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RELATÓRIO TÉCNICO DE GEOLOGIA E MECÂNICA DOS SOLOS - LUIZ NAZARENO DE SOUZA

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Luiz Nazareno de Souza 
 
 LUIZ NAZARENO DE SOUZA 
RELATÓRIO TÉCNICO DE GEOLOGIA E MECÂNICA DOS SOLOS
CENTRO UNIVERSITÁRIO ANHANGUERA PITÁGORAS AMPLI 
ENGENHARIA CIVIL 
Tibau - RN 
2025 
Tibau - RN 
2025 
LUIZ NAZARENO DE SOUZA 
RELATÓRIO TÉCNICO DE GEOLOGIA E MECÂNICA DOS SOLOS
Relatório apresentado ao Centro Universitário 
Anhanguera Pitágoras AMPLI, como requisito 
parcial para o aproveitamento da disciplina de 
Geologia e Mecânica dos Solos, 5º semestre do 
Curso Engenharia Civil. 
SUMÁRIO 
INTRODUÇÃO........................................................................................................... 04 
1. COMPRESSIBILIDADE DOS SOLOS.................................................................. 05 
2. ENSAIO DE COMPACTAÇÃO DOS SOLOS ....................................................... 07 
3. CONSISTÊNCIA DOS SOLOS: LIMITE DE PLASTICIDADE............................... 10 
4. DESCRIÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DOS CRISTAIS................................................13 
CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................... 14 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...........................................................................15 
4 
INTRODUÇÃO 
A compreensão das propriedades estruturais dos materiais é essencial para 
diversas áreas da ciência e da engenharia, especialmente no estudo dos solos e das 
rochas. Entre essas propriedades, destaca-se a formação e a organização dos 
cristais, que são sólidos com uma estrutura atômica interna altamente ordenada, 
disposta de forma regular e repetitiva. Essa organização resulta em formas 
geométricas bem definidas, cujas faces planas refletem o arranjo simétrico de seus 
constituintes atômicos, iônicos ou moleculares. 
No campo da geotecnia e da mineralogia, o conhecimento sobre os cristais 
é fundamental, uma vez que muitos minerais — principais componentes dos solos e 
das rochas — se apresentam na forma cristalina. Os minerais são substâncias 
naturais, inorgânicas, de composição química definida e estrutura interna organizada. 
A maioria dos minerais forma cristais, embora nem sempre em formas visíveis, já que 
fatores como condições ambientais, presença de impurezas ou velocidade de 
resfriamento durante sua formação podem influenciar a manifestação externa dessa 
estrutura. 
A identificação e descrição de cristais permitem a caracterização de 
minerais específicos, o que, por sua vez, contribui para a análise do comportamento 
mecânico dos solos, sua compactação, consistência e compressibilidade. Tais 
análises são essenciais para projetos de engenharia civil, fundações e barragens, pois 
a composição mineralógica influencia diretamente a resistência, permeabilidade e 
deformabilidade do solo. 
Neste contexto, este estudo busca descrever os cristais observados nas 
amostras analisadas, bem como estabelecer a relação entre a estrutura cristalina e as 
propriedades físico-mecânicas dos minerais presentes nos solos ensaiados. 
5 
 
1. COMPRESSIBILIDADE DOS SOLOS 
 
 
 
AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS 
1. Preencha as Tabelas 1 e 2 de acordo com os dados obtidos durante a realização 
do ensaio. Os valores exibidos no relógio comparador do anel dinamométrico são 
de 1 kN para cada divisão do equipamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Tabela 1 – Dados do corpo de prova 
 
Parâmetro Valor 
Massa (g) 7532,7 
Altura 1 (mm) 197 
Altura 2 (mm) 197 
Altura 3 (mm) 197 
Altura média (mm) 197 
Diâmetro 1 (mm) 97 
Diâmetro 2 (mm) 97 
Diâmetro 3 (mm) 97 
Diâmetro médio (mm) 97 
Área (cm²) 7477,439 
Volume (cm³) 58202,1922 
6 
 
Tempo 
(s) 
Leitura da 
Deformação 
Vertical (mm) 
Leitura 
da 
carga 
(kN) 
Deformação 
axial 
específica ε 
(%) 
Área da 
seção 
transversal 
média A (m²) 
Tensão de 
compressão 
(kN/m²) 
30 5 60 -0,49 0,073 0,80241 
60 10 110 -0,48 0,072 0,01337 
90 15 155 -0,47 0,070 0,73555 
120 20 203 -0,46 0,069 0,04012 
150 21 256 -0,45 0,068 0,73555 
180 23 308 -0,45 0,068 0,10699 
210 27 358 -0,44 0,067 0,76229 
240 29 406 -0,43 0,066 0,12036 
270 30 460 -0,43 0,066 0,80241 
300 30 508 -0,43 0,066 0,10699 
Tabela 2 – Dados experimentais de compressibilidade 
 
2. Utilize os dados da tabela 2 para construir um gráfico com coordenadas 
cartesianas normais, onde os valores da deformação axial específica devem ser 
marcados no eixo das abscissas e os valores da tensão de compressão 
correspondentes a cada deformação devem ser marcados no eixo das ordenadas. 
 
