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PATOLOGIA, PERÍCIA E 
MANUTENÇÃO EM EDIFICAÇÕES
PROF. ME. MARCUS VINICIUS PAULA DE LIMA
Presidente da Mantenedora
Ricardo Benedito Oliveira
Reitor: 
Dr. Roberto Cezar de Oliveira
Pró-Reitoria Acadêmica
Gisele Colombari Gomes
Diretora de Ensino
Prof.a Dra. Gisele Caroline
Novakowski
PRODUÇÃO DE MATERIAIS
Diagramação:
Alan Michel Bariani
Edson Dias Vieira
Thiago Bruno Peraro
Revisão Textual:
Camila Cristiane Moreschi
Danielly de Oliveira Nascimento
Fernando Sachetti Bomfim
Luana Luciano de Oliveira
Patrícia Garcia Costa
Produção Audiovisual:
Adriano Vieira Marques
Márcio Alexandre Júnior Lara
Osmar da Conceição Calisto
Gestão de Produção: 
Cristiane Alves© Direitos reservados à UNINGÁ - Reprodução Proibida. - Rodovia PR 317 (Av. Morangueira), n° 6114
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01
SUMÁRIO DA UNIDADE
INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................................5
1 CONCEITOS BÁSICOS ...............................................................................................................................................6
1.1 PATOLOGIA ..............................................................................................................................................................6
1.2 DESEMPENHO ........................................................................................................................................................6
1.3 DURABILIDADE .......................................................................................................................................................6
1.4 VIDA ÚTIL ................................................................................................................................................................ 7
1.5 DIAGNÓSTICO ......................................................................................................................................................... 7
1.6 MANUTENÇÃO ........................................................................................................................................................9
2 NORMAS DE DESEMPENHO ................................................................................................................................... 10
3 PERÍCIAS DE ENGENHARIA .................................................................................................................................... 11
INTRODUÇÃO À PATOLOGIA E 
TERAPIA DAS CONSTRUÇÕES
ENSINO A DISTÂNCIA
DISCIPLINA:
PATOLOGIA, PERÍCIA E MANUTENÇÃO EM 
EDIFICAÇÕES
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EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
3.1 PERITO JUDICIAL .................................................................................................................................................. 11
3.2 ASSISTENTE TÉCNICO ......................................................................................................................................... 12
CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................................................................... 13
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INTRODUÇÃO
Os materiais e métodos construtivos empregados na construção civil, assim como em 
outras áreas, passam por uma evolução constante ano após ano. Isso ocorre com o objetivo de obter 
estruturas mais leves, mais baratas e com rápida execução, dentre outros motivos. Porém, apesar 
da grande evolução tecnológica e de, em geral, apresentarem grande durabilidade, as obras de 
engenharia se deterioram com o tempo e passam a apresentar defeitos naturais, comprometendo 
o desempenho da edificação.
As anomalias, conhecidas como manifestações patológicas, também podem surgir em 
decorrência de erro humano, seja durante a execução da obra, seja durante o uso. No primeiro 
caso, são oriundas de erros durante a fase de projeto ou de execução, como a inobservância de 
normas técnicas ou de características intrínsecas a cada projeto. Já o segundo caso ocorre devido 
à ausência de manutenção ou ao mau uso da edificação, como quando a estrutura é utilizada para 
um fim distinto daquele para o qual foi projetada ou quando não se realiza a manutenção correta 
na estrutura.
Aliado a isso, no caso do Brasil, o aumento na incidência de manifestações patológicas 
também se deve à implementação de programas habitacionais sem a devida qualidade técnica. 
Nessa situação, percebe-se que há emprego de materiais de baixa qualidade, ausência de 
fiscalização e baixa qualificação dos profissionais.
Com isso, diante de inúmeros fatores que afetam a “saúde” das estruturas, o ramo da 
patologia tornou-se fundamental para garantir a prevenção dos fenômenos patológicos e o 
desenvolvimento de medidas reparadoras após seu surgimento.
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EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
1 CONCEITOS BÁSICOS
1.1 Patologia
A patologia é o ramo da engenharia dedicado ao estudo das origens, das causas, dos 
sintomas e dos mecanismos das anomalias que surgem nas edificações. Dessa forma, o estudo 
visa a diagnosticar os problemas apresentados nas edificações quando estas não atingem o 
desempenho desejado.
1.2 Desempenho
O conceito de desempenho refere-se ao comportamento da edificação e seus elementos 
durante seu uso. Esse aspecto está associado ao cumprimento de requisitos, estabelecidos pela 
NBR 15575/2013, pelos materiais e componentes da edificação durante sua vida útil.
Conforme Gnipper e Mikaldo Jr. (2007):
(...) o requisito de desempenho é a formulação qualitativa das propriedades 
a serem alcançadas pelo edifício, ou por suas partes, de maneira a atender 
determinadas necessidades do usuário. Os requisitos de desempenho são 
relativos ao uso propriamente dito da edificação, à resistência que esta deverá 
oferecer aos desgastes que sobre ela atuam e às consequências que ela produzirá 
sobre o meio ambiente (GNIPPER; MIKALDO JR., 2007).
Em geral, as manifestações patológicas estão relacionadas à queda de 
desempenho das edificações, e essa queda está diretamente relacionada aos danos e vícios 
construtivos que aparecem na edificação com o decorrer do tempo (DO CARMO, 2003).
1.3 Durabilidade
Conforme a ISO 13823/2008, trata-se da capacidade da estrutura e de seus elementos de 
satisfazerem os requisitos de desempenho especificados em projeto. A durabilidade está vinculada 
às características dos materiais que compõem as estruturas, às condições às quais ela é exposta e 
às condições de utilização.
Você sabia que o termo patologia significa “estudo das doenças”? Normalmente, 
o termo está relacionado às áreas da medicina e da biologia, e foi exatamente 
delas que os engenheiros se inspiraram para aplicá-lo na construção civil.
Essa utilização se deve às similaridades dos objetos de estudos desses campos 
de formação: o ser humano e a edificação. O esqueleto humano compara-se à 
estrutura da edificação: os músculos às alvenarias; a pele aos revestimentos; 
o sistema circulatório às instalações elétricas; e o respiratório ao sistema de 
ventilação (janelas, sistemas de exaustão etc.).
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1.4 Vida Útil
O conceito de vida útil está diretamente associado ao de durabilidade. Trata-se do período 
no qual uma estrutura e seus elementos satisfazem aos requisitos de desempenho do projeto, ou 
seja, é a medida temporal da durabilidade de uma edificação. O período é iniciado com o uso da 
estrutura e se encerra no momento em que deixa de satisfazer aos requisitos exigidos.
1.5 Diagnóstico
Quando a estrutura não alcança o desempenho esperado e há o surgimento dos 
fenômenos patológicos, eles devem ser identificados36WWW.UNINGA.BR
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EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
3 TIPOS DE REVESTIMENTOS
Os revestimentos são elementos empregados nas paredes e pisos após a construção 
da alvenaria e têm como intuito garantir um bom acabamento da construção. Além disso, os 
revestimentos não são empregados apenas por questões estéticas, mas também por garantirem 
maior proteção contra infiltrações e outras manifestações patológicas, além de melhorarem os 
isolamentos térmico e acústico. Com isso, é possível garantir uma maior durabilidade à edificação.
Em geral, os revestimentos aplicados nas edificações são azulejos, porcelanatos, cerâmicas, 
pedras, pastilhas, entre outros. A escolha do material pode variar de acordo com o ambiente no 
qual será empregado, com os usuários e com o nível de exposição solar.
Vale mencionar que a escolha do tipo de revestimento tem impacto direto na estética e, 
principalmente, na funcionalidade da edificação. Isso porque existem materiais que necessitam 
de mão de obra mais especializada e outros que não podem ser usados em qualquer ambiente.
Dessa maneira, a escolha incorreta do material ou uma aplicação inadequada podem 
contribuir para o surgimento de manifestações patológicas.
4 MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DE REVESTIMENTOS
As manifestações patológicas mais comuns nos revestimentos são: bolor, fissuras, 
eflorescências e descolamentos.
O bolor se manifesta na forma de manchas escuras, popularmente conhecidas como mofo, 
que ocorrem por conta do excesso de umidade na estrutura e falta de exposição ao Sol. Além do 
comprometimento estético, ele provoca a desagregação da argamassa. Alguns revestimentos são 
mais propensos ao surgimento desses microrganismos, como é o caso da madeira e do gesso. Em 
geral, a terapia é simples. Deve-se lavar a superfície com solução de hipoclorito de sódio e sanar 
a causa da infiltração.
Figura 7 - Bolor em revestimento de argamassa. Fonte: Mister Cryl (2022).
As fissuras podem ter diversas origens, como já vimos nesta e nas unidades anteriores. 
Porém, no caso dos revestimentos, quando as fissuras ocorrem apenas nas placas e, ao evoluírem, 
provocam a quebra, as causas estão relacionadas às falhas no assentamento.
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Argamassa insuficiente no verso das placas, uso da edificação antes do tempo necessário 
para que a argamassa atinja a resistência adequada e uso de argamassa vencida ou fora das 
especificações são algumas das possíveis causas.
Figura 8 - Trinca em revestimento de piso. Fonte: Gail (2020).
As eflorescências ocorrem em função da presença de cal livre e água, como mencionado. 
Essas anomalias manifestam-se principalmente nas fachadas, onde há a maior probabilidade de 
ocorrência de água.
Figura 9 - Eflorescência em rejuntamento e no piso. Fonte: Neves (2021).
Por fim, tratemos dos descolamentos dos revestimentos. Além de afetar o aspecto 
estético da edificação, essa manifestação compromete a segurança dos usuários, especialmente 
em edifícios, podendo ocasionar sérios acidentes.
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As causas podem estar relacionadas ao excesso de água na argamassa colante, falta de 
limpeza do substrato antes da aplicação da argamassa, infiltração ou uso de técnicas e ferramentas 
inadequadas para aplicação da argamassa.
Figura 10 - Descolamento de revestimento cerâmico. Fonte: AEC Web (2022).
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesta unidade, tratamos dos principais tipos de alvenarias e de revestimentos, das 
manifestações patológicas mais comuns presentes nesses elementos, bem como seus sintomas e 
suas possíveis causas.
Conforme visto, as alvenarias podem apresentar diversas manifestações patológicas. Uma 
das mais comuns é a fissuração, que pode ter origem na alvenaria ou apenas se manifestar nesse 
elemento. De toda forma, a anomalia deve ser corrigida: em alguns casos, apenas com reparo 
na região; em outros, com a reconstrução de toda a parede. No caso da alvenaria estrutural, a 
atenção deve ser maior, visto que a alvenaria é a própria estrutura, e qualquer defeito pode afetar 
a resistência mecânica e a estabilidade da edificação.
Quando finalizadas, as alvenarias recebem revestimentos como camada final de 
acabamento. Apesar de serem elementos pré-fabricados (o que contribui para um maior controle 
de qualidade e, consequentemente, para a redução de defeitos), as alvenarias estão propensas 
ao surgimento de manifestações patológicas. Falhas no assentamento das peças, argamassa 
insuficiente e umidade constante são alguns dos fatores que contribuem para a formação de 
anomalias nos revestimentos.
Desse modo, percebemos que, mesmo diante de materiais pré-fabricados, como é o caso 
dos revestimentos e dos blocos cerâmicos ou de concreto, uma má gestão da obra ou falta de 
conhecimento sobre os materiais e técnicas de execução podem gerar defeitos nos elementos e 
desencadear uma série de problemas em toda a edificação. Portanto, além de buscar a utilização 
de materiais de qualidade, devem-se sempre adotar condutas que vão ao encontro das normas e 
recomendações práticas.
