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Contratos em Espécie
1 – Shopping Center
Conceito: centro de compras/conjunto de lojas/mix de lojas para receber os lojistas. Contrato atípico. Regula distribuição de lojas e serviços para melhor aproveitamento do espaço e da circulação de pessoas de acordo com os diversos ramos de negócios.
Doutrina norte americana: mall/produtos tabelados com menor valor
Empreendedores de ambos os lados: empreendedor lojistas e o empreendedor do espaço. As partes elaboram livremente o contrato, não possui regras próprias em lei.
No Brasil: 
- inspiração norte americana 
- negócio empresarial 
- definição do local
- limitada ou S.A.
- oferece o espaço para empreendedores
- contrato de locação para uma sociedade empresária
OBS: mercado central, shopping Oiapoque: condomínio de lojas, tem voto, fração
Problema de discussão
- exigências, não há debates, não há voto, discriminação entre sociedades, depende do histórico, tipo de empresa
- obrigação a seguir regras, imposição
- concorrência: um lojista abre próximo ao outro, viola o contrato?
	- não é concorrência negativa, traz mix de opções, vide praça de alimentação
	- o contrato de shopping viabiliza esse tipo de negócio, ou seja, prevê esse tipo de situação, tem previsão
Regras
- contrato com sociedade = empresarial
- adesão unilateral
- está sob judice da administração
Cláusula de raio: raio de distância, onde alguns empreendimentos devem respeitar a distância para se ter outra loja idêntica, seria como matriz e filial (não abrir a mesma loja em um determinado raio de distância). Proteção ao negócio, pode inviabilizar o negócio, garantir o retorno do investimento. 
- cláusula padrão em shoppings
- gira em torno de 2000 a 6000 metros quadrados
- pode estender aos sócios, cotistas, acionistas, franqueados e parceiros comerciais
- o desejo de sucesso é de ambos os lados, da administração do shopping quanto do lojista
- em termos judiciais: limita o livre comércio e a livre concorrência (buscar razoabilidade/tempo de duração). Devido o tempo ser indeterminado fere a razoabilidade.
2 - Contrato de Leasing
- conhecido como arrendamento mercantil. Contrato típico.
Partes:
- arrendador: pessoa jurídica (regra) = disponibiliza o bem = proprietário do bem
- arrendatário: pessoa física ou jurídica = o que vai utilizar o bem
	- objeto da empresa = compra bens e arrenda os mesmos
Conceito: contrato empresarial realizado entre P.J e/ou P.J ou P.F tendo como objeto bens adquiridos pela arrendadora, possui alto grau de complexidade, contrato típico (possui lei)
Podem ser bens móveis ou imóveis (lei 6099/79) 
Direito ao arrendatário de escolher
NÃO CONFUDIR COM CONTRATO DE LOCAÇÃO
- locação: contrato civil locação/compra e venda no final
- leasing: arrendatário exerce direito de preferência (valor residual)
Objetivo
- dividi-se em dois objetivos contratuais presentes no contrato de locação e no contrato de compra e venda, aquele contrato de locação é o pagamento do aluguel, e este o contrato de compra e venda no exercício do direito de preferência.
Outro diferença: empréstimo em banco (alienação fiduciária)
- pessoa quer adquirir um bem e busca empréstimo no banco para tal
- aqui temos alienação fiduciária
Tipos
- financeiro: realizado pelos bancos, BC autoriza
- operacional: fabricante é o arrendador (exceção) 
	- por meio de resolução (2309/09 BC). Não é lei juiz pode não aceitar
	- arrendador dá manutenção nos bens
EX: EMPREENDEDOR PRECISA ADQUIRIR DETERMINADA MÁQUINA. MÁQUINA DE VALOR SIGNIFICATIVO E CONSTANTE MANUTENÇÃO. PARA QUE NÃO PRECISE COMPRAR ESSA MÁQUINA, COMO NÃO TEM RECURSOS, UTILIZA-SE DO ARREDAMENTO MERCANTIL OPERACIONAL.
VAI ATÉ O FABRICANTE (ARRENDADOR) DESSA MÁQUINA, EXPÕE SUA NECESSIDADE, E REALIZA UM CONTRATO PARA UTILIZAR DESSA MÁQUINA PAGANDO UM VALOR MENSAL PELA UTILIZAÇÃO (ARREDATÁRIO).
