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01Aula Noções Gerais Sobre a Constituição Objetivos de aprendizagem Ao término desta aula, vocês serão capazes de: • entender os aspectos pertinentes a história, conceito de constituição, sentido e classificação do Direito Constitucional; • entender quais são os sentidos que norteiam este ramo do direito público que é o Direito Constitucional; • aprender sobre os aspectos acerca da classificação das constituições. Prezados(as) alunos(as), Nesta primeira aula, o propósito é abordar aspectos acerca da história do Direito Constitucional, da teoria da constituição, bem como seu conceito, o sentido sociológico, político e culturalista de constituição e a sua classificação, existente no direito constitucional, apresentando cada uma delas. Caros(as) alunos(as) e futuros(as) tecnólogos(as) em Gestão Pública, veremos, nesta aula, a parte introdutória ao Direito Constitucional a fim de conhecermos para que serve este ramo do direito público. A parte histórica é indispensável, pois a materialização de direitos que temos hoje é decorrente de um processo histórico. Logo, podemos considerar que a Constituição não é um mero achado, e sim, a evolução e conquista de direitos que embasam a pessoa humana. Boa aula! Bons estudos! 8Direito Constitucional Seções de estudo 1- Considerações Gerais: A Parte Histórica do Direito Constitucional 2- O Sentido Sociológico da Constituição 3- O Sentido Político da Constituição 4- O Sentido Culturalista da Constituição 1- Considerações Gerais: A Parte Histórica do Direito Constitucional O Direito Constitucional é advento de avanços e conquistas históricas e que o estuda da origem não pode ser deixado de lado. Isso em virtude de haver vários momentos na história em que foram determinantes para a construção da Constituição atual. 1.1 História do Direito Consitucional (Carta Magna de João Sem Terra em 1215) O contexto histórico da criação da Magna Carta se passa em um período de transição da alta idade média para a baixa idade média, em que o próprio modo de produção feudal começa a encontrar seus primeiros sinais de desgaste. Trata- se ainda, do período em que o rei Ricardo Coração de Leão, morto na 3ª Cruzada, teve sua coroa sucedida por João Sem- Terra, que fi cou conhecido por este nome devido ao fato de não ter herdado nenhuma propriedade após a morte seu pai, Henrique II da dinastia dos Plantagenetas. (SILVA, 2015). De acordo com Silva (2015), João Sem-Terra foi rei da Inglaterra do período de 1199 a 1216, e foi absolutamente irascível em seu reinado, impondo a todo o reino uma política tributária altamente onerosa cobrando de seus súditos impostos cada vez mais elevados. Toda essa política autoritária tinha como objetivo imediato cobrir os gastos na guerra contra a França em 1204, pois João Sem-Terra almejava proteger as terras perdidas para a coroa francesa, liderada pelo rei Filipe II. Como resultado dessa política desastrosa, no entanto, João Sem-Terra sofreu uma grande derrota e perdeu suas terras do Norte para a França. Fonte: https://entendeudireito.wixsite.com/entendeudireito/post/2018/08/05/ magna-carta-legado-jur%C3%ADdico. Acesso em: 20/06/2020. Outro ponto negativo do reinado de João Sem-Terra seria a sua relação conturbada com os representantes do alto clero, em que após sérias discussões, chegou a ser excomungado pelo Papa Inocêncio III, considerado pelos historiadores, o Papa mais poderoso da história. Esse confl itou só foi resolvido em 1213, quando João Sem-Terra, enfi m, se submeteu a hegemonia papal. Posteriormente, em 1214, João Sem-Terra entra em uma nova guerra contra a França, desta vez para reconquistar as terras que havia perdido outrora. (SILVA, 2015). Contudo, novamente falha nesse objetivo, e tem seu reinado fortemente enfraquecido. Posteriormente, os barões ingleses revoltados com os vários fracassos do Rei, em 10 de junho de 1215 tomam a cidade de Londres com apoio do clero, fazendo com que João Sem-Terra fosse forçado