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Conjunto de questões de Direito Constitucional — Parte II, com questões sem comentários, gabaritos e questões comentadas sobre Organização Político-Administrativa, Intervenção federal e estadual, Administração Pública, Poder Legislativo, Processo Legislativo, Fiscalização contábil-orçamentária e Poder Executivo.

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Direito Constitucional – Parte II – Questões 
 
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2 
Sumário 
 
Detalhamento das Questões por Assunto ............................................................................................................... 3 
Organização Político-Administrativa – Parte I ......................................................................................................... 4 
Questões Sem Comentários .................................................................................................................................... 5 
Gabarito ................................................................................................................................................................. 14 
Questões Comentadas ........................................................................................................................................... 15 
Intervenção Federal e Estadual ............................................................................................................................... 36 
Questões Sem Comentários .................................................................................................................................. 37 
Gabarito ................................................................................................................................................................. 39 
Questões Comentadas ........................................................................................................................................... 40 
Administração Pública ............................................................................................................................................. 42 
Questões Sem Comentários .................................................................................................................................. 43 
Gabarito ................................................................................................................................................................. 50 
Questões Comentadas ........................................................................................................................................... 51 
Poder Legislativo ...................................................................................................................................................... 66 
Questões Sem Comentários .................................................................................................................................. 67 
Gabarito ................................................................................................................................................................. 71 
Questões Comentadas ........................................................................................................................................... 72 
Processo Legislativo ................................................................................................................................................ 81 
Questões Sem Comentários .................................................................................................................................. 82 
Gabarito ................................................................................................................................................................. 86 
Questões Comentadas ........................................................................................................................................... 87 
Fiscalização Contábil, Orçamentária e Financeira ................................................................................................ 96 
Questões Sem Comentários .................................................................................................................................. 97 
Gabarito ............................................................................................................................................................... 100 
Questões Comentadas ......................................................................................................................................... 101 
Poder Executivo ...................................................................................................................................................... 107 
Questões Sem Comentários ................................................................................................................................ 108 
Gabarito ............................................................................................................................................................... 112 
Questões Comentadas ......................................................................................................................................... 113 
 
 
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Direito Constitucional – Detalhamento das Questões por Assunto 
 
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3 
 
Detalhamento das Questões por Assunto 
Artigos Assunto 
18 ao 33 ➢ Organização Político-Administrativa; 
34 ao 36 ➢ Intervenção Federal e Estadual; 
37 ao 43 ➢ Administração Pública; 
44 ao 58 ➢ Poder Legislativo: 
59 ao 69 ➢ Processo Legislativo; 
70 ao 75 ➢ Fiscalização contábil, financeira e orçamentária; 
76 ao 91 ➢ Poder Executivo. 
 
 
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Direito Constitucional (Organização Político Administrativa) - Questões 
 
 
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Organização Político-Administrativa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Questões Sem Comentários 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Direito Constitucional (Organização Político Administrativa) - Questões 
 
 
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6 
(CESPE-CEBRASPE/FINEP/2024) 
01) Acerca da competência da União, dos estados e dos municípios, assinale a opção correta. 
A) Em se tratando de competência concorrente, caso inexista lei federal sobre normas gerais, os estados exercerão 
a competência legislativa plena para atender a suas peculiaridades, e a superveniência de lei federal sobre normas 
gerais revoga a lei estadual no que lhe seja contrária. 
B) A competência privativa da União para legislar é indelegável, já a competência executiva pode ser delegada aos 
estados por lei complementar específica. 
C) Compete privativamente à União legislar sobre procedimentos em matéria processual. 
D) É competência comum da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios registrar, acompanhar e 
fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios. 
E) É competência concorrente da União, dos estados e do Distrito Federal legislar sobre propaganda comercial. 
(CESPE-CEBRASPE/CAPES/2024) 
02) No que diz respeito às disposições constitucionais acerca da educação, julgue o item seguinte. 
 
Compete privativamente à União legislar sobre educação. 
(FCC/TRT - 11ª Região (AM e RR)/2024) 
03) Determinado Estado da Federação promulga uma lei que estabelece: Fica expressamente proibida a 
denominada linguagem neutra na grade curricular e no material didático de instituiçõesou espontânea (quando o Poder Público constata 
a violação de tais princípios). 
 
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Direito Constitucional (Organização Político Administrativa) - Questões 
 
 
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Grupo Gama: A decretação de intervenção em estado, em razão da afronta aos princípios constitucionais sensíveis, 
geralmente ocorre na modalidade provocada, ou seja, por solicitação formal fundamentada de autoridade ou 
instituição legitimada. 
 
Portanto, as conclusões corretas são as dos grupos Beta e Gama. A intervenção em municípios pode ser provocada 
ou espontânea, dependendo das circunstâncias, enquanto a intervenção em estados, em casos de violação aos 
princípios constitucionais sensíveis, geralmente ocorre de forma provocada. 
 
Gabarito: Letra E. 
(FGV/TJ/SC /2024) 
13) João, deputado estadual no âmbito da Assembleia Legislativa do Estado Alfa, almejava apresentar 
projeto de lei direcionado à proteção animal, mas que permitiria expressamente o sacrifício ritual de animais 
em cultos de religiões de matriz africana. 
Ao analisar a sistemática estabelecida na Constituição da República, João concluiu, corretamente, que: 
 
A) compete privativamente à União legislar sobre a matéria, o que seria insuscetível de delegação aos estados; 
B) o Estado Alfa possui competência concorrente com a União para legislar sobre a matéria, além de o projeto 
resguardar a liberdade religiosa; 
C) apesar de competir privativamente à União legislar sobre a matéria, lei complementar federal poderia delegar 
essa competência aos estados; 
D) apesar de a União ter competência privativa para legislar sobre caça e fauna, o estado possui competência 
concorrente para legislar sobre meio ambiente; 
E) o projeto seria incompatível com a Constituição da República, pois a laicidade do Estado pressupõe a sua 
neutralidade em relação à generalidade das religiões. 
Comentário: 
 
Conforme o julgamento do RE 49460 pelo STF: “(…) 2. A prática e os rituais relacionados ao sacrifício animal são 
patrimônio cultural imaterial e constituem os modos de criar, fazer e viver de diversas comunidades religiosas, 
particularmente das que vivenciam a liberdade religiosa a partir de práticas não institucionais. 3. A dimensão 
comunitária da liberdade religiosa é digna de proteção constitucional e não atenta contra o princípio da laicidade. 4. 
O sentido de laicidade empregado no texto constitucional destina-se a afastar a invocação de motivos religiosos no 
espaço público como justificativa para a imposição de obrigações. A validade de justificações públicas não é 
compatível com dogmas religiosos. 5. A proteção específica dos cultos de religiões de matriz africana é compatível 
com o princípio da igualdade, uma vez que sua estigmatização, fruto de um preconceito estrutural, está a merecer 
especial atenção do Estado. 6. Tese fixada: “É constitucional a lei de proteção animal que, a fim de resguardar a 
liberdade religiosa, permite o sacrifício ritual de animais em cultos de religiões de matriz africana.” (…)”. 
 
 
De acordo com o STF, o projeto de lei a ser apresentado por João é constitucional, pois resguarda a liberdade 
religiosa. 
 
Gabarito: Letra B. 
(CESPE- CEBRASPE /PGE-RN/2024) 
14) O município X sofreu intervenção estadual por ter deixado de pagar, sem motivo de força maior, por dois 
anos consecutivos, em diferentes gestões, a dívida fundada. Entretanto, a Constituição estadual apenas 
autoriza a intervenção nos casos em que o inadimplemento não esteja vinculado à gestão anterior. 
Nessa situação hipotética, a intervenção estadual é 
A) constitucional, pois é possível a intervenção estadual no município por qualquer dívida. 
B) inconstitucional, cabendo ao constituinte estadual restringir a intervenção no município. 
C) inconstitucional, pois é indevida a intervenção estadual em município por falta de pagamento de dívida fundada. 
D) inconstitucional, pois é indevida a intervenção estadual em município por falta de pagamento de qualquer dívida. 
E) constitucional, não cabendo ao constituinte estadual restringir a intervenção no município. 
Comentário: 
 
De acordo com a Constituição Federal, a intervenção estadual em municípios é permitida nos casos previstos na 
própria Constituição, que incluem o não pagamento da dívida fundada por dois anos consecutivos, conforme 
disposto no artigo 35, III. A Constituição Estadual não pode restringir os casos de intervenção previstos na 
Constituição Federal. 
 
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Portanto, mesmo que a Constituição Estadual do município X estabeleça uma condição adicional (que o 
inadimplemento não esteja vinculado à gestão anterior) para a intervenção, essa condição não pode ser válida se 
contrariar as disposições da Constituição Federal. A intervenção estadual por falta de pagamento da dívida fundada 
por dois anos consecutivos é constitucional e não pode ser restringida pela Constituição Estadual nesse sentido. 
 
Gabarito: Letra E. 
 
(FGV/TJ-RJ/2024) 
15) A Lei nº X, do Estado Alfa, dispôs que as sociedades empresárias que exploram o serviço de 
telecomunicações em seu território devem informar aos respectivos usuários, em caráter prévio, a 
identificação dos funcionários que precisarão ingressar em suas residências. A medida foi muito 
comemorada pelos usuários do serviço, considerando o aumento de sua segurança, mas criticada pelas 
sociedades empresárias do setor, que argumentavam com o possível aumento dos custos operacionais 
para a implementação da medida. 
À luz da sistemática constitucional, é correto afirmar que a Lei nº X 
A) afeta o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão, alterando, com isso, o ato jurídico perfeito, 
indicativo de sua inconstitucionalidade. 
B) afronta a competência exclusiva da União para explorar o serviço de telefonia, ainda que isto ocorra de modo 
indireto, por uma concessionária. 
C) somente será compatível com a ordem constitucional caso haja lei complementar da União delegando essa 
competência aos Estados. 
D) versa sobre matéria tipicamente local, o que afronta a competência legislativa privativa dos Municípios. 
E) é resultado da competência concorrente entre a União e o Estado Alfa para legislar sobre consumo. 
Comentário: 
 
Constituição Federal 
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: 
 
IV - águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão; 
 
Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das 
matérias relacionadas neste artigo. 
 
 
A lei estadual do Estado Alfa, ao impor obrigações específicas às sociedades empresárias que exploram o serviço 
de telecomunicações, acaba por interferir indiretamente na prestação desse serviço, afetando aspectos regulatórios 
e operacionais do setor, o que é de competência exclusiva da União. 
 
