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FILOSOFIA DO DIREITO
Profº Me. Samuel Pereira Cardoso
Marabá-PA
CETICISMO, DOGMATISMO, RELATIVISMO E RACIONALISMO CRÍTICO 
CETICISMO
O ceticismo propõe um constante estado de dúvida, defendendo a hipótese de
que não é possível chegar a uma conclusão definitiva sobre a verdade ou um
conhecimento específico. Sendo assim, é uma corrente filosófica que se opõe a
crenças, opiniões e pensamentos assumidos pelo senso comum como verdades,
bem como rejeita dogmas, fenômenos religiosos ou metafísicos.
Segundo os pressupostos céticos, a ideia de felicidade está atrelada a aceitar os
contextos como eles são, sem a tentativa de julgar os acontecimentos e emitir
opiniões sobre eles.
O movimento defendido pelos céticos de suspender o julgamento sobre as coisas é
chamado de epoché, que significa "colocar entre parênteses" e representa a
atitude de não aceitar nem negar uma determinada proposição ou juízo.
Dessa forma, o ceticismo se opõe diretamente ao dogmatismo, que, por sua vez,
admite que o conhecimento humano é apto à obtenção de verdades de caráter
incontestável. Os adeptos do ceticismo refutam essa premissa, sujeitando todas as
supostas verdades ao questionamento e à abstenção de julgamentos.
Essa doutrina foi
fundada pelo
filósofo
grego Pirro de
Élis, que não
deixou nenhum
registro escrito
sobre suas
convicções, mas
teve suas ideias
propagadas pelos
discípulos que o
procederam,
como Tímon de
Fliunte e Sexto
Empírico.
https://querobolsa.com.br/enem/filosofia/senso-comum
CETICISMO, DOGMATISMO, RELATIVISMO E RACIONALISMO CRÍTICO 
CETICISMO
DUVIDAR DE TUDO!
O ceticismo não fundou escola
É considera uma doutrina.
A dúvida gerada não é para negar,
E sim para gerar investigação.
Curiosidade.
CETICISMO, DOGMATISMO, RELATIVISMO E RACIONALISMO CRÍTICO 
CETICISMO
Caminho para felicidade:
Primeiro Pilar: Não julgar coisa alguma, pois se julgar vai ter uma verdade
absoluta. Sem rotular, pois se rotular, pode gerar um equivoco.
Segundo Pilar: Ser Neutro, observar algumas coisa e não pegar partido, seria uma
pessoa imparcial.
Terceiro Pilar: Questionar tudo que ver, ser curioso. As pessoas que recebem as
perguntas podem se sentir acolhida – Lembre-se o cético não quer saber das coisas
para negar e sim para descobrir.
Quarto Pilar: Não admitir Dogmas, fenômenos metafísicos ou religiosos.
A pessoa que nega a existência de algo – não é cético – pois o cético não nega – ele
diz que não consegue investigar.
CETICISMO, DOGMATISMO, RELATIVISMO E RACIONALISMO CRÍTICO 
CETICISMO
Epoché (do grego ἐποχή) é um conceito filosófico que
significa suspensão do juízo. No ceticismo pirrônico, epoché
refere-se à atitude de não afirmar nem negar nada de
maneira dogmática, pois toda crença está sujeita a dúvidas.
CETICISMO, DOGMATISMO, RELATIVISMO E RACIONALISMO CRÍTICO 
CETICISMO
No contexto do ceticismo filosófico, o termo "afasia" (do
grego aphasía, que significa "ausência de fala") é utilizado
pelos pirrônicos para descrever a suspensão do juízo
(epoché).
Os céticos, como Pirro de Élis e Sexto Empírico, defendiam
que, diante da impossibilidade de alcançar certezas
absolutas, o sábio deveria suspender seu julgamento sobre
qualquer questão. A afasia, nesse sentido, não se refere a um
distúrbio neurológico, mas sim ao silêncio intelectual e
discursivo como consequência da suspensão do juízo.
Ou seja, para os céticos, a afasia era um estado de quietude
mental e verbal, evitando afirmar ou negar qualquer coisa de
maneira dogmática, o que levaria, segundo eles, à ataraxia
(imperturbabilidade da alma).
CETICISMO, DOGMATISMO, RELATIVISMO E RACIONALISMO CRÍTICO 
CETICISMO
Ataraxia (do grego ἀταραξία, que significa
"imperturbabilidade") é o estado de tranquilidade e ausência
de perturbação mental que os céticos buscavam alcançar.
