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Conteudista: Prof.ª Dra. Claudia Facini dos Reis Objetivo da Unidade: Estudar as organelas envolvidas na bioenergética celular: mitocôndrias e cloroplastos e seu núcleo celular interfásico. 📄 Material Teórico 📄 Material Complementar 📄 Referências Organelas e Bionergética Celular Organelas e a Bioenergética em Eucariontes As células eucariontes são incrivelmente complexas e cada organela tem um papel distinto, colaborando para a manutenção da vida celular e a realização dos processos bioquímicos necessários para o metabolismo, crescimento e reprodução. Vamos começar olhando para as mitocôndrias. As mitocôndrias são organelas fundamentais para a produção de energia na forma de ATP, sendo a principal moeda energética das células. Elas possuem uma membrana dupla, sendo que a membrana interna é altamente dobrada, formando cristas que aumentam a superfície disponível para as reações bioquímicas do ciclo de Krebs e da cadeia transportadora de elétrons. Esses processos convertem os produtos da glicólise e do ciclo de Krebs em ATP, usando oxigênio para gerar uma alta quantidade de energia com mesmo grau de importância, citamos o núcleo: O núcleo, considerado o centro de controle da célula, abriga o material genético na forma de DNA. O DNA contém as informações necessárias para a produção de proteínas, fundamentais para quase todos os processos celulares. No interior do núcleo, encontra-se o nucléolo, uma estrutura densa responsável pela síntese de ribossomos, que posteriormente migram para o citoplasma para realizar a síntese proteica. Para o correto funcionamento de todo esse processo, é necessário entendermos os ribossomos que desempenham um papel crucial na tradução do RNA mensageiro em proteínas. Essas proteínas podem ter funções estruturais, enzimáticas ou sinalizadoras, dependendo de sua sequência de aminoácidos e da conformação que Página 1 de 3 📄 Material Teórico assumem após a síntese. Do mesmo modo, os ribossomos trabalham em conjunto com os retículos, começamos pelo rugoso: Figura 1 – Núcleo celular Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons #ParaTodosVerem: na imagem temos a representação do núcleo celular, corado em alaranjado, em uma célula amarela. Fim da descrição. O retículo endoplasmático rugoso está coberto de ribossomos, e o retículo endoplasmático liso é desprovido deles. O retículo rugoso é envolvido na síntese de proteínas que serão secretadas ou inseridas na membrana plasmática, enquanto o retículo endoplasmático liso participa na síntese de lipídios e no metabolismo de carboidratos, além de desintoxicar substâncias nocivas. Estes também necessitam de outras organelas para finalizar os processos envolvidos, uma dessas organelas é o Complexo (aparelho de Golgi) responsável por modificar, empacotar e distribuir proteínas e lipídios que foram sintetizados no retículo endoplasmático. Ele consiste em uma série de cisternas empilhadas e atua como uma estação de transporte na célula, enviando proteínas e lipídios para seus destinos, seja na célula ou para o ambiente extracelular. Vale ressaltar as organelas acessórias como os lisossomos e peroxissomos, no caso dos lisossomos, sabemos que contêm enzimas hidrolíticas capazes de degradar biomoléculas como proteínas, ácidos nucleicos, lipídios e carboidratos. Eles desempenham um papel vital na reciclagem de componentes celulares desgastados, em um processo conhecido como autofagia, e na digestão de partículas englobadas por fagocitose e os peroxissomos são organelas que contêm enzimas oxidativas, como a catalase, que degradam peróxidos tóxicos como o peróxido de hidrogênio. Além disso, os peroxissomos desempenham um papel importante no metabolismo dos ácidos graxos e na desintoxicação de compostos prejudiciais. Conforme já mencionado nas Unidades anteriores, todo esse processo depende de conformação estrutural e o que garante essa conformação é o citoesqueleto, que é uma rede de fibras proteicas que dá suporte estrutural à célula, além de estar envolvido na movimentação de organelas e na divisão celular. Ele é composto por três tipos principais de filamentos: microtúbulos, filamentos de actina e filamentos intermediários, cada um com funções distintas na célula. Os microtúbulos, formados pela polimerização de tubulina, são importantes para a manutenção da forma da célula, bem como para o movimento de organelas e vesículas dentro do citoplasma. Eles também são essenciais para a formação do fuso mitótico durante a divisão celular, garantindo que os cromossomos sejam distribuídos corretamente para as células- filhas. Os filamentos de actina, compostos de actina, são mais finos e flexíveis que os microtúbulos. Eles participam de várias funções celulares, incluindo a motilidade celular, a divisão celular e o transporte de vesículas. A actina também é fundamental para a formação de estruturas como microvilosidades, que aumentam a superfície da célula e são importantes na absorção de nutrientes. Os filamentos intermediários fornecem resistência mecânica à célula, ajudando a manter sua integridade estrutural. Eles são mais estáveis do que os microtúbulos e os filamentos de actina e variam em composição dependendo do tipo celular, podendo incluir proteínas como queratina, vimentina ou desmina. Vesículas e vacúolos também são importantes nesses processos: as vesículas são pequenas esferas membranosas que transportam materiais na célula. Elas são formadas por brotamento de organelas como o aparelho de Golgi e o retículo endoplasmático e podem fundir-se com outras membranas para entregar seu conteúdo, desempenhando um papel central na comunicação intracelular e no transporte de substâncias e os vacúolos, embora mais proeminentes em células