Sendo assim, Lei nº X do Estado Alfa, ao tratar de questões relacionadas à prestação do serviço de 
telecomunicações, excede a competência legislativa estadual e somente seria constitucionalmente válida se 
houvesse uma delegação específica da União por meio de lei complementar. 
 
Gabarito: Letra C. 
 
(CESPE- CEBRASPE /Prefeitura de Camaçari – BA/2024) 
16) De forma expressa, a Constituição Federal de 1988 (CF) permite, excepcionalmente, a intervenção dos 
estados em seus municípios 
A) para assegurar a observância de princípios indicados na respectiva Constituição estadual. 
B) para pôr termo a grave comprometimento da ordem pública. 
C) para garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação. 
D) para reorganizar as finanças da unidade da Federação. 
E) quando não ocorrer a aplicação do mínimo exigido da receita municipal na manutenção e nodesenvolvimento 
do ensino. 
Comentário: 
 
Constituição Federal 
Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território 
Federal, exceto quando: 
 
I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada; 
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II - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei; 
 
III - não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino 
e nas ações e serviços públicos de saúde; 
 
IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados 
na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial. 
 
De acordo com a Constituição Federal de 1988, a intervenção dos estados em seus municípios pode ocorrer 
excepcionalmente e de forma expressa em situações específicas, conforme previsto no artigo 35, inciso VI, da CF. 
Essa intervenção é permitida quando: 
 
Não ocorrer a aplicação do mínimo exigido da receita municipal na manutenção e no desenvolvimento do ensino. 
Isso significa que, se o município deixar de destinar a porcentagem mínima exigida de sua receita para investimento 
na educação, isso pode ensejar a intervenção do estado no município para garantir o cumprimento dessa obrigação 
constitucional. 
 
Portanto, a intervenção do estado em um município em razão da não aplicação do mínimo exigido da receita 
municipal na manutenção e no desenvolvimento do ensino é uma hipótese expressamente prevista na Constituição 
Federal como justificativa para essa medida excepcional. 
 
Gabarito: Letra E. 
(FGV/MPE-GO /2024) 
17) Lei ordinária estadual de 2023 permitiu a criação do Município Alfa, condicionada a divulgação de estudo 
favorável de viabilidade municipal. 
 
Diante do exposto e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, assinale a afirmativa correta. 
A) A norma é constitucional, desde que tenha sido realizada consulta prévia às populações dos municípios 
envolvidos e a criação tenha sido aprovada, mediante plebiscito. 
B) A norma é inconstitucional, uma vez que a divulgação de estudo de viabilidade municipal precisa ser anterior à 
aprovação da lei que autoriza a criação do Município. 
C) A norma é inconstitucional, uma vez que ainda não foi editada a legislação complementar federal que discipline 
a criação de municípios e é da União a competência para disciplinar o tema. 
D) A norma é constitucional, condicionada a consulta posterior, mediante referendo, às populações dos municípios 
envolvidos, após a divulgação de estudo favorável de viabilidade municipal 
E) A norma é inconstitucional, uma vez que a Constituição exige que a criação de municípios seja autorizada e 
regulamentada por lei complementar estadual. 
Comentário: 
 
Constituição Federal 
Art. 18, § 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, 
dentro do período determinado por lei complementar federal, e dependerão de consulta prévia, mediante 
plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos estudos de viabilidade municipal, 
apresentados e publicados na forma da lei. 
 
De acordo com a jurisprudência, “É inconstitucional lei estadual que permita a criação, incorporação, fusão e 
desmembramento de municípios sem a edição prévia das leis federais previstas no artigo 18, § 4º, da Constituição 
Federal de 1988, com redação dada pela Emenda Constitucional 15/1996”. (STF. Pleno. ADI 4711-RS, Rel. Min. 
Roberto Barroso, julgado em 03/09/2021) 
 
Gabarito: Letra C. 
(FGV/MPE-GO /2024) 
18) Lei estadual dispôs sobre o reconhecimento de diploma obtido por instituições de ensino superior de 
países estrangeiros e reconheceu a internalização de títulos acadêmicos de mestrado e doutorado 
expedidos por instituições de ensino superior localizadas nos países integrantes do MERCOSUL e de 
Portugal. 
Diante do exposto e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, assinale a afirmativa correta. 
A) A norma é constitucional, pois os Estados possuem competência suplementar para legislar sobre a matéria, na 
forma prevista no Art. 24, inciso IX, § 2º, da CFRB/88. 
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B) A norma é inconstitucional, pois apesar do Estado ter competência suplementar para legislar sobre a matéria, 
houve afronta ao princípio da igualdade. 
C) A norma é constitucional, pois os Estados possuem competência para legislar sobre a matéria, desde que digam 
respeito ao reconhecimento de diplomas de servidores públicos estaduais. 
D) A norma é inconstitucional, pois invade a competência privativa da União para legislar sobre diretrizes e bases 
da educação nacional. 
E) A norma é constitucional, pois os Estados possuem competência para legislar sobre a matéria, desde que digam 
respeito ao reconhecimento de diplomas de servidores públicos estaduais que sejam profissionais de educação. 
Comentário: 
 
A norma é inconstitucional, pois invade a competência privativa da União para legislar sobre diretrizes e bases da 
educação nacional. 
 
De acordo com a ADI 6592: MENTA: Direito constitucional. Ação direta de inconstitucionalidade. Lei estadual que 
dispõe sobre a admissão de diplomas expedidos por instituições de ensino superior de Portugal e de países do 
Mercosul. 1. Ação direta contra a Lei nº 245/2015, do Estado do Amazonas, que dispõe sobre a admissão de 
diplomas de pós-graduação stricto sensu originários de países do MERCOSUL e de Portugal. 2. Há 
INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL, por violação à regra que confere competência privativa à União para legislar 
sobre diretrizes e bases da educação nacional (art. 22, XXIV, da CF). Precedentes (ADI 5.341, Rel. Min. Edson 
Fachin; ADI 5.168, Relª. Minª. Cármen Lúcia). 3. Procedência do pedido. Fixação da seguinte tese de julgamento: 
“É INCONSTITUCIONAL lei estadual que dispõe sobre a aceitação de diplomas expedidos por universidades 
estrangeiras”. (ADI 6592, Relator(a): ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, julgado em 08/09/2021, PROCESSO 
ELETRÔNICO DJe-185 DIVULG 15-09-2021 PUBLIC 16-09-2021) 
 
Gabarito: Letra D. 
(FGV/PC-SC/2024) 
19) Lei Estadual do Estado Gama cria obrigação para empresas concessionárias de serviços de 
abastecimento de água e de geração de energia elétrica, públicas ou privadas, de investir o equivalente a, 
no mínimo, 0,5% (meio por cento) do valor total da receita operacional na proteção e na preservação 
ambiental da bacia hidrográfica em que ocorrer a exploração, ali apurada no exercício anterior ao do 
investimento. 
Diante do exposto, é correto afirmar que a referida lei 
A) é inconstitucional, uma vez que há intervenção indevida do Estado no contrato de concessão da exploração do 
aproveitamento energético dos cursos de água, atividade de competência da União. 
B) é constitucional, uma vez que é de competência comum contida em um sistema federativo maior, devendo haver 
cooperação entre União e os Entes federados. 
C) é inconstitucional, uma vez que há intervenção indevida do Estado na atividade econômica privada, o que não é 
permitido pela Constituição. 
D) é constitucional, pois se configura como parte de um sistema de controle e preservação ambiental, apta a fazer 
incidir a competência comum do Estado Membro. 
E) é inconstitucional, uma vez que é competência do município, por ser de interesse local a matéria de serviços e 
concessionárias de abastecimento de águas. 
Comentário: 
 
A competência para legislar sobre energia elétrica e concessões de serviços públicos, como abastecimento 
de água, é privativa daUnião, conforme estabelecido no artigo 22 da Constituição Federal. Isso significa que 
somente a União pode estabelecer normas gerais sobre essas matérias. 
 
A Lei Estadual do Estado Gama, ao impor uma obrigação de investimento ambiental às empresas concessionárias 
de serviços de abastecimento de água e geração de energia elétrica, está interferindo diretamente nos contratos de 
concessão e na atividade de exploração desses serviços, que são regulamentados pela União. Isso caracteriza uma 
intervenção indevida do Estado na competência privativa da União. 
 
Portanto, a Lei Estadual do Estado Gama, ao impor obrigações específicas às empresas concessionárias nesses 
setores, extrapola sua competência legislativa e interfere indevidamente em matéria de competência da União, 
sendo assim considerada inconstitucional. 
 
Gabarito: Letra A. 
(FGV/Prefeitura de São José dos Campos - SP/2024) 
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20) O Município Beta se notabilizou como importante polo turístico de uma região brasileira, fazendo que o 
ensino profissionalizante fosse direcionado ao atendimento dessa importante atividade econômica. Com o 
objetivo de realizar o aproveitamento dessa mão de obra especializada, de modo a alcançar o pleno 
emprego, foi editada a Lei nº Y, dispondo que as sociedades empresárias, que admitissem pessoas 
residentes no Município Beta há mais de 5 (cinco) anos, receberiam benefícios fiscais. 
 
Irresignado com o teor da Lei nº Y, Antônio consultou o seu advogado a respeito da compatibilidade desse diploma 
normativo com a Constituição da República, sendo-lhe corretamente informado que esse diploma normativo 
A) afronta a competência concorrente da União e dos Estados para legislar sobre turismo. 
B) estabelece preferência indevida entre brasileiros, o que é vedado pela ordem constitucional. 
C) foi editado com base na competência do Município Beta para legislar sobre assuntos de interesse local. 
D) somente será considerada constitucional caso a sua edição tenha sido antecedida de prévio estudo de impacto 
financeiro. 
E) somente será considerado constitucional caso esteja lastreado nas normas gerais sobre interesse local editadas 
pela União. 
Comentário: 
 
De acordo com o art. 19 da Constituição Federal, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios: 
 
III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. 
 
Gabarito: Letra B. 
(CESPE- CEBRASPE /Prefeitura de Camaçari – BA/2024) 
21) Considerando as disposições da Constituição Federal, julgue o item a seguir. 
 
Fiscalizar as concessões de exploração de recursos hídricos é da competência exclusiva dos estados e do Distrito 
Federal. 
Comentário: 
 
De acordo com o art. 23 da Constituição, é competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios. 
 
