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1. Aspectos Gerais da Correspondência
Empresarial e Oficial
A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do padrão culto de
linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade. Esses princípios aplicam-se às
comunicações oficiais: elas devem sempre permitir uma única interpretação e ser estritamente
impessoais e uniformes, o que exige o uso de certo nível de linguagem.
1.1 A Impessoalidade
Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos que
constam das comunicações oficiais decorre:
a) da ausência de impressões individuais de quem comunica;
b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação;
c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado.
A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade de que nos valemos para elaborar as
correspondências oficiais contribuem, ainda, para que seja alcançada a necessária
impessoalidade.
1.2 A Linguagem nas Comunicações Empresariais e Oficiais
A necessidade de empregar impessoalidade decorre do próprio caráter público dessas
comunicações; de outro, da finalidade de informar com o máximo de clareza e concisão, o
uso do padrão culto da língua. Toda língua é um conjunto de variedades. Há inúmeras
variedades e dentre elas, uma foi a escolhida para ser o padrão culto, usada por jornalistas,
intelectuais etc.
Há consenso de que o padrão culto é aquele em que:
a) se observam as regras da gramática formal, e
b) se emprega um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma.
É importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação
oficial decorre do fato de que ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas
regionais, dos modismos vocabulares, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida
compreensão por todos os cidadãos.
1.3 Formalidade e Padronização
A formalidade diz respeito à polidez, à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do
qual cuida a comunicação. A clareza e o uso de papéis uniformes para o texto definitivo e a
correta diagramação do texto são indispensáveis para a padronização.
1.4 Concisão e Clareza
Conciso é o texto que consegue transmitir um máximo de informações com um mínimo
de palavras.
A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial.
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Para ela concorrem:
a) a impessoalidade, que evita a ambiguidade nas interpretações que poderia decorrer de
um tratamento personalista dado ao texto;
b) o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de entendimento geral e por
definição avesso a vocábulos de circulação restrita, como a gíria e o jargão;
c) a formalidade e a padronização, que possibilitam a imprescindível uniformidade dos
textos;
d) a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos lingüísticos que nada lhe
acrescentam.
2. Emprego dos Pronomes de Tratamento
Outros aspectos comuns a quase todas as modalidades de comunicação oficial: é o
emprego dos pronomes de tratamento, a forma dos fechos e a identificação do
signatário.
Umas das características do estilo da correspondência oficial e empresarial é a polidez,
entendida como o ajustamento da expressão às normas de educação. Devemos ser objetivos,
atualmente não há necessidade do emprego de fórmulas de cortesia ("Tenho a honra de
encaminhar" deve-se usar simplesmente, "Encaminho..." ou "Tomo a liberdade de sugerir..."
usa-se simplesmente, "Sugiro..."). Entretanto deve-se tomar cuidado para evitar frases
agressivas ou ásperas (até uma carta de cobrança pode ter o tom amenizado, fazendo-se
menção, por exemplo, a um possível esquecimento...).
No que diz respeito à utilização das formas de tratamento e endereçamento, deve-se
considerar não apenas a área de atuação da autoridade (universitária, judiciária, religiosa, etc.),
mas também a posição hierárquica do cargo que ocupa.
Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa indireta) embora se refiram à segunda
pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige à comunicação), levam a
concordância para a terceira pessoa.
Exemplos:
Vossa Senhoria nomeará o substituto.
Vossa Excelência conhece o assunto.
Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são
sempre os da terceira pessoa: “Vossa Senhoria nomeará seu substituto” (e não
“Vossa...vosso...”).
Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gênero gramatical deve coincidir
com o sexo da pessoa a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução. Assim, se
o interlocutor for homem, o correto é “Vossa Excelência está atarefado”; se for mulher,“Vossa
Excelência está atarefada”.
Não é permitida a utilização dos superlativos “Ilustríssimo” e “Digníssimo” pois já
caíram em desuso. Já o tratamento “Doutor” somente deverá ser dispensado à autoridade que
possuir a titulação acadêmica de Doutorado.
No caso de Comunicação Interna, o destinatário deverá ser identificado pelo cargo,
não necessitando do nome de seu ocupante. Exceção para casos em que existir um mesmo
cargo para vários ocupantes, sendo necessário, então, um vocativo composto pelo cargo e
pelo nome do destinatário em questão.
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Veja o quadro a seguir, que:
agrupa as autoridades em universitárias, judiciárias, militares, eclesiásticas, monárquicas
e civis;
apresenta os cargos e as respectivas fórmulas de tratamento (por extenso, abreviatura
singular e plural);
indica o vocativo correspondente e a forma de endereçamento.
2.1 Abreviatura das formas de tratamento
A forma por extenso demonstra mais respeito, mais deferência, sendo de rigor em
correspondência dirigida ao Presidente da República. Fique claro, no entanto, que qualquer forma
de tratamento pode ser escrita por extenso, independentemente do cargo ocupado pelo
destinatário.
Vossa Magnificência: é assim que manuais mais antigos de redação ensinam a tratar os
reitores de universidades. Uma forma muito cerimoniosa, empolada, difícil de escrever
e pronunciar, e em desuso. Já não existe hoje em dia distanciamento tão grande entre a
pessoa do reitor e o corpo docente e discente. É, pois, perfeitamente aceita atualmente
a fórmula Vossa Excelência (V. Exa.). A invocação/vocativo pode ser simplesmente
Senhor Reitor, Excelentíssimo Senhor Reitor.
