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RELEVO Profª Érika Ifes Campus Linhares X SAIR Relevo Trata-se do conjunto das formas da crosta terrestre, manifestando-se desde o fundo dos oceanos até as terras emersas. Encontramos formas diversas de relevo: montanhas, planaltos, planícies, depressões, cordilheiras, morros, serras, inselbergs, vulcões, vales, escarpas, abismos, Cuestas, etc. O relevo é o resultante da ação de dois agentes:os internos e externos. X SAIR O Relevo e Seus Agentes A formação do relevo e a constante transformação de suas formas ocorrem devido à ação de: Agentes internos ou endógenos São as forças internas do planeta, causadas pelas pressão e altas temperaturas das camadas mais profundas. Geralmente essas manifestações são violentas e rápidas, como é o caso dos terremotos e vulcões. Esses movimentos são construtores e modificadores do relevo terrestre, podendo levar milhões de anos ou apenas um dia. Agentes externos ou exógenos Existem agentes externos, na superfície terrestre, que modificam o relevo, não tão rapidamente como os vulcões ou terremotos, mas sua ação contínua transforma lenta e ininterruptamente todas as paisagens da Terra. A ação dos ventos, do intemperismo e da água sobre a crosta terrestre determinam a erosão. X SAIR São responsáveis pela formação do relevo. Os agentes Internos ou endógenos são processos estruturais que atuam do interior para o exterior do planeta : Tectonismo Vulcanismo Abalos sísmico Agentes Formadores do Relevo (Endógenos) X SAIR Os Agentes Internos (Endógenos) Vulcanismo Vulcão Stromboli, na Itália. São processos que têm sua origem no interior da Terra, como o vulcanismo, o tectonismo e os abalos sísmicos. Através de fendas ou aberturas da crosta terrestre. Lavas, cinzas e gases. É a atividade pela qual os materiais vindos do manto atingem a superfície. A acumulação e consolidação da lava expelida pelos vulcões podem dar origem a montanhas e ilhas. X SAIR O movimento das placas tectônicas traz, em sua dinâmica, resultados que podem ser observados na superfície. Os terremotos, o vulcanismo, as rochas dobradas e falhadas são exemplos claros de que toda a crosta esteve e está em constante movimento. Esses movimentos são denominados tectônicos e são classificados em dois tipos: Orogênese (movimentos tectônicos no sentido horizontal) Epirogênese (movimentos tectônicos no sentido vertical) Tectonismo: X SAIR X SAIR Epirogênese é uma expressão criada por Gilbert, em 1890, a denominação teve como objetivo principal designar o fenômeno geológico que resulta em movimentos tectônicos no sentido vertical. Caso esse movimento seja para cima, recebe o nome de soerguimento e para baixo, subsidência. Orogênese é um movimento tectônico que ocorre de forma horizontal, e pode ter duas configurações: convergente, quando duas placas se chocam; e divergente, quando duas placas se afastam. A primeira provoca o surgimento de dobramentos e cordilheiras e a segunda responde pela formação das dorsais (cordilheiras submarinas). X SAIR Terremoto ou abalo sísmico é uma vibração da superfície terrestre produzida por forças naturais situadas no interior da crosta a profundidades variáveis. Podem ser também associados à ação humana quer direta ou indiretamente nas atividades de extração de minerais, água ou petróleo. Abalos Sísmicos Quando esses abalos ocorrem nos continentes são chamados de terremotos; já quando acontecem nos oceanos correspondem aos maremotos, que podem resultar na formação de ondas gigantescas denominadas tsunamis. X SAIR O tsunami destruiu a cobertura vegetal que havia no litoral sudoeste da Tailândia (acima, fotos de satélite de 2003 e de 2004, três dias após as ondas). O padrão de distribuição de sedimentos submarinos também foi alterado. O depósito arenoso na ponta da praia, por exemplo, foi erodido. X SAIR O relevo terrestre encontra-se em permanente evolução, pois os agentes externos trabalham contínua e incessantemente modelando a paisagem terrestre. Principais agentes externos: Intemperismo Antropicidade Agentes Externos de Relevo (Exógenos) X SAIR É o conjunto de processos químicos e físicos, (ação da água, do vento, do calor, do frio e dos seres vivos) que provocam o desgaste e a decomposição das rochas. Podem ser físicos e químicos. Intemperismo X SAIR Físico – A desintegração e a ruptura das rochas inicialmente em fendas, progredindo para partículas de tamanhos menores, sem, no entanto, haver mudanças na composição química. Exemplos de processos físicos de meteorização: congelamento da água, variação de temperatura, decomposição esferoidal, esfoliação, destruição orgânica. X SAIR Químico – Realizam-se em presença da água e dependem da ação de decomposição da água juntamente com o CO2 dissolvido e, em alguns casos, ácidos orgânicos formados pela decomposição de resíduos de vegetais. Exemplos de processos químicos de intemperismo: oxidação dos solos ferrosos, maresia em áreas litorâneas. X SAIR Agentes Externos: Esculpidores da Paisagem As formas de relevo criadas pelas forças do interior da Terra sofrem constantes modificações provocadas por agentes externos do relevo. Água Vento Seres vivos O desgaste das