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Profa. Bárbara Miranda
UNIDADE II
Fisiologia Geral
 A nefrologia é o estudo científico da anatomia, fisiologia e patologia dos rins. 
A especialidade médica que lida com os sistemas urinários masculino e feminino 
e com o sistema genital masculino é chamada urologia.
 O sistema renal é composto por: 2 rins, 2 ureteres, 
uma bexiga urinária e uma uretra.
 Os ureteres transportam a urina dos rins para a bexiga 
urinária. A bexiga urinária armazena a urina e depois 
a expele pela uretra. A uretra elimina a urina do corpo. 
Sistema Renal (Urinário): Morfologia funcional do rim
Arteria
renal
Vena
renal
Riñón
Arteria
aorta
Cápsula
suprarrenal
Vena cava
inferior
Uréter
Vejiga urinaria
Uretra
Título: Sistema renal
Fonte: adaptado de: 
https://i.pinimg.com/originals/
aa/64/d9/aa64d9e41b439aa0
f00a3d620b5d471e.jpg
Sistema Renal: Morfologia funcional do rim
Título: Sistema renal masculino e 
feminino
Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p. 
1381).
A PARTE PROSTÁTICA DA 
URETRA passa através da 
próstata. Além da urina,
recebe secreções contendo
espermatozoides, fatores de
motilidade e viabilidade do
esperma, e substâncias que
neutralizam o pH da uretra.
A PARTE MEMBRANÁCEA 
DA URETRA passa através do
períneo. Trata-se do segmento
mais curto da uretra.
Testículo
A PARTE ESPONJOSA DA 
URETRA passa através do
pênis. É o segmento mais
longo e recebe secreções
que incluem muco e substâncias 
que neutralizam o pH da uretra. 
Durante a ejaculação no homem, 
o sêmen passa através de todos 
os segmentos da uretra até o 
exterior.
Óstio externo
da uretra
Pênis
Bexiga urinária
Sínfise púbica
Próstata
Reto
Vagina
útero
Bexiga urinária
Sínfise púbica
Uretra
Óstio externo
da uretra
B. Corte sagital, mulher
MASCULINO VS. FEMININO
 A uretra é cinco vezes maior no sexo masculino do que 
no feminino.
 A uretra é dividida em três segmentos nos homens, 
mas é um tubo curto nas mulheres.
 A uretra é um ducto comum para os sistemas urinário e 
genital nos homens. Estes dois sistemas são totalmente 
separados no sexo feminino.
Plano
sagital Plano
sagital
Reto
Funções dos rins:
 Os rins ajudam a regular os níveis 
sanguíneos de vários íons.
 Regula o pH do sangue.
 Os rins ajustam o volume do sangue por 
meio da conservação ou eliminação de 
água na urina.
 Os rins também ajudam a regular a 
pressão arterial por meio da secreção da 
enzima renina.
 Manutenção da osmolaridade do sangue.
 Produção de hormônios.
 Ajudam a excretar escórias metabólicas –
substâncias que não têm função 
útil no corpo.
Sistema Renal: Morfologia funcional do rim
Título: Rim humano
Fonte: adaptado de: 
Tortora e Derrickson 
(2016, p. 1339).
Néfron
Hilo
renal
CÓRTEX RENAL
MEDULA RENAL
Coluna renal
Pirâmide renal
Papila renal
Seio renal
Cápsula 
fibrosa
Ureter
Bexiga urinária
Pelve renal
Cálice renal maior
Cálice renal menor
Ducto papilar
Ducto coletor
VIA DE DRENAGEM DA URINA
Sistema Renal: Morfologia funcional do rim
Título: Irrigação sanguínea dos rins
Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson 
(2016, p. 1342).
Plano
frontal
Cápsula fibrosa
Córtex renal
Pirâmide renal
na medula renal
Irrigação sanguínea do néfron
A. interlobular
A. arqueada
A. interlobar
A. segmentar
A. renal
V. interlobar
V. renal
V. arqueada
V. interlobular
A. renal
Aa. segmentares
Aa. interlobares
Aa. arqueadas
Aa. interlobulares
Arteríolas glomerulares aferentes
Capilares glomerulares
Arteríolas glomerulares eferentes
Capilares peritubulares
Vv. interlobulares
Vv. arqueadas
Vv. interlobares
V. renal
Arteríola
glomerular
aferente
Arteríola
glomerular
eferente
Glomérulo
Capilar
peritubular
V.
interlobular
Arteríolas
retas
 Para produzir urina, os néfrons 
e os ductos coletores realizam 
três processos básicos –
filtração glomerular, reabsorção 
tubular e secreção tubular.
 A filtração glomerular ocorre 
no corpúsculo renal. 
A reabsorção tubular e a secreção 
tubular ocorrem ao longo do 
túbulo renal e túbulo coletor. 
Sistema Renal: Filtração glomerular
Título: Estrutura dos Néfrons
Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p. 
1343).
Córtex renal
Medula renal
Papila renal
Cálice renal
menor
Rim
Túbulo contorcido
distal
Corpúsculo renal:
Cápsula glomerular
Glomérulo
Túbulo contorcido
proximal
Alça de Henle:
Ramo descendende da alça de Henle
Ramo ascendente da alça de Henle
Sistema Renal: Filtração glomerular
Título: Correlação da estrutura de um néfron com suas três funções básicas
Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p. 1348).
Glomérulo
Arteríola
glomerular
aferente
Arteríola
glomerular
eferente
Corpúsculo renal Túbulo renal e ducto coletor
Urina
(contém
substâncias
secretadas)
Capilares
peritubulares
Filtrado glomerular no túbulo renal
FILTRAÇÃO
GLOMERULAR:
No glomérulo, o plasma
sanguíneo e as substâncias 
dissolvidas (menores do 
que a maior parte das 
proteínas) são filtrados para 
a cápsula glomerular.
REABSORÇÃO
TUBULAR:
Ao longo de todo o túbulo
renal e ducto coletor, a 
água, os íons e outras 
substâncias são 
reabsorvidos do lúmen dos 
túbulos renais para os 
capilares peritubulares e, 
por fim, para o sangue.
SECREÇÃO TUBULAR:
Ao longo do túbulo renal e do
ducto coletor, substâncias
como escórias metabólicas, 
fármacos e excesso de íons são 
secretados dos capilares 
peritubulares para o túbulo renal. 
Estas substâncias acabam na 
urina.
Sangue
(contém
substâncias
reabsorvidas)
Cápsula
glomerular
1 2 3
1
2 3
 Os solutos e o líquido que fluem 
para os cálices renais menores e 
maiores e para a pelve renal 
formam a urina e são excretados.
 Os néfrons (por meio de filtração, 
reabsorção e secreção) ajudam a 
manter a homeostasia do volume e 
da composição do sangue.
Cinco hormônios afetam a extensão da reabsorção de Na+, Cl–, 
Ca2+ e água, bem como a secreção de K+ pelos túbulos renais: 
angiotensina II, aldosterona, o hormônio antidiurético, o peptídio 
natriurético atrial e o hormônio paratireoideo.
Sistema Renal: Absorção, excreção e formação da urina
Título: Sistema de 
circulação 
sanguínea e 
produção urinária
Fonte: adaptado de: 
acervo pessoal.
Glomérulo
Cápsula glomerular
Arteríola eferente
Arteríola aferente
Artéria
interlobular
Túbulo
contornado
proximal
Artéria
e veia
arqueadas
Artéria e veia
interlobares
Alça de Henle
Ramo
descendente
Ramo
ascendente
Capilares
ponticulares
(vaso reto)
Túbulo
coletor
Veia 
inerlobular
Túbulo
contornado distal
Capilares
peritubulares
Sistema Renal: Absorção, excreção e formação da urina
Título: Substâncias filtradas, reabsorvidas e secretadas por dia
Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p. 1356).
SUBSTÂNCIA 
FILTRADA* (ENTRA 
NA CÁPSULA 
GLOMERULAR) 
REABSORVIDA 
(DEVOLVIDA AO 
SANGUE) 
SECRETADA (SE 
TORNA URINA) 
Água 180 L 178 a 179 L 1 a 2 L
Proteínas 2,0 g 1,9 g 0,1 g
Íons sódio (Na+) 579 g 575 g 4 g
Íons cloro (CI-) 640 g 633,7 g 6,3 g
Íons bicarbonato 
(HCO3
-)
275 g 274,97 g 0,03 g
Glicose 162 g 162 g 0 g
Ureia 54 g 24 g 30 g†
Íons potássio (k+) 29,6 g 29,6 g 2,0 g‡
Ácido úrico 8,5 g 7,7 g 0,8 g
Creatina 1,6 g 0 g 1,6 g
Sistema Renal: Homeostasia
Título: Homeostase e o sistema renal
Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson 
(2016, p. 1389).