Os céticos pirrônicos, como Sexto Empírico, acreditavam que,
ao suspender o juízo (epoché) e evitar afirmar qualquer
verdade absoluta, a mente se libertava das inquietações
causadas pelas disputas filosóficas e crenças dogmáticas.
Dessa forma, a afasia (silêncio intelectual) e a epoché
(suspensão do juízo) conduziam naturalmente à ataraxia,
permitindo uma vida mais serena e equilibrada.
CETICISMO, DOGMATISMO, RELATIVISMO E RACIONALISMO CRÍTICO 
Ceticismo Jurídico
📌 Conceito: O ceticismo questiona a possibilidade de se alcançar um
conhecimento absoluto. No direito, isso se traduz na desconfiança sobre a
imparcialidade das leis e dos juízes.
📌 Principais pensadores: Pirro de Élis, David Hume e o Realismo Jurídico
Americano.
📌 Aplicação no Direito:
O juiz nunca conhece a "verdade absoluta", apenas reconstrói fatos com base em
provas e argumentos.
Leis podem ser influenciadas por ideologias e interesses políticos.
O ceticismo leva a uma visão crítica do direito, questionando se a justiça
realmente é alcançada.
🔎 Exemplo prático: Decisões diferentes em casos parecidos devido à
subjetividade dos juízes.
CETICISMO, DOGMATISMO, RELATIVISMO E RACIONALISMO CRÍTICO 
DOGMATISMO
O Dogmatismo é um termo bastante amplo e apresenta vários significados. Do
ponto de vista cético, um dogmático é todo aquele que afirma verdades que talvez
não sejam certas. Immanuel Kant (1724 – 1804) foi o responsável por utilizar o
termo dogmático como algo pejorativo dentro da filosofia, em sua obra Crítica da
Razão Pura.
Na Filosofia, o Dogmatismo ficou conhecido como uma postura filosófica diante da
realidade. Essa postura acredita na possibilidade de atingir o conhecimento
verdadeiro sobre as coisas. O Dogmatismo filosófico portanto afirma que as
verdades absolutas existem, e busca meios para alcançá-las.
CETICISMO, DOGMATISMO, RELATIVISMO E RACIONALISMO CRÍTICO 
Dogma é um princípio, crença ou doutrina considerada como verdade absoluta e
inquestionável dentro de um determinado sistema de pensamento, religião ou ideologia.
Principais contextos de uso:
•Religioso: No cristianismo, por exemplo, dogmas são verdades estabelecidas pela
Igreja, como a Santíssima Trindade e a Imaculada Conceição.
•Filosófico: No ceticismo, um dogma é qualquer afirmação considerada verdadeira sem
questionamento, algo que os céticos rejeitam.
•Científico/Social: Em debates acadêmicos ou políticos, um dogma pode ser uma ideia
aceita sem análise crítica.
Os céticos, como Pirro de Élis, viam o dogmatismo como um obstáculo para a epoché
(suspensão do juízo), pois acreditavam que nenhuma verdade poderia ser afirmada com
total certeza.
CETICISMO, DOGMATISMO, RELATIVISMO E RACIONALISMO CRÍTICO 
Dogmatismo Jurídico
📌 Conceito: O dogmatismo acredita que o conhecimento é absoluto e
indiscutível. No direito, isso se reflete no respeito inquestionável às leis e normas.
📌 Principais pensadores: Hans Kelsen (positivismo jurídico).
📌 Aplicação no Direito:
A lei é vista como perfeita e deve ser seguida independentemente do contexto.
Defende a segurança jurídica e a previsibilidade das normas.
Está presente no positivismo jurídico, onde o direito deve ser aplicado conforme a
norma escrita, sem interpretação subjetiva.
🔎 Exemplo prático: Aplicação literal da lei sem considerar o contexto social ou
moral.
RELATIVISMO
Não se pode pretender chegar a uma verdade objetiva, pois a mente
humana não conhece a realidade como ela é, mas como o sujeito a
consegue enquadrar dentro dos seus parâmetros de pensamento. A
verdade portanto não é aquilo que a filosofia clássica ensina
(conformação do intelecto com a realidade em si), mas, ao contrário,
é a conformação da realidade com o intelecto. A verdade assim é
algo de subjetivo, pessoal, em vez de ser objetiva e universal, para
todos os homens. Já que não há um intelecto só para todos os
homens, mas cada qual tem seu intelecto, diverso do intelecto do
próximo ou mesmo oposto a este, em consequência há muitas
verdades. Cada um tem a sua própria verdade.
