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CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA 
DISCIPLINA: FISIOLOGIA VETERINÁRIA AVANÇADA 
PROFESSOR: JOÃO AUGUSTO RODRIGUES ALVES DINIZ 
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 2 
 
1 - Explique os mecanismos endócrinos que controlam a puberdade e os fatores que 
podem influenciar nesse mecanismo. 
 
A puberdade nos animais, como nos humanos, é o processo de transição entre a infância 
e a fase reprodutiva, no qual ocorrem mudanças fisiológicas e hormonais significativas 
que preparam o organismo para a reprodução. Nos animais domésticos, a puberdade é 
controlada principalmente por um conjunto de mecanismos endócrinos que envolvem 
a interação entre o hipotálamo, a hipófise e as glândulas gonadais (ovários nos animais 
fêmeas e testículos nos machos). 
 
Mecanismos Endócrinos que Controlam a Puberdade: 
1. Desenvolvimento do Eixo Hipotalâmico-Hipofisário-Gonadal: A puberdade é 
iniciada pela ativação do eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal, uma rede 
hormonal que envolve o hipotálamo, a hipófise e as gônadas (ovários ou 
testículos). Esse eixo é responsável por regular a liberação dos hormônios 
necessários para a maturação sexual e a função reprodutiva. 
o Hipotálamo: No início da puberdade, o hipotálamo começa a liberar o 
GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas). O GnRH é o primeiro sinal 
hormonal para o início da puberdade e estimula a hipófise anterior a 
liberar os hormônios FSH (hormônio folículo-estimulante) e LH 
(hormônio luteinizante). 
o Hipófise: A hipófise, por sua vez, começa a secretar FSH e LH, que são os 
hormônios responsáveis por estimular a produção de estrogênio nos 
ovários das fêmeas e testosterona nos testículos dos machos. Esses 
hormônios têm um papel importante no desenvolvimento das 
características sexuais secundárias e na maturação dos órgãos 
reprodutivos. 
o Gônadas: Nos machos, os testículos começam a produzir testosterona, o 
que leva ao desenvolvimento das características sexuais secundárias, 
como o aumento da massa muscular, voz mais grave e o crescimento do 
pênis e escroto. Nas fêmeas, os ovários começam a produzir estrogênio, 
que é responsável pelo desenvolvimento das mamas, pelo início do ciclo 
estral e pelo crescimento dos órgãos reprodutivos (útero, vagina). 
2. Produção de Hormônios Gonadais: 
o Estrogênio (nas fêmeas) e testosterona (nos machos) são os hormônios 
principais produzidos pelas gônadas durante a puberdade. Esses 
hormônios influenciam o crescimento e a maturação dos órgãos 
reprodutivos, além de induzir as mudanças físicas que marcam a 
puberdade. 
o Inibina: Além dos estrogênios e da testosterona, a inibina também é 
produzida pelas gônadas durante a puberdade. A inibina ajuda a regular 
a produção de FSH, prevenindo a superprodução desse hormônio. 
3. Feedback Hormonal: Durante a puberdade, o sistema de feedback hormonal 
começa a se estabelecer. Os hormônios sexuais (estrogênio, progesterona e 
testosterona) têm um efeito de feedback negativo no hipotálamo e na hipófise, 
ajudando a regular os níveis de FSH e LH. 
o No início da puberdade, o feedback negativo é fraco, o que permite uma 
maior liberação de GnRH, FSH e LH. À medida que a puberdade avança, o 
feedback negativo se torna mais eficiente, estabilizando a liberação 
desses hormônios. 
o Esse feedback hormonal é crucial para a regulação do ciclo estral nas 
fêmeas e para a produção de espermatozoides nos machos. 
 
Fatores que Podem Influenciar o Mecanismo Endócrino da Puberdade: 
 
Vários fatores podem influenciar o início e o curso da puberdade nos animais 
domésticos. Esses fatores podem ser genéticos, ambientais, nutricionais e sociológicos. 
Aqui estão alguns dos principais fatores que podem afetar o mecanismo endócrino da 
puberdade: 
 
 
 
 
 