vegetais, também podem estar presentes em células animais. Em células vegetais, eles ocupam uma grande parte do volume celular e estão envolvidos na regulação osmótica, armazenamento de nutrientes e resíduos, além de fornecer suporte estrutural ao manter a pressão de turgor. Os plastídios, presentes em células vegetais e algas, são organelas envolvidas na síntese e armazenamento de importantes compostos químicos. O tipo mais conhecido de plastídio é o cloroplasto, que realiza a fotossíntese, convertendo a energia luminosa em energia química armazenada em moléculas de glicose e os cloroplastos possuem uma estrutura interna complexa, com tilacoides organizados em grana, onde ocorre a fase luminosa da fotossíntese. O estroma, a matriz interna do cloroplasto, é onde ocorre a fase escura da fotossíntese, também conhecida como ciclo de Calvin, que fixa o dióxido de carbono em carboidratos. Figura 2 – Plasmídeo bacteriano Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons #ParaTodosVerem: na imagem temos a representação de uma bactéria, desenhada em verde, cortada ao meio, com o DNA organizado em círculo de cor azul, representando plasmídeos. Fim da descrição. Outra grande importância existe em torno das membranas celulares, desempenhando um papel crucial na regulação da entrada e saída de substâncias, garantindo que o ambiente interno da célula seja mantido em condições adequadas para o funcionamento celular. A membrana plasmática, composta por uma bicamada lipídica com proteínas incorporadas, é seletivamente permeável, permitindo a passagem de algumas moléculas enquanto bloqueia outras. As proteínas de membrana desempenham diversas funções, incluindo o transporte de substâncias, a sinalização celular e a adesão entre células. Algumas proteínas funcionam como canais ou transportadores, facilitando o movimento de íons e moléculas através da membrana, enquanto outras atuam como receptores que detectam sinais químicos do ambiente externo e desencadeiam respostas na célula. Novamente mencionamos que a comunicação celular é fundamental para o funcionamento de tecidos e órgãos em organismos multicelulares. As células eucariontes se comunicam por meio de moléculas sinalizadoras, que podem ser hormônios, neurotransmissores ououtros tipos de mensageiros químicos. Esses sinais são detectados por receptores específicos na membrana plasmática ou dentro da célula, levando à ativação de vias de sinalização que regulam processos celulares. Fundamentalmente importante também é a divisão celular, essencial para o crescimento, desenvolvimento e reparo de tecidos. Em células eucariontes, a divisão pode ocorrer por mitose, que gera duas células-filhas geneticamente idênticas, ou por meiose, que gera células haploides como os gametas, com metade do número de cromossomos da célula original. Durante a mitose, o material genético é duplicado e distribuído igualmente entre as células-filhas. O ciclo celular é regulado por uma série de pontos de controle que garantem que cada fase ocorra na ordem correta e que a célula esteja preparada para passar para a próxima etapa. Esses pontos de controle envolvem a ação de proteínas como as ciclinas e as quinases dependentes de ciclina, que promovem a progressão do ciclo celular. A meiose, por outro lado, envolve duas divisões celulares consecutivas, resultando em quatro células-filhas, cada uma com metade do número de cromossomos da célula- mãe. A meiose é essencial para a reprodução sexual, pois garante a variabilidade genética através do crossing-over e da segregação independente dos cromossomos. Processos Bioenergéticos em Eucariontes Quanto aos processos bioenergéticos das células eucariontes, não se limitam à produção de ATP nas mitocôndrias. Eles também envolvem a síntese de outras moléculas essenciais, como NADH e FADH2, que são cofatores importantes na transferência de elétrons durante as reações de oxidação-redução. Esses cofatores atuam como transportadores de elétrons na cadeia transportadora de elétrons, gerando um gradiente de prótons que impulsiona a síntese de ATP pela ATP sintase. Já a glicólise é um processo anaeróbico que ocorre no citoplasma, é a primeira etapa da respiração celular, na qual a glicose é quebrada em piruvato, gerando pequenas quantidades de ATP e NADH. O piruvato gerado na glicólise pode ser convertido em acetil-CoA, que entra no ciclo de Krebs nas mitocôndrias, ou pode ser convertido em lactato no citoplasma, em condições anaeróbicas. O ciclo de Krebs, em sequência, também conhecido como ciclo do ácido cítrico, é uma série de reações enzimáticas que ocorrem na matriz mitocondrial. Ele converte o acetil-CoA em dióxido de carbono, enquanto gera NADH, FADH2 e ATP. Esses cofatores redutores são essenciais para a cadeia transportadora de elétrons, onde a maioria do ATP é gerada. A cadeia transportadora de elétrons ocorre nas cristas mitocondriais e envolve a passagem de elétrons através de uma série de complexos proteicos. Esses elétrons, doados por NADH e FADH2, passam pelos complexos, liberando energia utilizada para bombear prótons da matriz mitocondrial para o espaço intermembranar, criando um gradiente eletroquímico. Além de seu papel na bioenergética, as mitocôndrias também estão envolvidas em processos de sinalização celular, regulação do ciclo celular e apoptose. Elas possuem seu próprio DNA, o DNA mitocondrial, que codifica algumas das proteínas necessárias para a função mitocondrial, embora a maioria das proteínas mitocondriais seja codificada pelo DNA nuclear e importada para a organela. Já o sistema de endomembranas é composto pelo retículo endoplasmático, aparelho de Golgi, lisossomos e vesículas, sendo crucial para o tráfego de proteínas e lipídios dentro da célula. Este sistema coordena a