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Proteção de Sistemas Elétricos Eng. Guilherme Pereira Silva Supervisor de Proteção Controle e Comunicação – Regional Sudeste Elecnor Concessões 2 Programa do Curso • Módulo 1: Filosofia da Proteção • Módulo 2: Relés • Módulo 3: Proteção de Linhas de Transmissão • Módulo 4: Proteção de Transformadores • Módulo 5: Relés Diferenciais • Módulo 6: Proteção de Barras • Módulo 7: Falha de Disjuntor Filosofia de Proteção Discutir os conceitos básicos necessários para o entendimento da função e finalidade da proteção no sistema elétrico de potência. O equipamento de proteção não previne faltas: ele atua após a ocorrência do defeito. Exceções: relé Buchholz, relé de gás e pára-raios. Objetivo deste tópico: Filosofia de Proteção Onde: – G: Gerador – T: Transformador – D: Disjuntor – B: Barra – LT: Linha de Transmissão O que é um sistema elétrico de potência? Filosofia de Proteção Os sistemas de energia elétrica defrontam se com perturbações e anomalias de funcionamento que afetam as redes elétricas e seus equipamentos de controle. Utilização de um conjunto coerente de proteções. Filosofia de Proteção – Assegurar, da melhor maneira possível, a continuidade do fornecimento de energia, retirando de funcionamento apenas o equipamento ou trecho da rede defeituoso. – Proteger o equipamento contra danos quando o mesmo é submetido a condições que excedam a especificação nominal. – Para tal há necessidade de proteções distintas para: • Situações anormais do sistema interligado (perda de sincronismo de unidades geradoras, oscilação de potência, sobretensões, etc.) • Situações de curto-circuito na rede elétrica. Finalidade Filosofia de Proteção Operação Normal – Inexistência de falhas na zona de proteção do relé. – Inexistência de erros do pessoal de operação e manutenção. Prevenção Contra Falhas Elétricas – Previsão de isolamento adequado. – Instruções de operação e manutenção adequadas. Aspectos Considerados na Proteção Filosofia de Proteção Limitação dos Efeitos das Falhas – Redução das correntes de curto-circuito através da instalação de reatores em série. – Equipamentos projetados para suportar os efeitos térmicos e dinâmicos das correntes de curto-circuito. – Existência de circuitos múltiplos e reserva de geração das unidades interligadas ao sistema. – Existência de uma proteção confiável e equipamentos de manobra com suficiente capacidade de interrupção. – Meios de observar a efetividade das medidas acima (oscilógrafos e registros de eventos). – Frequentes análises sobre as mudanças no sistema que conduzam a reajustes das proteções e esquemas operativos. Aspectos Considerados na Proteção Filosofia de Proteção Função Principal – Promover uma rápida retirada de serviço de um elemento do sistema, quando este sofre um curto-circuito, ou quando começa a apresentar uma operação anormal. Função Secundária – Promover a indicação local e remota da proteção atuada, bem como o tipo de defeito. Proteção Primária – É aquela que dentro de uma zona de proteção deve operar visando manter a seletividade do esquema. Proteção de Retaguarda – Tem a finalidade de atuar na manutenção do rele primário ou falha deste. Relés Auxiliares – Função de multiplicação de contatos, sinalização, temporização, etc. Características Gerais dos Equipamentos de Proteção Filosofia de Proteção – Relé → Cérebro – Disjuntor → Músculos – Relé + Disjuntor → Time Conjunto de Proteção Filosofia de Proteção Exatidão e Segurança –Deve operar somente para falhas reais obedecendo os critérios de seletividade e função especifica. –Manutenções periódicas • Relés de Proteção • Testes funcionais dos circuitos de comando e controle dos disjuntores. Seletividade – A proteção deverá isolar somente a parte defeituosa do sistema elétrico. – Critério • Ajustes Características Funcionais dos Conjuntos de Proteção Filosofia de Proteção Sensibilidade de Operação –A proteção deverá ter sensibilidade para operar nas condições mínimas de falha e não operar nas condições de carregamento máximo do sistema. –Atenção especial para sistemas trifásicos desequilibrados. Rapidez A proteção deverá operar o mais rápido possível: –Diminuir a extensão dos danos. –Auxiliar a manutenção da estabilidade do sistema. –Manter as condições normais de operação das partes sádias do sistema. Características Funcionais dos Conjuntos de Proteção Filosofia de Proteção Define-se como falta uma condição anormal que resulte numa redução da isolação entre os condutores de fase para a terra ou entre os fases. A redução da isolação não é considerada falta até que seja detectável. Principais causas de faltas em linhas aéreas: queimadas, descargas atmosféricas, poluição de cadeias de isoladores, etc… Principais causas de falhas em máquinas e transformadores: baixa isolação devido a umidade, danos mecânicos, sobretensões, sobrecargas, etc… Faltas Primárias Filosofia