2.1.1 Autoridades Universitárias
Cargo ou
Função
Por Extenso Abreviatura
Singular
Abreviatura
Plural
Vocativo Endereçamento
Reitores
Vossa
Magnificência
ou
Vossa
Excelência
V. Mag.ª ou
V. Maga.
V. Exa. ou V.
Ex.ª
V. Mag.as
ou
V. Magas.
Ou
V. Ex.as ou V.
Exas.
Magnífico
Reitor
Ou
Excelentíssimo
Senhor Reitor
Ao Magnífico
Reitor
ou
Ao
Excelentíssimo
Senhor Reitor
Nome
Cargo
Endereço
Vice-Reitores
Vossa
Excelência
V. Ex.ª ou V.
Exa.
V. Ex.as ou
V. Exas.
Excelentíssimo
Senhor Vice-
Reitor
Ao
Excelentíssimo
Senhor Vice-
Reitor
Nome
Cargo
Endereço
Assessores
Pró-Reitores
Diretores
Coord. de
Departamento
Vossa
Senhoria
V. S.ª
ou
V. Sa.
V. S.as ou V.
Sas.
Senhor +
cargo
Ao Senhor
Nome
Cargo
Endereço
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2.1.2 Autoridades Judiciárias
Cargo ou
Função
Por
Extenso
Abreviatura
Singular
Abreviatura
Plural
Vocativo Endereçamento
Auditores
Curadores
Defensores
Públicos
Desembargadores
Membros de
Tribunais
Presidentes de
Tribunais
Procuradores
Promotores
Vossa
Excelência
V. Ex.ª ou V.
Exa.
V. Ex.as ou
V. Exas.
Excelentíssimo
Senhor +
cargo
Ao
Excelentíssimo
Senhor
Nome
Cargo
Endereço
Juízes de Direito
Meritíssimo
Juiz
ouVossa
Excelência
M. Juiz
ou V. Ex.ª,
V. Exas.
V.Ex.as
Meritíssimo
Senhor Juiz
ou
Excelentíssimo
Senhor Juiz
Ao Meritíssimo
Senhor Juiz
ou
Ao
Excelentíssimo
Senhor Juiz
Nome
Cargo
Endereço
2.1.3 Autoridades Militares
Cargo ou
Função
Por
Extenso
Abreviatura
Singular
Abreviatura
Plural
Vocativo Endereçamento
Oficiais
Generais
(até
Coronéis)
Vossa
Excelência
V. Ex.ª
ou
V. Exa.
V. Ex.as
ou
V. Exas.
Excelentíssimo
Senhor
Ao Excelentíssimo
Senhor
Nome
Cargo
Endereço
Outras
Patentes
Vossa
Senhoria
V. S.ª ou V.
Sa.
V. S.as ou V.
Sãs.
Senhor +
patente
Ao Senhor
Nome
Cargo
Endereço
2.1.4 Autoridades Civis
Cargo ou Função Por
Extenso
Abreviatura
Singular
Abreviatura
Plural
Vocativo Endereçamento
Chefe da Casa
Civil e da
Casa Militar
Cônsules
Deputados
Embaixadores
Vossa
Excelência
V. Ex.ª
ou
V. Exa
V. Ex.as
ou
V. Exas.
Excelentíssimo
Senhor + Cargo
Ao Excelentíssimo
Senhor
Nome
Cargo
Endereço
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Cargo ou Função Por
Extenso
Abreviatura
Singular
Abreviatura
Plural
Vocativo Endereçamento
Governadores
Ministros de
Estado
Prefeitos
Presidentes da
República
Secretários de
Estado
Senadores
Vice-Presidentes
de Repúblicas
Vossa
Excelência
V. Ex.ª
ou
V. Exa.
V. Ex.as
ou
V. Exas.
Excelentíssimo
Senhor + Cargo
Ao Excelentíssimo
Senhor
Nome
Cargo
Endereço
Demais
autoridades não
contempladas com
tratamento
específico
Vossa
Senhoria
V. S.ª
ou
V. Sa.
V. S.as
Ou
V. Sas.
Senhor + Cargo
Ao Senhor
Nome
Cargo
Endereço
2.1.5 Autoridades Eclesiásticas
Cargo ou
Função
Por Extenso Abreviatura
Singular
Abreviatura
Plural
Vocativo Endereçamento
Arcebispos
Vossa
Excelência
Reverendíssima
V. Ex.ª
Rev.ma ou V.
Exa. Revma.
V. Ex.as
Rev.mas ou V.
Exas.
Revmas.
Excelentíssimo
Reverendíssimo
A Sua Excelência
Reverendíssima
Nome
Cargo
Endereço
Bispos
Vossa
Excelência
Reverendíssima
V. Ex.ª
Rev.ma ou V.
Exa. Revma.
V. Ex.as
Rev.mas ou V.
Exas.
Revmas.
Excelentíssimo
Reverendíssimo
A Sua Excelência
Reverendíssima
Nome
Cargo
Endereço
Cardeais
Vossa
Eminência ou
Vossa
Eminência
Reverendíssima
V. Em.ª,
V. Ema.
ou
V. Em.ª
Rev.ma, V.
Ema.
Revma.
V. Em.as,
V. Emas
ou
V. Emas
Rev.mas
Ou
V. Emas.
Revmas.
