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Profa. Bárbara Miranda UNIDADE II Fisiologia Geral A nefrologia é o estudo científico da anatomia, fisiologia e patologia dos rins. A especialidade médica que lida com os sistemas urinários masculino e feminino e com o sistema genital masculino é chamada urologia. O sistema renal é composto por: 2 rins, 2 ureteres, uma bexiga urinária e uma uretra. Os ureteres transportam a urina dos rins para a bexiga urinária. A bexiga urinária armazena a urina e depois a expele pela uretra. A uretra elimina a urina do corpo. Sistema Renal (Urinário): Morfologia funcional do rim Arteria renal Vena renal Riñón Arteria aorta Cápsula suprarrenal Vena cava inferior Uréter Vejiga urinaria Uretra Título: Sistema renal Fonte: adaptado de: https://i.pinimg.com/originals/ aa/64/d9/aa64d9e41b439aa0 f00a3d620b5d471e.jpg Sistema Renal: Morfologia funcional do rim Título: Sistema renal masculino e feminino Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p. 1381). A PARTE PROSTÁTICA DA URETRA passa através da próstata. Além da urina, recebe secreções contendo espermatozoides, fatores de motilidade e viabilidade do esperma, e substâncias que neutralizam o pH da uretra. A PARTE MEMBRANÁCEA DA URETRA passa através do períneo. Trata-se do segmento mais curto da uretra. Testículo A PARTE ESPONJOSA DA URETRA passa através do pênis. É o segmento mais longo e recebe secreções que incluem muco e substâncias que neutralizam o pH da uretra. Durante a ejaculação no homem, o sêmen passa através de todos os segmentos da uretra até o exterior. Óstio externo da uretra Pênis Bexiga urinária Sínfise púbica Próstata Reto Vagina útero Bexiga urinária Sínfise púbica Uretra Óstio externo da uretra B. Corte sagital, mulher MASCULINO VS. FEMININO A uretra é cinco vezes maior no sexo masculino do que no feminino. A uretra é dividida em três segmentos nos homens, mas é um tubo curto nas mulheres. A uretra é um ducto comum para os sistemas urinário e genital nos homens. Estes dois sistemas são totalmente separados no sexo feminino. Plano sagital Plano sagital Reto Funções dos rins: Os rins ajudam a regular os níveis sanguíneos de vários íons. Regula o pH do sangue. Os rins ajustam o volume do sangue por meio da conservação ou eliminação de água na urina. Os rins também ajudam a regular a pressão arterial por meio da secreção da enzima renina. Manutenção da osmolaridade do sangue. Produção de hormônios. Ajudam a excretar escórias metabólicas – substâncias que não têm função útil no corpo. Sistema Renal: Morfologia funcional do rim Título: Rim humano Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p. 1339). Néfron Hilo renal CÓRTEX RENAL MEDULA RENAL Coluna renal Pirâmide renal Papila renal Seio renal Cápsula fibrosa Ureter Bexiga urinária Pelve renal Cálice renal maior Cálice renal menor Ducto papilar Ducto coletor VIA DE DRENAGEM DA URINA Sistema Renal: Morfologia funcional do rim Título: Irrigação sanguínea dos rins Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p. 1342). Plano frontal Cápsula fibrosa Córtex renal Pirâmide renal na medula renal Irrigação sanguínea do néfron A. interlobular A. arqueada A. interlobar A. segmentar A. renal V. interlobar V. renal V. arqueada V. interlobular A. renal Aa. segmentares Aa. interlobares Aa. arqueadas Aa. interlobulares Arteríolas glomerulares aferentes Capilares glomerulares Arteríolas glomerulares eferentes Capilares peritubulares Vv. interlobulares Vv. arqueadas Vv. interlobares V. renal Arteríola glomerular aferente Arteríola glomerular eferente Glomérulo Capilar peritubular V. interlobular Arteríolas retas Para produzir urina, os néfrons e os ductos coletores realizam três processos básicos – filtração glomerular, reabsorção tubular e secreção tubular. A filtração glomerular ocorre no corpúsculo renal. A reabsorção tubular e a secreção tubular ocorrem ao longo do túbulo renal e túbulo coletor. Sistema Renal: Filtração glomerular Título: Estrutura dos Néfrons Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p. 1343). Córtex renal Medula renal Papila renal Cálice renal menor Rim Túbulo contorcido distal Corpúsculo renal: Cápsula glomerular Glomérulo Túbulo contorcido proximal Alça de Henle: Ramo descendende da alça de Henle Ramo ascendente da alça de Henle Sistema Renal: Filtração glomerular Título: Correlação da estrutura de um néfron com suas três funções básicas Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p. 1348). Glomérulo Arteríola glomerular aferente Arteríola glomerular eferente Corpúsculo renal Túbulo renal e ducto coletor Urina (contém substâncias secretadas) Capilares peritubulares Filtrado glomerular no túbulo renal FILTRAÇÃO GLOMERULAR: No glomérulo, o plasma sanguíneo e as substâncias dissolvidas (menores do que a maior parte das proteínas) são filtrados para a cápsula glomerular. REABSORÇÃO TUBULAR: Ao longo de todo o túbulo renal e ducto coletor, a água, os íons e outras substâncias são reabsorvidos do lúmen dos túbulos renais para os capilares peritubulares e, por fim, para o sangue. SECREÇÃO TUBULAR: Ao longo do túbulo renal e do ducto coletor, substâncias como escórias metabólicas, fármacos e excesso de íons são secretados dos capilares peritubulares para o túbulo renal. Estas substâncias acabam na urina. Sangue (contém substâncias reabsorvidas) Cápsula glomerular 1 2 3 1 2 3 Os solutos e o líquido que fluem para os cálices renais menores e maiores e para a pelve renal formam a urina e são excretados. Os néfrons (por meio de filtração, reabsorção e secreção) ajudam a manter a homeostasia do volume e da composição do sangue. Cinco hormônios afetam a extensão da reabsorção de Na+, Cl–, Ca2+ e água, bem como a secreção de K+ pelos túbulos renais: angiotensina II, aldosterona, o hormônio antidiurético, o peptídio natriurético atrial e o hormônio paratireoideo. Sistema Renal: Absorção, excreção e formação da urina Título: Sistema de circulação sanguínea e produção urinária Fonte: adaptado de: acervo pessoal. Glomérulo Cápsula glomerular Arteríola eferente Arteríola aferente Artéria interlobular Túbulo contornado proximal Artéria e veia arqueadas Artéria e veia interlobares Alça de Henle Ramo descendente Ramo ascendente Capilares ponticulares (vaso reto) Túbulo coletor Veia inerlobular Túbulo contornado distal Capilares peritubulares Sistema Renal: Absorção, excreção e formação da urina Título: Substâncias filtradas, reabsorvidas e secretadas por dia Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p. 1356). SUBSTÂNCIA FILTRADA* (ENTRA NA CÁPSULA GLOMERULAR) REABSORVIDA (DEVOLVIDA AO SANGUE) SECRETADA (SE TORNA URINA) Água 180 L 178 a 179 L 1 a 2 L Proteínas 2,0 g 1,9 g 0,1 g Íons sódio (Na+) 579 g 575 g 4 g Íons cloro (CI-) 640 g 633,7 g 6,3 g Íons bicarbonato (HCO3 -) 275 g 274,97 g 0,03 g Glicose 162 g 162 g 0 g Ureia 54 g 24 g 30 g† Íons potássio (k+) 29,6 g 29,6 g 2,0 g‡ Ácido úrico 8,5 g 7,7 g 0,8 g Creatina 1,6 g 0 g 1,6 g Sistema Renal: Homeostasia Título: Homeostase e o sistema renal Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p. 1389). •Os rins e a pele contribuem para a síntese de calcitriol, a forma ativa da vitamina D •Os rins ajudam a ajustar o nível de cálcio no sangue, necessário para a contração muscular •Os rins ajudam a ajustar os níveis sanguíneos de cálcio e fosfatos, necessários para a elaboração da matriz óssea extracelular •Os rins realizam a gliconeogênese, que fornece glicose para a produção de ATP nos neurônios, especialmente durante o jejum ou a fome •Nos homens, a parte da uretra que atravessa a próstata e o pênis é a via de passagem para o sêmen, bem como para urina •Os rins ajudama sintetizar o calcitriol, a forma ativa da vitamina D, que é necessário para a absorção do cálcio da dieta •Os rins