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ANATOMIA E FISIOLOGIA VETERINÁRIA 2 VOL. Organizadora: Erika Pedreira da Fonseca Coordenador: Leonardo Farias Figueiredo Revisora Técnica: Carina Ribeiro sanar Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 1 07/05/2024 16:21:182024 Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos à Editora Sanar Ltda. pela Lei n° 9.610, de 19 de feverei- ro de 1998. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume ou qualquer parte deste livro, no todo ou em parte, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, gravação, fotocópia ou outros), essas proibições aplicam-se também à editoração da obra, bem como às suas características gráficas, sem permissão expressa da Editora. Título I Anatomia e Fisiologia Veterinária - Volume 2 Editora Shalomy S. Geraldine Diagramação Thiago Almeida e Tiago Portes Capa Thiago Almeida e Tiago Portes Revisão Ortográfica Juliana Marinho e Pedro Muxfeldt Conselho Editorial Caio Nunes Erika Pedreira Doralice Ramos Kallila Barbosa Thassila Pitanga Renata Nunes Tatiane Florentino Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Tuxped Serviços Editoriais (São Paulo-SP) Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário Pedro Anizio Gomes CRB-8 8846 F475a Figueiredo, Leonardo Farias; Pedreira, Erika Anatomia e Fisiologia Veterinária / Coordenadores: Leonardo Farias Figueiredo e Erika Pedreira; Autores: Ana Paula Gonçalves Ferreira Miranda, Carina Teixeira Ribeiro, Érica Au- gusta dos Anjos Cerqueira da Silva, Marcia Maria Magalhães Dantas de Faria e Ricardo Diniz Guerra e Silva. 1. ed. Salvador, BA : Editora Sanar, 2024. 132 p.; il.; gráfs.; tabs.; fotografias; 17 X 24 cm. (Coleção Anatomia e Fisiologia, V. 2). Inclui bibliografia. ISBN 1. Anatomia. 2. Fisiologia. 3. Medicina Veterinária. Título. II. Assunto. III. Coordenadores. IV. Autores. CDD 636.089 CDU 619 ÍNDICE PARA CATÁLOGO SISTEMÁTICO 1. Medicina veterinária. 2. ANATOMIA E FISIOLOGIA VETERINÁRIA FIGUEIREDO, Leonardo Farias; PEDREIRA, Erika (coord.). Anatomia e Fisiologia 1. ed. Salvador, BA: Editora Sanar, 2024. (Coleção Anatomia e Fisiologia, V. 2). Editora Sanar Ltda. Rua Alceu Amoroso Lima, 172 Caminho das Árvores, Edf. Salvador Office & Pool, andar sanar CEP: 41820-770, Salvador BA Telefone: www.sanarsaude.com atendimento@sanar.com Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 4 07/05/2024 16:21:18ERIKA PEDREIRA ORGANIZADORA Fisioterapeuta; Doutora em Medicina e Saúde Humana; Mestre em Tecnologias em Saúde e Especialista em Fisioterapia Neurofuncional. LEONARDO FARIAS FIGUEIREDO COORDENADOR Graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) AUTORES ANA PAULA GONÇALVES FERREIRA MIRANDA Graduada em Medicina Veterinária pela UFBA; residência em Clínica de Ruminantes e Equinos no Centro de Desenvolvimento da Pecuária-UFBA, autora do Livro Sanar Note Grande Animais. Atualmente é mestranda do Programa de Pós-graduação em Zootecnia da UFBA na área de Nutrição de Ruminantes. CARINA RIBEIRO Graduação em Medicina Veterinária pelo Centro Universitário Serra dos Órgãos; mestrado em Ciências pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro; doutorado em Ciências pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com parte do doutorado (Doutorado Sanduíche) realizado na Unidade Multidisciplinar de Investigação em Biomedicina Instituto de Ciência pela Universidade do Porto Portugal. Atualmente é professora adjunta das disciplinas de Anatomia animal e Fisiologia animal no Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO); professora auxiliar das disciplinas de Histologia, Citologia, Embriologia e anatomia animal da Universidade Estácio de Sá (Petrópolis); e professora assistente da disciplina de Anatomia animal no Centro Universitário de Valença (UNIFAA). Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 5 07/05/2024 16:21:18ÉRICA AUGUSTA DOS ANJOS CERQUEIRA DA SILVA Graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal da Bahia. Mestre e Doutora pelo programa de pós-graduação do Programa de Zootecnia Tropical UFBA. Colaboradora da Liga Acadêmica de Anatomia Veterinária (LAAVET UFBA), tutora da Liga Acadêmica de Neurologia Veterinária (LANEUROVET), da Liga Acadêmica de Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais (LACCPA) e coordenadora do Grupo de Estudos de Morfologia Animal da EMEVZ-UFBA. Atualmente é Professora Adjunta Al de Anatomia Veterinária, no Setor de Anatomia Veterinária da EMEVZ-UFBA. Experiência em Morfologia de Animais Domésticos e Silvestres, na área de Clínica de Pequenos Animais, Cirurgia de Pequenos Animais. Atua principalmente nos seguintes temas: anatomia veterinária, clínica e cirurgia de pequenos animais. LEONARDO FARIAS FIGUEIREDO Graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). MARCIA MARIA MAGALHÃES DANTAS DE FARIA Graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal da Bahia, mestrado em Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres pela Universidade de São Paulo e doutorado em Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres pela Universidade de São Paulo. Atualmente é Professora Titular da Universidade Federal da Bahia e Tesoureira da Sociedade de Medicina Veterinária da Bahia. Tem experiência na área de Morfologia com ênfase em Anatomia Animal, atuando principalmente nos seguintes temas: anatomia, sistema nervoso e animais silvestres. RICARDO DINIZ GUERRA E SILVA Graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal da Bahia, Especialização em Metodologia do Ensino Superior pela Faculdades Integradas Olga Mettig, mestrado em Medicina Veterinária Tropical pela Escola de Medicina Veterinária da UFBA e doutorado em Zootecnia pela Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia da UFBA. Atualmente é Professor Associado do Departamento de Anatomia, Patologias e Clínicas Veterinárias da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia da UFBA. Exerce a função de Coordenador das Fazendas Experimentais desta Escola. Tem experiência na área de Medicina Veterinária, com ênfase em Anatomia Veterinária, atuando principalmente nos seguintes temas: cirurgia, clínica de pequenos animais, clínica e cirurgia de grandes animais, biotecnologia da reprodução, búfalas, santa inês e carneiros. Atualmente é o Presidente da Sociedade de Medicina Veterinária da Bahia. Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 6 07/05/2024 16:21:18REVISORA CARINA RIBEIRO Possui graduação em Medicina Veterinária pelo Centro Universitário Serra dos Órgãos; mestrado em Ciências pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro; doutorado em Ciências pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com parte do doutorado (Doutorado Sanduíche) realizado na Unidade Multidisciplinar de Investigação em Biomedicina - Instituto de Ciência pela Universidade do Porto - Portugal. Atualmente é professora adjunta das disciplinas de Anatomia animal e Fisiologia animal no Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO); professora auxiliar das disciplinas de Histologia, Citologia, Embriologia e anatomia animal da Universidade Estácio de Sá e professora assistente da disciplina de Anatomia animal no Centro Universitário de Valença (UNIFAA). Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 7 07/05/2024 16:21:18APRESENTAÇÃO Os conteúdos da anatomia e da fisiologia animal são a base para o estudo dos profissionais da medicina veterinária, porém, muitas vezes são conteúdos densos. Diante disso, o livro Anatomia e Fisiologia Veterinária Volume 2 surgiu a partir do desejo de simplificar o assunto em algo mais prático e didático para estudantes e profissionais da área, de forma a apresentar os conteúdos da anatomia e da fisio- logia de pequenos e grandes animais de maneira integrada, para facilitar o apren- dizado. Elaborado com imagens de alta qualidade e conteúdo esquematizado para aproximar o entendimento das estruturas anatômicas com seu funcionamento fi- siológico, principalmente, dos estudantes nos seus primeiros passos dentro da uni- versidade. No Volume 2, você encontra os capítulos que abordam a anatomia e fisiologia dos sistemas Respiratório, Endócrino, Reprodutores (feminino e masculino) e Uri- nário. Os capítulos foram escritos por autores com grande expertise nas áreas, na sua grande maioria, professores das disciplinas de anatomia e fisiologia veterinária. Desse modo, com uma abordagem moderna e prática, esperamos que o li- vro Anatomia e Fisiologia Veterinária - Volume 2 seja, PARA VOCÊ, um guia de construção dos conteúdos básicos da área da medicina veterinária, bem como um livro de cabeceira, com o conteúdo necessário para que você possa rememorar os assuntos que são de grande importância para a sua formação pro- fissional. Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 8 07/05/2024 16:21:18SUMÁRIO CAPÍTULO 1 1. SISTEMA RESPIRATÓRIO 13 1. Introdução 13 2. Nariz 13 2.1. Narinas e nasal 15 3. Cavidade nasal 18 3.1. Morfologia interna e estrutura 19 4. Seios paranasais 21 5. Trato respiratório inferior 22 5.1. Laringe 22 5.2. Traqueia 26 5.3. Pleura 30 5.4. Pulmão 32 6. Drenagem linfática 40 7. Fisiologia da respiração 40 7.1. Ciclo respiratório 42 7.2. Tipos de respiração 42 7.3. Estados da respiração 43 7.4. Frequência respiratória 43 Referências 45 CAPÍTULO 2 2. SISTEMA ENDÓCRINO 47 1. Introdução 47 2. Anatomia 48 2.1. Hipotálamo 49 2.2. Hipófise (pituitária) 50 2.3. Epífise (pineal) 50 2.4. Tireoide 51 2.5. Paratireoide 52 2.6. Adrenais 53 2.7. Pâncreas 55 2.8. Ovário 57 2.9. Testículo 58 3. Fisiologia 59 3.1. Hormônios: liberação e classificação 59 3.2. Funções das glândulas endócrinas 69 Referências 72 Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 9 07/05/2024 16:21:18CAPÍTULO 3 3. SISTEMAS REPRODUTORES 75 1.Introdução 75 2.Anatomia topográfica do sistema reprodutor feminino 76 2.1. Ovários 76 2.2. Tuba uterina 78 2.3. Útero 78 2.4. Vagina 82 2.5. da vagina 83 2.6. Vulva 84 2.7. Vascularização - Irrigação e drenagem 86 2.8. Inervação 86 3.Anatomia topográfica do sistema reprodutor masculino 87 3.1. Testículos 87 3.2. Epidídimo e ducto deferente 88 3.3. Escroto 90 3.4. Funículo espermático 90 3.5. Glândulas sexuais acessórias 91 3.6. Pênis 93 3.7. Prepúcio 96 3.8. Vascularização 97 3.9. Inervação 97 4. Fisiologia do sistema reprodutor feminino 98 4.1. Hormônios 98 4.2. Puberdade 101 4.3. Ciclo estral 102 4.4. Gestação e parto 104 5. Fisiologia do sistema reprodutor masculino 105 5.1. Hormônios 105 5.2. Espermatogênese e espermiogênese 105 5.3. Ação hormonal na espermatogênese 106 5.4. Formação do sêmen 107 5.5. Ereção 108 5.6. Emissão e ejaculação 108 Referências 109 Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 10 07/05/2024 16:21:18CAPÍTULO 4 4. SISTEMA URINÁRIO 111 1. Introdução 111 2. Os rins 111 2.1. Características 112 2.2. Topografia 114 2.3. Relações 115 2.4. Arquitetura macroscópica 115 2.5. Segmentação renal 119 2.6. Pelve renal 121 2.7. Vascularização 121 2.8. Drenagem linfática 122 2.9. Inervação 123 3. Fisiologia renal 124 3.1. Filtração glomerular 124 3.2. Fisiologia da formação da urina 125 4. Ureter 127 5. Vesícula urinária 128 5.1. Relações 129 5.2. Vascularização 130 6. Uretra 131 Referências 132 Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 11 07/05/2024 16:21:18CAPÍTULO 01 SISTEMA RESPIRATÓRIO Érica Augusta dos Anjos Cerqueira da Silva Marcia Maria Magalhães Dantas de Faria Ricardo Diniz Guerra e Silva 1. INTRODUÇÃO O sistema