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DESCRIÇÃO Devido ao acelerado crescimento populacional, o consumo de energia com construções tem crescido de forma intensa, o que vem causando impactos ambientais negativos. Diante disso, estudos e desenvolvimento de tecnologia para a melhoria da eficiência energética são exigidos e parametrizados por lei. PROPÓSITO Para uma construção ser julgada efetiva, o seu projeto deve ser considerado amigável ao meio ambiente, mitigando ao máximo o consumo de recursos naturais, principalmente no que se refere à energia. Uma atuação profissional que garanta economia energética em um projeto é fundamental para a carreira de um engenheiro. OBJETIVOS MÓDULO 1 Identificar os materiais construtivos e aspectos arquitetônicos MÓDULO 2 Reconhecer o ciclo de vida dos materiais MÓDULO 3 Analisar a eficiência energética nas indústrias MÓDULO 4 Analisar a eficiência energética nas instalações comerciais e residenciais EFICIÊNCIA ENERGÉTICA CONSUMO DE ENERGIA NAS CONSTRUÇÕES MÓDULO 1 Identificar os materiais construtivos e aspectos arquitetônicos CONSUMO DE ENERGIA EM CONSTRUÇÕES Sabemos que o consumo de energia está aumentando rapidamente devido ao crescimento da população e da urbanização. Os requisitos de energia variam de região para região, dependendo do clima, tipo de moradia e nível de desenvolvimento de cada uma delas. É cada vez maior a preocupação com o consumo de energia nas edificações e com os seus possíveis impactos adversos ao meio ambiente. No Brasil, no que diz respeito à eficiência energética, temos dois importantes instrumentos: LEI Nº 10.295 Lei de 17 de outubro de 2001, conhecida como Lei de Eficiência Energética. DECRETO Nº 4.059 Decreto de 10 de dezembro de 2001, que dispõe, em seu anexo A, sobre a política nacional de conservação e uso racional de energia. De acordo com a Lei 10.295, visa-se o art. 4º, que estabelece ao Poder Executivo desenvolver mecanismos que promovam a eficiência energética nas edificações construídas no país. De acordo com essas regulamentações, a energia deve ser economizada e usada efetivamente nos setores da construção, assim como em outros setores, incluindo transporte, serviços etc. Neste ponto, você pode estar se perguntando: Como conseguimos diminuir o consumo de energia nas construções? Para responder a essa pergunta, precisamos conhecer tanto o processo de construção, que envolve a escolha de materiais e técnicas apropriadas, quanto a concepção do projeto arquitetônico, que considera não apenas a energia consumida nesses edifícios, mas também a forma como eles são construídos e as condições climáticas, tendo sempre em vista o uso racional de energia. VOCÊ SABIA Não é possível trazer soluções simples que possam levar a eficiência energética para todas as construções. Assim como a função, o sistema, a posição e a importância mudam de uma construção para outra, as soluções para obtenção de eficiência energética também serão alteradas. Portanto, uma abordagem consciente precisa ser desenvolvida para se chegar à solução certa no estágio de projeto arquitetônico por meio da habilitação dos dados necessários. Ao final, o produto a ser obtido deve ter como objetivo a eficiência, ou seja, gastar menos recursos em um período maior para realizar a mesma ação. MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO COM EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Para se conseguir a eficiência energética dos materiais de construção é necessário o uso menor de energia e de forma eficaz em todas as suas fases. VOCÊ SABIA Particularmente, a proporção da energia que é consumida para a produção e o transporte dos materiais e elementos de construção em todo o processo é grande. Dessa forma, a seleção dos materiais em todas as etapas, desde a obtenção de sua matéria- prima na natureza até seus estágios de fabricação, transporte, utilização e demolição, confere eficiência energética às construções. A escolha de um determinado material de construção pode ter efeitos múltiplos no consumo de energia de uma edificação ao longo das diferentes fases de seu ciclo de vida. Esses efeitos são por vezes contraditórios, visto que uma mesma propriedade pode gerar economias relativas de energia operacional e também maior energia incorporada aos custos, como é o caso, por exemplo, do alto valor de isolamento. Não é tão fácil qualificar os materiais de construção ecologicamente, pois eles podem ter qualidades ambientais positivas e negativas, embora devam apresentar tais qualidades tanto quanto possível. Contudo, a propriedade indispensável de um material é ser eficiente em termos de energia. Para compreendermos melhor as propriedades dos materiais de construção com eficiência energética, vejamos as descrições a seguir. MATERIAL LOCAL No consumo total de energia das construções, a quantidade de energia gasta no transporte dos materiais para os canteiros de obras é considerável, afetando a eficiência energética e o custo dessas edificações. EXEMPLO Se os materiais de construção forem adquiridos ou fabricados em locais próximos ao canteiro de obras, o consumo de energia no transporte diminuirá e essa economia dará à construção uma importante qualidade ecológica. RECURSOS RECICLADOS Uma grande quantidade de energia é usada na fabricação de muitos materiais de construção. A utilização de fontes recicladas em vez de outras fontes viabiliza uma preservação considerável da matéria-prima e uma economia significativa de energia. A reciclagem de materiais de construção é essencial para reduzir a energia incorporada na edificação. SAIBA MAIS Materiais fabricados por meio de poucos processos industriais: A inexistência de procedimentos pesados na sua fabricação acarretará menor consumo de energia, o que, consequentemente, confere maior eficiência energética a esses materiais. Usar as tecnologias desenvolvidas em processos industriais como um método de recuperação de calor reduz o consumo de energia. MATERIAIS NATURAIS DE RECURSOS RENOVÁVEIS Geralmente, o conteúdo de energia dos materiais naturais é inferior ao dos artificiais, uma vez que eles são fabricados com menos energia e menor custo de mão de obra. São materiais fáceis de serem fornecidos localmente, e estão, em geral, entre os recursos renováveis que normalmente são usados em construções. EXEMPLO Eles têm origem vegetal, como, por exemplo, a madeira, o bambu, a cana, a palha, o caule de centeio e o caule de girassol, que são materiais naturais rapidamente obtidos de fontes renováveis. SAIBA MAIS Materiais fabricados usando recursos de energia renovável: No lugar dos combustíveis fósseis como fornecedores de energia primária no processo de fabricação deve-se dar preferência, em especial, aos recursos de energia renovável (solar, eólica etc.). MATERIAIS QUE CONSOMEM MENOS ENERGIA DURANTE O PROCESSO NO LOCAL DE TRABALHO O gerenciamento do local de trabalho, a necessidade de energia elétrica e as máquinas em operação, aquecimento e iluminação afetam o consumo de energia do local de trabalho. Como resultado do aumento da mecanização nos canteiros de obras, o