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PLANEJAMENTO EPLANEJAMENTO E
EXECUÇÃO DE OBRASEXECUÇÃO DE OBRAS
VIÁRIASVIÁRIAS
DRENAGEMDRENAGEM
A u tor ( a ) : Esp . Po l l ia n n a J e su s de Pa iv a M e n de s G odoi
Rev i so r(a ) : A l l a n B erb ert
Tempo de leitura do conteúdo estimado em 1 hora e 44 minutos.
19/04/2025, 21:04 E-book
https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=XZn3NKy40tzviQ88%2fYuMRA%3d%3d&l=bTZMFI43S2zk4fg3KzFqWQ%3d%3d&cd=qL… 1/47
Introdução
Caro(a) estudante, seja bem-vindo(a)!
É com prazer que iniciamos esta aula! Neste estudo, você aprenderá sobre drenagem
, que consiste em um conjunto de elementos ou dispositivos instalados para
receber, conter e captar águas de chuvas (pluviais) e conduzi-las até o local
apropriado. Você também aprenderá os tipos de drenagem, que são: de pavimentos,
superficial e subsuperficial.
Você sabe como são executadas as redes de drenagem? E como ocorrem as
captações de água nos três tipos de drenagem? Você aprenderá tudo isso e
conhecerá os benefícios de sistemas de drenagem executados em rodovias e vias
urbanas públicas, ou seja, estradas com pavimentação. Vamos lá?
Bons estudos!
Drenagem Viária
19/04/2025, 21:04 E-book
https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=XZn3NKy40tzviQ88%2fYuMRA%3d%3d&l=bTZMFI43S2zk4fg3KzFqWQ%3d%3d&cd=qL… 2/47
Você sabia que as estradas foram inventadas na China? Depois, foram
aperfeiçoadas pelos romanos, que instalaram pavimentos e drenagem nas estradas
para que elas tivessem uma durabilidade melhor. Ao todo foram construídas em
torno de 80 mil quilômetros de estradas durante a fase áurea de Roma (BALBO,
2007).
A tentativa de tornar as estradas duradouras e melhorá-las para o tráfego de veículos
é de longa data, que se iniciou na época da antiga Roma e persiste até os dias
atuais. Mas você sabia que a presença de água sempre foi e continua sendo um
grande agente degradador dos pavimentos?
19/04/2025, 21:04 E-book
https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=XZn3NKy40tzviQ88%2fYuMRA%3d%3d&l=bTZMFI43S2zk4fg3KzFqWQ%3d%3d&cd=qL… 3/47
#PraCegoVer : o infográfico apresenta três tópicos na vertical, que falam sobre
drenagem. Os tópicos estão dentro de caixas retangulares azuis, sendo numeradas de 1 a
3. O primeiro tópico fala que “A drenagem é necessária quando há presença de água no
pavimento, isto é, quando ocorre precipitação (chuvas) ou, em alguns casos específicos,
o afloramento natural de água devido ao aumento do nível freático. Em superfícies que
sejam permeáveis (e que ainda não estejam saturadas), a água infiltra no solo e escoa
nas profundidades, porém nos pavimentos, caso estudado aqui, são instalados
dispositivos de drenagem para recolher e orientar o escoamento até o ponto especificado
para destinação”. O segundo tópico, logo abaixo do primeiro, fala que “O processo de
drenagem viária se inicia quando a água da chuva cai sobre os pavimentos ou taludes,
que direciona a água para a via, encharcando a pista de rolamento. Com isso, essa água
deverá ser conduzida e encaminhada para o intestino: canais naturais (rios, córregos etc.)
ou canais artificiais (reservatório de armazenamento feito de concreto) ou algum local
para que haja infiltração do líquido”. O terceiro e último tópico fala que “A drenagem visa à
segurança dos usuários e à qualidade do pavimento. Além disso, busca evitar a
ocorrência de erosões e alagamentos nas pistas devido ao escoamento das
precipitações. Conforme Abitante (2017), o escoamento pode ocasionar a existência de
sulcos e ravinas nas encostas com inclinação que ficam próximas às estradas. Os sulcos
consistem em aberturas nas terras; por sua vez, as ravinas são depressões do solo
19/04/2025, 21:04 E-book
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Acontecimentos como erosões e problemas de fissuras em terras ocorrem
principalmente pela ação humana em muitos locais, pois, com a urbanização, a
humanidade faz a retirada de toda a vegetação dos terrenos para realização de
construções de concreto, sendo que a impermeabilização da concretagem impede a
infiltração de água no solo.
A própria pavimentação retira a possibilidade de infiltração de água, por isso é
indispensável que haja uma drenagem eficiente a fim de que a água não fique
acumulada sobre a estrada.
Além da questão do alagamento, a manutenção do pavimento em boas condições
de uso é importante, e a drenagem coopera para isso. Afinal, a vida útil de
pavimentos sem drenagem é bem reduzida, uma vez que a presença de água nas
camadas de pavimento e no subleito gera variação de volume, graças ao alto teor de
umidade, o que faz que surjam patologias na via.
Contudo, ao haver precipitação, a água escoa na superfície do pavimento e penetra
em partes do pavimento. Quando os veículos passam sobre as estradas, inicia-se
uma movimentação dessas águas que pode ocasionar erosões, assim como
bombeamento de águas em juntas e em trincas. Com isso, são formados cavidades
e canais que trazem imperfeições aos pavimentos das estradas.
Um sistema de drenagem visa evitar ou reduzir esses problemas com erosões e
alagamentos que podem ocorrer tanto no corpo estradal quanto em áreas
adjacentes. Tais sistemas são instalados para proporcionar mais conforto e
segurança aos motoristas que passam pelas rodovias (ABITANTE, 2017).
A microdrenagem é composta de conjuntos de tubulações que recebem águas
precipitadas e são responsáveis por conduzir essas águas de chuvas, originadas das
ruas pavimentadas e de todo o conjunto de elementos que não permitem a
infiltração de água.
A macrodrenagem está relacionada à drenagem natural que existia antes mesmo da
urbanização e é formada por rios, mares, córregos, lagos, entre outros. Muitas vezes
a macrodrenagem tem intervenções construtivas, como é o caso de canalizações,
diques, barragens etc.
relativas à erosão. Tanto os sulcos como essas ravinas causam quedas de barreiras e
deslizamentos de terras”.
19/04/2025, 21:04 E-book
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Você sabe quais são os elementos que compõem a microdrenagem? Vamos
descobrir a seguir. Vem comigo!
Elementos da Microdrenagem
Compõem a microdrenagem as sarjetas, as bocas de lobo, as pequenas galerias e
os bueiros, entre outros.
Segundo Almeida (2020), as sarjetas são canais localizados entre os cantos das
vias. Elas têm vários tipos de seção (retangulares, semicirculares, triangulares) e
servem para direcionar a água até elementos de captação. A água que fica sobre os
pavimentos é direcionada até as sarjetas pela declividade transversal do pavimento,
então elas devem ser dimensionadas para suportarem máxima vazão de
escoamento de águas pluviais.
As bocas de lobo são coletoras ou meios de captação de água, que ficam
localizadas nas sarjetas. Através delas, as águas são encaminhadas para as galerias;
As pequenas galerias são tubulares e devem ter diâmetros entre 0,3 metro até 1,20
metro. São tubos de ligação das águas que entram pelas bocas de lobos.
As caixas de ligação e os poços de visita também fazem parte da microdrenagem.