síntese, modificação e transporte de biomoléculas, assegurando que as substâncias sejam corretamente processadas e entregues ao seu destino e depende também das vias de sinalização celular permitem que as células respondam a estímulos externos e internos de maneira coordenada. Moléculas sinalizadoras se ligam a receptores específicos, ativando cascatas de sinalização que podem resultar em mudanças na expressão gênica, alterações no citoesqueleto, ou ativação de processos como a divisão ou apoptose. Organelas e a Bioenergética em Procariontes As células procariontes, em contraste com os eucariontes, são organismos mais simples e geralmente unicelulares. No entanto, sua simplicidade estrutural não diminui a complexidade e a eficiência de seus processos bioquímicos. Procariontes incluem bactérias e arqueas, organismos que habitam uma ampla variedade de ambientes, desde os mais comuns até os mais extremos. A estrutura de uma célula procarionte é notável pela ausência de um núcleo delimitado por membrana e pela falta de organelas membranosas como as que encontramos em células eucariontes. No entanto, as células procariontes ainda possuem uma organização interna e compartimentalização funcional que permitem a execução de processos vitais. A membrana plasmática é uma das estruturas mais importantes da célula procarionte, sendo responsável por delimitar a célula e controlar a entrada e saída de substâncias. Essa membrana é composta por uma bicamada de fosfolipídios, onde estão inseridas proteínas que desempenham funções diversas, como transporte de moléculas, sinalização e manutenção do gradiente eletroquímico. Algumas dessas proteínas são responsáveis por processos essenciais como a respiração celular e a fotossíntese, dependendo do tipo de procarionte. Nas células procariontes, o material genético é organizado em um único cromossomo circular, que se encontra localizado em uma região denominada nucleoide. Essa região não é delimitada por uma membrana, diferenciando-se do núcleo das células eucariontes. O DNA procarionte é compactado com a ajuda de proteínas semelhantes às histonas encontradas em eucariontes, mas com diferenças estruturais significativas. Além do cromossomo principal, muitas bactérias possuem plasmídeos, que são pequenas moléculas de DNA circular capazes de replicação independente e que frequentemente carregam genes que conferem vantagens adaptativas, como resistência a antibióticos. Quanto a sua parede celular, está é outra característica proeminente das células procariontes, fornecendo proteção e suporte estrutural. Em bactérias, a composição da parede celular pode variar, sendo composta principalmente de peptidoglicano em bactérias Gram-positivas e uma camada adicional de lipopolissacarídeos em bactérias Gram-negativas. A presença de uma parede celular forte e robusta é fundamental para manter a integridade celular em ambientes variados, prevenindo a lise osmótica. Os ribossomos procariontes são responsáveis pela síntese de proteínas e são menores que os ribossomos eucariontes, mas funcionam de maneira semelhante. Compostos por subunidades de RNA ribossomal e proteínas, os ribossomos procariontes se encontram livres no citoplasma e são o local onde a tradução do RNA mensageiro em proteínas ocorre. A síntese proteica em procariontes é altamente regulada e pode ser ajustada rapidamente em resposta a mudanças ambientais, permitindo que a célula responda eficientemente a diferentes condições. Processos Bioenergéticos em Procariontes A bioenergética nas células procariontes envolve uma variedade de processos, dependendo do organismo específico e do ambiente em que ele se encontra. A respiração celular em procariontes pode ser aeróbica ou anaeróbica, com a primeira utilizando oxigênio como aceptor final de elétrons e a segunda utilizando outros compostos, como nitratos ou sulfatos. Em ambas as formas de respiração, a membrana plasmática desempenha um papel central na criação do gradiente de prótons utilizado pela ATP sintase para gerar ATP, a molécula de energia universal das células. Em procariontes fotossintéticos, como cianobactérias, a fotossíntese ocorre em membranas tilacoides que estão invaginadas a partir da membrana plasmática. Essas membranas contêm pigmentos fotossintéticos, como a clorofila, que capturam a energia luminosa e a utilizam para converter dióxido de carbono e água em glicose e oxigênio. A fotossíntese em procariontes é um processocrucial que não só sustenta o crescimento dos organismos fotossintéticos, mas também contribui significativamente para a produção de oxigênio e para a fixação de carbono na biosfera. Figura 3 – Cloroplasto Fonte: Wikimedia Commons #ParaTodosVerem: na imagem temos uma célula vegetal, corada em verde, cortada ao meio e dentro dela, vários discos em verde-claro, empilhados uns sob os outros, representando os cloroplastos. Fim da descrição. A fixação de nitrogênio é outro processo bioquímico importante que ocorre em certos procariontes, como as bactérias do gênero Rhizobium. Essas bactérias são capazes de converter o nitrogênio atmosférico em amônia, um processo vital para a fertilidade do solo e para o crescimento de plantas. Esse processo ocorre em estruturas especializadas chamadas heterocistos, que fornecem um ambiente anaeróbico necessário para a atividade da nitrogenase, a enzima responsável pela fixação do nitrogênio. A reprodução em células procariontes ocorre principalmente por fissão binária, um processo simples e eficiente que envolve a duplicação do cromossomo e a divisão da célula-mãe em duas células-filhas geneticamente idênticas. No entanto, a transferência horizontal de genes, através de processos como transformação, transdução e conjugação, permite uma grande variabilidade genética em populações