1. Fatores Genéticos: 
• A puberdade ocorre em idades diferentes, dependendo da espécie e da linhagem 
genética. Certas raças de animais podem atingir a puberdade mais cedo ou mais 
tarde do que outras. Por exemplo, algumas raças de cães e gado atingem a 
puberdade mais tarde, enquanto outras raças de cães pequenos ou gado leiteiro 
podem atingir mais cedo. 
• O tempo genético de puberdade é um fator determinante que é transmitido de 
geração para geração. 
2. Fatores Nutricionais: 
• A nutrição adequada é essencial para o desenvolvimento adequado das gônadas 
e para a regulação do eixo hormonal. A falta de nutrientes essenciais pode atrasar 
o início da puberdade, enquanto uma dieta adequada pode acelerar a maturação 
sexual. 
• Excesso de gordura corporal também pode influenciar a puberdade. Em algumas 
espécies, como o gado, a presença de um nível elevado de gordura corporal pode 
antecipar a puberdade, pois a gordura corporal influencia a produção de 
estrogênio. 
3. Fatores Ambientais: 
• Luz: A luz solar desempenha um papel importante na regulação do ciclo 
reprodutivo, especialmente em espécies sazonais. A quantidade de luz diária 
(fotoperíodo) pode afetar a sincronização da puberdade em animais sazonais, 
como ovelhas, cabras e gado. Para esses animais, a puberdade pode ser 
influenciada pelas mudanças nas estações do ano, com o aumento da duração 
da luz solar desencadeando a maturação sexual. 
• Temperatura: Temperaturas extremas (tanto muito altas quanto muito baixas) 
podem afetar o início da puberdade, pois estresse térmico pode interferir nos 
processos hormonais, atrasando ou mesmo impedindo o início da puberdade. 
• Estresse: O estresse crônico devido a condições de manejo inadequadas, 
transporte, ou condições ambientais adversas pode inibir a liberação de GnRH e 
afetar a função reprodutiva, adiando o início da puberdade. 
4. Fatores Sociais e Comportamentais: 
• Presença de Machos: A presença de machos, especialmente em certas espécies 
como bovinos e suínos, pode influenciar a puberdade nas fêmeas. Em algumas 
espécies, o contato com machos pode acelerar o início da puberdade nas fêmeas. 
• Interações sociais: A interação entre fêmeas também pode afetar o início da 
puberdade. Por exemplo, em algumas espécies de roedores, a presença de outras 
fêmeas em fases mais avançadas de puberdade pode acelerar a maturação das 
fêmeas mais jovens. 
5. Doenças e Condições Médicas: 
• Doenças endócrinas: Distúrbios nas glândulas endócrinas, como problemas na 
hipófise ou no hipotálamo, podem atrasar ou impedir a puberdade. Por exemplo, 
a síndrome de Cushing (hiperadrenocorticismo) pode afetar o eixo hormonal, 
retardando o desenvolvimento sexual. 
• Infecções e deficiências nutricionais: Algumas infecções ou deficiências de 
vitaminas e minerais também podem prejudicar o desenvolvimento sexual e o 
início da puberdade. 
Conclusão: 
A puberdade nos animais é controlada por mecanismos endócrinos complexos que 
envolvem o eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal. A liberação de GnRH pelo 
hipotálamo estimula a produção de FSH e LH pela hipófise, que, por sua vez, promovem 
a secreção de hormônios sexuais pelas gônadas. Esses hormônios são responsáveis pela 
maturação dos órgãos reprodutivos e pelas mudanças físicas características da 
puberdade. Vários fatores, como genética, nutrição, estresse, fatores ambientais e 
condições sociais, podem influenciar o momento e o processo de puberdade nos 
animais, sendo importante considerar esses fatores ao estudar ou manejar a reprodução 
de animais domésticos. 
 
2. Classifique as fêmeas de acordo com as características dos seus ciclos sexuais. 
 
As fêmeas podem ser classificadas de acordo com as características dos seus ciclos 
sexuais, que podem ser classificados de acordo com as características da receptividade 
sexual e da ovulação. Esses ciclos são classificados em tipos de ciclos estrais, que 
refletem a periodicidade e os padrões de fertilidade das fêmeas. 
 
 
 
As fêmeas dos mamíferos podem ser classificadas de acordo com as características dos 
seus ciclos sexuais em três categorias principais: monoestricas, poliéstricassazonais e 
poliéstricas contínuas. 
 
1. Monoestricas 
• Descrição: As fêmeas monoestricas têm um único ciclo estral por ano. 
• Exemplos: Algumas espécies de canídeos e lobos. 
• Características: Este tipo de ciclo é comum em ambientes onde as condições 
favoráveis de criação ocorrem apenas em uma determinada época do ano. As 
fêmeas entram no cio uma vez por ano, e se não houver fertilização, terão de 
esperar até o próximo ciclo anual. 
 
2. Poliéstricas Sazonais 
• Descrição: As fêmeas poliéstricas sazonais têm múltiplos ciclos estros em uma 
determinada estação do ano. 
• Exemplos: Ovelhas, cabras e cavalos. 
• Características: Estes animais têm ciclos reprodutivos ativos durante certas 
estações, geralmente quando as condições ambientais são mais favoráveis. Fora 
destas estações, eles não mostram sinais de cio. 
 
3. Poliéstricas Contínuas 
• Descrição: As fêmeas poliéstricas contínuas têm múltiplos ciclos estrales ao 
longo do ano, independentemente da estação. 
• Exemplos: Bovinos, suínos e humanos. 
• Características: Estas fêmeas são capazes de ciclar durante todo o ano, 
permitindo múltiplas oportunidades de reprodução. 
Estas classificações são importantes para entender os padrões reprodutivos e as 
estratégias de sobrevivência das diferenças espécies, além de serem fundamentais em 
contextos de manejo e cultivo em fazendas, conservação, e em contextos veterinários. 
 
3. Quais as fases do ciclo estral nos animais e os hormônios que estão atuando em 
cada fase do ciclo. 
O ciclo estral é o conjunto de mudanças fisiológicas que ocorrem no sistema reprodutor 
feminino de animais de diversas espécies, com o objetivo de possibilitar a reprodução. 
Ele é caracterizado por diferentes fases, que envolvem mudanças hormonais específicas 
para cada fase. 
 
