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FACULDADE DE GEOGRAFIA MÓDULO: MEIO AMBIENTE COMPONENTE: GEOGRAFIA RURAL E AGRÁRIA Criação de Bovinos + circuito de produção de proteína animal INTRODUÇÃO A produção de proteína animal envolve dois grandes mercados que movimentam o Brasil, a bovinocultura de corte e a leiteira. De grande importância para a economia nacional, entender sobre seu processo de produção e o que está envolvido nessas atividades, é importante para conhecer sua dinâmica, e o que isso envolve. A busca de informações feita procura mostrar os sistemas de produção do leite e da carne, onde apresenta os principais assuntos presentes nesse meio, com destaque para as questões de saúde animal, meio ambiente e desenvolvimento para produção. Empresas de ambas as áreas serão analisadas por aspectos empíricos, de maneira a retratar questões trabalhistas e sobre as condições de trabalho que estão expostas. Dessa forma, obter uma análise ampla que vai desde aspectos econômicos até os sociais. Para que exista a compreensão do que é envolvido de forma abrangente, onde os processos abordados são aqueles de maior relevância para a geografia. Bovinocultura de corte Conforme estudado e constatado em um arquivo publicado em 2018 pela Senar que relaciona a bovinocultura de corte como uma das atividades mais importantes economicamente falando do país. Ela trabalha com a criação de bovinos com o objetivo de produzir carne e seus derivados. O segundo estudo do Senar, ainda precisa mensurar e decidir qual a melhor raça de acordo com a sua região e a finalidade do confinamento. Por exemplo: Animais zebuínos, são mais resistentes, mais demoram na engorda e com menor quantidade de gordura e os animais taurinos, que chegam ao peso de abate em menos tempo, com maior quantidade de gordura. De acordo com os estudos para a reprodução desses animais de corte, hoje temos duas opções para a reprodução desses gados, que seria a monta natural (onde a fêmea e o macho realiza o coito livremente) e através da inseminação artificial (processo onde o sêmen do macho é inserido diretamente no sistema reprodutivo da fêmea). A bovinocultura se relacionam em 3 fases para finalização, que são: (cria, recria e terminação). A fase de cria corresponde aos animais fêmea e macho que já foram criados na propriedade, envolvendo as vacas, as novilhas e os reprodutores. A fase de recria se faz no final da desmama do bezerro(a) até o momento que ele é destinado à terminação. Já a fase de engorda é ligada com a fase de recria, onde o gado(a) precisa estar com o peso ideal para seguir para a fase de terminação. Assim, finalizando com a fase de terminação onde é caracterizada pela aparência final do animal, é feito o melhor trabalho de engorda e cuidados com a carcaça do bicho, para valorizar o ganho do gado. Essa fase no Brasil ainda é caracterizada pela pastagem, onde é uma parte do campo fechada e separada contendo o bebedouro e o cocho para acompanhamento facilitado da alimentação de cada animal. Relacionando as práticas de abate desse setor, onde passam por um manejo pré abate dos bovinos. A primeira questão a ser considerada é a forma de embarque dos animais, onde precisasse definir os animais adequados para a prática. Após isso temos a condução dos animais que devem ser conduzidos sempre ao passo, sem correrias e sem gritos, para não comprometer a saúde mental. Assim acomodamos os animais no curral, que também deve ser realizada com muita calma, sem gritos e sem uso de ferrões, paus e bastão elétrico, após isso seguimos com toda a programação de direcionamento dos animais ao abatedouro, seguindo assim com o desembarque dos animais e podendo seguir com o abate, que se caracteriza como correta quando o abate proporciona: qualidade visual, pois evita carne escura de animais que sangram inadequadamente; qualidade sensorial, evita endurecimento da carne por meio da aplicação de estimulação elétrica é correto resfriamento da carcaça; por reduzir a possibilidade de contaminação ou por inspecionar e soltar carcaças sem o risco de propagação de doenças. No cenário que se apresenta, é fundamental que o pecuarista observe algumas tendências comportamentais do mercado consumidor,com todas as possibilidades que oferece, bem como os incentivos do governo e as perspectivas econômicas para poder ajustar os investimentos na sua produção. Já que a preferência pela carne também é ditada por fatores culturais, vale apostar nas exportações, ou focar em grupos dispostos a pagar por produtos especiais.Contudo, todo produtor de carne bovina, independentemente da fatia de mercado que ocupe, deve se preparar e adaptar sua produção de modo que tenha menos prejuízos e maior retorno sobre seus investimentos. Há a questão alimentícia dos bovinos, a nutrição é muito importante para manter o bem-estar e a aparência ideal do gado, assim contendo na maioria das vezes em sua nutrição alimentos volumosos e concentrados. Os principais alimentos são o Milho, Silagem de cana-de-açúcar, Cana-de-açúcar fresca picada,Silagem de capim. A saúde reprodutiva de vacas e novilhas leiteiras depende da saúde dos bovinos como um todo, que por sua vez está diretamente relacionada à nutrição, redução do estresse de processamento, controle de parasitas internos e externos e uso de vacinas para prevenção de doenças. À medida que os bovinos recebem um bom manejo sanitário, são bem alimentados e manejados adequadamente, vão sendo reduzidas as possibilidades de ocorrência de problemas de saúde específicos da reprodução. O controle sanitário na bovinocultura, engloba a manutenção da higiene, sanidade e bem-estar animal, mas tecnicamente, esse manejo envolve vacinações e o controle de zoonoses do rebanho, tudo para que este seja, de fato, sadio