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DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO 1) Introdução - Definição- Direito Internacional Público Tem-se no DIP, o estudo das relações desenvolvidas entre Estados, órgãos e organismos internacionais. Estados, entes representativos, até mesmo pessoas físicas, são protagonistas das relações do DIP. Assuntos de ordem econômica são discutidos, como por exemplo a OMC, em questões econômicas, a Segurança Pública que está na mídia, a política internacional, questões diplomáticas e de Direitos Humanos. Poderes exercidos no exercício do poder soberano, é a característico do Direito Internacional Púbico. Não será objeto de nossas discussões de estudo no Direito Internacional Privado essa conceituação. * Relações entre DIP’s- Público e Privado dependência: a primeira ideia da doutrina é a da relação de dependência, é um DIPrivado dependente do DIPúblico, isto pelo fato de o DIPúblico delimitar as ações do DIPrivado. O poder soberano é presente em todos os Estados, além disso o DIPrivado seria uma derivação do DIPúblico. Derivação= é pelo fato das bases que constituem o DIPrivado, serem publicistas, de conceitos forjados do DIPúblico, por isso há a relação de dependência. Princípio da soberania é um conceito de origem púbica que embasa a criação do sistema Privado. Ele justifica ou é o ponto de partida para o sistema de DIPrivado. Outro exemplo é o da nacionalidade, tem origem pública, mas é largamente utilizado no Privado. Essa posição foi discutida e passou a pensar o contrário: independência: uma primeira diferença seria que são ramos do direito, com objetos distintos, pois o que se estuda em um, não se confunde com o que se estuda no outro. Os sujeitos são diferentes em ambos. A base da diferenciação é que há objetos e pessoas distintas, além disso, em que pese as duas disciplinas estarem ambientadas no mesmo cenário, que seria o internacional, elas tem logicas diversas. ***A soberania continua a embasar o DIPrivado, e a base continua sendo publicista, mas não há uma relação de independência, são pontos de contato absolutamente reais e necessários, não é nada que desnature a autonomia do DIPrivado, já que o DIPúblico também se utiliza de premissas do DIPrivado, por exemplo quando um Estado é livre para estabelecer acordos e relações diplomáticas, a base desse raciocínio é que a autonomia vem do DIPrivado. Mas os dois âmbitos do direito representam suas particularidades que não podem ser confundidas. 2) Conceito - Importância Mesmo dentro da doutrina não há unanimidade do conceito de DIPrivado. Não seria conceituar e sim dimensionar, pois depende da relação que você toma como ponto de partida, o interessante seria conhecer as relações passiveis de serem utilizadas. o objetivo é trazer quais os fenômenos jurídicos contemplados pelo DIPrivado. * Norma da DIP- direito interno ou internacional? É um dispositivo de direito interno, pois o Estado deve recepcionar a norma para ela ser válida dentro do âmbito interno. Tratados e convenções internacionais são internacionais, mas a vigência e a eficácia da norma deve ser interna. A espécie legislativa interna que se utiliza no DIPrivado é a Lei de Introdução ao Código Civil, é a maior concentração das regras de DIPrivado, sendo ela uma criação do direito interno. Art. 5º da CF: “§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.” Para ter aplicabilidade deve ser previamente internalizada. A amplitude a destinação da regra de DIPrivado é internacional, mas sua concepção ou sua adesão tem um caráter interno. → Definição: pode trabalhar relações entre entes privados e particulares, sem distinção entre pessoa física e jurídica. Para que a relação seja do DIPrivida, ele é o ramo do direito em que se estuda as relações desenvolvidas e colocadas em prática por particulares que representam uma conexão de internacionalidade, esse fenômeno migra do Direito Civil para o DIPrivado. A relação jurídica de DIPrivado ela apresenta um cunho privatista, mas nessas relação migra-se do Direto Civil para o Direito Internacional Privado. Ex.: Contrato de compra e venda em Curitiba, preço pago no Brasil, não é uma relação de DIPrivado, pois não teve nenhuma conexão Internacional. Ex.:2 brasileiros representando suas empresas. Colocando essa relação em um mapa tendo como nacionalidade Brasil e Noruega, com celebração do contrato em Madrid tento realização no México, Canada e EUA, essa é uma relação de DIPrivado. 2ª definição do DIP: é o âmbito do direito que estudas as relações jurídicas no âmbito privado mas devem apresentar vínculos com dois ou mais sistemas jurídicos, quaisquer vínculos. Clóvis Beviláqua- O todo do sistema jurídico e o conjunto de princípios reguladores. Aroldo Valadão- o DIPrivado é o ramo do direito que estudo o conflito de leis no espaço. 