7 
 
2. ENSAIO DE COMPACTAÇÃO DOS SOLOS 
 
 
 
AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS 
1. Preencha a tabela 1 de acordo com os dados obtidos durante a realização do 
ensaio. 
Água adicionada (g) 0 120 240 360 480 
Solo Úmido Compactado + Molde (g) 9161,2 9418,4 9396,1 9385,8 9278,7 
Molde (g) 5310 5310 5310 5310 5310 
Solo Úmido Compactado (g) 3851,2 4108 4086,1 4075,8 3968,7 
Volume do Cilindro (cm³) 2086 2086 2086 2086 2086 
Peso Aparente Úmido (g/cm³) 1,85 1,97 1,96 1,95 1,9 
Solo Úmido + Cápsula (g) 72,1 77,2 76,9 75,3 78,1 
Solo Seco + Cápsula (g) 63,5 67,1 65,7 63,4 64,5 
Cápsula (g) 15,1 15,1 15,1 15,1 15,1 
Água (g) 8,6 10,1 11,2 11,9 13,6 
Solo Seco (g) 48,4 52 50,6 48,3 49.4 
Umidade (%) 17,7 19,4 22,13 24,6 27,5 
Massa Específica Aparente Seca 
(g/cm³) 
1,56 1,65 1,60 1,57 1,49 
Tabela 1 – Dados experimentais de compactação dos solos 
 
8 
 
2. Utilize os dados da tabela 1 para construir um gráfico da curva de compactação 
com coordenadas cartesianas normais onde, os valores de umidade devem ser 
marcados no eixo das abscissas e os valores de massa específica aparente seca 
correspondentes a cada umidade devem ser marcados no eixo das ordenadas. A 
curva traçada deve possuir um formato semelhante a uma parábola. 
 
 
3. Para elaboração da curva de compactação, quantas vezes foram necessárias 
repetir o ensaio? 
R.: 5 vezes 
4. O que significa o ramo seco e o ramo úmido encontrados no gráfico da curva 
de compactação? 
R.: A compactação dos solos é geralmente representada em um gráfico da variação 
do peso específico aparente seco x o teor de umidade correspondente durante a 
compactação (yd x w). O ramo ascendente da curva de compactação é denominado 
ramo seco e o ramo descendente de ramo úmido. 
 
 
9 
 
5. Determine a massa específica aparente máxima de acordo com o gráfico da 
curva de compactação. Este valor corresponde ao máximo valor obtido no eixo das 
ordenadas. 
R.: Massa específica máxima = 1,65 
 
6. Determine a umidade ótima de acordo com o gráfico da curva de compactação. 
Este valor corresponde valor da umidade no ponto da curva com valor da massa 
específica aparente máxima. 
R.: Umidade ótima = 19,4% 
 
10 
 
3. CONSISTÊNCIA DOS SOLOS: LIMITE DE PLASTICIDADE 
 
 
AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS 
1. Qual o limite de plasticidade encontrado para a amostra de solo? 
LIMITE DE PLASTICIDADE 
N. da amostra 1 2 3 4 
N. da cápsula 105A 114 507 301 
Peso (g) 11,81 12,04 10,26 11,73 
Peso quando atingir o limite (g) 13,2 13,41 11,6 13,1 
Umidade 10,53 10,22 11,55 10,46 
 
LIMITE DE LIQUIDEZ 
N. da Amostra 1 2 3 4 
N. da Cápsula 281 1000 18 10 
N. de Golpes 15 12 21 52 
Peso Cap. + Solo Úmido (G) 14,65 14,76 14,27 12,84 
Peso Cap. + Solo Seco (G) 12,6 13,29 11,94 10,13 
Peso da Cap. (G) 6,84 6,55 6,59 6,04 
Peso da Água (G) 2,05 1,47 2,33 2,71 
Peso do Solo Seco (G) 5,76 6,74 5,35 4,09 
Teor de Umidade 35,59 21,81 43,55 66,26 
L.L. 
 
 
11 
 
Preencha as Tabelas 1 e 2 com os dados obtidos para a amostra 1. A quarta coluna 
da tabela corresponde à massa do material retido em uma determinada peneira. A 
quinta coluna é o percentual do total do material que foi retido em uma determinada 
peneira. Na sexta coluna, o valor de cada célula corresponde ao somatório dos 
percentuais retidos (quinta coluna) da linha atual e todas as linhas anteriores. A sétima 
coluna corresponde à diferença entre 100% da amostra e a quinta coluna. 
Tabela1. Amostra 1: 
Tipo de 
Peneiramento 
Peneiras 
(No.) 
Abertura 
(mm) 
Material 
Retido 
(g) 
Percentual 
Retido (%) 
Percentual 
Retido 
Acumulado 
(%) 
Percentual 
Passante 
Acumulado 
(%) 
Grosso 1 1/2” 38,1 0 0 0 100 
1” 25,4 0 0 0 100 
¾” 19,1 0 0 0 100 
3/8” 9,52 0 0 0 100 
4 4,8 4,69 0,25 0,25 99,75 
8 2,4 38,64 2,07 2,32 97,68 
10 2 25,02 1,34 3,67 96,34 
Fundo - 1798,69 96,34 100,00 0 
Massa da 
Amostra (g) 
 