e lucrativo. Com toda essa rotina regrada e cheia de pontos importantes para uma boa apresentação dos gados, também levamos em conta toda a questão da sanidade mental do animal, onde é envolvido na prevenção, planejamento e cuidado com a qualidade de vida do rebanho, tornando a produção cada vez maior e melhor. Bovinos saudáveis garantem a qualidade da pecuária nacional e internacional, protegendo a saúde pública e o meio ambiente. Referente ao trabalho e processo, hoje os criadores estão introduzindo em suas criações um sistema chamado melhoramento animal,avaliando e mensurando as características de interesse econômico nos animais para que se obtenha a predição dos valores genéticos dessas características. Assim, classificando em qual fase tem que ser dado uma melhor atenção para que o final seja agradável. Como todo processo que é realizado com base nas partes naturais, a bovinocultura de corte não seria diferente, aonde o criador ao decidir montar um confinamento, é necessário procurar apoio técnico, além de informações complementares das técnicas e da legislação, a fim de obter melhor produtividade com segurança e respeito aos animais e ao meio ambiente. Hoje as instalações adequadas facilitam o bom manejo do rebanho, sendo desde as cercas e porteiras, cochos e bebedouros, estrutura do “creep-feeding” e “creep-grazing”, o curral de manejo e seus componentes, o galpão de confinamento até os silos para armazenamento de alimentos. Cada um com sua função e importância dentro do sistema de produção. Os principais problemas apontados pelos pesquisadores são a degradação dos sistemas ambientais, degradação do solo, emissão de gases efeito estufa e poluição dos recursos hídricos. Com exceção desta última, a subutilização dos recursos naturais (baixa concentração animal) é a principal responsável pelas externalidades negativas da atividade. Quanto às emissões de GEE, esta atividade contribui com cerca de 16% do total, segunda maior, assim tendo que ser melhor acompanhada por todos os criadores/abatedouros do país. Produção de carne bovina e criação a pasto e confinamento De acordo com dados do IBGE(2013), cerca de 17,10% da renda familiar dos brasileiros é destinada à alimentação, permanecendo atrás somente da habitação (29% da despesa total). Dentre os itens consumidos pelos brasileiros, o grupo “carnes” é o que mais pesa nas despesas (18,34%). Com relação à carne bovina, a classe alta tem um gasto maior com carne de primeira (3,93% contra 2,43% da mais baixa), enquanto a classe de renda mais baixa gasta um percentual maior com carne de segunda (4,47% contra 1,06% da mais alta). As maiores aquisições de carne bovina ocorrem nas regiões Sul e Norte (21,2 kg em ambas) e as menores, no Nordeste e Sudeste (14,2 kg em ambas), enquanto o consumo no Centro-Oeste (17,6 kg) aproxima-se da média nacional (16kg). Por estado, as maiores aquisições de carne bovina são verificadas em Rondônia (27,2kg) e Rio Grande do Sul (26,1kg), e as menores, na Paraíba (10,2kg) e Ceará (11,3kg). A população brasileira tem mudado sua alimentação, diminuindo o consumo de alimentos básicos como arroz, feijão, batata e pães para consumir alimentos prontos, que passou de 1,7 kg para 5,4kg (IBGE, 2013). Esta tendência também foi evidenciada por Velho et al. (2009), ao analisar a frequência de compra de carne por consumidores na cidade de Porto Alegre. Neste estudo, 50% dos consumidores compram carne somente uma vez na semana, ou, com frequência menor, o que confirma a tendência de mudança na forma de oferecimento dos cortes pelos supermercados, que passaram a vender a carne em bandejas, e não diretamente cortadas no açougue, visando à facilidade de congelamento e armazenamento. Toda essa mudança na alimentação está ligada a questões econômicas e sociais, onde a mulher adquiriu uma independência financeira e não consegue mais ficar em casa preparando as refeições. Como resultado ocorreu alterações nos hábitos e comportamentos alimentares, como o incremento do consumo alimentar fora de casa, o aumento do consumo de alimentos processados e a substituição das refeições e preparações tradicionais por lanches rápidos (SOUZA et al., 2013). Os consumidores de carne que possuem um conhecimento maior sobre o assunto e tem condições de se preocupar com a procedência da carne, buscam consumir carnes vinda da criação de boi a pasto, pois esse tipo de criação acaba sendo menos agressivo ao boi e a carne é mais macia conhecida como angus. Algumas marcas de carnes possuem na própria etiqueta de embalagem uma cor diferenciada que mostra que aquela carne é vinda de um boi a pasto ou a confinamento. No mercado, a maioria das carnes são de boi criado em confinamento, pois sai mais barato esse tipo de criação. Os bois criados em confinamento recebem uma grande quantidade de alimento, isso acontece para que o gado cresça e engorda rápido para que vá para o mercado rápido. Esse tipo de criação gera custos, mais ou menos 80% dos custos totais. O crescimento rápido do animal faz com que ele precise de mais nutrientes, então o confinador deve suprir as necessidades de vitaminas, energias, proteínas, que são nutrientes contidos nos alimentos. Possuem dois tipos de nutrientes os concentrados e volumosos, os concentrados são os alimentos que possuem alto teor energético e baixo valor de fibras, que são os grãos, já os volumosos possuem alto teor de fibra que são capim de corte, feno e a cana de açúcar, os volumosos são mais abundantes por isso são mais baratos. A relação entre concentrado e volumoso depende da disponibilidade de cada um deles e de seus preços, além do atendimento às demandas nutricionais. Também são usados antibióticos nos animais de confinamento para aumentar o ganho de peso, os melhores resultados na