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ORÇAMENTO PÚBLICO
Receitas e Despesas Públicas
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerência de Produção de Conteúdo: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
240416228052
MANUEL PIÑON
Atualmente, exerce o cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil e é 
Professor, voltado para a área de concursos públicos.
Foi aprovado nos seguintes concursos públicos:
1 – Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil – AFRFB 2009/2010;
2 – Analista de Finanças e Controle – AFC (hoje, Auditor Federal de Finanças e 
Controle) da Controladoria-Geral da União – CGU (hoje, Ministério da Transparência) 
em 2008; e
3 – Auditor-Fiscal do Tesouro Nacional – AFTN (Auditor-Fiscal da Receita Federal do 
Brasil) em 1998.
 
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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ORçamentO PúblicO 
Receitas e Despesas Públicas 
Manuel Piñon
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Receitas e Despesas Públicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1. Restos a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.1. Conceito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.2. Classificação dos Restos a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1.3. Outros Aspectos Relevantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
1.4. Principais Alterações na Legislação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
1.5. A Prescrição dos Restos a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
1.6. Cancelamento e “Reinscrição” dos Restos a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
2. Despesas de Exercícios Anteriores – DEA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
3. Dívida Ativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
3.1. Conceitos Iniciais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
3.2. Dívida Ativa de Natureza Tributária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
3.3. Dívida Ativa de Natureza Não-Tributária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
mapas mentais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
Questões comentadas em aula . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
Questões de concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
Gabarito comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83
 
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ORçamentO PúblicO 
Receitas e Despesas Públicas 
Manuel Piñon
aPReSentaçÃOaPReSentaçÃO
Olá, amigo(a) concurseiro(a)!
O nosso objetivo hoje nessa aula é conhecer aspectos específicos relacionados à Receita 
Pública e à Despesa Pública.
Como disse o jornalista David Brinkley:
Um homem de sucesso é aquele que cria uma parede com os tijolos que jogaram nele.
Então vamos botar a mão na massa e pavimentar a nossa estrada da aprovação, usando 
para isso as dificuldades que aparecem todos os dias em nossa jornada, como se fossem tijolos.
Boa aula.
Prof. Manuel Piñon
 
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Manuel Piñon
RECEITAS E DESPESAS PÚBLICASRECEITAS E DESPESAS PÚBLICAS
1 . ReStOS a PaGaR1 . ReStOS a PaGaR
Em relação às etapas ou fases da execução da despesa pública, temos que após a 
realização do empenho da despesa com base na sua dotação orçamentária, considera-se 
iniciado o cumprimento do convênio, contrato ou determinação legal. A etapa seguinte é 
a liquidação da despesa, onde verifica-se o direito do credor, para que posteriormente 
ocorra seu o pagamento.
1 .1 . cOnceitO1 .1 . cOnceitO
De acordo com o MCASP, são restos a pagar todas as despesas regularmente empenhadas, 
do exercício atual ou anterior, mas não pagas até 31 de dezembro do exercício financeiro vigente.
Em outras palavras, restos a pagar são despesas empenhadas que não foram pagas 
até o dia 31 de dezembro do mesmo ano do empenho.
001. 001. (CESPE/COGE-CE/AUDITOR/2019-ADAPTADA) Com base nas regras do orçamento 
público dispostas na Lei n.º 4.320/1964, Julgue.
Distinguidos em processados e não processados, os restos a pagar são as despesas liquidadas, 
mas não pagas até o dia 31 de dezembro.
Errada, já que restos a pagar são despesas que foram empenhadas, mas não foram pagas 
no exercício.
Errado.
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Manuel Piñon
Nem sempre uma despesa já empenhada consegue ser paga até o dia 31 de dezembro 
de cada exercício financeiro, ficando pendente ainda, em alguns casos, também a etapa 
de liquidação. Assim, os valores relativos às despesas que se encontram nessa situação, 
empenhados e não pagos, devem ser inscritos em “restos a pagar”.
De acordo com o MCASP:
A continuidade dos estágios de execução dessas despesas ocorrerá no próximo exercício, devendo 
ser controlados em contas de natureza de informação orçamentária específicas. Nessas contas 
constarão as informações de inscrição, execução (liquidação e pagamento) e cancelamento. 
Também, haverá tratamento específico para o encerramento, transferência e abertura de saldos 
entre o exercício financeiro que se encerra e o que inicia.
Importante atentar para o fato de que o conceito de Restos a Pagar (ou resíduos 
passivos) somente abarca despesas que já foramdecorrente, mas a 
nulidade poderá ser sanada até a decisão de primeira instância, mediante substituição da 
certidão nula, devolvido ao sujeito passivo, acusado ou interessado o prazo para defesa, 
que somente poderá versar sobre a parte modificada.
Importante atentar ao fato de que a Certidão da Dívida Ativa – CDA conterá, além dos 
requisitos citados, a indicação do livro e da folha da inscrição.
Com a inscrição, fica registrada publicamente a dívida, mas, para efetivar a cobrança 
judicial do crédito registrado, necessário se torna a emissão da certidão de inscrição 
da dívida ativa.
Certidão é um ato de certificar, ou seja, de assegurar a verdade de um fato. Assim, a 
CDA – Certidão de Dívida Ativa é um documento em que se declara a verdade de um fato 
e, no caso, a existência de uma dívida, com função probatória de sua existência.
Não existe modelo próprio de certidão de dívida ativa, podendo os entes instituir 
os seus modelos, podendo ser uma certidão integral, ou de inteiro teor, ou, então, uma 
certidão resumida, contendo breve relatório, mas sempre atendendo aos seguintes 
requisitos legais:
a) Conter sempre as expressões: “certidão de inscrição”; ou certidão de dívida ativa; ou, 
simplesmente, “certidão”;
b) Referir-se sempre ao ato administrativo da inscrição (“certifico que, revendo os 
assentamentos do registro próprio de inscrição de dívida ativa, consta inscrito, em..., no 
livro..., às fls...., sob número..., a dívida ativa...);
c) Ser sempre fiel aos elementos da respectiva inscrição;
d) Sempre indicar o livro e a folha onde foi inscrita a dívida;
e) Conter os dados do devedor (nome, endereço, CNPJ ou CPF e outras informações, se 
julgadas necessárias à sua identificação);
f) Conter o nome do credor, ou seja, a identificação do Município credor;
g) Conter a quantia devida (valor originário), além dos acréscimos, devidamente 
detalhados, incidentes na data da liquidação, inclusive a maneira de calculá-los;
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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h) Conter a indicação do seu termo inicial e da legislação vigente;
i) Conter a origem da dívida (se originária de processo administrativo de apuração, 
de auto de infração etc.), com a fundamentação legal ou contratual da dívida, inclusive 
identificando o tributo ou o fundamento legal da obrigação;
j) Especificar a dívida, com a possibilidade de englobar várias dívidas ativas do mesmo 
devedor, desde que sejam especificadas claramente, uma a uma;
k) Conter a data do termo de inscrição da dívida;
l) Conter o número do processo administrativo de que se originar o crédito (mas não há 
a necessidade de juntar o processo administrativo na ação de execução);
m) conter a assinatura do servidor que expediu a certidão, recomendando-se conter, 
também, a assinatura do Procurador.
Além do valor da dívida principal, podem ocorrer acréscimos de ordem legal, em vista 
da impontualidade do devedor.
É bom ter sempre em mente que a dívida regularmente inscrita goza da presunção 
de certeza e liquidez e tem o efeito de prova pré-constituída. Guarde que a presunção 
citada é relativa e pode ser ilidida por prova inequívoca, a cargo do sujeito passivo ou do 
terceiro a que aproveite.
A Base legal que regula a inscrição na Dívida Ativa está presente nos artigos 201 a 
204 do Código Tributário Nacional.
Vale destacar, entretanto, que antes de ser feita a inscrição na DAU, faz-se necessário 
atestar os 3 requisitos básicos de certeza, liquidez e exigibilidade, sem os quais é impossível 
que a inscrição seja feita. Vamos reforçar nosso conhecimento de cada uma desses 3 
requisitos:
Certo é aquele crédito indubitável acerca de sua existência, capaz de evidenciar com 
exatidão todos os elementos da respectiva relação jurídica (sujeitos, vínculo jurídico e 
prestação).
Líquido é o crédito certo quanto à sua existência e determinado quanto ao seu objeto. 
A liquidez é um algo mais em relação à certeza. Não há crédito líquido que não seja certo. 
A liquidez do objeto se evidencia pela possibilidade de se calcular o valor a ser cobrado 
mediante meras operações aritméticas.
Exigível é todo crédito vencido e não pago. Sua eficácia não fica mais subordinada a 
qualquer condição, termo ou encargo. É o crédito atual, cujo cumprimento do pagamento 
já foi solicitado ao devedor ou esperado até o prazo limite e que, findo este prazo sem 
adimplência, poderá ser exigido, ainda que contra a vontade do devedor, por intermédio 
do Estado, possuidor que é do monopólio da tutela jurisdicional.
No que diz respeito à transparência, de acordo com o CTN, os créditos de natureza 
tributária, regularmente inscritos em dívida ativa, não estão submetidos a sigilo fiscal, não 
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sendo, portanto, vedada a divulgação de informações relativas inscrições na dívida 
ativa da Fazenda Pública.
Em termos federais, a inscrição em Dívida Ativa e seu acompanhamento pela PGFN 
– Procuradoria Geral da Fazenda Nacional tem um custo operacional elevado. Por este 
motivo, o Ministério da Fazenda (atual Ministério da Economia) estabeleceu um valor 
mínimo para que uma dívida seja inscrita em DA, de forma a evitar prejuízos para a União.
A Portaria MF n. 75/2012, em seu art. 1º, I, fixou em R$ 1.000,00 o limite mínimo para a 
inscrição de um crédito público em DAU. Este valor refere-se à totalidade das dívidas de um 
mesmo devedor a serem encaminhadas para inscrição em DAU. Caso a dívida apurada pelo 
Órgão de Origem seja inferior a este limite, ele deverá mantê-la sob a sua administração, 
observando o devido quanto à atualização e incidência de juros, até que o valor da dívida 
atinja o referido limite.
Deve-se ressaltar que o mencionado limite não se aplica às dívidas oriundas de multa 
penal, as quais podem ser inscritas em DAU, independentemente de seu valor.
Importante registrar que, durante o período em que a dívida não atinge o valor mínimo 
para inscrição, a prescrição correrá ou não de acordo com sua natureza. Para as dívidas 
não tributárias, a prescrição está suspensa pelo parágrafo único do art. 5º do Decreto-Lei 
n. 1.569/77. Já no caso das dívidas tributárias, o prazo prescricional corre normalmente, 
conforme o fixado pela Súmula Vinculante n. 8, do STF – Supremo Tribunal Federal.
3 .2 . DÍViDa atiVa De natUReZa tRibUtÁRia3 .2 . DÍViDa atiVa De natUReZa tRibUtÁRia
Já sabemos que a inscrição do crédito tributário em dívida ativa ocorre pelo 
inadimplemento da obrigação tributária nascida com o fato gerador. Assim, o crédito 
tributário não suspenso, não extinto ou não excluído, poderá ser inscrito em dívida ativa.
Em outras palavras, a dívida ativa tributária pode ser definida como o crédito 
tributário inscrito.
A Dívida Ativa Tributária está conceituada no artigo 201 do CTN – Código Tributário 
Nacional. Memorize:
Art. 201 – Constitui dívida ativa tributária a proveniente de crédito tributário dessa natureza, 
regularmente inscrita na repartição administrativa competente, depois de esgotado o prazo 
fixado, para pagamento, pela lei ou por decisão final proferida em processo regular.
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Importante ressaltar que a expressão “proveniente de crédito tributário” significa 
ter natureza tributária, ou seja, créditos provenientes de impostos, taxas, contribuições, 
empréstimos compulsórios,além dos acréscimos legais, tais como multas fiscais, juros de 
mora e atualização monetária, vinculados à dívida principal.
Seguindo essa linha de raciocínio, os elementos/condições cumulativos para inscrição 
da Dívida Ativa de natureza tributária são:
• O crédito tem que ter natureza tributária;
• Deve ter ocorrido inadimplemento por parte do devedor, em virtude de descumprimento 
da obrigação no prazo fixado para pagamento; e
• Deve ser feita a inscrição do crédito em registro próprio e somente após apurada 
sua liquidez e certeza.
Guarde que a inscrição na Dívida ativa é, em verdade, um ato administrativo vinculado, 
pelo qual é feito o assentamento do débito em registro próprio.
Nessa pegada, a inscrição é o ato que vai originar o nascimento do título obrigatório 
para cobrança judicial.
Guarde também que, em relação à uma dívida não inscrita, presume-se ainda sem 
liquidez e certeza do crédito correspondente, por não estar devidamente constituído.
Assim sendo, a inscrição, portanto, exige um exame prévio de sua efetiva exigibilidade, 
a exatidão de sua liquidez e a definição correta de seus elementos cadastrais.
Deve-se certificar-se a qualidade e as condições definitivas do lançamento que originou o 
crédito, inclusive se está efetivamente transitado, com todos os prazos de defesa plenamente 
esgotados na forma da lei, pois, como determina o artigo 201 do CTN, a inscrição da dívida 
deve ser procedida depois de esgotado o prazo fixado, para pagamento, pela lei ou por 
decisão final proferida em processo regular.
Importante ressaltar que o CTN não fixou prazo para inscrição do crédito, obrigando, 
apenas, o seu encaminhamento ao órgão da repartição competente, sem definir o 
encerramento deste prazo, deixando tal definição aos cuidados da própria Fazenda Pública, 
embora haja o fator limitativo de tempo que é o prazo prescricional.
Como consequência, cada entidade pública procurou regular a matéria, a fim de evitar 
sua procrastinação motivada por excessiva demora na inscrição de seus créditos.
De qualquer modo, basta o crédito estar vencido e não pago para que exista a possibilidade 
de sua inscrição, devendo-se, no entanto, aguardar o vencimento dos prazos de recursos 
e impugnações dos valores lançados.
Após a inscrição na dívida ativa, cria -se o cenário hábil à propositura da ação judicial 
de cobrança, de nome Ação de Execução Fiscal, conforme a Lei n. 6.830/80.
Guarde que, de acordo com o artigo 185 do CTN, presume-se fraudulenta a alienação 
ou oneração de bens ou rendas, ou seu começo, por sujeito passivo em débito para com 
a Fazenda Pública, por crédito tributário regularmente inscrito na Dívida Ativa.
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3.3. DÍVIDA ATIVA DE NATUREZA NÃO-TRIBUTÁRIA3.3. DÍVIDA ATIVA DE NATUREZA NÃO-TRIBUTÁRIA
Importante recordar que os créditos não tributários são os decorrentes de uma relação 
jurídica que não tem fundo tributário.
EXEMPLO
Podemos lembrar dos seguintes exemplos: multas pelo exercício do poder de polícia, as 
multas de qualquer origem ou natureza, como as administrativas, trabalhistas, penais e 
eleitorais; créditos decorrentes da utilização do patrimônio como os foros, laudêmios, aluguéis 
ou taxas de ocupação; dos créditos decorrentes de sub-rogação de hipoteca, fiança, aval 
ou outra garantia de contratos em geral ou de outras obrigações, como os créditos rurais; 
créditos de ressarcimento ao erário; créditos de FGTS etc.
Entretanto, no momento que a Fazenda Pública quer cobrar esses créditos não tributários, 
ela se utiliza do mesmo procedimento feito para os créditos tributários, transformando-os 
em Dívida Ativa da União, e rogando a soberania do ente público no exercício dessa cobrança.
Nessa linha de raciocínio, guarde novamente que a Dívida Ativa não Tributária são os 
demais créditos da Fazenda Pública, tais como:
EXEMPLO
Os provenientes de multa de qualquer origem ou natureza, exceto as tributárias, foros, 
laudêmios, aluguéis ou taxas de ocupação, custas processuais, preços de serviços prestados por 
estabelecimentos públicos, indenizações, reposições, restituições, alcances dos responsáveis 
definitivamente julgados, bem assim os créditos decorrentes de obrigações em moeda 
estrangeira, de sub-rogação de hipoteca, fiança, aval ou outra garantia, de contratos em 
geral ou de outras obrigações legais.
Importante destacar que a relação anteriormente demonstrada não pretende ser 
exaustiva, sendo que todos os créditos devidos à União devem ser inscritos em DA, salvo 
exceções legais expressas.
De acordo com a nossa Carta Magna, em seu artigo 71, § 3º, os acórdãos da corte de 
contas, a natureza de título executivo, nas “decisões do Tribunal de que resulte imputação 
de débito ou multa terão eficácia de título executivo”.
Dessa forma, os créditos oriundos do TCU podem ser imediatamente cobrados, sendo 
desnecessária a inscrição em dívida ativa e a abertura de novo processo administrativo.
Todavia, nos casos dos acórdãos do TCU, a inscrição em dívida ativa não é feita com 
o objetivo de criação de um título executivo, mas sim para a utilização de um rito de 
execução privilegiado, bem como um acompanhamento mais apurado acerca dos créditos 
da Fazenda Pública.
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JURISPRUDÊNCIA
Temos uma manifestação do Plenário do TCU que decidiu:
“Na verdade, os débitos e multas impostas pelo Tribunal não necessitam inscrição 
prévia na Dívida Ativa para serem executados como salientado pelo Procurador-Geral 
em razão de dispositivo constitucional e legal. Por outro lado, tendo-se em vista as 
outras finalidades da inscrição dos diversos débitos para com a Fazenda Nacional, 
conforme apontado pelo Secretário da ADCON, há que se proceder à inscrição de 
todo e qualquer débito de natureza, tributário ou não. Nesse sentido, correto o 
entendimento do titular da referida unidade no sentido de que as multas e débitos 
imputados por esta Corte de Contas também devem ser objeto de inscrição na 
Dívida Ativa, procedimento regular em atenção do disposto no § 1º do art. 39 da Lei 
n.4.320/1964. (Decisão 472/2002 – Plenário – DC-0472-14/02-P).”