respiratório desempenha papel fundamental na troca de gases entre o ar e o sangue, compreendendo tanto o transporte de gases até as células quanto os processos oxidativos internos. Os órgãos essenciais para esse processo são os pulmões, onde ocorrem as trocas gasosas entre o ar inspirado e a circula- ção sanguínea. Além disso, existem órgãos auxiliares responsáveis pelas passagens que conduzem o ar para dentro e para fora dos pulmões. Portanto, o sistema respi- ratório é dividido em uma parte condutora, que inclui o nariz externo, a cavidade nasal, a nasofaringe, a laringe, a traqueia, os brônquios, os pulmões e uma parte respiratória, composta pelos bronquíolos respiratórios, ductos alveolares, sacos al- veolares e alvéolos. A respiração, essencial para os animais, é o processo pelo qual eles obtêm e utilizam o oxigênio, eliminando o dióxido de carbono. Diversos aspectos estão en- volvidos nesse processo, abrangendo fatores químicos relacionados à captação de oxigênio e à produção de dióxido de carbono, aos aspectos mecânicos e físicos ligados à ventilação dos pulmões, e ao transporte de gases entre os pulmões e o sangue, bem como entre o sangue e os tecidos. A regulação da ventilação também desempenha um papel crucial nesse complexo sistema fisiológico. 2. NARIZ Num contexto mais abrangente, inclui o nariz externo, as cavidades nasais em pares e os seios paranasais. Ao contrário do ser humano, que apresenta um nariz externo proeminente que se destaca da face, os animais domésticos têm o nariz incorporado ao esqueleto facial, estendendo-se do nível transverso dos olhos até a extremidade rostral da cabeça e se integrando harmoniosamente aos contornos gerais do focinho. Sua extensão pode ser mais facilmente determinada por meio Sistema Respiratório 13 Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indo 13 07/05/2024 16:21:18Figura 19. Vista dorsal do pulmão de mamíferos domésticos Ruminante Equino Cão 1 a b 1 1 b 2 2 3' 3 3' 3 4 3 Legenda: (1) lobo pulmonar cranial direito, (2) parte cranial do lobo pulmonar cranial direito; (b) parte caudal do lobo pulmonar cranial direito, (1') lobo pulmonar cranial esquerdo, (a') parte cranial do lobo pulmonar cranial esquerdo, (b') parte caudal do lobo pulmonar cranial esquerdo; (2) lobo pulmonar médio, (3) lobo pulmonar caudal direito, (3') lobo pulmonar caudal esquerdo, (4) lobo pulmonar acessório. Fonte: Acervo dos autores. Quadro 5. Lobação pulmonar de mamíferos domésticos Espécies Pulmão direito Pulmão esquerdo Lobo cranial Lobo cranial Equinos Lobo caudal Lobo caudal Lobo acessório Lobo cranial Porção cranial Lobo cranial Lobo médio Porção caudal Carnívoros Lobo caudal Lobo caudal Lobo acessório Porção cranial Lobo cranial Porção cranial Lobo cranial Porção caudal Porção caudal Ruminantes Lobo médio Lobo caudal Lobo caudal Lobo acessório Porção cranial Lobo cranial Lobo cranial Porção caudal Suíno Lobo médio Lobo caudal Lobo caudal Lobo acessório Fonte: Elaborado pelos autores. 38 Anatomia e Fisiologia Veterinária Volume Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 38 07/05/2024 16:21:305.4.6. LÓBULO PULMONAR Lóbulo pulmonar é a unidade estrutural fundamental do pulmão, cujos limites interlobulares são mais evidentes macroscopicamente, especialmente no adulto. Na superfície pulmonar, os lóbulos apresentam uma forma irregularmente poligo- nal. Essa estrutura é notavelmente visível nos bovinos, com um desenho distintivo, sendo menos marcados nos suínos, ainda menos nos equinos, ovinos e caprinos, e sem marcação aparente nos carnívoros. A individualização do lóbulo pulmonar ocorre com a presença do bronquíolo terminal, respiratórios, ductos alveolares e (Figura 20). Figura 20. Pulmão de bovino seccionado evidenciando o parênquima pulmonar e os lóbulos individualizados Cápsula pulmonar Alvéolos pulmonares Lóbulo pulmonar Fonte: Adaptada de (pulmão) e Alex (alvéolo). 