Gabarito: Errado. 
(FGV/PC-SC/2024) 
22) Certo Estado da Federação fez editar uma Lei que determinou a possibilidade de os órgãos de segurança 
pública estadual alienarem armas de fogo a seus integrantes por meio de venda direta, ou seja, sem a 
necessidade de realizar licitação. 
Considerando o cabimento e as hipóteses de contratação direta, à luz do ordenamento jurídico e da 
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal acerca do tema, é correto afirmar que tal norma 
A) é constitucional, na medida em que o estado tem competência legislativa suplementar para pormenorizar as 
hipóteses de inexigibilidade de licitação. 
B) é inconstitucional, considerando que os Estados não têm competência para legislar acerca da temática atinente 
à licitação e contratação. 
C) é constitucional, tendo em vista todos os entes federativos têm competência para legislar sobre licitação e 
contratação, de modo que podem estabelecer qualquer espécie de contratação direta. 
D) é inconstitucional, pois, dentre outros motivos, traduz uma hipótese de licitação dispensável, que extrapola a 
competência suplementar dos Estados na temática licitação e contratação. 
E) é constitucional, porquanto determinada uma hipótese de licitação dispensável, cujo rol exemplificativo 
determinado pela União pode ser complementado pelos Estados, de acordo com as peculiaridades locais. 
Comentário: 
 
A norma é inconstitucional, pois, dentre outros motivos, traduz uma hipótese de licitação dispensável, que extrapola 
a competência suplementar dos Estados na temática licitação e contratação. 
 
Os Estados têm competência suplementar para legislar sobre normas gerais de licitação, desde que não 
conflitem com as normas federais e respeitem os princípios constitucionais aplicáveis. No entanto, essa 
competência suplementar não autoriza os Estados a criar novas hipóteses de dispensa ou inexigibilidade 
de licitação que não estejam previstas na legislação federal. 
 
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28 
A alienação de armas de fogo a integrantes dos órgãos de segurança pública estadual por venda direta, sem 
licitação, configura uma hipótese de licitação dispensável. Porém, cabe à União, e não aos Estados, determinar as 
hipóteses de dispensa de licitação. 
 
Portanto, a norma estadual que permite a venda direta de armas de fogo aos integrantes dos órgãos de segurança 
pública estadual, sem a realização de licitação, extrapola a competência suplementar dos Estados na temática de 
licitação e contratação, sendo considerada inconstitucional por criar uma hipótese de licitação dispensável não 
prevista na legislação federal. 
 
Gabarito: Letra D. 
(FGV/PC-SC/2024) 
23) O Município Alfa não aplica o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento 
do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. Em audiência pública determinado vereador 
progressista sustenta que esta situação enseja intervenção estadual no Município. 
A partir da correção da alegação feita pelo vereador na hipótese narrada e conforme as regras 
constitucionais vigentes, é correto afirmar que 
A) a decretação da intervenção estadual dependerá de provimento pelo Tribunal de Justiça, de representação do 
Procurador-Geral de Justiça. 
B) a decretação da intervenção estadual ocorrerá ex officio por ato do Governador de Estado. 
C) a decretação da intervenção estadual dependerá de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de 
representação do Procurador-Geral da República. 
D) a decretação da intervenção estadual dispensará a apreciação pela Assembleia Legislativa. 
E) a decretação da intervenção estadual dependerá de solicitação da Assembleia Legislativa. 
Comentário: 
 
De acordo com a Constituição Federal, Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos 
Municípios localizados em Território Federal, exceto quando: 
 
III - não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e 
nas ações e serviços públicos de saúde; 
 
No caso citado, se o Município Alfa não está cumprindo com os requisitos constitucionais relativos à aplicação 
mínima da receita municipal em educação e saúde, o Governador do Estado pode decretar a intervenção estadual 
de forma independente, por ato próprio, sem necessidade de aprovação ou intervenção de outros poderes ou 
órgãos. 
 
Gabarito: Letra B. 
(FGV/PC-SC/2024) 
24) A Lei YYY/2021 de determinado Estado-membro da Federação Brasileira impõe que as empresas do setor 
têxtil sediadas no Estado identifiquem as peças de roupa com etiquetas em Braille ou outro meio acessível 
para atender as pessoas com deficiência visual. 
A partir da situação narrada e com base no sistema jurídico-constitucional brasileiro vigente, é correto 
concluir que a lei estadual é 
A) constitucional, vistoque trata de tema da competência concorrente dos estados para legislar sobre produção e 
consumo e proteção das pessoas com deficiência. 
B) constitucional, visto que trata de tema de competência residual dos estados. 
C) inconstitucional, visto que trata de tema de interesse local de competência legislativa dos municípios. 
D) inconstitucional, visto que trata de comércio interestadual, tema de competência privativa da União. 
E) inconstitucional, visto que viola os princípios da livre iniciativa, da livre concorrência e da propriedade privada. 
Comentário: 
 
De acordo com o STF, “É constitucional lei estadual que obriga empresas do setor têxtil a identificarem as peças de 
roupa com etiquetas em braile ou outro meio acessível que atenda as pessoas com deficiência visual. Essa lei não 
viola os princípios da livre iniciativa (arts. 1º, IV; e 170, “caput”), da livre concorrência (art. 170, IV), da propriedade 
privada (art. 170, II) e da isonomia (arts. 5º, “caput”; e 19, III). A norma também não invade a competência privativa 
da União para legislar sobre comércio interestadual (art. 22, VIII). STF. Plenário. ADI 6.989/PI, Rel. Min. Rosa Weber, 
julgado em 19/6/2023 (Info 1099).” 
 
Gabarito: Letra A. 
(CESPE - CEBRASPE/CAU-BR /2024) 
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29 
25) A Câmara dos Deputados e o Senado Federal são dotados de diversos órgãos e comissões essenciais 
para o adequado funcionamento do processo legislativo. Esse processo envolve a criação, o exame e a 
aprovação de uma variedade de propostas legislativas, incluindo leis ordinárias, medidas provisórias, 
emendas constitucionais, decretos legislativos e resoluções, todas vitais para o relacionamento eficaz da 
sociedade. Cada categoria de proposição legislativa é submetida a um procedimento específico de 
tramitação. 
A respeito dessa temática, julgue o item que se segue. 
 
Conforme estabelece a Constituição, a outorga e a renovação de concessão, permissão ou autorização para serviço 
de radiodifusão sonora ou de sons e imagens dependem exclusivamente do Poder Executivo, que é o poder 
responsável por garantir o princípio da complementaridade dos sistemas privado, público e estatal para que a 
informação e o entretenimento cheguem a toda a sociedade. 
Comentário: 
 
Constituição Federal 
Art. 223. Compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concessão, permissão e autorização para o serviço 
de radiodifusão sonora e de sons e imagens, observado o princípio da complementaridade dos sistemas 
privado, público e estatal. 
 
§ 1º O Congresso Nacional apreciará o ato no prazo do art. 64, § 2º e § 4º, a contar do recebimento da 
mensagem. 
 
§ 2º A não renovação da concessão ou permissão dependerá de aprovação de, no mínimo, dois quintos do 
Congresso Nacional, em votação nominal. 
 
§ 3º O ato de outorga ou renovação somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional, 
na forma dos parágrafos anteriores. 
 
§ 4º O cancelamento da concessão ou permissão, antes de vencido o prazo, depende de decisão judicial. 
 
§ 5º O prazo da concessão ou permissão será de dez anos para as emissoras de rádio e de quinze para as 
de televisão. 
 
De acordo com a Constituição Federal de 1988, a outorga e a renovação de concessão, permissão ou autorização 
para serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens dependem de aprovação do Poder Legislativo, não sendo 
exclusiva competência do Poder Executivo. 
 
A Constituição estabelece que a concessão e a renovação de concessão de serviços de radiodifusão sonora e de 
sons e imagens devem ser realizadas por meio de licitação, na modalidade de concorrência pública, e dependem 
de autorização legislativa (artigo 223, § 1º). Isso significa que o Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e 
Senado Federal) tem competência para deliberar e aprovar a concessão ou renovação desses serviços, garantindo 
assim a participação do Poder Legislativo nesse processo. 
 
Gabarito: Errado. 
(CESPE - CEBRASPE/CAU-BR /2024) 
26) Acerca dos direitos e das garantias fundamentais e da organização do Estado brasileiro, julgue o 
próximo item. 
 
Compete à União, em caráter geral, e aos estados e ao Distrito Federal, em caráter suplementar, legislar 
concorrentemente sobre procedimentos em matéria processual. 
Comentário: 
 
Constituição Federal 
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: 
 
XI - procedimentos em matéria processual; 
 
§ 1º No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. 
 
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30 
§ 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos 
Estados. 
 
 
Gabarito: Correto. 
(FGV/Câmara Municipal de São Paulo - SP /2024) 
27) João, Prefeito do Município Alfa, almejava homenagear um famoso e já falecido cantor, nascido e criado 
no território do referido Município, e que sempre exaltava suas origens nas apresentações que realizava nos 
distintos quadrantes do mundo. 
Ao consultar sua assessoria sobre a possibilidade de o Chefe do Poder Executivo atribuir a um logradouro 
público o nome do referido cantor, foi-lhe corretamente informado que 
A) deve ser reconhecida a competência do Prefeito Municipal, ainda que a Lei Orgânica Municipal tenha reconhecido 
a competência da Câmara, sendo que cada qual atuará no âmbito de suas atribuições. 
B) por ser matéria tipicamente administrativa, afeta à gestão do espaço público e que não importa na sua 
disponibilidade, compete apenas ao Prefeito Municipal a disciplina da matéria por decreto. 
C) se trata de matéria tipicamente legal, considerando os reflexos na ordenação do território e na propriedade de 
terceiros, logo, deve ser apresentado projeto de lei à Câmara Municipal. 
D) essa competência será da Câmara Municipal ou do Prefeito Municipal conforme dispuser a Lei Orgânica 
Municipal. 
E) o Prefeito Municipal pode exercer essa competência, desde que tenha sido editada lei delegada nesse sentido. 
Comentário: 
 
Letra A: Correta. 
 
De acordo com a jurisprudência do STF: Tema Repercussão n°1070, tese: "É comum aos poderes Executivo 
(decreto) e Legislativo (lei formal) a competência destinada a denominação de próprios, vias e logradouros públicos 
e suas alterações, cada qual no âmbito de suas atribuições". 
 
 
Letra B: Errada. 
 
O STF entende que a competência é comum ao Executivo e ao Legislativo. 
 
 
Letra C: Errada. 
 
A alteração de nome de logradouro pode ser feita também por decreto do Poder Executivo. 
 
 
Letra D: Errada. 
 
De acordo com o STF, a lei orgânica não pode afastar a iniciativa concorrente do Executivo e do Legislativo. 
 
 
Letra E: O prefeito pode exercer a competência por decreto, não necessitando de lei delegada. 
 
