dependem do arquivamento e averbação do instrumento no Registro Público de Empresas Mercantis, salvo se provado serem conhecidas da pessoa que tratou com o gerente. 50. LETRA B TEMA: FALÊNCIA E RECUPERAÇÃO JUDICIAL A) Errada. O empresário não está irregular porque possui inscrição na Junta Comercial. "Art. 967, CC: É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, antes do início de sua atividade." B) Correta. A cessação das atividades empresariais mais de 2 anos antes do pedido de falência obsta a sua decretação. Ainda a comprovação da cessação da empresa deve ser feita por documento hábil do Registro Público de Empresas, não apenas por mera alegação do empresário. "Art. 96, Lei 11.101/2005: A falência requerida com base no art. 94, inciso I do caput, desta Lei, não será decretada se o requerido provar: VIII – cessação das atividades empresariais mais de 2 (dois) anos antes do pedido de falência, comprovada por documento hábil do Registro Público de Empresas, o qual não prevalecerá contra prova de exercício posterior ao ato registrado." C) Errada. A contestação não deve ser acatada uma vez que a cessação das atividades da empresa não foi feita por documento hábil do Registro Público de empresas, conforme Artigo 96, VIII da Lei 11.101/2005. D) Errada. É possível a decretação da falência mesmo sem o cancelamento do registro quando não comprovada documentalmente a cessação das atividades por mais de 2 anos antes do pedido de falência, conforme Artigo 96, VIII da Lei 11.101/2005. PROCESSO CIVIL 51. LETRA D TEMA: DAS PARTES E DOS PROCURADORES A) Errada. Tendo em vista que o juiz atuou anteriormente no processo como membro do Ministério Público, não poderá atuar como juiz do caso. "Art. 144, CC: Há impedimento do juiz, sendo-lhe vedado exercer suas funções no processo: I - em que interveio como mandatário da parte, oficiou como perito, funcionou como membro do Ministério Público ou prestou depoimento como testemunha; II - de que conheceu em outro grau de jurisdição, tendo proferido decisão; III - quando nele estiver postulando, como defensor público, advogado ou membro do Ministério Público, seu cônjuge ou companheiro, ou qualquer parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive; IV - quando for parte no processo ele próprio, seu cônjuge ou companheiro, ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive; V - quando for sócio ou membro de direção ou de administração de pessoa jurídica parte no processo; VI - quando for herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de qualquer das partes; VII - em que figure como parte instituição de ensino com a qual tenha relação de emprego ou decorrente de contrato de prestação de serviços; VIII - em que figure como parte cliente do escritório de advocacia de seu cônjuge, companheiro ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, mesmo que Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 26 patrocinado por advogado de outro escritório; (Vide ADI 5953) IX - quando promover ação contra a parte ou seu advogado. § 1º Na hipótese do inciso III, o impedimento só se verifica quando o defensor público,o advogado ou o membro do Ministério Público já integrava o processo antes do início da atividade judicante do juiz. § 2º É vedada a criação de fato superveniente a fim de caracterizar impedimento do juiz. § 3º O impedimento previsto no inciso III também se verifica no caso de mandato conferido a membro de escritório de advocacia que tenha em seus quadros advogado que individualmente ostente a condição nele prevista, mesmo que não intervenha diretamente no processo." B) Errada. O impedimento do juiz abrange qualquer ato processual, não fazendo distinção entre decisões interlocutórias e sentenças, conforme Artigo 144, III do Código de Processo Civil, transcrito na alternativa "A". C) Errada. Bernardo não poderá realizar qualquer ato processual, conforme Artigo 144, III do Código de Processo Civil, transcrito na alternativa "A". D) Correta. Bernardo está impedido de atuar no processo porque atuou anteriormente comomembro do Ministério Público, conforme Artigo 144, III do Código de Processo Civil, transcrito na alternativa "A". 52. LETRA D TEMA: INTERVENÇÃO DE TERCEIROS A) Errada. Tendo em vista que o interesse de Luiz é indireto na relação entre João e Pedro, a assistência é simples e não litisconsorcial. B) Errada. A relação jurídica de Luiz com João é derivada da sublocação, enquanto a relação jurídica tratada na lide entre João e Pedro é a locação. Por tal motivo, não são a mesma relação jurídica. C) Errada. A relação jurídica de Luiz com João é derivada da sublocação, enquanto a relação jurídica tratada na lide entre João e Pedro é a locação. Para que fosse assistência litisconsorcial, seria necessário um interesse jurídico direto e coincidente. D) Correta. A intervenção de Luiz no processo será por meio da assistência simples, já que seu interesse não é o mesmo de João, mas depende do resultado da lide entre João e Pedro. 53. LETRA B TEMA: TUTELA PROVISÓRIA A) Errada. Para que seja concedida a tutela de urgência, é necessário tanto a probabilidade do direito, quanto o perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo. "Art. 300, caput, CPC: A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo." B) Correta. Alternativa conforme o Artigo 300 do Código de Processo Civil, transcrito na alternativa "A". C) Errada. O juiz deve motivar suas decisões, inclusive em caso de concessão de tutela de urgência. D) Errada. Das decisões que versam sobre a tutela provisória cabem agravo de instrumento. "Art. 1.015, CPC: Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre: I - tutelas provisórias; (...)" 54. LETRA B TEMA: RECURSOS E AÇÕES AUTÔNOMAS DE IMPUGNAÇÃO A) Errada. Em casos de acórdão não unânime em que há reforma da sentença de mérito, é cabível a técnica de julgamento ampliado. B) Correta. Alternativa conforme o Artigo 942 do Código de Processo Civil. "Art. 942, CPC: Quando o resultado da apelação for não unânime, o julgamento terá prosseguimento em sessão a ser designada com a presença de outros julgadores, que serão convocados nos termos previamente definidos no regimento interno, em número suficiente para garantir a possibilidade de inversão do resultado inicial, assegurado às partes e a eventuais terceiros o direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos julgadores. § 1º Sendo possível, o prosseguimento do julgamento dar-se-á na mesma sessão, colhendo-se os votos de outros julgadores que porventura componham o órgão colegiado. § 2º Os julgadores que já tiverem votado poderão rever seus votos por ocasião do prosseguimento do julgamento. § 3º A técnica de julgamento prevista neste artigo aplica-se, igualmente, ao julgamento não unânime proferido em: Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 27 I - ação rescisória, quando o resultado for a rescisão da sentença, devendo, nesse caso, seu prosseguimento ocorrer em órgão de maior composição previsto no regimento interno; II - agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar parcialmente o mérito. § 4º Não se aplica o disposto neste artigo ao julgamento: I - do incidente de assunção de competência e ao de resolução de demandas repetitivas; II - da remessa necessária; III - não unânime proferido, nos tribunais, pelo plenário ou pela corte especial." C) Errada. É assegurado às partes e a eventuais terceiros o direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos julgadores. D) Errada. A técnica de julgamento não se aplica ao agravo de instrumento, incidente de resolução de demandas repetitivas (IRDR) ou incidente de assunção de competência (IAC). 55. LETRA C TEMA: COMPETÊNCIA A) Errada. A ação de despejo para uso próprio é de competência dos Juizados Especiais Cíveis. "Art. 3º, Lei 9.099/95: O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas: III - a ação de despejo para uso próprio;" B) Errada. A ação de despejo para uso próprio é considerada de menor complexidade e de competência dos Juizados Cíveis. C) Correta. Alternativa conforme o Artigo 3º, III da Lei 9.099/95, transcrito na alternativa "A". D) Errada. As ações de natureza alimentar não podem ser propostas nos Juizados Especiais Cíveis. "Art. 3º, § 2º, Lei 9.099/95: Ficam excluídas da competência do Juizado Especial as causas de natureza alimentar, falimentar, fiscal e de interesse da Fazenda Pública, e também as relativas a acidentes de trabalho, a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial.” 56. LETRA A TEMA: RECURSOS E AÇÕES AUTÔNOMAS DE IMPUGNAÇÃO A) Correta. Tendo em vista tratar-se de decisão interlocutória, é cabível o agravo de instrumento. "Art. 1.015, CPC: Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre: II - mérito do processo;" B) Errada. O número de testemunhas arroladas não pode ser superior a 10, sendo 3, no máximo, para a prova de cada fato, conforme o Artigo 357, § 6º do Código de Processo Civil. C) Errada. As partes têm o direito de pedir esclarecimentos ou solicitar ajustes, no prazo comum de 5 dias. "Art. 357, § 1º, CPC: Realizado o saneamento, as partes têm o direito de pedir esclarecimentos ou solicitar ajustes, no prazo comum de 5 (cinco) dias, findo o qual a decisão se torna estável." D) Errada. O juiz poderá decidir parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados estiver em condições de imediato julgamento. "Art. 356, CPC: O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou parcela deles: I - mostrar-se incontroverso; II - estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do art. 355 . § 1º A decisão que julgar parcialmente o mérito poderá reconhecer a existência de obrigação líquida ou ilíquida. § 2º A parte poderá liquidar ou executar, desde logo, a obrigação reconhecida na decisão que julgar parcialmente o mérito, independentemente de caução, ainda que haja recurso contra essa interposto. § 3º Na hipótese do § 2º, se houver trânsito em julgado da decisão, a execução será definitiva. § 4º A liquidação e o cumprimento da decisão que julgar parcialmente o mérito poderão ser processados em autos suplementares, a requerimento da parte ou a critério do juiz. § 5º A decisão proferida com base neste artigo é impugnável por agravo de instrumento." Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 28 DIREITO PENAL 57. LETRA D TEMA: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL A) Errada. Nos termos do artigo 147-A, § 3º, do Código Penal, a ação penal relativa ao crime de stalking é pública condicionada à representação, razão pela qual poderá haver aretratação do direito de representação. “Art. 147-A, CP: Perseguir alguém, reiteradamente e por qualquer meio, ameaçando-lhe a integridade física ou psicológica, restringindo-lhe a capacidade de locomoção ou, de qualquer forma, invadindo ou perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade. Pena – reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. (...) § 3º Somente se procedemediante representação.” B) Errada. Por tratar-se de crime praticado no âmbito da Lei Maria da Penha, aplica-se o teor do artigo 16, da referida Lei (Lei nº 11.340/2006). Assim, nesse caso, a retratação somente pode ocorrer ANTES do oferecimento da denúncia, e não a qualquer tempo antes do trânsito em julgado. “Art. 16, Lei nº 11.340/2006: Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que trata esta Lei, só será admitida a renúncia à representação perante o juiz, em audiência especialmente designada com tal finalidade, antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público.” C) Errada. A alternativa está incompleta, por isso está errada em relação à alternativa “D”. Conforme estabelece o artigo 16, da referida Lei (Lei nº 11.340/2006), acima transcrito, em relação à audiência, somente será admitida a renúncia à representação perante o juiz, e em audiência especialmente designada com tal finalidade. D) Correta. Alternativa em perfeita consonância com o que estabelece o artigo 16, da referida Lei (Lei nº 11.340/2006), já anteriormente mencionado. 58. LETRA C TEMA: CONCURSO DE PESSOAS A) Errada. Não se aplica o princípio da isonomia, mas sim o da culpabilidade, vide comentários da alternativa “C”. O princípio da isonomia está relacionado à igualdade na aplicação das leis, e não se adequa ao caso apresentado no enunciado. B) Errada. Não se aplica o princípio da lesividade, mas sim o da culpabilidade, vide comentários da alternativa “C”. O princípio da lesividade está relacionado à punição de uma determinada conduta quando causar dano ou lesão a um bem jurídico tutelado, o que não é o caso retratado no enunciado. C) Correta. Aplica-se ao caso o princípio da culpabilidade, pois, conforme consta no enunciado, não houve a individualização da conduta de cada agente na situação de rebelião, todos foram punidos da mesma forma, o que é vedado pelo referido princípio. Segundo o princípio da culpabilidade, a conduta deve ser individualizada, e o agente punido segundo a sua culpabilidade, nos termos do artigo 29, caput, do CP. “Art. 29, CP: Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade.” D) Errada. Não se aplica o princípio da legalidade, mas sim o da culpabilidade, vide comentários da alternativa “C”. Segundo o princípio da legalidade, exige que as infrações e as penas sejam previstas em lei, o que não é o caso do enunciado. 