a assinar a Magna Carta, documento que determina que os reis ingleses tenham seus poderes limitados, garantindo que apenas poderiam elevar os impostos ou criar novas leis mediante aprovação de um grande conselho formado por nobres. A carta recebeu o selo real no dia 15 de junho de 1215, ou seja, 5 dias após a tomada de Londres, e teve várias cópias enviadas a funcionários, xerifes e bispos. Em troca disso, os barões revigoraram seus juramentos de fi delidade ao rei João Sem-Terra 4 dias depois, no dia 19 de junho de 1215. (SILVA, 2015). A Magna Carta estabelecia um comitê de 25 barões com poderes para reformar qualquer decisão real, até mesmo com o uso da força, se necessário, pois, os barões queriam garantir que João Sem-Terra não declinasse de sua decisão, uma vez que apenas tinha assinado tal documento devido a coerção dos próprios barões. No entanto, assim que os barões se retiraram de Londres, João Sem-Terra impugnou a Magna Carta, gerando uma intensa guerra civil na Inglaterra. Contudo, após a morte de João Sem-Terra em outubro de 1216 por disenteria, seu fi lho e sucessor, Henrique III, repristinou a Magna Carta, retirando apenas algumas cláusulas, como o artigo 61, que anulava as prerrogativas monárquicas. Quando completou 18 anos, Henrique III retalhou ainda mais a Magna Carta, reeditando-a, para que se reduzisse para apenas 37 artigos. Inicialmente a Magna Carta tinha 63 artigos. (SILVA, 2015). Posteriormente, com a morte de Henrique III, a Magna Carta já havia sido incorporada ao direito inglês, se tornando mais forte e mais complicada de ser anulada. Em 21 de outubro de 1297, o fi lho de Henrique III a confi rmou mais uma vez, como parte de um preceito versado como confi rmatio cartarum, ratifi cando a versão curta dessa carta em 1225. (SILVA, 2015). A Magna Carta também é considerada um marco constitucional importante, o primeiro da história europeia, servindo inclusive de base para que outros países elaborassem suas próprias Constituições. Foi também o marco do sistema common law inglês. Ela foi continuamente revisada para adaptar-se ao contexto de cada época, mas até hoje algumas disposições originais integram as leis inglesas. (SILVA, 2015). A Magna Carta do Rei João Sem Terra é importante por três pontos principais: é nela que surge o Habeas Corpus, principal remédio constitucional; é nela que também surge o devido processo legal, princípio mais importante do direito processual; e ela ainda inaugura uma classifi cação 9 da Constituição, baseada no pacto entre duas forças (Rei e Legislativo). (SILVA, 2015). 1.2 – Conceito de Constituição A conceituação de Constituição pode variar conforme o entendimento de cada autor sobre o tema. É possível afi rmar de modo correto que “a Constituição é a norma de maior hierarquia em um ordenamento jurídico, que organiza o Estado e os seus Poderes, além de tratar dos direitos e garantias individuais” e, deve ser entendida como a ordem jurídica fundamental de uma comunidade, conforme leciona o professor Aragonê Fernandes (s/d, p. 03). Atualmente, por movimento do Neoconstitucionalismo, a pessoa humana é colocada no centro do sistema. IMPORTANTE LEMBRAR E DESTACAR A constituição é um sistema de normas, escritas ou não, que estabelece o modo e a forma de governo, a afi rmação de seus marcos, a forma de atuação e como se regulamenta o poder. Pode ainda ser defi nida como um conjunto de normas que organiza os elementos constitucionais (povo, território e governo) do Estado. Trata-se de uma defi nição limpa de Lei Fundamental da Sociedade Estatal. Gilmar Mendes assinala “o conceito de Constituição não tem como deixar de se ver carregado da ideologia do constitucionalismo. Desse movimento, como visto, a Constituição emerge como um sistema assegurador das liberdades, daí a expectativa que proclame direitos fundamentais” (MENDES, 2014, p. 55). 