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DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO 
 
1) Introdução 
- Definição- Direito Internacional Público 
Tem-se no DIP, o estudo das relações desenvolvidas entre Estados, órgãos e 
organismos internacionais. 
Estados, entes representativos, até mesmo pessoas físicas, são 
protagonistas das relações do DIP. 
Assuntos de ordem econômica são discutidos, como por exemplo a OMC, em 
questões econômicas, a Segurança Pública que está na mídia, a política 
internacional, questões diplomáticas e de Direitos Humanos. 
Poderes exercidos no exercício do poder soberano, é a característico do 
Direito Internacional Púbico. 
Não será objeto de nossas discussões de estudo no Direito Internacional 
Privado essa conceituação. 
* Relações entre DIP’s- Público e Privado 
dependência: a primeira ideia da doutrina é a da relação de dependência, é 
um DIPrivado dependente do DIPúblico, isto pelo fato de o DIPúblico 
delimitar as ações do DIPrivado. O poder soberano é presente em todos os 
Estados, além disso o DIPrivado seria uma derivação do DIPúblico. 
Derivação= é pelo fato das bases que constituem o DIPrivado, serem 
publicistas, de conceitos forjados do DIPúblico, por isso há a relação de 
dependência. 
Princípio da soberania é um conceito de origem púbica que embasa a criação 
do sistema Privado. Ele justifica ou é o ponto de partida para o sistema de 
DIPrivado. 
Outro exemplo é o da nacionalidade, tem origem pública, mas é largamente 
utilizado no Privado. 
Essa posição foi discutida e passou a pensar o contrário: 
independência: uma primeira diferença seria que são ramos do direito, com 
objetos distintos, pois o que se estuda em um, não se confunde com o que se 
estuda no outro. 
Os sujeitos são diferentes em ambos. A base da diferenciação é que há 
objetos e pessoas distintas, além disso, em que pese as duas disciplinas 
estarem ambientadas no mesmo cenário, que seria o internacional, elas tem 
logicas diversas. 
***A soberania continua a embasar o DIPrivado, e a base continua sendo 
publicista, mas não há uma relação de independência, são pontos de contato 
absolutamente reais e necessários, não é nada que desnature a autonomia 
do DIPrivado, já que o DIPúblico também se utiliza de premissas do 
DIPrivado, por exemplo quando um Estado é livre para estabelecer acordos e 
relações diplomáticas, a base desse raciocínio é que a autonomia vem do 
DIPrivado. Mas os dois âmbitos do direito representam suas particularidades 
que não podem ser confundidas. 
2) Conceito 
- Importância 
Mesmo dentro da doutrina não há unanimidade do conceito de DIPrivado. 
Não seria conceituar e sim dimensionar, pois depende da relação que você 
toma como ponto de partida, o interessante seria conhecer as relações 
passiveis de serem utilizadas. 
o objetivo é trazer quais os fenômenos jurídicos contemplados pelo 
DIPrivado. 
* Norma da DIP- direito interno ou internacional? 
É um dispositivo de direito interno, pois o Estado deve recepcionar a norma 
para ela ser válida dentro do âmbito interno. 
Tratados e convenções internacionais são internacionais, mas a vigência e a 
eficácia da norma deve ser interna. 
A espécie legislativa interna que se utiliza no DIPrivado é a Lei de Introdução 
ao Código Civil, é a maior concentração das regras de DIPrivado, sendo ela 
uma criação do direito interno. 
Art. 5º da CF: “§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos 
humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em 
dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão 
equivalentes às emendas constitucionais.” 
Para ter aplicabilidade deve ser previamente internalizada. A amplitude 
a destinação da regra de DIPrivado é internacional, mas sua concepção 
ou sua adesão tem um caráter interno. 
→ Definição: pode trabalhar relações entre entes privados e particulares, 
sem distinção entre pessoa física e jurídica. 
Para que a relação seja do DIPrivida, ele é o ramo do direito em que se 
estuda as relações desenvolvidas e colocadas em prática por particulares 
que representam uma conexão de internacionalidade, esse fenômeno migra 
do Direito Civil para o DIPrivado. A relação jurídica de DIPrivado ela 
apresenta um cunho privatista, mas nessas relação migra-se do Direto Civil 
para o Direito Internacional Privado. 
Ex.: Contrato de compra e venda em Curitiba, preço pago no Brasil, não é 
uma relação de DIPrivado, pois não teve nenhuma conexão Internacional. 
Ex.:2 brasileiros representando suas empresas. Colocando essa relação em 
um mapa tendo como nacionalidade Brasil e Noruega, com celebração do 
contrato em Madrid tento realização no México, Canada e EUA, essa é uma 
relação de DIPrivado. 
2ª definição do DIP: é o âmbito do direito que estudas as relações 
jurídicas no âmbito privado mas devem apresentar vínculos com dois 
ou mais sistemas jurídicos, quaisquer vínculos. 
Clóvis Beviláqua- O todo do sistema jurídico e o conjunto de princípios 
reguladores. 
Aroldo Valadão- o DIPrivado é o ramo do direito que estudo o conflito de leis 
no espaço. 
3) Características- DIP 
→ Conflito de normas- mola propulsora da disciplina. 
Daqui que se extrai as situações mais importantes do DIPrivado, ele 
pressupõe o conflito de normas. Mas apenas uma categoria de conflito de 
norma interessa ao DIPrivado. 
Conflito de normas do CC/02 e do CDC, não é um conflito interessante para o 
DIPrivado. Uma situação relevante para o DIP será de um conflito de 
norma provenientes obrigatoriamente de sistemas jurídicos diversos. 
O DIPrivado resolve este problema através do direito indicativo... 
→ Direito indicativo- ele vai exercer uma função instrumental, vai indicar para 
o intérprete qual norma será utilizada no caso concreto. Elas atacam e 
resolvem esse problema, já que não pode ter mais de um direito aplicado no 
caso concreto. 
* Métodos- DIP- são formas de abordar e analisar uma relação de DIPrivado, 