Eminentíssimo
Reverendíssimo
ou
Eminentíssimo
Senhor Cardeal
A Sua Eminência
Reverendíssima
Nome
Cargo
Endereço
Cônegos
Vossa
Reverendíssima
V. Rev.ma
ou
V. Revma.
V. Rev.mas
V. Revmas.
Reverendíssimo
Cônego
Ao
Reverendíssimo
Cônego
Nome
Cargo
Endereço
Frades
Vossa
Reverendíssima
V. Rev.ma
ou
V. Revma.
V. Rev.mas
ou
V. Revmas.
Reverendíssimo
Frade
Ao
Reverendíssimo
Frade
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Cargo ou
Função
Por Extenso Abreviatura
Singular
Abreviatura
Plural
Vocativo Endereçamento
Nome
Cargo
Endereço
Freiras
Vossa
Reverendíssima
V. Rev.ma
ou
V. Revma.
V. Rev.mas
ou
V. Revmas.
Reverendíssimo
Irmão
A
Reverendíssima
Irmã
Nome
Cargo
Endereço
Monsenhores
Vossa
Reverendíssima
V. Rev.ma
Ou V.
Revma.
V. Rev.mas
ou
V. Revmas.
Reverendíssimo
Monsenhor
Ao
Reverendíssimo
Monsenhor
Nome
Cargo
Endereço
Monsenhores
Vossa
Reverendíssima
V. Rev.ma
Ou V.
Revma.
V. Rev.mas
ou
V. Revmas.
Reverendíssimo
Monsenhor
Ao
Reverendíssimo
Monsenhor
Nome
Cargo
Endereço
Papa
Vossa
Santidade
V. S. -
Santíssimo
Padre
A Sua Santidade
o Papa
Sacerdotes
em geral
Vossa
Reverendíssima
V. Rev.ma
ou
V. Revma.
V. Revr.mas
ou
V. Revmas.
Reverendo
Padre
Ao
Reverendíssimo
Padre
Ao Reverendo
Padre
Nome
Cargo
Endereço
2.2 Elementos Introdutórios
Evite Prefira
Acusamos o recebimento de sua carta de...
Cumpre dirigir-me a V. Sª para ...
Desejo recomendar-lhe que ...
Desejo levar ao seu conhecimento que...
... documentos que nos vemos obrigados a
devolver-lhes, porquanto observamos que se
encontram sem assinatura.
Efetuamos-lhe uma remessa de ...
Em data de ontem, chegou às nossas mãos ...
Ficamos no aguardo de ...
Recebemos sua carta de ...
Dirijo-me a V. Sª para ...
Recomendo-lhe que ...
Informo-lhe que ... participo-lhe que ...
comunico-lhe que ...
.... documentos que lhe devolvemos, por
falta de assinatura.
Remetemos-lhe ...
Ontem, recebemos ...
Aguardamos...
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Evite Prefira
Formulamos a presente para solicitar a V. Sª.
que ...
Faça chegar a esta loja ...
Levamos ao conhecimento de V.Sª. que ...
Permite-nos devolver-lhe ...
Por motivos alheios ao nosso conhecimento ...
Permita que nos coloquemos à disposição ...
Tendo chegado ao nosso conhecimento que ...
Quero fazer chegar ao conhecimento de V.Sª.
meu testemunho ...
Vamos proceder imediatamente à remessa da
mercadoria ...
Vimos, por intermédio desta (por intermédio da
Presente), Levar ao conhecimento de V. Sª. que
...
Procedemos à escolha ...
Não deixou de nos causar profunda surpresa ...
Expressamos-lhe nossas mais sinceras
felicitações...
Solicitamos a V. Sª. que ...
Envie a esta loja ...
Comunicamos que ...
Devolvemos-lhe ...
Por motivos que desconhecemos ...
Conte conosco ...
Informamos que ...
Quero testemunhar a V. Sª ...
Remetemos imediatamente a mercadoria ...
Comunicamos a V. Sª que ...
Escolhemos ...
Surpreendeu-nos profundamente ...
Felicitamo-lo sinceramente ...
DICA: O conhecimento das regras gramaticais não é suficiente para escrever
bem. Porém, o domínio do vocabulário, da ortografia e da estrutura das frases e o
emprego correto de expressões comuns no nosso dia a dia, contribuem para uma
melhor redação.
2.3 Fechos para Comunicações
O fecho das comunicações empresariais e oficiais possui, além da finalidade óbvia de
arrematar o texto, a de saudar o destinatário. Com o intuito de simplificá-los e uniformizá-los, a
legislação federal estabeleceu o emprego de somente dois fechos diferentes para todas as
modalidades de comunicação oficial:
a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República:
Respeitosamente,
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior:
Atenciosamente,
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a autoridades estrangeiras, que
atendem a rito e tradição próprios, devidamente disciplinados no Manual de Redação do
Ministério das Relações Exteriores.
2.3.1 Identificação do Signatário
Exceto as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais
comunicações oficiais devem apresentar digitados, o nome em caixa alta e o cargo da autoridade
que as expede em caixa baixa (ou o contrário), logo abaixo do local reservado para sua
assinatura. A forma de identificação deve ser a seguinte:
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EXEMPLO:
(Assinatura)
FULANO DE TAL
Diretor-Presidente
Observação: para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do
documento. Transfira para essa página ao menos a última frase anterior ao fecho.
