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Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90
Simulados -Método VDE 1ª fase OAB
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GABARITO COMENTADO
PROVA OAB 41
ÉTICA PROFISSIONAL
01. LETRA B
TEMA: INFRAÇÕES E SANÇÕES
DISCIPLINARES
A) Errada. Tendo em vista que Daniel incorreu em
infração resultante da prática de crime, a reabilitação
disciplinar também depende da reabilitação criminal.
B) Correta. Por ter sido punido com sanção
disciplinar de suspensão por infração decorrente da
prática de crime, o pedido de reabilitação depende
também da correspondente reabilitação criminal, não
bastando apenas a existência de provas efetivas de
bom comportamento.
Art. 41. EAOAB. É permitido ao que tenha sofrido
qualquer sanção disciplinar requerer, um ano após
seu cumprimento, a reabilitação, em face de provas
efetivas de bom comportamento.
Parágrafo único. Quando a sanção disciplinar
resultar da prática de crime, o pedido de
reabilitação depende também da correspondente
reabilitação criminal.
C) Errada. A reabilitação disciplinar também depende
da reabilitação criminal.
D) Errada. O pedido de reabilitação deve ser feito ao
Conselho Seccional da OAB que aplicou a sanção, e
não ao Conselho Federal da OAB.
02. LETRA A
TEMA: DIREITOS E PRERROGATIVAS DOS
ADVOGADOS
A) Correta. É cediço que é assegurado ao advogado o
direito de examinar, em qualquer instituição
responsável por conduzir investigação, mesmo sem
procuração, autos de flagrante e de investigações de
qualquer natureza, findos ou em andamento, ainda
que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e
tomar apontamentos, em meio físico ou digital.
Todavia, caso os autos de investigação estejam em
sigilo, será exigido a procuração do advogado.
Art. 7º. EAOAB. São direitos do advogado:
XIV - examinar, em qualquer instituição responsável
por conduzir investigação, mesmo sem procuração,
autos de flagrante e de investigações de qualquer
natureza, findos ou em andamento, ainda que
conclusos à autoridade, podendo copiar peças e
tomar apontamentos, emmeio físico ou digital;
§10. Nos autos sujeitos a sigilo, deve o advogado
apresentar procuração para o exercício dos
direitos de que trata o inciso XIV.
B) Errada. Nos autos sujeitos a sigilo, deve o
advogado apresentar procuração.
C) Errada. É garantido ao advogado o acesso aos
elementos de prova já documentados,
independentemente de diligências em andamento,
sendo exigido procuração caso os autos estejam sob
sigilo.
Súmula Vinculante 14. É direito do defensor, no
interesse do representado, ter acesso amplo aos
elementos de prova que, já documentados em
procedimento investigatório realizado por órgão
com competência de polícia judiciária, digam
respeito ao exercício do direito de defesa.
D) Errada. É permitido que a autoridade competente
restrinja o acesso do advogado aos elementos de
prova relacionados a diligências em andamento e
ainda não documentados nos autos, quando houver
risco de comprometimento da eficiência, da eficácia
ou da finalidade das diligências, conforme preceitua o
§11º do art. 7º do EAOAB.
03. LETRA B
TEMA: ÉTICA DO ADVOGADO E RELAÇÕES
ENTRE CLIENTES
A) Errada. A responsabilidade do advogado em casos
de lide temerária é solidária, não subsidiária, de modo
que o Advogado responderá juntamente com seu
cliente, desde que coligado com este para lesar a
parte contrária.
B) Correta. Em caso de lide temerária, o advogado
será solidariamente responsável com seu cliente,
desde que coligado com este para lesar a parte
contrária, o que será apurado em ação própria. Sendo
assim, Beraldo e João Pedro poderão ser
responsabilizados solidariamente pelos prejuízos
causados, desde que demonstrada a coligação entre
ambos para lesar Marcos.
C) Errada. O Estatuto da Advocacia prevê a
responsabilidade do advogado para a hipótese de lide
temerária, sendo esta solidária, de modo que o
advogado será solidariamente responsável com seu
cliente.
Art. 32 EAOAB. O advogado é responsável pelos atos
que, no exercício profissional, praticar com dolo ou
culpa.
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Parágrafo único. Em caso de lide temerária, o
advogado será solidariamente responsável com seu
cliente, desde que coligado com este para lesar a
parte contrária, o que será apurado em ação própria.
D) Errada. A apuração da responsabilidade solidária
deve ser feita em ação própria, não nos próprios
autos.
04. LETRA D
TEMA: ÉTICA DO ADVOGADO E RELAÇÕES
ENTRE CLIENTES
A) Errada. De acordo com o Código de Ética e
Disciplina da OAB deve o advogado abster-se de se
comunicar diretamente com a parte adversa que
tenha patrono constituído, sem o assentimento
deste.
Art. 2º Parágrafo único. CEDOAB. São deveres do
advogado:
VIII – abster-se de:
e) entender-se diretamente com a parte adversa que
tenha patrono constituído, sem o assentimento
deste.
B) Errada. De fato, o advogado deve atuar com
destemor e independência, mas não pode ingressar
ou atuar em pleitos administrativos ou judiciais
perante autoridades com as quais tenha vínculos
negociais ou familiares.
Art. 2º Parágrafo único. CEDOAB. São deveres do
advogado:
VIII – abster-se de:
e) ingressar ou atuar em pleitos administrativos ou
judiciais perante autoridades com as quais tenha
vínculos negociais ou familiares.
C) Errada. Os honorários devem ser fixados de acordo
com a tabela da OAB.
Art. 29. CEDOAB. O advogado que se valer do
concurso de colegas na prestação de serviços
advocatícios, seja em caráter individual, seja no
âmbito de sociedade de advogados ou de empresa
ou entidade em que trabalhe, dispensar-lhes-á
tratamento condigno, que não os torne
subalternos seus nem lhes avilte os serviços
prestados mediante remuneração incompatível
com a natureza do trabalho profissional ou inferior
ao mínimo fixado pela Tabela de Honorários que
for aplicável.
Art. 48, §6º. CEDOAB. Deverá o advogado observar
o valor mínimo da Tabela de Honorários instituída
pelo respectivo Conselho Seccional onde for
realizado o serviço, inclusive aquele referente às
diligências, sob pena de caracterizar-se
aviltamento de honorários.
D) Correta. O advogado, no exercício do mandato,
atua como patrono da parte, cumprindo-lhe, por isso,
imprimir à causa orientação que lhe pareça mais
adequada, sem se subordinar a intenções contrárias
do cliente, independentemente da formação jurídica
deste.
Art. 11. CEDOAB. O advogado, no exercício do
mandato, atua como patrono da parte,
cumprindo-lhe, por isso, imprimir à causa orientação
que lhe pareça mais adequada, sem se subordinar a
intenções contrárias do cliente, mas, antes,
procurando esclarecê-lo quanto à estratégia
traçada.
05. LETRA A
TEMA: SOCIEDADE DE ADVOGADOS E
ADVOGADO EMPREGADO
A) Correta. Nos termos do art. 21 do Estatuto da
Advocacia, as causas em que for parte o empregador,
ou pessoa por este representada, os honorários de
sucumbência são devidos aos advogados
empregados.
Art. 21. EAOAB. Nas causas em que for parte o
empregador, ou pessoa por este representada, os
honorários de sucumbência são devidos aos
advogados empregados.
B) Errada. O advogado empregado não está
eticamente obrigado a prestar serviços profissionais
de interesse pessoal dos diretores da sociedade
empresária. Sua obrigação é com a sociedade
empresária, e não com os interesses pessoais dos
diretores, fora da relação de emprego.
Art. 18. §1º. EAOAB. O advogado empregado não
está obrigado à prestação de serviços profissionais
de interesse pessoal dos empregadores, fora da
relação de emprego.
C) Errada. Com as alterações promovidas pela Lei
14.365/2022 que deu nova redação ao artigo 20 do
EAOAB, a jornada do advogado empregado, quando
prestar serviço para empresas, não poderá exceder a
duração diária de 8 (oito) horas contínuas e a de 40
(quarenta) horas semanais (seja com ou sem
dedicação exclusiva).
Art. 20. EAOAB.http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudenciaRepercussao/verAndamentoProcesso.asp?incidente=4634356&numeroProcesso=837311&classeProcesso=RE&numeroTema=784
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ou normativos que sejam de interesse público mais
amplo. A solução deve sempre respeitar e manter a
integridade das normas que visam proteger o
interesse público em sua totalidade.
Art. 26, § 1°, III, LINDB: (...) § 1º O compromisso
referido no caput deste artigo: III - não poderá
conferir desoneração permanente de dever ou
condicionamento de direito reconhecidos por
orientação geral;
C) Errada. A Lei de Introdução as Normas do Direito
Brasileiro, estabelece que o compromisso só passará a
produzir efeitos após a publicação oficial.
Os atos da Administração Pública devem ser públicos
e acessíveis aos administrados, de modo que tenham
ciência das ações do Poder Público.
O princípio da publicidade tem por base que o
administrador, exerce função pública, por isso, é de
interesse da sociedade que tenha ciência dos atos
que estão sendo praticados.
Em regra, o que é feito pela Administração Pública
deve ser de conhecimento e acesso público, pois o
princípio da publicidade também produz efeitos.
Observe:
→ Finalidades do princípio:
1. Externalizar a vontade da Administração Pública;
2. Dar transparência;
3. Dar eficácia aos atos: marca o início para produzir
efeitos externos (externalizar a vontade da
Administração Pública), e a partir da divulgação
oficial, operará efeitos.
Por tal razão, não pode produzir efeitos antes da
publicação oficial.
Art. 26, LINDB: Art. 26. Para eliminar irregularidade,
incerteza jurídica ou situação contenciosa na
aplicação do direito público, inclusive no caso de
expedição de licença, a autoridade administrativa
poderá, após oitiva do órgão jurídico e, quando for o
caso, após realização de consulta pública, e
presentes razões de relevante interesse geral,
celebrar compromisso com os interessados,
observada a legislação aplicável, o qual só
produzirá efeitos a partir de sua publicação oficial.
D) Correta. O compromisso celebrado para resolver a
situação contenciosa com a sociedade Ipsilone deve
buscar uma solução jurídica que seja proporcional,
equânime, eficiente e compatível com os
interesses gerais.
Proporcional significa que a solução deve ser
adequada ao problema e às circunstâncias do caso,
sem criar consequências desproporcionais. Equânime
indica que o compromisso deve tratar todas as partes
de forma justa e imparcial. Eficiente implica que a
solução deve ser prática e efetiva para resolver a
questão adequadamente. Compatível com os
interesses gerais, garante que a solução atenda ao
bem coletivo e não apenas aos interesses específicos
da sociedade Ipsilone.
Em resumo, o compromisso deve equilibrar a
resolução do problema específico com a necessidade
de respeitar e proteger o interesse público, em geral.
Art. 26, § 1°, I, LINDB: (...) § 1º O compromisso referido
no caput deste artigo: I - buscará solução jurídica
proporcional, equânime, eficiente e compatível com
os interesses gerais;
32. LETRA A
TEMA: LICITAÇÃO
A) Correta. Trata-se de licitação inexigível, aquela que
não é viável a competição. Segundo a Lei 14.133/21 art.
74, III, “c”, para contratar serviço técnico especializado,
de natureza intelectual, seja com profissional ou
empresa de notória especialização, ocorrerá por meio
da inexigibilidade, vedado somente os casos de
publicidade e divulgação, o que não é o caso.
Art. 74, Lei 14.133/21: É inexigível a licitação quando
inviável a competição, em especial nos casos de: II -
contratação dos seguintes serviços técnicos
especializados de natureza predominantemente
intelectual com profissionais ou empresas de notória
especialização, vedada a inexigibilidade para
serviços de publicidade e divulgação: c) assessorias
ou consultorias técnicas e auditorias financeiras ou
tributárias;
B) Errada. Não é o caso da modalidade concurso. A
modalidade concurso, destina-se para a escolha de
trabalho técnico, científico ou artístico, cujo critério
de julgamento será o de melhor técnica ou conteúdo
artístico, e para concessão de prêmio ou remuneração
ao vencedor.
Não é o caso, já que o enunciado narra situação de
necessidade de contratar profissional em consultoria
e auditoria financeiro, apesar de ser técnico, está
abarcado pela inexigibilidade em virtude da
necessidade de considerar a notória especialização.
C) Errada. Não é o caso de dispensa. Na dispensa de
licitação, a lei isenta o administrador de realizar o
processo licitatório, mesmo que a competição ainda
seja viável. No caso em tela, a competição não é
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viável, uma vez que o Município Delta consignou a
intenção de contratá-lo para prestar serviços
especializados de consultoria e auditoria financeira,
de natureza predominantemente técnica, em razão
da notória especialização na área!
D) Errada. Não é o caso de diálogo competitivo. Essa
modalidade destina-se à contratação usada pela
Administração Pública para obras, serviços e compras
que exigem inovação ou têm complexidade técnica.
Nessa modalidade, a Administração realiza diálogos
com licitantes selecionados para desenvolver e
aprimorar soluções que atendam suas necessidades.
Os licitantes, então, apresentam suas propostas finais
após o encerramento dos diálogos.
Essa abordagem é aplicada quando a Administração
não consegue definir com precisão as especificações
técnicas necessárias e quando as soluções disponíveis
no mercado precisam ser adaptadas. O objetivo é
encontrar a solução técnica mais adequada, os
requisitos necessários para concretizar a solução e a
estrutura jurídica ou financeira do contrato.
Todavia, não é o caso, trata-se de hipótese de
inexigibilidade.
33. LETRA D
TEMA: CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA
A) Errada. A competência para analisar e julgar as
contas anuais pelo Chefe do Executivo é de
competência das Câmaras Municipais e não do
Tribunal de Contas (STF. Plenário. RE 848826/DF, rel.
orig. Min. Roberto Barroso, red. p/ o acórdão Min.
Ricardo Lewandowski, julgado em 10/8/2016
(repercussão geral) (Info 834).
B) Errada. A competência para apreciar as contas dos
prefeitos é compartilhada entre a Câmara Municipal e
os tribunais de contas. A Câmara Municipal é
responsável pelo julgamento final das contas, mas o
processo envolve a atuação dos tribunais de contas,
que fornecem um parecer prévio sobre essas contas.
Esse parecer prévio é fundamental, pois a decisão
final da Câmara só pode contrariar esse parecer com
o voto de dois terços dos vereadores, conforme o
artigo 31, § 2º, da Constituição Federal.
Os tribunais de contas têm a função de examinar a
legalidade, legitimidade e economicidade das contas
de gestão, enquanto a Câmara Municipal se
concentra na apreciação das contas de governo.
Assim, a Câmara Municipal não julga as contas
isoladamente; ela depende do parecer prévio do
tribunal de contas, que realiza uma auditoria técnica
e detalhada.
Portanto, a afirmação de que as contas serão julgadas
exclusivamente pela Câmara Municipal ignora o papel
essencial dos tribunais de contas no processo de
avaliação das contas públicas. Conforme informativo
834 do STF.
C) Errada. A alternativa está errada porque o
julgamento das contas anuais dos prefeitos cabe às
câmaras municipais, e não às Assembleias
Legislativas dos Estados. A competência para apreciar
e julgar as contas de governo e gestão dos prefeitos é
da câmara municipal com o auxílio dos tribunais de
contas. As Assembleias Legislativas dos Estados não
têm competência para julgar as contas dos
municípios.
D) Correta. A alternativa está correta porque reflete o
processo estabelecido para o julgamento das contas
dos prefeitos. Primeiro, a Corte de Contas
competente, que é o tribunal de contas do estado,deve elaborar um parecer prévio sobre as contas
apresentadas. Esse parecer é um documento técnico
que avalia a conformidade das contas com as normas
legais e orçamentárias.
Depois, a Câmara Municipal, que é o órgão
responsável pela decisão final, deve considerar esse
parecer ao julgar as contas. O parecer prévio da Corte
de Contas é uma recomendação, mas sua decisão
pode ser contestada. Para que o parecer da Corte de
Contas seja desconsiderado, é necessário que dois
terços dos vereadores da Câmara Municipal votem
para rejeitá-lo.
Assim, o processo de julgamento das contas é
estruturado para garantir uma revisão técnica e
detalhada por parte da Corte de Contas, com a
Câmara Municipal exercendo a função de julgamento
final, podendo contrariar o parecer com uma decisão
qualificada de seus membros.
34. LETRA C
TEMA: PODERES DA ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA
A) Errada. A desapropriação comporta vício de
finalidade, conforme será abordado na letra “C”. O
Decreto expropriatório, deve objetivar a
desapropriação, em razão de uma necessidade ou
utilidade pública, a partir do momento utilizado para
fins pessoais, perde o caráter público.
B) Errada. Em processo de desapropriação não é lícito
arguir qualquer matéria, segundo o Decreto-lei n°
3.365/41 só pode versar sobre vício do processo judicial
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ou impugnação do preço; qualquer outra questão
deverá ser decidida por ação direta.
Art. 20, Decreto-lei n° 3.365/41: A contestação só
poderá versar sobre vício do processo judicial ou
impugnação do preço; qualquer outra questão
deverá ser decidida por ação direta.
C) Correta. No caso descrito, o desvio de finalidade
ocorre porque o decreto de expropriação, que deveria
visar à construção de uma escola, na realidade busca
um objetivo pessoal. O verdadeiro motivo da
desapropriação parece ser a vingança pessoal do
prefeito Rosalvo contra Constância, sua ex-cônjuge.
Esse desvio de finalidade é caracterizado quando um
ato administrativo é utilizado para um fim diferente
do declarado oficialmente, como no caso em questão.
Assim, o ato de desapropriação pode ser considerado
nulo, pois não está sendo realizado para o interesse
público alegado, mas sim para atender a um interesse
pessoal do prefeito.
Art. 2.º, Lei 4.717/65: São nulos os atos lesivos ao
patrimônio das entidades mencionadas no artigo
anterior, nos casos de:
Parágrafo único. Para a conceituação dos casos de
nulidade observar-se-ão as seguintes normas:
e) o desvio de finalidade se verifica quando o agente
pratica o ato visando a fim diverso daquele previsto,
explícita ou implicitamente, na regra de
competência.
D) Errada. A desapropriação pode ser realizada tanto
na via judicial quanto na administrativa.
Art. 10, Decreto-lei n° 3.365/41: A desapropriação
deverá efetivar-se mediante acordo ou intentar-se
judicialmente, dentro de cinco anos, contados da
data da expedição do respectivo decreto e findos os
quais este caducará.
DIREITO AMBIENTAL
35. LETRA C
TEMA: POLÍTICA NACIONAL DE RECURSOS
HÍDRICOS
A) Errada. A água não é um bem privado, mas
trata-se de bem de domínio público, conforme
estabelecido pela Lei nº 9.433/1997.
Art. 1º. Lei nº 9.433/1997. A Política Nacional de
Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes
fundamentos:
I - a água é um bem de domínio público;
B) Errada. A água é um recurso limitado e possui
valor econômico, conforme estabelecido pelos
fundamentos estabelecidos na Lei nº 9.433/1997.
Art. 1º. Lei nº 9.433/1997. A Política Nacional de
Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes
fundamentos:
II - a água é um recurso natural limitado, dotado de
valor econômico;
C) Correta. Um dos fundamentos da Política Nacional
de Recursos Hídricos, é o de que em situações de
escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o
consumo humano e a dessedentação de animais.
Art. 1º. Lei nº 9.433/1997. A Política Nacional de
Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes
fundamentos:
III - em situações de escassez, o uso prioritário dos
recursos hídricos é o consumo humano e a
dessedentação de animais;
D) Errada. A gestão dos recursos hídricos no Brasil é
descentralizada e participativa, ou seja, deve contar
com a participação do Poder Público, dos usuários e
das comunidades.
Art. 1º. Lei nº 9.433/1997. A Política Nacional de
Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes
fundamentos:
VI - a gestão dos recursos hídricos deve ser
descentralizada e contar com a participação do
Poder Público, dos usuários e das comunidades.