As caixas de ligação são feitas em alvenaria e podem ser feitas em concreto
moldadas no local ou até mesmo ser pré-moldadas. São posicionadas
subterraneamente, não admitem visitas e servem para reunir tubulações. Elas
também são utilizadas para possibilitar a mudança de diâmetro em tubulações e
para a realização de alterações de declividade nas instalações.
Os poços de visita , por sua vez, são buracos circulares, mas podem também ter
forma de quadrado, com tampas de metal ou de concreto encontrados no meio das
ruas pavimentadas, através dos quais é possível ter acesso a redes subterrâneas. Os
poços de visita são dispositivos especiais que possibilitam alterações em galerias,
como alteração de diâmetros e de direção da tubulação. Eles permitem a limpeza
das galerias e devemser posicionados de modo a atender a outros elementos de
drenagem, como é o caso das bocas de lobo, conforme mostra o manual de
drenagem das rodovias do DNIT, publicação IPR 724 (BRASIL, 2006a). Os diâmetros
dos poços de visita variam entre 0,6 metro a 1,5 metro, dependendo do que foi
especificado em projeto, como pode ser visto na figura a seguir:
19/04/2025, 21:04 E-book
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Os bueiros são pequenas galerias, podem ser de diversos materiais (os de concreto
sendo os mais utilizados) e normalmente têm seções circulares ou quadradas. Eles
direcionam as águas captadas pelas bocas de lobo até o ponto de lançamento. São
utilizados para fazer a transposição de um corpo hídrico por uma seção de aterro,
então são posicionados na base do aterro, permitindo que a água flua pelo seu
interior. São compostos de corpos e bocas – o corpo fica sob os aterros e cortes, e
as bocas permitem o lançamento de água a montante, conforme explica o Manual
de Drenagem de Rodovias do DNIT IPR 724 (BRASIL, 2006a).
As drenagens viárias têm a finalidade de afastar as águas das vias urbanas e
rodovias, para não danificar o pavimento nem prejudicar o trânsito evitando, assim,
que acidentes aconteçam. Elas podem ser de três tipos: drenagem superficial,
drenagem subsuperficial e drenagem profunda.
Figura 2.1 - Planta de poço de visita
Fonte: Brasil (2006b, p. 58).
#PraCegoVer : a imagem apresenta um esboço, em preto e branco. A figura mostra a
planta de um poço de visita (PV) e suas dimensões, tendo diâmetro de 0,8 m, a imagem
mostra também o berço do poço.
19/04/2025, 21:04 E-book
https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=XZn3NKy40tzviQ88%2fYuMRA%3d%3d&l=bTZMFI43S2zk4fg3KzFqWQ%3d%3d&cd=qL… 7/47
A drenagem superficial da rodovia serve para captar e conduzir águas pluviométricas
para local de deságue adequado. Essas águas são captadas de áreas próximas e da
superfície da estrada, conforme explica o Manual de Drenagem de Rodovias
(BRASIL, 2006a).
A drenagem subsuperficial consiste na instalação de dispositivos nas camadas
internas dos pavimentos de aterros e cortes, fazendo com que a água não fique
retida nesses pavimentos, sendo uma forma de preservá-los, conforme fala a norma
de especificação de serviços de drenagem subsuperficiais do DNIT (BRASIL, 2006c).
A drenagem profunda consiste na instalação de dispositivos no subleito das
estradas para que a água que entra no pavimento por meio de infiltração seja
captada e conduzida a um deságue adequado, conforme a norma de especificação
de serviços de drenos subterrâneos do DNIT (BRASIL, 2006c).
Veremos todas elas no decorrer deste capítulo!
Conhecimento
Teste seus Conhecimentos
(Atividade não pontuada)
A drenagem de rodovias tem a função de eliminar águas de precipitação, uma vez
que, quando elas atingem o corpo estradal, deverão ser captadas e conduzidas
para lugares apropriados, ou seja, para não afetarem a população e trazerem
durabilidade e segurança para a via pública. A importância da drenagem deve ser
assunto de entendimento do responsável técnico da rodovia, pois ele deverá
garantir que a rodovia tenha estabilidade adequada.
BRASIL. Ministério dos Transportes. Manual de drenagem de rodovias . (IPR.
Publ., 724). 2. ed. Rio de Janeiro: Ministério dos Transportes, 2006a. Disponível em:
https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/ipr/coletanea-
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https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/ipr/coletanea-de-manuais/vigentes/724_manual_drenagem_rodovias.pdf
https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/ipr/coletanea-de-manuais/vigentes/724_manual_drenagem_rodovias.pdf
de-manuais/vigentes/724_manual_drenagem_rodovias.pdf . Acesso em: 25 abr.
2021.
De acordo com o texto descrito sobre drenagem de vias públicas, analise as
alternativas a seguir e assinale a opção correta:
a) Os bueiros são obras para passagem de águas compostas somente de
boca.
b) As sarjetas servem para a condução de águas que se precipitam na
rodovia levando-as até outras rodovias para escoamento.
c) Bocas de lobo servem para a captação de águas de chuva, conduzindo-as
pelas tubulações até as galerias subterrâneas.
d) Os poços de visita servem para possibilitar alterações em dimensões e
até mesmo declividades de galerias.
e) A boca de lobo costuma estar localizada em pontos altos das sarjetas,
afastados dos meios-fios e cruzamento de ruas.
Caro(a) estudante, segundo o DNIT (BRASIL, 2006a), a drenagem superficial tem o
objetivo de captar as águas que correm sobre o corpo estradal e transportá-las com
segurança.
Drenagem Superficial
19/04/2025, 21:04 E-book
https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=XZn3NKy40tzviQ88%2fYuMRA%3d%3d&l=bTZMFI43S2zk4fg3KzFqWQ%3d%3d&cd=qL… 9/47
https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/ipr/coletanea-de-manuais/vigentes/724_manual_drenagem_rodovias.pdf
Em rodovias, dispositivos são utilizados para que o processo de drenagem ocorra,
sendo valetas, sarjetas, descidas d’água, caixas coletoras, saídas de água, bueiros de
greide e dissipadores (BRASIL, 2006a).
De acordo com o manual do DNIT IPR 724 (BRASIL, 2006a) a água que escoa
superficialmente precisará ser tratada com drenagens superficiais , por meio de
transposição de talvegues e drenagem superficial.
A transposição de talvegue é feita quando há travessia de águas que se originam em
bacias não comprometendo a estrutura da rodovia. Isso é possível quando são
instaladas linhas de bueiros em aterros ou quando são construídos pontilhões ou
pontes (BRASIL, 2006a).
A drenagem superficial é realizada por meio de captação da água superficial de
origem pluviométrica, que cai sobre o pavimento ou que escorrem superficialmente
para as sarjetas.
A determinação da vazão dos elementos de drenagem superficial (sarjetas de corte,
de aterro) é feita por meio da utilização do método racional, cuja equação será
mostrada mais à frente neste capítulo.
As seções de corte em pontos mínimos das curvas verticais das rodovias, por sua
vez, são seções com grandes problemas de drenagem.
Segundo Pinto (2019), a drenagem superficial ocorre devido ao acabamento do
pavimento , que, por ser rugoso, tem canais pequenos entre os agregados maiores.
A drenagem superficial tem como principal finalidade impedir a
penetração e a infiltração da água nas camadas inferiores de um
pavimento.
O acúmulo de água em pavimentos e o processo de infiltração nas
camadas causam a degradação e a instabilidade do tráfego, algo que
deve ser evitado para que seja mantida a segurança dos usuários.
Além disso, a presença de muita quantidade de água pode fazer com
que o pavimento sofra uma redução de resistência para suportar as
cargas do tráfego.