consumo de eletricidade também aumentou consideravelmente. SAIBA MAIS Uso de materiais de construção duráveis: O uso desses materiais nos edifícios os torna mais resistentes e duradouros. Isso atrasa ou elimina a necessidade de renovação de material ou manutenção devido aos defeitos e ao envelhecimento. Dessa forma, economiza-se a energia gasta com o material a ser utilizado na manutenção ou renovação. MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO COM ELEVADA CAPACIDADE DE ISOLAMENTO TÉRMICO Com a escolha de materiais de construção com elevada capacidade de isolamento térmico, o valor de energia que a construção consome na sua fase de utilização diminuirá. Podemos citar alguns exemplos de materiais usados em construção com baixo consumo energético: MADEIRA É um material natural, renovável, duradouro, processável e visual. Além disso, ela tem a qualidade da autodestruição no ciclo ecológico. Estudos de vários países mostraram queedifícios com estruturas de madeira requerem menos energia e emitem menos (dióxido de carbono) durante o seu ciclo de vida do que edifícios com outros tipos de estruturas. Além disso, destaca-se que tanto o consumo de energia quanto a condutividade de calor da madeira são baixos. Por essa razão, eles exibem recursos de eficiência energética tanto nos estágios de uso quanto na produção. CO2 TIJOLO ECOLÓGICO Na fabricação do tijolo ecológico é utilizada uma mistura de solo com cimento e água, mas sem a realização do processo de queima, que é feito na fabricação dos tijolos tradicionais. Além de possuírem um menor impacto ambiental na sua concepção, os tijolos ecológicos podem ser produzidos na própria obra, diminuindo, também, o impacto ambiental no transporte. Quando associados a outros materiais como os aditivos, eles adquirem algumas melhorias nas suas propriedades, tais como o isolamento térmico e acústico, o peso, além da resistência mecânica e ao fogo. Tijolo ecológico. MADEIRA PLÁSTICA A madeira plástica é obtida por meio do processamento da madeira e de diversos plásticos – polietileno de alta densidade (PEAD), polipropileno (PP), policloreto de vinila (PVC), entre outros. Além de ter um baixo consumo energético na sua produção, ela é reciclável e resistente a agentes químicos. Deck ecológico feito de madeira plástica. CIMENTO ECOLÓGICO É um tipo de cimento que utiliza subprodutos ou resíduos oriundos dos altos fornos das siderúrgicas. Ele não necessita da exploração de recursos naturais e garante menor uso de energia elétrica no processo de produção. Estratégias de eficiência energética descritas sob os títulos da escolha de material de construção, projeto arquitetônico, utilização das fontes renováveis de energia, organização e planejamento são direcionadas para o uso de menos energia ou energia mais limpa no processo de uso nas edificações. Examinando essas estratégias, fica claro que a cooperação de disciplinas muito diferentes (arquitetura, engenharia mecânica, engenharia civil, arquitetura paisagística, planejamento urbano e regional e arquitetura de interiores) é necessária. Por esse motivo, conceber um edifício com eficiência energética é possível graças a um estudo multidisciplinar que parte da emergência da ideia de construir um edifício e vai até a sua demolição no final do período de utilização. COMO PROJETAR E CONSTRUIR UM EDIFÍCIO COM EFICIÊNCIA ENERGÉTICA? Edifícios eficientes em termos energéticos (construções novas ou existentes renovadas) podem ser definidos como edifícios que são concebidos para proporcionar uma redução significativa da necessidade de energia para aquecimento e refrigeração, independentemente da energia e dos equipamentos que serão escolhidos para aquecer ou arrefecer o prédio. Isso pode ser alcançado por meio de uma arquitetura bioclimática. A arquitetura bioclimática leva em consideração as condições climáticas e ambientais para se alcançar o conforto térmico e visual no interior das construções. O projeto bioclimático avalia o clima, a vegetação, a topografia e a geologia do solo, visando minimizar as necessidades energéticas do edifício e criar um ambiente mais confortável. Sendo assim, ele melhora o isolamento térmico e acústico da estrutura, e proporciona uma quantidade saudável de luz natural. Além disso, é dada especial atenção ao respeito pela paisagem existente e à integração do edifício a ela. O projeto bioclimático inclui os seguintes princípios: FORMA DO EDIFÍCIO A forma do edifício deve ser compacta para reduzir as superfícies em contato com o exterior. O edifício e, principalmente, as suas aberturas, recebem uma orientação adequada, com os espaços interiores sendo dispostos de acordo com as suas necessidades de aquecimento. TÉCNICAS NO ENVELOPE EXTERNO E SUAS ABERTURAS Técnicas adequadas são aplicadas ao envelope externo (planos de fachadas e coberturas expostos da edificação) e às suas aberturas para proteger o edifício do calor solar no inverno e no verão. Os sistemas solares passivos coletam a radiação solar, atuando como sistemas “livres” de aquecimento e iluminação. O edifício é protegido do sol de verão principalmente por sombreamento, mas também pelo tratamento adequado da envolvente do edifício, ou seja, o uso de cores e superfícies reflexivas. ISOLAMENTO TÉRMICO O isolamento térmico é uma tecnologia comprovada, de baixo custo e amplamente disponível, que começa a economizar energia e dinheiro e a reduzir as emissões quando é instalada. O isolamento bem instalado garante a eficiência energética em todas as partes do edifício, incluindo pisos, paredes e fachadas. Também é adequado para tubos e caldeiras para reduzir a perda de energia das instalações técnicas de uma construção. O isolamento é tão relevante nas regiões frias quanto nas quentes. Em regiões frias, ele mantém o edifício aquecido e limita a necessidade de energia para o aquecimento. Já nas regiões quentes, os mesmos sistemas de isolamento mantêm o calor do lado de fora e reduzem a necessidade de ar-condicionado. VENTILAÇÃO Ventilação é a entrada e saída planejada e controlada de ar através dos edifícios, fornecendo ar fresco e exaustando o ar viciado por ventiladores especialmente projetados. Ela atua em combinação com o sistema de aquecimento projetado, com o controle de umidade e com a estrutura do próprio edifício. Uma estratégia de ventilação controlada irá satisfazer as necessidades de ar fresco de um edifício hermético, lembrando que a infiltração de ar ou a abertura da janela não pode ser considerada uma alternativa aceitável para a ventilação projetada. ENERGIA RENOVÁVEL Incorporação de tecnologias de energia renovável, como, por exemplo, o painel solar ou a telha solar fotovoltaica. TELHADOS VERDES Utilização de telhados verdes, que são sistemas de telhado com vegetação, que regulam a temperatura interna dos edifícios e reduzem os custos de aquecimento e resfriamento. Os telhados verdes também funcionam como sistemas de gestão de águas pluviais sustentáveis e descentralizados, reduzindo o escoamento e diminuindo os custos de energia associados à ampliação e atualização de sistemas centralizados. VEM