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prejudiquem á saúde ou a integridade física e quando se tratar de segurados portadores de deficiência, nos termos da lei 
complementar. 
Parágrafo segundo: Nenhum benefício que substitua o salário de contribuição ou o rendimento do trabalho do segurado terá 
valor mensal inferior ao salário-mínimo. 
Parágrafo Terceiro: Todos os salários de contribuição considerados para o cálculo de benefício serão devidamente atualizados, 
na forma da lei. 
Parágrafo quarto: É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real, 
conforme critérios definidos em lei. 
Parágrafo quinto: É vedada a filiação ao regime geral de previdência social, na qualidade de segurado facultativo, de pessoa 
participante de regime próprio de previdência. 
Parágrafo sexto: A gratificação natalina dos aposentados e pensionistas terá por base o valor dos proventos do mês de 
dezembro de cada ano. 
Parágrafo sétimo: É assegurada aposentadoria no regime geral de previdência social, nos termos da lei, observadas as 
seguintes condições: 
I – 35 (trinta e cinco) anos de contribuição, se homem, e 30 (trinta) anos de contribuição, se mulher; 
II- 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e 60 (sessenta) anos de idade, se mulher, reduzido em 5 (cinco) anos o 
limite para os trabalhadores rurais de ambos os sexos e para os que exerçam atividades em regime de economia familiar, nestes 
incluídos o produtor rural, o garimpeiro e o pescador artesanal. 
Parágrafo oitavo: Os requisitos a que se refere o inciso I do parágrafo anterior serão reduzidos em 5 anos para o professor que 
comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e 
médio. 
Parágrafo nono: Para efeito de aposentadoria, é assegurada contagem recíproca do tempo de contribuição na administração 
pública e na atividade privada, rural e urbana, hipótese em que os diversos regimes de previdência social se compensarão 
financeiramente, segundo critérios estabelecidos em lei.” 
 
 
 
 
 
 
LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. São Paulo: Saraiva 
MORAES, Alexandre de. Direito Constitucional. São Paulo: Ed. Átlas. 
SILVA, José Afonso da. . São Paulo: Ed. Revista dos Curso de Direito Constitucional Positivo
Tribunais. 
referencias bibliográficas 
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DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSO TRIBUTÁRIO 
 
 
 
 
Direito Tributário é o ramo do direito público que estuda princípios e normas disciplinadores do exercício 
das atividades de instituição, cobrança e fiscalização de tributos. Decorrentes desse conceito destacam-
se três partes fundamentais: 
a) “ramo do direito público”: o Direito Tributário é classificado como ramo do direito público por estudar 
atividades estatais; 
b) “estuda princípios e normas”: significa dizer que existem dois tipos de regras jurídicas pertencentes ao 
Direito Tributário: 1) princípios: regras gerais que veiculam valores essenciais do sistema jurídico; 2) 
normas: regras específicas que disciplinam comportamentos determinados; 
c) “disciplinadores do exercício das atividades de instituição, cobrança e fiscalização de tributos”: essas 
são as três atividades estatais que compõem campo específico de interesse do Direito Tributário. 
O Direito Tributário quanto a sua natureza jurídica, classifica-se como ramo do direito público na medida 
em que as três atividades que pertencem ao seu objeto de estudos (criação, cobrança e fiscalização de 
tributos) são atividades que o ordenamento jurídico brasileiro define como próprias do Estado. 
Por estabelecer uma disciplina de natureza substancial, e não adjetiva ou formal, o Direito Tributário é 
ramo de direito material. Além disso, o Direito Tributário apresenta-se também como um “ordenamento 
de direito obrigacional”, vez que se estrutura a partir da ideia de uma relação jurídica obrigacional ligando 
o Fisco e o contribuinte. Ao final, tem-se que a jurisprudência pátria frequentemente refere-se ao Direito 
Tributário como um direito comum no sentido de ser um ramo aplicável à generalidade das pessoas, e 
não um ramo especial ou excepcional. 
Quádrupla natureza jurídica do Direito Tributário: a) direito público; b) direito material; c) direito 
obrigacional; d) direito comum. 
 
