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MEMBR0S INFERIORES PARTE 1 Os membros inferiores referem-se às estruturas inferiores do esqueleto apendicular. parte fixa: é representada pelo cíngulo pélvico (representado pelo osso ilíaco), concede uma alta estabilidade junto ao esqueleto axial por meio do sacro (formando as articulações sacrilíacas) parte livre: compreende o restante (fêmur+tecidos moles, tíbia, fíbula e pé), a pelve (anel pélvico) forma a junção dos membros inferiores. Podem ser divididos em 6 principais regiões: R. glútea- separa o tronco do membro inferior, é delimitada pela crista ilíaca (superiormente) e pelo sulco infragluteo (inferiormente), e se separam pela fenda interglútea. É subdividida em 2 áreas: 1. nadegas- mais posterior e arredondada. a. área lateral do quadril- se estende para lateralmente, onde esta a articulação coxofemoral (e a cabeça do fêmur). b. R. femoral posterior- aloja superficialmente os m. isquiotibiais (semimembranáceo, semitendineo e bíceps femoral) e se separa da r. glútea pelo sulco infragluteo. 2. R. femoral anterior- aloja o quadriceps.3. Trígono femoral- é uma subdivisão da região femoral anterior, uma área mais interna em formato triangular, onde passa o feixe vasculonervoso (vasos e o nervo femoral). a. R. genicular posterior- onde esta a fossa poplítea. 4. R. genicular anterior- onde esta a patela e os côndilos femorais. 5. R. crural posterior- é representada pelos isquiossurais (tríceps sural- gastrocnêmios e soléo). 6. 7. R. retromaleolar lateral- atrás do maléolo lateral. 8. R. retromaleolar medial- atrás do maléolo medial. 9. R. calcânea- onde esta o osso calcâneo. 10. R. dorso do pé. 11. R. plantar- compreende os 2/3 anteriores da sola do pé. Olhando o tronco por uma vista posterior, encontra-se um sulco bem pronunciado passando na região dos processos espinhosos (de C7 até o sacro). Esse sulco se forma pela aderência dos tecidos subcutaneos nos processos espinhoso e na região sacral se alarga formando um losango (losango de Michaels). Esse losango demarca as espinhas ilíacas posterosuperiores. Os membros inferiores são revestidos por uma fáscia única (fáscia lata). Na região lateral da coxa e quadril, a fáscia lata sobre uma densificação e passa a se chamar trato iliotibial, esse trato sai da crista ilíaca e se insere na parte lateral do côndilo da tíbia (tubérculo de Gerdy). O trato iliotibial age como ponto de ancoragem para o m. tensor da fáscia lata e m. glúteo máximo. https://www.google.com/search?sca_esv=64f8529f49f92281&sxsrf=ADLYWILDi3ruh7D6Z3mIjhG54XKrxxON6g:1731891244488&q=semimembran%C3%A1ceo&spell=1&sa=X&ved=2ahUKEwjA7KrT1eSJAxV7pZUCHeu5BMUQkeECKAB6BAgKEAE https://www.google.com/search?sca_esv=64f8529f49f92281&sxsrf=ADLYWIL1bvoMDWWZRwjb5URlB0pzfTX8jw:1731891687133&q=gastrocn%C3%AAmios&spell=1&sa=X&ved=2ahUKEwjd-bOm1-SJAxUdHrkGHVdwNTQQBSgAegQIDBAB tr at o ili ot ib ia l A veia safena magna (superficial) passa acima da fáscia profunda. Os fêmures estão levemente orientados para a região central, em uma posição mais obliqua (para que a força da gravidade se insira na região central). Dependendo da largura da bacia e da configuração do colo o fêmur pode ter mais ou menos obliquidade. *em mulheres o grau de obliquidade tende a ser maior por causa da pelve maior. O osso ilíaco representa o cinto pélvico, sua consolidação total se dá aproximadamente até os 20 anos. A linha arqueada é uma continuação da linha pectínea e associação delas forma a linha terminal (dividide em pelve maior e menor). A pelve é formada pela associação dos ossos ilíacos e o sacro (unidos pela sínfise púbica). A articulação coxofemoral pode ser classificada como esfenoidal (por conta da configuração esferoide da cabeça do fêmur) triaxial (realiza movimento nos 3 planos cardiais- flexão e extensão, adução e abdução e rotação interna e externa). A associação dos 3 movimentos resulta na circundação (toda