rochas causado pelo intemperismo origina as rochas sedimentares. X SAIR Consiste na atuação direta ou indireta do ser humano sobre o planeta. Antropicidade X SAIR Agentes modeladores X SAIR A incrível força da natureza esculpindo as rochas Parque Nacional Grand Canyon, no Arizona, Estados Unidos (2006). X SAIR PRINCIPAIS ESTRUTURAS DE RELEVO: PLANALTO PLANÍCIE DEPRESSÃO MONTANHAS Formas de Relevo X SAIR Formas de Relevo Continentais Montanhas: formadas pela ação de forças tectônicas Jovens: formadas em épocas geológicas recentes. Apresentam maiores altitudes. Velhas: formadas em eras mais remotas. Tendo sido afetadas pela erosão, apresentam altitudes mais moderadas. Montanhas jovens no Parque Nacional Los Glaciares, na região patagônica (Argentina, 2000) X SAIR Formas de Relevo Continentais Planalto: superfícies onde predomina intenso processo de erosão. Situam-se entre 200 metros e 2 mil metros de altitude. Apresentam forma aplainada ou morros, serras ou elevações íngremes de topo plano (chapadas). Morro do Pai Inácio, na Chapada Diamantina (Bahia, 2008) X SAIR Formas de Relevo Continentais Planícies: poucas irregularidades e forma quase plana Baixas altitudes (até 100 metros) Sedimentação constante devido aos movimentos das águas do mar, de rios, de lagos etc. Planícies litorâneas Planícies fluviais Planícies lacustres X SAIR Depressões Quando as depressões se encontram abaixo do nível do mar, recebem o nome de depressões absolutas. Relativa: Partes mais baixas em relação às formas de relevo que as circundam. Apresentam uma leve inclinação e são também caracterizadas por um processo de erosão, que é um aspecto determinante na sua formação. O mar Morto, na Ásia, é um exemplo de depressão absoluta. Ele está metros abaixo do nível do mar. Depressão Sertaneja /São Francisco X SAIR As Diferentes Classificações do Relevo Brasileiro Professor Jurandyr Ross Anos 90 Professor Aroldo de Azevedo Anos 40/50 Professor Aziz Ab’Saber / anos 60 X SAIR elaborada na déc. De 40, levou em consideração as cotas altimétricas (altitude) do relevo. Planalto: superfície levemente ondulada com mais de 200 m de altitude. Planície: superfície aplainada com menos de 200 m de altitude. Classificação de Aroldo de Azevedo: X SAIR Classificação publicada em 1958, onde se definia: Planalto : superfície suavemente ondulada, onde se verifica o domínio doprocesso erosivo(desgaste). Planície: superfície onde o processo de sedimentação é mais atuante e independe do nível altimétrico. Classificação de Aziz AB Sáber: X SAIR Classificação de Ross Proposta pelo professor Jurandyr Ross, divulgada em 1989. Utiliza os processos geomorfológicos para elaborar a sua classificação, porem diferente das classificações anteriores, Ross, usa recursos mais modernos como a aerofotogrametria , (fotos aéreas, projeto Radam Brasil) e reformulou a classificação do relevo brasileiro, elevando para 28 o número de grandes unidades de relevo. Além disso, ao invés de se prender às divisões anteriores entre planaltos e planícies, introduziu um novo conceito, o de depressão. Destaca três formas principais de relevo: planaltos, planícies e depressões. Define cada macro unidade da seguinte forma: PLANALTO, superfície irregular, com altitude acima de 300 metros e produto de erosão; PLANÍCIE, área plana, formada pelo acúmulo recente de sedimentos; DEPRESSÃO, superfície entre 100 e 500 metros de altitude, com inclinação suave, mais plana que o planalto e formada por processo de erosão. X SAIR X SAIR Mapa Relevo brasileiro O relevo brasileiro Características Predominam os planaltos de baixa altitude ( até 1200m ) e as planícies. O relevo brasileiro não possui grandes altitudes . Este fato pode ser explicado pela antiguidade de seus terrenos (em geral, pré-cambrianos ) que vem sofrendo o ataque dos agentes de erosão há milhões de anos. Planalto, Planícies e Depressões são as principais formas de relevo . O Brasil não apresenta cadeias de montanhas ou dobramentos modernos . As Cores variam de acordo com níveis de altitude indo dos mais baixos ( verde) aos mais elevados ( marrom) X SAIR Classificação de Aroldo de Azevedo Primeira classificação. Recursos limitados. 4 grandes planícies. 2 grandes planaltos. Subdivide o planalto brasileiro em 3 sub-unidades. X SAIR Classificação de Aziz Ab’Saber Feita por um discípulo de Aroldo de Azevedo. Número de planícies permanece a mesma. 2 grandes planaltos. Subdivide o planalto brasileiro em 6 sub-unidades. X SAIR Classificação de Jurandyr Ross Realizada na déc. 80. Resultado do Projeto RADAM-Brasil. Divide o país em 28 unidades de relevo. Predomina planaltos baixos e depressões. Planícies com áreas pequenas e limitadas. X SAIR Dúvidas? Perguntas? Sugestões? Opiniões para as próximas aulas? Reclamações? http://prof-paulo-geografia.blogspot.com.br/ X SAIR image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.jpeg image14.jpeg image15.png image16.png image17.jpeg image18.jpeg image19.png image20.jpeg image21.jpeg image22.jpeg image23.jpeg image24.jpeg image25.jpeg image26.jpeg image27.png image28.png image29.png image30.gif image31.jpeg oleObject2.bin image32.wmf oleObject3.bin image33.wmf image34.gif image3.png