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04
SUMÁRIO DA UNIDADE
INTRODUÇÃO ...............................................................................................................................................................42
1 RECUPERAÇÃO E REFORÇO DAS ESTRUTURAS ...................................................................................................43
1.1 INTERVENÇÕES EM SUPERFÍCIES DE CONCRETO ...........................................................................................43
1.1.1 POLIMENTO .........................................................................................................................................................44
1.1.2 LAVAGENS ............................................................................................................................................................44
1.1.3 LIMPEZAS ESPECIAIS ........................................................................................................................................44
1.1.4 SATURAÇÃO .........................................................................................................................................................45
1.1.5 CORTE ..................................................................................................................................................................45
1.2 DEMOLIÇÃO DE CONCRETO .................................................................................................................................45
1.3 TRATAMENTO DAS FISSURAS .............................................................................................................................45
1.3.1 INJEÇÃO DE FISSURAS .......................................................................................................................................45
REPARO, REFORÇO E MANUTENÇÃO
ENSINO A DISTÂNCIA
DISCIPLINA:
PATOLOGIA, PERÍCIA E MANUTENÇÃO EM 
EDIFICAÇÕES
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EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
1.3.2 SELAGEM DE FISSURAS ....................................................................................................................................46
1.3.3 GRAMPEAMENTO ..............................................................................................................................................46
1.4 REPARO EM ELEMENTOS ESTRUTURAIS ..........................................................................................................47
1.4.1 REPARO COM ARGAMASSA ..............................................................................................................................481.4.2 REPARO COM CONCRETO .................................................................................................................................48
1.4.3 REPARO COM GRAUTE ......................................................................................................................................48
1.5 REFORÇO EM ELEMENTOS ESTRUTURAIS .......................................................................................................48
1.5.1 ARMADURA DE COMPLEMENTAÇÃO ...............................................................................................................49
1.5.2 CHAPAS E PERFIS METÁLICOS ........................................................................................................................49
2 RECUPERAÇÃO E REFORÇO DE ALVENARIA ESTRUTURAL ................................................................................50
2.1 INJEÇÃO DE RESINAS POLIMÉRICAS EXPANSIVAS .........................................................................................50
2.2 GRAUTEAMENTO .................................................................................................................................................. 51
2.3 ARGAMASSA ARMADA ......................................................................................................................................... 51
3 MANUTENÇÃO ..........................................................................................................................................................52
CONSIDERAÇÕES FINAIS ...........................................................................................................................................53
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EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
INTRODUÇÃO
Diante da grande evolução tecnológica presente na construção civil, com o surgimento de 
novos materiais e novos métodos construtivos, as estruturas passaram a ser projetadas com fatores 
de segurança cada vez menores. Porém, em muitos casos, pouco se sabe sobre o comportamento 
da estrutura a longo prazo com esses novos materiais e métodos, o que propiciou o surgimento 
de inúmeras manifestações patológicas. Além disso, ainda há péssimo controle na execução das 
obras, especialmente em obras residenciais e de pequeno porte. Assim, mesmo com o emprego 
de materiais e métodos de qualidade, o número de anomalias nas edificações continua a crescer.
Diante disso, tornou-se fundamental o estudo de técnicas de recuperação e reforço das 
estruturas para restabelecer as condições iniciais de estruturas deterioradas (recuperação) ou 
simplesmente aumentar a capacidade resistente da estrutura diante de novas condições de uso 
(reforço).
Além do conhecimento sobre essas técnicas, é imprescindível o estudo acerca da 
manutenção periódica da edificação, pois é através dela que futuros problemas podem ser 
minimizados e, até mesmo, evitados. A manutenção da edificação visa a garantir que ela apresente 
desempenho adequado, o qual foi idealizado na concepção da estrutura.
Nas unidades anteriores, vimos as causas das manifestações patológicas mais comuns 
nas estruturas. Nesta unidade, veremos as técnicas mais utilizadas para recuperação e reforço 
das estruturas, bem como os materiais mais empregados nessas atividades. No tópico 1, serão 
abordadas as técnicas de recuperação e reforço das estruturas. No tópico 2, trataremos das 
técnicas de recuperação e reforço da alvenaria estrutural. Por fim, falaremos sobre a manutenção 
das edificações, etapa fundamental para garantir o desempenho adequado.
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EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
1 RECUPERAÇÃO E REFORÇO DAS ESTRUTURAS
A recuperação ou o reforço estrutural são empregados após o completo diagnóstico da 
manifestação patológica (procedimento descrito e explicado na Unidade 1). Como já visto, a 
escolha da terapia irá depender da anomalia presente na estrutura, podendo ser realizada por 
meio de reforço estrutural, recuperação estrutural ou ambos os processos.
O reforço estrutural é adotado quando a estrutura não atende mais às solicitações de 
projeto, pois houve perda da resistência residual. Nesse caso, trata-se da melhoria ou aumento 
da capacidade resistente da estrutura. Já a recuperação estrutural é empregada quando ocorre a 
degradação da estrutura e, com isso, existe a necessidade de se recompor a forma original. Nessa 
situação, após a realização da terapia, a estrutura passa a ter sua vida útil inicial.
A escolha da terapia mais adequada a cada caso deve ser feita com base em diversos aspectos, 
tais como análise das manifestações patológicas apresentadas pela estrutura, disponibilidade de 
mão de obra e de materiais na região, custo/benefício, dentre outros. Além disso, deve-se sempre 
considerar a decisão do proprietário da obra, desde que aconselhada pelo especialista.
Definida a terapia, pode-se partir para a escolha de materiais e da mão de obra empregada, 
que deve ser especializada na execução desse tipo de serviço. Tanto os serviços de reforço como 
os de recuperação necessitam da elaboração de um projeto estrutural, pois é a partir do projeto 
que se torna possível definir uma série de questões, sendo elas:
• Determinação de quais elementos estruturais necessitarão apenas de reforço e quais 
necessitarão de recuperação;
• Definição do tipo, intensidade e extensão do reforço por meio da determinação da 
capacidade resistente do elemento estrutural analisado;
• Escolha da técnica de execução adequada;
• Avaliação do grau de segurança atual da estrutura;
• Definição do custo dos procedimentos.
As técnicas mais comuns empregadas para a recuperação ou reforço das estruturas serão 
apresentadas nos tópicos a seguir.
1.1 Intervenções em Superfícies de Concreto
Antes da realização da terapia propriamente dita, é fundamental que haja a limpeza 
e o preparo da superfície que receberá o procedimento de recuperação ou reforço. A correta 
preparação da superfície permite uma recuperação eficiente, visto que haverá maior aderência e 
resistência entre o concreto presente no elemento e o do reparo.
As técnicas mais utilizadas para preparo das superfícies de concreto são: polimento, 
lavagens, limpezas especiais, saturação e corte.
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1.1.1 Polimento
O polimento tem como objetivo reaver a textura original da superfície do elemento 
estrutural. Pode ser feito manualmente, por meio do uso de pedras de polir, ou mecanicamente, 
por meio de lixadeiras ou máquinas de polir portáteis. É bastante utilizado quando a estrutura se 
encontra mais áspera que o aceitável.
1.1.2 Lavagens
As lavagens podem ser feitas com: soluções ácidas, soluções alcalinas ou com jatos d’água. 
Quando se utilizam soluções ácidas, como ácido muriático em água, o objetivo é a remoção de 
ferrugem, tintas e manchas de cimento, que não podem ser removidas apenas com jato de água, 
por exemplo.
Essa técnica é contraindicada nos casos em que as armaduras estão expostas, quando a 
espessura do cobrimento é pequena, nas regiões próximas às juntas de dilatação ou em dispositivos 
que se deterioram quando estão em contato com os ácidos utilizados na lavagem.
Para a aplicação, deve-se, primeiramente, lavar a superfície para que não haja a penetração 
do ácido no concreto são. A aplicação deve ser feita sempre em pequenas áreas e de forma 
progressiva para que se evite afetar o concreto sadio. Por fim, após a aplicação, deve-se lavar a 
área com solução neutralizadora de amônia em água e, posteriormente, com jatos d’água.
Quando a lavagem é feita com solução alcalina, o objetivo é a remoção de resíduos de 
ácidos impregnados. Os cuidados são praticamente os mesmos da lavagem anterior, porém, nesse 
caso, nãohá tanta preocupação quanto à proximidade da solução com a armadura.
Já a lavagem feita com jatos d’água sob pressão controlada pode ser realizada com água 
fria ou quente, sendo o primeiro caso o mais comum, especialmente quando combinado com 
jatos de areia.
1.1.3 Limpezas especiais
As limpezas especiais, por sua vez, podem ser feitas com jatos de vapor, ar comprimido, 
areia, limalha de aço e apicoamento.
• Limpeza com jatos de vapor: empregada na preparação de grandes áreas contaminadas 
por impurezas orgânicas ou minerais. Porém, não é recomendada quando a armadura 
está em processo de corrosão.
• Limpeza com jatos de ar comprimido: utilizada para secagem e remoção de poeira e de 
partículas menores, especialmente em pontos de difícil acesso. Trata-se de uma limpeza 
complementar, utilizada quando os jatos de água e de areia já foram empregados.
• Limpeza com jato de areia sob pressão controlada: amplamente utilizada na maioria 
dos procedimentos de recuperação, logo após os trabalhos de corte e apicoamento do 
concreto. Quando utilizada para preparação da superfície, deverá ser seguida de uma 
aplicação de jatos de ar comprimido de água fria.
• Limpeza com jato de limalha de aço: alternativa ao jato de areia, porém, este é menos 
poluente e mais abrasivo que o anterior. Com isso, não é recomendada a sua utilização no 
caso de armaduras expostas e corroídas.
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EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
• Apicoamento: refere-se à remoção da camada mais externa de concreto presente em um 
elemento estrutural para o posterior aumento da espessura do cobrimento. A técnica 
pode ser manual ou mecânica, a depender de questões como: profundidade do concreto 
que se deseja remover e grau de rugosidade da superfície.
1.1.4 Saturação
Já a saturação é um processo que visa a melhorar a aderência das superfícies ao concreto 
ou argamassa que serão aplicados. Trata-se da molhagem contínua da superfície, que pode ser 
feita com auxílio de sacos de estopa ou mangueira perfurada. O tempo médio do processo é de 12 
horas, a depender do material que será aplicado.
1.1.5 Corte
Por fim, o corte. Trata-se da remoção profunda do concreto degradado quando há 
corrosão ou, pelo menos, a possibilidade de ocorrência do processo na armadura. A remoção do 
concreto degradado deve ser integral, e as barras de aço devem ser imersas em solução alcalina.
1.2 Demolição de Concreto
Em algumas situações, existe a necessidade de demolir, parcial ou totalmente, a estrutura 
de concreto, pois não há possibilidade de reaproveitamento. Normalmente, o processo é executado 
com martelos demolidores pesados, que, com o impacto, provocam o surgimento de fissuras 
na estrutura. Porém, o processo também pode ser executado por meio de explosivos, agentes 
expansivos e hidrodemolição.
1.3 Tratamento das Fissuras
Conforme abordado nas unidades anteriores, uma das manifestações patológicas mais 
comuns em estruturas de concreto é a fissura. O tratamento para essa anomalia visa à criação 
de uma proteção contra a passagem de líquidos e gases para dentro das fissuras, impedindo que 
ocorra a degradação do concreto e das armaduras.
A técnica mais adequada irá depender do tipo de fissura, suas causas e sua atividade. 
No caso de fissuras ativas, deve-se garantir a vedação, cobrindo os bordos e preenchendo-a com 
material elástico e não resistente, como resinas acrílicas e poliuretânicas. Já no caso das fissuras 
passivas, além do dispositivo de vedação, deve-se garantir que a peça apresente um comportamento 
monolítico novamente. Assim, busca-se por materiais que promovam a aderência das duas faces 
de concreto por meio do preenchimento com material resistente e aderente (nata de cimento 
Portland e resina epoxídica).
1.3.1 Injeção de fissuras
Trata-se do procedimento para reparar as fissuras por meio do preenchimento do espaço 
formado entre as bordas da abertura com material adequado. A técnica é adotada quando a 
fissura possuir abertura igual ou superior a 0,1 mm, sendo sempre realizada sob baixa pressão. Já 
nos casos em que a abertura ultrapassa os 3 mm, o preenchimento é feito por gravidade.
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O procedimento é realizado da seguinte maneira:
1. Abertura de furos não muito profundos e na ordem de 10 mm de diâmetro ao longo de 
toda a fissura. Os furos devem ser feitos com espaçamento de 50 a 300 mm, a depender 
da abertura da fissura.
2. Limpeza da fissura e dos furos com ar comprimido, seguida por aspiração. Esta etapa visa 
à eliminação de partículas soltas e de poeira no interior dos furos e da fissura.
3. Fixação de tubos de plástico com diâmetro um ponto inferior ao do furo e com parede 
pouco espessa. Os tubos são fixados com o próprio adesivo, que selará o intervalo de 
fissura entre dois furos consecutivos.
4. Selagem da fissura com massa ou cola epóxi, geralmente aplicada com colher de pedreiro. 
Para garantir uma melhor fixação dos tubos de plástica, a massa ou cola deve ter uma 
concentração maior nessa região. Além disso, o selante deve ser protegido contra agressões 
mecânicas durante 12 horas. Esta etapa visa a proteger a resina injetada na fissura.
5. O sistema deve ser testado antes de se dar início à etapa de injeção. A eficiência da 
selagem pode ser comprovada por meio da aplicação de ar comprimido entre os tubos, 
observando, assim, se há obstrução de algum tubo. Caso haja obstrução, devem-se abrir 
novos furos e repetir o teste até que a passagem do ar seja desobstruída.
6. Caso não haja obstrução, pode-se iniciar a injeção em cada furo. O processo é executado 
sempre com pressão crescente.
1.3.2 Selagem de fissuras
Essa técnica é utilizada com o objetivo de vedar os bordos das fissuras ativas com a 
utilização de material aderente, resistente mecânica e quimicamente, não retrátil e com módulo 
de elasticidade suficiente para que haja adaptação à deformação da fissura.