nem todas as relações serão processadas em uma mesma perspectiva. 
. Conflitual: é quando ao analisar as conexões de internacionalidade é 
identificada uma diferença entre essa disposições o que se tem em um 
Estado é diferente de outro. É caracterizado pela utilização das regras de 
conflito. 
. Uniformizador: não verifica nenhuma diferença entre os direitos dos 
Estados. Eles tem uma mesma disposição e para isso deve-se ter tratados e 
convenções internacionais. Aqui há internacionalidade mas não há diferença, 
não é necessário resolver um conflito, pois ele não existe. 
Ex.: Tratado de compra e venda internacional de mercadorias, que envolve 
Argentina, Austrália e EUA, os três regimes são signatários da Convenção de 
Viena de 1980. 
→ Matérias Controversas- uma escola entende entende ser da disciplina e 
outra escola entende que não. Exemplos dessa matérias controversas: 
- nacionalidade- o referencial esta na CF/88 nos artigos 12 e seguintes, a 
CF é do ramo público a justificativa é de que a nacionalidade é de matéria 
pública que o privado utiliza, mas não modifica, por isso controversa, pois 
não é um conceito concebido pelo DIP 
- estrangeiro- é uma questão tratada no Estatuto do Estrangeiro que faz 
projeção de uma pessoa de nacionalidade diversa, fala-se do âmbito dos 
direitos e garantias de um cidadão e da mesma forma são conceitos do ramo 
público e por isso controverso. 
4) Objetivos- DIP 
Não é apenas referida as regulações, dentro das relações privadas com 
conexão de internacionalidade o DIP oferece regulação a elas, mas os 
objetivos também são num ordenamento jurídico como um todo, há situações 
que são exclusivamente reguladas pelo DIP e não podem ser substituídas 
por outro. 
***Direito mais vinculado ao caso concreto- todos os esforços do DIP se 
justificam por esse motivo. Dentro dessa confusão o DIP oferece meios para 
descobrir qual é o direito mais vinculado ao caso concreto, é o que ira 
oferecer os dispositivos matérias que irão solucionar o conflito no caso 
concreto. 
- determinação de regras de conflito 
métodos de DIPrivado, existem 2 métodos existente, o uniformizadore o 
conflitual (ao analisar as conexões de internacionalidade, há uma diferença 
entre as conexões, caracterizado pela aplicação de regras de conflito). 
Para que um sistema de DIPrivado, vinculado ao método conflitual, 
necessita-se de regras de conflito (ela é a regra de DIPrivado propriamente 
dita). 
Toda regra de conflito tem 2 componentes: 
1. objeto de conexão 
2. elemento de conexão 
- dirimir conflitos/aplicar a norma mais vinculado ao caso concreto - 
DIPrivado tem a função de dirimir conflitos entre regras de direitos 
conflitantes. 
O magistrado é o interprete do DIPrivado, o árbitro aplica o dirieto escolhido 
pelas partes. 
- realização indireta de preceitos de direito material 
DIPrivado realizaria a valores de direito material interno de forma indireta. As 
normas de DIPrivado encontram-se na faixa intermediaria de uma pirâmide 
hierárquica de normas, portanto deve submeter-se as normas a ela 
superiores, não podendo ser inconstitucional dentro do seu âmbito de 
aplicação, ele (DIP) é uma efetivação de valores constitucionais. 
O que intermedia a realização de valores, aplica as regras de DIP e se for o 
Direito brasileiro mais próximo ele será aplicado, por isso o DIP não é 
aplicado de forma direta. 
*Uma disciplina que tem relações de internacionalidade, devo descobrir o 
melhor direito para o caso concreto. 
- viabilizar a aplicação de direito estrangeiro por parte do regime estatal 
a atividade jurisdicional, era vinculada a lei do foro, o juiz brasileiro na sua 
atividade cotidiana aplicaria somente o direito brasileiro. 
O DIP foi o ramo do direito que trouxe a diversificação para o direito 
jurisdicional, o magistrado não aplica apenas a lei do foro. Portanto 
justamente para se atingir a melhor solução do caso concreto é que o 
magistrado pode aplicar regras estrangeiras. 
Ex.: 2 empresas Russas celebram um contrato em Moscou, elas tem uma 
distribuição em 50 países, dentre os quais tem um fornecedor brasileiro, e 
nesse contrato de distribuição da empresa Russa apara o distribuidor 
brasileiro, há um litígio. Verificando essa situação o direito brasileiro não é o 
mais próximo, devendo ser aplicado o direito Russo, que é o mais próximo do 
litígio. 
É uma segurança jurídica internacional, pois é aplicado o melhor direito ao 
caso concreto, pouco importando se ele é interno ou estrangeiro. 
- possibilitar reconhecimento e execução de sentenças estrangeiras 
sentenças judiciais estrangeiras, tanto quanto sentenças arbitrais 
estrangeiras. 
Pode executar a sentença em qualquer país: esse fato é importante para o 
DIP e ter uma efetividade. É uma efetividade de acesso a uma justiça 
qualitativa. 
Pode executar, buscando o reconhecimento junto ao STJ, que é a esfera 
competente para homologar. O STJ homologando, baixa-se para execução 
na justiça federal e a sentença estrangeira será executada como toda e 
qualquer sentença da esfera brasileira. De nada adiante ter toma uma 
analise, e reconhecimento num título executivo judicial se ele não pode ser 
cumprido, por esse motivo aqui demonstra-se também a segurança jurídica. 
- harmonização do Direito Privado 
o DIP ofertou a possibilidade de que o juiz aplicasse um direito estrangeiro. O 
DIP oferece um verdadeiro intercambio jurídico, é uma porta aberta para ter 
contato com um outro direito. 
ex.: hipossuficiência da parte contratante, inversão do ônus da prova, são 
direitos mais comuns na área do consumo. A primeira manifestação do direito 
brasileiro em relação a essas normas não foi depois da edição do CDC e sim 
lá pela década de 80, e para resolver o caso concreto foi aplicado o direito 
italiano, e ai então essas figuras são incorporadas ao direito brasileiro e de 
tanto que isso foi consolidado na reforma legislativa, foi consignado na 
legislação brasileira. 
 