e os pulmões cooperam na regulação do pH dos líquidos corporais •Os rins regulam o volume, a composição e o pH dos líquidos corporais removendo escórias metabólicas e substâncias em excesso do sangue e excretando-os na urina •Os ureteres transportam a urina dos rins para a bexiga urinária, que a armazena até sua eliminação pela uretra •Ao aumentar ou diminuir a reabsorção da água filtrada a partir do sangue, os rins ajudam a ajustar o volume sanguíneo e a pressão arterial •A renina liberada pelas células justaglomerulares dos rins aumenta a pressão arterial •Um pouco da bilirrubina resultante da clivagem da hemoglobina é convertida em um pigmento amarelo (urobilina), que é excretado na urina •Os rins participam da síntese de calcitriol, a forma ativa da vitamina D •Os rins liberam eritropoietina, o hormônio que estimula a produção de hemácias •Ao aumentar ou diminuir a reabsorção da água filtrada a partir do sangue, os rins ajudam a ajustar os volumes de líquido intersticial e linfático; a urina elimina microrganismos para fora da uretra SISTEMA MUSCULAR TEGUMENTO COMUM SISTEMA ESQUELÉTICO SISTEMA NERVOSO PARA TODOS OS SISTEMAS DO CORPO SISTEMA DIGESTÓRIO SISTEMA GENITAL SISTEMA RESPIRATÓRIO SISTEMA LINFÁTICO E IMUNIDADE SISTEMA ENDÓCRINO SISTEMA CIRCULATÓRIO Sistema Renal: Principais distúrbios e disfunções CÁLCULOS RENAIS Os cristais de sais existentes na urina ocasionalmente precipitam e se solidificam e se tornam insolúveis (cálculos renais). Com frequência contêm cristais de oxalato de cálcio, ácido úrico ou fosfato de cálcio. As condições que levam à formação de cálculos incluem ingestão excessiva de cálcio, baixo consumo de água, urina anormalmente alcalina ou ácida e hiperatividade das glândulas paratireoides. Quando um cálculo se aloja no ureter, a dor pode ser intensa. A remoção pode ser cirúrgica ou por litotripsia extracorpórea por ondas de choque. INFECÇÃO URINÁRIA O termo infecção urinária é usado para descrever uma infecção de uma parte do sistema urinário ou o achado de numerosos microrganismos na urina. As infecções urinárias são mais comuns em mulheres, por causa do menor comprimento da uretra. Os sinais/sintomas incluem disúria, urgência urinária, polaciúria, lombalgia e enurese noturna. DOENÇAS GLOMERULARES Várias condições podem lesionar o glomérulo renal, direta ou indiretamente, em decorrência de doenças em outras partes do corpo. Tipicamente, a membrana de filtração sofre danos, e isso aumenta a sua permeabilidade. A glomerulonefrite é uma inflamação do rim que envolve os glomérulos. A síndrome nefrótica é uma condição caracterizada por proteinúria (proteínas na urina) e hiperlipidemia (níveis sanguíneos elevados de colesterol, fosfolipídios e triglicerídios). INSUFICIÊNCIA RENAL A insuficiência renal consiste na diminuição ou interrupção da filtração glomerular. Na insuficiência renal aguda (IRA), os rins param totalmente (ou quase totalmente) de funcionar de modo abrupto. A insuficiência renal se manifesta de várias maneiras. A insuficiência renal crônica (IRC) se refere ao declínio progressivo e geralmente irreversível da taxa de filtração glomerular (TFG). Além disso, os rins não conseguem concentrar ou diluir a urina de modo efetivo. A fase final, chamada doença renal em estágio terminal (Dret), ocorre quando aproximadamente 90% dos néfrons foram perdidos. Nesta fase, a TFG diminui para 10 a 15% do normal, ocorre oligúria e os níveis sanguíneos de escórias nitrogenadas e creatinina aumentam ainda mais. As pessoas com Dret precisam de diálise e são possíveis candidatas a transplante de rim. A ginecologia é o ramo da medicina especializado no diagnóstico e tratamento das doenças do sistema genital feminino. Os urologistas também diagnosticam e tratam doenças e distúrbios do sistema genital masculino. O ramo da medicina que lida com os distúrbios do sexo masculino, especialmente a infertilidade e a disfunção sexual, é chamado de andrologia. Os órgãos genitais masculinos e femininos podem ser agrupados por função. As gônadas – testículos nos homens e ovários nas mulheres – produzem gametas e secretam hormônios sexuais. Vários ductos então armazenam e transportam os gametas, e as glândulas sexuais acessórias produzem substâncias que protegem os gametas e facilitam o seu deslocamento. Por fim, estruturas de suporte, como o pênis nos homens e o útero nas mulheres, ajudam no transporte de gametas; o útero é também o local para o crescimento do embrião e do feto durante a gestação. Sistema Reprodutor Os órgãos do sistema genital masculino incluem os testículos, um sistema de ductos (epidídimo, ducto deferente, ductos ejaculatórios e uretra), glândulas sexuais acessórias (glândulas seminais, próstata e glândulas bulbouretrais) e várias estruturas de apoio, incluindo o escroto e o pênis. Os órgãos genitais são adaptados para produzir novos indivíduos e transmitir material genético de uma geração para a seguinte. Sistema Reprodutor: Sistema genital masculino – estrutura e funções Título: Sistema genital masculino Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p. 1422). Plano sagital Sacro Glândula seminal Escavação retovesical Cóccix Reto Ampola do ducto deferente Ducto ejaculatório Parte prostática da uretra Parte membranácea da uretra Ânus Bexiga urinária Peritônio Ducto deferente Ligamento suspensor do pênis Sínfise púbica Próstata Mm. Profundos do períneo Glândula bulbouretral Corpo cavernoso do pênis Parte esponjosa da uretra Corpo do pênis Corpo esponjoso do pênis Coroa da glande Glande do pênis Prepúcio do pênis Óstio externo da uretra Raiz do pênis Epidídimo Testículo Escroto Escroto: O escroto, a estrutura que contém os testículos, consiste em pele solta e tela subcutânea subjacente. Ele está pendurado na raiz (parte anexa) do pênis. Internamente, o septo do escroto divide o escroto em dois sacos, cada um contendo um testículo. A localização do escroto e a contração de suas fibras musculares regulam a temperatura dos testículos. Testículos: Os testículos são um par de glândulas ovais no escroto com aproximadamente 5 cm de comprimento e 2,5 cm de diâmetro. Uma túnica serosa, chamada de túnica vaginal do testículo, que é derivada do peritônio e se forma durante a descida dos testículos, recobre parcialmente os testículos. Uma coleção de líquido seroso na túnica vaginal do testículo é chamada de hidrocele. Internamente à túnica vaginal, há um revestimento denominado túnica albugínea, da qual derivam os septos, que são diversos compartimentos internos chamados lóbulos dos testículos. Há aproximadamente 200 a 300 lóbulos, que contêm de 1 a 3 túbulos bem enrolados, os túbulos seminíferos contorcidos, nos quais os espermatozoides são produzidos. O processo de produção do esperma é chamado de espermatogênese. Sistema Reprodutor: Sistema genital masculino – estrutura e funções Testículos: Os túbulos seminíferos contêm dois tipos de células: as células espermatogênicas: as células formadoras de esperma; as células sustentaculares ou células de Sertoli: que têm várias funções no apoio à espermatogênese. Espermatozoide: Nos seres humanos, a espermatogênese leva de 65 a 75 dias. A cada dia, aproximadamente 300 milhões de espermatozoides concluem o processo de espermatogênese. As principais partes de um espermatozoide são a cabeça e a cauda. Uma vez ejaculados, a maior parte dos espermatozoides não sobrevivem por mais de 48h no sistema genital feminino. Sistema Reprodutor: Sistema genital masculino – estrutura e funções Glândulas sexuais acessórias: As glândulas seminais secretam um líquido viscoso alcalino que ajuda a neutralizar o ácido dosistema genital feminino, fornece frutose para a produção de ATP pelos espermatozoides, contribui para a motilidade e viabilidade do espermatozoide e ajuda o