 
 
 
 
Estado existe para consecução do bem comum, para tal, precisa obter recursos financeiros, o que o faz, 
de duas formas (originárias e derivadas) e que dão origem às receitas públicas. 
Para que se obtenha receita originária, o Estado se despe das tradicionais vantagens que o regime 
jurídico de direito público lhe proporciona e, de maneira semelhante a um particular, obtém receitas 
patrimoniais ou empresariais. Ex: um contrato de aluguel em que o locatário é um particular e o locador é 
o Estado. O particular somente se obriga a pagar o aluguel porque manifesta sua vontade ao assinar o 
contrato, não havendo manifestação de qualquer parcela do poder de império estatal. 
Para obter receita derivada, o Estado, agindo como tal, utiliza-se das suas prerrogativas de direito 
público, edita uma lei obrigando o particular que pratique determinados atos ou se ponha em certas 
situações a entregar valores aos cofres públicos, independentemente de sua vontade. Ex: aquele que 
auferiu rendimento será devedor do imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza (imposto de 
renda) independentemente de qualquer manifestação volitiva. 
Esquema de classificação das Receitas Públicas: 
 
A excepcionalidade da exploração de atividade econômica por parte do Estado é decorrente de previsão 
constitucional expressa no artigo 173 da Constituição Federal: 
 
CONCEITO E NATUREZA JURÍDICA DO DIREITO TRIBUTÁRIO 
ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO 
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Art. 173 Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será –
permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei. 
 
O Estado tributa para conseguir carrear recursos para os cofres públicos, possibilitando o desempenho 
de sua atividade financeira, tudo em busca de seu desígnio maior: o bem comum. Para isso, possui uma 
arma poderosa nas mãos: o tributo. 
 
Existem tributos cuja finalidade principal é fiscal, ou seja, arrecadar, carrear recursos para os cofres 
públicos (ex: ISS, ICMS, IR, etc.) e outros cuja finalidade é extrafiscal, ou seja, tem por finalidade 
precípua intervir numa situação social ou econômica (ex: IOF, IE, ITR, etc.) 
Terceira finalidade: finalidade parafiscal, em que também se objetiva a arrecadação. A diferença reside 
no fato de a lei tributária nomear sujeito ativo diverso da pessoa que a expediu, atribuindo-lhe a 
disponibilidade dos recursos arrecadados para o implemento de seus objetivos (ex: as contribuições 
previdenciárias, que, antes da criação da Secretaria da Receita Previdenciária (hoje parte da Receita 
Federal), eram cobradas pelo INSS (autarquia federal), que passava a ter, também, a disponibilidade dos 
recursos auferidos. 
 
Assim, tem-se: 
 
 
 
 
 
 
Interpretação e Integração da Legislação Tributaria: vale firmar que cabe qualquer interpretação 
(sistemática, analógica, teleológica, etc.). Contudo, algumas observações merecem atenção: 
a) Quanto a redação: art. 109 e 110do CTN - o direito tributário vale-se de termos, 
princípios e expressões do direito privado, mas não pode alterar-lhes o sentido, somente atribuir-lhes os 
efeitos tributários. 
b) Quanto a Interpretação: art.111, CTN- é taxativo em utilizar a interpretação LITERAL 
para suspensão, exclusão, isenção e dispensa do cumprimento das obrigações tributárias acessórias. 
Art. 112, CTN - trata da interpretação mais benéfica em caso de dúvida quanto a autoria, materialidade, 
imputabilidade e prova. 
c) Quanto a Integração: art. 108, CTN - 1. Analogia; 2. Princípios Gerais do Direito 
Tributário; 3. Princípios Gerais do Direito Público; 4. Equidade. 
 
 
 
 
 
O termo “tributo” é plurissignificativo na medida em que pode ser utilizado em, pelo menos, cinco 
acepções distintas: 
a) como o dever de levar dinheiro aos cofres públicos; 
b) a quantia em dinheiro entregue ao Estado no cumprimento desse dever; 
c) o comportamento de levar dinheiro (prestação); 
d) a lei que prescreve tal dever (norma jurídica); 
e) a relação jurídica obrigacional que tal lei cria; 
f) o direito do sujeito ativo a receber seu crédito tributário. 
 