FONTES DO DIP 
1) Introdução 
Conhecer fontes do DIP não significa que tem um conhecimento teórico e sim 
prático. 
- Classificação – variação 
O estudo promove uma certa dança das cadeiras entre as fontes, nas outras 
matérias trabalha estuda-se uma mesma ordem, no DIP essa ordem muda, 
em função do sistema jurídico que se está analisando. Aqui trabalha-se com 
mais de um sistema jurídico, e não se inicia o estudo pela fonte da lei e sim 
pela jurisprudência ou inicia-se pela doutrina. 
Para fugir da common law w da civil law, não precisa ir para um direito 
exótico, por exemplo Suécia, Noruega, Finlândia, Japão tem sistemas 
diferentes desses 2. 
• Importância- para aplicar um direito estrangeiro deve conhecer as 
fontes desse direito. 
Ex.: na Louisiana apesar de ser um estado americano há a aplicação da civil 
law portanto se tiver algum conflito lá, deve analisar primeiro a lei e não a 
jurisprudência, como é comum nos EUA, por lá ser um país de 
predominância da common law. 
2) Tipos de Fonte 
A. Lei 
O raciocínio inicia-se pelo estudo da lei, um exemplo é o brasil e os países 
comandados pela civil law. 
- Evolução 
A lei passa a ser fonte do DIP a partir da Revolução Francesa, pelo Código 
Civil Frances de 1804. A partir delas é que se tem regras de DIPrivado na 
legislação. 
Tudo que é direito esta no código, essa ideia vem dessa época. 
As primeiras regras eram expostas de forma esparsas, mas passou a ter 
dispositivos legais próprios do DIP e a ei passa a dizer o que é o DIPrivado. 
A decodificação seguiu uma vertente de evolução e tem com uma segunda 
vertente o Código Civil Italiano de 1865, ele reproduziu a inovação do francês 
de trazer regras de DIP, mas numa roupagem amis atualizado, aqui traz 
regras de DIP mas reunidas em um único capítulo dentro do código, esse 
agrupamento fez com que analisando regras uma na sequencia da outro, fez 
com que se enxergasse coerência entre elas e dando uma ideia de sistema. 
O Código Civil Alemão de 1899, a inovação no seu formato foi de dispor em 
parte geral e parte especial, trouxe uma das maiores abstrações do Direito 
Civil, que é a figura do negócio jurídico. No DIP ele melhora a estruturação e 
a sistematização, o legislador vê que as regras de DIP são diferentes das 
regras de Direito Civil, ele é o primeiro a fazer a lei de introdução ao código 
civil , e é justamente nele que se encontram as leis de DIP. 
Se chamava lei de introdução ao código civil, pois ele nessa época era a 
principal figura jurídica. De uns 15/20 anos é que a Constituição tem uma 
figura diferencial. Há 2 anos atrás foi rebatizada de Lei de Introdução as 
normas do Direito brasileiro. 
* LINDB- Lei de Introdução as Normas do Direito Brasileiro 
ela é de 1942 a lei de introdução, sendo ela obsoleta e isso é um obstáculo 
que deve ser superado pela defasagem. 
Perderam-se oportunidades de se renovar a Lei de Introdução, desde 1942 
até os dias atuais. Há figuras até revogadas que a L.I prevê. 
Ela é defasada no âmbito de direito comparado e no âmbito brasileiro. J á 
tiveram 7 projetos, meramente repetitivos e outros de qualidade em que se 
perderam oportunidades de avanço. 
 
B. Doutrina 
Não se difere no conteúdo mas sim na sua importância. Ela é a fonte 
histórica do DIP, ela tem por volta de 10 ou 2 séculos de existência. As 
primeiras teorias de DIP, as chamadas teorias estatutárias, foram as 
primeiras manifestações dessa fonte. 
A criação do modelo jurídico, é feita pela doutrina essa criação é colocada na 
prática pela jurisprudência e apenas num terceiro momento é representada 
na lei. 
Ela em muito puxou desenvolvimento das outra fontes. Ela é a influencia 
pelo caminho inverso. 
O caminho normal, você tem um modelo jurídico idealizado, vem a 
jurisprudência ia em primeiros casos concretos e aplica e a doutrina em um 
terceiro momento em caráter analisador analisa o dispositivo. Isso não é a 
regra no DIP, um determinado mecanismo e instituto e ser criação doutrinaria 
e depois que a doutrina cria a jurisprudência aplica como forma de resolver 
problemas de caso concreto e a legislação apenas num terceiro momento 
reproduz z ideia doutrinaria 
- Importância:* Pluralidade- não são tão habituais em outros ramos do direito, pois temos o 
costume de personificar. 
O DIP despersonifica, pois tem matérias do DIP que não tem doutrinador, 
tem uma entidade internacional, institutos e organismos. 
Ex.: Academia de Haia de Direito Internacional, tem suas atividades desde o 
século passado. Ela é famosa por seus cursos pois professores bem 
colocados doutrinam e esse curso é u apos formatada em livro e publicada e 
tem a famosa coleção dos livros de Haia. 
Também tem o IDI (Instituto de Direito Internacional), existe desde o século 
XIX, e traz pareceres do DIP 
Ainda, ILA (Associação de Direito Internacional), não através de publicações, 
mas organiza muitos eventos. 
A IBA, (International Bar Association), como se fosse a OAB num âmbito 
internacional. 
A UNCITRAL (Comissão das nações Unidas) é um órgão oficial da ONU de 
Comercio Internacional, existem os digestos, que são estudos sobre casos 
concretos, a Convenção de Viena de 1980 é um exemplo de convenção 
criada. 
Unidroit, é o instituto internacional para unificação do Direito Privado. 
CCI (Câmara de Comércio Internacional). 
 
