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NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 142 
secretariaead@funec.br 
 
GRADUAÇÃO 
UNEC / EAD 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA 
DISCIPLINA: Nome da Disciplina 
 
 
TÓPICOS EMERGENTES EM EXTENSÃO RURAL 
 
 
9.1 INTRODUÇÃO 
 
Ao longo da disciplina sobre Extensão Rural, foi possível mergulhar nesse 
âmbito profissional, explorando sua complexidade. Aprofundou-se nas várias concep-
ções de Extensão Rural, suas conexões com o desenvolvimento territorial, humano e 
comunitário, o impacto das tecnologias no setor agrícola e sua relevância crítica. Ob-
servamos a evolução da Extensão Rural ao decorrer de quase sete décadas, incluindo 
suas distintas fases e as metodologias (tanto difusionistas quanto participativas) ado-
tadas pelos serviços de assistência técnica e Ater. 
Como em outros campos profissionais, a extensão rural enfrenta as grandes 
mudanças globais. Quem poderia prever que um agricultor conseguiria fotografar uma 
planta ou animal, enviar a foto em alta definição para um especialista distante cente-
nas de quilômetros e obter quase que imediatamente um diagnóstico e recomenda-
ções para ação ou soluções? Porém, o avanço tecnológico traz consigo outras altera-
ções significativas, requerendo uma constante adaptação a novos desafios e contex-
tos. 
A extensão rural, assim como outras áreas profissionais, deve adaptar-se às 
exigências contemporâneas e focar nas questões que necessitam de sua atuação. 
Com essa finalidade, esta última seção do livro foi criada. Há várias questões de im-
portância crescente, mas algumas demandam atenção especial na prática extensio-
nista. Identificamos três temas principais emergentes que necessitam vigilância de-
vido à sua importância: Sustentabilidade, Multifuncionalidade e Segurança Alimentar. 
 
 
9.2 SUSTENTABILIDADE 
 
Se existe uma área profissional intrinsecamente ligada à sustentabilidade, 
essa é, sem dúvida, as ciências agrárias em sua totalidade. Agrônomos, veterinários, 
engenheiros agrônomos e zootecnistas não têm como ignorar a relevância desse 
AULA 9 
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tema. Negar sua importância não só evidencia uma falta de informação, mas tam-
bém revela uma inadequação para exercer plenamente a profissão escolhida. 
É reconhecido que o conceito de sustentabilidade pode ser interpretado de 
várias formas, e não existe um consenso universal sobre seu significado exato. Con-
tudo, é incontestável que a produção sustentável é sinônimo de qualidade, que não 
se limita apenas ao resultado final (sejam grãos, carnes, laticínios, etc.), mas engloba 
também os procedimentos utilizados para alcançá-lo. A capacidade de rastrear a ori-
gem e o modo de produção de produtos animais e vegetais já é uma realidade, ofere-
cendo ao consumidor detalhes completos e exatos sobre um item específico, desde 
suas características até a maneira como foi produzido ou processado, a região de 
origem e a observância aos princípios da sustentabilidade. 
De que adianta apreciar a qualidade de uma carne sem 
considerar se os métodos de produção utilizados preservam os 
recursos naturais? Um exemplo disso são as granjas suinícolas 
que falham no tratamento do chorume, resultando na contami-
nação de rios, fontes e córregos que fornecem água para áreas 
rurais e urbanas. 
Além disso, o cumprimento de normas justas de trabalho é fundamental para 
a sustentabilidade. Acusações frequentes de trabalho escravo comprometem severa-
mente a reputação das companhias, afetando tanto o mercado doméstico quanto o 
internacional. 
Nos anos recentes, observou-se um aumento significativo no comércio de soja 
certificada pelo selo RTRS (“Round Table Responsible Soy”), uma certificação inter-
nacional com validade de cinco anos. Esta garante aos compradores que o produto 
vem de uma produção responsável e exclui áreas que sofreram desmatamento prévio. 
Portanto, não é apenas a reputação dos produtores de itens vegetais ou animais que 
está em risco, mas também das empresas que adquirem esses produtos para realizar 
outros processos produtivos. Por exemplo, uma importante fabricante europeia de la-
ticínios não deseja ser vinculada ao desmatamento da Amazônia por comprar soja 
brasileira para alimentar seu gado. Produtos associados a práticas insustentáveis po-
dem ser boicotados por consumidores conscientes, resultando em significativos danos 
econômicos. 
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Não estamos discutindo temas teóricos ou abstratos, mas enfrentando a rea-
lidade concreta. A questão não é se a sustentabilidade nos agrada pessoalmente; ela 
é uma constante em nosso tempo e, como profissionais do século XXI, devemos nos 
adaptar a essa nova realidade. 
 