3) Características- DIP → Conflito de normas- mola propulsora da disciplina. Daqui que se extrai as situações mais importantes do DIPrivado, ele pressupõe o conflito de normas. Mas apenas uma categoria de conflito de norma interessa ao DIPrivado. Conflito de normas do CC/02 e do CDC, não é um conflito interessante para o DIPrivado. Uma situação relevante para o DIP será de um conflito de norma provenientes obrigatoriamente de sistemas jurídicos diversos. O DIPrivado resolve este problema através do direito indicativo... → Direito indicativo- ele vai exercer uma função instrumental, vai indicar para o intérprete qual norma será utilizada no caso concreto. Elas atacam e resolvem esse problema, já que não pode ter mais de um direito aplicado no caso concreto. * Métodos- DIP- são formas de abordar e analisar uma relação de DIPrivado, nem todas as relações serão processadas em uma mesma perspectiva. . Conflitual: é quando ao analisar as conexões de internacionalidade é identificada uma diferença entre essa disposições o que se tem em um Estado é diferente de outro. É caracterizado pela utilização das regras de conflito. . Uniformizador: não verifica nenhuma diferença entre os direitos dos Estados. Eles tem uma mesma disposição e para isso deve-se ter tratados e convenções internacionais. Aqui há internacionalidade mas não há diferença, não é necessário resolver um conflito, pois ele não existe. Ex.: Tratado de compra e venda internacional de mercadorias, que envolve Argentina, Austrália e EUA, os três regimes são signatários da Convenção de Viena de 1980. → Matérias Controversas- uma escola entende entende ser da disciplina e outra escola entende que não. Exemplos dessa matérias controversas: - nacionalidade- o referencial esta na CF/88 nos artigos 12 e seguintes, a CF é do ramo público a justificativa é de que a nacionalidade é de matéria pública que o privado utiliza, mas não modifica, por isso controversa, pois não é um conceito concebido pelo DIP - estrangeiro- é uma questão tratada no Estatuto do Estrangeiro que faz projeção de uma pessoa de nacionalidade diversa, fala-se do âmbito dos direitos e garantias de um cidadão e da mesma forma são conceitos do ramo público e por isso controverso. 4) Objetivos- DIP Não é apenas referida as regulações, dentro das relações privadas com conexão de internacionalidade o DIP oferece regulação a elas, mas os objetivos também são num ordenamento jurídico como um todo, há situações que são exclusivamente reguladas pelo DIP e não podem ser substituídas por outro. ***Direito mais vinculado ao caso concreto- todos os esforços do DIP se justificam por esse motivo. Dentro dessa confusão o DIP oferece meios para descobrir qual é o direito mais vinculado ao caso concreto, é o que ira oferecer os dispositivos matérias que irão solucionar o conflito no caso concreto. - determinação de regras de conflito métodos de DIPrivado, existem 2 métodos existente, o uniformizadore o conflitual (ao analisar as conexões de internacionalidade, há uma diferença entre as conexões, caracterizado pela aplicação de regras de conflito). Para que um sistema de DIPrivado, vinculado ao método conflitual, necessita-se de regras de conflito (ela é a regra de DIPrivado propriamente dita). Toda regra de conflito tem 2 componentes: 1. objeto de conexão 2. elemento de conexão - dirimir conflitos/aplicar a norma mais vinculado ao caso concreto - DIPrivado tem a função de dirimir conflitos entre regras de direitos conflitantes. O magistrado é o interprete do DIPrivado, o árbitro aplica o dirieto escolhido pelas partes. - realização indireta de preceitos de direito material DIPrivado realizaria a valores de direito material interno de forma indireta. As normas de DIPrivado encontram-se na faixa intermediaria de uma pirâmide hierárquica de normas, portanto deve submeter-se as normas a ela superiores, não podendo ser inconstitucional dentro do seu âmbito de aplicação, ele (DIP) é uma efetivação de valores constitucionais. O que intermedia a realização de valores, aplica as regras de DIP e se for o Direito brasileiro mais próximo ele será aplicado, por isso o DIP não é aplicado de forma direta. *Uma disciplina que tem relações de internacionalidade, devo descobrir o melhor direito para o caso concreto. - viabilizar a aplicação de direito estrangeiro por parte do regime estatal a atividade jurisdicional, era vinculada a lei do foro, o juiz brasileiro na sua atividade cotidiana aplicaria somente o direito brasileiro. O DIP foi o ramo do direito que trouxe a diversificação para o direito jurisdicional, o magistrado não aplica apenas a lei do foro. Portanto justamente para se atingir a melhor solução do caso concreto é que o magistrado pode aplicar regras estrangeiras. Ex.: 2 empresas Russas celebram um contrato em Moscou, elas tem uma distribuição em 50 países, dentre os quais tem um fornecedor brasileiro, e nesse contrato de distribuição da empresa Russa apara o distribuidor brasileiro, há um litígio. Verificando essa situação o direito brasileiro não é o mais próximo, devendo ser aplicado o direito Russo, que é o mais próximo do litígio. É uma segurança jurídica internacional, pois é aplicado o melhor direito ao caso concreto, pouco importando se ele é interno ou estrangeiro. - possibilitar reconhecimento e execução de sentenças estrangeiras sentenças judiciais estrangeiras, tanto quanto sentenças arbitrais estrangeiras. Pode executar a sentença em qualquer país: esse fato é importante para o DIP e ter uma efetividade. É uma efetividade de acesso a uma justiça qualitativa. Pode executar, buscando o reconhecimento junto ao STJ, que é a esfera competente para homologar. O STJ homologando, baixa-se para execução na justiça federal e a sentença estrangeira será executada como toda e qualquer sentença da esfera brasileira. De nada adiante ter toma uma