A selagem de fissuras com abertura inferior a 10 mm segue o mesmo processo descrito 
no passo 4 do tópico 1.3.1. Já para fissuras com abertura superior a 10 mm e inferior a 30 mm, 
deve-se preencher a fenda com graute e selar as bordas com produto à base de epóxi, como no 
procedimento convencional. No caso de fissuras com abertura superior a 30 mm, elas são tratadas 
como juntas de dilatação. Com isso, há a inserção de um cordão de poliestireno extrudado ou de 
uma mangueira plástica para que o selante posicionado no fundo da fenda seja isolado.
1.3.3 Grampeamento
O processo de grampeamento ou costura das fendas consiste no emprego de armadura 
adicional para resistir ao esforço extra de tração que causou a fissura. Esse processo é aplicado nos 
casos em que o desenvolvimento da fissura ocorre por meio de linhas isoladas.
Os grampos devem ter comprimentos variados e ser dispostos com diferentes inclinações 
em relação ao eixo da abertura, para que, assim, não produzam esforços em linha.
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Figura 1 - Reparo de uma fissura por meio de grampeamento. Fonte: Souza e Ripper (1998).
Para a execução do procedimento, devem-se seguir algumas etapas:
1. Sempre que possível, descarregar a estrutura para aliviar as cargas que atuam na região 
onde o reparo ocorrerá.
2. Em seguida, para o assentamento das barras de aço (grampos), os berços devem ser 
executados na superfície do concreto, e os furos devem ser realizados para amarração 
das extremidades dos grampos. O interior desses furos deve ser preenchido com adesivo 
apropriado.
3. Caso a injeção da fenda seja realizada com resinas epoxídicas ou cimentícias, o 
grampeamento da fissura deve ser executado após a execução da selagem, a qual deve ser 
feita a um nível inferior ao do berço.
4. Inserção dosgrampos no elemento fissurado.
1.4 Reparo em Elementos Estruturais
Os reparos realizados em elementos estruturais são classificados de acordo com a 
profundidade do dano, podendo ser eles reparos superficiais, semiprofundos e profundos.
Os reparos superficiais, também chamados de rasos, são adotados quando a profundidade 
do dano é inferior a 2 cm. Eles podem ser classificados ainda em reparos superficiais em pequenas 
áreas ou em grandes áreas. No primeiro caso, estão aqueles aplicados quando a superfície a ser 
reparada possui até 15 cm². Já os reparos em grandes áreas se referem aos demais casos.
Por sua vez, os reparos semiprofundos são empregados quando a profundidade do dano 
varia de 2 a 5 cm e a armadura é afetada. Já os reparos profundos são aqueles empregados quando 
o dano atingiu uma profundidade superior a 5 cm.
Atualmente, os materiais mais empregados para reparos em elementos estruturais são a 
argamassa, o graute e o concreto.
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1.4.1 Reparo com argamassa
A argamassa é utilizada em reparos de pequena profundidade, no máximo 5 cm, e 
quando apenas a camada de concreto de cobrimento das armaduras está deteriorada. Os reparos 
podem ser executados com argamassas de três tipos (argamassa de cimento e areia, argamassa 
com polímeros e argamassa epoxídica), definidos em função da deterioração, da qualidade final 
do reparo e do custo.
A argamassa de cimento e areia tem a função de preencher as cavidades oriundas do 
processo de desgaste dos elementos estruturais. Ela pode ser confeccionada na obra, com traço 
1:3 e fator água/cimento 0,45, ou na indústria.
A argamassa com polímeros é resultante da adição de resinas sintéticas poliméricas 
à argamassa de cimento e areia. Com isso, obtém-se um produto com menor permeabilidade 
e maior aderência. Esse material ainda pode ser de dois tipos: argamassa convencional com 
adesivo PVA ou acrílico e argamassa seca com adesivo PVA ou acrílico. No primeiro caso, a 
recomendação é para uso em reparos superficiais de grandes áreas e em reparos semiprofundos. 
Já o segundo material é empregado em reparos profundos. Nos dois casos, o adesivo acrílico é 
utilizado quando o elemento a ser reparado está em contato permanente com água.
Por fim, a argamassa epoxídica trata-se do material que possui resina epoxídica adicionada 
à composição. Essa argamassa é utilizada em reparos de elementos estruturais expostos a agentes 
agressivos e quando há necessidade de urgência na liberação e utilização da estrutura após o 
reparo.
1.4.2 Reparo com concreto
O concreto utilizado nos reparos pode ser, por exemplo, do tipo convencional ou 
projetado. No primeiro caso, o concreto deteriorado é removido e substituído por outro de boa 
qualidade e que tenha afinidade com o concreto base. Essa técnica é adotada quando há falhas na 
concretagem, as famosas bicheiras, ou quando há deterioração da estrutura. Em ambos os casos, 
para a técnica ser aplicada, o reparo deve ser profundo e de grandes dimensões.
Já no concreto projetado, o material é lançado em alta velocidade, por meio de uma 
mangueira, e adere à superfície do elemento estrutural. Essa técnica é indicada para reparos 
semiprofundos e profundos.
1.4.3 Reparo com graute
O graute é uma argamassa de elevada fluidez e resistência, não apresenta retração e é 
autoadensável. Além disso, o material atinge elevada resistência rapidamente, o que o torna 
altamente viável em situações nas quais há necessidade de rápida liberação da estrutura para uso. 
O graute é indicado para reparos semiprofundos e profundos.
1.5 Reforço em Elementos Estruturais
Para elaboração e execução de projetos de reforço estrutural, devem-se levar em conta 
diversos fatores, dentre eles: projeto original, histórico da edificação, disponibilidade de mão de 
obra qualificada e de materiais, capacitação técnica do projetista, entre outros. Portanto, trata-se 
de um procedimento complexo e que necessita de diversos cuidados. A seguir, serão descritos 
alguns dos possíveis procedimentos de reforço estrutural empregados em estruturas de concreto.
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1.5.1 Armadura de complementação
Trata-se do acréscimo de barras de aço nos elementos estruturais, aumentando sua seção 
transversal. No caso de recuperação, alguns autores recomendam a adição de novas barras quando 
a área corroída total das barras em uma seção transversal ultrapassar 15% da área original. Porém, 
as novas armaduras também podem ser acrescentadas no caso de reforço do elemento estrutural. 
Para isso, deve-se atentar para alguns pontos, como as emendas.
As emendas possuem papel fundamental na qualidade e segurança do reforço realizado, 
podendo ser feitas por meio de solda ou de trepasse, sendo este último o mais recomendado. A 
emenda não deve ter comprimento elevado, pois pode acabar provocando a remoção desnecessária 
de concreto. Além disso, deve ter o menor espaço transversal possível para que as chances de 
obstrução do novo concreto sejam reduzidas.
1.5.2 Chapas e perfis metálicos
Esse tipo de reforço é composto de chapas e perfis metálicos colados ao concreto por meio 
de resina epóxi ou parafusos. O objetivo é assegurar a presença de uma armadura secundária, que 
pode aumentar em até 50% a resistência aos esforços.
Trata-se de uma alternativa eficiente e de rápida execução. Sua aplicação é recomendada 
nos casos em que não há possibilidade de grandes alterações na geometria da peça estrutural e 
situações de emergência, que necessitem de rápida solução. O reforço é de simples concepção, 
porém, demanda alto rigor em sua execução. Deve-se atentar para o adequado preparo da 
superfície que irá receber as chapas/perfis para que, assim, ocorra uma ligação perfeita. As 
espessuras da cola e da chapa/perfil não devem exceder 1,5 mm e 3 mm, respectivamente.
Figura 2 - Reforço estrutural com uso de chapas metálicas. Fonte: Souza e Ripper (1998).
Além do acréscimo de armadura passiva nos elementos estruturais, também é 
possível utilizar cabos e tirantes como armadura ativa externa. Nesse caso, os 
cabos inseridos ficam expostos ao meio, necessitando, assim, de uma proteção 
extra para conservação dos mesmos. As situações mais comuns para a utilização 
da técnica de protensão externa são: aumento da capacidade de carga do elemento, 
costura de fissura em vigas, entre outras.
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2 RECUPERAÇÃO E REFORÇO DE ALVENARIA ESTRUTURAL
Assim como na recuperação e reforço de elementos estruturais, as técnicas empregadas 
na alvenaria estrutural também fazem uso de materiais como aço, concreto, graute e argamassa. A 
seguir, serão abordadas as técnicas mais utilizadas para reforço e recuperação de alvenaria estrutural.
2.1 Injeção de Resinas Poliméricas Expansivas
Esse procedimento é aplicado em situações nas quais há esforços excessivos de tração ou 
há necessidade de vedação e impermeabilização do sistema construtivo. Com isso, há aumento 
na rigidez da alvenaria. As resinas empregadas são flexíveis e hidrofóbicas, o que permite uma 
perfeita adesão ao concreto. Além disso, dada sua característica impermeabilizante, o material 
protege a estrutura contra infiltrações.
As resinas podem ser classificadas em três tipos, conforme menciona Rangel (2013): 
resinas termofixas, termoplásticas e os elastômeros. Porém, a mais empregada na construção 
civil é a resina termofixa, que possui características superiores às demais. Nesse tipo, podemos 
encontrar o poliéster, o epóxi, a vinílica, a fenólica e poliuretano. Dentre essas, a resina termofixa 
epóxi é a mais utilizada, porque o material possui uma resistência maior e consegue atingir uma 
deformação maior se comparadoaos demais tipos.
A resina é aplicada da seguinte maneira: executam-se furos em locais previamente 
escolhidos e distribuídos ao longo da alvenaria e, então, injeta-se o material sob pressão, por 
gravidade ou por vácuo, nos furos executados anteriormente.
Já discutimos, em unidades anteriores, que o custo para correção de manifestações 
patológicas na fase de uso é muito maior do que nas fases anteriores. Além disso, 
há incômodo dos usuários e dificuldade de execução dos procedimentos.
Um exemplo de obra de reforço que teve grande custo econômico foi o reaprumo 
dos prédios de Santos. Em uma edificação em especial, foi gasto 1,5 milhão de 
reais, que poderia ter sido evitado com um estudo geotécnico mais aprofundado.
Para uma melhor compreensão dos serviços de patologia, 
manutenção e reforço em alvenaria estrutural, leia: MICHELON, D. 
Alvenaria Estrutural: Recuperação e Reforço de uma Edificação 
Residencial. 2016. TCC (Graduação em Engenharia Civil) – 
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2016. 
Disponível em:
https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/159613/001019360.pdf?sequence=1&isAllowed=y.
https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/159613/001019360.pdf?sequence=1&isAllowed=y
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2.2 Grauteamento
Diferentemente da técnica anterior, aqui o objetivo é aumentar a resistência da alvenaria à 
compressão, cisalhamento ou à flexão. A aplicação de graute à alvenaria, somada à utilização dos 
blocos de concreto e armadura, faz o papel de um pilar na alvenaria estrutural.
Para a realização do grauteamento, deve-se, inicialmente, realizar um furo imediatamente 
acima do local que necessita de reforço no bloco. Assim, o material será distribuído por gravidade 
para os demais blocos. Posteriormente, se necessário, há a inserção de armaduras também pelo 
furo. Por fim, insere-se o graute pelo furo, certificando-se de que o interior dos blocos estará 
completamente preenchido.
2.3 Argamassa Armada
O emprego de argamassa armada na alvenaria é indicado para pequenos reparos. A 
técnica pode ser utilizada na alvenaria de vedação para combater fissuras decorrentes da diferença 
no comportamento térmico dos materiais, como na alvenaria estrutural, para reforçar o sistema 
construtivo.
O nome da técnica vem dos materiais utilizados, pois uma tela galvanizada é empregada 
sobre a parede e, posteriormente, coberta com argamassa. A recomendação, conforme Thomaz 
(1989), é que a tela traspasse, no mínimo, 15 cm para cada lado da fissura. Com isso, é possível 
aumentar a resistência do sistema quanto aos esforços de cisalhamento e flexo-compressão.
Figura 3 - Argamassa armada aplicada sobre parede. Fonte: Michelon (2016).
Para uma melhor compreensão sobre a necessidade de reforço 
estrutural em estruturas de concreto, assista ao vídeo: Quando e 
Como Fazer Reforço em Estruturas de Concreto Armado?.
Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=CMdQimAlB8o.
https://www.youtube.com/watch?v=CMdQimAlB8o
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3 MANUTENÇÃO
Segundo a NBR 5674/2012, manutenção é o conjunto de atividades a serem realizadas 
para conservar ou recuperar a capacidade funcional da edificação e de suas partes constituintes 
para atender às necessidades e segurança dos seus usuários.
Como visto nas unidades anteriores, as manifestações patológicas da construção civil têm 
suas origens em qualquer fase do processo construtivo, incluindo na etapa de uso da edificação. 
Por isso, torna-se fundamental a realização periódica de manutenção das obras, especialmente 
aquelas voltadas para prevenção de anomalias.
Ainda conforme a mesma norma técnica, existem alguns requisitos básicos que compõem 
o sistema de manutenção das edificações, sendo eles: organização, relatório de inspeção predial e 
programa de manutenção.