Gabarito: Letra A. 
(FGV/Câmara Municipal de São Paulo - SP /2024) 
28) O Partido Político Alfa, com grande representatividade junto às Câmaras Municipais de todos os 
quadrantes da Federação, realizou um Congresso no Município X, Capital do Estado Beta. Durante a 
plenária, os vereadores dos Municípios W, X, Y e Z fizeram discursos inflamados, em que fizeram duras 
críticas aos prefeitos dos respectivos Municípios. 
Considerando os balizamentos oferecidos pela sistemática constitucional, é correto afirmar que 
A) alguns dos vereadores podem ser responsabilizados, mas não será possível que todos o sejam. 
B) em razão da imunidade material, nenhum dos vereadores pode ser responsabilizado por suas críticas. 
C) todos os vereadores podem ser responsabilizados, já que as críticas não foram proferidas no recinto de suas 
respectivasCasas Legislativas. 
D) a inviolabilidade dos vereadores por suas opiniões, palavras e votos é idêntica à dos parlamentares federais, 
estaduais e distritais, o que impede a sua responsabilização. 
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31 
E) em razão do direito fundamental à crítica, que ampara os brasileiros, os vereadores não podem ser 
responsabilizados, pois não se despem de sua condição de cidadãos. 
Comentário: 
 
Letra A: Correta. 
 
A questão gerou um pouco de polêmica, mas a banca deu como correta a letra A. 
 
De acordo com a sistemática constitucional brasileira, os vereadores têm direito à imunidade parlamentar no 
exercício de suas funções, que inclui a imunidade material (ou imunidade por opiniões, palavras e votos). No entanto, 
essa imunidade não é absoluta e possui limitações. 
 
No caso descrito, os vereadores fizeram discursos inflamados durante um evento partidário, não no exercício das 
atividades parlamentares nas suas respectivas Casas Legislativas. Portanto, essas manifestações podem ser 
passíveis de responsabilização, pois ocorreram fora do contexto das funções legislativas. 
 
A imunidade parlamentar não protege discursos proferidos em eventos partidários ou fora do exercício das 
atividades legislativas, especialmente quando envolvem críticas diretas a terceiros, como prefeitos. Assim, alguns 
dos vereadores envolvidos nos discursos inflamados podem ser responsabilizados pelas críticas feitas, 
especialmente se configurarem calúnia, difamação ou injúria. 
 
 
Letra B: Errada. 
 
A imunidade material não protege os vereadores de todas as formas de responsabilização, sendo assim eles ainda 
podem ser responsabilizados. 
 
 
Letra C: Errada. 
 
O simples fato de as críticas não terem sido feitas dentro das suas respectivas Casas Legislativas não implica 
necessariamente que todos os vereadores possam ser responsabilizados. 
 
 
Letra D: Errada. 
 
Apesar da inviolabilidade dos vereadores ser parecida com a dos parlamentares federais, estaduais e distritais, isso 
não os isenta totalmente de responsabilidade. 
 
 
Letra E: Errada. 
 
O direito fundamental à crítica não impede que os vereadores sejam responsabilizados, principalmente quando as 
críticas são consideradas difamatórias ou injuriosas. 
 
Gabarito: Letra A. 
(FGV/Câmara Municipal de São Paulo - SP /2024) 
29) Após detectar que a Lei Orgânica do Município Beta não dispunha sobre os critérios de escolha do Chefe 
do Poder Executivo, na hipótese de dupla vacância dos cargos de Prefeito Municipal e de Vice-Prefeito 
Municipal no último biênio do mandato, o Vereador João iniciou estudos com o objetivo de verificar a razão 
de ser dessa omissão e as medidas passíveis de serem adotadas para supri-la. 
Ao fim de suas reflexões, João concluiu corretamente que 
A) a matéria está disciplinada na Constituição da República em relação ao Presidente e ao Vice-Presidente da 
República, devendo ser reproduzida, por simetria, nos demais níveis federativos. 
B) cabe à Lei Orgânica disciplinar a matéria, sendo vedado o estabelecimento de qualquer critério de escolha que 
não seja a eleição direta, o que decorre do princípio democrático. 
C) o critério de escolha deve ser estabelecido por Beta, podendo ser adotado tanto o critério de eleição direta como 
o de eleição indireta. 
D) a disciplina deve ser realizada pela Constituição do Estado, de modo que os Municípios situados em seu território 
sigam uma norma uniforme. 
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32 
E) como a matéria envolve o exercício da cidadania e uma disciplina própria do direito eleitoral, cabe à lei federal 
dispor sobre a temática. 
Comentário: 
 
Letra A: Errada. 
 
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que as regras estabelecidas na Constituição Federal para o Presidente 
e Vice-Presidente da República não são obrigatoriamente aplicáveis aos outros níveis federativos. 
 
 
Letra B: Errada. 
 
O STF concedeu autonomia política aos municípios para regulamentarem a matéria em suas leis orgânicas, sem 
estabelecer a obrigatoriedade absoluta de realização de eleição direta. 
 
 
Letra C: Correta. 
 
De acordo com a Constituição Federal, Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, 
far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga. § 1º Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do 
período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso 
Nacional, na forma da lei. (...) 
 
A Lei Orgânica é a norma fundamental do município, equivalente à Constituição municipal, e nela devem estar 
previstos os critérios para escolha do substituto do prefeito em caso de vacância dupla. Não há uma 
obrigatoriedade de eleição direta nesse caso específico; a Lei Orgânica pode estabelecer a forma de eleição 
direta ou indireta, como assembleia legislativa ou câmara municipal, dependendo das disposições locais. 
 
A conclusão correta de João é que a matéria deve ser disciplinada pela Lei Orgânica do Município Beta, podendo 
ser adotado tanto o critério de eleição direta como o de eleição indireta, de acordo com as normas e procedimentos 
estabelecidos na legislação municipal. 
 
 
Letra D: Errada. 
 
Os municípios têm autonomia política para abordar sobre esse assunto em suas leis orgânicas, não sendo 
necessário que haja previsão na Constituição dos Estados. 
 
 
Letra E: Errada. 
 
Os municípios podem tratar sobre o assunto na lei orgânica. 
 
Gabarito: Letra C. 
(FGV/Câmara Municipal de São Paulo - SP /2024) 
30) A Assembleia Legislativa do Estado Alfa, com forte apoio popular, promulgou a Emenda Constitucional 
nº X, que alterou a Constituição do Estado Alfa, de modo a autorizar que fosse decretada a intervenção 
espontânea nos Municípios situados no território desse Estado, caso fosse detectado atraso no pagamento 
da dívida flutuante por lapso superior a seis meses, embora houvesse disponibilidade orçamentária e 
financeira para o respectivo pagamento. 
Irresignado com o teor da reforma constitucional, o Presidente da Câmara Municipal de Beta solicitou à 
Procuradoria que analisasse a compatibilidade da referida Emenda com a Constituição da República. 
Foi corretamente respondido ao Presidente que a Emenda Constitucional nº X 
A) apesar de ter inovado em relação à causa de intervenção, apenas conferiu detalhamento a um princípio 
constitucional estabelecido. 
B) é inconstitucional, pois a Constituição da República não contempla hipóteses de intervenção espontânea do 
Estado em seus Municípios. 
C) estabeleceu hipótese de intervenção inédita, não contemplada na Constituição da República, afrontando a 
autonomia municipal. 
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33 
D) apenas observou o princípio da simetria constitucional, estando ajustada à Constituição da República ao 
reproduzir um de seus comandos. 
E) embora tenha reproduzido uma causa de intervenção prevista na Constituição da República, atribuiu-lhe caráter 
espontâneo, embora exija provocação, sendo, portanto, inconstitucional. 
Comentário: 
 
Letra A: Errada. 
 
A Emenda estabeleceu uma nova hipótese de intervenção, a qual não está prevista na Constituição da República, 
sendo assim a afirmativa está errada. 
 
Letra B: Errada. 
 
a Constituição da República prevê hipóteses de intervenção nos estados e municípios, e a Emenda não 
necessariamente afronta a Constituição Federal apenas por criar uma nova causa de intervenção. 
 
Letra C: Correta.Constituição Federal 
Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território 
Federal, exceto quando: 
 
I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada; 
 
II - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei; 
 
III - não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino; 
 
III - não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino 
e nas ações e serviços públicos de saúde; 
 
IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados 
na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial. 
 
A Emenda Constitucional nº X estabeleceu uma hipótese de intervenção inédita não contemplada na Constituição 
da República, o que pode ser considerado uma afronta à autonomia municipal, pois cria uma situação de intervenção 
mais abrangente do que a prevista pela Constituição Federal. 
 
Letra D: Errada. 
 
A Emenda não apenas observou o princípio da simetria constitucional ao reproduzir um comando da Constituição 
da República, pois introduziu uma nova causa de intervenção não prevista na Constituição Federal. 
 
Letra E: Errada. 
 
A Emenda não reproduziu uma causa de intervenção prevista na Constituição da República, mas sim criou uma 
nova causa de intervenção, tornando-a espontânea e mais ampla do que a prevista na Constituição Federal. 
 
Gabarito: Letra C. 
(FGV/Câmara Municipal de São Paulo - SP /2024) 
31) O Município Alfa foi desmembrado do Município Beta, em 31 de janeiro de 2006, por força da Lei estadual 
nº X, publicada na referida data. Acresça-se que foram realizados amplos estudos de viabilidade do novel 
Município, todos favoráveis ao referido desmembramento, sendo este requisito previsto na legislação 
estadual. Anos depois, instalou-se um litígio entre os Municípios Alfa e Beta em relação à cobrança do 
imposto sobre a propriedade territorial urbana, tendo por objeto os imóveis situados no território de Alfa. 
O litígio decorreu do fato de Beta considerar o desmembramento inconstitucional, tendo em vista a 
inexistência de lei complementar federal dispondo sobre o período em que o desmembramento poderia ser 
realizado. 
À luz da sistemática vigente, é correto afirmar que a Lei estadual nº X, para fins de resolução do litígio, 
 
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A) somente será considerada inconstitucional se não tiver sido antecedida de consulta prévia à população de Beta. 
B) é constitucional, considerando que o desmembramento de Municípios não envolve normas editadas pela União, 
como sustentado por Beta. 
C) é inconstitucional, considerando que a ausência de lei complementar federal obsta o início do processo de 
desmembramento de Municípios. 
D) é inconstitucional, pois a matéria é própria de lei complementar estadual, não de lei ordinária, não sendo exigida 
qualquer intervenção legislativa da União. 
E) é constitucional, considerando a convalidação, por emenda constitucional, dos desmembramentos realizados 
com inobservância das regras constitucionais, ainda que não tenha sido realizada a consulta prévia à população de 
Beta. 
Comentário: 
 
Letra A: Correta. 
 
