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A visão de quem sabe DESCUBRA ONDE INVESTIR EM 2025 COM OS INSIGHTS DOS ESPECIALISTAS DA WARREN A visão de quem sabe de quem sabe de quem DESCUBRA ONDE INVESTIR EM 2025 COM OS INSIGHTS DOS ESPECIALISTAS DA WARREN O mercado oferece cada vez mais opções para investir. Não bastasse a variedade, o mundo dos investimentos é impactado frequentemente por eventos políticos e econômicos, o que aumenta a complexidade na hora de você escolher entre o ativo A ou o ativo B para investir. Em 2024, tivemos um cenário econômico desafiador. Os desafios na política fiscal do país, a bolsa de valores descontada, o início de um novo ciclo de aperto monetário com a elevação da Selic, um Real desvalorizado e o câmbio atingindo patamares históricos, além de uma inflação se distanciando da meta estabelecida, são alguns dos fatores que movimentaram a economia brasileira ao longo do ano. Neste material, buscamos apresentar um panorama do que foi o ano de 2024 na economia brasileira e antecipar os eventos e oportunidades que podem surgir em 2025. Projeções são estimativas e, por isso, estão sujeitas a mudanças, mas nossos especialistas utilizam fundamentos e métodos que possibilitam apresentar a você um panorama consistente. Aqui na Warren, criamos um modelo de investimentos que liberta você da complexidade do mercado e da necessidade constante de tomar decisões. Nossas carteiras administradas reúnem investimentos criteriosamente selecionados por nossos especialistas para você. Ou seja, navegue por este conteúdo e se informe, mas tenha a tranquilidade de saber que, ao nosso lado, toda a inteligência apresentada aqui já estará presente em seu patrimônio investido na Warren. A VISÃO DE QUEM SABE O mercado oferece cada vez mais opções para investir. Não bastasse a variedade, o mundo dos investimentos é impactado frequentemente por eventos políticos e econômicos, o que aumenta a complexidade na hora de você escolher entre o ativo A ou o ativo B para investir. Em 2024, tivemos um cenário econômico desafiador. Os desafios na política fiscal do país, a bolsa de valores descontada, o início de um novo ciclo de aperto monetário com a elevação da Selic, um Real desvalorizado e o câmbio atingindo patamares históricos, além de uma inflação se distanciando da meta estabelecida, são alguns dos fatores que movimentaram a economia brasileira ao longo do ano. Neste material, buscamos apresentar um panorama do que foi o ano de 2024 na economia brasileira e antecipar os eventos e oportunidades que podem surgir em 2025. Projeções são estimativas e, por isso, estão sujeitas a mudanças, mas nossos especialistas utilizam fundamentos e métodos que possibilitam apresentar a você um panorama consistente. Aqui na Warren, criamos um modelo de investimentos que liberta você da complexidade do mercado e da necessidade constante de tomar decisões. Nossas carteiras administradas reúnem investimentos criteriosamente selecionados por nossos especialistas para você. Ou seja, navegue por este conteúdo e se informe, mas tenha a tranquilidade de saber que, ao nosso lado, toda a inteligência apresentada aqui já estará presente em seu patrimônio investido na Warren. A VISÃO DE QUEM SABE Sem bola de cristal ou promessas milagrosas de retorno, o conteúdo aqui foi construído a partir de análises aprofundadas de especialistas renomados no mercado e que compõem a inteligência da Warren. Saiba quem são: FELIPE SALTO Economista-chefe da Warren e especialista em política fiscal, é ex-Secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo e ex-Diretor-Executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado. Recebeu da Ordem dos Economistas do Brasil em 2023 o título de Economista do Ano. A VISÃO DE QUEM SABE Conheça quem sabe ANDRÉA ANGELO Estrategista de inflação na Warren, Andréa é uma das maiores autoridades brasileiras em sua especialidade, figurando com frequência em rankings de previsão de inflação. Em dezembro de 2023, conquistou o n° 1 no ranking da Bloomberg por suas projeções de IPCA. CARLOS MACEDO Especialista do time de investimentos da Warren, com foco em alocação tática e seleção de fundos multimercados e de ações. Possui mestrado em Macroeconomia e Finanças pela PUC-RJ e graduação em Economia pela mesma instituição. SÉRGIO GOLDENSTEIN Estrategista-chefe da Warren e especialista em política monetária e mercados de juros e títulos públicos, Sérgio é ex-chefe do Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab) do Banco Central. Conquistou em 2023 o 1º lugar nas projeções de taxa de câmbio da pesquisa Focus do BC. EDUARDO OTERO Líder do time de Investimentos na Warren, Eduardo é responsável pelas estratégias das carteiras administradas. Economista formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com especialização em risco, foi destaque em 2022 no ranking Top 15 Fund Selectors, premiação organizada pela Citywire. FREDERICO NOBRE Atua na análise e gestão de portfólios, detém as certificações CGA e CGE e possui mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro. ANDRÉ POPPE Analista sênior do time de investimento da Warren, focado em análises do segmento imobiliário, Crédito e ativos ilíquidos. Formado em Economia pela PUC-Rio e possui a certificação de Chartered Financial Analyst (CFA). RODRIGO ROCHA Analista de investimentos da Warren, focado em análises de crédito corporativo, bancário e estruturado. Formado em Economia pela UFRJ (cum laude). Este relatório foi elaborado pela Warren e tem como objetivo auxiliar o investidor nas suas tomadas de decisões de investimento. Entretanto, é de única e exclusiva responsabilidade do investidor as decisões efetivas quanto à compra e venda de valores mobiliários, bem como se as análises se adequam ao seu perfil de investimento. Este relatório foi baseado em informações de caráter público, fornecidas pelos sites das empresas analisadas no presente relatório. Apesar de serem informações oriundas de fontes consideradas fidedignas, não é possível assegurar totalmente a veracidade do seu conteúdo. Este relatório foi elaborado com observância a todas às regras da Resolução CVM nº 20, de 25 de fevereiro de 2021. Informamos que todas as recomendações deste relatório de análise refletem única e exclusivamente as opiniões pessoais dos analistas de valores mobiliários da Warren e foram elaboradas de forma totalmente independente, inclusive em relação à Warren e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado. Este relatório não pode ser reproduzido ou redistribuído para qualquer outra pessoa, no todo ou em parte, para qualquer propósito, sem o prévio consentimento por escrito da Warren. Este relatório não leva em consideração os objetivos específicos de investimento, situação financeira ou as necessidades específicas de qualquer indivíduo em especial, mesmo quando enviado a um único destinatário. Desempenho de rentabilidade passada não é necessariamente um indicador de resultados futuros e nenhuma representação ou garantia, expressa ou implícita, é feita pela Warren em relação ao desempenho futuro. É recomendada a leitura dos prospectos, regulamentos, editais e demais documentos descritivos dos ativos antes de investir, com especial atenção ao detalhamento do risco do investimento. Qualquer recomendação ou opinião contida neste relatório de pesquisa pode se tornar desatualizada em consequência de alterações no ambiente em que o emitente dos valores mobiliários sob análise atua, além de alterações nas estimativas e previsões, premissas e metodologia de avaliação aqui utilizadas. A Análise Técnica e a Análise Fundamentalista seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é realizada seguindo conceitos da escola de Dow como: o mercado desconta tudo; os preços se movimentam baseado em tendência; a análise usa como padrão a repetição de movimentos. A Análise Fundamentalista utiliza como informaçãode Investimento do Mercado de Capitais (APIMEC).as demonstrações contábeis da empresa para calcular o valor intrínseco da mesma. Nestes termos, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor e podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. A Warren não se responsabiliza por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou de seu conteúdo. Ao final do relatório, apresentaremos as declarações dos analistas. Sem bola de cristal ou promessas milagrosas de retorno, o conteúdo aqui foi construído a partir de análises aprofundadas de especialistas renomados no mercado e que compõem a inteligência da Warren. Saiba quem são: FELIPE SALTO Economista-chefe da Warren e especialista em política fiscal, é ex-Secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo e ex-Diretor-Executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado. Recebeu