A organização deve levar em conta diversos aspectos relacionados à edificação, como: 
tipo de uso, tamanho e complexidade funcional, número e dispersão geográfica, localização e 
implicações no entorno.
O relatório de inspeção predial tem como objetivo a coleta e o registro de informações 
pertinentes durante uma inspeção na edificação, que deve sempre ser feita de acordo com os 
intervalos propostos pela norma. O documento deve descrever a situação de cada elemento/
sistema degradado da edificação, estimar a perda do seu desempenho, classificar os serviços de 
acordo com o grau de urgência que possuem, recomendar ações, entre outros.
Por fim, o programa de manutenção engloba a previsão dos métodos de trabalhos 
empregados nos elementos degradados, os equipamentos necessários e o cronograma de 
realização em função de cada elemento/sistema.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conforme apresentado nesta unidade, os procedimentos adotados para recuperação 
ou reforço de uma edificação variam desde uma simples tarefa até a mais complexa, como a 
destruição parcial da estrutura, a atividade de reposição de concreto degradado ou de acréscimo 
de armadura.
Qualquer que seja o trabalho executado, sempre deverá haver rigor e obediência às normas 
e recomendações práticas no seu planejamento e execução, uma vez que existe a possibilidade de 
as atividades de reparo e reforço danificarem, ainda mais, a edificação ao invés de corrigi-la.
Além disso, vale mencionar a importância das inspeções e de sua periodicidade para a 
identificação das anomalias, das causas, dos sintomas e da origem e, com isso, conseguir definir a 
terapia mais adequada para cada manifestação patológica.
Ademais, a qualidade do profissional designado para inspecionar a estrutura, os materiais 
e a mão de obra são fatores fundamentais para o sucesso das atividades realizadas na edificação, 
pois afetam diretamente o desempenho das estruturas após o processo de intervenção.
Por fim, percebemos que, apesar das inúmeras técnicas disponíveis para reforço e 
recuperação de estruturas, é fundamental a presença de um programa de manutenção da 
edificação para que, assim, seja priorizada a realização de manutenções preventivas que, em geral, 
são mais econômicas que as de reparação do problema.
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ENSINO A DISTÂNCIA
REFERÊNCIAS
AEC WEB. Descolamento de revestimento cerâmico. 2022. Disponível em: https://www.aecweb.
com.br/revista/materias/como-escolher-revestimentos-ceramicos-e-evitar-patologias/6088. 
Acesso em: 30 maio 2022.
ALONSO, U. R. Previsão e controle das fundações: uma introdução ao controle. 3. ed. São 
Paulo: Edgard Blucher, 2020.
BASTOS, P. S. Alvenaria Estrutural. Bauru: UNESP, 2021.
CASTRO, E. M. C. Patologia dos edifícios em estrutura metálica. 1999. Dissertação (Mestrado) 
– Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 1999.
DO CARMO, P. O. Patologia das construções. Santa Maria: CREA/RS, 2003.
FÓRUM DA CONSTRUÇÃO. Construção com alvenaria de vedação. 2022a. Disponível em: 
http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=7&Cod=1642. Acesso em: 30 maio 
2022.
FÓRUM DA CONSTRUÇÃO. Presença de umidade na base da parede. 2022b. Disponível em: 
http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=36&Cod=1802. Acesso em: 30 maio 
2022.
GAIL. Trinca em revestimento de piso. 2020. Disponível em: https://blog.gail.com.br/patologia-
em-revestimentos-ceramicos-o-que-e-e-quais-as-causas/#:~:text=Patologia%20em%20um%20
sistema%20de,o%20descolamento%20de%20placas%20cer%C3%A2micas. Acesso em: 30 maio 
2022.
GNIPPER, S. F.; MIKALDO JR., J. Patologias frequentes em sistemas 
prediais hidráulicosanitários e de gás combustível decorrentes de falhas 
no processo de produção do projeto. In: DocPlayer. 2007. Disponível em: 
http://docplayer.com.br/55289233-Patologias-frequentes-em-sistemas-prediais-hidraulico-sanitarios-e-de-gas-combustivel-decorrentes-de-falhas-no-processo-de-producao-do-projeto.
html. Acesso em: 30 maio 2022.
ISO - INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDZATION. General Principles on 
the Design of Structures for Durability. ISO 13823. Geneva: ISO/TC, 2008.
MEDIUM. Eflorescência em alvenaria composta por bloco cerâmico e por concreto. 2016. 
Disponível em: https://medium.com/@impermeabilize/efloresc%C3%AAncias-em-alvenarias-
7d82ad3f658. Acesso em: 30 maio 2022.
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ENSINO A DISTÂNCIA
REFERÊNCIAS
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Alegre: UFRGS, 2016.
NEVES, A. Eflorescência: saiba tudo sobre essa manifestação patológica. In: Blok. 2021. Disponível 
em: https://www.blok.com.br/blog/eflorescencia. Acesso em: 30 maio 2022.
RANGEL, G. W. A. Avaliação do desempenho estrutural de painéis de alvenaria de blocos 
de concreto reforçados com PRFC. 2013. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) � 
Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2013.
RESIDENCIAL ALEMANHA. Construção com alvenaria estrutural (bloco de concreto). 2015. 
Disponível em: http://condominioalemanha.blogspot.com/2015/08/alvenaria-estrutural.html. 
Acesso em: 30 maio 2022.
SÍNDICO LEGAL. a) Fissura; b) Trinca; c) Rachadura; d) Fenda. 2019. Disponível em: https://
sindicolegal.com/estruturas-fissuras-tricas-rachaduras-e-fendas/. Acesso em: 30 maio 2022.
SITTER, W. R. Costs for service life optimization. The Law of fives. Copenhagen: CEBRILEM, 
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SOUZA, V. C. M.; RIPPER, T. Patologia, recuperação e reforço de estruturas de concreto. São 
Paulo: Pini, 1998.
THOMAZ, E. Trincas em edifícios: causas, prevenção e recuperação. São Paulo: Pini, 1989.
THÓRUS ENGENHARIA. Desagregação e fissura por corrosão em um pilar. 2020. Disponível 
em: https://thorusengenharia.com.br/patologia-nas-edificacoes/. Acesso em: 30 maio 2022.
VITÓRIO, A. Fundamentos da Patologia das Estruturas nas Perícias de Engenharia. Recife: 
Instituto Pernambucano de Avaliações e Perícias de Engenharia (IBAPE), 2003.e tratados com terapia específica. Para isso, 
um diagnóstico completo deve englobar todos os aspectos do problema, quais sejam:
• Sintomas: referem-se, basicamente, aos defeitos apresentados pela edificação. Em geral, 
é possível deduzir a natureza, a origem e os mecanismos associados a esses defeitos, visto 
que as manifestações externas são características. Além disso, vale ressaltar que, mesmo 
que pequenos, os defeitos sempre afetam aspectos estéticos da construção, causando 
incômodo aos usuários e, em boa parte das vezes, afetam também aspectos estruturais, 
podendo ocasionar o colapso parcial ou total. Os sintomas mais comuns são: fissuras, 
flechas excessivas, corrosão das armaduras, segregação do concreto, entre outros. A 
Figura 1 mostra um sintoma bastante comum nas construções.
Figura 1 - Desagregação e fissura por corrosão em um pilar. Fonte: Thórus Engenharia (2020).
• Causas: são os agentes causadores das manifestações patológicas. As causas podem ser 
as mais variadas, desde variações térmicas e de umidade até agentes biológicos, físicos ou 
químicos. A identificação do agente causador é fundamental para a solução da falha, visto 
que, para cada causa, há uma terapia correspondente.
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• Mecanismos: todo sintoma ocorre por meio de um mecanismo. Portanto, trata-se do 
processo necessário para que os defeitos surjam.
• Origem: corresponde à etapa do processo construtivo ou de uso em que a falha teve 
origem. A importância desse aspecto se dá pela identificação e responsabilização de quem 
cometeu a falha e pela escolha da terapia mais adequada. No geral, podemos dividir o 
processo em cinco grandes etapas, sendo elas: planejamento, projeto, fabricação de 
materiais, execução e uso. As manifestações surgem somente após o início da fase de 
execução da edificação. Porém, é na etapa de projeto que a grande maioria das falhas tem 
origem, sendo o engenheiro projetista o responsável pelas possíveis falhas. Na fase de 
execução, pode haver negligência por parte da mão de obra contratada ou da construtora. 
Por fim, quando a falha tem origem na etapa de utilização, a responsabilidade é atribuída 
ao encarregado pela manutenção da edificação.
• Consequências: referem-se às consequências geradas pelas manifestações patológicas, as 
quais tendem a ser evolutivas e se agravar com o tempo. Além do agravamento da própria 
falha, pode ocorrer também o surgimento de outros problemas associados ao inicial, 
como, por exemplo, o aparecimento de fissuras nas paredes de vedação, desencadeadas 
pela presença de flechas excessivas em vigas. As consequências podem estar associadas ao 
Estado Limite Último, quando afetam a segurança da estrutura, ou ao Estado Limite de 
Serviço, quando atingem o conforto dos usuários e a aparência da estrutura.
O diagnóstico pode ser dividido em algumas etapas, sendo elas: identificação dos sintomas, 
quantificação dos danos, conhecimento sobre a estrutura e realização de análises e ensaios.
Inicialmente, para a etapa de identificação dos sintomas, deve-se realizar um exame visual 
da edificação, buscando-se mapeá-los. Junto a essa etapa, realiza-se também uma quantificação 
dos danos com coleta de informações por meio de medições e conhecimento das condições 
prévias às falhas.
Posteriormente, ainda visando a complementar a etapa de coleta de dados, deve-se 
conhecer ao máximo a estrutura, levando em consideração o tempo de uso, o responsável pelo 
projeto e pela obra, os materiais utilizados, entre outras informações. Por fim, quando as demais 
etapas ainda são insuficientes para a definição da terapia, há a realização de ensaios e análises dos 
resultados obtidos.
Após a realização do diagnóstico da estrutura, abordando todos os aspectos e fases 
apresentados anteriormente, pode-se dar início à escolha da terapia adequada para cada 
manifestação patológica.
A terapia escolhida poderá ser voltada para o reforço, recuperação ou reparo da estrutura. 
No primeiro caso, o objetivo é o aumento da resistência às solicitações às quais a estrutura está 
submetida. Para isso, as soluções empregadas vão desde o aumento da seção transversal do 
elemento à utilização de reforços externos, como chapas de aço.
Quando a terapia se baseia na recuperação, o objetivo passa a ser o restabelecimento da 
integridade física da peça estrutural. Nesse caso, a estrutura volta a ter a vida útil inicial. Já o 
reparo trata-se da menor intervenção no elemento estrutural, corrigindo problemas pontuais, 
como correção de fissuras.
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Os custos da correção adotada variam conforme o tempo da manifestação e detecção da 
falha na estrutura. Apesar de grande parte das manifestações patológicas ocorrer durante a etapa 
de uso da estrutura, a maioria delas tem a sua origem na etapa de projeto, e é justamente lá que as 
intervenções apresentam os melhores resultados, com os menores custos, como se pode observar 
na Figura 2.
Figura 2 - Lei da evolução dos custos. Fonte: Sitter (1984).
1.6 Manutenção
Segundo a NBR 15575/2013, manutenção é o conjunto de atividades realizadas para 
conservar ou recuperar a capacidade funcional da edificação e de seus sistemas constituintes, com 
o objetivo de atender às necessidades e à segurança dos usuários. Assim, trata-se das atividades 
necessárias para garantir um desempenho adequado da edificação, com o intuito de prolongar, 
ao máximo, sua vida útil.
A manutenção pode ser de três tipos: corretiva, preventiva e preditiva.
• Manutenção corretiva: trata-se de uma ação reativa, visto que é aplicada somente após 
a ocorrência de uma falha que prejudique o desempenho da estrutura. Com isso, esse 
tipo de manutenção é a mais onerosa, pois, como há espera para surgimento do defeito, 
requer-se mais tempo de paralisação de uso, maior custo de materiais e de mão de obra 
por conta da situação emergencial.
• Manutenção preventiva: como o próprio nome já sugere, esse tipo de manutenção atua 
antecipadamente, de forma a dispensar a necessidade de correções. Portanto, existe uma 
demanda de planejamento com datas predefinidas para as manutenções. O plano de 
manutenção é feito com base, por exemplo, no histórico de manutenções anteriores.
A patologia das construções, apesar de ser um tema com grande destaque nos 
últimos anos, é abordada desde tempos remotos. A primeira referência a esse 
assunto foi encontrada no Código de Hamurabi, há cerca de 4.000 anos. O Código 
já mencionava a obrigação de o construtor indenizar o proprietário da obra em 
caso de danos advindos de execução incorreta.
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• Manutenção preditiva: assim como a manutenção preventiva, esse tipo também é 
realizado com base em um plano de manutenção. Porém, difere da anterior pelo fato 
de a manutenção não ser realizada com base em datas, mas, sim, no desempenho da 
edificação.