analise, e reconhecimento num título executivo judicial se ele não pode ser cumprido, por esse motivo aqui demonstra-se também a segurança jurídica. - harmonização do Direito Privado o DIP ofertou a possibilidade de que o juiz aplicasse um direito estrangeiro. O DIP oferece um verdadeiro intercambio jurídico, é uma porta aberta para ter contato com um outro direito. ex.: hipossuficiência da parte contratante, inversão do ônus da prova, são direitos mais comuns na área do consumo. A primeira manifestação do direito brasileiro em relação a essas normas não foi depois da edição do CDC e sim lá pela década de 80, e para resolver o caso concreto foi aplicado o direito italiano, e ai então essas figuras são incorporadas ao direito brasileiro e de tanto que isso foi consolidado na reforma legislativa, foi consignado na legislação brasileira. FONTES DO DIP 1) Introdução Conhecer fontes do DIP não significa que tem um conhecimento teórico e sim prático. - Classificação – variação O estudo promove uma certa dança das cadeiras entre as fontes, nas outras matérias trabalha estuda-se uma mesma ordem, no DIP essa ordem muda, em função do sistema jurídico que se está analisando. Aqui trabalha-se com mais de um sistema jurídico, e não se inicia o estudo pela fonte da lei e sim pela jurisprudência ou inicia-se pela doutrina. Para fugir da common law w da civil law, não precisa ir para um direito exótico, por exemplo Suécia, Noruega, Finlândia, Japão tem sistemas diferentes desses 2. • Importância- para aplicar um direito estrangeiro deve conhecer as fontes desse direito. Ex.: na Louisiana apesar de ser um estado americano há a aplicação da civil law portanto se tiver algum conflito lá, deve analisar primeiro a lei e não a jurisprudência, como é comum nos EUA, por lá ser um país de predominância da common law. 2) Tipos de Fonte A. Lei O raciocínio inicia-se pelo estudo da lei, um exemplo é o brasil e os países comandados pela civil law. - Evolução A lei passa a ser fonte do DIP a partir da Revolução Francesa, pelo Código Civil Frances de 1804. A partir delas é que se tem regras de DIPrivado na legislação. Tudo que é direito esta no código, essa ideia vem dessa época. As primeiras regras eram expostas de forma esparsas, mas passou a ter dispositivos legais próprios do DIP e a ei passa a dizer o que é o DIPrivado. A decodificação seguiu uma vertente de evolução e tem com uma segunda vertente o Código Civil Italiano de 1865, ele reproduziu a inovação do francês de trazer regras de DIP, mas numa roupagem amis atualizado, aqui traz regras de DIP mas reunidas em um único capítulo dentro do código, esse agrupamento fez com que analisando regras uma na sequencia da outro, fez com que se enxergasse coerência entre elas e dando uma ideia de sistema. O Código Civil Alemão de 1899, a inovação no seu formato foi de dispor em parte geral e parte especial, trouxe uma das maiores abstrações do Direito Civil, que é a figura do negócio jurídico. No DIP ele melhora a estruturação e a sistematização, o legislador vê que as regras de DIP são diferentes das regras de Direito Civil, ele é o primeiro a fazer a lei de introdução ao código civil , e é justamente nele que se encontram as leis de DIP. Se chamava lei de introdução ao código civil, pois ele nessa época era a principal figura jurídica. De uns 15/20 anos é que a Constituição tem uma figura diferencial. Há 2 anos atrás foi rebatizada de Lei de Introdução as normas do Direito brasileiro. * LINDB- Lei de Introdução as Normas do Direito Brasileiro ela é de 1942 a lei de introdução, sendo ela obsoleta e isso é um obstáculo que deve ser superado pela defasagem. Perderam-se oportunidades de se renovar a Lei de Introdução, desde 1942 até os dias atuais. Há figuras até revogadas que a L.I prevê. Ela é defasada no âmbito de direito comparado e no âmbito brasileiro. J á tiveram 7 projetos, meramente repetitivos e outros de qualidade em que se perderam oportunidades de avanço. B. Doutrina Não se difere no conteúdo mas sim na sua importância. Ela é a fonte histórica do DIP, ela tem por volta de 10 ou 2 séculos de existência. As primeiras teorias de DIP, as chamadas teorias estatutárias, foram as primeiras manifestações dessa fonte. A criação do modelo jurídico, é feita pela doutrina essa criação é colocada na prática pela jurisprudência e apenas num terceiro momento é representada na lei. Ela em muito puxou desenvolvimento das outra fontes. Ela é a influencia pelo caminho inverso. O caminho normal, você tem um modelo jurídico idealizado, vem a jurisprudência ia em primeiros casos concretos e aplica e a doutrina em um terceiro momento em caráter analisador analisa o dispositivo. Isso não é a regra no DIP, um determinado mecanismo e instituto e ser criação doutrinaria e depois que a doutrina cria a jurisprudência aplica como forma de resolver problemas de caso concreto e a legislação apenas num terceiro momento reproduz z ideia doutrinaria - Importância:* Pluralidade- não são tão habituais em outros ramos do direito, pois temos o costume de personificar. O DIP despersonifica, pois tem matérias do DIP que não tem doutrinador, tem uma entidade internacional, institutos e organismos. Ex.: Academia de Haia de Direito Internacional, tem suas atividades desde o século passado. Ela é famosa por seus cursos pois professores bem colocados