36. LETRA D
TEMA: LICENCIAMENTO AMBIENTAL
A) Errada. A legislação ambiental permite que o
órgão ambiental competente, mediante decisão
motivada, possa modificar as condicionantes de uma
licença de operação já concedida, sobretudo quando
há avanços tecnológicos que permitem uma maior
proteção ambiental.
Art. 19. Resolução nº 237/97 do CONAMA. O órgão
ambiental competente, mediante decisão motivada,
poderá modificar os condicionantes e as medidas
de controle e adequação, suspender ou cancelar
uma licença expedida, quando ocorrer:
I - violação ou inadequação de quaisquer
condicionantes ou normas legais;
II - omissão ou falsa descrição de informações
relevantes que subsidiaram a expedição da licença;
III - superveniência de graves riscos ambientais e de
saúde.
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B) Errada. A exigência da nova técnica não importará
na anulação automática da licença de operação
anteriormente concedida, mas dependerá de decisão
motivada do respectivo órgão competente.
C) Errada. A nova técnica é passível de ser exigida,
mesmo para as situações em que há licença de
operação válida.
D) Correta. A nova exigência tecnologia é passível de
ser exigida, mesmo para as situações em que há
licença de operação válida, tendo em vista a edição de
uma lei que passou a exigir o emprego da nova
técnica, inclusive, para as atividades já licenciadas, nos
termos do inciso I do art. 19. Resolução nº 237/97 do
CONAMA.
DIREITO CIVIL
37. LETRA D
TEMA: PARTE GERAL: NEGÓCIO JURÍDICO
A) Errada. Conforme o Artigo 108 do Código Civil:
"Art. 108, CC: Não dispondo a lei em contrário, a
escritura pública é essencial à validade dos negócios
jurídicos que visem à constituição, transferência,
modificação ou renúncia de direitos reais sobre
imóveis de valor superior a trinta vezes o maior
salário mínimo vigente no País."
Sendo assim, a venda do apartamento no valor de
R$500.000,00, deve ser feita por meio de escritura
pública. O descumprimento desse requisito de
validade gera a invalidade absoluta, ou seja, o negócio
jurídico será considerado nulo e não anulável.
B) Errada. No caso em questão, não estamos diante
de vício de consentimento (erro, dolo, coação, lesão
ou estão de perigo). Os vícios de consentimento
geram invalidade relativa, ou seja, anulação. Na
verdade, a questão traz uma invalidade absoluta por
descumprimento da forma do negócio jurídico, que
gera a nulidade.
"Art. 138, CC: São anuláveis os negócios jurídicos,
quando as declarações de vontade emanarem de
erro substancial que poderia ser percebido por
pessoa de diligência normal, em face das
circunstâncias do negócio."
C) Errada. O negócio jurídico será considerado nulo
porque descumpre o artigo 108 do Código Civil,
transcrito na alternativa "A".
D) Correta. Tendo em vista que o valor do imóvel é
superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente
no País, a venda deveria ocorrer por meio de escritura
pública porque a forma está determinada pelo artigo
108 do Código Civil, transcrito na alternativa "A". No
entanto, é possível converter o contrato em contrato
preliminar de compra e venda (compromisso de
compra e venda), que pode ser celebrado por
instrumento particular.
38. LETRA B
TEMA: OBRIGAÇÕES: DA TRANSMISSÃODAS
OBRIGAÇÕES
A) Errada. O credor pode realizar a cessão do seu
crédito, conforme Artigo 286 do Código Civil.
"Art. 286, CC: O credor pode ceder o seu crédito, se a
isso não se opuser a natureza da obrigação, a lei, ou
a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da
cessão não poderá ser oposta ao cessionário de
boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação."
B) Correta. O devedor deve ser notificado sobre a
cessão ou deve ter conhecimento sobre a mesma
para que esta seja válida. Sendo assim, Vitória deve
ser notificada ou ter ciência da cessão para que seja
eficaz.
"Art. 290, CC: A cessão do crédito não tem eficácia
em relação ao devedor, senão quando a este
notificada; mas por notificado se tem o devedor que,
em escrito público ou particular, se declarou ciente
da cessão feita."
C) Errada. Se Vitória pagou a dívida a Adriana antes
de ter conhecimento sobre a cessão do crédito, esse
pagamento pode ser oposto a Paulo porque o
devedor não pode ser prejudicado pela cessão de
crédito que desconhecia.
D) Errada. O cedente não responde pela solvência do
devedor.
"Art. 296, CC: Salvo estipulação em contrário, o
cedente não responde pela solvência do devedor."
39. LETRA D
TEMA: SUCESSÕES: SUCESSÃO EM GERAL
A) Errada. É possível a renúncia de herança mesmo
com a existência de credor. Ocorre que, conforme
transcrito na alternativa "D", o credor pode aceitar a
herança na medida do crédito que possui.
B) Errada. O Banco XYZ, credor de Marcela, pode
aceitar a herança até a medida do seu crédito.
C) Errada. Tatiana não pode ser responsabilizada
pelas dívidas pessoais de Marcela.
D) Correta. Para evitar a fraude contra os credores,
nos casos de herdeiro que tiver uma dívida e
renunciar a herança, o credor poderá aceitar a
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herança na medida de seu crédito no lugar do
herdeiro (devedor) que renuncia.
"Art. 1.813, CC: Quando o herdeiro prejudicar os seus
credores, renunciando à herança, poderão eles, com
autorização do juiz, aceitá-la em nome do
renunciante.
§ 1º A habilitação dos credores se fará no prazo de
trinta dias seguintes ao conhecimento do fato.
§ 2º Pagas as dívidas do renunciante, prevalece a
renúncia quanto ao remanescente, que será
devolvido aos demais herdeiros."
40. LETRA A
TEMA: FAMÍLIA: DIREITO PESSOAL
A) Correta. A ação de prova de filiação poderá ser
passada aos herdeiros quando o autor falecer.
"Art. 1.606, CC: A ação de prova de filiação compete
ao filho, enquanto viver, passando aos herdeiros, se
ele morrer menor ou incapaz.
Parágrafo único. Se iniciada a ação pelo filho, os
herdeiros poderão continuá-la, salvo se julgado
extinto o processo."
B) Errada. A presunção de paternidade é relativa,
admitindo-se prova em contrário.
"Art. 1.597, CC: Presumem-se concebidos na
constância do casamento os filhos:
I - nascidos cento e oitenta dias, pelo menos, depois
de estabelecida a convivência conjugal;
II - nascidos nos trezentos dias subsequentes à
dissolução da sociedade conjugal, por morte,
separação judicial, nulidade e anulação do
casamento;
III - havidos por fecundação artificial homóloga,
mesmo que falecido o marido;
IV - havidos, a qualquer tempo, quando se tratar de
embriões excedentários, decorrentes de concepção
artificial homóloga;
V - havidos por inseminação artificial heteróloga,
desde que tenha prévia autorização do marido."
C) Errada. O adultério não afasta a presunção legal
da paternidade.
"Art. 1.600, CC: Não basta o adultério da mulher,
ainda que confessado, para ilidir a presunção legal
da paternidade."
D) Errada. A prova da impotência do cônjuge ilide a
presunção da paternidade.
"Art. 1.599, CC: A prova da impotência do cônjuge
para gerar, à época da concepção, ilide a presunção
da paternidade."
41. LETRA D
TEMA: CONTRATOS: CONTRATOS EM ESPÉCIE
A) Errada. A fiança para ser concedida, não depende
do consentimento do devedor principal. Sendo assim,
Letícia pode conceder a fiança a Aluísio
independentemente do consentimento de Fábio.
"Art. 820, CC: Pode-se estipular a fiança, ainda que
sem consentimento do devedor ou contra a sua
vontade."
B) Errada. A fiança deve limitar-se ao valor da
obrigação principal.
"Art. 823, CC: A fiança pode ser de valor inferior ao da
obrigação principal e contraída em condições menos
onerosas, e, quando exceder o valor da dívida, ou for
mais onerosa que ela, não valerá senão até ao limite
da obrigação afiançada."
C) Errada. A fiança somente poderá ser de forma
escrita.
"Art. 819, CC: A fiança dar-se-á por escrito, e não
admite interpretação extensiva."
D) Correta. O benefício de ordem consiste do direito
que o fiador tem de exigir que sejam primeiro
executados os bens do devedor. Se o fiador renunciar
ao benefício de ordem, não poderá realizar essa
exigência.
"Art. 827, CC: O fiador demandado pelo pagamento
da dívida tem direito a exigir, até a contestação da
lide, que sejam primeiro executados os bens do
devedor.
Parágrafo único. O fiador que alegar o benefício de
ordem, a que se refere este artigo, deve nomear bens
do devedor, sitos no mesmo município, livres e
desembargados, quantos bastem para solver o
débito."
42. LETRA D
TEMA: DIREITOS REAIS DE GOZO E FRUIÇÃO:
USUFRUTO, USO, HABITAÇÃO, LAJE E
MULTIPROPRIEDADE
A) Errada. O imóvel pode ser vendido durante o prazo
de vigência do direito real de superfície. Porém, o
comprador estará obrigado a respeitar o direito real
de superfície concedido.
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"Art. 1.372, CC: O direito de superfície pode
transferir-se a terceiros e, por morte do superficiário,
aos seus herdeiros.
Parágrafo único. Não poderá ser estipulado pelo
concedente, a nenhum título, qualquer pagamento
pela transferência."
B) Errada. O superficiário (Paula) ou o proprietário
tem direito de preferência, em igualdade de
condições na aquisição do imóvel sobre o qual tenha
constituído direito de superfície.
"Art. 1.373, CC: Em caso de alienação do imóvel ou do
direito de superfície, o superficiário ou o proprietário
tem direito de preferência, em igualdade de
condições."
C) Errada. Para que João seja obrigado a vender o
imóvel a Paula, basta que as condições oferecidas por
ela sejam iguais às oferecidas por Fábio.
D) Correta. Alternativa conforme o Art 1.373 do
Código Civil, transcrito na alternativa "B".
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO
ADOLESCENTE
43. LETRA A
TEMA: DIREITOS FUNDAMENTAIS
A) Correta. Considerando que um dos direitos
previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente é o
direito ao respeito, que consiste na inviolabilidade da
integridade física, psíquica e moral da criança e do
adolescente, abrangendo a preservação da imagem, o
jornal que reprisou as imagens, mesmo não sendo
autor da filmagem, poderá ser demandado, uma vez
que a responsabilidade civil não se limita ao autor
direto do ato, mas também àqueles que contribuem
para a perpetuação do dano.
Art. 17. ECA. O direito ao respeito consiste na
inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral
da criança e do adolescente, abrangendo a
preservação da imagem, da identidade, da
autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços
e objetos pessoais.”
Art. 18, ECA. É dever de todos velar pela dignidade
da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de
qualquer tratamento desumano, violento,
aterrorizante, vexatório ou constrangedor.
B) Errada. Todos os envolvidos no bullying, incluindo
aqueles que divulgaram as imagens, podem ser
responsabilizados pelos danos causados.
C) Errada. A responsabilidade pode ser estendida a
todos que contribuíram para o dano, incluindo quem
filmou e divulgou as imagens. Logo, todos poderão
ser demandados em eventual judicialização.
D) Errada. Todos os envolvidos no bullying, seja os
autoresdireto do ato, seja aqueles que contribuíram
para a perpetuação do dano (filmando ou divulgando)
o ato, poderão ser responsabilizados.
44. LETRA B
TEMA: POLÍTICA DE ATO INFRACIONAL E
MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS
A) Errada. A internação provisória deve ser cessada
imediatamente após a sentença absolutória que
reconheça não haver prova da existência do fato,
independentemente do trânsito em julgado.
B) Correta. Estando o adolescente internado
provisoriamente, a sua liberação será imediata,
independentemente do trânsito em julgado da
decisão, quando reconhecida, na sentença, que não
há prova da existência do fato.
Art. 189. ECA. A autoridade judiciária não aplicará
qualquer medida, desde que reconheça na sentença:
I - estar provada a inexistência do fato;
II - não haver prova da existência do fato;
III - não constituir o fato ato infracional;
IV - não existir prova de ter o adolescente concorrido
para o ato infracional.
Parágrafo único. Na hipótese deste artigo, estando o
adolescente internado, será imediatamente
colocado em liberdade.
C) Errada. A liberação deve ser imediata em todas as
hipóteses previstas no art. 189 do ECA.
D) Errada. A liberação deve ser imediata, tanto no
caso de não haver prova de existência do fato quanto
no caso de não existir prova de ter o adolescente
concorrido para o ato infracional.
DIREITO DO CONSUMIDOR
45. LETRA A
TEMA: DISPOSIÇÕES GERAIS DO CÓDIGO DE
DEFESA DO CONSUMIDOR
A) Correta. O caso relata que a consumidora adquiriu
um bem durável, nesse caso, conforme o art. 26, II do
Código de Defesa do Consumidor (CDC), o direito de
reclamar de um vício de aparente ou fácil
constatação, uma vez que a consumidora conseguiu
identificar logo no primeiro uso, é de 90 dias.
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A decadência é obstada quando for comprovado que
o consumidor efetuou a reclamação perante o
fornecedor, até receber a negativa correspondente.
Art. 26, CDC: O direito de reclamar pelos vícios
aparentes ou de fácil constatação caduca em:
II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de
serviço e de produtos duráveis.
§ 2° Obstam a decadência:
I - a reclamação comprovadamente formulada pelo
consumidor perante o fornecedor de produtos e
serviços até a resposta negativa correspondente, que
deve ser transmitida de forma inequívoca;
B) Errada. O erro da assertiva é afirmar que o prazo
deve ser de 30 dias, o prazo de 30 dias é para bens
não duráveis. No caso, a consumidora adquiriu um
fogão, portanto, um bem durável. Ainda, equivocada é
a afirmativa que aduz que não obsta.
C) Errada. No caso narrado, o prazo de 90 dias para
Nísia reclamar do vício aparente começou a contar a
partir do dia 20 de setembro de 2023, data em que ela
efetivamente utilizou o fogão e constatou o defeito.
No entanto, a contagem desse prazo foi interrompida
(ou seja, a decadência foi obstada) quando Nísia fez a
reclamação ao fabricante em 22 de setembro de 2023,
conforme previsto no artigo 26, §2º, I, do CDC. A
contagem do prazo só deveria ser retomada após a
resposta negativa do fornecedor, que ocorreu em 30
de setembro de 2023.
Não prospera a alternativa ao afirmar que o prazo de
90 dias seria retomado apenas 90 dias após a
reclamação no órgão estadual de defesa do
consumidor. Na realidade, o prazo de 90 dias deve ser
contado a partir da data da resposta negativa do
fornecedor, e não 90 dias após a reclamação ao órgão
estadual. Ou seja, a retomada da contagem deve
ocorrer logo após a resposta negativa do fornecedor,
e não como sugerido na alternativa.
D) Errada. Essa alternativa está errada porque o prazo
correto para reclamar de vícios em produtos duráveis,
como o fogão, é de 90 dias, e esse prazo pode ser
suspenso (obstado) quando o consumidor faz uma
reclamação, conforme o artigo 26, §2º, I, do Código de
Defesa do Consumidor (CDC). O prazo só volta a
correr após a resposta negativa do fornecedor.
46. LETRA A
TEMA: DIREITOS BÁSICOS DO CONSUMIDOR
A) Correta. Essa assertiva está correta porque
reconhece que é um direito básico do consumidor
tanto a garantia de práticas de crédito responsável
quanto a proteção contra publicidade enganosa,
conforme previsto no Código de Defesa do
Consumidor (CDC).
No caso apresentado, Jordana, uma idosa em
situação financeira difícil, foi atraída por uma oferta de
crédito sem a devida análise de sua capacidade
financeira. Isso caracteriza uma prática de crédito
irresponsável, violando o artigo 6º, XI, do CDC, que
garante a proteção contra práticas abusivas e a
responsabilidade na concessão de crédito. Além disso,
a oferta por telefone pode ser considerada
publicidade enganosa se não tiver informado
adequadamente as condições e os riscos envolvidos.
Portanto, a alternativa está correta ao afirmar que é
um direito básico do consumidor ser protegido tanto
contra práticas de crédito irresponsáveis quanto
contra publicidade enganosa.
Art. 6º, CDC: São direitos básicos do consumidor:
IV - a proteção contra a publicidade enganosa e
abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais,
bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou
impostas no fornecimento de produtos e serviços;
XI - a garantia de práticas de crédito responsável, de
educação financeira e de prevenção e tratamento de
situações de superendividamento, preservado o
mínimo existencial, nos termos da regulamentação,
por meio da revisão e da repactuação da dívida,
entre outras medidas;
Art. 54-D, CDC: Na oferta de crédito, previamente à
contratação, o fornecedor ou o intermediário deverá,
entre outras condutas: (Incluído pela Lei nº 14.181,
de 2021)
I - informar e esclarecer adequadamente o
consumidor, considerada sua idade, sobre a
natureza e a modalidade do crédito oferecido, sobre
todos os custos incidentes, observado o disposto nos
arts. 52 e 54-B deste Código, e sobre as
consequências genéricas e específicas do
inadimplemento; (Incluído pela Lei nº 14.181, de
2021)
II - avaliar, de forma responsável, as condições de
crédito do consumidor, mediante análise das
informações disponíveis em bancos de dados de
proteção ao crédito, observado o disposto neste
Código e na legislação sobre proteção de dados;
(Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
B) Errada. O prestador de serviços é responsável,
independentemente de culpa, por reparar os danos
causados aos consumidores devido a defeitos na
prestação dos serviços, assim como por fornecer
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14181.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14181.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14181.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14181.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14181.htm#art1
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informações insuficientes ou inadequadas sobre o
uso e os riscos dos serviços (art. 14 do CDC).
Art. 14, CDC: O fornecedor de serviços responde,
independentemente da existência de culpa, pela
reparação dos danos causados aos consumidores
por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem
como por informações insuficientes ou inadequadas
sobre sua fruição e riscos.
C) Errada. De acordo com o art. 49 do CDC, o
consumidor tem o direito de desistir do contrato no
prazo de 7 dias, contados a partir da assinatura ou do
recebimento do produto ou serviço, quando a
contratação de produtos ou serviços for realizada fora
do estabelecimento comercial, como por telefone ou
em domicílio.
Art. 49, CDC: O consumidor pode desistir do
contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou
serviço, sempre que a contratação de fornecimento
de produtos e serviços ocorrer fora do
estabelecimentocomercial, especialmente por
telefone ou a domicílio.
D) Errada. As instituições financeiras são obrigadas a
avaliar a situação financeira do consumidor, conforme
o art. 54-D, II, do CDC, que determina que, na oferta
de crédito, antes da contratação, o fornecedor ou
intermediário deve, entre outras ações, realizar uma
análise responsável das condições de crédito do
consumidor, utilizando as informações disponíveis em
bancos de dados de proteção ao crédito, em
conformidade com o CDC e a legislação de proteção
de dados.
DIREITO EMPRESARIAL
47. LETRA C
TEMA: DIREITO SOCIETÁRIO
A) Errada. As deliberações em reunião ou assembleia
são normas aplicáveis às sociedades limitadas
pluripessoais, não sendo possível nas sociedades
limitadas unipessoais que possuem apenas 1 sócio.
B) Errada. A dissolução mediante distrato é uma
forma de dissolução que ocorre por acordo entre os
sócios para encerrar as atividades da sociedade. Dessa
forma, considerando que na sociedade limitada
unipessoal somente existe 1 sócio, não é possível a
celebração de distrato.
C) Correta. A possibilidade de designação de
administrador em ato separado é cabível tanto nas
sociedades limitadas pluripessoais quanto nas
unipessoais.
"Art. 1.060, caput, CC: A sociedade limitada é
administrada por uma ou mais pessoas designadas
no contrato social ou em ato separado."
D) Errada. A solidariedade pela exata estimação dos
bens conferidos ao capital social refere-se à
responsabilidade dos sócios pela avaliação correta
dos bens aportados à sociedade. Tal norma é aplicável
especificamente aos sócios de sociedades
pluripessoais, não sendo aplicável às sociedades
unipessoais.