sêmen a coagular após a ejaculação. A próstata secreta um líquido leitoso discretamente ácido que contém enzimas que quebram as proteínas de coagulação das glândulas seminais. As glândulas bulbouretrais secretam um líquido alcalino que neutraliza o meio ácido da uretra e do muco que lubrifica o revestimento da uretra e a ponta do pênis durante a relação sexual. Sistema Reprodutor: Sistema genital masculino – estrutura e funções Título: Sistema genital masculino Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p. 1435). Vista Ureter esquerdo Osso do quadril (cortado) PRÓSTATA PARTE PROSTÁTICA DA URETA PARTE MEMBRANÁCEA DA URETA RAMO DO PÊNIS BULBO DO PÊNIS CORPO ESPONJOSO DO PÊNIS DUCTO DEFERENTE DIREITO AMPOLA DO DUCTO DEFERENTE GLÂNDULA SEMINAL DUCTO DA GLÂNDULA SEMINAL DUCTO EJACULATÓRIO Mm. Profundos do períneo GLÂNDULA BULBOURETRAL CORPOS CAVERNOSOS DO PÊNIS PARTE ESPONJOSA DA URETRA Bexiga urinária Sêmen: O sêmen é uma mistura de espermatozoides e líquido seminal, com 50 a 150 milhões de espermatozoides por mL. Pênis: O pênis contém a uretra e é uma passagem para a ejaculação do sêmen e a excreção de urina. Ele tem uma forma cilíndrica e é composto por um corpo, uma glande e uma raiz. Sistema Reprodutor: Sistema genital masculino – estrutura e funções Título: Sistema genital masculino Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p. 1438). CORPO DO PÊNIS: Óstio interno da uretra Parte prostática da uretra Glândula bulbouretral Mm. Profundos do períneo Corpos cavernosos do pênis Corpos esponjosos do pênis Parte esponjosa da uretra Coroa da glande GLANDE DO PÊNIS Prepúcio do pênis Óstio externo da uretra Bexiga urinária Próstata Óstio do ducto ejaculatório Parte membranácea da uretra RAIZ DO PÊNIS: Bulbo do pênis Ramo do pênis Funções do sistema genital masculino: Os testículos produzem espermatozoides e o hormônio masculino testosterona. Os ductos transportam, armazenam e auxiliam na maturação dos espermatozoides. As glândulas sexuais acessórias secretam a maior parte da porção líquida do sêmen. O pênis contém a uretra, uma passagem para a ejaculação de sêmen e excreção de urina. Sistema Reprodutor: Sistema genital masculino – estrutura e funções Título: Sistema genital masculino Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p. 1423). Glândula seminal Ducto deferente Parte prostática da uretra Ducto ejaculatório Reto Parte membranácea da uretra Raiz do pênis M. bulboesponjoso Parte esponjosa da uretra POSTERIOR ANTERIOR Testículo Coroa da glande Glande do pênis Corpo do pênis Próstata Sínfise púbica Corpo cavernoso do pênis Corpo esponjoso do pênis Bexiga urinária (aberta) Os órgãos do sistema genital feminino incluem os ovários (gônadas femininas), as tubas uterinas, o útero, a vagina e órgãos externos, que são coletivamente chamados de pudendo feminino (também conhecido como vulva). As glândulas mamárias são consideradas parte do tegumento e do sistema genital feminino. Sistema Reprodutor: Sistema genital feminino – estrutura e funções Título: Sistema genital feminino Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p. 1441). Tuba uterina Fímbrias da tuba uterina Ovário útero Ligamento redondo do útero Colo do útero Bexiga urinária Sínfise púbica Monte do púbis Clitóris Uretra Lábio maior do pudendo Óstio externo da uretra Lábio menor do pudendo Plano sagital Sacro Ligamento uterossacro Parte posterior do fórnice da vagina Escavação retouterina Escavação vesicouterina Cóccix Reto Vagina Ânus Oogênese: Em contraste com a espermatogênese, que no sexo masculino começa na puberdade, a oogênese nas mulheres começa antes mesmo de elas nascerem. A oogênese ocorre essencialmente do mesmo modo que a espermatogênese; ocorre uma meiose e as células germinativas resultantes sofrem maturação. Tubas Uterinas: As mulheres têm duas tubas uterinas, que medem aproximadamente 10 cm de comprimento. Elas fornecem uma via para os espermatozoides chegarem até o óvulo e transportam os oócitos secundários e óvulos fecundados dos ovários até o útero. Útero: O útero serve como parte da via para o espermatozoide depositado na vagina alcançar as tubas uterinas. É também o local da implantação de um óvulo fertilizado, desenvolvimento do feto durante a gestação e trabalho de parto. Durante os ciclos reprodutivos, quando a implantação não ocorre, o útero é a fonte do fluxo menstrual. Sistema Reprodutor: Sistema genital feminino – estrutura e funções Útero: As subdivisões anatômicas do útero incluem (1) uma parte em forma de cúpula superior às tubas uterinas chamada de fundo do útero; (2) uma parte central afilada chamada de corpo do útero; e (3) uma parte inferior estreita chamada de colo do útero, que se abre para o interior da vagina. Vagina: Ela é o receptáculo para o pênis durante a relação sexual, a saída para o fluxo menstrual e a via de passagem para o parto. Pudendo: O termo pudendo feminino refere-se aos órgãos genitais externos da mulher. Glândulas Mamárias: Cada mama é uma projeção hemisférica de tamanho variável, que possui uma papila mamária, que tem uma série de aberturas pouco espaçadas de ductos chamados ductos lactíferos, dos quais emergem leite. As glândulas mamárias atuam na síntese, na secreção e na ejeção de leite (lactação). Sistema Reprodutor: Sistema genital feminino – estrutura e funções Funções do sistema genital feminino: Os ovários produzem oócitos secundários e hormônios, incluindo a progesterona e o estrogênio (hormônios sexuais femininos), a inibina e a relaxina. As tubas uterinas transportam um oócito secundário para o útero e, normalmente, é onde ocorre a fertilização. O útero é o local de implantação de um óvulo fertilizado, desenvolvimento do feto durante a gestação e parto. A vagina recebe o pênis durante a relação sexual e é uma passagem para o parto. As glândulas mamárias sintetizam, secretam e ejetam leite para a alimentação do recém-nascido. Sistema Reprodutor: Sistema genital feminino – estrutura e funções Título: Estrutura fisiológica das mamas Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p. 1457). Título: Sistema genital feminino Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p. 1442). Escavação retouterina Escavação vesicouterina Vagina Reto Uretra Fímbrias da tuba uterina Ovário Tuba uterina Fundo do útero Corpo do útero Colo do útero Bexiga urinária Sínfise púbica Monte do púbis Clitóris Lábio menor do pudendo Lábio maior do pudendo Costela Fáscia peitoral Mm. intercostais Ligamento suspensor da mama Túbulo secundário Lóbulo contendo alvéolos Ducto mamário Seio lactífero Ducto lactífero Papila mamária Aréola da mama Tecido adiposo na tela subcutânea M. peitoral maior Fases do ciclo reprodutivo: Fase menstrual: A fase menstrual, também chamada de menstruação, perdura aproximadamente os 5 primeiros dias do ciclo. Fase pré-ovulatória: A fase pré-ovulatória é o período entre o fim da menstruação e a ovulação. A fase pré-ovulatória do ciclo tem comprimento mais variável do que as outras fases e representa a maior parte das diferenças na duração do ciclo. Tem a duração de 6 a 13 dias em um ciclo de 28 dias. Ovulação: A ovulação, a ruptura do folículo maduro e a liberação do oócito secundário para o interior da cavidade pélvica, geralmente ocorre no 14º dia em um ciclo de 28 dias. Fase pós-ovulatória: A fase pós-ovulatória do ciclo reprodutivo feminino é o período entre a ovulação e o início da menstruação seguinte. Em duração, é a parte mais constante do ciclo reprodutivo feminino. Tem a duração de 14 diasem um ciclo de 28 dias, do 15º ao 28º dias. Sistema Reprodutor: Sistema genital feminino – estrutura e funções Sistema Reprodutor: Sistema genital feminino – estrutura e funções Título: Regulação hormonal das alterações do ovário e útero Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p. 