3. Normas Gerais de Elaboração
Ao se elaborar uma correspondência deverão ser observadas as seguintes regras:
− utilizar as espécies documentais, de acordo com as finalidades expostas nas estruturas
dos modelos adiante expostos;
− utilizar os pronomes de tratamento, os vocativos, os destinatários e os endereçamentos
corretamente;− utilizar a fonte do tipo Times New Roman de corpo 12 no texto em geral, 11 nas
citações, e 10 nas notas de rodapé;
− para símbolos não existentes na fonte Times New Roman poder-se-á utilizar as fontes
Symbol e Wingdings;
− é obrigatório constar a partir da segunda página o número da página.
No caso de Comunicação Interna, o destinatário deverá ser identificado pelo
cargo, não necessitando do nome de seu ocupante. Exceção para casos em que existir um
mesmo cargo para vários ocupantes, sendo necessário, então, um vocativo composto pelo cargo
e pelo nome do destinatário em questão.
Quando um documento estiver respondendo à solicitação de um outro documento,
fazer referência à espécie, ao número e à data ao qual este se refere. Ex.: Ref.: Ofício n.
02/07-DC
O assunto que motivou a comunicação deve ser introduzido no primeiro parágrafo,
seguido do detalhamento e conclusão. Se contiver mais de uma idéia deve-se tratar dos
diferentes assuntos em parágrafos distintos.
A referência ao ano do documento deverá ser feita após a espécie e número do
expediente, seguido de sigla do órgão que o expede.
3.1 Siglas e Acrônimos
Sigla é a representação de um nome por meio de suas iniciais – ex.: INSS. Apesar de
obedecer às mesmas regras dispostas para as siglas, os acrônimos são distintos delas, ou seja,
são palavras formadas das primeiras letras ou de sílabas de outras palavras – ex.: Bradesco;
em geral não se coloca ponto nas siglas;
grafam-se em caixa alta as compostas apenas de consoante: FGTS;
grafam-se em caixa alta as siglas que, apesar de compostas de consoante e de vogal, são
pronunciadas mediante a acentuação das letras: IPTU, IPVA;
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grafam-se em caixa alta e em caixa baixa os compostos de mais de três letras (vogais e
consoantes) que formam palavra: Ibama, Embrapa.
Siglas e acrônimos devem vir precedidos de respectivo significado e de travessão em sua
primeira ocorrência no texto (ex.: Diário Oficial da União – DOU).
3.2 Hífen
É um sinal usado para unir elementos de palavras compostas: arco-íris, vice-presidente,
desvio-padrão, data-base, água-marinha; para ligar pronomes átonos a verbos: arrependeu-se,
far-se-ia; possuí-las; retêm-nas; e para, no final de uma linha, indicar a separação de sílabas de
uma palavra em duas partes: sub-/linhar, con-/sultar, agên-/cia.
Hífen entre vocábulos:
a) em composição de palavras cujos elementos constitutivos compõem novo sentido,
apesar de manterem a acentuação própria: decreto-lei, licença-prêmio, mão-de-obra,
papel-moeda, salário-família, abaixo-assinado, copo-de-leite, pé-de-meia, lugar-comum;
b) em composição de palavras na qual o primeiro elemento representa forma reduzida:
infanto-juvenil, luso-brasileiro, sócio-histórico;
c) em adjetivos gentílicos (indicadores de procedência: lugar, país, região, cidade): latino-
americano, porto-riquenho, rio-grandense-do-norte, belo–horizontino;
d) em palavras compostas nas quais o adjetivo geral vem junto ao substantivo para indicar
função, lugar de trabalho ou órgão: diretor-geral, procurador-geral, secretaria-geral;
e) às vezes a preposição sem liga-se com hífen a alguns substantivos ou adjetivos para
indicar unidade de sentido e, assim, adquire valor de prefixo: um sem número de pessoas
requisitou...; o sem-terra reivindicou...; os convivas eram sem-sal e muito sem-vergonha;
f) o advérbio de negação não se liga, com “hífen”, a alguns substantivos para indicar
unidade semântica e, assim, adquire valor de prefixo: a não-agressão, o não-eu, a não-
intervenção, o não-metal; a não-participação; o não-pagamento; a não-violência; o não-
participante.
3.3 Destaques
3.3.1 Itálico
Convencionalmente, grafa-se em itálico título de livros, de periódicos, de peças, de
óperas, de música, de pintura e de escultura; assim como nomes de eventos e
estrangeirismos citados no corpo do texto. Lembrar, no entanto, que na grafia de nome de
instituição estrangeira não se deve usar o itálico.
Contudo, no caso de o texto já estar todo ele grafado em itálico, o destaque de palavras e
de locuções de outros idiomas, ainda não adaptadas ao português, pode ser obtido com o efeito
contrário, ou seja, com a grafia delas sem o itálico; recursos esse conhecido como “redondo”.
Usa-se ainda o itálico na grafia de nomes científicos, de animais e vegetais (ex.: Canis
familiaris; Apis mellifera). Pode-se adotar também, desde que sem exageros, o destaque do
itálico na grafia de palavras e/ou de expressões às quais se queira dar ênfase.
3.3.2 Aspas
Usa-se grafar entre as aspas simples: a citação dentro de uma citação.
Já as aspas duplas, essas são adotadas para:
delimitar a indicação de citações diretas de até três linhas;
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destacar neologismos – sentido inusitado de uma palavra ou de uma expressão, ou termos
formados a partir de palavras de outra língua – “ajanelar o coração”; “deletar”; “zebra”,
como expressão de azar;
indicar um sentido não habitual – ex.: Havia um “porém” no olhar do diretor;
destacar o valor – irônico ou afetivo de um termo – ex.: Ela era a “queridinha” do papai.