48. LETRA D
TEMA: DIREITO SOCIETÁRIO
A) Errada. Qualquer dos sócios pode solicitar o
arquivamento do contrato social por não existir um
administrador da sociedade.
B) Errada. A sociedade funcionou irregularmente do
dia 17/05/2023 ao dia 22/05/2023 (arquivamento na
Junta Comercial) porque o ato de constituição da
sociedade empresária foi assinado em 17/04/2023.
Sendo assim, deveria ter sido providenciado o
arquivamento do ato constitutivo após 30 dias, ou
seja, até 17/05/2023.
C) Errada. O efeito ex tunc só se verifica quando os
documentos relativos à constituição de firmas
mercantis individuais, sociedades mercantis e
cooperativas são apresentados a arquivamento na
Junta Comercial dentro de 30 dias contados da
assinatura, quando, então, os efeitos do arquivamento
retroagirão até a data da assinatura. Fora desse prazo,
o arquivamento só terá eficácia a partir do despacho
que o conceder.
"Art. 36, Lei 8.934/94: Os documentos referidos no
inciso II do art. 32 deverão ser apresentados a
arquivamento na junta, dentro de 30 (trinta) dias
contados de sua assinatura, a cuja data retroagirão
os efeitos do arquivamento; fora desse prazo, o
arquivamento só terá eficácia a partir do despacho
que o conceder."
D) Correta. Conforme o Artigo 36 da Lei 8.934/94, os
documentos relativos à constituição, alteração,
dissolução e extinção de firmas mercantis individuais,
sociedades mercantis e cooperativas, deverão ser
apresentados a arquivamento na junta, dentro de 30
dias contados de sua assinatura.
Em complemento, o Artigo 990 do Código Civil afirma
que todos os sócios respondem solidária e
ilimitadamente pelas obrigações sociais.
"Art. 990, CC: Todos os sócios respondem solidária e
ilimitadamente pelas obrigações sociais, excluído do
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benefício de ordem, previsto no art. 1.024, aquele que
contratou pela sociedade."
49. LETRA A
TEMA: ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL E
REGISTRO
A) Correta. As limitações contidas na outorga de
poderes, para serem opostas a terceiros, dependem
do arquivamento e averbação do instrumento no
Registro Público de Empresas Mercantis.
"Art. 1.174, CC: As limitações contidas na outorga de
poderes, para serem opostas a terceiros, dependem
do arquivamento e averbação do instrumento no
Registro Público de Empresas Mercantis, salvo se
provado serem conhecidas da pessoa que tratou
com o gerente."
B) Errada. O arquivamento e a averbação do
instrumento deve ser no Registro Público de
Empresas Mercantis, conforme Artigo 1.174 do Código
Civil.
C) Errada. O arquivamento e averbação do
instrumento de outorga deve ser feito no Registro
Público de Empresas Mercantis, conforme o Artigo
1.174 do Código Civil.
D) Errada. As limitações contidas na outorga de
poderes, para serem opostas a terceiros, dependem
do arquivamento e averbação do instrumento no
Registro Público de Empresas Mercantis, salvo se
provado serem conhecidas da pessoa que tratou com
o gerente.
50. LETRA B
TEMA: FALÊNCIA E RECUPERAÇÃO JUDICIAL
A) Errada. O empresário não está irregular porque
possui inscrição na Junta Comercial.
"Art. 967, CC: É obrigatória a inscrição do empresário
no Registro Público de Empresas Mercantis da
respectiva sede, antes do início de sua atividade."
B) Correta. A cessação das atividades empresariais
mais de 2 anos antes do pedido de falência obsta a
sua decretação. Ainda a comprovação da cessação da
empresa deve ser feita por documento hábil do
Registro Público de Empresas, não apenas por mera
alegação do empresário.
"Art. 96, Lei 11.101/2005: A falência requerida com
base no art. 94, inciso I do caput, desta Lei, não será
decretada se o requerido provar:
VIII – cessação das atividades empresariais mais de 2
(dois) anos antes do pedido de falência, comprovada
por documento hábil do Registro Público de
Empresas, o qual não prevalecerá contra prova de
exercício posterior ao ato registrado."
C) Errada. A contestação não deve ser acatada uma
vez que a cessação das atividades da empresa não foi
feita por documento hábil do Registro Público de
empresas, conforme Artigo 96, VIII da Lei 11.101/2005.
D) Errada. É possível a decretação da falência mesmo
sem o cancelamento do registro quando não
comprovada documentalmente a cessação das
atividades por mais de 2 anos antes do pedido de
falência, conforme Artigo 96, VIII da Lei 11.101/2005.
PROCESSO CIVIL
51. LETRA D
TEMA: DAS PARTES E DOS PROCURADORES
A) Errada. Tendo em vista que o juiz atuou
anteriormente no processo como membro do
Ministério Público, não poderá atuar como juiz do
caso.
"Art. 144, CC: Há impedimento do juiz, sendo-lhe
vedado exercer suas funções no processo:
I - em que interveio como mandatário da parte,
oficiou como perito, funcionou como membro do
Ministério Público ou prestou depoimento como
testemunha;
II - de que conheceu em outro grau de jurisdição,
tendo proferido decisão;
III - quando nele estiver postulando, como defensor
público, advogado ou membro do Ministério Público,
seu cônjuge ou companheiro, ou qualquer parente,
consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral,
até o terceiro grau, inclusive;
IV - quando for parte no processo ele próprio, seu
cônjuge ou companheiro, ou parente, consanguíneo
ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro
grau, inclusive;
V - quando for sócio ou membro de direção ou de
administração de pessoa jurídica parte no processo;
VI - quando for herdeiro presuntivo, donatário ou
empregador de qualquer das partes;
VII - em que figure como parte instituição de ensino
com a qual tenha relação de emprego ou decorrente
de contrato de prestação de serviços;
VIII - em que figure como parte cliente do escritório
de advocacia de seu cônjuge, companheiro ou
parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou
colateral, até o terceiro grau, inclusive, mesmo que
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patrocinado por advogado de outro escritório; (Vide
ADI 5953)
IX - quando promover ação contra a parte ou seu
advogado.
§ 1º Na hipótese do inciso III, o impedimento só se
verifica quando o defensor público,o advogado ou o
membro do Ministério Público já integrava o
processo antes do início da atividade judicante do
juiz.
§ 2º É vedada a criação de fato superveniente a fim
de caracterizar impedimento do juiz.
§ 3º O impedimento previsto no inciso III também se
verifica no caso de mandato conferido a membro de
escritório de advocacia que tenha em seus quadros
advogado que individualmente ostente a condição
nele prevista, mesmo que não intervenha
diretamente no processo."
B) Errada. O impedimento do juiz abrange qualquer
ato processual, não fazendo distinção entre decisões
interlocutórias e sentenças, conforme Artigo 144, III do
Código de Processo Civil, transcrito na alternativa "A".
C) Errada. Bernardo não poderá realizar qualquer ato
processual, conforme Artigo 144, III do Código de
Processo Civil, transcrito na alternativa "A".
D) Correta. Bernardo está impedido de atuar no
processo porque atuou anteriormente comomembro
do Ministério Público, conforme Artigo 144, III do
Código de Processo Civil, transcrito na alternativa "A".
52. LETRA D
TEMA: INTERVENÇÃO DE TERCEIROS
A) Errada. Tendo em vista que o interesse de Luiz é
indireto na relação entre João e Pedro, a assistência é
simples e não litisconsorcial.
B) Errada. A relação jurídica de Luiz com João é
derivada da sublocação, enquanto a relação jurídica
tratada na lide entre João e Pedro é a locação. Por tal
motivo, não são a mesma relação jurídica.
C) Errada. A relação jurídica de Luiz com João é
derivada da sublocação, enquanto a relação jurídica
tratada na lide entre João e Pedro é a locação. Para
que fosse assistência litisconsorcial, seria necessário
um interesse jurídico direto e coincidente.
D) Correta. A intervenção de Luiz no processo será
por meio da assistência simples, já que seu interesse
não é o mesmo de João, mas depende do resultado
da lide entre João e Pedro.
53. LETRA B
TEMA: TUTELA PROVISÓRIA
A) Errada. Para que seja concedida a tutela de
urgência, é necessário tanto a probabilidade do
direito, quanto o perigo de dano ou risco ao resultado
útil do processo.
"Art. 300, caput, CPC: A tutela de urgência será
concedida quando houver elementos que
evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de
dano ou o risco ao resultado útil do processo."
B) Correta. Alternativa conforme o Artigo 300 do
Código de Processo Civil, transcrito na alternativa "A".
C) Errada. O juiz deve motivar suas decisões, inclusive
em caso de concessão de tutela de urgência.
D) Errada. Das decisões que versam sobre a tutela
provisória cabem agravo de instrumento.
"Art. 1.015, CPC: Cabe agravo de instrumento contra
as decisões interlocutórias que versarem sobre:
I - tutelas provisórias;
(...)"
54. LETRA B
TEMA: RECURSOS E AÇÕES AUTÔNOMAS DE
IMPUGNAÇÃO
A) Errada. Em casos de acórdão não unânime em
que há reforma da sentença de mérito, é cabível a
técnica de julgamento ampliado.
B) Correta. Alternativa conforme o Artigo 942 do
Código de Processo Civil.
"Art. 942, CPC: Quando o resultado da apelação for
não unânime, o julgamento terá prosseguimento em
sessão a ser designada com a presença de outros
julgadores, que serão convocados nos termos
previamente definidos no regimento interno, em
número suficiente para garantir a possibilidade de
inversão do resultado inicial, assegurado às partes e
a eventuais terceiros o direito de sustentar oralmente
suas razões perante os novos julgadores.
§ 1º Sendo possível, o prosseguimento do julgamento
dar-se-á na mesma sessão, colhendo-se os votos de
outros julgadores que porventura componham o
órgão colegiado.
§ 2º Os julgadores que já tiverem votado poderão
rever seus votos por ocasião do prosseguimento do
julgamento.
§ 3º A técnica de julgamento prevista neste artigo
aplica-se, igualmente, ao julgamento não unânime
proferido em:
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I - ação rescisória, quando o resultado for a rescisão
da sentença, devendo, nesse caso, seu
prosseguimento ocorrer em órgão de maior
composição previsto no regimento interno;
II - agravo de instrumento, quando houver reforma
da decisão que julgar parcialmente o mérito.
§ 4º Não se aplica o disposto neste artigo ao
julgamento:
I - do incidente de assunção de competência e ao de
resolução de demandas repetitivas;
II - da remessa necessária;
III - não unânime proferido, nos tribunais, pelo
plenário ou pela corte especial."
C) Errada. É assegurado às partes e a eventuais
terceiros o direito de sustentar oralmente suas razões
perante os novos julgadores.
D) Errada. A técnica de julgamento não se aplica ao
agravo de instrumento, incidente de resolução de
demandas repetitivas (IRDR) ou incidente de
assunção de competência (IAC).
55. LETRA C
TEMA: COMPETÊNCIA
A) Errada. A ação de despejo para uso próprio é de
competência dos Juizados Especiais Cíveis.
"Art. 3º, Lei 9.099/95: O Juizado Especial Cível tem
competência para conciliação, processo e
julgamento das causas cíveis de menor
complexidade, assim consideradas:
III - a ação de despejo para uso próprio;"
B) Errada. A ação de despejo para uso próprio é
considerada de menor complexidade e de
competência dos Juizados Cíveis.
C) Correta. Alternativa conforme o Artigo 3º, III da Lei
9.099/95, transcrito na alternativa "A".
D) Errada. As ações de natureza alimentar não
podem ser propostas nos Juizados Especiais Cíveis.
"Art. 3º, § 2º, Lei 9.099/95: Ficam excluídas da
competência do Juizado Especial as causas de
natureza alimentar, falimentar, fiscal e de interesse
da Fazenda Pública, e também as relativas a
acidentes de trabalho, a resíduos e ao estado e
capacidade das pessoas, ainda que de cunho
patrimonial.”
56. LETRA A
TEMA: RECURSOS E AÇÕES AUTÔNOMAS DE
IMPUGNAÇÃO
A) Correta. Tendo em vista tratar-se de decisão
interlocutória, é cabível o agravo de instrumento.
"Art. 1.015, CPC: Cabe agravo de instrumento contra
as decisões interlocutórias que versarem sobre:
II - mérito do processo;"
B) Errada. O número de testemunhas arroladas não
pode ser superior a 10, sendo 3, no máximo, para a
prova de cada fato, conforme o Artigo 357, § 6º do
Código de Processo Civil.
C) Errada. As partes têm o direito de pedir
esclarecimentos ou solicitar ajustes, no prazo comum
de 5 dias.
"Art. 357, § 1º, CPC: Realizado o saneamento, as
partes têm o direito de pedir esclarecimentos ou
solicitar ajustes, no prazo comum de 5 (cinco) dias,
findo o qual a decisão se torna estável."
D) Errada. O juiz poderá decidir parcialmente o
mérito quando um ou mais dos pedidos formulados
estiver em condições de imediato julgamento.
"Art. 356, CPC: O juiz decidirá parcialmente o mérito
quando um ou mais dos pedidos formulados ou
parcela deles:
I - mostrar-se incontroverso;
II - estiver em condições de imediato julgamento, nos
termos do art. 355 .
§ 1º A decisão que julgar parcialmente o mérito
poderá reconhecer a existência de obrigação líquida
ou ilíquida.
§ 2º A parte poderá liquidar ou executar, desde logo,
a obrigação reconhecida na decisão que julgar
parcialmente o mérito, independentemente de
caução, ainda que haja recurso contra essa
interposto.
§ 3º Na hipótese do § 2º, se houver trânsito em
julgado da decisão, a execução será definitiva.
§ 4º A liquidação e o cumprimento da decisão que
julgar parcialmente o mérito poderão ser
processados em autos suplementares, a
requerimento da parte ou a critério do juiz.
§ 5º A decisão proferida com base neste artigo é
impugnável por agravo de instrumento."
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DIREITO PENAL
57. LETRA D
TEMA: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL
A) Errada. Nos termos do artigo 147-A, § 3º, do Código
Penal, a ação penal relativa ao crime de stalking é
pública condicionada à representação, razão pela
qual poderá haver aretratação do direito de
representação.
“Art. 147-A, CP: Perseguir alguém, reiteradamente e
por qualquer meio, ameaçando-lhe a integridade
física ou psicológica, restringindo-lhe a capacidade
de locomoção ou, de qualquer forma, invadindo ou
perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade.
Pena – reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e
multa. (...)
§ 3º Somente se procedemediante representação.”
B) Errada. Por tratar-se de crime praticado no âmbito
da Lei Maria da Penha, aplica-se o teor do artigo 16, da
referida Lei (Lei nº 11.340/2006). Assim, nesse caso, a
retratação somente pode ocorrer ANTES do
oferecimento da denúncia, e não a qualquer tempo
antes do trânsito em julgado.
“Art. 16, Lei nº 11.340/2006: Nas ações penais
públicas condicionadas à representação da
ofendida de que trata esta Lei, só será admitida a
renúncia à representação perante o juiz, em
audiência especialmente designada com tal
finalidade, antes do recebimento da denúncia e
ouvido o Ministério Público.”
C) Errada. A alternativa está incompleta, por isso está
errada em relação à alternativa “D”. Conforme
estabelece o artigo 16, da referida Lei (Lei nº
11.340/2006), acima transcrito, em relação à audiência,
somente será admitida a renúncia à representação
perante o juiz, e em audiência especialmente
designada com tal finalidade.
D) Correta. Alternativa em perfeita consonância com
o que estabelece o artigo 16, da referida Lei (Lei nº
11.340/2006), já anteriormente mencionado.
58. LETRA C
TEMA: CONCURSO DE PESSOAS
A) Errada. Não se aplica o princípio da isonomia, mas
sim o da culpabilidade, vide comentários da
alternativa “C”. O princípio da isonomia está
relacionado à igualdade na aplicação das leis, e não se
adequa ao caso apresentado no enunciado.
B) Errada. Não se aplica o princípio da lesividade, mas
sim o da culpabilidade, vide comentários da
alternativa “C”. O princípio da lesividade está
relacionado à punição de uma determinada conduta
quando causar dano ou lesão a um bem jurídico
tutelado, o que não é o caso retratado no enunciado.
C) Correta. Aplica-se ao caso o princípio da
culpabilidade, pois, conforme consta no enunciado,
não houve a individualização da conduta de cada
agente na situação de rebelião, todos foram punidos
da mesma forma, o que é vedado pelo referido
princípio. Segundo o princípio da culpabilidade, a
conduta deve ser individualizada, e o agente punido
segundo a sua culpabilidade, nos termos do artigo 29,
caput, do CP.
“Art. 29, CP: Quem, de qualquer modo, concorre para
o crime incide nas penas a este cominadas, na
medida de sua culpabilidade.”
D) Errada. Não se aplica o princípio da legalidade,
mas sim o da culpabilidade, vide comentários da
alternativa “C”. Segundo o princípio da legalidade,
exige que as infrações e as penas sejam previstas em
lei, o que não é o caso do enunciado.
59. LETRA D
TEMA: FATO TÍPICO
A) Errada. Alternativa errada, pois a desistência
voluntária somente ocorreu em relação à morte de
Júlia. Nesse caso, Gabriel somente será
responsabilizado pelos disparos de arma de fogo.
Quanto a morte de Pedro, Gabriel responderá apenas
pela tentativa de homicídio, pois houve a ruptura do
nexo causal, vide comentários da alternativa “D”.
B) Errada. Gabriel responderá apenas pela tentativa
de um homicídio, pois houve a ruptura do nexo causal
em relação à morte de Pedro e, quanto à morte de
Julia, somente será responsabilizado pelos disparos
de arma de fogo, pois houve desistência voluntária,
vide comentários da alternativa “D”.
C) Errada. A superveniência de causa relativamente
independente não acarreta a atipicidade da conduta,
pois há a responsabilização em relação aos fatos
anteriores, nos termos do artigo 13, § 1º, do CP.
Portanto, Gabriel responderá pela tentativa de
homicídio, pois houve a ruptura do nexo causal em
relação à morte de Pedro, vide comentários da
alternativa “D”.
“Art. 13, § 1º, CP: A superveniência de causa
relativamente independente exclui a imputação
quando, por si só, produziu o resultado; os fatos
anteriores, entretanto, imputam-se a quem os
praticou.”
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D) Correta. Em relação à morte de Pedro, o
enunciado narra a situação em que há a
superveniência de causa relativamente independente
que, por si só, produziu o resultado. Houve, portanto, a
ruptura do nexo causal, eis que o resultado morte
ocorreu por conta do tropeço e queda, e não pela
ação de Gabriel. Assim, responderá apenas pelos fatos
praticados anteriormente, ou seja, a tentativa de
homicídio, nos termos do artigo 13, § 1º, do CP acima
mencionado.
Em relação à morte de Júlia, Gabriel será
responsabilizado apenas pelo disparo de arma de
fogo, pois houve desistência voluntária. Conforme
narra o enunciado, Gabriel, ao ver Júlia assustada,
desistiu de prosseguir com seu intento original, o que
caracteriza a desistência voluntária do artigo 15, do
CP, respondendo apenas pelos atos anteriormente
praticados.
“Art. 15, CP: O agente que, voluntariamente, desiste
de prosseguir na execução ou impede que o
resultado se produza, só responde pelos atos já
praticados.”
60. LETRA A
TEMA: FATO TÍPICO
A) Correta. Conforme o narrado no enunciado, o
crime não foi consumado. Assim, tendo em vista que
a conduta delitiva não se consumou por
circunstâncias alheias à vontade do agente, deverá
ser aplicada a causa de diminuição pela tentativa, nos
termos do artigo 14, inciso II e p. único, do CP. Convém
destacar que a presença de sistema de vigilância não
caracteriza crime impossível, pois, por si só, não
impede a configuração do crime de furto (Súmula
567, STJ).
“Art. 14, CP: Diz-se o crime: (...)