 
A Receita de Dívida Ativa, desde 01/01/2016, acompanha a classificação da origem. 
Desse modo, admite-se a existência de receita da dívida ativa em qualquer das oito origens 
de receita corrente ou das cinco origens de receita de capital, quais sejam:
RECEITAS CORRENTES
1- RECEITA de IMPOSTOS, TAXAS E CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA.
2 – RECEITA DE CONTRIBUIÇÕES
3 – RECEITA PATRIMONIAL
4 – RECEITA AGROPECUÁRIA
5 – RECEITA INDUSTRIAL
6 -RECEITA DE SERVIÇOS
7 – TRANSFERÊNCIAS CORRENTES
9 – OUTRAS RECEITAS CORRENTES
RECEITAS DE CAPITAL
1 – OPERAÇÕES DE CRÉDITO
2 – ALIENAÇÃO DE BENS
3 – AMORTIZAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS
4 – TRANSFERÊNCIAS DE CAPITAL
9 – OUTRAS RECEITAS DE CAPITAL.
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RESUMORESUMO
ReStOS a PaGaR
São classificadas como Restos a Pagar as despesas que já foram empenhadas, mas 
que não foram pagas até o dia 31 de dezembro, distinguindo-se as processadas das 
não processadas.
Os “Processados” são os restos a pagar relativos às despesas cuja execução alcançou 
o estágio da liquidação, enquanto os “Não Processados” são os restos a pagar relativos às 
despesas cuja execução abrangeu apenas o estágio do empenho.FLUXOGRAMA RESTOS A PAGAR – AFO
Despesa Empenho
Inscrição
Restos
a pagar
processados
Liquidação
Valor 
conhecido?
Valor
Estimadoseguintes, desde que empenhadas.
013. 013. (AOCP/PREF-BELÉM/CONTADOR/2022) A inscrição de restos a pagar não processados 
“em liquidação” significa que
a) não ocorreu o fato gerador da obrigação antes do término do exercício em curso. Em que 
se tenha procedido o estágio da liquidação, deve-se reconhecer o impacto orçamentário 
da despesa.
b) não ocorreu o fato gerador da obrigação antes do término do exercício em curso, em 
que se tenha procedido o estágio do empenho.
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c) ocorreu o fato gerador da obrigação depois do término do exercício em curso. Em que 
se tenha procedido o estágio do empenho, deve-se reconhecer o impacto patrimonial da 
despesa.
d) como ocorreu o fato gerador da obrigação antes do término do exercício em curso, sem 
que se tenha procedido o estágio da liquidação, deve-se reconhecer o impacto patrimonial 
da despesa.
e) ocorreu o fato gerador da obrigação e foi procedido o estágio da liquidação antes do 
término do exercício em curso.
014. 014. (AOCP/IFNMG/TÉCNICO/2022) Os restos a pagar com prescrição interrompida e a 
despesa cuja inscrição como restos a pagar tenha sido cancelada, mas ainda sendo vigente 
o direito do credor, são considerados
a) restos a pagar processados.
b) despesas de exercícios anteriores.
c) restos a pagar não processados.
d) despesas intraorçamentárias.
e) restos a pagar de exercícios anteriores
015. 015. (AOCP/ITEP-RN/PERITO/2021) Considere as seguintes informações referentes às 
despesas orçamentárias extraídas do Balancete do ITEP – RN:
Despesas Orçamentárias Fixadas R$ 32.000,00.
Despesas Orçamentárias Empenhadas R$ 30.000,00.
Despesas Orçamentárias Liquidadas R$ 25.000,00.
Despesas Orçamentárias Pagas R$ 22.000,00.
Com base nas informações apresentadas, o valor dos restos a pagar processados e dos 
restos a pagar não processados são respectivamente
a) R$ 2.000,00 e R$ 3.000,00.
b) R$ 3.000,00 e R$ 5.000,00.
c) R$ 5.000,00 e R$ 3.000,00.
d) R$ 3.000,00 e R$ 2.000,00.
e) R$ 3.000,00 e R$ 7.000,00.
016. 016. (AOCP/IFNMG/TÉCNICO/2022) A Pró-reitora do Instituto Federal Norte de Minas 
Gerais (IFNMG) solicitou, ao Departamento de Contabilidade, informações a respeito dos 
restos a pagar não processados. Para atender à solicitação, o Departamento apresentou 
as seguintes informações extraídas do SIAFI:
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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• despesas fixadas no exercício: R$ 10.000.000,00;
• despesas liquidadas no exercício: R$ 7.000.000,00;
• superávit financeiro do exercício: R$ 500.000,00;
• dotação atualizada no exercício: R$ 10.500.000,00;
• despesas orçamentárias pagas no exercício: R$ 6.000.000,00;
• despesas orçamentárias empenhadas no exercício: R$ 8.000.000,00.
Com base nas informações apresentas, é correto afirmar que o valor total de restos a pagar 
não processados, no referido exercício, é de
a) R$ 1.500.000,00.
b) R$ 1.000.000,00.
c) R$ 2.500.000,00.
d) R$ 3.500.000,00.
e) R$ 4.000.000,00.
017. 017. (AOCP/PREF-JF/TÉCNICO-CONTADOR/2016) A inscrição em dívida ativa, para efeitos 
de variação do patrimônio público,
a) gera uma variação passiva – Por ser uma mutação patrimonial.
b) gera uma variação ativa – Independente da Execução Orçamentária.
c) gera uma variação ativa – Por ser uma mutação patrimonial.
d) não gera mutação, nem ativa nem passiva.
e) gera uma variação passiva – Resultante da execução orçamentária.
018. 018. (AOCP/PREF-JF/TÉCNICO-CONTADOR/2016) A parcela da despesa orçamentária que 
se encontra empenhada, mas ainda não foi paga, conforme as normas de contabilidade 
aplicada ao setor público, será considerada
a) obrigações empenhadas.
b) obrigações exigíveis.
c) restos a pagar.
d) obrigações operacionais.
e) despesas empenhadas e não pagas.
019. 019. (AOCP/COREN/CONTADOR/2013) Assinale qual alternativa corresponde ao 
conceito a seguir.
“(...) são as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de dezembro, distinguindo-
se as processadas das não processadas”.
a) Ciclo orçamentário.
b) Exercício financeiro.
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c) Estágios da despesa.
d) Restos a pagar.
e) Despesas de exercícios anteriores.
020. 020. (IDECAN/UNILAB/CONTADOR/2022) O Art. 37 da Lei 4.320/64 afirma que as despesas 
de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava crédito próprio, 
com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham processado na época própria, 
bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida e os compromissos reconhecidos 
após o encerramento do exercício correspondente
a) só poderão ser pagos à conta de dotação específica consignada no orçamento, discriminada 
por elementos, desde que obedecida a ordem de preferências.
b) não poderão ser pagos à conta de dotação específica consignada no orçamento.
c) poderão ser pagos à conta de dotação específica consignada no orçamento, discriminada 
por elementos, obedecida, sempre que possível, a ordem cronológica.
d) poderão ser pagos à conta de dotação específica, mesmo que não esteja consignada 
no orçamento, discriminada por elementos, obedecida, sempre que possível, a ordem 
cronológica.
021. 021. (IADES/ADASA/REGULADOR/2022) Ao final do exercício financeiro, constatou-se que, 
do total da despesa orçamentária empenhada, uma parte havia cumprido apenas o primeiro 
estágio da despesa pública. Nessa situação, esse montante deverá ser inscrito em
a) restos a pagar processados.
b) restos a pagar não processados.
c) despesas de exercícios anteriores.
d) suprimento de fundos.
e) restos a pagar com prescrição interrompida.
022. 022. (QUADRIX/CRO-SC/CONTADOR/2023) Acerca dos conceitos e das definições referentes 
à contabilidade aplicada ao setor público, julgue o item, com base no regramento vigente.
No encerramento do exercício financeiro, as despesas orçamentárias empenhadas para 
as quais ainda não tenha havido a prestação de serviço ou a entrega de material pelo 
respectivo fornecedor, ou seja, a etapa de liquidação, devem ser consideradas receitas do 
exercício subsequente.
023. 023. (QUADRIX/CREF-3/CONTADOR/2023) Acerca de orçamento e contabilidade pública, 
julgue o item.
O cancelamento de restos a pagar não processados causa acréscimo do superávit financeiro, 
pela redução de passivo financeiro.
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024. 024. (QUADRIX/CREFONO-2/ASSISTENTE/2023) Com base na Lei n.º 4.320/1964, que dispõe 
acerca das receitas e das despesas no orçamento público, julgue o item.
Os restos a pagar são constituídos por despesas liquidadas até o fim do exercício financeiro 
e que não foram pagas. Além disso, há a exigência de que o empenho tenha sido processado.
025. 025. (QUADRIX/CREF-3/ADMINISTRADOR/2023) Acerca do orçamento público, julgue o item.
As despesas lançadas no exercício de 2022, cujos compromissos foram gerados no ano de 
2021, são classificadas como despesas de exercícios anteriores, considerando-se que o 
orçamento continha suficiente saldo orçamentário.
026. 026. (QUADRIX/CREFITO-7/ASSESSOR/2023) Acerca da contabilidade tributária, julgue o item.
São caracterizadas como despesas deexercícios anteriores as de exercícios encerrados, 
para as quais o orçamento respectivo consignava crédito próprio, mas insuficiente para 
atendê-las.
027. 027. (QUADRIX/PROCON-DF/ANALISTA/2023) No que se refere às receitas públicas, à dívida 
ativa, às despesas públicas, à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e à Lei n.º 4.320/1964, 
julgue o item.
Os valores que integram as receitas da dívida ativa são decorrentes dos créditos da Fazenda 
Pública exigíveis em virtude do transcurso de prazo para o pagamento de dívidas, desde 
que sejam de natureza tributária.
028. 028. (IADES/ADASA/REGULADOR/2022) O balanço orçamentário de um ente público 
apresentou, no final do exercício, os saldos a seguir.
Receita arrecadada – $ 13.800
Superavit – $ 1.500
Despesas pagas – $ 11.700
Despesas não liquidadas – $ 400
Com base apenas nessas informações, o total inscrito em restos a pagar foi
a) $ 200.
b) $ 400.
c) $ 600.
d) $ 11.700.
e) $ 12.300.
029. 029. (QUADRIX/CRMV-MS/CONTADOR/2022) Julgue o item.
Os restos a pagar são despesas orçamentárias empenhadas em determinado exercício, 
mas não pagas até 31 de dezembro. Os restos a pagar não processados diferenciam-se 
dos processados por já ter ocorrido, nestes últimos, a liquidação da despesa orçamentária.
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030. 030. (QUADRIX/CRC-PR/ANALISTA/2022) Acerca do orçamento público, julgue o item, com 
base no regramento atualmente vigente no Brasil.
As despesas empenhadas, mas não pagas, dentro do mesmo exercício serão inscritas como 
restos a pagar, onerando dotação específica da lei orçamentária anual do ano subsequente.
031. 031. (VUNESP/PREF-SOROCABA/CONTADOR/2023) No dia 01 de novembro de 2022, um 
servidor público empenhou R$ 23.400,00 em despesas. Sabe-se que essas despesas foram 
liquidadas em 30 de dezembro de 2022 e que o pagamento está previsto o próximo exercício.
Nesse sentido, é correto afirmar que essas despesas serão inscritas em
a) restos a pagar processados.
b) restos a pagar não processados.
c) perdas estimadas de crédito de liquidação duvidosa.
d) em contas a receber.
e) despesas de exercícios anteriores.
032. 032. (VUNESP/PREF-PERUÍBE/CONTADOR/2023) Despesas que não se tenham processado na 
época própria, como aquelas cujo empenho tenha sido considerado insubsistente e anulado 
no encerramento do exercício correspondente, mas que, dentro do prazo estabelecido, o 
credor tenha cumprido sua obrigação são exemplos de
a) contas a pagar não empenhadas.
b) contas a pagar não liquidadas.
c) despesas de exercícios anteriores.
d) restos a pagar não processados.
e) restos a pagar processados.
033. 033. (IADES/IGEPREV/TÉCNICO/2018) Considere um contrato no valor de R$ 250.000,00, 
cuja execução está prevista para mais de um exercício financeiro e que, no primeiro ano, 
teve empenhado o valor de R$ 120.000,00. Nesse mesmo exercício, foram liquidados R$ 
90.000,00 e pagos R$ 80.000,00. Com base no exposto, é correto afirmar que o valor inscrito 
em Restos a Pagar foi
a) R$ 130.000,00.
b) R$ 120.000,00.
c) R$ 40.000,00.
d) R$ 30.000,00.
e) R$ 10.000,00.
034. 034. (IADES/SES-DF/ADMINISTRADOR/2018) Assinale a alternativa que corresponde às 
despesas, legalmente empenhadas, cujo objeto do empenho já foi recebido, ou seja, já 
ocorreu a liquidação, mas não houve pagamento.
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a) Restos a pagar processados
b) Restos a pagar não processados
c) Despesa patrimonial
d) Despesa de exercício anterior
e) Prescrição
035. 035. (VUNESP/PREF-PERUÍBE/COMPRADOR/2023) O contador de um determinado ente 
público identificou, em 31 de dezembro de 2022, que do valor de R$ 400.000.000,00 
empenhados no exercício, 20% não havia sido pago, inclusive distinguindo-se as despesas 
processadas das não processadas.
Diante dessa situação, e considerando as normas de contabilidade aplicadas ao setor 
público, o contador deverá, no encerramento do exercício de 2022,
a) lançar o valor de R$ 80.000.000,00 em restos a pagar.
b) reconhecer essa diferença já como contas a pagar.
c) lançar para despesas de exercícios anteriores.
d) registrar R$ 80.000.000,00 como despesas antecipadas.
e) não deverá fazer nada, pois o valor já foi empenhado e registrado nessa ocasião.
036. 036. (AOCP/PREF-JF/TÉCNICO-CONTADOR/2016) A parcela da despesa orçamentária que 
se encontra empenhada, mas ainda não foi paga, conforme as normas de contabilidade 
aplicada ao setor público, será considerada
a) obrigações empenhadas.
b) obrigações exigíveis.
c) restos a pagar.
d) obrigações operacionais.
e) despesas empenhadas e não pagas.
037. 037. (VUNESP/ALESP/TÉCNICO/2022) Podem-se distinguir dois tipos de restos a pagar: os 
processados e os não processados. São classificados como restos a pagar processados quando
a) só falta o pagamento das despesas.
b) as despesas estão abaixo da receita orçamentária.
c) já ocorreu a licitação da referida despesa.
d) não há disponibilidade orçamentária na administração direta.
e) as despesas foram empenhadas.
038. 038. (VUNESP/ALESP/ANALISTA/2022) Caso ocorra uma inscrição em restos a pagar que 
fique inferior ao valor real a ser pago, a diferença deve ser
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a) empenhada e liquidada em despesas de exercícios anteriores.
b) liquidada no elemento de despesa próprio.
c) empenhada e liquidada em serviços de terceiros.
d) empenhada e liquidada em dívida ativa.
e) liquidada no mesmo ano da inscrição em custeio.
039. 039. (VUNESP/ALESP/AUDITOR-INTERNO/2022) Assinale a alternativa relacionada a uma 
das características de identificação das despesas de exercícios anteriores.
a) São valores reconhecidos por regime de caixa, e discordância com os princípios contábeis 
vigentes nas normas brasileiras de contabilidade que reconhece somente o regime de 
competência como base de contabilização.
b) Restos a pagar com prescrição interrompida, a despesa cuja inscrição como restos a 
pagar tenha sido cancelada, mas ainda vigente o direito do credor.
c) São despesas cujos pagamentos ocorreram em exercícios anteriores àquele em que deva 
ocorrer os fatos geradores.
d) Compromissos reconhecidos antes do encerramento do exercício, sendo que a obrigação 
de pagamento foi criada operacionalmente, mas somente será reconhecido o direito do 
reclamante em linha com antes do encerramento do exercício correspondente.
e) Despesas processadas na época própria, todavia, o empenho não tenha sido considerado 
insubsistente e anulado no encerramento do exercício correspondente, e que o credor não 
tenha cumprido sua obrigação.
040. 040. (CESGRANRIO/AGERIO/ANALISTA/2023) Um jovem contador recém-empossado na 
subsecretaria de Contabilidade de um ente público assumiu a tarefa de conferir um grupo 
de contas relativas a despesas orçamentárias para encerramento do exercício financeiro. O 
contador verificou que 70% das despesas correntes empenhadas tinham sido liquidadas, 
das quais 80% foram pagas. Quanto às despesas de capital, apenas 20% dos valores 
empenhados foram liquidados, sendo metade efetivamente pago.
Em sua análise da execução das despesas, considerando somente as informações hipotéticas 
apresentadas e à luz das normas vigentes sobre estágios e categorias da despesa pública, 
o jovem contador deve considerar que
a) 30% das despesas correntes empenhadasno exercício devem ser inscritas em restos a 
pagar processados.
b) 50% dos valores empenhados como despesas de capital devem ser pagos até o encerramento 
do exercício.
c) a inscrição em restos a pagar deve se limitar às despesas que foram liquidadas no exercício.
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d) parte dos empenhos não liquidados pode ser cancelada, caso não haja disponibilidade 
financeira suficiente.
e) todas as despesas autorizadas e não pagas precisam ser inscritas em restos a pagar no 
encerramento do exercício.
041. 041. (CESGRANRIO/UNIRIO/ADMINISTRADOR/2019) As despesas empenhadas e liquidadas 
durante o exercício financeiro, mas pendentes de pagamento no encerramento do exercício,
a) estão sujeitas à verificação do direito adquirido pelo credor.
b) poderão ser executadas no próximo exercício, por meio de créditos adicionais.
c) serão pagas à conta de despesas de exercícios anteriores, no exercício seguinte.
d) serão inscritas em restos a pagar não processados.
e) serão inscritas em restos a pagar processados.