utilização de antibióticos ocorre nos alimentos concentrados o que também ajuda na prevenção ou redução de abcessos no fígado. Bovinocultura leiteira No que se diz respeito à bovinocultura leiteira, começar pelos aspectos naturais se faz importante pelo impacto direto na alimentação do animal, onde 50% dos custos relacionados a sua produção provém do que as vacas consomem. De maneira geral, esse tipo de ração possui alimentos abundantes, como suplementos minerais, vitaminas e aditivos. Em maior volume são consumidos alimentos com fibra bruta, como fenos, silagens, capins, palmas, palhadas, que apesar de fornecer baixa digestibilidade de energia e proteína, constituem a maioria da ração. E são fundamentais para a digestão dos bovinos, que necessitam ter no mínimo 17% de alimentos secos para que o leite tenha um teor de gordura normal. Os farelos e grãos em menor quantidade são fundamentais para aquisição de proteínas e energias, e mesmo com um alto valor para compra se fazem necessários para obter uma maior produção. Em que segundo informações Embrapa Gado de Leite, para cada quilo de leite produzido, uma vaca precisa comer, além do necessário para sua manutenção, 90 g de proteína e 333 g de energia digestível. De acordo com SEBRAE RN, no que consta em seu livro de informações técnicas e de gestão, para que seja garantido toda essa alimentação, e se mantenha dentro dos custos para lucro, deve haver um dimensionamento com reserva de forragens, que será produzida ou colhida nos pastos nativos. A área de cultivo a ser escolhida é considerada a partir da diversidade de clima e solo, onde existe a preferência por áreas menores e com melhores solos, adubação e irrigação, que se diferenciam de acordo com a região. As espécies plantadas devem ser as que melhor se adaptam em circunstâncias das condições do solo, clima, topografia, entre outros, de acordo com a localidade. Onde deve-se levar em consideração o manuseio correto da pastagem, que deve respeitar a divisão da área, período de ocupação, intervalo de desfolha (período de descanso),número de animais por área, adubação, e outros fatores. Que também devem ser gerenciados de acordo com a raça da vaca leiteira, pelo motivo de apresentar diferenças entre os animais. Além da alimentação, o consumo de água, nutriente essencial para o animal e apresenta baixo custo. Como o maior constituinte do corpo, a perda de 10 a 12% da água corporal pode resultar a depender da raça,em sua morte. Onde, se estabelece que um animal necessita quatro vezes mais água do que alimento, peso a peso (NUNES, 1998). Quando se trata do fornecimento de água para bovinos de maneira geral, a vaca leiteira acaba por ser a que mais sofre privação quanto a hidratação, pela grande eliminação de leite, e por conter em seu corpo uma em média, de 55 a 70% de água. Na questão de qualidade, é ideal que a água seja servida em cochos, pois quando localizada em pastagens, mesmo que corrente pode apresentar contaminação. Principalmente nos períodos de seca, em que a água fica parada e sem renovação, com os animais que defecam e urinam no local. Com isso ocorre o risco de contaminação por diferentes doenças, como brucelose, tuberculose, febre aftosa e outros agentes, expondo a saúde dos animais. Além da alimentação e água, as condições do ambiente também geram influências sobre os animais, em que nos países de clima quente, a adaptação não é tão favorável se comparado ao clima mais ameno. E nesse caso, o gado não desenvolve totalmente seu potencial genético, com isso Souza et al. (2004) citam Arcaro (2000) quando este fala da necessidade de instalações adaptadas, que garantem o mínimo de conforto aos animais, para que assim possam desenvolver todo seu potencial genético. Logo, para que não exista prejuízo na produção, os autores expõem a importância de granjas leiteiras climatizadas e controladas, para que não aconteça alterações fisiológicas em decorrência das influências climáticas. E nesse quesito, outro fator importante está na raça da vaca escolhida para produção, a fim de respeitar suas necessidades e especificidades. No Brasil, algumas vacas são mais comuns para se investir no segmento de produção de leite. Dentre elas, a raça Holandesa proveniente da Europa possui o maior potencial de produção,sendo a mais propagada pelo mundo. Sua características são de exigências quanto ao clima, conforto e manejo. Em contrapartida a raça jersey, também europeia, é mais rústica, tem sua adaptação fácil, o que a torna a segunda melhor para produção de leite, com alta fertilidade e grande longevidade. Outra raça que pode ser usada para produção de carne mas predomina para o leite, é a Pardo Suiço, umas das mais antigas do mundo. Essa raça tem características rústicas, com boa fertilidade e longevidade. As vacas indianas são outras utilizadas, a raça de Zebu Leiteiras denominadas de zebuínas, que diferem das europeias. De grande resistência ao calor e umidade, não requer alta qualidade nutricional em sua alimentação, e se torna barata e versátil pela sua fácil adaptação. Contudo, a escolha da raça deve ser levado em conta os diversos aspectos naturais, e recursos disponíveis de acordo com as suas características. Indo para o manejo, os cuidados com o animal devem ser iniciados antes mesmo do seu nascimento, com o foco nas práticas de sanidade que visam manter a saúde e produtividade. Como orienta as cartilhas da EMBRAPA, ainda na gestação, é fundamental que nos últimos 60 dias antes do parto, ocorra a secagem da vaca, para melhor produção de leite e desenvolvimento do feto. A alimentação também se configura como fator crítico para o crescimento normal do feto, e desenvolvimento do bezerro em seus primeiros dias de vida. Onde a vaca não deve ser obesa, ou estar magra