II - tentado, quando, iniciada a execução, não se
consuma por circunstâncias alheias à vontade do
agente.
Parágrafo único - Salvo disposição em contrário,
pune-se a tentativa com a pena correspondente ao
crime consumado, diminuída de um a dois terços.”
“Súmula 567, STJ: A presença de sistema de
vigilância, seja por monitoramento eletrônico ou por
segurança no interior de um estabelecimento
comercial, por si só, não impede a configuração do
crime de furto."
B) Errada. Não é possível efetuar a aplicação do
princípio da insignificância ao caso, pois o valor das
mercadorias furtadas (cerca de R$2.000,00)
ultrapassa o percentual de 10% do salário mínimo
vigente à época dos fatos, contrariando o
entendimento da jurisprudência do STJ.
DE OLHO NA JURISPRUDÊNCIA: “3. Além de o
crime de furto ter sido qualificado pelo concurso
de agentes, circunstância objetiva que denota a
maior reprovabilidade da conduta, o valor da res
furtiva não é insignificante pois equivale a 40% do
salário mínimo vigente à época. E conforme a
jurisprudência desta Corte Superior de Justiça é
‘incabível a aplicação do princípio da
insignificância quando o montante do valor da
res furtiva superar o percentual de 10% do
salário mínimo vigente à época dos fatos’ (AgRg
no REsp 1.729.387/MG, Rel. Ministro REYNALDO
SOARES DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado
em 03/05/2018, DJe 09/05/2018).”
AgRg no RHC 161.195/PR, Relatora: Ministra
LAURITA VAZ, Sexta Turma, julgado em 13/3/2023,
DJe de 23/3/2023.
C) Errada. Não há absorção do delito no caso
apresentado.
D) Errada. O enunciado não narra situação de crime
impossível, mas sim um caso de tentativa, vide
comentários da alternativa “A”. O crime impossível
(art. 17, CP) ocorre quando há a ineficácia absoluta do
meio ou a absoluta impropriedade do objeto, que
impede a consumação do crime. Não verificamos tal
situação no caso apresentado.
“Art. 17, CP: Não se pune a tentativa quando, por
ineficácia absoluta do meio ou por absoluta
impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o
crime.”
61. LETRA D
TEMA: DAS PENAS
A) Errada. O regime inicial correto é o semiaberto,
vide comentários da alternativa “D”.
B) Errada. Apesar de ser correta a fixação de regime
semiaberto, vide comentários da alternativa“D”, não
poderá haver a substituição da pena apenas por
multa. O caso narra que foi condenado a uma pena
de 3 (três) anos de reclusão, e, segundo o artigo 44,
§2º, do CP, a condenação a pena superior a 1 ano
somente permite a substituição por uma pena
restritiva de direitos E multa OU por duas restritivas
de direitos.
“Art. 44, §2º, CP: Na condenação igual ou inferior a
um ano, a substituição pode ser feita por multa ou
por uma pena restritiva de direitos; se superior a um
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ano, a pena privativa de liberdade pode ser
substituída por uma pena restritiva de direitos e
multa ou por duas restritivas de direitos.”
C) Errada. O regime inicial correto é o semiaberto,
vide comentários da alternativa “D”.
D) Correta. Aplica-se ao caso o teor da Súmula 269 do
STJ, pois, ainda que o condenado seja reincidente, foi
condenado a pena inferior a 4 anos, não havendo
qualquer outra circunstância descrita no enunciado
que impeça a fixação do regime semiaberto.
“Súmula 269, STJ: É admissível a adoção do regime
prisional semiaberto aos reincidentes condenados
a pena igual ou inferior a 4 (quatro) anos se
favoráveis as circunstâncias judiciais”.
62. LETRA C
TEMA: EXTINÇÃO DE PUNIBILIDADE
A) Errada. O crime de estupro de vulnerável não
consta no ROL de crimes imprescritíveis da
Constituição Federal.
“Artigo 5º, CF: (...)
XLII - a prática do racismo constitui crime
inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de
reclusão, nos termos da lei; (...)
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a
ação de grupos armados, civis ou militares, contra a
ordem constitucional e o Estado Democrático; (...)”
B) Errada. O fato não está prescrito, pois a contagem
da prescrição, nesse caso, iniciou-se da data em que a
vítima completou 18 anos, e não da data do fato, nos
termos do artigo 111, inciso V, do CP.
“Art. 111, CP: A prescrição, antes de transitar em
julgado a sentença final, começa a correr: (...)
V - nos crimes contra a dignidade sexual ou que
envolvam violência contra a criança e o adolescente,
previstos neste Código ou em legislação especial, da
data em que a vítima completar 18 (dezoito) anos,
salvo se a esse tempo já houver sido proposta a ação
penal.”
C) Correta. Alternativa correta, pois em consonância
com o disposto no artigo 111, inciso V, do CP
anteriormente transcrito.
D) Errada. Vide comentários da alternativa “B”, a
prescrição, nesse caso, deve ser contada da data em
que a vítima completou 18 anos, e não da data do
fato, nos termos do artigo 111, inciso V, do CP. Além
disso, o prazo prescricional não é de 20 anos, pois a
contagem da prescrição será reduzida pela metade,
tendo em vista a idade de 70 anos do autor do crime
(art. 115 do CP).
“Art. 115, CP: São reduzidos de metade os prazos de
prescrição quando o criminoso era, ao tempo do
crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da
sentença, maior de 70 (setenta) anos.”
PROCESSO PENAL
63. LETRA A
TEMA: RECURSOS E AÇÕES AUTÔNOMAS DE
IMPUGNAÇÃO
A) Correta. O crime praticado é de menor potencial
ofensivo, pois a pena máxima cominada em abstrato
é igual a 2 anos, ou seja, trata-se de competência do
Juizado Especial Criminal, nos termos do artigo 61, da
Lei 9.099/95. Assim, da sentença condenatória caberá
o recurso de Apelação, artigo 82, caput e §1º, da Lei nº
9.099/95, no prazo de 10 dias.
“Art. 61, Lei nº 9.099/95: Consideram-se infrações
penais de menor potencial ofensivo, para os efeitos
desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que
a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois)
anos, cumulada ou não commulta.”
“Art. 82, Lei nº 9.099/95: Da decisão de rejeição da
denúncia ou queixa e da sentença caberá
apelação, que poderá ser julgada por turma
composta de três Juízes em exercício no primeiro
grau de jurisdição, reunidos na sede do Juizado.
§ 1º A apelação será interposta no prazo de dez dias,
contados da ciência da sentença pelo Ministério
Público, pelo réu e seu defensor, por petição escrita,
da qual constarão as razões e o pedido do
recorrente”
B) Errada. Nos termos do artigo 82, §1º, da Lei nº
9.099/95 acima mencionado, o prazo é de 10 dias para
interposição e razões, em conjunto.
C) Errada. Não há previsão de recurso inominado no
Juizado Especial Criminal (JECRIM), mas sim no cível.
No JECRIM, o recurso cabível da sentença é a
Apelação, vide comentários das alternativas
anteriores.
D) Errada. O prazo é de 10 dias para interposição e
razões, em conjunto, nos termos do artigo 82, §1º, da
Lei nº 9.099/95 anteriormente mencionado.
64. LETRA A
TEMA: PRINCÍPIOS DO PROCESSO PENAL
A) Correta. O enunciado narra uma situação de clara
separação entre as funções de acusar, defender e
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julgar, característica do sistema acusatório. O
reconhecimento dos direitos do acusado no âmbito
do processo penal, bem como a aplicação do
princípio do Juiz Natural e da presunção de inocência
são características marcantes do sistema acusatório,
portanto, alternativa correta.
B) Errada. O enunciado narra características típicas
do sistema acusatório, vide comentários da
alternativa “A”. O sistema inquisitivo é conhecido por
não haver separação entre as funções, de modo que o
poder de acusação e julgamento fica concentrado
nas mãos de ummesmo órgão ou entidade. O juiz é o
responsável por conduzir a investigação e o processo
penal, o que acarreta na parcialidade do magistrado.
Não há observância do princípio da presunção de
inocência. Portanto, não se adequa à situação narrada
no enunciado.
C) Errada. O enunciado narra características típicas
do sistema acusatório, vide comentários da
alternativa “A”. O sistema misto nada mais é do que
uma combinação dos sistemas acusatório e
inquisitivo, havendo uma fase para cada, o que
demonstra desacordo com a situação narrada no
enunciado.
D) Errada. Não existe classificação de sistema
denominada de “consensual”.
65. LETRA C
TEMA: PROCEDIMENTOS NO CPP
A) Errada. É cabível a Apelação da sentença proferida
pelo Juiz Presidente do Tribunal do Júri, no prazo de 5
dias, quando a sentença do juiz-presidente contrária à
lei expressa ou à decisão dos jurados, conforme
estabelece o artigo 593, III, “b”, do CPP.
“Art. 593, CPP: Caberá apelação no prazo de 5
(cinco) dias: (...)
III - das decisões do Tribunal do Júri, quando: (...)
b) for a sentença do juiz-presidente contrária à lei
expressa ou à decisão dos jurados; (...)”
B) Errada. Narra o enunciado que os jurados já
haviam reconhecido a existência de provas
suficientes, bem como a autoria e a materialidade do
crime. Portanto, não há pertinência em alegar a
existência de prova suficiente de autoria, pois já havia
sido reconhecida.
C) Correta. Segundo o enunciado, o conselho de
Sentença reconheceu ambas as qualificadoras.
Portanto, o pedido efetuado em Apelação de
afastamento da qualificadora da tortura deve ser alvo
de contrarrazões do assistente de acusação, sob o
fundamento da soberania dos veredictos, nos termos
do art. 5º, XXXVIII, “c”, da CF/88. Dessa forma, uma vez
que os jurados reconhecem uma qualificadora, o
Tribunal de Justiça, como instância revisora, não pode
afastá-la, pois isso seria contrário à soberania dos
veredictos do Júri.
“Art. 5º, CF: (...)
XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a
organização que lhe der a lei, assegurados:
(...)
c) a soberania dos veredictos; (...)”
D) Errada. O entendimento do STJ é o de que o Juiz
Presidente pode reconhecer, de ofício, as agravantes
não alegadas em plenário. Portanto, não há que se
falar em pedido de admissibilidade.
66. LETRA A
TEMA: AÇÃO PENAL
A) Correta. A ação penal não poderá seguir em
relação a Alfredo, pois, segundo o princípio da
indivisibilidade da ação penalprivada (art. 48 do CPP)
o ofendido não poderá propor ação somente contra
um autor, devendo responsabilizar todos os autores.
Como Terezinha perdoou expressamente Francisco
nos autos da queixa-crime e o perdão foi aceito, este
deverá se estender também a Alfredo, caso também
aceite, em observância ao princípio da
indivisibilidade.
“Art. 48, CPP: A queixa contra qualquer dos autores
do crime obrigará ao processo de todos, e o
Ministério Público velará pela sua indivisibilidade.”
PARA RELEMBRAR
PERDÃO RENÚNCIA
Desistência do
querelante de
prosseguir na ação
penal de exclusiva
iniciativa privada
Manifestação do
ofendido que
demonstra desinteresse
de exercer seu direito
de queixa
Ocorre depois de já
iniciada ação penal
privada (fase
processual)
Ocorre antes de iniciar a
ação penal privada (fase
pré-processual)
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B) Errada. Trata-se do princípio da indivisibilidade,
conforme comentários da alternativa “A”. Não há
aplicação, neste caso, do princípio da
intranscendência das penas, pois este está
relacionado com a situação em que a pena não pode
passar da pessoa do condenado, não havendo relação
alguma com o narrado no enunciado.
“Art. 5º, XLV, CF: nenhuma pena passará da pessoa
do condenado, podendo a obrigação de reparar o
dano e a declaração do perdimento de bens ser, nos
termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles
executadas, até o limite do valor do patrimônio
transferido.”
C) Errada. Trata-se do princípio da indivisibilidade,
conforme comentários da alternativa “A”. Os
princípios da legalidade e da presunção de inocência
não possuem relação com o narrado no enunciado. O
princípio da legalidade no âmbito penal trata do fato
de que uma conduta somente poderá ser
considerada crime se houver uma lei definindo
aquela conduta como crime. Quanto ao princípio da
presunção de inocência, este consagra que ninguém
será considerado culpado até o trânsito em julgado
de sentença penal condenatória.
“Art. 5º, LVII, CF: ninguém será considerado culpado
até o trânsito em julgado de sentença penal
condenatória.”
D) Errada. Trata-se do princípio da indivisibilidade,
conforme comentários da alternativa “A”. Os
princípios do ne bis in idem e da individualização das
penas não possuem relação com o narrado no
enunciado. Segundo o princípio non bis in idem ou ne
bis in idem, ninguém pode ser julgado mais do que
uma vez pela prática do mesmo crime. Já o princípio
da individualização das penas estabelece que a pena
deve ser individualizada, ou seja, a pena não deve ser
genérica, mas deve ser personalizada de acordo com
a culpabilidade e demais circunstâncias aplicadas ao
agente em específico.
“Art. 5º, XLVI, CF: a lei regulará a individualização
da pena e adotará, entre outras, as seguintes: (...)”
67. LETRA C
TEMA: PRISÃO, MEDIDAS CAUTELARES E
LIBERDADE PROVISÓRIA
A) Errada. O flagrante é próprio e obrigatório, de
modo que o delegado possui o dever de prender, vide
comentários da alternativa “C”. Seria flagrante
impróprio do artigo 302, III, do CPP caso houvesse
perseguição logo após a ocorrência do crime, o que
não é relatado no enunciado. Além disso, nos termos
do artigo 301, do CPP, flagrante facultativo é aquele
que pode ser cumprido por qualquer pessoa do povo,
o que também não é o caso retratado na questão.
“Art. 301, CPP: Qualquer do povo poderá e as
autoridades policiais e seus agentes deverão
prender quem quer que seja encontrado em
flagrante delito.”
“Art. 302, CPP: Considera-se em flagrante delito
quem: (...)
III - é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo
ofendido ou por qualquer pessoa, em situação que
faça presumir ser autor da infração; (...)”
B) Errada. O flagrante é próprio e obrigatório, de
modo que o delegado possui o dever de prender, vide
comentários da alternativa “C”. Não se trata de
flagrante presumido do artigo 302, III, do CPP, citado
acima, pois o enunciado não narra a situação em que
o agente é encontrado, logo depois do crime, com
instrumentos, armas, objetos ou papéis que o façam
presumir ser ele autor da infração.
C) Correta. Aplica-se ao caso da questão o artigo 302,
I e II, do CPP, o que configura a figura do flagrante
próprio, que ocorre quando a pessoa é pega no
momento em que pratica a infração penal ou logo
após de ter cometido o crime. Além disso, o flagrante
foi obrigatório em relação ao Delegado Ricardo, que
estava de plantão no momento, aplicando-se o teor
do artigo 301, do CPP, já anteriormente mencionado,
que obriga as autoridades policiais e seus agentes a
prender quem quer que seja encontrado em
flagrante delito.
“Art. 302, CPP: Considera-se em flagrante delito
quem:
I - está cometendo a infração penal;
II - acaba de cometê-la; (...)”
D) Errada. O flagrante é legal, pois ocorreu o flagrante
próprio, previsto no artigo 302, I e II, do CPP acima
mencionado, sendo dever legal do Delegado efetuar a
prisão, nos termos do artigo 301, do CPP
anteriormente transcrito, vide comentários da
alternativa “C”.
68. LETRA C
TEMA: EFICÁCIA DA LEI PENAL NO TEMPO E
ESPAÇO
A) Errada. A aplicação da lei mais benéfica é feita pelo
juízo de execuções penais, vide comentários da
alternativa “C”. As hipóteses de revisão criminal estão
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previstas no artigo 621, do CPP, sem correspondência
com a situação do enunciado.
“Art. 621. CPP: A revisão dos processos findos será
admitida:
I - quando a sentença condenatória for contrária ao
texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos;
II - quando a sentença condenatória se fundar em
depoimentos, exames ou documentos
comprovadamente falsos;
III - quando, após a sentença, se descobrirem novas
provas de inocência do condenado ou de
circunstância que determine ou autorize diminuição
especial da pena.”
B) Errada. A aplicação da lei mais benéfica, ainda que
exista trânsito em julgado, é possível e será realizada
pelo juízo de execuções penais, vide comentários da
alternativa “C”.
C) Correta. O artigo 66, I, da Lei de Execução Penal e a
Súmula 611 do STF estabelece que é competência do
juízo de execução penal aplicar aos casos julgados lei
posterior que de qualquer modo favorecer o
condenado.
“Art. 66, LEP: Compete ao Juiz da execução:
I - aplicar aos casos julgados lei posterior que de
qualquer modo favorecer o condenado; (...)”
“Súmula 611, STF: “Transitada em julgado a sentença
condenatória, compete ao juízo das execuções a
aplicação de lei mais benigna.”
D) Errada. A aplicação da lei mais benéfica é feita
pelo juízo de execuções penais, vide comentários da
alternativa “C”. O habeas corpus possui cabimento
quando alguém sofrer ou estiver prestes a sofrer
constrangimento ilegal a seu direito de ir, vir e ficar, o
que não é o caso da quesão.
DIREITO PREVIDENCIÁRIO
69. LETRA D
TEMA: BENEFICIÁRIOS DO RGPS
A) Errada. Humberto não permanecerá vinculado ao
Regime Geral de Previdência Social (RGPS), ao
assumir o cargo para Advocacia Geral da União ficará
vinculado ao Regime Próprio da Previdência Social
(RPPS), conforme consta no art. 40, caput da CF/88.
“Art. 40 da CF. O regime próprio de previdência
social dos servidores titulares de cargos efetivos terá
caráter contributivo e solidário, mediante
contribuição do respectivo ente federativo, de
servidores ativos, de aposentados e de pensionistas,
observados critérios que preservem o equilíbrio
financeiro e atuarial.”
B) Errada. Não poderia requerer a prestação imediata
no regime previdenciário a que estava vinculado,
tendo em vista que ao assumir o cargo público ficará
obrigado ao RPPS, conforme art. 40, caput da CF/88
mencionado na alternativa anterior.
C) Errada. Com a mudança no regime previdenciário,
poderá computar os recolhimentos previdenciáriosde
Humberto, através da contagem recíproca do tempo
de contribuição, conforme consta no art. 201, §9° da
CF/88.
“Art. 201 da CF. A previdência social será organizada
sob a forma do Regime Geral de Previdência Social,
de caráter contributivo e de filiação obrigatória,
observados critérios que preservem o equilíbrio
financeiro e atuarial, e atenderá, na forma da lei, a:
[...]
§ 9º Para fins de aposentadoria, será assegurada a
contagem recíproca do tempo de contribuição entre
o Regime Geral de Previdência Social e os regimes
próprios de previdência social, e destes entre si,
observada a compensação financeira, de acordo
com os critérios estabelecidos em lei.”
D) Correta. Conforme consta no art. 40, caput da
CF/88, Humberto ao assumir cargo público ficará
filiado ao Regime Próprio de Previdência Social dos
servidores federais.
70. LETRA A
TEMA: BENEFÍCIOS E SERVIÇOS DA
PREVIDÊNCIA SOCIAL
A) Correta. O auxílio-acidente é aquele benefício
pago ao empregado que sofre um acidente de
qualquer natureza e em decorrência dele, fica com
sequelas, reduzindo definitivamente a capacidade de
trabalho, conforme consta no art. 86 da lei 8.213/91.
“Art. 86 da lei 8.21/91. O auxílio-acidente será
concedido, como indenização, ao segurado quando,
após consolidação das lesões decorrentes de
acidente de qualquer natureza, resultarem
sequelas que impliquem redução da capacidade
para o trabalho que habitualmente exercia.”
B) Errada. O benefício por incapacidade temporária,
também era conhecido como auxílio-doença,
podendo ser dividido em auxílio-doença comum e
auxílio-doença acidentário. O primeiro é aquele
benefício pago ao empregado que teve uma doença
que não está relacionada com suas funções ou
ambiente de trabalho, enquanto o segundo é aquele
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benefício pago ao empregado que teve um acidente
de trabalho com redução da sua capacidade laboral
de forma total, porém temporária.