***São fontes despersonificadas pois organismos internacional formam as 
fontes do DIP. 
- “Doutrina Indireta” – seria aquele texto que por determinadas circunstancia, 
por contexto de algum pais, adentra no sistema jurídico como doutrina, porém 
não foi idealizado para ser uma doutrina, por isso indireto, pois o texto foi 
criado com outro propósito mas acaba sendo analisado como fonte 
doutrinária. 
Ex.: exerce função de doutrina, mas não é livro, parecer, tese ou dissertação. 
O Brasil é prodigo de exemplos de doutrina indireta, o exemplo são tratados e 
convenções internacionais, não ratificados por um determinado país. 
No âmbito do DIPúblico um exemplo seria a convenção de Viena de1969, 
que foi ratificada em 2009. 
A Convenção de N.Y de 1958 sobre reconhecimento e homologação de 
sentença arbitral estrangeira, o Brasil ratificou apenas em 2002. 
A Convenção de Viena de 1980, sobre comercio internacional, que em 4 de 
março foi ratificada e entra em vigor em 1º de abril de 2014. 
C. Jurisprudência 
- Tipos: 
. Nacional- STJ por exemplo se manifesta sobre uma questão. A Estatal que 
via poder judiciário produz e também jurisprudência privada que são a 
decisões arbitrárias. 
. Internacional- apresenta um caráter ou supranacional ou verdadeiramente 
internacional. Ex.: quando a corte de justiça da união europeia unifica uma 
questão dentro do bloco. 
• Importância- tem-se alguma variedades. 
Há um intercâmbio de jurisprudências. 
Ela trabalha algo que doutrina e jurisprudência não tratam. Ela trata de 
litígios, da lide, ela é a fonte que trabalha com o caso concreto. Por não ter 
escapatória de alinhar lei e doutrina, pela necessidade do caso concreto, 
mesmo quando elas não são exatamente próprias. 
D. Usos e Costumes 
- Abrangência da Fonte- é prevista no art. 4º da lei de introdução das normas 
de direito, como forma subsidiária e complementar. No DIP tem uma 
abrangência muito maior, que pode até ser comparado a doutrina, ele foge da 
situação de coadjuvante e se torna principal, como fonte primária. 
* Evolução Histórica 
Sempre que tiver DIP, tem usos costumes envolvidos. 
 cada vez menos utiliza usos e costumes, a especifidade elimina a utilização 
de lacunas. Não é que elimina a conduta, ela continua a existir, mas algo que 
fazia a 100 anos atrás como uso e costume hoje virou uma lei, uma 
convenção, elas migraram. 
não pode ser uso e costume aquilo que é positivado, deixa o caráter 
costumeiro de lado e respeita a positivação. 
* Caracterização- tem-se quando determinada pratica, habito é reiterado 
dentro de uma coletividade e essa coletividade internacional, é difundida e 
encarada com naturalidade. 
Uso e costume, é algo que não causa estranheza, e quando difundido 
internacionalmente. 
Quando que um uso e costume internacional é fonte do DIP? 
Nem todo uso e costume internacional é fonte do DIP. Apenas quando for 
relevante, c=somente ser utilizado por vários países não basta. Para exercer 
fonte do DIP, deve ter no mínimo a tolerância do Direito Interno. 
Deve ser um uso e costume internacional e por segundo deve ter tolerância 
no âmbito interno. 
E. Tratados e Convenções Internacionais 
Quando trabalha nessa categoria já pressupõe assinado e ratificado 
pelo Brasil, caso Brasil não tenha o fito, estuda como doutrina indireta 
e não como tratado ou convenção 
- Objeto: 
. Direito formal- os tratados do séc. XIX o tratado de Montevideo já tinha um 
objeto formal. Um exemplo que estudaremos são as CIDIP (conferencia 
interamericanas de direito internacional privado), existem desde 1975, 
abordam questões do DIP nas Américas, busca unificar o tratamento. São 
regras instrumentais e regras de conflito dentro da convenção. A mais 
importante é a de 1979 de Montevideo. 
. Direito material- traz disposições para reger o fundo do litigio, um exemplo é 
a Convenção de Viena sobre compra e venda internacional de mercadorias. 
Para por em pratica o método conflitual, precisa das Convenções para 
materializar o método uniformizador. Não identifica a diferença entre os 
países, pois foi a matéria unificada. 
F. Direito Comparado 
É uma ciência que trabalha através da comparação de cultural jurídicas, 
sistema e busca a evolução de todo o direito. A complexidade das relações 
do DIP necessita do Direito Comparado. 
 