19/04/2025, 21:04 E-book
https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=XZn3NKy40tzviQ88%2fYuMRA%3d%3d&l=bTZMFI43S2zk4fg3KzFqWQ%3d%3d&cd=qL… 10/47
Estes promovem a drenagem quando há chuva, possibilitando melhor aderência
entre o pavimento e o pneu.
Para calcular a vazão de escoamento, todos os dispositivos de drenagem superficial
devem utilizar o método racional a seguir:
Na equação acima, Q é a vazão de escoamento em m³/s; C é o coeficiente de
escoamento adimensional tabelado (Tabela 2.1) e é escolhido conforme a
permeabilidade da área; i é a intensidade da chuva em mm/h; A é a área de
contribuição em m².
É fundamental também haver determinação da intensidade da chuva, por meio da
equação de IDF (intensidade, duração e frequência), que, segundo Freitas (2016), é
esta:
Na equação, i é a intensidade da precipitação; T é o período de retorno; t é o tempo
de duração da precipitação; k, m, n e b são parâmetros que devem ser calibrados.
Q  =
fracC.  i.  AK
IDF   =  
k. Tm
(t + b)n
19/04/2025, 21:04 E-book
https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=XZn3NKy40tzviQ88%2fYuMRA%3d%3d&l=bTZMFI43S2zk4fg3KzFqWQ%3d%3d&cd=qL… 11/47
Tabela 2.1 - Coeficientes de escoamento superficial
Fonte: Brasil (2006a, p. 220).
Características da superfície Coeficiente de escoamento
Revestimento de concreto de cimento
portland
0,70 - 0,90
Revestimento betuminoso 0,80 - 0,95
Revestimento primário 0,40-0,60
Solo sem revestimento com baixa
permeabilidade
0,40-0,65
Solos sem revestimento com
permeabilidade moderada
0,10-0,30
Taludes gramados 0,50-0,70
Prados e campinas 0,10-0,40
Áreas florestais 0,10-0,25
Terrenos cultivados em zonas altas 0,15-0,40
Terrenos cultivados em vales 0,10-0,30
19/04/2025, 21:04 E-book
https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=XZn3NKy40tzviQ88%2fYuMRA%3d%3d&l=bTZMFI43S2zk4fg3KzFqWQ%3d%3d&cd=qL… 12/47
#PraCegoVer : a tabela apresenta duas colunas e onze linhas, em preto e
branco. Na primeira linha, a primeira coluna tem a característica da superfície, e
na segunda coluna, o coeficiente de escoamento. A partir da segunda linha até a
última, da esquerda para a direita, lemos: revestimento de concreto de cimento
portland com coeficiente de escoamento 070 a 090; revestimento betuminoso
com coeficiente de escoamento de 0,80 a 0,95; revestimento primário com
coeficiente de escoamento entre 0,40 a 0,60; solos em revestimento com baixa
permeabilidade com coeficiente de escoamento entre 0,40 a 0,65; solo sem
revestimento com permeabilidade moderada com coeficiente de escoamento
entre 0,10 a 0,30; taludes gramados com coeficiente de escoamento entre 0,50
a 0,70; prados e campinas com coeficiente de escoamento entre 0,10 a 0,25;
áreas florestais com coeficiente de escoamento entre 0,10 a 0,25; terrenos
cultivados em zonas altas com coeficiente de escoamento entre 0,15 a 0,40; e
terrenos cultivados em vales com coeficiente entre 0,10 a 0,30.
A seguir, falaremos sobre cada um dos dispositivos de drenagem superficial
detalhadamente.
Valetas
As valetas nada mais são do que condutores a céu aberto no qual o fluxo de água
escoa. Sua função é impedir que vazões provenientes do escoamento superficial do
terreno atinjam o corpo da estrada. Elas têm seção retangular ou trapezoidal, devido
ao grande volume de água. Normalmente são executadas em concreto ou moldadas
com o próprio terreno e revestidas com grama.
Também devem ser previstas valetas para protegerem cortes ou aterros, uma vez que
grandes vazões atuando neles podem gerar processos erosivos.
As valetas de proteção de corte interceptam as águas que escoam a montante
evitando que elas atinjam o talude. Elas deverão ser construídas em partes onde as
águas superficiais poderão atingir o talude, comprometendo o corpo estradal
(BRASIL, 2006a). As valetas deverão estar paralelas às cristas dos cortes com
distância de 2,0 até 3,0 metros, e material de escavação deve ser colocado entre
elas, conforme figura a seguir:
19/04/2025, 21:04 E-book
https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=XZn3NKy40tzviQ88%2fYuMRA%3d%3d&l=bTZMFI43S2zk4fg3KzFqWQ%3d%3d&cd=qL… 13/47
Figura 2.2 - Valeta de proteção de corte
Fonte: Brasil (2006a, p. 158).
#PraCegoVer : a figura mostra o esboço de uma valeta de proteção de corte e o caminho
do escoamento superficial, o material apiloado e o talude de corte.
As valetas de proteção de corte deverão ter revestimentos principalmente em caso
de serem abertas, para que não haja instabilidade no talude do corte. O revestimento
deverá ser escolhido de acordo com a velocidade de escoamento (BRASIL, 2006a).
Segundo o DNIT (BRASIL, 2006a), as valetas podem ser revestidas de alvenaria,
concreto (espessura de 0,08 m e Fck 15 Mpa), vegetação ou pedra arrumada
(rejuntada com argamassa).
Além das valetas de corte, existem as valetas de proteção de aterros (Figura 2.2),
que servem para interceptar a água do terreno a montante, evitando que ela chegue
até o pé do talude de aterro. Elas recebem a água das sarjetas e valetas de corte e a
enviam para o dispositivo que realiza a transposição de talvegues (BRASIL, 2006a).
19/04/2025, 21:04 E-book
https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=XZn3NKy40tzviQ88%2fYuMRA%3d%3d&l=bTZMFI43S2zk4fg3KzFqWQ%3d%3d&cd=qL… 14/47
Figura 2.3 - Valeta de proteção de aterro
Fonte: Brasil (2006b, p. 22).
#PraCegoVer : a imagem apresenta um esboço, em preto, branco, marrom e verde. A
figura mostra uma valeta de proteção de aterro, mostra o talude de aterro e a grama na cor
verde sobre a valeta, bem como mostra o terreno natural e o solo escavado. Na parte de
cima à esquerda, tem-se o talude de aterro e na parte esquerda tem-se o terreno natural a
montante. O solo escavado apiloado fica na parte debaixo da grama e tem medida de 100
cm, a parte da valeta tem medida de 100 cm e profundidade de 30 cm.
A distância das valetas de aterro será entre 2,0 e 3,0 metros, paralelamente ao pé do
talude, sendo o material escavado colocado entre elas, suavizando as superfícies do
terreno natural e do talude (BRASIL, 2006a).
Os tipos de revestimentos de valetas de proteção de aterro serão os mesmos tipos
de revestimentos utilizados para valetas de proteção de corte.
Segundo o DNIT (BRASIL, 2006a), existem também as valetas do canteiro central ,
utilizadas em rodovias com pistas duplas, sendo instaladas na parte central onde
será realizada a drenagem de escoamento de águas precipitadas superficialmente.
19/04/2025, 21:04 E-book
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O revestimento da valeta do canteiro central poderá ser feito em concreto e em
vegetal, e, para a escolha do material, deve-se levar em conta a velocidade limite de
erosão. As valetas podem ter formas circular, trapezoidal, retangular e meia cana
(BRASIL, 2006a).