de Proteção Outros tipos de faltas, ditas secundárias, podem ocorrer e provocar desligamentos: – Defeitos na proteção. – Ajustes incorretos. – Conexões incorreta. – Erro humano durante testes ou manutenções ou operação (manobra) incorreta. Faltas Secundárias Filosofia de Proteção Trifásica com ou sem terra. Fase-fase com ou sem terra. Fase-terra. Faltas simultâneas em pontos diferentes do sistema, afetando fases diferentes. Rompimento de condutores e queda de torres de transmissão. Curto-circuito interno em geradores e transformadores. Perda de excitação em geradores. Tipos de Falta Filosofia de Proteção • Relés • TC’s • TP’s • Divisores capacitivos (TPC) • Capacitores de acoplamento • Filtros de onda • Disjuntores • Relés auxiliares de sinalização e disparo • Fusíveis • Canais piloto Componentes da Proteção Filosofia de Proteção –Sistemas Radiais –Sistemas com linhas paralelas –Sistema em anel –Sistema interligado. Layout do Sistema Filosofia de Proteção Zonas de proteção são subdivisões de um sistema elétrico, em áreas distintas, onde a proteção elétrica deverá atuar para isolar esta área do restante do sistema Zonas de Atuação Filosofia de Proteção Superposição de zonas de proteção Zonas de Atuação Filosofia de Proteção Os disjuntores são localizados em conexão a cada elemento do sistema de potência. Uma determinada zona é estabelecida em torno de cada elemento do sistema. Falhas em zonas superpostas operam os disjuntores das duas zonas. A falha de um disjuntor (BF) em uma zona, implica na abertura de todos os DJ’s da zona adjacente. A inexistência de superposição cria pontos cegos. Zonas de Atuação Filosofia de Proteção A detecção de faltas, em geral, está associada a quantidades significativas de corrente de faltas. Exceções: faltas monofásicas para terra, onde a corrente depende do método de aterramento do neutro de sistemas estrela. Há diversas razões, técnicas e econômicas, para se aterrar o neutro, além do cumprimento de determinações legais. Aterramento do Neutro Filosofia de Proteção Razão econômica – Verifica-se em tensões a partir de 100 kV. O aterramento sólido do neutro de trafos permite reduzir a espessura do isolamento dos enrolamentos à medida que se aproxima do ponto de neutro. Aterramento do Neutro Filosofia de Proteção Razões técnicas – potencial flutuante dos enrolamentos de baixa tensão é mantido num valor mínimo faltas para terra com arco não induzem altas tensões perigosas nas fases sadias – através do controle da magnitude da corrente de falta à terra, as interferências indutivas entre os circuitos de potência e os circuitos de comunicação podem ser controladas – a corrente de falta à terra, na maioria dos casos, é suficiente para operar a proteção normal. Mesmo quando a resistência própria de terra é alta, ainda é conveniente aterrar o ponto de neutro. Aterramento do Neutro Filosofia de Proteção Métodos de aterramento: – aterramento sólido: durante uma falta fase-terra, a tensão fase- terra das fases sãs não excede 80% da tensão entre fases. – aterramentoatravés de resistência: a resistência é dimensionada de modo a satisfazer os requisitos de proteção. – aterramento através de reatância: a reatância é dimensionada de modo a satisfazer os requisitos de proteção ou controle de interferências indutivas. Aterramento do Neutro de Transformadores Filosofia de Proteção Principais funções – 21 - Relé de Distância – 27 - Relé de Subtensão – 32 - Relé Direcional de Potência – 40 - Relé de Campo (Perda de Excitação) – 46 - Relé de Sequência Negativa – 49 - Relé Térmico para Máquina ou Transformador – 50 - Relé de Sobrecorrente Instantâneo – 51 - Relé de Sobrecorrente Temporizado Nomenclatura ASA - “American Standard Association” Filosofia de Proteção Principais funções – 59 - Relé de Sobretensão – 63 - Relé de Pressão – 64 - Relé de Falha a Terra – 71 - Relé de Nível – 79 - Relé de Religamento – 81 - Relé de Frequência – 87 - Relé de Proteção Diferencial Nomenclatura ASA - “American Standard Association” Proteção de Linhas de Transmissão – Busca eliminar uma falha no menor intervalo de tempo possível, evitando que os equipamentos sejam submetidos às elevadas correntes de curto-circuito. – Deve desligar o menor trecho possível, ou seja, perfeitamente seletiva. – Empregam-se relés de sobrecorrente e de distância. Considerações Iniciais Proteção de Linhas de Transmissão Constitui-se no método de proteção mais simples e econômico para linhas de transmissão. Utilizam-se relés com característica de tempo inverso ou tempo definido. É uma proteção mais lenta. Não verifica a direcionalidade da falha. Por vezes torna-se difícil a obtenção de uma boa e adequada coordenação das proteções. Relés de Sobrecorrente - 50/51 Proteção de Linhas de Transmissão Dados necessários para a definição dos ajustes: – máxima corrente de carga admissível no circuito. – relação de transformação do TC (RTC). – correntes