Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

PSICOLOGIA
Isadora Vieira Teixeira da Silva - 2023121494
Joyce Cristina da Silva Santiago Martins - 2021218566
Karina Hellen Santos de Lima - 2020216150
Karô Demetrios Sitas - 2023223212
Kaylane Fortunato Trindade da Silva - 2022118994
Rebeca Sara de Souza Santos Leopoldino - 2024124476
ÁREAS INOVADORAS: PSICOLOGIA PERINATAL
Trabalho de graduação apresentado
à Universidade Castelo Branco
como parte dos requisitos
necessários ao cumprimento
do curso de Psicologia,
sob a orientação do Professor
Luis Eduardo Ribeiro.
Rio de Janeiro
2024
SUMÁRIO:
I- INTRODUÇÃO…………………………………………………………….………03
II- PSICOLOGIA PERINATAL, QUANDO SURGIU? …………………..……...03
III- RELAÇÃO COM O TEXTO DE CECÍLIA COIMBRA…..…………….……..05
IV- ALGUNS DADOS SOBRE PSICOLOGIA PERINATAL……………………06
V- A IMPORTÂNCIA DO VÍNCULO ENTRE MÃE E BEBÊ…………………….07
VI- CONCLUSÃO ………………………………………………………….…..…….08
VII- BIBLIOGRAFIA …………………………………………………………………09
I- INTRODUÇÃO
Este trabalho propõe o que é a psicologia perinatal e sua relação com o texto de
Cecília Coimbra “Das essências às multiplicidades: especialismo psi e produções de
subjetividades”.. A psicologia perinatal é uma área da psicologia que se concentra
nos aspectos emocionais , sociais e psicológicos relacionados à gravidez, parto e
período pós-parto. Ela aborda uma ampla gama de questões que podem surgir
durante essa fase da vida, tanto para os pais quanto para o bebê.
Inicialmente a psicologia perinatal começou estudando os fenômenos psicológicos
que ocorrem na gestação, parto e pós-parto, porém com os estudos foi percebido
que esta área não está presa apenas a este ciclo, e sim, a todo um contexto familiar,
pois há diversas situações que não entram neste ciclo, mas que são de suma
importância para esta área, como por exemplo, questões pré-gestacionais como a
adoção, o planejamento familiar, mulheres que estão na situação de tentantes na
reprodução humana assistida e pós-gestacionais como o desenvolvimento do bebê
e práticas educativas parentais. Por estas razões, a palavra PARENTALIDADE foi
inserida neste contexto para um melhor entendimento e uma melhor inclusão.
A psicologia perinatal é uma área nova que estuda os fenômenos relacionados aos
processos psicológicos da gestação, parto e pós-parto. O atendimento psicológico
perinatal pode ser feito a mulheres, pais ou casais, e pode ajudar a lidar com as
mudanças que ocorrem durante esse período. (“Caroline Kowalski - Exaustão Materna
- Psicóloga de Mãe”, 2024).
II- PSICOLOGIA PERINATAL, QUANDO SURGIU?
A psicologia perinatal é uma área de estudo da psicologia considerada nova que
teve suas primeiras aparições no Brasil no final da década de 70 através da
psicóloga Maria Tereza Maldonado, em seguida, na década de 80, Fátima Bortoletti
acaba trazendo mais contribuições para o desenvolvimento do departamento de
psicologia obstetrícia, já na década de 90, Vera Iaconelli, uma psicanalista
renomada, passa a ser outro grande nome nessa área. A área perinatal de estudo do
desenvolvimento humano tem como foco os FENÔMENOS PSICOLÓGICOS
envolvidos ao entorno do nascimento, como gestação, parto e pós-parto. Trata-se
de um estudo que abrange também os fenômenos da PARENTALIDADE como o
processo de adoção, desenvolvimento infantil e planejamento familiar. Logo,
estuda-se a perinatalidade e a transição para a parentalidade. (“Psicologia Perinatal.
