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14- Verdade, Realidade, Dogmatismo, Ceticismo. - A verdade nada mais é do que um valor ou quem sabe um estado de consciência, ou este também pode ser apenas um valor que pouco ou nada interfere na realidade. O que realmente existe a partir de nossos sentidos são os fatos, e a esses podem ser atribuídos diversas verdades. A verdade (ou as verdades) nada mais serve para satisfazer a insana necessidade humana de dar sentido a tudo. Desta forma, a chamada ignorância não é a ausência da verdade ou da consciência, mas sim um estágio ou nivel de verdade e/ou consciência. - A realidade nada mais é do que um emaranhado de fatos, explicada e interpretada de infinitas formas, dependendo de valores e crenças. - O dogmatismo é a prática de se referir a qualquer coisa como já feita, já pensada, já interpretada. É como se fosse fechar tudo na cerca dos seus parâmetros, de suas crenças, sendo estes normalmente confortáveis e convenientes. Questionar seus dogmas constitui nobre exercício de humildade, portanto, de sabedoria, isso não necessariamente pode provocar mudança de forma ou estilo de vida, mas ao menos ensina a respeitar os dogmas dos outros como válidos e importantes para eles. - Embora muitos autores considerem o ceticismo como o contrário extremo do dogmatismo, mais coerente pode ser entender o ceticismo como uma forma de dogmatismo, a partir do ponto que este também é uma posição filosófica, a crença na descrença de que o ser humano é incapaz de conhecimento, portanto, de entendimento, de si próprio e do mundo. 15- Marx - Marx (1818-1883) criticam o idealismo hegeliano por esse não abordar e explicar a vida social, nesta época, com avanços técnicos e industriais, simultaneamente, a exploração da classe operária. - Materialismo histórico e materialismo dialético são as duas grandes vertentes. O material vem antes do “espírito” (mente e consciência) e este é derivado do material. - No materialismo dialético o mundo material e seus fenômenos são processo em movimento, criação de energia, evolução das espécies e descoberta das células fundamentam essa posição. Portanto, a realidade deve ser contemplada de forma dialética. - O materialismo histórico é a abordagem e explicação da história a partir do materialismo dialético. Basicamente, para Marx, a história humana é determinada pelos modos de produção e pelos ideais criados para sustentar esses. - A mais-valia, negada ao proletário em troca deste receber um salário inferior, e a alienação, o afastamento da integralidade do processo produtivo para ser apenas uma parte de um processo produtivo, constituem os pontos de ataque de Marx ao capitalismo e as referências dos movimentos socialistas. 16- Nietzsche - Critica o racionalismo e aponta o conhecimento como mera interpretação e não a real explicação da realidade, isto para dar sentido, como esse vem de uma escala de valor, conhecimento apenas atribui valor. Dessa forma, o real não é racional. - Nietzsche (1844-1900) põe em dúvida o principal mecanismo de comunicação do ser humano, a linguagem, onde este achou que pela mesma podia ter o conhecimento do mundo, nomeando coisas concretas, mas sistematizando verdades eternas. - Defende o método de decifração que é a genealogia, ou seja, investigar um texto e localizar suas lacunas, aquilo que não foi dito ou recalcado para que determinado conceito aparecesse como verdade absoluta e eterna. Assim, a verdade metafísica aparece sem fundamento rigoroso. - Através de suas ideias, abre caminho para a Fenomenologia, movimento que vem para destruir o conceito clássico de racionalidade. 17- Freud - Sigmund Freud (1856-1939), médico austríaco, cria a Psicanálise, com três significados/sentidos: é um método interpretativo; é uma teoria (conhecimento produzido pelo método); é um tratamento psicológico (psicoterapia) - Apresenta hipótese do inconsciente e da natureza social da conduta, ou seja, da busca do prazer do indivíduo no meio social. - O inconsciente, por outros, é acusado de ser uma realidade hipotética e de não ser algo verificável, entende-se que se torna fator limitador para a soberania da razão e da consciência. - Id, ego, superego formam interessante trama do pensamento e da ação humana. - Historicamente é a única abordagem teórica que dá ênfase ao princípio do prazer.