2 NORMAS DE DESEMPENHO
Apesar de o surgimento de algumas manifestações patológicas ser normal com o decorrer 
do tempo, é possível evitá-las de diversas formas, dentre elas, seguindo-se as diretrizes das normas 
técnicas. Uma Norma de Desempenho é definida como o conjunto de requisitos (qualitativos), 
critérios (quantitativos) e métodos de avaliação estabelecidos para uma edificação, de acordo 
com requisitos dos usuários.
No Brasil, a norma técnica que estabelece critérios para garantir o desempenho 
satisfatório das edificações é a NBR 15575/2013 – Edificações habitacionais – Desempenho. Essa 
norma estabelece critérios que visam a garantir conforto e segurança aos usuários de edificações 
habitacionais.
O documento está dividido em seis partes, quais sejam:
• Requisitos gerais;
• Requisitos para ossistemas estruturais;
• Requisitos para os sistemas de pisos;
• Requisitos para os sistemas de vedações verticais internas e externas – SVVIE;
• Requisitos para os sistemas de coberturas;
• Requisitos para os sistemas hidrossanitários.
Para o estabelecimento dos requisitos listados, a Norma de Desempenho apresenta uma 
lista geral de requisitos do usuário relativos à segurança (segurança estrutural, segurança contra 
fogo e segurança no uso e na operação), habitabilidade (estanqueidade, desempenho térmico, 
desempenho acústico, desempenho lumínico, saúde, higiene e qualidade do ar, funcionalidade 
e acessibilidade, conforto tátil e antropodinâmico), sustentabilidade (durabilidade, 
manutenibilidade e impacto ambiental) e nível de desempenho.
Dessa maneira, com o atendimento aos requisitos propostos pela Norma de Desempenho, 
é possível evitar o surgimento de manifestações patológicas e prolongar a vida útil da edificação 
e seus componentes.
Para uma melhor compreensão de quando utilizar cada uma das 
manutenções descritas, assista ao vídeo: Qual tipo de manutenção 
usar? Corretiva, Preventiva ou Preditiva?.
Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=PtWvtP91qbc.
https://www.youtube.com/watch?v=PtWvtP91qbc
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3 PERÍCIAS DE ENGENHARIA
Conforme visto nos tópicos anteriores, as construções civis estão sujeitas ao surgimento 
de anomalias, sejam elas decorrentes da deterioração natural da estrutura, seja de erro humano 
proveniente de alguma etapa construtiva.
Além disso, vimos também a importância dos estudos voltados para a prevenção e 
tratamento das manifestações patológicas. Porém, em alguns casos, que geralmente envolvem 
ações judiciais, esses estudos tão somente são insuficientes, sendo necessária uma investigação 
das causas dos defeitos existentes. Nesse sentido, surgiram as Perícias de Engenharia.
Segundo a NBR 13752/1996, perícia é a atividade que busca apurar a asserção de direitos 
ou as possíveis causas que motivaram a ocorrência de determinado evento.
A norma ainda classifica a atividade em diferentes espécies, sendo elas:
• Arbitramento: atividade que envolve a tomada de decisão entre alternativas tecnicamente 
controversas ou que decorrem de aspectos subjetivos. Trata-se, portanto, de um 
procedimento privado que visa à solução de controvérsias entre duas ou mais pessoas. 
Dentre os inúmeros benefícios dessa espécie de perícia, podemos citar a rapidez no 
julgamento da causa, redução de custos, possibilidade de escolha de um árbitro especialista 
no assunto, entre outros.
• Avaliação: atividade que envolve a determinação técnica do valor monetário de um bem, 
direito ou empreendimento.
• Exame: trata-se da inspeção sobre pessoa, coisas, móveis e semoventes, para verificação de 
fatos/circunstâncias que interessem à causa. O exame é sempre realizado por um perito.
• Vistoria: é a constatação de um fato por meio de um exame circunstanciado e minucioso 
dos elementos que o constituem. Nesse caso, não há questionamentos sobre as causas 
motivadoras do fato. A vistoria pode ser técnica, cautelar ou para avaliação.
Como mencionado, as perícias geralmente são executadas por ordem judicial, mas 
também podem ser originadas por ações extrajudiciais ou administrativas. No caso das perícias 
judiciais, pode-se citar como exemplo: avaliação de imóveis, arbitramento de aluguéis, perícias 
de patologias construtivas.
Independentemente do tipo de ação originária, as perícias somente podem ser realizadas 
por um profissional legalmente habilitado pelos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura 
e Agronomia. O profissional pode atuar como perito judicial, assistente técnico ou árbitro.
3.1 Perito Judicial
A NBR 13752/1996 define perito como o profissional legalmente habilitado pelos 
Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, com atribuições para exercer a 
perícia.
O perito, na área judicial, denominado perito judicial, é nomeado pelo juiz e o auxilia 
a compreender questões relativas aos laudos técnicos emitidos na perícia, visto que o juiz não 
possui conhecimento técnico suficiente na área da construção civil. Apesar do importante papel 
nas decisões judiciais, não cabe ao perito o mérito da sentença, mas apenas, como mencionado, 
o auxílio para o embasamento da decisão do juiz.
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O profissional, assim como os demais, possui alguns direitos, como: escusar-se da 
nomeação, ter remuneração compatível com o ofício e poder se valer de todos os meios. Já dentre 
os deveres, podem ser citados: obrigação de trazer a verdade e de cumprir o ofício no prazo 
determinado. 
3.2 Assistente Técnico
Segundo a NBR 13752/1996, assistente técnico é o profissional legalmente habilitado 
pelos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, indicado e contratado pela 
parte para orientá-la, assistir os trabalhos periciais em todas as suas fases da perícia e, quando 
necessário, emitir seu parecer técnico.
Diferentemente do perito judicial, que é nomeado pelo juiz e o assessor, sendo considerado 
um auxiliar da justiça, o assistente técnico é contratado por uma das partes para auxiliar na sua 
defesa.
Dentre as funções exercidas pelo assistente, podemos citar:
• Auxiliar o advogado durante todo o processo;
• Colaborar na formulação de quesitos;
• Levantar informações e fornecê-las ao perito oficial;
• Assinar o laudo técnico do perito oficial, quando concordar;
• Emitir parecer técnico, quando discordar do perito.
Como observado, existem dois documentos principais presentes em uma perícia: o laudo 
técnico e o parecer técnico. O laudo, segundo a NBR13752/1996, é uma peça na qual o perito 
relata o que observou e dá suas conclusões ou avalia, fundamentadamente, o valor de coisas ou 
direitos.
O parecer técnico, ainda segundo a mesma norma, trata-se de uma opinião, conselho 
ou esclarecimento técnico, emitido por um profissional legalmente habilitado sobre assunto de 
sua especialidade. Com isso, os documentos diferem entre si pelo profissional responsável pela 
emissão e pela relevância no processo. Enquanto o laudo serve para embasar a decisão judicial, o 
parecer serve apenas para embasar a defesa de uma das partes.
Para uma melhor compreensão acerca da área de perícia e formas 
de atuação do engenheiro nessa área, acessar: SARNI, J. F. A.; 
PEREIRA, I.; NADALINI, A. C. V. O PAPEL DO ENGENHEIRO COMO 
PERITO JUDICIAL E OS DESAFIOS ADVINDOS DO NOVO CÓDIGO 
DE PROCESSO CIVIL (CPC). Foz do Iguaçu-PR, 2017.
Disponível em:
https://ibape-nacional.com.br/biblioteca/wpcontent/uploads/2017/08/068.pdf.
https://ibape-nacional.com.br/biblioteca/wpcontent/uploads/2017/08/068.pdf
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Durante toda a unidade, pudemos compreender alguns conceitos básicos, como o 
de patologia das construções, que, assim como na medicina, estuda as doenças ou qualquer 
alteração em relação à normalidade. Além disso, foi possível compreender também os aspectos 
que interferem diretamente na vida útil da estrutura, como desempenho e durabilidade.
Pôde-se observar ainda que, para um bom diagnóstico, além de ter um amplo 
conhecimento sobre a área da patologia e sobre os materiais empregados na construção civil, o 
profissional necessita realizar uma investigação completa na estrutura. Com isso, deve-se reunir 
o maior número de informações possível, pois é através dessa investigação, conhecida como 
diagnóstico, que são identificadas as origens, causas e consequências do problema.
Aliado à realização de um bom diagnóstico, também devem-se buscar sanar as anomalias 
o quanto antes ou, melhor ainda, evitar o surgimento delas. Nesse sentido,a Lei de Sitter confirma 
a necessidade de planejamentos prévios. Isso porque o alto custo e a dificuldade para reparo 
das manifestações patológicas, especialmente nas fases finais do processo construtivo, tornam 
mais viável a implementação de programas de controle de qualidade em cada uma das etapas 
construtivas, assegurando, assim, a durabilidade das edificações de forma mais econômica.
Por fim, estudamos a área voltada para a investigação das possíveis causas de defeitos 
existentes nas construções, a perícia de engenharia. Vimos a importância que o engenheiro/
arquiteto tem nas decisões judiciais, fornecendo informações fundamentais para o juiz, visto que 
este não possui conhecimento técnico na área.
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02
SUMÁRIO DA UNIDADE
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................................... 16
1 ELEMENTOS DO PROJETO DE ESTRUTURAS ........................................................................................................ 17
1.1 ESTADOS LIMITES ................................................................................................................................................. 17
1.2 AÇÕES NAS ESTRUTURAS ................................................................................................................................... 18
2 PATOLOGIA DAS ESTRUTURAS DE CONCRETO .................................................................................................... 18
2.1 FISSURAÇÃO .......................................................................................................................................................... 19
2.1.1 CAUSAS ................................................................................................................................................................20
2.2 CORROSÃO DAS ARMADURAS ............................................................................................................................22
2.3 CARBONATAÇÃO ...................................................................................................................................................22
2.4 SEGREGAÇÃO ........................................................................................................................................................23
PATOLOGIA DAS ESTRUTURAS
ENSINO A DISTÂNCIA
DISCIPLINA:
PATOLOGIA, PERÍCIA E MANUTENÇÃO EM 
EDIFICAÇÕES
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2.5 PERDA DE ADERÊNCIA ........................................................................................................................................23
3 PATOLOGIA DAS ESTRUTURAS METÁLICAS .........................................................................................................23
3.1 CORROSÃO .............................................................................................................................................................23
3.2 TINTAS ...................................................................................................................................................................24
4 PATOLOGIA DAS FUNDAÇÕES ................................................................................................................................26
CONSIDERAÇÕES FINAIS ...........................................................................................................................................27
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INTRODUÇÃO
As estruturas, em geral, apresentam elevada resistência e podem durar décadas ou mesmo 
séculos, sendo as pirâmides do Egito um bom exemplo disso. Porém, nos últimos anos, mesmo 
diante de uma crescente no desenvolvimento de materiais e métodos construtivos, o número 
de manifestações patológicas tem aumentado e, consequentemente, o número de acidentes. 
Isso ocorre porque, muitas vezes, quando se utilizam novos materiais e métodos construtivos, o 
comportamento da estrutura a longo prazo torna-se desconhecido.
Além disso, mesmo diante da evolução tecnológica na construção civil, as estruturas 
continuam envelhecendo e necessitando de uma atenção especial. Com o decorrer do tempo, 
o número de manifestações patológicas na construção civil tende a aumentar, especialmente se 
não houver o devido cuidado nas etapas construtivas ou durante o uso para a conservação da 
edificação. Os defeitos podem se manifestar em qualquer método construtivo, seja em estruturas 
de concreto armado ou de aço, por exemplo.
O concreto armado é um dos materiais mais empregados na construção civil, e isso se 
deve ao fato de ele ser um material de fácil aquisição e manuseio, além de não necessitar de 
mão de obra especializada. Porém, apesar das diversas vantagens, há um grande número de 
manifestações patológicas presentes nas estruturas de concreto armado, sendo a fissuração uma 
das mais comuns. O mesmo ocorre com as estruturas metálicas: a despeito de apresentarem 
resistência elevada, podem surgir diversos defeitos, sendo a corrosão um dos principais.
Nesta unidade, estudaremos as patologias presentes nas estruturas. No tópico 1, 
abordaremos alguns dos elementos fundamentais ao projeto de estruturas. No tópico 2, 
serão apresentadas as principais manifestações patológicas presentes no concreto. No tópico 
3, trataremos das manifestações patológicas em estruturas metálicas. Por fim, no tópico 4, 
abordaremos os defeitos apresentados nas fundações.
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1 ELEMENTOS DO PROJETO DE ESTRUTURAS
Dentre os elementos constituintes de uma edificação, a estrutura é a parte mais resistente. 
Ela é a responsável por receber e transmitir cargas, promovendo a segurança e a rigidez da 
construção.