Mas, afinal, o que é isso? | Instituto Palie Concept”, 2022)
Trabalhar com perinatalidade é trabalhar com formações de famílias onde se tem,
tentantes, adotantes, gestantes com sua rede de apoio. Engloba questões
relacionadas ao parto e pós-parto, puerpério, luto, adoção, reprodução assistida e
adaptações. Em geral, trata-se de uma área de acolhimento, psicoeducação,
informação, prevenção, e quando necessário, psicoterapia.
As transformações que ocorrem nesta fase não são apenas físicas, são também
transformações que afetam a vida financeira, psíquica, familiar e social. Sabemos
que as questões biológicas são bem assistidas pelos médicos e cabe ao psicólogo
perinatal acompanhar esta gestação, focando na saúde mental dos indivíduos que
compõem esta gestação. Pensando que as intensas mudanças na vida desta
família, mãe ou pai podem vir acompanhadas de adoecimento psíquico, Fátima
Bortolleti estudou a psicoprofilaxia do parto (técnica da década de 70), aprimorou e
passou a chamá-la de pré-natal psicológico, que consiste no
acompanhamento/acolhimento à gestante, casais grávidos e familiares do casal
(rede de apoio) visando oferecer orientação psicológica e preventiva às alterações
emocionais significativas próprias desse período e/ou evitar a sua cronificação no
pós-parto. (SHIAVO, 2020)
A grande importância de realizar o pré-natal psicológico é que ele permite o acesso
às informações relevantes para essa etapa da vida. Com o acolhimento de forma
ativa e humanizada o profissional consegue acessar os medos, conflitos e angústias
familiares. Além disso, conduz o processo de autoconhecimento e dá suporte para
que os processos de transição e transformação sejam vividos com mais
tranquilidade.
III- RELAÇÃO DA PSICOLOGIA PERINATAL COM O TEXTO DAS ESSÊNCIAS
ÀS MULTIPLICIDADES ESPECIALISMOS PSI E PRODUÇÃO DE
SUBJETIVIDADE DE CECÍLIA COIMBRA
O objetivo da psicologia perinatal é prevenir as alterações emocionais significativas
em mulheres neste período, saber identificar essas alterações e ter ferramentas
para auxiliar e guiar a mulher caso ela já esteja em sofrimento psíquico, em suma,
ela existe para tratar, prevenir e orientar. Esses cuidados se estendem ao bebê
também. Com tudo, pode-se dizer que como sujeitos estamos sempre em uma
relação com o outro e isso gera sentimentos e emoções que são “bons” ou “ruins”,
mas que são vitais para a nossa existência. Em diversas ocasiões em que pode-se
pensar em parentalidade, a gestação e a ideia de família tradicional se sobressai,
contudo focando na figura materna podemos perceber que há mais mudanças na
vida deste indivíduo do que em qualquer outro e mesmo que tudo ocorra bem, ainda
existe o peso enorme de se tornar mãe, um peso que é familiar, social e cultural e
não poderíamos nos espantar com toda a alteração emocional que ocorre na
mesma, então comparando com que o texto de Cecília nos traz “meritocracia, onde
tudo depende da capacidade e da eficiência individual. Cada um passa a ser
responsável pelo que é e pelo que consegue fazer. Hoje, no neoliberalismo,
exige-se que esse homem seja cada vez mais flexível. O fracasso e o sucesso são,
então, considerações individuais associadas ao bem e ao mal.” Com certeza essa
mãe vai precisar de auxílio e não somente psicológico, mas também social e
econômico.
Segundo, portanto, esta concepção, não entendemos o sujeito como possuidor de
uma natureza ou essência. Ao contrário, ele é produzido e produtor, nunca pensado
como algo acabado, mas em constante movimento e, assim, com ilimitadas
possibilidades de ser.
A concepção de homem hegemônica na psicologia é de um ser histórico, abstrato,
tendo uma existência em si e que se refere ao homem que pergunta: quem sou eu?