2- O Sentido Sociológico da Constituição Compreende-se que o direito Constitucional dialoga diretamentecom outras áreas do saber. No que tange ao sentido sociológico insta observar a legitimidade representativa da força popular, que refl ita a somatória dos fatores reais de poder numa sociedade, caso isso não aconteça, a Constituição não passaria de uma ‘folha de papel’, ou seja, se na constituição não houver representatividade da vontade popular determinada sociedade, este não teria então não teria valor algum, sendo, por tanto, ilegítima. 3- O Sentido Político da Constituição No plano do sentido político, continuando o raciocínio de que o direito Constitucional dialoga diretamente com outras áreas do conhecimento humano, a Constituição legítima, que representa a vontade popular, é a decisão política fundamental. É a posição política da vontade popular que lhe dá existência. A Constituição disporia somente sobre as matérias de grande relevância jurídica, sobre as decisões políticas fundamentais, tais como organização do Estado, princípio democrático e dos direitos fundamentais. 4- O Sentido Culturalista da Constituição Este sentido, apresentado por um brasileiro, J.H. Meirelles Teixeira, vale atenção. Segundo o autor, a Constituição é produto de um fato cultural, produzido pela sociedade e que sobre ela pode infl uir. Essa noção dialoga diretamente com a noção sociológica de constituição que, por sua vez, para ter legitimidade, deve estar munida da representação da vontade popular, é uma mão de duas vias em que uma noção completa a outra. A concepção culturalista, segundo Fernandes (s/d, p. 6), “levaria ao conceito de ‘Constituição Total’, por apresentar na sua complexidade intrínseca, aspectos econômicos, sociológicos, jurídicos e fi losófi cos”. 4.1 – Classifi cação das Constituições Segundo Fernandes (s/d, p. 07) “as Constituições podem ser classifi cadas de várias maneiras, a depender do critério utilizado” será visto nesta aula que muitas vezes uma distinção classifi catória ou um conceito quer dizer a mesma coisa que outro, só que se verifi cados por outro ângulo. Deste modo, inicialmente acerca deste ponto da classifi cação das constituições veremos a respeito da origem da constituição, Fernandes, (s/d, 07) leciona que “a ideia aqui é saber se a constituição nasceu democraticamente ou não”. Algumas das classifi cações mais pontuais são: quanto à origem das constituições, podendo ser promulgada (democrática ou popular – caso da Constituição Federal do Brasil vigente, a de 1988); outorgada: aquela que é imposta de maneira unilateral, não conta com a participação popular – assim como as Constituições brasileiras de 1824, 1973, 1967/69); Cesarista: embora seja outorgada, nela há participação popular por meio de referendo. No entanto, essa participação não é democrática, pois apenas ratifi ca a vontade do detentor do poder – assim como na Constituição Chilena, feita a partir da vontade de Alberto Pinochet; pactuada: origina-se de um compromisso fi rmado entre o rei e o Poder Legislativo. Nesse caso, o marcar se sujeita aos esquemas constitucionais – assim como na Carta Magna de 1215. A segunda classifi cação a ser abordada é quanto à forma. Aqui, ela pode ser escrita, instrumental, costumeira ou consuetudinária. A primeira forma é composta por um conjunto de regras organizadas em um único documento, por exemplo, as Constituições brasileiras. A segunda forma é composta por textos esparsos, baseando-se nos usos, costumes, jurisprudência, como por exemplo, a Constituição inglesa. Quanto a nossa terceira classifi cação da aula, vemos a respeito do modo de elaboração. Nesta classifi cação há o modo de elaboração dogmático, que é sempre escrito, elaborado em um dado momento, por um órgão constituinte, segundo dogmas ou ideias, como a exemplo a nossa Constituição Federal de 1988. O segundo modo de elaboração das constituições é o histórico, também chamado de costumeiro e resulta da lenta formação histórica, das tradições de uma sociedade, a exemplo, novamente, a Constituição inglesa. O quarto ponto de classifi cação das constituições a ser a abordado é