59. LETRA D TEMA: FATO TÍPICO A) Errada. Alternativa errada, pois a desistência voluntária somente ocorreu em relação à morte de Júlia. Nesse caso, Gabriel somente será responsabilizado pelos disparos de arma de fogo. Quanto a morte de Pedro, Gabriel responderá apenas pela tentativa de homicídio, pois houve a ruptura do nexo causal, vide comentários da alternativa “D”. B) Errada. Gabriel responderá apenas pela tentativa de um homicídio, pois houve a ruptura do nexo causal em relação à morte de Pedro e, quanto à morte de Julia, somente será responsabilizado pelos disparos de arma de fogo, pois houve desistência voluntária, vide comentários da alternativa “D”. C) Errada. A superveniência de causa relativamente independente não acarreta a atipicidade da conduta, pois há a responsabilização em relação aos fatos anteriores, nos termos do artigo 13, § 1º, do CP. Portanto, Gabriel responderá pela tentativa de homicídio, pois houve a ruptura do nexo causal em relação à morte de Pedro, vide comentários da alternativa “D”. “Art. 13, § 1º, CP: A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou.” Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 29 D) Correta. Em relação à morte de Pedro, o enunciado narra a situação em que há a superveniência de causa relativamente independente que, por si só, produziu o resultado. Houve, portanto, a ruptura do nexo causal, eis que o resultado morte ocorreu por conta do tropeço e queda, e não pela ação de Gabriel. Assim, responderá apenas pelos fatos praticados anteriormente, ou seja, a tentativa de homicídio, nos termos do artigo 13, § 1º, do CP acima mencionado. Em relação à morte de Júlia, Gabriel será responsabilizado apenas pelo disparo de arma de fogo, pois houve desistência voluntária. Conforme narra o enunciado, Gabriel, ao ver Júlia assustada, desistiu de prosseguir com seu intento original, o que caracteriza a desistência voluntária do artigo 15, do CP, respondendo apenas pelos atos anteriormente praticados. “Art. 15, CP: O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza, só responde pelos atos já praticados.” 60. LETRA A TEMA: FATO TÍPICO A) Correta. Conforme o narrado no enunciado, o crime não foi consumado. Assim, tendo em vista que a conduta delitiva não se consumou por circunstâncias alheias à vontade do agente, deverá ser aplicada a causa de diminuição pela tentativa, nos termos do artigo 14, inciso II e p. único, do CP. Convém destacar que a presença de sistema de vigilância não caracteriza crime impossível, pois, por si só, não impede a configuração do crime de furto (Súmula 567, STJ). “Art. 14, CP: Diz-se o crime: (...) II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços.” “Súmula 567, STJ: A presença de sistema de vigilância, seja por monitoramento eletrônico ou por segurança no interior de um estabelecimento comercial, por si só, não impede a configuração do crime de furto." B) Errada. Não é possível efetuar a aplicação do princípio da insignificância ao caso, pois o valor das mercadorias furtadas (cerca de R$2.000,00) ultrapassa o percentual de 10% do salário mínimo vigente à época dos fatos, contrariando o entendimento da jurisprudência do STJ. DE OLHO NA JURISPRUDÊNCIA: “3. Além de o crime de furto ter sido qualificado pelo concurso de agentes, circunstância objetiva que denota a maior reprovabilidade da conduta, o valor da res furtiva não é insignificante pois equivale a 40% do salário mínimo vigente à época. E conforme a jurisprudência desta Corte Superior de Justiça é ‘incabível a aplicação do princípio da insignificância quando o montante do valor da res furtiva superar o percentual de 10% do salário mínimo vigente à época dos fatos’ (AgRg no REsp 1.729.387/MG, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 03/05/2018, DJe 09/05/2018).” AgRg no RHC 161.195/PR, Relatora: Ministra LAURITA VAZ, Sexta Turma, julgado em 13/3/2023, DJe de 23/3/2023. C) Errada. Não há absorção do delito no caso apresentado. D) Errada. O enunciado não narra situação de crime impossível, mas sim um caso de tentativa, vide comentários da alternativa “A”. O crime impossível (art. 17, CP) ocorre quando há a ineficácia absoluta do meio ou a absoluta impropriedade do objeto, que impede a consumação do crime. Não verificamos tal situação no caso apresentado. “Art. 17, CP: Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime.” 61. LETRA D TEMA: DAS PENAS A) Errada. O regime inicial correto é o semiaberto, vide comentários da alternativa “D”. B) Errada. Apesar de ser correta a fixação de regime semiaberto, vide comentários da alternativa“D”, não poderá haver a substituição da pena apenas por multa. O caso narra que foi condenado a uma pena de 3 (três) anos de reclusão, e, segundo o artigo 44, §2º, do CP, a condenação a pena superior a 1 ano somente permite a substituição por uma pena restritiva de direitos E multa OU por duas restritivas de direitos. “Art. 44, §2º, CP: Na condenação igual ou inferior a um ano, a substituição pode ser feita por multa ou por uma pena restritiva de direitos; se superior a um Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 30 ano, a pena privativa de liberdade pode ser substituída por uma pena restritiva de direitos e multa ou por duas restritivas de direitos.” C) Errada. O regime inicial correto é o semiaberto, vide comentários da alternativa “D”. D) Correta. Aplica-se ao caso o teor da Súmula 269 do STJ, pois, ainda que o condenado seja reincidente, foi condenado a pena inferior a 4 anos, não havendo qualquer outra circunstância descrita no enunciado que impeça a fixação do regime semiaberto. “Súmula 269, STJ: É admissível a adoção do regime prisional semiaberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a 4 (quatro) anos se favoráveis as circunstâncias judiciais”. 62. LETRA C TEMA: EXTINÇÃO DE PUNIBILIDADE A) Errada. O crime de estupro de vulnerável não consta no ROL de crimes imprescritíveis da Constituição Federal. “Artigo 5º, CF: (...) XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei; (...) XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; (...)” B) Errada. O fato não está prescrito, pois a contagem da prescrição, nesse caso, iniciou-se da data em que a vítima completou 18 anos, e não da data do fato, nos termos do artigo 111, inciso V, do CP. “Art. 111, CP: A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr: (...) V - nos crimes contra a dignidade sexual ou que envolvam violência contra a criança e o adolescente, previstos neste Código ou em legislação especial, da data em que a vítima completar 18 (dezoito) anos, salvo se a esse tempo já houver sido proposta a ação penal.” C) Correta. Alternativa correta, pois em consonância com o disposto no artigo 111, inciso V, do CP anteriormente transcrito. D) Errada. Vide comentários da alternativa “B”, a prescrição, nesse caso, deve ser contada da data em que a vítima completou 18 anos, e não da data do fato, nos termos do artigo 111, inciso V, do CP. Além disso, o prazo prescricional não é de 20 anos, pois a contagem da prescrição será reduzida pela metade, tendo em vista a idade de 70 anos do autor do crime (art. 115 do CP). “Art. 115, CP: São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos.” PROCESSO PENAL 63. LETRA A TEMA: RECURSOS E AÇÕES AUTÔNOMAS DE IMPUGNAÇÃO A) Correta. O crime praticado é de menor potencial ofensivo, pois a pena máxima cominada em abstrato é igual a 2 anos, ou seja, trata-se de competência do Juizado Especial Criminal, nos termos do artigo 61, da Lei 9.099/95. Assim, da sentença condenatória caberá o recurso de Apelação, artigo 82, caput e §1º, da Lei nº 9.099/95, no prazo de 10 dias. “Art. 61, Lei nº 9.099/95: Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os efeitos desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não commulta.” “Art. 82, Lei nº 9.099/95: Da decisão de rejeição da denúncia ou queixa e da sentença caberá apelação, que poderá ser julgada por turma composta de três Juízes em exercício no primeiro grau de jurisdição, reunidos na sede do Juizado. § 1º A apelação será interposta no prazo de dez dias, contados da ciência da sentença pelo Ministério Público, pelo réu e seu defensor, por petição escrita, da qual constarão as razões e o pedido do recorrente” B) Errada. Nos termos do artigo 82, §1º, da Lei nº 9.099/95 acima mencionado, o prazo é de 10 dias para interposição e razões, em conjunto. C) Errada. Não há previsão de recurso inominado no Juizado Especial Criminal (JECRIM), mas sim no cível. No JECRIM, o recurso cabível da sentença é a Apelação, vide comentários das alternativas anteriores. D) Errada. O prazo é de 10 dias para interposição e razões, em conjunto, nos termos do artigo 82, §1º, da Lei nº 9.099/95 anteriormente mencionado. 64. LETRA A TEMA: PRINCÍPIOS DO PROCESSO PENAL A) Correta. O enunciado narra uma situação de clara separação entre as funções de acusar, defender e Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 31 julgar, característica do sistema acusatório. O reconhecimento dos direitos do acusado no âmbito do processo penal, bem como a aplicação do princípio do Juiz Natural e da presunção de inocência são características marcantes do sistema acusatório, portanto, alternativa correta. B) Errada. O enunciado narra características típicas do sistema acusatório, vide comentários da alternativa “A”. O sistema inquisitivo é conhecido por não haver separação entre as funções, de modo que o poder de acusação e julgamento fica concentrado nas mãos de ummesmo órgão ou entidade. O juiz é o responsável por conduzir a investigação e o processo penal, o que acarreta na parcialidade do magistrado. Não há observância do princípio da presunção de inocência. Portanto, não se adequa à situação narrada no enunciado. C) Errada. O enunciado narra características típicas do sistema acusatório, vide comentários da alternativa “A”. O sistema misto nada mais é do que uma combinação dos sistemas acusatório e inquisitivo, havendo uma fase para cada, o que demonstra desacordo com a situação narrada no enunciado. D) Errada. Não existe classificação de sistema denominada de “consensual”. 65. LETRA C TEMA: PROCEDIMENTOS NO CPP A) Errada. É cabível a Apelação da sentença proferida pelo Juiz Presidente do Tribunal do Júri, no prazo de 5 dias, quando a sentença do juiz-presidente contrária à lei expressa ou à decisão dos jurados, conforme estabelece o artigo 593, III, “b”, do CPP. “Art. 593, CPP: Caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias: (...) III - das decisões do Tribunal do Júri, quando: (...) b) for a sentença do juiz-presidente contrária à lei expressa ou à decisão dos jurados; (...)” B) Errada. Narra o enunciado que os jurados já haviam reconhecido a existência de provas suficientes, bem como a autoria e a materialidade do crime. Portanto, não há pertinência em alegar a existência de prova suficiente de autoria, pois já havia sido reconhecida. C) Correta. Segundo o enunciado, o conselho de Sentença reconheceu ambas as qualificadoras. Portanto, o pedido efetuado em Apelação de afastamento da qualificadora da tortura deve ser alvo de contrarrazões do assistente de acusação, sob o fundamento da soberania dos veredictos, nos termos do art. 5º, XXXVIII, “c”, da CF/88. Dessa forma, uma vez que os jurados reconhecem uma qualificadora, o Tribunal de Justiça, como instância revisora, não pode afastá-la, pois isso seria contrário à soberania dos veredictos do Júri. “Art. 5º, CF: (...) XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados: (...) c) a soberania dos veredictos; (...)” D) Errada. O entendimento do STJ é o de que o Juiz Presidente pode reconhecer, de ofício, as agravantes não alegadas em plenário. Portanto, não há que se falar em pedido de admissibilidade. 66. LETRA A TEMA: AÇÃO PENAL A) Correta. A ação penal não poderá seguir em relação a Alfredo, pois, segundo o princípio da indivisibilidade da ação penalprivada (art. 48 do CPP) o ofendido não poderá propor ação somente contra um autor, devendo responsabilizar todos os autores. Como Terezinha perdoou expressamente Francisco nos autos da queixa-crime e o perdão foi aceito, este deverá se estender também a Alfredo, caso também aceite, em observância ao princípio da indivisibilidade. “Art. 48, CPP: A queixa contra qualquer dos autores do crime obrigará ao processo de todos, e o Ministério Público velará pela sua indivisibilidade.” PARA RELEMBRAR PERDÃO RENÚNCIA Desistência do querelante de prosseguir na ação penal de exclusiva iniciativa privada Manifestação do ofendido que demonstra desinteresse de exercer seu direito de queixa Ocorre depois de já iniciada ação penal privada (fase processual) Ocorre antes de iniciar a ação penal privada (fase pré-processual) Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 32 B) Errada. Trata-se do princípio da indivisibilidade, conforme comentários da alternativa “A”. Não há aplicação, neste caso, do princípio da intranscendência das penas, pois este está relacionado com a situação em que a pena não pode passar da pessoa do condenado, não havendo relação alguma com o narrado no enunciado. “Art. 5º, XLV, CF: nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a declaração do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido.” C) Errada. Trata-se do princípio da indivisibilidade, conforme comentários da alternativa “A”. Os princípios da legalidade e da presunção de inocência não possuem relação com o narrado no enunciado. O princípio da legalidade no âmbito penal trata do fato de que uma conduta somente poderá ser considerada crime se houver uma lei definindo aquela conduta como crime. Quanto ao princípio da presunção de inocência, este consagra que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. “Art. 5º, LVII, CF: ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.” D) Errada. Trata-se do princípio da indivisibilidade, conforme comentários da alternativa “A”. Os princípios do ne bis in idem e da individualização das penas não possuem relação com o narrado no enunciado. Segundo o princípio non bis in idem ou ne bis in idem, ninguém pode ser julgado mais do que uma vez pela prática do mesmo crime. Já o princípio da individualização das penas estabelece que a pena deve ser individualizada, ou seja, a pena não deve ser genérica, mas deve ser personalizada de acordo com a culpabilidade e demais circunstâncias aplicadas ao agente em específico. “Art. 5º, XLVI, CF: a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes: (...)” 