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O sistema de retroalimentação positiva sempre será benéfico? Justifique e dê um exemplo.

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Questões resolvidas

O sistema de retroalimentação positiva sempre será benéfico? Justifique e dê um exemplo.

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SP 1.1 – “E Agora?” 
Rebecca Castro e Vitória Freiberger 1 
 
Tutoria 
 
 
É o estado de equilíbrio dinâmico do organismo, uma 
vez que perturbado o corpo possui formas de se 
reequilibrar novamente, mantendo sempre em 
intervalos constantes pré-determinados de íons, 
moléculas e substâncias no corpo, onde se estas se 
afastarem muito do seu ponto ótimo, irá ser ativado 
um mecanismo de controle/compensatório. 
↳ se a compensação for bem-sucedida – homeostasia 
é restabelecida 
↳	se a compensação falha – o resultado pode ser uma 
doença ou enfermidade 
 
 
Principais mecanismos de controle presentes em 
nosso corpo: controle da temperatura corporal, ph, 
volume de líquidos, pressão arterial, batimentos 
cardíacos, concentração dos elementos sanguíneos, 
controle glicêmico… 
 
SISTEMAS DO CORPO ENVOLVIDOS NO 
CONTROLE HOMEOSTÁTICO: 
• Sistema nervoso: capta informações e integra as 
funções junto com o sistema endócrino. 
• Sistema endócrino: faz síntese e secreção hormonal, 
contribui para a manutenção da disponibilidade de 
substratos energéticos (glicose, ácidos graxos) e do 
equilíbrio hidroeletrolítico. 
• Sistema cardiovascular: regula a frequência cardíaca 
e a pressão sanguínea. Leva nutrientes às células e 
tecidos e remove os produtos do metabolismo. 
• Sistema respiratório: mantém a homeostase do gás 
oxigênio e do gás carbônico no meio interno 
• Sistema urinário: os rins mantêm o nível interno de 
muitos componentes, incluindo concentração dos íons, 
osmolaridade e pH por meio da filtração. 
• Sistema digestório: mantém a constituição do meio 
interno por meio da digestão e absorção de alimentos 
como hidratos de carbono, proteínas e gorduras, 
importantes para a constância dos níveis extracelulares 
de glicose, aminoácidos e ácidos graxos. 
 
SISTEMAS DE CONTROLE E HOMEOSTASIA 
Para manter a homeostasia, o corpo humano monitora 
certas funções-chave, como a pressão arterial e a 
glicemia, as quais devem permanecer dentro de um 
intervalo de operação específico se o corpo deseja se 
manter saudável. Essas importantes variáveis 
reguladas são mantidas dentro de seu intervalo 
aceitável (normal) por mecanismos de controle 
fisiológico ativados se a variável se distanciar muito do 
seu ponto de ajuste, ou valor ótimo. Existem dois 
padrões básicos de mecanismos de controle: 
 
• Controle local: uma célula próxima ou um grupo de 
células detecta a mudança em suas imediações e 
responde, normalmente com a liberação de 
alguma substância química. A resposta fica restrita 
à região onde a mudança ocorreu. (EX: 
vasodilatação local em resposta à hipóxia tecidual) 
• Controle reflexo de longa distancia: qualquer via de 
longa distancia que utilize o sistema nervoso, o 
sistema endócrino ou ambos atuando em 
conjunto. Esse tipo de controle é mais complexo, 
entretanto, ele pode processar informação de 
múltiplas fontes e possuir uma saída que atua 
sobre múltiplos alvos, sendo muito importante na 
homeostase corporal. (EX: controle da PA.) 
 
Como pode ser observado na imagem acima, esses 
dois sistemas de controle vistos possuem três 
componentes para funcionar e enviar a informação e 
promover uma resposta para o retorno da 
homeostase: (1) um sinal de entrada; (2) um centro 
HOMEOSTASE 
SP 1.1 – “E Agora?” 
Rebecca Castro e Vitória Freiberger 2 
 
integrador (parte do sistema nervoso ou endócrino), 
que integra a informação aferente e inicia uma 
resposta apropriada; e (3) um sinal de saída que 
produz uma resposta que chega até o alvo que 
geralmente é uma célula (esse sinal pode ser químico, 
elétrico ou ambos). Se bem-sucedida, essa resposta 
leva a variável regulada de volta ao intervalo desejado 
de valores. 
 
MECANISMOS DE CONTROLE DA HOMEOSTASE 
(RETROALIMENTAÇÃO): 
Então como visto, acontece a chegada de um estímulo 
do sistema nervoso autônomo quando a alteração de 
uma variável regulada pela homeostase se afasta de 
um intervalo desejado. A variável é monitorada por um 
sensor corporal específico, enviando um sinal de 
entrada para um centro integrado, que irá avaliar a 
informação e mandar um sinal de saída, se 
direcionando para um alvo. Esse processo é chamado 
de alça de resposta que lida com o processo de 
detecção de estímulo e produção de resposta, 
enquanto as alças de retroalimentação referem-se à 
natureza da resposta em relação ao estímulo inicial 
podendo ser: 
 
Feedback negativo/retroalimentação negativa: a 
maioria dos sistemas de controle do organismo age por 
feedback negativo - tende a cessar o mecanismo que 
está tirando o organismo do equilíbrio (EX: regulação 
da temperatura corporal, regulação da concentração 
de dióxido de carbono, mecanismos de regulação da 
pressão arterial) 
 
Feedback positivo/retroalimentação positiva: 
ocorrendo em períodos curtos; aumenta ou reforça o 
estímulo que levou ao desequilíbrio, fazendo os valores 
se desviarem do padrão – em alguns casos pode levar 
a uma grande instabilidade levando indivíduos à morte 
(EX: parto; coagulação sanguínea → queda da pressão 
→ diminuição do fluxo sanguíneo no coração → 
coração enfraquece e bombeia menos sangue 
(desencadeando um enfraquecimento cada vez maior) 
- pode levar o indivíduo a morte em consequência 
desse processo) 
 
 
CONTROLE HIDROELETROLÍTICO: 
Se refere ao equilíbrio de água e eletrólitos no corpo. 
 