HISTÓRICO DO DIP 
1) Introdução 
- Importância: ter uma lei interna ou um tratado, é algo novo, vem de 1990. 
Se for trabalhar os fenômenos que guardam vinculação com o DIP, o estudo 
vem desde os primórdios. 
* Marco- Teorias Estatutárias 
2) Manifestações Prévias 
- Antiguidade- na Grécia Antiga, há o estrangeiro. Ele era tratado como 
um escravo, pois não pertencia a polis, não era cidadão não nasceu 
naquela região e não tinha a mesma linhagem sanguínea e por isso 
desprovido de personalidade jurídica e não tinha o direito de participar 
da vida social. Não havia legislação para ele. Se ele poderia produzir o 
mesmo efeito que um cidadão poderia gerar, o mínimo de cuidado 
com ele deveria ter. 
- Direito Romano- foi uma obra rica que tinha uma serie de conjunto de 
regras e algumas delas, aplicáveis ao estrangeiro, o ius peregrino e o 
ius gencio e então sai do campo de indiferença jurídica. 
O DIP necessita de 2 ou mais sistemas jurídicos e isso é contrário ao Direito 
Romano, mas ele na sua percepção totaliza o direito, e não há o intercâmbio 
necessário para o desenvolvimento do DIP. 
- Invasões Bárbaras- DIP 
É a fase da queda do Período Romano e surge o Princípio da Personalidade 
das Leis. Havendo uma grande migração de pessoas e tendo uma 
comunidade europeia itinerante e o princípio quer dizer que não importa 
aonde esteja pode ter aplicado o seu direito de origem, houve ate a escola do 
personalismo jurídico. Aceitando uma cultura diferente da minha eu admito 
que existem mais de 2 sistemas, portanto havendo um intercâmbio de 
sistemas, e há a pluralidade de racionalidades do direito. 
- Feudalismo- AVANÇO 
Pautada na propriedade e no território, essa sociedade produziu o principio 
da territorialidade das leis. É uma associação geográfica no fenômeno 
jurídico, dependendo de onde ocorra a situação será aplicada a lei do 
território. 
O Estado associa poder com território, a formação dos estados europeus tem 
sua formação pautada no território. 
Isso importa em segurança jurídica, pois tenho certeza do tratamento que 
estou tendo. 
Assim o Direito Internacional privado saiu perdendo, pois agora eu vou ser 
regido pela lei do território onde estou, pois a interação que havia nas 
invasões bárbaras foi perdida e houve um retrocesso. 
(aula 20/08) 
quando o feudalismo se instaurou em toda a Europa tinha um princípio 
jurídico que atendia as novas relações jurídicas, pautadas no território, então 
surgi o princípio da territorialidade. Isso foi importante para a formação dos 
primeirosestados Europeus que tinham como seu principal elemento 
constituinte o territorialismo, garantindo segurança jurídica, porém 
caracterizam retrocesso pois a interação entre Estados deixa de predominar 
por um período. 
 
3) Teorias Estatutárias 
Núcleos de resistências Europeus tinham uma área urbana, o comércio teve 
uma continuidade o que fez com que surgissem os grandes centros 
Europeus. 
Tem-se o surgimento das primeiras universidades e se tornaram o reduto do 
conhecimento da época. Tendo essas cidades autonomia politica, chamadas 
de cidades-estados, contendo um ordenamento jurídico, chamado de 
estatuto. 
Os conflitos envolvendo o estatuto de 2 cidades, conflitos provocados de 
ordem comercial, eles eram levados aos jurisconsultos, que tinham 
conhecimento jurídico na época, e davam um parecer que resolvia o caso 
concreto. Com o passar do tempo e depois de vários pareceres, surgiram as 
teorias estatutárias, e são a primeira manifestação doutrinaria dentro do 
Direito Internacional Privado. 
Aquilo que hoje se faz, já no séc. X, XI os teóricos faziam. 
a. Escola Italiana (séc. XI-XV): 
Não foi sem motivos que justamente da região da França foi que surgiram os 
grandes pensamentos do DIP. Por razões de cunho político e econômico e 
por causa da unificação que ocorreu a 150 anos, havia uma concentração de 
cidades-estados e por concentrar este centros, tem-se mais estatutos 
potencialmente entrando em rota de comercialização e de centros 
universitários, estava-se no reduto do conhecimento (jusrisconsulto). 
 
Cunho Político- na escola de Bologna, através do trabalho dos jurisconsulta 
teve o momento de revisita do direito romano era uma racionalidade pautada 
na lei, que foi a civil law que é o nosso modelo jurídico. 
Tinha a plateia o público alvo, que eram os estudiosos. 
Cunho Econômico- a Itália era à época absolutamente estratégica no ponto 
de vista econômico, tanto para o comercio terrestre quando para o comércio 
marítimo. Então tem o inicio de m comércio marítimo. 
→ 2 momentos 
A escola francesa pode ser fragmentada em 2 momentos, eles redescobriram 
os textos clássicos do direito romano, para dar um viés mais cientifico ao 
direito existente à época: 
Escola dos Glosadores 
Escola dos Pós-glosadores- fizeram interpolações nos textos romanos. 
Pegavam os textos antigos e reescreviam em cima do texto original romano. 
Para o DIP esse trabalho de retomada foi interessante, pois produziram 
inovações/realizações 
* Realizações 
→ Leis com delimitações espaciais-por causa dos conflitos entre estatutos 
havia a necessidade de delimitar o direito à pessoa, então deveria associar o 
estatuto aos limites territoriais de uma cidade. Então as primeiras noções de 
limite territorial aqui. 
→ Diferenciação entre regras 
regras que desempenham funções distintas. 
- formais de direito: regras que não são aplicáveis ao problema, mas fazem 
uma instrumentalização do fenômeno jurídico. 
- matérias direito: regras substantivas, que põem fim ao litigio. 
→ Lex Loci Delicti- lei do local do delito 
foi primeiramente utilizado quando levado aos jurisconsultos e não tinha 
relação a um problema civil e sim a um crime que fazia surgir m conflito entre 
estatutos. 
→ Diferenciação entre estatutos 
sempre as teorias estatutárias acabavam por analisar pelo menos 2 estatutos 
e ao analisar vários, percebiam que haviam estatutos semelhantes entre si, 
disso surgiu a seguinte classificação 
- estatutos favoráveis- era o estatuto que apresentava uma coerência, 
semelhança com estatutos de outra cidade. 
Ex.: o que em uma cidade era crime, em outra cidade era considerado crime 
também, podendo haver diferenças de tratamento com relação a pena. 
- estatutos odiosos-aquele que era completamente incongruente, e tentando 
trabalhar este em congruência com outros havia total incompatibilidade. 
 