A estrutura é concebida por meio do projeto estrutural, que visa ao dimensionamento 
dos elementos estruturais (lajes, vigas, pilares etc.), buscando garantir o equilíbrio e níveis de 
resistência adequados desses e também da estrutura de uma forma geral. Por isso, a estrutura é 
um dos principais elementos de uma edificação, pois, sem ela, é impossível garantir a estabilidade.
O projeto estrutural é de responsabilidade do engenheiro civil. Porém, é imprescindível 
que demais profissionais, especialmente da área de perícia, possuam um conhecimento básico 
acerca do comportamento estrutural da edificação. Isso porque, no caso do perito, apesar de não 
haver necessidade de elaborar projetos dessa área, o profissional se depara com manifestações 
patológicas que, na maioria das vezes, são originárias de fenômenos de natureza estrutural.
Com isso, ele se torna capaz de identificar e tratar anomalias associadas ao comportamento 
estrutural e, consequentemente, emitir pareceres sem a necessidade de recorrer ao engenheiro 
responsável pelo projeto.
O projeto de estruturas envolve alguns elementos essenciais que, quando desconsiderados 
ou utilizados inadequadamente, contribuem diretamente para o surgimento de manifestações 
patológicas, sendo eles: Estados Limites e Ações nas estruturas.
1.1 Estados Limites
Quando se fala em construção civil, uma das principais questões abordadas é a segurança 
da edificação, especialmente no que diz respeito aos projetos estruturais. Isso porque uma possível 
falha nos demais projetos (elétrico, hidráulico, arquitetônico etc.), em geral, não tem o mesmo 
impacto nem a mesma gravidade que um colapso estrutural.
O projeto estrutural deve ser elaborado em conformidade com as normas vigentes, 
visando a garantir condições adequadas de uso, bom aspecto visual e, acima de tudo, segurança 
da estrutura contra possíveis rupturas e deformações excessivas.
Quando a estrutura não atinge limites mínimos que garantam a durabilidade, estabilidadee funcionalidade, é possível que um Estado Limite tenha sido violado, de forma que a estrutura 
se torna inviável para a finalidade a que foi destinada.
A NBR 6118/2014 trata de dois aspectos referentes à segurança: Estado Limite de 
Serviço (ELS) e Estado Limite Último (ELU). O primeiro, ELS, é relativo à segurança do usuário 
na utilização da edificação. Nesse caso, quando a estrutura atinge esse limite, a sua capacidade 
resistente não foi exaurida, mas não há mais condições suficientes que garantam a durabilidade e 
funcionalidade da edificação. Já o ELU refere-se à segurança da estrutura contra o colapso.
Nesse aspecto, há o esgotamento da capacidade portante dos elementos estruturais ou 
perda de equilíbrio do sistema. Vale mencionar que esse limite nunca pode ser alcançado, caso 
contrário, alcançaremos a ruína da estrutura.
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1.2 Ações nas Estruturas
Como mencionado, as estruturas estão submetidas a diversas ações, que possuem 
origens, intensidades e direções variadas. As cargas podem ser decorrentes da própria edificação, 
como o peso próprio da estrutura e da alvenaria, e de fatores externos, como o vento e variações 
de temperatura. Essas ações são responsáveis pelo surgimento de tensões e deformações nas 
estruturas. Ainda segundo a mesma norma, as ações podem ser classificadas, segundo sua 
variabilidade com o tempo, em permanentes, variáveis ou excepcionais.
• Ações permanentes: são aquelas que possuem valores praticamente constantes durante a 
vida da edificação. Podem ainda ser classificadas em diretas, quando decorrem de cargas 
atuantes (peso próprio da estrutura ou de elementos construtivos permanentes), ou 
indiretas, quando decorrem de deformações (recalque de apoio, retração e protensão);
• Ações variáveis: são aquelas que possuem valores com variação significativa durante a 
vida da edificação. As ações variáveis podem ser diretas, indiretas ou dinâmicas. Alguns 
exemplos são: cargas de uso e seus efeitos, vento, variação de temperatura etc;
• Ações excepcionais: correspondem àquelas que possuem duração extremamente curta 
e baixa probabilidade de ocorrência durante toda a vida da construção. São exemplos: 
ações decorrentes de explosões, incêndio, choque de veículos etc.
2 PATOLOGIA DAS ESTRUTURAS DE CONCRETO
O concreto armado é um dos materiais mais empregados em todo o mundo para a 
construção de estruturas. A solução surgiu com o intuito de aliar a elevada resistência à compressão 
do concreto com a resistência à tração do aço. Dessa forma, obtém-se um material resistente, 
simultaneamente, às tensões de compressão e tração.
A utilização do concreto armado em larga escala é justificada pelas diversas vantagens 
apresentadas por esse material, dentre elas: preço dos materiais, uso de mão de obra mais barata 
e menos especializada devido à baixa complexidade na execução, tempo reduzido de execução 
do projeto e possibilidade de obter uma estrutura com formas variadas de maneira rápida. Outra 
grande vantagem apresentada pelo concreto é a durabilidade, decorrente da elevada resistência à 
ação da água e à agressividade do ambiente. Com isso, o material possui uma menor periodicidade 
e custo de manutenção.
Diante do ótimo desempenho apresentado pelo concreto armado, por muito tempo 
acreditou-se que se tratava de um material eterno, que não necessitava de manutenções ou 
reparos. Porém, com a aplicação em larga escala, empregando-o nos mais variados ambientes e 
com variadas solicitações, percebeu-se que há necessidade de manutenções periódicas e que o 
material não é infinito, apresentando deterioração ao longo do tempo.
Além disso, mesmo diante de inovações tecnológicas, não tem havido uma redução das 
manifestações patológicas. Isso ocorre, dentre outros motivos, porque o meio no qual as estruturas 
estão inseridas se tornou mais agressivo e, também, porque as técnicas de dimensionamento 
e construção tornaram-se mais avançadas e econômicas, porém, sem conhecimento do 
comportamento da estrutura a longo prazo, interferindo, assim, negativamente na durabilidade 
da edificação.
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As anomalias que surgem no concreto armado são, em geral, extremamente características 
e podem ter diversas origens, como: deficiências de projeto, deficiências de execução, má qualidade 
dos materiais, sinistros, uso inadequado da edificação e ausência de manutenção. As mais comuns 
são: fissuração, corrosão das armaduras, carbonatação, segregação e perda de aderência.
2.1 Fissuração
As fissuras, trincas, rachaduras e fendas, conhecidas também como aberturas, são os 
sintomas mais comuns nas edificações e são classificadas conforme a espessura da abertura.
• Fissura: trata-se de uma abertura na forma de linha, que surge na superfície de qualquer 
material sólido. É proveniente da ruptura sutil de parte de sua massa, com espessura 
de, no máximo, 0,5 mm. Essa manifestação patológica não causa problemas estruturais, 
portanto, não é perigosa;
• Trinca: trata-se de uma abertura na forma de linha, que surge na superfície de qualquer 
material sólido. É proveniente de evidente ruptura de parte de sua massa, com espessura 
de 0,5 a 1 mm. As trincas podem afetar a segurança dos elementos estruturais;
• Rachadura: trata-se de uma abertura expressiva que aparece na superfície de qualquer 
material sólido. É proveniente de acentuada ruptura de sua massa. A espessura varia de 
1 até 1,5 mm. Diferentemente das manifestações patológicas anteriores, a rachadura é 
muito perigosa e requer atenção imediata. Nesse caso, é possível “ver” através da abertura;
• Fenda: trata-se de uma abertura expressiva que aparece na superfície de qualquer material 
sólido. É proveniente da acentuada ruptura de sua massa. A espessura é superior a 1,5 mm.
Figura 1 - a) Fissura; b) Trinca; c) Rachadura; d) Fenda. Fonte: Síndico Legal (2019).
Você sabia que é na etapa de projeto que a grande maioria das falhas tem 
origem? Isso mostra a importância de planejamento adequado e elaboração de 
um projeto de qualidade, seguindo à risca os padrões de qualidade das normas e 
as recomendações práticas.Além disso, a incidência na fase de projeto é seguida 
pela de execução. Assim, percebemos a necessidade de manter qualidade em 
todas as etapas do processo construtivo, pois de nada adianta realizar um projeto 
com rigor se a execução for realizada sem qualidade.
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As aberturas também podem ser classificadas como ativas ou passivas. As primeiras 
variam conforme as mudanças de tensões, sendo, geralmente, causadas por dilatação ou contração 
dos elementos. Já as aberturas passivas estabilizam quando chegam à sua abertura máxima, ou 
seja, não variam ao longo do tempo. Nesse caso, ocorreu o cessamento das causas que as geraram.
2.1.1 Causas
Existem inúmeras causas que podem provocar o surgimento de aberturas em uma 
edificação. Porém, neste material, falaremos apenas das mais comuns.
- Retração por secagem
É causada pela falta de umidade necessária no concreto, que, ao perdê-la, contrai e encontra 
restrições à variação do volume. As restrições podem ser o atrito com a base do elemento, com 
a armadura ou com os agregados, que geram tensões de tração no concreto quando ele ainda 
não possui resistência suficiente para absorvê-las, surgindo, assim, as fissuras por retração. O 
ressecamento da massa pode ocorrer pela quantidade insuficiente de água no preparo da mistura 
ou pela realização incorreta do processo de cura, como exposição excessiva ao calor.
- Sobrecarregamento
A atuação de cargas não previstas no projeto estrutural pode provocar fissuração nos 
elementos e, consequentemente, riscos àsegurança da edificação. A fissuração em uma peça 
estrutural pode ser decorrente dos seguintes tipos de carregamento: tração axial, compressão 
axial, compressão excêntrica (flexocompressão), flexão, cisalhamento e torção.
Na tração axial, a abertura surge durante toda a seção de maneira regular e sempre na 
direção perpendicular às armaduras.
Figura 2 – Configuração típica de aberturas provocadas por tração axial. Fonte: Vitório (2003).
Para uma melhor compreensão dos tipos de trincas, assista ao vídeo 
Aprenda a diagnosticar as 10 principais trincas da construção civil.
Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=si615f0475U.
https://www.youtube.com/watch?v=si615f0475U
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EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Na compressão axial, predominante nos pilares, as aberturas possuem a mesma 
configuração dos corpos de prova usados nos ensaios de compressão do concreto.
Figura 3 - Configuração típica de aberturas provocadas por compressão axial em pilares. Fonte: Vitório (2003).
Na compressão excêntrica e na flambagem, quando a sobrecarga está atuando fora do 
centro da seção transversal da viga, as aberturas seguem o padrão apresentado na Figura 4.
Figura 4 - Configuração típica de aberturas provocadas por flexão composta e flambagem em pilares.
Fonte: Vitório (2003).
As aberturas mais fáceis de identificar são as de flexão, as quais sempre surgem de forma 
perpendicular às armaduras, na região tracionada da peça.
Figura 5 - Configuração típica de aberturas provocadas por flexão. Fonte: Vitório (2003).
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As aberturas decorrentes do cisalhamento surgem próximas aos apoios e inclinadas. 
Geralmente, surgem por deficiência na armadura de cisalhamento da peça.
Figura 6 - Configuração típica de aberturas provocadas por cisalhamento. Fonte: Vitório (2003).
Por fim, a fissuração por torção ocorre quando a peça estrutural sofre uma rotação na sua 
seção transversal. As aberturas aparecem inclinadas em todas as faces livres da peça, sendo mais 
comum nas laterais. Esse caso ocorre, por exemplo, quando há grande deformabilidade nas lajes, 
surgindo aberturas nas vigas de bordo.
Figura 7 - Configuração típica de aberturas provocadas por torção. Fonte: Vitório (2003).
2.2 Corrosão das Armaduras
A corrosão das barras de aço que compõem a armadura de uma peça estrutural ocorre por 
diversos motivos, dentre os quais se podem citar: adensamento incorreto do concreto, cobrimento 
insuficiente da armadura e existência de trincas. Esses eventos fazem com que agentes acessem a 
armadura pelo concreto e a agridam, promovendo a sua oxidação.
Uma vez iniciado o processo de oxidação, ocorre a expansão do aço, que, por sua vez, 
expele o concreto do cobrimento e expõe a armadura diretamente ao meio, agravando e acelerando 
ainda mais o processo. As fissuras decorrentes da corrosão das armaduras surgem no sentido do 
comprimento das armaduras.
2.3 Carbonatação
A carbonatação é um processo físico-químico decorrente das interações entre o gás 
carbônico, presente na atmosfera, e os produtos da hidratação do cimento, gerando um novo 
composto: ácido carbônico. Esse composto resultante reage com a pasta de cimento hidratada e 
produz carbonato de cálcio e água.
O processo de carbonatação provoca a perda de pH do concreto, pois o composto 
resultante (carbonato de cálcio) possui pH mais neutro. Com isso, as armaduras que antes 
estavam protegidas em um ambiente alcalino passam a estar inseridas em um ambiente mais 
neutro, o que permite a formação de células eletroquímicas de corrosão e, consequentemente, 
fissuras e desprendimento do concreto.