da Ordem dos Economistas do Brasil em 2023 o título de Economista do Ano. A VISÃO DE QUEM SABE Conheça quem sabe ANDRÉA ANGELO Estrategista de inflação na Warren, Andréa é uma das maiores autoridades brasileiras em sua especialidade, figurando com frequência em rankings de previsão de inflação. Em dezembro de 2023, conquistou o n° 1 no ranking da Bloomberg por suas projeções de IPCA. CARLOS MACEDO Especialista do time de investimentos da Warren, com foco em alocação tática e seleção de fundos multimercados e de ações. Possui mestrado em Macroeconomia e Finanças pela PUC-RJ e graduação em Economia pela mesma instituição. SÉRGIO GOLDENSTEIN Estrategista-chefe da Warren e especialista em política monetária e mercados de juros e títulos públicos, Sérgio é ex-chefe do Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab) do Banco Central. Conquistou em 2023 o 1º lugar nas projeções de taxa de câmbio da pesquisa Focus do BC. EDUARDO OTERO Líder do time de Investimentos na Warren, Eduardo é responsável pelas estratégias das carteiras administradas. Economista formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com especialização em risco, foi destaque em 2022 no ranking Top 15 Fund Selectors, premiação organizada pela Citywire. FREDERICO NOBRE Atua na análise e gestão de portfólios, detém as certificações CGA e CGE e possui mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro. ANDRÉ POPPE Analista sênior do time de investimento da Warren, focado em análises do segmento imobiliário, Crédito e ativos ilíquidos. Formado em Economia pela PUC-Rio e possui a certificação de Chartered Financial Analyst (CFA). RODRIGO ROCHA Analista de investimentos da Warren, focado em análises de crédito corporativo, bancário e estruturado. Formado em Economia pela UFRJ (cum laude). Este relatório foi elaborado pela Warren e tem como objetivo auxiliar o investidor nas suas tomadas de decisões de investimento. Entretanto, é de única e exclusiva responsabilidade do investidor as decisões efetivas quanto à compra e venda de valores mobiliários, bem como se as análises se adequam ao seu perfil de investimento. Este relatório foi baseado em informações de caráter público, fornecidas pelos sites das empresas analisadas no presente relatório. Apesar de serem informações oriundas de fontes consideradas fidedignas, não é possível assegurar totalmente a veracidade do seu conteúdo. Este relatório foi elaborado com observância a todas às regras da Resolução CVM nº 20, de 25 de fevereiro de 2021. Informamos que todas as recomendações deste relatório de análise refletem única e exclusivamente as opiniões pessoais dos analistas de valores mobiliários da Warren e foram elaboradas de forma totalmente independente, inclusive em relação à Warren e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado. Este relatório não pode ser reproduzido ou redistribuído para qualquer outra pessoa, no todo ou em parte, para qualquer propósito, sem o prévio consentimento por escrito da Warren. Este relatório não leva em consideração os objetivos específicos de investimento, situação financeira ou as necessidades específicas de qualquer indivíduo em especial, mesmo quando enviado a um único destinatário. Desempenho de rentabilidade passada não é necessariamente um indicador de resultados futuros e nenhuma representação ou garantia, expressa ou implícita, é feita pela Warren em relação ao desempenho futuro. É recomendada a leitura dos prospectos, regulamentos, editais e demais documentos descritivos dos ativos antes de investir, com especial atenção ao detalhamento do risco do investimento. Qualquer recomendação ou opinião contida neste relatório de pesquisa pode se tornar desatualizada em consequência de alterações no ambiente em que o emitente dos valores mobiliários sob análise atua, além de alterações nas estimativas e previsões, premissas e metodologia de avaliação aqui utilizadas. A Análise Técnica e a Análise Fundamentalista seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é realizada seguindo conceitos da escola de Dow como: o mercado desconta tudo; os preços se movimentam baseado em tendência; a análise usa como padrão a repetição de movimentos. A Análise Fundamentalista utiliza como informação as demonstrações contábeis da empresa para calcular o valor intrínseco da mesma. Nestes termos, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor e podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. A Warren não se responsabiliza por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou de seu conteúdo. Ao final do relatório, apresentaremos as declarações dos analistas. A VISÃO DE QUEM SABE Índice CENÁRIO MACROECONÔMICO POLÍTICA FISCAL INFLAÇÃO JUROS E CÂMBIO DE OLHO NO MERCADO TÍTULOS PÚBLICOS CRÉDITO BOLSA BRASILEIRA FUNDOS MULTIMERCADOS FUNDOS IMOBILIÁRIOS ESTRATÉGIAS TRIBUTÁRIAS PARA 2025 AFINAL, ONDE INVESTIR EM 2025? SOBRE A WARREN 5 6 10 11 14 15 16 18 19 21 23 25 27 A VISÃO DE QUEM SABE Índice CENÁRIO MACROECONÔMICO POLÍTICA FISCAL INFLAÇÃO JUROS E CÂMBIO DE OLHO NO MERCADO TÍTULOS PÚBLICOS CRÉDITO BOLSA BRASILEIRA FUNDOS MULTIMERCADOS FUNDOS IMOBILIÁRIOS ESTRATÉGIAS TRIBUTÁRIAS PARA 2025 AFINAL, ONDE INVESTIR EM 2025? SOBRE A WARREN 5 6 10 11 14 15 16 18 19 21 23 25 27 A VISÃO DE QUEM SABE Cenário macroeconômico 5 A VISÃO DE QUEM SABE Cenário macroeconômicomacroeconômico 5 A VISÃO DE QUEM SABE Desafio em 2025 é endereçar uma solução para o desequilíbrio fiscal Em 2023, o Ministério da Fazenda conseguiu aprovar uma série de medidas com impacto fiscal relevante sobre a arrecadação tributária. Por exemplo, a tributação dos fundos fechados ou exclusivos e das offshores. Ao longo de 2024, colheu os frutos dessas ações, que permitiram um crescimento expressivo das receitas do governo, na casa de 8% acima da inflação. Outro avanço fundamental foi a aprovação do Novo Arcabouço Fiscal (Lei Complementar nº 200, de 2023). Trata-se de uma regra flexível e com caráter impositivo, apesar de complexa. Se respeitada, poderá colaborar para recuperar as condições de sustentabilidade da dívida pública em relação ao PIB. A questão central é que os gastos públicos continuam sustentando um desempenho preocupante, por meio de gastos sociais, renúncias tributárias, folha salarial e previdência, além dos subsídios creditícios e emendas parlamentares. Nesse contexto, apresentou-se, recentemente, o chamado “pacote fiscal”, composto de medidas para restaurar acredibilidade e retomar o equilíbrio das contas públicas. A verdade é que o desafio da política fiscal vai além da recuperação das receitas. Já há algum tempo, o Ministro Fernando Haddad reconheceu a importância das críticas à evolução das despesas públicas. Nesse contexto, apresentou o referido pacote de ações de ajuste fiscal. Nele, contemplam-se mudanças relevantes nas despesas do abono salarial, do benefício de prestação continuada e do Fundeb (fundo da educação). O governo também propôs alterações para a previdência dos militares e para a correção do salário-mínimo. Este, vale dizer, serve como indexador para uma série de despesas, o que o torna central no debate sobre programas de contenção de gastos públicos. No anúncio das medidas de contenção do crescimento das despesas, o governo cometeu o erro de inserir seu plano de aumentar a faixa de isenção do imposto de renda das pessoas físicas. Pretende elevar a faixa, hoje em dois salários-mínimos, para cinco mil reais. Essa iniciativa turvou o quadro benigno que poderia ter se criado com a publicação das medidas de ajuste. Tanto é que a pressão sobre o dólar e os juros continuou presente e até aumentou após a divulgação do pacote fiscal. A partir das reações do mercado, o Ministério da Fazenda tem sinalizado sua disposição em tomar novas medidas em busca do chamado déficit zero, em 2025, meta fixada em lei para o resultado primário – receitas menos despesas sem considerar os gastos com os juros da dívida. 