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CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA DISCIPLINA: FISIOLOGIA VETERINÁRIA AVANÇADA PROFESSOR: JOÃO AUGUSTO RODRIGUES ALVES DINIZ EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 2 1 - Explique os mecanismos endócrinos que controlam a puberdade e os fatores que podem influenciar nesse mecanismo. A puberdade nos animais, como nos humanos, é o processo de transição entre a infância e a fase reprodutiva, no qual ocorrem mudanças fisiológicas e hormonais significativas que preparam o organismo para a reprodução. Nos animais domésticos, a puberdade é controlada principalmente por um conjunto de mecanismos endócrinos que envolvem a interação entre o hipotálamo, a hipófise e as glândulas gonadais (ovários nos animais fêmeas e testículos nos machos). Mecanismos Endócrinos que Controlam a Puberdade: 1. Desenvolvimento do Eixo Hipotalâmico-Hipofisário-Gonadal: A puberdade é iniciada pela ativação do eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal, uma rede hormonal que envolve o hipotálamo, a hipófise e as gônadas (ovários ou testículos). Esse eixo é responsável por regular a liberação dos hormônios necessários para a maturação sexual e a função reprodutiva. o Hipotálamo: No início da puberdade, o hipotálamo começa a liberar o GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas). O GnRH é o primeiro sinal hormonal para o início da puberdade e estimula a hipófise anterior a liberar os hormônios FSH (hormônio folículo-estimulante) e LH (hormônio luteinizante). o Hipófise: A hipófise, por sua vez, começa a secretar FSH e LH, que são os hormônios responsáveis por estimular a produção de estrogênio nos ovários das fêmeas e testosterona nos testículos dos machos. Esses hormônios têm um papel importante no desenvolvimento das características sexuais secundárias e na maturação dos órgãos reprodutivos. o Gônadas: Nos machos, os testículos começam a produzir testosterona, o que leva ao desenvolvimento das características sexuais secundárias, como o aumento da massa muscular, voz mais grave e o crescimento do pênis e escroto. Nas fêmeas, os ovários começam a produzir estrogênio, que é responsável pelo desenvolvimento das mamas, pelo início do ciclo estral e pelo crescimento dos órgãos reprodutivos (útero, vagina). 2. Produção de Hormônios Gonadais: o Estrogênio (nas fêmeas) e testosterona (nos machos) são os hormônios principais produzidos pelas gônadas durante a puberdade. Esses hormônios influenciam o crescimento e a maturação dos órgãos reprodutivos, além de induzir as mudanças físicas que marcam a puberdade. o Inibina: Além dos estrogênios e da testosterona, a inibina também é produzida pelas gônadas durante a puberdade. A inibina ajuda a regular a produção de FSH, prevenindo a superprodução desse hormônio. 3. Feedback Hormonal: Durante a puberdade, o sistema de feedback hormonal começa a se estabelecer. Os hormônios sexuais (estrogênio, progesterona e testosterona) têm um efeito de feedback negativo no hipotálamo e na hipófise, ajudando a regular os níveis de FSH e LH. o No início da puberdade, o feedback negativo é fraco, o que permite uma maior liberação de GnRH, FSH e LH. À medida que a puberdade avança, o feedback negativo se torna mais eficiente, estabilizando a liberação desses hormônios. o Esse feedback hormonal é crucial para a regulação do ciclo estral nas fêmeas e para a produção de espermatozoides nos machos. Fatores que Podem Influenciar o Mecanismo Endócrino da Puberdade: Vários fatores podem influenciar o início e o curso da puberdade nos animais domésticos. Esses fatores podem ser genéticos, ambientais, nutricionais e sociológicos. Aqui estão alguns dos principais fatores que podem afetar o mecanismo endócrino da puberdade: 1. Fatores Genéticos: • A puberdade ocorre em idades diferentes, dependendo da espécie e da linhagem genética. Certas raças de animais podem atingir a puberdade mais cedo ou mais tarde do que outras. Por exemplo, algumas raças de cães e gado atingem a puberdade mais tarde, enquanto outras raças de cães pequenos ou gado leiteiro podem atingir mais cedo. • O tempo genético de puberdade é um fator determinante que é transmitido de geração para geração. 2. Fatores Nutricionais: • A nutrição adequada é essencial para o desenvolvimento adequado das gônadas e para a regulação do eixo hormonal. A falta de nutrientes essenciais pode atrasar o início da puberdade, enquanto uma dieta adequada pode acelerar a maturação sexual. • Excesso de gordura corporal também pode influenciar a puberdade. Em algumas espécies, como o gado, a presença de um nível elevado de gordura corporal pode antecipar a puberdade, pois a gordura corporal influencia a produção de estrogênio. 