. Base do direito comparatista, que fixa em retirar da diferença a evolução. 
O conceito que hoje é de Direito Comparado, surge da análise do conceito 
ordem pública, pois para verificar se o direito era aceitável em determinado 
território deveria verificar-se se não afetava o ordenamento jurídico desse 
território. 
→ Diferença entre Direitos 
Bárloto, fala da diferenciação entre relações jurídicas que: 
- versam sobre o estatuto pessoal- quando na analise da relação o conflito 
não se encontra no objeto propriamente dito e sim nas pessoas. 
- versam sobre o estatuto real- quando o foco não está nas pessoas, nos 
agente s de DIP mas se encontra no objeto da relação jurídica. 
Ex.: não alega que alguém é incapaz (pessoal) para celebrar o contrato mas 
alega que o objeto é impossível (real). 
 
→ Lex Loci Celebrationis- lei do local da celebração 
quando trabalhar com contatos, trabalha o lex loci celebrationis. É aplicado 
nas questões ligadas a eficácia, validade, existência do negocio jurídico de 
direito internacional privado. 
→ Lex Loci Executionis- lei do local da execução 
aqui aplica a regra da sua execução, as obrigações decorrentes do contrato. 
O local onde deve cumprir a obrigação é que determinará as regras a ela 
aplicada. 
Desde o séc. XIV há fragmentação do direito e traz que os contratos e as 
relações do DIP podem ser regidas por mais de um direito, sendo o direito 
segmentado. 
 
b. Escola Francesa (séc. XIX): 
Da uma continuidade aos estudos da escola italiana. Não há competição 
entre a escola francesa e a italiana. 
Ainda há cidades-estados no séc. XVI? Não, já existem Estados Soberanos, 
os grandes estados Europeus com seus ordenamentos jurídicos. 
O grande referencial de Estado soberano se encontra lá, era um Estado que 
realmente controlava o funcionamento de sua sociedade. 
→ Teoria da Autonomia da Vontade (C. Dumolin) 
Por essa teoria deveria ser buscado o direito aplicável na vontade das partes. 
Faz uma associação histórica, em que há um segmento jurídico em que se 
faz valer a autonomia da vontade, é o DIP, muito mais do que o direito 
interno. 
 
O direito brasileiro é bem refratário à autonomia da vontade no DIP, agora em 
2013. O juiz brasileiro, por ser contrário a autonomia da vontade, declara 
nulidade da cláusula que escolheu um lei diferente da do local de celebração 
do contrato. 
Porém se seu cliente quiser que seja aplicada uma lei diferente da do local da 
celebração do contrato, faz-se uma cláusula arbitral no contrato. 
→ Teoria Particularista ( B. D’Argentré) 
também era conhecida como teoria territorialista francesa. Adota a 
categorização do estatuto real e do estatuto pessoal. 
As questões envolvendo estatuto pessoal serão regidas pelo domicilio da 
pessoa 
As questões envolvendo o estatuto real serão regidas pela lei de localização 
ou de situação dos bens. 
Tem-se um retorno bem mais sofisticado a teoria territorialista, pois se tem 
aqui trazendo a aplicação de 2 sistemas jurídicos. 
Ex.: um estrangeiro esta no Brasil, mas é domiciliado na França, é utilizado 
então o direito francês para ele. 
c. Escola Holandesa (séc. XVII): 
É uma escola territorialista. Eles foram muito influenciados pela 
independência da Holanda em relação a Espanha e ela é reconhecida em 
1858. 
Essa influencia nacionalista influenciou no enrijecimento das bases 
territoriais. 
Da francesa para holandesa o que muda é o estatuto pessoal. 
→ Desenvolvimento – teoria particularista 
A escola francesa adotava o domicilio já a Holanda trabalhava com a 
localização da pessoa, não importava sua nacionalidade ou origem, estando 
em território holandês seria regido pelas leis holandesas. 
Isso foi a equiparação do nacional para com o estrangeiro. 
Regulações jurídicas efetivas para o estrangeiros, o estatuto do estrangeiro 
começou a se desenvolver na modernidade. Instituto este que temos até hoje 
 
TEORIAS MODERNAS DE DIP 
1. Introdução 
Tem uma autonomia cientifica, tem-se as fontes evoluindo. Tem-se 2 
correntes: 
2. Territorialismo Moderno 
Século XIX, ocorreu uma assimilação de todo o territorialismo e uma 
adaptação deste a conceitos maismodernos. Vez que já haviam códigos, 
Estados, Poderes Judiciários, sendo fruto de Estados soberanos. 
Não estão presentes apenas no DIO contemporâneo e sim em todo o direito. 
3. Personalismo Jurídico 
É uma revisita ao Princípio da Personalidade das Leis. 
Leitura do DIO a figura da pessoa, o que tem de novidade o DIP é associado 
a pessoa porém sem ignorar a presença do Estado. 
Pascolae Mantini- foi o grande teórico personalista do século XIX. 
* DIP: 
→ nacionalidade- na época já havia leg. do DIP. Era o elemento de conexão 
mais existente à época. 
→ liberdade- se tem um ramo do direito que trabalha com autonomia da 
vontade é o DIP, pois não está vinculado as marras de um direito interno, 
vez que se desenvolve no Direito Internacional, havendo uma liberdade 
concedida pelos Estados, que não fazem restrições à contratações além das 
fronteiras. 
→ soberania- regula nacionalidade e liberdade e é responsável pelos 
sistemas de DIP. É um exercício do poder soberano de cada Estado editar 
suas regras de DIP. 
 