042. 042. (CESGRANRIO/EPE/ANALISTA/2014) As informações a seguir devem ser usadas para 
responder à questão.
Em um determinado exercício, uma despesa fixada em R$ 50.000,00 foi 90% empenhada, 
80% liquidada e 90% paga.
O total inscrito em restos a pagar ao final do exercício será de
a) 12.600,00
b) 9.500,00
c) 9.000,00
d) 5.000,00
e) 3.600,00
043. 043. (CESGRANRIO/BACEN/ANALISTA/2010) Ao verificar a necessidade do registro contábil 
da inscrição de restos a pagar processados, no encerramento de determinado exercício 
financeiro, um analista do BACEN deve concluir, de acordo com a Lei n. 4.320/64, estar 
diante de uma
a) despesa extraorçamentária.
b) despesa não liquidada.
c) despesa de exercícios anteriores.
d) receita extraorçamentária.
e) receita corrente.
044. 044. (VUNESP/CM-COTIA/CONTADOR/2017) Ordenar ou autorizar a inscrição em restos 
a pagar, de despesa que não tenha sido previamente empenhada ou que exceda limite 
estabelecido em lei,
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a) ocorrerá mediante autorização em crédito adicional extraordinário.
b) será classificado como operações de crédito por antecipação de despesa.
c) será considerado crime contra as finanças públicas.
d) só poderá ocorrer se o empenho for inscrito no exercício posterior à despesa.
e) ocorrerá desde que a despesa seja incluída no balanço extraorçamentário.
045. 045. (VUNESP/PREF.-MOGI-CRUZES/PROCURADOR/2016) Nos termos da Lei Geral do 
Orçamento, as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de dezembro, distinguindo-
se as processadas das não processadas, consideram-se
a) restos a pagar.
b) subvenções sociais.
c) subvenções econômicas.
d) transferências correntes.
e) transferências de capital.
046. 046. (IDECAN/TJ-PI/ANALISTA/2023) Com relação aos Restos a Pagar, assinale a 
alternativa correta.
a) São Restos a Pagar todas as despesas não empenhadas, do exercício atual ou anterior e 
não pagas até 31 de dezembro do exercício financeiro vigente.
b) No Início do exercício, as despesas orçamentárias empenhadas e não pagas serão inscritas 
em restos a pagar.
c) Embora a LRF não aborde o mérito do que pode ou não ser inscrito em restos a pagar, veda 
contrair obrigação no último ano do mandato do governante sem que exista a respectiva 
cobertura financeira.
d) O resto a pagar não processado é serviço ou material contratado que tenha sido prestado 
e aceito pelo contratante em 31 de dezembro de cada exercício financeiro.
e) Ocorrido o fato gerador da obrigação e procedido o estágio da liquidação antes do término 
do exercício em curso, as despesas deverão ser registradas, ao fim do exercício em curso, 
como restos a pagar não processados.
047. 047. (IDECAN/TJ-PI/ANALISTA/2022) Assinale a alternativa correta com relação aos Restos 
a Pagar processados e não processados, segundo o Manual de Contabilidade Aplicada ao 
Setor Público (MCASP) 9ª. Edição.
a) Restos a Pagar não processados inscritos em exercícios anteriores: compreende o valor 
de restos a pagar não processados relativos aos exercícios anteriores, exceto os relativos 
ao exercício imediatamente anterior, que foram cancelados porque tiveram seu prazo de 
validade reduzido.
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b) Restos a Pagar não processados inscritos em 31 de dezembro do exercício corrente: 
compreende o valor de restos a pagar não processados relativos ao exercício imediatamente 
anterior que não foram cancelados porque tiveram seu prazo de validade prorrogado.
c) Restos a Pagar processados inscritos em exercícios anteriores: compreende o valor de 
restos a pagar processados relativos aos exerc1c1ºs anteriores, exceto os relativos ao 
exercício imediatamente anterior, que não foram cancelados porque tiveram seu prazo de 
validade prorrogado.
d) Restos a Pagar processados inscritos em 31 de dezembro do exercício corrente: compreende 
o valor de restos a pagar processados relativos ao exercício imediatamente anterior que 
não foram cancelados porque tiveram seu prazo de validade prorrogado.
e) Restos a Pagar não processados saldo a pagar: compreende o saldo, em 31 de dezembro, 
dos valores inscritos e ainda não pagos. Corresponde aos valores inscritos no exercício 
corrente deduzidos dos valores pagos ou cancelados ao longo do exercício de referência.
048. 048. (CESGRANRIO/ALE-TO/ANALISTA/2005) O artigo 36 da Lei 4.320/64 considera como restos 
a pagar as despesas empenhadas, mas não pagas até o dia 31 de dezembro, distinguindo-
se, entretanto, as despesas:
a) arrecadadas das fixadas.
b) empenhadas das arrecadadas.
c) liquidadas das não autorizadas.
d) autorizadas das não liquidadas.
e) processadas das não processadas.
049. 049. (CESGRANRIO/MPE-RO/ANALISTA/2005) Segundo o artigo 36 da Lei 4.320/64, as 
despesas empenhadas, mas não pagas, até 31 de dezembro, distinguindo-se as processadas 
das não processadas, são consideradas:
a) transferências de capital.
b) dívida ativa.
c) dívida pública.
d) restos a pagar.
e) extraorçamentárias.
050. 050. (IDECAN/IF-CE/AUDITOR/2021) As despesas empenhadas, mas não pagas até o dia 31 
de dezembro representam
a) Dívida fundada.
b) Suprimentos de fundos.
c) Créditos extraorçamentários.
d) Restos a pagar.
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GABARITOGABARITO
1. E
2. C
3. E
4. E
5. E
6. C
7. C
8. E
9. C
10. a
11. d
12. c
13. d
14. b
15. b
16. b
17. b
18. C
19. d
20. C
21. b
22. E
23. C
24. E
25. C
26. E
27. E
28. c
29. C
30. E
31. a
32. c
33. e
34. a
35. a
36. c
37. a
38. a
39. b
40. d
41. e
42. a
43. d
44. c
45. a
46. c
47. c
48. e
49. d
50. d
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
010. 010. (AOCP/MPE-MS/ANALISTA/2023) A inscrição do crédito em dívida ativa nas entidades 
do setor público configura-se fato contábil
a) permutativo, pois não alterao valor do patrimônio líquido.
b) modificativo aumentativo, pois altera o valor do patrimônio líquido.
c) modificativo diminutivo, pois altera o valor do patrimônio líquido.
d) misto diminutivo, pois altera o valor do patrimônio líquido.
e) misto aumentativo, pois altera o valor do patrimônio líquido.
Confira no MCASP:
A inscrição do crédito em dívida ativa configura fato contábil permutativo, pois não altera 
o valor do patrimônio líquido do ente público. No órgão ou entidade de origem é baixado o 
crédito a receber contra uma variação patrimonial diminutiva (VPD) e no órgão ou entidade 
competente para inscrição é reconhecido um crédito de dívida ativa contra uma variação 
patrimonial aumentativa (VPA). Dessa forma, considerando-se o ente como um todo, há apenas 
a troca do crédito a receber não inscrito pelo crédito inscrito em dívida ativa, sem alteração do 
valor do patrimônio líquido
Letra a.
011. 011. (AOCP/FSNH/CONTADOR/2021) A inscrição do crédito em dívida ativa configura 
fato contábil
a) aumentativo, pois altera o valor do patrimônio líquido do ente público.
b) diminutivo, pois altera o valor do patrimônio líquido do ente público.
c) quantitativo, pois não altera o valor do patrimônio líquido do ente público.
d) permutativo, pois não altera o valor do patrimônio líquido do ente público.
e) qualitativo aumentativo, pois altera o valor do patrimônio líquido do ente público.
Confira no MCASP:
A inscrição do crédito em dívida ativa configura fato contábil permutativo, pois não altera 
o valor do patrimônio líquido do ente público. No órgão ou entidade de origem é baixado o 
crédito a receber contra uma variação patrimonial diminutiva (VPD) e no órgão ou entidade 
competente para inscrição é reconhecido um crédito de dívida ativa contra uma variação 
patrimonial aumentativa (VPA). Dessa forma, considerando-se o ente como um todo, há apenas 
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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a troca do crédito a receber não inscrito pelo crédito inscrito em dívida ativa, sem alteração do 
valor do patrimônio líquido
Letra d.
012. 012. (AOCP/UFRB/TÉCNICO/2023) Acerca dos restos a pagar, assinale a alternativa correta.
a) No fim do exercício, as despesas orçamentárias empenhadas e não pagas serão inscritas 
em despesas de exercício anterior.
b) A inscrição de restos a pagar não deve observar as disponibilidades financeiras da 
entidade pública.
c) As despesas empenhadas e ainda não liquidadas, para efeito do adequado tratamento 
contábil, são divididas “entre a liquidar” e “em liquidação”.
d) Não é possível a inscrição em restos a pagar relativos aos créditos orçamentários que 
não foram executados integralmente durante o exercício.
e) As despesas inscritas em restos a pagar, processadas ou não, serão pagas em exercícios 
seguintes, desde que empenhadas.
a) Errada. Na verdade, serão inscritas em RAP.
b) Errada. Na verdade, deve observar.
c) Certa. Confira no MCASP:
As despesas empenhadas e ainda não liquidadas, para efeito do adequado tratamento contábil, 
são divididas entre “a liquidar” e “em liquidação”. Essa distinção depende da correta identificação 
da ocorrência do fato gerador da obrigação a ser reconhecida.
d) Errada. Na verdade, é possível em casos excepcionais.
e) Errada. Na verdade, desde que liquidadas.
Letra c.
013. 013. (AOCP/PREF-BELÉM/CONTADOR/2022) A inscrição de restos a pagar não processados 
“em liquidação” significa que
a) não ocorreu o fato gerador da obrigação antes do término do exercício em curso. Em que 
se tenha procedido o estágio da liquidação, deve-se reconhecer o impacto orçamentário 
da despesa.
b) não ocorreu o fato gerador da obrigação antes do término do exercício em curso, em 
que se tenha procedido o estágio do empenho.
c) ocorreu o fato gerador da obrigação depois do término do exercício em curso. Em que 
se tenha procedido o estágio do empenho, deve-se reconhecer o impacto patrimonial da 
despesa.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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d) como ocorreu o fato gerador da obrigação antes do término do exercício em curso, sem 
que se tenha procedido o estágio da liquidação, deve-se reconhecer o impacto patrimonial 
da despesa.
e) ocorreu o fato gerador da obrigação e foi procedido o estágio da liquidação antes do 
término do exercício em curso.
De acordo com o MCASP, a inscrição de restos a pagar não processados “em liquidação” 
significa que, ocorrido o fato gerador da obrigação antes do término do exercício em 
curso, sem que se tenha procedido o estágio da liquidação, deve-se reconhecer o impacto 
patrimonial da despesa. Nesse sentido, as despesas deverão ser registradas ao fim do 
exercício como RP não processados “em liquidação”.
Letra d.
014. 014. (AOCP/IFNMG/TÉCNICO/2022) Os restos a pagar com prescrição interrompida e a 
despesa cuja inscrição como restos a pagar tenha sido cancelada, mas ainda sendo vigente 
o direito do credor, são considerados
a) restos a pagar processados.
b) despesas de exercícios anteriores.
c) restos a pagar não processados.
d) despesas intraorçamentárias.
e) restos a pagar de exercícios anteriores
Confira no MCASP:
Para fins de identificação como despesas de exercícios anteriores, considera-se:
a. Despesas que não se tenham processado na época própria, como aquelas cujo empenho tenha 
sido considerado insubsistente e anulado no encerramento do exercício correspondente, mas 
que, dentro do prazo estabelecido, o credor tenha cumprido sua obrigação;
b. Restos a pagar com prescrição interrompida, a despesa cuja inscrição como restos a pagar 
tenha sido cancelada, mas ainda vigente o direito do credor;
c. Compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício, a obrigação de pagamento 
criada em virtude de lei, mas somente reconhecido o direito do reclamante após o encerramento 
do exercício correspondente.
Letra b.
015. 015. (AOCP/ITEP-RN/PERITO/2021) Considere as seguintes informações referentes às 
despesas orçamentárias extraídas do Balancete do ITEP – RN:
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Despesas Orçamentárias Fixadas R$ 32.000,00.
Despesas Orçamentárias Empenhadas R$ 30.000,00.
Despesas Orçamentárias Liquidadas R$ 25.000,00.
Despesas Orçamentárias Pagas R$ 22.000,00.
Com base nas informações apresentadas, o valor dos restos a pagar processados e dos 
restos a pagar não processados são respectivamente
a) R$ 2.000,00 e R$ 3.000,00.
b) R$ 3.000,00 e R$ 5.000,00.
c) R$ 5.000,00 e R$ 3.000,00.
d) R$ 3.000,00 e R$ 2.000,00.
e) R$ 3.000,00 e R$ 7.000,00.
Vamos aos cálculos:
RAP Processados
Despesas Liquidadas = R$ 25.000,00
Despesas Pagas = R$ 22.000,00
Restos a pagar Processados = 25.000−22.000 = 3.000,00.
RAP não Processados
Despesas Empenhadas = R$ 30.000,00
Despesas Liquidadas = R$ 25.000,00
Restos a pagar Não P = 30.000−25.000 = 5.000,00.
Letra b.
016. 016. (AOCP/IFNMG/TÉCNICO/2022) A Pró-reitora do Instituto Federal Norte de Minas 
Gerais (IFNMG) solicitou, ao Departamento de Contabilidade, informações a respeito dos 
restos a pagar não processados. Para atender à solicitação, o Departamento apresentou 
as seguintes informações extraídas do SIAFI:
 despesas fixadas no exercício: R$ 10.000.000,00;
 despesas liquidadas no exercício: R$ 7.000.000,00;
 superávit financeiro do exercício: R$ 500.000,00;
 dotação atualizada no exercício: R$ 10.500.000,00;
 despesas orçamentáriaspagas no exercício: R$ 6.000.000,00;
 despesas orçamentárias empenhadas no exercício: R$ 8.000.000,00.
Com base nas informações apresentas, é correto afirmar que o valor total de restos a pagar 
não processados, no referido exercício, é de
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a) R$ 1.500.000,00.
b) R$ 1.000.000,00.
c) R$ 2.500.000,00.
d) R$ 3.500.000,00.
e) R$ 4.000.000,00.
Vamos calcular:
RAP Não processados
Despesas Empenhadas = 8.000.000,00
Despesas Liquidadas = 7.000.000,00
Restos a pagar não p = 8.000.000 – 7.000.000 = 1.000.000,00.
Letra b.
017. 017. (AOCP/PREF-JF/TÉCNICO-CONTADOR/2016) A inscrição em dívida ativa, para efeitos 
de variação do patrimônio público,
a) gera uma variação passiva – Por ser uma mutação patrimonial.
b) gera uma variação ativa – Independente da Execução Orçamentária.
c) gera uma variação ativa – Por ser uma mutação patrimonial.
d) não gera mutação, nem ativa nem passiva.
e) gera uma variação passiva – Resultante da execução orçamentária.
Tenha em mente que as mutações oriundas de receitas não efetivas são classificadas como 
passiva, ou seja, são Receitas orçamentárias não efetivas. Já as mutações oriundas de 
despesa são classificadas como ativa, ou seja, mutações ativas, são Despesas orçamentárias 
não efetivas. Já as variações ativas aumentam o PL sendo oriundas de receitas efetivas. 
Finalmente, as variações passivas diminuem o PL sendo oriundas de despesas efetivas.
Assim, podemos afirmar que a inscrição em dívida ativa aumenta o PL, sendo uma variação 
ativa independente de execução orçamentária.
Letra b.
018. 018. (AOCP/PREF-JF/TÉCNICO-CONTADOR/2016) A parcela da despesa orçamentária que 
se encontra empenhada, mas ainda não foi paga, conforme as normas de contabilidade 
aplicada ao setor público, será considerada
a) obrigações empenhadas.
b) obrigações exigíveis.
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c) restos a pagar.
d) obrigações operacionais.
e) despesas empenhadas e não pagas.
Os chamados restos a pagar são despesas empenhadas, mas que não foram pagas no 
exercício. Confira na Lei n. 4.320/1964:
Art. 36. considera-se restos a pagar as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de 
dezembro distinguindo-se as processadas das não processadas.
Lembre-se, ainda, que nos restos a pagar processados, a despesa já passou pela fase de 
liquidação, enquanto nos restos a pagar não processados a despesa ainda não foi liquidada.
Letra c.
019. 019. (AOCP/COREN/CONTADOR/2013) Assinale qual alternativa corresponde ao 
conceito a seguir.
“(...) são as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de dezembro, distinguindo-
se as processadas das não processadas”.
a) Ciclo orçamentário.
b) Exercício financeiro.
c) Estágios da despesa.
d) Restos a pagar.
e) Despesas de exercícios anteriores.
Os restos a pagar são despesas que foram empenhadas, mas não foram pagas no exercício. 
Confira na Lei n. 4.320/1964:
Art. 36. Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de 
dezembro distinguindo-se as processadas das não processadas.
Letra d.
020. 020. (IDECAN/UNILAB/CONTADOR/2022) O Art. 37 da Lei 4.320/64 afirma que as despesas 
de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava crédito próprio, 
com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham processado na época própria, 
bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida e os compromissos reconhecidos 
após o encerramento do exercício correspondente
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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a) só poderão ser pagos à conta de dotação específica consignada no orçamento, discriminada 
por elementos, desde que obedecida a ordem de preferências.
b) não poderão ser pagos à conta de dotação específica consignada no orçamento.
c) poderão ser pagos à conta de dotação específica consignada no orçamento, discriminada 
por elementos, obedecida, sempre que possível, a ordem cronológica.
d) poderão ser pagos à conta de dotação específica, mesmo que não esteja consignada 
no orçamento, discriminada por elementos, obedecida, sempre que possível, a ordem 
cronológica.