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA (ART. 96 A 112 CTN) 
TRIBUTO 
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Estabelece o art. 3º do Código Tributário Nacional: 
 
Art. 3 - Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua º 
sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. 
 
Para entendimento do tema, a definição de tributo deverá ser analisada em todos os seus aspectos: 
 
1. Prestação Pecuniária, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir: 
O art. 3º do Código Tributário Nacional foi redundante ao afirmar que tributo é uma prestação 
“pecuniária” e “em moeda” na medida em que as duas expressões significam rigorosamente a mesma 
coisa: o tributo é sempre uma obrigação de entregar determinada quantia em dinheiro ao Estado. Isso 
não significa que o pagamento deva ser feito obrigatoriamente em dinheiro. O art. 3º fala “em moeda ou 
cujo valor nela se possa exprimir”. E o art. 162 do CTN completa: 
 
Art. 162 - O pagamento é efetuado: 
I – em moeda corrente, cheque ou vale postal; 
II – nos casos previstos em lei, em estampilha, em papel selado, ou por processo mecân ico”.
 
Sobre os referidos meios de pagamento, vale transcrever as regras contidas nos cinco parágrafos do art. 
162 do CTN: 
Art. 162 (...) –
§ 1º A legislação tributária pode determinar as garantias exigidas para o pagamento por cheque ou vale postal, desde que não o 
torne impossível ou mais oneroso que o pagamento em moeda corrente. 
§ 2º O crédito pago por cheque somente se considera extinto com o resgate deste pelo sacado. 
§ 3º O crédito pagável em estampilha considera-se extinto com a inutilização regular daquela, ressalvado o disposto no art. 150. 
§ 4º A perda ou destruição da estampilha, ou o erro no pagamento por esta modalidade, não dão direito a restituição, salvo nos 
casos expressamente previstos na legislação tributária, ou naquelas em que o erro seja imputável à autoridade administrativa. 
§ 5º O pagamento em papel selado ou por processo mecânico equipara-se ao pagamento em estampilha. 
 
OBSERVAÇÃO: Ao prescrever que o tributo é sempre prestação pecuniária, o art. 3º do CTN 
excluiu do direito brasileiro as figuras do “tributo in labore” (prestações de serviço) e do “tributo 
in natura” (entrega de bens). Exemplificando, tem-se que os conscritos (convocados para o 
serviço militar obrigatório), mesários e jurados, ao desempenharem as funções para as quais são 
requisitados pelo Estado, não estão “pagando tributo”, na medida em que cumprem obrigações 
de fazer, enquanto o tributo é sempre uma obrigação de pagar. 
 
Relevante destacar que existem muitas outras prestações pecuniárias previstas em lei, como por 
exemplo, o dever de pagar multas ou a obrigação de ressarcir danos causados a terceiros. 
Todo tributo é uma prestação pecuniária prevista em lei, mas nem toda prestação pecuniária prevista em 
lei tem natureza de tributo. 
 
Assim tem-se: 
 
 
2. Prestação Compulsória: 
A compulsoriedade é a característica fundamental do dever de pagar tributos. Não se trata de uma 
obrigação consensual ou facultativa, mas de uma imposição surgida unilateralmente como decorrência 
do poder de império atribuído ao Estado. A compulsoriedade decorre da natureza legal da obrigação 
tributária. 
As atividades administrativas de arrecadar tributos não são autoexecutáveis na medida em que, se o 
contribuinte deixa de pagar a obrigação tributária, o Fisco é obrigado a recorrer ao Poder Judiciário para 
fazer valer o seu direito de receber o crédito tributário, por meio da ação de execução fiscal (Lei n. 
6.830/80). 
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Assim, tem-se: 
 