5.4.7. VASCULARIZAÇÃO PULMONAR Divide-se a circulação pulmonar em funcional, que é desempenhada pelas artérias e veias pulmonares, que têm o papel de conduzir sangue não oxigenado do ventrículo direito do coração para os pulmões, facilitando a troca gasosa. Em contrapartida, as veias pulmonares retornam o sangue oxigenado do átrio esquer- do para o coração. Essas artérias pulmonares são únicas, pois transportam sangue venoso e seus ramos seguem a árvore brônquica em direção aos pulmões, alcan- çando os alvéolos pulmonares. Ao redor destes últimos, formam uma densa rede capilar, envolvendo cada alvéolo com aproximadamente dez alças capilares. O ou- tro tipo de circulação é a nutridora, feita pelas artérias e veias bronquiais. Neste tipo, o suprimento sanguíneo nutricional tem origem na artéria broncoesofágica e continua como artérias brônquicas, ramificando-se na árvore brônquica para abas- tecer os brônquios proximais aos bronquíolos. As veias brônquicas, ao deixarem os pulmões, conectam-se à veia (Figura 21). Sistema Respiratório 39 Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 39 07/05/2024 16:21:30CAPÍTULO 02 SISTEMA ENDÓCRINO Ana Paula Gonçalves Ferreira Miranda 1. INTRODUÇÃO sistema endócrino, como o próprio nome diz, é formado por glândulas endócrinas, aquelas que secretam substâncias químicas por meio do sistema vas- cular; essa característica as diferencia das glândulas exócrinas (Figura 1), que se- cretam substâncias por meio de ductos. É importante ressaltar que as glândulas exócrinas não fazem parte deste Figura 1. Diferenças entre glândulas endócrinas e exócrinas Externo Glândula endócrina Glândula exócrina Vaso sanguíneo Fonte: Adaptada de Aldona As glândulas endócrinas podem apresentar funções endócrinas primárias, como vemos na hipófise, ou funções mistas, como o pâncreas, que é constituído também por uma porção exócrina. As glândulas endócrinas são responsáveis pela produção e pela secreção de hormônios, exceto a hipófise posterior, que apenas armazena, e secreta, dos hormônios produzidos pelo hipotálamo. Os hormônios são denominados substâncias químicas e têm funções reguladoras em todo o Sistema Endócrino 47 Anatomia e fisiologia 47 07/05/2024 16:21:32CASO CLÍNICO 3 Gato sem raça definida, macho, 5 anos, com histórico de polifagia, poliú- ria, polidipsia, perda de peso e sonolência. Ao exame físico, o animal apresentava obesidade, apesar de estar per- dendo peso, olhos opacos, pelos sem brilho e glicosúria. Suspeitou-se de diabetes tipo 2 (adquirida). A diabetes tipo 2 acontece devido a uma hiperglicemia secundária à combinação de defeitos tanto na sensibilidade à insulina quanto na disfun- ção das células beta-pancreáticas. Resistência à insulina nas células, que gera um aumento da demanda de síntese da insulina como compensação que leva a um quadro de exaustão das células pancreáticas, acarretando no dé- ficit na secreção da insulina. Nos exames sanguíneos, foram encontrados altos níveis de glicose, o que confirmou as suspeitas. Figura 12. Esquema de diferenciação entre animal normal e animal com diabetes do tipo 2 Normal Diabetes tipo 2 Baixa produção Produção de de insulina pelo insulina pelo pâncreas pâncreas Mais glicose Glicose no Menos glicose é livre no vaso Menos glicose é carregada para carregada para vaso san- sanguíneo guíneo células através células através da insulina da insulina Fonte: Adaptada de 2.8. OVÁRIO Os ovários são órgãos sólidos e localizados na região pélvica, em pares, sus- tentados por ligamentos e comunicam-se com o útero através das tubas uterinas. Possuem formato elipsoide, exceto na égua, que apresenta um ovário com formato de feijão devido à presença da fossa ovariana. A superfície dos ovários é irregular graças à formação