QUE EU TE EXPLICO! Consumo de energia em construções Materiais de construção com eficiência energética VERIFICANDO O APRENDIZADO CICLO DE VIDA ÚTIL DOS MATERIAIS MÓDULO 2 Reconhecer o ciclo de vida dos materiais CICLO DE VIDA ÚTIL DOS MATERIAIS O crescimento da demanda por materiais de construção se reflete diretamente no aumento do consumo de matérias-primas e energia, principalmente durante as fases de extração, processamento e transporte. Além disso, deve-se levar em conta a consequente expansão da geração de resíduos, tanto pelo excedente de materiais não utilizados, quanto pelas sobras de demolições. As construções consomem energia em diferentes fases e para diferentes finalidades. A consideração do consumo de energia em cada fase de estruturação é conseguida com a análise do ciclo de vida da edificação. Entenda como a energia é consumida em cada fase: FABRICAÇÃO DOS MATERIAIS A energia é consumida para a obtenção da matéria-prima e dos materiais de manufatura, seu transporte e construção. FASE E USO A energia é consumida para fornecer a qualidade do ar interno adequado com as condições visuais internas, térmicas, de conforto acústico, e para manutenção, restauração e renovação da construção. FASE DE DEMOLIÇÃO A energia é consumida para demolição e remoção de entulho, eliminação dos resíduos de construção, recuperação de alguns materiais e componentes da construção no processo de reciclagem. Nesse contexto, a avaliação do ciclo de vida (ACV) surgiu como uma ferramenta para avaliar os impactos ambientais causados durante o ciclo de vida de um produto, incluindo produção de material, transporte, construção, manutenção e disposição final. VOCÊ SABIA Segundo Santos (2007), o uso da ACV como ferramenta de gestão ambiental teve iníciona década de 1960 em diferentes formas e com uma variedade de nomes em diferentes países. Desde então, o termo por extenso ou a própria sigla têm sido adotados quando nos referimos aos estudos do ciclo de vida ambiental. De acordo com o padrão internacional de avaliação do ciclo de vida ISO 14040 (Organização Internacional para Padronização, 2010), a ACV examina de forma sistêmica os aspectos e impactos ambientais dos sistemas de produtos, desde a aquisição de matéria-prima até a disposição final, de acordo com a finalidade e o campo de estudo estipulado. Ao integrar a ACV em seu projeto, profissionais de engenharia, design e construção podem avaliar os impactos do ciclo de vida dos materiais, componentes e sistemas, conseguindo, a partir daí, escolher combinações que reduzem os impactos ambientais. Esse método é cada vez mais usado por pesquisadores, indústrias, governos e grupos ambientalistas para auxiliar na tomada de decisões para o desenvolvimento de estratégias e a seleção de materiais relacionados ao meio ambiente. A ACV é utilizada para: COMPARAR DOIS SISTEMAS CONCORRENTES AO LONGO DE SEU CICLO DE VIDA COMPLETO OU PARCIAL. COMPARAR AS FASES DO CICLO DE VIDA DO MESMO SISTEMA. COMPARAR UM SISTEMA E SUAS ALTERNATIVAS. COMPARAR UM SISTEMA A UMA REFERÊNCIA. Essas comparações são úteis para auxiliar na identificação de oportunidades para melhorar os aspectos ambientais dos produtos em vários pontos do seu ciclo de vida, bem como para promover estratégias de planejamento, definição de prioridades e marketing de produtos. EXEMPLO Essa comparação é usada no esquema de rotulagem ecológica ou ambiental do produto. FASES DA ACV De acordo com as normas ISO 14040 e 14044, uma ACV é realizada em quatro fases distintas seguindo um processo iterativo: FASE 01 Objetivo e escopo. FASE 02 javascript:void(0) javascript:void(0) Inventário do ciclo de vida (Life Cycle Initiative – LCI). FASE 03 Avaliação do impacto do ciclo de vida (Life Cycle Impact Assessment – LCIA). FASE 04 Interpretação de resultados e busca de melhorias. Veja cada uma das fases detalhadamente a seguir: OBJETIVO E ESCOPO Na primeira fase, o profissional apresenta e especifica o objetivo e o escopo do estudo de ACV em relação à aplicação pretendida. Essa é uma etapa importante que será usada para determinar a unidade funcional e os limites do estudo. A unidade funcional especifica a função desempenhada pelo sistema estudado e pode ser usada para analisar os impactos em uma unidade comum. EXEMPLO Os impactos do produto durante um ano de uso. Essa fase também inclui a escolha dos limites do estudo da ACV. INVENTÁRIO DO CICLO DE VIDA O inventário do ciclo de vida é uma coleção exaustiva de todas as emissões e consumos de cada etapa da análise do ciclo de vida. Essa segunda fase de ACV envolve a coleta de dados e modelagem de componentes de edifícios, bem como a descrição e a verificação de dados. Os resultados do inventário fornecem dados sobre todas as entradas e saídas na forma de fluxos elementares de e para o ambiente de todos os processos unitários envolvidos no estudo. javascript:void(0) javascript:void(0) Os procedimentos de alocação são necessários ao lidar com vários processos de saída (sistemas que geram mais de um produto). De fato, nesse caso, as entradas (matérias-primas e fluxos de energia) para o sistema e os impactos ambientais resultantes precisam ser divididos entre as várias saídas do produto. EXEMPLO Um exemplo disso é a produção de vapor e eletricidade em uma usina, pois o impacto ambiental dela (infraestrutura, combustível) precisa ser dividido entre os dois produtos (vapor e eletricidade). No caso da reciclagem de materiais, os benefícios ambientais (matéria-prima evitada durante a extração) e os encargos (coleta de resíduos, uso de energia durante o processo de reciclagem) deverão ser divididos entre o processo que gera os resíduos (sistema de produto primário) e o processo que usará a fração reciclada (produto secundário). AVALIAÇÃO DO IMPACTO DO CICLO DE VIDA A fase de avaliação de impacto da AVC visa avaliar a conversão das emissões em impactos ambientais e de saúde de um produto, sistema ou serviço usando os resultados da análise de inventário do ciclo de vida. Em geral, esse processo envolve a associação de dados de inventário com dados específicos. O nível de detalhe, a escolha dos impactos avaliados e as metodologias utilizadas dependem do objetivo e do âmbito do estudo. INTERPRETAÇÃO E BUSCA DE MELHORIAS A última etapa leva à conclusão sobre se as ambições do objetivo e do escopo podem ser atendidas. De acordo com a norma ISO 14043, a fase de interpretação deve incluir três etapas: IDENTIFICAÇÃO DAS QUESTÕES SIGNIFICATIVAS Dados importantes de inventário, categorias de impacto significativo, contribuições dominantes de um estágio do ciclo de vida etc. AVALIAÇÃO Os objetivos da avaliação visam estabelecer a confiabilidade dos resultados do estudo, com particular atenção às questões identificadas na primeira etapa da interpretação. São necessárias verificações de sensibilidade ou análises de incertezas. Eles determinam se os resultados de ACV são afetados por incertezas nos dados, métodos de alocação ou cálculo dos resultados do indicador de categoria etc. Uma análise de sensibilidade estima os efeitos dos dados e métodos escolhidos sobre os