Observe que no enunciado da questão menciona que
ele sofreu um acidente de trânsito, e que depois de 02
anos, recebeu alta previdenciária, porém ficou com
sequelas.
Sendo assim, como o empregado ficou com sequelas
e voltou a trabalhar, apenas ficando com essa
limitação, não poderia receber o benefício por
incapacidade temporária.
C) Errada. O pecúlio previdenciário foi extinto e era
um benefício que tinha como objetivo devolver os
valores pagos mensalmente pelos aposentados entre
a data da aposentadoria até abril de 1994, portanto,
não seria a resposta da questão.
D) Errada. O abono de permanência é um benefício
concedido ao servidor que preenche os requisitos da
aposentadoria voluntária, porém opta por
permanecer no exercício de sua atividade. Sendo
assim, também estaria incorreta, pois Antônio é
segurado do Regime Geral da Previdência Social
(RGPS).
DIREITO DO TRABALHO
71. LETRA A
TEMA: INTERRUPÇÃO E SUSPENSÃO DO
CONTRATO DE TRABALHO
A) Correta. Como Pedro foi convocado para prestar
serviço militar obrigatório e Vitor sofreu acidente de
trabalho, ficando afastado por 01 ano, vai ser
computado na contagem de tempo de serviço para
os efeitos de indenização e estabilidade, conforme art.
4°, §1° da CLT.
“Art. 4º da CLT. Considera-se como de serviço efetivo
o período em que o empregado esteja à disposição
do empregador, aguardando ou executando ordens,
salvo disposição especial expressamente
consignada.
§ 1º Computar-se-ão, na contagem de tempo de
serviço, para efeito de indenização e estabilidade, os
períodos em que o empregado estiver afastado do
trabalho prestando serviço militar e por motivo de
acidente do trabalho.”
B) Errada. Vitor também terá direito a computação
do tempo de serviço tendo em vista ter sofrido
acidente de trabalho e ter ficado afastado por 01 ano,
conforme art. 4°, §1° da CLT mencionado acima.
C) Errada. Conforme explicação da alternativa a,
ambos os empregados terão o tempo de serviço
computado.
D) Errada. Pedro também terá direito a computação
do tempo de serviço tendo em vista a prestação de
serviço militar obrigatório.
72. LETRA C
TEMA: EXTINÇÃO DO CONTRATO DE
TRABALHO
A) Errada. O recebimento apenas da denúncia não é
caso de suspensão do contrato de trabalho.
B) Errada. O recebimento da denúncia não é
considerado falta grave para ensejar a extinção do
contrato de trabalho. Apenas poderia ser demitido
por justa causa se tivesse uma condenação criminal,
passada em julgado, caso não tenha ocorrido a
suspensão da execução da pena, nos termos do art.
482, alínea “d” da CLT.
“Art. 482 da CLT. Constituem justa causa para
rescisão do contrato de trabalho pelo empregador:
[...]
d) condenação criminal do empregado, passada em
julgado, caso não tenha havido suspensão da
execução da pena;”
C) Correta. O princípio da presunção da inocência é
aquele previsto no art. 5°, LVII da CF, o qual prevê que
ninguém é considerado culpado até o trânsito
julgado, portanto Constantino ainda não é culpado e
consequentemente não haveria consequência no
contrato de trabalho.
“Art. 5º da CF. Todos são iguais perante a lei, sem
distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos
seguintes:
[...]
LVII - ninguém será considerado culpado até o
trânsito em julgado de sentença penal
condenatória;”
D) Errada. O contrato não será interrompido em caso
de recebimento apenas de denúncia.
73. LETRA D
TEMA: CONTRATO DE TRABALHO
A) Errada. O teletrabalho não pode ser pactuado
apenas tacitamente, tendo em vista que deverá
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constar expressamente no instrumento de contrato
de trabalho, conforme o art. 75-C, caput da CLT.
“Art. 75-C da CLT. A prestação de serviços na
modalidade de teletrabalho deverá constar
expressamente do instrumento de contrato
individual de trabalho.”
B) Errada. O regime de teletrabalho pode pressupor a
prestação por jornada, produção ou tarefa, conforme
art. 75-B,§2° da CLT.
“Art. 75-B, §2° da CLT. O empregado submetido ao
regime de teletrabalho ou trabalho remoto poderá
prestar serviços por jornada ou por produção ou
tarefa.”
C) Errada. O teletrabalho não será descaracterizado,
caso o empregado tenha que comparecer às
dependências do empregador de forma habitual,
conforme art. 75-B, §1° da CLT
“Art. 75-B, § 1º da CLT. O comparecimento, ainda que
de modo habitual, às dependências do empregador
para a realização de atividades específicas que
exijam a presença do empregado no
estabelecimento não descaracteriza o regime de
teletrabalho ou trabalho remoto.”
D) Correta. De fato, o teletrabalho pode se dar de
forma parcial ou total, fora das dependências da
empresa, e não se configura como trabalho externo,
pressuposto a utilização de tecnologia de informação
e comunicação, conforme consta no art. 75-B, caput
da CLT.
“Art. 75-B da CLT. Considera-se teletrabalho ou
trabalho remoto a prestação de serviços fora das
dependências do empregador, de maneira
preponderante ou não, com a utilização de
tecnologias de informação e de comunicação, que,
por sua natureza, não configure trabalho externo.”
74. LETRA C
TEMA: ESTABILIDADE
A) Errada. O acidente sofrido por Paulo é equiparado
ao acidente de trabalho, tendo em vista que embora
ele não estivesse nas dependências da empresa,
houve um acidente em viagem a serviço da empresa,
conforme art. 21 da lei 8.213/91.
ATENÇÃO: Embora a reforma trabalhista tenha
extinto as horas in itinere, o acidente de percurso
ainda existe.
“Art. 21 da lei 8.213/91. Equiparam-se também ao
acidente do trabalho, para efeitos desta Lei:
IV - o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora
do local e horário de trabalho:
d) no percurso daA jornada de trabalho do advogado
empregado, quando prestar serviço para empresas,
não poderá exceder a duração diária de 8 (oito)
horas contínuas e a de 40 (quarenta) horas
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semanais. (Redação dada pela Lei no 14.365, de
2022).
D) Errada. Mesmo em regime de dedicação exclusiva,
o advogado empregado tem direito à remuneração
pelas horas trabalhadas excedentes à jornada normal.
Art. 20. §2º. EAOAB. As horas trabalhadas que
excederem a jornada normal são remuneradas por
um adicional não inferior a cem por cento sobre o
valor da hora normal, mesmo havendo contrato
escrito.
06. LETRA B
TEMA: ATIVIDADE DA ADVOCACIA E
MANDATO JUDICIAL
A) Errada. A consultoria pode ser exercida de forma
verbal e independe de outorga de mandato ou de
formalização por contrato de honorários.
B) Correta. As atividades de consultoria e assessoria
jurídicas podem ser feitas de forma verbal,
independentemente da outorga de mandato.
Art. 5º. EAOAB. O advogado postula, em juízo ou fora
dele, fazendo prova do mandato.
§4º As atividades de consultoria e assessoria
jurídicas podem ser exercidas de modo verbal ou
por escrito, a critério do advogado e do cliente, e
independem de outorga de mandato ou de
formalização por contrato de honorários.
C) Errada. Não há exigência de um contrato escrito
para a prestação de consultoria jurídica de forma
verbal.
D) Errada. Não é necessário a outorga de mandato.
07. LETRA C
TEMA: PUBLICIDADE PROFISSIONAL
A) Errada. É proibida a divulgação conjunta de
serviços advocatícios com outras atividades,
independentemente do porte do outdoor.
B) Errada. É proibida, ainda que a publicidade e zele
pela discrição e sobriedade, a divulgação conjunta de
serviços advocatícios com qualquer outra atividade.
C) Correta. Não é permitida a divulgação conjunta
das duas atividades, pois é vedada a divulgação de
advocacia em conjunto com outra atividade.
Art. 1º, §3º. EAOAB. É vedada a divulgação de
advocacia em conjunto com outra atividade.
Art. 40. CEDOAB. Os meios utilizados para a
publicidade profissional hão de ser compatíveis com
a diretriz estabelecida no artigo anterior, sendo
vedados:
IV – a divulgação de serviços de advocacia
juntamente com a de outras atividades ou a
indicação de vínculos entre uns e outras.
D) Errada. Não há previsão de exceções para a
proibição da divulgação conjunta de serviços
advocatícios com outras atividades.
08. LETRA C
TEMA: INSCRIÇÃO NA OAB
A) Errada. O estrangeiro ou brasileiro, quando não
graduado em direito no Brasil, deve fazer prova do
título de graduação, obtido em instituição estrangeira,
devidamente revalidado, além de atender aos demais
requisitos previstos no art. 8° do EAOAB, incluindo a
aprovação no exame da ordem.
B) Errada. O Estatuto da Advocacia permite que
estrangeiros exerçam a advocacia no Brasil, desde
que cumpram os requisitos legais, incluindo a
revalidação do diploma.
C) Correta. Pedro poderá exercer a profissão de
advogado, desde que o seu diploma, obtido no
exterior, seja revalidado no Brasil, e ele atenda aos
demais requisitos previstos no art. 8° do EAOAB,
incluindo a aprovação no exame da ordem e a
comprovação de idoneidade moral.
Art. 8º. EAOAB. Para inscrição como advogado é
necessário:
I - capacidade civil;
II - diploma ou certidão de graduação em direito,
obtido em instituição de ensino oficialmente
autorizada e credenciada;
III - título de eleitor e quitação do serviço militar, se
brasileiro;
IV - aprovação em Exame de Ordem;
V - não exercer atividade incompatível com a
advocacia;
VI - idoneidade moral;
VII - prestar compromisso perante o conselho.
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Art. 8º, §2º. EAOAB. O estrangeiro ou brasileiro,
quando não graduado em direito no Brasil, deve
fazer prova do título de graduação, obtido em
instituição estrangeira, devidamente revalidado,
além de atender aos demais requisitos previstos
neste artigo.
D) Errada. A revalidação do diploma é um processo
separado e obrigatório, independentemente da
aprovação no Exame de Ordem. Ou seja, a aprovação
no Exame de Ordem não convalida automaticamente
os diplomas obtidos no exterior.
FILOSOFIA
09. LETRA B
O trecho da questão possui inspiração clara na obra
"Ética a Nicômaco", Aristóteles apresenta a ideia de
justiça distributiva, que trata da distribuição
proporcional de bens, honras e recursos conforme os
méritos e necessidades de cada indivíduo.
Além disso, Aristóteles afirma que a verdadeira justiça
consiste em tratar iguais de forma igual e desiguais
de forma desigual, na medida de suas desigualdades.
10. LETRA B
A Teoria Pura do Direito de Kelsen buscava a pureza
metodológica da Ciência do Direito, delimitando seu
objeto de estudo e utilizando métodos próprios para
analisá-lo, sem se deixar influenciar por outros
campos do conhecimento.
CONSTITUCIONAL
11. LETRA B
TEMA: CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
A) Errada. A Constituição Federal prevê que as
súmulas vinculantes editadas pelo Supremo Tribunal
Federal (STF) têm efeito vinculante em todo o
território nacional. Portanto, devem ser seguidas por
todos os órgãos, tanto do Poder Judiciário quanto da
Administração Pública, seja ela direta ou indireta, em
qualquer uma de suas esferas (federal, estadual e
municipal).
Dessa forma, a assertiva está equivocada ao afirmar
que um Tribunal de Justiça de um Estado-membro
(como o Tribunal de Justiça do Paraná, de São Paulo,
Ceará, entre outros) não está obrigado a seguir essas
súmulas. Na realidade, os Tribunais de Justiça
estaduais estão, sim, obrigados a obedecer às
súmulas vinculantes do STF.
Art. 103-A, da CRFB/88: O Supremo Tribunal Federal
poderá, de ofício ou por provocação, mediante
decisão de dois terços dos seus membros, após
reiteradas decisões sobre matéria constitucional,
aprovar súmula que, a partir de sua publicação na
imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação
aos demais órgãos do Poder Judiciário e à
administração pública direta e indireta, nas
esferas federal, estadual e municipal, bem como
proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma
estabelecida em lei. (...)
§ 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que
contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente
a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal
Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato
administrativo ou cassará a decisão judicial
reclamada, e determinará que outra seja proferida
com ou sem a aplicação da súmula, conforme o
caso.
B) Correta. Essa assertiva corresponde ao
procedimento previsto na Constituição Federal.
A Carta Magna estabelece no art. 103-A, caput (vide
comentário da letra “A”) que para cancelar a súmula
vinculante, que pode ser de ofício ou por provocação,
é preciso que haja 2/3 dos membros do Supremo
Tribunal Federal, esse procedimento é destinado
tanto para revisão quanto para cancelamento.
Não obstante, a Lei 11.417/06, no art.2°, §3°, igualmente,
estabelece os requisitos para cancelamento e/ou
revisão da Súmula Vinculante.
Para memorizar sobre as Súmulas Vinculantes:
(i) Vinculam o Poder Judiciário e a Administração
Pública (direta e indireta) em quaisquer de suas
esferas;
(ii) Para edição, revisão ou cancelamento: depende
de decisão tomada por 2/3 (dois terços) dos membros
do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária; e
(iii) No prazo de 10 dias, subsequente a sessão que
editar, rever ou cancelar, o STF publicará no Diário da
Justiça e Diário Oficial da União.
Art. 2º, Lei 11.417/06: O Supremo Tribunal Federal
poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas
decisões sobre matéria constitucional, editar
enunciado de súmula que, a partir de sua
publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante
em relação aos demais órgãos do Poder Judiciárioresidência para o local de
trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja
o meio de locomoção, inclusive veículo de
propriedade do segurado.”
B) Errada. Paulo não terá direito a estabilidade, tendo
em vista que o seu afastamento foi por apenas 12 dias,
ou seja, inferior a 15 dias. E conforme consta na
súmula 378, inciso II do TST, o afastamento tem que
ser superior a 15 dias e receber o auxílio-doença
acidentário.
“Súmula nº 378, II do TST. São pressupostos para a
concessão da estabilidade o afastamento superior
a 15 dias e a consequente percepção do
auxílio-doença acidentário, salvo se constatada,
após a despedida, doença profissional que guarde
relação de causalidade com a execução do contrato
de emprego. (primeira parte - ex-OJ nº 230 da SBDI-1
-inserida em 20.06.2001)”
C) Correta. Conforme vimos nas alternativas
anteriores, o tipo de acidente que Paulo sofreu
equipara-se com o de trabalho, conforme art. 21 da lei
8.213/91, porém não terá direito a estabilidade, pois o
seu afastamento foi por apenas 12 dias, ou seja,
inferior a 15 dias.
D) Errada. Como observamos na explicação da
alternativa a, o acidente que Paulo teve é equiparado
ao acidente de trabalho, conforme o art. 21 da lei
8.213/91.
75. LETRA B
TEMA: ESTABILIDADE
A) Errada. Não é apenas Fabiane que possui garantia
no emprego; Rogéria também possui, pois embora
seja aprendiz, ela possui vínculo empregatício, sendo
assim, possui garantia provisória pois ambas se
encontram gestantes, conforme art. 10 do ADCT.
“Art. 10 do ADCT. Até que seja promulgada a lei
complementar a que se refere o art. 7º, I, da
Constituição:
II - fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa
causa:
[...]
b) - da empregada gestante, desde a confirmação
da gravidez até cinco meses após o parto.”
B) Correta. Conforme explicação anterior Fabiane e
Rogéria possuem garantia no emprego, pois
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https://modeloinicial.com.br/lei/129858/orientacoes-jurisprudenciais-sbdi-1-tst/num-230
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encontram-se gestantes, nos termos do art. 10 do
ADCT.
Roberta não tem estabilidade, pois é apenas
estagiária, ou seja, não possui vínculo empregatício.
Além disso, não há legislação que traga amparo a esta
garantia.
DE OLHO NA JURISPRUDÊNCIA: CONTRATO DE
ESTÁGIO. NULIDADE. VÍNCULO EMPREGATÍCIO.
ESTABILIDADE GESTACIONAL. IMPOSSIBILIDADE.
O contrato de estágio não se equipara ao
contrato de emprego; assim, não gera o vínculo
empregatício, conforme previsão contida no art.
3º da Lei 11.788/08 -- ordenamento que regula o
estágio dos estudantes. Destarte, não se confere à
estagiária gestante o direito à estabilidade de que
trata os arts. 7º, XVIII e 10, II, b, do ADCT, da CF.
Mantida a natureza de estágio do contrato firmado
entre as partes, não há como se atender ao pleito
recursal. Em outras palavras: não tendo sido
declarada a existência de vínculo trabalhista
entre a parte concedente do estágio e a
estagiária, e muito menos o reconhecimento dos
direitos trabalhistas, é certo então que a autora não
faz jus à referida proteção por ausência de
amparo legal. Recurso da reclamante ao qual se
nega provimento.
(TRT-2 10000601820215020202 SP, Relator: SIDNEI
ALVES TEIXEIRA, 17ª Turma - Cadeira 1, Data de
Publicação: 23/09/2021)
C) Errada. Roberta poderia ser dispensada em razão
de não ter sido detentora de garantia provisória de
emprego, conforme explicação na alternativa anterior.
D) Errada. Rogéria e Fabiana não podem sofrer
despedida arbitrária ou sem justa causa, em razão da
garantia provisória de emprego, conforme consta no
art. 10 do ADCT.
PROCESSO DO TRABALHO
76. LETRA C
TEMA: AUDIÊNCIA TRABALHISTA
A) Errada. Conforme consta no art. 813 da CLT, as
audiências devem ocorrer entre 08 e 18 horas, com
exceção de matéria urgente, portanto, a audiência de
Pedro não ocorreria independentemente do horário.
“Art. 813 da CLT. As audiências dos órgãos da Justiça
do Trabalho serão públicas e realizar-se-ão na sede
do Juízo ou Tribunal em dias úteis previamente
fixados, entre 8 (oito) e 18 (dezoito) horas, não
podendo ultrapassar 5 (cinco) horas seguidas,
salvo quando houver matéria urgente.”
B) Errada. Não é o juiz quem vai determinar o horário
do término de suas audiências, conforme visto na
alternativa anterior há previsão expressa em nossa
CLT do horário da audiência.
C) Correta. As audiências só podem ocorrer até as 18
horas, com exceção se houver matéria de urgência,
conforme art. 813 da CLT.
D) Errada. As audiências não devem ser paralisadas
às 17:30, elas podem ser realizadas até às 18 horas,
conforme art. 813 da CLT.
77. LETRA D
TEMA: DESPESAS PROCESSUAIS
A) Errada. O advogado de Tereza não perdeu o direito
aos honorários por causa de erro material do
judiciário. Portanto, mesmo após a publicação da
sentença, o juiz pode alterar conforme art. 494 do
CPC que é aplicado de forma subsidiária, nos termos
do art. 769 da CLT.
“Art. 494 do CPC. Publicada a sentença, o juiz só
poderá alterá-la:
I - para corrigir-lhe, de ofício ou a requerimento da
parte, inexatidões materiais ou erros de cálculo;
II - por meio de embargos de declaração.”
“Art. 769 da CLT. Nos casos omissos, o direito
processual comum será fonte subsidiária do direito
processual do trabalho, exceto naquilo em que for
incompatível com as normas deste Título.”
B) Errada. Não é necessário que o advogado ingresse
com uma ação própria para correção de erro material.
Ou seja, pode ser corrigido no mesmo processo.
C) Errada. Não depende da concordância do
executado, tendo em vista que estamos diante de um
erro material.
D) Correta. A alternativa está em consonância com o
art. 494 do CPC, tendo em vista que o juiz poderá
corrigir a decisão de ofício ou a requerimento da
parte, inexatidões materiais ou erros de cálculo ou até
mesmo através dos embargos de declaração, em
razão da omissão do juiz.
