FISIOLOGIA DA ATIVIDADE SUBMARINA
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FISIOLOGIA DA ATIVIDADE SUBMARINA


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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MATO GROSSO
FACULDADE DE MEDICINA
Camila Berti
Eduardo curvo
GABRIEL ALBUQUERQUE
henrique DE FIGUEIREDO marisco
lucas ítalo muniz SANTOS
PAOLA KNIPPELBERG ESCOBAR
Thais Flavia de Oliveira Silva
FISIOLOGIA DA ATIVIDADE SUBMARINA
CUIABÁ/MT
2014
Camila Berti
Eduardo curvo
GABRIEL ALBUQUERQUE
henrique DE FIGUEIREDO marisco
lucas ítalo muniz SANTOS
PAOLA KNIPPELBERG ESCOBAR
Thais Flavia de Oliveira Silva
FISIOLOGIA DA ATIVIDADE SUBMARINA
Seminário referente ao módulo "Sistema Cardio-Respiratório", realizado pelos acadêmicos do 2º semestre da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
ORIENTADOR: Profº DR. LOUZAN LOPES
CUIABÁ/MT
2014
LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Romance de Alexandre, versão francesa, iluminura de Jehan de Grise, 1338-1344. Bodleian Library, Oxford	2
Figura 2: Sinos individuais semelhantes do alemão Kessler (1617).	3
Figura 3: Uma bomba de mergulho padrão em exibição em Strandingsmuseet em Thorsminde (Dinamarca) e uma hatdiver rígido padrão no local da Bremer Cog (Alemanha) em 1962. Fonte: http://www.academia.edu/957462/History_of_diving. Acessado em:20/05/2014	4
Figura 4: Benoit Rouquayrol desenvolveu um macacão de cobre e um capacete de latão. Foi ligado a um vestido de proteção e para o "Aerophere", um reservatório de ar comprimido que foi posto em volta do mergulhador. Fonte: http://history.cmas.org/chronology-12021	4
Figura 5: Diferença esquemática na formação de imagens nos diferentes ambientes: ar e água. Acessado em: http://www.pontodemergulho.xpg.com.br/	5
Figura 6: Relação da luz visível com a profundidade máxima que ela é percebida pelo mergulhador. Acessado em: http://www.web-dive.com/images/articles/Light.gif	6
Figura 7: SILVERTHORN, 5a edição.	16
Figura 8: SILVERTHORN, 5a edicao.	16
Figura 9: Estrutura quaternária da hemoglobina. Fonte: MARZZOCO,	17
Figura 10: Curva de Dissociação Oxigênio-Hemoglobina. Fonte: GANONG`S, 24a edição	18
Figura 11: Fonte - AIRES, Margarida de Mello, Fisiologia. 3. ed. Rio de Janeiro; Guanabara Koogan, 2008.	21
Figura 12: Quantidade de oxigênio dissolvido no líquido do sangue e em combinação com hemoglobina em PO2 muito altas.- GUYTON E HALL, 11ª edição.	21
\u201cO PROTAGONISMO DA A\u301GUA E DO OXIGÊNIO NA ORIGEM E EVOLUC\u327AO DA VIDA NA TERRA
Os primeiros vesti\u301gios de vida microsco\u301pica encontram-se presentes em rochas com cerca de 4 mil milho\u303es de anos, calculando-se, por este motivo, que a vida tenha tido ini\u301cio numa fase muito precoce da evolução do planeta.
Para que tal tenha acontecido foi necessa\u301rio que, entre outras coisas, a superfi\u301cie da Terra contivesse a\u301gua no estado li\u301quido, essencial, por sua vez, ao surgimento das primeiras formas microsco\u301picas de vida dotadas de atividade fotossintética, responsa\u301vel pelo progressivo enriquecimento da atmosfera terrestre em oxigênio."
 
José de Gouveia de Albuquerque e Sousa, médico e capitão de mar e guerra da Marinha Portuguesa. Cadernos Navais , número 36. Edições Culturais da Marinha; Lisboa, 2011.
INTRODUÇÃO
	O ser humano está sempre procurando desvendar novos mundos, mesmo que estes ambientes não proporcionem as condições ideais para a manutenção da vida, o homem através de técnicas e equipamentos cada vez mais sofisticados realiza de forma magistral as adaptações necessárias.