NORMA DE DIP 
1. Introdução 
A norma de DIP é uma norma de Direito Internacional. Existem outras 
classificações que estão no nosso DIP . 
2. Classificações 
2.1- Fonte: 
. Legislativa 
. Doutrinária- é possível vez que muitos mecanismos de DIP tem essa origem 
. Jurisprudencial- confere solução para o caso concreto. É a fonte mais fortes 
em países commom law. 
 
2.2- Natureza 
analisa o conteúdo ou a função desempenhada pela norma dentro de um DIP 
 
a. Formas- Definição 
trabalha com um tipo de regra diferenciada. São as regras de conflito, e todas 
apresentam 2 componentes: 
. objeto de conexão- utiliza para saber qual regra de conflito será utilizada. É 
a descrição de um direito, relações jurídicas e fenômenos. 
. elemento de conexão- se no objeto tem categoria de direitos descrita. O 
elemento é um critério consignado dentro da regra de conflito que em última 
análise é o elemento de conexão que aponta o direito aplicável ao caso 
concreto. 
→ ex.: art. 7º, caput da Lei de Introdução ao Código Civil 
“Art. 7o A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre 
o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de 
família.” 
O objeto de conexão começo e fim da personalidade, nome, capacidade e os 
direitos de família. 
Elemento e conexão- lei da nacionalidade, lei do local da celebração. Todos 
esses critérios que tem origem estatutária, são os elementos de conexão. 
 
b. Materiais- Definição 
regra material é a regra que regula o fundo do litigio. É o resultado da 
indicação da regra de conflito. 
A regra é o código civil, em seus artigos 3º e seguintes. Absolutamente, 
relativamente e plenamente capaz para os atos da vida civil. 
A regra que em ultima analise resolve a controvérsia. 
Caracterizam normas matérias, são os modais deônticos: 
Permissão 
Proibição 
Obrigação 
 
São conhecidas como regras direitas, Método uniformizador na hipótese de 
analisar sistemas jurídicos diversos aplica diretamente regras do direito 
interno. 
Regras indiretas, são as de direito formal, 
→ Ex.: discute-se a incapacidade da pessoa, regra formal caput do art. 7º da 
LeI de Introdução ao CC, regra material art. 3º e seguintes do CC 
 
c. Qualificadoras – Definição 
servem de apoio para aplicação de regras formais e matérias de DIP. 
Quando desenvolve o método conflitual percebe-se lacunas no caminho de 
regras matérias e formais, e elas são preenchidas pelas regras 
qualificadoras, que em ultima análise se apresentam como um conceito um 
entendimento, uma interpretação uma analogia. 
→ ex.: o art. 7º, §7º apresenta ex. de normas qualificadores 
“§ 7o Salvo o caso de abandono, o domicílio do chefe da família estende-se 
ao outro cônjuge e aos filhos não emancipados, e o do tutor ou curador aos 
incapazes sob sua guarda.” 
Paragrafo defasado, vez que trabalha coma figura do chefe de família, termo 
este que já foi abolido. 
Seu §8º também é exemplo de norma qualificadora. 
“§ 8o Quando a pessoa não tiver domicílio, considerar-se-á domiciliada no 
lugar de sua residência ou naquele em que se encontre.” 
Essa lacuna a norma qualificadora preenche, se não tem domicílio, aplica 
residência, então aplica o local em que se encontra. 
 
2.3- Estrutura 
é uma subclassificação das regras formais, diz respeito a normas formais. 
Regras de conflito podem ser classificadas em: 
a. Unilaterais – Definição 
ou também chamadas incompletas. 
Aborda parcialmente a relação e DIP, ela trabalha só com um alado possível. 
O que a torna unilateral, é o fato de ela descreve aplicação de direito interno 
e ignorar a aplicação no direito internacional privado, sendo omissa quanto a 
aplicação de um direito internacional. 
→ Ex.: §1º do ar.t 7º 
“§ 1o Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira 
quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração.“ 
e se o casamento ocorrer em Paris, por exemplo, a regra não diz nada em 
relação ao Direito Internacional, ele é omisso. 
 
b. Bilaterais – Definição 
também conhecidas como regras de conflito completas 
mostra os dois direitos aplicados ao caso. Ela promove uma bifurcação na 
função indicativa. 
Sabe que é completa quando testada a regra e em diversas hipóteses há 
aplicação de um direito interno ou estrangeiro. 
→ ex.: caput do art. 7º da L.I ao CC 
 
c. Justapostas – Definição 
Justaposta que tem é uma justapostação de regras de conflito, é uma regra 
híbrida que apresenta características unilateral e bilateral, 
Ela é o resultado de uma justapostação de 2 regras unilaterais. Uma é 
destinada ao direito interno e a segunda ao direito estrangeiro. 
→ ex.: digamos que o § 1º queira se tornar uma regra justaposta, ... 
complementa-se o § 1º com o que está faltando para ser uma regra de direito 
internacional. 
 