Obviamente, há quem resista a essa perspectiva. Esse grupo minoritário inclui 
setores e profissionais que parecem permanecer ancorados em séculos passados, 
como o XVIII ou mesmo antes. 
Erastóstenes, um importante matemático, astrônomo e geógrafo da Grécia 
Antiga, que viveu de 276 a 194 a.C., é reconhecido como o primeiro a medir a circun-
ferência da Terra e o ângulo de inclinação de seu eixo com extraordinária precisão, 
apesar de contar apenas com instrumentos rudimentares em comparação aos avan-
çados equipamentos atuais. No entanto, é surpreendente que hoje ainda existam in-
divíduos que, para nossa perplexidade, acreditem na ideia da Terra plana. Há mais 
de dois milênios, esse gênio grego escolheu encerrar sua vida aos 80 anos, abstendo-
se de comida. Provavelmente, se ressuscitasse nos dias de hoje, ele repetiria o gesto 
ao constatar o alcance da ignorância humana. 
Essa passagem histórica ressalta o papel fundamental da ciência como um 
farol que dissipa as sombras da ignorância. Não podemos nos dar ao luxo de ignorar 
a ciência quando enfrentamos desafios como a sustentabilidade. A verdadeira inova-
ção do nosso século reside em promover a transição para práticas agrícolas de baixa 
emissão de carbono, o que inclui todas as considerações anteriores e esforços para 
diminuir a liberação de gases como o monóxido e dióxido de carbono, através do ma-
nejo adequado de resíduos, produção de energia renovável, geração de subprodutos 
e o desenvolvimento de serviços ambientais. Este não é um cenário futuro, mas a 
realidade atual. A extensão rural está no coração dessa transformação. Se a extensão 
rural não contribui com perspectivas sustentáveis, questiona-se sua relevância como 
A sustentabilidade não deve ser vista como um obstáculo às nossas ati-
vidades profissionais, mas, ao contrário, como uma porta para nos destacarmos 
no mercado de trabalho e para propor soluções inovadoras aos nossos empre-
gadores. 
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política pública e serviço essencial para o país e o mundo. Sem um compromisso com 
esses valores, questiona-se a sua existência. 
No âmbito da agricultura sustentável, existem várias abordagens, incluindo 
permacultura, biodinâmica, produção orgânica, natural e agroecologia. Embora não 
seja possível detalhar cada uma neste espaço, é es-
sencial destacar, contudo, que a produção orgânica 
e a agroecologia destacam-se como as mais signifi-
cativas, não apenas pela sua popularidade, mas 
porquerepresentam as práticas escolhidas por um 
número crescente de produtores e empresas de ali-
mentos, fibras e matérias-primas. Ambas as práti-
cas rejeitam categoricamente o uso de insumos sin-
téticos (como fertilizantes químicos e pesticidas) e organismos geneticamente modifi-
cados. Mas, qual é a diferença entre esses dois métodos de produção? 
A agroecologia, além de seguir esses princípios técnicos, incorpora exigên-
cias adicionais, como a observância de relações trabalhistas justas ao longo de toda 
a cadeia produtiva e um compromisso ético mais amplo com a conservação dos re-
cursos naturais. Assim, pode-se dizer que, embora todo produto agroecológico seja 
orgânico, nem todo produto orgânico é necessariamente agroecológico. No Brasil, a 
legislação prefere a denominação "orgânico", enquanto em países como Itália, França 
e Holanda, dá-se mais ênfase ao termo "biológico" para se referir a essa modalidade 
de agricultura. 
A importância de estabelecer "sistemas alimentares sustentáveis" torna-se 
cada vez mais evidente, com o objetivo de atender às necessidades dos consumido-
res de maneira eficaz, criar redes de produtos de alta qualidade, gerar renda e em-
prego tanto no campo quanto nas cidades, e preservar os recursos naturais. 
 