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2.4 Segregação
Popularmente conhecido como bicheira ou ninho, trata-se da separação dos elementos 
constituintes do concreto logo após o lançamento, formando vazios entre os agregados graúdos. 
Decorre de falhas no preenchimento das formas, seja por conta do lançamento ou adensamento 
incorretos, seja pelo escorrimento da nata de cimento pelas formas.
2.5 Perda de Aderência
A aderência é a característica responsável pela solidariedade entre o aço e o concreto, 
permitindo que os dois materiais trabalhem juntos. Quando há a perda da aderência, os esforços 
deixam de ser transmitidos do aço ao concreto e ocorre a redução do desempenho estrutural da 
peça. As principais causas são a oxidação e a dilatação das barras de aço.
3 PATOLOGIA DAS ESTRUTURAS METÁLICAS
As manifestações patológicas presentes nas estruturas metálicas em nada se assemelham 
àquelas do concreto armado, uma vez que as características e propriedades das duas estruturas 
são totalmente distintas.
Apesar de todas as vantagens que o aço possui, ele não é um material perfeito. Há diversas 
deficiências que merecem a atenção. A principal e mais conhecida é a formação do processo de 
corrosão. Porém, há também outros aspectos que devem ser observados nas estruturas metálicas, 
como as tintas.
3.1 Corrosão
A corrosão consiste no processo de degradação do material, causada pela ação do meio, 
que afeta a sua resistência mecânica, elasticidade, ductilidade, estética e demais características 
essenciais. Trata-se de um fenômeno que leva em consideração o tipo de metal, o meio ambiente 
no qual esse metal encontra-se inserido e as condições de atuação desse meio.
Para que o processo ocorra, são necessárias três condições: água no estado líquido, 
temperatura ambiente e a formação de pilha eletroquímica. Essa última condição trata-se da 
transferência de elétrons de um metal, que possui maior tendência de ceder elétrons, para outro, 
que possui maior tendência de ganhá-los. Na construção civil, é muito comum encontrarmos 
diferentes metais em contato formando uma pilha, como na galvanização de telhas, em parafusos, 
porcas, entre outros. Portanto, como as condições citadas anteriormente ocorrem naturalmente, 
percebe-se que estamos diante de um processo com grande probabilidade de ocorrência.
A corrosão pode se manifestar de duas formas: corrosão uniforme e corrosão em frestas. 
O primeiro caso é o mais comum. O processo ocorre em toda a extensão da superfície, que é 
tomada por óxido de ferro (ferrugem), gerando perda uniforme da espessura da peça metálica.
Dentre as possíveis causas, podemos citar: uso do aço sem a devida proteção, ausência 
de manutenção na pintura, furos de drenagem insuficientes e acúmulo de água ou poeira nos 
perfis. Trata-se da forma mais fácil de controle e proteção, pois o processo é de fácil visualização 
e detecção.
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Figura 8 - Corrosão uniforme. Fonte: Castro (1999).
 
A corrosão em frestas ocorre de forma localizada, em pontos onde existem duas superfícies 
em contato ou, então, quando estão muito próximas uma da outra. Nesse tipo, as causas incluem 
acúmulo de água e sujeira, falha na pintura, dentre outros fatores. Vale mencionar que essa forma 
é mais perigosa que a anterior, uma vez que o processo ocorre em uma área pequena e mais 
escondida da estrutura, tornando difícil a visualização.
3.2 Tintas
As tintas são aplicadas em estruturas metálicas com o objetivo de proteger as peças 
contra o efeito da corrosão. Porém, mesmo com a função principal de evitar o surgimento das 
manifestações patológicas, podem ocorrer falhas na pintura, levando ao surgimento de anomalias. 
Segundo Castro (1999), os defeitos nas pinturas podem ser de ordem estética (impregnação, 
escorrimento, casca de laranja e sobreaplicação), de ordem geral (empolamento, calcinação, 
fendilhamento, descascamento e enrugamento, sangramento) ou de ordem econômica (consumo 
elevadoe espessura desuniforme).
Quanto aos defeitos de ordem estética, a impregnação ocorre quando as partículas de 
abrasivos ou poeira são carregadas pelo vento para regiões das peças metálicas que ainda estão 
com a tinta úmida ou quando a pintura ocorre sobre uma superfície suja. Apesar de o prejuízo 
maior ser de ordem estética, esse defeito também pode comprometer a proteção anticorrosiva da 
estrutura.
Você já parou para pensar por que, em um mesmo meio, um determinado metal é 
corroído e outro não? Os metais atendem a uma ordem de reatividade, que nada 
mais é do que a facilidade que o metal possui de perder elétrons.
Decorrente disso, surgiu uma das técnicas para proteção do aço, muito utilizada 
na construção civil: a galvanização. Nela, utiliza-se um metal de sacrifício, mais 
reativo que o aço, para que seja deteriorado primeiro.
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O escorrimento, como o próprio nome já sugere, trata-se do escorrimento da tinta 
sobre a superfície metálica. As causas podem ser, por exemplo, o acúmulo excessivo de tinta ou 
aplicação muito próxima à superfície. No defeito conhecido como casca de laranja, por sua vez, 
a pintura apresenta-se rugosa, semelhante a uma casca de laranja. As causas podem ser a ausência 
de pressão suficiente na pistola de aplicação, aplicação muito próxima à superfície, tinta viscosa, 
entre outras.
Por fim, a sobreaplicação trata-se de um defeito em que a tinta apresenta um aspecto fosco 
e áspero, pois a tinta sofreu uma pré-secagem antes de atingir a superfície metálica. As causas 
podem ser a alta volatilidade do solvente, aplicação muito distante da superfície ou temperatura 
ambiente elevada.
Já nos defeitos de ordem geral, temos o empolamento, em que surgem bolhas de 
intensidade e tamanho variados na superfície de tinta. As causas podem ser desde a retenção de 
solventes até um processo corrosivo acelerado. Já a calcinação é a degradação da tinta devido 
à ação dos raios ultravioletas. A superfície perde o brilho e a cor com a ação do Sol. Nesse caso, 
cabe ao projetista a indicação de tinta específica (mais resistente) para as peças que se encontrem 
expostas à luz solar. 
Temos ainda o fendilhamento, que consiste na quebra da película decorrente da perda 
de flexibilidade, ocorrendo quando a formulação da tinta foi mal balanceada ou devido à falta de 
plastificante na tinta. Quanto ao descascamento, ele ocorre quando há desprendimento da tinta 
da superfície metálica por conta de limpeza inadequada da superfície antes de receber a aplicação, 
incompatibilidade entre tintas, inobservância dos intervalos para repintura, entre outras causas.
Ainda sobre os defeitos de ordem geral, podemos citar o enrugamento, que se refere ao 
encolhimento ou à ondulação da película sobre a peça metálica. Esse defeito ocorre, por exemplo, 
devido à elevada espessura da película, à superfície encontrar-se fria ou ao não atendimento 
aos intervalos entre demãos. O último defeito de ordem geral é o sangramento. Nessa situação, 
surgem manchas na superfície por conta do afloramento de substâncias ou pigmento da cor da 
demão anterior.
Por fim, temos os defeitos de ordem econômica. Em geral, tais defeitos não causam 
problemas às estruturas, mas, sim, aos fabricantes, pois há elevado consumo de tinta. O primeiro, 
consumo elevado, ocorre quando o rendimento da tinta fica abaixo do esperado. Pode ser 
decorrente de erros na aplicação, vento excessivo no momento da aplicação, rugosidade excessiva 
da superfície metálica, entre outros. Já a espessura excessivamente desuniforme decorre da 
inabilidade do aplicador da tinta, que acaba aplicando o material em excesso na peça metálica.
Para uma melhor compreensão acerca da área de patologia 
das estruturas metálicas, ler: CASTRO, E. M. C. Patologia dos 
Edifícios em Estrutura Metálica. 1999. Dissertação (Mestrado 
em Engenharia Civil) – Universidade Federal de Ouro Preto, Outro 
Preto, 1999.
Disponível em:
https://repositorio.ufop.br/bitstream/123456789/6247/1/
DISSERTA%C3%87%C3%83O_PatologiaEdif%C3%ADciosEstrutura.pdf.
https://repositorio.ufop.br/bitstream/123456789/6247/1/DISSERTA%C3%87%C3%83O_PatologiaEdif%C3%ADciosEstrutura.pdf
https://repositorio.ufop.br/bitstream/123456789/6247/1/DISSERTA%C3%87%C3%83O_PatologiaEdif%C3%ADciosEstrutura.pdf
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4 PATOLOGIA DAS FUNDAÇÕES
As manifestações patológicas presentes nas fundações podem ocorrer por diversos 
motivos, visto que a estrutura encontra-se enterrada e pelo fato de o solo ser um material complexo, 
que apresenta grande variação em suas características. Além disso, a identificação e a terapia dos 
defeitos tornam-se complexas devido à dificuldade de visualização e acesso à estrutura enterrada.
Segundo Alonso (2020), os principais defeitos apresentados pelas fundações são as 
fissuras, apresentadas no tópico 2, e as deslocações. As deslocações são os famosos recalques, 
rebaixamento sofrido pela estrutura decorrente do processo de consolidação do solo sob os 
elementos de fundação. Os recalques podem ser uniformes ou diferenciais.
No primeiro caso, todos os pontos da edificação sofrem o mesmo rebaixamento, 
mantendo a estabilidade da estrutura. Já o recalque diferencial se configura pela diferença de 
nível na estrutura, ou seja, os pontos da edificação sofrem rebaixamento diferente.
Todos os problemas apresentados nas fundações possuem grandes chances de afetar toda 
a estrutura, visto que esta se encontra apoiada sobre as fundações. Além disso, para determinar a 
causa da manifestação patológica, recomenda-se investigar os aspectos geológicos e geotérmicos 
do terreno, visto que é de grande importância a relação estrutura-fundação-terreno para que o 
planejamento da terapia seja feito de maneira segura.
As principais causas de patologia em fundações estão relacionadas à investigação do 
comportamento do solo (ausência ou falha na investigação geotécnica, investigação ineficiente, 
má interpretação dos resultados), análise, projeto, execução e eventos pós-construção.
Nas causas relacionadas à investigação do subsolo, temos a ausência ou falha na 
investigação geotécnica, que é frequente, principalmente em obras de pequeno porte, por 
questões econômicas. Pode ocorrer também uma investigação insuficiente, quando o número de 
sondagens ou a profundidade da investigação não são satisfatórios. Além disso, há a possibilidade 
de má interpretação dos dados obtidos na investigação.
Na etapa de análise e de projeto, os problemas originados podem estar relacionados 
ao comportamento do solo sob carregamento, ao desconhecimento do comportamento real das 
fundações, à variabilidade das previsões de cargas, entre outros motivos.
No que se refere à etapa de execução, podem ocorrer erros de locação ou das características 
do concreto, erros no diâmetro do elemento ou no posicionamento da armadura. Por fim, os 
eventos pós-construção ainda podem contribuir para a formação de manifestações patológicas. 
Alguns exemplos que podem ser citados são escavações nas proximidades da edificação e 
catástrofes ambientais que gerem instabilidade do solo.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesta unidade, estudamos as manifestações patológicas mais frequentes associadas a cada 
modelo construtivo, além de suas possíveis causas e mecanismos.
No caso das edificações construídas com estruturas de concreto armado, pudemos 
observar que a manifestação patológica mais comum é a fissura, que, apesar de não trazer 
problemas estruturais, causa insegurança nos usuários e incômodo visual. Já nas estruturas 
metálicas, o problema mais recorrente é a corrosão, que pode reduzir consideravelmente 
a resistência mecânicado elemento estrutural. Vimos também que os defeitos podem causar 
problemas locais, como também desencadear outras falhas em toda a estrutura.
Ademais, vimos que, apesar do grande avanço tecnológico, as manifestações patológicas 
continuam surgindo e, até mesmo, aumentando. Isso comprova a fundamental importância 
do básico: controle humano. A grande maioria dos defeitos poderia ser evitada com simples 
observações, tal como o cumprimento de normas ou de recomendações práticas. Portanto, 
experiência, prática, treinamento e bom senso são elementos fundamentais para a boa prática da 
engenharia.
Nesse sentido, vale mencionar que, mesmo com diversas vantagens, todos os modelos 
construtivos necessitam de um estudo preliminar para implantação. Isso porque uma escolha 
adequada do tipo de solução estrutural possibilita um projeto mais confiável, evitando problemas 
executivos, de segurança ou desempenho e, consequentemente, o surgimento de manifestações 
patológicas.