3. Fatores Ambientais: • Luz: A luz solar desempenha um papel importante na regulação do ciclo reprodutivo, especialmente em espécies sazonais. A quantidade de luz diária (fotoperíodo) pode afetar a sincronização da puberdade em animais sazonais, como ovelhas, cabras e gado. Para esses animais, a puberdade pode ser influenciada pelas mudanças nas estações do ano, com o aumento da duração da luz solar desencadeando a maturação sexual. • Temperatura: Temperaturas extremas (tanto muito altas quanto muito baixas) podem afetar o início da puberdade, pois estresse térmico pode interferir nos processos hormonais, atrasando ou mesmo impedindo o início da puberdade. • Estresse: O estresse crônico devido a condições de manejo inadequadas, transporte, ou condições ambientais adversas pode inibir a liberação de GnRH e afetar a função reprodutiva, adiando o início da puberdade. 4. Fatores Sociais e Comportamentais: • Presença de Machos: A presença de machos, especialmente em certas espécies como bovinos e suínos, pode influenciar a puberdade nas fêmeas. Em algumas espécies, o contato com machos pode acelerar o início da puberdade nas fêmeas. • Interações sociais: A interação entre fêmeas também pode afetar o início da puberdade. Por exemplo, em algumas espécies de roedores, a presença de outras fêmeas em fases mais avançadas de puberdade pode acelerar a maturação das fêmeas mais jovens. 5. Doenças e Condições Médicas: • Doenças endócrinas: Distúrbios nas glândulas endócrinas, como problemas na hipófise ou no hipotálamo, podem atrasar ou impedir a puberdade. Por exemplo, a síndrome de Cushing (hiperadrenocorticismo) pode afetar o eixo hormonal, retardando o desenvolvimento sexual. • Infecções e deficiências nutricionais: Algumas infecções ou deficiências de vitaminas e minerais também podem prejudicar o desenvolvimento sexual e o início da puberdade. Conclusão: A puberdade nos animais é controlada por mecanismos endócrinos complexos que envolvem o eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal. A liberação de GnRH pelo hipotálamo estimula a produção de FSH e LH pela hipófise, que, por sua vez, promovem a secreção de hormônios sexuais pelas gônadas. Esses hormônios são responsáveis pela maturação dos órgãos reprodutivos e pelas mudanças físicas características da puberdade. Vários fatores, como genética, nutrição, estresse, fatores ambientais e condições sociais, podem influenciar o momento e o processo de puberdade nos animais, sendo importante considerar esses fatores ao estudar ou manejar a reprodução de animais domésticos. 2. Classifique as fêmeas de acordo com as características dos seus ciclos sexuais. As fêmeas podem ser classificadas de acordo com as características dos seus ciclos sexuais, que podem ser classificados de acordo com as características da receptividade sexual e da ovulação. Esses ciclos são classificados em tipos de ciclos estrais, que refletem a periodicidade e os padrões de fertilidade das fêmeas. As fêmeas dos mamíferos podem ser classificadas de acordo com as características dos seus ciclos sexuais em três categorias principais: monoestricas, poliéstricassazonais e poliéstricas contínuas. 1. Monoestricas • Descrição: As fêmeas monoestricas têm um único ciclo estral por ano. • Exemplos: Algumas espécies de canídeos e lobos. • Características: Este tipo de ciclo é comum em ambientes onde as condições favoráveis de criação ocorrem apenas em uma determinada época do ano. As fêmeas entram no cio uma vez por ano, e se não houver fertilização, terão de esperar até o próximo ciclo anual. 2. Poliéstricas Sazonais • Descrição: As fêmeas poliéstricas sazonais têm múltiplos ciclos estros em uma determinada estação do ano. • Exemplos: Ovelhas, cabras e cavalos. • Características: Estes animais têm ciclos reprodutivos ativos durante certas estações, geralmente quando as condições ambientais são mais favoráveis. Fora destas estações, eles não mostram sinais de cio. 3. Poliéstricas Contínuas • Descrição: As fêmeas poliéstricas contínuas têm múltiplos ciclos estrales ao longo do ano, independentemente da estação. • Exemplos: Bovinos, suínos e humanos. • Características: Estas fêmeas são capazes de ciclar durante todo o ano, permitindo múltiplas oportunidades de reprodução. Estas classificações são importantes para entender os padrões reprodutivos e as estratégias de sobrevivência das diferenças espécies, além de serem fundamentais em contextos de manejo e cultivo em fazendas, conservação, e em contextos veterinários. 