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Ciência política e
teoria geral da
constituição
Professor Mestre Dante Siebra 
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO
ADMINISTRATIVA
UNITÁRIO
FEDERADO
CONFEDERADO
UNITÁRIO
O estado unitário, foi adotado pelo Brasil até 1891. 
O poder fica nas mãos de um órgão central. 
Poderá ser puro ou descentralizado administrativamente. 
Com o surgimento da República, o Brasil sai do estado Unitário
para Federação. 
Os municípios só vieram a ter autonomia em 1988.
CONFEDERAÇÃO
Trata-se de forma de Estado em que diversos entes soberanos
se unem por meio de tratado internacional, em razão de
economia, de segurança interna ou defesa externa. 
A soberania permanece com cada ente federado, mesmo
depois do estabelecimento do vínculo confederado; 
Caso desejem se desligar da confederação, possuem força
para fazê-lo.
União é dissolúvel
FEDERAÇÃO
Composto por diversas entidades territoriais autônomas
dotadas de governo próprio. 
Como regra geral, os estados que se unem para constituir a
Federação são autônomos, isto é, possuem um conjunto de
competências ou prerrogativas garantidas pela Constituição que
não podem ser abolidas ou alteradas de modo unilateral pelo
governo central.
União é indissolúvel
Modelo de Federação Dual –
(Estados Unidos)
Há uma separação rígida, quando se fala de competências.
Modelo estanque de separação.
O governo federal tem controle sobre algumas áreas, como a
política externa
Os estados têm controle sobre outras áreas
A divisão de poderes é rígida
Os governos estaduais exercem os poderes concedidos a eles
sem interferência do governo federal;
Modelo de Federação
Cooperativa ou Cooperação –
(Brasil)
Prevê a cooperação entre os entes federativos 
A separação de atribuições e competências não é tão clara, o
que permite uma maior coordenação e cooperação entre os
entes 
Os governos subnacionais dependem dos recursos do governo
central para financiar e administrar conjuntamente programas e
políticas públicas 
A Constituição Federal de 1988 instituiu a descentralização das
ações educacionais por meio do regime de colaboração 
Art. 23 e 24 da CRFB
Modelo de Federação
Simétrico
Tem uma homogeneidade (na cultura, no desenvolvimento e no
idioma). 
Visa uma repartição de competências e receitas de forma
paritária e isonômica entre os entes integrantes da Federação.
Essa forma de Federalismo parte de um pressuposto de
isonomia entre os entes.
Modelo de Federação
Assimétrico
Parte do pressuposto de que existem exacerbadas
desigualdades regionais (socioeconômicas, políticas, culturais)
e busca reverter esse quadro com a realização de programas e
a distribuição de atribuições diferenciadas entre os entes para
equacionar as desigualdades. 
EX.: Canadá - Francês e Inglês são as linguas oficiais 
 Brasil - Diferenças climáticas e sociais. 
Modelo de Federação
Orgânico
Concepção centralizadora. 
Os Estados membros são fragilizados. 
Regime ditatorial
Modelo de Federação de
Integração
Há preponderância do governo central. 
A busca pela integração, minimiza o desequilíbrio.
Modelo de Federação de
Equilíbrio
Se busca harmonia entre os entes. 
Cada um na sua esfera de competência. 
FEDERAÇÃO BRASILEIRA
Art. 18. A organização político-administrativa da República
Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta
Constituição. 
§ 1º Brasília é a Capital Federal. 
§ 2º Os Territórios Federais integram a União, e sua criação,
transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão
reguladas em lei complementar. 
FEDERAÇÃO BRASILEIRA
Art.19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios: 
I – Estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los,
embarcar-lhes funcionamento ou manter com eles ou suas
representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na
forma da lei, a colaboração de interesse público; 
II – Recusar fé aos documentos públicos; 
III – Criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. 
federação brasileira
Os Territórios Federais não são entes dotados de autonomia. 
Não existem Territórios Federais, mas nada impede que eles sejam
criados por lei complementar federal. 
Caso sejam criados, não terão autonomia financeira, administrativa
e política, pois serão autarquias pertencentes à União. 
federação brasileira
Os Territórios Federais não são entes dotados de autonomia. 
Não existem Territórios Federais, mas nada impede que eles sejam
criados por lei complementar federal. 
Caso sejam criados, não terão autonomia financeira, administrativa
e política, pois serão autarquias pertencentes à União. 
Brasil já teve Territórios Federais?
federação brasileira
O Brasil, em 1988, tinha três Territórios Federais: 
Amapá – demonstrou viabilidade e foi transformado em estado;
Roraima – demonstrou viabilidade e foi transformado em estado;
Fernando de Noronha – não demonstrou viabilidade e foi devolvido
a Pernambuco. 
ADOÇÃO DA FEDERAÇÃO DE 3º
GRAU
União, estados Distrito Federal e municípios: 
Autonomia tríplice: Financeira, administrativa e política
Lembrem da FAP 😉 
Já o Distrito Federal é sui generis, e acumula as competências legislativas,
administrativas e tributárias.
República Federativa do
Brasil
Ente de direito público externo; 
Dotada de soberania; 
Os entes que compõem a República são dotados de autonomia; 
A União exerce dupla função: autonomia no plano interno, mas no plano
externo atua/ age com soberania. 
Não se pode afirmar que a União possua ou detenha soberania. 
Quem detém ou possui soberania é a República Federativa do Brasil.
