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A HISTÓRIA DO QUILOMBO LAGOAS
RESISTÊNCIA E IDENTIDADE:
A construção da identidade coletiva, papel dos anciãos na preservação da
memória, e os elementos da ancestralidade africana preservados na
comunidade Lagoa das Emas
OBJETIVOS 
OBJETIVO GERAL:
✔ Conhecer a história da comunidade quilombola
Lagoa das Emas, no Piauí, enfatizando suas origens,
dinâmicas socioculturais e os processos de
resistência que possibilitaram a preservação de sua
identidade coletiva ao longo do tempo.
OBJETIVOS 
✔ Analisar os aspectos históricos que levaram a formação do
Quilombo Lagoas.
✔ Compreender o papel da ancestralidade na construção da
identidade quilombola, avaliando como os conhecimentos e práticas
tradicionais moldam as relações sociais, os ritos e as formas de
pertencimento da
comunidade.
OBJETIVOS ESPECIFICOS
✔ Identificar as tradições culturais que foram
preservadas e passadas entre gerações e como foram
transmitidas; investigando os mecanismos de
transmissão oral, as práticas comunitárias e os
desafios contemporâneos para a continuidade dessas
tradições.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
O Quilombo Lagoas é uma das maiores comunidades Quilombolas do País,
fica localizado na região sudeste do Piauí e engloba seis municípios: São
Raimundo Nonato, Várzea Branca, Dirceu Arcoverde, São Lourenço, Bonfim
do Piauí e Fartura do Piauí. Essas comunidades representam a resistência e
a luta dos afrodescendentes no Brasil.
O território quilombola está inserido na região semiárida do
país e no bioma caatinga, caracterizada pela escassez de
chuvas e altas temperaturas. A distribuição espacial das várias
comunidades do quilombo se deu preferencialmente em torno
de pequenas aguadas, que são áreas baixas formadas
naturalmente ou aprofundadas por escavação, que acumulam
água no período chuvoso (FARIA, 2016, P.5)
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
Formado por descendentes de escravizados que buscaram
liberdade e preservação de suas tradições, o quilombo é um
espaço de rica cultura, onde se destacam práticas como a
música, dança, culinária e religiosidade afro-brasileira.
A identidade quilombola dentro das comunidades negras
rurais é reforçada em seus modos de ser, sentir e fazer.
Sua construção faz-se presente no dia a dia da
comunidade pelos seus costumes e tradições passadas de
geração a geração e é marcadamente evidenciado como
ferramenta de luta política pelas disputas em prol do
reconhecimento da sua negritude, de suas reminiscências
quilombolas, de seu território e de seus direitos (Santos;
Lima, 2013, p.203-204)
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
Historicamente, o Quilombo Lagoas enfrentou desafios
significativos, incluindo a luta por reconhecimento territorial e
direitos sociais. A comunidade tem se mobilizado para preservar
sua identidade cultural e garantir acesso a políticas públicas que
promovam seu desenvolvimento. As tradições orais, transmitidas
de geração em geração, são fundamentais para manter viva a
memória histórica do lugar. Para Macêdo, as comunidades
quilombolas tem mantido “o forte sentimento de pertencimento,
de territorialidade, de respeito à natureza, o espírito cooperativo e
a riqueza dos conhecimentos tradicionais” (MACÊDO, 2021, p.19)
PÚBLICO ALVO
 
O presente projeto visa introduzir os alunos do 4º ano do ensino 
fundamental à rica cultura das comunidades quilombolas, com foco específico 
na Lagoa das Emas. A proposta busca despertar o interesse e a curiosidade das 
crianças por meio de atividades práticas e interativas, promovendo um 
aprendizado lúdico e significativo que valorize a ancestralidade e a identidade 
cultural quilombola. Conforme Freire (1987, p. 45), o diálogo entre gerações 
fortalece a identidade cultural e contribui para uma educação libertadora.
PROCEDIMENTOS 
• Reuniões para discussão e planejamento do projeto;
•Entrevistas com pessoas da comunidade; abordagens através de
questionários, escritos e registros fotográficos;
•Apresentação do projeto na comunidade e escola;
•Oficina de argila, utilizada por nossos antepassados para construir seus
utensílios;
•Exposição de peças artesanais utilizadas por nossos antepassados; 
•Oficinas de pinturas com tintas naturais.