O corpo ganha água e perde na mesma quantidade, 
quando há um desequilíbrio disso, gera um mecanismo 
homeostático – esse equilíbrio é feito principalmente 
pelos rins, pela ação do hormônio ADH (antidiurético), 
produzido no hipotálamo e armazenado na 
neurohipófise, necessitando de um estímulo específico 
para a sua liberação, gerando a reabsorção de água nos 
néfrons. 
 
 
 
RELAÇÃO DO SISTEMA NERVOSO COM O MEIO 
INTERNO E EXTERNO: 
Divisão do SN: 
• SNC: encéfalo e medula espinal. 
• SNP: somático e autônomo. 
• SNS: controla as ações voluntárias do corpo, ou seja, 
aquelas que estão sob controle do ser humano. 
• SNA ou visceral: atua nas ações involuntárias do 
corpo e consiste em neurônios que conduzem impulsos 
desde o SNC até às glândulas, músculo liso e músculo 
cardíaco. 
↳	possui componentes: 
• Vias motoras (eferentes): neurônios pré-
ganglionares (cérebro ou medula) e neurônios 
pós-ganglionares (gânglios ou órgãos 
periféricos) → subdividido em simpático e 
parassimpático. 
• Vias sensoriais (aferentes): em receptores que 
são sensíveis a estímulos fisiológicos. 
• Interneurônios 
 
SNA simpático: tem uma saída toracolombar e é 
ativado durante a resposta de luta ou fuga. 
 
Quando o corpo se prepara para lutar ou fugir, o 
coração acelera, os vasos sanguíneos dos músculos das 
pernas, dos braços e do coração dilatam, e o fígado 
começa a liberar glicose para fornecer energia para a 
contração muscular. Neste momento, o sistema 
digestório fica em "repouso". 
 
O papel do sistema nervoso simpático nas atividades 
da vida cotidiana é importante também, por exemplo 
no controle do fluxo sanguíneo tecidual. 
 
• Os neurônios pré-ganglionares liberam acetilcolina – 
as fibras são curtas. 
• Os neurônios pós-ganglionares liberam 
noradrenalina ou adrenalina – as fibras são longas. 
 
SNA parassimpático: tem uma saída craniossacral e 
é ativado durante a digestão e repouso. 
 
• Os neurônios pré-ganglionares liberam acetilcolina – 
as fibras são longas. 
• Os neurônios pós-ganglionares liberam acetilcolina – 
as fibras são curtas. 
SISTEMA NERVOSO 
SP 1.1 – “E Agora?” 
Rebecca Castro e Vitória Freiberger 3 
 
Durante a maior parte do tempo, o controle 
autonômico das funções corporais atua como uma 
"gangorra", alternando "subidas e descidas" entre as 
divisões simpática e parassimpática. 
 
As divisões autônomas normalmente atuam de modo 
antagônico no controle de um determinado tecido-
alvo; entretanto, às vezes, eles atuam de maneira 
cooperativa (na ereção peniana por exemplo). 
 
REGULAÇÃO DO AMBIENTE INTERNO E 
EXTERNO: 
A via aferente recebe informação de algum órgão 
sensorial (receptor do sistema nervoso periférico) e 
enviaesta informação até o córtex para ser 
processada. 
 
A via eferente desencadeia uma resposta motora, que 
sai do córtex motor até chegar no sistema nervoso 
periférico. 
 
Arco reflexo: o estímulo entra em contato com um 
receptor. 
 
Neurônio aferente leva o estímulo captado pelo 
receptor para a porção posterior da substância 
cinzenta da medula – é na medula que se dará o 
reconhecimento do estímulo e a resposta reflexa 
apropriada; ao entrar na medula alguns impulsos 
seguem para os níveis superiores no Sistema Nervoso 
Central. 
 
Neurônios intercalados ou interneurônios: estão 
localizados na medula e são os responsáveis por 
conectar a informação trazida pelo neurônio aferente 
aos neurônios eferentes – ou seja, transmite a 
informação para os neurônios que irão orientar a ação 
(reflexo). 
 
Neurônio Eferente: leva a informação da medula para 
um efetor a fim de efetivamente promover o reflexo. 
 
CORPO EM SITUAÇÃO DE ESTRESSE (SISTEMA 
NERVOSO SIMPÁTICO): 
Inicialmente, ocorre a liberação pelo hipotálamo de 
corticotrofina (CRH) na hipófise anterior. Esse fator se 
liga a receptores na adenohipófise, induzindo a síntese 
e liberação do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH). 
 
Este último, por sua vez, é secretado na circulação 
sistêmica e induz a síntese e a liberação de cortisol, pelo 
córtex da adrenal. E adrenalina e noradrenalina pela 
medula adrenal, com respostas de luta ou fuga. 
 
O cortisol faz a liberação de glicose (energia) nas 
células e tecidos por meio do aumento da 
gliconeogênese, catabolismo de proteínas ou pela 
lipólise. Nesse momento são perceptíveis sintomas 
como taquicardia, taquipnéia, sudorese, piloereção e 
principalmente a estimulação da medula adrenal para 
secretar catecolaminas (adrenalina e noradrenalina). 
 
• Ação da adrenalina - promove a gliconeogênese 
hepática e renal, estimula a glicogenólise no fígado, 
tireóide e músculo esquelético → vasoconstrição leve 
(às vezes vasodilatação) 
 
• Ação da noradrenalina - vasoconstrição 
 
Ambas aumentam a glicemia, inibem a liberação de 
insulina e estimulam a secreção de glucagon. 
 