•Os rins e a pele contribuem 
para a síntese de calcitriol, a 
forma ativa da vitamina D
•Os rins ajudam a ajustar o nível de 
cálcio no sangue, necessário para a 
contração muscular
•Os rins ajudam a ajustar os níveis 
sanguíneos de cálcio e fosfatos,
necessários para a elaboração da 
matriz óssea extracelular
•Os rins realizam a gliconeogênese, 
que fornece glicose para a produção 
de ATP nos neurônios, especialmente 
durante o jejum ou a fome •Nos homens, a parte da uretra que 
atravessa a próstata e o pênis é a via 
de passagem para o sêmen, bem 
como para urina
•Os rins ajudama sintetizar o calcitriol,
a forma ativa da vitamina D, que é 
necessário para a absorção do cálcio 
da dieta
•Os rins e os pulmões cooperam na 
regulação do pH dos líquidos corporais
•Os rins regulam o volume, a 
composição e o pH dos líquidos 
corporais removendo escórias 
metabólicas e substâncias em 
excesso do sangue e 
excretando-os na urina
•Os ureteres transportam a urina dos 
rins para a bexiga urinária, que a 
armazena até sua eliminação 
pela uretra
•Ao aumentar ou diminuir a reabsorção da 
água filtrada a partir do sangue, os rins 
ajudam a ajustar o volume sanguíneo e a 
pressão arterial
•A renina liberada pelas células 
justaglomerulares dos rins aumenta a 
pressão arterial
•Um pouco da bilirrubina resultante da 
clivagem da hemoglobina é convertida em 
um pigmento amarelo (urobilina), que é 
excretado na urina
•Os rins participam da síntese de 
calcitriol, a forma ativa da vitamina D
•Os rins liberam eritropoietina, o 
hormônio que estimula a produção de 
hemácias
•Ao aumentar ou diminuir a reabsorção 
da água filtrada a partir do sangue, os 
rins ajudam a ajustar os volumes de 
líquido intersticial e linfático; a urina 
elimina microrganismos para fora 
da uretra
SISTEMA
MUSCULAR
TEGUMENTO
COMUM
SISTEMA ESQUELÉTICO
SISTEMA 
NERVOSO
PARA TODOS OS
SISTEMAS DO CORPO
SISTEMA
DIGESTÓRIO
SISTEMA
GENITAL
SISTEMA
RESPIRATÓRIO
SISTEMA LINFÁTICO
E IMUNIDADE
SISTEMA
ENDÓCRINO
SISTEMA
CIRCULATÓRIO
Sistema Renal: Principais distúrbios e disfunções
CÁLCULOS RENAIS
Os cristais de sais existentes na urina 
ocasionalmente precipitam e se solidificam e 
se tornam insolúveis (cálculos renais). Com 
frequência contêm cristais de oxalato de 
cálcio, ácido úrico ou fosfato de cálcio. As 
condições que levam à formação de cálculos 
incluem ingestão excessiva de cálcio, baixo 
consumo de água, urina anormalmente 
alcalina ou ácida e hiperatividade das 
glândulas paratireoides. Quando um cálculo se 
aloja no ureter, a dor pode ser intensa. A 
remoção pode ser cirúrgica ou por litotripsia 
extracorpórea por ondas de choque.
INFECÇÃO URINÁRIA
O termo infecção urinária é usado para 
descrever uma infecção de uma parte do 
sistema urinário ou o achado de numerosos 
microrganismos na urina. As infecções 
urinárias são mais comuns em mulheres, por 
causa do menor comprimento da uretra. Os 
sinais/sintomas incluem disúria, urgência 
urinária, polaciúria, lombalgia e enurese 
noturna.
DOENÇAS GLOMERULARES
Várias condições podem lesionar o 
glomérulo renal, direta ou indiretamente, em 
decorrência de doenças em outras partes do 
corpo. Tipicamente, a membrana de filtração 
sofre danos, e isso aumenta a sua 
permeabilidade. A glomerulonefrite é uma 
inflamação do rim que envolve os 
glomérulos. A síndrome nefrótica é uma 
condição caracterizada por proteinúria 
(proteínas na urina) e hiperlipidemia (níveis 
sanguíneos elevados de colesterol, 
fosfolipídios e triglicerídios).
INSUFICIÊNCIA RENAL
A insuficiência renal consiste na diminuição ou interrupção da filtração glomerular. Na insuficiência renal aguda 
(IRA), os rins param totalmente (ou quase totalmente) de funcionar de modo abrupto. A insuficiência renal se 
manifesta de várias maneiras. A insuficiência renal crônica (IRC) se refere ao declínio progressivo e geralmente 
irreversível da taxa de filtração glomerular (TFG). Além disso, os rins não conseguem concentrar ou diluir a urina 
de modo efetivo. A fase final, chamada doença renal em estágio terminal (Dret), ocorre quando 
aproximadamente 90% dos néfrons foram perdidos. Nesta fase, a TFG diminui para 10 a 15% do normal, ocorre 
oligúria e os níveis sanguíneos de escórias nitrogenadas e creatinina aumentam ainda mais. As pessoas com 
Dret precisam de diálise e são possíveis candidatas a transplante de rim.
 A ginecologia é o ramo da medicina especializado no diagnóstico e tratamento das 
doenças do sistema genital feminino. Os urologistas também diagnosticam e tratam 
doenças e distúrbios do sistema genital masculino. O ramo da medicina que lida com 
os distúrbios do sexo masculino, especialmente a infertilidade e a disfunção sexual, é 
chamado de andrologia. 
 Os órgãos genitais masculinos e femininos podem ser agrupados por função. 
 As gônadas – testículos nos homens e ovários nas mulheres – produzem gametas e 
secretam hormônios sexuais. 
 Vários ductos então armazenam e transportam os gametas, e 
as glândulas sexuais acessórias produzem substâncias que 
protegem os gametas e facilitam o seu deslocamento.
 Por fim, estruturas de suporte, como o pênis nos homens e o 
útero nas mulheres, ajudam no transporte de gametas; o útero 
é também o local para o crescimento do embrião e do feto 
durante a gestação.
Sistema Reprodutor
 Os órgãos do sistema genital masculino incluem os testículos, um sistema de ductos 
(epidídimo, ducto deferente, ductos ejaculatórios e uretra), glândulas sexuais acessórias 
(glândulas seminais, próstata e glândulas bulbouretrais) e várias estruturas de apoio, 
incluindo o escroto e o pênis.
 Os órgãos genitais são 
adaptados para produzir novos 
indivíduos e transmitir material 
genético de uma geração 
para a seguinte.
Sistema Reprodutor: Sistema genital masculino – estrutura e funções
Título: Sistema genital masculino
Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson 
(2016, p. 1422).
Plano
sagital
Sacro
Glândula seminal
Escavação retovesical
Cóccix
Reto
Ampola do ducto
deferente
Ducto ejaculatório
Parte prostática da uretra
Parte membranácea
da uretra
Ânus
Bexiga urinária
Peritônio
Ducto deferente
Ligamento suspensor 
do pênis
Sínfise púbica
Próstata
Mm. Profundos do períneo
Glândula bulbouretral
Corpo cavernoso do pênis
Parte esponjosa da uretra
Corpo do pênis
Corpo esponjoso do pênis
Coroa da glande
Glande do pênis
Prepúcio do pênis
Óstio externo da uretra
Raiz do pênis
Epidídimo
Testículo
Escroto
 Escroto: O escroto, a estrutura que contém os testículos, consiste em pele solta e tela 
subcutânea subjacente. Ele está pendurado na raiz (parte anexa) do pênis. Internamente, 
o septo do escroto divide o escroto em dois sacos, cada um contendo um testículo. 
A localização do escroto e a contração de suas fibras musculares regulam a temperatura 
dos testículos.
 Testículos: Os testículos são um par de glândulas ovais no escroto com aproximadamente 
5 cm de comprimento e 2,5 cm de diâmetro. Uma túnica serosa, chamada de túnica vaginal 
do testículo, que é derivada do peritônio e se forma durante a descida dos testículos, recobre 
parcialmente os testículos. Uma coleção de líquido seroso na túnica vaginal do testículo é 
chamada de hidrocele. 
 Internamente à túnica vaginal, há um revestimento denominado 
túnica albugínea, da qual derivam os septos, que são diversos 
compartimentos internos chamados lóbulos dos testículos. Há 
aproximadamente 200 a 300 lóbulos, que contêm de 1 a 3 
túbulos bem enrolados, os túbulos seminíferos contorcidos, nos 
quais os espermatozoides são produzidos. O processo de 
produção do esperma é chamado de espermatogênese.
Sistema Reprodutor: Sistema genital masculino – estrutura e funções
Testículos: Os túbulos seminíferos contêm dois tipos de células: 
 as células espermatogênicas: as células formadoras de esperma;
 as células sustentaculares ou células de Sertoli: que têm várias funções no 
apoio à espermatogênese.
 Espermatozoide: Nos seres humanos, a espermatogênese leva de 65 a 75 dias. 
A cada dia, aproximadamente 300 milhões de espermatozoides concluem o processo de 
espermatogênese. As principais partes de um espermatozoide são a cabeça e a cauda. 
