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1 Tabela 1 – Promotores químicos Promotor químico Exemplos Mecanismo Ação Água – Aumento na hidratação da camada córnea Aumento do fluxo transdérmico Álcoois etanol, pentanol, álcool benzílico, álcool láurico, propilenoglicol, glicerol Extração de lipídeos ou proteínas Entumescimento da camada córnea, melhora na partição do fármaco, melhora na solubilidade da formulação Ácidos graxos Ácido oleico, ácido linoleico, ácido valérico e ácido láurico Partição entre as camadas lipídicas Desorganização da camada lipídica, melhoria da partição do fármaco na camada córnea, formação de complexo lipídico com o fármaco Aminas Dietanolamina, trietanolamina Partição entre as camadas lipídicas Melhoria da partição do fármaco na camada córnea Amidas Azona, dimetilacetamida, pirrolidona, ureia Partição entre as camadas lipídicas Desorganização da camada lipídica, melhoria da partição do fármaco na camada córnea Ésteres Miristato de isopropila Partição entre as camadas lipídicas Desorganização da camada lipídica, melhoria da partição do fármaco na camada córnea Hidrocarbonetos Alcanos, esqualeno Partição entre as camadas lipídicas Desorganização da camada lipídica, melhoria da partição do fármaco na camada córnea Tensoativos Laureato de sódio, gemini Quebra da tensão superficial Atividade depende do equilíbrio hidrofílico/ lipofílico, carga e comprimento da cauda lipídica 2 Terpenos, Terpenóides e óleos essenciais – – Ação depende das características físico- químicas de cada um e principalmente de sua lipofilia. Sulfóxidos Dimetilsulfóxido Solvente Melhoria da partição do fármaco na camada córnea Fosfolipídeos Estruturas micelares ou vesiculares Fundição com as camadas lipídicas da camada córnea Desorganização da camada córnea, melhoria da partição do fármaco na camada córnea Ciclodextrinas – Formação de complexos de inclusão com fármacos hidrofóbicos Aumento do coeficiente de partição dos fármacos hidrofóbicos e sua solubilidade na camada córnea Fonte: Soares et al (2015, p. 3-5). Tabela 2 – Agentes de força motrix Método Ativo Princípio Mecanismo Estratégia Vantagem Desvantagem Iontoforese por eletrorrepulsão Aplicação de uma corrente elétrica de baixa intensidade. Repulsão de moléculas do fármaco carregadas por um eletrodo de mesma polaridade, que as força a entrar na pele. Difusão de moléculas carregadas eletricamente. Velocidade de liberação do fármaco é dependente da corrente aplicada, ou seja, a liberação pode ser controlada. Valor máximo da corrente aplicada limitada pela irritação e dor. Iontoforese por eletroosmose Aplicação de uma corrente elétrica de baixa intensidade. Origina um fluxo de solvente do ânodo para o cátodo. Difusão de moléculas neutras. Velocidade de liberação do fármaco é dependente da corrente aplicada, ou seja, a liberação pode ser controlada. Valor máximo da corrente aplicada limitada pela irritação e dor. Eletroporação Aplicação de uma corrente elétrica em pulsos de duração reduzida. Aumentar a permeabilidade da pele através da abertura de poros aquosos de forma reversível. Aumento da difusão ou eletroforese, dependendo das propriedades da molécula. Combinada com outras técnicas tem provado aumentar a sua eficácia e segurança. Depende de uma definição das propriedades físico-químicas da molécula para correta administração da corrente elétrica. 3 Sonoforese (ou fonoforese) Energia de ultrassons aplicadas à pele. Promove aumento da permeabilidade da pele e o seu aquecimento, provocando aumento na fluidez dos lipídeos. Provoca cavitação, formando bolhas de gás que crescem e depois estouram, provocando pequenas cavidades na camada córnea. Potencial de aplicação de vacinas, hormônios e anestésicos. Microagulhas Agulhas de dimensões muito reduzidas, suficientemente longas para penetrar as camadas superiores da epiderme, mas curtas para alcançar os terminais nervosos da pele. Criação de microcanais para ultrapassar a camada córnea. Microagulhas sólidas (fármaco reveste a agulha) ou microagulhas perfuradas (interior vazio auxiliando a difusão da formulação). Não induz a dor ou sangramento. Não há risco de microorganismos atravessarem a epiderme viável. Somente as microagulhas tem que ser esterilizadas. Injeção sem auxílio de agulhas Administração de partículas sólidas e líquidas a alta velocidade. Princípio ativo disparado a altas velocidades através da camada córnea Melhor adesão terapêutica por parte dos pacientes, pois é menos dolorosa. Microdermoabrasão Utilização de cristais abrasivos na superfície da camada córnea. Microcristais atingem a superfície cutânea, levando ao dano mecânico (esfoliação). Usado para fins cosméticos, aumenta a permeabilidade da pele. Aspecto da pele geralmente é melhorado com a renovação da camada córnea. Ablação térmica Aplicação de altas temperaturas na pele, pela utilização de energia térmica, durante curtos intervalos de tempo. Formação de microcanais na camada córnea quando ocorre a rápida vaporização de água na sua superfície. Moléculas penetram nas camadas inferiores da pele pelos microcanais formados. Devido a alta temperatura ter sido aplicada (frações de segundo), não propaga o calor para as camadas mais profundas da pele. Ablação por radiofrequência Aplicação de ondas de radiofrequência (100 a 500 Hz), provocando a vibração dos eletrodos na superfície da pele e um consequente aquecimento localizado. Formação de microcanais na camada córnea quando ocorre a rápida vaporização de água na sua superfície. Moléculas penetram nas camadas inferiores da pele pelos microcanais formados. Devido a alta temperatura ter sido aplicada (frações de segundo), não propaga o calor para as camadas mais profundas da pele. 4 Microporação por laser Aplicação de laser sobre a pele. Formação de microcanais na camada córnea quando ocorre a rápida vaporização de água na sua superfície. Moléculas penetram nas camadas inferiores da pele pelos microcanais formados. Devido a alta temperatura ter sido aplicada (frações de segundo), não propaga o calor para as camadas mais profundas da pele. Possibilidade de hiperpigmentação na zona de aplicação e elevados custos. Fonte: Soares et al (2015, p. 6 -8).