Em um evento normal, que o indivíduo, identifica a 
situação ou evento estressor e o corpo realiza a 
liberação do Cortisol, o próprio cortisol quando chega 
a um nível, considerado alto na corrente sanguínea, ele 
envia informação ao Hipotálamo e a Hipófise para 
cessar a liberação dos hormônios CRH e ACTH, para que 
aconteça o equilíbrio do corpo novamente, diminuindo 
assim o nível de cortisol. Porém, em situações de 
estresse contínuo, um estresse crônico, o Cortisol não 
SP 1.1 – “E Agora?” 
Rebecca Castro e Vitória Freiberger 4 
 
é inibido acarretando em alguns problemas físicos e 
mentais (problemas de memória, inquietação, insônia, 
agravamento da ansiedade, aumento de peso corporal, 
dentre outros). 
 
 
 
Processo fundamental para o funcionamento 
sistêmico, é composto por um emissor, receptor, uma 
mensagem e uma resposta – pode ser de contato 
direto (modificações da membrana plasmática) ou a 
distância. 
 
VIAS DE SINALIZAÇÃO - PONTOS IMPORTANTES: 
Sinalização química e compartimento extracelular: as 
células liberam moléculas de sinalização química no 
compartimento extracelular – esses sinais podem se 
difundir pelo líquido intersticial ou serem 
transportados pelo sangue, mas não são altamente 
específicos para seus alvos. 
 
Resposta seletiva e receptores: nem todas as células 
respondem a todos os sinais, a capacidade de uma 
célula responder a um sinal químico depende da 
presença de proteínas receptoras apropriadas na 
célula-alvo. 
 
Proteínas receptoras: uma célula responde a um sinal 
químico se possuir um receptor proteico que se ligue a 
esse sinal – a ligação entre o ligante (molécula 
sinalizadora) e o receptor inicia a resposta da célula. 
 
CARACTERÍSTICAS DAS VIAS DE SINALIZAÇÃO: 
Molécula sinalizadora (ligante): o ligante é o primeiro 
mensageiro que carrega a informação até a célula-alvo 
– ele se liga à proteína receptora. 
 
Ativação do receptor: a ligação entre o ligante e o 
receptor ativa o receptor (ativação de moléculas 
sinalizadoras intracelulares: o receptor ativo ativa 
moléculas sinalizadoras dentro da célula). 
 
Geração de resposta: a última molécula sinalizadora na 
via desencadeia uma resposta celular, que pode 
envolver a modificação de proteínas existentes ou a 
síntese de novas proteínas. 
 
Importância das vias de sinalização: a maioria dos 
processos fisiológicos, desde funções básicas como os 
batimentos cardíacos até processos complexos como 
aprendizado e memória, utiliza variações dessas vias de 
sinalização. Essas vias são conservadas ao longo da 
evolução presentes em uma variedade de organismos. 
 
 
 
PROTEÍNAS RECEPTORAS: 
Localização: as proteínas receptoras podem estar 
localizadas dentro da célula ou na membrana celular, 
dependendo do tipo de molécula sinalizadora e de sua 
natureza lipofílica ou lipofóbica. 
 
Importância na fisiologia: as proteínas receptoras têm 
um papel crucial tanto na fisiologia normal do 
organismo quanto na medicina; aproximadamente 
metade dos medicamentos em uso atualmente atuam 
em proteínas receptoras, interferindo em vias de 
sinalização. 
 
Distribuição dos receptores: os receptores proteicos 
das células-alvo podem ser encontrados em três 
principais localizações: 
• Núcleo 
• Citosol 
• Membrana celular (como proteínas integrais) 
 
Relação com a molécula sinalizadora: a localização 
onde o sinal químico se liga ao seu receptor depende 
da natureza da molécula sinalizadora, se ela é lipofílica 
(solúvel em lipídios) ou lipofílica (não solúvel em 
lipídios). 
 
Conexão entre receptores e resposta: a ligação entre 
a molécula sinalizadora (ligante) e a proteína receptora 
inicia a cascata de sinalização, que leva uma resposta 
celular específica. 
 
Receptores de membrana: 
 
 
Receptores citoplasmáticos e nucleares: 
 
 
PRINCÍPIOS GERAIS DA SINALIZAÇÃO CELULAR: 
Durante a sinalização celular ocorre o processo de 
transdução de sinais, ou seja, a transformação de um 
estímulo em outro tipo de sinal, desencadeando uma 
cascata bioquímica que, ao final, leva às alterações 
SINALIZAÇÃO INTERCELULAR 
SP 1.1 – “E Agora?” 
Rebecca Castro e Vitória Freiberger 5 
 
celulares; na maioria das vezes, tem-se uma célula 
emissora, responsável por secretar o sinal extracelular, 
além de uma célula-alvo, a qual expressa um receptor 
em sua superfície para que a molécula em questão se 
ligue e ative os sistemas de sinalização. 
 
A ativação de muitas vias depende da presença de 
receptores específicos, o que configura até mesmo, um 
mecanismo de regulação. 
 
Nesse contexto, a proteína receptora recebe um tipo 
de sinal através da ligação com a molécula de 
sinalização extracelular e transmite outro tipo de sinal, 
atingindo outras moléculas e cascatas intracelulares 
até às proteínas efetoras, as quais desempenham de 
fato a ação molecular (consequência do sinal 
recebido), como as mudanças de expressão gênica e 
metabolismo – logo, os sinais entre as células são 
transformados em estímulos intracelulares capazes de 
acionar diversas respostas. 
 
Existem diferentes categorias de sinalização celular nos 
organismos multicelulares, sendo que a diferença 
básica é a distância percorrida pela molécula até atingir 
a célula-alvo. 
 