1460). Título: Resumo das interações hormonais Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p.1460). Fase folicular Fase lútea Adeno-hipófise Ovulação Folículo maduro Folículo secundário Folículo primários Folículo primordiaisCICLO OVARIANO Corpo lúteo CORPO albicante CICLO UTERINO (MENSTRUAL) Estrato funcional Estrato basal Dias 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 1 2 Corpo rubro Estrogênios Progesterona e estrogênios Fase menstrual Fase pré-ovulatória Ovulação Fase pós-ovulação Feedback positivo Feedback negativo Útero Reparação e proliferação do endométrio Reparação do endométrio para a chegada do óvulo fertilizado Menstruação Aumento na secreção de estrogênios e inibina pelas células granulosas Aumento na secreção de progesterona e estrogênios pelas células do corpo lúteo Aumento na secreção de inibina pelas células do corpo lúteo Ovulação Maturação de um folículo dominante Crescimento de folículos primários e secundários Formação do corpo lúteo Formação do corpo albicante Ausência de secreção da progesterona e estrogênios pelo corpo albicante Hormônios ovarianos Ovário Adeno- hipófise FSH LH Os baixos níveis de progesterona e estrogênios promovem a secreção de GnRH, FSH e LH Altos níveis de estrogênios (sem progesterona) estimulam a liberação de GnRH, LH e FSH Níveis moderados de estrogênios inibem a secreção de GnRH, FSH e LH A inibina inibe a secreção de FSH e LH Hipotálamo GnRH O controle de natalidade se refere à restrição na quantidade de filhos por vários métodos destinados a controlar a fertilidade e evitar a concepção. Não há um método único e ideal de controle de natalidade. Sistema Reprodutor: Principais métodos de controle de natalidade O único método de prevenção da gestação que é 100% confiável é a abstinência completa, a evitação de relações sexuais. Vários outros métodos estão disponíveis; cada um tem suas vantagens e desvantagens. Título: Métodos de controle de natalidade Fonte: https://pharmanews online.com/ wp-content/uploads/2021/03/ Contracep.jpg Esterilização cirúrgica: a esterilização é um procedimento que torna um indivíduo incapaz de se reproduzir. O principal método para a esterilização dos homens é a vasectomia, em que uma parte de cada ducto deferente é removida. A esterilização em mulheres na maior parte das vezes é conseguida por meio de esterilização tubária, em que ambas as tubas uterinas são suturadas e então seccionadas. Métodos hormonais: os métodos hormonais são os meios mais efetivos de controle de natalidade. Entre os benefícios não contraceptivos dos anovulatórios orais estão a regulação da duração do ciclo menstrual e a diminuição do fluxo menstrual. No entanto, os contraceptivos orais não podem ser prescritos para mulheres com história pregressa de discrasias sanguíneas, lesão de vasos sanguíneos cerebrais, enxaqueca, hipertensão arterial, hepatopatia ou doença cardíaca. Sistema Reprodutor: Principais métodos de controle de natalidade Título: Métodos de controle de natalidade Fonte: https://femme4.com/wp-content/uploads/2021/11/Contraception- 1024x731.jpg’ Em 2022 foi aprovada a Lei n. 14.443/2022, que instituiu algumas mudanças e melhorias nos procedimentos de vasectomia e laqueadura. Reforçando a necessidade de acompanhamento do planejamento familiar, que é um direito constitucional. Já a RN 338/ANS estabelece a necessidade dos planos de saúde de também oferecerem esses serviços. Com isso, o processo para essas cirurgias passa por avaliação multidisciplinar, dentre elas a psicologia. Sistema Reprodutor: Principais métodos de controle de natalidade Título: Psicoterapia Fonte: https://storyset.com/people >People illustrations by Storyset Sistema Reprodutor: Homeostasia Título: Homeostase e o sistema reprodutor Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p.1477). •Os sistemas genitais masculino e feminino produzem gametas (óvulos e espermatozoides) que se unem para formar embriões e fetos, que contêm células que se dividem, e se diferenciam para formar todos os sistemas de órgãos do corpo PARA TODOS OS SISTEMAS DO CORPO TEGMENTO COMUM •Os androgênios promovem o crescimento de pelos no corpo •Os estrogênios estimulam a deposição de gordura nas mamas, no abdome e nos quadris •As glândulas mamárias produzem leite •A pele estica durante a gestação conforme o feto aumenta de tamanho •Nos homens, a parte da uretra que se estende ao longo da próstata e do pênis é uma via de passagem para a urina, bem como para o sêmen SISTEMA URINÁRIO •A existência de um produto químico semelhante a antibiótico no sêmen e o pH ácido do líquido vaginal proporcionam imunidade inata contra micróbios no sistema genital SISTEMAS LINFÁTICOS E IMUNIDADE •A excitação sexual aumenta a frequência e a profundidade respiratórias SISTEMA RESPIRATÓRIO •A presença do feto durante a gestação comprime os órgãos digestórios, o que leva à pirose e constipação intestinal SISTEMA DIGESTÓRIO •Os androgênios e estrogênios estimulam o crescimento e manutenção dos ossos do sistema esquelético SISTEMA ESQUELÉTICO SISTEMA MUSCULAR •Os androgênios estimulam o crescimento dos músculos esqueléticos SISTEMA NERVOSO •A testosterona e os estrogênios exercem feedback sobre o hipotálamo e a adeno- hipófise SISTEMA ENDÓCRINO SISTEMA CIRCULATÓRIO •Os estrogênios reduzem o nível sanguíneo de colesterol e reduzem o risco de DAC em mulheres com menos de 50 anos •Os androgênios influenciam a libido (desejo sexual) •Os estrogênios podem atuar no desenvolvimento de determinadas regiões do encéfalo em homens Sistema Reprodutor: Principais distúrbios e disfunções – sistema masculino CÂNCER DE TESTÍCULO O câncer de testículo é o mais comum em homens entre os 20 e 35 anos de idade. Mais de 95% dos casos de câncer de testículo surgem a partir das células espermatogênicas nos túbulos seminíferos. Um sinal precoce de câncer de testículo é massa no testículo, muitas vezes associada a uma sensação de peso testicular ou um incômodo difuso na parte inferior do abdome; geralmente não há dor. Para aumentar as chances de detecção precoce de um câncer testicular, todos os homens devem realizar autoexames regulares dos testículos. DISTÚRBIOS DA PRÓSTATA Como a próstata circunda parte da uretra, qualquer infecção, alargamento ou tumor pode obstruir o fluxo de urina. As infecções agudas e crônicas da próstata são comuns em homens pós-púberes, muitas vezes em associação à inflamação da uretra. O câncer de próstata é a principal causa de morte por câncer em homens. Os homens a partir de 40 anos devem realizar um exame anual da próstata. DISFUNÇÃO ERÉTIL A disfunção erétil (DE), antes denominada impotência, é a incapacidade consistente de um homem adulto ejacular ou alcançar ou manter uma ereção por tempo suficiente para a realização da relação sexual. Além de diversos fatores fisiológicos, ressalta-se que também há fatores psicológicos, como a ansiedade ou a depressão, o medo de engravidar a parceira, o medo de DST, inibições religiosas e a imaturidade emocional que também podem causar disfunção erétil. Sistema Reprodutor: Principais distúrbios e disfunções – sistema feminino SÍNDROME PRÉ-MENSTRUAL E TRANSTORNO DISFÓRICO PRÉ- MENSTRUAL A síndrome pré-menstrual (SPM) é um transtorno cíclico de sofrimento físico e emocional grave. Surge durante a fase pós- ovulatória (lútea) do ciclo reprodutivo femininoe desaparece drasticamente quando a menstruação inicia. Os sinais e sintomas são muito variáveis de uma mulher para outra. O transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é uma síndrome mais grave em que os sinais e sintomas semelhantes aos da SPM não desaparecem após o início da menstruação. ENDOMETRIOSE A endometriose é caracterizada pelo crescimento de tecido endometrial fora do útero. O