O relativismo na filosofia é a posição segundo a qual a verdade, os valores morais e o
conhecimento são sempre relativos a um contexto específico, comoa cultura, a sociedade ou a
perspectiva individual. Isso significa que não existem verdades ou princípios universais que sejam
válidos para todas as pessoas em todos os tempos e lugares.
Principais Tipos de Relativismo:
1.Relativismo Cognitivo/Epistemológico – Defende que o conhecimento e a verdade dependem da
perspectiva de quem observa, ou seja, não há uma verdade objetiva, apenas interpretações
diferentes.
2.Relativismo Moral – Sustenta que o certo e o errado são determinados pelos costumes e crenças
de cada sociedade, não havendo uma moral absoluta.
3.Relativismo Cultural – Argumenta que crenças, costumes e valores variam de cultura para cultura
e devem ser entendidos dentro de seu próprio contexto.
Críticas ao Relativismo:
Filósofos como Platão e Kant criticaram o relativismo, argumentando que ele pode levar ao niilismo
(negação de qualquer verdade) e ao paradoxo da autocontradição, pois se "tudo é relativo", então
essa própria afirmação também seria relativa e não necessariamente verdadeira.
Já os céticos antigos, como Pirro de Élis, tinham uma visão próxima ao relativismo, pois defendiam
a epoché (suspensão do juízo) diante da impossibilidade de conhecer verdades absolutas.
RELATIVISMO
Relativismo Jurídico
📌 Conceito: O relativismo defende que não há verdades absolutas, pois tudo 
depende do contexto social e cultural.
📌 Aplicação no Direito:
O direito deve se adaptar às mudanças da sociedade.
As normas jurídicas são interpretadas de acordo com valores culturais e históricos.
Fortalece o pluralismo jurídico, reconhecendo diferentes sistemas jurídicos em 
um mesmo país (ex.: direito indígena, direito islâmico).
🔎 Exemplo prático: O casamento homoafetivo foi considerado ilegal por muito
tempo, mas hoje é reconhecido em vários países devido à mudança de valores
sociais.
O RACIONALISMO CRÍTICO
A filosofia de Karl Popper - o racionalismo crítico - é apresentada. Para ele todo o
conhecimento é falível e corrigível, virtualmente provisório. O conhecimento
científico é criado, construído e não descoberto em conjuntos de dados empíricos. A
irrefutabilidade demarca a ciência da não ciência e a atitude de colocar sob crítica
toda e qualquer teoria permite o aprimoramento do conhecimento científico.
O Direito é um campo dinâmico que se transforma ao longo do tempo, conforme a
sociedade evolui. Entre as diversas correntes de pensamento jurídico, a influência da
Filosofia é indiscutível. O racionalismo crítico, abordagem filosófica desenvolvida ao longo do
século XX, tem impacto significativo na interpretação e aplicação do Direito.
Esse método sugere que a busca pela verdade nunca é absoluta, mas sim um processo
contínuo de questionamento e aprimoramento das teorias existentes. No campo jurídico,
isso se reflete na interpretação das leis, nos precedentes judiciais e até mesmo na
formulação de novas legislações.
O RACIONALISMO CRÍTICO
Racionalismo Crítico no Direito
📌 Conceito: O racionalismo crítico, de Karl Popper, propõe que o conhecimento 
avança através da crítica e da revisão constante das ideias.
📌 Aplicação no Direito:
•O direito deve ser constantemente revisado e aperfeiçoado.
•As decisões judiciais devem ser fundamentadas, mas sempre sujeitas a críticas e 
melhorias.
•Defende um pensamento jurídico baseado na razão e na argumentação lógica, 
evitando decisões arbitrárias.
🔎 Exemplo prático: Mudanças na interpretação do STF sobre temas como 
liberdade de expressão e direitos sociais.
📌 Resumo final: Nenhuma dessas correntes filosóficas sozinha é suficiente para
explicar o direito, mas juntas ajudam a entender sua complexidade. O ideal é
um equilíbrio entre segurança jurídica, flexibilidade e pensamento crítico.
Solicitar que os alunos façam um Mapa Mental
sobre o tema: TEORIA DO CONHECIMENTO.
Aborde: Racionalismo, Impirismo, Ceticismo
dogmatismo e relativismo.

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