TIPOS DE SINALIZAÇÃO: 
• Dependente de contato: se ligam aos receptores 
nas superfícies das células-alvo que estão mais 
próximas, estabelecendo um contato direto 
membrana-membrana para a transmissão do sinal 
(é essencial para diversos processos, como a 
resposta imune, especialmente para o 
reconhecimento de antígenos). 
 
• Autócrina: atua na própria célula sinalizadora – 
molécula sinalizadora é produzida por uma célula 
sinalizadora que também é a célula-alvo (muito 
utilizado com a intenção de amplificar sinais, como 
a retroalimentação positiva; pode também atuar 
na retroalimentação negativa, inibindo sua própria 
síntese). 
 
• Parácrina: nessa sinalização, a moléculasinalizadora é liberada e atua em células que estão 
próximas/adjacente. 
 
• Sinalização sináptica: mecanismo de sinalização 
entre células distantes, como ocorre nos 
neurônios, em que os prolongamentos axonais 
possibilitam a comunicação com células muito 
afastadas. Pode acontecer por meio de uma 
comunicação química (com neurotransmissores) 
ou uma comunicação elétrica (através de junções 
comunicantes de membrana). 
 
• Sinapse elétrica: acontece através de uma ligação 
física entre os neurônios, a junção comunicante 
(conexons), sendo esta mais rápida, simples e 
bidirecional – a informação carregada é a carga 
elétrica (EX: redes neurais) 
 
• Sinapse química: ocorre através de 
neurotransmissores sem conexão física (fenda 
sináptica onde há a liberação dos 
neurotransmissores) – é uma transmissão 
unidirecional, lenta e complexa 
 
Na célula pré-sináptica há a presença de vesículas de 
neurotransmissores, após a chegada de um potencial 
de ação originado no axônio neural, esse potencial de 
ação estimula os canais de cálcio voltagem 
dependentes a abrirem, causando um influxo de cálcio 
na fenda sináptica estimulando a exocitose das 
vesículas de neurotransmissores na fenda sináptica. 
 
Os neurotransmissores se acoplam em seus receptores 
na célula pós-sináptica alterando o potencial de ação 
de forma inibitória ou excitatória. 
 
Receptores pós-sinápticos inotrópicos: o canal iônico 
faz parte integral desse receptor. 
 
• Sinapse endócrina: mecanismo de longa distância; 
as células endócrinas secretam hormônios na 
corrente sanguínea, transportando as moléculas 
sinalizadoras por todo o corpo até atingir os 
órgãos-alvo. 
 
 
 
É um pulso elétrico que percorre a membrana da 
célula, permitindo a transmissão rápida de sinais. 
 
Os neurônios geram e conduzem esses sinais ao longo 
dos seus processos para transmiti-los até os tecidos 
inervados por eles – esses tecidos serão, então, 
estimulados, inibidos ou modulados de alguma forma. 
POTENCIAL DE AÇÃO 
SP 1.1 – “E Agora?” 
Rebecca Castro e Vitória Freiberger 6 
 
Ele acontece nas fases de hipopolarização, 
despolarização, pico de ultrapassagem, repolarização 
e hiperpolarização. 
 
 
Hipopolarização: aumento inicial do potencial de 
membrana até o valor do potencial limiar que abre os 
canais voltaicos de sódio causando influxo de íons de 
sódio; esta fase é chamada de despolarização. 
 
Durante a despolarização, o interior da célula fica cada 
vez mais eletropositivo, até que o potencial chegue 
próximo ao equilíbrio de sódio de +61mV. Essa fase de 
extrema positividade é a fase do pico de 
ultrapassagem (-50 a -55 mV). 
 
Depois da ultrapassagem a permeabilidade do sódio 
reduz subitamente devido ao fechamento de seus 
canais. O valor de ultrapassagem do potencial de ação 
abre canais voltaicos de potássio, o que causa um 
efluxo de potássio, reduzindo a eletropositividade da 
célula. Essa é a fase de repolarização, cujo propósito é 
fazer a membrana retornar ao seu potencial de 
repouso. A repolarização sempre leva primeiro à 
hiperpolarização, um estado no qual o potencial de 
membrana é mais negativo do que o potencial de 
repouso. 
	
Resumo do acontecimento do potencial de ação: a 
célula inicialmente se encontra em repouso (-70mV), 
após estímulos supralimiares a célula despolariza 
(mecanismo onde se abrem os canais iônicos e entra 
Na+ para o LIC), ocorre o pico (50 a 55 mV), há uma 
repolarização celular (fechamento gradual dos canais 
iônicos e restabelecimento da concentração de K+ no 
LIC), enquanto o K+ está entrando no LIC há um estado 
de hiperpolarização que é regulado pela bomba Na-K-
ATPase restabelecendo o estado de repouso de -
70mV. 
 
 
 
Existem receptores de dois tipos: 
1. Ionotrópicos: receptores de canal que 
modulam uma resposta + rápida. 
2. Metabotrópicos: acoplados a proteína G e 
modulam uma resposta + lenta. 
 
Neurotransmissores de acetilcolina (ACh): são 
sintetizados por uma reação enzimática na 
extremidade axonal dos neurônios a partir do Acetil-
CoA e da colina; possui receptores colinérgicos 
(nicotínicos e muscarínicos). 
 
Neurotransmissores aminas: são derivados de um 
único aminoácido, todos ativos no SNC. 
• Noradrenalina (NA) e Adrenalina (A); 
• Dopamina (DA); 
• Serotonina (5-HT); 
• Histamina. 
 
Neurotransmissores aminoácidos: são aminoácidos 
que atuam como neurotransmissores no SNC, 
despolarizando as células alvo abrindo os canais 
iônicos permitindo a entrada de íons positivos na 
célula. (EX: glutamato, asparato e GABA). 
 