Confira na Lei n. 4.320/1964:
Art. 37. As despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava 
crédito próprio, com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham processado na época 
própria, bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida e os compromissos reconhecidos 
após o encerramento do exercício correspondente poderão ser pagos à conta de dotação 
específica consignada no orçamento, discriminada por elementos, obedecida, sempre que 
possível, a ordem cronológica.
Letra c.
021. 021. (IADES/ADASA/REGULADOR/2022) Ao final do exercício financeiro, constatou-se que, 
do total da despesa orçamentária empenhada, uma parte havia cumprido apenas o primeiro 
estágio da despesa pública. Nessa situação, esse montante deverá ser inscrito em
a) restos a pagar processados.
b) restos a pagar não processados.
c) despesas de exercícios anteriores.
d) suprimento de fundos.
e) restos a pagar com prescrição interrompida.
Restos a Pagar são despesas que já foram empenhadas, mas que não foram pagas até o dia 
31 de dezembro, distinguindo-se as processadas das não processadas. Os “Processados” 
são os restos a pagar relativos às despesas cuja execução alcançou o estágio da liquidação, 
enquanto os “Não Processados” são os restos a pagar relativos às despesas cuja execução 
abrangeu apenas o estágio do empenho.
Note que no enunciado da questão temos que “da despesa orçamentária empenhada, 
uma parte havia cumprido apenas o primeiro estágio da despesa pública”, ou seja, não foi 
liquidada, denotando, assim, caso de RAP não processado.
Letra b.
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022. 022. (QUADRIX/CRO-SC/CONTADOR/2023) Acerca dos conceitos e das definições referentes 
à contabilidade aplicada ao setor público, julgue o item, com base no regramento vigente.
No encerramento do exercício financeiro, as despesas orçamentárias empenhadas para 
as quais ainda não tenha havido a prestação de serviço ou a entrega de material pelo 
respectivo fornecedor, ou seja, a etapa de liquidação, devem ser consideradas receitas do 
exercício subsequente.
Na verdade, não devem ser consideradas receitas do exercício subsequente, mas, sim, restos 
a pagar. Confira na Lei n. 4.320/1964:
Art. 36. Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas, mas não pagas até o dia 31 de 
dezembro distinguindo-se as processadas das não processadas.
Errado.
023. 023. (QUADRIX/CREF-3/CONTADOR/2023) Acerca de orçamento e contabilidade pública, 
julgue o item.
O cancelamento de restos a pagar não processados causa acréscimo do superávit financeiro, 
pela redução de passivo financeiro.
Guarde que o superávit financeiro é obtido pela diferença entre Ativo Financeiro e Passivo 
Financeiro. Por seu turno, o cancelamento de restos a pagar reduz o passivo financeiro, ou 
seja, aumenta o superávit financeiro. Confira no MCASP:
Não devem ser reconhecidos como receita orçamentária os recursos financeiros oriundos de:
b. Cancelamento de Despesas Inscritas em Restosa Pagar – consiste na baixa da obrigação 
constituída em exercícios anteriores, portanto, trata-se de restabelecimento de saldo de 
disponibilidade comprometida, originária de receitas arrecadadas em exercícios anteriores e não 
de uma nova receita a ser registrada. O cancelamento de restos a pagar não se confunde com 
o recebimento de recursos provenientes do ressarcimento ou da restituição de despesas pagas 
em exercícios anteriores que devem ser reconhecidos como receita orçamentária do exercício.
Certo.
024. 024. (QUADRIX/CREFONO-2/ASSISTENTE/2023) Com base na Lei n.º 4.320/1964, que dispõe 
acerca das receitas e das despesas no orçamento público, julgue o item.
Os restos a pagar são constituídos por despesas liquidadas até o fim do exercício financeiro 
e que não foram pagas. Além disso, há a exigência de que o empenho tenha sido processado.
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Na verdade, são os restos a pagar, que são despesas que foram empenhadas, mas que 
não foram pagas no exercício. Além disso, o empenho pode ou não ter sido processado/
liquidado. Confira na Lei n. 4.320/1964:
Art. 36. Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas, mas não pagas até o dia 31 de 
dezembro distinguindo-se as processadas das não processadas.
Errado.
025. 025. (QUADRIX/CREF-3/ADMINISTRADOR/2023) Acerca do orçamento público, julgue o item.
As despesas lançadas no exercício de 2022, cujos compromissos foram gerados no ano de 
2021, são classificadas como despesas de exercícios anteriores, considerando-se que o 
orçamento continha suficiente saldo orçamentário.
Temos uma despesa de exercício anterior que será empenhada no exercício de 2022 com 
o elemento de despesa 92. Confira no MCASP:
Para fins de identificação como despesas de exercícios anteriores, considera-se:
a. Despesas que não se tenham processado na época própria, como aquelas cujo empenho tenha 
sido considerado insubsistente e anulado no encerramento do exercício correspondente, mas 
que, dentro do prazo estabelecido, o credor tenha cumprido sua obrigação;
b. Restos a pagar com prescrição interrompida, a despesa cuja inscrição como restos a pagar 
tenha sido cancelada, mas ainda vigente o direito do credor;
c. Compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício, a obrigação de pagamento 
criada em virtude de lei, mas somente reconhecido o direito do reclamante após o encerramento 
do exercício correspondente
92 – Despesas de Exercícios Anteriores
Despesas orçamentárias com o cumprimento do disposto no art. 37 da Lei n. 4.320/1964, que 
assim estabelece: Art. 37. As despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento 
respectivo consignava crédito próprio, com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham 
processado na época própria, bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida e os 
compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente, poderão ser 
pagas à conta de dotação específica consignada no orçamento, discriminada por elemento, 
obedecida, sempre que possível, a ordem cronológica.
Certo.
026. 026. (QUADRIX/CREFITO-7/ASSESSOR/2023) Acerca da contabilidade tributária, julgue o item.
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São caracterizadas como despesas de exercícios anteriores as de exercícios encerrados, 
para as quais o orçamento respectivo consignava crédito próprio, mas insuficiente para 
atendê-las.
Na verdade, o saldo deve ser suficiente. Confira na Lei n. 4.320/64:
Art. 37. As despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava 
crédito próprio, com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham processado na época 
própria, bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida e os compromissos reconhecidos 
após o encerramento do exercício correspondente poderão ser pagos à conta de dotação 
específica consignada no orçamento, discriminada por elementos, obedecida, sempre que 
possível, a ordem cronológica.
Errado.
027. 027. (QUADRIX/PROCON-DF/ANALISTA/2023) No que se refere às receitas públicas, à dívida 
ativa, às despesas públicas, à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e à Lei n.º 4.320/1964, 
julgue o item.
Os valores que integram as receitas da dívida ativa são decorrentes dos créditos da Fazenda 
Pública exigíveis em virtude do transcurso de prazo para o pagamento de dívidas, desde 
que sejam de natureza tributária.
Pode ser de natureza não tributária também. Confira na Lei n. 4.320/1964:
Art. 39. Os créditos da Fazenda Pública, de natureza tributária ou não tributária, serão escriturados 
como receita do exercício em que forem arrecadados, nas respectivas rubricas orçamentárias.
Errado.
028. 028. (IADES/ADASA/REGULADOR/2022) O balanço orçamentário de um ente público 
apresentou, no final do exercício, os saldos a seguir.
Receita arrecadada – $ 13.800
Superavit – $ 1.500
Despesas pagas – $ 11.700
Despesas não liquidadas – $ 400
Com base apenas nessas informações, o total inscrito em restos a pagar foi
a) $ 200.
b) $ 400.
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c) $ 600.
d) $ 11.700.
e) $ 12.300.
Temos as seguintes informações:
Resultado orçamentário = 1.500
Logo:
Receitas Arrecadadas – Despesas Empenhadas = 1.500
Agora vamos calcular as despesas empenhadas:
13.800 – Despesas Empenhadas = 1.500
Despesas Empenhadas = 13.800 – 1.500
Despesas Empenhadas = 12.300,00
Agora vamos calcular o saldo de RAP
RAP = 12.300 – 11.700
RAP = 600
Letra c.
029. 029. (QUADRIX/CRMV-MS/CONTADOR/2022) Julgue o item.
Os restos a pagar são despesas orçamentárias empenhadas em determinado exercício, 
mas não pagas até 31 de dezembro. Os restos a pagar não processados diferenciam-se 
dos processados por já ter ocorrido, nestes últimos, a liquidação da despesa orçamentária.
Confira na Lei n. 4.320/1964:
Art. 36. Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas, mas não pagas até o dia 31 de 
dezembro distinguindo-se as processadas das não processadas.
Guarde que os processados passaram pela fase de Liquidação, enquanto nos Restos a Pegar 
não processados a despesa ainda foi não liquidada.
Certo.
030. 030. (QUADRIX/CRC-PR/ANALISTA/2022) Acerca do orçamento público, julgue o item, com 
base no regramento atualmente vigente no Brasil.
As despesas empenhadas, mas não pagas, dentro do mesmo exercício serão inscritas como 
restos a pagar, onerando dotação específica da lei orçamentária anual do ano subsequente.
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Na verdade, como já foi empenhada, onera o próprio exercício.
Errado.
031. 031. (VUNESP/PREF-SOROCABA/CONTADOR/2023) No dia 01 de novembro de 2022, um 
servidor público empenhou R$ 23.400,00 em despesas. Sabe-se que essas despesas foram 
liquidadas em 30 de dezembro de 2022 e que o pagamento está previsto o próximo exercício.
Nesse sentido, é correto afirmar que essas despesas serão inscritas em
a) restos a pagar processados.
b) restos a pagar não processados.
c) perdas estimadas de crédito de liquidação duvidosa.
d) em contas a receber.
e) despesas de exercícios anteriores.
Trata-se de restos a pagar “processados”, já que se refere às despesas cuja execuçãoalcançou 
o estágio da liquidação.
Letra a.
032. 032. (VUNESP/PREF-PERUÍBE/CONTADOR/2023) Despesas que não se tenham processado na 
época própria, como aquelas cujo empenho tenha sido considerado insubsistente e anulado 
no encerramento do exercício correspondente, mas que, dentro do prazo estabelecido, o 
credor tenha cumprido sua obrigação são exemplos de
a) contas a pagar não empenhadas.
b) contas a pagar não liquidadas.
c) despesas de exercícios anteriores.
d) restos a pagar não processados.
e) restos a pagar processados.
Classificam-se como despesas de exercícios anteriores as despesas de exercícios JÁ encerrados 
para as quais o orçamento respectivo consignava crédito próprio com saldo suficiente para 
atendê-las, MAS que, por motivo superveniente, não tenha sido empenhado na época 
própria, DESDE que o fornecimento do material, a prestação do serviço ou execução da 
obra JÁ tenha efetivamente ocorrido.
Letra c.
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033. 033. (IADES/IGEPREV/TÉCNICO/2018) Considere um contrato no valor de R$ 250.000,00, 
cuja execução está prevista para mais de um exercício financeiro e que, no primeiro ano, 
teve empenhado o valor de R$ 120.000,00. Nesse mesmo exercício, foram liquidados R$ 
90.000,00 e pagos R$ 80.000,00. Com base no exposto, é correto afirmar que o valor inscrito 
em Restos a Pagar foi
a) R$ 130.000,00.
b) R$ 120.000,00.
c) R$ 40.000,00.
d) R$ 30.000,00.
e) R$ 10.000,00.
Basicamente temos que lembrar que os RAPs processados são aqueles que passaram pela 
fase de Liquidação enquanto os RAPs não processados ainda não foi liquidada a despesa.
Veja, no próprio exercício temos despesas liquidadas de 90.000,00 e despesas pagas de 
80.000,00, ou seja, temos RAPs processados de 90.000 − 80.000 = R$ 10.000,00.
Note que tivemos despesas empenhadas de 120.000,00 e despesas liquidadas de 90.000,00, 
ou seja, temos RAPs não processados de 120.000− 90.000 = R$ 30.000,00
Como é uma despesa plurianual, devemos ser aplicada regra prevista na Lei n. 4.320/1964:
Art. 36 Parágrafo único. Os empenhos que sorvem a conta de créditos com vigência plurienal, 
que não tenham sido liquidados, só serão computados como Restos a Pagar no último ano de 
vigência do crédito.
Assim, somente será inscrito como restos a pagar apenas o valor de R$ 10.000,00, e valor 
de R$ 30.000,00 somente deve ser considerado como restos a pagar no último ano de 
vigência.
Letra e.
034. 034. (IADES/SES-DF/ADMINISTRADOR/2018) Assinale a alternativa que corresponde às 
despesas, legalmente empenhadas, cujo objeto do empenho já foi recebido, ou seja, já 
ocorreu a liquidação, mas não houve pagamento.
a) Restos a pagar processados
b) Restos a pagar não processados
c) Despesa patrimonial
d) Despesa de exercício anterior
e) Prescrição
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Guarde que a despesa legalmente empenhada, cujo objeto do empenho já foi recebido, ou 
seja, já ocorreu a liquidação, mas não houve pagamento é classificada como processada.
De modo distinto, uma despesa empenhada, que ainda não foi liquidada, cujo objeto 
contratado ainda não foi entregue, é denominada de não processada.
Letra a.
035. 035. (VUNESP/PREF-PERUÍBE/COMPRADOR/2023) O contador de um determinado ente 
público identificou, em 31 de dezembro de 2022, que do valor de R$ 400.000.000,00 
empenhados no exercício, 20% não havia sido pago, inclusive distinguindo-se as despesas 
processadas das não processadas.
Diante dessa situação, e considerando as normas de contabilidade aplicadas ao setor 
público, o contador deverá, no encerramento do exercício de 2022,
a) lançar o valor de R$ 80.000.000,00 em restos a pagar.
b) reconhecer essa diferença já como contas a pagar.
c) lançar para despesas de exercícios anteriores.
d) registrar R$ 80.000.000,00 como despesas antecipadas.
e) não deverá fazer nada, pois o valor já foi empenhado e registrado nessa ocasião.
Note que, dos 400 milhões empenhados, 80 milhões (20%) não foram pagos, que devem 
ser inscritos em Restos a Pagar.
Letra a.
036. 036. (AOCP/PREF-JF/TÉCNICO-CONTADOR/2016) A parcela da despesa orçamentária que 
se encontra empenhada, mas ainda não foi paga, conforme as normas de contabilidade 
aplicada ao setor público, será considerada
a) obrigações empenhadas.
b) obrigações exigíveis.
c) restos a pagar.
d) obrigações operacionais.
e) despesas empenhadas e não pagas.
Os chamados restos a pagar são despesas empenhadas, mas que não foram pagas no 
exercício. Confira na Lei n. 4.320/1964:
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Art. 36. considera-se restos a pagar as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de 
dezembro distinguindo-se as processadas das não processadas.
Lembre-se, ainda, que nos restos a pagar processados, a despesa já passou pela fase de 
liquidação, enquanto nos restos a pagar não processados a despesa ainda não foi liquidada.
Letra c.
037. 037. (VUNESP/ALESP/TÉCNICO/2022) Podem-se distinguir dois tipos de restos a pagar: os 
processados e os não processados. São classificados como restos a pagar processados quando
a) só falta o pagamento das despesas.
b) as despesas estão abaixo da receita orçamentária.
c) já ocorreu a licitação da referida despesa.
d) não há disponibilidade orçamentária na administração direta.
e) as despesas foram empenhadas.
São classificadas como Restos a Pagar as despesas que já foram empenhadas, mas que não 
foram pagas até o dia 31 de dezembro, distinguindo-se as processadas das não processadas. 
Os “Processados” são os restos a pagar relativos às despesas cuja execução alcançou o 
estágio da liquidação, enquanto os “Não Processados” são os restos a pagar relativos às 
despesas cuja execução abrangeu apenas o estágio do empenho.
Letra a.
038. 038. (VUNESP/ALESP/ANALISTA/2022) Caso ocorra uma inscrição em restos a pagar que 
fique inferior ao valor real a ser pago, a diferença deve ser
a) empenhada e liquidada em despesas de exercícios anteriores.
b) liquidada no elemento de despesa próprio.
c) empenhada e liquidada em serviços de terceiros.
d) empenhada e liquidada em dívida ativa.
e) liquidada no mesmo ano da inscrição em custeio.
Se o valor da inscrição em restos a pagar for inferior ao valor real a ser pago, a diferença 
deve ser empenhada em DEA – Despesas de Exercícios anteriores.
Letra a.
039. 039. (VUNESP/ALESP/AUDITOR-INTERNO/2022) Assinale a alternativa relacionada a uma 
das características de identificação das despesas de exercícios anteriores.
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a) São valores reconhecidos por regime de caixa, e discordância com os princípios contábeis 
vigentes nas normas brasileiras de contabilidade que reconhece somente o regime de 
competência como base de contabilização.
b) Restos a pagar com prescrição interrompida, a despesa cuja inscrição como restos a 
pagar tenha sido cancelada, mas ainda vigente o direito do credor.
c) São despesas cujos pagamentos ocorreram em exercícios anteriores àquele em que deva 
ocorrer os fatos geradores.
d) Compromissos reconhecidos antes do encerramento do exercício, sendo que a obrigação 
de pagamento foiempenhadas, ou seja, sem a emissão 
da nota de empenho uma despesa não paga não pode ser enquadrada como restos a pagar.
DICA
Não confunda Restos a pagar com obrigações a pagar. Veja 
o termo obrigações a pagar como sendo o gênero da qual 
restos a pagar é espécie, assim como outras obrigações 
passadas, atuais e até mesmo futuras .
1 .2 . claSSiFicaçÃO DOS ReStOS a PaGaR1 .2 . claSSiFicaçÃO DOS ReStOS a PaGaR
São classificadas como Restos a Pagar (ou resíduos passivos) as despesas que já foram 
empenhadas, mas que não foram pagas até o dia 31 de dezembro, distinguindo-se as 
processadas das não processadas.