demais, pelo alto risco de problemas com o parto. Outro cuidado está no piquete maternidade, ou pasto que deve ser limpo, seco e com uma alimentação diferenciada das demais. Assim que ocorre o nascimento do bezerro, ele deve mamar o colostro, importante fonte de nutriente concentrado nas primeiras amamentações da vaca. Para que seu desenvolvimento ocorra de maneira saudável, a fim de garantir a sobrevivência do animal. Todas as técnicas de manejo do animal são importantes para sua reprodução, que acontece também através de melhoramento genético do gado leiteiro. Com o crescimento populacional e o aumento do consumo de produtos lácteos, cresce os interesses em investimentos no setor. Segundo a revista CFMV de 2008, o investimento em geração de emprego para a atividade leiteira é uma das mais vantajosas, pois a cada 5 mil reais investidos na pecuária leiteira é gerado um novo emprego. E o Brasil em 2007 exportou US$ 11,5 milhões a mais do que os valores que foram importados (CNA, 2008), mas ainda não concentra grande produtividade se comparado aos EUA por exemplo. O sistema de criação também é fundamental para uma produção vantajosa, de forma que garanta a saúde e o bem estar animal. Nesse caso existem práticas diferentes que vão direcionadas para dois principais sistemas: o extensivo e o intensivo. No caso do extensivo, o gado é criado livre de modo que não necessita de grandes investimentos, pois utiliza os recursos naturais da região para retirar a maioria dos nutrientes fundamentais para sua alimentação. Entretanto, a produção nessa modalidade acaba por ser inferior, com um difícil controle sobre o gado. No caso do sistema intensivo, seus meios são totalmente diferentes, pois utiliza o confinamento para melhor produção, controle e saúde dos animais, mas em contrapartida requer grande investimento financeiro. No caso do gado leiteiro, esse sistema é o mais apropriado, principalmente pelo controle de higiene no ambiente, e a facilidade de mecanização. A grande dificuldade entretanto está no investimento financeiro e na mão de obra qualificada para manusear o local, bem como os equipamentos. Esses aspectos negativos, bem como os positivos devem ser avaliados de acordo com o esperado para produção, e o capital de investimento disponível para o mesmo. Todos esses aspectos apresentados influenciam o momento da ordenha, etapa importante para a obtenção de um produto de qualidade, que deve seguir diretrizes de higiene e cuidado para não ter o risco de contaminação do leite. Nessa etapa, dois procedimentos podem ser adotados, a ordenha manual e a mecanizada. Onde na ordenha manual o leite é retirado diretamente das mãos do ordenhador, enquanto que a mecânica é realizada com equipamentos que simulam a mamada do bezerro. Os dois métodos funcionam para a ordenha, mas deve ser levado em conta a produção e a quantidade de leite produzido, pois de maneira manual, o pouco investimento resulta em uma quantidade menor de produto. Sendo viável apenas para pequenos produtores, enquanto que a mecanizada garante maior produção, com a exigência de investimentos financeiros e mão de obra capacitada para o trabalho. Esses cuidados, bem como o investimento para obtenção de um produto de qualidade, que siga com as exigências do mercado são diferentes se comparado a bovinocultura de corte. Principalmente no momento da ordenha e com a saúde do animal, que deve possuir maior atenção e investimento financeiro, de maneira a buscar sempre por métodos eficientes. Pois as vacas leiteiras exigem uma alimentação e um ambiente apropriado para manter os padrões, em vista que a mesma vai gerar o produto final e viver por mais tempo que o gado de corte. Onde o mesmo nasce e cresce com a finalidade de ser abatido, e no caso do Brasil ter todas suas partes comercializadas. Logo, se faz necessário que o manejo de bovinos leiteiros envolva, também, práticas inerentes à atenuação dos efeitos desfavoráveis do ambiente, com a mesma ênfase que é dada àquelas que dizem respeito à alimentação, sanidade, genética, reprodução e produção. (NOBRE, 1984). E com isso é desejável que o sistema seja eficiente na movimentação, alimentação e manejo dos dejetos, devendo prover um ambiente que, ao mesmo tempo, seja saudável para os animais e que promova condições de trabalho favorável e confortável para os funcionários e que seja, por fim, mas não menos importante, economicamente viável. (CAMPOS et al, 2005). No que cita a EMBRAPA Gado Leite sobre dejetos, existem inúmeros prejuízos ambientais ocasionados com um manejo inadequado, pois são as principais causas de poluição dos recursos hídricos. Assim, deve-se buscar a alternativa para manejo que melhor se adequa ao sistema de produção existente no local. Todos os cuidados são necessários para a saúde do animal, e devem ser redobrados no momento da ordenha. Que deve acontecer em um ambiente limpo e confortável, onde segundo o SEBRAE recomenda-se salas com lotes menores de vacas, ordenhadas simultaneamente. Em uma cartilha do governo feita pela Funep, que apresenta boas práticas de manejo para a ordenha, é citado o conceito de ordenha sustentável. Que consiste em um trabalho realizado de forma correta, paciente e cuidadosa, com o entendimento do comportamento da vaca leiteira, a fim de respeitar suas necessidades. Outra prática citada pela EMBRAPA está na produção de leite orgânico, que deve englobar um sistema de boas práticas, e substituição de insumos externos. Com a adaptação do animal às condições regionais, e o desuso de materiais sintéticos, mas, mantendo uma alimentação equilibrada. O leite produzido também deve ter um selo de certificação, conferido por uma certificadora de alguma empresa relacionada a produtos orgânicos. E com isso obter um produto de