de procariontes. Essa variabilidade genética é fundamental para a adaptação e sobrevivência em ambientes mutáveis. Além das estruturas citadas, algumas células procariontes possuem apêndices especializados, como flagelos e fímbrias. Os flagelos são estruturas longas e filamentosas que proporcionam motilidade à célula, permitindo que ela se mova em direção a nutrientes ou longe de condições desfavoráveis. As fímbrias são apêndices curtos e numerosos que auxiliam na adesão a superfícies e na formação de biofilmes, estruturas comunitárias que fornecem proteção adicional contra o ambiente externo. Os esporos bacterianos são estruturas altamente resistentes formadas por algumas bactérias como resposta a condições adversas. Durante a esporulação, a célula bacteriana cria uma camada protetora ao redor de seu material genético e uma pequena quantidade de citoplasma, permitindo que o esporo sobreviva aos extremos de temperatura, radiação e desidratação por longos períodos. Quando as condições se tornam favoráveis novamente, o esporo pode germinar e dar origem a uma célula vegetativa ativa. Em termos de nutrição, os procariontes exibem uma incrível diversidade. Alguns são autotróficos, capazes de sintetizar seus próprios alimentos através de processos como a fotossíntese ou quimiossíntese, enquanto outros são heterotróficos, obtendo nutrientes de matéria orgânica. Essa flexibilidade metabólica permite que os procariontes ocupem praticamente todos os nichos ecológicos na Terra, desempenhando papéis essenciais nos ciclos biogeoquímicos. Algumas bactérias apresentam membranas internas adicionais que não são observadas em células eucariontes. Por exemplo, as cianobactérias possuem lamelas, que são membranas onde ocorrem as reações fotossintéticas. Essas estruturas aumentam a eficiência da captura de luz e a produção de energia. Em termos de adaptação ao ambiente, as bactérias são extremamente versáteis. Algumas são capazes de formar esporos, estruturas altamente resistentes, enquanto outras podem alterar a composição de sua membrana para se adaptar a mudanças na temperatura ou no pH do ambiente. Os processos de comunicação celular em procariontes, como a detecção de quorum, permitem que as células monitorem a densidade populacional e coordenem comportamentos coletivos, como a formação de biofilmes ou a expressão de fatores de virulência. Este tipo de comunicação celular é essencial para a sobrevivência e adaptação em comunidades microbianas complexas. Em ambientes extremos, como fontes hidrotermais ou lagos hipersalinos, as arqueas dominam devido à sua capacidade de realizar processos bioquímicos únicos, como a metanogênese, a produção de metano a partir de dióxido de carbono e hidrogênio. Este processo é de grande importância tanto para o ciclo global do carbono quanto para a produção de energia renovável. Outro destaque, são as cápsulas bacterianas: estruturas externas compostas de polissacarídeos que proporcionam proteção contra fagocitose por células do sistema imunológico e auxiliam na adesão a superfícies, facilitando a colonização e infecção de hospedeiros por bactérias patogênicas e algumas utilizam a quimiossíntese, um processo realizado por certas bactérias e arqueas, envolve a oxidação de compostos inorgânicos, como sulfetos ou amônia, para gerar energia. Este processo é vital em ecossistemas como os das fontes hidrotermais, onde a luz solar não está disponível para a fotossíntese. Destacamos também os mesossomos, que são estruturas membranosas invaginadas observadas em algumas bactérias, foram inicialmente interpretados como organelas responsáveis por processos como a replicação do DNA e a divisão celular. No entanto, atualmente acredita-se que os mesossomos sejam artefatos criados durante a preparação de amostras para microscopia eletrônica. A resistência a antibióticos em bactérias é um problema crescente na medicina moderna. Muitos plasmídeos carregam genes que conferem resistência a múltiplos antibióticos, e esses plasmídeos podem ser transferidos entre diferentes espécies de bactérias, promovendo a disseminação da resistência. Importante! A bioluminescência é uma característica de algumas bactérias, como as do gênero Vibrio, que emitem luz como resultado de reações bioquímicas. Esta habilidade é utilizada em simbiose com organismos marinhos, como lulas e peixes, para atração de presas ou comunicação; As cianobactérias, também conhecidas como algas azuis, são procariontes fotossintéticos que desempenharam um papel crucial na oxigenação da Terra há bilhões de anos. Elas possuem pigmentos como a clorofila e os ficobiliproteínas, que capturam luz para realizar a fotossíntese oxigênica; Em bactérias patogênicas, a presença de fatores de virulência, como toxinas e enzimas que degradam tecidos, é fundamental para a infecção de hospedeiros. Esses fatores são frequentemente codificados por genes localizados em ilhas de patogenicidade, que podem ser transferidos entre bactérias através de mecanismos de transferência horizontal de genes. Quanto a reprodução, citamos: O processo de transdução em bactérias envolve a transferência de material genético de uma célula para outra através de vírus bacteriófagos. Este mecanismo é um meio importante de troca genética e contribui para a diversidade genética em populações bacterianas; A conjugação bacteriana é um processo pelo qual uma bactéria doa parte de seu material genético a outra através de uma ponte de pilus. Este mecanismo de transferência de genes é uma forma importante de disseminação de características como a resistência a antibióticos. A importância dos procariontes na biosfera é inestimável. Eles desempenham papéis críticos em ciclos biogeoquímicos, como os ciclos do carbono, nitrogênio e enxofre, sendo