De acordo com a Lei n. 4.320/1964, os “Processados” são os restos a pagar relativos às 
despesas cuja execução alcançou o estágio da liquidação, enquanto os “Não Processados” 
são os restos a pagar relativos às despesas cuja execução abrangeu apenas o estágio 
do empenho.
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Essa distinção no âmbito das fases, etapas ou estágios da despesa é importante. Guarde 
que temos de um lado as despesas processadas referem-se a empenhos executados e 
liquidados, prontos para o pagamento, e de outro as despesas não processadas que são os 
empenhos de contratos e convênios ainda em plena execução, e, por isso, ainda não existe 
direito líquido e certo do credor.
Não podem ser inscritos em restos a pagar não processados os valores relativos a despesas 
com diárias, ajudas de custo e suprimento de fundos.
002. 002. (CESPE/PGE-PE/ASSISTENTE/2019) A procuradoria-geral de determinado estado da 
Federação adquiriu um computador, tendo o processamento dessa despesa ocorrido da 
seguinte forma: empenho: 9/12/2018; recebimento do computador: 29/12/2018; pagamento 
da despesa: 19/1/2019.
Nesse caso, de acordo com as normas previstas na Lei n.º 4.320/1964, o registro dessa despesa 
em 31/12/2018 estaria correto caso tivesse sido feito como restos a pagar processados.
Temos um caso de um caso de Restos a pagar processados, já que o computador foi recebido 
em 29/12/2018, ou seja, a despesa já foi liquidada
Certo.
Veja no quadro seguinte a relação entre a classificação dos restos a pagar e as etapas 
da despesa efetuadas:
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De acordo com o MCASP:
Serão inscritas em restos a pagar não processados as despesas não liquidadas, nas seguintes 
condições: o serviço ou material contratado tenha sido prestado ou entregue e que se encontre, 
em 31 de dezembro de cada exercício financeiro em fase de verificação do direito adquirido 
pelo credor (despesa em liquidação); ou o prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo 
credor estiver vigente (despesa a liquidar).
O MCASP ainda dispõe que
A inscrição de despesa em restos a pagar não processados é realizada após a anulação dos 
empenhos que não serão inscritos em virtude de restrição em norma do ente da Federação, ou 
seja, verifica-se quais despesas devem ser inscritas em restos a pagar e anula-se as demais. 
Após, inscreve-se os restos a pagar não processados do exercício.
Além da classificação da Lei n. 4.320/1964, temos ainda a classificação do artigo 67 do 
Decreto n. 93.872/1986, que manda efetuar o registro dos restos a pagar por exercício e 
por credor. Confira, com grifos nossos:
Art. 67. Considerem-se Restos a Pagar as despesas empenhadas e não pagas até 31 de dezembro, 
distinguindo-se as despesas processadas das não processadas (Lei n. 4.320/1964, art. 36).
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§1º Entendem-se por processadas e não processadas, respectivamente, as despesas liquidadas 
e as não liquidadas, na forma prevista neste decreto.
§2º O registro dos Restos a Pagar far-se-á por exercício e por credor.
Podemos concluir, portanto, que existem três possíveis classificações para os restos 
a pagar, de acordo com a Lei n. 4.320/1964 e com o Decreto n. 93.872/1986:
• Por fase da despesa (processada e não processada).
• Por ano de inscrição.
• Por credor.
003. 003. (CESPE/EBSERH/ANALISTA/2018) Com relação a despesa pública, julgue o item 
subsequente.
Na inscrição dos restos a pagar, é vedado o registro de beneficiários específicos.
Na verdade, quando uma despesa é empenhada, na nota de empenho emitida consta o 
credor favorecido (beneficiário). Caso tal despesa não seja paga até o dia 31 de dezembro, 
essa despesa será inscrita em Restos a Pagar, constando SIM o registro do beneficiário 
específico.
Errado.
De acordo com o manual do SIAF WEB, podemos dividir os RP – Restos a Pagar em 3 
tipos de acordo com a fase da despesa:
• Não Processados a liquidar: no momento da inscrição a despesa não estava liquidada 
e a sua inscrição depende da indicação pelo ordenador de despesas da Unidade 
Gestora ou por pessoa por ele autorizada.
• Processados em Liquidação: quando foi entregue o material ou prestado o serviço, mas 
ainda em fase de análise e conferência interna do órgão, não tendo sido formalizado 
recebimento definitivo do material ou do serviço.
• Processados: no momento da inscrição a despesa já estava liquidada.
DICA
Em relação à classificação dos Restos a Pagar, preste 
muita atenção no comando da questão e nas assertivas 
ou alternativas, já que todas as classificações apresentadas 
são válidas e podem ser cobradas em sua prova .
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Aproveite para firmar o seu entendimento sobre a diferença entre os restos a pagar 
não processados a liquidar e os restos a pagar processados em liquidação.
No caso dos Restos a pagar não processados a liquidar, temos que registrado o empenho, 
mas ainda não ocorrido o fato gerador da obrigação, e caso comprovadas as condições 
necessárias para inscrição de restos a pagar, dar-se-á a inscrição desse valor de restos a 
pagar que são considerados não processados ( já que não ocorreu ainda o fato gerador 
da obrigação) a liquidar.
Note que essa situação ocorre, por exemplo, quando houve o empenho dentro do 
exercício financeiro, mas o credor só efetuará entrega do produto no exercício seguinte.
Já no caso dos chamados Restos a pagar não processados em liquidação, temos que o 
fato gerador da obrigação ocorreu antes de 31/12, mas não tivemos o estágio da liquidação, 
devendo-se, mesmo assim, reconhecer o impacto patrimonial da despesa dentro do exercício. 
Assim, as despesas deverão ser registradas ao fim do exercício como restos a pagar não 
processados em liquidação.
EXEMPLO
Imagine uma situação em houve o empenho dentro do exercício financeiro, o credor entregou 
a mercadoria no mesmo exercício, mas a liquidação só poderá concluída no ano seguinte.
O termo “em liquidação” serve para transmitir a ideia de que a liquidação ainda está acontecendo, 
ou seja, não foi concluída.
Parte-se do princípio que o fornecedor já cumpriu sua obrigação.
A ideia do Manual do SIAFI WEB é que a fase em liquidação permite distinguir as 
despesas empenhadas (que já tem um passivo patrimonial – o fato gerador já ocorreu) 
daquelas onde os fatos geradores ainda não ocorreram (empenhos a liquidar).
1 .3 . OUtROS aSPectOS ReleVanteS1 .3 . OUtROS aSPectOS ReleVanteS
A execução dos RP – Restos a Pagarcriada operacionalmente, mas somente será reconhecido o direito do 
reclamante em linha com antes do encerramento do exercício correspondente.
e) Despesas processadas na época própria, todavia, o empenho não tenha sido considerado 
insubsistente e anulado no encerramento do exercício correspondente, e que o credor não 
tenha cumprido sua obrigação.
a) Errada. Inexiste relação com DEA.
b) Certa. Confira no MCASP:
Para fins de identificação como despesas de exercícios anteriores, considera-se:
b. Restos a pagar com prescrição interrompida, a despesa cuja inscrição como restos a pagar 
tenha sido cancelada, mas ainda vigente o direito do credor;
c) Errada. Contraria o MCASP:
4.8.DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES
São despesas cujos fatos geradores ocorreram em exercícios anteriores àquele em que deva 
ocorrer o pagamento.
d) Errada. Contraria o MCASP:
Para fins de identificação como despesas de exercícios anteriores, considera-se:
c. Compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício, a obrigação de pagamento 
criada em virtude de lei, mas somente reconhecido o direito do reclamante após o encerramento 
do exercício correspondente
e) Errada. Contraria o MCASP:
Para fins de identificação como despesas de exercícios anteriores, considera-se:
a. Despesas que não se tenham processado na época própria, como aquelas cujo empenho tenha 
sido considerado insubsistente e anulado no encerramento do exercício correspondente, mas 
que, dentro do prazo estabelecido, o credor tenha cumprido sua obrigação;
Letra b.
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040. 040. (CESGRANRIO/AGERIO/ANALISTA/2023) Um jovem contador recém-empossado na 
subsecretaria de Contabilidade de um ente público assumiu a tarefa de conferir um grupo 
de contas relativas a despesas orçamentárias para encerramento do exercício financeiro. O 
contador verificou que 70% das despesas correntes empenhadas tinham sido liquidadas, 
das quais 80% foram pagas. Quanto às despesas de capital, apenas 20% dos valores 
empenhados foram liquidados, sendo metade efetivamente pago.
Em sua análise da execução das despesas, considerando somente as informações hipotéticas 
apresentadas e à luz das normas vigentes sobre estágios e categorias da despesa pública, 
o jovem contador deve considerar que
a) 30% das despesas correntes empenhadas no exercício devem ser inscritas em restos a 
pagar processados.
b) 50% dos valores empenhados como despesas de capital devem ser pagos até o encerramento 
do exercício.
c) a inscrição em restos a pagar deve se limitar às despesas que foram liquidadas no exercício.
d) parte dos empenhos não liquidados pode ser cancelada, caso não haja disponibilidade 
financeira suficiente.
e) todas as despesas autorizadas e não pagas precisam ser inscritas em restos a pagar no 
encerramento do exercício.
a) Errada. Na verdade, 20% das despesas liquidadas e não pagas serão inscritas em RAP 
processados.
b) Errada. Exigência inexistente.
c) Errada. Na verdade, as despesas não liquidadas podem ser inscritas em RAP não processados.
d) Certa. Confira no MCASP:
Serão inscritas em restos a pagar não processados as despesas não liquidadas, nas seguintes 
condições:
▪ O serviço ou material contratado tenha sido prestado ou entregue e que se encontre, em 31 de 
dezembro de cada exercício financeiro em fase de verificação do direito adquirido pelo credor 
(despesa em liquidação); ou
▪ O prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo credor estiver vigente (despesa a liquidar).
A inscrição de despesa em restos a pagar não processados é realizada após a anulação dos 
empenhos que não serão inscritos em virtude de restrição em norma do ente da Federação, ou 
seja, verifica-se quais despesas devem ser inscritas em restos a pagar e anula-se as demais. 
Após, inscreve-se os restos a pagar não processados do exercício
e) Errada. As condições para inscrição em RAP foram expostas na explicação da letra D.
Letra d.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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041. 041. (CESGRANRIO/UNIRIO/ADMINISTRADOR/2019) As despesas empenhadas e liquidadas 
durante o exercício financeiro, mas pendentes de pagamento no encerramento do exercício,
a) estão sujeitas à verificação do direito adquirido pelo credor.
b) poderão ser executadas no próximo exercício, por meio de créditos adicionais.
c) serão pagas à conta de despesas de exercícios anteriores, no exercício seguinte.
d) serão inscritas em restos a pagar não processados.
e) serão inscritas em restos a pagar processados.
As despesas empenhadas e liquidadas durante o exercício financeiro, mas pendentes de 
pagamento no encerramento do exercício, devem ser inscritas em restos a pagar processados.
Ora, se foram empenhadas e não pagas durante o exercício, temos um caso de restos a pagar.
Como as despesas além de empenhadas também foram liquidadas, temos um caso de 
restos a pagar processados.
Letra e.
042. 042. (CESGRANRIO/EPE/ANALISTA/2014) As informações a seguir devem ser usadas para 
responder à questão.
Em um determinado exercício, uma despesa fixada em R$ 50.000,00 foi 90% empenhada, 
80% liquidada e 90% paga.
O total inscrito em restos a pagar ao final do exercício será de
a) 12.600,00
b) 9.500,00
c) 9.000,00
d) 5.000,00
e) 3.600,00
Temos um total de R$ 50.000,00
90% do total foi empenhado = R$ 45.000,00
80% do que foi empenhado foi liquidado = R$ 36.000,00
90% do que foi liquidado foi pago = R$ 32.400,00
Logo:
R$ 45.000,00 – R$ 32.400,00 = R$ 12.600,00
Note que dos R$ 45.000,00 empenhados, somente foram pagos no exercício o valor de R$ 
32.400,00, devendo ser inscrito em restos a pagar o valor de R$ 12.600,00.
Letra a.
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043. 043. (CESGRANRIO/BACEN/ANALISTA/2010) Ao verificar a necessidade do registro contábil 
da inscrição de restos a pagar processados, no encerramento de determinado exercício 
financeiro, um analista do BACEN deve concluir, de acordo com a Lei n. 4.320/64, estar 
diante de uma
a) despesa extraorçamentária.
b) despesa não liquidada.
c) despesa de exercícios anteriores.
d) receita extraorçamentária.
e) receita corrente.
Os Restos a Pagar do exercício serão computados na receita extraorçamentária para 
compensar sua inclusão na despesa orçamentária conforme determina o artigo 103, 
parágrafo único, da Lei n. 4320/1964.
Letra d.
044. 044. (VUNESP/CM-COTIA/CONTADOR/2017) Ordenar ou autorizar a inscrição em restos 
a pagar, de despesa que não tenha sido previamente empenhada ou que exceda limite 
estabelecido em lei,
a) ocorrerá mediante autorização em crédito adicional extraordinário.
b) será classificado como operações de crédito por antecipação de despesa.
c) será considerado crime contra as finanças públicas.
d) só poderá ocorrer se o empenho for inscrito no exercício posterior à despesa.
e) ocorrerá desde que a despesa seja incluída no balanço extraorçamentário.
A Lei n. 10.028/2000, dispositivo esse que passou a integrar o nosso Código PENAL, em 
seu artigo 359-B, no capítulo IV, que dispõe acerca dos crimes contra as finanças públicas, 
determina pena de detenção de 6 meses a 2 anos para aquele que ordenar ou autorizar a 
inscrição em restos a pagar de despesa que não tenha sido previamente empenhada ou 
que exceda o limite estabelecido em lei.
Letra c.
045. 045. (VUNESP/PREF.-MOGI-CRUZES/PROCURADOR/2016) Nostermos da Lei Geral do 
Orçamento, as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de dezembro, distinguindo-
se as processadas das não processadas, consideram-se
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a) restos a pagar.
b) subvenções sociais.
c) subvenções econômicas.
d) transferências correntes.
e) transferências de capital.
Restos a pagar são despesas empenhadas, mas não pagas dentro do exercício financeiro, 
podendo ser processadas (se tiverem sido liquidadas) ou não processadas (se NÃO tiverem 
sido liquidadas). Grave:
RPP – Restos a Pagar Processados = DESP. EMPENHADA E LIQUIDADA
RPNP – Restos a Pagar Não Processados = DES. SOMENTE EMPENHADA
Letra a.
046. 046. (IDECAN/TJ-PI/ANALISTA/2023) Com relação aos Restos a Pagar, assinale a 
alternativa correta.
a) São Restos a Pagar todas as despesas não empenhadas, do exercício atual ou anterior e 
não pagas até 31 de dezembro do exercício financeiro vigente.
b) No Início do exercício, as despesas orçamentárias empenhadas e não pagas serão inscritas 
em restos a pagar.
c) Embora a LRF não aborde o mérito do que pode ou não ser inscrito em restos a pagar, veda 
contrair obrigação no último ano do mandato do governante sem que exista a respectiva 
cobertura financeira.
d) O resto a pagar não processado é serviço ou material contratado que tenha sido prestado 
e aceito pelo contratante em 31 de dezembro de cada exercício financeiro.
e) Ocorrido o fato gerador da obrigação e procedido o estágio da liquidação antes do término 
do exercício em curso, as despesas deverão ser registradas, ao fim do exercício em curso, 
como restos a pagar não processados.
a) Errada. Precisa ter sido empenhada.
b) Errada. É no fim do exercício.
c) Certa. Embora a LRF não aborde o mérito do que pode ou não ser inscrito em restos a 
pagar, veda contrair obrigação no último ano do mandato do governante sem que exista a 
respectiva cobertura financeira. Confira no MCASP:
Assim, observa-se que, embora a LRF não aborde o mérito do que pode ou não ser inscrito em 
restos a pagar, veda contrair obrigação no último ano do mandato do governante sem que exista 
a respectiva cobertura financeira, eliminando desta forma as heranças fiscais onerosas.
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d) Errada. Na verdade, se encontra, em 31 de dezembro de cada exercício financeiro em 
fase de verificação do direito adquirido pelo credor (despesa em liquidação).
e) Errada. RP Processados.
Letra c.
047. 047. (IDECAN/TJ-PI/ANALISTA/2022) Assinale a alternativa correta com relação aos Restos 
a Pagar processados e não processados, segundo o Manual de Contabilidade Aplicada ao 
Setor Público (MCASP) 9ª. Edição.
a) Restos a Pagar não processados inscritos em exercícios anteriores: compreende o valor 
de restos a pagar não processados relativos aos exercícios anteriores, exceto os relativos 
ao exercício imediatamente anterior, que foram cancelados porque tiveram seu prazo de 
validade reduzido.
b) Restos a Pagar não processados inscritos em 31 de dezembro do exercício corrente: 
compreende o valor de restos a pagar não processados relativos ao exercício imediatamente 
anterior que não foram cancelados porque tiveram seu prazo de validade prorrogado.
c) Restos a Pagar processados inscritos em exercícios anteriores: compreende o valor de 
restos a pagar processados relativos aos exerc1c1ºs anteriores, exceto os relativos ao 
exercício imediatamente anterior, que não foram cancelados porque tiveram seu prazo de 
validade prorrogado.
d) Restos a Pagar processados inscritos em 31 de dezembro do exercício corrente: compreende 
o valor de restos a pagar processados relativos ao exercício imediatamente anterior que 
não foram cancelados porque tiveram seu prazo de validade prorrogado.
e) Restos a Pagar não processados saldo a pagar: compreende o saldo, em 31 de dezembro, 
dos valores inscritos e ainda não pagos. Corresponde aos valores inscritos no exercício 
corrente deduzidos dos valores pagos ou cancelados ao longo do exercício de referência.
