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<p>Curso de Direito</p><p>Revisão: N1 – 2º PERÍODO</p><p>TEORIA DA CONSTITUIÇÃO E DIREITOS FUNDAMENTAIS</p><p>A) Analise as assertivas abaixo como verdadeiras ou falsas:</p><p>1. Os princípios gerais do direito, que são princípios constitucionais, devem ser</p><p>aplicados na interpretação constitucional, sanando-se as omissões normativas</p><p>das condutas socialmente aceitas.</p><p>2. A classificação ontológica das Constituições põe em confronto as pretensões</p><p>normativas da Carta e a realidade do processo de poder, sendo classificada</p><p>como nominativa, nesse contexto, a Constituição que, embora pretenda dirigir o</p><p>processo político, não o faça efetivamente.</p><p>3. As normas de eficácia relativa complementável têm produção mediata de</p><p>efeitos, ou seja, enquanto não for promulgada a legislação regulamentadora,</p><p>não produzirão efeitos positivos, além de terem eficácia paralisante de</p><p>efeitos nas normas anteriores incompatíveis.</p><p>4. Constituições semirrígidas são aquelas cujo processo de alteração é difícil e</p><p>solene.</p><p>5. No neoconstitucionalismo, a Constituição é vista como um documento</p><p>essencialmente político, um convite à atuação dos poderes públicos,</p><p>ressaltando que a concretização de suas propostas fica condicionada à</p><p>liberdade de conformação do legislador ou à discricionariedade do</p><p>administrador</p><p>6. Conforme o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), se uma lei</p><p>anterior à Constituição não guarda compatibilidade material com esta, ocorre a</p><p>inconstitucionalidade superveniente dessa lei.</p><p>QUESTÕES</p><p>7. A técnica de interpretação conforme a Constituição é apoiada nos direitos</p><p>fundamentais e nos princípios constitucionais.</p><p>8. De acordo com o conceito de Constituição-moldura, o texto constitucional</p><p>deve apenas apresentar limites para a atividade legislativa, cabendo ao Poder</p><p>Judiciário avaliar se o legislador agiu conforme o modelo configurado pela</p><p>Constituição.</p><p>9. A Constituição de 1988 não admitiu, em hipótese alguma, alteração</p><p>constitucional tendente a substituir o sistema presidencialista pelo</p><p>parlamentarista.</p><p>10. Em sentido sociológico, a Constituição deve ser entendida como a norma</p><p>que se refere à decisão política estruturante da organização do Estado.</p><p>11. As normas de eficácia absoluta, assim como as cláusulas pétreas, são</p><p>normas constitucionais intangíveis.</p><p>12. As Constituições semânticas possuem força normativa efetiva, regendo os</p><p>processos políticos e limitando o exercício do poder.</p><p>13. O neoconstitucionalismo tem como marco filosófico o pós-positivismo, com</p><p>a centralidade dos direitos fundamentais, no entanto, não permite uma</p><p>aproximação entre direito e ética.</p><p>14. As Constituições classificadas como populares ou democráticas são</p><p>materializadas com o tempo, com o arranjo e a harmonização de ideais e</p><p>teorias outrora contrastantes.</p><p>15. A recepção material de normas constitucionais pretéritas é admitida pelo</p><p>direito constitucional brasileiro, inclusive de forma tácita.</p><p>16. O constitucionalismo pode ser definido como uma teoria (ou ideologia) que</p><p>ergue o princípio do governo limitado indispensável à garantia dos direitos em</p><p>dimensão estruturante da organização político-social de uma comunidade.</p><p>Nesse sentido, o constitucionalismo moderno representa uma técnica de</p><p>limitação do poder com fins garantísticos.</p><p>17. O princípio da concordância prática exige que, em situações de colisão</p><p>entre normas constitucionais, a interpretação busque harmonizar os interesses</p><p>em conflito, promovendo a máxima efetividade dos direitos e a força normativa</p><p>da Constituição, com vistas ao efeito integrador e à preservação da</p><p>estabilidade institucional.