resultados e conclusões do estudo. RECOMENDAÇÕES, CONCLUSÕES E RELATÓRIOS Limitações da ACV são descritas e recomendações são formuladas. Todas as conclusões são elaboradas durante essa fase. Uma busca por melhorias pode então ser realizada, identificando oportunidades para reduzir impactos e estratégias de desenvolvimento. A fase de interpretação pode envolver o processo iterativo de revisão do escopo do ACV, bem como a natureza e a qualidade dos dados coletados de acordo com o objetivo definido. ESTÁGIOS DE CICLO DE VIDA DE UMA CONSTRUÇÃO Uma avaliação do ciclo de vida de um edifício envolve todo o processo que compõe o seu ciclo de vida. Isso significa incluir todas as etapas da avaliação a partir do fornecimento de matéria- prima, a fabricação de produtos de construção, a construção propriamente dita, o estágio de processo, o estágio de uso e a demolição até o momento em que os materiais são eliminados ou reciclados. Portanto, o ciclo de vida de uma construção pode ser dividido em cinco estágios que precisam ser tratados: 01 PRODUÇÃO Fabricação de materiais de construção (incluindo extração de matéria-prima, transporte, processos de fabricação). 02 CONSTRUÇÃO Transporte de materiais para o canteiro de obras e o processo de construção. 03 USO Manutenção (incluindo a substituição necessária de componentes do edifício), uso de energia, uso de água e, eventualmente, outros processos relacionados à construção (por exemplo, transporte de ocupantes, lixo doméstico etc.). 04 POTENCIAL RETROFIT DO EDIFÍCIO Envolve a atualização da estrutura do edifício, sistemas ou controles por meio da incorporação de novas tecnologias para melhorar o desempenho energético, o aumento da vida útil e a redução significativa do consumo de água (NBR 15.575-1, 2013). 05 DEMOLIÇÃO DO EDIFÍCIO Evacuação e tratamento de resíduos de demolição. A possível reutilização e reciclagem de componentes deve ser levada em consideração. VEM QUE EU TE EXPLICO! Ciclo de vida útil dos materiais Estágios de ciclo de vida de uma construção VERIFICANDO O APRENDIZADO EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NAS INDÚSTRIAS MÓDULO 3 Analisar a eficiência energética nas indústrias EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NAS INDÚSTRIAS À medida que a indústria cresce, também aumenta a necessidade de energia, e sabemos que um dos maiores problemas no mundo atual é justamente a geração dessa energia que vem sendo cada vez mais requisitada. VOCÊ SABIA O Brasil se considera um país privilegiado nesse setor por possuir um grande potencial hídrico para a construção de usinas hidrelétricas. Entretanto,depois das últimas crises de chuvas, descobrimos que não somos invulneráveis à falta de energia como pensávamos. O conceito de eficiência energética tem sido muito utilizado nas indústrias porque o cenário econômico atual torna necessário controlar o consumo de energia para reduzir custos e manter ou aumentar a produção. A eficiência energética envolve vários aspectos que vão desde a implementação de mudanças de comportamento e procedimentos de produção, passando pelo desenvolvimento de políticas públicas específicas até chegar à utilização de equipamentos mais eficientes. RESUMINDO Para que a indústria se torne mais eficiente no que se refere ao consumo de energia, é necessária uma iniciativa por parte do próprio setor industrial, mas esse movimento também deve ser incentivado pelo governo por meio de políticas públicas e programas destinados a facilitar o acesso às fontes de energia mais eficientes e sustentáveis. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), no Brasil, os ganhos com eficiência energética contribuíram para a economia de energia em torno de 14% entre os anos de 2015 e 2018. A indústria brasileira (extrativa, de transformação e produção de eletricidade e de combustíveis) é responsável por uma grande parcela do consumo de combustíveis e eletricidade, e indica ter um grande potencial para eficiência energética a ser aproveitado. O aproveitamento de ganhos de eficiência energética em todos os setores da economia constitui um relevante elemento de portfólio para o atendimento à demanda de energia. A eficiência energética é um componente importante na transição para uma economia de baixo carbono, sendo reconhecida como um fator significativo para o desenvolvimento sustentável. VANTAGENS DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NA ENERGIA ELÉTRICA PARA A INDÚSTRIA Veja algumas vantagens que a indústria tem ao utilizar a eficiência energética: MELHOR APROVEITAMENTO DAS INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS, O QUE CONTRIBUI PARA UMA MELHORA DOS PRODUTOS. REDUÇÃO DO CONSUMO ENERGÉTICO, O QUE CONTRIBUI PARA O AUMENTO DA PRODUÇÃO SEM PREJUDICAR A SEGURANÇA. REDUÇÃO DO GASTO COM ELETRICIDADE. NOÇÕES SOBRE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA Por que estudar o fornecimento de energia elétrica? A energia elétrica é a forma de energia mais consumida nos processos produtivos. Algumas alternativas para aumentar a eficiência energética não são implantadas devido aos elevados custos quando comparados aos possíveis decréscimos nas faturas de energia elétrica. Saber como são realizados os cálculos dessas faturas permite a tomada de decisões corretas para a elaboração de projetos com eficiência energética. O fornecimento de energia elétrica deve ser viabilizado segundo a necessidade e em função da forma adequada da sua utilização de acordo com a Resolução Normativa nº 414, de 9 de setembro de 2010 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). TENSÕES DE FORNECIMENTO A ANEEL define os níveis de fornecimento de tensão para unidades consumidoras de acordo com os valores a seguir: TENSÃO SECUNDÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO Quando a carga instalada na unidade consumidora for igual ou inferior a 75kW. TENSÃO PRIMÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO INFERIOR A 69.000V Quando a carga instalada na unidade consumidora for superior a 75kW e a demanda contratada ou estimada pelo interessado para o fornecimento for igual ou inferior a 2.500kW. TENSÃO PRIMÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO IGUAL OU SUPERIOR A 69.000V Quando a demanda contratada ou estimada pelo interessado para o fornecimento for superior a 2.500kW. OUTROS Em determinadas condições previstas na legislação, a concessionária poderá adotar outros limites para estabelecimento da tensão de fornecimento. GRUPOS TARIFÁRIOS Para efeito de faturamento da energia elétrica, distinguem-se dois grupos tarifários: GRUPO A Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão igual ou superior a 2.300V, ou, ainda, atendidas em tensão inferior a 2.300V a partir de sistema subterrâneo de distribuição, caracterizado pela estruturação tarifária binômia e subdividido nos seguintes subgrupos: Subgrupo A1 – tensão de fornecimento igual ou superior a 230.000V. Subgrupo A2 – tensão de fornecimento de 88.000V a 138.000V. Subgrupo A3 – tensão de fornecimento de 69.000V. Subgrupo A3a – tensão de fornecimento de 30.000V a 44.000V. Subgrupo