fundamentais para a saúde de ecossistemas e para a manutenção da vida na Terra. A seguir apresentamos uma tabela com as comparações entre os dois tipos celulares, incluindo estrutura das organelas, função e sua bioenergética. Tabela 1 – Comparação estrutural e bioenergética de eucariontes e procariontes Aspecto Células Eucariontes Células Procariontes Estrutura Geral Complexas, com núcleo definido e organelas membranosas. Simples, sem núcleo definido e sem organelas membranosas. Núcleo Presença de núcleo delimitado por membrana, onde está o material genético organizado em Ausência de núcleo, com material genético localizado no nucleoide, composto por um cromossomos lineares. único cromossomo circular. Material Genético DNA linear associado a histonas, organizado em cromossomos. DNA circular, compactado em torno deproteínas semelhantes a histonas, podendo ter plasmídeos. Membrana Plasmática Composta por uma bicamada fosfolipídica, com proteínas envolvidas em transporte, sinalização, e bioenergética. Composta por bicamada fosfolipídica, com proteínas envolvidas em processos de respiração celular e fotossíntese. Organização Interna Possui organelas membranosas especializadas (mitocôndrias, retículo endoplasmático, complexo de Golgi, etc.). Ausência de organelas membranosas, mas com compartimentalizaçã o funcional através da membrana plasmática e outras estruturas internas. Mitocôndrias Principais locais de produção de ATP Ausentes; processos de produção de ATP ocorrem na através da respiração celular aeróbica. membrana plasmática. Cloroplastos Presentes em células vegetais e algas, responsáveis pela fotossíntese. Ausentes; em células fotossintéticas, a fotossíntese ocorre em membranas invaginadas ou tilacoides. Ribossomos Maiores (80S), livres no citoplasma ou associados ao retículo endoplasmático rugoso. Menores (70S), livres no citoplasma, responsáveis pela síntese proteica. Parede Celular Presente em plantas (composta por celulose), fungos (composta por quitina), e algumas algas. Presente em bactérias (composta por peptidoglicano) e arqueas (composição variada, como pseudopeptidoglican o). Divisão Celular Realizada por mitose, envolvendo a formação de um fuso mitótico e a segregação de cromossomos. Realizada por fissão binária, um processo simples de duplicação do cromossomo e divisão da célula. Metabolismo Realizam respiração celular aeróbica e anaeróbica, fotossíntese (em plantas e algas), fermentação, etc. Variedade de processos metabólicos: respiração aeróbica e anaeróbica, fotossíntese, quimiossíntese, fermentação, fixação de nitrogênio. Bioenergética ATP produzido principalmente nas mitocôndrias através da fosforilação oxidativa e, em células vegetais, nos cloroplastos via fotossíntese. ATP produzido na membrana plasmática através de processos como respiração celular, quimiossíntese, e fotossíntese. Processos de Respiração Respiração celular aeróbica ocorre nas mitocôndrias, envolvendo a cadeia transportadora de elétrons e a fosforilação oxidativa. Respiração celular ocorre na membrana plasmática, podendo ser aeróbica (com oxigênio) ou anaeróbica (usando outros aceptores finais de elétrons, como nitrato ou sulfato). Glicólise A glicólise ocorre no citoplasma, convertendo glicose em piruvato, com a produção de ATP e NADH. A glicólise ocorre no citoplasma, com funções semelhantes às eucariontes. Ciclo de Krebs O ciclo de Krebs ocorre na matriz mitocondrial, gerando NADH e FADH2 usados na cadeia transportadora de elétrons. Ausente como ciclo de Krebs; em vez disso, procariontes utilizam ciclos metabólicos variantes para gerar precursores e energia. Cadeia Transportadora de Elétrons Localizada na membrana interna das mitocôndrias, onde ocorre a geração de ATP via força próton-motriz. Localizada na membrana plasmática, onde ocorre a geração de ATP via força próton-motriz. Fotossíntese Ocorre em cloroplastos, com a captura de luz pelas clorofilas e produção de ATP e NADPH. Ocorre em tilacoides ou membranas invaginadas em cianobactérias e outros procariontes fotossintéticos. Quimiossíntese Não realizam quimiossíntese. Alguns procariontes realizam quimiossíntese, utilizando compostos inorgânicos para gerar energia. Fermentação Fermentação ocorre no citoplasma, com produção de ATP em condições anaeróbicas, resultando em subprodutos como ácido lático ou etanol. Fermentação ocorre no citoplasma, com produção de ATP e subprodutos semelhantes. Produção de ATP ATP produzido principalmente na mitocôndria, através da fosforilação oxidativa e fotofosforilação (em cloroplastos). ATP produzido na membrana plasmática via respiração celular, fotossíntese, quimiossíntese, e fermentação. Adaptação Bioenergética Alta eficiência na produção de ATP através de processos aeróbicos e, em plantas, através da fotossíntese. Adaptabilidade a diferentes fontes de energia, como compostos inorgânicos, fotossíntese, e respiração anaeróbica. Produção de Metano Não produzem metano. Arqueas metanogênicas produzem metano como parte de seu metabolismo energético. Flagelos e Cílios Presentes em algumas células para locomoção e movimento de fluidos, com estrutura complexa de microtúbulos. Flagelos presentes em algumas bactérias, com estrutura simples e função motora ligada à bioenergética. Cílios ausentes. Exemplos de Organismos Animais, plantas, fungos, protistas. Bactérias e arqueas. Complexidade Celular Alta complexidade, com múltiplas funções especializadas em diferentes organelas. Menor complexidade estrutural, mas com alta eficiência em processos bioenergéticos e metabólicos essenciais. Transferência de Genes Não ocorre troca de genes entre células, Transferência horizontal de genes Núcleo Interfásico O núcleo é uma das estruturas mais importantes e distintivas nas células, sendo