Logo Passei Direto
Buscar

APOSTILA

Material sobre Direitos Humanos para concurso público: ementa com ECA, Declaração Universal, Lei Maria da Penha, leis sobre racismo e tortura; conceitua direitos humanos, direitos fundamentais e garantias, características e aplicação constitucional; traz dados do concurso e perfil do prof. Breno Vieira.

Ferramentas de estudo

Mês do Cliente Passei Direto

Quer receber 70% de desconto para assinar o PasseIA?

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Sejam Bem Vindos a Realizar seu Sonho!
Professor Breno Vieira
Idade: 28 anos; Casado; Pai;
Bacharel em Direito pela UNISEPE
Pós Graduado em Direito Penal e Direito Processual Penal pela EBRADI
Advogado (OAB/MG)
Ex Militar do Exército Brasileiro
Professor Especialista em Concursos Públicos 
Policial Penal de Minas Gerais (Coordenador Geral do GETAP)
Especialista em Gestão de Segurança Pública 
Diversas Aprovações em Concursos Públicos
Informações Gerais
Edital em Breve
Banca FGV
Mais de 19 mil vagas entre Nível Médio e Nível Superior (Déficit de Servidores)
Cargos de Técnico e Analista
Etapas do Concurso: Prova Objetiva + Prova de Títulos e Tempo de Serviço 
Remuneração de até 6 mil + Benefícios
EMENTA – DIREITOS HUMANOS
Lei 8.069 de 13 de Julho de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente
Resolução nº 217 da Assembleia Geral da ONU de 10 de Dezembro de 1948 – Declaração Universal dos Direitos Humanos *
Resolução CNE/CP nº 1 de 30 de Maio de 2012 Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos
Decreto nº 7.037 de 21 de Dezembro de 2009 – Programa Nacional de Direitos Humanos – Eixo Orientador V: Educação e Cultura dos Direitos Humanos
Lei 11.340 de 7 de Agosto 2006 – Lei Maria da Penha
Lei 7.716 de 5 de Janeiro de 1989 – Lei que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor. 
Lei 9.455 de 7 de Abril de 1997 – Lei que define os Crimes de Tortura
DIREITOS DO HOMENS X DIREITOS FUNDAMENTAIS X DIREITOS HUMANOS
Direitos dos homens, diz respeito a uma série de direitos naturais aptos à proteção global do homem e válido em todos os tempos. Trata-se de direitos que não estão previstos em texto constitucionais ou em tratados de proteção aos direitos humanos. A expressão é, assim, reservada aos direitos que se sabe ter, cuja a existência se justifica apenas no plano jusnaturalista. Ex: direito ao trabalho.
Direitos fundamentais, por sua vez, se refere aos direitos da pessoa humana, consagrados em um determinado momento histórico. São direitos constitucionalmente protegido, ou seja, estão positivados em uma determinada ordem jurídica.
Direitos Humanos, é a expressão usada para se referir aos direitos positivados em tratados internacionais, ou seja, são direitos protegidos no âmbito do direito internacional público. A proteção a esses direitos é feita mediante convenções globais ou regionais; ex: Convenção Americana de Direitos Humanos.
OBS: Há alguns direitos que estão consagrados em convenções internacionais, mas que ainda não foram ainda reconhecidos e positivados no âmbito interno
Direitos Fundamentais x Garantias Fundamentais
Os Direitos Fundamentais, são os bens protegidos pela constituição no art. 5º/CF88; ex: vida; liberdade; propriedade...
Já as Garantias Fundamentais são formas de proteger esses bens, ou seja, instrumentos constitucionais. Ex: habeas corpus.
Caraterísticas dos Direitos Fundamentais:
Universalidade
Historicidade
Indivisibilidade
Inalienabilidade
Imprescritibilidade
Irrenunciabilidade
Relatividade*
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS
A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi proclamada através de uma Assembleia-Geral da ONU em 10 (dez) de dezembro de 1948, onde participaram 56 países, destes 56, 48 votaram a favor e 8 abstiveram-se da votação, portanto, não houve voto contra a proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O fundamento é dignidade da pessoa humana, “um código de conduta mundial para dizer a todo o planeta que os direitos humanos são universais”. O ponto de partida para a busca da proteção dos direitos humanos no âmbito mundial, um padrão mínimo.