Qual é o meu desejo? Por que desejo? Pretende-se, com isso, chegar a uma
verdade sobre si, a um essencialismo. Da mesma forma, a psicologia pergunta:
quem é esse homem? Como e qual é o seu mundo interno? E o seu íntimo?
Acreditando que tem possibilidade de atingir o âmago do ser nomeado sujeito.
Produzem essas normas de modo ruidoso e, mesmo, incômodo. Uma das
estratégias utilizadas pelas práticas psi é o que Rolnik (1989) chama de “síndrome
da carência-captura” onde ao discurso da falta e da desqualificação associa-se a
imposição de modelos. Cabe ao especialista preencher e/ou assinalar a existência
dessa lacuna ou déficit. Cabe a ele induzir – muitas vezes, através das
interpretações – o outro a conviver com a falta, a aceitá-la; às vezes, preenchê-la
com o que é “adequado” e ser “como deve ser”.
IV- ALGUNS DADOS SOBRE PSICOLOGIA PERINATAL
O número de psicólogosperinatais no Brasil é escasso, há 400 MIL PSICÓLOGOS
no país atuando com CRP ativo, menos de dois mil aprenderam algo sobre
psicologia perinatal e menos de mil estão atuando na área. A realidade se torna
preocupante quando consideramos a área como POTENCIAL para salvar vidas,
PREVENIR problemas de saúde mental, TRANSFORMAR a realidade do país e
somente 0,5% dos psicólogos estão atuando diretamente com essa demanda.
A situação da saúde mental das gestantes no Brasil antes da pandemia causada
pelo (Covid-19) já era preocupante. Cerca de 65% das gestantes apresentavam
alterações significativas como o estresse, 35% sintomas de alta ansiedade e 25%
sintomas de depressão, ou seja, números alarmantes que mostram a necessidade
de mais psicólogos perinatais para atender com qualidade essa demanda. Durante
a pandemia, essas porcentagens se ELEVARAM ainda mais. Gestantes que
apresentavam estresse em fases avançadas como a exaustão, de 4% antes da
pandemia, passaram para 20% com a pandemia.
V - A IMPORTÂNCIA DO VÍNCULO ENTRE MÃE E BEBÊ
O vínculo entre mãe e bebê é fundamental na psicologia perinatal, pois influencia o
desenvolvimento emocional e psicológico de ambos. Esse vínculo, que se forma
durante a gestação e se fortalece após o nascimento, tem várias importâncias:
● Desenvolvimento Emocional: Um vínculo forte ajuda a bebê a se sentir
seguro e protegido, promovendo seu desenvolvimento emocional saudável.
● Saúde Mental da Mãe: A conexão com o bebê pode reduzir a ansiedade e a
depressão pós-parto, proporcionando um sentido de propósito e satisfação.
● Interações Futuras: O vínculo estabelecido na infância é crucial para a
formação de relacionamentos saudáveis no futuro, influenciando a maneira
como a criança se relaciona com os outros.
● Resiliência: Mães que mantêm um vínculo afetivo tendem a desenvolver
habilidades de enfrentamento mais eficazes, ajudando a lidar com os
desafios da maternidade.
● Desenvolvimento Cognitivo: Interações afetivas e a comunicação precoce
estimulam o desenvolvimento cognitivo do bebê, incluindo linguagem e
habilidades sociais.
Fomentar esse vínculo com a ajuda do profissional, oferece também ferramentas e
informações sobre cuidados com o recém-nascido, ajudando a mãe a se sentir mais
confiante no início dessa nova jornada desafiadora.
VI- CONCLUSÃO
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre as fases críticas na vida de
uma mulher, que incluem a puberdade, o período perinatal e o climatério, é durante
o período perinatal que as mulheres estão mais suscetíveis a desenvolverem
alterações emocionais significativas, podendo resultar até mesmo em transtornos
mentais. Essa vulnerabilidade se deve às flutuações hormonais, mudanças de
papéis sociais e emocionais que ocorrem durante a gestação, parto e pós-parto.