6 A VISÃO DE QUEM SABE Desafio em 2025 é endereçar uma solução para o desequilíbrio fiscal Em 2023, o Ministério da Fazenda conseguiu aprovar uma série de medidas com impacto fiscal relevante sobre a arrecadação tributária. Por exemplo, a tributação dos fundos fechados ou exclusivos e das offshores. Ao longo de 2024, colheu os frutos dessas ações, que permitiram um crescimento expressivo das receitas do governo, na casa de 8% acima da inflação. Outro avanço fundamental foi a aprovação do Novo Arcabouço Fiscal (Lei Complementar nº 200, de 2023). Trata-se de uma regra flexível e com caráter impositivo, apesar de complexa. Se respeitada, poderá colaborar para recuperar as condições de sustentabilidade da dívida pública em relação ao PIB. A questão central é que os gastos públicos continuam sustentando um desempenho preocupante, por meio de gastos sociais, renúncias tributárias, folha salarial e previdência, além dos subsídios creditícios e emendas parlamentares. Nesse contexto, apresentou-se, recentemente, o chamado “pacote fiscal”, composto de medidas para restaurar a credibilidade e retomar o equilíbrio das contas públicas. A verdade é que o desafio da política fiscal vai além da recuperação das receitas. Já há algum tempo, o Ministro Fernando Haddad reconheceu a importância das críticas à evolução das despesas públicas. Nesse contexto, apresentou o referido pacote de ações de ajuste fiscal. Nele, contemplam-se mudanças relevantes nas despesas do abono salarial, do benefício de prestação continuada e do Fundeb (fundo da educação). O governo também propôs alterações para a previdência dos militares e para a correção do salário-mínimo. Este, vale dizer, serve como indexador para uma série de despesas, o que o torna central no debate sobre programas de contenção de gastos públicos. No anúncio das medidas de contenção do crescimento das despesas, o governo cometeu o erro de inserir seu plano de aumentar a faixa de isenção do imposto de renda das pessoas físicas. Pretende elevar a faixa, hoje em dois salários-mínimos, para cinco mil reais. Essa iniciativa turvou o quadro benigno que poderia ter se criado com a publicação das medidas de ajuste. Tanto é que a pressão sobre o dólar e os juros continuou presente e até aumentou após a divulgação do pacote fiscal. A partir das reações do mercado, o Ministério da Fazenda tem sinalizado sua disposição em tomar novas medidas em busca do chamado déficit zero, em 2025, meta fixada em lei para o resultado primário – receitas menos despesas sem considerar os gastos com os juros da dívida. 6 A VISÃO DE QUEM SABE Vamos aos números O déficit primário do governo central diminuiu consideravelmente, entre 2023 e 2024, de cerca de R$ 230 bilhões para a casa dos R$ 50 bilhões. Mesmo sem os mais de R$ 90 bilhões em precatórios pagos em 2023 por determinação do STF, a melhora continuaria expressiva, como se pode perceber. O problema é que tal desempenho positivo, do ponto de vista da redução dos rombos fiscais, associa-se a um conjunto de receitas novas com caráter temporário. Essa é uma das razões pelas quais o déficit projetado pela Warren Investimentos para 2025 é pior que o de 2024. Entendemos que o déficit poderia chegar a mais de R$ 110 bilhões. Sob os efeitos do novo pacote fiscal anunciado, esse número poderá ser menor, mas isso ainda dependerá de como o Congresso avaliará as medidas enviadas pelo Poder Executivo no bojo do programa de ajuste. ENTENDA 7 A VISÃO DE QUEM SABE Vamos aos números O déficit primário do governo central diminuiu consideravelmente, entre 2023 e 2024, de cerca de R$ 230 bilhões para a casa dos R$ 50 bilhões. Mesmo sem os mais de R$ 90 bilhões em precatórios pagos em 2023 por determinação do STF, a melhora continuaria expressiva, como se pode perceber. O problema é que tal desempenho positivo, do ponto de vista da redução dos rombos fiscais, associa-se a um conjunto de receitas novas com caráter temporário. Essa é uma das razões pelas quais o déficit projetado pela Warren Investimentos para 2025 é pior que o de 2024. Entendemos que o déficit poderia chegar a mais de R$ 110 bilhões. Sob os efeitos do novo pacote fiscal anunciado, esse número poderá ser menor, mas isso ainda dependerá de como o Congresso avaliará as medidas enviadas pelo Poder Executivo no bojo do programa de ajuste. ENTENDA 7 A VISÃO DE QUEM SABE O fato é que o principal desafio da política fiscal é recuperar as condições de sustentabilidade da dívida/PIB. Esse indicador já se aproxima de 80% do PIB, vale dizer. Na presença de taxas reais de juros elevadas, a exemplo das atuais, é praticamente impossível estabilizar a dívida no curto prazo. O governo precisa, nesse contexto, indicar um horizonte razoável para o qual planeja estabilizar a dívida/PIB. Para que a promessa seja crível, o caminho é indicar quando e como será capaz de retomar a geração de superávits primários. Não adianta apenas apresentar projeções. Elas precisam estar fundamentadas em ações efetivas e ancoradas em apoio firme do Congresso Nacional. Nas nossas contas, será preciso produzir um superávit primário de 1,5% do PIB, em até dois anos, para que se possa alcançar esse objetivo. Claro, a depender da evolução dos juros. Estes, por sua vez, seriam beneficiados em um ambiente de ajuste fiscal crível e relevante, colaborando para a tarefa de reequilíbrio das contas públicas. Eis a expectativa - e a dúvida – para a segunda metade do Governo Lula. Ele será capaz de entregar um ajuste mínimo das suas contas, reconquistando a confiança dos agentes econômicos e da opinião pública? Enquanto o Ministro Fernando Haddad estiver no comando da Fazenda, entendemos que há boa chance de se avançar na direção correta, mas o tempo é inimigo de primeira hora. Os erros com o pacote fiscal, que já nasceu correndo atrás do prejuízo, dada sua intensidade ser inferior à necessária e dada a mistura do assunto com o do aumento da faixa de isenção do imposto de renda, precisam ser corrigidos. Além disso, será preciso ampliar o conjunto e a intensidade das medidas. O pacote de R$ 71,9 bilhões em dois anos (2025 e 2026) não chega nem próximo do necessário para zerar o déficit, o que por si só não resolveria o problema fiscal. O déficit projetado para o ano que vem indica que os cortes precisarão ser maiores e mais efetivos, mirando também a perenização dessas ações sobre a dinâmica fiscal.8 A VISÃO DE QUEM SABE O fato é que o principal desafio da política fiscal é recuperar as condições de sustentabilidade da dívida/PIB. Esse indicador já se aproxima de 80% do PIB, vale dizer. Na presença de taxas reais de juros elevadas, a exemplo das atuais, é praticamente impossível estabilizar a dívida no curto prazo. O governo precisa, nesse contexto, indicar um horizonte razoável para o qual planeja estabilizar a dívida/PIB. Para que a promessa seja crível, o caminho é indicar quando e como será capaz de retomar a geração de superávits primários. Não adianta apenas apresentar projeções. Elas precisam estar fundamentadas em ações efetivas e ancoradas em apoio firme do Congresso Nacional. Nas nossas contas, será preciso produzir um superávit primário de 1,5% do PIB, em até dois anos, para que se possa alcançar esse objetivo. Claro, a depender da evolução dos juros. Estes, por sua vez, seriam beneficiados em um ambiente de ajuste fiscal crível e relevante, colaborando para a tarefa de reequilíbrio das contas públicas. Eis a expectativa - e a dúvida – para a segunda metade do Governo Lula. Ele será capaz de entregar um ajuste mínimo das suas contas, reconquistando a confiança dos agentes econômicos e da opinião pública? Enquanto o Ministro Fernando Haddad estiver no comando da Fazenda, entendemos que há boa chance de se avançar na direção correta, mas o tempo é inimigo de primeira hora. Os erros com o pacote fiscal, que já nasceu correndo atrás do prejuízo, dada sua intensidade ser inferior à necessária e dada a mistura do assunto com o do aumento da faixa de isenção do imposto de renda, precisam ser corrigidos. Além disso, será preciso ampliar o conjunto e a intensidade das medidas. O pacote de R$ 71,9 bilhões em dois anos (2025 e 2026) não chega nem próximo do necessário para zerar o déficit, o que por si só não resolveria o problema fiscal. O déficit projetado para o ano que vem indica que os cortes precisarão ser maiores e mais efetivos, mirando também a perenização dessas ações sobre a dinâmica fiscal. 