doutrinam e esse curso é u apos formatada em livro e publicada e tem a famosa coleção dos livros de Haia. Também tem o IDI (Instituto de Direito Internacional), existe desde o século XIX, e traz pareceres do DIP Ainda, ILA (Associação de Direito Internacional), não através de publicações, mas organiza muitos eventos. A IBA, (International Bar Association), como se fosse a OAB num âmbito internacional. A UNCITRAL (Comissão das nações Unidas) é um órgão oficial da ONU de Comercio Internacional, existem os digestos, que são estudos sobre casos concretos, a Convenção de Viena de 1980 é um exemplo de convenção criada. Unidroit, é o instituto internacional para unificação do Direito Privado. CCI (Câmara de Comércio Internacional). ***São fontes despersonificadas pois organismos internacional formam as fontes do DIP. - “Doutrina Indireta” – seria aquele texto que por determinadas circunstancia, por contexto de algum pais, adentra no sistema jurídico como doutrina, porém não foi idealizado para ser uma doutrina, por isso indireto, pois o texto foi criado com outro propósito mas acaba sendo analisado como fonte doutrinária. Ex.: exerce função de doutrina, mas não é livro, parecer, tese ou dissertação. O Brasil é prodigo de exemplos de doutrina indireta, o exemplo são tratados e convenções internacionais, não ratificados por um determinado país. No âmbito do DIPúblico um exemplo seria a convenção de Viena de1969, que foi ratificada em 2009. A Convenção de N.Y de 1958 sobre reconhecimento e homologação de sentença arbitral estrangeira, o Brasil ratificou apenas em 2002. A Convenção de Viena de 1980, sobre comercio internacional, que em 4 de março foi ratificada e entra em vigor em 1º de abril de 2014. C. Jurisprudência - Tipos: . Nacional- STJ por exemplo se manifesta sobre uma questão. A Estatal que via poder judiciário produz e também jurisprudência privada que são a decisões arbitrárias. . Internacional- apresenta um caráter ou supranacional ou verdadeiramente internacional. Ex.: quando a corte de justiça da união europeia unifica uma questão dentro do bloco. • Importância- tem-se alguma variedades. Há um intercâmbio de jurisprudências. Ela trabalha algo que doutrina e jurisprudência não tratam. Ela trata de litígios, da lide, ela é a fonte que trabalha com o caso concreto. Por não ter escapatória de alinhar lei e doutrina, pela necessidade do caso concreto, mesmo quando elas não são exatamente próprias. D. Usos e Costumes - Abrangência da Fonte- é prevista no art. 4º da lei de introdução das normas de direito, como forma subsidiária e complementar. No DIP tem uma abrangência muito maior, que pode até ser comparado a doutrina, ele foge da situação de coadjuvante e se torna principal, como fonte primária. * Evolução Histórica Sempre que tiver DIP, tem usos costumes envolvidos. cada vez menos utiliza usos e costumes, a especifidade elimina a utilização de lacunas. Não é que elimina a conduta, ela continua a existir, mas algo que fazia a 100 anos atrás como uso e costume hoje virou uma lei, uma convenção, elas migraram. não pode ser uso e costume aquilo que é positivado, deixa o caráter costumeiro de lado e respeita a positivação. * Caracterização- tem-se quando determinada pratica, habito é reiterado dentro de uma coletividade e essa coletividade internacional, é difundida e encarada com naturalidade. Uso e costume, é algo que não causa estranheza, e quando difundido internacionalmente. Quando que um uso e costume internacional é fonte do DIP? Nem todo uso e costume internacional é fonte do DIP. Apenas quando for relevante, c=somente ser utilizado por vários países não basta. Para exercer fonte do DIP, deve ter no mínimo a tolerância do Direito Interno. Deve ser um uso e costume internacional e por segundo deve ter tolerância no âmbito interno. E. Tratados e Convenções Internacionais Quando trabalha nessa categoria já pressupõe assinado e ratificado pelo Brasil, caso Brasil não tenha o fito, estuda como doutrina indireta e não como tratado ou convenção - Objeto: . Direito formal- os tratados do séc. XIX o tratado de Montevideo já tinha um objeto formal. Um exemplo que estudaremos são as CIDIP (conferencia interamericanas de direito internacional privado), existem desde 1975, abordam questões do DIP nas Américas, busca unificar o tratamento. São regras instrumentais e regras de conflito dentro da convenção. A mais importante é a de 1979 de Montevideo. . Direito material- traz disposições para reger o fundo do litigio, um exemplo é a Convenção de Viena sobre compra e venda internacional de mercadorias. Para por em pratica o método conflitual, precisa das Convenções para materializar o método uniformizador. Não identifica a diferença entre os países, pois foi a matéria unificada. F. Direito Comparado É uma ciência que trabalha através da comparação de cultural jurídicas, sistema e busca a evolução de todo o direito. A complexidade das relações do DIP necessita do Direito Comparado. HISTÓRICO DO DIP 1) Introdução - Importância: ter uma lei interna ou um tratado, é algo novo, vem de 1990. Se for trabalhar os fenômenos que guardam vinculação com o DIP, o estudo vem desde os primórdios. * Marco- Teorias Estatutárias 2) Manifestações Prévias - Antiguidade- na Grécia Antiga, há o estrangeiro. Ele era tratado como um escravo, pois não pertencia a polis, não era