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03
SUMÁRIO DA UNIDADE
INTRODUÇÃO ...............................................................................................................................................................29
1 DEFINIÇÕES E TIPOS DE ALVENARIAS ..................................................................................................................30
1.1 ALVENARIA DE VEDAÇÃO ......................................................................................................................................30
1.2 ALVENARIA ESTRUTURAL .................................................................................................................................... 31
2 MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DE ALVENARIAS ..............................................................................................33
2.1 FISSURAS ...............................................................................................................................................................33
2.2 EFLORESCÊNCIAS ................................................................................................................................................34
2.3 INFILTRAÇÃO .........................................................................................................................................................34
3 TIPOS DE REVESTIMENTOS ...................................................................................................................................36
4 MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DE REVESTIMENTOS .....................................................................................36
CONSIDERAÇÕES FINAIS ...........................................................................................................................................39
PATOLOGIA DAS ALVENARIAS 
E REVESTIMENTOS
ENSINO A DISTÂNCIA
DISCIPLINA:
PATOLOGIA, PERÍCIA E MANUTENÇÃO EM 
EDIFICAÇÕES
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INTRODUÇÃO
A alvenaria é um dos sistemas construtivos mais empregados no Brasil e no mundo, com 
o objetivo principal de separar ambientes e proteger a edificação. Isso se deve à facilidade de 
execução, mão de obra barata e materiais relativamente baratos se comparados a outros sistemas.
Uma edificação é comumente comparada ao corpo humano devido às similaridades no 
funcionamento de ambos. Nesse sentido, assim como os músculos protegem os ossos, as alvenarias 
protegem as estruturas contra as intempéries e contra impactos durante o uso da edificação, dentre 
outras funções. Além da questão de segurança, as alvenarias oferecem conforto aos usuários, 
fornecendo maior privacidade na separação de ambientes e proporcionando isolamentos térmico 
e acústico.
Já os revestimentos são comumente relacionados ao nosso sistema epitelial. Assim como 
a pele, esses elementos servem de acabamento para a estrutura e têm função importante no 
aspecto visual e na proteção dos demais elementos da edificação. Os revestimentos são a primeira 
camada em contato com as intempéries; por isso, quando bem executados, garantem uma maior 
qualidade na edificação, evitando o surgimento de diversas patologias, como a infiltração.
Nesta unidade, abordaremos as manifestações patológicas presentes nas alvenarias 
e nos revestimentos. No tópico 1, trataremos dos tipos de alvenarias mais comuns. No tópico 
2, abordaremos as anomalias com maior incidência nas alvenarias e suas possíveis causas. No 
tópico 3, serão apresentados os tipos de revestimentos mais utilizados nas edificações. E, por fim, 
no tópico 4, abordaremos as anomalias que incidem nos revestimentos.
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1 DEFINIÇÕES E TIPOS DE ALVENARIAS
A alvenaria é definida como um conjunto de pedras, blocos ou tijolos, que, quando 
unidos, geralmente por meio da argamassa, formam paredes, muros ou alicerces. Trata-se de uma 
das etapas do processo construtivo que possui funções essenciais na edificação, como separar 
ambientes, proteger a edificação contra intempéries, fornecer conforto aos usuários por meio de 
isolamento térmico e acústico, dentre outras.
As alvenarias podem ser classificadas em alvenaria de vedação ou alvenaria estrutural. 
A seguir, são apresentadas as principais características, bem como as manifestações patológicas 
mais comuns em cada tipo de alvenaria.
1.1 Alvenaria de Vedação
A alvenaria de vedação é aquela em que os elementos constituintes (blocos ou tijolos) 
possuem apenas a função de dividir os ambientes e fechar a estrutura, sem função estrutural, 
visto que suportam apenas o seu peso próprio e o peso de janelas e portas.
Figura 1 - Construção com alvenaria de vedação. Fonte: Fórum da Construção (2022a).
Nesse sistema construtivo, geralmente as paredes são constituídas por blocos cerâmicos 
(mais comum) ou blocos de concreto.
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1.2 Alvenaria Estrutural
A alvenaria estrutural, também conhecida como autoportante, é aquela que possui as 
paredes como estrutura principal de suporte. Além da função de vedação, possui também função 
estrutural. Nesse caso, a alvenaria suporta o seu peso próprio, bem como as cargas da edificação, 
transmitindo-as para a fundação. Com isso, pode-se dispensar a utilização de vigas e pilares na 
estrutura.
Dentre as diversas vantagens apresentadas pela alvenaria estrutural, podemos citar 
a possibilidade de as instalações elétricas e hidráulicas serem executadas durante a fase de 
levantamento das paredes, pois os blocos possuem furos que permitem a passagem de tubulações. 
Portanto, há menor produção de lixo e maior celeridade na etapa de execução da obra, visto que 
não há necessidade de quebrar a parede para inserção de tubulações.
Figura 2 - Construção com alvenaria estrutural (bloco de concreto). Fonte: Residencial Alemanha (2015).
Você acha que é possível reduzir ou, até mesmo, eliminar o uso de argamassa 
entre os blocos da alvenaria? Sim, é possível. A argamassa utilizada na alvenaria 
tem diversas funções, dentre elas: unir os blocos e transmitir e uniformizar as 
tensões atuantes entre eles.
Porém, no caso da alvenaria estrutural, o bloco possui resistência superior ao 
utilizado na de vedação e pode ser empregado sem o uso de argamassa. Nesse 
caso, utilizam-se blocos específicos: os blocos de encaixe de concreto. Com isso, 
temos uma produtividade maior, visto que só há necessidade de encaixe das 
peças.
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As obras de alvenaria estrutural podem ser de: alvenaria estrutural não armada, 
parcialmente armada, armada ou protendida.
• Alvenaria estrutural não armada:não são utilizadas barras de aço para combater os 
esforços solicitantes, apenas blocos e, entre eles, argamassa;
• Alvenaria estrutural parcialmente armada: são utilizadas barras de aço apenas em algumas 
regiões para resistir a esforços solicitantes maiores;
• Alvenaria estrutural armada: são utilizadas armaduras passivas, e a parede é constituída 
de barras de aço, blocos, graute e argamassa;
• Alvenaria estrutural protendida: são utilizadas armaduras ativas.
As paredes de alvenaria estrutural podem ser executadas com blocos de concreto ou de 
cerâmica e sempre com furos na vertical, na direção das cargas atuantes.
Figura 3 - Bloco cerâmico estrutural. Fonte: Bastos (2021).
 
Você sabia que o maior edifício em alvenaria estrutural do mundo encontra-se 
nos Estados Unidos? O Complexo do hotel Excalibur, que foi inaugurado em junho 
de 1990, é formado por quatro torres principais, com 28 pavimentos. As paredes 
estruturais foram executadas em alvenaria armada de blocos de concreto.
Porém, atualmente, estudos comprovam que o emprego de alvenaria estrutural é 
viável apenas para edificações de até 25 pavimentos, tornando-se oneroso acima 
desse número de pavimentos.
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2 MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DE ALVENARIAS
Apesar de as alvenarias serem elementos de fácil construção, ainda assim podem 
apresentar diversos defeitos. Uma das razões para o seu surgimento é o fato de esses elementos 
serem constituídos por diversos materiais, com características e comportamentos distintos, o que 
pode provocar danos à edificação, especialmente nas regiões onde há junção entre paredes ou 
entre parede e estrutura.
Em geral, essas manifestações patológicas podem ser evitadas com medidas simples de 
prevenção, como compatibilização de projetos e escolha de materiais de qualidade.
As manifestações patológicas surgem tanto na alvenaria de vedação como na estrutural. 
As mais comuns são as fissuras, eflorescências e infiltrações, que detalharemos na sequência.
2.1 Fissuras
As fissuras presentes nas alvenarias são causadas, em geral, por tensões de tração, 
cisalhamento ou flexão, visto que esses elementos já apresentam um bom comportamento em 
relação às tensões de compressão. Além disso, as fissuras também podem surgir em decorrência da 
heterogeneidade dos materiais que compõem a parede, de recalques na fundação, das dimensões 
de aberturas das portas e janelas, de variações térmicas, entre outros fatores.
Figura 4 - Fissura com abertura no topo da parede, resultante da dilatação da laje. Fonte: Thomaz (1998).
Usualmente, as fissuras apresentam três configurações: horizontal, vertical ou inclinada.
A fissura horizontal, na maioria dos casos, surge no topo ou na base da parede. Quando 
no topo, surge, por exemplo, em decorrência da falta de amarração entre a parede e a viga superior 
ou pela expansão da argamassa de assentamento ou da laje. Já quando surge na base da parede, 
pode ser resultado do recalque nas vigas baldrame ou de infiltração de água do solo.
A fissura vertical pode aparecer apenas na espessura da argamassa localizada entre os 
blocos ou se desenvolver ainda mais, atravessando os blocos na vertical. Essas fissuras podem 
ser causadas, por exemplo, pela resistência insuficiente do bloco, da argamassa ou de ambos para 
o carregamento atuante na parede. Quando a fissura surge e não continua a se desenvolver, é 
possível corrigir o defeito apenas com reparo localizado na alvenaria, sem necessidade de refazê-
la por completo. Porém, quando há evolução da fissura, geralmente decorrente do peso próprio 
da alvenaria, é preciso que haja reconstrução de toda a parede.
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Por fim, temos a fissura inclinada. Essa configuração de fissura é quase sempre encontrada 
nos vértices de aberturas, como portas e janelas. Nesse caso, é decorrente da ausência ou deficiência 
de verga e contraverga (elementos estruturais responsáveis por reforçar as aberturas presentes 
nas alvenarias). As fissuras inclinadas também podem surgir próximas aos pilares, o que pode 
significar recalque diferencial na fundação.
2.2 Eflorescências
Eflorescência consiste no acúmulo de sais na superfície das alvenarias em decorrência 
de reações químicas. O principal fator para a ocorrência da eflorescência é a presença de cal 
livre, composto resultante do processo de carbonatação. Esse processo é relativamente comum no 
ramo da construção civil, visto que a cal livre é encontrada em substratos que contenham cimento 
(argamassa, reboco, blocos de concreto).
A cal livre, ao entrar em contato com a água, dissolve-se e migra, por meio dos materiais, 
até a superfície das alvenarias, formando manchas esbranquiçadas. Em alguns casos, a depender 
da concentração e do tipo de sal, pode ocorrer alteração profunda da superfície na qual está 
depositada, com elevada deterioração do material.
Portanto, visto que o problema se encontra no contato da cal livre com a água, podemos 
notar que os principais fatores para a ocorrência dessa manifestação patológica são o excesso de 
água e o emprego de materiais com alto teor de sais solúveis. Além disso, fissuras no rejunte e 
falhas em juntas de dilatação contribuem para a eflorescência, pois facilitam a penetração de água 
no concreto.
A escolha de materiais com qualidade superior, a impermeabilização da superfície 
propensa à eflorescência e a realização de manutenções preventivas são alguns dos cuidados que 
contribuem para que não ocorra eflorescência na edificação.
Figura 5 - Eflorescência em alvenaria composta por bloco cerâmico e por concreto. Fonte: Medium (2016).
2.3 Infiltração
A infiltração de água na alvenaria é um dos problemas mais comuns nas construções 
brasileiras. Esse nome é comumente utilizado para denominar todos os tipos de umidade. Porém, 
há diferenças entre elas de acordo com a origem, podendo ser: infiltração por pressão negativa, 
por intempéries, por condensação e ascendente por capilaridade.
Infiltração por pressão negativa: ocorre devido à penetração de água diretamente do 
solo. Esse tipo é muito comum em locais chuvosos ou quando o nível do lençol freático é elevado.
Infiltração por intempéries: ocorre decorrente da ação da chuva, que pode encontrar 
alguma brecha na edificação e se acumular.
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EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Infiltração por condensação: frequente em locais quentes e úmidos, como banheiros. 
As partículas de vapor entram em contato com alguma superfície fria e voltam ao estado líquido.
Infiltração ascendente por capilaridade: ocorre devido à ineficiência da impermeabilização 
do piso. Nessa situação, a água penetra pelos poros presentes na argamassa e no concreto e, 
posteriormente, provoca uma dilatação dos materiais do piso, gerando deslocamento e quebra 
dos revestimentos.
Os sintomas dessa manifestação patológica são os mais diversos: bolhas, mofo, manchas 
etc. De toda forma, sempre há um aspecto visual extremamente desagradável.
Figura 6 - Presença de umidade na base da parede. Fonte: Fórum da Construção (2022b).
Para uma melhor compreensão acerca das manifestações 
patológicas que atingem os revestimentos, leia: TORMEN, A. F. 
et al. Manifestações Patológicas em Revestimentos Cerâmicos 
Esmaltados em Ambientes Internos: Análise da Influência dos 
Processos Construtivos em Alvenaria Convencional e Estrutural. 
Cerâmica Industrial, v. 21, n. 2, 2016.
Disponível em:
https://www.ceramicaindustrial.org.br/article/587657617f8c9d6e028b4840/
pdf/ci-21-2-587657617f8c9d6e028b4840.pdf.
https://www.ceramicaindustrial.org.br/article/587657617f8c9d6e028b4840/pdf/ci-21-2-587657617f8c9d6e028b4840.pdf
https://www.ceramicaindustrial.org.br/article/587657617f8c9d6e028b4840/pdf/ci-21-2-587657617f8c9d6e028b4840.pdf

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