Sarjetas
As sarjetas, assim como as valetas, também são condutos a céu aberto. A principal
diferença entre elas é que as sarjetas têm como objetivo coletar a água precipitada
sobre a pista de rolamento e assim atender a uma vazão menor que as valetas. Sua
seção é basicamente utilizada como triangular, mas também vemos casos de uso de
seções trapezoidais.
Os revestimentos das sarjetas poderão ser feitos de concreto, alvenaria, pedra
arrumada e vegetal. O tipo de revestimento dependerá da velocidade de erosão do
local (BRASIL, 2006a).
As sarjetas de corte (Figura 2.4) servem para captar águas de precipitações que
caem sobre os taludes de corte e plataformas, e servem para encaminhá-las de
forma longitudinal à rodovia até o ponto de transição entre o corte e o aterro. Desse
modo, a água sai em rumo à valeta de aterro, ao terreno natural ou ainda a um bueiro
de greide, passando por uma caixa coletora (BRASIL, 2006a).
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Segundo DNIT (BRASIL, 2006a), essas sarjetas deverão ser executadas próximas aos
acostamentos e poderão ter tipos de seção triangular e trapezoidal para atender à
vazão requisitada pela precipitação na rodovia.
A sarjeta de aterro serve para a captação de águas de chuvas que caem sobre a
rodovia para evitar erosões no talude do aterro e na borda do acostamento, levando
essas águas para locais adequados (BRASIL, 2006a).
Os materiais utilizados nos dispositivos sarjetas de aterro são concreto cimento e
concreto betuminoso, solo cimento e solo betuminoso (BRASIL, 2006a).
Figura 2.4 - Sarjeta triangular de concreto
Fonte: Brasil (2006b, p. 24).
#PraCegoVer : a imagem apresenta um esboço, em preto e branco. A figura mostra uma
sarjeta com geometria triangular feita de concreto; no lado esquerdo, mostra o
acostamento, o solo abaixo da sarjeta, assim como o pavimento. A sarjeta tem 25 cm de
profundidade e 100 cm de comprimento. O acostamento é mostrado do lado direito;
abaixo da sarjeta tem-se o solo locale, abaixo do acostamento e do solo local, tem-se o
pavimento.
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Descidas D’água
As descidas d’água (Figura 2.5) conduzem as águas precipitadas por aterros e
taludes de corte e aterro, podendo ter seção retangular, em degraus, meia cana e ser
revestidas de metal ou de concreto (BRASIL, 2006a).
Figura 2.5 - Descida d’água de aterros tipo rápido
Fonte: Brasil (2006b, p. 33).
#PraCegoVer : a imagem apresenta um esboço em preto e branco. A figura mostra uma
descida d’água de aterros do tipo rápido, com a entrada e a saída da água. É possível ver
que a descida d'água é executada inclinada para que a água tenha maior velocidade, e, na
saída, há uma conexão com um dissipador de energia. A metade dessa descida d’água
tem 200 cm de comprimento, e ela também tem três colunas com 30 cm de altura e 10
cm de largura cada.
Caixas Coletoras
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As caixas coletoras (Figura 2.6) consistem em dispositivos de coleta de águas
pluviais que vêm das sarjetas e valetas, e direcionam essas águas para os bueiros e
descida de águas (BRASIL, 2006a).
Figura 2.6 - Caixa coletora de sarjeta com grelha de ferro
Fonte: Brasil (2006b, p. 42).
#PraCegoVer : a imagem apresenta uma planta, em preto e branco. A figura mostra uma
caixa coletora de sarjeta com grelha de ferro em sua parte superior. A figura mostra
também a localização da sarjeta. As medidas da sarjeta são 165 cm de comprimento por
140 cm de largura, e a medida da grelha é 125 cm de comprimento por 100 cm de
largura. A grelha é feita de ferro redondo com 12,5 mm de diâmetro.
Saídas de Água
As saídas d’água de rodovias, também chamadas de entradas d’água , são
dispositivos de transição, que servem para transportar águas por sarjetas de aterro e
levá-las para as descidas d’água (BRASIL, 2006a).
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Bueiros de Greide
Os bueiros (Figura 2.7) consistem em dispositivos enterrados responsáveis por
transportar águas até local de deságue apropriado. Eles são constituídos de caixa
coletora e boca (BRASIL, 2006a).
Bueiros de greide são obras de transposição do fluxo que, se a rodovia não fosse
executada, cortariam transversalmente a linha do greide. Dessa forma, eles fazem a
captação do fluxo em um lado da rodovia e o direcionam, por meio de tubulação
subterrânea, para o outro. Esses bueiros dependem de dispositivos de captação de
água acoplados a eles, como as caixas coletoras e saídas d’água.
Os bueiros simples tubulares de concreto (BSTC) são feitos em concreto e são
modelos simples, com a aparência conforme mostra a imagem a seguir:
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A água pode surgir devido a infiltrações superficiais em trincas, juntas e bordas
presentes nos pavimentos (SUZUKI, 2013). Vamos entender como isso acontece?
Analise a figura a seguir:
Figura 2.7 - Bueiro de greide em aterro
Fonte: Brasil (2006a, p. 198).
#PraCegoVer : a imagem apresenta um esboço, em preto e branco. A figura mostra um
corte no projeto de um bueiro de greide em aterro. Ao lado esquerdo, o corte mostra cinco
degraus com o piso representado com a letra a, e a altura do degrau representada pela
letra b. Mostra também setas pretas da esquerda para a direita, com porcentagem de 1%
com relação às águas que deverão passar pelo bueiro. O bueiro tem duas colunas, uma
no início do lado esquerdo e outra quase na metade do dispositivo, onde passa uma linha
pontilhada entre seu eixo.
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As águas podem entrar nos pavimentos através de infiltrações, capilaridade e
movimentação de água nos pavimentos.
A infiltração ocorre quando as chuvas caem sobre o pavimento e entram pelas
camadas dos pavimentos – elas conseguem entrar tanto pela superfície quanto
pelas bordas da junção entre a pista e o acostamento (SUZUKI, 2013).
Segundo Suzuki (2013), a declividade transversal do local onde está o pavimento
tem influência no aumento de infiltração, porque aumenta a velocidade do
Figura 2.8 - Origens da água na estrutura do pavimento
Fonte: Suzuki (2013, p. 14).
#PraCegoVer : a imagem apresenta um esboço em preto, branco e cinza. A figura mostra
um corte de um pavimento e a origem de água, que entra por meio de infiltração pelas
trincas e juntas nas camadas do pavimento; há também infiltrações pelas bordas do
subleito, bem como por vapor e pela elevação do lençol freático. O caminho das águas é
indicado por setas; na parte de cima do pavimento, há setas indo para baixo e para as
laterais, indicando infiltração. Dentro do solo, há indicação de infiltrações pelas bordas
nas laterais esquerda e direita. Há ainda as águas que sobem do lençol freático,
indicadas por setas pretas que vão até o subleito e o pavimento.
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escoamento da água precipitada na superfície. Com isso, a água atinge os pontos
laterais e baixos presentes nos acostamentos.
A declividade longitudinal também influencia a infiltração através da superfície por
meio da borda do pavimento, levando o escoamento a percorrer uma distância maior
e fazendo-o passar sobre mais trincas, aumentando a infiltração (SUZUKI, 2013).
Dissipadores
Os dissipadores (Figura 2.9) são dispositivos que servem para reduzir a velocidade
das águas ao serem transportadas para outros dispositivos ou no ponto de
lançamento (BRASIL, 2006d).