cidadão não nasceu naquela região e não tinha a mesma linhagem sanguínea e por isso desprovido de personalidade jurídica e não tinha o direito de participar da vida social. Não havia legislação para ele. Se ele poderia produzir o mesmo efeito que um cidadão poderia gerar, o mínimo de cuidado com ele deveria ter. - Direito Romano- foi uma obra rica que tinha uma serie de conjunto de regras e algumas delas, aplicáveis ao estrangeiro, o ius peregrino e o ius gencio e então sai do campo de indiferença jurídica. O DIP necessita de 2 ou mais sistemas jurídicos e isso é contrário ao Direito Romano, mas ele na sua percepção totaliza o direito, e não há o intercâmbio necessário para o desenvolvimento do DIP. - Invasões Bárbaras- DIP É a fase da queda do Período Romano e surge o Princípio da Personalidade das Leis. Havendo uma grande migração de pessoas e tendo uma comunidade europeia itinerante e o princípio quer dizer que não importa aonde esteja pode ter aplicado o seu direito de origem, houve ate a escola do personalismo jurídico. Aceitando uma cultura diferente da minha eu admito que existem mais de 2 sistemas, portanto havendo um intercâmbio de sistemas, e há a pluralidade de racionalidades do direito. - Feudalismo- AVANÇO Pautada na propriedade e no território, essa sociedade produziu o principio da territorialidade das leis. É uma associação geográfica no fenômeno jurídico, dependendo de onde ocorra a situação será aplicada a lei do território. O Estado associa poder com território, a formação dos estados europeus tem sua formação pautada no território. Isso importa em segurança jurídica, pois tenho certeza do tratamento que estou tendo. Assim o Direito Internacional privado saiu perdendo, pois agora eu vou ser regido pela lei do território onde estou, pois a interação que havia nas invasões bárbaras foi perdida e houve um retrocesso. (aula 20/08) quando o feudalismo se instaurou em toda a Europa tinha um princípio jurídico que atendia as novas relações jurídicas, pautadas no território, então surgi o princípio da territorialidade. Isso foi importante para a formação dos primeirosestados Europeus que tinham como seu principal elemento constituinte o territorialismo, garantindo segurança jurídica, porém caracterizam retrocesso pois a interação entre Estados deixa de predominar por um período. 3) Teorias Estatutárias Núcleos de resistências Europeus tinham uma área urbana, o comércio teve uma continuidade o que fez com que surgissem os grandes centros Europeus. Tem-se o surgimento das primeiras universidades e se tornaram o reduto do conhecimento da época. Tendo essas cidades autonomia politica, chamadas de cidades-estados, contendo um ordenamento jurídico, chamado de estatuto. Os conflitos envolvendo o estatuto de 2 cidades, conflitos provocados de ordem comercial, eles eram levados aos jurisconsultos, que tinham conhecimento jurídico na época, e davam um parecer que resolvia o caso concreto. Com o passar do tempo e depois de vários pareceres, surgiram as teorias estatutárias, e são a primeira manifestação doutrinaria dentro do Direito Internacional Privado. Aquilo que hoje se faz, já no séc. X, XI os teóricos faziam. a. Escola Italiana (séc. XI-XV): Não foi sem motivos que justamente da região da França foi que surgiram os grandes pensamentos do DIP. Por razões de cunho político e econômico e por causa da unificação que ocorreu a 150 anos, havia uma concentração de cidades-estados e por concentrar este centros, tem-se mais estatutos potencialmente entrando em rota de comercialização e de centros universitários, estava-se no reduto do conhecimento (jusrisconsulto). Cunho Político- na escola de Bologna, através do trabalho dos jurisconsulta teve o momento de revisita do direito romano era uma racionalidade pautada na lei, que foi a civil law que é o nosso modelo jurídico. Tinha a plateia o público alvo, que eram os estudiosos. Cunho Econômico- a Itália era à época absolutamente estratégica no ponto de vista econômico, tanto para o comercio terrestre quando para o comércio marítimo. Então tem o inicio de m comércio marítimo. → 2 momentos A escola francesa pode ser fragmentada em 2 momentos, eles redescobriram os textos clássicos do direito romano, para dar um viés mais cientifico ao direito existente à época: Escola dos Glosadores Escola dos Pós-glosadores- fizeram interpolações nos textos romanos. Pegavam os textos antigos e reescreviam em cima do texto original romano. Para o DIP esse trabalho de retomada foi interessante, pois produziram inovações/realizações * Realizações → Leis com delimitações espaciais-por causa dos conflitos entre estatutos havia a necessidade de delimitar o direito à pessoa, então deveria associar o estatuto aos limites territoriais de uma cidade. Então as primeiras noções de limite territorial aqui. → Diferenciação entre regras regras que desempenham funções distintas. - formais de direito: regras que não são aplicáveis ao problema, mas fazem uma instrumentalização do fenômeno jurídico. - matérias direito: regras substantivas, que põem fim ao litigio. → Lex Loci Delicti- lei do local do delito foi primeiramente utilizado quando levado aos jurisconsultos e não tinha relação a um problema civil e sim a um crime que fazia surgir m conflito entre estatutos. → Diferenciação entre estatutos sempre as teorias estatutárias