qualidade. Bovinocultura leiteira: empresa Fazenda Bela Vista A fazenda Bela Vista surgiu em 1960 nas divisas do estado de São Paulo e Minas Gerais, na época ainda chamada de fazenda são josé, começou a produzir leite de origem bovina, principalmente o tipo B, com o passar dos anos ganhou espaço no mercado e começou a expandir, já contava com 1000 animais em lactação e inseriu o sistema free stall para facilitar o manejo dos animais, maior conforte e também segurança de seu produto já que os animais ficam confinados em grandes galpões que mantém um alto padrão de limpeza impedindo a propagação de doenças e infecção do leite. Em 1984 houve aindamaior evolução com a construção do complexo produtivo da fazendo São José e três anos depois entrou em operação a atual fazenda Bela Vista com um grande e avançado centro de produção de leite tipo A, segundo o próprio site da empresa. A partir daí continua em expansão com investimentos em altas tecnologias, importações de animais e embriões de alto padrão para maior qualidade e qualidade e capacidade produtiva, havendo crescimento também em sua linha de produtos. Para maior aprofundamento seguindo as ideias abordadas em nosso texto base retirado da revista UNIANDRADE que aborda a exposição dos trabalhadores da pecuária leiteira aos riscos ocupacionais, escrito por professores e doutores, é conhecido e comprovado através dos métodos de pesquisa utilizados um outro lado da pecuária leiteira que é muito difícil de se ver as empresas e fazendas abordando, a parte trabalhista, seus riscos e dificuldades. No artigo se avaliam desde as questões técnicas até as sociais com depoimentos dos trabalhadores. A abordagem utilizada foi a quali-quantitativa, por meio do estudo de múltiplos casos em 14 propriedades rurais presentes no estado do Paraná com produção voltada para o leite de origem bovina, tema do presente trabalho. Através de entrevistas e acompanhamento das atividades realizadas com trabalhadores foram coletados os dados. Os principais riscos ocupacionais na atividade leiteira são: Ergonômicos: atingem a estrutura musculoesquelética são causados devido a jornadas de trabalho muito longas que variam de 44 a 91 horas/semanais e sem condições de trabalho adequadas levando o trabalhador a adquirir postura incorreta e dores na musculatura. Ficando em pé durante muito tempo, exercendo o levantamento e transporte manual de pesos, tais queixas são menores em fazendas/empresas como a fazenda bela vista já citada que utiliza da ordenha e outros processos mecânicos, mas ao se pensar no manejo do gado, limpeza do ambiente em que fica também podemos encaixar essas atividades nos riscos ergonômicos; Acidentes: podem ser causados devido a falta de EPI'S no manejo do rebanho, na utilização de máquinas e equipamentos também; Físicos: pode ser causado por diversos fatores como exposição a radiação solar, vibrações e ruídos de máquinas, dentre outros; Químicos: riscos causados pela exposição a produtos químicos; por fim riscos Biológicos: Exposição, contato com pelos e dejetos de animais infectados, animais peçonhentos e à água contaminada, a empresa escolhida para ser abordada no referido trabalho utiliza do sistema free-stall onde os animais ficam alojados em amplos galpões, é de extrema importância que o local seja extremamente limpo para não contaminar o leite e evitar a propagação de doenças entre os animais que ficam todos juntos, o uso de EPI´S então torna-se indispensável para evitar a contaminação através dos dejetos dos bovinos durante as limpezas dos galpões. Avalia-se a importância do uso dos EPI 'S para a garantia de saúde e bem estar do trabalhador. Nas entrevistas realizadas 100% dos entrevistados afirmaram que não utilizam todos os equipamentos de proteção pessoal recomendados, a maioria justificou a falta de uso por custo de aquisição, desconforto na utilização e também a falta de instrução sobre como utilizá-los. A falta de informação muito presente, onde 44,5% possuem apenas o ensino fundamental I incompleto e recursos são grandes motivos para esses trabalhadores não conseguirem lutar por melhores condições de trabalho, remuneração e proteção, como a pesquisa foi realizada em fazendas/empresas de pecuária familiar não possuímos aqui dados sobre como grandes empresas agem diante dessas questões, porém na pecuária familiar notou-se que a desinformação e o vínculo entre as pessoas favorece o descumprimento das recomendações de segurança. A falta de transparência de grandes empresas e fazendas dificulta a obtenção de dados sobre as questões trabalhistas, ambientais e sociais, informações são de difícil acesso e as principais fontes são originárias das próprias empresas que utilizam disso para promover seus pontos positivos, mantendo e aumentando assim sua posição no mercado e lucros. Melhoramento genético Na questão de reprodução, e inseminação artificial é uma aliada para que exista uma elevada produtividade com a qualidade do produto. Exemplificando, a inseminação artificial – IA é a técnica singular mais importante desenvolvida para o melhoramento genético dos animais, já que poucos reprodutores selecionados produzem sêmen suficiente para inseminar milhares de fêmeas anualmente (HAFEZ & HAFEZ, 2004). Nessa questão, os primeiros relatos datam de 1780 e, segundo a Associação Brasileira de Inseminação Artificial – ASBIA (2004), aproximadamente 5 a 7% das fêmeas em idade reprodutiva são inseminadas artificialmente no Brasil. Sendo essa uma biotecnologia importante para o melhoramento do rebanho, mas que acaba esbarrando na dificuldade em identificar o cio do animal, que acaba por requerer tempo e mão de obra qualificada (BARROS & ERENO, 2004). Além dos uso dessas técnicas, deve ser garantido um manejo sanitário adequado, com