 
As fases do ciclo estral podem variar entre as espécies, mas geralmente incluem as 
seguintes etapas: 
1. Proestro 
• Características: 
o É a fase inicial do ciclo estral, onde ocorre a preparação do organismo 
para a ovulação. 
o O desenvolvimento dos folículos ovarianos começa, e o útero se prepara 
para uma possível gestação. 
o A fêmea pode começar a mostrar sinais de comportamento sexual, mas 
ainda não está pronta para acasalar. 
• Hormônios envolvidos: 
o Folículo Estimulante (FSH): Esse hormônio é responsável pela 
estimulação do crescimento dos folículos ovarianos. 
o Estrogênio: Produzido pelos folículos em desenvolvimento, o estrogênio 
promove o crescimento e a vascularização do útero e a secreção de muco 
cervical. 
2. Estro 
• Características: 
o Esta é a fase em que a fêmea está receptiva ao macho e está pronta para 
acasalar. 
o O estro é quando ocorre a ovulação, a liberação do óvulo do folículo 
maduro. 
o O comportamento sexual é mais evidente durante o estro, com sinais 
claros de receptividade, como a aceitação do macho para copulação. 
 
• Hormônios envolvidos: 
o Estrogênio: Níveis elevados de estrogênio, produzido pelos folículos em 
desenvolvimento, estimulam a ovulação e preparam o trato reprodutivo 
para a cópula. 
o Hormônio Luteinizante (LH): Um pico de LH induz a ovulação, onde o 
óvulo é liberado do folículo maduro para a trompa de falópio. 
3. Metaestro 
• Características: 
o Após a ovulação, o folículo rompido se transforma no corpo lúteo. 
o Durante o metaestro, o corpo lúteo começa a produzir progesterona para 
preparar o útero para a possível implantação do embrião. 
o Se a fecundação não ocorrer, o corpo lúteo regredirá, e a produção de 
progesterona diminuirá. 
• Hormônios envolvidos: 
o Progesterona: Produzida pelo corpo lúteo, a progesterona é essencial 
para a preparação do endométrio para a implantação do embrião, caso a 
fecundação tenha ocorrido. 
4. Diestro 
• Características: 
o Se a fecundação não ocorrer, o corpo lúteo se degenera, e os níveis de 
progesterona caem. 
o Durante o diestro, o organismo entra em um período de descanso 
reprodutivo até o próximo ciclo. 
o O comportamento sexual diminui, e o animal não está mais receptivo ao 
macho. 
• Hormônios envolvidos: 
o Progesterona: No diestro, a progesterona é mantida até que o corpo 
lúteo regresse, e seus níveis começam a cair caso não haja gravidez. 
o Prolactina: Em algumas espécies, a prolactina pode estar envolvida no 
estímulo à produção de leite e na manutenção do corpo lúteo, caso haja 
gravidez. 
Conclusão: 
O ciclo estral é regulado por uma interação complexa entre hormônios produzidos pelo 
hipotálamo, pela hipófise e pelos ovários, incluindo o FSH, LH, estrogênio, progesterona 
e prolactina. Dependendo da espécie, o ciclo estral pode ser contínuo, ou ocorrer de 
forma sazonal, e a duração de cada fase pode variar. Além disso, alguns animais podem 
ter ciclos estrais mais curtos ou mais longos, e a duração do estro pode ser mais ou 
menos intensa dependendo da espécie. 
 
FASES DO CICLO ESTRAL E HORMÔNIOS 
Fase Características Hormônios Envolvidos 
Proestro 
Preparação para a ovulação, 
desenvolvimento folicular 
FSH, Estrogênio 
Estro Receptividade e ovulação Estrogênio, LH 
Metaestro 
Formação do corpo lúteo, início da 
produção de progesterona 
Progesterona 
Diestro 
Degeneração do corpo lúteo, entrada 
em período de descanso 
Progesterona (queda), Prolactina 
(algumas espécies) 
 
4. Explique o que é a fase do Anestro e como essa fase pode se apresentar durante o 
período de reprodução. 
 
A fase do anestro é um período do ciclo reprodutivo onde não há atividade sexual ou 
ovulatória no organismo da fêmea. Em outras palavras, durante o anestro, a fêmea está 
"em repouso" reprodutivo, sem ciclos estrais ativos. Esse período é caracterizado pela 
ausência de sinais de receptividade sexual, ou seja, a fêmea não demonstra 
comportamento de acasalamento e não há liberação de óvulos (ovulação). 
 
 
Características do Anestro: 
1. Ausência de ovulação: Não há produção de óvulos, e portanto, a fêmea não pode 
engravidar durante o anestro. 
2. Inatividade do sistema reprodutivo: Os hormônios reprodutivos, como o 
estrogênio e a progesterona, estão em níveis baixos, e os folículos ovarianos não 
estão em desenvolvimento ativo. 
3. Falta de receptividade sexual: A fêmea não aceita a cópula e não demonstra 
comportamentos típicos do estro, como a receptividade ao macho. 
 