A Declaração Universal faz referência, de nível mundial, a vários tratados internacionais de direitos humanos, tanto no âmbito global como no regional, refletindo nas sentenças de tribunais internacionais e internos, mostrando, de fato, a sua importância.
O Brasil e a Declaração Universal
Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a Republica Federativa do Brasil seja parte. Os direitos humanos chegam ao nosso ordenamento jurídico com nível constitucional de aplicação imediata, e como possuem nível constitucional, não podem ser revogadas por leis ordinárias posteriores. Entende-se que os tratados internacionais que constam na CF são como se estivessem sido redigidos em sua redação original. 
A CF de 1988 em seu art. 5º § 2º inovou ao reconhecer a dupla forma normativa, a primeira que vem do direito interno e a segunda do direito internacional dando eficácia e igualdade, e se caso ocorrer conflito deve optar pela norma mais favorável, podendo até aplicar as duas conjuntamente aproveitando no que tem de melhor à proteção do direito da pessoa. Existem entendimentos em defesa de que os tratados internacionais por serem jus cogens internacional possuem status supraconstitucional, porém, é um assunto que nunca foi solucionado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 
Conclui-se, portanto, que o Direito brasileiro faz opção por um sistema misto, que combina regimes jurídicos diferenciados: um regime aplicável aos tratados de direitos humanos e outro aplicável aos tratados tradicionais. Enquanto os tratados internacionais de proteção dos direitos humanos — por força do artigo 5º, §§ 1º e 2º — apresentam natureza de norma constitucional e aplicação imediata, os demais tratados internacionais apresentam natureza infra-constitucional e se submetem à sistemática da incorporação legislativa (e não automática).
QUESTÕES
O SUCESSO QUE NÃO FOR INTENCIONAL...
JAMAIS SERÁ ACIDENTAL.
TEORIA DOS LIMITES DOS LIMITES
Questão muito relevante a ser tratada é sobre a Teoria dos “Limites dos Limites”, o qual afirma que os direitos fundamentais são restringíveis (relativizados), observando os limites do princípio da proporcionalidade no caso concreto. Sendo assim, pergunto: a lei pode impor restrições aos direitos fundamentais? 
A resposta é sim, a lei pode impor restrições aos direitos fundamentais, mais há um núcleo essencial que precisa ser protegido, que não pode ser objeto de violações. Assim, o grande desafio do legislador está em definir o que é esse núcleo essencial, o que deverá ser feito pela aplicação do princípio da proporcionalidade em suas três vertentes: adequação; necessidade e proporcionalidade). 
TEORIA DOS LIMITES DOS LIMITES
A teoria dos “Limites dos Limites”, visa portanto, impedir a violação do núcleo essencial dos direitos fundamentais. Como o próprio nome já nos induz a pensar, ela tem como objetivo impor limites as restrições (limites) aos direitos fundamentais, criados pelo legislador. Essa teoria tem dado amparo ao controle de constitucionalidade de leis, pela aplicação do princípio da proporcionalidade. 
Concluímos portanto, que diversas vezes, é necessário sacrificar um direito fundamental, para se proteger outro. Ex: restrição da liberdade em relação a COVID-19; Violação do sigilo das cartas aos presos; vida; estado de defesa; estado de sítio; 
Questões
O SUCESSO QUE NÃO FOR INTENCIONAL...
JAMAIS SERÁ ACIDENTAL.
LEI MARIA DA PENHA – 11.340 DE 7 DE AGOSTO DE 2006
Finalidades da Lei:
Coibir e Prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher;
Prestar a assistência a vítima;
Proteção para a mulher vítima da violência doméstica e familiar;
Criação do juizado especial de violência doméstica e familiar contra a mulher; 
LEI MARIA DA PENHA – 11.340 DE 7 DE AGOSTO DE 2006
Lei Maria da Penha é Inconstitucional por proteger só mulheres?