tratamentos clínicos realizados precocemente por um médico veterinário responsável pelo trabalho. Além da alimentação e água, as condições do ambiente também geram influências sobre os animais, em que nos países de clima quente, a adaptação não é tão favorável se comparado ao clima mais ameno. E nesse caso, o gado não desenvolve totalmente seu potencial genético, com isso Souza et al. (2004) citam Arcaro (2000) quando este fala da necessidade de instalações adaptadas, que garantem o mínimo de conforto aos animais, para que assim possam desenvolver todo seu potencial genético. Logo, para que não exista prejuízo na produção, os autores expõem a importância de ambientes climatizados e controlados, para que não aconteça alterações fisiológicas em decorrência das influências climáticas. E nesse quesito, outro fator importante está na raça da vaca escolhida para produção, a fim de respeitar suas necessidades e especificidades. Com o material disponibilizado pela EMBRAPA, em um programa específico para o estudo da produtividade da carne bovina no país, citando o melhoramento genético. O grande objetivo desse processo é classificar as características de maior interesse dos animais para que se obtenha a melhor precificação genética dessas características, assim classificando os bovinos com finalidade de seleção. Assim tornando o gosto do produtor e o que o mercado exige. O processo de fixação de características favoráveis aos sistemas de produção modernos, que sejam mais eficientes e sustentáveis e que atendam às necessidades e exigências do consumidor atual, se dá basicamente por meio da seleção e do sistema de acasalamento. De maneira bem simples, podemos definir: Seleção onde é a escolha dos animais que serão os progenitores da próxima geração; E os sistemas de acasalamento onde é a definição de quais touros serão cruzados com as vacas. Entre eles, o principal é o cruzamento de raças distintas. Definindo que é o melhor animal, seguindo para distinguir os animais e os critérios utilizados para a seleção, separe os grupos, realize a avaliação genética assim seguindo para a seleção e finalizando com o acasalamento dos bovinos. Sanidade Animal, doenças transmitidas por alimentos e tecnologias Existem patógenos que causam doenças na cadeia produtiva como os vírus (febre aftosa, diarreia viral bovina), bactérias (brucelose, tuberculose), essas doenças vêm sendo controlada por conta das tecnologias avançadas que temos atualmente que possibilita uma melhor qualidade de carne. Tem se estudado muito novos genes para o diagnóstico precoce e vacinas. Hoje já se utiliza proteínas quiméricas para diagnóstico rápido de tuberculose em bovinos para brucelose vacinas marcadoras mutantes derivadas de knockout gêmco, vacinas com proteínas recombinantese de subwlidades para outros patógenos de suínos, aves, caprinos e ovinos, entre outros animais (MELO et al., 2015; VIALE et al., 2016). A tecnologia ajuda muito com o mapeamento da resistência e susceptibilidade animal às encefalopatias espongiformes transmissíveis, doenças de grande impacto para a economia dos países produtores de proteína de origem animal e que muito preocupam a segurança alimentar mundial, encefalopatia espongiforme bovina (EEB) em bovinos de corte e de leite. Essa ferramenta auxilia não só à seleção genética como a programas de melhoramento, análises de risco epidemiológico e de prevenção e controle de doenças (GALVÃO et al., 2012; GONÇALVES et al., 2016). Dessa forma vemos que a biotecnologia é muito importante para a segurança alimentar e nutricional no Brasil, hoje temos a erradicação da doença EEB, o que garante a saúde, nutrição e qualidade de alimento para a população. A carne, o leite e seus derivados é importante para a alimentação da população e tem importância na economia brasileira. Esses alimentos são considerados um dos principais responsáveis pela veiculação de patógenos ao homem, ocasionando as chamadas doenças transmitidas por alimentos (DTAs). No Brasil, para uma população de mais de 200 milhões de habitantes, de 2007 a 2016, foram notificados 6.632 surtos de DTAs, com 118.104 doentes e 109 óbitos. Desses surtos, a grande maioria foi causada por bactérias, das quais a Salmonella sp. foi o principal agente responsável, seguido de Escherichia coli e Staphylococcus aureus (BRASIL, 2016). Doença mais comum em vacas leiteiras é a mastite que é causada por bactérias variadas que causa infecção nas glândulas mamárias da vaca, e que é um grande problema para a lucratividade na pecuária. Os principais microrganismos que causam a mastite são Staphyloccus aures, Streptococcus agalactae, Mycoplasma bovis. Dessa forma, a mastite causa não só redução na produtividade e altera o valor nutritivo do leite, também pode causar doenças no ser humano, principalmente em crianças, pois é difícil pasteurizar nas indústrias. Por isso o cuidador de bovinos leiteiros deve se preocupar diariamente com precauções como na linha de ordenha, desinfestação pós ordenha e tratamento de vacas antes da secagem, visando controlar doenças. Controle parasitário Segundo artigo disponibilizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), é de extrema importância o controle parasitário em bovinos de corte, pois sem esses esforços para combater tais parasitas pode-se haver uma perda de até 20% de ganho de peso no animal infectado, aumento de custos para a aquisição de antiparasitários, produção e lucros afetados, além da saúde do animal infectado também ser afetada negativamente. causando danos não somente ao animal mas também ao criador A sociedade brasileira de parasitologia, apoiada por diversas grandes universidades do país, incluindo a UFMG, define parasitas como um ser vivo de menor porte que sobrevive associado a um outro ser