67. LETRA C TEMA: PRISÃO, MEDIDAS CAUTELARES E LIBERDADE PROVISÓRIA A) Errada. O flagrante é próprio e obrigatório, de modo que o delegado possui o dever de prender, vide comentários da alternativa “C”. Seria flagrante impróprio do artigo 302, III, do CPP caso houvesse perseguição logo após a ocorrência do crime, o que não é relatado no enunciado. Além disso, nos termos do artigo 301, do CPP, flagrante facultativo é aquele que pode ser cumprido por qualquer pessoa do povo, o que também não é o caso retratado na questão. “Art. 301, CPP: Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito.” “Art. 302, CPP: Considera-se em flagrante delito quem: (...) III - é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser autor da infração; (...)” B) Errada. O flagrante é próprio e obrigatório, de modo que o delegado possui o dever de prender, vide comentários da alternativa “C”. Não se trata de flagrante presumido do artigo 302, III, do CPP, citado acima, pois o enunciado não narra a situação em que o agente é encontrado, logo depois do crime, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que o façam presumir ser ele autor da infração. C) Correta. Aplica-se ao caso da questão o artigo 302, I e II, do CPP, o que configura a figura do flagrante próprio, que ocorre quando a pessoa é pega no momento em que pratica a infração penal ou logo após de ter cometido o crime. Além disso, o flagrante foi obrigatório em relação ao Delegado Ricardo, que estava de plantão no momento, aplicando-se o teor do artigo 301, do CPP, já anteriormente mencionado, que obriga as autoridades policiais e seus agentes a prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito. “Art. 302, CPP: Considera-se em flagrante delito quem: I - está cometendo a infração penal; II - acaba de cometê-la; (...)” D) Errada. O flagrante é legal, pois ocorreu o flagrante próprio, previsto no artigo 302, I e II, do CPP acima mencionado, sendo dever legal do Delegado efetuar a prisão, nos termos do artigo 301, do CPP anteriormente transcrito, vide comentários da alternativa “C”. 68. LETRA C TEMA: EFICÁCIA DA LEI PENAL NO TEMPO E ESPAÇO A) Errada. A aplicação da lei mais benéfica é feita pelo juízo de execuções penais, vide comentários da alternativa “C”. As hipóteses de revisão criminal estão Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 33 previstas no artigo 621, do CPP, sem correspondência com a situação do enunciado. “Art. 621. CPP: A revisão dos processos findos será admitida: I - quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos; II - quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos; III - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena.” B) Errada. A aplicação da lei mais benéfica, ainda que exista trânsito em julgado, é possível e será realizada pelo juízo de execuções penais, vide comentários da alternativa “C”. C) Correta. O artigo 66, I, da Lei de Execução Penal e a Súmula 611 do STF estabelece que é competência do juízo de execução penal aplicar aos casos julgados lei posterior que de qualquer modo favorecer o condenado. “Art. 66, LEP: Compete ao Juiz da execução: I - aplicar aos casos julgados lei posterior que de qualquer modo favorecer o condenado; (...)” “Súmula 611, STF: “Transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao juízo das execuções a aplicação de lei mais benigna.” D) Errada. A aplicação da lei mais benéfica é feita pelo juízo de execuções penais, vide comentários da alternativa “C”. O habeas corpus possui cabimento quando alguém sofrer ou estiver prestes a sofrer constrangimento ilegal a seu direito de ir, vir e ficar, o que não é o caso da quesão. DIREITO PREVIDENCIÁRIO 69. LETRA D TEMA: BENEFICIÁRIOS DO RGPS A) Errada. Humberto não permanecerá vinculado ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), ao assumir o cargo para Advocacia Geral da União ficará vinculado ao Regime Próprio da Previdência Social (RPPS), conforme consta no art. 40, caput da CF/88. “Art. 40 da CF. O regime próprio de previdência social dos servidores titulares de cargos efetivos terá caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente federativo, de servidores ativos, de aposentados e de pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial.” B) Errada. Não poderia requerer a prestação imediata no regime previdenciário a que estava vinculado, tendo em vista que ao assumir o cargo público ficará obrigado ao RPPS, conforme art. 40, caput da CF/88 mencionado na alternativa anterior. C) Errada. Com a mudança no regime previdenciário, poderá computar os recolhimentos previdenciáriosde Humberto, através da contagem recíproca do tempo de contribuição, conforme consta no art. 201, §9° da CF/88. “Art. 201 da CF. A previdência social será organizada sob a forma do Regime Geral de Previdência Social, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá, na forma da lei, a: [...] § 9º Para fins de aposentadoria, será assegurada a contagem recíproca do tempo de contribuição entre o Regime Geral de Previdência Social e os regimes próprios de previdência social, e destes entre si, observada a compensação financeira, de acordo com os critérios estabelecidos em lei.” D) Correta. Conforme consta no art. 40, caput da CF/88, Humberto ao assumir cargo público ficará filiado ao Regime Próprio de Previdência Social dos servidores federais. 70. LETRA A TEMA: BENEFÍCIOS E SERVIÇOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL A) Correta. O auxílio-acidente é aquele benefício pago ao empregado que sofre um acidente de qualquer natureza e em decorrência dele, fica com sequelas, reduzindo definitivamente a capacidade de trabalho, conforme consta no art. 86 da lei 8.213/91. “Art. 86 da lei 8.21/91. O auxílio-acidente será concedido, como indenização, ao segurado quando, após consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, resultarem sequelas que impliquem redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia.” B) Errada. O benefício por incapacidade temporária, também era conhecido como auxílio-doença, podendo ser dividido em auxílio-doença comum e auxílio-doença acidentário. O primeiro é aquele benefício pago ao empregado que teve uma doença que não está relacionada com suas funções ou ambiente de trabalho, enquanto o segundo é aquele Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 34 benefício pago ao empregado que teve um acidente de trabalho com redução da sua capacidade laboral de forma total, porém temporária. Observe que no enunciado da questão menciona que ele sofreu um acidente de trânsito, e que depois de 02 anos, recebeu alta previdenciária, porém ficou com sequelas. Sendo assim, como o empregado ficou com sequelas e voltou a trabalhar, apenas ficando com essa limitação, não poderia receber o benefício por incapacidade temporária. C) Errada. O pecúlio previdenciário foi extinto e era um benefício que tinha como objetivo devolver os valores pagos mensalmente pelos aposentados entre a data da aposentadoria até abril de 1994, portanto, não seria a resposta da questão. D) Errada. O abono de permanência é um benefício concedido ao servidor que preenche os requisitos da aposentadoria voluntária, porém opta por permanecer no exercício de sua atividade. Sendo assim, também estaria incorreta, pois Antônio é segurado do Regime Geral da Previdência Social (RGPS). DIREITO DO TRABALHO 71. LETRA A TEMA: INTERRUPÇÃO E SUSPENSÃO DO CONTRATO DE TRABALHO A) Correta. Como Pedro foi convocado para prestar serviço militar obrigatório e Vitor sofreu acidente de trabalho, ficando afastado por 01 ano, vai ser computado na contagem de tempo de serviço para os efeitos de indenização e estabilidade, conforme art. 4°, §1° da CLT. “Art. 4º da CLT. Considera-se como de serviço efetivo o período em que o empregado esteja à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposição especial expressamente consignada. § 1º Computar-se-ão, na contagem de tempo de serviço, para efeito de indenização e estabilidade, os períodos em que o empregado estiver afastado do trabalho prestando serviço militar e por motivo de acidente do trabalho.” B) Errada. Vitor também terá direito a computação do tempo de serviço tendo em vista ter sofrido acidente de trabalho e ter ficado afastado por 01 ano, conforme art. 4°, §1° da CLT mencionado acima. C) Errada. Conforme explicação da alternativa a, ambos os empregados terão o tempo de serviço computado. D) Errada. Pedro também terá direito a computação do tempo de serviço tendo em vista a prestação de serviço militar obrigatório. 72. LETRA C TEMA: EXTINÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO A) Errada. O recebimento apenas da denúncia não é caso de suspensão do contrato de trabalho. B) Errada. O recebimento da denúncia não é considerado falta grave para ensejar a extinção do contrato de trabalho. Apenas poderia ser demitido por justa causa se tivesse uma condenação criminal, passada em julgado, caso não tenha ocorrido a suspensão da execução da pena, nos termos do art. 482, alínea “d” da CLT. “Art. 482 da CLT. Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador: [...] d) condenação criminal do empregado, passada em julgado, caso não tenha havido suspensão da execução da pena;” C) Correta. O princípio da presunção da inocência é aquele previsto no art. 5°, LVII da CF, o qual prevê que ninguém é considerado culpado até o trânsito julgado, portanto Constantino ainda não é culpado e consequentemente não haveria consequência no contrato de trabalho. “Art. 5º da CF. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: [...] LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;” D) Errada. O contrato não será interrompido em caso de recebimento apenas de denúncia. 73. LETRA D TEMA: CONTRATO DE TRABALHO A) Errada. O teletrabalho não pode ser pactuado apenas tacitamente, tendo em vista que deverá Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 35 constar expressamente no instrumento de contrato de trabalho, conforme o art. 75-C, caput da CLT. “Art. 75-C da CLT. A prestação de serviços na modalidade de teletrabalho deverá constar expressamente do instrumento de contrato individual de trabalho.” B) Errada. O regime de teletrabalho pode pressupor a prestação por jornada, produção ou tarefa, conforme art. 75-B,§2° da CLT. “Art. 75-B, §2° da CLT. O empregado submetido ao regime de teletrabalho ou trabalho remoto poderá prestar serviços por jornada ou por produção ou tarefa.” C) Errada. O teletrabalho não será descaracterizado, caso o empregado tenha que comparecer às dependências do empregador de forma habitual, conforme art. 75-B, §1° da CLT “Art. 75-B, § 1º da CLT. O comparecimento, ainda que de modo habitual, às dependências do empregador para a realização de atividades específicas que exijam a presença do empregado no estabelecimento não descaracteriza o regime de teletrabalho ou trabalho remoto.” D) Correta. De fato, o teletrabalho pode se dar de forma parcial ou total, fora das dependências da empresa, e não se configura como trabalho externo, pressuposto a utilização de tecnologia de informação e comunicação, conforme consta no art. 75-B, caput da CLT. “Art. 75-B da CLT. Considera-se teletrabalho ou trabalho remoto a prestação de serviços fora das dependências do empregador, de maneira preponderante ou não, com a utilização de tecnologias de informação e de comunicação, que, por sua natureza, não configure trabalho externo.” 74. LETRA C TEMA: ESTABILIDADE A) Errada. O acidente sofrido por Paulo é equiparado ao acidente de trabalho, tendo em vista que embora ele não estivesse nas dependências da empresa, houve um acidente em viagem a serviço da empresa, conforme art. 21 da lei 8.213/91. ATENÇÃO: Embora a reforma trabalhista tenha extinto as horas in itinere, o acidente de percurso ainda existe. “Art. 21 da lei 8.213/91. Equiparam-se também ao acidente do trabalho, para efeitos desta Lei: IV - o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho: d) no percurso daA jornada de trabalho do advogado empregado, quando prestar serviço para empresas, não poderá exceder a duração diária de 8 (oito) horas contínuas e a de 40 (quarenta) horas Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 3 semanais. (Redação dada pela Lei no 14.365, de 2022). D) Errada. Mesmo em regime de dedicação exclusiva, o advogado empregado tem direito à remuneração pelas horas trabalhadas excedentes à jornada normal. Art. 20. §2º. EAOAB. As horas trabalhadas que excederem a jornada normal são remuneradas por um adicional não inferior a cem por cento sobre o valor da hora normal, mesmo havendo contrato escrito. 