Conceito de Mulher para a Lei = Art. 2º
Princípio da Insignificância ( - periculosidade; - reprobabilidade; - ofensividade; - lesão jurídica) = Súmula 589 STJ
Requisitos para a aplicação da Lei: 
Vítima necessariamente ser mulher;
Contexto estar no Artigo 5º;
Enquadrar em uma das violências do Artigo 7º;
LEI MARIA DA PENHA – 11.340 DE 7 DE AGOSTO DE 2006
Lei Maria da Penha se aplica a homens?
Não se exige a coabitação entre autor e vítima – Súmula 600STJ; + Artigo 5º I, parte final;
A lei é de políticas públicas e deve ser interpretada sempre em favor da mulher; 
Responsabilidade estatal para assegurar o direito das mulheres – Artigo 3º § 1º; 
Prioridade nos exames de corpo de delito (Artigo 158 § único CPP);
Ação Penal para o crime de lesão corporal leve e culposa é Pública Incondicionada;
Ação Penal no crime de ameaça no âmbito da lei será condicionada;
LEI MARIA DA PENHA – 11.340 DE 7 DE AGOSTO DE 2006
Tipos de Violências contra a Mulher:
Violência Física: qualquer ofensa que cause dano físico; ex: vias fato até homicídio;
Violência Psicológica: qualquer conduta que cause dano emocional;
Violência Sexual: relação forçada ou proibição de usar métodos contraceptivos;
Violência Patrimonial: qualquer conduta que venha a destruir bens;
Violência Moral: Calúnia, injúria e difamação;
LEI MARIA DA PENHA – 11.340 DE 7 DE AGOSTO DE 2006
A prática de qualquer crime ou contravenção penal no âmbito da Lei Maria da Penha, impossibilita a substituição da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos – Súmula 588 STJ;
Verificada a existência de risco atual e iminente a mulher em situação de violência doméstica, o agressor será imediatamente do lar e da convivência familiar; - Artigo 12 C; 
O juiz assegurará à mulher em situação de violência doméstica o acesso prioritário à remoção quando servidora pública;
Artigo 10 – A “atendimento policial PREFERENCIALMENTE do sexo feminino”;
Crime do Artigo 24-A; 
Não se aplica o instituto da Lei 9.099/95 nos crimes contra a mulher;
O SUCESSO QUE NÃO FOR INTENCIONAL...
JAMAIS SERÁ ACIDENTAL.
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI Nº 8.069 DE 13 DE JULHO DE 1990.
A Lei dispõe sobre a proteção integral à criança e adolescente, ou seja, são sujeitos de direitos especiais na condição de pessoa em desenvolvimento.
Conceito de Criança e Adolescente trazida pela lei: Criança é pessoa até 12 anos INCOMPLETO. Adolescente é aquela entre 12 e 18 anos.
O ECA pode ser aplicado excepcionalmente aos maiores de 18 anos, quando por exemplo o indivíduo pratica um ato infracional na véspera de completar a maioridade, nesse caso ficará assistido pelo ECA durante sua internação até completar 21 anos, após essa idade liberação será compulsória.
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI Nº 8.069 DE 13 DE JULHO DE 1990.
Princípios Basilares do ECA: 
1º Princípio: Aduz que cabe, ao Estado, a sociedade, a família, assegurar as crianças e adolescentes a absoluta proteção a sua dignidade e prioridade ao direito a vida, alimentação, moradia, educação, lazer etc; Livrando-as de toda a forma de humilhação, discriminação e violência. 
2º Princípio: Caminha juntamente com o primeiro, na forma de assegurar os Direitos Fundamentais, gozando de todos os direitos inerente a pessoa humana (Art. 3º ECA). 
3º Princípio: Todos os direitos elencados na Lei serão aplicados sem distinção ou qualquer forma de discriminação (§ único do Art 3º).
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI Nº 8.069 DE 13 DE JULHO DE 1990.
Interpretação do ECA:
Direitos Fundamentais: 
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI Nº 8.069 DE 13 DE JULHO DE 1990.
Lei 13.010 de 2014 – Lei da Palmada, veda o castigo físico e tratamento degradante em termos de correção ou disciplina.
Caso seja identificado algum desses atos: 
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI Nº 8.069 DE 13 DE JULHO DE 1990.
