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AO JUÍZO DA 2º VARA CÍVEL DA COMARCA DE CURITIBA/PR Processo nº... MARIA, nacionalidade..., estado civil..., profissão..., portador do RG nº... e inscrito no CPF sob o nº..., endereço eletrônico..., residente e domiciliado em..., através de seu procurador signatário (procuração em anexo), nos termos do art. 287 do Código de Processo Civil, OAB nº..., endereço eletrônico..., com endereço profissional em..., local onde recebe intimações, vem respeitosamente perante Vossa Excelência, com supedâneo no § 9 do art. 702, art. 1009 e art. 994, todos do CPC, propor RECURSO DE APELAÇÃO em razão da sentença de total procedência nos embargos monitórios opostos por JOANA, nacionalidade..., estado civil..., profissão..., portador do RG nº... e inscrito no CPF sob o nº..., endereço eletrônico..., residente e domiciliado em..., pelas razões de fato e de direito anexas. Outrossim, requer a intimação do apelado para oferecer contrarrazões no prazo de 15 dias, conforme § 1 do art. 1010 e § 5 do art. 1003, ambos do CPC; Requer, ainda, a remessa dos autos ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro para sua admissão, processamento e julgamento, independetemente do juízo de admissibilidade, conforme § 3 do art. 1010 do CPC; Por fim, requer a juntada do comprovante de recolhimento de preparo recursal, inclusive porte de remessa e de retorno, conforme art. 1007 do CPC; Termo que, pede deferimento. Local, 02/10/2023 (Nome do advogado) OAB/UF XXX.XXX EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Apelante: MARIA Apelado: JOANA Processo nº... Egrégio Tribunal, Colenda Câmara, Nobres Desembargadores I - DO CABIMENTO: O presente recurso de apelação, previsto no inciso I do art. 994 do CPC, é adequado em razão da decisão impugnada possuir natureza de sentença, conforme § 1 do art. 203 do CPC, visto que fora proferida pelo juízo da 2º Vara Cível da Comarca do Rio de Janeiro, sendo decisão que julga procedente os embargos monitórios. Dessa forma, conforme caput do art. 1009 do CPC, da sentença cabe apelação. Ainda, conforme § 9 do art. 702 do CPC, caberá apelação contra sentença que acolhe ou rejeita embargos monitórios II - DA TEMPESTIVIDADE O presente recurso de apelação é tempestivo, visto que fora interposto no prazo legal de 15 dias, à luz do § 5 do art. 1003 do CPC, sendo o termo inicial contado a partir da intimação dada já na decisão, conforme caput do art. 1003 do CPC, sendo a sentença publicada em 11/09/2023. Ademais, exclui-se o dia do início e computa-se o dia do vencimento, conforme caput do art. 224 do CPC, tendo como termo final a data de 02/10/2023. III - SÍNTESE FÁTICA A apelante Maria ajuizou ação monitória em face da apelada Joana, sendo instruída com instrumento particular de confissão de dívida, assinada por Joana e sem assinatura de testemunhas, sendo que este confessa ser devedor da quantia de R$ 50.000,00 em favor do apelante, resultante do contrato de mútuo anteriormente firmado entre as partes, e assumindo o compromisso de efetuar a quitação integral do débito em 30 dias, a contar da assinatura do instrumento particular de confissão de dívida A apelada Jaona na condição de requerido na ação monitória, fora regularmente citado, sendo que opôs embargos monitórios, alegando que o valor pleiteado pela apelante é excessivo, mas não instruiu com qualquer documento, nem indicou o montante devido. IV - DAS RAZÕES RECURSAIS A) Da nulidade da sentença por falta de fundamentação Ab initio, verifica-se que a sentença proferida pelo juízo da 50a Vara Cível de Curitiba- PR deve ser considerada nula, uma vez que não houve fundamentação, descumprindo o requisito do inciso IV do § 1 do art. 489 do CPC, em que o magistrado deve enfrentar os argumentos alegados no processo. Da mesma forma, o art. 11 do CPC e o inciso IX do art. 93 da CFRB/88 aduzem que as decisões devem ser fundamentadas, sob pena de nulidade. B) Da nulidade da sentença e imediato julgamento do mérito pelo Tribunal A apelante requer que seja decretada a nulidade da sentença por falta de fundamentação e que o Tribunal julgue o mérito e de forma improcedente os embargos monitórios opostos pelo apelado, sem necessidade de retorno dos autos ao juízo de primeiro grau, à luz dos arts. 1013, § 3, IV; art. 702, § 2 e § 3, e art. 488, todos do CPC, constituindo-se título executivo judicial. C) Do contrato de mútuo e da cláusula penal Entre as partes fora celebrado um contrato de mútuo, visto que a apelante emprestou a quantia supramencionada e, conforme art. 586 do CC, o mutuário é obrigado a restituir ao mutuante o que recebeu, ou seja, o valor emprestado, acrescido de juros compensatórios e clausula penal compactuada, nos termos do art. 408 do CC. V - DOS PEDIDOS Em face do exposto, requer-se a Vossa Excelência: a) o recebimento e conhecimento do presente recurso de apelação, determinando o seu devido processamento, em razão de preenchidos os requisitos de admissibilidade; b) que seja recebido em seu duplo efeito, devolutivo e suspensivo, conforme arts. 1012 e 1013, ambos do CPC; c) o total provimento do presente recurso de apelação, para que seja declarada a nulidade da sentença; d) o total provimento do presente recurso de apelação para que a sentença seja reformada no sentido de serem julgados improcedentes os embargos monitórios opostos pelo apelado Daniel e, consequentemente, a formação de título executivo judicial; e) a inversão do ônus de sucumbência, com a condenação do apelado em custas e honorários de sucumbência; Termos que, pede deferimento. Local, 02/10/2023 (Nome do advogado) OAB/UF XXX.XXX