dos folículos e do corpo lúteo, onde as espécies que apresen- tam mais de um fólico maduro, como as porcas e cadelas, possuem mais irregu- Sistema Endócrino 57 Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 57 07/05/2024 16:21:37laridades quando comparadas com as vacas e as éguas, que apresentam apenas um folículo maduro e menos irregulares na sua superfície. Internamente o ovário apresenta o córtex onde estão os folículos em desenvolvimento, regressão e o cor- po lúteo (Figura 13). Sua porção endócrina vem do folículo; este apresenta um único óvulo e, por estímulo hormonal vindo da hipófise, se desenvolve e passa a produzir hormônios que também influenciam a hipófise até que ocorra a ovulação. Após a ovulação, é formado o corpo lúteo, estrutura transitória também com função endócrina, com a finalidade de manter a gestação. A irrigação sanguínea dos ovários é realizada pelas artérias ováricas, oriundas da parte abdominal da artéria aorta. Sua drenagem acontece pelo plexo pampi- niforme, que se funde e forma a veia ovárica esquerda e direita, que drenam para veia renal esquerda e veia cava inferior, Figura 13. Anatomia do ovário Folículo em desenvolvimento Folículo maturo Folículo primário Óvulo Ligamento ova- riano Corpo lúteo Corpo lúteo Ovário Fonte: Adaptada de 2.9. TESTÍCULO Os testículos apresentam alterações de tamanho, formato e localização nas espécies. São encontrados dentro da bolsa escrotal, em pares, e localizados na re- gião da virilha em ruminantes, região perineal nos suínos e gatos, e numa posição intermediária acima da virilha nos equinos e cães. São órgãos sólidos e de formato elipsoide, variando pouco entre as espécies. 58 Anatomia e Fisiologia Veterinária Volume 2 Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 58 07/05/2024 16:21:37CAPÍTULO 03 SISTEMAS REPRODUTORES Carina Teixeira Ribeiro 1. INTRODUÇÃO sistema reprodutor, tanto o feminino quanto o masculino, é formado por vários órgãos e glândulas de formatos variados entre as espécies de mamíferos do- mésticos e tem por finalidade a produção e a liberação dos gametas e hormônios sexuais. Na fêmea, o aparelho reprodutor é formado pelos ovários, útero, com suas partes e particularidades entres as espécies, vagina, vestíbulo e vulva. Já no macho, os testículos, o escroto, as glândulas sexuais acessórias e o pênis formam o apare- lho reprodutor. Neste capítulo serão abordadas a topografia dos órgãos, a morfofisiologia destes e as diferenças entre as espécies. As Figuras 1 e 2 representam os sistemas reprodutores feminino e masculino, respectivamente. Figura 1. Sistema urogenital felino (fêmea) Sistema Urogenital felino (fêmea) Corpo do utero Cervix Rim Ovário Vagina Vulva Fêmea Ureter Uretra Bexiga Corno uterino Fonte: Adaptada de Sistemas Reprodutores 75 Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indo 75 07/05/2024 16:21:41GnRH Vasos portais Hipófise anterior Gonadotrofo Circulação LH FSH sistêmica Estradiol (feedback Feedback -VO de inibina -VO feedback precoce (folicular tardia) +VO no meio do ciclo) Estradiol Folículo Andrógenos ovariano Capilar Células da Células da granulosa teca interna Fonte: Acervo 4.1.3. ESTROGÊNIO Conforme já mencionado no item anterior, a produção de estrogênio ou es- tradiol ocorre nas células da granulosa por ação do FSH, mas, para que isso ocor- ra, é necessário o seu precursor, a testosterona, sintetizada pelas células da teca 100 Anatomia e Fisiologia Veterinária - Volume 2 Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 100 07/05/2024 16:21:44sob ação do LH. O 17-B estradiol (E2) é o estrogênio que predomina nos animais domésticos não gestantes, enquanto nos animais gestantes o predomínio se faz pela estrona (E1) e estriol (E2), produzidos pela placenta. 