3. Quais as fases do ciclo estral nos animais e os hormônios que estão atuando em cada fase do ciclo. O ciclo estral é o conjunto de mudanças fisiológicas que ocorrem no sistema reprodutor feminino de animais de diversas espécies, com o objetivo de possibilitar a reprodução. Ele é caracterizado por diferentes fases, que envolvem mudanças hormonais específicas para cada fase. As fases do ciclo estral podem variar entre as espécies, mas geralmente incluem as seguintes etapas: 1. Proestro • Características: o É a fase inicial do ciclo estral, onde ocorre a preparação do organismo para a ovulação. o O desenvolvimento dos folículos ovarianos começa, e o útero se prepara para uma possível gestação. o A fêmea pode começar a mostrar sinais de comportamento sexual, mas ainda não está pronta para acasalar. • Hormônios envolvidos: o Folículo Estimulante (FSH): Esse hormônio é responsável pela estimulação do crescimento dos folículos ovarianos. o Estrogênio: Produzido pelos folículos em desenvolvimento, o estrogênio promove o crescimento e a vascularização do útero e a secreção de muco cervical. 2. Estro • Características: o Esta é a fase em que a fêmea está receptiva ao macho e está pronta para acasalar. o O estro é quando ocorre a ovulação, a liberação do óvulo do folículo maduro. o O comportamento sexual é mais evidente durante o estro, com sinais claros de receptividade, como a aceitação do macho para copulação. • Hormônios envolvidos: o Estrogênio: Níveis elevados de estrogênio, produzido pelos folículos em desenvolvimento, estimulam a ovulação e preparam o trato reprodutivo para a cópula. o Hormônio Luteinizante (LH): Um pico de LH induz a ovulação, onde o óvulo é liberado do folículo maduro para a trompa de falópio. 3. Metaestro • Características: o Após a ovulação, o folículo rompido se transforma no corpo lúteo. o Durante o metaestro, o corpo lúteo começa a produzir progesterona para preparar o útero para a possível implantação do embrião. o Se a fecundação não ocorrer, o corpo lúteo regredirá, e a produção de progesterona diminuirá. • Hormônios envolvidos: o Progesterona: Produzida pelo corpo lúteo, a progesterona é essencial para a preparação do endométrio para a implantação do embrião, caso a fecundação tenha ocorrido. 4. Diestro • Características: o Se a fecundação não ocorrer, o corpo lúteo se degenera, e os níveis de progesterona caem. o Durante o diestro, o organismo entra em um período de descanso reprodutivo até o próximo ciclo. o O comportamento sexual diminui, e o animal não está mais receptivo ao macho. • Hormônios envolvidos: o Progesterona: No diestro, a progesterona é mantida até que o corpo lúteo regresse, e seus níveis começam a cair caso não haja gravidez. o Prolactina: Em algumas espécies, a prolactina pode estar envolvida no estímulo à produção de leite e na manutenção do corpo lúteo, caso haja gravidez. Conclusão: O ciclo estral é regulado por uma interação complexa entre hormônios produzidos pelo hipotálamo, pela hipófise e pelos ovários, incluindo o FSH, LH, estrogênio, progesterona e prolactina. Dependendo da espécie, o ciclo estral pode ser contínuo, ou ocorrer de forma sazonal, e a duração de cada fase pode variar. Além disso, alguns animais podem ter ciclos estrais mais curtos ou mais longos, e a duração do estro pode ser mais ou menos intensa dependendo da espécie. FASES DO CICLO ESTRAL E HORMÔNIOS Fase Características Hormônios Envolvidos Proestro Preparação para a ovulação, desenvolvimento folicular FSH, Estrogênio Estro Receptividade e ovulação Estrogênio, LH Metaestro Formação do corpo lúteo, início da produção de progesterona Progesterona Diestro Degeneração do corpo lúteo, entrada em período de descanso Progesterona (queda), Prolactina (algumas espécies) 4. Explique o que é a fase do Anestro e como essa fase pode se apresentar durante o período de reprodução. A fase do anestro é um período do ciclo reprodutivo onde não há atividade sexual ou ovulatória no organismo da fêmea. Em outras palavras, durante o anestro, a fêmea está "em repouso" reprodutivo, sem ciclos estrais ativos. Esse período é caracterizado pela ausência de sinais de receptividade sexual, ou seja, a fêmea não demonstra comportamento de acasalamento e não há liberação de óvulos (ovulação). Características do Anestro: 1. Ausência de ovulação: Não há produção de óvulos, e portanto, a fêmea não pode engravidar durante o anestro. 2. Inatividade do sistema reprodutivo: Os hormônios reprodutivos, como o estrogênio e a progesterona, estão em níveis baixos, e os folículos ovarianos não estão em desenvolvimento ativo. 