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São José dos Campos 
2023 
 
ANTONIO CARLOS DE OLIVEIRA CRUZ JUNIOR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ROTEIRO AULA PRÁTICA 
 TÉCNICAS DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL 
 
 
1 Atividade proposta e resultados esperados. ........................................................ 2 
2 Relatório dos Resultados. .................................................................................... 2 
3 Imagens das Redes Neurais. ............................................................................... 5 
4 Conclusões .......................................................................................................... 3 
 
1 Atividade proposta e resultados esperados. 
 
I. Implementar uma Rede Neural Perceptron de multicamadas em uma base de dados no 
Weka. 
II. Prever, via Classificação, os outputs e comparar os resultados do modelo de acordo 
com a variação no tamanho dos dados de teste e treino. 
III. Entregar a imagem da Rede Neural Perceptron de multicamadas treinada que foi 
gerada pelo software Weka; 
IV. Entregar a interpretação/print dos resultados quando é aplicado o modelo à base de 
dados proposta. 
 
2 Relatório dos Resultados. 
 
Seguindo o roteiro de procedimentos práticos, foi implementada uma Rede Neural Perceptron de 
multicamadas no Software Weka (v3.8.6) utilizando a base de dados diabetes.arff que é fornecida 
pelo próprio software. 
 
O roteiro pede duas situações: treinamento com 100% dos dados e treinamento com 25% dos 
dados (“divida os dados de tal forma que 75% sejam dados para teste”). No entanto, o passo a 
passo faz com que a divisão seja 75% para treino e 25% para teste (“digite 75 no campo ao lado 
do símbolo de ‘%’.”, esse campo indica a porcentagem de treino, não de teste). Portanto, foi 
decidido realizar o experimento e análise com 03 splits (treino/teste) diferentes (ao invés de 
apenas 02): 100/0, 75/25 e 25/75. 
 
Etapa com Split 100/0. 
 
Ao selecionar o “Test options” como “Use training set”, basicamente, a rede é treinada com 100% 
dos dados disponíveis e é testada com os mesmos dados utilizados para treino. Esse tipo de 
situação geralmente leva a resultados não muito confiáveis. Isso acontece pois a rede pode ter 
um “overfit” e saber responder muito bem com relação aos dados de treino, mas não ser capaz 
de generalizar para dados que não fazem parte do seu dataset de treino. 
 
A seguir será apresentado a imagem obtida do Software após treinamento da rede com o 
resumo/detalhes da rede treinada. Pode-se observar que essa seção avalia os dados de treino 
(“Evaluation on training set”) e há 768 instâncias (a quantidade total de instâncias desse dataset). 
Ele classificou corretamente 80.599% das instâncias e teve Root Mean Squared Error (RMSE) 
de 0.3815: a maior taxa de acerto dos três splits de dados e o menor RMSE, como esperado. No 
entanto, não é aconselhável esperar que esse comportamento se mantenha para dados não 
presentes no grupo de treino. Pode-se observar que na matriz de confusão há 401 verdadeiros 
positivos, 218 verdadeiros negativos e um total de 768 instâncias: (401 + 218) / 768 * 100 = 
80.599%, que é a acurácia da rede. O Weka também apresenta o “Detailed Accuracy By Class”, 
que contém outras estatísticas, como Precisão e Recall, que podem ser calculadas a partir da 
matriz de confusão. 
3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1 Saída do classificador para avaliação no conjunto de treinamento. 
 
Etapa com Split 75/25. 
 
Ao selecionar o “Test options” como “Percentage Split”, basicamente, a rede é treinada com a 
porcentagem dos dados informada no campo ao lado do símbolo ‘%’ e é testada com o restante 
dos dados, que não foram utilizados para treino. Nesse caso, foi digitado o valor “75” ao lado do 
símbolo ‘%’, que levou a 75% dos dados serem utilizados para treino e 25% para teste. Esse tipo 
de situação geralmente leva a resultados um pouco mais confiáveis, pois a rede será testada 
sobre um conjunto de dados que ela não viu antes. Nessa situação, o comportamento sobre os 
dados de teste é mais próximo do comportamento esperado para uma entrada qualquer não 
presente nos dados de treino. 
 