fundamental tanto para a célula eucarionte quanto para a procarionte. No entanto, as características e funções do núcleo em cada tipo de célula diferem significativamente, refletindo as adaptações evolutivas de cada grupo. O núcleo interfásico em células eucariontes é uma estrutura complexa, delimitada por uma dupla membrana chamada de envelope nuclear. Este envelope é contínuo com o retículo endoplasmático e contém poros nucleares que regulam o tráfego de moléculas entre o núcleo e o citoplasma, contendo a maior parte do material genético da célula, organizado em cromossomos compostos de DNA e proteínas, principalmente histonas. Durante a interfase, o DNA está em um estado menos condensado conhecido como cromatina, permitindo a transcrição ativa de genes e a replicação do DNA. A cromatina no núcleo interfásico é dividida em duas formas: a eucromatina e a heterocromatina. A eucromatina é menos densa, representando regiões do DNA que são transcricionalmente ativas, ou seja, onde ocorre a síntese de RNA mensageiro a partir do DNA. Por outro lado, a heterocromatina é mais compacta e está associada às regiões do DNA que são transcricionalmente inativas, sendo geralmente localizadas na periferia do núcleo. Além disso, o núcleo eucarionte possui uma estrutura chamada nucléolo, que é um conglomerado de RNA ribossômico e proteínas. exceto em casos de reprodução sexual. através de transformação, transdução e conjugação, com impacto na bioenergética (ex. genes de resistência). Quanto ao nucléolo, é o local de montagem dos ribossomos, as estruturas responsáveis pela síntese de proteínas no citoplasma. Durante a interfase, o nucléolo é bem visível e pode ocupar uma porção significativa do núcleo, especialmente em células altamente ativas na produção de proteínas. Desta forma, entendemos que as células eucariontes possuem múltiplos cromossomos lineares. Estes cromossomos são organizados em pares homólogos e contêm telômeros em suas extremidades, estruturas que protegem o DNA de degradação durante as divisões celulares. Além disso, o núcleo eucarionte é o centro de controle de diversas atividades celulares, incluindo a regulação do ciclo celular, a replicação do DNA e a transcrição de RNA e a interfase é a fase do ciclo celular em que a célula não está se dividindo, mas se preparando para a divisão celular futura. Durante esta fase, o DNA é replicado, assegurando que cada célula filha receba uma cópia idêntica do material genético. A replicação do DNA ocorre de maneira ordenada, começando em locais específicos chamados de origens de replicação. As células eucariontes também possuem uma ampla gama de mecanismos de reparo do DNA que operam durante a interfase. Estes mecanismos são cruciais para manter a integridade do genoma, corrigindo danos no DNA que poderiam levar a mutações ou à morte celular. O controle da expressão gênica durante a interfase é complexo e envolve múltiplos níveisde regulação, incluindo modificações epigenéticas, que alteram a estrutura da cromatina sem mudar a sequência de DNA. Em contraste, as células procariontes não possuem um núcleo verdadeiro. Em vez disso, o material genético dos procariontes, que consiste em um único cromossomo circular, está localizado em uma região do citoplasma chamada nucleoide. O nucleoide não é separado do restante do citoplasma por uma membrana, mas o DNA está organizado compactamente por proteínas que ajudam a estruturar o genoma. Durante a interfase dos procariontes, que, na verdade, é um estado contínuo, uma vez que as células procariontes não passam por um ciclo celular complexo como as eucariontes, o DNA também é replicado para preparar a célula para a divisão. A replicação do DNA em procariontes é iniciada em uma única origem de replicação e procede bidirecionalmente até que o cromossomo inteiro seja duplicado. Apesar da ausência de um núcleo definido, os procariontes possuem mecanismos sofisticados para regular a replicação do DNA e a expressão gênica. A expressão dos genes em procariontes é geralmente regulada em operons, que são conjuntos de genes transcritos juntos a partir de um único promotor. Isso permite uma coordenação eficiente da expressão de genes relacionados, especialmente em resposta a mudanças no ambiente. Então, a regulação da expressão gênica nos procariontes também envolve a interação com fatores sigma, proteínas que auxiliam a RNA polimerase a iniciar a transcrição. Esses fatores sigma permitem que as células procariontes respondam rapidamente a sinais externos, ajustando a expressão de genes específicos conforme as necessidades da célula e, durante a interfase, o DNA procarionte é também sujeito a mecanismos de reparo. Esses mecanismos são essenciais para garantir que o DNA seja copiado precisamente e para prevenir a acumulação de mutações que poderiam ser prejudiciais para a célula. Além disso, os procariontes podem adquirir material genético novo através de processos como transformação, transdução e conjugação, aumentando sua variabilidade genética. Desta forma, entendemos que, enquanto os eucariontes possuem nucleossomos, onde o DNA é enrolado em torno de histonas, os procariontes possuem proteínas semelhantes a histonas que cumprem uma função semelhante na compactação do DNA. Essa compactação é crucial para que o DNA, que pode ser muito longo em relação ao tamanho da célula, caiba dentro do espaço limitado do nucleoide. Além do cromossomo principal, muito procariontes possuem plasmídeos, que são pequenas moléculas de DNA circular que replicam de forma independente do cromossomo principal. Os plasmídeos frequentemente carregam genes que conferem vantagens adaptativas, como resistência a antibióticos, e podem ser transferidos entre células através da conjugação. Então, enquanto o núcleo