78. LETRA B
TEMA: RECURSOS
A) Errada. A medida cabível não seria o agravo de
instrumento, tendo em vista que esse recurso é
cabível é quando quer destrancar um recurso, ou seja,
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impugna um despacho que negou seguimento (juízo
“a quo” nega seguimento), conforme art. 897, alínea
“b” da CLT. Funciona como se fosse um “carrinho”
(Lembre da profa. Carol: tru tru tru)
“Art. 897 da CLT. Cabe agravo, no prazo de 8 (oito)
dias:
b) de instrumento, dos despachos que denegarem a
interposição de recursos.”
B) Correta. Observe que o enunciado dá indícios que
havia iniciado a fase de execução, ao mencionar “Após
a liquidação de sentença…”. Em seguida, menciona
que foi apresentado os embargos à execução de
forma tempestiva, porém o juiz julgou improcedente
a alegação. Diante disso, por estarmos diante de uma
decisão na execução, o recurso cabível é o agravo de
petição, conforme art. 897, alínea “a” da CLT.
DICA: Decisão na execuÇÃO -> Agravo de PetiÇÃO
“Art. 897 da CLT. Cabe agravo, no prazo de 8 (oito)
dias:
a) de petição, das decisões do Juiz ou Presidente, nas
execuções;”
C) Errada. Não seria cabível o recurso ordinário, tendo
em vista que não estávamos diante de uma das
hipóteses do art. 895 da CLT.
“Art. 895 da CLT. Cabe recurso ordinário para a
instância superior:
I - das decisões definitivas ou terminativas das Varas
e Juízos, no prazo de 8 (oito) dias; e
II - das decisões definitivas ou terminativas dos
Tribunais Regionais, em processos de sua
competência originária, no prazo de 8 (oito) dias,
quer nos dissídios individuais, quer nos dissídios
coletivos.”
D) Errada. Não seria cabível o recurso de revista tendo
em vista que já estávamos na fase de execução e não
estávamos diante de uma das hipóteses do art. 896
da CLT.
“Art. 896 da CLT. Cabe Recurso de Revista para
Turma do Tribunal Superior do Trabalho das decisõesproferidas em grau de recurso ordinário, em dissídio
individual, pelos Tribunais Regionais do Trabalho,
quando:
a) derem ao mesmo dispositivo de lei federal
interpretação diversa da que lhe houver dado outro
Tribunal Regional do Trabalho, no seu Pleno ou
Turma, ou a Seção de Dissídios Individuais do
Tribunal Superior do Trabalho, ou contrariarem
súmula de jurisprudência uniforme dessa Corte ou
súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal;
b) derem ao mesmo dispositivo de lei estadual,
Convenção Coletiva de Trabalho, Acordo Coletivo,
sentença normativa ou regulamento empresarial de
observância obrigatória em área territorial que
exceda a jurisdição do Tribunal Regional prolator da
decisão recorrida, interpretação divergente, na forma
da alínea a;
c) proferidas com violação literal de disposição de lei
federal ou afronta direta e literal à Constituição
Federal.”
79. LETRA A
TEMA: RECURSOS
A) Correta. Observe que o enunciado menciona que
houve a impetração do Habeas Corpus porém, em
decisão colegiada, o TRT negou. Sendo assim, por
estarmos diante de uma decisão do TRT, em processo
de competência originária, seria possível a
interposição do recurso ordinário para o TST,
conforme consta no art. 895, II da CLT.“
Art. 895 da CLT. Cabe recurso ordinário para a
instância superior:
[...]
II - das decisões definitivas ou terminativas dos
Tribunais Regionais, em processos de sua
competência originária, no prazo de 8 (oito) dias,
quer nos dissídios individuais, quer nos dissídios
coletivos.”
B) Errada. O agravo de petição é o recurso utilizado
quando estamos diante de uma decisão na execução,
conforme art. 897, alínea “a” da CLT, não sendo a
situação do enunciado.
DICA: Decisão na execuÇÃO -> Agravo de PetiÇÃO
“Art. 897 da CLT. Cabe agravo, no prazo de 8 (oito)
dias:
a) de petição, das decisões do Juiz ou Presidente, nas
execuções;”
C) Errada. Não seria cabível o recurso de revista
tendo em vista que já estávamos na fase de execução
e não estávamos diante de uma das hipóteses do art.
896 da CLT.
“Art. 896 da CLT. Cabe Recurso de Revista para
Turma do Tribunal Superior do Trabalho das decisões
proferidas em grau de recurso ordinário, em dissídio
individual, pelos Tribunais Regionais do Trabalho,
quando:
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a) derem ao mesmo dispositivo de lei federal
interpretação diversa da que lhe houver dado outro
Tribunal Regional do Trabalho, no seu Pleno ou
Turma, ou a Seção de Dissídios Individuais do
Tribunal Superior do Trabalho, ou contrariarem
súmula de jurisprudência uniforme dessa Corte ou
súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal;
b) derem ao mesmo dispositivo de lei estadual,
Convenção Coletiva de Trabalho, Acordo Coletivo,
sentença normativa ou regulamento empresarial de
observância obrigatória em área territorial que
exceda a jurisdição do Tribunal Regional prolator da
decisão recorrida, interpretação divergente, na forma
da alínea a;
c) proferidas com violação literal de disposição de lei
federal ou afronta direta e literal à Constituição
Federal.”
D) Errada. A medida cabível não seria o agravo de
instrumento, tendo em vista que esse recurso é
cabível é quando quer destrancar um recurso, ou seja,
impugna um despacho que negou seguimento (juízo
“a quo” nega seguimento), conforme art. 897, alínea
“b” da CLT. Funciona como se fosse um “carrinho”
(Lembre da profa. Carol: tru tru tru)
“Art. 897 da CLT. Cabe agravo, no prazo de 8 (oito)
dias:
b) de instrumento, dos despachos que denegarem a
interposição de recursos.”
80. LETRA A
TEMA: EXECUÇÃO
A) Correta. Seria inviável a pretensão, tendo em vista
que é apenas permitida a execução provisória ao
bloqueio ou à penhora, conforme consta no art. 899,
caput da CLT.
“Art. 899 da CLT. Os recursos serão interpostos por
simples petição e terão efeito meramente devolutivo,
salvo as exceções previstas neste Título, permitida a
execução provisória até a penhora.”
B) Errada. Não há essa previsão legal para a liberação
dos valores com a assinatura de um termo de
compromisso.
C) Errada. Não há essa previsão legal para que o juiz
faça a liberação do valor sem qualquer condição, ou
seja, só é permitida a liberação dos valores após o
trânsito em julgado da decisão.
D) Errada. A regra, na Justiça do Trabalho, é que os
recursos têm efeito meramente devolutivo, conforme
consta no art. 899, caput da CLT.
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à administração pública direta e indireta, nas
esferas federal, estadual e municipal, bem como
proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma
prevista nesta Lei.
Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90
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§ 3º A edição, a revisão e o cancelamento de
enunciado de súmula com efeito vinculante
dependerão de decisão tomada por 2/3 (dois
terços) dos membros do Supremo Tribunal Federal,
em sessão plenária.
C) Errada. Contrariamente ao alegado, o
cancelamento da Súmula Vinculante também pode
ocorrer por ofício, conforme prevê o caput do art.
103-A da CF e o art. 2° da Lei 11.417/06.
D) Errada. O cancelamento de uma Súmula
Vinculante não deve ser feito por uma Ação Direita de
Inconstitucionalidade (ADI). A ADI é o instrumento
pelo qual se solicita a declaração de que o ato
normativo seja declarado inconstitucional.
Não é o caso!
Para pedir o cancelamento de Súmula Vinculante ou,
até mesmo, a sua revisão, deve ser feito por meio de
processo específico direcionado diretamente ao STF,
conforme art. 103-A da CF e o art. 2° da Lei 11.417/06.
12. LETRA C
TEMA: TEORIA DA CONSTITUIÇÃO
Antes de avaliar cada uma das assertivas é preciso ter
em mente que o Supremo Tribunal Federal (STF), no
tema 1.031 de Repercussão Geral sobre a demarcação
de terras indígenas, estabeleceu diretrizes
fundamentais sobre a posse tradicional indígena.
O julgamento reconhece que a demarcação de terras
indígenas é um procedimento que declara o direito
originário dessas comunidades à posse de terras que
ocupam tradicionalmente. A posse tradicional
indígena difere da posse civil e inclui terras habitadas
permanentemente, áreas necessárias para atividades
produtivas, preservação ambiental e reprodução
cultural, conforme os usos e tradições indígenas,
conforme o artigo 231 da Constituição Federal.
As terras indígenas são inalienáveis, indisponíveis e
imprescritíveis, com posse permanente dos
indígenas e usufruto exclusivo das riquezas
naturais nelas existentes. A ocupação indígena deve
ser compatível com a tutela ambiental, e os povos
indígenas têm capacidade civil, sendo partes
legítimas em processos que envolvem seus
interesses, além da legitimidade concorrente da
FUNAI e da atuação do Ministério Público como fiscal
da lei.
A) Errada. No caso em comento, conforme a decisão
do STF, Ubirajara não pode alienar a terra, posto que
ela é regularmente demarcada, portanto, é
inalienável, ou seja, por força de lei não pode ser
objeto de alienação.
A inalienabilidade das terras indígenas está
profundamente enraizada no princípio do respeito à
pluralidade cultural e ao modo de vida das
comunidades indígenas. Esse respeito se traduz na
política do não contato, que visa preservar a escolha
dessas comunidades em manter-se distantes do
modo de vida da sociedade envolvente. Isso garante a
integridade das terras essenciais para a subsistência e
o desenvolvimento cultural dos povos indígenas, além
de evitar a propagação de doenças devido à
vulnerabilidade imunológica dessas populações.
A superação do paradigma assimilacionista, que
visava integrar os povos indígenas à sociedade
dominante, para um paradigma de respeito à
pluralidade, impõe a proteção dessas terras como
inalienáveis. A inalienabilidade permite preservar o
direito dos indígenas de viverem conforme seus
próprios costumes, garantindo que suas terras não
sejam exploradas comercialmente ou alienadas, o que
poderia comprometer sua subsistência e sua cultura
B) Errada. No caso em comento, quem é proprietário
das terras indígenas é a União, por isso, não é possível
afirmar “caso figure como proprietário”, posto que
não é, mas é a União e o mero registro de imóveis não
tem o condão de alterar a natureza de
inalienabilidade da terra.
Art. 20, da CRFB/88: São bens da União :XI - as terras
tradicionalmente ocupadas pelos índios.
C) Correta. Conforme julgados vistos nas explicações
acima, as terras demarcadas possuem a condição de
inalienabilidade, portanto, não são passíveis de
alienação, por força de disposição legal, eis que esta
condição é prevista na Constituição Federal.
O STF, no tema de repercussão geral 1.031 reforçou a
preocupação de omissão da Administração Pública
em proteger esses territórios e a integridade física dos
povos indígenas, especialmente aqueles isolados ou
de recente contato, expõe essas comunidades a riscos
graves, justificando a necessidade de medidas
efetivas para sanar essas irregularidades. Portanto, a
inalienabilidade das terras indígenas é uma medida
essencial para garantir a preservação da vida, cultura
e identidade desses povos.
Nesse sentido, Ubirajara não pode alienar a sua terra.
Art. 231, CRFB/88: São reconhecidos aos índios sua
organização social, costumes, línguas, crenças e
tradições, e os direitos originários sobre as terras
que tradicionalmente ocupam, competindo à
União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos
os seus bens.
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§ 4º As terras de que trata este artigo são
inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre
elas, imprescritíveis.
D) Errada. A Constituição Federal, no art.231, §4°, ao
tratar sobre a inalienabilidade das terras, não faz
ressalva ou condição, portanto, tem-se uma
inalienabilidade absoluta. Por essa razão, ainda que
Ubirajara obtenha autorização de parte da
comunidade indígena, trata-se de bem da União e
não pode ser alienada.
13. LETRA B
TEMA: DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
A) Errada. A assertiva incorre em 2 erros: (i) primeiro,
afirmar que não houve desrespeito a direito
fundamental; e (ii) segundo, afirmar que os agentes
policiais têm até 72 horas para comunicar à família.
Segundo o art.5°, LXII da Constituição Federal, a prisão
deve ser comunicada imediatamente ao juiz
competente e à família do preso ou à pessoa por ele
indicada.
Art. 5°, LXII, CRFB/88: a prisão de qualquer pessoa e
o local onde se encontre serão comunicados
imediatamente ao juiz competente e à família do
preso ou à pessoa por ele indicada;
B) Correta. A referida assertiva encontra-se conforme
o texto constitucional. É direito do preso, ter o local
onde se encontra comunicado imediatamente ao juiz
e à família ou à pessoa que indicar, na forma do art. 5°,
LXII da Constituição (vide artigo na letra “A”).
C) Errada. A Constituição Federal, em seu artigo 5º,
inciso LXII, assegura o direito de comunicação
imediata do local de prisão tanto ao juiz quanto à
família ou a outra pessoa indicada pelo detido. Esse
dispositivo deixa claro que o direito se aplica a
"qualquer pessoa" presa, independentemente de sua
periculosidade. Isso significa que, seja o preso
considerado de alta periculosidade ou não, todos têm
garantido o mesmo direito de informar sobre sua
prisão, sem distinções.
D) Errada. A referida comunicação se trata de um
direito fundamental, razão pela qual a argumentação
de necessidade de preservar a segurança da
sociedade não deve prosperar. Ainda, a Constituição
estabelece que esse direito se aplica a "qualquer
pessoa" presa, portanto, independe do grau de
periculosidade.
14. LETRA B
TEMA: DIREITOS E GARANTIAS
CONSTITUCIONAIS
A) Errada. Ainda que se trate de pessoa jurídica, a
Constituição Federal, ao prever o direito de petição,
assegura enquanto garantia fundamental o exercício
independentemente do pagamento de taxas, sob
pena de inviabilizar o direito de defesa e coibir o
abuso de poder.
B) Correta. A Constituição Federal, assegura o direito
de petição, pelo qual deve ser viabilizado
independente do pagamento de taxas, por isso, a Lei
Federal n° Y, ao fazer tal exigência, fere direito
fundamental e, por isso, é inconstitucional.
Art. 5°, XXXIV, CRFB/88: são a todos assegurados,
independentemente do pagamento de taxas: a) o
direito de petição aos Poderes Públicosem defesa de
direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder; b) a
obtenção de certidões em repartições públicas, para
defesa de direitos e esclarecimento de situações de
interesse pessoal;
C) Errada. A Lei Federal n° Y é inconstitucional, uma
vez que na via administrativa, o exercício do Direito de
Petição independe do pagamento de taxas.
D) Errada. A Lei Federal n° Y é inconstitucional,
portanto, é inválida, pois segundo as alíneas do art. 5°,
XXXIV da Constituição (vide comentário da letra “b”),
independente de taxa, será assegurado o direito de
petição para defesa de direitos, ilegalidades ou abuso
de poder. Por isso, é errado afirmar a exigibilidade
para os casos de abuso de poder.
15. LETRA B
TEMA: CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
A) Errada. O erro da assertiva é afirmar que não será
possível nenhum tipo de controle de
constitucionalidade enquanto não convertida em ato
normativo. Todavia, conforme será abordado na letra
“B”, é possível manejo de Mandado de Segurança.
B) Correta. No sistema jurídico brasileiro, não se
admite o controle jurisdicional da constitucionalidade
material de projetos de lei enquanto estão em
processo de formação, ou seja, não é permitido ao
Judiciário avaliar antecipadamente se um projeto de
lei é constitucional ou não antes de ele se tornar uma
norma vigente. A jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal (STF) faz uma única exceção a essa regra:
permite que parlamentares impetrem mandado de
segurança para coibir atos praticados durante o
processo de aprovação de uma lei ou emenda
constitucional que sejam incompatíveis com as
normas constitucionais que regulam o processo
Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90
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legislativo. Isso é permitido apenas em casos
excepcionais, onde o vício de inconstitucionalidade
está diretamente relacionado a aspectos formais e
procedimentais do processo legislativo. Nessas
situações, a intervenção judicial é permitida para
corrigir um vício já concretizado durante a formação
da norma, antes de sua final aprovação.
No presente caso, uma vez que a PEC é incompatível
com a norma constitucional que regula o processo
legislativo (cláusula pétrea), é cabível o Mandado de
Segurança.
Art. 60, CRFB/88: A Constituição poderá ser
emendada mediante proposta: § 4º Não será objeto
de deliberação a proposta de emenda tendente a
abolir: I - a forma federativa de Estado;
C) Errada. A Ação Direta de Inconstitucionalidade é
cabível contra normas promulgadas e em vigor, no
caso em comento se trata de uma Proposta de
Emenda à Constituição (PEC), por isso, não é cabível.
A ação direta de inconstitucionalidade (ADI) genérica
tem como objeto leis ou atos normativos que se
mostrem incompatíveis com o parâmetro ou
paradigma de confronto estabelecido pela
Constituição. Dessa forma, o controle jurisdicional
preventivo e abstrato (ADI) sobre meras propostas
normativas não é permitido, já que essas propostas
não introduzem mudanças formais no ordenamento
jurídico. O próprio artigo 102, inciso I, alínea "a" da
Constituição Federal de 1988, como mencionado,
estabelece que a ADI se aplica a leis ou atos
normativos, e não a projetos de lei ou propostas de
atos normativos.
Como ressaltou o ministro Celso de Mello, “atos
normativos ainda em processo de formação, com
tramitação procedimental não concluída, não
permitem e nem justificam o controle concentrado
ou em tese de constitucionalidade, que pressupõe —
exceto nos casos de omissão juridicamente relevante
— a existência de normas definitivas, completas e
acabadas” (ADI 466, j. 03.04.1991, Pleno, DJ de
10.05.1991). Nesse mesmo sentido, foi decidido na ADI
7.081, Pleno, j. 24.10.2022.
D) Errada. Preceito fundamental é um conceito que,
embora não tenha sido explicitamente definido na
Constituição ou em lei infraconstitucional, é crucial
para a interpretação do sistema constitucional
brasileiro. Ele se refere às normas e princípios que
formam a base essencial do ordenamento jurídico,
servindo como orientadores na interpretação das
demais normas constitucionais. Esses preceitos são
considerados fundamentais porque estabelecem os
comandos básicos e indispensáveis para a proteção e
sustentação dos pilares da Constituição. Exemplos
incluem os princípios fundamentais, os direitos e
garantias individuais, os princípios sensíveis e as
normas que integram as cláusulas pétreas da
Constituição.
O Supremo Tribunal Federal (STF) tem a
responsabilidade de identificar e aplicar esses
preceitos fundamentais, embora ainda não tenha
oferecido uma definição precisa e completa do que
eles são. Em determinadas ocasiões, o STF tem
indicado o que não pode ser considerado preceito
fundamental, como foi o caso do veto presidencial,
que, por ser um ato político, não se enquadra como
preceito fundamental e, portanto, não pode ser
objeto de Arguição de Descumprimento de Preceito
Fundamental (ADPF), exceto em situações específicas
onde haja inconstitucionalidade no processo
legislativo.
Todavia, no caso em comento, não é instrumento
hábil, sendo o Mandado de Segurança.
16. LETRA A
TEMA: ORGANIZAÇÃO DOS PODERES
A) Correta. Não compete ao STF o julgamento da
Constituição Estadual. Conforme prevê o art. 102, III,
alínea “a”, compete o STF o julgamento, mediante
recurso extraordinário, as causas decididas em única
ou última instância, quando a decisão recorrida da
Constituição Federal!
Art. 102, CRFB: Compete ao Supremo Tribunal
Federal, precipuamente, a guarda da Constituição,
cabendo-lhe:
III - julgar, mediante recurso extraordinário, as
causas decididas em única ou última instância,
quando a decisão recorrida:
a) contrariar dispositivo desta Constituição;
B) Errada. O Supremo Tribunal Federal (STF) não tem
a função de revisar as interpretações que os Tribunais
de Justiça dos estados fazem sobre as Constituições
Estaduais, exceto quando essa interpretação envolve
uma norma que deve, obrigatoriamente, seguir o
padrão da Constituição Federal ou quando há uma
violação direta à própria Constituição Federal.