acabavam por analisar pelo menos 2 estatutos e ao analisar vários, percebiam que haviam estatutos semelhantes entre si, disso surgiu a seguinte classificação - estatutos favoráveis- era o estatuto que apresentava uma coerência, semelhança com estatutos de outra cidade. Ex.: o que em uma cidade era crime, em outra cidade era considerado crime também, podendo haver diferenças de tratamento com relação a pena. - estatutos odiosos-aquele que era completamente incongruente, e tentando trabalhar este em congruência com outros havia total incompatibilidade. . Base do direito comparatista, que fixa em retirar da diferença a evolução. O conceito que hoje é de Direito Comparado, surge da análise do conceito ordem pública, pois para verificar se o direito era aceitável em determinado território deveria verificar-se se não afetava o ordenamento jurídico desse território. → Diferença entre Direitos Bárloto, fala da diferenciação entre relações jurídicas que: - versam sobre o estatuto pessoal- quando na analise da relação o conflito não se encontra no objeto propriamente dito e sim nas pessoas. - versam sobre o estatuto real- quando o foco não está nas pessoas, nos agente s de DIP mas se encontra no objeto da relação jurídica. Ex.: não alega que alguém é incapaz (pessoal) para celebrar o contrato mas alega que o objeto é impossível (real). → Lex Loci Celebrationis- lei do local da celebração quando trabalhar com contatos, trabalha o lex loci celebrationis. É aplicado nas questões ligadas a eficácia, validade, existência do negocio jurídico de direito internacional privado. → Lex Loci Executionis- lei do local da execução aqui aplica a regra da sua execução, as obrigações decorrentes do contrato. O local onde deve cumprir a obrigação é que determinará as regras a ela aplicada. Desde o séc. XIV há fragmentação do direito e traz que os contratos e as relações do DIP podem ser regidas por mais de um direito, sendo o direito segmentado. b. Escola Francesa (séc. XIX): Da uma continuidade aos estudos da escola italiana. Não há competição entre a escola francesa e a italiana. Ainda há cidades-estados no séc. XVI? Não, já existem Estados Soberanos, os grandes estados Europeus com seus ordenamentos jurídicos. O grande referencial de Estado soberano se encontra lá, era um Estado que realmente controlava o funcionamento de sua sociedade. → Teoria da Autonomia da Vontade (C. Dumolin) Por essa teoria deveria ser buscado o direito aplicável na vontade das partes. Faz uma associação histórica, em que há um segmento jurídico em que se faz valer a autonomia da vontade, é o DIP, muito mais do que o direito interno. O direito brasileiro é bem refratário à autonomia da vontade no DIP, agora em 2013. O juiz brasileiro, por ser contrário a autonomia da vontade, declara nulidade da cláusula que escolheu um lei diferente da do local de celebração do contrato. Porém se seu cliente quiser que seja aplicada uma lei diferente da do local da celebração do contrato, faz-se uma cláusula arbitral no contrato. → Teoria Particularista ( B. D’Argentré) também era conhecida como teoria territorialista francesa. Adota a categorização do estatuto real e do estatuto pessoal. As questões envolvendo estatuto pessoal serão regidas pelo domicilio da pessoa As questões envolvendo o estatuto real serão regidas pela lei de localização ou de situação dos bens. Tem-se um retorno bem mais sofisticado a teoria territorialista, pois se tem aqui trazendo a aplicação de 2 sistemas jurídicos. Ex.: um estrangeiro esta no Brasil, mas é domiciliado na França, é utilizado então o direito francês para ele. c. Escola Holandesa (séc. XVII): É uma escola territorialista. Eles foram muito influenciados pela independência da Holanda em relação a Espanha e ela é reconhecida em 1858. Essa influencia nacionalista influenciou no enrijecimento das bases territoriais. Da francesa para holandesa o que muda é o estatuto pessoal. → Desenvolvimento – teoria particularista A escola francesa adotava o domicilio já a Holanda trabalhava com a localização da pessoa, não importava sua nacionalidade ou origem, estando em território holandês seria regido pelas leis holandesas. Isso foi a equiparação do nacional para com o estrangeiro. Regulações jurídicas efetivas para o estrangeiros, o estatuto do estrangeiro começou a se desenvolver na modernidade. Instituto este que temos até hoje TEORIAS MODERNAS DE DIP 1. Introdução Tem uma autonomia cientifica, tem-se as fontes evoluindo. Tem-se 2 correntes: 2. Territorialismo Moderno Século XIX, ocorreu uma assimilação de todo o territorialismo e uma adaptação deste a conceitos maismodernos. Vez que já haviam códigos, Estados, Poderes Judiciários, sendo fruto de Estados soberanos. Não estão presentes apenas no DIO contemporâneo e sim em todo o direito. 3. Personalismo Jurídico É uma revisita ao Princípio da Personalidade das Leis. Leitura do DIO a figura da pessoa, o que tem de novidade o DIP é associado a pessoa porém sem ignorar a presença do Estado. Pascolae Mantini- foi o grande teórico personalista do século XIX. * DIP: → nacionalidade- na época já havia leg. do DIP. Era o elemento de conexão mais existente à época. → liberdade- se tem um ramo do direito que trabalha com autonomia da vontade é o DIP, pois não está vinculado as marras de um direito interno, vez que se desenvolve no Direito Internacional, havendo uma liberdade concedida pelos Estados, que não fazem restrições à contratações além das fronteiras. → soberania- regula nacionalidade e liberdade e é responsável pelos sistemas de DIP. É um exercício do poder soberano de cada Estado editar suas regras de DIP. NORMA DE DIP 1. Introdução A norma de DIP é uma norma de Direito Internacional. Existem outras classificações que estão no nosso DIP . 