Uma vez ejaculados, a maior parte dos espermatozoides não sobrevivem por mais de 48h no 
sistema genital feminino.
Sistema Reprodutor: Sistema genital masculino – estrutura e funções
Glândulas sexuais acessórias:
 As glândulas seminais secretam um líquido viscoso alcalino que ajuda a neutralizar o ácido 
dosistema genital feminino, fornece frutose para a produção de ATP pelos espermatozoides, 
contribui para a motilidade e viabilidade do espermatozoide e ajuda o sêmen a coagular após 
a ejaculação. 
 A próstata secreta um líquido leitoso discretamente ácido que contém enzimas que quebram 
as proteínas de coagulação das glândulas seminais. 
 As glândulas bulbouretrais secretam um líquido 
alcalino que neutraliza o meio ácido da uretra e 
do muco que lubrifica o 
revestimento da uretra 
e a ponta do pênis 
durante a 
relação sexual.
Sistema Reprodutor: Sistema genital masculino – estrutura e funções
Título: Sistema genital masculino
Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson 
(2016, p. 1435).
Vista
Ureter
esquerdo
Osso do
quadril (cortado)
PRÓSTATA
PARTE PROSTÁTICA
DA URETA
PARTE MEMBRANÁCEA
DA URETA
RAMO DO PÊNIS
BULBO DO PÊNIS
CORPO ESPONJOSO 
DO PÊNIS
DUCTO 
DEFERENTE
DIREITO
AMPOLA DO DUCTO
DEFERENTE
GLÂNDULA SEMINAL
DUCTO DA GLÂNDULA 
SEMINAL
DUCTO EJACULATÓRIO
Mm. Profundos do períneo
GLÂNDULA
BULBOURETRAL
CORPOS CAVERNOSOS
DO PÊNIS
PARTE ESPONJOSA
DA URETRA
Bexiga urinária
 Sêmen: O sêmen é uma mistura de 
espermatozoides e líquido seminal, 
com 50 a 150 milhões de 
espermatozoides por mL.
 Pênis: O pênis contém a uretra e é uma 
passagem para a ejaculação do sêmen 
e a excreção de urina. Ele tem uma forma 
cilíndrica e é composto por um corpo, 
uma glande e uma raiz.
Sistema Reprodutor: Sistema genital masculino – estrutura e funções
Título: Sistema genital 
masculino
Fonte: adaptado de: Tortora e 
Derrickson (2016, p. 1438).
CORPO DO PÊNIS:
Óstio interno da uretra
Parte prostática da uretra
Glândula bulbouretral
Mm. Profundos do períneo
Corpos cavernosos do pênis
Corpos esponjosos do pênis
Parte esponjosa
da uretra
Coroa da glande
GLANDE DO PÊNIS
Prepúcio
do pênis
Óstio externo da uretra
Bexiga urinária
Próstata
Óstio do ducto ejaculatório
Parte membranácea
da uretra
RAIZ DO PÊNIS:
Bulbo do pênis
Ramo do pênis
Funções do sistema genital masculino:
 Os testículos produzem 
espermatozoides e o hormônio 
masculino testosterona.
 Os ductos transportam, armazenam 
e auxiliam na maturação dos 
espermatozoides.
 As glândulas sexuais acessórias 
secretam a maior parte da porção 
líquida do sêmen.
 O pênis contém a uretra, uma 
passagem para a ejaculação de 
sêmen e excreção de urina.
Sistema Reprodutor: Sistema genital masculino – estrutura e funções
Título: Sistema genital masculino
Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson 
(2016, p. 1423).
Glândula seminal
Ducto deferente
Parte prostática da uretra
Ducto ejaculatório
Reto
Parte 
membranácea da 
uretra
Raiz do pênis
M. bulboesponjoso
Parte esponjosa
da uretra
POSTERIOR ANTERIOR
Testículo
Coroa da glande
Glande do pênis
Corpo do pênis
Próstata
Sínfise púbica
Corpo cavernoso
do pênis
Corpo esponjoso
do pênis
Bexiga urinária
(aberta)
 Os órgãos do sistema genital feminino incluem os ovários (gônadas femininas), as tubas 
uterinas, o útero, a vagina e 
órgãos externos, que são 
coletivamente chamados de 
pudendo feminino (também 
conhecido como vulva). 
As glândulas mamárias são 
consideradas parte do 
tegumento e do sistema 
genital feminino.
Sistema Reprodutor: Sistema genital feminino – estrutura e funções
Título: Sistema genital feminino
Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson 
(2016, p. 1441).
Tuba uterina
Fímbrias da 
tuba uterina
Ovário 
útero 
Ligamento redondo
do útero 
Colo do útero
Bexiga urinária
Sínfise púbica
Monte do púbis
Clitóris
Uretra
Lábio maior
do pudendo
Óstio externo 
da uretra
Lábio menor do
pudendo
Plano
sagital
Sacro
Ligamento uterossacro
Parte posterior do 
fórnice da vagina
Escavação retouterina
Escavação vesicouterina
Cóccix
Reto
Vagina
Ânus
 Oogênese: Em contraste com a espermatogênese, que no sexo masculino começa na 
puberdade, a oogênese nas mulheres começa antes mesmo de elas nascerem. A oogênese 
ocorre essencialmente do mesmo modo que a espermatogênese; ocorre uma meiose e as 
células germinativas resultantes sofrem maturação.
 Tubas Uterinas: As mulheres têm duas tubas uterinas, que medem aproximadamente 10 cm 
de comprimento. Elas fornecem uma via para os espermatozoides chegarem até o óvulo e 
transportam os oócitos secundários e óvulos fecundados dos ovários até o útero.
 Útero: O útero serve como parte da via para o espermatozoide 
depositado na vagina alcançar as tubas uterinas. É também o 
local da implantação de um óvulo fertilizado, desenvolvimento 
do feto durante a gestação e trabalho de parto. Durante os 
ciclos reprodutivos, quando a implantação não ocorre, o útero 
é a fonte do fluxo menstrual.
Sistema Reprodutor: Sistema genital feminino – estrutura e funções
 Útero: As subdivisões anatômicas do útero incluem (1) uma parte em forma de cúpula 
superior às tubas uterinas chamada de fundo do útero; (2) uma parte central afilada chamada 
de corpo do útero; e (3) uma parte inferior estreita chamada de colo do útero, que se abre 
para o interior da vagina.
 Vagina: Ela é o receptáculo para o pênis durante a relação sexual, a saída para o fluxo 
menstrual e a via de passagem para o parto.
 Pudendo: O termo pudendo feminino refere-se aos órgãos genitais externos da mulher.
 Glândulas Mamárias: Cada mama é uma projeção hemisférica 
de tamanho variável, que possui uma papila mamária, que tem 
uma série de aberturas pouco espaçadas de ductos chamados 
ductos lactíferos, dos quais emergem leite. As glândulas 
mamárias atuam na síntese, na secreção e na ejeção de leite 
(lactação).
Sistema Reprodutor: Sistema genital feminino – estrutura e funções
Funções do sistema genital feminino:
 Os ovários produzem oócitos 
secundários e hormônios, incluindo 
a progesterona e o estrogênio 
(hormônios sexuais femininos), a 
inibina e a relaxina.
 As tubas uterinas transportam um 
oócito secundário para o útero e, 
normalmente, é onde ocorre a 
fertilização.
 O útero é o local de implantação de 
um óvulo fertilizado, desenvolvimento 
do feto durante a gestação e parto. 
 A vagina recebe o pênis durante a 
relação sexual e é uma passagem 
para o parto. 
 As glândulas mamárias sintetizam, 
secretam e ejetam leite para a 
alimentação do recém-nascido.
Sistema Reprodutor: Sistema genital feminino – estrutura e funções
Título: Estrutura fisiológica das mamas
Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson 
(2016, p. 1457).
Título: Sistema genital 
feminino
Fonte: adaptado de: Tortora e 
Derrickson (2016, p. 1442).
Escavação retouterina
Escavação vesicouterina
Vagina
Reto
Uretra
Fímbrias da tuba uterina
Ovário
Tuba uterina
Fundo do útero
Corpo do útero
Colo do útero
Bexiga urinária
Sínfise púbica
Monte do púbis
Clitóris
Lábio menor
do pudendo
Lábio maior
do pudendo
Costela
Fáscia peitoral
Mm.
intercostais
Ligamento suspensor
da mama
Túbulo secundário
Lóbulo contendo
alvéolos
Ducto mamário
Seio lactífero
Ducto lactífero
Papila mamária
Aréola da mama
Tecido adiposo
na tela subcutânea
M. peitoral maior
Fases do ciclo reprodutivo:
 Fase menstrual: A fase menstrual, também chamada de menstruação, perdura 
aproximadamente os 5 primeiros dias do ciclo.