	Com o mundo subaquático não poderia ser diference. Há registros bastante antigos sobre relatos de pioneiros que realizaram incursões ao fundo do mar. Desde os caçadores de pérolas, escafandristas até os atuais mergulhadores, muitas evoluções foram feitas, mas o que ainda continua é o inconformismo do homem com suas barreiras perante um meio tão fascinante como o fundo do mar. 
	Esse trabalho tem por objetivo, através de uma breve revisão bibliográfica, abordar as principais alterações fisiológicas que ocorrem ao se praticar este maravilhoso esporte. 
	Dentre os temas abordados, o principal será a influência do aumento da pressão na prática desse esporte, bem como as consequências fisiológicas nocivas que ela pode causar. 
HISTÓRIA DA PRÁTICA DO MERGULHO:
EVOLUÇÃO DOS EQUIPAMENTOS:
O primeiro mergulho técnico na História encontra o seu lugar destacado em episódios de particular curiosidade na fabulosa vida do rei Alexandre. Ilustre discípulo de Aristóteles, foi este mestre quem, na sua obra "Problemata" (séc. IV a.C.), relatou a primeira utilização daquilo que viria a ser conhecido como sino de mergulho: um contentor invertido cuja base aberta providencia um meio de respiração restrito, mas operacional. 
Figura 1: Romance de Alexandre, versão francesa, iluminura de Jehan de Grise, 1338-1344. Bodleian Library, Oxford
O episódio subaquático de Alexandre, o Grande, num contentor estanque equipado com uma superfície de vidro para observação dos fundos e fauna marinhos, conquistou a imaginação do mundo medieval, alimentando o desejo de explorar o mundo submerso.
Em 1605 foi patenteado nas Províncias Unidas um sino portátil individual, apoiado no próprio mergulhador, que dispunha de pequenas janelas, pelo engenheiro hidráulico holandês Jan Adriaanszoon Leeghwater, construtor do primeiro sino de mergulho holandês, para utilização na reparação de pontes e diques e eclusas, resgate de navios afundados, recolha de cargas e objetos valiosos submersos, mas também para transportar cartas e mensagens secretas, após experiências bem sucedidas num canal perto de Haia - a que assistiu o Príncipe Maurício de Nassau - e em Amesterdã.
Esta versão fez escola. Na década seguinte, em 1617, o pintor e inventor alemão Franz Kessler, apresentou o mesmo modelo baptizado de "arnês subaquático", com garantias de não representarem qualquer risco "de vida ou membros", garantindo uma imersão perfeita sem recurso a "feitiçaria e magia negra", mas apenas para entreter os amantes dos segredos do mundo natural.
De fato, os sinos foram os \u201cengenhos\u201d de mergulho mais comuns e eficazes da época moderna. Uma simples estrutura em forma de campânula invertida, fabricada em cobre, em madeira ou bronze. Muitos destes sinos dispunham de bancos montados no seu interior, de maneira a acomodar os mergulhadores. Figura 2: Sinos individuais semelhantes do alemão Kessler (1617).
As manobras de posicionamento eram conduzidas a partir da superfície: suspenso por um cabo a partir do navio de apoio e deslocado com ajuda de um cabrestante e um braço em jeito de grua, ao submergir-se o sino na água ficava retida uma determinada quantidade de ar - que também impedia a água de entrar,. À medida que a profundidade aumentava, o ar retido no interior do sino era comprimido pela pressão da água pelo que, quanto mais fundo se encontrasse, menos ar estaria disponível. O ar disponível não proporcionava mais que uns escassos vinte minutos aos mergulhadores até que as trocas gasosas o tornassem o irrespirável. Outro factor limitativo era a sua estabilidade debaixo de água. Os sinos apenas podiam operar em águas relativamente calmas, com correntes fracas, pois de outro modo poderiam balançar demasiado ou ser arrastados, impedindo o trabalho dos mergulhadores.
 Já em 1812, o britânico James Rennie aperfeiçoou este sistema, ligando, através de uma mangueira, o equipamento a uma bomba de ar operada manualmente na superfície. Este equipamento permitiu um maior tempo de permanência em ambiente submerso, mas limitou o deslocamento devido à conexão com a superfície.
Em 1823, o inventor Charles Anthony Deane, baseando-se no funcionamento do equipamento de James Rennie, criou o que viria ser a principal ferramenta até a criação do mergulho com cilindro. Utilizando-se de seu antigo projeto de capacete para combate a incêndios, Deane conseguiu obter maior mobilidade e visibilidade subaquáticas. Com o tempo, esta invenção, denominada Escafandro, foi aprimorada e produzida industrialmente.
Figura 3: Uma bomba de mergulho padrão em