06. LETRA B TEMA: ATIVIDADE DA ADVOCACIA E MANDATO JUDICIAL A) Errada. A consultoria pode ser exercida de forma verbal e independe de outorga de mandato ou de formalização por contrato de honorários. B) Correta. As atividades de consultoria e assessoria jurídicas podem ser feitas de forma verbal, independentemente da outorga de mandato. Art. 5º. EAOAB. O advogado postula, em juízo ou fora dele, fazendo prova do mandato. §4º As atividades de consultoria e assessoria jurídicas podem ser exercidas de modo verbal ou por escrito, a critério do advogado e do cliente, e independem de outorga de mandato ou de formalização por contrato de honorários. C) Errada. Não há exigência de um contrato escrito para a prestação de consultoria jurídica de forma verbal. D) Errada. Não é necessário a outorga de mandato. 07. LETRA C TEMA: PUBLICIDADE PROFISSIONAL A) Errada. É proibida a divulgação conjunta de serviços advocatícios com outras atividades, independentemente do porte do outdoor. B) Errada. É proibida, ainda que a publicidade e zele pela discrição e sobriedade, a divulgação conjunta de serviços advocatícios com qualquer outra atividade. C) Correta. Não é permitida a divulgação conjunta das duas atividades, pois é vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade. Art. 1º, §3º. EAOAB. É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade. Art. 40. CEDOAB. Os meios utilizados para a publicidade profissional hão de ser compatíveis com a diretriz estabelecida no artigo anterior, sendo vedados: IV – a divulgação de serviços de advocacia juntamente com a de outras atividades ou a indicação de vínculos entre uns e outras. D) Errada. Não há previsão de exceções para a proibição da divulgação conjunta de serviços advocatícios com outras atividades. 08. LETRA C TEMA: INSCRIÇÃO NA OAB A) Errada. O estrangeiro ou brasileiro, quando não graduado em direito no Brasil, deve fazer prova do título de graduação, obtido em instituição estrangeira, devidamente revalidado, além de atender aos demais requisitos previstos no art. 8° do EAOAB, incluindo a aprovação no exame da ordem. B) Errada. O Estatuto da Advocacia permite que estrangeiros exerçam a advocacia no Brasil, desde que cumpram os requisitos legais, incluindo a revalidação do diploma. C) Correta. Pedro poderá exercer a profissão de advogado, desde que o seu diploma, obtido no exterior, seja revalidado no Brasil, e ele atenda aos demais requisitos previstos no art. 8° do EAOAB, incluindo a aprovação no exame da ordem e a comprovação de idoneidade moral. Art. 8º. EAOAB. Para inscrição como advogado é necessário: I - capacidade civil; II - diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino oficialmente autorizada e credenciada; III - título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro; IV - aprovação em Exame de Ordem; V - não exercer atividade incompatível com a advocacia; VI - idoneidade moral; VII - prestar compromisso perante o conselho. Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 4 Art. 8º, §2º. EAOAB. O estrangeiro ou brasileiro, quando não graduado em direito no Brasil, deve fazer prova do título de graduação, obtido em instituição estrangeira, devidamente revalidado, além de atender aos demais requisitos previstos neste artigo. D) Errada. A revalidação do diploma é um processo separado e obrigatório, independentemente da aprovação no Exame de Ordem. Ou seja, a aprovação no Exame de Ordem não convalida automaticamente os diplomas obtidos no exterior. FILOSOFIA 09. LETRA B O trecho da questão possui inspiração clara na obra "Ética a Nicômaco", Aristóteles apresenta a ideia de justiça distributiva, que trata da distribuição proporcional de bens, honras e recursos conforme os méritos e necessidades de cada indivíduo. Além disso, Aristóteles afirma que a verdadeira justiça consiste em tratar iguais de forma igual e desiguais de forma desigual, na medida de suas desigualdades. 10. LETRA B A Teoria Pura do Direito de Kelsen buscava a pureza metodológica da Ciência do Direito, delimitando seu objeto de estudo e utilizando métodos próprios para analisá-lo, sem se deixar influenciar por outros campos do conhecimento. CONSTITUCIONAL 11. LETRA B TEMA: CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE A) Errada. A Constituição Federal prevê que as súmulas vinculantes editadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) têm efeito vinculante em todo o território nacional. Portanto, devem ser seguidas por todos os órgãos, tanto do Poder Judiciário quanto da Administração Pública, seja ela direta ou indireta, em qualquer uma de suas esferas (federal, estadual e municipal). Dessa forma, a assertiva está equivocada ao afirmar que um Tribunal de Justiça de um Estado-membro (como o Tribunal de Justiça do Paraná, de São Paulo, Ceará, entre outros) não está obrigado a seguir essas súmulas. Na realidade, os Tribunais de Justiça estaduais estão, sim, obrigados a obedecer às súmulas vinculantes do STF. Art. 103-A, da CRFB/88: O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (...) § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. B) Correta. Essa assertiva corresponde ao procedimento previsto na Constituição Federal. A Carta Magna estabelece no art. 103-A, caput (vide comentário da letra “A”) que para cancelar a súmula vinculante, que pode ser de ofício ou por provocação, é preciso que haja 2/3 dos membros do Supremo Tribunal Federal, esse procedimento é destinado tanto para revisão quanto para cancelamento. Não obstante, a Lei 11.417/06, no art.2°, §3°, igualmente, estabelece os requisitos para cancelamento e/ou revisão da Súmula Vinculante. Para memorizar sobre as Súmulas Vinculantes: (i) Vinculam o Poder Judiciário e a Administração Pública (direta e indireta) em quaisquer de suas esferas; (ii) Para edição, revisão ou cancelamento: depende de decisão tomada por 2/3 (dois terços) dos membros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária; e (iii) No prazo de 10 dias, subsequente a sessão que editar, rever ou cancelar, o STF publicará no Diário da Justiça e Diário Oficial da União. Art. 2º, Lei 11.417/06: O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciárioresidência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado.” B) Errada. Paulo não terá direito a estabilidade, tendo em vista que o seu afastamento foi por apenas 12 dias, ou seja, inferior a 15 dias. E conforme consta na súmula 378, inciso II do TST, o afastamento tem que ser superior a 15 dias e receber o auxílio-doença acidentário. “Súmula nº 378, II do TST. São pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 15 dias e a consequente percepção do auxílio-doença acidentário, salvo se constatada, após a despedida, doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução do contrato de emprego. (primeira parte - ex-OJ nº 230 da SBDI-1 -inserida em 20.06.2001)” C) Correta. Conforme vimos nas alternativas anteriores, o tipo de acidente que Paulo sofreu equipara-se com o de trabalho, conforme art. 21 da lei 8.213/91, porém não terá direito a estabilidade, pois o seu afastamento foi por apenas 12 dias, ou seja, inferior a 15 dias. D) Errada. Como observamos na explicação da alternativa a, o acidente que Paulo teve é equiparado ao acidente de trabalho, conforme o art. 21 da lei 8.213/91. 75. LETRA B TEMA: ESTABILIDADE A) Errada. Não é apenas Fabiane que possui garantia no emprego; Rogéria também possui, pois embora seja aprendiz, ela possui vínculo empregatício, sendo assim, possui garantia provisória pois ambas se encontram gestantes, conforme art. 10 do ADCT. “Art. 10 do ADCT. Até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o art. 7º, I, da Constituição: II - fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa: [...] b) - da empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.” B) Correta. Conforme explicação anterior Fabiane e Rogéria possuem garantia no emprego, pois Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 https://modeloinicial.com.br/lei/129858/orientacoes-jurisprudenciais-sbdi-1-tst/num-230 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 36 encontram-se gestantes, nos termos do art. 10 do ADCT. Roberta não tem estabilidade, pois é apenas estagiária, ou seja, não possui vínculo empregatício. Além disso, não há legislação que traga amparo a esta garantia. DE OLHO NA JURISPRUDÊNCIA: CONTRATO DE ESTÁGIO. NULIDADE. VÍNCULO EMPREGATÍCIO. ESTABILIDADE GESTACIONAL. IMPOSSIBILIDADE. O contrato de estágio não se equipara ao contrato de emprego; assim, não gera o vínculo empregatício, conforme previsão contida no art. 3º da Lei 11.788/08 -- ordenamento que regula o estágio dos estudantes. Destarte, não se confere à estagiária gestante o direito à estabilidade de que trata os arts. 7º, XVIII e 10, II, b, do ADCT, da CF. Mantida a natureza de estágio do contrato firmado entre as partes, não há como se atender ao pleito recursal. Em outras palavras: não tendo sido declarada a existência de vínculo trabalhista entre a parte concedente do estágio e a estagiária, e muito menos o reconhecimento dos direitos trabalhistas, é certo então que a autora não faz jus à referida proteção por ausência de amparo legal. Recurso da reclamante ao qual se nega provimento. (TRT-2 10000601820215020202 SP, Relator: SIDNEI ALVES TEIXEIRA, 17ª Turma - Cadeira 1, Data de Publicação: 23/09/2021) C) Errada. Roberta poderia ser dispensada em razão de não ter sido detentora de garantia provisória de emprego, conforme explicação na alternativa anterior. D) Errada. Rogéria e Fabiana não podem sofrer despedida arbitrária ou sem justa causa, em razão da garantia provisória de emprego, conforme consta no art. 10 do ADCT. PROCESSO DO TRABALHO 76. LETRA C TEMA: AUDIÊNCIA TRABALHISTA A) Errada. Conforme consta no art. 813 da CLT, as audiências devem ocorrer entre 08 e 18 horas, com exceção de matéria urgente, portanto, a audiência de Pedro não ocorreria independentemente do horário. “Art. 813 da CLT. As audiências dos órgãos da Justiça do Trabalho serão públicas e realizar-se-ão na sede do Juízo ou Tribunal em dias úteis previamente fixados, entre 8 (oito) e 18 (dezoito) horas, não podendo ultrapassar 5 (cinco) horas seguidas, salvo quando houver matéria urgente.” B) Errada. Não é o juiz quem vai determinar o horário do término de suas audiências, conforme visto na alternativa anterior há previsão expressa em nossa CLT do horário da audiência. C) Correta. As audiências só podem ocorrer até as 18 horas, com exceção se houver matéria de urgência, conforme art. 813 da CLT. D) Errada. As audiências não devem ser paralisadas às 17:30, elas podem ser realizadas até às 18 horas, conforme art. 813 da CLT. 77. LETRA D TEMA: DESPESAS PROCESSUAIS A) Errada. O advogado de Tereza não perdeu o direito aos honorários por causa de erro material do judiciário. Portanto, mesmo após a publicação da sentença, o juiz pode alterar conforme art. 494 do CPC que é aplicado de forma subsidiária, nos termos do art. 769 da CLT. “Art. 494 do CPC. Publicada a sentença, o juiz só poderá alterá-la: I - para corrigir-lhe, de ofício ou a requerimento da parte, inexatidões materiais ou erros de cálculo; II - por meio de embargos de declaração.” “Art. 769 da CLT. Nos casos omissos, o direito processual comum será fonte subsidiária do direito processual do trabalho, exceto naquilo em que for incompatível com as normas deste Título.” B) Errada. Não é necessário que o advogado ingresse com uma ação própria para correção de erro material. Ou seja, pode ser corrigido no mesmo processo. C) Errada. Não depende da concordância do executado, tendo em vista que estamos diante de um erro material. D) Correta. A alternativa está em consonância com o art. 494 do CPC, tendo em vista que o juiz poderá corrigir a decisão de ofício ou a requerimento da parte, inexatidões materiais ou erros de cálculo ou até mesmo através dos embargos de declaração, em razão da omissão do juiz. 78. LETRA B TEMA: RECURSOS A) Errada. A medida cabível não seria o agravo de instrumento, tendo em vista que esse recurso é cabível é quando quer destrancar um recurso, ou seja, Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 37 impugna um despacho que negou seguimento (juízo “a quo” nega seguimento), conforme art. 897, alínea “b” da CLT. Funciona como se fosse um “carrinho” (Lembre da profa. Carol: tru tru tru) “Art. 897 da CLT. Cabe agravo, no prazo de 8 (oito) dias: b) de instrumento, dos despachos que denegarem a interposição de recursos.” B) Correta. Observe que o enunciado dá indícios que havia iniciado a fase de execução, ao mencionar “Após a liquidação de sentença…”. Em seguida, menciona que foi apresentado os embargos à execução de forma tempestiva, porém o juiz julgou improcedente a alegação. Diante disso, por estarmos diante de uma decisão na execução, o recurso cabível é o agravo de petição, conforme art. 897, alínea “a” da CLT. DICA: Decisão na execuÇÃO -> Agravo de PetiÇÃO “Art. 897 da CLT. Cabe agravo, no prazo de 8 (oito) dias: a) de petição, das decisões do Juiz ou Presidente, nas execuções;” C) Errada. Não seria cabível o recurso ordinário, tendo em vista que não estávamos diante de uma das hipóteses do art. 895 da CLT. “Art. 895 da CLT. Cabe recurso ordinário para a instância superior: I - das decisões definitivas ou terminativas das Varas e Juízos, no prazo de 8 (oito) dias; e II - das decisões definitivas ou terminativas dos Tribunais Regionais, em processos de sua competência originária, no prazo de 8 (oito) dias, quer nos dissídios individuais, quer nos dissídios coletivos.” D) Errada. Não seria cabível o recurso de revista tendo em vista que já estávamos na fase de execução e não estávamos diante de uma das hipóteses do art. 896 da CLT. “Art. 896 da CLT. Cabe Recurso de Revista para Turma do Tribunal Superior do Trabalho das decisõesproferidas em grau de recurso ordinário, em dissídio individual, pelos Tribunais Regionais do Trabalho, quando: a) derem ao mesmo dispositivo de lei federal interpretação diversa da que lhe houver dado outro Tribunal Regional do Trabalho, no seu Pleno ou Turma, ou a Seção de Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho, ou contrariarem súmula de jurisprudência uniforme dessa Corte ou súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal; b) derem ao mesmo dispositivo de lei estadual, Convenção Coletiva de Trabalho, Acordo Coletivo, sentença normativa ou regulamento empresarial de observância obrigatória em área territorial que exceda a jurisdição do Tribunal Regional prolator da decisão recorrida, interpretação divergente, na forma da alínea a; c) proferidas com violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal.” 79. LETRA A TEMA: RECURSOS A) Correta. Observe que o enunciado menciona que houve a impetração do Habeas Corpus porém, em decisão colegiada, o TRT negou. Sendo assim, por estarmos diante de uma decisão do TRT, em processo de competência originária, seria possível a interposição do recurso ordinário para o TST, conforme consta no art. 895, II da CLT.