de curto-circuito trifásico e monofásico. – Tempo de operação da proteção. Relés de Sobrecorrente - 50/51 Proteção de Linhas de Transmissão Cada proteção é ajustada com a mínima corrente de defeito no trecho protegido: – Pick-up de Ra = I1 – Pick-up de Rb = I2 – Pick-up de Rc = I3 No caso de um curto-circuito entre B e C associada à falha da proteção B, não haverá uma retaguarda para eliminação da falha. A solução neste caso seria todas as proteções ajustadas para a corrente mínima de curto-circuito (Barra D), todavia, com característica de tempo inverso. Sobrecorrente Instantâneo - 50 Proteção de Linhas de Transmissão Obtém-se uma maior seletividade empregando-se relés com características de tempo inverso. Pode-se empregar três relés temporizados com o “pick-up” ajustado para a mínima corrente de curto-circuito, onde a seletividade é obtida pela correta seleção do dial de tempo de cada proteção. Sobrecorrente Temporizado - 51 Proteção de Linhas de Transmissão Deve-se promover um atraso entre as proteções dado por: – Dt = td + ti + ts onde: – td = tempo de operação do disjuntor – ti = tempo de inércia do disco do relé (eletromecânico) – ts = fator de segurança Sobrecorrente Temporizado - 51 Proteção de Linhas de Transmissão Para compensar a relativa lentidão desta proteção, pode-se utilizar uma combinação de unidades de sobrecorrente temporizada e instantânea. Sobrecorrente Temporizado - 51 Proteção de Linhas de Transmissão Conforme já mencionado os relés de sobrecorrente (instantâneos e temporizados) não distinguem o sentido da corrente de falta, o que torna inviabilizada suas aplicações em sistemas malhados. Para uma falta em F3: – T5 T3 > T5 - T6 > T4 > T2 Para uma falta no ponto P irão abrir os disjuntores 3 e 4. Os disjuntores 2 e 5 somente serão abertos no caso de falha dos disjuntores 3 e 4 respectivamente. Face às dificuldades impostas pela proteção de sobrecorrente em sistemas interligados, é mais comum o emprego de relés de distância para falhas em linhas de transmissão. Sobrecorrente Direcional - 67 Proteção de Linhas de Transmissão Proteção mais rápida do que aquela realizada por relés de sobrecorrente (direcionais ou não). Trata-se de uma proteção seletiva. Sua resposta independe dos níveis de curto-circuito do sistema, assegurando uma melhor estabilidade do mesmo. Aplicam-se na proteção contra falhas fase-fase e fase-terra em linhas de transmissão. Relés de Distância - 21 Proteção de Linhas de Transmissão Princípio Básico de Medição O relé recebe informações de tensão e corrente no ponto de instalação e calcula a impedância equivalente: �� = �� �� Ω Superpõe-se à característica da linha protegida (plano R-X) a medição efetuada pelo relé. Relés de Distância - 21 Proteção de Linhas de Transmissão Nestes diagramas superpõem-se as características da linha protegida e do relé de proteção, permitindo a visualização do comportamento do esquema para diversas condições. Exemplo: Traçar num diagrama R-X a impedância secundária da linha e da carga vista pelo relé 21. Relés de Distância - 21 Proteção de Linhas de Transmissão Vbase = 345kV Impedância primaria da linha: Sbase = 1000MVA RL = 0,0588*119,025 = 7,0 Ω Zbase = ( �) ���� = 119,025 Ω XL = 0,714*119,025=85,0 Ω Impedância secundaria da linha: RTC=200; RTP = 3000; RL = � ∗ ��� ��� = 0,466 [Ω] XL = ��∗��� ��� = 5,66 [Ω] Relés de Distância - 21 Proteção de Linhas de Transmissão Impedância equivalente da carga S=200MVA FP=0,8(ind) -> ø =36,86° Impedância secundaria Zc =� � =( �) ��� =5995,125[Ω] Rcs = 476,1* � ! � " = 476,1* ��� ��� = 31,74[Ω] Rc = Zc*cos(ø)=595,125*0,8=476,1 [Ω] Xcs = 357,0* � ! � " = 357,0* ��� ��� = 23,80[Ω] Xc = Zc*sen(ø)=595,125*0,60=357,0[Ω] Relés de Distância - 21 Proteção de Linhas de Transmissão Diagrama R - X Proteção de Linhas de Transmissão Impedância – No plano R-X trata-se de um circulo com centro na origem, cujo raio vale: � = (#$� + &$� [Ω] – Relés de distância do tipo impedância não possuem direcionalidade. MHO – Por definição é um relé direcional com restrição por tensão. – No plano R-X é representado por um circulo passando pela origem com diâmetro igual à impedância equivalente do trecho protegido. – Combina as funções direcionais e distância numa mesma unidade e ocupa menor área no plano R-X. Reatância – Utilizado para proteção contra faltas entre fases em linhas curtas, onde a resistência de arco é considerável em relação à impedância total da linha. Tipos de Relés de Distância Proteção de Linhas de Transmissão Os relés são ajustados por zonas: Zona 1: Alcance de 80 - 90% da linha a ser protegida. Não possui temporização. Zona 2: Protege o restante da linha com sobrealcance do terminal remoto. A operação da zona 2 sempre será temporizada para obtenção de coordenação com os trechos de linhas adjacentes. Zona 3: Tem a função de promover uma retaguarda para as linhas adjacentes. O seu alcance normalmente