Constituição Federal 
Art. 18 § 4º, a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, 
dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante 
plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, 
apresentados e publicados na forma da lei. 
 
 
Em algumas situações, especialmente em desmembramentos municipais controversos, a legislação estadual pode 
exigir procedimentos adicionais, como a consulta à população afetada diretamente pelo desmembramento. 
 
Se a lei estadual não previu ou não realizou uma consulta prévia à população do Município Beta antes de promover 
o desmembramento, isso poderia gerar questionamentos sobre a constitucionalidade da lei ou sobre a legitimidade 
do processo de desmembramento. 
 
Letra B: Errada. 
 
A Constituição Federal estabelece que o desmembramento de municípios deve ocorrer dentro do período 
determinado por Lei Complementar Federal. 
 
 
Letra C: Errada. 
 
A Constituição Federal estabelece que o desmembramento de municípios deve ocorrer dentro do período 
determinado por Lei Complementar Federal. 
 
Letra D: Errada. 
 
A Constituição Federal estabelece que o desmembramento de municípios deve ser feito por Lei Estadual, sem 
especificar se deve ser uma lei ordinária ou complementar. 
 
Letra E: 
 
A Constituição Federal não prevê a convalidação citada na alternativa. 
 
Gabarito: Letra A. 
(FGV/Câmara Municipal de São Paulo - SP /2024) 
32) O Município Alfa, após longo litígio estabelecido com a União, logrou êxito em obter provimento 
jurisdicional que lhe foi favorável, o qual veio a transitar em julgado. Em momento no qual a formação do 
respectivo precatório ainda se encontrava em curso, o Procurador-Geral do Município recebeu minuta de 
convênio a ser celebrado entre Alfa e a União, no qual este último ente inserira cláusula que lhe autorizava 
a abater os valores devidos por Alfa, em razão do ajuste, do montante correspondente aos precatórios 
federais existentes, nos quais esse Município figure como credor. 
Ao analisar a minuta, o Procurador-Geral concluiu corretamente que esse documento 
 
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A) está em harmonia com a Constituição da República, que permite apenas à União adotar este mecanismo de 
compensação. 
B) está em desacordo com a autonomia política de Alfa, ao permitir que outro ente federativo deixe de lhe repassar 
os recursos a que faz jus. 
C) afronta a coisa julgada, na medida em que o precatório é a forma de instrumentalizar o cumprimento da sentença 
judicial transitada em julgado. 
D) afronta o referencial de isonomia, pois a União poderá obter diretamente os valores a que fizer jus, enquanto Alfa 
precisou recorrer à sistemática de precatórios. 
E) apresenta plena juridicidade, pois explicitou um instrumento de compensação previsto na ordem constitucional 
para a União, os Estados e seus entes da administração indireta, que independe de previsão contratual. 
Comentário: 
 
A cláusula que permite à União abater os valores devidos por Alfa do montante correspondente aos precatórios 
federais nos quais Alfa figure como credor é um mecanismo de compensação de créditos. No entanto, a questão 
crucial aqui é se esse tipo de compensação é permitido constitucionalmente. 
 
A Constituição da República, em seu artigo 100, estabelece as regras gerais para o pagamento de precatórios. 
 
Portanto, ao permitir que a União utilize esse mecanismo de compensação em um convênio com o Município Alfa, 
a cláusula da minuta está em conformidade com a Constituição da República. A banca provavelmente baseou-se 
nesse entendimento, destacando que a autorização para a compensação de débitos com créditos é uma 
prerrogativa constitucionalmente estabelecida para a União. 
Gabarito: Letra A. 
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33) Acerca da organização político-administrativa do Estado brasileiro, julgue o próximo item. 
 
É competência comum da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios proporcionar os meios de acesso 
à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação. 
Comentário: 
 
É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: V proporcionar os meiosde 
acesso à cultura, à educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação, conforme o art. 23 da Constituição 
Federal. 
 
Gabarito: Correto. 
(CESPE / CEBRASPE /CNPQ /2024) 
34) Acerca da organização político-administrativa do Estado brasileiro, julgue o próximo item. 
 
Compete à União, aos estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre tecnologia, pesquisa, 
desenvolvimento e inovação. 
Comentário: 
 
De acordo com a Constituição Federal: 
 
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: 
 
IX - educação, cultura, ensino, desporto, ciência, tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e inovação; 
 
Gabarito: Correto. 
 
 
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Direito Constitucional (Intervenção Federal e Estadual) - Questões 
 
 
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Intervenção Federal e Estadual 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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(VUNESP/FITO/2020) 
01) A Constituição do Estado Alfa estabeleceu hipótese de intervenção estadual nos Municípios pelo não 
pagamento da dívida fundada, nos casos os quais o inadimplemento não esteja vinculado à gestão anterior. 
Diante do exposto e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que essa hipótese de 
intervenção é 
A) constitucional, pois o Estado tem autonomia para definir, em sua Constituição, as hipóteses de intervenção nos 
municípios. 
B) inconstitucional, pois o dispositivo da Constituição estadual acrescentou hipótese de intervenção estadual nos 
Municípios não prevista na Constituição da República. 
C) constitucional, pois a referida norma prevista na Constituição estadual é a repetição da norma prevista na 
Constituição Federal. 
D) inconstitucional, pois o referido dispositivo restringiu a hipótese de intervenção estadual nos Municípios prevista 
na Constituição da República e tais preceitos são de observância obrigatória por parte dos Estados-membros. 
E) constitucional, pois o referido dispositivo da Constituição estadual apenas restringiu a hipótese de intervenção 
estadual nos Municípios prevista na Constituição da República. 
 
 
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Gabarito 
1 D 21 
2 22 
3 23 
4 24 
5 25 
6 26 
7 27 
8 28 
9 29 
10 30 
11 31 
12 32 
13 33 
14 34 
15 35 
16 36 
17 37 
18 38 
19 39 
20 40 
 
 
 
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Questões Comentadas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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(FGV/AL-PR/2024) 
01) A Constituição do Estado Alfa estabeleceu hipótese de intervenção estadual nos Municípios pelo não 
pagamento da dívida fundada, nos casos os quais o inadimplemento não esteja vinculado à gestão anterior. 
Diante do exposto e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que essa hipótese de 
intervenção é 
A) constitucional, pois o Estado tem autonomia para definir, em sua Constituição, as hipóteses de intervenção nos 
municípios. 
B) constitucional, pois o dispositivo da Constituição estadual acrescentou hipótese de intervenção estadual nos 
Municípios não prevista na Constituição da República. 
C) constitucional, pois a referida norma prevista na Constituição estadual é a repetição da norma prevista na 
Constituição Federal. 
D) inconstitucional, pois o referido dispositivo restringiu a hipótese de intervenção estadual nos Municípios prevista 
na Constituição da República e tais preceitos são de observância obrigatória por parte dos Estados-membros. 
E) constitucional, pois o referido dispositivo da Constituição estadual apenas restringiu a hipótese de intervenção 
estadual nos Municípios prevista na Constituição da República. 
Comentário: 
 
Letra A: Errada. 
 
Essa hipótese de intervenção é inconstitucional, pois as intervenções devem estar de acordo com os princípios e 
limites estabelecidos pela Constituição Federal. 
 
 
Letra B: Errada. 
 
O acréscimo de uma nova hipótese de intervenção estadual nos municípios pela Constituição estadual não prevista 
na Constituição da República pode ser considerado inconstitucional. 
 
 
Letra C: Errada. 
 
A norma prevista na Constituição estadual não é simplesmente uma repetição da norma da Constituição Federal; 
pelo contrário, ao estabelecer novas hipóteses de intervenção, a Constituição Estadual precisa respeitar os limites 
e princípios estabelecidos na Constituição Federal. 
 
Letra D: Correta. 
 
Constituição Federal 
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para: 
 
a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior; 
 
Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território 
Federal, exceto quando: 
 
I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada; 
 
Ao restringir a hipótese de intervenção estadual nos Municípios apenas ao não pagamento da dívida fundada nos 
casos em que o inadimplemento não esteja vinculado à gestão anterior, a Constituição do Estado Alfa estaria 
violando a norma constitucional federal. Assim, a resposta correta é a letra D, pois essa restrição é considerada 
inconstitucional à luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 
 
Letra E: Errada. 
 
O dispositivo da Constituição estadual não apenas restringiu a hipótese de intervenção estadual nos municípios 
prevista na Constituição da República, mas também acrescentou uma nova condição, o que pode ser considerado 
inconstitucional se essa nova condição entrar em conflito com os preceitos constitucionais federais. 
 