“ Art. 895 da CLT. Cabe recurso ordinário para a instância superior: [...] II - das decisões definitivas ou terminativas dos Tribunais Regionais, em processos de sua competência originária, no prazo de 8 (oito) dias, quer nos dissídios individuais, quer nos dissídios coletivos.” B) Errada. O agravo de petição é o recurso utilizado quando estamos diante de uma decisão na execução, conforme art. 897, alínea “a” da CLT, não sendo a situação do enunciado. DICA: Decisão na execuÇÃO -> Agravo de PetiÇÃO “Art. 897 da CLT. Cabe agravo, no prazo de 8 (oito) dias: a) de petição, das decisões do Juiz ou Presidente, nas execuções;” C) Errada. Não seria cabível o recurso de revista tendo em vista que já estávamos na fase de execução e não estávamos diante de uma das hipóteses do art. 896 da CLT. “Art. 896 da CLT. Cabe Recurso de Revista para Turma do Tribunal Superior do Trabalho das decisões proferidas em grau de recurso ordinário, em dissídio individual, pelos Tribunais Regionais do Trabalho, quando: Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 38 a) derem ao mesmo dispositivo de lei federal interpretação diversa da que lhe houver dado outro Tribunal Regional do Trabalho, no seu Pleno ou Turma, ou a Seção de Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho, ou contrariarem súmula de jurisprudência uniforme dessa Corte ou súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal; b) derem ao mesmo dispositivo de lei estadual, Convenção Coletiva de Trabalho, Acordo Coletivo, sentença normativa ou regulamento empresarial de observância obrigatória em área territorial que exceda a jurisdição do Tribunal Regional prolator da decisão recorrida, interpretação divergente, na forma da alínea a; c) proferidas com violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal.” D) Errada. A medida cabível não seria o agravo de instrumento, tendo em vista que esse recurso é cabível é quando quer destrancar um recurso, ou seja, impugna um despacho que negou seguimento (juízo “a quo” nega seguimento), conforme art. 897, alínea “b” da CLT. Funciona como se fosse um “carrinho” (Lembre da profa. Carol: tru tru tru) “Art. 897 da CLT. Cabe agravo, no prazo de 8 (oito) dias: b) de instrumento, dos despachos que denegarem a interposição de recursos.” 80. LETRA A TEMA: EXECUÇÃO A) Correta. Seria inviável a pretensão, tendo em vista que é apenas permitida a execução provisória ao bloqueio ou à penhora, conforme consta no art. 899, caput da CLT. “Art. 899 da CLT. Os recursos serão interpostos por simples petição e terão efeito meramente devolutivo, salvo as exceções previstas neste Título, permitida a execução provisória até a penhora.” B) Errada. Não há essa previsão legal para a liberação dos valores com a assinatura de um termo de compromisso. C) Errada. Não há essa previsão legal para que o juiz faça a liberação do valor sem qualquer condição, ou seja, só é permitida a liberação dos valores após o trânsito em julgado da decisão. D) Errada. A regra, na Justiça do Trabalho, é que os recursos têm efeito meramente devolutivo, conforme consta no art. 899, caput da CLT. Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 5 § 3º A edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula com efeito vinculante dependerão de decisão tomada por 2/3 (dois terços) dos membros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária. C) Errada. Contrariamente ao alegado, o cancelamento da Súmula Vinculante também pode ocorrer por ofício, conforme prevê o caput do art. 103-A da CF e o art. 2° da Lei 11.417/06. D) Errada. O cancelamento de uma Súmula Vinculante não deve ser feito por uma Ação Direita de Inconstitucionalidade (ADI). A ADI é o instrumento pelo qual se solicita a declaração de que o ato normativo seja declarado inconstitucional. Não é o caso! Para pedir o cancelamento de Súmula Vinculante ou, até mesmo, a sua revisão, deve ser feito por meio de processo específico direcionado diretamente ao STF, conforme art. 103-A da CF e o art. 2° da Lei 11.417/06. 12. LETRA C TEMA: TEORIA DA CONSTITUIÇÃO Antes de avaliar cada uma das assertivas é preciso ter em mente que o Supremo Tribunal Federal (STF), no tema 1.031 de Repercussão Geral sobre a demarcação de terras indígenas, estabeleceu diretrizes fundamentais sobre a posse tradicional indígena. O julgamento reconhece que a demarcação de terras indígenas é um procedimento que declara o direito originário dessas comunidades à posse de terras que ocupam tradicionalmente. A posse tradicional indígena difere da posse civil e inclui terras habitadas permanentemente, áreas necessárias para atividades produtivas, preservação ambiental e reprodução cultural, conforme os usos e tradições indígenas, conforme o artigo 231 da Constituição Federal. As terras indígenas são inalienáveis, indisponíveis e imprescritíveis, com posse permanente dos indígenas e usufruto exclusivo das riquezas naturais nelas existentes. A ocupação indígena deve ser compatível com a tutela ambiental, e os povos indígenas têm capacidade civil, sendo partes legítimas em processos que envolvem seus interesses, além da legitimidade concorrente da FUNAI e da atuação do Ministério Público como fiscal da lei. A) Errada. No caso em comento, conforme a decisão do STF, Ubirajara não pode alienar a terra, posto que ela é regularmente demarcada, portanto, é inalienável, ou seja, por força de lei não pode ser objeto de alienação. A inalienabilidade das terras indígenas está profundamente enraizada no princípio do respeito à pluralidade cultural e ao modo de vida das comunidades indígenas. Esse respeito se traduz na política do não contato, que visa preservar a escolha dessas comunidades em manter-se distantes do modo de vida da sociedade envolvente. Isso garante a integridade das terras essenciais para a subsistência e o desenvolvimento cultural dos povos indígenas, além de evitar a propagação de doenças devido à vulnerabilidade imunológica dessas populações. A superação do paradigma assimilacionista, que visava integrar os povos indígenas à sociedade dominante, para um paradigma de respeito à pluralidade, impõe a proteção dessas terras como inalienáveis. A inalienabilidade permite preservar o direito dos indígenas de viverem conforme seus próprios costumes, garantindo que suas terras não sejam exploradas comercialmente ou alienadas, o que poderia comprometer sua subsistência e sua cultura B) Errada. No caso em comento, quem é proprietário das terras indígenas é a União, por isso, não é possível afirmar “caso figure como proprietário”, posto que não é, mas é a União e o mero registro de imóveis não tem o condão de alterar a natureza de inalienabilidade da terra. Art. 20, da CRFB/88: São bens da União :XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. C) Correta. Conforme julgados vistos nas explicações acima, as terras demarcadas possuem a condição de inalienabilidade, portanto, não são passíveis de alienação, por força de disposição legal, eis que esta condição é prevista na Constituição Federal. O STF, no tema de repercussão geral 1.031 reforçou a preocupação de omissão da Administração Pública em proteger esses territórios e a integridade física dos povos indígenas, especialmente aqueles isolados ou de recente contato, expõe essas comunidades a riscos graves, justificando a necessidade de medidas efetivas para sanar essas irregularidades. Portanto, a inalienabilidade das terras indígenas é uma medida essencial para garantir a preservação da vida, cultura e identidade desses povos. Nesse sentido, Ubirajara não pode alienar a sua terra. Art. 231, CRFB/88: São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens. Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 6 § 4º As terras de que trata este artigo são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis. D) Errada. A Constituição Federal, no art.231, §4°, ao tratar sobre a inalienabilidade das terras, não faz ressalva ou condição, portanto, tem-se uma inalienabilidade absoluta. Por essa razão, ainda que Ubirajara obtenha autorização de parte da comunidade indígena, trata-se de bem da União e não pode ser alienada. 13. LETRA B TEMA: DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS A) Errada. A assertiva incorre em 2 erros: (i) primeiro, afirmar que não houve desrespeito a direito fundamental; e (ii) segundo, afirmar que os agentes policiais têm até 72 horas para comunicar à família. Segundo o art.5°, LXII da Constituição Federal, a prisão deve ser comunicada imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. Art. 5°, LXII, CRFB/88: a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada; B) Correta. A referida assertiva encontra-se conforme o texto constitucional. É direito do preso, ter o local onde se encontra comunicado imediatamente ao juiz e à família ou à pessoa que indicar, na forma do art. 5°, LXII da Constituição (vide artigo na letra “A”). C) Errada. A Constituição Federal, em seu artigo 5º, inciso LXII, assegura o direito de comunicação imediata do local de prisão tanto ao juiz quanto à família ou a outra pessoa indicada pelo detido. Esse dispositivo deixa claro que o direito se aplica a "qualquer pessoa" presa, independentemente de sua periculosidade. Isso significa que, seja o preso considerado de alta periculosidade ou não, todos têm garantido o mesmo direito de informar sobre sua prisão, sem distinções. D) Errada. A referida comunicação se trata de um direito fundamental, razão pela qual a argumentação de necessidade de preservar a segurança da sociedade não deve prosperar. Ainda, a Constituição estabelece que esse direito se aplica a "qualquer pessoa" presa, portanto, independe do grau de periculosidade. 14. LETRA B TEMA: DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS A) Errada. Ainda que se trate de pessoa jurídica, a Constituição Federal, ao prever o direito de petição, assegura enquanto garantia fundamental o exercício independentemente do pagamento de taxas, sob pena de inviabilizar o direito de defesa e coibir o abuso de poder. B) Correta. A Constituição Federal, assegura o direito de petição, pelo qual deve ser viabilizado independente do pagamento de taxas, por isso, a Lei Federal n° Y, ao fazer tal exigência, fere direito fundamental e, por isso, é inconstitucional. Art. 5°, XXXIV, CRFB/88: são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicosem defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder; b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal; C) Errada. A Lei Federal n° Y é inconstitucional, uma vez que na via administrativa, o exercício do Direito de Petição independe do pagamento de taxas. D) Errada. A Lei Federal n° Y é inconstitucional, portanto, é inválida, pois segundo as alíneas do art. 5°, XXXIV da Constituição (vide comentário da letra “b”), independente de taxa, será assegurado o direito de petição para defesa de direitos, ilegalidades ou abuso de poder. Por isso, é errado afirmar a exigibilidade para os casos de abuso de poder. 15. LETRA B TEMA: CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE A) Errada. O erro da assertiva é afirmar que não será possível nenhum tipo de controle de constitucionalidade enquanto não convertida em ato normativo. Todavia, conforme será abordado na letra “B”, é possível manejo de Mandado de Segurança. B) Correta. No sistema jurídico brasileiro, não se admite o controle jurisdicional da constitucionalidade material de projetos de lei enquanto estão em processo de formação, ou seja, não é permitido ao Judiciário avaliar antecipadamente se um projeto de lei é constitucional ou não antes de ele se tornar uma norma vigente. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) faz uma única exceção a essa regra: permite que parlamentares impetrem mandado de segurança para coibir atos praticados durante o processo de aprovação de uma lei ou emenda constitucional que sejam incompatíveis com as normas constitucionais que regulam o processo Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 7 legislativo. Isso é permitido apenas em casos excepcionais, onde o vício de inconstitucionalidade está diretamente relacionado a aspectos formais e procedimentais do processo legislativo. Nessas situações, a intervenção judicial é permitida para corrigir um vício já concretizado durante a formação da norma, antes de sua final aprovação. No presente caso, uma vez que a PEC é incompatível com a norma constitucional que regula o processo legislativo (cláusula pétrea), é cabível o Mandado de Segurança. Art. 60, CRFB/88: A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: § 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I - a forma federativa de Estado; C) Errada. A Ação Direta de Inconstitucionalidade é cabível contra normas promulgadas e em vigor, no caso em comento se trata de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), por isso, não é cabível. A ação direta de inconstitucionalidade (ADI) genérica tem como objeto leis ou atos normativos que se mostrem incompatíveis com o parâmetro ou paradigma de confronto estabelecido pela Constituição. Dessa forma, o controle jurisdicional preventivo e abstrato (ADI) sobre meras propostas normativas não é permitido, já que essas propostas não introduzem mudanças formais no ordenamento jurídico. O próprio artigo 102, inciso I, alínea "a" da Constituição Federal de 1988, como mencionado, estabelece que a ADI se aplica a leis ou atos normativos, e não a projetos de lei ou propostas de atos normativos. Como ressaltou o ministro Celso de Mello, “atos normativos ainda em processo de formação, com tramitação procedimental não concluída, não permitem e nem justificam o controle concentrado ou em tese de constitucionalidade, que pressupõe — exceto nos casos de omissão juridicamente relevante — a existência de normas definitivas, completas e acabadas” (ADI 466, j. 03.04.1991, Pleno, DJ de 10.05.1991). Nesse mesmo sentido, foi decidido na ADI 7.081, Pleno, j. 24.10.2022. D) Errada. Preceito fundamental é um conceito que, embora não tenha sido explicitamente definido na Constituição ou em lei infraconstitucional, é crucial para a interpretação do sistema constitucional brasileiro. Ele se refere às normas e princípios que formam a base essencial do ordenamento jurídico, servindo como orientadores na interpretação das demais normas constitucionais. Esses preceitos são considerados fundamentais porque estabelecem os comandos básicos e indispensáveis para a proteção e sustentação dos pilares da Constituição. Exemplos incluem os princípios fundamentais, os direitos e garantias individuais, os princípios sensíveis e as normas que integram as cláusulas pétreas da Constituição. O Supremo Tribunal Federal (STF) tem a responsabilidade de identificar e aplicar esses preceitos fundamentais, embora ainda não tenha oferecido uma definição precisa e completa do que eles são. Em determinadas ocasiões, o STF tem indicado o que não pode ser considerado preceito fundamental, como foi o caso do veto presidencial, que, por ser um ato político, não se enquadra como preceito fundamental e, portanto, não pode ser objeto de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), exceto em situações específicas onde haja inconstitucionalidade no processo legislativo. Todavia, no caso em comento, não é instrumento hábil, sendo o Mandado de Segurança. 16. LETRA A TEMA: ORGANIZAÇÃO DOS PODERES A) Correta. Não compete ao STF o julgamento da Constituição Estadual. Conforme prevê o art. 102, III, alínea “a”, compete o STF o julgamento, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, quando a decisão recorrida da Constituição Federal! Art. 102, CRFB: Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: III - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, quando a decisão recorrida: a) contrariar dispositivo desta Constituição; B) Errada. O Supremo Tribunal Federal (STF) não tem a função de revisar as interpretações que os Tribunais de Justiça dos estados fazem sobre as Constituições Estaduais, exceto quando essa interpretação envolve uma norma que deve, obrigatoriamente, seguir o padrão da Constituição Federal ou quando há uma violação direta à própria Constituição Federal. C) Errada. O recurso ordinário não é aplicável neste caso, pois, apesar da questão ser de natureza constitucional, ela não se enquadra nas situações em que o recurso extraordinário seria cabível, uma vez que não envolve diretamente a Constituição Federal. D) Errada. O recurso extraordinário só pode ser interposto quando a decisão contestada violar algum Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 8 dispositivo da Constituição Federal ou tratar de normas que obrigatoriamente devem seguir os padrões estabelecidos pela Constituição Federal. DIREITOS HUMANOS 17. LETRA A TEMA: ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO SOBRE POVOS INDÍGENAS E TRIBAIS A) Correta. Trata-se, basicamente, do teor do artigo 6º da Convenção 169 da OIT, a qual estabelece o direito à consulta das comunidades indígenas e às populações tradicionais, quando sejam previstas medidas legislativas ou administrativas suscetíveis de afetá-Ios diretamente. “Artigo 6° , Convenção 169 da OIT: 1. Ao aplicar as disposições da presente Convenção, os governos deverão: a) consultar os povos interessados, mediante procedimentos apropriados e, particularmente, através de suas instituições representativas, cada vez que sejam previstas medidas legislativas ou administrativas suscetíveis de afetá-Ios diretamente; (...)” B) Errada. Não há previsão de exceção ao direito de consulta na Convenção 169 da OIT. C) Errada. O direito à consulta das comunidades indígenas e às populações tradicionais é um direito garantido, de modo que cabe ao Estado a sua promoção. A demonstração de sua violação independe de demonstração de prejuízo, pois a simples falta da consulta constitui a violação ao direito. D) Errada. A atribuição para representar diretamente as referidas comunidadescabe às instituições representativas dos próprios povos indígenas, conforme previsão do artigo 6º da Convenção 169 da OIT. 18. LETRA B TEMA: DIREITO INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS A) Errada. O fato de o Estado brasileiro ainda não ter ratificado a Convenção Internacional sobre a Proteção dos Direitos de Todos os Trabalhadores Migrantes e dos Membros de suas Famílias não impede que a situação seja submetida à apreciação dos órgãos integrantes do sistema regional americano de proteção dos direitos humanos, pois, o Brasil sendo Membro da OEA, está sujeito a seus princípios e normas, incluindo a proteção dos direitos humanos dos trabalhadores migrantes. B) Correta. O art. 3º da Lei nº 13.445/2017 (Lei de Migração) estabelece, dentre os princípios e diretrizes da política migratória brasileira, que não poderá haver discriminação em razão dos critérios ou dos procedimentos pelos quais a pessoa foi admitida em território nacional. Portanto, o Brasil tem o dever de respeitar e garantir os direitos dos trabalhadores migrantes indocumentados, independentemente de sua nacionalidade, conforme afirma a alternativa. “Art. 3º, Lei nº 13.445/2017: A política migratória brasileira rege-se pelos seguintes princípios e diretrizes: (...) IV - não discriminação em razão dos critérios ou dos procedimentos pelos quais a pessoa foi admitida em território nacional; (...)” C) Errada. A irregularidade da condição dos trabalhadores migrantes não impede o seu acesso ao Poder Judiciário nacional. O art. 4º da Lei nº 13.445/2017 (Lei de Migração) garante o acesso à justiça. “Art. 4º, Lei nº 13.445/2017: Ao migrante é garantida no território nacional, em condição de igualdade com os nacionais, a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, bem como são assegurados: (...) IX - amplo acesso à justiça e à assistência jurídica integral gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos; (...)” D) Errada. Diferentemente do que alega a alternativa, o acesso simultâneo não é automático. Além disso, a depender das circunstâncias do caso pode haver litispendência, o que poderá constituir um obstáculo. DIREITO ELEITORAL 19. LETRA C TEMA: CAMPANHA ELEITORAL A) Errada. Não há obrigatoriedade de distribuir recursos de forma isonômica. O financiamento de campanhas eleitorais no Brasil deve seguir o princípio da transparência, conforme estabelecido na Lei nº 9.504/1997, para permitir o controle pela Justiça Eleitoral e informar os eleitores sobre os contribuintes e os gastos dos candidatos. O financiamento é misto, envolvendo recursos públicos, como os provenientes do Fundo de Financiamento de Campanha e do Fundo Partidário, e doações de pessoas físicas, uma vez que as doações de pessoas jurídicas foram proibidas pelo STF. A Lei nº 13.488/2017 introduziu o Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 9 crowdfunding como uma nova forma de arrecadação, permitindo que candidatos e partidos também comercializem bens e promovam eventos para angariar recursos. B) Errada. Os recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) não são entregues diretamente aos candidatos. Em vez disso, esses recursos são repassados aos partidos políticos, que têm a responsabilidade de distribuí-los aos seus candidatos com base em critérios definidos internamente. O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) é um fundo público criado para custear as campanhas eleitorais dos candidatos, conforme estabelecido nos artigos 16-C e 16-D da Lei nº 9.504/1997. A gestão e a distribuição dos recursos desse fundo seguem as diretrizes estabelecidas pela Resolução-TSE nº 23.605/2019. C) Correta. Conforme o artigo 17, § 8º, da Constituição Federal de 1988, os recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) devem ser distribuídos pelos partidos políticos com base em critérios definidos por seus órgãos de direção e conforme as normas estabelecidas em seus estatutos, respeitando a autonomia e o interesse de cada partido. Adicionalmente, o artigo 15, inciso VIII, da Lei nº 9.096/1995 exige que o estatuto partidário inclua regras para a distribuição dos recursos do Fundo Partidário entre os diferentes níveis de organização do partido, como os órgãos municipais, estaduais e nacionais. Essa distribuição de recursos dentro dos partidos é guiada por princípios de autonomia e interesse partidário, permitindo que cada partido defina, por meio de suas normas internas, como os recursos serão alocados. Isso garante que os fundos sejam distribuídos de maneira organizada e alinhada com as prioridades estratégicas e operacionais de cada partido, respeitando sua estrutura interna e os critérios de gestão definidos pelos próprios órgãos partidários. Art. 17, CRFB/88: É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: § 8º O montante do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e da parcela do fundo partidário destinada a campanhas eleitorais, bem como o tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão a ser distribuído pelos partidos às respectivas candidatas, deverão ser de no mínimo 30% (trinta por cento), proporcional ao número de candidatas, e a distribuição deverá ser realizada conforme critérios definidos pelos respectivos órgãos de direção e pelas normas estatutárias, considerados a autonomia e o interesse partidário. Art. 15, Lei nº 9.096/1995: O Estatuto do partido deve conter, entre outras, normas sobre: VII - finanças e contabilidade, estabelecendo, inclusive, normas que os habilitem a apurar as quantias que os seus candidatos possam despender com a própria eleição, que fixem os limites das contribuições dos filiados e definam as diversas fontes de receita do partido, além daquelas previstas nesta Lei; D) Errada. Os recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) não são repassados diretamente aos candidatos, mas sim aos partidos políticos, e a legislação não impõe a obrigação de priorizar os candidatos que participaram de eleições anteriores. 