será 100% da linha protegida + 100% da linha adjacente. Também possui uma temporização. Critérios de Ajustes do Relé de Distância Proteção de Linhas de Transmissão Uma maneira simplificada de representar as zonas de alcance de uma proteção de distância está mostrada na figura a seguir: Critérios de Ajustes do Relé de Distância Proteção de Linhas de Transmissão Trata-se de um dos principais problemas na definição dos ajustes de uma proteção de distância. A impedância de falta, vista pelo relé, será afetada pela resistência de arco, reduzindo o alcance da zona de proteção. É admissível que o alcance da zona 1 sofra redução. Todavia, não admite- se, em hipótese alguma que o alcance efetivo da zona 2 seja inferior a Z Efeito da Resistência de Arco Proteção de Linhas de Transmissão Oscilações de potência podem ocorrer num sistema elétrico após rejeições de carga ou abertura de linhasde transmissão quando da ocorrência de falhas. As extensões destas oscilações dependem da severidade dos distúrbios que as deram origem. Relés de distância podem ser afetados durante estas oscilações. Estudos sobre oscilação de sistema mostram que, no momento em que se verifica estas anormalidades, a impedância vista pelo relé varia com relativa lentidão, em relação às condições de carga antes do distúrbio. Oscilação de Potência Proteção de Linhas de Transmissão Assim exposto, para evitar a operação indevida da proteção 21, faz se um bloqueio por oscilação de potência, ou seja, o relé verifica a velocidade com que o valor da impedância varia, invadindo as zonas de proteção. • Variação sobre a curva de impedância da carga (Bloqueio) • Variação sobre a curva de impedância da linha (Trip). Estas ações de bloqueio podem ser diferenciadas. Por exemplo: • Detecção de oscilação bloqueiam as zonas 2 e 3, com expectativa de que o sistema se restabeleça. • Caso o vetor de impedância invada a zona 1 libera-se o sinal de Trip. Oscilação de Potência Proteção de Linhas de Transmissão Uma proteção deve atender a 2 requisitos básicos: • Rapidez • Seletividade Nos esquemas convencionais é difícil a proteção ser, ao mesmo tempo, rápida e seletiva. A teleproteção é um sistema de proteção onde um terminal é informado pelo terminal remoto, através de um sinal via microondas, carrier ou óptico, da localização do defeito, para que seja comandada ou não a abertura do disjuntor. Teleproteção Proteção de Linhas de Transmissão É o método mais utilizado para transmissão do sinal de teleproteção. Utiliza-se a própria linha de transmissão como meio de propagação. Teleproteção Via Carrier Proteção de Linhas de Transmissão Os transmissores e receptores são conectados à linha através dos equipamentos de sintonia e capacitor de acoplamento. Os filtros de onda são sintonizados na frequência de carrier e, uma vez localizados nos terminais, mantêm o sinal de carrier restrito à linha protegida. Transmissor e Receptor • São equipamentos semelhantes aos usados em rádio comunicação, porém, operando em frequências menores (de 30 a 300kHz). • O transmissor é calibrado numa dada frequência, na qual emitirá a onda portadora. • O receptor no terminal remoto também deve ser calibrado nesta frequência. Capacitores de Acoplamento • Permite a conexão segura do circuito de baixa tensão (transmissor ou receptor) ao circuito de alta tensão (LT). • Oferece uma baixa impedância na frequência de carrier. Teleproteção Via Carrier Proteção de Linhas de Transmissão Unidade de Sintonia • Reduz ao mínimo as perdas resultantes da transferência de energia da corrente da onda portadora e os equipamentos de transmissão e recepção. • A indutância variável permite que o circuito capacitor-unidade de sintonia entre em ressonância na frequência da onda portadora. Teleproteção Via Carrier Proteção de Linhas de Transmissão Basicamente cada terminal possui um conjunto Transmissor / Receptor operando na mesma frequência e relés detectores de falta (P e S). • relé piloto (P): opera para falhas no trecho protegido. • relé start (S): opera para falhas externas à zona de proteção. Comparação Direcional por Bloqueio (“Block”) Proteção de Linhas de Transmissão Normalmente os detectores de falta entre fases são relés de distância (21P e 21S) e os relés de falha a terra são relés de sobrecorrente direcionais. Uma falta em F1 será vista pelo relé PB, todavia, o comando de trip é bloqueado pela recepção de bloqueio enviado pelo terminal A, uma vez que o relé SA detecta a falha fora da zona a ser protegida. Uma falta em F3 será vista pelo relé PA, no entanto o comando de trip é bloqueado pela recepção de bloqueio enviado pelo terminal B, uma vez que o relé SB detecta a falha fora da zona a ser protegida. Uma falta em F2 será prontamente eliminada, uma vez que os relés PA e PB operam. Não há partida do carrier, consequentemente não há sinal de bloqueio. Neste esquema (block) o carrier está normalmente OFF, ou