A4 – tensão de fornecimento de 2.300V a 25.000V. Subgrupo A5 – tensão de fornecimento inferior a 2.300V, atendidas a partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturadas neste grupo em caráter opcional. GRUPO B Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão inferior a 2,3kV, caracterizado pela tarifa monômia e subdividido nos seguintes subgrupos: Subgrupo B1 – residencial. Subgrupo B1 – residencial baixa renda. Subgrupo B2 – rural. Subgrupo B2 – cooperativa de eletrificação rural. Subgrupo B2 – serviço público de irrigação. Subgrupo B3 – demais classes. Subgrupo B4 – iluminação pública. CLASSIFICAÇÃO DA UNIDADE CONSUMIDORA A distribuidora deve classificar a unidade consumidora de acordo com a atividade nela exercida e a finalidade da utilização da energia elétrica, ressalvadas as exceções previstas na Resolução Normativa nº 414 de 9 de setembro de 2010. A classe industrial se caracteriza pelo fornecimento à unidade consumidora em que seja desenvolvida atividade industrial, conforme definido na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), assim como o transporte de matéria-prima, insumo ou produto resultante do seu processamento, caracterizado como atividade de suporte e sem fim econômico próprio, desde que realizado de forma integrada fisicamente à unidade consumidora industrial. DEMANDA (KW) Considera-se como média das potências elétricas ativas ou reativas, solicitadas ao sistema elétrico pela parcela da carga instalada em operação na unidade consumidora, durante um intervalo de tempo especificado. Entenda quais são os tipos de demanda a seguir: DEMANDA CONTRATADA Demanda de potência ativa a ser obrigatória e continuamente disponibilizada pela concessionária, no ponto de entrega, conforme valor e período de vigência fixados no contrato de fornecimento e que deverá ser integralmente paga, seja ou não utilizada durante o período de faturamento, expressa em quilowatts (kW). DEMANDA DE ULTRAPASSAGEM Parcela da demanda medida que excede o valor da demanda contratada, expressa em quilowatts (kW). DEMANDA FATURÁVEL Valor da demanda de potência ativa, identificado de acordo com os critérios estabelecidos e considerado para fins de faturamento, com aplicação da respectiva tarifa, expressa em quilowatts (kW). DEMANDA MEDIDA Maior demanda de potência ativa, verificada por medição, integralizada no intervalo de 15 (quinze) minutos durante o período de faturamento, expressa em quilowatts (kW). CONSUMO QUILOWATT-HORA (KWH) O consumo de energia faturado é o efetivamente medido no período (geralmente mensal). TARIFAS DE ENERGIA ELÉTRICA Segundo a Resolução Normativa nº 479 da ANEEL, de 3 de abril de 2012, é o conjunto de tarifas aplicáveis aos componentes de consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência ativas de acordo com a modalidade de fornecimento. Veja a diferença entre os dois tipos de tarifas existentes: Sistema tarifário convencional: Estrutura caracterizada pela aplicação de tarifas de consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência independentemente das horas de utilização do dia e dos períodos do ano. Sistema tarifário horo-sazonal: Estrutura caracterizada pela aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica e de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia e dos períodos do ano. No sistema tarifário horo-sazonal podem ocorrer situações que vão interferir no valor da tarifa, veja quais são a seguir: TARIFA AZUL Modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodosdo ano, bem como de tarifas diferenciadas de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia. TARIFA VERDE Modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano, bem como de uma única tarifa de demanda de potência. HORÁRIO DE PONTA (P) Período definido pela concessionária e composto por 3 (três) horas diárias consecutivas, exceção feita aos sábados, domingos e feriados nacionais, considerando as características do seu sistema elétrico. HORÁRIO FORA DE PONTA (F) Período composto pelo conjunto das horas diárias consecutivas e complementares àquelas definidas no horário de ponta. PERÍODO ÚMIDO (U) Período de 5 (cinco) meses consecutivos, compreendendo os fornecimentos abrangidos pelas leituras de dezembro de um ano a abril do ano seguinte. PERÍODO SECO (S) Período de 7 (sete) meses consecutivos, compreendendo os fornecimentos abrangidos pelas leituras de maio a novembro. ACOMPANHAMENTO E ANÁLISE DO CONSUMO O acompanhamento do consumo de eletricidade em uma empresa tem como objetivos conhecer o perfil da organização, identificar pontos onde será possível implementar ações para redução do consumo e acompanhar a evolução dele ao longo dos meses. DICA Numa primeira etapa, a análise deve ser feita por meio das faturas de consumo para um acompanhamento mensal, sendo recomendado que se faça uma síntese das informações em uma planilha para facilitar a análise. Para que a análise dessas faturas seja eficiente é necessário que não só as áreas administrativa e financeira participem desse processo, mas também a área técnica, como, por exemplo, o setor de manutenção e o setor de projetos. Também é muito importante um bom conhecimento da legislação que regulamenta o fornecimento de energia elétrica no Brasil, determinando as modalidades tarifárias disponíveis, as grandezas a serem utilizadas para o faturamento, os parâmetros determinados em contrato e estipulando como será a relação entre a concessionária e o consumidor de eletricidade. Em muitos casos, é possível se alcançar uma economia considerável no consumo de energia elétrica somente pela análise do histórico de consumo, pois em várias empresas o setor técnico não participa da contratação do fornecimento de energia, o que pode levar a erros na escolha da faixa de contratação por demanda. No âmbito da indústria nem sempre é possível fazer o acompanhamento do consumo de energia de forma eficiente somente pela análise das faturas enviadas pela concessionária. Nessas situações, é necessário instalar medidores de energia em pontos específicos para se fazer um acompanhamento mais detalhado do consumo em diferentes partes, analisando, por exemplo, seções, galpões, circuitos ou até máquinas, se for o caso. ESTABELECIMENTO DE ÍNDICES DE CONSUMO ESPECÍFICO A fim de se obter um melhor gerenciamento do consumo de energia elétrica em relação à produção é muito importante estabelecer índices que permitam analisar a quantidade de energia utilizada para a fabricação de cada produto, como, por exemplo: KWH POR QUILOGRAMA DE PEÇA TRATADA. KWH POR METRO DE PRODUTO. KWH POR UNIDADE PRODUZIDA. KWH POR METRO CÚBICO DE PRODUTO. KWH POR AVE CONGELADA. KWH POR LITRO DE PRODUTO. FORÇA MOTRIZ Ao analisarmos os usos da energia elétrica na indústria, vemos que a maioria deles é utilizada em força motriz (incluindo os usos finais força motriz e refrigeração). Segundo o BEN 2005 (EPE, 2006), cerca de 68% da energia elétrica utilizada no setor secundário é em força motriz, como podemos ver na tabela a seguir. Setor Total GWh/a Força motriz e refrigeração GWh/a % Cimento 3.754 3.702 99% Ferro-gusa