3. Falta de receptividade sexual: A fêmea não aceita a cópula e não demonstra comportamentos típicos do estro, como a receptividade ao macho. Como o Anestro pode se apresentar durante o período de reprodução: O anestro pode ocorrer em diferentes situações, e sua duração e ocorrência variam de acordo com a espécie, com fatores fisiológicos e ambientais. Algumas das principais formas em que o anestro pode se manifestar incluem: 1. Anestro pós-parto: o Após o parto, muitas fêmeas entram em anestro, o que significa que elas não estão em condições de reproduzir imediatamente. Esse anestro pós- parto é comum em várias espécies, como em bovinos, equinos e mamíferos selvagens. O anestro pode ser necessário para permitir que o corpo da fêmea se recupere da gestação e do parto, além de garantir que ela tenha tempo suficiente para amamentar o filhote. o Em algumas espécies, a duração do anestro pós-parto pode depender da presença de filhotes e da amamentação (o estímulo de amamentar pode inibir o retorno da fertilidade). 2. Anestro sazonal: o Algumas espécies apresentam anestro sazonal, o que significa que a fêmea entra em anestro durante determinadas épocas do ano, com base nas condições ambientais, como a temperatura e a disponibilidade de alimento. o Por exemplo, em algumas espécies de mamíferos, como os cervídeos (veados, alces), as fêmeas entram em anestro durante o inverno, quando os recursos alimentares são mais escassos, e o clima não favorece a gestação e a criação dos filhotes. 3. Anestro fisiológico ou patológico: o Além do anestro natural, como o pós-parto ou sazonal, algumas fêmeas podem entrar em anestro devido a distúrbios hormonais, estresse, doenças ou desnutrição. Esse tipo de anestro pode ser patológico e podeexigir tratamento veterinário. o Fatores como estresse excessivo, alimentação inadequada, ou problemas de saúde reprodutiva podem interferir no ciclo estral normal e levar a uma falha na ovulação, resultando em anestro. 4. Anestro devido a fatores hormonais: o Algumas fêmeas podem não entrar no ciclo estral devido a desequilíbrios hormonais, como baixa produção de hormônios gonadotróficos (FSH e LH) ou problemas com a produção de estrogênio e progesterona. Isso pode ocorrer em diferentes fases da vida reprodutiva de um animal. O papel do Anestro no período de reprodução: • Controle natural da reprodução: O anestro serve como um mecanismo de controle natural da reprodução, permitindo que a fêmea não engravide ou não tenha ninhadas em períodos em que o ambiente não é favorável ou o corpo da fêmea não está preparado para sustentar uma nova gestação. • Recuperação e manutenção: O anestro também ajuda na recuperação pós-parto e na manutenção da saúde do sistema reprodutivo da fêmea, permitindo tempo para que o corpo se recupere antes de iniciar um novo ciclo reprodutivo. • Regulação sazonal: Nas espécies com reprodução sazonal, o anestro garante que a fêmea só entre no ciclo estral e se reproduza em épocas do ano que ofereçam condições adequadas para o nascimento e sobrevivência dos filhotes. Conclusão: O anestro é uma fase normal e importante do ciclo reprodutivo de muitos animais, funcionando como um período de descanso ou inatividade sexual, que pode ser temporário ou regulado por fatores fisiológicos e ambientais. Quando bem controlado, o anestro ajuda a garantir que a fêmea tenha tempo adequado para recuperação, amamentação ou até mesmo adaptação às condições do ambiente, favorecendo sua saúde e bem-estar. 5. Qual a diferença entre ciclo estral e menstrual. A diferença entre ciclo estral e ciclo menstrual está principalmente relacionada aos tipos de seres vivos e como ocorre o processo reprodutivo. 1. Ciclo Estral: o O ciclo estral é o ciclo reprodutivo observado em várias espécies de mamíferos não-humanos, como cães, gatos, vacas, etc. o Durante esse ciclo, a fêmea entra em estro (período de receptividade sexual) em intervalos específicos, e ocorre uma ovulação. A principal característica é que, se a fêmea não engravidar, o endométrio (camada interna do útero) não é expelido, mas sim reabsorvido pelo corpo. o O ciclo estral varia em duração e características de espécie para espécie, mas geralmente não envolve a menstruação. 2. Ciclo Menstrual: o O ciclo menstrual ocorre em seres humanos e alguns primatas, como macacos e chimpanzés. o Durante esse ciclo, ocorre a ovulação, mas, se a fertilização não acontecer, o endométrio se descama e é expelido do corpo através da menstruação (sangramento menstrual). o A duração do ciclo menstrual é em média de 28 dias, mas pode variar de mulher para mulher. Em resumo, a principal diferença está no fato de que no ciclo estral não há menstruação, enquanto no ciclo menstrual há a descamação do endométrio, resultando no sangramento. Além disso, o ciclo estral está presente em muitas espécies animais não- humanas, enquanto o ciclo menstrual ocorre especificamente em humanos e alguns primatas. 