seja, não há sendo enviado durante a operação normal ou para falhas no trecho protegido. A transmissão do sinal de bloqueio dar-se-á para falhas nas linhas adjacentes. Comparação Direcional por Bloqueio (“Block”) Proteção de Linhas de Transmissão Quando num terminal tem-se a operação do relé piloto, tem-se o bloqueio do transmissor. Uma vez que o sinal de bloqueio é enviado ao terminal remoto, o mesmo deve ser mantido por algum tempo (≈ 150ms). Comparação Direcional por Bloqueio (“Block”) Proteção de Linhas de Transmissão O esquema de teleproteção com envio de sinal de “Unblocking” é mais simples na sua concepção do que o esquema com envio de sinal de “block”. Os relés “olham” exclusivamente no sentido da linha protegida. O sinal de bloqueio está permanentemente ligado. O desbloqueio ocorre para falhas internas ou externas que sensibilizem a proteção. Para que haja trip é necessário que o relé piloto opere e o respectivo receptor receba o sinal de desbloqueio. Comparação Direcional por Desbloqueio (“ Unblock ”) Proteção de Linhas de Transmissão Falta em F1: Falta em F2: P2 - Operado P1 e P2 - Operados R1 - Recebe o sinal de desbloqueio (85-1 fecha) R1 e R2 - Ambos deixam de receber sinais de bloqueio P1 - Não opera T1 e T2 - Deixam de enviar sinais de bloqueio T1 - Permanece enviando o sinal de bloqueio 85-1 e 85-2 - Desoperados R2 - Permanece recebendo o sinal de bloqueio (85-2 aberto) DJ1 e DJ2 - Recebem comandos de abertura DJ1 e DJ2 - Permanecem fechados Comparação Direcional por Desbloqueio (“ Unblock ”) Proteção de Linhas de Transmissão Nos dois esquemas não há transmissão de sinal para defeitos internos à linha. O esquema “unblocking” apresenta vantagem em relação ao “blocking” no que tange ao bloqueio para falhas externas. O sinal de bloqueio está sempre presente. No esquema “unblocking” pode-se diminuir a periodicidade dos testes nos canais, haja visto que há uma constante supervisão do nível do sinal. Em operação normal os transmissores permanecem constantemente enviando o sinal de bloqueio. Comparação entre Esquemas “Block” e “Unblock” Proteção de Linhas de Transmissão Operação normal da linha: – Os transmissores não estão chaveados, emitindo, entretanto, um sinal contínuo, chamado sinal de Guard. – Os relés G1 e G2 dos receptores R1 e R2 respectivamente, permanecem energizados, fazendo com seus contatos permaneçam abertos. Transfer Trip (Transferência de Disparo) Proteção de Linhas de Transmissão Os sinais de Guard têm a função básica de supervisionar os canais e também contribuir para a confiabilidade do esquema, diminuindo a probabilidade de operação indevida causada por ruídos. Falha no Ponto F2 – Esta falha é detectada em zona 1 pelo relé R1. – O relé 2 enxerga a falha em zona 2 (temporizada). – Tem-se a abertura local do disjuntor 1 pela ação de R1. – O transmissor T2 é chaveado para a frequência de trip. – O receptor 2 deixa de receber o sinal de Guard, desenergizando G2 e energizando T2. – Tem-se a abertura remota do disjuntor 2, pela transferência de disparo. Este esquema é normalmente usado nos seguintes casos: – proteção de reatores “shunt”; – proteção contra sobretensões. Transfer Trip (Transferência de Disparo) Proteção de Transformadores de Potência Dentre os elementos das instalações elétricas, o transformador é o equipamento que apresenta maior segurança de serviço. Estão sujeitos a curto-circuitos internos e sobre temperaturas. Os curto-circuitos resultam de problemas na isolação devido a: – Sobretensões de origem atmosférica ou de manobras. – Sobreaquecimento dos enrolamentos ( sobrecargas por longos períodos de tempo). As sobre temperaturas ocorrem por sobrecarga ou falha da ventilação forçada. Considerações Gerais Proteção de Transformadores de Potência Grandes transformadores possuem as seguintes proteções para curto- circuitos: • Proteção Diferencial • Proteção Buchholzs (relé de gás) • Sobrecorrente (retaguarda) Transformadores demédio e pequeno porte são protegidos por relés de sobrecorrente. Relés térmicos e imagens térmicas constituem a proteção por sobrecarga em transformadores. Considerações Gerais Proteção de Transformadores de Potência Preferencialmente é feita por meio de relés diferenciais e relé Buchollzs. A proteção 87T é recomendável para todo banco trifásico de potência superior a 1MVA e econômico acima de 5MVA. A proteção por sobrecorrente de fase e sobrecorrente de neutro é empregada como uma proteção de retaguarda. Proteção Contra Curto-Circuitos Internos nos Enrolamentos Proteção de Transformadores de Potência Proteção Diferencial Percentual Proteção de Transformadores de Potência A conexão dos transformadores de corrente obedece à uma regra empírica: “Os TC´s colocados no lado estrela do transformador de potência devem ser conectados em D, e os TC´s do lado delta do transformador de potência devem ser conectados em estrela.” Tal arranjo compensa o