Neurotransmissor peptídeo: agem como 
neurotransmissores e neuromoduladores. (EX: CCK, 
arginina vasopressina (AVP) e o peptídeo natriurético 
atrial ANP). 
 
Ainda temos os neurotransmissores de purina, 
neurotransmissores gasosos e neurotransmissores de 
lipídios. 
 
 
 
 
 
NEUROTRANSMISSORES 
SP 1.1 – “E Agora?” 
Rebecca Castro e Vitória Freiberger 7 
 
 
 
 
O sistema endócrino é composto por diversas 
glândulas (hipófise, tireoide, paratireoides, adrenais, 
pâncreas endócrino, pineal e gônadas) que são 
comandadas pelo sistema nervoso e influenciadas 
umas pelas outras. 
 
O sistema nervoso capta informações do meio externo 
e leva essas informações ao sistema endócrino, que por 
sua vez secreta hormônios a fim de manter a 
homeostase. 
 
Os órgãos que integram esses dois sistemas são: 
 
Hipotálamo: parte do diencéfalo que liga o sistema 
nervoso com o sistema endócrino por meio do controle 
da hipófise – ele é um centro coletor de informações 
relativas ao bem-estar interno do organismo, que são 
utilizadas para controlar as secreções dos vários 
hormônios hipofisários. 
 
Hipófise: é a principal glândula do organismo – produz 
hormônios que regulam o funcionamento de outras 
glândulas endócrinas (é dividida em neurohipófise e 
adenohipófise) 
 
‣ Neurohipófise: não sintetiza hormônios, apenas 
armazena e libera hormônios que o hipotálamo produz 
(neurohormônios) que chegam até ela por meio de 
neurônios do trato hipotálamo-hipofisário – a partir daí 
são armazenados ou liberados nos diversos sistemas 
do corpo. 
 
Os neurônios longos secretam o ADH (hormônio 
antidiurético), que interage com o sistema urinário, e a 
ocitocina que interage com o sistema reprodutor 
feminino. 
Os neurônios curtos secretam peptídeos que 
controlam a função da adenohipófise (interrelação 
neuroendócrina) – são os chamados fatores 
liberadores ou inibidores dos hormônios hipofisários. 
 
‣ Adenohipófise: produz hormônio por meio da 
estimulação de outros hormônios produzidos pelo 
hipotálamo (hormônios liberadores) que são levados 
por meio dos vasos portais hipotalâmico-hipofisário 
até a adenohipófise 
• Lactotropos - PRH (PIH): estimula a 
secreção/inibição de prolactina. 
• Somatotropos - GHRN (GHIH): estimula a 
secreção/inibição GH (hormônio do crescimento). 
• Corticotropos - CRH: estimula a secreção de ACTH 
(hormônios adrenocorticotróficos). 
• Tireotropos - TRH: estimula a secreção do TSH 
(hormônio estimulante da tireoide) 
• Gonadotropos - GNRH: estimula a secreção do LH 
(hormônio luteinizante) e FSH (hormônio 
• folículo estimulante). 
 
 
TBL 
 
 
É a tendência a resistir mudanças (internas e externas) 
a fim de manter um ambiente interno estável e 
relativamente constante. Todos os seres vivos 
possuem limites de resistência contra as variações do 
meio ambiente externo e interno. 
 
Caso a temperatura externa reduza muito, logo 
aparece a percepção de frio (o organismo passa a ter 
respostas voluntárias e involuntárias que irão permitir 
a manutenção da temperatura). 
 
• Ação voluntária: procurar se aquecer. 
• Ação involuntária: tremores com aumento das 
contrações musculares, produção de calor e o 
aumento da PA para melhorar a circulação de 
sangue. 
 
Caso a temperatura externa aumente muito, logo 
aparece a percepção de calor (o organismo passa a ter 
respostas voluntárias e involuntárias que irão permitir 
a manutenção da temperatura). 
 
• Ação voluntária: procurar se refrescar. 
• Ação involuntária:sudorese que faz a eliminação 
de água e calor (melhora a percepção do calor e 
refresca a pele). 
 
 
 
 
 
 
 
HOMEOSTASE 
INTEGRAÇÃO SISTEMA NERVOSO 
E ENDÓCRINO 
SP 1.1 – “E Agora?” 
Rebecca Castro e Vitória Freiberger 8 
 
MECANISMOS DE AÇÃO: 
EX: pressão arterial (negativa): 
 
 
 
EX: manutenção da estabilidade das taxas de glicose 
a longo prazo (mecanismo de sinalização da insulina 
para a redução da glicemia) 
 
 
 
MECANISMOS DE RETROALIMENTAÇÃO: 
⇒ Negativa: 
• Manutenção a longo prazo e necessidade de 
constância. 
• Promove um estímulo contrário àquele que levou 
ao desequilíbrio. 
• Reverte uma variação em uma condição 
controlada. 
 
	
⇒ Positiva: 
• Regulam uma determinada quantidade em um 
nível de tempo limitado. 
• Ocorre em curtos períodos de tempo. 
• Consiste em aumentar ou reforçar o estímulo que 
leva ao desequilíbrio fazendo com que os valores 
estejam cada vez mais diferentes do padrão. 
 
EX: trabalho de parto: 
 
 
SINALIZAÇÃO CELULAR: 
⇒ À curta distância: 
 
⇒ À longa distância: 
 
↓ pressão -> ↑ vaso (vasodilatação) 
↑ pressão -> ↓ vaso (vasoconstrição) 
 
QUESTÕES CORRIGIDAS: 
1) Analise as afirmações abaixo e assinale a 
alternativa correta: 
I - Podemos entender a homeostase como um estado 
fixo, sem qualquer condição de adaptação, indicando 
um ambiente adequado e equilibrado em suas 
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Rebecca Castro e Vitória Freiberger 9 
 
funções. 
II - A homeostase é um evento dinâmico, onde as 
diferentes estruturas do corpo se adaptam para 
tentar alcançar o equilíbrio. 
a) As duas afirmações são corretas. 
b) Apenas a afirmação I é correta. 
c) Apenas a afirmação II é correta. 
d) As duas afirmações são incorretas. 
 