3.3.3 Negrito
O destaque do negrito é mais comumente usado na transcrição de entrevistas, para
separar perguntas de respostas; assim como, conforme antes mencionado, na indicação de
títulos e de subtítulos. Contudo, o negrito pode ser utilizado também, comedidamente, na
grafia de termos e/ou de expressões a que se queira dar ênfase.
3.4 Maiúsculas
Além de sempre usada no início de períodos, nos títulos de obras artísticas ou técnico-
científicas, a letra maiúscula (caixa alta – CA) é convencionalmente usada na grafia de:
nomes próprios e de sobrenomes (Luz Carpin) de cognomes (Ivan, o Terrível); de
alcunhas (Sete Dedos); de pseudônimos (Joãozinho Trinta); de nomes dinásticos (os Médici);
topônimos (Florianópolis, Brasil);
regiões (Nordeste, Sul);
nomes de instituições culturais, profissionais e de empresa (Fundação Getúlio
Vargas, Associação Brasileira de Jornalistas);
nome de divisão e de subdivisão das Forças Armadas (Marinha, Polícia Militar);
nome de período e de episódio histórico (Idade Média, Era Cristã, Estado Novo);
nome de festividade ou de comemoração cívica (Natal, Quinze de Novembro);
designação de nação política organizada, de conjunto de poderes ou de
unidades da Federação (golpe de Estado, Estado de São Paulo);
nome de pontos cardeais (Sul, Norte, Leste, Oeste);
nome de zona geoeconômica e de designações de ordem geográfica ou
político-administrativa (Agreste, Zona da Mata, Triângulo Mineiro);
nome de logradouros e de endereço (Av. Rui Barbosa, Rua Jerônimo Coelho);
nome de edifício, de monumento e de estabelecimento público (edifício Data Center, Estádio do
Maracanã, Aeroporto de Cumbica, Igreja Adventista);
nome de imposto e de taxa (Imposto de Renda);
nome de corpo celeste, quando designativo astronômico (“A Terra gira em
torno do Sol”);
nome de documento ao qual se integra um nome próprio (Lei Áurea, Lei Afonso
Arinos).
nomes de disciplinas de um currículo ou de um exame (Introdução à Bíblia,
Teologia Moral V, Língua Portuguesa I, Filosofia II, História da Psicologia, Matemática B, Cirurgia
IV, Mecânica Geral,etc)
3.5 Minúsculas
Além de sempre usada na grafia dos termos que designam as estações do ano, os dias da
semana e os meses do ano, a letra minúscula (comumente chamada de caixa baixa – Cb), é
também usada na grafia de:
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cargos e títulos nobiliárquicos (rei, dom); dignitários (comendador, cavaleiro);
axiônimos correntes (você, senhor); culturais (reitor, bacharel); profissionais (ministro,
médico, general, presidente, diretor); eclesiásticos(papa, pastor, freira);
gentílicos e de nomes étnicos (franceses, paulistas, iorubas);
nome de doutrina e de religiões (espiritismo, protestantismo);
nome de grupo ou de movimento político e religioso (petistas, umbandistas);
na palavra governo (governo Fernando Henrique, governo de São Paulo);
nos termos designativos de instituições, quando esses não estão integrados no
nome delas – ex.: A Agência Nacional de Águas tem por missão (...), no entanto, a referida
agência não exclui de suas metas os compromissos relacionados a...;
nome de acidente geográfico que não seja parte integrante do nome próprio: rio
Amazonas, serra do Mar, cabo Norte (mas, Cabo Frio, Rio de Janeiro, Serra do Salitre);
prefixo ex.: ex-Ministro do meio Ambiente, ex-Presidente da República; nome de
derivado: weberiano, nietzschiano, keynesiano, apolíneo;
pontos cardeais, quando indicam direção ou limite: o norte de Minas Gerais, o sul
do Pará – observe: “É bom morar na Região Norte do Brasil, mas muitos preferem o sul de São
Paulo”.
3.6 Enumerações
O trecho que anuncia uma enumeração, geralmente, vem sucedido por dois-pontos –
situação em que a relação de itens, que se segue deve ser introduzida por letras minúsculas,
conforme ex.: a), b), c) – ou por um outro tipo de marcador (i,ii, ... etc.), ser grafada com inicial
minúscula e concluída com ponto-e-vírgula até o penúltimo item, pois que o último deverá vir
seguido de ponto final.
Caso o trecho anunciativo da enumeração termine com um ponto final, os itens que o
sucedem devem vir grafados com inicial maiúscula, assim como ser finalizados, todos eles, com
um ponto final.
3.7 Grafia de Numerais
Os numerais são geralmente grafados com algarismos arábicos. Todavia, em algumas
situações especiais é regra grafá-los, no texto, por extenso.
3.8 Datas
Existem três possibilidades para abreviar a grafia de datas:
com traço: 28-12-1945
com barra: 12/11/2002
com ponto: 21.10.2004
Observações:
Os números cardinais devem ser escritos sem ponto ou espaço entre o milhar e a centena:
2006 (e não 2.006);
O ano pode ser registrado com os dois últimos dígitos: 12/07/06.
O primeiro dia do mês deve ser escrito assim: 1º (e não 1). Exemplo: 1º/7/06 ou
1º/07/06.
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O emprego de zero antes do dia ou do mês formado de um só algarismo não é de rigor:
02/07/06 ou 2/7/06.
Atualmente, no entanto, a anteposição de um zero é prática corrente, pois atende a objetivos
estéticos. E é sempre aconselhável, quando se quer evitar fraude.