A (IM)POSSIBILIDADE DE CONCESSÃO DE ISENÇÕES
HETERÔNOMAS 
IPTU é tributo municipal.
Se o estado quiser dar isenção, tem que ser de tributo que pertença ao estado. 
Exceção: a União quando age como se fosse o Brasil, e não um ente do Brasil, ela pode
conceder isenção heterônoma. 
Exemplo: o Brasil celebra um tratado internacional com a Bolívia, e nesse tratado o Brasil
compra gás natural da Bolívia. Porém, para baratear o gás natural, o governo Brasileiro concede
uma isenção do ICMS. ICMS é tributo estadual, mas neste caso o Brasil pode dar essa isenção,
pois se trata da União agindo em nome da República Federativa do Brasil. 
FORMAÇÃO DE NOVOS ESTADOS E
NOVOS MUNICÍPIOS
Não se admite o direito de secessão, ou seja, separação
A existência de movimento separatista é uma das causas possíveis de intervenção federal.
É possível ocorrer a anexação, fusão ou desmembramento de um Estado.
Houve desmembramento entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no ano de 1976. 
Em 1988, o Estado de Goiás foi redividido e criou-se o Estado de Tocantins.
FORMAÇÃO DE NOVOS ESTADOS E
NOVOS MUNICÍPIOS
Art. 18. 
§ 3º Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se
anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação
da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por
lei complementar. 
§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios far-se-ão por lei
estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de
consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após
divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei.
Formação de novos Estados –
ETAPAS
1ª Plebiscito com a população envolvida. Envolve toda a população afetada com a fusão,
desmembramento ou anexação.
2ª Audiência com as Assembleias Legislativas envolvidas.
3ª Lei Complementar Federal cria
Formação de novos Municípios
– ETAPAS
1ª Lei Complementar Federal abre período autorizando as criações;
2ª Estudo de viabilidade municipal. Tal estudo verifica se o município pode se sustentar. 
3ª Plebiscito com a população envolvida. 
4ª Lei Ordinária Estadual cria.
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO
ADMINISTRATIVA da UNIÃO
O artigo 20 dispõe dos bens da União
O artigo 26 trata dos bens dos estados
Bens dos municípios são residuais
ORGANIZAÇÃOPOLÍTICO
ADMINISTRATIVA da UNIÃO
Organização de competência
União: artigos 21 a 24
Estados: Artigo 25 (porém alguns pontos do 22 até o 24 também são usados para os
estados)
É necessário LER os artigos 
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO
ADMINISTRATIVA da UNIÃO
A maior parte dos bens também faz parte do patrimônio da União. 
O rol é exemplificativo. 
Art. 20. São bens da União: 
I – os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos; 
II – as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções
militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei;
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO
ADMINISTRATIVA da UNIÃO
III – os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que banhem
mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro
ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais; 
IV – as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias marítimas; as
ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de Municípios,
exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas
no art. 26, II;
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO
ADMINISTRATIVA da UNIÃO
V – os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva; 
VI – o mar territorial; 
VII – os terrenos de marinha e seus acrescidos; 
VIII – os potenciais de energia hidráulica; 
IX – os recursos minerais, inclusive os do subsolo;
os índios podem usar e usufruir as riquezas do solo, entretanto não é permitido desfrutar das
riquezas do subsolo pertencentes à União.
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO
ADMINISTRATIVA da UNIÃO
X – as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos; 
XI – as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios.
Obs.: Súmula n. 650 do Supremo Tribunal Federal, não se considera bens da União os
aldeamentos extintos em tempos remotos. 
Os indígenas possuem o uso e usufruto das declaradas terras, mas não o poder da propriedade,
ou seja, não podem vender essas terras, pois pertencem à União.
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO
ADMINISTRATIVA da UNIÃO
§ 1º É assegurada, nos termos da lei, à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios
a participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para
fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território,
plataforma continental, mar territorial ou zona econômica exclusiva, ou compensação financeira
por essa exploração (EC 102/19).
Motivo: Pré-sal 
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO
ADMINISTRATIVA da UNIÃO
§ 2º A faixa de até cento e cinquenta quilômetros de largura, ao longo das fronteiras
terrestres, designada como faixa de fronteira, é considerada fundamental para defesa do
território nacional, e sua ocupação e utilização serão reguladas em lei. 
UNIÃO
Dupla personalidade jurídica: interna (dotada de autonomia) e internacional (representação do
país, por exemplo, no Tratado Internacional). 
Repartição de competências: acumulação de competências exclusivas (materiais,
administrativas) e privativas (legislativas). 
Art. 21: competência, material e administrativa, exclusiva da União. 
Art. 22: competência privativa da União, Legislativa. 
Art. 23: competência, material e administrativa, comum atribuída a todos os entes da
Federação (União, Estado, Distrito Federal e Municípios). 
Art. 24: competência concorrente entre a União (normas gerais) e Estados/ Distritos Federais
(normas suplementares)
UNIÃO
o Presidente da República acumula dupla função: 
Chefe de Estado, agindo em nome da República Federativa do Brasil (plano internacional); 
Chefe de Governo, usando a chefia do Poder Executivo da União (plano interno). 
Há prerrogativas exclusivas do Chefe de Estado, nas quais incluem a impossibilidade de
prisão em flagrante e não responder por atos sem relação ao cargo durante o mandato e,
mesmo relacionado, somente responderá se a Casa Legislativa autorizar.

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