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Figura 2.9 - Dissipadores de energia
Fonte: Brasil (2006b, p. 38).
#PraCegoVer : a imagem apresenta, no lado esquerdo, uma planta baixa em preto e
branco, com dois cortes no lado direito em preto, branco e marrom. A planta mostra a
saída da sarjeta no lado esquerdo e as pedras no dissipador. Já o corte CC mostra a
posição das pedras no lado de maior comprimento do dissipador e no corte DD, a
posição das pedras no lado de menor comprimento do dissipador.
REFLITA
Caro(a) estudante, em lugares onde não é possível
colocar outros tipos de elementos, deverão ser
utilizados dissipadores de energia, que são elementos
que visam reduzir a velocidade de escoamento das
águas de chuvas em entradas e em saídas de
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Todos os dispositivos de drenagem superficial mostrados anteriormente são
instalados para interceptar, captar e conduzir as águas pluviais para um local onde
haverá um deságue seguro, evitando assim que as águas fiquem acumuladas nos
pavimentos ou na superfície da estrada.
atividade
Atividade
Estudante, o Manual de Planejamento e Procedimentos das Atividades de
Conservação Rodoviária Executadas pelos Distritos Rodoviários do Departamento
de Estradas e Rodagem do Distrito Federal prevê inspeções de manutenção
preventiva em elementos de drenagem superficial como sarjetas, meios-fios,
valetas, caixas coletoras e descidas de água e a manutenção em bueiros e
galerias. O DER ainda explica no manual que isso serve para evitar problemas de
sujeiras e acúmulos de entulhos nos elementos de drenagem que atrapalhem o
escoamento da água e causem problemas nas entradas e nas saídas das águas
precipitadas.DISTRITO FEDERAL. Secretaria de Estado de Mobilidade. Manual de
planejamento e procedimentos das atividades de conservação rodoviária
executadas pelos Distritos Rodoviários do Departamento de Estradas e
Rodagem do Distrito Federal (DER/DF) . 2ª versão. Brasília, DF: DER/DF, 2016.
Disponível em: http://www.der.df.gov.br/wp-
canalizações. Com essa redução de velocidade, é
possível evitar problemas erosivos, além de outros
riscos de problemas nos solos em áreas próximas aos
locais de escoamento.
Fonte: AGETOP (2018).
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http://www.der.df.gov.br/wp-content/uploads/2018/01/Manual_de_Procedimentos_e_Padronizacao.pdf
http://www.der.df.gov.br/wp-content/uploads/2018/01/Manual_de_Procedimentos_e_Padronizacao.pdf
content/uploads/2018/01/Manual_de_Procedimentos_e_Padronizacao.pdf . Acesso
em: 26 abr. 2021.
Verifique um elemento de drenagem superficial presente na sua rua ou em
alguma rua de sua cidade e analise o material utilizado para executar o
revestimento. Verifique se está havendo manutenção ou se há acúmulo de
sujeiras que poderiam atrapalhar o escoamento das águas das chuvas. Com base
no conteúdo estudado e com a ajuda de mais pesquisas à sua escolha, qual outro
material poderia ser utilizado no elemento escolhido?
Prezado(a) estudante, a drenagem subsuperficial é também conhecida como
drenagem do pavimento, de infiltrações diretas das precipitações pluviométricas e
provenientes de lençóis d’água subterrâneos.
Drenos subsuperficiais são aplicados em rodovias, visando preservar os pavimentos
de aterros e cortes, e também em dispositivos que captam e guiam as águas
infiltradas pelos revestimentos permeáveis. Os drenos subsuperficiais podem ser de
tubos, cegos, transversal e longitudinal.
De acordo com a Norma DNIT 016/2006:
Drenagem
Subsuperficial
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http://www.der.df.gov.br/wp-content/uploads/2018/01/Manual_de_Procedimentos_e_Padronizacao.pdf
Os drenos subsuperficiais são dispositivos instalados em camadas
subjacentes dos pavimentos de cortes ou aterros que, liberando parte da
água retida, aliviam as tensões e propiciam a preservação desses
pavimentos (BRASIL, 2006c, p. 2).
Existem dispositivos, que são instalados nas camadas dos pavimentos, que liberam
parte de águas retidas, aliviando tensões e preservando o pavimento (BRASIL,
2006c).
Conforme o DNIT (BRASIL, 2006c), o dreno subsuperficial faz a captação através de
um conjunto de captação composto dos seguintes materiais: filtrante, drenante e
condutor tubular. Vamos entender melhor como esse conjunto funciona? Observe a
imagem a seguir:
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A canalização pode ser formada por drenos cegos ou tubos não perfurados,
conforme mostra imagem a seguir. Essa canalização é responsável pelo transporte
da água que chega ao conjunto de captação de dreno subsuperficial (BRASIL,
2006c).
Figura 2.10 - Conjunto de captação em um dreno subsuperficial
Fonte: Brasil (2006c, p. 3).
#PraCegoVer : a imagem apresenta um esboço colorido e mostra um conjunto de
captação em um dreno subsuperficial composto de materiais como selo de argila, com
listras; material filtrante, indicado na cor azul; material drenante, ilustrado com a cor cinza;
e tubo de dreno perfurado PEAD ou concreto poroso perfurado, ilustrado por um círculo
na cor cinza O selo de argila fica na parte de cima, depois vem o material filtrante, após o
material drenante e o tubo de concreto aparece no centro, debaixo do tubo de dreno
perfurado PEAD.
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Figura 2.11 - Canalização do dreno subsuperficial
Fonte: Brasil (2006c, p. 3  ).
#PraCegoVer : a imagem apresenta um esboço colorido que mostra a canalização de um
dreno subsuperficial, indica o material de recobrimento do tubo condutor e mostra o local
do tubo condutor não perfurado PVC, PEAD, PRFV ou de concreto.
De acordo com Suzuki (2013), a água precipitada se infiltra pela borda do pavimento
por causa de alteração de carga hidráulica, que acarreta deslocamento da água e
capilaridade.
Haverá infiltração de água precipitada lateralmente em canaletas sem revestimento
impermeável em áreas de corte, e também haverá infiltração nas juntas entre a
sarjeta ou entre a sarjeta e o acostamento. A capilaridade ocorre por tensão de
sucção e causa entrada de água em lugares que possuem diferentes umidades
(SUZUKI, 2013).
Os drenos subsuperficiais são instalados na última camada da terraplanagem. Os
tubos deverão ser fechados para que sejam protegidos e a fim de evitar
entupimentos durante a construção (BRASIL, 2006c).
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Os drenos cegos são superficiais e feitos em duas camadas com espessuras iguais
e compactadas; as camadas, por sua vez, são feitas com material vindo de jazidas
(BRASIL, 2006c).
Conforme a especificação de serviços de drenagem subterrânea da Norma DNIT
016/2006, a tubulação utilizada nos drenos tubulares pode ser de concreto poroso,
de concreto perfurado e de polietileno de alta densidade (PEAD) conjugado (BRASIL,
2006c). Mais detalhes serão vistos a seguir.
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S A I B A M A I S
Caro (a) estudante, a tubulação utilizada em drenos poderá ser adquirida
diretamente em indústrias e ser executada dentro das obras. Porém, tanto sendo
feita dentro da obra quanto sendo feita em indústria, procedimentos de controle
e qualidade deverão ser seguidos de acordo com as normas NBR 9794/1987 e
NBR 9795/1987 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Para saber mais sobre o assunto, acesse: https://cutt.ly/JnczT2G
Fonte: Brasil (2006c).