 
9.3 MULTIFUNCIONALIDADE 
 
É certo que, se questionasse você, aluno, sobre o que imediatamente lhe vem 
à mente ao pensar em “rural”, provavelmente diria termos como “produção”, “ali-
mento”, “gado”, “arroz”, “agricultura” ou conceitos similares. Frequentemente, o termo 
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“rural” é associado diretamente ao agrícola ou ao pecuário. Nessa perspectiva, líderes 
rurais seriam aqueles envolvidos na produção agropecuária, abrangendo desde sin-
dicatos que representam tanto os empregadores quanto os empregados, até a cha-
mada agricultura familiar. Adicionalmente, é comum que prefeituras, especialmente 
de cidades pequenas e médias, mantenham um departamento dedicado ao desenvol-
vimento rural, focado em suprir as necessidades daqueles que dependem da agricul-
tura e pecuária. 
Mas essa visão do rural, será que ainda se aplica nos dias de hoje? Será que 
a produção de alimentos, fibras e insumos para a indústria são 
as únicas funções atribuídas ao campo? A atividade dos agri-
cultores e criadores se restringe apenas à produção nas suas 
áreas de atuação, ou espera-se que desempenhem outros pa-
péis? As respostas a essas perguntas nos introduzem ao con-
ceito de multifuncionalidade, o segundo tema emergente em extensão rural. 
O termo multifuncionalidade, um neologismo não encontrado nos dicionários, 
encapsula a ideia de que o espaço rural possui diversas funções além da produção 
de alimentos, matérias-primas e fibras. A origem do conceito data do final dos anos 
1980, no contexto das negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC), 
quando os países europeus defendiam veementemente sua Política Agrícola Comum 
e os subsídios agrícolas frente a outras nações. A argumentação se baseava no prin-
cípio de que o campo europeu e seus agricultores cumpriram papéis múltiplos, que 
iam além da mera produção agropecuária. Mas, quais seriam essas outras funções 
desempenhadas pelo setor rural? 
Do ponto de vista ambiental, o espaço rural é um bastião de biodiversidade, 
representando um ativo valioso para as sociedades modernas. A proteção dos recur-
sos naturais, incluindo florestas nativas, mananciais, rios e mais, constitui uma missão 
essencial para os agricultores e moradores dessas áreas, abrindo caminho para a 
noção de serviços ambientais, que podem até incluir remuneração para os produtores 
que desempenham esse papel vital. Além disso, o rural é reconhecido como um es-
paço de lazer, entretenimento e descanso para urbanitas, oferecendo uma experiência 
compatível com suas demais funções. 
O interesse por um turismo rural autêntico e produtos "da terra", como culiná-
ria local e artesanato, está em alta entre muitas pessoas. Outro aspecto fundamental 
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é a contribuição do campo para a produção de energias limpas ou renováveis. Na 
última década, nações desenvolvidas investiram significativamente em "fazendas" de 
energia eólica e solar. 
No Brasil, essa tendência também é observada, embora em um ritmo mais 
moderado. Oferece-se aos agricultores a oportunidade de complementar sua renda 
agrícola com a geração de energia. No que tange a energias renováveis, surge tam-
bém a relevância dos biocombustíveis, um setor previsto para expandir nas décadas 
futuras, impulsionado pela demanda global por redução nas emissões de gases de 
efeito estufa. Na Europa e outros locais, a prevenção de incêndios florestais é outra 
responsabilidade crítica dos agricultores, que ajudam a evitar tais desastres ao mane-
jar adequadamente a vegetação em áreas florestais. Portanto, o campo moderno en-
globa uma variedade de funções, muitas das quais podem ser monetizadas por meio 
de iniciativas públicas. O pagamento por serviços ambientais já é uma prática estabe-
lecida em países avançados. 
A concepção de multifuncionalidade gradualmente transcende as fronteiras 
europeias, sendo adotada em políticas públicas de países da América Latina, inclusive 
no Brasil. Mas como isso se conecta à extensão rural? A relação é direta e significa-
tiva, pois incumbe aos extensionistas não apenas informar agricultores sobre a rele-
vância dessas múltiplas funções, mas também incentivar o desenvolvimento de pro-
jetos inovadores que ampliem as possibilidades de diversificação de renda para as 
famílias do campo. A era do que alguns estudiosos denominam de “fundamentalismo 
agrário” — a crença obsoleta de que o rural se resume exclusivamente a atividades 
agropecuárias, e que qualquer outro papel é incompatível ou inconciliável com as fun-
ções tradicionais — é definitivamente algo do passado. Na extensão rural, o foco está 
firmemente voltado para o presente e, mais importante ainda, para o futuro, abraçando 
a multifuncionalidade do campo como um caminho para a sustentabilidade e o desen-
volvimento. 
 
