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Resumo de Direito Civil
Direitos da pessoa natural e da personalidade, 
morte, ausência e domicílio
Presidente Prudente – 2025
DIREITOS DA PESSOA NATURAL E DA 
PERSONALIDADE
DIREITOS DA PESSOA NATURAL E DA PERSONALIDADE
Constituem direitos especiais e subjetivos reconhecidos aos que possuem
personalidade, abrangendo todos os que nasceram com vida e o nascituro (quem
ainda não nasceu) que também possui direitos especiais protegidos pela lei e
direitos de personalidade.
Capacidade jurídica: É a soma de duas capacidades, sendo: capacidade de direito –
aquela que todos tem – mais a capacidade de fato – aquela dos que podem realizar
atos da vida civil.
Capacidade jurídica = capacidade de direito + capacidade de fato
DIREITOS DA PESSOA NATURAL E DA PERSONALIDADE
Aqueles que não possuem capacidade de fato, ou seja, não possuem a possibilidade 
de praticar atos da vida civil são considerados incapazes, podendo ser relativamente 
incapazes ou absolutamente incapazes.
Incapacidade absoluta: Apenas os menores de 16 anos são considerados 
absolutamente incapazes
Incapacidade relativa: São os maiores de 16 e menores de 18 anos, os hébrios
habituais e os viciados em tóxico, aqueles que por causa transitória ou permanente 
não puderem exprimir sua vontade e os pródigos.
DIREITOS DA PESSOA NATURAL E DA PERSONALIDADE
A incapacidade relativa cessa: ao completar 18 anos ou, para os menores de 18 e 
maiores de 16 anos, pela concessão dos pais (emancipação), pelo casamento, pelo 
exercício de emprego público efetivo, pela colação de grau em curso de ensino 
superior, pelo estabelecimento civil ou comercial ou por relação empregatícia, 
desde que gera economia própria do menor.
DIREITOS DA PESSOA NATURAL E DA PERSONALIDADE
Direitos do nascituro: Art. 2, CC/2002 - A personalidade civil da pessoa começa com 
o nascimento com vida; mas a lei põe a salvo desde a concepção, os direitos do 
nascituro.
No geral, é adotada no Brasil a Teoria Conceptista, onde a personalidade jurídica do 
nascituro se inicia na concepção (momento em que o óvulo é fertilizado), não 
importando se a gravidez já é ou não conhecida.
Entre os diretos do nascituro, podemos citar: Direito a vida, direito a alimentos 
gravídicos e direito a herança (desde a concepção, todos possuem direito a herança)
DIREITOS DA PESSOA NATURAL E DA PERSONALIDADE
Art. 11, CC/2002 - Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da 
personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício 
sofrer limitação voluntária.
O artigo 11 do código civil define as características dos direitos da personalidade, 
sendo, cada tipo desses direitos, definidos e abrangidos por outros artigos, sendo:
Art. 13 ao 15 – Relativos ao corpo físico, estabelecendo: a disposição do próprio 
corpo, salvo por exigência médica, é proibida quando acarretar diminuição 
permanente da integridade física ou contrariar os bons costumes.
No entanto, o corpo morto, com objetivo científico ou altruístico (doação) pode 
sofrer disposição, podendo a vontade de disposição ser revogada a qualquer 
momento quando em vida.
DIREITOS DA PESSOA NATURAL E DA PERSONALIDADE
Art. 16 ao 19 – Relativos ao nome, sendo: todos tem direito ao nome, não podendo 
este ser usado por outrem para publicações que exponham ao desprezo ou para 
propaganda comercial. O pseudônimo adotado para atividade lícitas goza das 
mesmas proteções que o nome.
Art. 20 – Trata dos direitos de imagem, sendo: salvo se autorizadas ou necessárias, a 
exposição ou utilização da imagem de uma pessoa poderá ser proibida se lhe atingir 
a honra, a boa fama, a respeitabilidade ou se for destinada a fim comercial.
Art. 21 – Trata do direito à privacidade, sendo: a vida privada é inviolável e deve-se 
tomar as medidas necessárias para impedir ou fazer cessar ato contra ela.
MORTE E AUSÊNCIA 
A existência da pessoa natural termina com a morte, sendo presumida quando não 
há a presença do corpo do falecido, sendo dividida em: morte presumida com 
ausência e morte presumida sem ausência.
Morte presumida sem ausência: Ocorre em dois casos, se for extremamente 
provável a morte de quem estava em perigo de vida ou desaparecido há dois anos 
após o término de uma guerra. É necessário terminar as buscas parar declarar a 
morte presumida sem ausência.
Morte presumida com ausência: Ocorre após desaparecer uma pessoa de seu 
domicílio sem perigo aparente no momento em que ocorre a sucessão definitiva
MORTE E AUSÊNCIA 
Ao desaparecer alguém de seu domicílio, dá-se início ao processo de sucessão, 
sendo dividida em: curadoria, sucessão provisória e sucessão definitiva.
Curadoria: Inicia-se com a declaração de ausência. O juiz declara um curador 
(responsável pelos bens do ausente), preferencialmente o cônjuge, com exceção de 
estar separado judicialmente do ausente ou separado de fato por dois ano; na falta 
de cônjuge, incumbe aos pais a curadoria, seguido dos descendentes. Na falta de 
todos estes, o juiz decidirá o curador de acordo com sua vontade.
Sucessão provisória: Começa um ano após a arrecadação dos bens ou três anos, 
caso o ausente tenha deixado representante. Os herdeiros dos bens deverão, para 
ter posse dos bens, garantir a possibilidade de restituição destes, salvo ascendentes, 
descendentes e cônjuge. 
Sucessão definitiva: Dez anos depois de passada em julgado a sentença que concede 
MORTE E AUSÊNCIA 
a abertura da sucessão provisória, poderão os interessados requerer a sucessão 
definitiva e o levantamento das cauções prestadas, sendo declarada a morte 
presumida com ausência e a sucessão definitiva dos bens do ausente.
DOMICÍLIO
Art. 70, CC/2002 - O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua 
residência com ânimo definitivo. 
O ânimo definitivo, que difere o domicílio da simples residência, é a intenção de usar um 
local como morada duradoura, estabelecendo nele suas raízes.
Domicílio: No caso de diversas residências, qualquer uma pode ser considerada 
domicílio; no âmbito profissional, o domicílio será o local onde é pratica sua profissão; 
em caso de não ter residência habitual, será considerado domicílio o local onde for 
encontrada a pessoa; terão domicílio necessário (imposto pela lei) o incapaz, o servidor 
público, o militar, o marítimo e o preso.
Há casos especiais, sendo: a união tem como domicílio o Distrito Federal, os Estados e 
territórios, suas capitais, o município, o local de sua administração, das demais pessoas 
jurídicas, o local onde funcionar sua administração e o diplomata no Distrito Federal ou 
no último ponto do Brasil em que esteve
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	Slide 9: MORTE E AUSÊNCIA 
	Slide 10: MORTE E AUSÊNCIA 
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