Total 1867,04 
 
 
Tabela 2. Amostra 1: 
Tipo de 
Peneiramento 
Peneiras 
(No.) 
Abertura 
(mm) 
Material 
Retido 
(g) 
Percentual 
Retido (%) 
Percentual 
Retido 
Acumulado 
(%) 
Percentual 
Passante 
Acumulado 
(%) 
Fino 10 2 0 0 0 100,00 
16 1,2 3,99 4,10 4,10 95,90 
30 0,6 7,12 7,35 11,45 88,35 
40 0,42 4,17 4,29 15,74 84,26 
50 0,3 5,91 6,07 21,81 78,19 
100 0,15 10,72 11,03 32,84 67,16 
200 0,0075 8,53 8,76 41,60 58,40 
Fundo - 56,76 58,40 100,00 0 
Massa da 
Amostra (g) 
 
Total 97,2 
 
 
 
12 
 
2. Trace a curva granulométrica da amostra de solo 1. Disponha, na abscissa do 
gráfico, os diâmetros das partículas em escala logarítmica. Na ordenada, utilize 
as porcentagens das partículas passantes acumuladas, em escala linear. 
R: 
 
 
Preencher as tabelas 1 e 2 e trace a curva granulométrica para as amostras 2 e 3. 
R.: 
 
13 
 
4. DESCRIÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DOS CRISTAIS 
 
 
AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS 
1. Defina com suas palavras o que é cristal? 
R.: Um cristal é um sólido cuja estrutura interna é organizada de maneira regular e 
repetitiva, o que resulta em uma forma externa com faces planas e geométricas. Essa 
organização atômica ordenada confere ao cristal propriedades específicas e padrões 
visuais distintos. 
 
2. Qual a relação entre mineral e cristal? 
R.: Minerais e cristais estão intimamente relacionados, já que a estrutura cristalina é 
uma característica fundamental da maioria dos minerais. Um mineral é uma 
substância natural, com composição química definida e estrutura interna ordenada, 
que muitas vezes se manifesta externamente em formas geométricas e regulares — 
os cristais. 
Portanto, embora todo cristal seja um tipo de mineral com organização interna bem 
definida, nem todo mineral apresenta formas cristalinas visíveis, pois isso depende 
das condições de crescimento e da presença de impurezas. 
 
14 
 
C0NSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 A análise da estrutura cristalina dos materiais presentes nas amostras de 
solo revelou-se fundamental para a compreensão de suas propriedades físico-
mecânicas. A descrição e identificação dos cristais permitiram estabelecer uma 
relação direta entre a organização interna dos minerais e o comportamento observado 
nos ensaios de compactação, compressibilidade e consistência. 
 Verificou-se que a estrutura ordenada dos cristais influencia 
significativamente a resposta dos solos à aplicação de cargas, bem como sua 
capacidade de compactação e variação volumétrica. Essa influência está diretamente 
relacionada à composição mineralógica e à forma como os minerais se organizam no 
interior do solo. 
 Além disso, a relação entre mineral e cristal ficou evidenciada como um 
aspecto central na caracterização geotécnica, já que a maioria dos minerais 
encontrados nos solos apresenta estrutura cristalina. No entanto, é importante 
considerar que fatores externos, como umidade, impurezas e tempo de formação, 
podem alterar ou mascarar a manifestação externa dessas estruturas. 
 Portanto, a correta identificação dos cristais e a compreensão de sua 
relação com os minerais fornecem subsídios importantes para a avaliação do 
comportamento do solo em projetos de engenharia. Esses conhecimentos contribuem 
não apenas para a caracterização técnica dos materiais, mas também para a tomada 
de decisões mais precisas no dimensionamento e execução de obras de 
infraestrutura. 
 
 
15 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
BRAGA, R. F. S.; FERNANDES, H. R.; VASCONCELOS, R. M. Geologia Geral. 2. ed. 
Rio de Janeiro: LTC, 2017. 
JACKSON, J. A. (Ed.). Glossário de Geologia. 5. ed. Rio de Janeiro: Interciência, 
2010. 
SANTOS, F. F.; BERNARDINELLI, A. L. Geotecnia: Compactação dos Solos. São 
Paulo: Oficina de Textos, 2012. 
VARGAS, M. Introdução à mecânica dos solos. 4. ed. São Paulo: McGraw-Hill do 
Brasil, 1980. 
SILVA, A. J.; KOPPE, J. C. Manual de ensaios de caracterização de solos. Belo 
Horizonte: CETEC, 2007. 
PINTO, C. S. Curso Básico de Mecânica dos Solos. 5. ed. Rio de Janeiro: LTC, 
2021. 
 
	LIMITE DE PLASTICIDADE

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