Confira no MCASP:
2.5.3. Quadro da Execução de Restos a Pagar Processados
Inscritos em Exercícios Anteriores
Compreende o valor de restos a pagar processados relativos aos exercícios anteriores, exceto 
os relativos ao exercício imediatamente anterior, que não foram cancelados porque tiveram seu 
prazo de validade prorrogado.
a) Errada. Na verdade, não foram cancelados pois o prazo de validade foi prorrogado.
b) Errada. Na verdade, foram inscritos em 31 de dezembro do ano anterior.
d) Errada. Na verdade, foram inscritos em 31 de dezembro do ano anterior.
e) Errada. Na verdade, são valores inscritos no exercício anterior.
Letra c.
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048. 048. (CESGRANRIO/ALE-TO/ANALISTA/2005) O artigo 36 da Lei 4.320/64 considera como restos 
a pagar as despesas empenhadas, mas não pagas até o dia 31 de dezembro, distinguindo-
se, entretanto, as despesas:
a) arrecadadas das fixadas.
b) empenhadas das arrecadadas.
c) liquidadas das não autorizadas.
d) autorizadas das não liquidadas.
e) processadas das não processadas.
Confira na Lei n. 4.320/1964:
Art. 36. Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de 
dezembro distinguindo-se as processadas das não processadas.
Letra e.
049. 049. (CESGRANRIO/MPE-RO/ANALISTA/2005) Segundo o artigo 36 da Lei 4.320/64, as 
despesas empenhadas, mas não pagas, até 31 de dezembro, distinguindo-se as processadas 
das não processadas, são consideradas:
a) transferências de capital.
b) dívida ativa.
c) dívida pública.
d) restos a pagar.
e) extraorçamentárias.
Confira na Lei n. 4.320/1964:
Art. 36. Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de 
dezembro distinguindo-se as processadas das não processadas.
Letra d.
050. 050. (IDECAN/IF-CE/AUDITOR/2021) As despesas empenhadas, mas não pagas até o dia 31 
de dezembro representam
a) Dívida fundada.
b) Suprimentos de fundos.
c) Créditos extraorçamentários.
d) Restos a pagar.
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Confira na Lei n.4.320/1964:
Art. 36. Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas, mas não pagas até o dia 31 
de dezembro distinguindo-se as processadas das não processadas.
Letra d.
Colega,
Como diria Vaibhav Shah:
Sempre que você vir uma pessoa de sucesso, você sempre verá as glórias, nunca os sacrifícios 
que os levaram até ali.
Isso é verdade... passar em um certame como esse exige demais...
Mas a recompensa vale a pena.
Agora quero pedir um favor.
Avalie nossa aula, é rápido e fácil, deixe sugestões de melhoria.
Ficarei extremamente feliz com o feedback e trabalharei ainda mais para torná-la 
ainda melhor.
Tenho muito a aprender e você pode me ajudar nisso.
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Muito obrigado.
Acredite! Esse é o segredo!
Tenha FÉ que tudo vai dar certo!
Até a próxima.
Professor Manuel Piñon
manuelpinon@hotmail.com
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para revisão!
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REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
GIACOMONI, James. Orçamento Público. 17ª edição. São Paulo: Editora Atlas, 2019.
LEITE, Harrison. Manual de Direito Financeiro. 9ª Edição. Salvador: Editora Juspodivm, 
2020.
NASCIMENTO, Sávio. Finanças Públicas. 1ª edição. São Paulo: Editora Campus, 2013.
PACELLI, Giovanni. Administração Financeira e Orçamentária. 2ª Edição. Salvador: Editora 
Juspodivm, 2019.
PALUDO, Augustinho. Orçamento Público, AFO e LRF. 10ª Edição. Salvador: Editora 
Juspodivm, 2020.
PASCOAL, Valdecir. Direito Financeiro e Controle Externo. 10ª Edição. São Paulo: Editora 
Método, 2019.
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	Sumário
	Apresentação
	Receitas e Despesas Públicas
	1. Restos a Pagar
	1.1. Conceito
	1.2. Classificação dos Restos a Pagar
	1.3. Outros Aspectos Relevantes
	1.4. Principais Alterações na Legislação
	1.5. A Prescrição dos Restos a Pagar
	1.6. Cancelamento e “Reinscrição” dos Restos a Pagar
	2. Despesas de Exercícios Anteriores – DEA
	3. Dívida Ativa
	3.1. Conceitos Iniciais
	3.2. Dívida Ativa de Natureza Tributária
	3.3. Dívida Ativa de Natureza Não-Tributária
	Resumo
	Mapas Mentais
	Questões Comentadas em Aula
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Referênciasfica condicionada aos limites legais das fontes 
de recursos correspondentes e integra o cálculo do limite de despesas do chamado “teto 
de gastos” implementado pela Emenda Constitucional – EC 95/2016.
Para que a inscrição em restos a pagar possa ser realizada algumas condições devem 
ser cumpridas como as do artigo 35 do Decreto n. 93.872/1986:
Art. 35 O empenho de despesa não liquidada será considerado anulado em 31 de dezembro, 
para todos os fins, salvo quando:
I – vigente o prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo credor, nele estabelecida;
II – vencido o prazo de que trata o item anterior, mas esteja em cursos a liquidação da despesa, 
ou seja de interesse da Administração exigir o cumprimento da obrigação assumida pelo credor;
III – se destinar a atender transferências a instituições públicas ou privadas;
IV – corresponder a compromissos assumido no exterior.
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Também deve existir suficiente disponibilidade de caixa para atender as despesas 
inscritas, conforme determina o artigo 42 da LRF:
Art. 42. É vedado ao titular de Poder ou órgão referido no art. 20, nos últimos dois quadrimestres 
do seu mandato, contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente 
dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente 
disponibilidade de caixa para este efeito.
Parágrafo único. Na determinação da disponibilidade de caixa serão considerados os encargos 
e despesas compromissadas a pagar até o final do exercício.
Também nesse sentido dispõe o MCASP:
A inscrição de restos a pagar deve observar as disponibilidades financeiras e condições da 
legislação pertinente, de modo a prevenir riscos e corrigir desvios capazes de afetar o equilíbrio 
das contas públicas, conforme estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Assim, 
observa-se que, embora a LRF não aborde o mérito do que pode ou não ser inscrito em restos 
a pagar, veda contrair obrigação no último ano do mandato do governante sem que exista a 
respectiva cobertura financeira, eliminando desta forma as heranças fiscais onerosas, conforme 
disposto no seu artigo 42.
Nesse ponto merece destaque o fato de que, para as despesas continuadas, como 
limpeza e vigilância, o valor referente à disponibilidade de caixa abarca apenas os meses 
do ano, ou seja, até 31 de dezembro.
Além disso, no caso dos restos a pagar não processados, conforme determina o 
Decreto n. 7.654/2011, a inscrição da despesa empenha em restos a pagar é condicionada 
à indicação pelo ordenador de despesas (vide tópico específico sobre o ordenador de 
despesas).
Os restos a pagar inscritos que não forem pagos no exercício podem ser reinscritos, 
mas tanto a inscrição quanto a reinscrição poderão ter limites estabelecidos pelo Ministério 
da Economia.
Destaque-se, também, que as notas de empenho (processadas e não processadas) 
indicadas pelo Ordenador de Despesa são inscritas automaticamente pelo SIAFI. Por 
outro lado, os restos a pagar não processados e não indicados pelo ordenador de despesas 
para inscrição são anuladas automaticamente pelo SIAFI em 31 de dezembro.
Na verdade, restos a pagar são os restos a pagar são “resíduos passivos” que poderão 
ou não serem pagos no exercício seguinte, visto que a mera inscrição não gera direito 
garantido ao pagamento no exercício seguinte, considerando ainda ser necessário cumprir 
satisfatoriamente a etapa da liquidação. Seguindo essa linha de raciocínio, alguns 
empenhos inscritos em restos a pagar, mas ainda não liquidados, podem ser cancelados 
caso não cumpram fielmente a etapa da liquidação.
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Por sua vez, os restos a pagar processados não podem ser cancelados, pois, de 
acordo com o Parecer n. 401/2000 da PGFN – Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, o 
cancelamento de restos a pagar processados caracteriza enriquecimento ilícito do Estado, 
considerando que o fornecedor de bens/serviços cumpriu com a obrigação de fazer e que 
o Estado não poderá descumprir com a obrigação de pagar.
O pagamento de restos a pagar é uma despesa extraorçamentária, uma vez que ocorre 
com o empenho de exercício anterior.
004. 004. (CESPE/CGM-JOÃO-PESSOA/AUDITOR/2018) A respeito das receitas extraorçamentárias, 
julgue o item.
Ao efetuar o pagamento de restos a pagar, o ente público está convertendo uma despesa 
extraorçamentária em uma despesa orçamentária.
Como os Restos a pagar são despesas empenhadas, porém não pagas no mesmo exercício, 
a despesa inscrita em restos a pagar foi considerada despesa orçamentária no exercício 
em que foi empenhada. Desse modo, no exercício de pagamento, será classificada como 
despesa extraorçamentária.
Além disso, não existe a conversão de uma despesa extraorçamentária em orçamentária 
no pagamento. A despesa só seria considerada orçamentária no exercício se fosse novamente 
empenhada.
Errado.
005. 005. (CESPE/STJ/ANALISTA/2018) Com relação a restos a pagar e a suprimento de fundos, 
julgue o item a seguir.
O pagamento de restos a pagar processados corresponde a uma despesa orçamentária da 
entidade.
O pagamento de restos a pagar é uma despesa extraorçamentária, tendo sido orçamentária 
no exercício em que foi empenhada.
Errado.
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Em relação aos Restos a Pagar, que integram a chamada dívida flutuante (excluídos 
os serviços da dívida), é interessante registar que a despesa que tiver sido empenhada, 
mas não paga dentro do exercício financeiro, deve ser considerada como efetivamente 
realizada e registrada à conta da dotação respectiva, sendo, assim, relacionada em conta 
própria dos Depósitos Especificados.
Vale destacar, ainda, que o pagamento que vier a ser reclamado em decorrência de 
eventual cancelamento, pode ser atendido à conta de dotação constante da Lei Orçamentária 
Anual ou de Créditos Adicionais abertos para esta finalidade no exercício em que ocorrer 
o reconhecimento da dívida.
Guarde que a liquidação das despesas, consideradas Restos a Pagar não processadas, 
deve ser feita quando do recebimento do material, prestação do serviço ou execução 
da obra, obedecendo às mesmas formalidades fixadas para as despesas orçamentárias 
pagas no exercício.
Já a fase de pagamento das despesas inscritas em Restos a Pagar pela UG deverá ser 
feita via SIAFI ou SIAFEM mediante emissão da respectiva AUTORIZAÇÃO DE PAGAMENTO – AP.
Em casos excepcionais poderá haver pagamento de Restos a Pagar antes de sua 
definitiva inscrição, utilizando-se para esta finalidade a emissão de AP – AUTORIZAÇÃO 
DE PAGAMENTO em código provisório, que posteriormente deverá ser revertido para o 
respectivo código de inscrição de Restos a Pagar.
Veja o fluxograma seguinte para ter a visão geral:
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Dotação Orçamentária
ContingenciadaDisponível
Não paga
Paga
Empenhada
Não empenhada
Não liquidada
Cancelada
Liquidada
Despesa Orçamentária do Exercício Corrente Exercício Subsequente
Restos a pagar
processados
Restos a pagar
não processados
Lembre-se que, de acordo com aDoutrina existe a fase ou etapa da despesa denominada 
em liquidação, entre o empenho e a liquidação propriamente dita.
EXEMPLO
Ocorre, por exemplo, quando se recebe a nota fiscal, mas demora-se para conferir se o serviço 
foi efetivamente prestado ou o material efetivamente recebido. Nesse caso, registra-se essa 
nota fiscal na contabilidade como “em liquidação” (liquidação contábil).
006. 006. (CESPE/IPHAN/ANALISTA/2018) A respeito dos mecanismos de execução e controle 
orçamentários, julgue o item que se segue.
Determinada despesa pode ser inscrita em restos a pagar não processados mesmo que o 
serviço a que ela se refere tenha sido prestado.
Sim, é possível que uma despesa seja inscrita como restos a pagar não processados mesmo 
com o serviço já prestado.
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Pense, por exemplo, em uma situação em que o serviço seja realizado no final do exercício 
e a Administração não tenha tempo hábil para proceder à liquidação até o final do 
ano. Nesse caso, a despesa deve ser inscrita em restos a pagar não processados (em 
liquidação).
Certo.
Importante destacar que, para aqueles empenhos referentes a despesas já liquidadas 
e não pagas, assim como os empenhos não anulados, a inscrição em restos a pagar no 
encerramento do exercício (31/12) deve ser efetuada pelo valor devido, ou, caso ainda 
não exatamente conhecido, pelo valor estimado, mas apenas se cumpridas as condições 
inerentes ao empenho e liquidação da despesa, já que, em verdade, são encargos incorridos 
no exercício.
No caso dos empenhos por estimativa podemos ter duas situações distintas:
1) Quando o valor real for maior que o valor inscrito em Restos à Pagar, a diferença será 
empenhada à conta de despesas de exercícios anteriores.
2) Quando o valor real for inferior ao valor inscrito em restos a pagar, o saldo existente 
será cancelado.
A Lei n. 4.320/1964, em seus artigos 36 e 37, conceitua os restos a pagar, enquanto o 
Decreto n. 93.872/1986 faz o seu detalhamento. Recomendo uma leitura no mencionado 
decreto, que pode ser encontrado em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d93872.html
007. 007. (CESPE/PREF-MANAUS/PROCURADOR/2018) Acerca da Lei n.º 4.320/1964 e das receitas 
e despesas públicas, julgue o próximo item.
Obedecendo, sempre que possível, a ordem cronológica, o município poderá realizar despesa 
para pagar compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente, 
desde que o faça à conta de dotação específica consignada no orçamento discriminada 
por elementos.
A resposta está na literalidade do artigo 37 da Lei n. 4.320/1964. Confira, com grifos nossos:
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Art. 37. As despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava 
crédito próprio, com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham processado na 
época própria, bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida e os compromissos 
reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente poderão ser pagos à conta 
de dotação específica consignada no orçamento, discriminada por elementos, obedecida, 
sempre que possível, a ordem cronológica.
Certo.
Guarde, ainda, que os chamados restos a pagar com prescrição interrompida são 
aqueles cuja inscrição tenha sido cancelada, mas que ainda esteja em vigor o direito do credor. 
Nesses casos, o pagamento deve ser registrado como despesas de exercícios anteriores.
No âmbito dos restos a pagar é importante que guarde eles devem constituir item 
específico da programação financeira, devendo o seu pagamento efetuar-se dentro 
do limite de saque fixado, ou seja, os RP são constituídos por recursos correspondentes 
a exercícios financeiros já encerrados, mas que integram a programação financeira do 
exercício em curso.
Outro ponto que merece destaque é o caso específico dos créditos orçamentários com 
vigência plurianual. Os que não tenham sido liquidados, só devem ser computados como 
restos a pagar no último ano de vigência do crédito. Assim, nos anos anteriores somente 
devem ser inscritos em restos a pagar os créditos plurianuais liquidados.
Entenda que quando tivermos a redução ou cancelamento dos restos a pagar no mesmo 
exercício financeiro do empenho, teremos obrigatoriamente sua anulação, seja parcial ou 
total. Nesse caso, o valor deve ser revertido à respectiva dotação orçamentária da despesa.
Temos aqui uma divergência importante entre o MCASP e a Lei n. 4.320/1964.
De acordo com a Lei n. 4.320/1964, quando a anulação de despesa ocorrer após o encerramento 
do exercício, considerar-se-á receita orçamentária do ano em que se efetivar, mas, de acordo 
com o MCASP não devem
ser reconhecidos como receitas orçamentárias os recursos financeiros oriundos de 
cancelamento de despesas inscritas em restos a pagar, o qual consiste na baixa da obrigação 
constituída em exercícios anteriores, portanto, trata-se de restabelecimento de saldo de 
disponibilidade comprometida, originária de receitas arrecadadas em exercícios anteriores 
e não de uma nova receita a ser registrada.
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Não confunda cancelamento de restos a pagar (que são receitas arrecadadas em 
exercícios anteriores) com o recebimento de recursos provenientes do ressarcimento ou 
da restituição de despesas pagas em exercícios anteriores (que devem ser reconhecidos 
como receita orçamentária do exercício, ou seja, nova receita).
A despesa extraorçamentária não consta na LOA e é mera contrapartida de receita 
extraorçamentária, em função da obrigação de devolver o valor arrecadado transitoriamente, 
como os valores de depósitos e cauções, de pagamentos de restos a pagar e de resgate 
de operações de crédito por antecipação de receita orçamentária. Nessa toada, caso uma 
despesa seja empenhada em um exercício e seja paga no exercício seguinte, ela deve ser 
contabilizada como pertencente ao exercício do empenho, e, nesse caso, os restos a pagar 
serão contabilizados como despesa extraorçamentária, já que o empenho foi efetuado 
dentro do orçamento do exercício anterior.
Despesa
Empenhada
Despesa
Liquidada
Despesa
paga
Despesa não 
Liquidada
Despesa
não paga
Restos a pagar não 
processados
Restos a 
pagar processados
Em resumo:
RPP – Restos a Pagar Processados = DESP. EMPENHADA E LIQUIDADA
RPNP – Restos a Pagar Não Processados = DES. SOMENTE EMPENHADA
Veja também de modo esquematizado:
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Processados
No momento da inscrição a despesa 
estava empenhada e liquidada
No momento da inscrição a despesa 
empenhada estava em processo 
de liquidação e sua inscrição está 
condicionada a indicação pelo ordenador 
de despesa da unidade gestora
No momento da inscrição a despesa 
empenhada não estava liquidada e sua 
inscrição está condicionada a indicação 
pelo ordenador de despesa da unidade 
gestora
Não processados
a liquidar
Não processados
em liquidação
Restos
a pagar
(RAP)
O artigo 68 do Decreto n. 93.872/1986 foi objeto de mudanças significativas efetivadas 
por meio do Decreto n. 7.654/2011, do Decreto n.9.428/2018 e do Decreto n. 10.535/2020.