interfásico em células eucariontes é uma estrutura altamente organizada e separada do citoplasma, em células procariontes, o material genético está localizado no nucleoide, uma região desorganizada sem membrana. As células eucariontes têm um ciclo celular complexo com uma fase de interfase bem definida, durante a qual ocorrem a replicação do DNA e a preparação para a divisão celular, enquanto as células procariontes passam por um processo contínuo de crescimento e divisão. Ambas as células, no entanto, possuem mecanismos eficientes para garantir a replicação precisa do DNA e a regulação da expressão gênica. Para melhor associarmos as comparações sobre o núcleo interfásico em eucariontes e procariontes, apresentamos a Tabela 2. Tabela 2 – Comparação sobre núcleo interfásico em procariontes e eucariontes Aspecto Células Eucariontes Células Procariontes Presença de Núcleo Núcleo verdadeiro, separado por uma membrana nuclear. Não possui núcleo; material genético está no nucleoide, sem membrana. Organização do DNA DNA organizado em cromossomos lineares, associado a histonas, formando a cromatina. DNA circular, compactado no nucleoide com proteínas semelhantes a histonas. Cromatina Dividida em eucromatina (ativa) e heterocromatina (inativa). Ausente como tal, mas o DNA é compactado para caber no nucleoide. Envoltório Nuclear Dupla membrana que separa o conteúdo nuclear do citoplasma, com poros nucleares para troca de substâncias. Ausente, pois não há núcleo. Nucléolo Presente, responsável pela síntese de RNA Ausente, já que não há um núcleo organizado. ribossômico e montagem dos ribossomos. Ciclo Celular Possui uma fase de interfase bem definida, durante a qual ocorre replicação do DNA e preparação para a divisão celular. Não há um ciclo celular definido; a célula está constantemente se preparando para a divisão. Replicação do DNA Ocorre durante a fase S da interfase, em múltiplas origens de replicação. Ocorre de forma contínua, a partir de uma única origem de replicação. Mecanismos de Reparo do DNA Múltiplos mecanismos de reparo operam durante a interfase para corrigir danos no DNA. Mecanismos de reparo também estão presentes, atuando de forma contínua para manter a integridade do genoma. Expressão Gênica Regulada em múltiplos níveis, incluindo modificações Regulada principalmente através de operons e fatores sigma que Núcleo Interfásico e a Reprodução Celular em Eucariontes O processo de divisão celular é fundamental para a reprodução e o crescimento dos organismos. Existem dois tipos principais de divisão celular em células eucariontes: mitose e meiose. Ambos os processos começam com a interfase, uma fase crucial do ciclo celular onde a célula se prepara para a divisão. epigenéticas que afetam a estrutura da cromatina. controlam a transcrição gênica. Transferência de Genes Normalmente, não ocorre durante a interfase, exceto em reprodução sexual. Pode ocorrer através de transformação, transdução ou conjugação, mesmo durante a fase de crescimento. Plasmídeos Ausentes nas células eucariontes. Presentes em muitos procariontes, carregando genes adicionais que podem ser vantajosos, como genes de resistência. A interfase é dividida em três etapas: fase G um, fase S e fase G dois. Durante a fase G um, a célula cresce em tamanho e realiza suas funções normais. Nessa fase, a célula também verifica seu ambiente para garantir que esteja pronta para a replicação do DNA. Na fase S, ocorre a replicação do DNA, resultando em duas cópias idênticas de cada cromossomo, chamadas cromátides irmãs. Essas cromátides permanecem unidas por uma região chamada centrômero. Durante a fase G dois, a célula continua a crescer e se prepara para a divisão, produzindo proteínas e organelas necessárias para esse processo. Figura 4 – Intérfase celular Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons #ParaTodosVerem: esta imagem mostra o ciclo da Interfase e da Mitose com suas diferentes partes, destacadas na maioria por uma reta de cor alaranjada e outra reta paralela em amarelo. Fim da descrição. Na mitose, a célula divide seu material genético igualmente entre duas células filhas, que são geneticamente idênticas à célula-mãe. A mitose é composta por várias etapas: prófase, metáfase, anáfase e telófase, conforme segue: Prófase: os cromossomos replicados durante a interfase começam a se condensar, tornando-se visíveis sob um microscópio. O envelope nuclear que envolve o núcleo começa a se desintegrar, permitindo que os cromossomos se movam livremente no citoplasma. Além disso, os centríolos, que são organelas envolvidas na separação dos cromossomos, começam a migrar para os polos opostos da célula, formando o fuso mitótico, uma estrutura composta por microtúbulos que ajuda a mover os cromossomos; Metáfase: os cromossomos se alinham no centro da célula, em uma região conhecida como placa metafásica. Este alinhamento é crucial para garantir que cada célula filha receba uma cópia exata de cada cromossomo. Os microtúbulos do fuso mitótico se ligam aos centrômeros dos cromossomos, preparando-se para puxá-los paraos polos opostos da célula; Anáfase: as cromátides irmãs de cada cromossomo são separadas e puxadas para os polos opostos da célula. Essa separação garante que cada célula filha receberá um conjunto completo de cromossomos. A anáfase é uma etapa rápida e precisa, essencial para a distribuição equitativa do material genético; Telófase: os cromossomos chegam aos polos opostos da célula e começam a se descondensar, voltando a um estado menos compacto. O envelope nuclear começa a se reformar ao redor de cada conjunto de cromossomos, criando dois núcleos separados dentro da mesma célula. Ao mesmo tempo, o citoplasma da célula começa a se dividir em um processo chamado citocinese, resultando