 Fase pré-ovulatória: A fase pré-ovulatória é o período entre o fim da menstruação e a 
ovulação. A fase pré-ovulatória do ciclo tem comprimento mais variável do que as outras 
fases e representa a maior parte das diferenças na duração do ciclo. Tem a duração de 6 a 
13 dias em um ciclo de 28 dias.
 Ovulação: A ovulação, a ruptura do folículo maduro e a liberação do oócito secundário para 
o interior da cavidade pélvica, geralmente ocorre no 14º dia em um ciclo de 28 dias.
 Fase pós-ovulatória: A fase pós-ovulatória do ciclo reprodutivo 
feminino é o período entre a ovulação e o início da 
menstruação seguinte. Em duração, é a parte mais constante 
do ciclo reprodutivo feminino. Tem a duração de 14 diasem 
um ciclo de 28 dias, do 15º ao 28º dias.
Sistema Reprodutor: Sistema genital feminino – estrutura e funções
Sistema Reprodutor: Sistema genital feminino – estrutura e funções
Título: Regulação 
hormonal das alterações 
do ovário e útero
Fonte: adaptado de: 
Tortora e Derrickson 
(2016, p. 1460).
Título: Resumo das 
interações hormonais
Fonte: adaptado de: 
Tortora e Derrickson 
(2016, p.1460).
Fase folicular Fase lútea
Adeno-hipófise
Ovulação
Folículo
maduro
Folículo
secundário
Folículo
primários
Folículo
primordiaisCICLO
OVARIANO
Corpo lúteo CORPO
albicante
CICLO
UTERINO
(MENSTRUAL) Estrato
funcional
Estrato
basal
Dias 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 1 2 
Corpo
rubro
Estrogênios
Progesterona e estrogênios
Fase
menstrual
Fase
pré-ovulatória Ovulação
Fase
pós-ovulação
Feedback
positivo
Feedback
negativo
Útero
Reparação e proliferação 
do endométrio
Reparação do endométrio
para a chegada do 
óvulo fertilizado
Menstruação
Aumento na secreção
de estrogênios e
inibina pelas células 
granulosas
Aumento na secreção
de progesterona e 
estrogênios pelas 
células do corpo lúteo
Aumento na secreção
de inibina pelas 
células do corpo lúteo
Ovulação
Maturação de
um folículo
dominante
Crescimento
de folículos
primários e
secundários
Formação do
corpo lúteo
Formação do
corpo albicante
Ausência de secreção
da progesterona e 
estrogênios pelo 
corpo albicante 
Hormônios
ovarianos
Ovário
Adeno-
hipófise
FSH LH
Os baixos níveis 
de progesterona 
e estrogênios 
promovem a 
secreção de 
GnRH, FSH e LH
Altos níveis de 
estrogênios (sem 
progesterona) 
estimulam a 
liberação de 
GnRH, LH e FSH
Níveis moderados
de estrogênios
inibem a secreção
de GnRH, FSH e LH
A inibina inibe a
secreção de FSH
e LH
Hipotálamo
GnRH
 O controle de natalidade se refere à restrição na quantidade de filhos por vários métodos 
destinados a controlar a fertilidade e evitar a concepção. Não há um método único e ideal 
de controle de natalidade.
Sistema Reprodutor: Principais métodos de controle de natalidade
O único método de prevenção da gestação que é 100%
confiável é a abstinência completa, a evitação de relações
sexuais. Vários outros métodos estão disponíveis; cada um
tem suas vantagens e desvantagens.
Título: Métodos de 
controle de natalidade
Fonte: https://pharmanews
online.com/
wp-content/uploads/2021/03/
Contracep.jpg
 Esterilização cirúrgica: a esterilização é um procedimento que torna um indivíduo incapaz 
de se reproduzir. O principal método para a esterilização dos homens é a vasectomia, em 
que uma parte de cada ducto deferente é removida. A esterilização em mulheres na maior 
parte das vezes é conseguida por meio de esterilização tubária, em que ambas as tubas 
uterinas são suturadas e então seccionadas.
 Métodos hormonais: os métodos hormonais são os 
meios mais efetivos de controle de natalidade. Entre os 
benefícios não contraceptivos dos anovulatórios orais 
estão a regulação da duração do ciclo menstrual e a 
diminuição do fluxo menstrual. No entanto, os 
contraceptivos orais não 
podem ser prescritos para 
mulheres com história 
pregressa de discrasias 
sanguíneas, lesão de vasos sanguíneos cerebrais, 
enxaqueca, hipertensão arterial, hepatopatia ou doença cardíaca.
Sistema Reprodutor: Principais métodos de controle de natalidade
Título: Métodos de controle de natalidade
Fonte: https://femme4.com/wp-content/uploads/2021/11/Contraception-
1024x731.jpg’
 Em 2022 foi aprovada a Lei n. 14.443/2022, que instituiu algumas mudanças e melhorias nos 
procedimentos de vasectomia e laqueadura. Reforçando a necessidade de 
acompanhamento do planejamento familiar, que é um direito constitucional. Já a RN 
338/ANS estabelece a necessidade dos planos de saúde de também oferecerem esses 
serviços. Com isso, o processo para essas cirurgias passa por avaliação multidisciplinar, 
dentre elas a psicologia.
Sistema Reprodutor: Principais métodos de controle de natalidade
Título: Psicoterapia
Fonte: https://storyset.com/people >People illustrations by Storyset
Sistema Reprodutor: Homeostasia
Título: Homeostase e o sistema 
reprodutor
Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson 
(2016, p.1477).
•Os sistemas genitais masculino e
feminino produzem gametas (óvulos e 
espermatozoides) que se unem para 
formar embriões e fetos, que contêm 
células que se dividem, e se 
diferenciam para formar todos os 
sistemas de órgãos do corpo
PARA TODOS OS
SISTEMAS DO CORPO TEGMENTO COMUM
•Os androgênios promovem o
crescimento de pelos no corpo
•Os estrogênios estimulam a deposição
de gordura nas mamas, no abdome e
nos quadris
•As glândulas mamárias produzem leite
•A pele estica durante a gestação
conforme o feto aumenta de tamanho
•Nos homens, a parte da uretra que se
estende ao longo da próstata e do pênis 
é uma via de passagem para a urina, 
bem como para o sêmen
SISTEMA
URINÁRIO
•A existência de um produto químico 
semelhante a antibiótico no sêmen e o 
pH ácido do líquido vaginal 
proporcionam imunidade inata contra 
micróbios no sistema genital
SISTEMAS LINFÁTICOS
E IMUNIDADE
•A excitação sexual aumenta a frequência 
e a profundidade respiratórias
SISTEMA
RESPIRATÓRIO
•A presença do feto durante a gestação 
comprime os órgãos digestórios, o que 
leva à pirose e constipação intestinal
SISTEMA
DIGESTÓRIO
•Os androgênios e estrogênios estimulam 
o crescimento e manutenção dos ossos 
do sistema esquelético
SISTEMA
ESQUELÉTICO
SISTEMA
MUSCULAR
•Os androgênios estimulam o crescimento 
dos músculos esqueléticos
SISTEMA NERVOSO
•A testosterona e os estrogênios exercem 
feedback sobre o hipotálamo e a adeno-
hipófise
SISTEMA
ENDÓCRINO
SISTEMA
CIRCULATÓRIO
•Os estrogênios reduzem o nível sanguíneo 
de colesterol e reduzem o risco de DAC em 
mulheres com menos de 50 anos 
•Os androgênios influenciam a libido 
(desejo sexual)
•Os estrogênios podem atuar no 
desenvolvimento de determinadas 
regiões do encéfalo em homens
Sistema Reprodutor: Principais distúrbios e disfunções – sistema masculino
CÂNCER DE TESTÍCULO
O câncer de testículo é o mais comum em 
homens entre os 20 e 35 anos de idade. Mais 
de 95% dos casos de câncer de testículo 
surgem a partir das células 
espermatogênicas nos túbulos seminíferos. 
Um sinal precoce de câncer de testículo é 
massa no testículo, muitas vezes associada a 
uma sensação de peso testicular ou um 
incômodo difuso na parte inferior do abdome; 
geralmente não há dor. Para aumentar as 
chances de detecção precoce de um câncer 
testicular, todos os homens devem realizar 
autoexames regulares dos testículos.
DISTÚRBIOS DA PRÓSTATA
Como a próstata circunda parte da uretra, 
qualquer infecção, alargamento ou tumor 
pode obstruir o fluxo de urina. As infecções 
agudas e crônicas da próstata são comuns 
em homens pós-púberes, muitas vezes em 
associação à inflamação da uretra. O 
câncer de próstata é a principal causa de 
morte por câncer em homens. Os homens a 
partir de 40 anos devem realizar um exame 
anual da próstata.
DISFUNÇÃO ERÉTIL
A disfunção erétil (DE), antes 
denominada impotência, é a 
incapacidade consistente de um homem 
adulto ejacular ou alcançar ou manter 
uma ereção por tempo suficiente para a 
realização da relação sexual. Além de 
diversos fatores fisiológicos, ressalta-se 
que também há fatores psicológicos, 
como a ansiedade ou a depressão, o 
medo de engravidar a parceira, o medo 
de DST, inibições religiosas e a 
imaturidade emocional que também 
podem causar disfunção erétil.