 
 
 
 
 
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9.4 SEGURANÇA ALIMENTAR 
 
A segurança alimentar é um tema fundamental para diversas áreas profissio-
nais, abrangendo o setor da saúde (como nutrição e medicina), as ciências humanas 
e sociais (incluindo sociologia, economia e ciência política) e, evidentemente, as ciên-
cias agrárias. 
Contudo, existe bastante confusão em torno dessa ideia, com muitas pessoas 
misturando o conceito de segurança do alimento (safety food), que diz respeito à qua-
lidade e à segurança do alimento em si, com o de se-
gurança alimentar (food security). Enquanto o primeiro 
foca nas garantias de que um alimento não apresenta 
riscos ao consumidor e possui um padrão de quali-
dade adequado, o segundo aborda uma questão mais ampla. 
Definida durante a Cúpula Mundial de Alimentação em Roma, em 1996, a se-
gurança alimentar é alcançada quando todas as pessoas têm acesso contínuo a ali-
mentos suficientes, seguros e nutritivos que satisfaçam suas necessidades nutricio-
nais e preferências alimentares para uma vida ativa e saudável. 
Os dados mais recentes (de 2018) mostram que cerca de 820 milhões de 
pessoasno mundo não têm acesso adequado a alimentos, um aumento em relação 
aos 811 milhões do ano anterior (2017), marcando o terceiro ano de retrocesso em 
relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que foram adotados 
por 193 países. Alguns sugerem que a solução para esse problema seria simples-
mente aumentar a produtividade agrícola por meio de práticas de agropecuária inten-
siva. No entanto, essa abordagem pode não abordar integralmente as complexidades 
e desafios associados à segurança alimentar global, exigindo uma reflexão mais pro-
funda e abrangente sobre como garantir o acesso a alimentos nutritivos para todos. 
Este conceito errôneo de que aumentar a produção alimentar é a solução 
para a segurança alimentar não leva em consideração que, atualmente, a oferta 
de alimentos já excede a demanda global. Um aspecto notável é a quantidade 
significativa de desperdício alimentar gerado pelo atual modelo de consumo. 
Adicionalmente, um relatório de 2019 da FAO-ONU intitulado “O estado da se-
gurança alimentar e da nutrição no mundo” revela que, pela primeira vez na his-
tória, o número de pessoas obesas superou o de pessoas sofrendo de fome. 
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Torna-se evidente que a segurança alimentar não será alcançada meramente 
por um aumento na produção de alimentos. A verdadeira solução envolve melhorar a 
distribuição dos alimentos e, crucialmente, garantir às comunidades o direito de pro-
duzir seus próprios alimentos. A intensificação da produção agrícola, além da capaci-
dade dos ecossistemas, resulta em degradação dos recursos naturais, principalmente 
devido ao uso excessivo de agroquímicos, desmatamento, esgotamento dos manan-
ciais e contaminação de aquíferos. Persistir irresponsavelmente no aumento da pro-
dução sem considerar esses impactos ambientais pode prejudicar tanto aqueles que 
têm acesso abundante a alimentos quanto os que enfrentam escassez. 
O Brasil, com o programa Fome Zero, tornou-se um modelo global em termos 
de segurança alimentar. Esse programa abrangente implementou diversas políticas 
públicas que conseguiram resultados notáveis, como retirar mais 
de 36 milhões de pessoas da pobreza extrema, reduzir a morta-
lidade infantil em 45%, diminuir o número de pessoas subalimen-
tadas em 82% e remover o Brasil do mapa da fome da FAO. Entre 
as iniciativas mais inovadoras estão os “mercados institucionais”, 
exemplificados pelo Programa de Aquisições de Alimentos (PAA) e o Programa Naci-
onal de Alimentação Escolar (PNAE), que foram adotados como modelos por vários 
países. 
O diferencial dessas políticas públicas reside no fato de garantirem a distribui-
ção de alimentos para instituições como hospitais, presídios, escolas públicas munici-
pais e estaduais, universidades, além das forças armadas e populações vulneráveis 
à insegurança alimentar, ao mesmo tempo em que priorizam a compra de produtos 
de agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos indígenas e comuni-
dades quilombolas. Dessa forma, a ampliação do acesso a alimentos se alinha perfei-
tamente com a inclusão social e produtiva, constituindo uma verdadeira inovação so-
cial que promove a redução das desigualdades, geração de trabalho e renda no 
campo, fomentando a cooperação e abrindo novas oportunidades. 
A extensão rural desempenha um papel vital na efetivação dos mercados ins-
titucionais, contribuindo em três aspectos fundamentais. Primeiramente, pela oferta 
de orientação técnica às famílias rurais, assegurando uma produção diversificada ao 
longo do ano para satisfazer as demandas variadas dos órgãos compradores. Isso é 
essencial, pois não é viável que todos produzam os mesmos itens, como alface ou 
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tomate, devido à diversidade de necessidades. Em segundo lugar, a extensão rural 
atua como ponte de comunicação entre as instituições compradoras e as famílias do 
campo, facilitando o intercâmbio entre a cidade e o rural. Por fim, ela tem um papel 
crucial na organização dessas famílias para trabalharem de forma coletiva, um desafio 
significativo em uma sociedade que valoriza o individualismo e onde muitos não veem 
além das fronteiras de suas próprias propriedades. A extensão rural é fundamental no 
apoio à formação de novas associações e cooperativas, fortalecendo assim a estru-
tura social e econômica do campo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADES DE FIXAÇÃO 
 