C) Errada. O recurso ordinário não é aplicável neste
caso, pois, apesar da questão ser de natureza
constitucional, ela não se enquadra nas situações em
que o recurso extraordinário seria cabível, uma vez
que não envolve diretamente a Constituição Federal.
D) Errada. O recurso extraordinário só pode ser
interposto quando a decisão contestada violar algum
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dispositivo da Constituição Federal ou tratar de
normas que obrigatoriamente devem seguir os
padrões estabelecidos pela Constituição Federal.
DIREITOS HUMANOS
17. LETRA A
TEMA: ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO
TRABALHO SOBRE POVOS INDÍGENAS E
TRIBAIS
A) Correta. Trata-se, basicamente, do teor do artigo 6º
da Convenção 169 da OIT, a qual estabelece o direito à
consulta das comunidades indígenas e às populações
tradicionais, quando sejam previstas medidas
legislativas ou administrativas suscetíveis de afetá-Ios
diretamente.
“Artigo 6° , Convenção 169 da OIT:
1. Ao aplicar as disposições da presente Convenção,
os governos deverão:
a) consultar os povos interessados, mediante
procedimentos apropriados e, particularmente,
através de suas instituições representativas, cada vez
que sejam previstas medidas legislativas ou
administrativas suscetíveis de afetá-Ios diretamente;
(...)”
B) Errada. Não há previsão de exceção ao direito de
consulta na Convenção 169 da OIT.
C) Errada. O direito à consulta das comunidades
indígenas e às populações tradicionais é um direito
garantido, de modo que cabe ao Estado a sua
promoção. A demonstração de sua violação
independe de demonstração de prejuízo, pois a
simples falta da consulta constitui a violação ao
direito.
D) Errada. A atribuição para representar diretamente
as referidas comunidadescabe às instituições
representativas dos próprios povos indígenas,
conforme previsão do artigo 6º da Convenção 169 da
OIT.
18. LETRA B
TEMA: DIREITO INTERNACIONAL DOS
DIREITOS HUMANOS
A) Errada. O fato de o Estado brasileiro ainda não ter
ratificado a Convenção Internacional sobre a Proteção
dos Direitos de Todos os Trabalhadores Migrantes e
dos Membros de suas Famílias não impede que a
situação seja submetida à apreciação dos órgãos
integrantes do sistema regional americano de
proteção dos direitos humanos, pois, o Brasil sendo
Membro da OEA, está sujeito a seus princípios e
normas, incluindo a proteção dos direitos humanos
dos trabalhadores migrantes.
B) Correta. O art. 3º da Lei nº 13.445/2017 (Lei de
Migração) estabelece, dentre os princípios e diretrizes
da política migratória brasileira, que não poderá haver
discriminação em razão dos critérios ou dos
procedimentos pelos quais a pessoa foi admitida em
território nacional. Portanto, o Brasil tem o dever de
respeitar e garantir os direitos dos trabalhadores
migrantes indocumentados, independentemente de
sua nacionalidade, conforme afirma a alternativa.
“Art. 3º, Lei nº 13.445/2017: A política migratória
brasileira rege-se pelos seguintes princípios e
diretrizes: (...) IV - não discriminação em razão dos
critérios ou dos procedimentos pelos quais a pessoa
foi admitida em território nacional; (...)”
C) Errada. A irregularidade da condição dos
trabalhadores migrantes não impede o seu acesso ao
Poder Judiciário nacional. O art. 4º da Lei nº
13.445/2017 (Lei de Migração) garante o acesso à
justiça.
“Art. 4º, Lei nº 13.445/2017: Ao migrante é garantida
no território nacional, em condição de igualdade
com os nacionais, a inviolabilidade do direito à vida,
à liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade, bem como são assegurados: (...)
IX - amplo acesso à justiça e à assistência jurídica
integral gratuita aos que comprovarem insuficiência
de recursos; (...)”
D) Errada. Diferentemente do que alega a alternativa,
o acesso simultâneo não é automático. Além disso, a
depender das circunstâncias do caso pode haver
litispendência, o que poderá constituir um obstáculo.
DIREITO ELEITORAL
19. LETRA C
TEMA: CAMPANHA ELEITORAL
A) Errada. Não há obrigatoriedade de distribuir
recursos de forma isonômica. O financiamento de
campanhas eleitorais no Brasil deve seguir o princípio
da transparência, conforme estabelecido na Lei nº
9.504/1997, para permitir o controle pela Justiça
Eleitoral e informar os eleitores sobre os contribuintes
e os gastos dos candidatos. O financiamento é misto,
envolvendo recursos públicos, como os provenientes
do Fundo de Financiamento de Campanha e do
Fundo Partidário, e doações de pessoas físicas, uma
vez que as doações de pessoas jurídicas foram
proibidas pelo STF. A Lei nº 13.488/2017 introduziu o
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Simulados -Método VDE 1ª fase OAB
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crowdfunding como uma nova forma de arrecadação,
permitindo que candidatos e partidos também
comercializem bens e promovam eventos para
angariar recursos.
B) Errada. Os recursos do Fundo Especial de
Financiamento de Campanha (FEFC) não são
entregues diretamente aos candidatos. Em vez disso,
esses recursos são repassados aos partidos políticos,
que têm a responsabilidade de distribuí-los aos seus
candidatos com base em critérios definidos
internamente.
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha
(FEFC) é um fundo público criado para custear as
campanhas eleitorais dos candidatos, conforme
estabelecido nos artigos 16-C e 16-D da Lei nº
9.504/1997. A gestão e a distribuição dos recursos
desse fundo seguem as diretrizes estabelecidas pela
Resolução-TSE nº 23.605/2019.
C) Correta. Conforme o artigo 17, § 8º, da Constituição
Federal de 1988, os recursos do Fundo Especial de
Financiamento de Campanha (FEFC) devem ser
distribuídos pelos partidos políticos com base em
critérios definidos por seus órgãos de direção e
conforme as normas estabelecidas em seus estatutos,
respeitando a autonomia e o interesse de cada
partido. Adicionalmente, o artigo 15, inciso VIII, da Lei
nº 9.096/1995 exige que o estatuto partidário inclua
regras para a distribuição dos recursos do Fundo
Partidário entre os diferentes níveis de organização
do partido, como os órgãos municipais, estaduais e
nacionais.
Essa distribuição de recursos dentro dos partidos é
guiada por princípios de autonomia e interesse
partidário, permitindo que cada partido defina, por
meio de suas normas internas, como os recursos
serão alocados. Isso garante que os fundos sejam
distribuídos de maneira organizada e alinhada com as
prioridades estratégicas e operacionais de cada
partido, respeitando sua estrutura interna e os
critérios de gestão definidos pelos próprios órgãos
partidários.
Art. 17, CRFB/88: É livre a criação, fusão,
incorporação e extinção de partidos políticos,
resguardados a soberania nacional, o regime
democrático, o pluripartidarismo, os direitos
fundamentais da pessoa humana e observados os
seguintes preceitos: § 8º O montante do Fundo
Especial de Financiamento de Campanha e da
parcela do fundo partidário destinada a campanhas
eleitorais, bem como o tempo de propaganda
gratuita no rádio e na televisão a ser distribuído
pelos partidos às respectivas candidatas, deverão ser
de no mínimo 30% (trinta por cento), proporcional ao
número de candidatas, e a distribuição deverá ser
realizada conforme critérios definidos pelos
respectivos órgãos de direção e pelas normas
estatutárias, considerados a autonomia e o interesse
partidário.
Art. 15, Lei nº 9.096/1995: O Estatuto do partido deve
conter, entre outras, normas sobre: VII - finanças e
contabilidade, estabelecendo, inclusive, normas que
os habilitem a apurar as quantias que os seus
candidatos possam despender com a própria
eleição, que fixem os limites das contribuições dos
filiados e definam as diversas fontes de receita do
partido, além daquelas previstas nesta Lei;
D) Errada. Os recursos do Fundo Especial de
Financiamento de Campanha (FEFC) não são
repassados diretamente aos candidatos, mas sim aos
partidos políticos, e a legislação não impõe a
obrigação de priorizar os candidatos que participaram
de eleições anteriores.
20. LETRA B
TEMA: DIREITO DE SUFRÁGIO
A) Errada. No caso, conforme letra “B”, não ocorreu a
preclusão, mas é cabível recurso.
B) Correta. O Recurso Contra Expedição de Diploma
(RCED) é um mecanismo jurídico utilizado para
contestar a diplomação de um candidato eleito, com
base em situações específicas, como a inelegibilidade
superveniente, a inelegibilidade constitucional ou a
falta de condição de elegibilidade.
A inelegibilidade superveniente se caracteriza por
surgir após o registro da candidatura, mas antes da
realização do pleito. Nesse caso, como Joana foi eleita
prefeita e, posteriormente, foi descoberto que ela é
irmã da governadora do Estado Beta, essa informação
poderia ter gerado inelegibilidade constitucional, já
que o grau de parentesco com um chefe do Executivo
pode ser um impedimento.
Portanto, seria cabível o RCED para discutir a
elegibilidade de Joana, mesmo após a proclamação
do resultado, considerando que essa inelegibilidade
foi identificada após a eleição, mas ainda dentro do
prazo legal para contestação.
Art. 262, Lei nº 4.737/65 (Código Eleitoral): Art. 262.
O recurso contra expedição de diploma caberá
somente nos casos de inelegibilidade superveniente
ou de natureza constitucional e de falta de condição
de elegibilidade.
C) Errada. A Ação de Impugnação de Mandato Eletivo
(AIME) é um instrumento jurídico previsto pelo artigo
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14, §§ 10 e 11, da Constituição Federal, que visa a
desconstituição de um mandato eletivo obtido de
forma ilícita, com base em abuso depoder
econômico, corrupção ou fraude. Para que a AIME
seja cabível, é necessário que a impugnação ocorra
dentro do prazo de quinze dias após a diplomação e
esteja fundamentada em uma dessas irregularidades.
No caso narrado, a impugnação do mandato de
Joana, que foi eleita prefeita, não é adequada através
de AIME por algumas razões:
Prazo de Impugnação: A AIME deve ser ajuizada no
prazo de quinze dias após a diplomação. Caso a
inelegibilidade de Joana, decorrente de seu
parentesco com a governadora do Estado Beta, tenha
sido descoberta após esse prazo, não seria possível
utilizar a AIME para questionar sua elegibilidade.
Fundamentos da AIME: A AIME é limitada aos
fundamentos de abuso de poder econômico,
corrupção e fraude. A alegação de parentesco com a
governadora não se enquadra diretamente em
nenhum desses fundamentos, mas poderia ser
interpretada como uma violação de normas de
inelegibilidade constitucional. No entanto, como não
se trata de um ilícito diretamente relacionado ao
abuso de poder econômico, corrupção ou fraude, a
AIME não seria o recurso apropriado para esse caso.
Natureza da Inelegibilidade: A inelegibilidade
constitucional, como a decorrente do parentesco, não
se configura necessariamente como um abuso de
poder, corrupção ou fraude. Essas inelegibilidades são
geralmente tratadas por outros mecanismos, como o
recurso específico previsto para tais situações, e não
pela AIME.
Portanto, considerando o prazo e os fundamentos
estritos da AIME, e o fato de que o parentesco não se
enquadra nos fundamentos estabelecidos, a
impugnação do mandato de Joana não pode ser
realizada por meio de AIME. O recurso apropriado,
nesse caso, pode envolver outros instrumentos legais
ou constitucionais específicos para questionar a
inelegibilidade com base em normas constitucionais
que não se encaixam diretamente nos critérios da
AIME.
Art. 14, §§ 10 e 11,CRFB/88: A soberania popular será
exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e
secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da
lei, mediante:
§ 10. O mandato eletivo poderá ser impugnado ante
a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados
da diplomação, instruída a ação com provas de
abuso do poder econômico, corrupção ou fraude.
§ 11. A ação de impugnação de mandato tramitará
em segredo de justiça, respondendo o autor, na
forma da lei, se temerária ou de manifesta má-fé.
D) Errada. Não há previsão na legislação eleitoral para
o uso de recurso inominado para contestar a
proclamação dos candidatos eleitos.
DIREITO INTERNACIONAL
21. LETRA A
TEMA: NACIONALIDADE
A) Correta. Conforme o Artigo 12, § 4º, II da
Constituição Federal:
"Art. 12, § 4º, CF: - Será declarada a perda da
nacionalidade do brasileiro que:
II - fizer pedido expresso de perda da nacionalidade
brasileira perante autoridade brasileira competente,
ressalvadas situações que acarretem apatridia."
B) Errada. A renúncia não poderá ser realizada de
forma tácita, apenas de forma expressa.
C) Errada. A renúncia não impede de readquirir a
nacionalidade brasileira originária.
"Art. 12, § 5º, CF: A renúncia da nacionalidade, nos
termos do inciso II do § 4º deste artigo, não impede o
interessado de readquirir sua nacionalidade
brasileira originária, nos termos da lei."
D) Errada. No caso apresentado pelo enunciado, a
perda da nacionalidade brasileira por renúncia
expressa não acarretará a apatridia, tendo em vista a
nacionalidade portuguesa.
22. LETRA B
TEMA: SENTENÇAS ESTRANGEIRAS
A) Errada. A competência para a homologação de
sentença estrangeira, após a Emenda Constitucional
n. 45/2004 passou a ser do Superior Tribunal de
Justiça.
"Art. 105, CF: Compete ao Superior Tribunal de
Justiça:
I - processar e julgar, originariamente:
(...)
i) a homologação de sentenças estrangeiras e a
concessão de exequatur às cartas rogatórias;
(...)"
B) Correta. A homologação de sentenças estrangeiras
e a concessão de exequatur às cartas rogatórias é de
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competência do STJ, conforme Artigo 105, I, alínea i da
Constituição Federal.
C) Errada. É necessária a homologação de sentença
estrangeira pelo STJ para a transferência de execução
de pena, conforme Artigo 105, I, alínea i da
Constituição Federal.
D) Errada. Para a transferência de execução de pena,
é necessária a homologação de sentença estrangeira
pelo STJ e ainda, a decisão a ser homologada já deve
ter transitado em julgado.
DIREITO FINANCEIRO
23. LETRA A
TEMA: ORÇAMENTO PÚBLICO
A) Correta. Conforme determina a Constituição
Federal de 1988, a Lei Orçamentária Anual (LOA) deve
ser elaborada pelo Poder Executivo e enviada ao
Poder Legislativo para aprovação. No caso de um
novo prefeito, ele utilizará a LOA aprovada no exercício
anterior, que foi elaborada pelo seu antecessor. Isso
ocorre porque o processo de elaboração e aprovação
da LOA acontece no ano anterior ao exercício
financeiro a que se refere.
Art. 35. §2º do ADCT. Até a entrada em vigor da lei
complementar a que se refere o art. 165, § 9º, I e II,
serão obedecidas as seguintes normas:
III - o projeto de lei orçamentária da União será
encaminhado até quatro meses antes do
encerramento do exercício financeiro e devolvido
para sanção até o encerramento da sessão
legislativa.
B) Errada. O Plano Plurianual não é editado por
decreto, mas sim por lei. Ademais, o PPA deve ser
enviado pelo Poder Executivo ao Legislativo até
quatro meses antes do encerramento do primeiro
exercício financeiro.
Art. 165. da CF. Leis de iniciativa do Poder Executivo
estabelecerão:
I - o plano plurianual;
Art. 35. §2º do ADCT. Até a entrada em vigor da lei
complementar a que se refere o art. 165, § 9º, I e II,
serão obedecidas as seguintes normas:
I - o projeto do plano plurianual, para vigência até o
final do primeiro exercício financeiro do mandato
presidencial subsequente, será encaminhado até
quatro meses antes do encerramento do primeiro
exercício financeiro e devolvido para sanção até o
encerramento da sessão legislativa;
C) Errada. O prazo para o envio do projeto da Lei
Orçamentária Anual (LOA) ao Legislativo é de até
quatro meses antes do encerramento do exercício
financeiro, e não até 31 de outubro.
Art. 35. §2º do ADCT. Até a entrada em vigor da lei
complementar a que se refere o art. 165, § 9º, I e II,
serão obedecidas as seguintes normas:
III - o projeto de lei orçamentária da União será
encaminhado até quatro meses antes do
encerramento do exercício financeiro e devolvido
para sanção até o encerramento da sessão
legislativa.
D) Errada. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)
não vigora por quatro anos, mas sim até o
encerramento do exercício financeiro seguinte ao
qual foi aprovada (tem vigência anual). Ela é
elaborada anualmente para orientar a elaboração da
Lei Orçamentária Anual (LOA) e não acompanha a
vigência do Plano Plurianual (PPA).
Art. 165. da CF. Leis de iniciativa do Poder Executivo
estabelecerão:
I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais.
§2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá
as metas e prioridades da administração pública
federal, incluindo as despesas de capital para o
exercício financeiro subsequente, orientará a
elaboração da lei orçamentária anual, disporá
sobre as alterações na legislação tributária e
estabelecerá a política de aplicação das agências
financeiras oficiais de fomento.
24. LETRA C
TEMA: ORÇAMENTO PÚBLICO
A) Errada. Embora o Projeto da Lei de Diretrizes
Orçamentárias seja de fato apreciado e votado em
sessão conjunta do Congresso Nacional, ele não é
encaminhado diretamente ao Plenário. O projeto
deverá ser examinado por uma Comissão Mista
permanente de Senadores e Deputados antes de ser
votado pelo Plenário do Congresso Nacional.
B) Errada. O Projeto da Lei de Diretrizes
Orçamentárias é apreciado em sessão conjunta do
Congresso Nacional, após análise pela comissãomista
permanente de Senadores e Deputados.
C) Correta. O Projeto de Lei de Diretrizes
Orçamentárias deve ser encaminhado à Comissão
Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização,
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uma comissão mista permanente de Senadores e
Deputados, que tem a responsabilidade de analisar o
PLDO e emitir um parecer sobre o projeto antes que
ele seja votado pelo Congresso Nacional.
Art. 166. CF. Os projetos de lei relativos ao plano
plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao
orçamento anual e aos créditos adicionais serão
apreciados pelas duas Casas do Congresso
Nacional, na forma do regimento comum.
§1º Caberá a uma Comissão mista permanente de
Senadores e Deputados:
I - examinar e emitir parecer sobre os projetos
referidos neste artigo e sobre as contas
apresentadas anualmente pelo Presidente da
República;
II - examinar e emitir parecer sobre os planos e
programas nacionais, regionais e setoriais previstos
nesta Constituição e exercer o acompanhamento e a
fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação
das demais comissões do Congresso Nacional e de
suas Casas, criadas de acordo com o art. 58.
D) Errada. O Projeto de Lei de Diretrizes
Orçamentárias deve ser encaminhado à Comissão
Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização,
e não à Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania.
DIREITO TRIBUTÁRIO
25. LETRA D
TEMA: CONCEITO DE TRIBUTO E ESPÉCIES
TRIBUTÁRIAS
A) Errada. Em que pese o Município tenha
competência para instituir a Taxa de Fiscalização de
Estabelecimentos Comerciais, a qual se classifica
como uma taxa decorrente do exercício regular do
poder de polícia, conforme o art. 77 e 78 do CTN, a
base de cálculo adotada é ilegal, uma vez que não
pode ser calculada em função do capital social das
empresas.
Art. 77 do CTN. As taxas cobradas pela União, pelos
Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios,
no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como
fato gerador o exercício regular do poder de
polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de
serviço público específico e divisível, prestado ao
contribuinte ou posto à sua disposição.
Parágrafo único. A taxa não pode ter base de
cálculo ou fato gerador idênticos aos que
correspondam a imposto nem ser calculada em
função do capital das empresas.
Art. 78 do CTN. Considera-se poder de polícia
atividade da administração pública que, limitando
ou disciplinando direito, interêsse ou liberdade,
regula a prática de ato ou abstenção de fato, em
razão de interesse público concernente à
segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à
disciplina da produção e do mercado, ao exercício de
atividades econômicas dependentes de concessão
ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade
pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos
individuais ou coletivos.