e aço 16.889 14.111 84% Ferroligas 7.659 236 3% Mineração e pelotização 9.292 8.586 92% Não ferrosos 33.907 10.282 30% Química 21.612 16.465 76% Alimentos e bebidas 19.851 16.009 81% Têxtil 7.776 7.582 98% Papel e celulose 14.098 13.442 95% Cerâmica 3.050 2.745 90% Outros 34.173 23.750 70% Total 172.061 116.909 68% Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal Tabela: Consumo de energia força motriz. Adaptado de BEN, 2005. MOTOR ELÉTRICO Os motores elétricos geralmente respondem por quase metade do consumo total de energia da indústria e representam uma oportunidade significativa de economia financeira com o consumo de energia. Quatro áreas oferecem economia potencial no que diz respeito à seleção e operação de motores elétricos: MOTOR DE ALTO RENDIMENTO DIMENSIONAMENTO DE MOTORES ADEQUADO À CARGA USO DE DISPOSITIVOS PARA PARTIDA “SUAVE” MANUTENÇÃO REGULAR Entenda melhor cada um a seguir. MOTOR DE ALTO RENDIMENTO Por definição, um motor será mais eficiente do que outro se usar menos energia para produzir a mesma saída nominal. A maioria dos motores com eficiência energética é geralmente construída com materiais de alta qualidade e técnicas de fabricação avançadas e resultam em menos desperdício de energia sendo produzida por meio de vibração, ruído e calor. Alguns países adotaram padrões mínimos de desempenho energético para novos motores elétricos. Muitos outros desenvolveram padrões que os motores devem atender para serem vendidos como motores com alto desempenho em eficiência energética. VOCÊ SABIA Um grande incentivo para o desenvolvimento dos motores elétricos de indução trifásicos é o programa de etiquetagem e padronização, que desde 1993 vem sendo o grande motivador para o desenvolvimento nesse setor. As atividades se iniciaram dentro do grupo de motores, o GT-Motores, do PBE – Programa Brasileiro de Etiquetagem, que estabelece metas para rendimentos nominais mínimos, sendo de vigência anual ou bienal. As metas são estabelecidas pelos participantes do grupo de trabalho, que são os fabricantes de motores (Weg, Kohlbach, Eberle, Sew, Siemens), Cepel – Centro de Pesquisa em Energia Elétrica (responsável pelos testes), Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (coordenador) e Procel – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica. Além disso, os fabricantes concorrem para a obtenção do Selo Procel, que premia os equipamentos mais eficientes nas determinadas categorias. O êxito do estudo feito pelo grupo de trabalho propiciou um desenvolvimento grande para a eficiência energética tanto dos motores da linha normal como dos da linha de alto desempenho, e fez com que o motor elétrico trifásico de indução fosse o primeiro equipamento a ter os índices mínimos de desempenho regulamentados para atender à Lei de Eficiência Energética (Lei nº 10.295 de 17 de outubro de 2001 – BRASIL, 2001). DIMENSIONAMENTO DE MOTORES ADEQUADO À CARGA Muitos motores são especificados em potência muito acima da necessária para movimentar a carga para a qual serão utilizados. Em alguns casos, esse dimensionamento exagerado é necessário por causa das aplicações em que partidas severas exigem esse procedimento devido à sobrecarga, mas na maioria das situações é possível utilizar motores com menor potência e, consequentemente, menores em suas dimensões físicas, o que por si só já proporciona economia de energia. USO DE DISPOSITIVOS PARA PARTIDA “SUAVE” A partida de motores de forma direta sempre leva a um pico de corrente que pode ser de seis a dez vezes a corrente nominal do motor, o que, além de levar a um alto consumo de energia, também provoca alto desgaste do equipamento ao longo do tempo, encurtando, assim, a vida útil do motor. EXEMPLO A utilização de métodos alternativos de partida, como, por exemplo, a partida estrela-triângulo, reduz o pico de corrente, mas não o elimina por completo. Sendo assim, é possível conseguir uma redução significativa no consumo de energia elétrica utilizando dispositivos para partida de motores que eliminam os picos de corrente e permitem um controle da potência fornecida de forma otimizada. SAIBA MAIS Entre esses dispositivos os mais utilizados em motores e bombaselétricas são os inversores de frequência e os soft starters. MANUTENÇÃO REGULAR Tal como acontece com outras peças de capital, os motores elétricos e os dispositivos que eles acionam devem passar por manutenção regular para: CERTIFICAR-SE DE QUE OS COMPONENTES ESTEJAM LIMPOS E LIVRES DE POEIRA E ÓLEO. OPERAR COM DESEMPENHO MÁXIMO EM COMPARAÇÃO COM AS ESPECIFICAÇÕES DO FABRICANTE. IDENTIFICAR ÁREAS DE DESGASTE OU DANOS ANTES QUE O DESEMPENHO DO MOTOR SEJA DEGRADADO. COGERAÇÃO DE ENERGIA Uma estratégia para economia de energia utilizada na indústria é a cogeração. Em muitos tipos de indústria o próprio processo de produção fornece combustível para movimentar um gerador de energia elétrica. Esse combustível pode ser o calor resultante dos processos de fabricação que será utilizado para gerar vapor, ou, em outros casos, o vapor já é o resultado do processo e será utilizado diretamente na geração de energia. A energia gerada será fornecida ao sistema elétrico e convertida em créditos para serem descontados na fatura de energia. Outra forma de cogeração é a utilização de painéis fotovoltaicos, que, dependendo do tipo de tecnologia utilizada, podem ter a energia gerada utilizada diretamente em alguma parte da empresa, como iluminação externa, por exemplo, ou também estar conectado ao sistema elétrico para compensação de créditos. Construção do linhão de alta tensão para cogeração de energia elétrica da Usina São Martinho, em Pradópolis (SP). VEM QUE EU TE EXPLICO! Tarifas de energia elétrica Motor elétrico VERIFICANDO O APRENDIZADO MÓDULO 4 Analisar a eficiência energética nas instalações comerciais e residenciais EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NAS INSTALAÇÕES COMERCIAIS E RESIDENCIAIS EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NAS INSTALAÇÕES COMERCIAIS E RESIDENCIAIS Com o alto custo da energia elétrica nos dias de hoje, é quase obrigatório que residências e comércios adotem medidas para economia de energia. Essas medidas visam reduzir o consumo sem prejudicar a atividade comercial ou diminuir o conforto e modificar o modo de vida das pessoas nas residências. As possibilidades para redução de consumo são muitas e devem ser avaliadas no comércio em função das necessidades e custos envolvidos. No que se refere às residências, por serem ambientes de convivência familiar, as questões ligadas à educação necessitam de maior empenho e atenção. Já a instalação de equipamento visando economia de energia irá depender diretamente de aspectos financeiros. EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NAS INSTALAÇÕES COMERCIAIS O setor comercial utiliza menos de 20% do total da energia final produzida pela sociedade. Isso é composto por quantidades quase iguais de carvão, gás, petróleo e eletricidade. Os principais usos de energia no comércio são: RESFRIAMENTO DE EDIFÍCIOS USO DE ELETRODOMÉSTICOS, ESPECIALMENTE MÁQUINAS DE ESCRITÓRIO ÁGUA