vivo de maior porte, podem ser classificados em três diferentes tipos: Ectoparasita, endoparasita e hiperparasita. Nos bovinos os principais tipos desses hospedeiros são ectoparasitas ou endoparasitas, se diferem por suas características morfológicas, alimentares e por seu ciclo de vida (EMBRAPA) e o conhecimento de suas características e diferenças é importante para que seu controle se dê de forma efetiva. Do grupo dos ectoparasitas as moscas-dos-chifres, mosca-dos-estábulos e o carrapato-boi são os principais parasitas encontrados em bovinos, o seu controle em sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) são diferenciados. Os endoparasitas mais encontrados em sistemas de integração bovina são os helmintos, coccídeos e agentes TPB que também possuem formas de controle diferenciados, conforme informa a tabela a seguir: Tabela 1. Características biológicas e controle dos principais parasitas bovinos de corte em sistemas de integração(EMBRAPA) Ainda seguindo os dados disponibilizados no portal EMBRAPA, para maior entendimento e compreensão dos parasitas bovinos a seguir será comentado sobre cada um e sua forma de controle mais especificamente. As moscas causam prejuízos decorrentes da perda de sangue do animal, perda de produtividade, estresse e ainda prejudicam ao couro com suas picadas, o controle para prevenção das moscas é indicado no período que antecede as chuvas, o uso de carrapaticida também é indicado para o seu controle, entretanto é importante se atentar as doses utilizadas. O carrapato-boi, é um dos parasitas que causam mais prejuízos, acompanha o bovino durante um ciclo de vida inteiro (ciclo de vida monoxênico) e suas larvas alimentam-se e se desenvolvem no animal até a fase adulta em 21 dias, gerando assim um ciclo de sofrimento para o animal e gastos ao dono.Para o pesquisador Renato Andreotti, vinculado à EMBRAPA, os prejuízos econômicos causados pelos carrapatos ocorrem em diferentes graus dependendo da infestação, ocorrendo de forma direta e indireta, indo desde a danos ao couro à morte do animal, transmissões de doenças, medicamentos e mão de obra especializada para o tratamento dos bovinos. O uso de carrapaticida é usado para o controle desses parasitas. Os vermes (Helmintos) causam prejuízos parecidos aos dos carrapatos nos bovinos, como a redução de ganhos de peso, aumento na idade do abate, perdas de peso e assim interferindo no desempenho do rebanho. Podem ter ciclos de vida simples ou complexos. Já os Coccídios (Eimeriose) são parasitas microscópicos que atuam no intestino dos animais, dentro de suas células e destroem elas, o que prejudica extremamente a saúde e qualidade de vida do animal pois com o número de células reduzido os bovinos perdem muitos nutrientes, acarretando também na perda de ganho de peso, podendo levar até a morte de animais mais frágeis e novos. Os helmintos e os coccidios possuem uma etapa no seu ciclo de vida fora dos animais, o que para animais em sistemas de integração é benéfico já que pela mudança de ambientes possuem menos chances de contaminação desses parasitas. Problemas ambientais na pecuária Com as tecnologias adotadas é possível conseguir um melhor desempenho na produtividade, na qualidade e na segurança alimentar do Brasil. No país temos uma vantagem competitiva na produção de proteína animal a pasto, e pela garantia sanitária e a prevenção de encefalopatia espongiforme. Contudo, os danos ambientais associados à agropecuária, como a degradação do solo, a contaminação por resíduos de agrotóxicos, a poluição da água e a redução da biodiversidade passam a prevalecer à medida que cresce a demanda por alimentos (Focus, 2010). Questões referentes à saúde animal e a esgotamento de recursos em relação aos problemas mundiais decorrentes do crescimento exponencial da população vêm sendo avaliadas. Evidencia-se cada vez mais a necessidade de compreender o conceito de desenvolvimento sustentável e sua implicação em determinadas condições econômicas e regionais (Boyazoglu & Nardone, 2003). Mas atualmente tem se buscado formas de diminuir os prejuízos causados ao meio ambiente na produção de bovinos de corte, onde a animais e meio ambiente se encontrem sem prejudicar a economia de uma forma consciente. A pecuária é considerada uma das atividades que mais prejudicam o meio ambiente, as causas negativas dessa atividade estão relacionadas ao sistema extensivo adotado pelo Brasil. Onde ocorre o baixo investimento em formação e manutenção de pastagem. Destruímos os ecossistemas com o esgotamento ou com a baixa produtividade de determinadas áreas e acabam avançando para os biomas naturais e destroem os habitats e espécies. A pecuária, atividades madeireiras e agrícolas são as principais atividades que expandem suas áreas nos biomas do cerrado e amazônia. Também podemos citar a degradação do solo que com a faltade manutenção de pastagens acaba compactando o solo. Outro poluente liberado pela pecuária é o gás do efeito estufa, devido a grande quantidade de gado que temos no mundo, estimativas mostram que 9% do total desses gases são causados por ações humanas. No Brasil a pecuária que envolve a criação para corte e leite torna-se a maior emissora, com 260 mil Gg de CO2eq, o que equivale a mais de 42% das emissões de GEE. A criação de gado para corte + leite emite cerca de 9,221 t enquanto a agricultura apenas 416 t, em 2006 para se produzir uma tonelada de carne resultou na emissão de 1,3 t de CH4. A JBS leva o segundo lugar em ser a maior companhia de alimentos do mundo e de proteínas firmou parceria com a Royal DSM, empresa global movida por propósito, das áreas de saúde, nutrição e biociência. Ambas se juntaram para tentar reduzir a emissão de metano energético bovino em escala mundial. A JBS vai utilizar o