A seguir será apresentado a imagem obtida do Software após treinamento da rede com o 
resumo/detalhes da rede treinada. Pode-se observar que essa seção avalia os dados do grupo 
de teste (“Evaluation on test split”) e há 192 instâncias (25% dos dados totais do dataset). Ele 
classificou corretamente 77.0833% das instâncias e teve Root Mean Squared Error (RMSE) de 
0.2902: a segunda maior taxa de acerto dos três splits de dados e a segunda menor RMSE, 
como esperado. Esse comportamento é esperado pois, quanto maior a quantidade de instâncias 
para treino, geralmente espera-se melhor capacidade de classificação. Também espera-se 
melhor capacidade de classificação sobre instâncias já vistas anteriormente (durante o treino, 
que é o caso da etapa com Split 100/0). 
 
Pode-se observar que na matriz de confusão há 114 verdadeiros positivos, 34 verdadeiros 
negativos e um total de 192 instâncias: (114 + 34) / 192 * 100 = 77.0833%, que é a acurácia da 
rede. Pode-se observar, também, que a maioria dos resultados no “Detailed Accuracy By Class” 
reduziram. Essa diminuição em performance pode ser explicada pelas duas situações já 
abordadas: redução da quantidade de dados de treino e teste sendo realizado em dados fora do 
conjunto de treino. Ambas situações tendem a reduzir a performance da rede, mas acabam 
4 
 
 
sendo necessárias para haver uma maior confiabilidade quando se trata de generalização e uso 
em aplicações reais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2 Saída do classificador para avaliação no conjunto de teste com split 75/25. 
 
Etapa com Split 25/75. 
 
O experimento anterior foi repetido selecionando o “Test options” como “Percentage Split” e 
digitando o valor “25” ao lado do símbolo ‘%’, que levou a 25% dos dados serem utilizados para 
treino e 75% para teste. Novamente, houve outra redução de performance da rede, pelos mesmo 
motivos já explicados anteriormente. Essa rede tem a menor acurácia e maior Root Mean 
Squared Error (RMSE). 
 
A seguir será apresentado a imagem obtida do Software após treinamento da rede com o 
resumo/detalhes da rede treinada. Pode-se observar que essa seção também avalia os dados 
do grupo de teste (“Evaluation on test split”) e há 576 instâncias (75% dos dados totais do 
dataset). Ele classificou corretamente 71.0069% das instâncias e teve RMSE de 0.2967: a menor 
taxa de acerto dos três splits de dados e o maior RMSE, como esperado. Pode-se observar que 
na matriz de confusão há 286 verdadeiros positivos, 123 verdadeiros negativos e um total de 576 
instâncias: (286 + 123) / 576 * 100 = 71.0069%, que é a acurácia da rede. 
5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3 Saída do classificador para avaliação no conjunto de teste com split 25/75. 
 
3 Imagens das Redes Neurais. 
 
A seguir são apresentadas as imagens, geradas pelo software Weka, das redes neurais treinadas 
nesse projeto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 4 Rede neural gerada pelo Software Weka antes do treinamento. 
6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 5 Rede neural gerada pelo Software Weka após o treinamento. 
 
 
4 Conclusões 
 
O roteiro apresenta a seguinte checklist: 
 
● Exploração do software Weka; 
● Configuração e criação de um modelo de Rede Neural Perceptron; 
● Interpretação dos resultados do modelo criado; 
● Criação de um split de dados de treino e teste e avaliação do modelo. 
 
Todos os pontos foram da checklist abordados e completos, incluindo a atividade proposta e 
resultados esperados, apresentados na primeira seção (e presentes ao longo do roteiro). 
 
Em resumo, o Software Weka foi explorado com o objetivo de criar uma Rede Neural 
Perceptron de multicamadas para previsão de diferentes tipos de outputs e foi realizada 
interpretação correta dos resultadosdo modelo.

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