quanto à extensão. Há a analítica ou dirigente, que aborda todos os assuntos que os representantes do povo entenderem como fundamentais, descendo às minúcias. Normalmente, traz regras que deveriam estar na legislação infraconstitucional, como a exemplo a CF/88. Há ainda a 10Direito Constitucional sintética ou negativa, que traz apenas princípios fundamentais, que se ajustam com o tempo. Normalmente dura mais tempo, como a exemplo a Constituição americana, que já dura mais de 200 anos. A quinta classifi cação a estudarmos é quanto ao conteúdo das constituições. Pode ser classifi cada como material ou formal. A primeira versa apenas sobre matérias realmente constitucionais, como Organização do Estado e dos Poderes, além dos Direitos e Garantias Fundamentais. A segunda, se dá quando o texto abriga muita ‘perfumaria’, muitos ‘extras’, ela seria classifi cada como “formal”. Vamos reforçar nossos estudos? Vejamos o seguinte quadro que nos ajudará a compreender mais sobre a Constituição. Fonte:https://www.passeidireto.com/arquivo/5849510/mapa-mental- constituicao-conceito-e-elementos. Acesso em: 20/06/2020. A sexta classifi cação a vermos é acerca da estabilidade ou possibilidade de alteração ou alterabilidade. Nesta classifi cação encontramos que uma Constituição pode ser imutável, e neste caso, veda-se qualquer alteração. A imutabilidade pode ser absoluta ou relativa. Temos de exemplo a Constituição brasileira de 1824. Temos ainda a super-rígida, segundo essa classifi cação, é a classifi cação defendida doutrinariamente pelo Ministro do STF Alexandre de Moraes. É uma posição minoritária, segundo a qual a Constituição brasileira seria mais do que rígida, na medida em que as chamadas cláusulas pétreas não poderiam ser suprimidas. Outra classifi cação quanto à alteração das Constituições é que rígida, que exige, em relação às normas infraconstitucionais, um processo legislativo mais complexo para serem alteradas. É exatamente o que acontece com a nossa Constituição atual. Para ela ser modifi cada, são necessários dois turnos de votação em cada Casa do Congresso Nacional, exigindo-se 3/5 (ou 60%) dos votos, ou seja, maioria qualifi cada. Existe ainda há classifi cação fl exível, onde não possui processo legislativo mais rigoroso em comparação às normas infraconstitucionais. A penúltima classifi cação quanto à alteração das constituições é a semirrígida, aqui para algumas matérias se exige processo legislativo mais complexo, para outras, não. A última classifi cação deste ponto é a fi xa ou silenciosa, que é aquela que só pode ser modifi cada pelo mesmo poder que a criou (Poder Constituinte Originário). São chamadas de silenciosas por não preverem procedimentos especiais para a modifi cação de seu texto. A sétima classifi cação é quanto ao conteúdo ideológico, que pode ser liberal, se preocupa exclusivamente em limitar a atuação do Estado, trazendo apenas prestações negativas (direitos fundamentais de 1ª dimensão). Traduz o fenômeno do abstencionismo/abstencionismo estatal, que é a postura passiva do Estado. E a social, que é a que se preocupa não apenas em preservar liberdades, mas também em efetivas direitos sociais, econômicos e culturais (direitos fundamentais de 2ª dimensão), como é o caso da brasileira atual. (FERNANDES, 2013). A oitava classifi cação, quanto à ideologia pode ser ortodoxa ou eclética. A primeira refl ete um só pensamento ideológico, como por exemplo, a Constituição chinesa. A segunda, também chamada de compromissória, é fruto da conjunção entre as diferentes ideologias de um Estado. (FERNANDES, 2013). A nona e última classifi cação a vermos a fi nalidade, podendo a Constituição ser de garantia, onde é uma Constituição negativa, que se preocupa em trazer a limitação dos poderes estatais. (FERNANDES, 2013). Consagra os direitos de primeira dimensão. Constituição balanço, é a Constituiçãodestinada a registrar um dado estágio das relações de poder no Estado, elaborada para espelhar certo período político, fi ndo