8 A VISÃO DE QUEM SABE As pressões inflacionárias hoje refletidas nas coletas semanais da Pesquisa Focus, do Banco Central, tendem a aumentar, sobretudo se a taxa de câmbio não arrefecer. Tudo dependerá do ânimo e da competência do governo para avançar com medidas concretas de contenção de gastos e recuperação do resultado primário. O único eixo da política econômica capaz de promover uma alteração relevante no pessimismo generalizado que tomou conta das expectativas dos agentes econômicos ou do mercado, se preferirem, é o fiscal. É necessário um choque de credibilidade. Os benefícios, na ponta, seriam múltiplos. Não seria preciso manter juros tão elevados, a taxa de câmbio menor reduziria as pressões inflacionárias e o crescimento econômico, com consumo e investimentos, poderia ter lugar mais certo. Para a bolsa de valores, igualmente tratar-se-ia de um quadro benigno. A ver se o governo usará o (pouco) tempo de que dispõe. Não custa lembrar que as discussões eleitorais acabam predominando a partir do início do último ano do mandato, bloqueando iniciativas mais relevantes junto ao Congresso. A hora é agora. ENTENDA 9 Olhando para 2025 Vamos possivelmente vivenciar um quadro de desaceleração da atividade econômica e de término dos efeitos de algumas medidas que colaboraram fortemente para o desempenho das receitas do governo. A economia está terminando 2024 com crescimento acima de 3%, mas deve caminhar para algo como 2% no ano que vem. A VISÃO DE QUEM SABE As pressões inflacionárias hoje refletidas nas coletas semanais da Pesquisa Focus, do Banco Central, tendem a aumentar, sobretudo se a taxa de câmbio não arrefecer. Tudo dependerá do ânimo e da competência do governo para avançar com medidas concretas de contenção de gastos e recuperação do resultado primário. O único eixo da política econômica capaz de promover uma alteração relevante no pessimismo generalizado que tomou conta das expectativas dos agentes econômicos ou do mercado, se preferirem, é o fiscal. É necessário um choque de credibilidade. Os benefícios, na ponta, seriam múltiplos. Não seria preciso manter juros tão elevados, a taxa de câmbio menor reduziria as pressões inflacionárias e o crescimento econômico, com consumo e investimentos, poderia ter lugar mais certo. Para a bolsa de valores, igualmente tratar-se-ia de um quadro benigno. A ver se o governo usará o (pouco) tempo de que dispõe. Não custa lembrar que as discussões eleitorais acabam predominando a partir do início do último ano do mandato, bloqueando iniciativas mais relevantes junto ao Congresso. A hora é agora. ENTENDA 9 Olhando para 2025 Vamos possivelmente vivenciar um quadro de desaceleração da atividade econômica e de término dos efeitos de algumas medidas que colaboraram fortemente para o desempenho das receitas do governo. A economia está terminando 2024 com crescimento acima de 3%, mas deve caminhar para algo como 2% no ano que vem. A VISÃO DE QUEM SABE O cenário de inflação para 2025 será bastante desafiador. Os preços ainda deverão mostrar reflexo de uma economia muito aquecida após estímulos do Governo, desemprego em mínima histórica, choque do câmbio de 25% e de preços de proteínas de 50%. A projeção da Warren para o final de 2025 é de um IPCA em 5,2%. Inflação 10 0,00 2020 2021 2022 2023 2024* 2025* 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00 IPCA nos últimos 5 anos *projeções de inflação para o fechamento de 2024 e 2025 A VISÃO DE QUEM SABE O cenário de inflação para 2025 será bastante desafiador. Os preços ainda deverão mostrar reflexo de uma economia muito aquecida após estímulos do Governo, desemprego em mínima histórica, choque do câmbio de 25% e de preços de proteínas de 50%. A projeção da Warren para o final de 2025 é de um IPCA em 5,2%. InflaçãoInflaçãoInflação 10 0,00 2020 2021 2022 2023 2024* 2025* 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00 IPCA nos últimos 5 anos *projeções de inflação para o fechamento de 2024 e 2025 A VISÃO DE QUEM SABE Acreditamos, ainda, que os riscos e as surpresas que podem surgir ao longo do ano estão direcionadas majoritariamente para cima, ou seja, apontam para um resultado ainda pior que os 5,2% projetados. A curto prazo, ao olharmos para os primeiros seis meses de 2025, nossa previsão não é boa. O IPCA acumulado em 12 meses deve seguir entre 4,7% a 5%, acima do teto da meta. Outro olhar que exige cautela é a respeito dos núcleos de inflação, medida que procura capturar a tendência dos preços e desconsidera choques temporários, ou seja, os aumentos pontuais e momentâneos nos preços, que deve apontar para uma alta de 6% a 6,5% (100 p.p a mais que em 2024). Ao final de 2025, o principal gatilho para uma inflação mais baixa é a estabilização do câmbio a um patamar de R$ 5,5. 11 O ano de 2024 iniciou com um elevado grau de otimismo em relação ao que poderia ser o cenário econômico do país, mas alguns fatores alteraram essa dinâmica. Assim, 2024 acabou sendo marcado pela significativa desvalorização do real, pela interrupção da redução da taxa Selic (e sua posterior elevação) e por uma forte alta das taxas prefixadas e reais de juros no país. Esse movimento foi causado tanto por causas externas, quanto domésticas. Avaliamos que o principal impacto decorreu da crescente percepção negativa do mercado com relação ao quadro fiscal do país. Olhando para 2025, o ambiente é bem nebuloso. Entre os fatores para essa avaliação, estão as incertezas quanto às medidas que serão adotadas pelo governo Trump, à política monetária nos Estados Unidos, ao grau de desaceleração da economia chinesa e à condução da política econômica no Brasil. Como deve ficar o câmbio em 2025? Desde outubro, os riscos fiscais se intensificaram, em função da avaliação de que o arcabouço fiscal não teria perenidade se apenas contasse com o crescimento contínuo das receitas públicas em termos reais,sendo necessárias medidas de contenção dos gastos públicos. Câmbio e o mercado de juros A VISÃO DE QUEM SABE Acreditamos, ainda, que os riscos e as surpresas que podem surgir ao longo do ano estão direcionadas majoritariamente para cima, ou seja, apontam para um resultado ainda pior que os 5,2% projetados. A curto prazo, ao olharmos para os primeiros seis meses de 2025, nossa previsão não é boa. O IPCA acumulado em 12 meses deve seguir entre 4,7% a 5%, acima do teto da meta. Outro olhar que exige cautela é a respeito dos núcleos de inflação, medida que procura capturar a tendência dos preços e desconsidera choques temporários, ou seja, os aumentos pontuais e momentâneos nos preços, que deve apontar para uma alta de 6% a 6,5% (100 p.p a mais que em 2024). Ao final de 2025, o principal gatilho para uma inflação mais baixa é a estabilização do câmbio a um patamar de R$ 5,5. 11 O ano de 2024 iniciou com um elevado grau de otimismo em relação ao que poderia ser o cenário econômico do país, mas alguns fatores alteraram essa dinâmica. Assim, 2024 acabou sendo marcado pela significativa desvalorização do real, pela interrupção da redução da taxa Selic (e sua posterior elevação) e por uma forte alta das taxas prefixadas e reais de juros no país. Esse movimento foi causado tanto por causas externas, quanto domésticas. Avaliamos que o principal impacto decorreu da crescente percepção negativa do mercado com relação ao quadro fiscal do país. Olhando para 2025, o ambiente é bem nebuloso. Entre os fatores para essa avaliação, estão as incertezas quanto às medidas que serão adotadas pelo governo Trump, à política monetária nos Estados Unidos, ao grau de desaceleração da economia chinesa e à condução da política econômica no Brasil. Como deve ficar o câmbio em 2025? Desde outubro, os riscos fiscais se intensificaram, em função da avaliação de que o arcabouço fiscal não teria perenidade se apenas contasse com o crescimento contínuo das receitas públicas em termos reais, sendo necessárias medidas de contenção dos gastos públicos. Câmbio e o mercado de jurosmercado de jurosmercado de juros A VISÃO DE QUEM SABE O anúncio pelo governo do pacote fiscal no final de novembro frustrou bastante o mercado, pois as medidas foram vistas como insuficientes para estabilizar a relação dívida/PIB ao longo do tempo. Assim, a taxa de câmbio, que estava no nível de R$ 5,45 no final de setembro, passou a ser negociada acima de R$ 6,00 nos primeiros dias de dezembro. Apesar das moedas de países emergentes terem se desvalorizado nesse período, muito em função do risco de adoção de medidas mais inflacionárias por parte do futuro governo Trump, o real apresentou, de longe, o pior desempenho relativo. Em 2025, a taxa de câmbio deverá ser afetada pelos seguintes aspectos: (i) o risco fiscal e político doméstico; (ii) o fluxo cambial no mercado à vista; (iii) a política monetária nos EUA; (iv) a política econômica do governo Trump, notadamente a política comercial, as medidas fiscais e eventuais restrições mais fortes à imigração; (v) o ritmo de desaceleração da atividade na China, que é o principal importador de commodities no mundo. ENTENDA 12 A VISÃO DE QUEM SABE O anúncio pelo governo do pacote fiscal no final de novembro frustrou bastante o mercado, pois as medidas foram vistas como insuficientes para estabilizar a relação dívida/PIB ao longo do tempo. Assim, a taxa de câmbio, que estava no nível de R$ 5,45 no final de setembro, passou a ser negociada acima de R$ 6,00 nos primeiros dias de dezembro. Apesar das moedas de países emergentes terem se desvalorizado nesse período, muito em função do risco de adoção de medidas mais inflacionárias por parte do futuro governo Trump, o real apresentou, de longe, o pior desempenho relativo. Em 2025, a taxa de câmbio deverá ser afetada pelos seguintes aspectos: (i) o risco fiscal e político doméstico; (ii) o fluxo cambial no mercado à vista; (iii) a política monetária nos EUA; (iv) a política econômica do governo Trump, notadamente a política comercial, as medidas fiscais e eventuais restrições mais fortes à imigração; (v) o ritmo de desaceleração