Sistema Reprodutor: Principais distúrbios e disfunções – sistema feminino
SÍNDROME PRÉ-MENSTRUAL E 
TRANSTORNO DISFÓRICO PRÉ-
MENSTRUAL
A síndrome pré-menstrual (SPM) é um 
transtorno cíclico de sofrimento físico e 
emocional grave. Surge durante a fase pós-
ovulatória (lútea) do ciclo reprodutivo femininoe 
desaparece drasticamente quando a 
menstruação inicia. Os sinais e sintomas são 
muito variáveis de uma mulher para outra. O 
transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é 
uma síndrome mais grave em que os sinais e 
sintomas semelhantes aos da SPM não 
desaparecem após o início da menstruação.
ENDOMETRIOSE
A endometriose é caracterizada pelo 
crescimento de tecido endometrial fora do 
útero. O tecido entra na cavidade pélvica pelas 
tubas uterinas abertas e pode ser encontrado 
em vários locais. O tecido endometrial 
responde às flutuações hormonais, quer esteja 
dentro ou fora do útero. A cada ciclo 
reprodutivo, o tecido prolifera e, em seguida, 
se rompe e sangra. Quando isto ocorre fora do 
útero, pode causar inflamação, dor, formação 
de cicatrizes e infertilidade. Os sintomas 
incluem dor pré-menstrual ou dor menstrual 
anormalmente grave.
CÂNCER DE MAMA
O câncer de mama pode ocorrer em homens, 
mas é raro. Nas mulheres, o câncer de mama 
raramente é visto antes dos 30 anos; sua 
incidência aumenta rapidamente após a 
menopausa. Como o câncer de mama 
geralmente não é doloroso até que se torne 
bastante avançado, o achado de um nódulo, 
não importa quão pequeno, deve ser relatada 
a um médico imediatamente. A detecção 
precoce – pelo autoexame da mama e por 
mamografias – é a melhor maneira de 
aumentar as chances de sobrevivência.
CÂNCERES DE OVÁRIO E DE COLO DO ÚTERO
Embora o câncer de ovário seja o sexto tipo mais comum de câncer em mulheres, é a principal causa de morte 
por todas as doenças ginecológicas malignas (excluindo o câncer da mama), porque é difícil de detectar antes 
de ter produzido metástases além dos ovários. O câncer de colo do útero inicia como uma condição pré-
cancerosa chamada de displasia cervical, uma alteração na quantidade, forma e crescimento das células 
cervicais, geralmente as células escamosas. Às vezes, as células anormais voltam ao normal; outras vezes, 
evoluem para o câncer, que geralmente se desenvolve lentamente. Na maior parte dos casos, o câncer de 
colo do útero pode ser detectado em seus estágios iniciais por um teste de Papanicolau. Quase todos os 
cânceres de colo do útero são causados por tipos variados de papilomavírus humano (HPV); outros tipos de 
HPV causam verrugas genitais (descritos adiante). Duas vacinas estão disponíveis para proteger homens e 
mulheres contra os tipos de HPV que causam a maior parte dos tipos de câncer de colo do útero.
Por que é importante a avaliação psicológica para os casos de cirurgia de vasectomia 
ou laqueadura?
a) Pois, conforme previsto na Lei n. 14.443/2022, é necessário acompanhamento adequado 
para o devido planejamento familiar, além da compreensão e informação dos impactos que 
essas cirurgias causam nos pacientes.
b) Pois é necessário verificar se o paciente está fisiologicamente apto para esse 
tipo de procedimento.
c) Pois, de acordo com RN 338/ANS, o psicólogo é obrigado a realizar esse tipo de serviço, 
mesmo quando não há preparo e conhecimentos adequados.
d) Não há obrigatoriedade, ou seja, não é algo que 
tenha muita relevância para o paciente que for fazer 
esse tipo de procedimento.
e) Pois essa é apenas mais uma etapa burocrática.
Interatividade
Por que é importante a avaliação psicológica para os casos de cirurgia de vasectomia 
ou laqueadura?
a) Pois, conforme previsto na Lei n. 14.443/2022, é necessário acompanhamento adequado 
para o devido planejamento familiar, além da compreensão e informação dos impactos que 
essas cirurgias causam nos pacientes.
b) Pois é necessário verificar se o paciente está fisiologicamente apto para esse 
tipo de procedimento.
c) Pois, de acordo com RN 338/ANS, o psicólogo é obrigado a realizar esse tipo de serviço, 
mesmo quando não há preparo e conhecimentos adequados.
d) Não há obrigatoriedade, ou seja, não é algo que 
tenha muita relevância para o paciente que for fazer 
esse tipo de procedimento.
e) Pois essa é apenas mais uma etapa burocrática.
Resposta
 A ciência da estrutura e da função das glândulas endócrinas e do diagnóstico e tratamento 
dos distúrbios desse sistema chama-se endocrinologia.
Sistema nervoso
 Neurotransmissores liberados localmente em resposta a impulsos nervosos.
 Próximo ao local de liberação, na sinapse; liga-se aos receptores encontrados na membrana 
pós-sináptica.
 Células musculares (lisas, cardíacas e esqueléticas), células glandulares, outros neurônios.
 Tipicamente, milissegundos (milionésimos de segundo).
 Geralmente mais breve.
Sistema Endócrino: Sistema nervoso e sistema endócrino
Sistema endócrino
 Hormônios levados para os tecidos de todo o corpo pelo sangue.
 Longe do local de liberação (habitualmente); liga-se aos receptores encontrados 
nas células-alvo.
 Células por todo o corpo.
 De segundos a horas ou dias.
 Geralmente mais longo (de segundos a dias).
Sistema Endócrino: Sistema nervoso e sistema endócrino
 O corpo contém dois tipos de 
glândulas: exócrinas (fluidos 
externos) e endócrinas 
(hormônios).
 Em virtude da dependência do 
sistema circulatório para distribuir 
seus produtos, as glândulas 
endócrinas são alguns dos tecidos 
mais vascularizados do corpo.
Sistema Endócrino: Glândulas – exócrinas e endócrinas
Os hormônios atuam apenas nas células alvo específicas que
apresentam receptores que os reconhecem (ligação). O número
de receptores hormonais pode diminuir (infrarregulação) ou
aumentar (suprarregulação).
Título: Sistema endócrino humano
Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson 
(2016, p. 841).
GLÂNDULA
TIREOIDE
Traqueia
GLÂNDULAS
PARATIREOIDES
(atrás da glândula tireoide)
PELE
Pulmão
Fígado
GLÂNDULAS
SUPRARRENAIS
PÂNCREAS
INTESTINO
DELGADO
Escroto
CORAÇÃO
TIMO
Traqueia
GLÂNDULA TIREOIDE
GLÂNDULA 
HIPÓFISE
HIPOTÁLAMO
GLÂNDULA 
PINEAL
ESTÔMAGO
RIM
Útero
OVÁRIO
Mulher 
TESTÍCULOS
Uma maneira de classificar os hormônios é a química:
 Lipossolúveis: Os hormônios 
lipossolúveis englobam os hormônios 
esteroides, os hormônios da tireoide 
e o óxido nítrico.
 Hidrossolúveis: Os hormônios 
hidrossolúveis englobam os hormônios 
aminados, hormônios proteicos e 
peptídicos e hormônios eicosanoides. 
A maioria dos hormônios endócrinos consiste em hormônio 
circulante (celular > LIC > sangue) e hormônios locais
(célula > célula).
Sistema Endócrino: Principais hormônios, suas funções e ações
Afetam a função celular 
por meio da alteração da 
expressão de gene.
Alteram a função celular pela 
ativação de receptores na 
membrana plasmática, que 
desencadeiam a produção de um 
segundo mensageiro que ativa 
várias enzimas dentro da célula. 
Inúmeros hormônios ajudam a manter a homeostasia diariamente. Eles:
 regulam a atividade dos músculos lisos, do músculo cardíaco e de algumas glândulas;
 alteram o metabolismo;
 estimulam o crescimento e o desenvolvimento;
 influenciam os processos reprodutivos e 
participam dos ritmos circadianos estabelecidos 
pelo núcleo supraquiasmático do hipotálamo. 
Sistema Endócrino: Principais hormônios, suas funções e ações
Título: Sistema Endócrino
Fonte: https://storyset.com/people 
>People illustrations by Storyset
Hipotálamo e Hipófise
 Hormônio do crescimento (GH): estimula o crescimento corporal.
 Hormônio tireoestimulante (TSH): regula as atividades da glândula tireoide.
 Foliculoestimulante (FSH): regula as atividades das gônadas – ovários e testículos.
 A ocitocina (OT): estimula a contração do útero e a ejeção de leite das mamas.
Tireoide
 Hormônios tiroxina (T4) e triiodotironina (T3), e células parafoliculares, que secretam 
calcitonina (CT).