Quando ocorrem desafios durante a gravidez, como complicações médicas,
situações de risco ou diagnósticos de anomalias congênitas, a Psicologia Perinatal
oferece um suporte emocional fundamental. Dentro destes desafios, muitas das
mulheres vivenciam também a falta de apoio familiar e conjugal durante todo o
período da gestação, podendo afetar até mesmo o desenvolvimento do bebê. O
apoio do profissional neste período acaba se tornando primordial para a gestante,
nesta fase lidando com o estresse, a incerteza e o luto, proporcionando um
ambiente de compreensão e empatia.
Concluímos que a psicologia perinatal representa um campo de estudo e atuação
fundamental para a promoção do bem-estar emocional de mulheres, parceiros e
seus bebês durante uma das fases mais significativas da vida: a gestação, o parto e
o pós-parto. O profissional tem o importante papel de ajudar a estabelecer uma
conexão saudável entre mãe e bebê, trazendo a importância do apego e do
desenvolvimento dele durante essa construção de relação. Consolidamos nossas
atividades em: além do acolhimento, a prevenção de transtornos, compreensão dos
processos psicológicos, promoção do vínculo, ampliação do conhecimento, e
também o empoderamento da mulher.
VII- BIBLIOGRAFIA:
COIMBRA, C. & LEITÃO, M. B. S. “Das essências às multiplicidades: especialismo
psi e produções de subjetividades”. Psicologia & Sociedade, v. 15, n. 2, p. 6–17,
dez. 2003.
DILLER, M. O QUE É A PSICOLOGIA PERINATAL? Disponível em:
. Acesso 16/09/2024
 MALDONADO, M. T., DICKSTEIN, J. Nós estamos grávidos. São Paulo: Integrare
editora, 2010.
Mas por que a Psicologia Perinatal é tão importante? - Pós-Graduações e Cursos
em Psicologia - Seja um Psicólogo atuante. Disponível em:
. Acesso em: 16/09/2024
Instituto Mater online
 Acesso
em: 18/09/2024
Psicologia Perinatal. Mas, afinal, o que é isso? | Instituto Palie Concept. Disponível
em:. Acesso
em: 16/09/2024
SCHIAVO, R. A. Produção Científica em Psicologia Obstétrica/Perinatal. Brazilian
Journal of Health Review, Curitiba, v. 3, n. 6, p. 16204-16212, nov./dez. 2020.
Sensibilizar e incluir: A Psicologia perinatal em foco. Lima, Anaclécia Ribamar.
SARAIVA, Rebeca Silva. GUIMARÃES, Vanessa L.F. Instituto Fratelli. Fortaleza
2022.
 
https://materonline.com.br/o-que-e-a-psicologia-perinatal/
https://materonline.com.br/o-que-e-a-psicologia-perinatal/#:~:text=Cerca%20de%2065%%20das%20gestantes%20apresentavam%20altera%C3%A7%C3%B5es,perinatais%20para%20atender%20com%20qualidade%20essa%20demanda
https://materonline.com.br/o-que-e-a-psicologia-perinatal/#:~:text=Cerca%20de%2065%%20das%20gestantes%20apresentavam%20altera%C3%A7%C3%B5es,perinatais%20para%20atender%20com%20qualidade%20essa%20demanda
https://materonline.com.br/o-que-e-a-psicologia-perinatal/#:~:text=Cerca%20de%2065%%20das%20gestantes%20apresentavam%20altera%C3%A7%C3%B5es,perinatais%20para%20atender%20com%20qualidade%20essa%20demanda
https://palieconcept.com.br/blog/psicologia-perinatal-mas-afinal-o-que-e-isso/#:~:text=A%20psicologia%20perinatal%20tamb%C3%A9m%20conhecida
https://palieconcept.com.br/blog/psicologia-perinatal-mas-afinal-o-que-e-isso/#:~:text=A%20psicologia%20perinatal%20tamb%C3%A9m%20conhecida

Mais conteúdos dessa disciplina