da atividade na China, que é o principal importador de commodities no mundo. ENTENDA 12 13 A VISÃO DE QUEM SABE Em geral, as incertezas tanto no cenário internacional quanto no doméstico devem manter uma alta volatilidade nos mercados de juros e câmbio para 2025. A piora da percepção dos agentes econômicos quanto ao cenário fiscal, além de pressionar a taxa de câmbio, gerou uma deterioração significativa das expectativas de inflação. Por conta disso, a curva de juros se deslocou para cima, o que levou a uma combinação de apostas de uma taxa Selic bem elevada e de um maior prêmio de risco. Para 2025, estimamos que a Selic possa chegar a 14,75% no final do ciclo de aperto monetário e encerrar o ano em 13,5%. Entenda o que é aperto monetário É o período em que o Banco Central eleva a taxa de juros para conter a alta da inflação no país. Como ficará a Selic em 2025? (i) a trajetória da taxa de câmbio; (ii) a evolução das expectativas de inflação; (iii) a percepção do mercado sobre os riscos fiscais; (iv) o grau de arrefecimento da atividade econômica; (v) a postura do BC com a mudança de composição da Diretoria; (vi) o comportamento das taxas das treasuries (títulos emitidos pelo governo dos EUA); (vii) a entrada no radar das eleições presidenciais em 2026 no Brasil; O QUE DEVE CONDICIONAR O COMPORTAMENTO DOS JUROS EM 2025: 13 A VISÃO DE QUEM SABE Em geral, as incertezas tanto no cenário internacional quanto no doméstico devem manter uma alta volatilidade nos mercados de juros e câmbio para 2025. A piora da percepção dos agentes econômicos quanto ao cenário fiscal, além de pressionar a taxa de câmbio, gerou uma deterioração significativa das expectativas de inflação. Por conta disso, a curva de juros se deslocou para cima, o que levou a uma combinação de apostas de uma taxa Selic bem elevada e de um maior prêmio de risco. Para 2025, estimamos que a Selic possa chegar a 14,75% no final do ciclo de aperto monetário e encerrar o ano em 13,5%. Entenda o que é aperto monetário É o período em que o Banco Central eleva a taxa de juros para conter a alta da inflação no país. Como ficará a Selic em 2025? (i) a trajetória da taxa de câmbio; (ii) a evolução das expectativas de inflação; (iii) a percepção do mercado sobre os riscos fiscais; (iv) o grau de arrefecimento da atividade econômica; (v) a postura do BC com a mudança de composição da Diretoria; (vi) o comportamento das taxas das treasuries (títulos emitidos pelo governo dos EUA); (vii) a entrada no radar das eleições presidenciais em 2026 no Brasil; O QUE DEVE CONDICIONAR O COMPORTAMENTO DOS JUROS EM 2025: A VISÃO DE QUEM SABE De olho no mercado 14 A VISÃO DE QUEM SABE De olho no mercado 14 A VISÃO DE QUEM SABE Pós-fixados Títulos públicos Retorno real: é o ganho efetivo de um investimento, descontado da inflação, refletindo o aumento (ou diminuição) do poder de compra ao longo do tempo. ENTENDA 15 Atrelados à Inflação (IPCA+) Os títulos públicos indexados à inflação oferecem retornos reais relevantes para os investidores. As taxas negociadas no mercado superam 7% ao ano em quase todos os prazos da curva de juros, sendo o maior patamar desde 2015. Neste contexto, observamos uma oportunidade interessante como proteção caso a inflação saia do controle. A perspectiva de um ciclo de alta de juros aumenta a atratividade dos títulos atrelados à taxa básica de juros (Selic). Em função do estresse recente e do prêmio de risco embutido, o mercado precifica que a taxa Selic terminal alcance valores ao redor de 15% (na Warren, a projeção é de 14,75%). A VISÃO DE QUEM SABE Pós-fixados Títulos públicospúblicospúblicos Retorno real: é o ganho efetivo de um investimento, descontado da inflação, refletindo o aumento (ou diminuição)do poder de compra ao longo do tempo. ENTENDA 15 Atrelados à Inflação (IPCA+) Os títulos públicos indexados à inflação oferecem retornos reais relevantes para os investidores. As taxas negociadas no mercado superam 7% ao ano em quase todos os prazos da curva de juros, sendo o maior patamar desde 2015. Neste contexto, observamos uma oportunidade interessante como proteção caso a inflação saia do controle. A perspectiva de um ciclo de alta de juros aumenta a atratividade dos títulos atrelados à taxa básica de juros (Selic). Em função do estresse recente e do prêmio de risco embutido, o mercado precifica que a taxa Selic terminal alcance valores ao redor de 15% (na Warren, a projeção é de 14,75%). A VISÃO DE QUEM SABE Os títulos públicos prefixados — atualmente negociados ao redor de 15% ao ano — se beneficiam de uma taxa de juro real elevada e de uma expectativa já muito pessimista em relação à inflação futura. A inflação negociada no mercado projeta uma inflação média de 6.5% ao ano, bem superior ao teto da meta do Banco Central do Brasil de 4.5% ao ano. Sendo assim, caso a inflação real não caminhe nesta direção, os títulos prefixados serão beneficiados não somente pelo fechamento das taxas de juros reais, mas também pela queda da inflação negociada no mercado. Avaliamos os títulos públicos prefixados como uma oportunidade, sobretudo para aqueles que acreditam que o Brasil flerta com o precipício, mas não cai. Prefixados No mercado de crédito, o ano de 2024 foi marcado por um forte fechamento dos spreads, impulsionado pela alta demanda e fluxo de captação positivo dos fundos de crédito atrelados ao CDI e também dos fundos de debêntures incentivadas. Este movimento técnico reduziu significativamente o carrego destes instrumentos, com spreads atingindo níveis que consideramos atualmente abaixo do estrutural. No caso das debêntures incentivadas, o interesse de investidores pessoa física foi particularmente elevado, atraídos pelo carrego nominal isento de imposto de renda, muitas vezes priorizando a taxa nominal (bastante atrativa, com aumento dos juros reais) em detrimento da análise dos spreads. Crédito O termo faz referência aos ganhos de capital de "carregar" o ativo com você até a data de vencimento. Apesar de receber o dinheiro apenas no vencimento, esse investimento estará rendendo ao passar dos dias. ENTENDA O QUE É CARREGO 16 A VISÃO DE QUEM SABE Os títulos públicos prefixados — atualmente negociados ao redor de 15% ao ano — se beneficiam de uma taxa de juro real elevada e de uma expectativa já muito pessimista em relação à inflação futura. A inflação negociada no mercado projeta uma inflação média de 6.5% ao ano, bem superior ao teto da meta do Banco Central do Brasil de 4.5% ao ano. Sendo assim, caso a inflação real não caminhe nesta direção, os títulos prefixados serão beneficiados não somente pelo fechamento das taxas de juros reais, mas também pela queda da inflação negociada no mercado. Avaliamos os títulos públicos prefixados como uma oportunidade, sobretudo para aqueles que acreditam que o Brasil flerta com o precipício, mas não cai. Prefixados No mercado de crédito, o ano de 2024 foi marcado por um forte fechamento dos spreads, impulsionado pela alta demanda e fluxo de captação positivo dos fundos de crédito atrelados ao CDI e também dos fundos de debêntures incentivadas. Este movimento técnico reduziu significativamente o carrego destes instrumentos, com spreads atingindo níveis que consideramos atualmente abaixo do estrutural. No caso das debêntures incentivadas, o interesse de investidores pessoa física foi particularmente elevado, atraídos pelo carrego nominal isento de imposto de renda, muitas vezes priorizando a taxa nominal (bastante atrativa, com aumento dos juros reais) em detrimento da análise dos spreads. Crédito O termo faz referência aos ganhos de capital de "carregar" o ativo com você até a data de vencimento. Apesar de receber o dinheiro apenas no vencimento, esse investimento estará rendendo ao passar dos dias. ENTENDA O QUE É CARREGO 16 A VISÃO DE QUEM SABE A nova regulação tributária também gerou resgates em fundos exclusivos, redirecionando recursos para o mercado de crédito corporativo, contribuindo para a pressão sobre os spreads. Neste contexto, os títulos de empresas de primeira linha se destacam pela alta liquidez no mercado secundário e pelo menor risco, proporcionando maior segurança em períodos de estresse no mercado. No entanto, as menores rentabilidades reforçam a necessidade de maior seletividade nas alocações, em especial, em um ambiente em que os spreads apresentaram forte fechamento nos últimos meses. Empresas mais alavancadas, por outro lado, devem continuar a enfrentar um ambiente desafiador devido aos juros elevados, que comprometem uma parcela significativa da geração de caixa no pagamento de encargos financeiros, restringindo sua capacidade de reinvestimento e expandindo riscos de crédito. Além disso, aquelas com passivos ou custos atrelados a moedas estrangeiras continuam pressionadas pela dificuldade