defasamento angular das correntes devido ao tipo de conexão do transformador. No caso de relés numéricos tal regra não se aplica, haja visto que as correções são feitas internamente ao relé. Proteção Diferencial Percentual Proteção de Transformadores de Potência Proteção Diferencial Percentual Proteção de Transformadores de Potência Elimina todos os tipos de curto-circuitos internos, inclusive entre espiras. Em transformadores aparecem outras correntes diferenciais, que não as de defeito. São aquelas devido a: – Corrente de magnetização durante a energização. – Erros de relação de transformação dos TC´s. – Imperfeições nos ajustes das relações de transformação dos TC´s. Proteção Diferencial Percentual Proteção de Transformadores de Potência A proteção diferencial deve ser insensível à corrente diferencial causada pela corrente de “inrush” do transformador. Proteção Diferencial Percentual Proteção de Transformadores de Potência Temporização do Relé – Inviável, pois durante uma falha real o relé deve operar instantaneamente . Restrição por Harmônicos – A corrente de magnetização possui um conteúdo harmônico muito grande. – É o melhor e mais utilizado método de bloqueio desta proteção para energização de transformadores. Proteção Diferencial Percentual Proteção de Transformadores de Potência Serve como proteção de retaguarda para falhas externas. Cada relé de sobrecorrente deve possuir: • Um elemento de tempo inverso cuja corrente de “pick-up” é ajustada um pouco acima da máxima corrente de carga (Ajuste Típico - 1,5In) e suficientemente temporizada para ser seletiva com o Trip dos elementos adjacentes durante faltas externas. Proteção por Sobrecorrente - 51 Proteção de Transformadores de Potência Um elemento instantâneo cuja corrente de “pickup” é fixada ligeiramente acima, seja da máxima corrente de curto-circuito para falta externa ou da corrente de magnetização, a que for maior. Proteção por Sobrecorrente - 51 Proteção de Transformadores de Potência O dial de tempo da unidade temporizada deve ser ajustado de forma a atender ao ponto ANSI do transformador. Proteção por Sobrecorrente - 51 Proteção de Transformadores de Potência Responde rapidamente a um aumento anormal da pressão interna do tanque do transformador, devido ao arco de uma falha interna. É insensível a variações lentas na pressão causadas, por exemplo por variações de carga. Trata-se de uma valiosa suplementação aos relés diferenciais e de sobrecorrente. Proteção por Meio de Relé de Pressão (ASA 63) Proteção de Transformadores de Potência Aplica-se em transformadores que possuem tanque de expansão. O funcionamento baseia-se no acumulo de gases ou fluxo anormal de óleo entre tanque e o conservador. Proteção por Relés de Gás Tipo Buchholzs Proteção de Transformadores de Potência Os gases são oriundos de descargas internas ou sobreaquecimentos localizados, que degradam os materiais isolantes (óleo, papel, madeira, etc..). Para falha interna no transformador tem-se normalmente um fluxo de óleo entre o tanque e conservador numa velocidade de 1,0 ±0,15m/s. Estes relés devem ser testados periodicamente (anualmente) por acionamento manual e injeção de ar. Proteção por Relés de Gás Tipo Buchholzs Proteção de Transformadores de Potência Registro para injeção de ar seco na câmara do relé Buchholzs. Pino para acionamento manual do dispositivo de proteção. Proteção por Relés de Gás Tipo Buchholzs Proteção de Transformadores de Potência Destinam-se a proteger o isolante contra os estragos provocados por aquecimento inadmissível. Geralmente os transformadores dispõem de indicadores de temperatura constituídos por um bulbo, tubo capilar e um cilindro de medição. A expansão do líquido dentro do cilindro aciona um sistema de relógios para indicação local e um conjunto de contatos elétricos. Proteção Contra Sobrecarga Proteção de Transformadores de Potência Bulbos coletam a temperatura do óleo na parte superior do Transformador. Proteção Contra Sobrecarga Proteção de Transformadores de Potência 1º Estágio: Liga banco 1 de ventiladores (65ºC). 2º Estágio: Liga banco 2 de ventiladores (85ºC). 3º Estágio: Alarme por sobretemperatura Enrolamento. (105ºC). 