Como o Anestro pode se apresentar durante o período de reprodução: 
O anestro pode ocorrer em diferentes situações, e sua duração e ocorrência variam de 
acordo com a espécie, com fatores fisiológicos e ambientais. Algumas das principais 
formas em que o anestro pode se manifestar incluem: 
 
1. Anestro pós-parto: 
o Após o parto, muitas fêmeas entram em anestro, o que significa que elas 
não estão em condições de reproduzir imediatamente. Esse anestro pós-
parto é comum em várias espécies, como em bovinos, equinos e 
mamíferos selvagens. O anestro pode ser necessário para permitir que o 
corpo da fêmea se recupere da gestação e do parto, além de garantir que 
ela tenha tempo suficiente para amamentar o filhote. 
o Em algumas espécies, a duração do anestro pós-parto pode depender da 
presença de filhotes e da amamentação (o estímulo de amamentar pode 
inibir o retorno da fertilidade). 
2. Anestro sazonal: 
o Algumas espécies apresentam anestro sazonal, o que significa que a 
fêmea entra em anestro durante determinadas épocas do ano, com base 
nas condições ambientais, como a temperatura e a disponibilidade de 
alimento. 
o Por exemplo, em algumas espécies de mamíferos, como os cervídeos 
(veados, alces), as fêmeas entram em anestro durante o inverno, quando 
os recursos alimentares são mais escassos, e o clima não favorece a 
gestação e a criação dos filhotes. 
3. Anestro fisiológico ou patológico: 
o Além do anestro natural, como o pós-parto ou sazonal, algumas fêmeas 
podem entrar em anestro devido a distúrbios hormonais, estresse, 
doenças ou desnutrição. Esse tipo de anestro pode ser patológico e podeexigir tratamento veterinário. 
o Fatores como estresse excessivo, alimentação inadequada, ou problemas 
de saúde reprodutiva podem interferir no ciclo estral normal e levar a 
uma falha na ovulação, resultando em anestro. 
4. Anestro devido a fatores hormonais: 
o Algumas fêmeas podem não entrar no ciclo estral devido a desequilíbrios 
hormonais, como baixa produção de hormônios gonadotróficos (FSH e 
LH) ou problemas com a produção de estrogênio e progesterona. Isso 
pode ocorrer em diferentes fases da vida reprodutiva de um animal. 
O papel do Anestro no período de reprodução: 
• Controle natural da reprodução: O anestro serve como um mecanismo de 
controle natural da reprodução, permitindo que a fêmea não engravide ou não 
tenha ninhadas em períodos em que o ambiente não é favorável ou o corpo da 
fêmea não está preparado para sustentar uma nova gestação. 
• Recuperação e manutenção: O anestro também ajuda na recuperação pós-parto 
e na manutenção da saúde do sistema reprodutivo da fêmea, permitindo tempo 
para que o corpo se recupere antes de iniciar um novo ciclo reprodutivo. 
• Regulação sazonal: Nas espécies com reprodução sazonal, o anestro garante que 
a fêmea só entre no ciclo estral e se reproduza em épocas do ano que ofereçam 
condições adequadas para o nascimento e sobrevivência dos filhotes. 
Conclusão: 
O anestro é uma fase normal e importante do ciclo reprodutivo de muitos animais, 
funcionando como um período de descanso ou inatividade sexual, que pode ser 
temporário ou regulado por fatores fisiológicos e ambientais. Quando bem controlado, 
o anestro ajuda a garantir que a fêmea tenha tempo adequado para recuperação, 
amamentação ou até mesmo adaptação às condições do ambiente, favorecendo sua 
saúde e bem-estar. 
 
5. Qual a diferença entre ciclo estral e menstrual. 
 
 
 
A diferença entre ciclo estral e ciclo menstrual está principalmente relacionada aos tipos 
de seres vivos e como ocorre o processo reprodutivo. 
1. Ciclo Estral: 
o O ciclo estral é o ciclo reprodutivo observado em várias espécies de 
mamíferos não-humanos, como cães, gatos, vacas, etc. 
o Durante esse ciclo, a fêmea entra em estro (período de receptividade 
sexual) em intervalos específicos, e ocorre uma ovulação. A principal 
característica é que, se a fêmea não engravidar, o endométrio (camada 
interna do útero) não é expelido, mas sim reabsorvido pelo corpo. 
o O ciclo estral varia em duração e características de espécie para espécie, 
mas geralmente não envolve a menstruação. 
2. Ciclo Menstrual: 
o O ciclo menstrual ocorre em seres humanos e alguns primatas, como 
macacos e chimpanzés. 
o Durante esse ciclo, ocorre a ovulação, mas, se a fertilização não 
acontecer, o endométrio se descama e é expelido do corpo através da 
menstruação (sangramento menstrual). 
o A duração do ciclo menstrual é em média de 28 dias, mas pode variar de 
mulher para mulher. 
Em resumo, a principal diferença está no fato de que no ciclo estral não há menstruação, 
enquanto no ciclo menstrual há a descamação do endométrio, resultando no 
sangramento. Além disso, o ciclo estral está presente em muitas espécies animais não-
humanas, enquanto o ciclo menstrual ocorre especificamente em humanos e alguns 
primatas. 
 