 
3. Que não constitua sanção por Ato Ilícito: 
Ao afirmar que o tributo não constitui sanção por ato ilícito o legislador quis afirmar que tributo não se 
confunde com multa. A distinção é importante, pois existem diversas espécies de obrigações pecuniárias 
vinculando os indivíduos e o Estado, sendo que as multas constituem prestações bastante assemelhadas 
ao tributo. 
O dever de pagar tributo surge da realização de um ato conforme ao direito (fato gerador), ao passo que 
a obrigação de pagar uma multa nasce como resposta do ordenamento jurídico à prática de um ato ilícito 
(infração). 
O tributo não pode ser utilizado como punição aplicada ao contribuinte em consequência de alguma 
conduta contrária ao direito. 
Embora não seja tributo, o CTN trata das multas (penalidades pecuniárias) como obrigações tributárias 
principais (art. 113, § 1º). 
O art. 3º do CTN não proíbe que a tributação recaia sobre atividades ilícitas, isso porque a ocorrência do 
fato gerador independe da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelo contribuinte (art. 118 
do CTN). Ex: traficantes, “bicheiros” ou mafiosos também devem pagar Imposto de Renda. Pela mesma 
razão, a venda de madeira de corte proibido e a comercialização de animais silvestres sujeitam-se à 
incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. 
 
O STF já decidiu caracterizar crime de sonegação fiscal a omissão, na declaração de rendimentos, de 
lucros oriundos de atividade criminosa (HC 77.530), conforme ementa abaixo: 
 
Sonegação fiscal de lucro advindo de atividade criminosa: “non olet”. Drogas: tráfico de drogas, 
envolvendo sociedades comerciais organizadas, com lucros vultosos subtraídos à contabilização regular 
das empresas e subtraídos à declaração de rendimentos: caracterização, em tese, de crime de 
sonegação fiscal, a acarretar a competência da Justiça Federal e atrair pela conexão, o tráfico de 
entorpecentes: irrelevância da origem ilícita, mesmo quando criminal, da renda subtraída à tributação. A 
exoneração tributária dos resultados econômicos de fato criminoso antes de ser corolário do princípio –
da moralidade constitui violação do princípio de isonomia fiscal, de manifesta inspiração ética. Para o –
Direito Tributário brasileiro a origem remota do dinheiro é irrelevante (princípio do non olet, literalmente: 
“o dinheiro não tem cheiro”). 
 
Se o tributo não constitui sanção por ato ilícito (art. 3º do CTN), verifica-se que o ordenamento jurídico 
utiliza instrumentos tributários, com efeito, punitivo visando estimular ou desestimular determinados 
comportamentos do contribuinte. Bastante usual é o emprego da tributação progressiva sancionatória 
como meio de forçar o cumprimento da função social da propriedade. Trata-sede manifestação da 
chamada extrafiscalidade. 
A possibilidade de progressividade sancionatória não representa qualquer afronta ao art. 3º do CTN. O 
referido dispositivo veda a utilização do tributo em si como sanção pela prática de ato ilícito, mas não 
exclui a eficácia sancionatória de outros instrumentos tributários. 
 
Em suma: 
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4. Prestação instituída em Lei: 
Regra sem exceção, o tributo só pode ser criado por lei (complementar ou ordinária) ou ato normativo de 
igual força (Medida Provisória). 
Embora não haja exceção à legalidade quanto à instituição de tributos, existem várias exceções aos 
princípios quanto à alteração de alíquotas: 
 
 
 
 
5. Cobrado mediante Atividade Administrativa Plenamente Vinculada: 
O art. 3º do CTN afirma que o tributo é “cobrado mediante atividade plenamente vinculada” e isso 
significa que, constatando a ocorrência do fato gerador, o fisco é obrigado a realizar o lançamento 
tributário. 
Lançamento é o ato administrativo vinculado e obrigatório, declaratório do fato gerador e constitutivo do 
crédito tributário, que se não for realizado, importa em responsabilidade funcional do agente público 
competente (art. 142, parágrafo único, do CTN). 
Assim, lançamento é ato vinculado, não discricionário. 
 