17-B estradiol (E2) é o estrogênio mais potente, que induz o comportamento estral. Em vacas, está rela- cionado também com a ovulação. Os hormônios estrogênicos estão relacionados com a indução da proliferação celular e o crescimento tecidual relacionados com a reprodução. Sendo assim, estão relacionados com a estimulação da proliferação das glândulas endometriais; da proliferação dos ductos da glândula mamária; do aumento da atividade secretória dos ductos uterinos; da iniciação da receptivida- de sexual; da regulação da secreção de LH pela adeno-hipófise; anabolismo protei- CO; crescimento dos ossos longos, entre outras 4.1.4. PROGESTERONA A progesterona é sintetizada, principalmente, pelo corpo lúteo, e, em menor proporção, pela placenta. Quando há fecundação, a produção de progesterona permanece ativa durante toda a gestação, pelo corpo lúteo e pela placenta. Quan- do não ocorre gestação, o corpo lúteo permanece produzindo progesterona, em média, por 14 dias, de acordo com um estudo feito em ovelhas. Isso porque, de- corrido esse período, o endométrio produz o hormônio prostaglandina f2a, que, ao entrar na corrente circulatória, chega ao ovário e induz a lise do corpo lúteo, cessando a produção de progesterona. A atuação da progesterona está relacio- nada, em conjunto, com a ação dos estrogênios, como induzir a proliferação das glândulas endometriais; estimular a atividade secretória das glândulas endome- triais para fornecer nutrientes ao embrião em desenvolvimento, antes mesmo da implantação; induzir a proliferação celular da glândula mamária; impedir a contra- ção do útero durante a gestação, o que poderia levar ao aborto, regular a secreção das gonadotrofinas, entre outras 4.2. PUBERDADE A puberdade é a fase de maturação sexual, em que há modificações hormo- nais, corporais e comportamentais das fêmeas. Nas fêmeas, o início da puberda- de é marcado pelo início da atividade ovariana. O aumento da atividade do eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal faz com que aumente de forma acentuada a produção e a liberação dos hormônios FSH e LH, estimulando a maturação dos ór- gãos reprodutores femininos. No entanto, em decorrência das diferentes espécies domésticas e suas variações interraciais e de massa, a puberdade ocorre em tem- pos A Tabela 1 mostra o período mais comum e as diferenças entre as espécies. Sistemas Reprodutores 101 Anatomia e fisiologia veterinaria_2.ind 101 07/05/2024 16:21:44CAPÍTULO 04 SISTEMA URINÁRIO Érica Augusta dos Anjos Cerqueira da Silva Marcia Maria Magalhães Dantas de Faria 1. INTRODUÇÃO A nomenclatura atual traz os órgãos urinários e genitais em um único título, o sistema urogenital. Isto é devido à origem embrionária comum dos órgãos que compõem esse sistema. Os órgãos do sistema urogenital têm origem no mesoder- ma intermediário, ao longo da parede caudal da cavidade abdominal. Outra justifi- cativa é que os órgãos que compõem esse sistema compartilham a porção final do trato para excreção dos seus produtos, particularmente, nos mamíferos, a uretra e pênis no macho e o vestíbulo na fêmea. Nas aves compartilham a cloaca, na região de urodeu. sistema urinário é composto por um par de rins, que são a unidade metabó- lica do sistema urinário, os ureteres, responsáveis pelo transporte de urina a partir do rim, a vesícula urinária, onde a urina é armazenada, e a uretra, por onde há a eliminação da urina. Já as aves não possuem vesícula urinária, então não há arma- zenamento da urina. Nesses animais o produto da filtração do sangue pelos rins chega pelos ureteres na superfície dorsal do urodeu e é excretado juntamente com as fezes pelo proctodeu. 