20. LETRA B TEMA: DIREITO DE SUFRÁGIO A) Errada. No caso, conforme letra “B”, não ocorreu a preclusão, mas é cabível recurso. B) Correta. O Recurso Contra Expedição de Diploma (RCED) é um mecanismo jurídico utilizado para contestar a diplomação de um candidato eleito, com base em situações específicas, como a inelegibilidade superveniente, a inelegibilidade constitucional ou a falta de condição de elegibilidade. A inelegibilidade superveniente se caracteriza por surgir após o registro da candidatura, mas antes da realização do pleito. Nesse caso, como Joana foi eleita prefeita e, posteriormente, foi descoberto que ela é irmã da governadora do Estado Beta, essa informação poderia ter gerado inelegibilidade constitucional, já que o grau de parentesco com um chefe do Executivo pode ser um impedimento. Portanto, seria cabível o RCED para discutir a elegibilidade de Joana, mesmo após a proclamação do resultado, considerando que essa inelegibilidade foi identificada após a eleição, mas ainda dentro do prazo legal para contestação. Art. 262, Lei nº 4.737/65 (Código Eleitoral): Art. 262. O recurso contra expedição de diploma caberá somente nos casos de inelegibilidade superveniente ou de natureza constitucional e de falta de condição de elegibilidade. C) Errada. A Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME) é um instrumento jurídico previsto pelo artigo Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 10 14, §§ 10 e 11, da Constituição Federal, que visa a desconstituição de um mandato eletivo obtido de forma ilícita, com base em abuso depoder econômico, corrupção ou fraude. Para que a AIME seja cabível, é necessário que a impugnação ocorra dentro do prazo de quinze dias após a diplomação e esteja fundamentada em uma dessas irregularidades. No caso narrado, a impugnação do mandato de Joana, que foi eleita prefeita, não é adequada através de AIME por algumas razões: Prazo de Impugnação: A AIME deve ser ajuizada no prazo de quinze dias após a diplomação. Caso a inelegibilidade de Joana, decorrente de seu parentesco com a governadora do Estado Beta, tenha sido descoberta após esse prazo, não seria possível utilizar a AIME para questionar sua elegibilidade. Fundamentos da AIME: A AIME é limitada aos fundamentos de abuso de poder econômico, corrupção e fraude. A alegação de parentesco com a governadora não se enquadra diretamente em nenhum desses fundamentos, mas poderia ser interpretada como uma violação de normas de inelegibilidade constitucional. No entanto, como não se trata de um ilícito diretamente relacionado ao abuso de poder econômico, corrupção ou fraude, a AIME não seria o recurso apropriado para esse caso. Natureza da Inelegibilidade: A inelegibilidade constitucional, como a decorrente do parentesco, não se configura necessariamente como um abuso de poder, corrupção ou fraude. Essas inelegibilidades são geralmente tratadas por outros mecanismos, como o recurso específico previsto para tais situações, e não pela AIME. Portanto, considerando o prazo e os fundamentos estritos da AIME, e o fato de que o parentesco não se enquadra nos fundamentos estabelecidos, a impugnação do mandato de Joana não pode ser realizada por meio de AIME. O recurso apropriado, nesse caso, pode envolver outros instrumentos legais ou constitucionais específicos para questionar a inelegibilidade com base em normas constitucionais que não se encaixam diretamente nos critérios da AIME. Art. 14, §§ 10 e 11,CRFB/88: A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: § 10. O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude. § 11. A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça, respondendo o autor, na forma da lei, se temerária ou de manifesta má-fé. D) Errada. Não há previsão na legislação eleitoral para o uso de recurso inominado para contestar a proclamação dos candidatos eleitos. DIREITO INTERNACIONAL 21. LETRA A TEMA: NACIONALIDADE A) Correta. Conforme o Artigo 12, § 4º, II da Constituição Federal: "Art. 12, § 4º, CF: - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: II - fizer pedido expresso de perda da nacionalidade brasileira perante autoridade brasileira competente, ressalvadas situações que acarretem apatridia." B) Errada. A renúncia não poderá ser realizada de forma tácita, apenas de forma expressa. C) Errada. A renúncia não impede de readquirir a nacionalidade brasileira originária. "Art. 12, § 5º, CF: A renúncia da nacionalidade, nos termos do inciso II do § 4º deste artigo, não impede o interessado de readquirir sua nacionalidade brasileira originária, nos termos da lei." D) Errada. No caso apresentado pelo enunciado, a perda da nacionalidade brasileira por renúncia expressa não acarretará a apatridia, tendo em vista a nacionalidade portuguesa. 22. LETRA B TEMA: SENTENÇAS ESTRANGEIRAS A) Errada. A competência para a homologação de sentença estrangeira, após a Emenda Constitucional n. 45/2004 passou a ser do Superior Tribunal de Justiça. "Art. 105, CF: Compete ao Superior Tribunal de Justiça: I - processar e julgar, originariamente: (...) i) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias; (...)" B) Correta. A homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias é de Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 11 competência do STJ, conforme Artigo 105, I, alínea i da Constituição Federal. C) Errada. É necessária a homologação de sentença estrangeira pelo STJ para a transferência de execução de pena, conforme Artigo 105, I, alínea i da Constituição Federal. D) Errada. Para a transferência de execução de pena, é necessária a homologação de sentença estrangeira pelo STJ e ainda, a decisão a ser homologada já deve ter transitado em julgado. DIREITO FINANCEIRO 23. LETRA A TEMA: ORÇAMENTO PÚBLICO A) Correta. Conforme determina a Constituição Federal de 1988, a Lei Orçamentária Anual (LOA) deve ser elaborada pelo Poder Executivo e enviada ao Poder Legislativo para aprovação. No caso de um novo prefeito, ele utilizará a LOA aprovada no exercício anterior, que foi elaborada pelo seu antecessor. Isso ocorre porque o processo de elaboração e aprovação da LOA acontece no ano anterior ao exercício financeiro a que se refere. Art. 35. §2º do ADCT. Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º, I e II, serão obedecidas as seguintes normas: III - o projeto de lei orçamentária da União será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa. B) Errada. O Plano Plurianual não é editado por decreto, mas sim por lei. Ademais, o PPA deve ser enviado pelo Poder Executivo ao Legislativo até quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro. Art. 165. da CF. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I - o plano plurianual; Art. 35. §2º do ADCT. Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º, I e II, serão obedecidas as seguintes normas: I - o projeto do plano plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício financeiro do mandato presidencial subsequente, será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa; C) Errada. O prazo para o envio do projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) ao Legislativo é de até quatro meses antes do encerramento do exercício financeiro, e não até 31 de outubro. Art. 35. §2º do ADCT. Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º, I e II, serão obedecidas as seguintes normas: III - o projeto de lei orçamentária da União será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa. D) Errada. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) não vigora por quatro anos, mas sim até o encerramento do exercício financeiro seguinte ao qual foi aprovada (tem vigência anual). Ela é elaborada anualmente para orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) e não acompanha a vigência do Plano Plurianual (PPA). Art. 165. da CF. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I - o plano plurianual; II - as diretrizes orçamentárias; III - os orçamentos anuais. §2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. 24. LETRA C TEMA: ORÇAMENTO PÚBLICO A) Errada. Embora o Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias seja de fato apreciado e votado em sessão conjunta do Congresso Nacional, ele não é encaminhado diretamente ao Plenário. O projeto deverá ser examinado por uma Comissão Mista permanente de Senadores e Deputados antes de ser votado pelo Plenário do Congresso Nacional. B) Errada. O Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias é apreciado em sessão conjunta do Congresso Nacional, após análise pela comissãomista permanente de Senadores e Deputados. C) Correta. O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias deve ser encaminhado à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 12 uma comissão mista permanente de Senadores e Deputados, que tem a responsabilidade de analisar o PLDO e emitir um parecer sobre o projeto antes que ele seja votado pelo Congresso Nacional. Art. 166. CF. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum. §1º Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados: I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresentadas anualmente pelo Presidente da República; II - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de acordo com o art. 58. D) Errada. O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias deve ser encaminhado à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, e não à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. DIREITO TRIBUTÁRIO 25. LETRA D TEMA: CONCEITO DE TRIBUTO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS A) Errada. Em que pese o Município tenha competência para instituir a Taxa de Fiscalização de Estabelecimentos Comerciais, a qual se classifica como uma taxa decorrente do exercício regular do poder de polícia, conforme o art. 77 e 78 do CTN, a base de cálculo adotada é ilegal, uma vez que não pode ser calculada em função do capital social das empresas. Art. 77 do CTN. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. Parágrafo único. A taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador idênticos aos que correspondam a imposto nem ser calculada em função do capital das empresas. Art. 78 do CTN. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. B) Errada. O Princípio da anterioridade visa externar proteção ao contribuinte para não ser “surpreendido” com a criação ou elevação da carga tributária e imediata cobrança. Essa restrição está prevista na CF, art. 150, III, “b” e “c”, e divide-se em: Anterioridade anual: Proíbe a cobrança do tributo no mesmo ano da publicação da lei que o instituir ou majorar. Anterioridade nonagesimal: o contribuinte só estará sujeito às leis que instituam ou majorem tributos após o decurso de 90 dias desde a sua publicação. No presente caso, é possível verificar que não houve violação a nenhuma das anterioridades. Isso porque, a lei foi publicada em 30/09/2020 e passou a produzir efeitos em 01/01/2021. Sendo assim, respeitou a anterioridade nonagesimal (considerando que entre a data da publicação da lei e a data que passou a produzir efeitos, decorreu o prazo de 90 dias); e respeitou a anterioridade anual (considerando que a lei foi publicada em 30/09/2020 e somente passou a produzir efeitos em 01/01/2021, isto é, no exercício financeiro seguinte). C) Errada. Conforme preceitua o art. 77, parágrafo único do CTN, a taxa não pode ser calculada em função do capital das empresas, razão pela qual não seria possível cobrar maior valor sobre a empresa com maior capital social e cobrar menor valor sobre a empresa commenor capital social. D) Correta. A base de cálculo das taxas devem guardar proporcionalidade com o custo da atividade estatal, relacionada ao poder de polícia ou à prestação de serviço público específico e divisível, razão pela qual, o Código Tributário Nacional estabelece, em seu art. 77, parágrafo único, que a taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador idênticos aos que correspondam a imposto nem ser calculada em função do capital das empresas. 26. LETRA C TEMA: IMPOSTOS ESTADUAIS A) Errada. Nos termos art. 150, §6º da CF, qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 13 concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal. No entanto, a Constituição Federal e a legislação estadual não exigem maioria absoluta para aprovação de tal lei, bastando, para tanto, a sua aprovação por maioria simples. B) Errada. A Constituição Federal não estabelece iniciativa privativa do governador para projetos de lei sobre benefícios fiscais. De acordo com o § 1º do art. 61 da CF/88, que versa sobre as leis de iniciativa privativa do Presidente da República (e que se aplica por simetria aos Governadores), não estão incluídas aquelas que versem sobre incentivos fiscais. Art. 61. §1º CF. São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: I - fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas; II - disponham sobre: a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração; b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios; c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria; d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União, bem como normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios; e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública, observado o disposto no art. 84, VI; f) militares das Forças Armadas, seu regime jurídico, provimento de cargos, promoções, estabilidade, remuneração, reforma e transferência para a reserva. C) Correta. Conforme explicado anteriormente, o art. 150, §6º da CF, estabelece qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal. Todavia, o mesmo dispositivo, em sua parte final, traz uma ressalva, no sentido de que benefícios fiscais do ICMS serão concedidos na forma do que dispõe o art. 155, § 2º, XII, g” da CF. Tal dispositivo estabelece que caberá à lei complementar regular a forma como, mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal, isenções, incentivos e benefícios fiscais de ICMS serão concedidos e revogados. A Lei Complementar nº 24/1975, determinou que a concessão de benefícios fiscais de ICMS depende de prévia celebração de convênio no âmbito do CONFAZ – Conselho Nacional de Política Fazendária. Art. 150. §6º. CF. Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente asmatérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição, sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2.º, XII, g. Art. 155 da CF. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior; §2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: XII - cabe à lei complementar: g) regular a forma como, mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal, isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados. Art. 1º. LC 24/1975. As isenções do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias serão concedidas ou revogadas nos termos de convênios celebrados e ratificados pelos Estados e pelo Distrito Federal, segundo esta Lei. D) Errada. A concessão de benefícios fiscais de ICMS deve ser feita nos termos de convênios celebrados e ratificados pelos Estados e pelo Distrito Federal. 