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https://cutt.ly/JnczT2G
Para a execução da drenagem subsuperficial, devem ser utilizados equipamentos
como caminhões basculantes, betoneiras, motoniveladora, pá carregadeira, rolo
compactador, retroescavadeira e caminhão grua (BRASIL, 2006c).
A consulta aos manuais e às normas do DNIT é de extrema importância, visto que
todos eles foram elaborados de forma a garantir a segurança dos usuários, por meio
de execução de serviços e procedimentos com qualidade e que já foram executados
pelo próprio Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.
S A I B A M A I S
Estudante, o Manual de Drenagem de Rodovias, elaborado pelo Departamento
Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), mostra os critérios
simplificados a serem adotados por projetistas de drenagem rodoviária e auxilia
na aplicação desses critérios à execução das obras. Esse manual aborda a
drenagem de pavimento detalhadamente, explicando que o intuito desse tipo de
drenagem é proteger os pavimentos contra águas e evitar danos.
Para saber mais sobre o assunto, acesse: https://cutt.ly/MncxtlB
Fonte: Brasil (2006a).
Suzuki (2013) diz que aSuzuki (2013) diz que a
movimentação de água nasmovimentação de água nas
camadas do pavimento acontececamadas do pavimento acontece
devido à ação de gravidade,devido à ação de gravidade,
pressão de vapor, capilaridade oupressão de vapor, capilaridade ou
mais de uma dessas açõesmaisde uma dessas ações
combinadas. Em solos argilososcombinadas. Em solos argilosos
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https://cutt.ly/MncxtlB
Suzuki (2013, p. 22) diz que a água causa danos nas estruturas dos pavimentos,
como:
[...] redução da resistência dos materiais granulares não estabilizados e do
solo do subleito; bombeamento nos pavimentos de concreto com
consequente formação de vazios, de degraus, trincamento e deterioração
dos acostamentos; bombeamento dos finos da base granular dos
pavimentos flexíveis pela perda de suporte da fundação, devido à elevada
pressão hidrodinâmica gerada pelo movimento do tráfego; comportamento
e desempenho insatisfatório dos solos expansivos devido à presença de
água; trincamento dos revestimentos em função do contato direto com a
água.
O tráfego de veículos resulta em cargas elevadas com pressões hidrostáticas sobre
a estrutura do pavimento; com isso, as partículas se movimentam nas camadas. Nos
solos da sub-base e do subleito que possuem água entre suas camadas, ela entra
através de trincas e juntas provocando vazios em partes do pavimento (SUZUKI,
2013).
A camada drenante constitui-se de bases que estão localizadas entre o revestimento
e a base e seguem até os drenos rasos longitudinais (BRASIL, 2006a), conforme
mostra figura a seguir.
(finos), costuma ocorrer devido à(finos), costuma ocorrer devido à
capilaridade; nos demais, costumacapilaridade; nos demais, costuma
ocorrer por causa de gravidade, emocorrer por causa de gravidade, em
alguns casos, ocorre em forma dealguns casos, ocorre em forma de
vapor graças às alterações devapor graças às alterações de
pressão durante o movimento daspressão durante o movimento das
águas.águas.
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Os materiais usados em camadas drenantes são britados e agregados de rochas. De
acordo com o manual de drenagem IPR 724 do DNIT (BRASIL, 2006a), devem ser
colocadas obedecendo a um pequeno afastamento entre os tamanhos, como: 1 ¼” a
3/4”, 3/8” a 1/8”, entre outros, com o intuito de manter a permeabilidade alta. Para
alguns casos estruturais, recomenda-se misturar quantidades pequenas de asfalto
para 2% de agregados (BRASIL, 2006a).
Segundo o manual de drenagem IPR 724 do DNIT (BRASIL, 2006a), entre as bases e
sub-bases do pavimento (camadas granulares), e entre elas e o subleito, deve haver
a granulometria adequada. Para isso, poderá ser instalado filtro separador, a fim de
evitar a mistura de materiais que afetem a capacidade de drenagem no local,
conforme mostra a figura a seguir.
Figura 2.12 - Camada drenante
Fonte: Brasil (2006a, p. 228).
#PraCegoVer : a imagem apresenta um esboço, em preto e branco. A figura mostra um
corte de uma camada drenante, que contém o revestimento, a base de graduação aberta,
o tubo de dreno, a sub-base ou base e a saída d’água.
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Figura 2.13 - Utilização de filtro separador
Fonte: Brasil (2006a, p. 231).
#PraCegoVer : a imagem apresenta um esboço, em preto, cinza e branco. A figura mostra
quatro cortes de camadas de pavimentos, bem como a localização do filtro separador
dentro das camadas; além disso, mostra a base drenante, o subleito e o dreno. Em dois
cortes, é utilizado o filtro diretamente na sub-base, e, em outros dois, são utilizados
geotêxteis como filtros separadores. O primeiro corte, na parte superior à esquerda,
mostra as seguintes camadas: revestimento, base (drenante), sub-base (filtro) e subleito.
O segundo corte, na parte superior à direita, mostra as seguintes camadas: revestimento,
base (drenante), geotêxtil e subleito. O terceiro corte, na parte inferior à esquerda, mostra
as seguintes camadas: revestimento, base (drenante), subleito e dreno. O quarto corte, na
parte inferior à direita, mostra as seguintes camadas: revestimento, base (drenante),
subleito geotêxtil e dreno.
De acordo com o DNIT (BRASIL, 2006a), o dimensionamento hidráulico da base
drenante pode ser feito com base na Lei de Darcy, que trata do escoamento de
líquidos em locais porosos, por meio da seguinte equação:
Q  =  K .  A .  I
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Na equação, Q é a vazão em m³ /s, K é o coeficiente de condutividade hidráulica em
m/s, A é a área de escoamento na direção do fluxo em m² e I é o gradiente hidráulico
em m/m.
É importante considerar o volume de água que se infiltra no pavimento, assim como
o tempo de infiltração e de permanência das águas dentro do pavimento, o que pode
danificar a estrutura do pavimento (BRASIL, 2006a).
Segundo o DNIT (BRASIL, 2006a), os valores de taxas de infiltração em camadas de
revestimento a serem empregados são de 0,33 até 0,50 para concreto betuminoso e
0,50 até 0,67 para concreto. Além disso, quanto à chuva de projeto, deverá ser
considerado um tempo de recorrência (tr) igual a um ano e com duração de uma
hora.
Conhecimento
Teste seus Conhecimentos
(Atividade não pontuada)
Segundo reportagem fornecida pela prefeitura da cidade de Bauru, no estado de
São Paulo, a cidade precisou fazer intervenções construtivas de recuperação nos
asfaltos que foram danificados devido a chuvas. Funcionários realizaram a limpeza
da via pública, fizeram a remoção de placas antigas de asfalto e procederam com
a aplicação de britas.
BAURU. Prefeitura dá sequência à recuperação de asfalto danificado pelas
chuvas . Bauru: Prefeitura Municipal, 2017. Disponível em:
https://www2.bauru.sp.gov.br/materia.aspx?n=25861 . Acesso em: 26 abr. 2021.
De acordo com o texto sobre chuvas em pavimentos, analise as alternativas a
seguir e assinale a opção correta.