Direito a Convivência Familiar: Em regra a família é o lugar natural onde deve permanecer a criança. Assim, a retirada da criança do seu convívio natural será em situações excepcionais e por determinação judicial, garantindo o contraditório e ampla defesa. 
A retirada se dá por entidade de acolhimento institucional, e deve se ter caráter provisório e com brevidade. Ocorre quando se verifica qualquer situação de risco ou desrespeito aos direitos da criança.
Prazos: 
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI Nº 8.069 DE 13 DE JULHO DE 1990.
Em casos de Excepcionalidade:
Direito a Educação: 
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI Nº 8.069 DE 13 DE JULHO DE 1990.
Direito a Profissionalização: 
Ações para prevenir a violência: 
O SUCESSO QUE NÃO FOR INTENCIONAL...
JAMAIS SERÁ ACIDENTAL.
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI Nº 8.069 DE 13 DE JULHO DE 1990.
O estudo da prevenção especial envolverá primeiramente algumas regras relativas ao direito a informação, à cultura, ao lazer, ao esporte, à diversão e aos espetáculos. Na sequência vamos tratar de regras referente a divulgação e a utilização de produtos e serviços e, por fim, vamos tratar da autorização para viajar, assunto que é recorrente em prova.
Regulação de espetáculos (Art. 74)
Acesso e permanência em Locais Públicos (Art. 75)
Faixa etária indicativa (Art. 76)
Fornecimento de conteúdo e mídia (Art. 77)
Comercialização de forma lacrada de produtos impróprios (Art. 78)
Vedações as publicações destinadas as crianças e adolescentes (Art. 79)
Vedação da entrada de crianças e adolescentes em locais de exploração de jogo de azar. (Art. 80).
O SUCESSO QUE NÃO FOR INTENCIONAL...
JAMAIS SERÁ ACIDENTAL.
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI Nº 8.069 DE 13 DE JULHO DE 1990.
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI Nº 8.069 DE 13 DE JULHO DE 1990.
GUARDA é a primeira forma de colocação em família substituta prevista no ECA. é importante lembrar que a guarda também é regulada pelo Código Civil. A difereça e que a Guarda tratada pelo Código aplica-se ao término do casamento, na hipótese de divórcio, por exemplo a guarda compartilhada. 
A guarda que estaremos aqui é a provisória, e constitui uma das modalidades que colocação em família substituta e ocorrerá para a regularização de uma situação de fato, exercida sem controle judicial. Também poderá ser deferida excepcionalmente para atender situações peculiares ou suprir a falta dos pais ou responsáveis. 
A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais. 
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI Nº 8.069 DE 13 DE JULHO DE 1990.
Além disso, a concessão da guarda não impede, em regra, o direito de visita dos pais, e não exclui a responsabilidade por prestar alimentos. Contudo a visita poderá ser proibida em duas situações: 1) Por decisão judicila fundamentada; 2) em guarda concedidas no período de estágio de convivência;
A guarda constitui um ato precário, revogável a qualquer tempo mediante decisão do juiz competente após ouvir o MP. 
O SUCESSO QUE NÃO FOR INTENCIONAL...
JAMAIS SERÁ ACIDENTAL.
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI Nº 8.069 DE 13 DE JULHO DE 1990.
A TUTELA, pressupõe um plus em relação a guarda, pois é uma forma de colocação em família substituta que, além de regularizar a posse de fato da criança ou do adolescente, confere o direito de representação ao tutor.
A tutela se aplica a pessoa de até 18 anos e pressupõe a perda ou suspensão do poder familiar, além de implicar todos os deveres da relativos a guarda.
Em síntese a tutela configura a forma de guarda qualificada. Qualificada pela administração do patrimônio da criança e do adolescente.
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI Nº 8.069 DE 13 DE JULHO DE 1990.
O SUCESSO QUE NÃO FOR INTENCIONAL...
JAMAIS SERÁ ACIDENTAL.
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI Nº 8.069 DE 13 DE JULHO DE 1990.
A ADOÇÃO é a terceira forma de colocação de crianças e adolescentes em família substituta. A adoção é dividida em nacional e internacional, que é excepcionalíssima.