RESULTADOS 
•Os participantes das oficinas tiveram a oportunidade de
desenvolver habilidades práticas em modelagem de argila e
produção de tintas, promovendo a criatividade e a expressão
artística, contribuindo para a preservação desse
conhecimento para futuras gerações.
•Favoreceu o fortalecimento da identidade cultural entre os
membros da comunidade quilombola, promovendo um senso
de pertencimento e orgulho em relação às suas raízes.
•As oficinas promoveram um espaço de interação social,
promovendo o fortalecimento dos laços comunitários e
incentivando a colaboração entre os participantes.
EXPOSIÇÃO DE PEÇAS ARTESANAIS UTILIZADAS POR NOSSOS
ANTEPASSADOS
OFICINA DE ARGILA
OFICINA DE TINTAS NATURAIS 
ESTEIRA COM FOLHA DE BANANEIRA 
Fomos recebidos de forma acolhedora pela equipe da Unidade
Escolar Benício Joaquim do Nascimento.
A equipe estava extremamente engajada e disposta a colaborar com
nosso projeto, demonstrando um forte compromisso com a educação
e o desenvolvimento cultural dos alunos.
Além disso, a interação com os alunos foi simplesmente incrível. O
brilho nos olhos deles ao participar das oficinas e aprender sobre a
cultura local foi uma recompensa indescritível. A energia positiva
que permeou o ambiente nos motivou ainda mais a compartilhar
nossos conhecimentos e experiências.
Participar do projeto de extensão sobre o Quilombo Lagoas foi uma experiência
enriquecedora e transformadora para nós, acadêmicos. 
 Aprendemos a dar importância, respeitar e valorizar a cultura quilombola,
compreendendo suas tradições, histórias e modos de vida. Essa vivência nos ajudou a
reconhecer a riqueza cultural que muitas vezes é ignorada.
 Compreendemos como técnicas ancestrais podem ser aplicadas para criar produtos
ecologicamente corretos.
 As oficinas de argila nos permitiram desenvolver habilidades manuais e criativas, além
de promover uma conexão mais profunda com os materiais que utilizamos.
 Aprendemos a ouvir e valorizar as histórias e experiências dos outros.
 O projeto nos ofereceu uma rica oportunidade de aprendizado intercultural, onde
pudemos compartilhar conhecimentos acadêmicos enquanto aprendíamos com a
sabedoria popular da comunidade.
O que aprendemos?
O contato direto com a realidade do Quilombo Lagoas nos estimulou a refletir
criticamente sobre questões sociais, históricas e ambientais que afetam as
comunidades tradicionais.
Esses aprendizados foram fundamentais para nossa formação como acadêmicos
comprometidos com a transformação social e cultural. Estamos gratos pela
oportunidade de fazer parte deste projeto tão significativo!
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FARIA, Ana Tereza Dutra Pena de. Comunidade quilombola Lagoas. Belo Horizonte:
FAFICH, 2016.
LONER, B. A.; GILL, L. A.; SCHEER, M. I.Enfermidade e morte: os escravos na cidade
dePelotas, 1870-1880. Hist Ciênc Saúde-Manguinhos.; v. 19, 2012.
MACÊDO, Ermínia Medeiros. Experiências socioprodutivas em comunidades
quilombolas do semiárido piauiense. Tese (Doutorado em Desenvolvimento e Meio
Ambiente) –Universidade Federal do Piauí, Teresina, 2021.
PASINATO, Raquel. Planejamento Territorial Participativo: relato de experiências em
comunidades quilombolas do Vale do Ribeira/SP. Instituto Socioambiental. São
Paulo, agosto de 2012
Santos, Daniely Monteiro. Lima, Solimar Oliveira. Movimento Quilombola do Piauí:
participação e organização para além da terra. Revista Espacialidades, v. 6, 2013.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
GILROY, Paul. The Black Atlantic: Modernity and Double Consciousness. Harvard University
Press, 1993.
HOOKS, bell. Teaching to Transgress: Education as the Practice of Freedom. Routledge, 1994.
MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus
identidade negra. Editora Autêntica,1996.
NORA, Pierre. Between Memory and History: Les Lieux de Mémoire. Representations, v. 26, p.
7-24, 1989.
UNESCO. Convention on the Protection and Promotion of the Diversity of Cultural
Expressions. Paris: UNESCO, 2005.
APPADURAI, Arjun. Modernity at Large: Cultural Dimensions of Globalization. University of
Minnesota Press, 2004.
MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a Mestiçagem no Brasil. Editora Autêntica, 2009.
OBRIGADO!

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