em duas células filhas geneticamente idênticas. Figura 5 – Mitose celular Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons #ParaTodosVerem: esta imagem mostra o ciclo da Mitose com suas diferentes partes, destacadas como interfase, momento em que a célula não apresenta grandes diferenças, prófase, momento no qual parece ter desaparecido o núcleo, metáfase, momento no qual os cromossomos estão no meio da célula de maneira alinhada, anáfese, momento no qual os cromossomos estão divididos dos dois lados da célula e telófase, momento no qual a célula está se dividindo em duas. Fim da descrição. Em contraste, a meiose é um processo de divisão celular que reduz o número de cromossomos pela metade, resultando em células-filhas que têm apenas um conjunto de cromossomos. Este processo é crucial para a formação de gametas em organismos que se reproduzem sexualmente. A meiose envolve duas divisões celulares consecutivas: meiose um e meiose dois, cada uma com suas próprias subfases. A meiose um começa, assim como a mitose, com a interfase, onde o DNA é replicado. Durante a prófase um, os cromossomos homólogos, que são pares de cromossomos semelhantes, um herdado de cada progenitor, se emparelham em um processo chamado sinapse. Esse emparelhamento permite a troca de segmentos de DNA entre cromossomos homólogos, um processo conhecido como crossing-over. O crossing- over é importante porque aumenta a variabilidade genética nas células-filhas. Na metáfase um, os cromossomos homólogos emparelhados se alinham na placa metafásica, mas, diferentemente da mitose, eles permanecem emparelhados. Na anáfase um, os cromossomos homólogos são separados e puxados para os polos opostos da célula, mas, ao contrário da mitose, as cromátides irmãs não são separadas. A telófase um segue, onde a célula divide seu citoplasma, resultando em duas células- filhas, cada uma com metade do número de cromossomos. A meiose dois é semelhante à mitose, mas começa sem a replicação do DNA. Durante a prófase dois, os cromossomos em cada célula-filha se condensam novamente, e o fuso mitótico se forma. Na metáfase dois, os cromossomos se alinham no centro da célula. Na anáfase dois, as cromátides irmãs são finalmente separadas e puxadas para os polos opostos da célula. Na telófase dois, os núcleos se reformam ao redor de cada conjunto de cromossomos, e a citocinese ocorre, resultando em quatro células-filhas, cada uma com metade do número de cromossomos da célula original. Essas quatro células-filhas são geneticamente distintas umas das outras e da célula- mãe, devido à combinação de crossing-over e à segregação independente dos cromossomos homólogos durante a meiose um. Este processo é fundamental para a variabilidade genética em organismos que se reproduzem sexualmente, contribuindo para a diversidade em uma população. Em resumo, a mitose e a meiose são processos distintos de divisão celular com funções específicas. A mitose resulta em duas células-filhas idênticas, necessárias para o crescimento, desenvolvimento e reparo dos tecidos. A meiose, por outro lado, produz gametas geneticamente diversos com metade do número de cromossomos, essencial para a reprodução sexual e para a manutenção da variação genética nas populações. Ambos os processos começam com a interfase, onde o DNA é replicado, mas divergem em suas etapas subsequentes, refletindo suas funções biológicas distintas. Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Leitura A Teoria Cromossômica da Herança e a Teoria do Plastinema de Toledo Piza Jr.: Um Confronto Esquecido Nesse material o estudante poderá conhecer um pouco mais da teoria cromossômica da herança, ainda que opiniões divergentes permanecessem por algum tempo. Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Biologia Celular Nesse material o estudante irá conhecer mais sobre O acúmulo de conhecimentos que Página 2 de 3 📄 Material Complementar https://www.abfhib.org/FHB/FHB-03/FHB-v03-01-Aldo-Araujo-Lilian-Martins.pdf atualmente possuímos a respeito da célula como a unidade fundamental dos seres vivos iniciou com a invenção do primeiro microscópio óptico. Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Mitocôndria Revisada Nesse material o estudante irá conhecer um pouco mais sobre as mitocôndrias. Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Estudo Comparativo entre Citopatologia e Histopatologia no Diagnóstico de Neoplasias Caninas Nesse material o estudante irá se aprofundar em uma revisão comparativa de citologia e histologia, usando animais como indivíduos amostrais. Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE https://antigo.uab.ufsc.br/biologia//files/2020/08/Biologia-Celular.pdf https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/view/6752/4106 https://www.scielo.br/j/pvb/a/q867WY94gdp4gJzY4Sd4Jmd/ ALBERTS, B. Fundamentos da Biologia Celular. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. (e- book) CARVALHO, H. F.; RECCO-PIMENTEL, S. M. A Célula. 3 ed. São Paulo: Manole, 2013. (e- book) DE ROBERTIS, E. M. F. Biologia Celular e Molecular. 16. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. (e-book) JUNQUEIRA, J. C. U.; CARNEIRO, J. Biologia Celular e Molecular. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. (e-book) LIPAY, M. V. N.; BIANCO, B. Biologia Molecular. Análises clínicas e toxicológicas: métodos e interpretação. 1. ed. Rio de Janeiro: Roca, 2015. (e-book) LODISH, H. et al. Biologia Celular e Molecular. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. (e- book) PIRES, C.E.B.M.; Biologia celular: estrutura e organização molecular. 1. ed. São Paulo: Érica. 2014. (e-book) REECE, J. B. Biologia de Campbell. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2015. (e-book) Página 3 de 3 📄 Referências