Sabemos que a adoção é medida excepcional, e somente acontecerá caso as formas de acolhimento de guarda ou tutela falharem ou não forem suficientes para asseguirar o direito de convivência familiar da criança ou adolescente.
A adoção se dá em benefício do ADOTADO, sendo imprescindível a demonstração das reais vantagens de tal modalidade de colocação em família substituta. (Art. 43 do ECA).
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI Nº 8.069 DE 13 DE JULHO DE1990.
CARACTERÍSTICAS DA ADOÇÃO:
1) É ato personalíssimo
2) É ato irrevogável
3) É ato incaducável
4) É ato excepcional
5) É ato pleno
6) Constituida por sentença judicial com efeitos após o trânsito em julgado.
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI Nº 8.069 DE 13 DE JULHO DE 1990.
Requisitos objetivos para a Adoção:
1) O adotante deve ter no mínino 18 anos, e uma diferença do adotado de pelo menos 16 anos.
2) Consentimento dos genitores, exceto se os pais forem desconhecidos.
3) Oitiva da criança e consentimento do adolescente, se maior de 12 anos.
4) Estágio de convivência
5) Prévio cadastramento
O SUCESSO QUE NÃO FOR INTENCIONAL...
JAMAIS SERÁ ACIDENTAL.
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI Nº 8.069 DE 13 DE JULHO DE 1990.
Artigo 82 do ECA.”É proibida a hospedagem de criança ou adolescente em hotel, motel, pensão ou estabelecimento congênere, SALVO,se autorizado ou acompanhado dos pais ou responsável.”
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI Nº 8.069 DE 13 DE JULHO DE 1990.
Outro assunto importante é a autorização para viajar. A regra é que toda viagem de crianças e adolescentes devem ser acompanhadas dos pais ou responsáveis. Assim, se não estiver devidamente acompanhadas será necessário autorização judicial. 
Excepcionalmente as crianças poderá viajar sem acompanhantes, nos casos: 1) Comarcas contíguas; 2) Estiver acompanhada de ascendente ou colateral maior, até o terceiro grau, comprovado o parentesco; 3) Acompanhada de pessoa maior e capaz, expressamente autorizada pelos pais.
Fora dessas hipóteses dependerá de decisão judicial pelo Juíz da infância e da Juventude que poderá deferir o pedido com validade de até 2 anos.
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI Nº 8.069 DE 13 DE JULHO DE 1990.
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI Nº 8.069 DE 13 DE JULHO DE 1990.
Para viagens ao exterior, o procedimento é diverso. De acordo com o ECA, a autorização para viagens de crianças e adolescentes será dispensável em apenas duas situações: 1) Quando estiver acompanhada de ambos os pais ou responsáveis; 2) Quando viajar com um dos pais e autorizado expressamente pelo outro com firma reconhecida em cartório; 
Uma dúvida: Caso um dos pais não autorize, qual o procedimento a tomar? Ingressar com procedimento junto a vara da Infancia e Juventude a fim de suprir a falta de manifestação de um dos pais e o Juíz irá verificar o caso em concreto. 
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI Nº 8.069 DE 13 DE JULHO DE 1990.
Dada a natureza peculiar que se confere ao tratamento de crianças, embora que pratiquem atos infracionais, a essas não serão aplicadas medidas socioeducativas, mas tão somente medidas de proteção.
Crianças praticam atos infracionais e diante disso são aplicados medidas de proteção.
Adolescentes praticam atos infracionais e diante disso são aplicados medidas socioeducativas e medidas de proteção.
Medidas socioeducativas estão no artigo 112 do ECA. Tais como: advertência; obrigação de reparar o dano prestação de serviço a comunidade. Tem como objetivo a ressocialização e responsabilização.
Fatores a serem considerados pelo juiz no momento da aplicação da medida: 1) capacidade de cumprir; 2) gravidade da infração;
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI Nº 8.069 DE 13 DE JULHO DE 1990.
A internação provisória constitui providência cautelar decretada se houver ato infracional com violência ou ameaça a pessoa ou reiteração de atos infracionais graves mesmo que sem violência. Prazo MÁXIMO E IMPRORROGÁVEL DE 45 DIAS.