2. OS RINS termo rim deriva do latim ren, que significa órgão duplo; e do grego nephros. O rim é o órgão metabólico do sistema urinário que tem por principal função a ma- nutenção da homeostase, a partir do equilíbrio hidroeletrolítico e salino do corpo e pela remoção de substâncias tóxicas ou estranhas do sangue (subprodutos do metabolismo), por meio da filtração, além da hidrólise de pequenos peptídios. Am- bos os rins recebem, normalmente, 25% do debito cardíaco. Também são caracteri- zados como glândulas e possuem dupla função: a exócrina, com a secreção da uri- na e, secundariamente, a função endócrina, a produção de hormônios que atuam na regulação da pressão arterial, na produção de eritrócitos e no metabolismo do cálcio e fósforo. Sistema Urinário 111 Anatomia e fisiologia 111 07/05/2024 16:21:452.5. SEGMENTAÇÃO RENAL Considera-se lobo renal a porção do parênquima renal correspondente a uma pirâmide renal envolvida pela substância cortical adjacente. Para o estudo da lo- bação renal, deve ser considerada como limite dos lobos a distribuição das arté- rias interlobares, as quais correm entre as pirâmides renais. Do ponto de vista da lobação, os rins dos mamíferos domésticos são considerados 2, 3, 4 (Quadro 3 e Figura 7). Quadro 3. Segmentação renal dos mamíferos domésticos Multilobado Tipo Espécies e características simples Encontrado em bovinos Não há fusões da cortical e da parte basal correspondente às papilas TIPO Rim Apresentam sulcos e as papilas são multilobado granuloso ou sulcado independentes e envolvidas por cálices renais menores também in- Fonte: Acervo das autoras dependentes Ausência de pelve renal Encontrado em suínos Há fusão da cortical, da zona inter- média da medular e parcial fusão TIPO Rim da zona basal da medular multilobado liso polipapilado Papilas renais individualizadas e preservadas Fonte: Acervo das autoras Cálices renais menores abrem-se diretamente na pelve renal Encontrado em carnívoros, equinos e pequenos ruminantes Fusão do córtex e medula TIPO III Rim Formação de uma única pirâmide multilobado liso unipapilado com uma única papila grande que é envolvida pela crista renal Fonte: Acervo das autoras Ausência de cálices renais Presença de pelve renal Fonte: Elaborado pelas autoras com informações de Konig e Sistema Urinário 119 Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 119 07/05/2024 16:21:47Figura 7. Diferenças da conformação renal entre as espécies. Rins do tipo multilobado liso unipapilado (A); observa-se o rim do tipo multilobado simples sulcado (B) e verifica-se o rim do tipo multilobado simples liso polipapilado do suíno (C), evidenciando as papilas renais. Córtex (a); medula (b); crista renal (c); pelve renal (d); recessos da pelve (e); pseudopapilas (f); cálice renal menor (g); cálice renal maior (h) e ureter (i) A e g a a b Pequeno ruminante Cão Bovino a Fonte imagens: Acervo das autoras C b d d Equino Suíno Fonte imagens: Acervo das autoras Fonte imagens: Acervo das autoras Fonte: Acervo das autoras. No equino, a pelve renal apresenta mucosa com pregas altas com glândulas tubulares que secretam um muco espesso, o qual se apresenta colorido de ama- relo pela urina e que enche a pelve renal do equino. Os pequenos ruminantes e carnívoros diferem dos equinos pela presença das pseudopapilas e dos recessos da pelve (ou interpapilares). Pseudopapilas são projeções de tecido renal na pelve renal e recessos da pelve; são evaginações da pelve entre o tecido renal (pseudo- 2.5.1.AVES Os rins das aves estão divididos em três regiões: cranial, média e caudal, pelas artérias ilíacas externa e isquiática. O córtex e a medula não são claramente demar- cados, e não existe pelve renal. O lóbulo é a área do tecido que está compreendida entre os ramos terminais das veias portas renais. O lobo não é tão bem definido nos rins das aves como é nos rins de muitos 120 Anatomia e Fisiologia Veterinária Volume Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indo 120 07/05/2024 16:21:47

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