 
Importante, ainda a análise do seguinte esquema: 
 
 
 
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Os tributos brasileiros são classificados como: 
1) Quanto à função: 
a) tributos fiscais: cobrados com finalidade meramente arrecadatória, para prover os cofres públicos de 
recursos aptos a custear o aparelho estatal. Ex: Imposto de Renda; 
b) tributos extrafiscais: instituídos pelo Estado com objetivos predominantemente sociais ou políticos, e 
não com a simples finalidade de obter recursos financeiros. Tais tributos atuam estimulando ou 
desestimulando comportamentos do contribuinte. Ex: Imposto Territorial Rural progressivo para 
desestimular propriedades improdutivas; 
c) tributos parafiscais: arrecadados por pessoa diversa daquela que detém a competência constitucional 
para sua criação. Exemplos: contribuições sindicais e anuidades dos conselhos de classe. 
2) Quanto à competência: 
a) tributos federais: aqueles que competem à União Federal. O rol dos impostos federais consta do art. 
153 da Constituição Federal: 
 
Compete à União instituir impostos sobre: 
I – importação de produtos estrangeiros; 
II exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados; –
III renda e proventos de qualquer natureza; –
IV produtos industrializados; –
V – operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários; 
VI propriedade territorial rural; –
VII grandes fortunas, nos termos de lei complementar. –
 
São federais também os impostos residuais (art. 154, I, CF) e os extraordinários de guerra (art. 154, II, da 
CF), além dos empréstimos compulsórios (art. 148 da CF) e da maioria das contribuições especiais (arts. 
149 e 195 da CF). 
Cabe à União ainda instituir taxas e contribuições de melhoria, como forma de remunerar atividades 
administrativas de sua competência (art. 145, II e III, respectivamente). 
São de competência da União, também, todos os tributos arrecadados em territórios federais, exceto os 
tributos municipais quando os territórios forem divididos em municípios (art. 147 da CF). 
b) tributos estaduais: de competência dos Estados-membros. Os impostos estaduais estão elencados no 
art. 155 da CF: 
 
Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: 
I – transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos; 
II – operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte 
interestadual e 
intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior; 
III propriedade de veículos automotores. –
 
Os Estados-membros podem cobrar taxas e contribuições de melhoria, quando a atuação ensejadora da 
arrecadação for de sua competência. São competentes ainda para cobrança de contribuição 
ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS 
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previdenciária de seus servidores visando ao financiamento de regime previdenciário próprio (art. 149, § 
1º, da CF). 
c) tributos distritais: de competência do Distrito Federal. O Distrito Federal é competente para instituir os 
tributos estaduais e os municipais (art. 147 c/c art. 155 da CF); 
d) tributos municipais: aqueles de competência dos Municípios. Quanto aos impostos estabelece o art. 
156 da CF: 
 
Compete aos Municípios instituir impostos sobre: 
I – propriedade predial e territorial urbana; 
II – transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão 
física, e de
direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição; 
III serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei complementar. –
 
Os Municípios instituem também taxas e contribuições de melhoria, além das contribuições de 
iluminação pública e de seus servidores para custeio de previdência própria (arts. 149-A e 149, §1º, da 
CF, respectivamente). 
 
3) Quanto à vinculação: 
a) tributos vinculados, bilaterais ou sinalagmáticos: aqueles que pressupõem uma atividade estatal a ser 
por eles remunerada. É o caso das taxas e contribuição de melhoria; 
b) tributos desvinculados, unilaterais ou “sem causa”: independem de uma atividade estatal relativa ao 
contribuinte. Ex: impostos. 
 
4) Quanto ao impacto financeiro: 
a) tributos diretos: são pagos pela mesma pessoa que sofre o impacto financeiro do pagamento. Ex: 
imposto de renda; 
b) tributos indiretos: são pagos por uma pessoa (contribuinte de direito), mas seu valor é embutido no 
custo do produto de modo a repercutir financeiramente no patrimônio de um terceiro (contribuinte de 
fato). É o caso do ICMS, que é pago pelo lojista (contribuinte de direito), mas tem seu valor repassado ao 
consumidor final (contribuinte de fato). São também considerados tributos indiretos o IPI e o ISS. 
A relevância prática na distinção entre tributos diretos e indiretos reside no fato de que o art. 166 do 
Código Tributário Nacional, ao disciplinar a restituição de tributos indiretos exige que o contribuinte de 
direito preencha condições especiais (princípio da repercussão), nos seguintes termos: “a restituição de 
tributos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro somente será 
feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar 
por este expressamente autorizado a recebê- la”.
 