Bovaer, suplemento desenvolvido pela DSM para melhorar a pegada dos gases de efeito estufa na cadeia de valor na produção de carne bovina. O Bovaer é adicionado à alimentação dos animais, com potencial de reduzir em até 90% as emissões entéricas de metano, como comprovado recentemente em um estudo australiano de confinamento de carne bovina. Um quarto de colher de chá do aditivo ao dia, por animal, inibe a enzima que ativa a produção do gás metano no estômago do ruminante. Segundo a DSM, o efeito é imediato e, se o uso for interrompido, a emissão de gases é retomada integralmente. A DSM e a JBS vão desenvolver em conjunto o plano de implementação do Bovaer na cadeia produtiva. O objetivo é promover uma transição da indústria global de carne bovina, liderada pela JBS, para obter, via nutrição, um caminho seguro para reduzir as emissões de metano. A empresa líder de alimentos e proteínas coloca suas mídias as melhores informações no quesito trabalhador em sua empresa, diz que possuem EPIS, informações e orientações de como trabalhar na empresa. Mas não falam dos problemas que causam nos funcionários, como foi o caso de uma funcionária que entrou contra a JBS por ter lesionado o ombro por esforço repetitivo, que reduziram em 25% sua capacidade de trabalhar, o tribunal superior do trabalho condenou a empresa a pagar 20 mil de indenização à funcionária. Emissão de gases em sistemas de produção Segundo Rodriguez e Campos (2007) nos últimos anos a concentração de gás metano tornou- se mais elevada que altera o balanço energético da terra, devido sua radioatividade. O potencial de ação do metano é cerca 23 vezes maior do que o potencial de ação do gás carbônico se tratando do aquecimento global, isso devido ao ‘longo tempo de resistência” que o metano tem na atmosfera, contribuindo em 15% para o efeito estufa e segundo o Protocolo de Montreal ele também é uma substância responsável pelo empobrecimento da camada de ozônio (Amormino, 2008). Dessa forma a emissão de metano tende a crescer junto com o aumento do rebanho, No Primeiro Inventário Brasileiro de Emissões Antrópicas de Gás Efeito Estufa (GEE), as emissões totais de metano da pecuária foram estimadas sem o 8,8 Tg de metano com origem entérica. Para o ano de 2005, as informações preliminares do Segundo Inventário Brasileiro das Emissões e Remoções Antrópicas de Gases de Efeito Estufa (2009) indicaram emissões de metano de origem entérica de 12 Tg (Oliveira,2011). Na emissão de metano 90% é liberado durante o processo de ruminação e somente 10% na forma de flatulência. Esteves et al. (2012) ao avaliarem bovinos de corte criados a pasto, em sistema de integração lavoura e pecuária (ILP) e terminados em confinamento, observaram média de emissão de 40,3 kg/animal/ano de metano, durante três anos de período experimental, indicando que os animais com maiores ganhos diários de peso podem emitir menores quantidades de metano. Pontos positivos e negativos e apontamento para novas pesquisas Vantagens Bovinocultura Leiteira: ● Terra – área/limitações ● Capital – investimento/tecnologia ● Mão de obra – capacitação/tecnologia ● Instalações/máquinas/equipamentos ● Animais – potencial genético ● Mercado – exigências/remuneração/escala ● Clima Desvantagens Bovinocultura Leiteira: ● Melhoramento genético → Capacidade produtiva. ● Maior metabolismo, maior tamanho, porém capacidade ● de consumo limitada > qualidade do alimento ● Exigência nutricional x Produção de leite ● Importância da qualidade da dieta/pasto ● Qualidade da forragem X Exigência Animal ● Baixa Produtividade Vantagens Bovinocultura Corte: ● Não há dúvida de que a principal vantagem da pecuária intensiva é o alto nível de produtividade alcançado por meio de estratégias de criação. Para o bom desempenho dos animais, é necessário investir em dietas balanceadas, silagem ou pastagens de alta qualidade para aumentar o ganho de peso dos animais e o rendimento de carcaça durante a engorda. Desvantagens Bovinocultura Corte: ● As principais desvantagens apontadas pelo sistema são os altos custos de implantação e produção. Para garantir o bem-estar animal, os edifícios devem fornecer um ambiente ideal para o gado. Além disso, devido ao grande número de animais na área restrita, o consumo de rações e granjas de criação é alto. Uma vez que a pecuária intensiva adota métodos modernos de controle da produção, ela reduz a força de trabalho, mas requer especialização. Conclusão Observa -se que o gado bovino está presente no Brasil desde os primeiros anos. Apontam a pecuária bovina como a principal atividade econômica, assim a criação de gado bovino no Brasil é, de longe, a atividade econômica que ocupa a maior extensão de terras atualmente. A bovinocultura praticada no Brasil se destaca no cenário mundial do agronegócio, é uma das mais fortes do mundo. A cadeia produtiva do leite apresenta grande importância econômica no cenário do agronegócio nacional. Já a bovinocultura de corte é crucial para a pecuária brasileira. Isso porque a maior parte do rebanho nacional é de gado de corte. Assim conseguimos informar, através de todos os estudos realizados para a montagem deste trabalho. Referências bibliográficas FERREIRO , Laerte. Mastite bovina. CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS NA PRODUÇÃO E QUALIDADE DO LEITE DO GADO MESTIÇO DA MICRORREGIÃO DE JUIZ DE FORA-MG. Embrapa, 1984. Disponível em: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/81870/1/Mastite-bovina.pdf. Acesso em: 15 set. 2021. ABRAÃO, Flávia Oliveira; FERNANDES , Brisa de Castro; PESSOA, Moisés Sena. PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL NA BOVINOCULTURA: PRINCÍPIOS E POSSIBILIDADES. [s. l.], v. 6, ed. 4, p. 61-73, 2016. 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