tecido entra na cavidade pélvica pelas tubas uterinas abertas e pode ser encontrado em vários locais. O tecido endometrial responde às flutuações hormonais, quer esteja dentro ou fora do útero. A cada ciclo reprodutivo, o tecido prolifera e, em seguida, se rompe e sangra. Quando isto ocorre fora do útero, pode causar inflamação, dor, formação de cicatrizes e infertilidade. Os sintomas incluem dor pré-menstrual ou dor menstrual anormalmente grave. CÂNCER DE MAMA O câncer de mama pode ocorrer em homens, mas é raro. Nas mulheres, o câncer de mama raramente é visto antes dos 30 anos; sua incidência aumenta rapidamente após a menopausa. Como o câncer de mama geralmente não é doloroso até que se torne bastante avançado, o achado de um nódulo, não importa quão pequeno, deve ser relatada a um médico imediatamente. A detecção precoce – pelo autoexame da mama e por mamografias – é a melhor maneira de aumentar as chances de sobrevivência. CÂNCERES DE OVÁRIO E DE COLO DO ÚTERO Embora o câncer de ovário seja o sexto tipo mais comum de câncer em mulheres, é a principal causa de morte por todas as doenças ginecológicas malignas (excluindo o câncer da mama), porque é difícil de detectar antes de ter produzido metástases além dos ovários. O câncer de colo do útero inicia como uma condição pré- cancerosa chamada de displasia cervical, uma alteração na quantidade, forma e crescimento das células cervicais, geralmente as células escamosas. Às vezes, as células anormais voltam ao normal; outras vezes, evoluem para o câncer, que geralmente se desenvolve lentamente. Na maior parte dos casos, o câncer de colo do útero pode ser detectado em seus estágios iniciais por um teste de Papanicolau. Quase todos os cânceres de colo do útero são causados por tipos variados de papilomavírus humano (HPV); outros tipos de HPV causam verrugas genitais (descritos adiante). Duas vacinas estão disponíveis para proteger homens e mulheres contra os tipos de HPV que causam a maior parte dos tipos de câncer de colo do útero. Por que é importante a avaliação psicológica para os casos de cirurgia de vasectomia ou laqueadura? a) Pois, conforme previsto na Lei n. 14.443/2022, é necessário acompanhamento adequado para o devido planejamento familiar, além da compreensão e informação dos impactos que essas cirurgias causam nos pacientes. b) Pois é necessário verificar se o paciente está fisiologicamente apto para esse tipo de procedimento. c) Pois, de acordo com RN 338/ANS, o psicólogo é obrigado a realizar esse tipo de serviço, mesmo quando não há preparo e conhecimentos adequados. d) Não há obrigatoriedade, ou seja, não é algo que tenha muita relevância para o paciente que for fazer esse tipo de procedimento. e) Pois essa é apenas mais uma etapa burocrática. Interatividade Por que é importante a avaliação psicológica para os casos de cirurgia de vasectomia ou laqueadura? a) Pois, conforme previsto na Lei n. 14.443/2022, é necessário acompanhamento adequado para o devido planejamento familiar, além da compreensão e informação dos impactos que essas cirurgias causam nos pacientes. b) Pois é necessário verificar se o paciente está fisiologicamente apto para esse tipo de procedimento. c) Pois, de acordo com RN 338/ANS, o psicólogo é obrigado a realizar esse tipo de serviço, mesmo quando não há preparo e conhecimentos adequados. d) Não há obrigatoriedade, ou seja, não é algo que tenha muita relevância para o paciente que for fazer esse tipo de procedimento. e) Pois essa é apenas mais uma etapa burocrática. Resposta A ciência da estrutura e da função das glândulas endócrinas e do diagnóstico e tratamento dos distúrbios desse sistema chama-se endocrinologia. Sistema nervoso Neurotransmissores liberados localmente em resposta a impulsos nervosos. Próximo ao local de liberação, na sinapse; liga-se aos receptores encontrados na membrana pós-sináptica. Células musculares (lisas, cardíacas e esqueléticas), células glandulares, outros neurônios. Tipicamente, milissegundos (milionésimos de segundo). Geralmente mais breve. Sistema Endócrino: Sistema nervoso e sistema endócrino Sistema endócrino Hormônios levados para os tecidos de todo o corpo pelo sangue. Longe do local de liberação (habitualmente); liga-se aos receptores encontrados nas células-alvo. Células por todo o corpo. De segundos a horas ou dias. Geralmente mais longo (de segundos a dias). Sistema Endócrino: Sistema nervoso e sistema endócrino O corpo contém dois tipos de glândulas: exócrinas (fluidos externos) e endócrinas (hormônios). Em virtude da dependência do sistema circulatório para distribuir seus produtos, as glândulas endócrinas são alguns dos tecidos mais vascularizados do corpo. Sistema Endócrino: Glândulas – exócrinas e endócrinas Os hormônios atuam apenas nas células alvo específicas que apresentam receptores que os reconhecem (ligação). O número de receptores hormonais pode diminuir (infrarregulação) ou aumentar (suprarregulação). Título: Sistema endócrino humano Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p. 841). GLÂNDULA TIREOIDE Traqueia GLÂNDULAS PARATIREOIDES (atrás da glândula tireoide) PELE Pulmão Fígado GLÂNDULAS SUPRARRENAIS PÂNCREAS INTESTINO DELGADO Escroto CORAÇÃO TIMO Traqueia GLÂNDULA TIREOIDE GLÂNDULA HIPÓFISE HIPOTÁLAMO GLÂNDULA PINEAL ESTÔMAGO RIM Útero OVÁRIO Mulher TESTÍCULOS Uma maneira de classificar os hormônios é a química: Lipossolúveis: Os hormônios lipossolúveis englobam os hormônios esteroides, os hormônios da tireoide e o óxido nítrico. Hidrossolúveis: Os hormônios hidrossolúveis englobam os hormônios aminados, hormônios proteicos e peptídicos e hormônios eicosanoides. A maioria dos hormônios endócrinos consiste em hormônio circulante (celular > LIC > sangue) e hormônios locais (célula > célula). Sistema Endócrino: Principais hormônios, suas funções e ações Afetam a função celular por meio da alteração da expressão de gene. Alteram a função celular pela ativação de receptores na membrana plasmática, que desencadeiam a produção de um segundo mensageiro que ativa várias enzimas dentro da célula. Inúmeros hormônios ajudam a manter a homeostasia diariamente. Eles: regulam a atividade dos músculos lisos, do músculo cardíaco e de algumas glândulas; alteram o metabolismo; estimulam o crescimento e o desenvolvimento; influenciam os processos reprodutivos e participam dos ritmos circadianos estabelecidos pelo núcleo supraquiasmático do hipotálamo. Sistema Endócrino: Principais hormônios, suas funções e ações Título: Sistema Endócrino Fonte: https://storyset.com/people >People illustrations by Storyset Hipotálamo e Hipófise Hormônio do crescimento (GH): estimula o crescimento corporal. Hormônio tireoestimulante (TSH): regula as atividades da glândula tireoide. Foliculoestimulante (FSH): regula as atividades das gônadas – ovários e testículos. A ocitocina (OT): estimula a contração do útero e a ejeção de leite das mamas. Tireoide Hormônios tiroxina (T4) e triiodotironina (T3), e células parafoliculares, que secretam calcitonina (CT). Os hormônios da tireoide regulam o uso de oxigênio e a taxa metabólica, o metabolismo celular, o crescimento e o desenvolvimento. Sistema Endócrino: Principais hormônios, suas funções e ações Suprarrenais Mineralocorticoides: principalmente a aldosterona, acentuam a reabsorção de água e sódio e diminuem a reabsorçãode potássio. Glicocorticoides: principalmente o cortisol, auxiliam a resistência ao estresse e atuam como anti-inflamatórios. Androgênios: estimulam o crescimento de pelos axilares e púbicos, ajudam no estirão de crescimento pré-puberal e contribuem para a libido. Pâncreas Tem funções tanto endócrinas quanto exócrinas, constituídas por quatro tipos de células: alfa, beta, delta e F. As células alfa secretam glucagon – eleva a glicose. As