6. Explique a diferença entre Ovogênese e Foliculogênese. 
 
 
 
A ovogênese e a foliculogênese são processos fundamentais no sistema reprodutivo 
feminino, mas envolvem diferentes aspectos do desenvolvimento e maturação 
reprodutiva. Abaixo estão as explicações detalhadas de cada um e suas diferenças 
principais: 
Ovogênese 
Descrição: 
• Ovogênese é o processo de formação e desenvolvimento dos oócitos (óvulos) a 
partir de células germinativas primordiais nos ovários. 
• Este processo começa durante o desenvolvimento fetal, onde as células 
germinativas primordiais se diferenciam em oogônias. 
• As oogônias proliferam por mitose e mais tarde iniciam a meiose, tornando-se 
oócitos primários. 
• Os oócitos primários são parados na fase de prófase I até a puberdade, quando 
retomarão seu desenvolvimento em resposta a estímulos hormonais. 
Fases Principais: 
1. Proliferação das Oogônias: Divisão mitótica das oogônias no ovário fetal. 
2. Início da Meiose I: As oogônias se transformam em oócitos primários que entram 
na meiose I, mas ficam estacionados na prófase I. 
3. Conclusão da Meiose I e Início da Meiose II: Na puberdade, cada ciclo menstrual 
pode culminar na conclusão da meiose I e início da meiose II em um oócito, mas 
esta conclusão só ocorre se houver fecundação. 
Foliculogênese 
Descrição: 
• Foliculogênese é o processo de crescimento e maturação dos folículos ovarianos 
que contêm os oócitos. 
• Este processo envolve a transformação de folículos primordiais em folículos pré-
ovulatórios (também chamados de folículos de Graaf). 
• É dependente de hormônios como o FSH que regulam o crescimento folicular e 
a seleção do folículo dominante que irá ovular. 
Fases Principais: 
1. Folículo Primordial: Contém um oócito primário estacionado em prófase I, 
cercado por uma camada única de células foliculares. 
2. Folículo Primário: As células foliculares começam a se multiplicar e formar várias 
camadas ao redor do oócito. 
3. Folículo Secundário: Surge uma cavidade chamada antro e a produção de 
hormônios aumenta. 
4. Folículo de Graaf (Maduro): Apenas um (ou ocasionalmente mais) folículo 
madura completamente para estar pronto para ovulação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Principais Diferenças 
 
- Relação com Hormônios: 
 
• Ovogênese é inicialmente independente de hormônios pós-natais, mas sua 
continuação para completar a meiose depende do estímulo hormonal. 
• Foliculogênese é altamente dependente de hormônios reprodutivos como FSH e LH 
para continuar e concluir o processo. 
Compreender esses processos é essencial para a biologia reprodutiva, tanto em 
humanos quanto em outros mamíferos, além de ser importante para intervenções 
médicas e de reprodução assistida. 
 
Tabela que resume as diferenças entre Ovogênese e Foliculogênese: 
Aspecto Ovogênese Foliculogênese 
Definição 
Formação e maturação do 
óvulo. 
Desenvolvimento e maturação dos 
folículos ovarianos. 
Local Nos ovários. Nos ovários. 
Fases 
principais 
Proliferação, crescimento e 
maturação do óvulo. 
Folículos primordiais, primários, 
secundários e terciários. 
Objetivo 
Produzir um óvulo viável para a 
reprodução. 
Proteger, nutrir e liberar o óvulo 
durante a ovulação. 
Resultado 
final 
Óvulo maduro. 
Folículo maduro para ovulação 
(folículo de Graaf). 
 
 
 
 
7. Como ocorre o processo de fecundação nos animais domésticos. 
 
O processo de fecundação nos animais domésticos é um evento complexo e altamente 
coordenado que resulta na união dos gametas masculino (espermatozoide) e feminino 
(óvulo) para formar um zigoto. Esse processo pode variar ligeiramente dependendo da 
espécie, mas geralmente segue etapas semelhantes: 
Processo de Fecundação 
1. Acasalamento e Inseminação 
• Cópula: Durante o acasalamento, o macho ejacula espermatozoides no trato 
reprodutivo da fêmea. A localização e o método específico deste passo podem 
variar. Por exemplo, em cães, a penetração é seguida por um "tie," onde o macho 
e a fêmea permanecem conectados por um período. 
• Inseminação Artificial: Em algumas práticas agrícolas e de reprodução assistida, 
a inseminação pode ser realizada artificialmente, colocando diretamente o 
sêmen no útero ou no colo do útero. 
2. Transporte dos Espermatozoides 
• Migração: Após a ejaculação, os espermatozoides devem navegar pelo trato 
reprodutivo feminino, movendo-se pela cérvix, através do útero e até as tubas 
uterinas, onde a fecundação geralmente ocorre. 
• Capacitação: Durante essa viagem, os espermatozoides passam por um processo 
chamado capacitação, que os torna aptos a fecundar o óvulo. Este processo 
envolve mudanças na membrana plasmática dos espermatozoides.3. Ovulação e Disponibilidade do Óvulo 
• Ovulação: O óvulo é liberado do ovário durante a fase de estro do ciclo estral e é 
capturado pelas fímbrias das trompas de Falópio. 
• Transportes na Tuba Uterina: O oócito viaja pela tuba uterina em direção ao 
ponto onde os espermatozoides estão localizados. 
 