QUENTE ILUMINAÇÃO Alguns desses usos se assemelham aos do setor doméstico, mas a escala é muitas vezes maior e as estratégias precisam levar em conta as diferenças entre os ambientes doméstico e de trabalho. Embora o setor comercial seja um usuário relativamente pequeno da energia final total, ele é líder em eficiência energética. A economia pode, muitas vezes, ser feita por meio de mudanças nas práticas de trabalho ou em conjunto com reformas de edifícios. Tais mudanças podem ser econômicas em curto prazo. Essa é, portanto, uma área muito atraente para a economia de energia e na qual o governo local tem um papel importante. ESTRATÉGIAS PARA ECONOMIA DE ENERGIA NO COMÉRCIO Para muitas empresas, as preocupações ambientais como o aquecimento global e a poluição do ar são secundárias em relação aos benefícios financeiros derivados da redução do consumo de energia. Economia substancial para ambos, proprietários e os ocupantes de edifícios comerciais, pode ser feita por meio da introdução da gestão de energia, que são programas para implementação de medidas visando a eficiência energética mediante diferentes abordagens, veja cada uma delas a seguir: ABORDAGENS TÉCNICAS Existem várias medidas à disposição das empresas para reduzir o consumo de energia. O setor comercial é mais diverso que o setor doméstico e geralmente é aconselhável realizar uma auditoria energética primeiro para determinar as principais áreas de uso de energia na empresa e as oportunidades de economia. As opções técnicas disponíveis para o setor comercial se referem às principais áreas de uso, que são: PROJETO DE CONSTRUÇÃO SENSÍVEL AO CLIMA. ATUALMENTE, MUITOS PROJETOS INCLUEM MEDIDAS VISANDO A ECONOMIA DE ENERGIA. EM CONSTRUÇÕES JÁ EXISTENTES É POSSÍVEL IMPLEMENTAR ELEMENTOS QUE CONTRIBUAM PARA A EFICIÊNCIA ENERGÉTICA GRAÇAS ÀS REFORMAS. PROJETOS QUE APROVEITAM A ILUMINAÇÃO NATURAL PARA REDUZIR O USO DA ILUMINAÇÃO ELÉTRICA DURANTE O DIA. A UTILIZAÇÃO DE MATERIAIS ISOLANTES E JANELAS QUE, QUANDO FECHADAS, BLOQUEIAM GRANDE PARCELA DO CALOR, REDUZINDO, ASSIM, A NECESSIDADE DE USO DO AR-CONDICIONADO. A UTILIZAÇÃO DE UM SISTEMA DE ILUMINAÇÃO EFICIENTE, COM LÂMPADAS DE ALTO RENDIMENTO COMO AS DO TIPO LED (LIGHT EMITTING DIODE – DIODO EMISSOR DE LUZ), POR EXEMPLO, E INTERRUPTORES INTELIGENTES QUE DESLIGAM A ILUMINAÇÃO CASO NÃO HAJA PESSOAS NO LOCAL. UM PROGRAMA DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO PARA EQUIPAMENTOS QUE CONSOMEM MUITA ENERGIA, COMO, POR EXEMPLO, BOMBAS E APARELHOS DE AR-CONDICIONADO. O DIMENSIONAMENTO CORRETO DE EQUIPAMENTOS EM RELAÇÃO À POTÊNCIA E À APLICAÇÃO ONDE SERÁ UTILIZADO É DE GRANDE IMPORTÂNCIA PARA A REDUÇÃO DE CONSUMO. A ESCOLHA DE EQUIPAMENTOS DE ESCRITÓRIO QUE POSSUAM ETIQUETA DE ECONOMIA DE ENERGIA. USO DE ENERGIA SOLAR Atualmente, a utilização de energia solar é uma das opções mais utilizadas para a economia de energia. A legislação incentiva o uso da energia solar por meio da microgeração, na qual a energia excedente gerada será comprada pela concessionária de energia. A energia solar pode ser utilizada em duas maneiras diferentes: Placas fotovoltaicas Geram energia para alimentar a instalação elétrica. O excedente é convertido em créditos pela concessionária de energia e, posteriormente, irá gerar descontos nas faturas. E Sistema de aquecimento de água Aquece a água através de transmissão de calor dos raios solares e fornece água quente no chuveiro e nas torneiras, sendo um sistema eficiente que reduz consideravelmente o gasto com energia. ABORDAGENS EDUCACIONAIS O maior potencial de economia de energia em edifícios comerciais está nas mãos de seus ocupantes. As soluções técnicas geralmente são bem-sucedidas apenas na produção de economia financeira em que os ocupantes do edifício são parte integrante da gestão de energia estratégica. EXEMPLO Um ocupante que deixa as luzes acesas o tempo todo sem necessidade pode rapidamente neutralizar a economia feita com a instalação de iluminação de potência. Nessa situação, apenas a conscientização e a mudança de comportamento dos ocupantes resultarão em economia de energia. O apoio da administração e dos funcionários é essencial para o sucesso de qualquer programa. O suporte da gestão normalmente pode ser obtido mediante o uso de estudos de caso ou análise simples de custo-benefício em uma área, como a iluminação. O apoio do funcionário pode ser mais difícil de obter, especialmente em empresas onde os funcionários já estão sobrecarregados, ou onde não há senso de propriedade ou responsabilidade pela conservação de energia medidas. Duas opções para envolver os funcionários ou ocupantes do edifício podem ser obtidas mediante: Treinamento de pessoal e incentivos que os estimulem a serem eficientes em energia, por meio de medidas como adesivos nos interruptores de luz com a mensagem “desligue quando sair”. Desenvolvimento de equipes de gestão de energia com representação de todos os níveis da organização e departamentos. Embora sejam opções independentes, a maior economia de energia surgirá de uma combinação de ambos os métodos. EFICIÊNCIA ENERGÉTICA RESIDENCIAL O consumo de energiadoméstico tem impacto financeiro direto nos usuários. É nesse setor que vemos uma maior preocupação com a eficiência energética devido ao grande nível de desperdício que existe. Nesse campo, a educação e as iniciativas de políticas e regulamentações podem ser particularmente eficazes. ABORDAGENS PARA ECONOMIZAR ENERGIA NO SETOR RESIDENCIAL Uma infinidade de abordagens está disponível para alcançar economia de energia e redução dos custos no setor residencial, variando desde tecnologias de economia de energia, como isolamento e design de edificações, até a educação para que os moradores mudem seus hábitos diários. Veja: ABORDAGENS TÉCNICAS Economia de energia e custos podem ser alcançados reformando casas existentes ou projetando novas edificações e usando aparelhos que propiciem economia de energia. VOCÊ SABIA A reforma de edificações existentes pode ser a solução para obter melhor eficiência energética. A taxa de fluxo de calor para dentro ou para fora de um edifício e a transferência de ar entre o interior e o exterior são determinados pelo desenho da envoltória do edifício. Essa envoltória é composta pelas paredes, pisos, sótão, tetos, vidros e o porão de uma casa, basicamente tudo aquilo que circunda o espaço que se deseja manter quente no inverno e/ou fresco no verão. O objetivo é abordar as deficiências no design do envelope de construção tanto quanto possível para evitar o ganho de calor no verão e reduzir a perda de calor no inverno, prevenindo vazamentos de ar. É crucial que os espaços internos estejam razoavelmente bem selados para que o calor não seja perdido no inverno ou ganho no verão. No entanto, é preciso ter cuidado para evitar que a eliminação do fluxo de ar saudável possa levar a um acúmulo de ar poluído no interior. ISOLAMENTO O isolamento é um material usado para desacelerar o fluxo de calor em um edifício. Ele ajuda a tornar as casas mais confortáveis e energeticamente eficientes ao longo do ano. No inverno, diminui