ELEMENTOS DE CONEXÃO 
 
1. Introdução 
Trabalhamos o elemento de conexão quando analisada a regra de conflito e 
ela apresentava 2 componentes: objeto de conexão e elemento de 
conexão, esse é um modelo moderno, porém há modificações/acréscimos 
nessa estrutura. 
→ Diferença- o elemento de conexão se manifesta ao final do raciocínio 
jurídico, é importante pois viabiliza o raciocínio jurídico, é o critério que indica 
qual é o direito material aplicável ao caso concreto. Pra resolver uma 
controvérsia dentro do DIP deve saber utilizar o elemento de conexão. 
* Função 
 
2. Elementos de Conexão 
a. Nacionalidade- era uma base do DIP, pois ela era que dizia qual era a 
origem da pessoa, sendo ao mesmo tempo uma ligação com o Estado, 
pois minha nacionalidade é um vínculo com o meu Estado. 
Nacionalidade, liberdade e soberania eram importantes. 
É aplicável ao Estatuto pessoal. 
Também chamado de Lex patrio 
- Evolução Histórica- foi o primeiro elemento e conexão de grande 
importância histórica, pois estava presente no início do DIP e está 
presente até hoje em dia. É um elemento de conexão cada vez menos 
é utilizado o elemento de conexão nacionalidade. 
No século passado muitas situações não podem ser resolvidas por ele, uma 
hipótese é de alguém ter dupla nacionalidade ou não ter nenhuma, ser 
apátrio, por causa dessas situações só pelo elemento nacionalidade não 
responde-la é que se trabalhavam com outros elementos. 
* Vantagens: para ainda adotar o elemento de conexão nacionalidade 
- Adaptação: fala-se de uma adaptação para com o destinatário da 
norma, os agentes de DIP, nós. É o que melhor se adapta por uma 
questão de bases de nossa formação cultural. 
- Permanência: nenhum outro elemento de conexão é tão estável 
quanto a lei da nacionalidade. É estável, pois é onde a pessoa nasce, 
se comparado com o domicílio por exemplo, daqui a 10 anos posso 
não domiciliar no mesmo local, mas minha nacionalidade continuará 
sendo a mesma. 
- Certeza: é fácil de atestar pelas características da pessoa, pela 
sotaque, além de poder conferir o documento. 
b. Domicílio – o elemento de conexão domicílio é cada vez mais utilizado 
para questõesdo estatuo pessoal, justamente por responder os 
problemas que o elemento nacionalidade não respondia (ter dupla 
nacionalidade ou nenhuma), pois uma localização o indivíduo sempre 
terá. 
- Evolução Histórica: é da evolução essa substituição do elemento 
nacionalidade pelo domicílio. 
* Vantagens: 
- Unificação – estatuto pessoal 
a partir do momento que trabalha com domicílio, facilita a questão do estatuto 
pessoal, pois há uma diversidade de tratamentos jurídicos, pois abrange 
várias questões, a dos indivíduos tem dupla nacionalidade, os que não tem 
nenhuma, dos que são estrangeiros e dos que são nacionais. 
- Interesse de 3º 
preserva o interesse de 3º, pois s pensarmos em Curitiba a 100 anos atrás, 
tinha brasileiros natos, italianos, japoneses, alemães. Imaginemos que um 
mercador era brasileiro nato e vende um produto há algum alemão, qual 
direito se aplicaria, brasileiro ou alemão? Aqui há um problema 
o fato de trabalhar com a lei do domicílio oferece segurança jurídica, pois o 
fato de contratar com terceiro não é uma aventura jurídica de direito 
comparado e sim uma relação comum, pois utiliza-se a regra do domicílio. 
- Interesse – Estados receptores 
acelerar a assimilação do estrangeiro na sociedade, o direito nacional vai ter 
que se interessar pela nova cultura. 
* Brasil- 1942 tinha-se a Lei de Introdução ao CC, que de 1916 passou da 
nacionalidade para o domicílio. 
“Art. 7o A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras 
sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos 
de família.” Elemento de conexão regente é o domicílio. O brasil adotou ao 
fenômeno mundial. 
 
No tocante ao estatuto real, o elemento que permaneceu foi o lex rei situe. 
c. Lex rei situe: lei da situação do bem 
Um determinado bem será regido pela lei de sua situação. Adotado para lei 
ou direitos obrigatoriamente corpóreos. 
Bens corpóreos: moveis e imóveis. 
- Objetivo: 
d. Lex loci celebrationis: contrato é válido ou nulo, produz esse ou aquele 
efeito.. 
Há um contrato que é sinônimo de lex loci celebrationis, é o contrato de 
casamento. Não pode escolher um contrato aplicável ao casamento, pois o 
casamento não é um direito disponível, ele envolve estado de pessoas, 
envolve razões de Estado, por isso regido pela lei do local de celebração. 
Aplicável ao negocio jurídico. 
e. Lex loci actus- local da ocorrência do ato vai reger a sua regulação 
Aplicável ao ato jurídico. 
 
3. Pluralidade – elemento de conexão 
Aqui foi necessária ser feita uma nova formatação das regras de conflito, em 
que ela apresenta objeto de conexão e elementoS de conexão. 
Elementos de conexão: 
a. Sistema Alternativo- regra de conflito que traz diversos elementos de 
conexão como uma opção para o intérprete. Não apenas visa obter um 
direito material, mas que tem um claro proposito de reconhecer a 
validade da relação jurídica. 
Ex.: tira da convenção de Haia sobre disposições testamentárias. Utiliza o 
OU. 
Lei da nacionalidade ou domicílio. 
b. Sistema Cumulativo- tem-se uma soma, uma observância obrigatória 
de elementos de conexão, o objetivo não é de reconhecer a validade, 
mas sim de restringir a validade. 
Ex.: divorcio de cônjuges de nacionalidade diversa, deve atender a lei 
nacional do marido e lei nacional da esposa. Utiliza o E. 
c. Sistema Sucessivo- não reconhece a validade ou restrição, há uma 
hierarquia entre os elementos de conexão, claramente um é o principal 
e o outro é o acessório. 
Ex.: filiação será estabelecida segundo a lei da criança, caso assim não seja 
entendida aplicasse a lei do pai. 
A lei da criança é mais importante, mas se ela não for de possível aplicação 
aplica a do pai. Utiliza subsidiariamente/caráter residual. 
Também é uma forma de resolver o problema dos indivíduos com dupla 
nacionalidade, podendo ser escolhida uma nacionalidade e se não passível 
de aplicação esta nacionalidade aplica-se a outra.