27. LETRA D TEMA: PROCESSO TRIBUTÁRIO A) Errada. O Mandado de Segurança Preventivo se verifica nas hipóteses em que o contribuinte deseja impedir a violação a direito líquido e certo seu. Isto é, o contribuinte encontra-se na iminência de sofrer com um ato administrativo ilegal ou inconstitucional. No presente caso, embora o contribuinte esteja Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 14 buscando impedir a violação a direito líquido e certo seu, o Mandado de Segurança não é o instrumento processual mais adequado, isso porque, o “direito líquido e certo” amparado por este remédio constitucional, é aquele direito induvidoso, que pode ser comprovado pelo julgador de imediato, tão logo ocorra a impetração do Mandado de Segurança, sem a necessidade de produção de provas remanescentes futuras. Assim, considerando que o enunciado menciona a necessidade de produção de prova pericial contábil pretendida pela organização religiosa ABC, afasta-se o cabimento do Mandado de Segurança, uma vez que a produção probatória não é compatível com o seu rito processual, que exige prova pré-constituída. B) Errada. A Medida Cautelar Fiscal é uma medida requerida pelo sujeito ativo (Fazenda Pública) contra o sujeito passivo, para assegurar a eficácia da cobrança do crédito tributário, e não pelo contribuinte em face da Fazenda Pública. Art. 2º. Lei nº 8.397/1992. A medida cautelar fiscal poderá ser requerida contra o sujeito passivo de crédito tributário ou não tributário, quando o devedor (...) C) Errada. A Ação Anulatória é cabível quando o sujeito passivo busca a anulação do lançamento tributário ou de outro ato administrativo ilegal ou inconstitucional. Portanto, a finalidade da presente demanda é reparar a lesão sofrida pelo contribuinte em virtude de um ato administrativo (notificação do lançamento ou lavratura de auto de infração, por exemplo) ilegal ou inconstitucional, buscando-se a sua desconstituição ou anulação. No caso em questão, o lançamento do IPTU ainda não foi formalizado, sendo apenas uma possibilidade futura. Portanto, não há ato a ser anulado, sendo incabível a presente ação. D) Correta. A Ação Declaratória será cabível quando se verificar uma situação de ilegalidade ou inconstitucionalidade em ato praticado pelo ente público antes do lançamento tributário (ou seja, antes que se constitua o crédito tributário). Assim, a Ação Declaratória permite que o contribuinte combata um ato inconstitucional/ilegal antes mesmo do seu lançamento, evitando que venha a sofrer uma lesão por parte do poder público. Trata-se de ação de rito do procedimento comum, o que possibilita a produção de provas, incluindo a perícia contábil. Assim, a Ação Declaratória é a medida judicial mais adequada para este caso. Ela permite que a Organização Religiosa busque uma declaração judicial sobre seu direito à imunidade tributária prevista no art. 150, VI, “b” da Constituição Federal, que abrange os templos de qualquer culto, impedindo a formalização de lançamento futuro em face dos imóveis doados. Art. 19. CPC. O interesse do autor pode limitar-se à declaração: I - da existência, da inexistência ou do modo de ser de uma relação jurídica; 28. LETRA C TEMA: LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO A) Errada. Nesta modalidade, também chamada de “Lançamento Misto”, previsto no art. 147 do CTN, o sujeito passivo declara ao Fisco as informações relativas à ocorrência do fato gerador e ao surgimento da obrigação tributária. Diante dessas informações, a autoridade administrativa realiza os cálculos do tributo para proceder ao lançamento e notifica o sujeito passivo para pagar o tributo. No caso descrito, o próprio sujeito passivo calcula o tributo e efetua o pagamento, cabendo ao Fisco apenas a homologação posterior, o que descaracteriza o lançamento por declaração. Art. 147 do CTN. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. B) Errada. O art. 148 do CTN permite que a autoridade administrativa proceda ao arbitramento do valor de bens e direitos que sirvam como base para cálculo de tributos, nos casos em que o sujeito passivo esteja omitindo informações ou declarando valores muito distantes da realidade em suas declarações. Ou seja, o lançamento por arbitramento ocorre quando a autoridade fiscal, na impossibilidade de obter os dados do sujeito passivo, determina a base de cálculo e o valor do tributo devido de forma arbitrária. Art. 148 do CTN. Quando o cálculo do tributo tenha por base, ou tome em consideração, o valor ou o preço de bens, direitos, serviços ou atos jurídicos, a autoridade lançadora, mediante processo regular, arbitrará aquele valor ou preço, sempre que sejam omissos ou não mereçam fé as declarações ou os esclarecimentos prestados, ou os documentos expedidos pelo sujeito passivo ou pelo terceiro legalmente obrigado, ressalvada, em caso de contestação, avaliação contraditória, administrativa ou judicial. Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 15 C) Correta. Nesta modalidade prevista no art. 150 do CTN, o sujeito passivo declara todas as informações relativas à obrigação tributária, procede aos cálculos e realiza o pagamento do tributo. Ou seja, o sujeito passivo faz tudo, cabendo à autoridade administrativa apenas proceder ao lançamento, a partir da homologação dos cálculos e do pagamento, caso estejam corretos. No caso apresentado, restou determinado que “caberia ao sujeito passivo preencher a declaração, indicando os fatos geradores, as bases de cálculo e as alíquotas aplicáveis, resultando, ao final, no valor a ser pago, devendo também o sujeito passivo gerar a guia de pagamento pela internet e pagá-la. O Fisco estadual teria prazo decadencial para analisar a declaração entregue e o respectivo pagamento por parte do sujeito passivo” o que evidencia a modalidade do lançamento por homologação. Art. 150 do CTN. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. D) Errada. Nesta modalidade, a autoridade administrativa realiza todo o lançamento independentemente de atuação ou participação do sujeito passivo, porque já possui todas as informações relativas à obrigação tributária. A partir da leitura do enunciado, é possível perceber que esta não é a modalidade aplicável ao caso narrado, na qual o contribuinte tempapel ativo no processo de declaração e pagamento do imposto. 29. LETRA B TEMA: COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA A) Errada. O art. 147 da CF estabelece que compete à União, em Território Federal, os impostos estaduais. Ou seja, a União sempre terá competência para instituição e cobrança de impostos estaduais nos territórios federais. B) Correta. A responsabilidade pela organização política e administrativa dos territórios federais recairá sobre a União, após criação em lei complementar pelo Congresso Nacional. Por não existir pessoa jurídica de direito público interno no território federal, a União exerce o poder de instituir os impostos federais, estaduais e municipais em sua extensão territorial. Entretanto, a Constituição Federal prevê a possibilidade de divisão dos territórios federais em municípios. Considerando essa possibilidade (território federal dividido ou não em municípios), o art. 147 da CF estabelece que “competem à União, em Território Federal, os impostos estaduais e, se o Território não for dividido em Municípios, cumulativamente, os impostos municipais”. Assim, cabe à União, nos territórios que não forem divididos em Municípios, arrecadar os impostos federais, estaduais e, cumulativamente, também os municipais. Sendo o território federal dividido em municípios, os impostos federais e estaduais cobrados pertencerão à União, enquanto os impostos municipais pertencerão a cada um dos Municípios em que está dividido o Território. Art. 147 da CF. Competem à União, em Território Federal, os impostos estaduais e, se o Território não for dividido em Municípios, cumulativamente, os impostos municipais; ao Distrito Federal cabem os impostos municipais. C) Errada. A União sempre terá competência para instituição e cobrança de impostos estaduais nos territórios federais. D) Errada. Em Territórios Federais divididos em Municípios, os impostos municipais pertencem aos respectivos Municípios. DIREITO ADMINISTRATIVO 30. LETRA C TEMA: AGENTES PÚBLICOS A) Errada. O concurso público em que Eulália foi aprovada inicialmente previa cinquenta vagas, e ela foi classificada em quadragésimo lugar, ou seja, dentro do número de vagas estabelecido no edital. Apesar de ainda estar no prazo de validade do concurso, o Estado Alfa abriu um novo concurso para o mesmo cargo, preenchendo outras cinquenta vagas, o que por si só não garante automaticamente a nomeação de candidatos aprovados no certame anterior fora das vagas previstas. Entretanto, no caso de Eulália, a situação muda, pois ela foi aprovada dentro das vagas inicialmente oferecidas. O Estado Alfa, ao abrir um novo concurso para o mesmo cargo durante a validade do certame anterior, demonstrou a inequívoca necessidade de preenchimento de mais vagas, reforçando a necessidade de nomear aqueles que foram aprovados dentro das vagas do concurso anterior. Assim, a convocação de Carlos, aprovado no novo concurso, sem que Eulália, que já estava aprovada dentro das vagas do concurso anterior, fosse Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 16 nomeada, caracteriza uma preterição arbitrária e imotivada por parte da administração. Esse comportamento do Poder Público confirma a necessidade de nomeação de Eulália, dando-lhe o direito subjetivo de ser convocada antes de qualquer candidato do novo concurso. Portanto, Eulália tem o direito subjetivo à nomeação para o cargo, e esse direito deve ser assegurado em razão de sua aprovação dentro das vagas oferecidas inicialmente e da demonstração inequívoca da necessidade de preenchimento de mais cargos por parte do Estado Alfa. B) Errada. Conforme a jurisprudência, a exigência do exame psicotécnico em concurso depende de previsão em lei e no edital, e deve seguir critérios objetivos. (AI 758533, 2010, STF). Além disso, nos termos da jurisprudência do STF, não há ilegalidade na exigência de exame psicotécnico de caráter eliminatório. C) Correta. A convocação de Carlos para o cargo da polícia penal caracteriza a preterição do direito de Eulália porque ela foi aprovada dentro do número de vagas previstas no edital do concurso anterior. Mesmo com a abertura de um novo concurso para o mesmo cargo, o direito de Eulália à nomeação prevalece durante o prazo de validade do certame original. A administração pública deve priorizar a nomeação dos candidatos aprovados no concurso anterior antes de chamar os novos aprovados. Portanto, a nomeação de Carlos, antes de Eulália, desconsidera a prioridade dela e demonstra um tratamento desigual e imotivado, configurando a preterição do seu direito. Conforme entendimento do STF o direito subjetivo à nomeação do candidato aprovado em concurso público exsurge nas seguintes hipóteses: (i) Quando a aprovação ocorrer dentro do número de vagas dentro do edital; (ii) Quando houver preterição na nomeação por não observância da ordem de classificação; e (iii) Quando surgirem novas vagas, ou for aberto novo concurso durante a validade do certame anterior, e ocorrer a preterição de candidatos de forma arbitrária e imotivada por parte da administração nos termos acima. [Tese definida no RE 837.311, rel. min. Luiz Fux, P, j. 9-12-2015, DJE 72 de 18-4-2016, Tema 784.] Art. 37, IV, CRFB/88: IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira; D) Errada. O prazo de validade do concurso está correto, uma vez que a Constituição Federal estabelece que será de até 2 anos prorrogável uma vez, por igual período. Art. 37, III, CRFB/88: III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período; 31. LETRA D TEMA: REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO A) Errada. Não é vedado ao Município Delta realizar esse compromisso por conta do princípio da indisponibilidade do interesse público. O princípio da indisponibilidade do interesse público estabelece que o interesse público não pode ser renunciado ou alterado unilateralmente pela administração. No entanto, a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), conforme será melhor abordado na letra “D”, permite que a administração pública, em situações excepcionais e com interesse geral relevante, encontre soluções que atendam às necessidades da coletividade, desde que respeitados os requisitos legais. B) Errada. O compromisso que o Município Delta pode celebrar com a sociedade Ipsilone não pode conferir à empresa uma desoneração permanente de deveres reconhecidos por orientações gerais, de acordo com o princípio da supremacia do interesse público. De acordo com o artigo 26 da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), o compromisso celebrado para resolver irregularidades ou situações contenciosas deve respeitar a legislação aplicável e pode ser realizado após consulta pública e oitiva do órgão jurídico. No entanto, o § 1º do mesmo artigo estabelece que tal compromisso não poderá conferir desoneração permanente de deveres ou condicionamento de direitos que são estabelecidos por orientações gerais. Isso significa que, mesmo que o compromisso resolva a situação jurídica contenciosa com a sociedade Ipsilone e atenda ao interesse geral, ele não pode alterar ou eliminar deveres que a empresa tem conforme as regras e orientações gerais aplicáveis. O princípio da supremacia do interesse público implica que a administração pública deve garantir que as normas e deveres estabelecidos para proteger o interesse coletivo não sejam desconsiderados ou permanentemente desonerados por acordos específicos. Portanto, o compromisso com a Ipsilone pode resolver a questão da construção irregular, mas não pode isentá-la de cumprir com outros deveres legais Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=10744965