2. O sistema nervoso contribui para a manutenção 
da homeostase. Os neurônios diretamente 
envolvidos com o controle homeostático estão 
localizados: 
a) No hipotálamo. 
b) No córtex cerebral. 
c) No cerebelo. 
d) No tálamo. 
 
3. Analise as afirmações abaixo e assinale a 
alternativa correta: 
I - O controle de retroalimentação negativa é utilizado 
para regular atividades em longo prazo. 
II - O controle de retroalimentação positiva é utilizado 
para regular atividades em curto prazo. 
a) As duas afirmações são corretas. 
b) Apenas a afirmação I é correta. 
c) Apenas a afirmação II é correta. 
d) As duas afirmações são incorretas. 
 
4. Analise as afirmações abaixo e assinale a 
alternativa correta: 
 I – A retroalimentação negativa consiste em aumentar 
ou reforçar o estímulo que leva ao desequilíbrio, 
fazendo com que os valores estejam cada vez mais 
diferentes do padrão. 
II – A retroalimentação positiva promove um estímulo 
contrário aquele que levou ao desequilíbrio. Reverte 
uma variação em uma condição controlada. 
(estão trocadas) 
a) As duas afirmações são corretas. 
b) Apenas a afirmação I é correta. 
c) Apenas a afirmação II é correta. 
d) As duas afirmações são incorretas. 
 
5. Analise as afirmações abaixo e assinale a 
alternativa correta: 
I - Os mecanismos de comunicação celular colaboram 
para a manutenção da homeostase apenas quando 
um grande desequilíbrio ocorre. (manutenção 
constante 
II - A especificidade da comunicação celular garante 
variedade de respostas. 
a) As duas afirmações são corretas. 
b) Apenas a afirmação I é correta. 
c) Apenas a afirmação II é correta. 
d) As duas afirmações são incorretas. 
 
CASO DE APLICAÇÃO: 
1. Quando os níveis de pressão arterial são alterados, 
o organismo aciona mecanismos que visam trazê-los 
para normalidade. Logo, se a pressão arterial se eleva 
além do normal, o organismo utiliza mecanismos para 
que ela possa retornar aos valores habituais. Sendo 
assim, a regulação da pressão arterial ocorre por 
retroalimentação negativa ou positiva? Justifique. 
R= A regulação da pressão arterial ocorre pela 
retroalimentação negativa, pois ao desregular a 
pressão, o organismo responde de maneira inversa 
para consertar a situação (voltar a homeostase), 
portanto, característico da retroalimentação negativa. 
 
2. O sistema de retroalimentação positiva sempre 
será benéfico? Justifique e dê um exemplo. 
R= Não, a retroalimentação positiva tem casos em que 
será positiva e outros negativa. Um exemplo onde será 
ruim é na brusca perda de sangue (quando perdemos 
muito sangue, a pressão cai, diminuindo o fluxo 
sanguíneo no coração, assim ele começa a enfraquecer 
e bombeia menos sangue, ficando cada vez mais fraco, 
podendo levar o indivíduo a morte). 
 
Laboratório Morfolofuncional 
 
	
⇒ 3ª semana do desenvolvimento humano 
• Gastrulação. 
• Formação da notocorda. 
• Neurulação. 
• Formação dos somitos e alantóide 
• Desenvolvimento do sistema cardiovascular 
primitivo. 
 
‣ Gastrulação: 
• Disco bilaminar (epi e hipoblasto) passa a ser disco 
trilaminar. 
• Processo que estabelece as 3 camadas 
germinativas (ectoderma, endoderma e 
mesoderma). 
• Início da morfogênese (desenvolvimento da forma 
do corpo). 
• O SN se originará por meio do ectoderma (grande 
consumidor de ATP; vascularizado; pouca matriz). 
• No final desse período (final do 2º mês), a maioria 
dos sistemas se estabeleceu, possibilitando o 
reconhecimento das características do corpo. 
 
‣ Formação da notocorda: 
Estrutura em forma de bastão a qual defini o eixo do 
embrião. 
↳ É a base para a formação do esqueleto axial (ossos do 
crânio e coluna), discos intervertebrais e SNC e indica o 
futuro local das vértebras. 
EMBRIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO 
SP 1.1 – “E Agora?” 
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- Disco embrionário: estrutura responsável pela 
formação dos tecidos e órgãos do embrião. 
- Âmnio (líquido + bolsa): envolve o embrião. 
protegendo-o contra impactos e evitando aderência. 
- Saco vitelino: responsável pela nutrição do embrião, 
síntese protêica, atividade fagocitária, etc (é o 
intestino primitivo do embrião). 
 
↳ A notocorda funciona como o indutor primário 
(centro sinalizador) do embrião inicial.	
↳ A notocorda em desenvolvimento induz o ectoderma 
sobrejacente a espessar-se e formar a placa neural 
(primórdio do SNC). 
 
‣ Neurulação: 
• Formação da placa neural, pregas neurais e o 
fechamento das pregas para formar o tubo neural). 
• Esses processos terminam na 4ª semana (com o 
fechamento do neuroporo caudal. 
 