6. Explique a diferença entre Ovogênese e Foliculogênese. A ovogênese e a foliculogênese são processos fundamentais no sistema reprodutivo feminino, mas envolvem diferentes aspectos do desenvolvimento e maturação reprodutiva. Abaixo estão as explicações detalhadas de cada um e suas diferenças principais: Ovogênese Descrição: • Ovogênese é o processo de formação e desenvolvimento dos oócitos (óvulos) a partir de células germinativas primordiais nos ovários. • Este processo começa durante o desenvolvimento fetal, onde as células germinativas primordiais se diferenciam em oogônias. • As oogônias proliferam por mitose e mais tarde iniciam a meiose, tornando-se oócitos primários. • Os oócitos primários são parados na fase de prófase I até a puberdade, quando retomarão seu desenvolvimento em resposta a estímulos hormonais. Fases Principais: 1. Proliferação das Oogônias: Divisão mitótica das oogônias no ovário fetal. 2. Início da Meiose I: As oogônias se transformam em oócitos primários que entram na meiose I, mas ficam estacionados na prófase I. 3. Conclusão da Meiose I e Início da Meiose II: Na puberdade, cada ciclo menstrual pode culminar na conclusão da meiose I e início da meiose II em um oócito, mas esta conclusão só ocorre se houver fecundação. Foliculogênese Descrição: • Foliculogênese é o processo de crescimento e maturação dos folículos ovarianos que contêm os oócitos. • Este processo envolve a transformação de folículos primordiais em folículos pré- ovulatórios (também chamados de folículos de Graaf). • É dependente de hormônios como o FSH que regulam o crescimento folicular e a seleção do folículo dominante que irá ovular. Fases Principais: 1. Folículo Primordial: Contém um oócito primário estacionado em prófase I, cercado por uma camada única de células foliculares. 2. Folículo Primário: As células foliculares começam a se multiplicar e formar várias camadas ao redor do oócito. 3. Folículo Secundário: Surge uma cavidade chamada antro e a produção de hormônios aumenta. 4. Folículo de Graaf (Maduro): Apenas um (ou ocasionalmente mais) folículo madura completamente para estar pronto para ovulação. Principais Diferenças - Relação com Hormônios: • Ovogênese é inicialmente independente de hormônios pós-natais, mas sua continuação para completar a meiose depende do estímulo hormonal. • Foliculogênese é altamente dependente de hormônios reprodutivos como FSH e LH para continuar e concluir o processo. Compreender esses processos é essencial para a biologia reprodutiva, tanto em humanos quanto em outros mamíferos, além de ser importante para intervenções médicas e de reprodução assistida. Tabela que resume as diferenças entre Ovogênese e Foliculogênese: Aspecto Ovogênese Foliculogênese Definição Formação e maturação do óvulo. Desenvolvimento e maturação dos folículos ovarianos. Local Nos ovários. Nos ovários. Fases principais Proliferação, crescimento e maturação do óvulo. Folículos primordiais, primários, secundários e terciários. Objetivo Produzir um óvulo viável para a reprodução. Proteger, nutrir e liberar o óvulo durante a ovulação. Resultado final Óvulo maduro. Folículo maduro para ovulação (folículo de Graaf). 7. Como ocorre o processo de fecundação nos animais domésticos. O processo de fecundação nos animais domésticos é um evento complexo e altamente coordenado que resulta na união dos gametas masculino (espermatozoide) e feminino (óvulo) para formar um zigoto. Esse processo pode variar ligeiramente dependendo da espécie, mas geralmente segue etapas semelhantes: Processo de Fecundação 1. Acasalamento e Inseminação • Cópula: Durante o acasalamento, o macho ejacula espermatozoides no trato reprodutivo da fêmea. A localização e o método específico deste passo podem variar. Por exemplo, em cães, a penetração é seguida por um "tie," onde o macho e a fêmea permanecem conectados por um período. • Inseminação Artificial: Em algumas práticas agrícolas e de reprodução assistida, a inseminação pode ser realizada artificialmente, colocando diretamente o sêmen no útero ou no colo do útero. 2. Transporte dos Espermatozoides • Migração: Após a ejaculação, os espermatozoides devem navegar pelo trato reprodutivo feminino, movendo-se pela cérvix, através do útero e até as tubas uterinas, onde a fecundação geralmente ocorre. • Capacitação: Durante essa viagem, os espermatozoides passam por um processo chamado capacitação, que os torna aptos a fecundar o óvulo. Este processo envolve mudanças na membrana plasmática dos espermatozoides.3. Ovulação e Disponibilidade do Óvulo • Ovulação: O óvulo é liberado do ovário durante a fase de estro do ciclo estral e é capturado pelas fímbrias das trompas de Falópio. • Transportes na Tuba Uterina: O oócito viaja pela tuba uterina em direção ao ponto onde os espermatozoides estão localizados. 