 Os hormônios da tireoide regulam o uso de oxigênio e 
a taxa metabólica, o metabolismo celular, o 
crescimento e o desenvolvimento. 
Sistema Endócrino: Principais hormônios, suas funções e ações
Suprarrenais
 Mineralocorticoides: principalmente a aldosterona, acentuam a reabsorção de água e sódio e 
diminuem a reabsorçãode potássio.
 Glicocorticoides: principalmente o cortisol, auxiliam a resistência ao estresse e atuam 
como anti-inflamatórios.
 Androgênios: estimulam o crescimento de pelos axilares e púbicos, ajudam no estirão de 
crescimento pré-puberal e contribuem para a libido.
Pâncreas
 Tem funções tanto endócrinas quanto exócrinas, constituídas 
por quatro tipos de células: alfa, beta, delta e F.
 As células alfa secretam glucagon – eleva a glicose. 
 As células beta secretam insulina – diminui a glicose.
Sistema Endócrino: Principais hormônios, suas funções e ações
Sistema Endócrino: Homeostasia e o sistema endócrino
Título: Homeostase no 
sistema endócrino
Fonte: adaptado de: Tortora e 
Derrickson (2016, p. 894).
• A eritropoietina (EPO) promove a formação 
de hemácias.
• A aldosterona e o hormônio antidiurético 
aumentam o volume sanguíneo.
• A epinefrina e a norepinefrina intensificam a 
frequência cardíaca e a força de contração.
• Vários hormônios elevam a pressão arterial 
durante o exercício físico e outros estresses.
SISTEMA
CIRCULATÓRIO
• Vários hormônios, especialmente 
hormônios da tireoide, insulina e hormônio 
do crescimento, influenciam o crescimento 
e o desenvolvimento do sistema nervoso.
• O PTH mantém níveis apropriados de Ca2+
necessários para a geração e condução 
dos impulsos nervosos.
SISTEMA
NERVOSO
• A epinefrina e a norepinefrina deprimem a 
atividade do sistema digestório.
• Gastrina, colecistocinina, secretina e 
peptídio insulinotrópico dependente de 
glicose (GIP) ajudam a regular a digestão.
• O calcitriol promove a absorção de cálcio 
da dieta.
• A leptina suprime o apetite.
SISTEMA
DIGESTÓRIO
• Glicocorticoides como o cortisol deprimem 
a inflamação e as respostas imunes.
• Os hormônios tímicos promovem a 
maturação das células T (um tipo de leucócito).
SISTEMA LINFÁTICO
E IMUNIDADE
• Os androgênios estimulam o crescimento 
de pelos púbicos e axilares e ativação das 
glândulas sebáceas.
• O excesso de hormônio melanócito-
estimulante (MSH) promove o 
escurecimento da pele.
TEGUMENTO
COMUM
• Hormônio antidiurético, aldosterona e 
peptídio natriurético atrial (PNA) ajustam a 
taxa de perda de água e íons na urina, 
regulando, dessa forma, o volume 
sanguíneo e o conteúdo iônico do sangue.
SISTEMA
URINÁRIO
• Os hormônios hipotalâmicos liberadores e 
inibidores, hormônio foliculoestimulante
(FSH) e hormônio luteinizante (LH) 
regulam o desenvolvimento, o crescimento 
e as secreções das gônadas (ovários 
e testículos).
• O estrogênio e a testosterona contribuem 
para o desenvolvimento dos ovócitos 
(oócitos) e espermatozoides e estimulam o 
desenvolvimento das características 
sexuais secundárias.
• A prolactina promove a secreção de leite 
nas glândulas mamárias.
• A ocitocina causa contração do útero e 
ejeção de leite pelas glândulas mamárias.
SISTEMA
GENITAL
• A epinefrina e norepinefrina dilatam as 
vias respiratórias durante o exercício e 
outros estresses.
• A eritropoietina regula a quantidade de 
oxigênio transportado no sangue por meio 
do ajuste do número de hemácias.
SISTEMA
RESPIRATÓRIO • O hormônio do crescimento (GH) e os 
fatores de crescimento insulina-símiles
(IGF) estimulam o crescimento ósseo.
• Os estrogênios promovem o fechamento 
das lâminas epifisiais ao final da puberdade 
e ajudam a manter a massa óssea nos adultos.
• Oparatormônio (PTH) e a calcitronina 
regulam os níveis de cálcio e outros 
minerais na matriz óssea e no sangue.
• Os hormônios da tireoide são necessários 
para o desenvolvimento e crescimento 
normal do esqueleto.
SISTEMA
ESQUELÉTICO
• A epinefrina e a norepinefrina ajudam a 
aumentar o fluxo de sangue para o músculo 
em exercício.
• O PTH mantém os níveis apropriados de 
Ca2+ necessários para contração muscular. 
• O glucagon, a insulina e outros hormônios 
regulam o metabolismo na fibras musculares.
• GH, IGF e hormônios da tireoide ajudam a 
manter a massa muscular.
SISTEMA
MUSCULAR
Hipossecreção: é a liberação inadequada de um hormônio.
Hipersecreção: consiste na liberação excessiva de um hormônio.
Sistema Endócrino: Distúrbios, disfunções e resposta ao estresse
1.2.
4.
HIPERTIREOIDISMO
Consiste na hipossecreção de hormônios da tireoide ao nascimento, causa consequências devastadoras se não for tratado prontamente.
● O hipotireoidismo na idade adulta provoca mixedema, que acomete cerca de cinco vezes mais as mulheres do que os homens. Uma pessoa 
com mixedema apresenta redução da frequência cardíaca, baixa temperatura corporal, aumento da sensibilidade ao frio, cabelo e pele 
ressecados, fraqueza muscular, letargia geral e tendência a ganhar peso com facilidade. Visto que o encéfalo já atingiu a maturidade, não ocorre 
retardo mental, entretanto a pessoa pode ficar menos alerta.
● A forma mais comum de hipertireoidismo é a Doença de Graves, que também acomete sete a dez vezes mais as mulheres do que os homens, 
em geral antes dos 40 anos. A doença de Graves é um distúrbio autoimune no qual a pessoa produz anticorpos que imitam a ação do hormônio 
tireoestimulante (TSH). Os pacientes com doença de Graves muitas vezes apresentam edema peculiar retro-orbitário, que promove a sua 
protrusão, chamada de exoftalmia.
● O bócio consiste, simplesmente, no aumento das dimensões da glândula tireoide. 
4.Título: Bócio
Fonte: 
https://www.nigeriagalleria.com/
Community-Health/Images/
goitertyroid.jpg
Mixedema Doença de Graves
1 2 3 4
Bócio
1. Título: Mixedema
Fonte: https://th.bing.com/th/id/
R.372822300ea95e6f68d88c9dfab204ef?rik=
YwSUbHcwHOtYcA&pid=ImgRaw&r=0
2. Título: Mixedema
Fonte: https://acsjournals.
onlinelibrary.wiley.com/
cms/asset/a8d24884-d1b7-4cc1-
a295-6b7b678b372a/mfig001.jpg
3. Título: Doença de Graves
Fonte: https://i.ytimg.com/vi/xsQTh7yZY_
s/maxresdefault.jpg
Sistema Endócrino: Distúrbios, disfunções e resposta ao estresse
1.
3.
DISTÚRBIOS DA GLÂNDULA HIPÓFISE
 Nanismo hipofisário: A hipossecreção 
de GH durante os anos de crescimento 
retarda o crescimento ósseo e as 
lâminas epifisiais fecham-se antes que 
a altura normal seja alcançada.
 Gigantismo: A hipersecreção de GH 
durante a infância.
 Acromegalia: A hipersecreção de GH 
durante a idade adulta.
3. Título: Acromegalia
Fonte: https://www.eldiariodecarlospaz.com.ar/
u/fotografias/m/2021/4/5/f800x450-161120_212566_5050.jpg
1. Título: Nanismo hipofisário
Fonte: https://big1news.com.br/wp-
content/uploads/2013/07/ana-195x300.jpg
2. Título: Gigantismo
Fonte: Tortora e Derrickson, 2016. p.894
Nanismo Hipofisário
1 2
3
Gigantismo
Acromegalia
 A percepção que temos de nós mesmos 
muda a cada instante e é um processo 
extremamente complexo no qual 
desempenham um papel importante 
fatores não só de natureza biológica ou 
psicológica, mas também de tipo ambiental, 
cultural e histórica.
 Não se concebe, de fato, estar bem psicologicamente e ao 
mesmo tempo sofrer fisicamente.
 A verdadeira saúde é resultado do equilíbrio entre a 
representação que temos de nós como corpo e como mente.
A perspectiva psicossomática e seus aspectos nas doenças
Título: Psicossomática
Fonte: https://storyset.com/people 
>People illustrations by Storyset
 As doenças não são nem só psíquicas, 
nem apenas somáticas. Todas podem ser 
estudadas tanto sob o ponto de vista 
psicológico quanto biológico, com resultados 
diversos que podem ser mais ou menos 
úteis segundo as circunstâncias.