de repassar os impactos cambiais, o que agrava a erosão das margens de lucro. Por fim, o crédito estruturado vem ganhando espaço nos portfólios como uma alternativa para diversificação e busca de retornos mais elevados. Apesar de sua maior complexidade e volatilidade, esses instrumentos apresentam potencial atrativo de retorno em estruturas que oferecem proteções adicionais ou BANCÁRIO CDI -2 -1 0 1 2 CORPORATIVO CDI CORPORATIVO IPCA ISENTO ESTRUTURADO 17 OBS: Na régua entre -2 e +2, há um maior otimismo em cada classe de crédito conforme aumenta o número sinalizado. A VISÃO DE QUEM SABE A nova regulação tributária também gerou resgates em fundos exclusivos, redirecionando recursos para o mercado de crédito corporativo, contribuindo para a pressão sobre os spreads. Neste contexto, os títulos de empresas de primeira linha se destacam pela alta liquidez no mercado secundário e pelo menor risco, proporcionando maior segurança em períodos de estresse no mercado. No entanto, as menores rentabilidades reforçam a necessidade de maior seletividade nas alocações, em especial, em um ambiente em que os spreads apresentaram forte fechamento nos últimos meses. Empresas mais alavancadas, por outro lado, devem continuar a enfrentar um ambiente desafiador devido aos juros elevados, que comprometem uma parcela significativa da geração de caixa no pagamento de encargos financeiros, restringindo sua capacidade de reinvestimento e expandindo riscos de crédito. Além disso, aquelas com passivos ou custos atrelados a moedas estrangeiras continuam pressionadas pela dificuldade de repassar os impactos cambiais, o que agrava a erosão das margens de lucro. Por fim, o crédito estruturado vem ganhando espaço nos portfólios como uma alternativa para diversificação e busca de retornos mais elevados. Apesar de sua maior complexidade e volatilidade, esses instrumentos apresentam potencial atrativo de retorno em estruturas que oferecem proteções adicionais ou BANCÁRIO CDI -2 -1 0 1 2 CORPORATIVO CDI CORPORATIVO IPCA ISENTO ESTRUTURADO 17 OBS: Na régua entre -2 e +2, há um maior otimismo em cada classe de crédito conforme aumenta o número sinalizado. A VISÃO DE QUEM SABE Após um ano marcado por todos os desafios macroeconômicos já listados ao longo deste material, nossa visão para 2025 é cautelosamente construtiva, considerando que os níveis de valuation das empresas listadas no Ibovespa apresentam um desconto relevante, com uma margem de segurança superior a 20% em relação às médias históricas de múltiplos. Esse cenário reflete os impactos de um ambiente ainda desafiador, marcado por preocupações com a deterioração fiscal e os juros elevados. No entanto, nos mercados de renda variável, determinados descontos de preço podem abrir espaço para oportunidades de alocação, especialmente para investidores com foco nolongo prazo e atentos às assimetrias de preço. Bolsa brasileira 18 Setores da bolsa que você deve ficar de olho em 2025 Financeiro O setor financeiro permanece negociando abaixo das médias históricas de valuation, com múltiplos descontados mesmo frente a fundamentos sólidos. Além disso, os bancos continuam sendo beneficiados por margens resilientes e pela geração consistente de lucros, mesmo diante de um cenário macroeconômico mais desafiador. Utilidades Públicas O segmento de utilidades públicas oferece resiliência e previsibilidade, sendo uma escolha perene para enfrentar cenários econômicos desafiadores. A Taxa Interna de Retorno (TIR) real das empresas do setor está elevada, tornando o setor atrativo tanto para investidores de longo prazo quanto para aqueles em busca de fluxos de caixa estáveis. Petróleo & Gás O setor sofreu pressões em 2024 devido a questões regulatórias, atrasos em licenças ambientais e quedas na produção. No entanto, os descontos nos valuations permanecem expressivos, e há um potencial de incremento de produção significativo que pode destravar valor para as empresas no médio prazo. A VISÃO DE QUEM SABE Após um ano marcado por todos os desafios macroeconômicos já listados ao longo deste material, nossa visão para 2025 é cautelosamente construtiva, considerando que os níveis de valuation das empresas listadas no Ibovespa apresentam um desconto relevante, com uma margem de segurança superior a 20% em relação às médias históricas de múltiplos. Esse cenário reflete os impactos de um ambiente ainda desafiador, marcado por preocupações com a deterioração fiscal e os juros elevados. No entanto, nos mercados de renda variável, determinados descontos de preço podem abrir espaço para oportunidades de alocação, especialmente para investidores com foco no longo prazo e atentos às assimetrias de preço. Bolsa brasileira 18 Setores da bolsa que você deve ficar de olho em 2025 Financeiro O setor financeiro permanece negociando abaixo das médias históricas de valuation, com múltiplos descontados mesmo frente a fundamentos sólidos. Além disso, os bancos continuam sendo beneficiados por margens resilientes e pela geração consistente de lucros, mesmo diante de um cenário macroeconômico mais desafiador. Utilidades Públicas O segmento de utilidades públicas oferece resiliência e previsibilidade, sendo uma escolha perene para enfrentar cenários econômicos desafiadores. A Taxa Interna de Retorno (TIR) real das empresas do setor está elevada, tornando o setor atrativo tanto para investidores de longo prazo quanto para aqueles em busca de fluxos de caixa estáveis. Petróleo & Gás O setor sofreu pressões em 2024 devido a questões regulatórias, atrasos em licenças ambientais e quedas na produção. No entanto, os descontos nos valuations permanecem expressivos, e há um potencial de incremento de produção significativo que pode destravar valor para as empresas no médio prazo. A VISÃO DE QUEM SABE Entenda o conceito de PVGO: Uma das métricas que observamos é o PVGO (Net Present Value of Growth Opportunities). Essa métrica nos informa o quanto do valor de uma companhia é explicado pelo potencial de crescimento. No cenário atual, 80% do valor das empresas brasileiras reflete os lucros e dividendos já realizados ou de curto prazo, enquanto apenas 20% do valuation está relacionado ao potencial de crescimento futuro (PVGO). Esse contexto reflete o alto nível de conservadorismo do mercado e ressalta a assimetria de preço para investidores dispostos a avaliar o longo prazo. TRÊS FATORES QUE PODEM IMPACTAR A BOLSA EM 2025 DETERIORAÇÃO DO CENÁRIO FISCAL NO BRASIL RITMO DE QUEDA DOS JUROS NOS EUA ELEIÇÃO 2026 19 A VISÃO DE QUEM SABE Entenda o conceito de PVGO: Uma das métricas que observamos é o PVGO (Net Present Value of Growth Opportunities). Essa métrica nos informa o quanto do valor de uma companhia é explicado pelo potencial de crescimento. No cenário atual, 80% do valor das empresas brasileiras reflete os lucros e dividendos já realizados ou de curto prazo, enquanto apenas 20% do valuation está relacionado ao potencial de crescimento futuro (PVGO). Esse contexto reflete o alto nível de conservadorismo do mercado e ressalta a assimetria de preço para investidores dispostos a avaliar o longo prazo. TRÊS FATORES QUE PODEM IMPACTAR A BOLSA EM 2025 DETERIORAÇÃO DO CENÁRIO FISCAL NO BRASIL RITMO DE QUEDA DOS JUROS NOS EUA ELEIÇÃO 2026 19 A VISÃO DE QUEM SABE 20 ESTRATÉGIA CARACTERÍSTICA PRINCIPAL EXEMPLO SIMPLES MACRO Baseada em tendências econômicas globais Apostar na valorização do dólar Explorar ineficiências de preços Comprar barato em um mercado e vender caro em outro Combina compra (long) e venda (short) Comprar Petrobras e vender Vale ARBITRAGEM LONG-SHORT A VISÃO DE QUEM SABE 20 ESTRATÉGIA CARACTERÍSTICA PRINCIPAL EXEMPLO SIMPLES MACRO Baseada em tendências econômicas globais Apostar na valorização do dólar Explorar ineficiências de preços Comprar barato em um mercado e vender caro em outro Combina compra (long) e venda (short) Comprar Petrobras e vender Vale ARBITRAGEM LONG-SHORT Os fundos multimercados desempenham um papel fundamental dentro de um portfólio diversificado, pois oferecem a oportunidade de retornos independentes do comportamento de outras classes de ativos. Com suas estratégias flexíveis, esses fundos têm a capacidade de explorar uma ampla gama de cenários macroeconômicos, posicionando-se tanto na alta, quanto na queda de diferentes ativos. Essa característica os torna veículos estratégicos para navegar em ambientes adversos e capturar oportunidades em mercados voláteis. Embora tenham enfrentado desafios significativos em 2023, com desempenho médio abaixo do CDI, e resultados ainda aquém das expectativas em 2024, os fundos multimercado estão demonstrando sinais de melhora na performance recente. Nossa visão para os fundos multimercados considera o contexto de juros elevados e incertezas macroeconômicas, onde esses veículos