	
⇒ Estruturas originadas do tubo neural: 
• Nervo espinal 
• Gânglios 
• Terminações nervosas 
• Córtex cerebral → RESPOSTA 
• Tubo neural – formado pelo SNC 
• Crista neural – formado pelo SNP 
 
DESENVOLVIMENTO DO ENCÉFALO: 
‣ Vesículas encefálicas primárias e secundárias 
↳ A fusão das pregas neurais da região cefálica e o 
fechamento do neuroporo rostral formam as três 
vesículas encefálicas primárias e as cinco secundárias 
(durante a 5ª semana). 
 
 
‣ Vesículas encefálicas primárias: 
 
 
‣ Vesículas encefálicas secundárias: 
 
 
FORMAÇÃO DOS SOMITOS (NOTOCORDA + 
NEURULAÇÃO): 
Consistem em cada um dos blocos bem distintos e 
nitidamente segmentados do mesoderma 
embrionário, formadores da coluna vertebral e da 
musculatura segmentar, bem como do SNP. 
 
 
SP 1.1 – “E Agora?” 
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SISTEMA NERVOSO: 
Bilhões de neurônios e um número ainda maior de 
neuroglias (5 a 25 vezes mais) estão organizadas 
formando as duas subdivisões principais do SN. 
Ele é responsável pelo ajustamento do organismo ao 
ambiente (tem a função de perceber e identificar as 
condições ambientais externas, bem como as 
condições de dentro do próprio corpo e elaborar 
respostas que adaptem a essas condições). 
 
Suas funções principais são: 
• Monitorar e coordenar a atividade dos músculos 
movimentar os órgãos. 
• Construir e finalizar estímulos dos sentidos. 
• Iniciar ações de um ser humano. 
 
⇒ Organização anatômica: 
 
Sistema nervoso central (SNC): responsável por 
funções mais complexas (interpretação de estímulos, 
desencadeamento de respostas, raciocínio…) 
 
	
↳ Composto por: 
1. Encéfalo: 
‣ Cérebro: 
 
- Telencéfalo (2 hemisférios,corpo caloso, córtex 
cerebral, giros, sulcos e núcleo de base) 
 
↳	Maior parte do encéfalo e divide-se em: hemisfério 
direito e esquerdo. 
↳ Responsável pelos sentidos e pelas funções: 
linguagem (escrita e falada), raciocínio, aprendizagem, 
memória, consciência e controle voluntário dos 
músculos 
↳	Na sua camada externa (córtex) encontramos corpo 
celular de muitos neurônios (cor cinzenta). 
↳	A camada interna possui muitos axônios cobertos 
por um tipo de gordura (mielina) - cor branca. 
 
- Diencéfalo (tálamo – estímulos sensitivos e 
hipotálamo – funções viscerais). 
 
 
‣ Cerebelo 
‣ Tronco encefálico: mesencéfalo, ponte e bulbo. 
 
 
2. Medula espinal: comunica SNC com SNP 
↳	 Protegida pelo 
canal formado pela 
sobreposição das 
vértebras. 
↳	 Está subordinada ao cérebro, porém pode agir 
independente dele (respostas reflexas). 
 
MEDULA ESPINAL: 31 pares de nervos espinais e 31 
segmentos medulares, sendo: 
• 8 Cervicais 
• 12 Torácicos 
• 5 Lombares 
• 5 Sacrais 
• 1 Coccígeo 
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↳ Medula espinal e seus níveis e a conexão com os 
nervos espinais: 
 
 
↳ Segmento medular de um nervo: parte da ME onde 
se conectam os filamentos radiculares que compõem o 
nervo espinal. 
 
⇒ Componentes do nervo 
espinal: 
↳	É misto constituído por: 
- Raiz posterior (sensorial). 
- Raiz anterior (motora). 
- Ramo posterior (pele e 
mm. dorso). 
- Ramo anterior. 
 
↳ Forames intervertebrais (conjugação) 
 
 
⇒ Anatomia interna (corte transversal): 
 
‣ Substância cinzenta (colunas ou cornos) 
 
	
↳ Anteriores: encontram-se 
núcleos motores somáticos - 
agrupamento de corpos 
celulares de neurônios 
motores que geram impulso 
para a contração dos músculos 
esqueléticos. 
 
↳ Posteriores: contém corpos 
celulares e axônios de 
interneurônios, bem como 
axônios de neurônios 
sensitivos. 
 
 
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↳ Laterais: encontrados somente nos segmentos 
torácicos e lombar alto; contém neurônios motores 
autônomos que regulam o miocárdio, a musculatura 
lisa e as glândulas. 
 
	
⇒ Processamento das aferências (sensitivas) e 
eferências (motoras): 
 
 
‣ Canal central ou medular ou ependimário: 
 
↳	 Situada na comissura cinzenta formando a barra 
central do "H" da ME. 	
↳ Estende-se por toda a extensão da ME e é 
preenchido pelo líquor (líquido cefalorraquidiano - 
protegem os órgãos do SNC pelas meninges).	
↳ Sua parte superior continua com o quarto ventrículo, 
situado no bulbo do tronco encefálico. 	
INERVAÇÃO SOMÁTICA E VISCERAL: 
 
 
 
Sistema nervoso periférico (SNP): capta estímulos de 
todo o corpo, levando-os até o SNC – este, por sua vez, 
produz respostas transmitindo-as de volta ao SNP, que 
leva a todos os órgãos. 
 
 
Ele é composto por: 
• Nervos: espinais ou cranianos (união de vários 
axônios envolvidos por uma capa de TC) 
• Gânglios: corpos de neurônios (nódulos ou dilatações 
dos nervos, onde ficam os corpos celulares-ponto de 
informação dos neurônios) 
• Terminações nervosas (porção localizada na parte 
final do nervo que tem função de contatar nervos 
periféricos) 
 
O SNP pode ser dividido em: 
 
1. Sistema Nervoso Somático: 
• Relacionado com os movimentos voluntários. 
• Neurônios (levam a informação) do SNC → 
músculos esqueléticos inervando-os diretamente 
(pode ter movimentos involuntários). 
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2. Sistema Nervoso Autônomo (SNA): 
• Relacionado com os movimentos involuntários. 
• Neurônios (levam a informação) do SNC → 
glândulas, músculo liso e músculo cardíaco. 
• Eles têm função oposta sobre o outro (um estimula 
a contração da musculatura do órgão ou o 
funcionamento de uma glândula enquanto outro 
inibe) não possui nervos específicos, utiliza apenas 
os cranianos e espinhais para conduzir suas fibras. 
 