A perspectiva psicossomática e seus aspectos nas doenças
Título: Ponderação
Fonte: https://storyset.com/people>
People illustrations by Storyset
 O equilíbrio entre os aspectos corpóreos 
e os psicológicos deve ser procurado 
não só no paciente que sofre, mas 
também em que trata dele.
 Nem a visão biológica nem a psicológica 
devem ser consideradas absolutas. 
Variações sempre são possíveis.
 É dever de todo terapeuta, seja médico, seja psicólogo, avaliar 
a situação sob várias perspectivas,enfatizando uma ou outra 
conforme os diversos estados e necessidades do paciente. 
A capacidade de curar está no equilíbrio das avaliações e da 
escolha dos meios mais adequados.
A perspectiva psicossomática e seus aspectos nas doenças
Título: Ponderação
Fonte: 
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Relações causais lineares:
 O ser humano, para poder raciocinar sobre as coisas, tem a necessidade de distingui-las e 
classificá-las, mas também de uni-las, descobrir semelhanças. Assim sendo, podemos 
construir hipóteses e compreender os problemas sem desconsiderar sua complexidade.
 O processo é representado habitualmente pela dimensão de uma reta ao longo da qual os 
efeitos se tornam um a causa do outro numa sequência de causas e efeitos:
A > B > C > D
 Em muitas situações, encarar os problemas procurando 
chegar a uma única causa simples não leva a soluções 
satisfatórias. Os fatores são cocausas de um único efeito.
A
B D
C
A perspectiva psicossomática e seus aspectos nas doenças
Relações causais circulares: 
 Contribuem para novas teorias, como as sistêmicas e cibernéticas.
 Não se interessam mais descobrir uma cadeia de causas e efeitos para chegar à origem dos 
efeitos, mas estudar a organização e o equilíbrio de um sistema em determinada situação.
 No caso de uma doença, o que importa é descobrir como 
os vários fatores (biológicos, psicológicos, sociais e 
ambientais) interagem, provocando uma condição de 
inadaptabilidade e sofrimento.
 Por meio do feedback, um efeito não só gera outros efeitos, 
mas é também regulado por eles retroativamente.
A perspectiva psicossomática e seus aspectos nas doenças
Título: Relações causais circulares
Fonte: Trombini e Baldoni (2004, p. 38).
Título: Relações causais 
circulares
Fonte: Trombini e Baldoni (2004, p. 40).
 Toda orientação científica tem sua história e é caracterizada por modelos, teorias e métodos 
de pesquisa característicos.
 As explicações que damos do mundo e nossas 
escolhas dependem, portanto, do ponto de vista 
que adotamos e não devem jamais ser absolutas. 
Nenhum ponto de vista, aliás, compreende todos 
os pontos de vista e nenhum deles é superior ao 
outro, mas só mais ou menos útil, segundo as 
situações. Nesse sentido, nosso conhecimento, 
científico ou não, é 
sempre fruto de uma 
construção ativa, enquanto a realidade em 
si pode ser tocada, mas nunca compreendida 
definitivamente em sua essência.
A perspectiva psicossomática e seus aspectos nas doenças
Título: Ponderação
Fonte: 
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 Durante seu desenvolvimento, a psicossomática interessou-se pelas doenças e, mais 
geralmente, pelos problemas humanos, esclarecendo seus mais diversos aspectos.
 Havia diversidade não apenas na postura teórica, mas também no ponto de vista pelo qual o 
problema é enfrentado.
 Os psicanalistas estudaram as relações entre conflitos psicológicos inconscientes e 
distúrbios somáticos. Outros teóricos procuraram o perfil típico de personalidade, boa parte 
do restante se dedicou ao estudo das reações do organismo sob ação do estresse e, por 
fim, houve alguns que enfatizaram a importância das relações familiares.
 A psicossomática moderna procura realmente seguir a perspectiva biopsicossocial.
 Mesmo não existindo verdades definitivas e absolutas, 
existem situações que se defrontam melhor diante a adoção 
de uma perspectiva particular.
 Seria realmente absurdo pretender curar uma peritonite aguda 
(inflamação do peritônio – revestimento abdominal interno), 
fazendo deitar-se o paciente no divã de um psicanalista. E 
quantas intervenções cirúrgicas foram realizadas inutilmente 
por não se ter avaliado o doente do ponto de vista psicológico!
A perspectiva psicossomática e seus aspectos nas doenças
 A soma de diversas orientações teóricas e por conseguinte o número dos fatores biológicos, 
psicológicos e sociais relevantes para a psicossomática é bastante ampla.
A perspectiva psicossomática e seus aspectos nas doenças
Conflito psicológico
 Freud: psiconeuroses
 Franz Alexander: multifatorial > 
SNA – Simpático e 
Parassimpático > Neuroses 
vegetativas
Personalidade
 Hipócrates
 Helen Flanders Dunbar: 
especificidade de 
personalidade
 Friedman e Rosenman: 
comportamentos A e B
 Lydia Temoshok et al.: 
personalidade C
Estresse
 Walter B. Cannon: reação 
de alarme
 Hans Selye: a resposta não 
específica do organismo a 
toda condição de mudança
 Richard Lazarus: estresse 
psicológico
 George L. Engel: 3 causas 
do estresse – perda, 
prejuízo, 
frustração/necessidade
Emoções
 Jurgen Ruesch: 
personalidade infantil
 Paul MacLean: teoria do 
cérebro trino
 Pierre Marty: analista mais 
ativo clinicamente
 Sifneos e Nemiah: alexia
A convivência em 
família
 Don D. Jackson: 
comportamento restritivo
 Mara Selvini Palazzoli: 
Centro Milanês de Terapia 
Familiar – jogo patológico 
da família
 Salvador Minuchin: terapia 
familiar estrutural e 
sistêmica
Equilíbrio Psicossomático:
 O estresse e as emoções exigem defesas biológicas, psicológicas e de comportamento a fim 
de que o organismo se mantenha num estado de relativo bem-estar e de adaptação ao meio 
ambiente. A falta de compensação desse equilíbrio pode levar ao desenvolvimento de 
uma doença.
Equilíbrio entre a perspectiva psicológica e as patologias fisiológicas
Título: Relações 
circulares entre 
estresse, 
emoções e 
defesas
Fonte: adaptado de: 
Trombini e Baldoni 
(2004, p. 128).
Ambiente
Sociedade
Família
Estresse físico
e
psicológico
Defesas biológicas
(somatização)
Defesas
psicológicas
Descompensação
DOENÇA
Emoções Comportamento
Defesas do Comportamento:
 Diante de situações problemáticas (briga familiar, desemprego, mudança etc.) apresentamos 
comportamentos diferentes.
 Estratégias de coping: Lazarus e Folkman; Renzo Canestrari.
Defesas Psicológicas:
 Mais custosas para o equilíbrio emocional e adaptação ao ambiente.
 Inconscientes e se manifestam em maior ou menor grau em todo indivíduo, mesmo no mais 
maduro e equilibrado.
Neuroses: fobias e obsessões
a. Transferência
b. Racionalização
c. Deslocamento
Desvios de Personalidade e Psicoses: mecanismos primitivos
a. Projeção
b. Recusa
Equilíbrio entre a perspectiva psicológica e as patologias fisiológicas
Somatização e as defesas biológicas:
 Na maioria dos casos, os distúrbios somáticos são apenas a expressão fisiológica de uma 
tentativa obtida parcialmente para adaptar-se às dificuldades.
 Às vezes, os sintomas podem ser tão intensos que limitam significativamente a autonomia e 
a capacidade de trabalho, prejudicando o estado de saúde. O bem-estar do indivíduo 
depende do equilíbrio geral desse processo.
A partir da teoria de Alexander, há 2 reações biológicas gerais:
1. Reação de Ataque ou Fuga
2. Reação de Retirada-Conservação
Equilíbrio entre a perspectiva psicológica e as patologias fisiológicas
Título: Estresse
Fonte: https://storyset.com/people 
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Título: Ansiedade
Fonte: https://storyset.com/people 
>People illustrations by Storyset
 A verdadeira saúde, tanto para o doente como para aquele que dele trata, depende do 
equilíbrio entre uma visão psicológica e uma visão física.
 Elementos que influenciam a nossa qualidade de vida:
1. Desempenho individual: faculdades intelectivas, cognitivas e criativas.
2. Percepção subjetiva da própria existência: como nos 
sentimos realizados e satisfeitos?
3. Intensidade de sintomas e limitações de doenças, 
procedimentos diagnósticos e terapias.
Equilíbrio entre a perspectiva psicológica e as patologias fisiológicas
Título: Equilíbrio
Fonte: https://storyset.com/people 
>People illustrations by Storyset
 A integração dos tratamentos médicos, psicológicos, educacionais, de reabilitação e sociais 
numa mesma estrutura de saúde não é fácil,e os problemas não são apenas de natureza 
organizacional ou econômica.