podem desempenhar um papel crucial em estratégias de proteção e alocação dinâmica, apostando em temas vencedores e adaptando-se rapidamente a eventos inesperados. Oportunidades surgem principalmente em estratégias macro, arbitragem e long-short, que permitem aos gestores capturar retornos em diferentes frentes, seja no mercado local ou internacional. Fundos Multimercados A VISÃO DE QUEM SABE 21 A VISÃO DE QUEM SABE Nossa visão é que os FIIs estarão entre os maiores beneficiários quando o cenário para uma queda dos juros reais se tornar mais plausível. A maior dificuldade está em prever o momento exato dessa mudança de trajetória. Por isso, defendemos que, em um processo equilibrado de alocação de ativos, a presença de fundos imobiliários, em alguma medida, é uma sugestão viável também sob a perspectiva da diversificação. A métrica Preço/Valor Patrimonial (P/VP) serve para avaliar o preço da cota de um FII. O VP representa o valor patrimonial de todos os ativos do FII, excluindo dívidas e obrigações, e o preço da cota (P) é o valor da cota na bolsa. Se o indicador: FOR IGUAL A 1: significa que a cota está sendo negociada a um preço igual ao seu VP SE FOR MENOR QUE 1: pode indicar que o FII está sendo negociado a um preço abaixo do VP SE FOR MAIOR QUE 1: pode indicar que o FII está sendo negociado a um preço maior que o VP ENTENDA 21 A VISÃO DE QUEM SABE Nossa visão é que os FIIs estarão entre os maiores beneficiários quando o cenário para uma queda dos juros reais se tornar mais plausível. A maior dificuldade está em prever o momento exato dessa mudança de trajetória. Por isso, defendemos que, em um processo equilibrado de alocação de ativos, a presença de fundos imobiliários, em alguma medida, é uma sugestão viável também sob a perspectiva da diversificação. A métrica Preço/Valor Patrimonial (P/VP) serve para avaliar o preço da cota de um FII. O VP representa o valor patrimonial de todos os ativos do FII,excluindo dívidas e obrigações, e o preço da cota (P) é o valor da cota na bolsa. Se o indicador: FOR IGUAL A 1: significa que a cota está sendo negociada a um preço igual ao seu VP SE FOR MENOR QUE 1: pode indicar que o FII está sendo negociado a um preço abaixo do VP SE FOR MAIOR QUE 1: pode indicar que o FII está sendo negociado a um preço maior que o VP ENTENDA Fundos Imobiliários Com a mudança na visão sobre juros, o mercado imobiliário sofreu consideravelmente ao longo de 2024, o que se refletiu no aumento do desconto das cotas dos FII’s em relação ao valor patrimonial. Atualmente, nosso portfólio de Fundos Imobiliários (FIIs) negocia com um desconto superior a 20% em relação ao valor patrimonial (P/VP), aliado a um dividend yield médio superior a 12%. Essa combinação de fatores reforça a atratividade dos FIIs para investidores que buscam renda passiva com retornos de capital ajustados ao risco no médio prazo. A VISÃO DE QUEM SABE 22 OBS: Na régua entre -2 e +2, há um maior otimismo conforme aumenta o número sinalizado em cada classe de Fundos Imobiliários. A VISÃO DE QUEM SABE É importante destacar que a alocação em imóveis, dentro de um portfólio diversificado, desempenha os seguintes papéis: 1) geração de renda passiva e isenta; 2) expectativa de ganho de capital no médio prazo, considerando o atual momento de desconto em suas cotas. Os portfólios das carteiras administradas da Warren refletem uma estratégia de balanceamento entre ativos sensíveis a juros, como lajes e FoFs, e ativos mais defensivos, como CRIs, maximizando oportunidades enquanto minimiza riscos no cenário atual. LAJE -2 -1 0 1 +2 LOGÍSTICA SHOPPING RENDA URBANA PAPEL HG CDI PAPEL HG IPCA PAPEL MY PAPEL HY FoF Lajes Corporativas e FoFs (Fundos de Fundos): Apresentam descontos expressivos em relação ao valor patrimonial, mas são mais sensíveis à variação de juros devido à maior volatilidade de suas receitas. Apesar disso, permanecem atrativos para investidores que visam potencial de valorização no médio a longo prazo, considerando o cenário de ajuste de juros. Fundos de Papel (CRIs): Ganhando maior relevância nos portfólios, os CRIs High Grade e Middle Grade se destacam pela resiliência e pela geração de fluxo de caixa consistente. Oferecem um carrego competitivo com menor sensibilidade às oscilações de juros, tornando-se uma escolha sólida para investidores que buscam proteção e diversificação em renda fixa imobiliária. Destaques por classe de ativos 22 OBS: Na régua entre -2 e +2, há um maior otimismo conforme aumenta o número sinalizado em cada classe de Fundos Imobiliários. A VISÃO DE QUEM SABE É importante destacar que a alocação em imóveis, dentro de um portfólio diversificado, desempenha os seguintes papéis: 1) geração de renda passiva e isenta; 2) expectativa de ganho de capital no médio prazo, considerando o atual momento de desconto em suas cotas. Os portfólios das carteiras administradas da Warren refletem uma estratégia de balanceamento entre ativos sensíveis a juros, como lajes e FoFs, e ativos mais defensivos, como CRIs, maximizando oportunidades enquanto minimiza riscos no cenário atual. LAJE -2 -1 0 1 +2 LOGÍSTICA SHOPPING RENDA URBANA PAPEL HG CDI PAPEL HG IPCA PAPEL MY PAPEL HY FoF Lajes Corporativas e FoFs (Fundos de Fundos): Apresentam descontos expressivos em relação ao valor patrimonial, mas são mais sensíveis à variação de juros devido à maior volatilidade de suas receitas. Apesar disso, permanecem atrativos para investidores que visam potencial de valorização no médio a longo prazo, considerando o cenário de ajuste de juros. Fundos de Papel (CRIs): Ganhando maior relevância nos portfólios, os CRIs High Grade e Middle Grade se destacam pela resiliência e pela geração de fluxo de caixa consistente. Oferecem um carrego competitivo com menor sensibilidade às oscilações de juros, tornando-se uma escolha sólida para investidores que buscam proteção e diversificação em renda fixa imobiliária. Destaques por classe de ativos A VISÃO DE QUEM SABE 23 A VISÃO DE QUEM SABE Estratégias tributárias para 2025 Antecipação da sucessão Conteúdo produzido em parceria com o escritório de advocacia Machado Nunes O ano de 2025 traz desafios e oportunidades relevantes para quem busca otimizar a gestão de seus bens e investimentos. Dentre os diversos temas tributários em pauta, destacamos três pontos centrais que demandam atenção e planejamento para 2025. As possíveis mudanças legislativas em discussão incluem elevação da alíquota do ITCMD (imposto sobre doações e heranças) para até 8% em diversos estados, além da tributação de doações e heranças recebidas do exterior. Ainda, há propostas de ampliação da base de cálculo do ITCMD, o que pode aumentar significativamente o custo tributário da sucessão. A utilização de instrumentos como holding patrimonial ou doações em vida pode, em muitos casos, ser uma solução para minimizar os impactos fiscais e garantir maior previsibilidade no planejamento sucessório. 23 A VISÃO DE QUEM SABE Estratégias tributárias para 2025tributárias para 2025tributárias para 2025 Antecipação da sucessão Conteúdo produzido em parceria com o escritório de advocacia Machado Nunes O ano de 2025 traz desafios e oportunidades relevantes para quem busca otimizar a gestão de seus bens e investimentos. Dentre os diversos temas tributários em pauta, destacamos três pontos centrais que demandam atenção e planejamento para 2025. As possíveis mudanças legislativas em discussão incluem elevação da alíquota do ITCMD (imposto sobre doações e heranças) para até 8% em diversos estados, além da tributação de doações e heranças recebidas do exterior. Ainda, há propostas de ampliação da base de cálculo do ITCMD, o que pode aumentar significativamente o custo tributário da sucessão. A utilização de instrumentos como holding patrimonial ou doações em vida pode, em muitos casos, ser uma solução para minimizar os impactos fiscais e garantir maior previsibilidade no planejamento sucessório. A VISÃO DE QUEM SABE 24 A VISÃO DE QUEM SABE Investimentos no exterior Investimentos imobiliários no Brasil A Declaração de Imposto de Renda de 2025 será a primeira a incluir uma ficha específica para rendimentos de aplicações financeiras no exterior, exigindo informações detalhadas sobre os resultados auferidos ao longo do ano de 2024. Aqueles que possuem offshores deverão preparar o balanço da empresa e apresentar determinadas informações financeiras à Receita Federal. A revisão minuciosa desse balanço é crucial para evitar inconsistências e garantir a correta apuração dos tributos. Além disso, em alguns casos, a legislação permite que a empresa adote diferentes critérios contábeis, os quais podem resultar em valores significativamente distintos de Imposto de Renda a pagar, o que reforça a importância da elaboração antecipada das demonstrações financeiras. A Reforma Tributária alterará substancialmente a tributação da atividade imobiliária nos próximos anos. O melhor veículo para o investimento em imóveis – holding imobiliária, Fundo de Investimento Imobiliário ou investimento direto na pessoa física – depende muito dos números de cada caso concreto. Os novos tributos previstos na Reforma Tributária entrarão em vigor somente em 2026, de modo que 2025 será o último ano para se reorganizar antes da alteração legislativa. 