o qual é formulado um novo texto constitucional para o período seguinte e, Constituição dirigente (caso da brasileira atual), que possui texto extenso, trazendo em seu bojo as normas programáticas, ou seja, aborda programas, metas, planos e diretrizes para a atuação dos órgãos estatais. Dizem aos órgãos governamentais o ‘rumo’ a ser seguido. Elenca direitos sociais de segunda dimensão. (FERNANDES, 2013) Ao fi nal desta primeira aula, vamos recordar sobre o que aprendemos até aqui. Retomando a aula 1- Considerações Gerais: A Parte Histórica do Direito Constitucional Vimos que o Direito Constitucional é advento de avanços e conquistas históricas e que o estudo da origem não pode ser deixado de lado. Isso em virtude de haver vários momentos na história em que foram determinantes para a construção da Constituição atual. Em seguida, vimos a conceituação de constituição e os sentidos de sociológico, político e culturalista de constituições, bem como, algumas de suas classifi cações, sendo elas: quanto à origem, quanto à forma, quanto ao modo de elaboração, de extensão e conteúdo, vimos ainda a classifi cação quanto à estabilidade ou possibilidade de alteração ou alterabilidade, quanto ao seu conteúdo ideológico e quanto à sua ideologia e, por fi m, quanto à sua fi nalidade. Desse modo, encerramos nossa primeira aula de direito constitucional. 11 1.1 História do Direito Consitucional (Carta Magna De João Sem Terra Em 1215) Vimos que o contexto histórico da criação da Magna Carta se passa em um período de transição da alta idade média para a baixa idade média, em que o próprio modo de produção feudal começa a encontrar seus primeiros sinais de desgaste. Notadamente João Sem-Terra foi rei da Inglaterra do período de 1199 a 1216, e foi absolutamente irascível em seu reinado, impondo a todo o reino uma política tributária altamente onerosa cobrando de seus súditos impostos cada vez mais elevados. 2- Conceito de Constituição Vimos que é possível afi rmar de modo correto que “a Constituição é a norma de maior hierarquia em um ordenamento jurídico, que organiza o Estado e os seus Poderes”. A Constituição é um sistema de normas, escritas ou não, que estabelece o modo e a forma de governo, a afi rmação de seus marcos, a forma de atuação e como se regulamenta o poder. 3- O Sentido Político de Constituição Vimos que o Prisma que se dá nesta concepção é o político. Isso porque busca-se o fundamento da Constituição na decisão política fundamental que antecede a elaboração da Constituição. Logo, vimos que a Constituição disporia somente sobre as matérias de grande relevância jurídica, sobre as decisões políticas fundamentais, tais como organização do Estado, princípio democrático e dos direitos fundamentais. 4- O Sentido Culturalista de Constituição Vimos que, a Constituição é produto de um fato cultural, produzido pela sociedade e que sobre ela pode infl uir. Vejamos que a Constituição é determinada pela cultura, pois trata-se de um fruto de pré-compreensões da sociedade, na qual ela está inserida, mas também atua como elemento conformador do sentido de aspectos da cultura. 4.1- Classifi cação das Consituições Vimos que no decorrer da história vários foram os passos para que essas fundamentassem os Estados. Como modelo, podemos tomar como fundamento a Constituição Federal de 1988, que tem como classifi cação ser: promulgada, formal, analítica, dogmática, eclética (pragmática), dirigente, normativa (ou tendente a sê-la), rígida e escrita codifi cada. MARTINS, Flávio. História das Constituições Brasileiras: Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=GzUKqbRqm40. Acesso em: 20/06/2020. Vale a pena assistir ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional Descomplicado. 16ª edição. Revista, atualizada e ampliada. Editora Método. São Paulo, 2017. DUTRA, Luciano. Direito Constitucional Essencial. 3. ed. rev. atual. e ampl. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2017. Vale a pena ler Vale a pena Minhas anotações