Gabarito: Letra D.
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Administração Pública 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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(FGV/AL-PR /2024) 
01) A Constituição Federal de 1988 do Brasil define os princípios da Administração Pública, delineados no 
Art. 37, como fundamentais para uma gestão transparente,responsável e voltada para o bem-estar da 
sociedade como um todo. 
Assinale a opção que compreende uma característica do princípio da impessoalidade. 
A) Exigência de atender os fins de interesse geral, sendo vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou 
competências. 
B) Vedação de conceder direitos de qualquer espécie, criar obrigações ou impor vedações aos administrados. 
C) Proibição de incluir nomes, símbolos ou imagens que caracterizem a promoção pessoal de autoridades ou 
servidores públicos. 
D) Exigência da ampla divulgação dos atos praticados pela Administração Pública, ressalvadas as hipóteses de 
sigilo previstas em lei. 
E) Imposição a todo agente público de realizar suas atribuições com presteza, perfeição e rendimento funcional. 
(FGV/TJ-AP/2024) 
02) Nair, servidora pública ocupante de cargo de provimento efetivo, logrou ser eleita vereadora no 
município em que é domiciliada. 
Preocupada com a possibilidade de conciliar o cargo público com a vereança, analisou os balizamentos 
estabelecidos pela Constituição da República, tendo concluído corretamente que: 
A) deve ser afastada do cargo de provimento efetivo durante o mandato; 
B) deve optar por um ou outro, pois a acumulação de cargos públicos é vedada; 
C) deve receber a contraprestação estipendial correspondente a ambos, caso acumule os cargos; 
D) pode acumular ambos os cargos caso tenha obtido a estabilidade no cargo de provimento efetivo; 
E) tem o direito subjetivo de acumular os cargos, independentemente do cumprimento de qualquer requisito 
específico. 
(CESPE-CEBRASPE /PC-PE/2024) 
03) Com relação aos servidores públicos, assinale a opção correta. 
A) Quaisquer servidores públicos eleitos para exercer mandato eletivo precisam afastar-se do exercício de suas 
funções anteriores. 
B) O tempo de serviço do servidor afastado para exercer mandato eletivo contará para todos os fins legais, inclusive 
para efeito de promoções por merecimento. 
C) Os servidores públicos em geral gozam das garantias de estabilidade e efetividade. 
D) O tempo de serviço prestado a um ente da federação deve ser computado no estágio probatório do servidor 
aprovado para cargo de outro ente. 
E) A legislação infraconstitucional não pode, em princípio, definir a remuneração de um cargo público como 
percentual da remuneração de outro cargo. 
(CESPE-CEBRASPE /ITAIPU BINACIONAL/2024) 
04) No que se refere à administração pública direta e indireta dos Poderes da União, dos estados, do Distrito 
Federal e dos municípios, assinale a opção correta, com base na Constituição Federal de 1988 (CF). 
A) É vedado ao servidor público civil e militar o exercício do direito de greve. 
B) É garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical, desde que exercido nos termos e nos 
limites definidos em lei específica. 
C) Os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros natos que preencherem os requisitos 
estabelecidos em lei, excluindo-se os estrangeiros, na forma da lei. 
D) A publicidade dos atos, dos programas, das obras, dos serviços e das campanhas dos órgãos públicos deverá 
ter caráter informativo de orientação político-partidária, garantindo a livre informação e a transparência dos atos 
administrativos. 
E) São princípios aos quais deve obedecer a administração pública brasileira: a legalidade, a impessoalidade, a 
moralidade, a publicidade e a eficiência. 
(FGV /CGM de Belo Horizonte - MG/2024) 
05) Certo Município realizou concurso público para o preenchimento de cargos efetivos no âmbito da 
auditoria interna, cujo edital previa a existência de 10 (dez) vagas. O certame transcorreu regularmente, 
sendo certo que, após a sua homologação, existiam 15 (quinze) candidatos aprovados e devidamente 
classificados. 
Ocorre que o mencionado ente federativo, em decorrência de circunstâncias supervenientes, excepcionais 
e graves, não realizou a pronta nomeação e posse dos candidatos aprovados no prazo de validade inicial 
do concurso, que era de dois anos, prorrogando-o por igual período, sob a motivação da necessidade de 
realização da investidura em momento mais oportuno para o interesse público. 
Diante dessa situação hipotética, à luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, assinale a afirmativa 
correta. 
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A) Os candidatos aprovados dentro do número de vagas previsto no edital têm mera expectativa de direito com 
relação à sua nomeação e posse, que se submete à discricionariedade da Administração quanto ao momento da 
investidura, mesmo após o transcurso do respectivo prazo de validade prorrogado. 
B) Os candidatos aprovados dentro do número de vagas previsto no edital têm direito subjetivo à nomeação e posse 
durante o prazo de validade do certame, inexistindo, por conseguinte, discricionariedade para a Administração com 
relação ao momento em que promoverá as respectivas investiduras. 
C) Os candidatos aprovados dentro do número de vagas previsto no edital têm mera expectativa de direito com 
relação à sua nomeação e posse durante o prazo de validade inicial do certame, em relação ao qual há 
discricionariedade da Administração acerca do momento mais oportuno, que se convola em direito subjetivo à 
imediata investidura após a prorrogação. 
D) Os candidatos aprovados dentro do número de vagas previsto no edital têm direito subjetivo à nomeação e posse, 
mas a Administração tem discricionariedade para decidir o momento mais oportuno para realizar as investiduras, 
razão pela qual eles devem aguardar o transcurso do prazo de validade, ainda que prorrogado, para exigir em Juízo 
os respectivos provimentos. 
(FGV /CGM de Belo Horizonte - MG/2024) 
06) Fabiana ocupa cargo exclusivamente em comissão, destinado à atribuição de assessoramento, e acabou 
de descobrir que está grávida, razão pela qual está muito preocupada com a sua situação funcional. 
Diante do aludido contexto, à luz das normas constitucionais acerca dos servidores públicos e da orientação 
do Supremo Tribunal Federal acerca da matéria, assinale a afirmativa correta. 
A) Fabiana deve ter assegurada a estabilidade provisória desde a confirmação da gravidez até 5 meses após o 
parto, não obstante as peculiaridades atinentes aos cargos em comissão. 
B) Fabiana adquire a garantia da estabilidade assegurada aos servidores que preencham tal requisito, após três 
anos de efetivo exercício no cargo em comento. 
C) Fabiana goza da garantia da estabilidade no serviço público, mas não no cargo que ocupa, tendo em vista que 
apenas os servidores efetivos podem ocupar cargo em comissão. 
D) Por se tratar de cargo de livre nomeação e exoneração, caso Fabiana não tenha realizado concurso e alcançado 
a estabilidade em decorrência de cargo efetivo, a ela não pode ser assegurada a estabilidade provisória desde a 
confirmação da gravidez até 5 meses após o parto. 
(FGV /TJ-SC/2024) 
07) José, servidor público do Estado Ômega, é namorado de Maria, que dá à luz gêmeos, filhos de José. 
Lamentavelmente, Maria falece no parto dos filhos do casal. José declara no registro civil a paternidade de 
ambas as crianças e, munido das certidões de nascimento, requer o afastamento do serviço, sem prejuízo 
da remuneração, pelo prazo de 120 dias, à semelhança do que sucede com a licença-maternidade, prevista 
na legislação de regência. 
 
O pedido de José: 
A) pode ser deferido, mas depende de juízo de conveniência e oportunidade do governador do Estado Ômega, que 
pode decidir no caso de omissão da lei; 
B) deve ser totalmente deferido, pois José tem o direito e o dever de prestar assistência às crianças recém-nascidas, 
cuja proteção integral deve ser assegurada; 
C) deve ser parcialmente deferido, pois José tem presunção de suficiência econômica, cabendo-lhe o afastamento, 
mas sem direito à remuneração no período correspondente; 
D) deveser indeferido, pois não há regra na legislação de regência que assegure esse direito, que é restrito às 
mães, aplicando-se ao caso o princípio da legalidade estrita; 
E) pode ser deferido, mas depende de juízo de conveniência e oportunidade do chefe imediato de José, dado que 
o afastamento pode prejudicar a eficiência administrativa. 
(FGV /TJ-SC/2024) 
08) Lei Municipal criou quinze cargos em comissão de assessor de gabinete governamental, assessor 
executivo de secretário municipal, assessor de gabinete de secretário municipal, assessor de gabinete de 
coordenador municipal e assessor de implementação de políticas públicas, deixando a critério do Poder 
Executivo disciplinar e fixar as atribuições inerentes aos referidos cargos. O município em questão possui 
vinte e cinco cargos de provimento efetivo. 
Diante do exposto e da jurisprudência do STF, a referida norma é: 
A) constitucional, pois as atribuições dos cargos em comissão devem ser descritas pelo Poder Executivo, em 
observância ao princípio da separação de poderes; 
B) constitucional, pois a criação dos cargos deve pressupor a necessária relação de confiança entre a autoridade 
nomeante e o servidor nomeado; 
C) inconstitucional, pois as atribuições dos cargos em comissão devem estar descritas, de forma clara e objetiva, 
na própria lei que os instituir; 
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D) constitucional, pois a criação dos referidos cargos em comissão se justifica para o exercício de funções de 
direção, chefia e assessoramento, bem como para o desempenho de atividades burocráticas, técnicas ou 
operacionais; 
E) inconstitucional, pois o número de cargos comissionados criados deve guardar proporcionalidade com a 
necessidade que eles visam suprir, não havendo relação com o número de servidores ocupantes de cargos efetivos 
no município. 
(FGV /TJ-SC/2024) 
09) À luz da CF e da jurisprudência do STF, julgue os seguintes itens. 
 
I Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função 
pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, 
sem prejuízo da ação penal cabível. 
II Os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos estrangeiros, na forma da lei. 
III A administração pública pode anular os próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, 
ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade. 
Assinale a opção correta. 
A) Apenas o item I está certo. 
B) Apenas o item III está certo. 
C) Apenas os itens I e II estão certos. 
D) Apenas os itens II e III estão certos. 
E) Todos os itens estão certos. 
(CESPE-CEBRASPE/PC-PE /2024) 
10) Julgue os seguintes itens, com base no texto da CF vigente e na jurisprudência do Supremo Tribunal 
Federal (STF). 
I A organização político-administrativa do Brasil compreende a União, os estados, o Distrito Federal e os 
municípios, todos dotados de autonomia, nos termos da CF. 
II É vedado ao estado de Pernambuco estabelecer idade e tempo de contribuição diferenciados para 
aposentadoria dos ocupantes dos cargos de agente e de escrivão da Polícia Civil de Pernambuco. 
III Segundo o STF, o exercício do direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade, é vedado aos policiais 
civis e a todos os servidores públicos que atuem diretamente na área de segurança pública. 
 
Assinale a opção correta. 
A) Apenas o item I está certo. 
B) Apenas o item II está certo. 
C) Apenas os itens I e III estão certos. 
D) Apenas os itens II e III estão certos. 
E) Todos os itens estão certos. 
(CESPE-CEBRASPE/Prefeitura de Camaçari - BA/2024) 
11) Acerca da estabilidade do servidor público, assinale a opção correta de acordo com a CF. 
A) Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com a 
remuneração integral do último cargo ocupado. 
B) O servidor público nomeado para cargo de provimento efetivo mediante concurso público adquire a estabilidade 
após dois anos de efetivo exercício. 
C) A perda do cargo por servidor público estável poderá ocorrer mediante procedimento de avaliação periódica de 
desempenho, assegurada ampla defesa. 
D) O servidor público estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado. 
E) Cumprido o requisito temporal para a obtenção da estabilidade, será garantido ao servidor público tal benefício. 
(FGV/MPE-GO /2024) 
12) Determinado candidato estrangeiro, embora aprovado, foi excluído do concurso público para 
provimento de cargo de professor em universidade federal, em razão da sua nacionalidade. 
 