5) Quanto ao objeto: 
a) tributos reais ou objetivos: incidem sobre fatos ou coisas. Ex: IPTU e ITR; 
b) tributos pessoais ou subjetivos: incidem sobre realidades que levam em conta certas qualidades do 
sujeito passivo. Ex: Imposto de Renda. 
 
6) Quanto ao tipo de incidência: 
a) tributos monofásicos: incidem uma única vez sobre determinado item. Ex: Imposto de Importação; 
b) tributos plurifásicos ou multifásicos: incidem várias vezes sobre os mesmo itens. É a chamada 
tributação “em cascata” ou “em cadeia”. Exemplos: ICMS e IPI. 
A incidência plurifásica, por sua vez, pode ser: a) tributos plurifásicos cumulativos: o tributo incide várias 
vezes sobre o mesmo item sem que haja um mecanismo de redução do efeito cascata. Ex: COFINSsobre papel imune (Lei nº.10.833, de 2003); b) tributos plurifásicos não cumulativos: ocorre a incidência 
sucessiva do tributo mas com utilização de um sistema de compensação para mitigar o efeito cascata. 
Ex: ICMS (art. 155, §2º, I, da CF). 
 
7) Quanto à cumulatividade: 
a) tributos cumulativos: incidem sucessivamente sobre determinado item sem que haja um sistema de 
redução do efeito cascata; 
b) tributos não cumulativos: operam por meio de incidência sucessiva, mas com utilização de um sistema 
de compensação para mitigar o efeito cascata. 
 
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8) Quanto à natureza econômica: 
a) tributos incidentes sobre comércio exterior (arts. 19 a 28 do CTN). Ex: Imposto de 
Importação e Imposto de Exportação; 
b) tributos incidentes sobre patrimônio e renda (arts. 29 a 45 do CTN). Ex: IPTU, ITBI e IR; 
c) tributos incidentes sobre produção e circulação (arts. 46 a 73 do CTN). Ex: IPI, ICMS, IOF e ISS; 
d) tributos incidentes sobre circunstâncias especiais arts. 74 a 76 do CTN). Ex: Imposto Extraordinário de 
Guerra. 
 
9) Quanto à seletividade: 
a) tributos seletivos: têm sua força econômica graduada conforme a relevância social do produto ou do 
serviço. Ex: IPI (art. 153, § 3º, I, da CF) e ICMS (art. 155, § 2º, III, da CF); 
b) tributos não seletivos: cobrados sem levar em consideração a importância social do objeto tributado. 
Ex: ITBI. 
 
QUESTÃO RESOLVIDA: 
A Presidência da República, por meio do Decreto 123, de 1º de janeiro de 2015, aprovou novas alíquotas 
para o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), dentro das balizas fiadas na lei tributária, a saber: 
Cigarro alíquota de 100% –
Vestuário alíquota de 10% –
Macarrão alíquota zero –
Sobre a hipótese, é possível afirmar que 
A) o referido decreto é inconstitucional, uma vez que viola o princípio da legalidade. 
B) o referido decreto é inconstitucional, uma vez que viola o princípio do não confisco. 
C) as alíquotas são diferenciadas em razão da progressividade do IPI. 
D) as alíquotas são diferenciadas em razão do princípio da seletividade do IPI. 
Comentário: Têm sua força econômica graduada conforme a relevância social do produto ou do serviço. 
Ex: IPI (art. 153, § 3º, I, da CF) 
 
10) Quanto à progressividade: 
a) tributos progressivos: têm alíquotas graduadas conforme a capacidade econômica do contribuinte. A 
Constituição Federal de 1988 admite utilização de alíquotas progressivas somente em três impostos: IR, 
ITR e IPTU; 
b) tributos não progressivos: cobrados de modo uniforme em relação a todos os contribuintes, sem levar 
em consideração a capacidade econômica de cada um. Exemplos: ICMS e IPVA. 
 