Ele é dividido em: 
• Simpático: comanda situações estressantes, 
conhecido como uma resposta de “luta ou fuga” (libera 
noradrenalina). 
• Parassimpático: comanda momentos de 
repouso/atividades rotineiras (libera acetilcolina). 
 
Em ambos os sistemas, a inervação é feita por meio de 
uma via de dois neurônios em série (o 1º neurônio - 
pré-ganglionar - sai do SNC e projeta-se para um 
gânglio (conjunto de corpos celulares de neurônios 
localizados fora do SNC). 
 
No gânglio, o neurônio pré-ganglionar faz sinapse com 
o 2º neurônio - neurônio pós-ganglionar. 
 
O corpo celular do neurônio pós- ganglionar localiza-se 
no gânglio autônomo, e o seu axônio projeta-se para o 
tecido alvo. 
 
	
⇒ Fibras simpáticas: 
	
⇒ Trajetos das fibras motoras simpáticas: 
 
 
 
 
 
 
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Divisão dos componentes do sistema nervoso: 
 
• Substância branca: prolongamento de neurônios 
- Possui axônios mielinizados, oligodendrócitos 
e astrócito fibroso 
- Presente nas partes centrais do cérebro e 
cerebelo e nas partes externas da medula 
espinal 
• Substância cinzenta: corpo de neurônios 
- Possui corpos celulares, dendritos, porção não 
mielinizadas e astrócitos protoplasmáticos. 
- Presente nas partes externas do cérebro e 
cerebelo e nas partes centrais da medula 
espinal. 
 
TIPOS DE NEURÔNIOS: 
• Sensoriais/aferentes: recebem o estímulo dos do 
meio ambiente (tato, dor, olfação, gustação, 
audição e visão) e organismo (receptores) SNP → 
SNC. 
• Motores/eferentes: levam a informação do SNC → 
SNP (órgãos executores); controla glândulas 
endócrinas, exócrinas e fibras musculares. 
 
• Interneurônios: conectam um neurônio no outro. 
 
 
PARTES DO NEURÔNIO: 
 
 
 
• Dendritos: 
- Pequenas ramificações do corpo celular que 
acumulam muitos receptores para 
neurotransmissores. 
- Recebe estímulos do ambiente ou dos 
neurotransmissores. 
- Neurônios aumentam a quantidade de dendritos 
por meio da neuroplasticidade (importante para o 
amadurecimento e manutenção da atividade dos 
neurônio). 
 
•Corpo celular: 
- Possui citoplasma, organelas (ribossomos, RE e 
complexo de golgi) e núcleo 
- Importante para as atividades metabólicas 
 
•Axônio: 
- Faz a condução de estímulos, com o potencial de ação 
feito na zona de gatilho 
- São revestidos pela bainha de mielina (proteção do 
impulso elétrico saltatório) 
 
• Terminações nervosas: 
- Responsáveis por liberar os neurotransmissores. 
 
CAMINHO DO IMPULSO NERVOSO: 
terminação nervosa → liberação do neurotransmissor 
→ dendrito → corpo celular → axônio → potencial de 
ação zona de gatilho → fenda sináptica 
 
Pode ter dois sentidos: 
• corpo celular → axônio (movimento anterógrado - 
proteína cinesina) 
• terminal axônico → corpo celular (movimento 
retrógrado - proteína dineína) 
 
 
Medicina Laboratorial 
 
MEMBRANA CELULAR: 
É uma bicamada fosfolipídica com diversas proteínas 
inseridas parcial ou integralmente e carboidratos 
associados à superfície. 
TRANSPORTE ATRAVÉS DE 
MEMBRANAS E OSMOSE 
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Suas funções são: separação conteúdo intra e 
extracelular; permeabilidade seletiva; modificação 
forma e tamanho célula (flexibilidade); possui sub-
compartimentos que delimitam processos 
bioquímicos; auxilia na manutencao do potencial de 
membrana; participa no reconhecimento e adesão 
celular 
 
TIPOS DE TRANSPORTE: 
Transporte passivo: ocorre sem gasto de energia 
(meio hiper -> meio hipo) para a célula, igualando a 
concentração da célula com o meio externo, como: 
 
• Difusão simples: movimento de partículas de 
pequeno tamanho (O2 e íons) de onde estão mais 
concentradas (meio hipertônico) para onde estão 
menos concentradas (meio hipotônico) até o 
equilíbrio (meios isotônicos). 
 
• Difusão facilitada: algumas proteínas da 
membrana (permeases) facilitam a passagem de 
certas substâncias de modo a igualar as 
concentrações entre dois meios. 
 
• Osmose: nome dado ao movimento do solvente 
(água) entre meios com concentraçõesdiferentes 
de solutos separados por uma membrana 
semipermeável. 
 
Transporte ativo: movimento contra o gradiente de 
concentração do menos concentrado para o mais 
concentrado com o processo de despolarização 
(bomba de potássio). 
IMPORTÂNCIA DA BOMBA DE SÓDIO: 
• Estabelecer a diferença de carga elétrica entre os 
dois lados da membrana. 
• Síntese de proteínas e respiração e o 
bombeamento de sódio para o meio extracelular. 
permite a manutenção do equilíbrio osmótico 
• Fundamental para as células musculares e 
nervosas.