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https://www2.bauru.sp.gov.br/materia.aspx?n=25861
a) Valetões laterais são dispositivos de drenagem subsuperficial cujas
laterais são constituídas apenas de taludes.
b) O dimensionamento dos elementos de projetos varia conforme as
condições das chuvas locais e independentemente da hidráulica local.
c) Os materiais mais utilizados para realizarem drenagens em pavimentos
são os argilosos, pois retêm água.
d) Além das britas, poderiam ser utilizados drenos tubulares juntamente
com filtros em caso de haver necessidade de drenagem subsuperficial.
e) A existência de materiais grossos nos agregados de drenagem auxilia na
redução da condutividade das águas das chuvas em pavimentos.
Caro(a) estudante, segundo o DNIT (BRASIL, 2006a), a água que escoa
profundamente precisará ser tratada com drenagens profundas, que podem ser:
drenos profundos, drenos espinha de peixe, colchão drenante, drenos horizontais
profundos, valetões laterais e drenos verticais de areia.
Você sabe quais são os objetivos da drenagem profunda?
Drenagem Profunda
Tab 1 Tab 2
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Como dito anteriormente, a drenagem profunda deverá evitar que a água chegue ao
sentido ascendente até o pavimento por meio de drenos ou outros elementos. Você
verá detalhadamente cada um deles, a seguir!
Drenos Profundos
Os drenos profundos interceptam água subterrânea com o rebaixo do lençol freático
para que ela não chegue ao subleito. Eles são instalados em trechos de corte e em
terrenos planos com profundidades entre 1,5 até 2 m de acordo com o manual de
drenagem IPR 724 (BRASIL, 2006a).
A drenagem profunda, chamada também de drenagem subterrânea, tem o objetivo deimpedir que haja fluxo e acúmulo de água subterrânea, retirando essas águas por meio
de drenos e destinando-as para deságue adequado.
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Os drenos profundos possuem material com função de filtro (areia e agregados
etc.), materiais para realização de dreno (britas e cascalho etc.), tubulação que pode
ser em concreto poroso ou perfurado, bem como tubulação de materiais plásticos e
metálicos, de acordo com o manual de drenagem IPR 724 (BRASIL, 2006a).
Drenos Espinha de Peixe
Os drenos de espinha de peixe têm o formato de espinha de peixe, como o próprio
nome diz, e são instalados preferencialmente em grandes áreas pavimentadas,
utilizando o eixo longitudinal da estrada para drenagem da água de chuvas. Eles são
Figura 2.14 - Dreno longitudinal profundo para cortes em solos
Fonte: Brasil (2006b, p. 44  ).
#PraCegoVer : a imagem apresenta uma planta em preto e branco de dreno longitudinal
profundo para cortes em solos. A primeira camada tem selo de argila ilustrado com
listras; a segunda camada, material filtrante, está desenhada por meio de pontilhados; e o
tubo de PVC, ilustrado por um círculo, é por onde passam as águas. A camada de selo de
argila tem 20 cm de altura, e a camada de material filtrante tem 50 cm de largura e 130
cm de altura.
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executados abaixo do subleito e normalmente sua adoção acontece quando o lençol
freático está próximo à superfície ou quando a camada abaixo do pavimento é
impermeável (BRASIL, 2006a).
Colchão drenante
O colchão drenante são camadas drenantes que servem para drenar
longitudinalmente as águas de chuvas localizadas em pequenas profundidades da
estrada, sendo utilizadas se o dreno de espinha de peixe não conseguir realizar o
dreno sozinho. São utilizados em cortes de rocha e do lençol freático perto ao greide,
são utilizados em aterros (BRASIL, 2006a).
Figura 2.15 - Camada drenante para corte em rocha
Fonte: Brasil (2006b, p. 47).
#PraCegoVer : a imagem apresenta um desenho de corte em preto e branco da camada
drenante para corte em rocha. Há a camada de pavimento, depois a camada drenante e a
superfície de terraplenagem. A primeira camada é o pavimento, depois vem a camada
drenante, ilustrada por meio de diversos círculos unidos, assim como é representado o
dreno profundo nas laterais.
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Drenos Horizontais Profundos
Os drenos sub-horizontais servem para prevenir escorregamentos e evitar
instabilidade devido ao lençol freático que sobe e pode prejudicar o pavimento
(BRASIL, 2006a). Servem para drenar encostas e aterros; sendo assim, eles
remanejam as águas infiltradas e os fluxos de água, impedindo a instabilidade do
pavimento.
Eles devem ser instalados conforme especificação de projeto, podendo ter
alinhamento transversal, longitudinal ou em forma de espinha de peixe (BRASIL,
2004).
Valetões Laterais
Os valetões laterais são executados próximos ao bordo do acostamento de um lado
e, do outro, rentes ao talude do corte, como se fosse um falso aterro (BRASIL,
2006a).
Os valetões laterais são dispositivos que podem exercer a mesma função de sarjetas
e de drenos profundos em locais com região plana, e podem exercer ambas as
funções ao mesmo tempo (BRASIL, 2006a).
Drenos Verticais de Areia
Os drenos verticais são executados em rodovias com aterros sobre depósitos de
solos moles, como siltes, argilas orgânicas, argilas sensíveis e turfas (BRASIL,
2006a).
O dreno vertical é um dispositivo cuja função é drenar águas. Esse dreno tem
camadas de brita e de areia sobrepostas, que servem como filtros da água existente
em excesso no solo, para depois encaminhá-la a um lugar oportuno.
Conhecimento
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Conhecimento
Teste seus Conhecimentos
(Atividade não pontuada)
O Governo do Distrito Federal (GDF) informa que a Secretaria de Desenvolvimento
Econômico do Distrito Federal (SDE) implantará obras de drenagem de águas
pluviais em um setor empresarial do Gama e instalará diversos dispositivos de
captação de águas. Com isso, realizará serviços de pavimentação, aumento da
rede de esgoto e da rede elétrica no local.
FERREIRA JÚNIOR, H. GDF leva drenagem e asfalto ao setor empresarial do Gama.
Agência Brasília , 2020. Disponível em:
https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2020/04/15/gdf-leva-drenagem-e-asfalto-a-
setor-empresarial-do-gama/ . Acesso em: 27 abr. 2021.
Considerando o trecho, sobre obras de drenagem e pavimentação, analise as
alternativas a seguir e assinale a opção correta:
a) Bueiros são dispositivos, isto é, elementos que fazem parte da
macrodrenagem.
b) Os bueiros são buracos com tampas metálicas que são instalados no
meio das ruas pavimentadas.
c) Os serviços de pavimentação em rodovias incluem a drenagem, exceto
em casos em que a drenagem é descrita separadamente.
d) Os drenos profundos têm a função de filtrar as águas, além de impedir
que elas subam até os pavimentos.
e) A drenagem viária visa controlar as águas acumuladas que ficam sobre
os pavimentos e as redes de esgoto, não as que se infiltram nos
pavimentos.
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https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2020/04/15/gdf-leva-drenagem-e-asfalto-a-setor-empresarial-do-gama/
https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2020/04/15/gdf-leva-drenagem-e-asfalto-a-setor-empresarial-do-gama/
Material
Complementar
WEB
Drenagem superficial vs. drenagem
profunda
Ano : 2020
Comentário : o vídeo mostra Igor Pinheiro, que explica o processo
de drenagem superficial e de drenagem profunda e os principais
dispositivos utilizados em cada uma delas, cujas instalações são
feitas para evitar problemas quanto ao acúmulo de água em
pavimentos.
Para conhecer mais sobre o assunto, acesse o vídeo.
AC E S S AR
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https://www.youtube.com/watch?v=vNYU-q-PPFY&t=441s&ab_channel=InovaCiv
L IVRO
Estradas
Editora : Sagah
Autor : André Luís Abitante
ISBN : 978-85-9502-095-5
Comentário : o livro aborda as etapas de execução de estradas,
entre elas as etapas de drenagem. O autor faz uma abordagem
sobre drenagem superficial e drenagem profunda
detalhadamente. É uma ótima leitura para aprofundarmos os
conhecimentos adquiridos neste estudo.