1 - Qual é um dos principais temas emergentes identificados na prática extensionista? 
a) Uso intensivo de agroquímicos 
b) Sustentabilidade 
c) Urbanização do campo 
d) Digitalização da educação 
 
2 - O que o avanço tecnológico na agricultura possibilitou aos agricultores? 
a) Aumento na produção de agroquímicos 
b) Redução total do uso de maquinário no campo 
c) Comunicação e diagnósticos à distância sobre plantas e animais 
d) Eliminação da necessidade de extensão rural 
 
3 - Qual foi um dos resultados do programa Fome Zero no Brasil? 
a) Aumento da dependência de importação de alimentos. 
b) Diminuição da mortalidade infantil em 45%. 
 
Vá no tópico VÍDEO COMPLEMENTAR em sua sala virtual e acesse 
os vídeos “Desafios contemporâneos da Extensão Rural”. 
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c) Crescimento exponencial na produção de agroquímicos. 
d) Redução no número de agricultores familiares. 
 
4 - O que demonstra a importância dos mercados institucionais na segurança alimen-
tar? 
a) Priorizam a compra de produtos de grandes corporações agrícolas. 
b) Reduzem a diversidade de alimentos disponíveis no mercado. 
c) Promovem a inclusão social e produtiva de pequenos agricultores. 
d) Limitam a atuação da extensão rural no desenvolvimento de projetos. 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
1) CALDAS, Nádia Velleda; ANJOS, Flávio Sacco dos. Extensão rural: um manual 
para alunos de graduação. Pelotas: EFPel, 2021. 
2) CAPORAL, Francisco Roberto (Coord.). Extensão rural e agroecologia: temas 
sobre um novo desenvolvimento rural, necessário e possível. Brasília, 2009. Dis-
ponível em: http://www.cpatsa.embrapa.br:8080/public_eletronica/downlo-
ads/OPB2444.pdf.Acesso em: março 2024. 
 
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http://www.cpatsa.embrapa.br:8080/public_eletronica/downloads/OPB2444.pdf
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