3.9 Horas
Hora redonda: 8 horas; 9 horas; etc. Ou 8h; 9h; etc. (sem "s" e sem ponto depois de "h").
Hora quebrada: 8h30min; 9h43min, etc. (sem dar espaços entre os elementos e sem usar
ponto depois de "h" e "min").
Saiba Mais:
3.9.1 Dias, horas, crase e paralelismo
Escreva assim:
De segunda a sexta-feira
Ou
Da segunda à sexta-feira
De terça a quinta-feira Da terça à quinta-feira
Escreva assim:
De 9h a 11h
Ou
Das 9h às 11h
De 8h30min a 11h30min Das 8h30min às 11h30min
As classes são separadas por pontos (ex.: 1.750 páginas), exceto no caso de ano (ex.:
em 1750), de código postal (ex.: CEP 70342-070) e de especificação de caixa postal (ex.: 1011).
As frações são sempre indicadas por algarismos, exceto no caso de os dois elementos
dela se situarem entre um e dez (ex.: dois terços, um quarto, mas 2/12, 5/11 etc.).
Já as porcentagens, essas são indicadas (exceto no início de frase) por algarismos, os
quais são, por sua vez, sucedidos do símbolo próprio sem espaço: 86%, 135% etc.).
Os ordinais são grafados por extenso de primeiro a décimo, os demais devem ser
representados de forma numérica: terceiro, quinto, mas 13º, 47º etc.
As quantias são grafadas por extenso de um a dez (seis centavos, nove milhões de
francos) e com algarismos daí em diante (11 centavos, 51 milhões de francos). Porém, quando
ocorrem frações, registra-se a quantia exclusivamente de forma numérica (US$325,60).
Os algarismos romanos são usados nos seguintes casos:
• na designação de séculos: século XXI, século II a.C;
• na designação de reis, de imperadores, de papas etc.: Felipe IV, Napoleão II, João
XXIII;
• na designação de grandes divisões das Forças Armadas: IV Distrito Naval, I Exército;
• no nome de eventos repetidos periodicamente: IX Bienal de São Paulo, XII Copa do
Mundo;
• na especificação de dinastias: II dinastia, IV dinastia.
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4. A Importância dos Conectivos
A coesão de um texto depende muito da relação entre as orações que formam os períodos
e os parágrafos. Os períodos compostos precisam ser relacionados por meio de conectivos
adequados, se não quisermos torná-los incompreensíveis. Para cada tipo de relação que se
pretende estabelecer entre duas orações, existe uma conjunção que se adapta perfeitamente a
ela.
Conectivos ou elementos de coesão são todas as palavras ou expressões que servem para
estabelecer elos, para criar relações entre segmentos do discurso, tais como: então, portanto, já
que, com efeito, porque, ora, mas, assim, daí, aí, dessa forma, isto é, embora e tantas outras.
Observem alguns exemplos no quadro a seguir.
FUNÇÃO ELEMENTOS DE COESÃO
Oposição/ Contraste
Mas
Porém
Contudo
Todavia
No Entanto
Diferente /
diversamente disso
Entretanto
(Muito) Embora
Ainda que
Mesmo que
Posto que
Ao passo que
Por outro lado/
enfoque
Por mais que
Apesar que
Não obstante
De outra face
Ao contrário disso
Em contrapartida
Relação de causa e
consequência
Por
Porque
Portanto
Pois
Como
Que
Porquanto
Logo
Assim
Por consequência
Por conseguinte
Como resultado
Por causa de
Em virtude de
Devido a (o)
Em consequência de
Por motivo de
Por razões de
Por esse mister
Em vista de
Finalidade,
propósito, intenção
Porque
Que
Para
A fim de
Com o propósito de
Com a finalidade
Com o intuito de
Intencionalmente
Com o objetivo de
Com o intento de
Propositadamente
Ao propósito
Realce, inclusão,
adição
Além disso
Ainda
Ademais
Também
Vale lembrar
Até mesmo
É certo
É inegável
Em outras palavras
Além desse fato
Mostra-se imperioso
É imperioso destacar
Pois
Outrossim
Agora
De modo geral
É forçoso salientar
Desse modo
vislumbra-se que
Impede mencionar
que
Frisa-se que
Convém evidenciar
É de verificar-se
Por iguais razões
Em rápidas pinceladas
Inclusive
Com efeito
Convém por oportuno,
ressaltar
Registre-se, ainda
Cumpre assinalar/
verificar/ elucidar
Oportuno se torna dizer
Mister se faz ressaltar
É sobretudo importante
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FUNÇÃO ELEMENTOS DE COESÃO
É impreterível
destacar
Não se pode perder
de vista
Corroborando/
corroborando o
assunto
É de ser relevado
Vale/ cumpre-se
verificar
Cumpre/ impede
observar que
Convém ponderar
É preciso insistir no
fato de que
assinalar que
Convém notar,
outrossim, que
Inadequado seria
esquecer, também
Ratificação,
esclarecimento,
exemplificação
Isto é
Ou seja
Quer dizer
Em outras palavras
Aliás
Ou melhor
Melhor ainda
Qual seja
A saber
Tais como
À guisa de exemplo,
podemos citar
Citação de autores
No dizer sempre expressivo de
Como leciona/ ressalta/ enfatiza
Em assonância com a lição
sempre precisa de
Em consonância com o acatado
por
De acordo com
Tem-se o entendimento de
Segundo o autor
Assinala, ainda, que
Cumpre verificar os
esclarecimentos de
A respeito, aduz