24 A VISÃO DE QUEM SABE Investimentos no exterior Investimentos imobiliários no Brasil A Declaração de Imposto de Renda de 2025 será a primeira a incluir uma ficha específica para rendimentos de aplicações financeiras no exterior, exigindo informações detalhadas sobre os resultados auferidos ao longo do ano de 2024. Aqueles que possuem offshores deverão preparar o balanço da empresa e apresentar determinadas informações financeiras à Receita Federal. A revisão minuciosa desse balanço é crucial para evitar inconsistências e garantir a correta apuração dos tributos.Além disso, em alguns casos, a legislação permite que a empresa adote diferentes critérios contábeis, os quais podem resultar em valores significativamente distintos de Imposto de Renda a pagar, o que reforça a importância da elaboração antecipada das demonstrações financeiras. A Reforma Tributária alterará substancialmente a tributação da atividade imobiliária nos próximos anos. O melhor veículo para o investimento em imóveis – holding imobiliária, Fundo de Investimento Imobiliário ou investimento direto na pessoa física – depende muito dos números de cada caso concreto. Os novos tributos previstos na Reforma Tributária entrarão em vigor somente em 2026, de modo que 2025 será o último ano para se reorganizar antes da alteração legislativa. A VISÃO DE QUEM SABE 25 Afinal, onde investir em 2025? A VISÃO DE QUEM SABE 25 Afinal, onde investir onde investir em 2025?em 2025?em 2025?em 2025? A VISÃO DE QUEM SABE Você pode investir de acordo com os insights obtidos neste material ou contar com o acompanhamento de nossos especialistas, gestores de fundos e alocadores de investimentos, que aplicarão toda a inteligência aqui apresentada nas soluções que oferecemos. A partir das nossas carteiras administradas, você acessa os melhores investimentos do mercado financeiro sem o esforço de escolher sozinho entre tantas opções. A Warren entenderá os seus objetivos financeiros e perfil de investidor, sugerindo as melhores oportunidades e fazendo os movimentos necessários quando o mercado mudar a maré. As carteiras administradas dão acesso a mais de 1000 fundos das mais renomadas casas do país. Otimize seu tempo e invista sem complexidade com a Warren 26 Liquidez Temporada na Europa Legado A VISÃO DE QUEM SABE Você pode investir de acordo com os insights obtidos neste material ou contar com o acompanhamento de nossos especialistas, gestores de fundos e alocadores de investimentos, que aplicarão toda a inteligência aqui apresentada nas soluções que oferecemos. A partir das nossas carteiras administradas, você acessa os melhores investimentos do mercado financeiro sem o esforço de escolher sozinho entre tantas opções. A Warren entenderá os seus objetivos financeiros e perfil de investidor, sugerindo as melhores oportunidades e fazendo os movimentos necessários quando o mercado mudar a maré. As carteiras administradas dão acesso a mais de 1000 fundos das mais renomadas casas do país. Otimize seu tempo e invista sem complexidade com a Warren 26 Liquidez Temporada na EuropaTemporada na Europa LegadoLegado A VISÃO DE QUEM SABE Além das carteiras administradas de fundos, você também tem ao seu alcance as Carteiras Index+, investindo seu dinheiro em ações e fundos imobiliários que entregam rendimentos mensais na sua conta. Para acessar diretamente mercados específicos de renda fixa, você conta também com as carteiras Warren Crédito Privado e Warren Crédito Bancário. E para dolarizar parte do patrimônio, aumentando a diversificação, conte com as nossas carteiras internacionais. Essas e outras soluções são recomendadas a você a partir de um planejamento financeiro, construído por um time de planejadores financeiros CFP® e especialistas de investimentos CEA. A Warren Investimentos foi fundada em 2017. Hoje, possui mais de 300 mil clientes e 22 bilhões de patrimônio sob gestão. É pioneira no Brasil na adoção do modelo de investimentos fee-fixo, cobrando uma taxa única a todos investidores. Na contramão do mercado, não somos remunerados com comissões pelos investimentos que compõem as carteiras dos nossos clientes. Isso garante que as nossas sugestões de investimento estejam sempre alinhadas ao perfil e objetivo do investidor, sem conflito de interesses. Durante nossa trajetória, adquirimos empresas de renome, como o escritório de investimentos Patrimono, o consolidador de investimentos Meu Portfólio e a principal corretora institucional de títulos públicos do Brasil, a Renascença DTVM (atual Warren Rena). Além disso, possuímos uma frente voltada para assessores de investimentos alinhados ao modelo fee-fixo. Abra sua conta Construindo o futuro do mercado financeiro 27 Nossos investidores A VISÃO DE QUEM SABE Além das carteiras administradas de fundos, você também tem ao seu alcance as Carteiras Index+, investindo seu dinheiro em ações e fundos imobiliários que entregam rendimentos mensais na sua conta. Para acessar diretamente mercados específicos de renda fixa, você conta também com as carteiras Warren Crédito Privado e Warren Crédito Bancário. E para dolarizar parte do patrimônio, aumentando a diversificação, conte com as nossas carteiras internacionais. Essas e outras soluções são recomendadas a você a partir de um planejamento financeiro, construído por um time de planejadores financeiros CFP® e especialistas de investimentos CEA. A Warren Investimentos foi fundada em 2017. Hoje, possui mais de 300 mil clientes e 22 bilhões de patrimônio sob gestão. É pioneira no Brasil na adoção do modelo de investimentos fee-fixo, cobrando uma taxa única a todos investidores. Na contramão do mercado, não somos remunerados com comissões pelos investimentos que compõem as carteiras dos nossos clientes. Isso garante que as nossas sugestões de investimento estejam sempre alinhadas ao perfil e objetivo do investidor, sem conflito de interesses. Durante nossa trajetória, adquirimos empresas de renome, como o escritório de investimentos Patrimono, o consolidador de investimentos Meu Portfólio e a principal corretora institucional de títulos públicos do Brasil, a Renascença DTVM (atual Warren Rena). Além disso, possuímos uma frente voltada para assessores de investimentos alinhados ao modelo fee-fixo. Abra sua conta Construindo o futuro do mercado financeiro 27 Nossos investidoresNossos investidores A VISÃO DE QUEM SABE 28 Os analistas de investimentos declaram que as opiniões contidas neste relatório refletem exclusivamente suas opiniões pessoais sobre a companhia e seus valores mobiliários e foram elaborados de forma independente e autônoma, inclusive em relação à Warren. A remuneração do(s) analista(s) de valores mobiliários da Warren é indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Warren e não estão, direta ou indiretamente, relacionadas com as recomendações ou opiniões específicas expressas neste relatório. As remunerações dos analistas não se baseiam nas receitas de outras empresas de grupo, mas pode, no entanto, derivar de receitas oriundas dos negócios e operações financeiras da Warren, suas afiliadas e/ou subsidiárias como um todo. O analista Frederico Nobre, CNPI-P 2745, declara que é responsável pelo conteúdo deste relatório e que ele atende a todas as exigências da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (APIMEC). A VISÃO DE QUEM SABE 28 Os analistas de investimentos declaram que as opiniões contidas neste relatório refletem exclusivamente suas opiniões pessoais sobre a companhia e seus valores mobiliários e foram elaborados de forma independente e autônoma, inclusive em relação à Warren. A remuneração do(s) analista(s) de valores mobiliários da Warren é indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Warren e não estão, direta ou indiretamente, relacionadas com as recomendações ou opiniões específicas expressas neste relatório. As remunerações dos analistas não se baseiam nas receitas de outras empresas de grupo, mas pode, no entanto, derivar de receitas oriundas dos negócios e operações financeiras da Warren, suas afiliadas e/ou subsidiárias como um todo. O analista Frederico Nobre, CNPI-P 2745, declara que é responsável pelo conteúdo deste relatório e que ele atende a todas as exigências da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Associação dos Analistas e Profissionais