células beta secretam insulina – diminui a glicose. Sistema Endócrino: Principais hormônios, suas funções e ações Sistema Endócrino: Homeostasia e o sistema endócrino Título: Homeostase no sistema endócrino Fonte: adaptado de: Tortora e Derrickson (2016, p. 894). • A eritropoietina (EPO) promove a formação de hemácias. • A aldosterona e o hormônio antidiurético aumentam o volume sanguíneo. • A epinefrina e a norepinefrina intensificam a frequência cardíaca e a força de contração. • Vários hormônios elevam a pressão arterial durante o exercício físico e outros estresses. SISTEMA CIRCULATÓRIO • Vários hormônios, especialmente hormônios da tireoide, insulina e hormônio do crescimento, influenciam o crescimento e o desenvolvimento do sistema nervoso. • O PTH mantém níveis apropriados de Ca2+ necessários para a geração e condução dos impulsos nervosos. SISTEMA NERVOSO • A epinefrina e a norepinefrina deprimem a atividade do sistema digestório. • Gastrina, colecistocinina, secretina e peptídio insulinotrópico dependente de glicose (GIP) ajudam a regular a digestão. • O calcitriol promove a absorção de cálcio da dieta. • A leptina suprime o apetite. SISTEMA DIGESTÓRIO • Glicocorticoides como o cortisol deprimem a inflamação e as respostas imunes. • Os hormônios tímicos promovem a maturação das células T (um tipo de leucócito). SISTEMA LINFÁTICO E IMUNIDADE • Os androgênios estimulam o crescimento de pelos púbicos e axilares e ativação das glândulas sebáceas. • O excesso de hormônio melanócito- estimulante (MSH) promove o escurecimento da pele. TEGUMENTO COMUM • Hormônio antidiurético, aldosterona e peptídio natriurético atrial (PNA) ajustam a taxa de perda de água e íons na urina, regulando, dessa forma, o volume sanguíneo e o conteúdo iônico do sangue. SISTEMA URINÁRIO • Os hormônios hipotalâmicos liberadores e inibidores, hormônio foliculoestimulante (FSH) e hormônio luteinizante (LH) regulam o desenvolvimento, o crescimento e as secreções das gônadas (ovários e testículos). • O estrogênio e a testosterona contribuem para o desenvolvimento dos ovócitos (oócitos) e espermatozoides e estimulam o desenvolvimento das características sexuais secundárias. • A prolactina promove a secreção de leite nas glândulas mamárias. • A ocitocina causa contração do útero e ejeção de leite pelas glândulas mamárias. SISTEMA GENITAL • A epinefrina e norepinefrina dilatam as vias respiratórias durante o exercício e outros estresses. • A eritropoietina regula a quantidade de oxigênio transportado no sangue por meio do ajuste do número de hemácias. SISTEMA RESPIRATÓRIO • O hormônio do crescimento (GH) e os fatores de crescimento insulina-símiles (IGF) estimulam o crescimento ósseo. • Os estrogênios promovem o fechamento das lâminas epifisiais ao final da puberdade e ajudam a manter a massa óssea nos adultos. • Oparatormônio (PTH) e a calcitronina regulam os níveis de cálcio e outros minerais na matriz óssea e no sangue. • Os hormônios da tireoide são necessários para o desenvolvimento e crescimento normal do esqueleto. SISTEMA ESQUELÉTICO • A epinefrina e a norepinefrina ajudam a aumentar o fluxo de sangue para o músculo em exercício. • O PTH mantém os níveis apropriados de Ca2+ necessários para contração muscular. • O glucagon, a insulina e outros hormônios regulam o metabolismo na fibras musculares. • GH, IGF e hormônios da tireoide ajudam a manter a massa muscular. SISTEMA MUSCULAR Hipossecreção: é a liberação inadequada de um hormônio. Hipersecreção: consiste na liberação excessiva de um hormônio. Sistema Endócrino: Distúrbios, disfunções e resposta ao estresse 1.2. 4. HIPERTIREOIDISMO Consiste na hipossecreção de hormônios da tireoide ao nascimento, causa consequências devastadoras se não for tratado prontamente. ● O hipotireoidismo na idade adulta provoca mixedema, que acomete cerca de cinco vezes mais as mulheres do que os homens. Uma pessoa com mixedema apresenta redução da frequência cardíaca, baixa temperatura corporal, aumento da sensibilidade ao frio, cabelo e pele ressecados, fraqueza muscular, letargia geral e tendência a ganhar peso com facilidade. Visto que o encéfalo já atingiu a maturidade, não ocorre retardo mental, entretanto a pessoa pode ficar menos alerta. ● A forma mais comum de hipertireoidismo é a Doença de Graves, que também acomete sete a dez vezes mais as mulheres do que os homens, em geral antes dos 40 anos. A doença de Graves é um distúrbio autoimune no qual a pessoa produz anticorpos que imitam a ação do hormônio tireoestimulante (TSH). Os pacientes com doença de Graves muitas vezes apresentam edema peculiar retro-orbitário, que promove a sua protrusão, chamada de exoftalmia. ● O bócio consiste, simplesmente, no aumento das dimensões da glândula tireoide. 4.Título: Bócio Fonte: https://www.nigeriagalleria.com/ Community-Health/Images/ goitertyroid.jpg Mixedema Doença de Graves 1 2 3 4 Bócio 1. Título: Mixedema Fonte: https://th.bing.com/th/id/ R.372822300ea95e6f68d88c9dfab204ef?rik= YwSUbHcwHOtYcA&pid=ImgRaw&r=0 2. Título: Mixedema Fonte: https://acsjournals. onlinelibrary.wiley.com/ cms/asset/a8d24884-d1b7-4cc1- a295-6b7b678b372a/mfig001.jpg 3. Título: Doença de Graves Fonte: https://i.ytimg.com/vi/xsQTh7yZY_ s/maxresdefault.jpg Sistema Endócrino: Distúrbios, disfunções e resposta ao estresse 1. 3. DISTÚRBIOS DA GLÂNDULA HIPÓFISE Nanismo hipofisário: A hipossecreção de GH durante os anos de crescimento retarda o crescimento ósseo e as lâminas epifisiais fecham-se antes que a altura normal seja alcançada. Gigantismo: A hipersecreção de GH durante a infância. Acromegalia: A hipersecreção de GH durante a idade adulta. 3. Título: Acromegalia Fonte: https://www.eldiariodecarlospaz.com.ar/ u/fotografias/m/2021/4/5/f800x450-161120_212566_5050.jpg 1. Título: Nanismo hipofisário Fonte: https://big1news.com.br/wp- content/uploads/2013/07/ana-195x300.jpg 2. Título: Gigantismo Fonte: Tortora e Derrickson, 2016. p.894 Nanismo Hipofisário 1 2 3 Gigantismo Acromegalia A percepção que temos de nós mesmos muda a cada instante e é um processo extremamente complexo no qual desempenham um papel importante fatores não só de natureza biológica ou psicológica, mas também de tipo ambiental, cultural e histórica. Não se concebe, de fato, estar bem psicologicamente e ao mesmo tempo sofrer fisicamente. A verdadeira saúde é resultado do equilíbrio entre a representação que temos de nós como corpo e como mente. A perspectiva psicossomática e seus aspectos nas doenças Título: Psicossomática Fonte: https://storyset.com/people >People illustrations by Storyset As doenças não são nem só psíquicas, nem apenas somáticas. Todas podem ser estudadas tanto sob o ponto de vista psicológico quanto biológico, com resultados diversos que podem ser mais ou menos úteis segundo as circunstâncias. A perspectiva psicossomática e seus aspectos nas doenças Título: Ponderação Fonte: https://storyset.com/people> People illustrations by Storyset O equilíbrio entre os aspectos corpóreos e os psicológicos deve ser procurado não só no paciente que sofre, mas também em que trata dele. Nem a visão biológica nem a psicológica devem ser consideradas absolutas. Variações sempre são possíveis. É dever de todo terapeuta, seja médico, seja psicólogo, avaliar a situação sob várias perspectivas,enfatizando uma ou outra conforme os diversos estados e necessidades do paciente. A capacidade de curar está no equilíbrio das avaliações e da escolha dos meios mais adequados. A perspectiva psicossomática e seus aspectos nas doenças Título: Ponderação Fonte: https://storyset.com/people>People illustrations by Storyset Relações causais lineares: O ser humano, para poder raciocinar sobre as coisas, tem a necessidade de distingui-las e classificá-las, mas também de uni-las, descobrir