4. Encontro e Penetração do Óvulo • Reconhecimento e Fusão: Os espermatozoides capacitados encontram o óvulo e tentam penetrar sua camada externa, a zona pelúcida. Apenas um espermatozoide conseguirá a fusão exitosa. • Reação Acrossômica: Para penetrar o óvulo, o espermatozoide libera enzimas que ajudam a digerir a camada externa do óvulo, permitindo que ele se funde com a membrana do oócito. 5. Formação do Zigoto • Fusão dos Núcleos: Após a entrada do espermatozoide, o núcleo do espermatozoide e o núcleo do óvulo se aproximam e se fundem, formando uma nova célula chamada zigoto. • Bloqueio à Poliespermia: Uma vez que um espermatozoide penetrou o óvulo, ocorrem mudanças químicas na superfície do óvulo para evitar a entrada de outros espermatozoides. Desenvolvimento Inicial • Primeiras Divisões Celulares: O zigoto começa a se dividir enquanto se desloca pela tuba uterina, chegando ao útero na forma de um blastocisto pronto para a implantação. • Implantação no Útero: O blastocisto se implanta no endométrio uterino, onde começará a formar as estruturas necessárias para o desenvolvimento embrionário, como a placenta. Considerações Específicas para Animais Domésticos • Cães e Gatos: Eles seguem um padrão semelhante ao descrito, mas notam-se diferenças nos tempos e no parto. • Bovinos e Equinos: Utilizam bastante inseminação artificial para maximizar a eficiência reprodutiva e certas características genéticas desejadas. • Suínos: A inseminação artificial é comum, e o ciclo reprodutivo é adaptado para produção intensiva. Compreender esta sequência não só é fundamental para a biologia reprodutiva, como também para práticas de manejo em criações, programas de reprodução assistida e até para a conservação de espécies. 8. Explique o processo de gestação, quais são as fases e suas características e os hormônios que atuam no período da gestação. Na medicina veterinária, a gestação é uma fase crucial do ciclo reprodutivo de muitos animais domésticos e, como tal, é de extrema importância para o manejo animal e para a saúde reprodutiva. Vou detalhar o processo de gestação, suas fases principais e os hormônios que regulam este período. Processo de Gestação A gestação começa com a fecundação e termina com o parto. Durante este período, ocorrem diversas mudanças fisiológicas e hormonais para sustentar o desenvolvimento do embrião e, posteriormente, o feto. Fases da Gestação 1. Fase Inicial (Primeiro Trimestre) o Implantação: O blastocisto se implanta na parede uterina, estabelecendo a placenta, que será crucial para a troca de nutrientes e gases entre a mãe e o feto. o Desenvolvimento Embrionário: O embrião começa a diferenciar-se em tecidos e órgãos básicos. - Hormônios Envolvidos: - Progesterona: Produzida inicialmente pelo corpo lúteo e depois pela placenta (em alguns mamíferos), mantém o endométrio e inibe contrações uterinas para proteger o embrião. - **Estrogênio**: Em níveis mais baixos, mas aumenta gradualmente, contribui para a manutenção da gestação. 2. Fase Intermediária (Segundo Trimestre) o Crescimento Fetal: O feto cresce rapidamente, e a morfologia característica da espécie se torna evidente. o Desenvolvimento Placentário: A placenta continua a desenvolver-se, melhorando a eficiência de intercâmbio entre mãe e feto. - Hormônios Envolvidos: - Progesterona: Continua a ser predominante, essenciais para o crescimento contínuo do feto. - **Relaxina**: Relaxa os ligamentos pélvicos e ajuda a acomodar o crescimento uterino. 3. Fase Final (Terceiro Trimestre) o Maturação Fetal: Os órgãos do feto amadurecem e se preparam para a vida fora do útero. O crescimento é mais acentuado. o Preparação para o Parto: A mãe começa a mostrar sinais de aproximação do parto, como o comportamento aninhador em algumas espécies. - Hormônios Envolvidos: - Estrogênio: Aumenta significativamente perto do parto, induzindo a expressão dos receptores de ocitocina e preparando o útero para as contrações. - **Ocitocina**: Liberada pela hipófise posterior da mãe, desencadeia as contrações uterinas durante o parto. Considerações Gerais • Duração da Gestação: A duração do período de gestação varia entre espécies, por exemplo, em cães é de cerca de 63 dias, em gatos também é próximo desse período, cavalos têm uma gestação de aproximadamente 11 meses, e bovinos cerca de 9 meses. • Diagnósticos Veterinários: A detecção de gestação precoce pode ser feita através de ultrassonografia ou testes hormonais que detectam a presença de progesterona ou outras substâncias específicas da