2. Classificações 2.1- Fonte: . Legislativa . Doutrinária- é possível vez que muitos mecanismos de DIP tem essa origem . Jurisprudencial- confere solução para o caso concreto. É a fonte mais fortes em países commom law. 2.2- Natureza analisa o conteúdo ou a função desempenhada pela norma dentro de um DIP a. Formas- Definição trabalha com um tipo de regra diferenciada. São as regras de conflito, e todas apresentam 2 componentes: . objeto de conexão- utiliza para saber qual regra de conflito será utilizada. É a descrição de um direito, relações jurídicas e fenômenos. . elemento de conexão- se no objeto tem categoria de direitos descrita. O elemento é um critério consignado dentro da regra de conflito que em última análise é o elemento de conexão que aponta o direito aplicável ao caso concreto. → ex.: art. 7º, caput da Lei de Introdução ao Código Civil “Art. 7o A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.” O objeto de conexão começo e fim da personalidade, nome, capacidade e os direitos de família. Elemento e conexão- lei da nacionalidade, lei do local da celebração. Todos esses critérios que tem origem estatutária, são os elementos de conexão. b. Materiais- Definição regra material é a regra que regula o fundo do litigio. É o resultado da indicação da regra de conflito. A regra é o código civil, em seus artigos 3º e seguintes. Absolutamente, relativamente e plenamente capaz para os atos da vida civil. A regra que em ultima analise resolve a controvérsia. Caracterizam normas matérias, são os modais deônticos: Permissão Proibição Obrigação São conhecidas como regras direitas, Método uniformizador na hipótese de analisar sistemas jurídicos diversos aplica diretamente regras do direito interno. Regras indiretas, são as de direito formal, → Ex.: discute-se a incapacidade da pessoa, regra formal caput do art. 7º da LeI de Introdução ao CC, regra material art. 3º e seguintes do CC c. Qualificadoras – Definição servem de apoio para aplicação de regras formais e matérias de DIP. Quando desenvolve o método conflitual percebe-se lacunas no caminho de regras matérias e formais, e elas são preenchidas pelas regras qualificadoras, que em ultima análise se apresentam como um conceito um entendimento, uma interpretação uma analogia. → ex.: o art. 7º, §7º apresenta ex. de normas qualificadores “§ 7o Salvo o caso de abandono, o domicílio do chefe da família estende-se ao outro cônjuge e aos filhos não emancipados, e o do tutor ou curador aos incapazes sob sua guarda.” Paragrafo defasado, vez que trabalha coma figura do chefe de família, termo este que já foi abolido. Seu §8º também é exemplo de norma qualificadora. “§ 8o Quando a pessoa não tiver domicílio, considerar-se-á domiciliada no lugar de sua residência ou naquele em que se encontre.” Essa lacuna a norma qualificadora preenche, se não tem domicílio, aplica residência, então aplica o local em que se encontra. 2.3- Estrutura é uma subclassificação das regras formais, diz respeito a normas formais. Regras de conflito podem ser classificadas em: a. Unilaterais – Definição ou também chamadas incompletas. Aborda parcialmente a relação e DIP, ela trabalha só com um alado possível. O que a torna unilateral, é o fato de ela descreve aplicação de direito interno e ignorar a aplicação no direito internacional privado, sendo omissa quanto a aplicação de um direito internacional. → Ex.: §1º do ar.t 7º “§ 1o Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração.“ e se o casamento ocorrer em Paris, por exemplo, a regra não diz nada em relação ao Direito Internacional, ele é omisso. b. Bilaterais – Definição também conhecidas como regras de conflito completas mostra os dois direitos aplicados ao caso. Ela promove uma bifurcação na função indicativa. Sabe que é completa quando testada a regra e em diversas hipóteses há aplicação de um direito interno ou estrangeiro. → ex.: caput do art. 7º da L.I ao CC c. Justapostas – Definição Justaposta que tem é uma justapostação de regras de conflito, é uma regra híbrida que apresenta características unilateral e bilateral, Ela é o resultado de uma justapostação de 2 regras unilaterais. Uma é destinada ao direito interno e a segunda ao direito estrangeiro. → ex.: digamos que o § 1º queira se tornar uma regra justaposta, ... complementa-se o § 1º com o que está faltando para ser uma regra de direito internacional. ELEMENTOS DE CONEXÃO 1. Introdução Trabalhamos o elemento de conexão quando analisada a regra de conflito e ela apresentava 2 componentes: objeto de conexão e elemento de conexão, esse é um modelo moderno, porém há modificações/acréscimos nessa estrutura. → Diferença- o elemento de conexão se manifesta ao final do raciocínio jurídico, é importante pois viabiliza o raciocínio jurídico, é o critério que indica qual é o direito material aplicável ao caso concreto. Pra resolver uma controvérsia dentro do DIP deve saber utilizar o elemento de