4. Encontro e Penetração do Óvulo 
• Reconhecimento e Fusão: Os espermatozoides capacitados encontram o óvulo e 
tentam penetrar sua camada externa, a zona pelúcida. Apenas um 
espermatozoide conseguirá a fusão exitosa. 
• Reação Acrossômica: Para penetrar o óvulo, o espermatozoide libera enzimas 
que ajudam a digerir a camada externa do óvulo, permitindo que ele se funde 
com a membrana do oócito. 
5. Formação do Zigoto 
• Fusão dos Núcleos: Após a entrada do espermatozoide, o núcleo do 
espermatozoide e o núcleo do óvulo se aproximam e se fundem, formando uma 
nova célula chamada zigoto. 
• Bloqueio à Poliespermia: Uma vez que um espermatozoide penetrou o óvulo, 
ocorrem mudanças químicas na superfície do óvulo para evitar a entrada de 
outros espermatozoides. 
Desenvolvimento Inicial 
• Primeiras Divisões Celulares: O zigoto começa a se dividir enquanto se desloca 
pela tuba uterina, chegando ao útero na forma de um blastocisto pronto para a 
implantação. 
• Implantação no Útero: O blastocisto se implanta no endométrio uterino, onde 
começará a formar as estruturas necessárias para o desenvolvimento 
embrionário, como a placenta. 
Considerações Específicas para Animais Domésticos 
• Cães e Gatos: Eles seguem um padrão semelhante ao descrito, mas notam-se 
diferenças nos tempos e no parto. 
• Bovinos e Equinos: Utilizam bastante inseminação artificial para maximizar a 
eficiência reprodutiva e certas características genéticas desejadas. 
• Suínos: A inseminação artificial é comum, e o ciclo reprodutivo é adaptado para 
produção intensiva. 
Compreender esta sequência não só é fundamental para a biologia reprodutiva, como 
também para práticas de manejo em criações, programas de reprodução assistida e até 
para a conservação de espécies. 
 
8. Explique o processo de gestação, quais são as fases e suas características e os 
hormônios que atuam no período da gestação. 
Na medicina veterinária, a gestação é uma fase crucial do ciclo reprodutivo de muitos 
animais domésticos e, como tal, é de extrema importância para o manejo animal e para 
a saúde reprodutiva. Vou detalhar o processo de gestação, suas fases principais e os 
hormônios que regulam este período. 
Processo de Gestação 
A gestação começa com a fecundação e termina com o parto. Durante este período, 
ocorrem diversas mudanças fisiológicas e hormonais para sustentar o desenvolvimento 
do embrião e, posteriormente, o feto. 
 
Fases da Gestação 
1. Fase Inicial (Primeiro Trimestre) 
o Implantação: O blastocisto se implanta na parede uterina, estabelecendo 
a placenta, que será crucial para a troca de nutrientes e gases entre a mãe 
e o feto. 
o Desenvolvimento Embrionário: O embrião começa a diferenciar-se em 
tecidos e órgãos básicos. 
- Hormônios Envolvidos: 
- Progesterona: Produzida inicialmente pelo corpo lúteo e depois pela placenta (em 
alguns mamíferos), mantém o endométrio e inibe contrações uterinas para proteger 
o embrião. 
 - **Estrogênio**: Em níveis mais baixos, mas aumenta gradualmente, contribui para a 
manutenção da gestação. 
2. Fase Intermediária (Segundo Trimestre) 
o Crescimento Fetal: O feto cresce rapidamente, e a morfologia 
característica da espécie se torna evidente. 
o Desenvolvimento Placentário: A placenta continua a desenvolver-se, 
melhorando a eficiência de intercâmbio entre mãe e feto. 
- Hormônios Envolvidos: 
- Progesterona: Continua a ser predominante, essenciais para o crescimento 
contínuo do feto. 
 - **Relaxina**: Relaxa os ligamentos pélvicos e ajuda a acomodar o crescimento 
uterino. 
3. Fase Final (Terceiro Trimestre) 
o Maturação Fetal: Os órgãos do feto amadurecem e se preparam para a 
vida fora do útero. O crescimento é mais acentuado. 
o Preparação para o Parto: A mãe começa a mostrar sinais de aproximação 
do parto, como o comportamento aninhador em algumas espécies. 
- Hormônios Envolvidos: 
- Estrogênio: Aumenta significativamente perto do parto, induzindo a expressão dos 
receptores de ocitocina e preparando o útero para as contrações. 
 - **Ocitocina**: Liberada pela hipófise posterior da mãe, desencadeia as contrações 
uterinas durante o parto. 
Considerações Gerais 
• Duração da Gestação: A duração do período de gestação varia entre espécies, 
por exemplo, em cães é de cerca de 63 dias, em gatos também é próximo desse 
período, cavalos têm uma gestação de aproximadamente 11 meses, e bovinos 
cerca de 9 meses. 
• Diagnósticos Veterinários: A detecção de gestação precoce pode ser feita através 
de ultrassonografia ou testes hormonais que detectam a presença de 
progesterona ou outras substâncias específicas da gravidez. 
Importância do Entendimento 
Compreender as fases da gestação e os hormônios envolvidos é essencial para o manejo 
eficaz da saúde reprodutiva em animais domésticos. Os veterinários usam esse 
conhecimento para monitorar a saúde da mãe e do feto, resolver problemas gestacionais 
e planejar intervenções como partos assistidos quando necessário. Além disso, 
informações sobre a gestação são críticas para otimizar práticas de criação e melhorar o 
bem-estar geral dos animais. 
 
DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO 
Etapa Descrição 
Estrutura(s) 
Formada(s) 
Hormônios 
Envolvidos 
Fecundação 
União do espermatozoide e 
óvulo, formando o zigoto. 
Zigoto 
Estradiol, 
Progesterona 
Clivagem ou 
Segmentação 
Divisões mitóticas do zigoto, 
aumentando o número de 
células, mas não o tamanho 
(volume), formando 
blastômeros. Ocorre na tuba 
uterina. O aglomerado de 
blastômeros forma a mórula. 
Mórula Progesterona 
Blastulação 
A mórula se reorganiza. 
Formação da blástula com 
trofoblasto, embrioblasto e 
blastocele. 
Blastocisto 
Progesterona, 
Fator de 
crescimento 
trofoblástico 
Nidação 
Implantação do blastocisto 
no endométrio. 
Início da gravidez 
Progesterona, 
Gonadotrofina 
coriônica 
humana (hCG) 
Gastrulação 
Formação dos três folhetos 
germinativos: ectoderma, 
mesoderma e endoderma. 
Notocorda, âmnio, 
cavidade amniótica, 
cavidade umbilical, 
alantóide 
Progesterona, 
Fator de 
crescimento 
Neurulação 
Formação do tubo neural a 
partir do ectoderma. 
Tubo neural (futuro 
sistema nervoso 
central) 
Progesterona, 
Fator de 
crescimento 
Organogênese 
Diferenciação dos folhetos 
germinativos e formação dos 
órgãos. 
Todos os órgãos e 
sistemas do corpo 
Progesterona, 
Estradiol 
Período Fetal 
Crescimento e maturação 
dos órgãos e sistemas. 
Feto em 
desenvolvimento 
Progesterona, 
Estradiol 
 
ZONA PELÚCIDA: É uma camada proteica que envolve o óvulo e, posteriormente, o zigoto. Atua 
como uma barreira física, protegendo o óvulo e o zigoto de danos. 
DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO 
1. Ocorre a FECUNDAÇÃO, encontro e fusão do gameta masculino com feminino para a formação 
da célula-ovo ou zigoto. 
2. Forma-se a primeira e única célula chamada ZIGOTO que se transforma em um organismo 
multicelular completo. 
3. A SEGMENTAÇÃO, também conhecida como CLIVAGEM, é o processo inicial do 
desenvolvimento embrionário. O zigoto passa por uma série de divisões mitóticas rápidas e 
sucessivas, aumentando o número de células, mas sem aumentar o tamanho (volume) total do 
embrião, dando origem a um conjunto de células menores chamadas BLASTÔMEROS. Ocorre na 
tuba uterina. 
• ZONA PELÚCIDA: É uma camada proteica que envolve o óvulo e, posteriormente, o zigoto. 
Atua como uma barreira física, protegendo o óvulo e o zigoto de danos. 
4. Este aglomerado de células (blastômeros) formam a MÓRULA (em torno de 16 células). 
5. BLASTULAÇÃO é a fase em que a mórula se reorganiza, formando uma cavidade interna e se 
transforma em BLASTOCISTO. O blastocistoé composto pelas partes: 
• TROFOBLASTO: A camada externa de células, que eventualmente dará origem à placenta. 
• EMBRIOBLASTO: As células em que se desenvolverão todas as estruturas do embrião, como 
Kos tecidos, os órgãos e os sistemas do corpo. 
• BLASTOCELE: É a cavidade interna da blástula, preenchida por um líquido. Desempenha um 
papel importante na organização das células e na formação dos folhetos germinativos durante a 
gastrulação, a próxima etapa do desenvolvimento embrionário. O blastocele origina o saco 
vitelino primitivo. 
6. NIDAÇÃO: É a fase em que o blastocisto se implanta na parede do endométrio (camada 
interna do útero). Essa implantação é crucial para o início da gravidez e para o desenvolvimento 
do embrião. É um processo que envolve a interação entre o embrião em desenvolvimento e o 
revestimento do útero, permitindo que o embrião se fixe e receba os nutrientes necessários para 
continuar seu crescimento. 
7. GASTRULAÇÃO: É um estágio crítico no qual o embrião se reorganiza em três folhetos 
embrionários (ectoderma, mesoderma e endoderma), ocorre a formação da Notocorda, 
Âminion, Cavidade Aminiótica, Cavidade Umbilical e Alantóide. Folhetos embrionários: 
• ECTODERMA: Camada externa, que dará origem ao sistema nervoso, pele, unhas e cabelos. 
• MESODERMA: Camada intermediária, que dará origem aos músculos, ossos, sistema 
circulatório, rins e outros órgãos internos. 
• ENDODERMA: Camada interna, que formará o revestimento do trato digestivo e respiratório, 
além de órgãos como o fígado e o pâncreas. 
8. NEURULAÇÃO: Processo em que o ectoderma forma a placa neural, que posteriormente se 
dobra para formar o tubo neural, precursor do sistema nervoso central (cérebro e medula 
espinhal). Esse processo ocorre por volta da terceira semana após a fertilização. 
O Ectoderma acima da notocorda se espessa, formando a placa neural. A Placa Neural se 
invagina ao longo do seu eixo central formando uma depressão chamada sulco neural e ao lado 
dessa depressão serão formadas elevações chamadas pregas neurais, que irão se fundir 
formando o tubo neural. 
9. ORGANOGÊNESE: As camadas germinativas se diferenciam nas semanas seguintes, formando 
os principais órgãos e sistemas, e o embrião adquire um formato humano. 
10. PERÍODO FETAL: A partir da 9ª semana, o embrião é chamado de feto. O desenvolvimento 
foca no crescimento e na maturação dos sistemas até o nascimento. O feto continua a crescer 
até o nascimento, com os órgãos aprimorando suas funções. 
 