semelhanças. Assim sendo, podemos construir hipóteses e compreender os problemas sem desconsiderar sua complexidade. O processo é representado habitualmente pela dimensão de uma reta ao longo da qual os efeitos se tornam um a causa do outro numa sequência de causas e efeitos: A > B > C > D Em muitas situações, encarar os problemas procurando chegar a uma única causa simples não leva a soluções satisfatórias. Os fatores são cocausas de um único efeito. A B D C A perspectiva psicossomática e seus aspectos nas doenças Relações causais circulares: Contribuem para novas teorias, como as sistêmicas e cibernéticas. Não se interessam mais descobrir uma cadeia de causas e efeitos para chegar à origem dos efeitos, mas estudar a organização e o equilíbrio de um sistema em determinada situação. No caso de uma doença, o que importa é descobrir como os vários fatores (biológicos, psicológicos, sociais e ambientais) interagem, provocando uma condição de inadaptabilidade e sofrimento. Por meio do feedback, um efeito não só gera outros efeitos, mas é também regulado por eles retroativamente. A perspectiva psicossomática e seus aspectos nas doenças Título: Relações causais circulares Fonte: Trombini e Baldoni (2004, p. 38). Título: Relações causais circulares Fonte: Trombini e Baldoni (2004, p. 40). Toda orientação científica tem sua história e é caracterizada por modelos, teorias e métodos de pesquisa característicos. As explicações que damos do mundo e nossas escolhas dependem, portanto, do ponto de vista que adotamos e não devem jamais ser absolutas. Nenhum ponto de vista, aliás, compreende todos os pontos de vista e nenhum deles é superior ao outro, mas só mais ou menos útil, segundo as situações. Nesse sentido, nosso conhecimento, científico ou não, é sempre fruto de uma construção ativa, enquanto a realidade em si pode ser tocada, mas nunca compreendida definitivamente em sua essência. A perspectiva psicossomática e seus aspectos nas doenças Título: Ponderação Fonte: https://storyset.com /people >People illustrations by Storyset Durante seu desenvolvimento, a psicossomática interessou-se pelas doenças e, mais geralmente, pelos problemas humanos, esclarecendo seus mais diversos aspectos. Havia diversidade não apenas na postura teórica, mas também no ponto de vista pelo qual o problema é enfrentado. Os psicanalistas estudaram as relações entre conflitos psicológicos inconscientes e distúrbios somáticos. Outros teóricos procuraram o perfil típico de personalidade, boa parte do restante se dedicou ao estudo das reações do organismo sob ação do estresse e, por fim, houve alguns que enfatizaram a importância das relações familiares. A psicossomática moderna procura realmente seguir a perspectiva biopsicossocial. Mesmo não existindo verdades definitivas e absolutas, existem situações que se defrontam melhor diante a adoção de uma perspectiva particular. Seria realmente absurdo pretender curar uma peritonite aguda (inflamação do peritônio – revestimento abdominal interno), fazendo deitar-se o paciente no divã de um psicanalista. E quantas intervenções cirúrgicas foram realizadas inutilmente por não se ter avaliado o doente do ponto de vista psicológico! A perspectiva psicossomática e seus aspectos nas doenças A soma de diversas orientações teóricas e por conseguinte o número dos fatores biológicos, psicológicos e sociais relevantes para a psicossomática é bastante ampla. A perspectiva psicossomática e seus aspectos nas doenças Conflito psicológico Freud: psiconeuroses Franz Alexander: multifatorial > SNA – Simpático e Parassimpático > Neuroses vegetativas Personalidade Hipócrates Helen Flanders Dunbar: especificidade de personalidade Friedman e Rosenman: comportamentos A e B Lydia Temoshok et al.: personalidade C Estresse Walter B. Cannon: reação de alarme Hans Selye: a resposta não específica do organismo a toda condição de mudança Richard Lazarus: estresse psicológico George L. Engel: 3 causas do estresse – perda, prejuízo, frustração/necessidade Emoções Jurgen Ruesch: personalidade infantil Paul MacLean: teoria do cérebro trino Pierre Marty: analista mais ativo clinicamente Sifneos e Nemiah: alexia A convivência em família Don D. Jackson: comportamento restritivo Mara Selvini Palazzoli: Centro Milanês de Terapia Familiar – jogo patológico da família Salvador Minuchin: terapia familiar estrutural e sistêmica Equilíbrio Psicossomático: O estresse e as emoções exigem defesas biológicas, psicológicas e de comportamento a fim de que o organismo se mantenha num estado de relativo bem-estar e de adaptação ao meio ambiente. A falta de compensação desse equilíbrio pode levar ao desenvolvimento de uma doença. Equilíbrio entre a perspectiva psicológica e as patologias fisiológicas Título: Relações circulares entre estresse, emoções e defesas Fonte: adaptado de: Trombini e Baldoni (2004, p. 128). Ambiente Sociedade Família Estresse físico e psicológico Defesas biológicas (somatização) Defesas psicológicas Descompensação DOENÇA Emoções Comportamento Defesas do Comportamento: Diante de situações problemáticas (briga familiar, desemprego, mudança etc.) apresentamos comportamentos diferentes. Estratégias de coping: Lazarus e Folkman; Renzo Canestrari. Defesas Psicológicas: Mais custosas para o equilíbrio emocional e adaptação ao ambiente. Inconscientes e se manifestam em maior ou menor grau em todo indivíduo, mesmo no mais maduro e equilibrado. Neuroses: fobias e obsessões a. Transferência b. Racionalização c. Deslocamento Desvios de Personalidade e Psicoses: mecanismos primitivos a. Projeção b. Recusa Equilíbrio entre a perspectiva psicológica e as patologias fisiológicas Somatização e as defesas biológicas: Na maioria dos casos, os distúrbios somáticos são apenas a expressão fisiológica de uma tentativa obtida parcialmente para adaptar-se às dificuldades. Às vezes, os sintomas podem ser tão intensos que limitam significativamente a autonomia e a capacidade de trabalho, prejudicando o estado de saúde. O bem-estar do indivíduo depende do equilíbrio geral desse processo. A partir da teoria de Alexander, há 2 reações biológicas gerais: 1. Reação de Ataque ou Fuga 2. Reação de Retirada-Conservação Equilíbrio entre a perspectiva psicológica e as patologias fisiológicas Título: Estresse Fonte: https://storyset.com/people >People illustrations by Storyset Título: Ansiedade Fonte: https://storyset.com/people >People illustrations by Storyset A verdadeira saúde, tanto para o doente como para aquele que dele trata, depende do equilíbrio entre uma visão psicológica e uma visão física. Elementos que influenciam a nossa qualidade de vida: 1. Desempenho individual: faculdades intelectivas, cognitivas e criativas. 2. Percepção subjetiva da própria existência: como nos sentimos realizados e satisfeitos? 