a perda de calor e ajuda a prevenir o acúmulo de condensação durante os meses de verão, reduzindo o ganho de calor e mantendo as edificações frescas. Essas medidas podem reduzir o aquecimento e custos de resfriamento em torno de 15% a 45%, dependendo de fatores como a quantidade original de isolamento, o tamanho da casa, os vazamentos de ar, o uso de energia pessoal e os hábitos de vida. COR DO TELHADO E DA PAREDE As superfícies escuras absorvem o calor, enquanto as brancas o refletem. Portanto, telhados escuros podem contribuir significativamente para o ganho de calor de um edifício, enquanto os telhados brancos reduzem esse ganho. Em climas quentes é benéfico escolher telhados brancos ou claros, enquanto em climas mais frios o uso de telhados mais escuros pode ajudar na captura de calor. LUZ NATURAL Usar a luz solar natural para iluminar edifícios é uma forma econômica de se obter iluminação. A luz do dia é mais bem alcançada quando é considerada no projeto geral de edifícios antes da construção, no entanto, também é possível reformar as casas existentes. ATENÇÃO A instalação de claraboias pode ser muito eficaz, mas alguns cuidados devem ser tomados para evitar ganho excessivo de calor solar. A pintura de paredes internas e das partes externas das janelas em cores claras pode aumentar a eficácia da iluminação natural. ABORDAGENS EDUCACIONAIS As abordagens educacionais servem como instrumento de informação e de mudança de hábitos da população. Campanhas em nível nacional que auxiliam na disseminação de conhecimento sobre o uso eficiente da energia para a adoção de hábitos de consumo mais conscientes e mudanças comportamentais podem gerar economia de energia e redução de custos consideráveis. Algumas das medidas incluem: Manter as luzes e outros aparelhos desligados durante o dia, tanto quanto possível. Fechar portas e janelas para manter o calor dentro ou fora. Evitar utilizar equipamentos em horários de pico. Trocar uma lâmpada tradicional por uma fluorescente ou por lâmpadas de LED. Utilizar equipamentos com selo Procel. Procel é um programa governamental coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e executado pela Eletrobras (secretaria executiva do programa). Ele foi instituído em 30 de dezembro de 1985 pela Portaria Interministerial nº 1.877 e visa promover a racionalização da produção e do consumo de energia elétrica, além da redução do seu desperdício. javascript:void(0) Muitas das medidas para eficiência energética utilizadas na área comercial se aplicam também no setor residencial. Dois exemplos dessas medidas são o uso de energia solar e a utilização de equipamentos que privilegiam a economia de energia. VEM QUE EU TE EXPLICO! Abordagens técnicas Abordagens educacionais VERIFICANDO O APRENDIZADO CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao longo deste conteúdo, estudamos alguns assuntos importantes, tais como os projetos arquitetônicos e os materiais construtivos, o ciclo de vida útil dos materiais, a eficiência CONCLUSÃO energética nas indústrias e nas instalações comerciais, de modo a promover o desenvolvimento sustentável dos recursos de construção. Nos últimos anos, os problemas ambientais estão ganhando destaque crescente à medida que as pessoas prestam cada vez mais atenção à conservação de energia e à proteção ambiental, que se tornaram tendências inevitáveis na indústria da construção. A eficiência energética hoje precisa ser pensada não somente como uma medida adotada por profissionais técnicos, mas também como algo que faz parte do dia a dia de qualquer pessoa, esteja ela em casa, na rua ou no ambiente de trabalho. PODCAST Agora, a especialista Renildes Matos de Freita encerra o tema falando sobre os principais tópicos abordados. AVALIAÇÃO DO TEMA: REFERÊNCIAS AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA. ANEEL. Programa de Eficiência Energética (PEE). Consultado na internet em: 21 jun. 2021. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. NBR 15575-1/2013: Edificações habitacionais – desempenho. Consultado na internet em: 20 jun. 2021. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. NBR ISO 14001: Sistemas de Gestão Ambiental – requisitos e diretrizes para uso. Rio de Janeiro: ABNT, 2004. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. NBR ISO 14004: Sistemas de Gestão Ambiental – diretrizes gerais sobre princípios, sistemas e técnicas de apoio. Rio de Janeiro: ABNT, 2004. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. NBR ISO 14040: Gestão Ambiental. Avaliação do ciclo de vida – princípios e estrutura. ISO/TC 207, 2006 (versão internacional). ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. NBR ISO 14044: Gestão Ambiental. Avaliação do ciclo de vida – requisitos e diretrizes. ISO/TC 207, 2006 (versão internacional). BRASIL. Balanço Energético Nacional (BEN): Ano-base 2004. Rio de Janeiro: Ministério de Minas e Energia, 2005. Consultado na internet em: 11 out. 2021. BRASIL. Decreto nº 9.864, de 27 de junho de 2019. Dispõe sobre a política nacional de conservação e uso racional de energia, e dispõe sobre o comitê gestor de indicadores e níveis de eficiência energética. Consultado na internet em: 11 out. 2021. BRASIL. Legislação nº 1877, de 1985. Institui o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), com a finalidade de integrar as ações do Ministério de Minas e Energia e da Indústria e Comércio, visando à conservação de energia elétrica no país. Consultado na internet em: 11 out. 2021. BRASIL. Lei nº 9.991 de 24 de julho de 2000. Dispõe sobre realização de investimentos em pesquisa e desenvolvimento e em eficiência energética por parte das empresas concessionárias, permissionárias e autorizadas do setor de energia elétrica, e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União, 2000. BRASIL. Lei nº 10.295 de 17 de outubro de 2001. Dispõe sobre a política nacional de conservação e uso racional de energia e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União, 2001. BRASIL. Lei nº 13.280 de 3 de maio de2016. Altera a Lei nº 9.991, de 24 de julho de 2000, para disciplinar a aplicação dos recursos destinados a programas de eficiência energética. Brasília: Diário Oficial da União, 2016. EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA. EPE. Relatório Síntese do Balanço Energético Nacional. Consultado na internet em: 22 jun. 2021. INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TECNOLOGIA. INMETRO. Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). Consultado na internet em: 22 jun. 2021. PROGRAMA NACIONAL DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM EDIFICAÇÕES. Procel Edifica. Consultado na internet em: 8 out. 2021. SANTOS, A.H.M. et al. Eficiência energética teoria e prática. 1. ed. Itajubá, MG: FUPAI, 2007. EXPLORE+ Veja como Paula Grünberg, Marcelo Medeiros e Sérgio Tavares abordam a busca pelo aumento da eficiência energética no artigo Certificação ambiental de habitações: comparação entre LEED for Homes, Processo AQUA e Selo Casa Azul, publicado em 2014 na revista Ambiente & Sociedade. CONTEUDISTA Renildes Matos de Freita