4º Estágio: Trip por sobretemperatura Enrolamento. (120ºC) Temporização: 10min. Proteção Contra Sobrecarga Proteção de Transformadores de Potência Permite o acréscimo do gradiente de temperatura entre o enrolamento e o óleo na medição do relé de bulbo. Proteção Contra Sobrecarga por Imagem Térmica Proteção de Transformadores de Potência O ajuste é feito para a corrente nominal no enrolamento. De projeto tem-se a elevação de temperatura do enrolamento para a corrente nominal. Na curva determina-se a tensão sobre a resistência equivalente. Ajusta-se o potenciômetro até o valor desejado. Esta proteção possui TC´s exclusivos medindo a corrente em cada enrolamento. Proteção Contra Sobrecarga por Imagem Térmica Proteção de Transformadores de Potência Não requer transformador auxiliar para correção de amplitude e ângulo de fase das correntes. A corrente diferencial e a corrente de restrição são calculadas em pu tendo por base a corrente nominal do relé. As componentes DC e harmônicas são eliminadas por filtros digitais. Característica de operação ajustável. Bloqueio baseado no conteúdo de segundo harmônico da corrente diferencial (Inrush). Bloqueio baseado no conteúdo de quinto harmônico da corrente diferencial (Sobrexcitação). Proteção Numérica - Características Proteção de Transformadores de Potência Inicialmente as correntes são medidas / calculadas em pu tendo como base a corrente nominal do relé (5A). Os valores das correntes são recalculados agora na base da corrente nominal do transformador, aplicando-se os fatores de correção k1 e k2. Proteção Numérica - Correção de Amplitude das Correntes Proteção de Transformadores de Potência Uma vez informado o grupo de defasamento ângular, tem-se um processamento matemático, de onde resultam correntes equivalentes à uma conexão em D dos TC´s no lado Y do transformador de potência. Proteção Numérica - Correção do Ângulo de Fase Proteção de Transformadores de Potência Id1 = Ic1-Ic2 = 0 Id2 = Ib1-Ib2 = 0 Id3 = Ia1-Ia2 = 0 Proteção Numérica - Correção do Ângulo de Fase Relés Diferenciais Baseia-se no princípio da lei de Kirchhoff para as correntes, ou seja: “A soma das correntes que entram numa junção é igual a soma das correntes que saem da junção.” Pode-se usar um relé de sobrecorrente no esquema diferencial, porém isto torna a atuação mais lenta. (Ex: Setor de 34,5kV de Brasília Geral). Relé Diferencial – ANSI 87 Proteção de Transformadores de Potência Relé Diferencial – ANSI 87 Proteção de Transformadores de Potência Na prática a corrente numa malha diferencial não é idealmente nula, devido a erros sistemáticos como: – Erro de relação dos TC’s. – Efeito de saturação dos TC’s. – Existência de componente contínua da corrente de curto-circuito. Nesta condição é preferívelutilizar uma conexão menos sensível. Relé Diferencial – ANSI 87 Proteção de Transformadores de Potência Equivalente eletromecânico do rele diferencial Relé Diferencial – ANSI 87 Proteção de Transformadores de Potência O principio diferencial percentual é muito utilizado para proteção de todos os tipos de equipamentos e também para barras. Esse principio que era tradicionalmente implementado para as proteções eletromecânicas e estáticas, continua sendo implementado também para as proteções de tecnologia digital. Relé Diferencial – ANSI 87 Proteção de Barramentos Para a isolação de defeitos em barramentos, devem ser abertos os disjuntores de todos os circuitos conectados à barra defeituosa. O desligamento de uma barra pode resultar na interrupção de um grande fluxo de potência. Deve ser insensível às falhas externas (operação segura). Considerações Iniciais Proteção de Barramentos Arranjo da subestação (anel, barra dupla, etc...) Preço do equipamento, relativamente à performance exigida. Proteção Diferencial de Barras É a proteção mais utilizada. Baseia-se na lei das correntes de Kirchhoff, ou seja, a soma fasorial das correntes que entram na barra é igual à soma das correntes que saem. Seleção do Tipo de Proteção Proteção de Barramentos Consiste em ligar o secundário dos TC´s de forma que em regime normal de operação ou para falhas externas, seja mínima a corrente circulando pelo relé. Esta proteção apresenta o inconveniente da operação indevida para falhas externas, quando da saturação do TC da linha defeituosa, haja visto que todas as contribuições para a falha constituem a corrente primária deste TC. Esta proteção é mais eficaz em sistemas com baixo nível de curto circuito. Proteção Diferencial de Barras por Relés de Sobrecorrente Proteção de Barramentos Barramento Duplo Filosofias Adotadas Proteção de Barramentos Barramento Duplo A proteção de barra opera no modo individual ou “Overall”: – Operação Individual: A proteção de barra desligará apenas os disjuntores ligados àquela barra. – Operação “Overall”: Esta operação é utilizada quando um dos disjuntores de linha necessita de reparos ou manutenção preventiva e, por isso, utiliza-se o disjuntor de amarre na sua substituição. A localização dos TC´s deverá ser tal que a proteção diferencial da barra e da linha fiquem superpostas. Filosofias Adotadas Proteção de Barramentos Barramento Duplo - Arranjo (I): – Neste caso não há pontos onde uma eventual falha não seja eliminada instantaneamente. - Arranjo (II): – No caso de uma falta em F1 ter-se-á a abertura do disjuntor, uma vez que a proteção da barra é sensibilizada. – A falha continua sendo alimentada pelo terminal remoto. – A proteção de falha do disjuntor, com acréscimo da transferência de disparo seria uma solução. - Arranjo (III): – No caso de uma falta em F2 ter-se-á a abertura do disjuntor, uma vez