</p><p>18. As Constituições cesaristas são elaboradas com base em determinados</p><p>princípios e ideais dominantes em período determinado da história.</p><p>19. Todas as limitações ao Poder Constituinte Reformador encontram-se</p><p>expressas no texto constitucional.</p><p>20. Segundo a doutrina pertinente, a Constituição normativa, ou jurídica, é</p><p>aquela na qual o processo político é regido pelas normas constitucionais,</p><p>independentemente das contingências históricas.</p><p>21. Considerando-se as características da Constituição Federal de 1988 (CF),</p><p>é possível classificá-la como formal, escrita, outorgada e analítica.</p><p>22. A intervenção humanitária e a proibição de concessão de asilo político são</p><p>princípios constitucionais que regem o Brasil nas suas relações internacionais</p><p>23. Com o advento de uma nova Constituição, toda a legislação</p><p>infraconstitucional anterior torna-se inválida.</p><p>24. A técnica de interpretação sociológica é aquela que analisa a história da</p><p>sociedade, dada a plasticidade social da época em que a norma foi criada e</p><p>dado o tempo decorrido até a decisão.</p><p>25. Em sentido político, a Constituição deve ser entendida como a norma que</p><p>se refere aos fatores reais de poder, pois é reflexo dos poderes e conjunturas</p><p>sociais.</p><p>26. A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por</p><p>prejudicada não pode ser objeto de nova proposta durante o mesmo mandato</p><p>parlamentar.</p><p>27. A República, a democracia, a federação, o parlamentarismo e os direitos</p><p>humanos são princípios fundamentais expressos na atual Constituição</p><p>brasileira.</p><p>28. As normas de eficácia plena têm aplicabilidade mediata, porque seus</p><p>efeitos podem ser postergados.</p><p>29. O neoconstitucionalismo não autoriza a participação ativa do magistrado na</p><p>condução das políticas públicas, sob pena de violação do princípio da</p><p>separação dos poderes.</p><p>30. Somente possuem supremacia formal as normas constitucionais que se</p><p>relacionam com os direitos fundamentais.</p><p>31. Constituição escrita é aquela cujas normas estão efetivamente positivadas</p><p>pelo legislador em documento solene, sejam leis esparsas contendo normas</p><p>materialmente constitucionais, seja uma compilação que consolide, em um só</p><p>diploma, os dispositivos alusivos à separação de poderes e aos direitos e</p><p>garantias fundamentais.</p><p>32. Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir o</p><p>voto direto, secreto, universal e periódico e os direitos e garantias individuais.</p><p>33. A interpretação conforme a Constituição, além de princípio de hermenêutica</p><p>constitucional, é técnica de decisão no controle de constitucionalidade.</p><p>34. Como limites temporais, a Constituição não pode ser emendada na</p><p>vigência de intervenção federal, estado de sítio ou durante o recesso</p><p>parlamentar.</p><p>35. Na interpretação de normas constitucionais, o princípio da unidade da</p><p>Constituição deve prevalecer, garantindo a coerência entre os diferentes</p><p>dispositivos constitucionais, inclusive quando há aparente conflito entre direitos</p><p>fundamentais.</p><p>36. A interpretação é histórica quando se atribui valor à vontade do legislador,</p><p>dados os precedentes e as discussões deliberativas.</p><p>37. O neoconstitucionalismo importa a ampliação da eficácia irradiante dos</p><p>direitos fundamentais aos poderes públicos constituídos, porém não aos</p><p>particulares, cuja autonomia se sobrepõe àqueles direitos.</p><p>38. A democracia, como vontade da maioria, é essencial na moderna teoria</p><p>constitucional, de forma que as decisões judiciais devem ter o respaldo da</p><p>maioria da população, sem o qual não possuem legitimidade.</p><p>39. O constitucionalismo moderno relaciona-se com os direitos fundamentais e</p><p>a separação de poderes.</p><p>40. As normas de eficácia relativa restringível ou de eficácia contida têm</p><p>aplicabilidade imediata, embora sua eficácia possa ser reduzida conforme</p><p>estabelecer a lei.</p>