Vamos ver as principais alterações.
1 .4 . PRinciPaiS alteRaçÕeS na leGiSlaçÃO1 .4 . PRinciPaiS alteRaçÕeS na leGiSlaçÃO
As mudanças de 2011 trataram apenas dos restos a pagar não processados. Com a 
edição do Decreto n. 9.428/2018 e do Decreto n. 10.535/2020 foi alterada a sistemática 
dos Restos a Pagar no âmbito na União.
O ponto que merece destaque é o relativo ao instituto da prescrição que, a princípio, 
foi retirado do ordenamento jurídico pelo Decreto n. 9.428/2018 à nível federal, mas 
que merece uma análise mais aprofundada. Dada a grande relevância do tema, esse 
tema será tratado no tópico 1.5 dessa aula.
Vamos às demais principais mudanças:
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1) Não é mais possível que seja feita a inscrição automática de Restos a Pagar Não 
Processados, já que tal inscrição passou a depender da observância de algumas regras do 
Decreto n. 93.872/1986. Confira:
Art. 68. A inscrição de despesas como restos a pagar no encerramento do exercício financeiro 
de emissão da Nota de Empenho depende da observância das condições estabelecidas neste 
Decreto para empenho e liquidação da despesa.
§1º A inscrição prevista no caput como restos a pagar não processados fica condicionada à 
indicação pelo ordenador de despesas”.
Note, portanto, que passa a ser necessária indicação do Ordenador de Despesas, 
e precisam ser observadas as regras do Decreto n. 93.872/1986, que permanecem as 
mesmas, ou seja:
Art. 35. O empenho de despesa não liquidada será considerado anulado em 31 de dezembro, 
para todos os fins, salvo quando:
I – vigente o prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo credor, nele estabelecida;
II – vencido o prazo de que trata o item anterior, mas esteja em cursos a liquidação da despesa, 
ou seja de interesse da Administração exigir o cumprimento da obrigação assumida pelo credor;
III – se destinar a atender transferências a instituições públicas ou privadas;
IV – corresponder a compromissos assumido no exterior.
2) Em regra, os Restos a Pagar Não Processados terão validade até 30 de junho do 
segundo ano subsequente ao da sua inscrição, ou seja, os restos a pagar não processados 
que permaneceram sem ser liquidados serão bloqueados em 30 de junho do segundo ano 
subsequente ao da sua inscrição, mas temos algumas exceções.
Guarde que antes era 31/12 do ano subsequente, no entanto, de 2012 para cá, é 
30/06 do segundo ano subsequente ao da sua inscrição. As mencionadas exceções estão 
previstas no § 3º do artigo 68 do Decreto n. 93.872/86, que regulou a Lei n. 4.320/1964 
nesse aspecto. Confira:
§2º Os restos a pagar inscritos na condição de não processados e que não forem liquidados serão 
bloqueados pela Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda em 30 de junho do 
segundo ano subsequente ao de sua inscrição, e serão mantidos os referidos saldos em conta 
contábil específica no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal – Siafi. 
(Redação dada pelo Decreto n. 9.428, de 2018) (Vigência) (Vide Decreto n. 9.428, de 2018) (Vide 
Decreto n. 10.315, de 2020)
3) Temos aqui as exceções quanto ao bloqueio em 30 de junho do segundo ano 
subsequente à inscrição dos RP não processados. Guarde que permanecem desbloqueados 
mesmo após 30/06 do segundo ano subsequente ao da sua inscrição os RP não processados 
relativos às despesas do Ministério da Saúde, ou decorrentes de emendas individuais 
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impositivas discriminadas com identificador de resultado primário 6, cujos empenhos tenham 
sido emitidos a partir do exercício financeiro de 2016 ou ainda decorrentes de emendas 
de iniciativa de bancada de parlamentares de Estado ou do Distrito Federal impositivas 
discriminadas com identificador de resultado primário 7, cujos empenhos tenham sido 
emitidos a partir do exercício financeiro de 2020
Confira diretamente na literalidade do Decreto as exceções quanto ao bloqueio em 30 
de junho do segundo ano subsequente à inscrição dos RP não processados:
§3º Não serão objeto de bloqueio os restos a pagar não processados relativos às despesas: 
(Redação dada pelo Decreto n. 9.428, de 2018) (Vigência)
I – do Ministério da Saúde; (Redação dada pelo Decreto n. 10.535, de 2020)
II – decorrentes de emendas individuais impositivas discriminadas com identificador de resultado 
primário 6, cujos empenhos tenham sido emitidos a partir do exercício financeiro de 2016; ou 
(Redação dada pelo Decreto n. 10.535, de 2020)
III – decorrentes de emendas de iniciativa de bancada de parlamentares de Estado ou do Distrito 
Federal impositivas discriminadas com identificador de resultado primário 7, cujos empenhos 
tenham sido emitidos a partir do exercício financeiro de 2020. (Incluído pelo Decreto n. 10.535, 
de 2020)
1 .5 . a PReScRiçÃO DOS ReStOS a PaGaR1 .5 . a PReScRiçÃO DOS ReStOS a PaGaR
O Decreto n. 9.428/2018 retirou do ordenamento jurídico federal o instituto da 
prescrição sobre os Restos a Pagar Processados e Não Processados, ao revogar o artigo 
70 do Decreto n. 93.872/1986, que tratava do tema prescrição dos Restos a Pagar.
De acordo com esse normativo, válido para a União, com o fim do instituto da prescrição, 
os restos a pagar processados ficam abertos até o efetivo pagamento.
Pelo que determina esse Decreto, quando da inscrição dos restos a pagar processados, 
como se trata de uma despesa já liquidada que recebeu o ateste, não há necessidade de 
nenhuma confirmação do ordenador de despesas quanto à necessidade de inscrição.
Entretanto, esse entendimento não é pacífico na Doutrina e no meio Jurídico. Boa parte 
dos Doutrinadores e Juristas considera que a prescrição dos Restos a Pagar continua 
sendo de cinco anos, já que esse tema permanece regulado pelo Código Civil (Lei n. 
10.406/2002).
Vamos ver o que o Código Civil, ainda em plena vigência, determina acerca desse tema:
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Art. 206. Prescreve:
(…)
§5º Em cinco anos:
I – a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular;
Importante destacar que a contagem do prazo prescricional deve ter início no momento 
da inscrição dos Restos a Pagar (31/12), e não no momento do empenho.
Nessa toada, a inscrição em restos a pagar deve ser feita na data do encerramento do 
exercício financeiro (31/12) de emissão da nota de empenho, mediante registros contábeis, 
conforme dispõe o artigo 68 do Decreto n. 9.428/2018.
Confira, com grifos nossos:
Art. 68. A inscrição de despesas como restos a pagar no encerramento do exercício financeiro 
de emissão da Nota de Empenho depende da observância das condições estabelecidas neste 
Decreto para empenho e liquidação da despesa.
Assim, para boa parte da Doutrina, apesar da revogação do artigo 70 do Decreto 
n. 93.872/1986, considerando o disposto no Código Civil, permanece válido o prazo 
prescricional de cinco anos para os restos a pagar, contado da data de sua inscrição 
(31/12 do ano de da emissão da nota de empenho).
1 .6 . cancelamentO e “ReinScRiçÃO” DOS ReStOS a PaGaR1 .6 . cancelamentO e “ReinScRiçÃO” DOS ReStOS a PaGaR
Merece destaque o fato de que o ordenamento jurídico federal passou a contar com o 
instituto da “reinscrição” dos restos a pagar que não processados, que bloqueadose que 
ainda não foram cancelados. Nessas situações, as unidades gestoras responsáveis pelos 
saldos dos restos a pagar bloqueados podem desbloqueá-los de modo a reinscrevê-los.
Em contraste, caso os restos a pagar inscritos em anos anteriores sejam cancelados, 
inexiste possibilidade de “reinscrição”, podendo, entretanto, o fornecedor se habilitar, 
entretanto, para pagamento via DEA – Despesas de Exercícios Anteriores.
2. DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES – DEA2. DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES – DEA
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De acordo com o MCASP, as Despesas de Exercícios Anteriores são despesas cujos fatos 
geradores ocorreram em exercícios anteriores àquele em que deva ocorrer o pagamento.
Em outras palavras, como o próprio nome sugere, as DEAs – Despesas de Exercícios 
Anteriores são dívidas resultantes de compromissos gerados em exercícios financeiros 
anteriores a aqueles em que ocorrerão os pagamentos.
Podemos dizer que DEAs são despesas cujas obrigações se referem a anos anteriores, 
mas que não foram nem mesmo empenhadas, ou tiveram seus empenhos cancelados, 
seja indevidamente ou por falta de saldo financeiro para sua inscrição em restos a pagar.
Note que, diferentemente de restos a pagar, quando tivemos necessariamente o 
empenho, no caso das DEAs, nem mesmo o empenho foi realizado ou, se realizado, foi 
cancelado.
Em outras palavras, DEAs são as despesas de exercícios encerrados, a quais a LOA e 
Créditos Adicionais consignavam crédito próprio com saldo suficiente para atendê-las, 
mas que não fora processado tempestivamente ou na época própria.
Note ainda que, diferentemente de restos a pagar, que são inscritos somente no final 
de cada exercício (31/12), no caso das DEAs o reconhecimento se dá durante o exercício.
Além dessa primeira situação, temos também os Restos a Pagar com prescrição 
interrompida e os compromissos somente reconhecidos após o encerramento do exercício 
correspondente.
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DeSPeSaS De eXeRcÍciOS anteRiOReS
Compromissos
reconhecidos após
o encerramento
do exercícios
Despesas
de exercícios
anteriores
Despesas que não se 
tenham processados
na época própria
Restos a pagar
com prescrição
interrompida
008. 008. (CESPE/STJ/ANALISTA/2018) Julgue o item, relativo a receita e despesa públicas.
Uma despesa que for regularmente inscrita em restos a pagar ao final do exercício financeiro 
terá de ser contabilizada como despesas de exercícios anteriores no exercício em que 
ocorrer o pagamento.
Restos a pagar e Despesas de Exercício anteriores não são a mesma coisa. Restos a 
pagar são despesas empenhadas e que não foram pagas até o fim do exercício. Apenas, 
eventualmente, um valor relativo a Restos a pagar com prescrição interrompida, pode ser 
atendida à conta de DEA.
Vamos ver os conceitos na Lei n. 4.320/1964, com grifos nossos:
Art. 36. Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 
de dezembro distinguindo-se as processadas das não processadas.
Art. 37. As despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava 
crédito próprio, com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham processado na 
época própria, bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida e os compromissos 
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reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente poderão ser pagos à conta de 
dotação específica consignada no orçamento, discriminada por elementos, obedecida, sempre 
que possível, a ordem cronológica.
Errado.
De acordo com o artigo 37 da Lei n. 4.320/1964, as DEAs podem ser pagos à conta 
de dotação específica consignada na LOA, com a devida discriminação dos elementos, e 
obedecida, sempre que possível, a ordem cronológica. Confira:
Art. 37. As despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava 
crédito próprio, com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham processado na época 
própria, bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida e os compromissos reconhecidos 
após o encerramento do exercício correspondente poderão ser pagos à conta de dotação 
específica consignada no orçamento, discriminada por elementos, obedecida, sempre que 
possível, a ordem cronológica.
Assim, classificam-se como despesas de exercícios anteriores aquelas que podem ser 
atendidas à conta de dotação específica consignada no orçamento anual do Estado ou em 
Créditos Adicionais, desde que reconhecido o direito do requerente, e ainda:
1) As despesas de exercícios JÁ encerrados para as quais o orçamento respectivo 
consignava crédito próprio com saldo suficiente para atendê-las, MAS que, por motivo 
superveniente, não tenha sido empenhado na época própria, DESDE que o fornecimento 
do material, a prestação do serviço ou execução da obra JÁ tenha efetivamente ocorrido. 
Normalmente, são aquelas cujo empenho tenha sido considerado subsistente e anulado 
no encerramento do exercício correspondente, mas que, dentro do prazo estabelecido, o 
fornecedor (credor) tenha cumprido a sua obrigação.
2) Aqueles Restos a Pagar com prescrição interrompida.
EXEMPLO
Como exemplo, podemos citar o caso dos restos a pagar não processados que foram cancelados 
por erro. Assim, para fins de prescrição não se considera a data da inscrição dos restos a pagar 
não processados, mas sim a data de reconhecimento do fato gerador após o vencimento.
3) Os compromissos somente reconhecidos após o encerramento do exercício, DESDE 
QUE que tenham decorrido de situação ou fato independente da vontade do ordenador da 
despesa. Normalmente, refere-se àquela obrigação de pagamento criada em virtude de 
lei, mas que somente teve reconhecido o direito de reclamante após o encerramento do 
exercício correspondente.
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Diferentemente dos Restos a Pagar, as despesas de exercícios anteriores não foram 
empenhadas ou, se foram, tiveram seus empenhos anulados ou cancelados.
EXEMPLO
Podemos citar como exemplo desse tipo de DEA aquela situação em que o servidor faz jus 
a receber um valor de auxílio natalidade pelo nascimento de seu filho em novembro de X1, 
mas só entrega os documentos relativos ao nascimento em fevereiro de X2.
Guarde que, para o regular pagamento de uma DEA, a correspondente despesa deve 
ser empenhada novamente, ou seja, a DEA entra no orçamento vigente à época do efetivo 
pagamento.
DICA
existe, portanto, a necessidade de nova autorização 
orçamentária .
Ressalte-se que, na classificação por natureza da despesa, existe um elemento de 
despesa específico “despesas de exercícios anteriores”.
O pagamento de despesas de exercícios anteriores se processa nos mesmos modos das 
demais despesas orçamentárias, já que são despesas orçamentárias, diferentemente do 
pagamento de restos a pagar que são despesas extraorçamentárias.
Como é uma despesa de exercícios anteriores, faz-se necessária a abertura de um 
processo administrativo que contemple toda a documentação relativa ao direito 
do credor.
Importante salientar que a autoridade competentepara o reconhecimento de despesas 
de exercícios anteriores no âmbito da administração direta do Poder Executivo Estadual 
é o Secretário de Estado das Finanças, e nos demais Poderes, os respectivos ordenadores 
de despesa (vide tópico específico sobre ordenador de despesas).
Já no caso das Autarquias, Fundações e demais órgãos da administração indireta, 
compete ao respectivo dirigente o reconhecimento de dívidas de exercícios anteriores 
em relação a despesas custeadas com “Recursos Próprios” da entidade e ao Secretário de 
Estado das Finanças quando se tratar de despesas custeadas com “Recursos do Tesouro”.
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Importante destacar, ainda, que uma despesa de exercício anterior qualquer só pode 
ser reconhecida pelo Secretário de Finanças se presente declaração do titular do órgão 
beneficiário da despesa de que reconhece e atesta a entrega do bem, a realização do 
serviço ou da obra, sendo tal declaração, para todos os fins de direito, considerada como 
liquidação da despesa.
009. 009. (CESPE/IPHAN/ANALISTA/2018) A respeito dos mecanismos de execução e controle 
orçamentários, julgue o item que se segue.
O reconhecimento da obrigação de pagamento das despesas de exercícios anteriores cabe 
à autoridade competente para empenhar a despesa.
A resposta está na literalidade do artigo 22 do Decreto n. 93.872/1986. Confira, com grifos 
nossos:
Art. 22. As despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava 
crédito próprio com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham processado na época 
própria, bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida, e os compromissos reconhecidos 
após o encerramento do exercício correspondente, poderão ser pagos à conta de dotação 
destinada a atender despesas de exercícios anteriores, respeitada a categoria econômica 
própria (Lei n. 4.320/1964, art. 37).
§1º O reconhecimento da obrigação de pagamento, de que trata este artigo, cabe à autoridade 
competente para empenhar a despesa.
§2º Para os efeitos deste artigo, considera-se:
a) despesas que não se tenham processado na época própria, aquelas cujo empenho tenha sido 
considerado insubsistente e anulado no encerramento do exercício correspondente, mas que, 
dentro do prazo estabelecido, o credor tenha cumprido sua obrigação;
b) restos a pagar com prescrição interrompida, a despesa cuja inscrição como restos a pagar 
tenha sido cancelada, mas ainda vigente o direito do credor;
c) compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício, a obrigação de pagamento 
criada em virtude de lei, mas somente reconhecido o direito do reclamante após o encerramento 
do exercício correspondente.
Certo.
Após o reconhecimento da DEA, temos o detalhamento do crédito orçamentário, e 
só depois é emitida a respectiva Nota de Empenho, sendo o processo enviado para 
liquidação e pagamento.
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As DEAs, embora sejam relativas às despesas de anos anteriores, são despesas 
orçamentárias, já que a emissão da Nota de Empenho foi efetuada utilizando dotação 
orçamentária do ano corrente.
Confira agora como o Decreto n. 93.872/1986 regulamenta o artigo 37 da Lei n. 4.320/1964:
Art. 22. As despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava 
crédito próprio com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham processado na época 
própria, bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida, e os compromissos reconhecidos 
após o encerramento do exercício correspondente, poderão ser pagos à conta de dotação 
destinada a atender despesas de exercícios anteriores, respeitada a categoria econômica própria 
(Lei n. 4.320/1964, art. 37).
§1º O reconhecimento da obrigação de pagamento, de que trata este artigo, cabe à autoridade 
competente para empenhar a despesa.