que a proteção da linha é sensibilizada. – A falha continua sendo alimentada, uma vez que a mesma está fora da zona de proteção da barra. – A proteção de falha do disjuntor, com acréscimo da transferência de disparo seria uma solução. Filosofias Adotadas Proteção de Barramentos Barramento em Anel Filosofias Adotadas Proteção de Barramentos Barramento em Anel Por questões de economia utiliza-se um arranjo com 4 TC´s apenas. Filosofias Adotadas Proteção de Barramentos Barramento em Anel Arranjo (I): – Para uma falta em F1 as proteções R1 e R4 comandam a abertura dos disjuntores 1, 2 e 4. – A falha permanece alimentada pelo terminal remoto de L4. – Este problema pode ser minimizado utilizando-se a transferência de disparo ou aceleração de zona para terminal remoto de L4. – Pode-se adotar também o esquema de falha do disjuntor 1. Arranjo (II): – Para uma falta em F2 a proteção R1 comanda a abertura dos disjuntores 1 e 2. – A falha permanece alimentada pelo terminal remoto de L4. – Pode-se adotar o esquema de falha do disjuntor 1, que resulta na abertura do disjuntor 4 e terminal remoto de L4. Filosofias Adotadas Proteção de Barramentos Barramento Tipo Disjuntor e Meio Filosofias Adotadas Proteção de Barramentos Barramento Tipo Disjuntor e Meio Filosofias Adotadas Proteção de Barramentos Barramento Tipo Disjuntor e Meio Falha no ponto (I): – A proteção diferencial da barra A comanda a abertura dos disjuntores 1 e 4. – A falha permanece alimentada pelo terminal remoto de L1. – A proteção R1 não é sensibilizada. – Pode-se adotar um esquema de falha do disjuntor, com transferência de disparo para eliminar a falha. Falha no ponto (II): – A proteção R3 comanda a abertura dos disjuntores 2 e 3. – A falha permanece alimentada pelo terminal remoto de L1. – Pode-se adotar o esquema de falha do disjuntor 2, que resultará na abertura do disjuntor 1 e transferência de disparo para o terminal remoto de L1. Filosofias Adotadas Proteção de Barramentos Barramento Tipo Disjuntor e Meio Falha no ponto (III): – A proteção diferencial da barra B comanda a abertura dos disjuntores 3 e 6. – A falha permanece alimentada pelo terminal remoto de L3. – A proteção R3 não é sensibilizada. – Pode-se adotar um esquema de falha do disjuntor, com transferência de disparo para eliminar a falha. Filosofias Adotadas Proteção de Falha de Disjuntor Trata-se de uma função que tem a finalidade de detectar falha de abertura de disjuntor quando de um comando automático de desligar. O disjuntor é parte integrante do sistema de proteção, sendo que sua função é, através do seu desligamento, isolar o componente ou trecho sob falha ou sob anormalidade. No caso de ocorrência de não desligamento quando de um comando dado por uma proteção, haverá necessidade imediata de desconectar outros disjuntores cujos circuitos alimentam diretamente o disjuntor defeituoso. Estes outros disjuntores podem estar na mesma subestação ou em uma subestação remota. Conceito Proteção de Falha de Disjuntor Na figura a seguir, ocorrendo falha de abertura do disjuntor A, o esquema desliga os disjuntores D, B e C da subestação e deve, obrigatoriamente, transmite sinal de disparo direto para o disjuntor X da subestação remota. Conceito Proteção de Falha de Disjuntor Na figura a seguir, ocorrendo falha de abertura do disjuntor A, o esquema desliga os disjuntores de todas as maquinas geradoras e o disjuntor B da subestação e transmite sinal de disparo para o disjuntor X da subestação remota. Conceito Proteção de Falha de Disjuntor Observa-se que a configuração dos disjuntores influi diretamente nas consequências da falha de um disjuntor. A configuração mais favorável entre os mostrados nos exemplos é aquela denominada “disjuntor e meio”, que preserva, em grande parte, a continuidade do serviço. Há, evidentemente, situações onde não é necessária a transmissão de sinal de disparo direto como mostram as figuras a seguir. Conceito Proteção de Falha de Disjuntor Arranjo disjuntor e meio Conceito Proteção de Falha de Disjuntor Arranjo disjuntor e meio Conceito Proteção de Falha de Disjuntor Esquema lógico Esquema de Falha Disjuntor Proteção de Falha de Disjuntor Esquema funcional Esquema de Falha Disjuntor Proteção de Falha de Disjuntor Após a atuação da proteção, desde que o sensor de corrente 50BF ainda detecte a existência de corrente (disjuntor não abriu), conta- se um tempo através do temporizador 62BF (geralmente 0,3s) e se aciona o esquema de desligamento na subestação e a transferência direta de sinal para o disjuntor da outra extremidade (se for o caso). Para linhas de transmissão há necessidade de haver segregação de fases para o sensor 50BF, isto é, tenha um para cada fase, de modo que a eventual falha de disjuntor seja discriminada por fase. Isso é necessário para linhas onde se deseja utilizar esquema de religamento automático monopolar. Esquema de Falha Disjuntor Obrigado!