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Conclusão
Estudante, antes de finalizarmos, vamos recordar o conteúdo que aprendemos? Ao longo
deste estudo, verificamos que a drenagem de pavimentos é um método antigo utilizado
para conter as águas de chuvas que caem sobre a plataforma das estradas pavimentadas.
O intuito da drenagem é retirar a água acumulada sobre o pavimento e levá-la para locais
adequados e com segurança. A água da chuva pode escoar superficialmente e
subsuperficialmente; primeiro, passa pela microdrenagem e, depois, é destinada a locais
adequados.
Neste estudo, você teve a oportunidade de compreender os tipos de drenagem de
pavimentos e de aprender sobre os materiais que compõem a execução desses tipos de
serviços . Além disso, você verificou os materiaisque compõem os sistemas de drenagem
e aprendeu também sobre a drenagem profunda em obras viárias e sua forma de
execução. Esses conhecimentos serão importantes durante sua vida profissional!
Referências
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2017.
AGETOP – AGÊNCIA GOIANA DE
TRANSPORTES E OBRAS. Drenagem :
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https://cutt.ly/vncnHCK . Acesso em: 26 abr.
2021
ALMEIDA, J. C. B. Drenagem urbana . Curitiba: Contentus, 2020.
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https://cutt.ly/vncnHCK
BALBO, J. T. Pavimentação asfáltica : materiais, projetos e restauração. São Paulo: Oficina
de textos, 2007.
BAURU. Prefeitura dá sequência à recuperação de asfalto danificado pelas chuvas .
Bauru: Prefeitura Municipal, 2017. Disponível em:
https://www2.bauru.sp.gov.br/materia.aspx?n=25861 . Acesso em: 26 abr. 2021.
BRASIL. Ministério dos Transportes. Drenagem : drenos sub-horizontais: especificação dos
serviços. Norma DNIT 017/2004. Rio de Janeiro: Ministério dos Transportes, 2004.
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http://www1.dnit.gov.br/arquivos_internet/ipr/ipr_new/normas/DNIT017_2004_ES.pdf
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BRASIL. Ministério dos Transportes. Manual de drenagem de rodovias . (IPR. Publ., 724). 2.
ed. Rio de Janeiro: Ministério dos Transportes, 2006a. Disponível em:
http://www1.dnit.gov.br/arquivos_internet/ipr/ipr_new/manuais/manual_drenagem_rodovias.pdf
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(IPR. Publ. 725). 2. ed. Rio de Janeiro: Ministério dos Transportes, 2006b.
https://cutt.ly/oncnCuY . Acesso em: 1º maio 2021.
BRASIL. Ministério dos Transportes. Drenagem : drenos sub-superficiais: especificação de
serviço. Norma DNIT 016/2006. Rio de Janeiro: Ministério dos Transportes, 2006c.
Disponível em: https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/planejamento-e-
pesquisa/ipr/coletanea-de-normas/coletanea-de-normas/especificacao-de-servico-
es/dnit_016_2006_es.pdf . Acesso em: 26 abr. 2021.
BRASIL. Ministério dos Transportes. Drenagem : dissipadores de energia: especificação de
serviço. Norma DNIT 022/2006. Rio de Janeiro: Ministério dos Transportes, 2006d.
Disponível em: https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/planejamento-e-
pesquisa/ipr/coletanea-de-normas/coletanea-de-normas/especificacao-de-servico-
es/dnit_022_2006_es.pdf . Acesso em: 1º maio 2021.
BRASIL. Ministério dos Transportes. Projetos . Rio de Janeiro: Ministério dos Transportes,
[2021]. Disponível em: http://www1.dnit.gov.br/anexo/Projetos/Projetos_edital0494_10-
23_12.pdf . Acesso em: 1º maio 2021.
DISTRITO FEDERAL. Secretaria de Estado de Mobilidade. Manual de planejamento e
procedimentos das atividades de conservação rodoviária executadas pelos Distritos
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https://www2.bauru.sp.gov.br/materia.aspx?n=25861
http://www1.dnit.gov.br/arquivos_internet/ipr/ipr_new/normas/DNIT017_2004_ES.pdf
http://www1.dnit.gov.br/arquivos_internet/ipr/ipr_new/manuais/manual_drenagem_rodovias.pdf
https://cutt.ly/oncnCuY
https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/ipr/coletanea-de-normas/coletanea-de-normas/especificacao-de-servico-es/dnit_016_2006_es.pdf
https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/ipr/coletanea-de-normas/coletanea-de-normas/especificacao-de-servico-es/dnit_016_2006_es.pdf
https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/ipr/coletanea-de-normas/coletanea-de-normas/especificacao-de-servico-es/dnit_016_2006_es.pdf
https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/ipr/coletanea-de-normas/coletanea-de-normas/especificacao-de-servico-es/dnit_022_2006_es.pdf
https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/ipr/coletanea-de-normas/coletanea-de-normas/especificacao-de-servico-es/dnit_022_2006_es.pdf
https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/ipr/coletanea-de-normas/coletanea-de-normas/especificacao-de-servico-es/dnit_022_2006_es.pdf
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FREITAS, E. Determinação e comparação de curvas e comparação de curvas IDF com
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Guaraíra-PB . 2016. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Civil) –
Universidade Federal da Paraíba, Centro de Tecnologia, João Pessoa, 2016. Disponível em:
http://ct.ufpb.br/ccec/contents/documentos/tccs/2015.2/determinacao-e-comparacao-de-
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DRENAGEM superficial vs. drenagem profunda. [ s.l.; s.n. ], 2020. 1 vídeo (9 min 19 s).
Publicado pelo canal InovaCivil. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=vNYU-
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FERREIRA JÚNIOR, H. GDF leva drenagem e asfalto ao setor empresarial do Gama.
Agência Brasília , 2020. Disponível em:
https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2020/04/15/gdf-leva-drenagem-e-asfalto-a-setor-
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https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=XZn3NKy40tzviQ88%2fYuMRA%3d%3d&l=bTZMFI43S2zk4fg3KzFqWQ%3d%3d&cd=qL… 47/47
http://www.der.df.gov.br/wp-content/uploads/2018/01/Manual_de_Procedimentos_e_Padronizacao.pdf
http://www.der.df.gov.br/wp-content/uploads/2018/01/Manual_de_Procedimentos_e_Padronizacao.pdf
http://ct.ufpb.br/ccec/contents/documentos/tccs/2015.2/determinacao-e-comparacao-de-curvas-idf-com-dados-pluviograficos-e-pluviometricos-na-bacia-hidrografica-experimental-do-riacho-guaraira-pb.pdf
http://ct.ufpb.br/ccec/contents/documentos/tccs/2015.2/determinacao-e-comparacao-de-curvas-idf-com-dados-pluviograficos-e-pluviometricos-na-bacia-hidrografica-experimental-do-riacho-guaraira-pb.pdf
http://ct.ufpb.br/ccec/contents/documentos/tccs/2015.2/determinacao-e-comparacao-de-curvas-idf-com-dados-pluviograficos-e-pluviometricos-na-bacia-hidrografica-experimental-do-riacho-guaraira-pb.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=vNYU-q-PPFY&t=441s
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https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2020/04/15/gdf-leva-drenagem-e-asfalto-a-setor-empresarial-do-gama/
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