articulação triaxial completa realiza circundação). O colo do fêmur é responsável por afastar a diáfise do fêmur do tronco (permitindo a movimentação). No nascimento, a angulação do colo do fêmur é praticamente vertical (pela falta de carga), à medida que a pessoa vai andando e adicionando carga, o colo tende a se tornar cada vez mais obliquo, até aproximadamente 125º (angulação ideal). ângulos menores fazem o colo ficar mais horizontalizado, afastando a diáfise mais para lateral. Automaticamente o fêmur se torna mais obliquo para compensar o afastamento. coxa vara=joelho valgo. ângulos maiores fazem com que o fêmur fique mais próximo da linha média e haja menor obliquidade do joelho. coxa valga=joelho varo MEMBR0S INFERIORES PARTE 1 O colo do fêmur não é alinhado, tem uma leve rotação anterior (ângulo de anteversão) de aproximadamente 12º, essa angulação permite que a cabeça do fêmur não fique totalmente coberta pelo acetábulo, permitindo maior amplitude de movimento. angulações maiores causam intole. pode ser bilateral ou unilateral. Envolvendo a articulação estão os tecidos periarticulares. capsula articular da articulação coxofemoral- é extremamente fina, formada por: uma membrana externa fibrosa e avascular; membrana interna (sinovial, que filtra o plasma e forma o líquido sinovial), bem vascularizada. ligamento ilíofemoral- localizado anterolateralmente, se estende da espinha ilíaca anteroinferior até a linha intertrocanterica. É o ligamento mais forte do corpo. faz resistência aos movimentos de extensão da art. coxofemoral, e não tem resistência a flexão. ligamento pubofemoral- anterior ao ilíofemoral; limita os movimentos de abdução ligamento isquiofemoral- posterior ao ilíofemoral. limita os movimentos de adução. Duas regiões não são protegidas por ligamentos, tendo apenas a cápsula articular, sendo pontos de maior ocorrência de lesões. na região anterior, entre o pubofemoral e o ilíofemoral. na região posterior, entre o isquiofemoral e o ilíofemoral. Mais internamente esta o ligamento da cabeça do fêmur, atuando como uma estrutura de condução para os vasos que suprem a cabeça do fêmur. Posteriormente estão os ligamentos sacro- ilíacos, divididos em 2 projeções: para a espinha isquiática- formando os ligamentos sacroespinal. para o túber isquiatico- formando os ligamentos sacro-tuberais. Esses dois ligamentos formam 2 forames falsos: forame isquiatico maior (na parte superior)- aloja o músculo piriforme; a presença do forame piriforme induz a formação de outros 2 forames falsos: forame suprapiriforme (onde passa a artéria e veia glútea superior e o nervo glúteo superior; forame infrapiriforme (onde passa o nervo isquiatico, a artéria e veia glútea inferior, os nervos da inervação da pelve). forame isquiático menor (na parte inferior). O NERVO GLÚTEO SUPERIOR INERVA OS MÚSCULOS GLÚTEO MÉDIO, GLÚTEO MÍNIMO E TENSOR DA FÁSCIA LATA. MEMBR0S INFERIORES PARTE 1 VASCULARIZAÇÃO Os membros inferiores são inervados principalmente pela artéria femoral (quando a artéria inguinal externa passa pelo ligamento inguinal se torna artéria femoral). Quando passa pelo ligamento inguinal emite alguns ramos: ramo circunflexo ilíaco superficial- vasculariza a região anterior do quadril. artérias pudendas externas (superficial e profunda)- vascularizam a parte medial do quadril. artéria femoral profunda- emite outras 3 artérias: artéria circunflexa femoral medial (passa por trás do colo do fêmur) e lateral (passa na frente do colo do fêmur); artérias perfurantes (são 3). artéria descendente do joelho. No ligamento da cabeça do fêmur passa o ramo acetabular da artéria obturatório. Alterações na artéria femoral profunda ou seus ramos podem levar a necrose avascular da cabeça do fêmur (em crianças conhecida como legg calve perthes). DRENAVEM VENOSA A drenagem é feita pelas veias profundas/acompanhantes (recebem o mesmo nome que as artérias) e as veias superficiais (safena magna e parva, que desembocam na veia femoral no trígono femoral). A drenagem linfática é feita por 3 grupos de linfonodos: linfonodos superficiais supero-mediais;linfonodos superficiais supero-laterais; linfonodos superficiais inferiores. TRÍGONO FEMORAL É um espaço localizado na região femoral anterior que abriga um feixe vasculonervoso. É delimitado pelo m. sartório (lateralmente), m. adutor longo (medialmente) e ligamento inguinal (superiormente), seu assoalho é formado pelo m. iliopsoas e pectíneo. No trígono femoral passa o NAV (nervo, artéria e nervo), nesse espaço há a formação de duas lacunas: medial (lacuna vascular- onde esta a artéria e veia femoral e o ramo femoral do nervo genitofemoral, envolvidas pela bainha femoral) e lateral (lacuna muscular- onde esta o m. iliopsoas, nervo femoral e um ramo do n. iliohipogástrico mais proximal), separadas pelo ligamento arco-íleo-pectíneo. Medialmente à bainha há a formação do canal femoral, onde esta o linfonodo profundo de Rosenmuller; HIATO DOS ADUTORES Fenda localizada profundamente ao sartório, que começa no final do trígono femoral. Seu assoalho é formado pelo adutor longo e adutor magno, a fenda é formada pela inserção distal do adutor magno. MEMBR0S INFERIORES PARTE 1 Por onde passam a artéria femoral (que se torna poplítea) e a veia poplítea (que se torna femoral). INERVAÇÃO A inervação motora da coxa ocorre pelos nervos femoral e obturatório. A inervação motora do glúteo médio e tensor da fáscia lata pelo nervo glúteo superior, do glúteo máximo pelo nervo glúteo superior. A inervação sensitiva do trígono femoral é feita pelo ramo femoral do nervo genitofemoral. O nervo cutâneo femoral lateral dá a sensibilidade da região antero-lateral da coxa (seu comprometimento da a patologia neuralgia parestesica). A região lateral do glúteo é inervada pelo ramo cutâneo lateral do nervo iliohipogástrico. A região do glúteo tem a inervação sensitiva pelos nervos clúneos superior (raízes posteriores de L1, L2 e L3, médio (raízes posteriores de s1, S2 e S3) e inferior (ramos do nervo cutâneo femoral posterior). O nervo isquiático é a junção do nervo fibular comum e do nervo tibial (envolvidos por uma bainha conjuntiva) e próximo do terço final da coxa se separam novamente. Algumas pessoas não possuem a junção desses nervos (descem separados como nervo fibular comum e tibial). a condição mais comum é quando ele passa na borda inferior do m. piriforme. tipo 1- passar abaixo do m. piriforme (mais comum). tipo 2- o n. tibial passa acima do piriforme e o fibular por dentro. tipo 3- o nervo ciático passa acima do piriforme (no forame suprapiriforme) tipo 4- o n. fibular passa por dentro do m. piriforme e o n. tibial por baixo. tipo 5- o n. isquiático passa no meio do m. piriforme (pior diagnóstico). tipo 6 e 7- o m. piriforme se interpõe entre os dois nervos. A sensibilidade da região anterior da coxa é feita por ramos sensitivos do nervo femoral. REGIÃO VENTROGLÚTEA É uma opção para a aplicação de medicamentos IM para que não haja compressão neurológica. O medicamento deve ser aplicado no quadrante supero-lateral. Quando há a variação do tipo 3 pode haver comprometimento do nervo isquiático. Para acesso da região ventroglútea deve apoiar a região palmar apoiada no trocantes, indicador na espinha ilíaca anterosuperior e o dedo médio aberto, no espaço entre eles (m. tensor da fáscia lata) deve aplicar o medicamento. FOSSA ISQUIOANAL É delimitada pelo ligamento sacrotuberal (lateralmente) e pelo m. levantador do anus (medialmente). Possui grande quantidade de tecido adiposo móvel (gordura) que se movimenta com o transito intestinal, atuando como um envoltório para que a parede do intestino não bata nas estruturas. A utilização de calça apertada pode causar a compressão do nervo cutâneo femoral lateral, causando formigamento na região anterolateral da coxa, sem perda motora. MEMBR0S INFERIORES PARTE 1