3. Intensidade de sintomas e limitações de doenças, procedimentos diagnósticos e terapias. Equilíbrio entre a perspectiva psicológica e as patologias fisiológicas Título: Equilíbrio Fonte: https://storyset.com/people >People illustrations by Storyset A integração dos tratamentos médicos, psicológicos, educacionais, de reabilitação e sociais numa mesma estrutura de saúde não é fácil,e os problemas não são apenas de natureza organizacional ou econômica. Infelizmente, muitos médicos e psicólogos não estão preparados para trabalhar numa mesma abordagem diagnóstica e terapêutica. O importante é que as pessoas que se dedicam à avaliação e à cura do sofrimento dos pacientes não sejam vistas como se pertencessem a mundos diversos. Equilíbrio entre a perspectiva psicológica e as patologias fisiológicas Título: Reunião Fonte: https://storyset.com/people >People illustrations by Storyset O paciente somatizador é um dos pacientes mais difíceis da prática diária dos profissionais de saúde. Torna-se necessário entendermos que as queixas médicas inexplicáveis estão relacionadas à busca de cuidado, ou seja, essas queixas somáticas inexplicáveis estão muito mais relacionadas à forma como o paciente apresenta seu sofrimento para o profissional, do que se constituem como doença específica. A forma como o sofrimento, causa primeira da busca de cuidado, é reconhecido, validado e amparado é parte integrante do processo do adoecer. As queixas físicas em geral são mais reconhecidas como legítimas tanto pelos familiares quanto pelos profissionais de saúde, enquanto queixas psicológicas não encontram o mesmo grau de aceitação. Assim sendo, uma segunda forma de diferenciar esses subgrupos pode ser pelo seu curso, prognóstico e evolução, em que eles podem didaticamente ser divididos em somatizadores agudos e crônicos. A somatização hoje: a psicossomática A somatização hoje: a psicossomática Título: Tabela de somatizadores agudos e crônicos Fonte: adaptado de: Mello Filho (2010, p. 551). Título: Confusão Fonte: https://storyset.com/people >People illustrations by Storyset Características Somatizadores agudos Somatizadores crônicos Sintomas médicos inexplicáveis Recentes Crônicos Percepção do sofrimento psíquico Identificado pelo paciente Negado pelo paciente Associação com transtornos mentais Muitas vezes apenas existe um grau de sofrimento psíquico sem caracterização específica de um transtorno mental, embora também possa ser uma forma de apresentação de transtornos ansiosos e depressivos Alta comorbidade com transtornos ansiosos e depressivos, porém sintomas não correspondem ao quadro clínico dessas síndromes. Presença de transtornos dissociativos, somatoformes ou de síndromes funcionais Relação com o profissional clínico Na consulta, demonstra que sofrimento emocional está presente, mas isso costuma ser ignorado. Presença de queixas psicológicas associadas Não refere sofrimento emocional e reforça inúmeras vezes como é única a sua doença Papel de doente Sem apresentar adesão ao papel de doente Aderido ao papel de doente História familiar Família atua como fonte de um padrão cultural de comunicação de sofrimento através de queixas físicas História familiar de reforço e valorização excessiva da doença como fonte de atenção e carinho. Ausência de atenção em situações normais História de abuso sexual e violência física Geralmente ausente Geralmente presente Reação da família ao adoecer Em geral, apoio e carinho Irritação, abandono e ignorância das queixas físicas. A somatização hoje: a psicossomática Título: Estudo Fonte: https://storyset.com/people >People illustrations by Storyset Transtornos ansiosos e transtornos depressivos crônicos com sintomas físicos proeminentes Transtornos ansiosos e depressivos agudos com sintomas físicos proeminentes Reação ao estresse e transtornos de ajustamentos Transtornos conversivos e dissociativos agudos e com estressores bem delimitados Transtornos conversivos e dissociativos crônicos e com estressores mal definidos Transtornos somatoformes “clássicos” Síndromes funcionais Queixas somáticas inexplicáveis agudas e inespecíficas ATRIBUIÇÃO PSICOLÓGICA CRONICIDADE/ INCAPACITAÇÃO CURSO AGUDO/ AUTOLIMITADO ATRIBUIÇÃO SOMÁTICA Título: Diagrama de classificação das apresentações dos sintomas físicos sem explicação médica segundo dois eixos: curso/ incapacitação e atribuição etiológica Fonte: adaptado de: Mello Filho (2010, p. 540). Fatores Culturais A somatização, enquanto escolha de queixas físicas como forma de manifestar sofrimento, é a expressão predominante em sociedades não ocidentais. Na sociedade brasileira coexistem duas concepções de indivíduo e as caracterizou como pessoa versus indivíduo. A somatização hoje: a psicossomática INDIVÍDUO PESSOA Livre, com direito a um espaço próprio Presa à totalidade social a qual se vincula de modo necessário Igual a todos os outros Complementar aos outros Tem escolhas, que são vistas como seus direitos fundamentais Não tem escolha Tem emoções particulares A consciência é social (isto é, a totalidade tem precedência) A consciência é individual A amizade é residual e juridicamente definida A amizade é básica Recebe as regras do mundo onde vive Relacionamento = escolhas Faz as regras do mundo onde vive Título: Definições e diferença entre indivíduo e pessoa Fonte: adaptado de: Mello Filho (2010, p. 553). Família As características e o funcionamento do sistema familiar de origem irão determinar a interpretação das experiências somáticas e o comportamento de busca de ajuda e utilização de serviços médicos. Vínculo na construção da identidade do somatizador crônico O comportamento somatizador na vida adulta resulta, portanto, da evolução de estratégias para lidar com as dificuldades da vida que, embora inicialmente fossem adaptativas, se tornam inadequadas e problemáticas para o indivíduo adulto e suas interações no meio social. A somatização insere-se num quadro conceitual que explora o impacto das experiências infantis de apego sobre o comportamento interpessoal e o desenvolvimento de um modo de perceber sintomas e comportar-se em relação à saúde. A somatização hoje: a psicossomática Sistema de Saúde A relação médico-paciente desempenha importante papel na forma como os pacientes apresentam seu sofrimento e sua relação com o surgimento das queixas somáticas inexplicáveis. Os pacientes: dão pistas, buscam mais apoio emocional. Os médicos tendem a referir que não há nada, e reagir como se esses sintomas fossem invenções ou mentiras dos pacientes que, obviamente, se sentem desacreditados e até agredidos, ao perceberem esta avaliação. Outro aspecto importante de problema é que os médicos acreditam que eles devem propor soluções para todos os problemas que seus pacientes trazem, e que os pacientes esperam isso deles. A somatização hoje: a psicossomática “Se puderem ser superadas as dualidades mente-corpo, se o espaço clínico terapêutico puder incluir o Cuidar do sofrimento psíquico, se o apoio e o empoderamento de nossos pacientes que mais se consideram incapazes, doentes e abandonados forem parte habitual do Cuidado, se os problemas familiares e sociais de nossos pacientes, incluindo o abuso, a violência e a miséria, forem considerados objetivos das intervenções das equipes de saúde, talvez os pacientes poliqueixosos também se transformem. Deixarão, com certeza, de serem enquadrados como os pacientes mais rejeitados pelos médicos. Superadas as divisões, sendo cuidados, superarão suas dores e retomarão uma vida produtiva. E muito nos terão ensinado sobre como o sofrimento da mente marca o corpo” (Mello Filho, 2010). A somatização hoje: a psicossomática Título: Análise Fonte: https://storyset.com/p eople >People illustrations by Storyset A somatização pode ser classificada como um processo: a) Individual: psiquiátrico. b) Multifatorial: biopsicossocial. c) Individual: social e familiar. d) Multifatorial: fisiológico (vários sistemas em colapso). e) Individual: psíquico (neurose). Interatividade A somatização pode ser classificada como um processo: a) Individual: psiquiátrico.b) Multifatorial: biopsicossocial. c) Individual: social e familiar. d) Multifatorial: fisiológico (vários sistemas em colapso). e) Individual: psíquico (neurose). Resposta MELLO FILHO, J. et al. Psicossomática hoje. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010. TORTORA, G. J.;. DERRICKSON, B. Princípios de anatomia e fisiologia. Tradução: Ana Cavalcanti C. Botelho et al. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. TROMBINI, G.; BALDONI, F. Distúrbios psicossomáticos: como restabelecer o equilíbrio entre mente e corpo. Tradução: Mário Gonçalves. São Paulo: Edições Loyola: Paulinas, 2004 (Coleção Para saber mais; 11). Referências ATÉ A PRÓXIMA!