Conforme sustenta
O autor traça os seguintes
esclarecimentos
Conforme assevera / dispõe
Dos ensinamentos do autor extraiu-
se a salutar explicaçãoO autor deixou assentado que
Em comentário a essa questão, o
autor aponta que
Cabe, por oportuno, destacar a lição
de
A respeito, depreende-se os
ensinamentos de
Condição
Se
Caso
Contanto que
Desde que
A menos que
A não ser que
Desde que
A menos que
A não ser que
Recapitulação,
resumo, conclusão
Pois
Logo
De modo que
Portanto
Então
Assim (sendo)
Por isso
Por conseguinte
Em vista disso
Aliás
Além do mais
Além de tudo
Além disso
Em suma
Devido a isso
Por todos os argumentos
apresentados
Por tudo isso
Dado o exposto
Em síntese
Em conclusão
Enfim
Em resumo
Dessa forma
Sendo assim
Como se nota/ vê/ observa
Em virtude do que foi mencionado
Segundo esse preceito
Feitas essas considerações
Conforme aduzido anteriormente
Acerca do tema em apreço
Conforme afirmado
Em relação ao aludido pressuposto
Sobre a aludida probabilidade
Diante desse quadro
Conforme mencionado
Levando em conta o que foi
mencionado
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FUNÇÃO ELEMENTOS DE COESÃO
De acordo com o aludido a
princípio
Posta assim a questão
Como se pode notar
Como se há de verificar
Como se depreende
De acordo com o exposto
Em análise última
Por fim
Por tais razões
Posto isso
Em razão disso
Conseqüentemente
Em virtudes das considerações
supracitadas
Exclusão
Só
Somente
Exceto
Senão
Apenas
Excluindo
Tão-só
Tão-somente
Enumeração,
continuação
Em primeiro plano / lugar/
momento
A princípio
Em seguida
Dando prosseguimento
Depois
No geral
Aqui
Neste momento
Desde logo
De resto
No caso em tela
No tocante
No que concerne
Posteriormente
Em momento posterior
Feito isso
Finalmente
Em linhas gerais
Por sua vez
A par disso
Nessa esteira
No caso presente
Antes de tudo
Nesse sentido, deve-se dizer que
Tenha-se presente que
Tendo em vista que
Nesse contesto
Afirmação,
igualdade, opinião
(In)felizmente
Obviamente
Em verdade
Realmente
De igual forma
Do mesmo modo que
Da mesma sorte
No mesmo sentido
Semelhantemente
Bom é
Interessante se faz
É óbvio
De fato
Em verdade
É bem verdade que
Verdade seja
Indubitável é
Se assim o é
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5. Expressões Condenáveis e Não
Condenáveis
Expressões condenáveis Opções
a nível de, ao nível
face a, frente a
onde (quando não exprime lugar)
(medidas) visando ...
sob um ponto de vista
sob um prisma
como sendo
em função
a partir de (a não ser com valor
temporal)
através de (para exprimir “meio”
ou “instrumento”)
devida a
dito
Enquanto
fazer com que
inclusive (a não ser quando
significa “incluindo-se”)
no sentido de, com vistas a
pois (no início da oração)
principalmente
sendo que
em nível, no nível
ante, diante de, em face de, em vista de,
perante
que, na qual, nas quais, no qual, nos quais
(medidas) destinadas a
de um ponto de vista
por (ou através de) um prisma suprimir a
expressão sob
em virtude de, por causa de,
em consequência de, por, em razão de
com base em, tomando-se por base, valendo-se
de...
por, mediante, por meio de, por intermédio de,
segundo...
em razão de, em virtude de, graças a, por causa
de
citado, mencionado
ao passo que
compelir, constranger, fazer que, forçar, levar a
até, ainda, igualmente, mesmo, também
fim de, para, com fito (ou objetivo, ou intuito)
de, com a finalidade de, tendo em vista
já que, porque, uma vez que, visto que
especialmente, notadamente, sobretudo,
em especial, em particular
E
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6. Classificação da Correspondência
6.1 Carta e Carta Empresarial
Forma de correspondência com personalidade pública ou particular, utilizada para
fazer solicitações, convites, externar agradecimentos ou transmitir informações. É
empregada nas comunicações de caráter social decorrentes do cargo ou função públicos. As
cartas, em princípio, não devem ser numeradas seqüencialmente, à exceção das unidades
organizacionais que as utilizam, com freqüência, em caráter oficial (carta empresarial).
Às unidades que utilizam com bastante freqüência cartas com caráter oficial, recomenda-
se o cabeçalho semelhante ao do ofício, bem como a data 1 (um) cm ou um espaço duplo abaixo.
6.1.1 Organização composicional da Carta Empresarial
1. TIMBRE COMPLETO: identificadores (nome) localizadores (endereço da empresa) e
elementos de contato (fone, e-mail).
2. ÍNDICE E NÚMERO: iniciais do setor, número da carta seguido de barra e dos dois
últimos algarismos do ano. Ex.: CA-11/11. Obs. Pode aparecer invertido também.
Obs.: a numeração recomeça a cada ano.
3. LOCAL E DATA: cidade, dia, mês e ano. Ex.: Florianópolis, 11 de dezembro de 2011.
4. ENDEREÇAMENTO INTERNO COMPLETO: nome do destinatário e endereço. Ex.: LCN &
Cia. Ltda.