B) Errada. O Princípio da anterioridade visa externar
proteção ao contribuinte para não ser “surpreendido”
com a criação ou elevação da carga tributária e
imediata cobrança. Essa restrição está prevista na CF,
art. 150, III, “b” e “c”, e divide-se em: Anterioridade
anual: Proíbe a cobrança do tributo no mesmo ano da
publicação da lei que o instituir ou majorar.
Anterioridade nonagesimal: o contribuinte só estará
sujeito às leis que instituam ou majorem tributos
após o decurso de 90 dias desde a sua publicação. No
presente caso, é possível verificar que não houve
violação a nenhuma das anterioridades. Isso porque, a
lei foi publicada em 30/09/2020 e passou a produzir
efeitos em 01/01/2021. Sendo assim, respeitou a
anterioridade nonagesimal (considerando que entre a
data da publicação da lei e a data que passou a
produzir efeitos, decorreu o prazo de 90 dias); e
respeitou a anterioridade anual (considerando que a
lei foi publicada em 30/09/2020 e somente passou a
produzir efeitos em 01/01/2021, isto é, no exercício
financeiro seguinte).
C) Errada. Conforme preceitua o art. 77, parágrafo
único do CTN, a taxa não pode ser calculada em
função do capital das empresas, razão pela qual não
seria possível cobrar maior valor sobre a empresa com
maior capital social e cobrar menor valor sobre a
empresa commenor capital social.
D) Correta. A base de cálculo das taxas devem
guardar proporcionalidade com o custo da atividade
estatal, relacionada ao poder de polícia ou à prestação
de serviço público específico e divisível, razão pela
qual, o Código Tributário Nacional estabelece, em seu
art. 77, parágrafo único, que a taxa não pode ter base
de cálculo ou fato gerador idênticos aos que
correspondam a imposto nem ser calculada em
função do capital das empresas.
26. LETRA C
TEMA: IMPOSTOS ESTADUAIS
A) Errada. Nos termos art. 150, §6º da CF, qualquer
subsídio ou isenção, redução de base de cálculo,
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concessão de crédito presumido, anistia ou remissão,
relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá
ser concedido mediante lei específica, federal,
estadual ou municipal. No entanto, a Constituição
Federal e a legislação estadual não exigem maioria
absoluta para aprovação de tal lei, bastando, para
tanto, a sua aprovação por maioria simples.
B) Errada. A Constituição Federal não estabelece
iniciativa privativa do governador para projetos de lei
sobre benefícios fiscais. De acordo com o § 1º do art. 61
da CF/88, que versa sobre as leis de iniciativa privativa
do Presidente da República (e que se aplica por
simetria aos Governadores), não estão incluídas
aquelas que versem sobre incentivos fiscais.
Art. 61. §1º CF. São de iniciativa privativa do
Presidente da República as leis que:
I - fixem ou modifiquem os efetivos das Forças
Armadas;
II - disponham sobre:
a) criação de cargos, funções ou empregos públicos
na administração direta e autárquica ou aumento
de sua remuneração;
b) organização administrativa e judiciária, matéria
tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal
da administração dos Territórios;
c) servidores públicos da União e Territórios, seu
regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e
aposentadoria;
d) organização do Ministério Público e da Defensoria
Pública da União, bem como normas gerais para a
organização do Ministério Público e da Defensoria
Pública dos Estados, do Distrito Federal e dos
Territórios;
e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da
administração pública, observado o disposto no art.
84, VI;
f) militares das Forças Armadas, seu regime jurídico,
provimento de cargos, promoções, estabilidade,
remuneração, reforma e transferência para a
reserva.
C) Correta. Conforme explicado anteriormente, o art.
150, §6º da CF, estabelece qualquer subsídio ou
isenção, redução de base de cálculo, concessão de
crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a
impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser
concedido mediante lei específica, federal, estadual
ou municipal. Todavia, o mesmo dispositivo, em sua
parte final, traz uma ressalva, no sentido de que
benefícios fiscais do ICMS serão concedidos na
forma do que dispõe o art. 155, § 2º, XII, g” da CF. Tal
dispositivo estabelece que caberá à lei complementar
regular a forma como, mediante deliberação dos
Estados e do Distrito Federal, isenções, incentivos e
benefícios fiscais de ICMS serão concedidos e
revogados. A Lei Complementar nº 24/1975,
determinou que a concessão de benefícios fiscais
de ICMS depende de prévia celebração de convênio
no âmbito do CONFAZ – Conselho Nacional de
Política Fazendária.
Art. 150. §6º. CF. Qualquer subsídio ou isenção,
redução de base de cálculo, concessão de crédito
presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos,
taxas ou contribuições, só poderá ser concedido
mediante lei específica, federal, estadual ou
municipal, que regule exclusivamente asmatérias
acima enumeradas ou o correspondente tributo ou
contribuição, sem prejuízo do disposto no art. 155, §
2.º, XII, g.
Art. 155 da CF. Compete aos Estados e ao Distrito
Federal instituir impostos sobre:
II - operações relativas à circulação de mercadorias e
sobre prestações de serviços de transporte
interestadual e intermunicipal e de comunicação,
ainda que as operações e as prestações se iniciem no
exterior;
§2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao
seguinte:
XII - cabe à lei complementar:
g) regular a forma como, mediante deliberação
dos Estados e do Distrito Federal, isenções,
incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e
revogados.
Art. 1º. LC 24/1975. As isenções do imposto sobre
operações relativas à circulação de mercadorias
serão concedidas ou revogadas nos termos de
convênios celebrados e ratificados pelos Estados e
pelo Distrito Federal, segundo esta Lei.
D) Errada. A concessão de benefícios fiscais de ICMS
deve ser feita nos termos de convênios celebrados e
ratificados pelos Estados e pelo Distrito Federal.
27. LETRA D
TEMA: PROCESSO TRIBUTÁRIO
A) Errada. O Mandado de Segurança Preventivo se
verifica nas hipóteses em que o contribuinte deseja
impedir a violação a direito líquido e certo seu. Isto é,
o contribuinte encontra-se na iminência de sofrer
com um ato administrativo ilegal ou inconstitucional.
No presente caso, embora o contribuinte esteja
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buscando impedir a violação a direito líquido e certo
seu, o Mandado de Segurança não é o instrumento
processual mais adequado, isso porque, o “direito
líquido e certo” amparado por este remédio
constitucional, é aquele direito induvidoso, que pode
ser comprovado pelo julgador de imediato, tão logo
ocorra a impetração do Mandado de Segurança, sem
a necessidade de produção de provas
remanescentes futuras.
Assim, considerando que o enunciado menciona a
necessidade de produção de prova pericial contábil
pretendida pela organização religiosa ABC, afasta-se o
cabimento do Mandado de Segurança, uma vez que a
produção probatória não é compatível com o seu rito
processual, que exige prova pré-constituída.
B) Errada. A Medida Cautelar Fiscal é uma medida
requerida pelo sujeito ativo (Fazenda Pública) contra
o sujeito passivo, para assegurar a eficácia da
cobrança do crédito tributário, e não pelo contribuinte
em face da Fazenda Pública.
Art. 2º. Lei nº 8.397/1992. A medida cautelar fiscal
poderá ser requerida contra o sujeito passivo de
crédito tributário ou não tributário, quando o
devedor (...)
C) Errada. A Ação Anulatória é cabível quando o
sujeito passivo busca a anulação do lançamento
tributário ou de outro ato administrativo ilegal ou
inconstitucional. Portanto, a finalidade da presente
demanda é reparar a lesão sofrida pelo contribuinte
em virtude de um ato administrativo (notificação do
lançamento ou lavratura de auto de infração, por
exemplo) ilegal ou inconstitucional, buscando-se a
sua desconstituição ou anulação. No caso em
questão, o lançamento do IPTU ainda não foi
formalizado, sendo apenas uma possibilidade futura.
Portanto, não há ato a ser anulado, sendo incabível a
presente ação.
D) Correta. A Ação Declaratória será cabível quando
se verificar uma situação de ilegalidade ou
inconstitucionalidade em ato praticado pelo ente
público antes do lançamento tributário (ou seja, antes
que se constitua o crédito tributário). Assim, a Ação
Declaratória permite que o contribuinte combata um
ato inconstitucional/ilegal antes mesmo do seu
lançamento, evitando que venha a sofrer uma lesão
por parte do poder público. Trata-se de ação de rito
do procedimento comum, o que possibilita a
produção de provas, incluindo a perícia contábil.
Assim, a Ação Declaratória é a medida judicial mais
adequada para este caso. Ela permite que a
Organização Religiosa busque uma declaração
judicial sobre seu direito à imunidade tributária
prevista no art. 150, VI, “b” da Constituição Federal,
que abrange os templos de qualquer culto,
impedindo a formalização de lançamento futuro em
face dos imóveis doados.
Art. 19. CPC. O interesse do autor pode limitar-se à
declaração:
I - da existência, da inexistência ou do modo de ser
de uma relação jurídica;
28. LETRA C
TEMA: LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO
A) Errada. Nesta modalidade, também chamada de
“Lançamento Misto”, previsto no art. 147 do CTN, o
sujeito passivo declara ao Fisco as informações
relativas à ocorrência do fato gerador e ao surgimento
da obrigação tributária. Diante dessas informações, a
autoridade administrativa realiza os cálculos do
tributo para proceder ao lançamento e notifica o
sujeito passivo para pagar o tributo. No caso descrito,
o próprio sujeito passivo calcula o tributo e efetua o
pagamento, cabendo ao Fisco apenas a homologação
posterior, o que descaracteriza o lançamento por
declaração.
Art. 147 do CTN. O lançamento é efetuado com base
na declaração do sujeito passivo ou de terceiro,
quando um ou outro, na forma da legislação
tributária, presta à autoridade administrativa
informações sobre matéria de fato, indispensáveis à
sua efetivação.
B) Errada. O art. 148 do CTN permite que a autoridade
administrativa proceda ao arbitramento do valor de
bens e direitos que sirvam como base para cálculo de
tributos, nos casos em que o sujeito passivo esteja
omitindo informações ou declarando valores muito
distantes da realidade em suas declarações. Ou seja, o
lançamento por arbitramento ocorre quando a
autoridade fiscal, na impossibilidade de obter os
dados do sujeito passivo, determina a base de cálculo
e o valor do tributo devido de forma arbitrária.
Art. 148 do CTN. Quando o cálculo do tributo tenha
por base, ou tome em consideração, o valor ou o
preço de bens, direitos, serviços ou atos jurídicos, a
autoridade lançadora, mediante processo regular,
arbitrará aquele valor ou preço, sempre que sejam
omissos ou não mereçam fé as declarações ou os
esclarecimentos prestados, ou os documentos
expedidos pelo sujeito passivo ou pelo terceiro
legalmente obrigado, ressalvada, em caso de
contestação, avaliação contraditória, administrativa
ou judicial.
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C) Correta. Nesta modalidade prevista no art. 150 do
CTN, o sujeito passivo declara todas as informações
relativas à obrigação tributária, procede aos cálculos e
realiza o pagamento do tributo. Ou seja, o sujeito
passivo faz tudo, cabendo à autoridade administrativa
apenas proceder ao lançamento, a partir da
homologação dos cálculos e do pagamento, caso
estejam corretos. No caso apresentado, restou
determinado que “caberia ao sujeito passivo
preencher a declaração, indicando os fatos geradores,
as bases de cálculo e as alíquotas aplicáveis,
resultando, ao final, no valor a ser pago, devendo
também o sujeito passivo gerar a guia de pagamento
pela internet e pagá-la. O Fisco estadual teria prazo
decadencial para analisar a declaração entregue e o
respectivo pagamento por parte do sujeito passivo” o
que evidencia a modalidade do lançamento por
homologação.
Art. 150 do CTN. O lançamento por homologação,
que ocorre quanto aos tributos cuja legislação
atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o
pagamento sem prévio exame da autoridade
administrativa, opera-se pelo ato em que a referida
autoridade, tomando conhecimento da atividade
assim exercida pelo obrigado, expressamente a
homologa.
D) Errada. Nesta modalidade, a autoridade
administrativa realiza todo o lançamento
independentemente de atuação ou participação do
sujeito passivo, porque já possui todas as informações
relativas à obrigação tributária. A partir da leitura do
enunciado, é possível perceber que esta não é a
modalidade aplicável ao caso narrado, na qual o
contribuinte tempapel ativo no processo de
declaração e pagamento do imposto.
29. LETRA B
TEMA: COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA
A) Errada. O art. 147 da CF estabelece que compete à
União, em Território Federal, os impostos estaduais.
Ou seja, a União sempre terá competência para
instituição e cobrança de impostos estaduais nos
territórios federais.
B) Correta. A responsabilidade pela organização
política e administrativa dos territórios federais recairá
sobre a União, após criação em lei complementar
pelo Congresso Nacional. Por não existir pessoa
jurídica de direito público interno no território federal,
a União exerce o poder de instituir os impostos
federais, estaduais e municipais em sua extensão
territorial. Entretanto, a Constituição Federal prevê a
possibilidade de divisão dos territórios federais em
municípios. Considerando essa possibilidade
(território federal dividido ou não em municípios), o
art. 147 da CF estabelece que “competem à União, em
Território Federal, os impostos estaduais e, se o
Território não for dividido em Municípios,
cumulativamente, os impostos municipais”.
Assim, cabe à União, nos territórios que não forem
divididos em Municípios, arrecadar os impostos
federais, estaduais e, cumulativamente, também os
municipais. Sendo o território federal dividido em
municípios, os impostos federais e estaduais cobrados
pertencerão à União, enquanto os impostos
municipais pertencerão a cada um dos Municípios
em que está dividido o Território.
Art. 147 da CF. Competem à União, em Território
Federal, os impostos estaduais e, se o Território não
for dividido em Municípios, cumulativamente, os
impostos municipais; ao Distrito Federal cabem os
impostos municipais.
C) Errada. A União sempre terá competência para
instituição e cobrança de impostos estaduais nos
territórios federais.
D) Errada. Em Territórios Federais divididos em
Municípios, os impostos municipais pertencem aos
respectivos Municípios.
DIREITO ADMINISTRATIVO
30. LETRA C
TEMA: AGENTES PÚBLICOS
A) Errada. O concurso público em que Eulália foi
aprovada inicialmente previa cinquenta vagas, e ela
foi classificada em quadragésimo lugar, ou seja,
dentro do número de vagas estabelecido no edital.
Apesar de ainda estar no prazo de validade do
concurso, o Estado Alfa abriu um novo concurso para
o mesmo cargo, preenchendo outras cinquenta
vagas, o que por si só não garante automaticamente a
nomeação de candidatos aprovados no certame
anterior fora das vagas previstas. Entretanto, no caso
de Eulália, a situação muda, pois ela foi aprovada
dentro das vagas inicialmente oferecidas. O Estado
Alfa, ao abrir um novo concurso para o mesmo cargo
durante a validade do certame anterior, demonstrou
a inequívoca necessidade de preenchimento de mais
vagas, reforçando a necessidade de nomear aqueles
que foram aprovados dentro das vagas do concurso
anterior.
Assim, a convocação de Carlos, aprovado no novo
concurso, sem que Eulália, que já estava aprovada
dentro das vagas do concurso anterior, fosse
Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90
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nomeada, caracteriza uma preterição arbitrária e
imotivada por parte da administração. Esse
comportamento do Poder Público confirma a
necessidade de nomeação de Eulália, dando-lhe o
direito subjetivo de ser convocada antes de qualquer
candidato do novo concurso.
Portanto, Eulália tem o direito subjetivo à nomeação
para o cargo, e esse direito deve ser assegurado em
razão de sua aprovação dentro das vagas oferecidas
inicialmente e da demonstração inequívoca da
necessidade de preenchimento de mais cargos por
parte do Estado Alfa.
B) Errada. Conforme a jurisprudência, a exigência do
exame psicotécnico em concurso depende de
previsão em lei e no edital, e deve seguir critérios
objetivos. (AI 758533, 2010, STF). Além disso, nos
termos da jurisprudência do STF, não há ilegalidade
na exigência de exame psicotécnico de caráter
eliminatório.
C) Correta. A convocação de Carlos para o cargo da
polícia penal caracteriza a preterição do direito de
Eulália porque ela foi aprovada dentro do número de
vagas previstas no edital do concurso anterior. Mesmo
com a abertura de um novo concurso para o mesmo
cargo, o direito de Eulália à nomeação prevalece
durante o prazo de validade do certame original. A
administração pública deve priorizar a nomeação dos
candidatos aprovados no concurso anterior antes de
chamar os novos aprovados. Portanto, a nomeação de
Carlos, antes de Eulália, desconsidera a prioridade
dela e demonstra um tratamento desigual e
imotivado, configurando a preterição do seu direito.
Conforme entendimento do STF o direito subjetivo à
nomeação do candidato aprovado em concurso
público exsurge nas seguintes hipóteses: (i) Quando a
aprovação ocorrer dentro do número de vagas dentro
do edital; (ii) Quando houver preterição na nomeação
por não observância da ordem de classificação; e (iii)
Quando surgirem novas vagas, ou for aberto novo
concurso durante a validade do certame anterior, e
ocorrer a preterição de candidatos de forma arbitrária
e imotivada por parte da administração nos termos
acima. [Tese definida no RE 837.311, rel. min. Luiz Fux,
P, j. 9-12-2015, DJE 72 de 18-4-2016, Tema 784.]
Art. 37, IV, CRFB/88: IV - durante o prazo
improrrogável previsto no edital de convocação,
aquele aprovado em concurso público de provas ou
de provas e títulos será convocado com prioridade
sobre novos concursados para assumir cargo ou
emprego, na carreira;
D) Errada. O prazo de validade do concurso está
correto, uma vez que a Constituição Federal
estabelece que será de até 2 anos prorrogável uma
vez, por igual período.
Art. 37, III, CRFB/88: III - o prazo de validade do
concurso público será de até dois anos, prorrogável
uma vez, por igual período;
31. LETRA D
TEMA: REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO
A) Errada. Não é vedado ao Município Delta realizar
esse compromisso por conta do princípio da
indisponibilidade do interesse público. O princípio da
indisponibilidade do interesse público estabelece que
o interesse público não pode ser renunciado ou
alterado unilateralmente pela administração. No
entanto, a Lei de Introdução às Normas do Direito
Brasileiro (LINDB), conforme será melhor abordado na
letra “D”, permite que a administração pública, em
situações excepcionais e com interesse geral
relevante, encontre soluções que atendam às
necessidades da coletividade, desde que respeitados
os requisitos legais.
B) Errada. O compromisso que o Município Delta
pode celebrar com a sociedade Ipsilone não pode
conferir à empresa uma desoneração permanente de
deveres reconhecidos por orientações gerais, de
acordo com o princípio da supremacia do interesse
público.
De acordo com o artigo 26 da Lei de Introdução às
Normas do Direito Brasileiro (LINDB), o compromisso
celebrado para resolver irregularidades ou situações
contenciosas deve respeitar a legislação aplicável e
pode ser realizado após consulta pública e oitiva do
órgão jurídico. No entanto, o § 1º do mesmo artigo
estabelece que tal compromisso não poderá conferir
desoneração permanente de deveres ou
condicionamento de direitos que são estabelecidos
por orientações gerais.
Isso significa que, mesmo que o compromisso resolva
a situação jurídica contenciosa com a sociedade
Ipsilone e atenda ao interesse geral, ele não pode
alterar ou eliminar deveres que a empresa tem
conforme as regras e orientações gerais aplicáveis. O
princípio da supremacia do interesse público implica
que a administração pública deve garantir que as
normas e deveres estabelecidos para proteger o
interesse coletivo não sejam desconsiderados ou
permanentemente desonerados por acordos
específicos.
Portanto, o compromisso com a Ipsilone pode
resolver a questão da construção irregular, mas não
pode isentá-la de cumprir com outros deveres legais
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