Diante do exposto e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que o referido 
candidato 
A) tem direito líquido e certo à nomeação em concurso público para provimento de cargo de professor em 
universidade púbica, nos termos da Constituição Federal, mesmo que a restrição da nacionalidade esteja expressa 
no edital do certame e sem a necessidade de estar devidamente justificada. 
B) não tem direito líquido e certo à nomeação em concurso público para provimento de cargo de professor de 
universidades pública, nos termos da Constituição Federal, ainda que a autorização de outra nacionalidade esteja 
expressa no edital do certame. 
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C) não tem direito líquido e certo à nomeação em concurso público para provimento de cargos de professor em 
universidade pública, mesmo que a restrição da nacionalidade esteja expressa no edital do certame, com o exclusivo 
objetivo de preservar o interesse público. 
D) tem direito líquido e certo à nomeação em concurso público para provimento de cargo de professor em 
universidade pública, salvo se a restrição da nacionalidade estiver expressa no edital do certame, com o exclusivo 
objetivo de preservar o interesse público e desde que, sem prejuízo de controle judicial, devidamente justificada. 
E) não tem direito líquido e certo à nomeação em concurso público para provimento de cargos de professor em 
universidades pública, já que a Constituição Federal veda expressamente que estrangeiro possa exercer a atividade 
de magistério público no ensino superior. 
(FGV/PC-SC/2024) 
13) A segurança pública é serviço a ser prestado pelo Estado para a preservação da ordem pública e da 
proteção da integridade das pessoas e do patrimônio. O artigo 144 da CF/88 enumera os órgãos atuantes 
neste domínio. 
 
Com base nas regras constitucionais vigentes e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre a 
segurança pública, analise os itens a seguir: 
 
I. É inconstitucional o exercício do direito de greve por parte dos integrantes de todas as carreiras policiais 
enumeradas no artigo 144 da CF/88. 
II. Às Polícias Civis são atribuídas as funções de polícia judiciária, de segurança dos estabelecimentos 
prisionais e de investigação de infrações penais, com ressalva das de competência da União e de natureza 
militar. 
III. As Polícias Militares, subordinadas à autoridade suprema do Presidente da República, possuem as 
atribuições de policiamento ostensivo e da preservação da ordem pública. 
 
Está correto o que se afirma em 
A) I, II e III. 
B) I e II, apenas. 
C) I e III, apenas. 
D) II e III, apenas. 
E) I, apenas. 
(FGV/PC-SC/2024) 
14) Diretor de determinado órgão policial do Estado edita a Portaria XXX/2021 que determina que todos os 
processos do Sistema Eletrônico de Informações do órgão sejam cadastrados com nível de acesso restrito 
ou sigiloso e, com isso, impedindo o acesso público. 
 
Com base na situação hipotética descrita e na ordem constitucional vigente, analise as afirmativas a seguir. 
 
I. A Portaria XXX/2021viola a liberdade de informação do Art. 5º, inciso XXXIII, da CF/88, que estabelece 
como regra a publicidade das informações mantidas por órgãos do Estado. 
II A Portaria XXX/2021 não viola a liberdade de informação do Art. 5º, inciso XXXIII, da CF/88, dado que o 
sigilo de qualquer informação mantida por órgãos policiais é imprescindível à segurança da sociedade e do 
Estado. 
III. O ato de qualquer órgão do Estado restritivo à publicidade das informações deve ser justificado objetiva, 
específica e formalmente. 
 
Está correto o que se afirma em 
A) I, II e III. 
B) I e II, apenas. 
C) I e III, apenas. 
D) II e III, apenas. 
E) II, apenas. 
(CESPE-CEBRASPE/CAU-BR /2024) 
15) Acerca dos direitos e das garantias fundamentais e da organização do Estado brasileiro, julgue o 
próximo item. 
 
É vedada a instituição de bônus de eficiência e produtividade por lei para servidores públicos que recebem sua 
remuneração sob a sistemática de vencimentos, porquanto, nesse caso, é vedado o acréscimo de qualquer 
gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória. 
(CESPE-CEBRASPE/Prefeitura de Camaçari - BA/2024) 
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16) Segundo a Constituição Federal de 1988, órgãos e entidades da administração pública direta e indireta 
poderão ter ampliadas autonomias mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o poder 
público, tendo por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou a entidade. Essa previsão 
constitucional abrange as autonomias 
A) gerencial, financeira e orçamentária. 
B) legislativa, operacional e financeira. 
C) orçamentária, operacional e legislativa. 
D) gerencial, legislativa e orçamentária. 
E) financeira, legislativa e orçamentária. 
(CESPE-CEBRASPE/Prefeitura de Camaçari - BA/2024) 
17)No município de Camaçari, estão vagos os cargos públicos A, B, C, D e E, descritos a seguir. 
A – professor universitário municipal B – cargo técnico em secretaria municipal C – cargo científico em 
autarquia municipal D – cargo técnico em fundação pública municipal E – cargo científico em empresa 
pública municipal 
 
Nessa situação hipotética, havendo compatibilidade de horários, nos termos da Constituição Federal de 
1988, observado o teto remuneratório previsto constitucionalmente, poderão ser cumulados os cargos 
A) A e B. 
B) C e E. 
C) B e C. 
D) C e D. 
E) B e D. 
(FGV/Câmara Municipal de São Paulo - SP/2024) 
18) Certo Município fez editar a Lei XYZ que estabeleceu que os servidores estáveis que mantêm vínculo 
com o mencionado ente federativo, quando designados para o exercício de cargo em comissão, fazem jus 
à indenização de representação correspondente a 80% da remuneração estabelecida em lei para o regular 
exercício das atribuições de direção, chefia e assessoramento. 
A compatibilidade da mencionada norma com a Constituição da República foi questionada pelas vias 
pertinentes, notadamente nas situações em que o pagamento de tal retribuição somado aos vencimentos 
do servidor ultrapassa o teto constitucional, sob o argumento de que tal verba não tem caráter indenizatório, 
mas remuneratório. 
Diante dessa situação hipotética, à luz das disposições constitucionais pertinentes e da jurisprudência do 
Supremo Tribunal Federal acerca da remuneração dos servidores públicos e do teto constitucional, é 
correto afirmar que a Lei XYZ é 
A) incompatível com a Constituição, na medida em que a nomeação do servidor para o cargo em comissão em 
questão corresponde à acumulação de cargos, sendo certo que o somatório das remunerações deve respeitar o 
teto constitucional. 
B) compatível com a Constituição, pois as verbas remuneratórias decorrentes de lei para os servidores do Poder 
Executivo municipal não se submetem ao teto constitucional, considerando que o aludido patamar se aplica apenas 
às remunerações estabelecidas por Decreto. 
C) incompatível com a Constituição, pois não há na hipótese evidência de que a verba em questão tem natureza 
indenizatória, não bastando que a lei assim a defina para tanto, de modo que sua natureza é remuneratória, devendo 
ser submetida, portanto, ao teto constitucional. 
D) compatível com a Constituição, na medida em que a nomeação para o cargo em comissão em questão 
corresponde à acumulação de cargos, devendo o teto constitucional ser observado em relação a cada rubrica e não 
quanto ao somatório delas. 
E) compatível com a Constituição, de modo que o servidor designado para o exercício do cargo em comissão terá 
direito a receber a totalidade da respectiva retribuição, ainda que ultrapasse o teto constitucional, pois, para que 
uma verba assuma natureza indenizatória, basta que a lei assim a defina. 
(FGV/Câmara Municipal de São Paulo - SP/2024) 
19) Maria, vereadora no Município Alfa, sensível às dificuldades vivenciadas pelos servidores públicos 
municipais, apresentou proposição legislativa que estabelecia uma disciplina normativa a respeito dos 
seguintes objetos: 
I. reajuste da remuneração dos servidores municipais, utilizando o percentual da inflação no respectivo 
exercício financeiro. 
II. alteração do regime jurídico da categoria, de modo a prever a licença sem remuneração para tratar de 
assuntos particulares, a ser concedida conforme a discricionariedade da autoridade máxima da respectiva 
estrutura estatal de poder; e 
III. criação de uma taxa, decorrente do exercício do poder de polícia municipal, cujos recursos seriam 
encaminhados a um fundo municipal criado em momento anterior, cujos recursos eram direcionados ao 
aparelhamento da administração municipal. 
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49 
Ao analisar a constitucionalidade formal dos três objetos que integram a proposição, a Comissão de 
Constituição e Justiça da Câmara de Vereadores do Município Alfa concluiu corretamente que 
A) todos os objetivos são constitucionais. 
B) apenas o objetivo III é constitucional. 
C) apenas o objetivo II é constitucional. 
D) apenas os objetivos I e III são constitucionais. 
E) apenas os objetivos I e II são constitucionais. 
(FGV/Câmara Municipal de São Paulo - SP/2024) 
20) Determinado legitimado ao ajuizamento de ação civil pública ingressou com ação dessa natureza em 
face do Município Alfa, argumentando a existência de grave deficiência na prestação do serviço de saúde. 
Nesse caso, era notório o déficit de profissionais da área, já que o número de exonerações, falecimentos e 
aposentadorias superava a capacidade de reposição de Alfa. 
Ao receber a citação, o Procurador-Geral do Município Alfa concluiu corretamente que 
A) o Poder Judiciário não pode intervir em políticas públicas, ainda que voltadas à realização de direitos 
fundamentais. 
B) em caso de procedência do pedido, a decisão judicial, como regra, deve determinar medidas pontuais, em 
unidade específica. 
C) a existência de um sistema único de saúde impede que ações dessa natureza sejam direcionadas apenas a ente 
de um único nível federativo. 
D) como alternativa ao déficit de pessoal, podem ser contratadas organizações sociais e organizações da sociedade 
civil de interesse público. 
E) em razão das características do processo de implementação das políticas públicas, o Poder Judiciário deve 
apresentar à Administração o plano a ser cumprido e as medidas adequadas a alcançar o resultado. 
(FGV/Prefeitura de São José dos Campos - SP/2024) 
21) No período recente, a garantia de estabilidade do servidor público está frequentemente em pauta, tanto 
na política quanto na mídia, estimulando o pronunciamento de diversos especialistas sobre os possíveis 
efeitos da retirada dessa garantia. 
No entanto, observa-se que, apesarde ensino públicas 
ou privadas, assim como em editais de concursos públicos. Diante do ordenamento jurídico vigente, a 
referida lei é 
A) inconstitucional somente na parte em que trata de editais de concursos públicos, diante da competência da União 
na matéria. 
B) constitucional somente na parte em que trata de editais de concursos públicos, diante da competência 
suplementar dos Estados na matéria. 
C) inconstitucional, por tratar de matéria de competência legislativa dos Municípios. 
D) constitucional, por tratar de matéria de competência concorrente entre União, Estados e o Distrito Federal, 
cabendo aos entes regionais, como no caso, legislar para atender a suas peculiaridades. 
E) inconstitucional, por tratar de matéria de competência legislativa da União. 
(FCC/TRT - 11ª Região (AM e RR)/2024) 
04) À luz da Constituição Federal e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), lei estadual que 
disponha sobre a contratação de aprendizes por empresas que participem do Programa Jovem Aprendiz no 
âmbito do Estado será 
A) inconstitucional, por invadir competência legislativa privativa da União, cabendo ser objeto de ação direta de 
inconstitucionalidade perante o STF. 
B) constitucional, por legislar de modo a atender a suas peculiaridades em matéria de competência concorrente. 
C) constitucional, desde que se trate de lei complementar e que se restrinja a questões específicas da matéria. 
D) inconstitucional, por invadir competência legislativa privativa da União, cabendo ser objeto de reclamação perante 
o STF, uma vez que contraria tese fixada em sede de repercussão geral. 
E) inconstitucional, por invadir competência legislativa privativa da União, cabendo ser objeto de reclamação perante 
o STF, uma vez que contraria súmula vinculante existente sobre a matéria. 
(VUNESP/MPE-RJ/2024) 
05) A respeito dos princípios constitucionais sensíveis, é correto afirmar que 
A) correspondem a regras de organização da União, que se estendem obrigatoriamente aos Estados-membros. 
B) são normas constitucionais que não se estendem aos Estados-membro, podendo ser apontadas como exemplo 
as regras que conferem ao Presidente da República a iniciativa privativa para propor determinados projetos de lei. 
C) são normas que possuem geralmente natureza institucional e definem antecipadamente a organização dos 
Poderes e das instituições dos Estados-membros. 
D) estão previstos de forma exemplificativa na Constituição Federal. 
E) caso violados, autorizam a realização de intervenção federal. 
(VUNESP/MPE-RJ/2024) 
06) Considere que o Poder Legislativo do Estado X aprovou lei que veda a inscrição de usuário dos serviços 
de abastecimento de água e de esgotamento sanitário em cadastro de proteção ao crédito quando 
inadimplente, sob a justificativa de que os serviços, ainda quando concedidos à inciativa privada, 
permanecem sendo serviços públicos e, nessa condição, devem ter os seus termos regulados pelo ente 
político dotado da competência constitucional para prestá-los. A mesma lei também obriga empresas 
prestadoras do serviço de televisão por assinatura – e que já possuam Serviço de Atendimento ao 
Consumidor – a fornecerem atendimento telefônico gratuito a seus clientes. A proposição legislativa foi 
sancionada pelo Governador do Estado. 
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7 
Inconformadas, entidades representativas dos respectivos segmentos econômicos pediram a realização de 
uma reunião com representantes do Ministério Público, por entenderem que as duas normas teriam impacto 
no custo do serviço e consequentemente seriam prejudiciais ao consumidor. O membro do Ministério 
Público presente na reunião poderá informar, com base na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que 
A) as duas normas são constitucionais, pois compete ao Estado-Membro legislar sobre relações de consumo nas 
partes em que prevalecem interesses locais e sem impacto para além de suas fronteiras. 
B) a norma que institui o dever de empresas fornecerem atendimento telefônico gratuito a clientes é inconstitucional, 
por ofender o princípio da livre iniciativa, bem como por competir à União legislar sobre o direito civil. 
C) a norma que institui o dever de empresas fornecerem atendimento telefônico gratuito a clientes é constitucional, 
pois, sob o viés do fortalecimento do “federalismo centrífugo”, não fere o modelo de repartição constitucional de 
competências a legislação estadual supletiva que amplie a esfera protetiva do consumidor. 
D) a norma que proíbe a inscrição dos consumidores em cadastros restritivos de crédito é constitucional, pois o fato 
de o Código de Defesa do Consumidor só impedir que sejam inscritas em cadastros restritivos dívidas prescritas ou 
informações referentes a período de cinco anos não obsta o Estado de ampliar a esfera de proteção dos 
consumidores. 
E) a norma que proíbe a inscrição dos consumidores no cadastro restritivo de consumidores é constitucional, pois 
compete a cada ente federativo regular o serviço público de sua titularidade, não se aplicando a esse tipo de relação 
jurídica as normas previstas na legislação consumerista. 
(CESPE-CEBRASPE/MPE-TO/2024) 
07) A respeito da organização político-administrativa do Estado, do Poder Judiciário e das comissões 
parlamentares de inquérito no âmbito do Poder Legislativo, julgue o item seguinte. 
 