gravidez. Importância do Entendimento Compreender as fases da gestação e os hormônios envolvidos é essencial para o manejo eficaz da saúde reprodutiva em animais domésticos. Os veterinários usam esse conhecimento para monitorar a saúde da mãe e do feto, resolver problemas gestacionais e planejar intervenções como partos assistidos quando necessário. Além disso, informações sobre a gestação são críticas para otimizar práticas de criação e melhorar o bem-estar geral dos animais. DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO Etapa Descrição Estrutura(s) Formada(s) Hormônios Envolvidos Fecundação União do espermatozoide e óvulo, formando o zigoto. Zigoto Estradiol, Progesterona Clivagem ou Segmentação Divisões mitóticas do zigoto, aumentando o número de células, mas não o tamanho (volume), formando blastômeros. Ocorre na tuba uterina. O aglomerado de blastômeros forma a mórula. Mórula Progesterona Blastulação A mórula se reorganiza. Formação da blástula com trofoblasto, embrioblasto e blastocele. Blastocisto Progesterona, Fator de crescimento trofoblástico Nidação Implantação do blastocisto no endométrio. Início da gravidez Progesterona, Gonadotrofina coriônica humana (hCG) Gastrulação Formação dos três folhetos germinativos: ectoderma, mesoderma e endoderma. Notocorda, âmnio, cavidade amniótica, cavidade umbilical, alantóide Progesterona, Fator de crescimento Neurulação Formação do tubo neural a partir do ectoderma. Tubo neural (futuro sistema nervoso central) Progesterona, Fator de crescimento Organogênese Diferenciação dos folhetos germinativos e formação dos órgãos. Todos os órgãos e sistemas do corpo Progesterona, Estradiol Período Fetal Crescimento e maturação dos órgãos e sistemas. Feto em desenvolvimento Progesterona, Estradiol ZONA PELÚCIDA: É uma camada proteica que envolve o óvulo e, posteriormente, o zigoto. Atua como uma barreira física, protegendo o óvulo e o zigoto de danos. DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO 1. Ocorre a FECUNDAÇÃO, encontro e fusão do gameta masculino com feminino para a formação da célula-ovo ou zigoto. 2. Forma-se a primeira e única célula chamada ZIGOTO que se transforma em um organismo multicelular completo. 3. A SEGMENTAÇÃO, também conhecida como CLIVAGEM, é o processo inicial do desenvolvimento embrionário. O zigoto passa por uma série de divisões mitóticas rápidas e sucessivas, aumentando o número de células, mas sem aumentar o tamanho (volume) total do embrião, dando origem a um conjunto de células menores chamadas BLASTÔMEROS. Ocorre na tuba uterina. • ZONA PELÚCIDA: É uma camada proteica que envolve o óvulo e, posteriormente, o zigoto. Atua como uma barreira física, protegendo o óvulo e o zigoto de danos. 4. Este aglomerado de células (blastômeros) formam a MÓRULA (em torno de 16 células). 5. BLASTULAÇÃO é a fase em que a mórula se reorganiza, formando uma cavidade interna e se transforma em BLASTOCISTO. O blastocistoé composto pelas partes: • TROFOBLASTO: A camada externa de células, que eventualmente dará origem à placenta. • EMBRIOBLASTO: As células em que se desenvolverão todas as estruturas do embrião, como Kos tecidos, os órgãos e os sistemas do corpo. • BLASTOCELE: É a cavidade interna da blástula, preenchida por um líquido. Desempenha um papel importante na organização das células e na formação dos folhetos germinativos durante a gastrulação, a próxima etapa do desenvolvimento embrionário. O blastocele origina o saco vitelino primitivo. 6. NIDAÇÃO: É a fase em que o blastocisto se implanta na parede do endométrio (camada interna do útero). Essa implantação é crucial para o início da gravidez e para o desenvolvimento do embrião. É um processo que envolve a interação entre o embrião em desenvolvimento e o revestimento do útero, permitindo que o embrião se fixe e receba os nutrientes necessários para continuar seu crescimento. 7. GASTRULAÇÃO: É um estágio crítico no qual o embrião se reorganiza em três folhetos embrionários (ectoderma, mesoderma e endoderma), ocorre a formação da Notocorda, Âminion, Cavidade Aminiótica, Cavidade Umbilical e Alantóide. Folhetos embrionários: • ECTODERMA: Camada externa, que dará origem ao sistema nervoso, pele, unhas e cabelos. • MESODERMA: Camada intermediária, que dará origem aos músculos, ossos, sistema circulatório, rins e outros órgãos internos. • ENDODERMA: Camada interna, que formará o revestimento do trato digestivo e respiratório, além de órgãos como o fígado e o pâncreas. 