At.: Srª Luz Carpin
Rua Reinaldo Tromboni, 1550
CEP 88047-100 – Florianópolis - SC
5. REFERÊNCIA (REF.:), OBJETIVO (OBJ.:) OU ASSUNTO: número de documento que se
menciona e o objetivo é o assunto, a síntese do conteúdo da carta. Ex.: Ref.: Sua Carta
CA-11 de 13-12-11. Obj.: Seminário de implantação de materiais infláveis.
6. INVOCAÇÃO OU VOCATIVO: Ex.: Senhor: Prezado(s) Senhor(es): Prezado Cliente:.
Pode-se utilizar uma invocação personalizada como, por exemplo, Senhor João.
7. FÓRMULA/FRASE DE ABERTURA: Início da carta. Ex.: Venho por meio desta; Venho
através desta ou Venho pela presente. Em desuso.
8. TEXTO: é o corpo da carta, o desenvolvimento do assunto.
9. FRASE DE CORTESIA OU CUMPRIMENTO FINAL: Sem mais antecipamos nossos
agradecimentos; Receba nosso cordial abraço; Pedimos vossa compreensão e nos
colocamos a disposição para qualquer dúvida.
10. FECHO: Atenciosamente ou Respeitosamente seguidos de vírgula.
11. ASSINATURA: escreve-se o nome civil do emissor (letras iniciais maiúsculas) e logo
abaixo o cargo que ocupa em caixa alta ou não. A assinatura se faz logo acima do nome
digitado.
12. AVISO DE ANEXOS: cuidar com a concordância. Ex.: Anexa: nota fiscal. Anexos:
documentos relativos à remessa de materiais infláveis.
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13. INICIAIS DO REDATOR E DO DIGITADOR: Ex.: Lcn/wc ou LCN/WC. Caso o redator e o
digitador sejam a mesma pessoa, coloque a barra e escreva as iniciais da pessoa assim:
/lcn Em desuso atualmente.
14. AVISO DE CÓPIAS: se for o caso procede-se assim: c/c: Gerência de Recursos Humanos.
Obs.: algumas cartas apresentam as informações que compõem o timbre no rodapé –
identificadores, localizadores e elementos de contato.
Exemplo de Carta
ISIS ADVOCACIA
Rua 19 de março, 220
CEP: 1100006 - Florianópolis - SC
(48) 3222-1988 isisadv@yahoo.com.br
DA/31-11
Florianópolis, 21 de junho de 2011.
Sr. João Gomes
Rua das Flores, 45
76800-330 – MORRINHOS – SC
Ref.: Serviço de cobrança
Senhor João:
Informamos a V. Sa. que, anexo a nosso escritório de advocacia, mantemos um
Departamento de Cobranças destinado não só à Capital, como também ao Interior e
demais Estados do Brasil.
Nossas condições para cobranças são as seguintes: Para a capital 20%, Interior e demais
Estados do Brasil à base de 35%; todas as despesas correm por nossa conta. Para
melhores esclarecimentos estamos a seu inteiro dispor.
Atenciosamente,
Larissa Rocha
ADVOGADA
Anexa: Lista de serviços
Lr/mo
c/c: GerênciaAdministrativa
Departamento de Contabilidade
5,5 cm
1 linha
2 linhas
2 linhas
3 linhas
1 linha
3 cm
1,5 cm
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6.2 Ofício e Ofício Circular
Correspondência oficial externa usada pelas autoridades públicas para tratar de assuntos
de serviço ou de interesse da Administração Pública entre si e, também com particulares.
O Ofício Circular possui a mesma finalidade e deverá ser utilizado quando a informação for
dirigida, simultaneamente, a diversos destinatários.
6.2.1 Organização composicional
TIMBRE: Impresso no alto. Elementos identificadores e localizadores (endereçamento, fone, e-
mail).
TÍTULO: Ofício ou Ofício Circular (a letra Of. ou Of. C., quando se tratar de Ofício Circular,
maiúsculas e o restante em minúsculas), seguido do número seqüencial, ano, sigla da
unidade organizacional que o expede com alinhamento à esquerda. Of. 123/2011-MME
LOCAL E DATA: 1 cm abaixo do código de identificação com alinhamento à direita. Ex.:
Florianópolis, 15 de março de 2011.
DESTINATÁRIO: O nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida à comunicação e o endereço.
ASSUNTO: Resumo do teor do documento
Exemplos:
Assunto: Produtividade do órgão em 2012.
Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores.
INVOCAÇÃO OU VOCATIVO: É a saudação. Deve ser empregado o tratamento adequado ao
destinatário.
TEXTO: nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos, o expediente deve
conter a seguinte estrutura:
– introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é apresentado o
assunto que motiva a comunicação. Evite o uso das formas: “Tenho a honra de”, “Tenho o prazer
de”, “Cumpre-me informar que”, empregue a forma direta;
– desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de uma idéia
sobre o assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à
exposição;
– conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada
sobre o assunto.
Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que estes
estejam organizados em itens ou títulos e subtítulos.
Já quando se tratar de mero encaminhamento de documentos a estrutura é a
seguinte:
– introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento.
Se a remessa do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da
comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados completos do documento
encaminhado (tipo, data, origem ou signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual está
sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula:
“Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 1991, encaminho, anexa, cópia
do Ofício nº 34, de 3 de abril de 1990, do Departamento Geral de Administração, que trata
da requisição do servidor Fulano de Tal.”
ou
“Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama no 12, de
1o de fevereiro de 1991, do Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a respeito
de projeto de modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste.”