9. Explique a fisiologia do parto, suas fases e os hormônios atuantes. 
 
Parto é o processo fisiológico regulado por hormônios, desencadeado pelo aumento 
do cortisol fetal e peal diminuição da progesterona. 
Fases do parto e os hormônios envolvidos 
Fase do 
Parto 
Descrição 
Hormônios 
Atuantes 
Função dos Hormônios 
Pródromos 
(Pré-parto) 
Relaxamento dos 
ligamentos pélvicos 
e aumento da 
secreção vaginal. 
Relaxina 
Estrógenos 
Relaxina suaviza e flexibiliza os 
ligamentos da pelve, permitindo 
que se expanda durante o parto; 
Estrógenos contribuem para 
aumento da secreção vaginal 
que ajuda na lubrificação do 
canal do parto. 
Dilatação 
O colo do útero 
dilata-se para 
permitir a 
passagem do feto. 
Ocitocina, 
Prostaglandinas, 
Relaxina 
Ocitocina estimula as 
contrações; prostaglandinas 
amadurecem o colo; relaxina 
suaviza os tecidos. 
Expulsão 
O feto é expelido 
pelo canal de parto 
com ajuda das 
contrações e 
movimentos 
maternos. 
Ocitocina, 
Endorfinas 
Ocitocina promove contrações; 
endorfinas agem como 
analgésicos naturais. 
Dequitação 
Expulsão da 
placenta após o 
nascimento dos 
filhotes. 
Ocitocina 
Estimula contrações para 
expulsar a placenta e reduzir o 
sangramento. 
 
Cortisol Fetal 
Conforme o feto cresce e se desenvolve, as glândulas adrenais fetais começam a produzir 
quantidades crescentes de cortisol. 
Este aumento gradual sinaliza ao corpo da mãe que o feto está pronto ou quase pronto 
para o nascimento, promovendo a produção de hormônios que iniciam as modificações 
necessárias para o parto. 
 
10. Explique a fisiologia do puerpério e sua relação no período na amamentação das 
fêmeas. 
Puerpério é o período de recuperação do trato reprodutivo após o parto, permitindo um 
novo ciclo estral. 
 
Mudanças fisiológicas importantes: 
 
 ▪ Involução uterina: Retorno ao tamanho normal do útero. 
 ▪ Eliminação dos lóquios: Secreções pós-parto eliminadas 
 ▪ Retomada da ciclicidade estral: Depende da espécie e estado nutricional da fêmea. 
 
Amamentação e Relação com o Puerpério 
 • Durante a lactação, ocorre a liberação de prolactina, estimulando a produção de leite. 
 • A sucção pelo recém-nascido promove a liberação de ocitocina, essencial para a 
ejeção do leite e para a involução uterina. 
• Em algumas espécies, a lactação pode suprimir o ciclo estral (anestro lactacional). 
 
O puerpério é o período pós-parto em que o organismo da fêmea passa por mudanças 
para retornar ao estado fisiológico pré-gestacional. Durante esse tempo, há reparação 
dos tecidos, recuperação hormonal e ajustes metabólicos, além do início da 
amamentação, que desempenha papel crucial neste processo. 
Fisiologia do Puerpério: 
1. Involução Uterina: 
o O útero contrai-se para reduzir seu tamanho e eliminar restos de tecidos 
gestacionais. 
o As contrações são estimuladas pela ocitocina, produzida principalmente 
durante a amamentação. 
2. Alterações Hormonais: 
o Há um declínio nos níveis de progesterona e estrogênio, enquanto a 
prolactina e a ocitocina predominam. 
o A prolactina, secretada pela hipófise anterior, é essencial para a 
produção de leite. 
3. Reestabelecimento do Ciclo Reprodutivo: 
o Com o passar do tempo, as funções ovarianas são retomadas, embora o 
aleitamento prolongado possa inibir a ovulação (em algumas espécies) 
devido aos altos níveis de prolactina. 
Relação com a Amamentação: 
• Produção de Leite (Lactogênese): 
A prolactina estimula a síntese de leite nas glândulas mamárias. Sua secreção é 
impulsionada pelo estímulo da sucção dos filhotes. 
• Ejeção do Leite: 
A ocitocina é responsável pela contração dos músculos ao redor dos alvéolos 
mamários, permitindo a saída do leite. Este mecanismo é ativado pelo contato 
dos filhotes com as mamas. 
• Recuperação Pós-parto: 
A amamentação, além de nutrir os filhotes, auxilia na involução uterina devido 
à liberação da ocitocina durante a lactação. 
Problemas Relacionados ao Puerpério 
 • Infecções uterinas (metrite, endometrite); 
 • Retenção de placenta. 
• Baixa produção de leite (hipogalaxia); 
• Mastite: inflamação da glândula mamária.