8. NEURULAÇÃO: Processo em que o ectoderma forma a placa neural, que posteriormente se dobra para formar o tubo neural, precursor do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Esse processo ocorre por volta da terceira semana após a fertilização. O Ectoderma acima da notocorda se espessa, formando a placa neural. A Placa Neural se invagina ao longo do seu eixo central formando uma depressão chamada sulco neural e ao lado dessa depressão serão formadas elevações chamadas pregas neurais, que irão se fundir formando o tubo neural. 9. ORGANOGÊNESE: As camadas germinativas se diferenciam nas semanas seguintes, formando os principais órgãos e sistemas, e o embrião adquire um formato humano. 10. PERÍODO FETAL: A partir da 9ª semana, o embrião é chamado de feto. O desenvolvimento foca no crescimento e na maturação dos sistemas até o nascimento. O feto continua a crescer até o nascimento, com os órgãos aprimorando suas funções. 9. Explique a fisiologia do parto, suas fases e os hormônios atuantes. Parto é o processo fisiológico regulado por hormônios, desencadeado pelo aumento do cortisol fetal e peal diminuição da progesterona. Fases do parto e os hormônios envolvidos Fase do Parto Descrição Hormônios Atuantes Função dos Hormônios Pródromos (Pré-parto) Relaxamento dos ligamentos pélvicos e aumento da secreção vaginal. Relaxina Estrógenos Relaxina suaviza e flexibiliza os ligamentos da pelve, permitindo que se expanda durante o parto; Estrógenos contribuem para aumento da secreção vaginal que ajuda na lubrificação do canal do parto. Dilatação O colo do útero dilata-se para permitir a passagem do feto. Ocitocina, Prostaglandinas, Relaxina Ocitocina estimula as contrações; prostaglandinas amadurecem o colo; relaxina suaviza os tecidos. Expulsão O feto é expelido pelo canal de parto com ajuda das contrações e movimentos maternos. Ocitocina, Endorfinas Ocitocina promove contrações; endorfinas agem como analgésicos naturais. Dequitação Expulsão da placenta após o nascimento dos filhotes. Ocitocina Estimula contrações para expulsar a placenta e reduzir o sangramento. Cortisol Fetal Conforme o feto cresce e se desenvolve, as glândulas adrenais fetais começam a produzir quantidades crescentes de cortisol. Este aumento gradual sinaliza ao corpo da mãe que o feto está pronto ou quase pronto para o nascimento, promovendo a produção de hormônios que iniciam as modificações necessárias para o parto. 10. Explique a fisiologia do puerpério e sua relação no período na amamentação das fêmeas. Puerpério é o período de recuperação do trato reprodutivo após o parto, permitindo um novo ciclo estral. Mudanças fisiológicas importantes: ▪ Involução uterina: Retorno ao tamanho normal do útero. ▪ Eliminação dos lóquios: Secreções pós-parto eliminadas ▪ Retomada da ciclicidade estral: Depende da espécie e estado nutricional da fêmea. Amamentação e Relação com o Puerpério • Durante a lactação, ocorre a liberação de prolactina, estimulando a produção de leite. • A sucção pelo recém-nascido promove a liberação de ocitocina, essencial para a ejeção do leite e para a involução uterina. • Em algumas espécies, a lactação pode suprimir o ciclo estral (anestro lactacional). O puerpério é o período pós-parto em que o organismo da fêmea passa por mudanças para retornar ao estado fisiológico pré-gestacional. Durante esse tempo, há reparação dos tecidos, recuperação hormonal e ajustes metabólicos, além do início da amamentação, que desempenha papel crucial neste processo. Fisiologia do Puerpério: 1. Involução Uterina: o O útero contrai-se para reduzir seu tamanho e eliminar restos de tecidos gestacionais. o As contrações são estimuladas pela ocitocina, produzida principalmente durante a amamentação. 2. Alterações Hormonais: o Há um declínio nos níveis de progesterona e estrogênio, enquanto a prolactina e a ocitocina predominam. o A prolactina, secretada pela hipófise anterior, é essencial para a produção de leite. 3. Reestabelecimento do Ciclo Reprodutivo: o Com o passar do tempo, as funções ovarianas são retomadas, embora o aleitamento prolongado possa inibir a ovulação (em algumas espécies) devido aos altos níveis de prolactina. Relação com a Amamentação: • Produção de Leite (Lactogênese): A prolactina estimula a síntese de leite nas glândulas mamárias. Sua secreção é impulsionada pelo estímulo da sucção dos filhotes. • Ejeção do Leite: A ocitocina é responsável pela contração dos músculos ao redor dos alvéolos mamários, permitindo a saída do leite. Este mecanismo é ativado pelo contato dos filhotes com as mamas. • Recuperação Pós-parto: A amamentação, além de nutrir os filhotes, auxilia na involução uterina devido à liberação da ocitocina durante a lactação. Problemas Relacionados ao Puerpério • Infecções uterinas (metrite, endometrite); • Retenção de placenta. • Baixa produção de leite (hipogalaxia); • Mastite: inflamação da glândula mamária.