 
 
 
 
O art. 4º do Código Tributário Nacional assevera que: 
A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo 
irrelevantes para qualificá-la: 
I – a denominação e demais características formais adotadas pela lei; 
II a destinação legal do produto da sua arrecadação. –
 
Tomando como ponto de partida o tipo de fato gerador, haveria duas, três, quatro ou cinco tipos de 
tributo em nosso ordenamento jurídico. Podem ser identificadas quatro teorias principais: a) bipartite; b) 
tripartite; c) quadripartite; d) pentapartite. 
 
1) Teoria Bipartite: 
A teoria bipartite ou dualista defende a divisão dos tributos em: a) vinculados a uma atuação estatal, 
como as taxas e contribuições de melhoria; b) desvinculados de uma atividade do Estado, como os 
impostos. 
Nessa concepção, empréstimos compulsórios e contribuições especiais não seriam tipos autônomos de 
tributos, mas categorias que sempre poderiam ser reconduzidas às espécies básicas, sendo impostos ou 
taxas. 
 
NATUREZA JURÍDICA DAS ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS 
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2) Teoria Tripartite: 
A teoria tripartite considera a existência de três espécies tributárias: a) impostos; b) taxas; c) 
contribuições de melhoria. 
Trata-se da concepção adotada pelo Código Tributário Nacional e aceita pela doutrina tradicional. 
A existência de três espécies tributárias encontra respaldo também no art. 145 da Constituição Federal 
de 1988 segundo o qual: 
 
A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: 
I – impostos; 
II – taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços 
públicos 
específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição; 
III contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas. –
 
 A teoria tripartite é minoritária na doutrina, na jurisprudência e nos concursos públicos, 
especialmente pelo fato de a Constituição de 1988 haver conferido um tratamento normativo autônomo 
para outros dois tipos de tributos: empréstimos compulsórios (art. 148) e contribuições especiais (arts. 
149 e 195). 
 Os defensores da teoria tripartite consideram que empréstimos compulsórios e contribuições 
especiais não são categorias que se opõem às três espécies tributárias. Pelo contrário, poderiam 
assumir no caso concreto a feição de imposto, taxa ou contribuição de melhoria. 
 
3) Teoria Quadripartite: 
A teoria quadripartite advoga a existência de quatro espécies tributárias: a) impostos; b) taxas; c) 
contribuições; e d) empréstimos compulsórios. 
Tem-se reunidos na mesma categoria as contribuições de melhoria (art.145, III, da CF) e as 
contribuições especiais (art. 149 da CF). 
 
4) Teoria Pentapartite: 
A teoria amplamente majoritária na doutrina, jurisprudência e concursos públicos é a que identifica cinco 
espécies de tributos na atual ordem jurídica brasileira: a) impostos; b) taxas; c) contribuições de melhoria; 
d) empréstimos compulsórios; e) contribuições especiais. 
A teoria que defende a existência de cinco espécies tributárias encontra respaldo no Texto Constitucional 
de 1988, isso porque logo após fazer expressa referência à possibilidade de as entidades políticas 
instituírem impostos, taxas e contribuições de melhoria (art. 145), o constituinte tratou da competência 
para criação de empréstimos compulsórios e contribuições especiais (arts. 148 e 149, respectivamente). 
Trata-se também da orientação predominante na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 
 
 
 
 
 
Segundo entendimento firmado pelo STF existe cinco espécies tributarias. São elas: i.Imposto; ii.Taxa; 
iii.Contribuição de Melhoria; iv.Empréstimo Compulsório; v.Contribuições. (OBS - esta ordem foi 
estabelecida da seguinte forma: da menos importante para as mais importantes). 
 
Fonte: https://portogente.com.br 
AS CINCO ESPECIES TRIBUTÁRIAS

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