§2º Para os efeitos deste artigo, considera-se:
a) despesas que não se tenham processado na época própria, aquelas cujo empenho tenha sido 
considerado insubsistente e anulado no encerramento do exercício correspondente, mas que, 
dentro do prazo estabelecido, o credor tenha cumprido sua obrigação;
b) restos a pagar com prescrição interrompida, a despesa cuja inscrição como restos a pagar 
tenha sido cancelada, mas ainda vigente o direito do credor;
c) compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício, a obrigação de pagamento 
criada em virtude de lei, mas somente reconhecido o direito do reclamante após o encerramento 
do exercício correspondente.
De acordo com o MCASP:
O reconhecimento da obrigação de pagamento das despesas com exercícios anteriores, pela 
autoridade competente (a mesma autoridade competente para empenhar a despesa), deverá 
ocorrer em procedimento administrativo específico, sendo necessário, no mínimo, os seguintes 
elementos:
a. Identificação do credor/favorecido;
b. Descrição do bem, material ou serviço adquirido/contratado;
c. Data de vencimento do compromisso;
d. Importância exata a pagar;
e. Documentos fiscais comprobatórios;
f. Certificação do cumprimento da obrigação pelo credor/favorecido;
g. Motivação pelo qual a despesa não foi empenhada ou paga na época própria.
Confira agora uma tabela comparativa entre Restos a Pagar e DEAs e seu efeito no 
orçamento:
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Critério Restos a pagar DEAs
No Registro do empenho Despesa Orçamentária Despesa Orçamentária
Quando emite a Nota de 
Empenho
No ano da despesa Em ano posterior
Quando do pagamento Despesa Extraorçamentária Despesa Orçamentária
3 . DÍViDa atiVa3 . DÍViDa atiVa
3 .1 . cOnceitOS iniciaiS3 .1 . cOnceitOS iniciaiS
Antes de mais nada, precisamos saber o que é essa tal de Dívida Ativa.
A Dívida Ativa é um termo usado para se referir aos valores que a Fazenda Pública de 
um Ente tem para receber de terceiros, sejam eles de natureza tributária ou não.
Em outras palavras, podemos dizer que dívida ativa é composta pelos créditos a 
favor da Fazenda Pública, cuja certeza e liquidez foram apuradas, e que não foram 
recebidos nas datas pactuadas. Como a recuperação desses valores gera um impacto 
positivo, consistindo em créditos a receber, deve ser contabilmente alocada no ativo. Daí 
vem o nome: dívida (a receber) ativa.
Não confunda Dívida Ativa com a Dívida Pública (Passiva), que representa obrigações do Ente 
Público para com terceiros. A Dívida Ativa abrange os créditos a favor da Fazenda Pública, 
cuja certeza e liquidez foram apuradas, por não terem sido efetivamente recebidos nas 
datas legalmente previstas.
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DICA
minha dica para facilitar a compreensão do tema é que 
você veja o procedimento de inscrição em dívida ativa 
como sendo um ato jurídico que serve legitimar a origem 
do crédito em favor da Fazenda Pública, dotando todo o 
procedimento dos requisitos jurídicos inerentes às ações de 
cobrança do mencionado crédito a que a fazenda pública 
sabidamente tem direito .
Em sentido amplo, o tema “dívida ativa” pode ser visto como sendo uma espécie de 
crédito público, cuja matéria é definida na Lei n. 4.320/1964, mas ondea sua gestão 
econômica, orçamentária e financeira resulta de uma combinação de critérios estabelecidos 
em diversos outras normas.
Nessa pegada, quando o crédito é de natureza não tributária, tem -se a Dívida Ativa 
não Tributária, mas se o crédito for de natureza tributária, temos uma Dívida Ativa 
Tributária tratada no artigo 201 do CTN – Código Tributário Nacional.
Caro(a) aluno(a), preciso dizer logo de início que todos os dispositivos constitucionais 
e legais que forem mencionados durante a aula precisam ser memorizados, pois a banca 
cobra com frequência a sua literalidade nas provas. Durante a resolução das questões, 
principalmente, reproduzirei à exaustão os dispositivos mais cobrados em provas anteriores.
Importante fixar, logo de início, que a Dívida Ativa não tributária representa os créditos 
a que faz jus a Fazenda Pública que não são oriundos de tributos, tais como os originários 
de foros, laudêmios, aluguéis, preços públicos, indenizações, dentre outros.
Por seu turno, a Dívida Ativa tributária refere -se a tributos, seus adicionais e multas 
decorrentes do seu não pagamento.
Guarde que a execução judicial para cobrança da dívida ativa da União, dos estados, do 
DF, dos municípios e de suas respectivas autarquias é regulada pela LEF – Lei de Execuções 
Fiscais (Lei n. 8.630/1980) e, subsidiariamente, pelo Código de Processo Civil.
Registre-se que o artigo 2º da LEF – Lei de Execuções Fiscais (Lei 8.630/1980) nos 
informa que é Dívida Ativa da Fazenda Pública aquela definida no artigo 39, § 2º, da Lei 
n. 4.320/1964. Veja:
Art. 2º Constitui Dívida Ativa da Fazenda Pública aquela definida como tributária ou não tributária 
na Lei n. 4.320/1964, com as alterações posteriores, que estatui normas gerais de direito 
financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, 
dos Municípios e do Distrito Federal.
No caso da Dívida Ativa da União, ela é composta por todos os créditos desse ente, sejam 
eles de natureza tributária ou não-tributária, regularmente inscritos pela Procuradoria-
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Geral da Fazenda Nacional, depois de esgotado o prazo fixado para pagamento, pela lei 
ou por decisão proferida em processo regular.
Podemos afirmar que a Dívida Ativa é o conjunto de débitos de pessoas jurídicas e físicas 
com órgãos públicos não pagos espontaneamente, sejam eles de natureza tributária ou não.
Nessa pegada, de acordo com o devido processo legal, a Procuradoria Geral da Fazenda 
confere a estes débitos certeza, liquidez e exigibilidade, o que lhes permite ingressar 
judicialmente contra o contribuinte, em processo de Execução Fiscal (regulado pela LEF).
Vale destacar que, por ocasião da inscrição, o contribuinte recebe um Documento com as 
informações sobre o débito, incluindo o endereço e telefone da Procuradoria para contato.
A dívida inscrita em dívida ativa é identificada por um número específico, para sua 
identificação e acompanhamento do processo.
Caro(a) aluno(a), se você possui débitos inscritos na dívida ativa da União, sinto informar 
que você será incluído no CADIN – Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor 
Público Federal, um banco de dados onde são registrados os nomes dos contribuintes 
responsáveis por débitos perante órgãos e entidades federais.
As pessoas que estão no Cadin não conseguem ter acesso à Certidão de Regularidade 
Fiscal, também conhecida como Certidão Negativa de Débitos, e ficam impedidos de 
contratar financiamentos públicos como o FIES – Fundo de Financiamento Estudantil.
Entretanto, o contribuinte que discordar do montante do débito poderá protocolar, 
perante a unidade de atendimento competente, requerimento de revisão de débito inscrito 
em Dívida Ativa, juntamente com os documentos comprobatórios do pedido, no entanto, 
de acordo com o artigo 151 do CTN, um eventual pedido de revisão não tem condão de 
suspender a exigibilidade do débito tributário.
Uma pergunta que vem à nossa cabeça é:
Quais são os créditos que devem ser inscritos na Dívida ativa?Quais são os créditos que devem ser inscritos na Dívida ativa?
Para responder a essa pergunta nos socorremos aos ditames da Lei n. 4.320/1964 que, 
em seu artigo 39, § 2º, descreve (grifos nossos) a dívida ativa da União tributária e 
não-tributária:
Art. 39. Os créditos da Fazenda Pública, de natureza tributária ou não tributária, serão 
escriturados como receita do exercício em que forem arrecadados, nas respectivas rubricas 
orçamentárias.
§1º Os créditos de que trata este artigo, exigíveis pelo transcurso do prazo para pagamento, 
serão inscritos, na forma da legislação própria, como Dívida Ativa, em registro próprio, após 
apurada a sua liquidez e certeza, e a respectiva receita será escriturada a esse título.
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§2º Dívida Ativa Tributária é o crédito da Fazenda Pública dessa natureza, proveniente de obrigação 
legal relativa a tributos e respectivos adicionais e multas, e Dívida Ativa não Tributária são os 
demais créditos da Fazenda Pública, tais como os provenientes de empréstimos compulsórios, 
contribuições estabelecidas em lei, multa de qualquer origem ou natureza, exceto as tributárias, 
foros, laudêmios, aluguéis ou taxas de ocupação, custas processuais, preços de serviços prestados 
por estabelecimentos públicos, indenizações, reposições, restituições, alcances dos responsáveis 
definitivamente julgados, bem assim os créditos decorrentes de obrigações em moeda estrangeira, 
de sub-rogação de hipoteca, fiança, aval ou outra garantia, de contratos em geral ou de outras 
obrigações legais.
 
Importante registrar que a lista descrita no referido artigo não pretende ser exaustiva, 
sendo que todos os créditos devidos ao Estado devem ser inscritos em Dívida Ativa, 
salvo exceções legais expressas.
A Lei n. 4.320/1964 continua tratando da Dívida Ativa nos parágrafos 3º, 4º e 5º do 
artigo 39:
§3º O valor do crédito da Fazenda Nacional em moeda estrangeira será convertido ao 
correspondente valor na moeda nacional à taxa cambial oficial, para compra, na data da notificação 
ou intimação do devedor, pela autoridade administrativa, ou, à sua falta, na data da inscrição 
da Dívida Ativa, incidindo, a partir da conversão, a atualização monetária e os juros de mora, de 
acordo com preceitos legais pertinentes aos débitos tributários.
§4º A receita da Dívida Ativa abrange os créditos mencionados nos parágrafos anteriores, 
bem como os valores correspondentes à respectiva atualização monetária, à multa e juros 
de mora e ao encargo de que tratam o art. 1º do Decreto-lei n. 1.025, de 21 de outubro de 1969, 
e o art. 3º do Decreto-lei n. 1.645, de 11 de dezembro de 1978
5º A Dívida Ativa da União será apurada e inscrita na Procuradoria da Fazenda Nacional.
Note que no § 4º resta claro que a dívida ativa compreende, além do valor principal, 
atualização monetária, juros, multa e demais encargos previstos. Entretanto, guarde, 
ainda, que o valor relativo às custas e aos emolumentos foi dispensado para os atos judiciais 
da Fazenda Pública, como expresso no artigo 39 da Lei de Execuções Fiscais.
Destaque-se, ainda, que na classificação por natureza da receita, a dívida ativa é 
identificada pelo 8º dígito, denominado de “tipo”:
• Tipo 0: quando se tratar de natureza de receita não valorizável ou agregadora.
• Tipo 1: quando se tratar da arrecadação Principal da receita.
• Tipo 2: quando se tratar de Multas e Juros de Mora da respectiva receita.
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• Tipo 3: quando se tratar de Dívida Ativa da respectiva receita.
• Tipo 4: quando se tratar de Multas e Juros de Mora da Dívida Ativa da respectiva 
receita.
• Tipo 5: quando se tratar das Multas da respectiva receita quando a legislação pertinente 
diferenciar a destinação das Multas da destinação dos Juros de Mora, situação na 
qual não poderá ser efetuado registro de arrecadação no Tipo “2 – Multas e Juros 
de Mora”.
• Tipo 6: quando se tratar dos Juros de Mora da respectiva receita, quando a legislação 
pertinente diferenciar a destinação das Multas da destinação dos Juros de Mora, 
situação na qual não poderá ser efetuado registro de arrecadação no Tipo “2 – Multas 
e Juros de Mora”.
• Tipo 7: quando se tratar das Multas da Dívida Ativa da respectiva receita, quando a 
legislação pertinente diferenciar a destinação das Multas da Dívida Ativa da destinação 
dos Juros de Mora da Dívida Ativa, situação na qual não poderá ser efetuado registro 
de arrecadação no Tipo “4 – Multas e Juros de Mora da Dívida Ativa”.
• Tipo 8: quando se tratar dos Juros da Dívida Ativa da respectiva receita, quando a 
legislação pertinente diferenciar a destinação das Multas da Dívida Ativa da destinação 
dos Juros de Mora da Dívida Ativa, situação na qual não poderá ser efetuado registro 
de arrecadação no Tipo “4 – Multas e Juros de Mora da Dívida Ativa”.
• Tipo 9: quando se tratar de desdobramentos que poderão ser criados, caso a caso, 
pela Secretaria de Orçamento Federal mediante Portaria específica.
Importante destacar que o registro do ingresso de recursos nos cofres do respectivo ente 
público (quando da respectiva arrecadação) deve ser efetuado por meio do uso dos Tipos 
de Receita identificados por “1”, “3”, “5”, “6”, “7” e “8”, de modo a que o recolhimento 
da respectiva multa seja efetuado utilizando o código específico para separá-lo do valor 
relativo aos Juros de Mora das respectivas receitas.
Embora o procedimento recomendado pelo MCASP seja o descrito no parágrafo anterior, 
admite-se, em regime de exceção, que o órgão ou entidade faça o recolhimento em 
conjunto das Multas e dos Juros de Mora, sob o mesmo código, usando os Tipos de Receita 
identificados por “2” e “4”, mas somente nos casos em que os recursos tanto das Multas 
quanto dos Juros de Mora sejam objeto das mesmas normas de aplicação no que diz respeito 
à despesa.
DICA
Note que a dívida ativa não deve ser classificada como 
“Outras Receitas correntes” ou Outras Receitas de capital”, 
como já foi no passado .
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Manuel Piñon
em suma, a receita com dívida ativa deve acompanhar a 
classificação da receita que a deu origem (principal) pelo 
não recebimento no momento adequado, como receita de 
aluguel e receita de impostos .
Tanto a União como os Estados, DF e Municípios devem dispor sobre competências 
de órgãos e entidades para gestão administrativa e judicial da sua dívida ativa.
É de responsabilidade do órgão ou unidade do ente público responsável pelo crédito a 
iniciativa relativa à efetivação dos lançamentos contábeis e o conjunto de procedimentos 
de registro e acompanhamento dos créditos da dívida desde a efetivação até o momento 
da inscrição propriamente dita em dívida ativa.
Merece destaque também o fato de que, no âmbito de um mesmo ente federativo, o 
envio dos valores para o órgão ou unidade competente para inscrição tem tratamento de 
transferência de gestão de créditos. 
DICA
no âmbito contábil, guarde que a mera inscrição do crédito 
em dívida ativa é um fato contábil permutativo, já que não 
altera o valor do PL – Patrimônio Líquido do ente público .
Nessa linha de raciocínio, do ponto de vista contábil, note que enquanto no órgão ou 
entidade de origem é baixado o valor a receber tendo como contrapartida uma variação 
patrimonial diminutiva, no órgão ou entidade competente para inscrição é reconhecido o 
crédito de dívida ativa tendo como contrapartida uma variação patrimonial aumentativa. 
Assim, levando em consideração o ente em si, temos apenas a troca do crédito a receber 
não inscrito pelo crédito inscrito em dívida ativa, não gerando nenhuma mudança 
quantitativa do patrimônio líquido da entidade.
Nessa toada, note que a inscrição nada mais é do que um ato de controle administrativo 
da legalidade efetivado pelo órgão competente para apurar a liquidez e certeza do crédito, 
para suspender a sua prescrição por 180 dias ou até a distribuição da execução fiscal, o 
que ocorrer primeiro.
Após falarmos da inscrição e do seu registro contábil, passemos para o tratamento 
das “baixas da dívida ativa”, que podem ocorrer por alguns motivos como o recebimento, 
a concessão de abatimentos ou de anistias, ou ainda pelo cancelamento administrativo 
ou judicial da inscrição.
A melhor de todas para a entidade, claro, é o recebimento do valor, que pode ser 
efetivada de 2 maneiras: em espécie ou em bens, seja pela adjudicação ou pela dação 
em pagamento.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Do ponto de vista orçamentário, a receita relativa à dívida ativa pertence ao exercício 
em que for arrecadada.
Para aqueles recebimentos de dívida ativa na forma de bens, se existir previsão de 
receita orçamentária específica para esta transação, deve também haver registro de 
receita orçamentária ainda que não tenha havido o ingresso de recursos financeiros, 
bem como a incorporação do bem ou direito correspondente com reconhecimento da 
despesa orçamentária respectiva.
Outra possibilidade é fazer uma compensação de créditos inscritos em dívida ativa 
com créditos contra a Fazenda Pública, sendo, nesse caso, um mero fato permutativo no 
ente público.
Agora vamos ver casos em que temos diminuição dos valores originalmente inscritos 
em dívida ativa, que não decorrem do efetivo recebimento.
O abatimento ou a anistia depende de autorização legal, levando em consideração 
as limitações impostas pelo artigo que trata da renúncia de receitas na LRF, gerando, em 
regra, redução do PL do ente.
No caso de um cancelamento do crédito inscrito em dívida ativa, seja qual for a sua motivação, 
temos como efeito a sua extinção, o que gera uma redução do patrimônio líquido do ente.
Vamos, agora, ter uma visão geral esquematizada de como funciona a classificação 
e a gestão da Dívida Ativa da União.
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Importante conhecermos os principais aspectos relativos ao Termo de Inscrição da 
Dívida Ativa, que autenticado pela autoridade competente, indicará obrigatoriamente:
I – O nome do devedor e, sendo caso, o dos corresponsáveis, bem como, sempre que 
possível, o domicílio ou a residência de um e de outros;
II – A quantia devida e a maneira de calcular os juros de mora acrescidos;
III – A origem e natureza do crédito, mencionada especificamente a disposição da lei 
em que seja fundado;
IV – A data em que foi inscrita;
V – Sendo caso, o número do processo administrativo de que se originar o crédito.
Guarde que a omissão de quaisquer dos requisitos previstos, ou o erro a eles relativo, 
são causas de nulidade da inscrição e do processo de cobrança dela

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