Competências do Conselho tutelar = Artigos 132 a 140 do ECA.
O SUCESSO QUE NÃO FOR INTENCIONAL...
JAMAIS SERÁ ACIDENTAL.
ESTATUTO DO IDOSO - LEI 10.471/2023 de 1 de OUTUBRO DE 2003
Fundamento Constitucional:
Artigo 203 CF/88; Inc. I ; V; (+65 anos)
Artigo 229 CF/88; FILHOS PAIS
Artigo 230 
ALIMENTOS
DEVER DE AMPARO
SOCIEDADE
ESTADO
FAMÍLIA
ESTATUTO DO IDOSO - LEI 10.471/2023 de 1 de OUTUBRO DE 2003
O presente Estatudo tem como objetivo assegurar os direitos e garantias fundamentais das pessoas idosas, tema de elevada relevância, pois a população idosa brasileira cresce a cada dia. 
O Estatuto entende que idoso é toda pessoa com idade igual ou superior a 60 anos, conceito também aceito pela Organização Mundial da Saúde.
O envelhecimento é uma característica humana. O estatuto torna o envelhecimento um direito personalíssimo, ou seja, sua proteção é um direito social. O que faz com a sociedade seja obrigada a garantir a efetivação desse direito de forma digna. Já a obrigação do Estado é a efetivação de políticas que contribuam para a garantia deles.
ESTATUTO DO IDOSO - LEI 10.471/2023 de 1 de OUTUBRO DE 2003
O Estatuto do Idoso foi criado para auxiliar e ampliar a proteção e agravar as penas de quem comete delito contra alguém com 60 anos ou mais. Além disso, serve também para estipular garantias de educação, cultura, esporte, lazer e preservação da saúde física e mental.
A determinação do estatuto é que a pessoa idosa desfrute de todos os direitos fundamentais inerentes para a pessoa humana. Importante reforçar que a lei ainda repreende a discriminação com a pessoa idosa.
ESTATUTO DO IDOSO - LEI 10.471/2023 de 1 de OUTUBRO DE 2003
O Artigo 3º do Estatuto traz uma série de direitos que deve ser assegurados às pessoas com mais de 60 anos.São direitos tidos como fundamentais a essa parcela da sociedade.
Portanto deve ser prioritário ao idoso: vida (art.9); saúde (art. 15 + §7º); alimentação; educação; cultura; esporte (art. 20); lazer; trabalho (art. 26); cidadania; liberdade(art. 10); dignidade; respeito; convivência familiar e comunitária; transporte *;
Além dos direitos aos idosos, o Estatuto do Idoso também traz a previsão de sanções àqueles que pratiquem condutas que obstruam os preceitos contidos no estatuto. De acordo com o artigo 95 do Estado do Idoso, os crimes previstos na legislação ensejam ação penal pública incondicionada.
ESTATUTO DO IDOSO - LEI 10.471/2023 de 1 de OUTUBRO DE 2003
As medidas de proteção são aplicáveis aos idosos sempre que os direitos reconhecidos na lei forem violados ou ameaçados por: 1) ação ou omissão do Estado; 2) por falta, omissão ou abuso da família ou entidade de atendimento; 3) sua condição pessoal;
São medidas de proteção: 1) orientação e apoio temporário; 2) requisição para tratamento de saúde em regime ambulatorial, hospitalar ou residencial; 3) inclusão em programas comunitários; 4) emcaminhamento à abrigo;
Os idosos acima de 80 anos tem preferência em atendimentos em relação aos demais
Observar o Princípio da Prioridade (Artigo 3º §1º). 
O SUCESSO QUE NÃO FOR INTENCIONAL...
JAMAIS SERÁ ACIDENTAL.
image6.jpeg
image7.png
image8.emf
image9.emf
image10.emf
image11.emf
image12.emf
image13.emf
image14.emf
image15.emf
image16.emf
image17.emf
image18.emf
image19.emf
image20.emf
image21.emf
image22.emf
image23.emf
image24.emf
image25.png
image26.emf
image27.emf
image28.emf
image29.png
image30.png
image31.png
image32.png
image2.png
image3.png
image4.png
image5.png

Mais conteúdos dessa disciplina