IMPORTANTE: O CUSTO NÃO PODE ULTRAPASSAR 90% DO VALOR DO BEM. PRAZO: INFERIOR A 75% DE VIDA ÚTIL ECONÔMICA DO BEM. EVITA DEPRECIAÇÃO, CONTRATO COM UM BEM QUE NÃO TEM MAIS UTILIDADE.
EM CASO DE COMPRA NO FINAL: VALOR DE MERCADO DO BEM E NÃO DE CONTRATO
- lesyback: proibido no direito brasileiro. Seria o arrendador utilizar do leasing, também chamado de leasing de retorno. O arrendador (PJ) transfere sua propriedade para outra empresa e em seguida “aluga” seus bens. 
	- compra o bem – arrenda para outro – recompra
QUESTÃO DE PROVA
Diferença entre contrato de locação X leasing: opção de compra. 
- leasing é um contrato inter empresarial complexo e típico que tem como objetivo um bem que foi comprado pelo arrendador para arrendar o objeto. O objeto no final pode ser vendido ao arrendatário, o valor das parcelas é abatido nas prestações pagas.
- ambos os modelos permitem usar o bem e realizar um pagamento em troca, porém no leasing permite a aquisição do bem no final do contrato.
OBS: PARCELA ANTECIPADA NÃO DESCARACTERIZA O LEASING. (SÚMULA 293 STJ). MESMO COM CLÁUSULA RESOLUTIVA EXPRESSA DE INADIMPLÊNCIA, O ARRENDADOR FARA NOTIFICAÇÃO PREVIA AO DEVEDOR PARA REINTEGRAÇÃO DO BEM (SÚMULA 369 STJ). É DEVIDA A DEVOLUÇÃO SIMPLES DO VALOR RESIDUAL EM CASO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. (ENUNCIADO 38).
Contrato de Franquia
- franqueador disponibiliza ou autoriza o uso da marca, por meio de contrato, para o franqueado possa utilizar da marca associados ao direito de produção ou distribuição exclusiva ou não.
- contrato inter empresarial típico, regulado pela lei 13966/16, e que tem como característica a prestação de serviço do franqueador ao franqueado.
- se materializa na forma de prestação de serviço
- franqueador disponibiliza autoriza mediante contrato que outro utilize marca, objetos, o intelectual, sempre direcionados a produção ou distribuição 
Partes:
- franqueador: presta serviço unilateral, passa o modus operandi (modo de operação)
- franqueado: recebe a prestação de serviço, recebe o nohall (conhecimento)
- franqueador disponibiliza a franquia para aquele que irá empreender, esse é o franqueado que implementará o negócio que já tem uma forma de trabalho
* CUIDADO
O contrato de franquia poderá ter como objeto a patente? Cessão de direito do uso da marca ou patente.
- patente é uma idéia inovadora, inventiva
- patente não entrega modus operandi
- patente paga royalties 
- pode ser objeto
- na franquia traz entendimento, como operar, ensino
- contrato de sigilo
É POSSÍVEL FALAR EM RELAÇÃO DE CONSUMO?
	- NÃO. EXISTE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO
É POSSÍVEL FALAR EM RELAÇÃO DE TRABALHO?
	- NÃO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO
Qual a natureza jurídica do contrato de franquia? 
- inter empresarial, porém será concretizado por meio de uma prestação de serviço
- configuração: art.2º da lei 13966/19
Conteúdo obrigatório: circular de oferta (todas as informações da franquia)
- de forma preliminar
	- art.2º lei 13966/19: para a implantação da franquia, o franqueador deverá fornecer ao interessado Circular de Oferta de Franquia, escrita em língua portuguesa de forma objetiva e acessível. Destaque para o dever de informação e transparência. Histórico resumido do modelo a ser franqueado: qualificação, balanços e demonstrações financeiras, se existem ações, valor de investimento e outras taxas. 
- ponto positivo: transparência e ensino da operação empresarial
- orientação prévia, local determinado, formatação definida
- para o consumidor: já tem conhecimento da marca, qualidade, preço
- traz credibilidade
* em caso de não fornecer a circular de oferta: franqueado pode argüir anulabilidade ou nulidade do contrato, e exigir devolução de valores
Nos Estados Unidos:
- moldado no mercado americano, leis diferentes e mais flexíveis no mercado americano
- pedido de recuperação e falência mais flexível no mercado americano
- no mercado americano até a pessoa física pode pedir falência (auto falência)
No Brasil:
- leis menos flexíveis
- alta demanda de revisão no judiciário = raramente decisões favoráveis ao franqueado.
- resposta do franqueador = estão denegrindo a imagem da companhia, encerramento do contrato sem indenização ao franqueado.

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