 Infelizmente, muitos médicos e psicólogos não estão preparados para trabalhar numa 
mesma abordagem diagnóstica e terapêutica. O importante é que as pessoas que se 
dedicam à avaliação e à cura do sofrimento dos pacientes não sejam vistas como se 
pertencessem a mundos diversos.
Equilíbrio entre a perspectiva psicológica e as patologias fisiológicas
Título: Reunião
Fonte: https://storyset.com/people 
>People illustrations by Storyset
 O paciente somatizador é um dos pacientes mais difíceis da prática diária dos profissionais 
de saúde.
 Torna-se necessário entendermos que as queixas médicas inexplicáveis estão relacionadas 
à busca de cuidado, ou seja, essas queixas somáticas inexplicáveis estão muito mais 
relacionadas à forma como o paciente apresenta seu sofrimento para o profissional, do que 
se constituem como doença específica.
 A forma como o sofrimento, causa primeira da busca de cuidado, é reconhecido, validado e 
amparado é parte integrante do processo do adoecer. As queixas físicas em geral são mais 
reconhecidas como legítimas tanto pelos familiares quanto pelos profissionais de saúde, 
enquanto queixas psicológicas não encontram o mesmo grau de aceitação.
 Assim sendo, uma segunda forma de diferenciar esses 
subgrupos pode ser pelo seu curso, prognóstico e evolução, 
em que eles podem didaticamente ser divididos em 
somatizadores agudos e crônicos.
A somatização hoje: a psicossomática
A somatização hoje: a psicossomática
Título: Tabela de somatizadores agudos e crônicos
Fonte: adaptado de: Mello Filho (2010, p. 551).
Título: Confusão
Fonte: https://storyset.com/people >People illustrations by Storyset
Características Somatizadores agudos Somatizadores crônicos 
Sintomas médicos 
inexplicáveis
Recentes Crônicos 
Percepção do 
sofrimento psíquico
Identificado pelo paciente Negado pelo paciente 
Associação com 
transtornos mentais
Muitas vezes apenas existe um grau de 
sofrimento psíquico sem caracterização 
específica de um transtorno mental, embora 
também possa ser uma forma de 
apresentação de transtornos ansiosos e 
depressivos 
Alta comorbidade com transtornos ansiosos 
e depressivos, porém sintomas não 
correspondem ao quadro clínico dessas 
síndromes. Presença de transtornos 
dissociativos, somatoformes ou de 
síndromes funcionais 
Relação com o 
profissional clínico 
Na consulta, demonstra que sofrimento 
emocional está presente, mas isso costuma 
ser ignorado. Presença de queixas 
psicológicas associadas 
Não refere sofrimento emocional e reforça 
inúmeras vezes como é única a sua doença 
Papel de doente Sem apresentar adesão ao papel de doente 
Aderido ao papel de doente 
História familiar 
Família atua como fonte de um padrão 
cultural de comunicação de sofrimento 
através de queixas físicas 
História familiar de reforço e valorização 
excessiva da doença como fonte de atenção 
e carinho. Ausência de atenção em 
situações normais 
História de abuso 
sexual e violência 
física
Geralmente ausente Geralmente presente 
Reação da família ao 
adoecer 
Em geral, apoio e carinho 
Irritação, abandono e ignorância das 
queixas físicas. 
A somatização hoje: a psicossomática
Título: Estudo
Fonte: https://storyset.com/people >People 
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 Transtornos ansiosos e
transtornos 
depressivos crônicos 
com sintomas físicos 
proeminentes
 Transtornos ansiosos e
depressivos agudos com 
sintomas físicos proeminentes
 Reação ao estresse e 
transtornos de ajustamentos
 Transtornos conversivos e 
dissociativos agudos e com 
estressores bem delimitados
 Transtornos conversivos e 
dissociativos crônicos e 
com estressores mal 
definidos
 Transtornos somatoformes 
“clássicos”
 Síndromes funcionais
 Queixas somáticas 
inexplicáveis agudas e 
inespecíficas
ATRIBUIÇÃO PSICOLÓGICA
CRONICIDADE/
INCAPACITAÇÃO
CURSO AGUDO/
AUTOLIMITADO
ATRIBUIÇÃO SOMÁTICA
Título: Diagrama de classificação das 
apresentações 
dos sintomas físicos sem explicação 
médica segundo dois eixos: 
curso/ incapacitação e atribuição 
etiológica
Fonte: adaptado de: Mello Filho (2010, p. 540).
Fatores Culturais
 A somatização, enquanto escolha de queixas físicas como forma de manifestar sofrimento, é 
a expressão predominante em sociedades não ocidentais.
 Na sociedade brasileira coexistem duas concepções de indivíduo e as caracterizou como 
pessoa versus indivíduo.
A somatização hoje: a psicossomática
INDIVÍDUO PESSOA
 Livre, com direito a um espaço próprio
 Presa à totalidade social a qual
se vincula de modo necessário
 Igual a todos os outros  Complementar aos outros
 Tem escolhas, que são vistas como
seus direitos fundamentais
 Não tem escolha
 Tem emoções particulares
 A consciência é social (isto é,
a totalidade tem precedência)
 A consciência é individual
 A amizade é residual e
juridicamente definida
 A amizade é básica  Recebe as regras do mundo onde vive
 Relacionamento = escolhas
 Faz as regras do mundo onde vive
Título: Definições e diferença entre indivíduo e pessoa
Fonte: adaptado de: Mello Filho (2010, p. 553).
Família
 As características e o funcionamento do sistema familiar de origem irão determinar a 
interpretação das experiências somáticas e o comportamento de busca de ajuda e 
utilização de serviços médicos.
Vínculo na construção da identidade do somatizador crônico
 O comportamento somatizador na vida adulta resulta, portanto, da evolução de estratégias 
para lidar com as dificuldades da vida que, embora inicialmente fossem adaptativas, se 
tornam inadequadas e problemáticas para o indivíduo adulto e suas interações no 
meio social.
 A somatização insere-se num quadro conceitual que explora o 
impacto das experiências infantis de apego sobre o 
comportamento interpessoal e o desenvolvimento de um modo 
de perceber sintomas e comportar-se em relação à saúde.
A somatização hoje: a psicossomática
Sistema de Saúde
 A relação médico-paciente desempenha importante papel na forma como os 
pacientes apresentam seu sofrimento e sua relação com o surgimento das queixas 
somáticas inexplicáveis.
 Os pacientes: dão pistas, buscam mais apoio emocional.
 Os médicos tendem a referir que não há nada, e reagir como se esses sintomas fossem 
invenções ou mentiras dos pacientes que, obviamente, se sentem desacreditados e até 
agredidos, ao perceberem esta avaliação.
 Outro aspecto importante de problema é que os médicos 
acreditam que eles devem propor soluções para todos os 
problemas que seus pacientes trazem, e que os pacientes 
esperam isso deles.
A somatização hoje: a psicossomática
 “Se puderem ser superadas as dualidades mente-corpo, se o espaço clínico terapêutico 
puder incluir o Cuidar do sofrimento psíquico, se o apoio e o empoderamento de nossos 
pacientes que mais se consideram incapazes, doentes e abandonados forem parte habitual 
do Cuidado, se os problemas familiares e sociais de nossos pacientes, incluindo o abuso, a 
violência e a miséria, forem considerados objetivos das intervenções das equipes de saúde, 
talvez os pacientes poliqueixosos também se transformem. Deixarão, com certeza, de serem 
enquadrados como os pacientes mais rejeitados pelos médicos. Superadas as divisões, 
sendo cuidados, superarão suas dores e retomarão uma vida produtiva. E muito nos terão 
ensinado sobre como o sofrimento da mente marca o corpo” (Mello Filho, 2010).
A somatização hoje: a psicossomática
Título: Análise
Fonte: 
https://storyset.com/p
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A somatização pode ser classificada como um processo:
a) Individual: psiquiátrico.
b) Multifatorial: biopsicossocial.
c) Individual: social e familiar.
d) Multifatorial: fisiológico (vários sistemas em colapso).
e) Individual: psíquico (neurose).
Interatividade
A somatização pode ser classificada como um processo:
a) Individual: psiquiátrico.b) Multifatorial: biopsicossocial.
c) Individual: social e familiar.
d) Multifatorial: fisiológico (vários sistemas em colapso).
e) Individual: psíquico (neurose).
Resposta
 MELLO FILHO, J. et al. Psicossomática hoje. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.
 TORTORA, G. J.;. DERRICKSON, B. Princípios de anatomia e fisiologia. Tradução: Ana 
Cavalcanti C. Botelho et al. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
 TROMBINI, G.; BALDONI, F. Distúrbios psicossomáticos: como restabelecer o equilíbrio 
entre mente e corpo. Tradução: Mário Gonçalves. São Paulo: Edições Loyola: Paulinas, 2004 
(Coleção Para saber mais; 11).
Referências
ATÉ A PRÓXIMA!

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