conexão. * Função 2. Elementos de Conexão a. Nacionalidade- era uma base do DIP, pois ela era que dizia qual era a origem da pessoa, sendo ao mesmo tempo uma ligação com o Estado, pois minha nacionalidade é um vínculo com o meu Estado. Nacionalidade, liberdade e soberania eram importantes. É aplicável ao Estatuto pessoal. Também chamado de Lex patrio - Evolução Histórica- foi o primeiro elemento e conexão de grande importância histórica, pois estava presente no início do DIP e está presente até hoje em dia. É um elemento de conexão cada vez menos é utilizado o elemento de conexão nacionalidade. No século passado muitas situações não podem ser resolvidas por ele, uma hipótese é de alguém ter dupla nacionalidade ou não ter nenhuma, ser apátrio, por causa dessas situações só pelo elemento nacionalidade não responde-la é que se trabalhavam com outros elementos. * Vantagens: para ainda adotar o elemento de conexão nacionalidade - Adaptação: fala-se de uma adaptação para com o destinatário da norma, os agentes de DIP, nós. É o que melhor se adapta por uma questão de bases de nossa formação cultural. - Permanência: nenhum outro elemento de conexão é tão estável quanto a lei da nacionalidade. É estável, pois é onde a pessoa nasce, se comparado com o domicílio por exemplo, daqui a 10 anos posso não domiciliar no mesmo local, mas minha nacionalidade continuará sendo a mesma. - Certeza: é fácil de atestar pelas características da pessoa, pela sotaque, além de poder conferir o documento. b. Domicílio – o elemento de conexão domicílio é cada vez mais utilizado para questõesdo estatuo pessoal, justamente por responder os problemas que o elemento nacionalidade não respondia (ter dupla nacionalidade ou nenhuma), pois uma localização o indivíduo sempre terá. - Evolução Histórica: é da evolução essa substituição do elemento nacionalidade pelo domicílio. * Vantagens: - Unificação – estatuto pessoal a partir do momento que trabalha com domicílio, facilita a questão do estatuto pessoal, pois há uma diversidade de tratamentos jurídicos, pois abrange várias questões, a dos indivíduos tem dupla nacionalidade, os que não tem nenhuma, dos que são estrangeiros e dos que são nacionais. - Interesse de 3º preserva o interesse de 3º, pois s pensarmos em Curitiba a 100 anos atrás, tinha brasileiros natos, italianos, japoneses, alemães. Imaginemos que um mercador era brasileiro nato e vende um produto há algum alemão, qual direito se aplicaria, brasileiro ou alemão? Aqui há um problema o fato de trabalhar com a lei do domicílio oferece segurança jurídica, pois o fato de contratar com terceiro não é uma aventura jurídica de direito comparado e sim uma relação comum, pois utiliza-se a regra do domicílio. - Interesse – Estados receptores acelerar a assimilação do estrangeiro na sociedade, o direito nacional vai ter que se interessar pela nova cultura. * Brasil- 1942 tinha-se a Lei de Introdução ao CC, que de 1916 passou da nacionalidade para o domicílio. “Art. 7o A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.” Elemento de conexão regente é o domicílio. O brasil adotou ao fenômeno mundial. No tocante ao estatuto real, o elemento que permaneceu foi o lex rei situe. c. Lex rei situe: lei da situação do bem Um determinado bem será regido pela lei de sua situação. Adotado para lei ou direitos obrigatoriamente corpóreos. Bens corpóreos: moveis e imóveis. - Objetivo: d. Lex loci celebrationis: contrato é válido ou nulo, produz esse ou aquele efeito.. Há um contrato que é sinônimo de lex loci celebrationis, é o contrato de casamento. Não pode escolher um contrato aplicável ao casamento, pois o casamento não é um direito disponível, ele envolve estado de pessoas, envolve razões de Estado, por isso regido pela lei do local de celebração. Aplicável ao negocio jurídico. e. Lex loci actus- local da ocorrência do ato vai reger a sua regulação Aplicável ao ato jurídico. 3. Pluralidade – elemento de conexão Aqui foi necessária ser feita uma nova formatação das regras de conflito, em que ela apresenta objeto de conexão e elementoS de conexão. Elementos de conexão: a. Sistema Alternativo- regra de conflito que traz diversos elementos de conexão como uma opção para o intérprete. Não apenas visa obter um direito material, mas que tem um claro proposito de reconhecer a validade da relação jurídica. Ex.: tira da convenção de Haia sobre disposições testamentárias. Utiliza o OU. Lei da nacionalidade ou domicílio. b. Sistema Cumulativo- tem-se uma soma, uma observância obrigatória de elementos de conexão, o objetivo não é de reconhecer a validade, mas sim de restringir a validade. Ex.: divorcio de cônjuges de nacionalidade diversa, deve atender a lei nacional do marido e lei nacional da esposa. Utiliza o E. c. Sistema Sucessivo- não reconhece a validade ou restrição, há uma hierarquia entre os elementos de conexão, claramente um é o principal e o outro é o acessório. Ex.: filiação será estabelecida segundo a lei da criança, caso assim não seja entendida aplicasse a lei do pai. A lei da criança é mais importante, mas se ela não for de possível aplicação aplica a do pai. Utiliza subsidiariamente/caráter residual. Também é uma forma de resolver o problema dos indivíduos com dupla nacionalidade, podendo ser escolhida uma nacionalidade e se não passível de aplicação esta nacionalidade aplica-se a outra.