É da competência privativa da União legislar sobre procedimentos em matéria processual. 
(CESPE-CEBRASPE/PC-PE/2024) 
08) No que se refere aos estados federados, assinale a opção correta. 
A) As competências dos estados federados são orientadas pelo princípio da exclusividade do interesse, o qual 
dispõe que as matérias de interesse exclusivamente regional interessam apenas aos estados. 
B) Em virtude da repartição de competências que a CF define, os estados federados encontram espaço para exercer 
certo grau de soberania, embora de forma limitada. 
C) O poder constituinte que os estados podem exercer na produção de suas constituições se caracteriza por ser 
inicial e independente, embora não seja ilimitado. 
D) Na repartição de competências não tributárias, as competências que a CF não tenha atribuído à União ou aos 
municípios cabem, em princípio, aos estados-membros. 
E) Em respeito às competências dos estados e à capacidade de que produzam sua própria constituição, as 
limitações ao poder decorrente são apenas as expressas na CF. 
(FGV/CGE-PB /2024) 
09) O Sindicato da Indústria e de Material Plástico do Estado Beta manejou ação direta de 
inconstitucionalidade, perante o Tribunal de Justiça do Estado Beta, em face de Lei do Município Alfa 
(localizado no Estado Beta), que dispõe sobre a obrigação de substituição do uso de sacos e sacolas 
plásticas de lixos por sacos e sacolas ecológicas. 
Diante do exposto, é correto afirmar que é: 
A) materialmente constitucional a referida Lei municipal que obriga a substituição de sacos e sacolas plásticas por 
sacos e sacolas biodegradáveis, em razão de a matéria tratar de direito do consumidor e não de direito ambiental; 
B) formal e materialmente inconstitucional a referida Lei municipal que obriga a substituição de sacos e sacolas 
plásticas por sacos e sacolas biodegradáveis, em razão de ofensa à competência estadual para legislar sobre o 
tema e ao princípio da razoabilidade; 
C) constitucional – formal e materialmente – a referida Lei municipal que obriga a substituição de sacos e sacolas 
plásticas por sacos e sacolas biodegradáveis, em razão da competência dos Municípios sobre matéria protetiva de 
direito ambiental; 
D) materialmente inconstitucional a referida Lei municipal que obriga a substituição de sacos e sacolas plásticas por 
sacos e sacolas biodegradáveis, em razão da violação ao princípio da livre iniciativa; 
E) formalmente inconstitucional a referida Lei municipal que obriga a substituiçãodas diferenças com o setor privado, servidores públicos podem perder 
o cargo, tendo a Constituição Federal de 1988 elencado algumas situações permissivas. 
 
Assinale a opção que apresenta uma possibilidade de demissão de servidores públicos estáveis. 
A) Extinção, por meio de decreto executivo, de cargo ocupado pelo servidor. 
B) Em virtude de sentença judicial, ainda que com possibilidade de interposição de recurso. 
C) Pela execução de processo administrativo que faça coisa julgada formal, independentemente de ampla defesa. 
D) Em decorrência de procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, 
assegurada ampla defesa. 
E) Por decisão motivada, desde que sejam apresentados detalhadamente os fundamentos, de seu superior 
hierárquico. 
(FGV/Prefeitura de Caraguatatuba - SP /2024) 
22) Interessada em melhor compreender as peculiaridades atinentes ao teto constitucional de remuneração 
aplicável aos procuradores do Município, Aurélia decidiu aprofundar-se nos dispositivos que versam sobre 
a matéria, bem como na orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. 
 
Acerca do tema, assinale a afirmativa correta. 
A) O teto constitucional não é aplicável a eventuais verbas indenizatórias previstas em lei que venham a ser 
percebidas por procurador do Município. 
B) Os eventuais honorários sucumbenciais que venham a integrar a remuneração dos procuradores municipais não 
se submetem ao aludido patamar. 
C) O único limite a ser observado na remuneração de procurador do Município é a integralidade do subsídio de 
Ministro do Supremo Tribunal Federal. 
D) Caso não haja disposição local em contrário, o parâmetro a ser usado para o cargo de procurador do Município 
é o subsídio do prefeito. 
E) Apenas o subsídio dos procuradores está submetido ao limite de remuneração em questão, de modo que outras 
parcelas remuneratórias ou indenizatórias que estejam previstas em lei e tenham respaldo constitucional, não 
precisam observar o mencionado patamar. 
 
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50 
 
Gabarito 
1 C 21 D 
2 C 22 A 
3 E 23 
4 E 24 
5 D 25 
6 A 26 
7 B 27 
8 C 28 
9 E 29 
10 C 30 
11 C 31 
12 D 32 
13 E 33 
14 C 34 
15 E 35 
16 A 36 
17 A 37 
18 C 38 
19 B 39 
20 D 40 
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Questões Comentadas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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52 
(FGV/AL-PR /2024) 
01) A Constituição Federal de 1988 do Brasil define os princípios da Administração Pública, delineados no 
Art. 37, como fundamentais para uma gestão transparente, responsável e voltada para o bem-estar da 
sociedade como um todo. 
Assinale a opção que compreende uma característica do princípio da impessoalidade. 
A) Exigência de atender os fins de interesse geral, sendo vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou 
competências. 
B) Vedação de conceder direitos de qualquer espécie, criar obrigações ou impor vedações aos administrados. 
C) Proibição de incluir nomes, símbolos ou imagens que caracterizem a promoção pessoal de autoridades ou 
servidores públicos. 
D) Exigência da ampla divulgação dos atos praticados pela Administração Pública, ressalvadas as hipóteses de 
sigilo previstas em lei. 
E) Imposição a todo agente público de realizar suas atribuições com presteza, perfeição e rendimento funcional. 
Comentário: 
 
O princípio da impessoalidade, como previsto no Art. 37 da Constituição Federal de 1988, busca garantir que a 
atuação da Administração Pública seja neutra, objetiva e voltada para o interesse público, sem 
favorecimentos ou discriminações pessoais. 
 
A proibição de incluir nomes, símbolos ou imagens visa evitar que agentes públicos usem recursos, bens públicos 
ou ações governamentais para promoção pessoal ou partidária. A proibição garante que os atos da Administração 
sejam realizados de forma impessoal e sem vinculações particulares, preservando a imparcialidade e a neutralidade 
na gestão pública. 
 
Gabarito: Letra C. 
(FGV/TJ-AP/2024) 
02) Nair, servidora pública ocupante de cargo de provimento efetivo, logrou ser eleita vereadora no 
município em que é domiciliada. 
Preocupada com a possibilidade de conciliar o cargo público com a vereança, analisou os balizamentos 
estabelecidos pela Constituição da República, tendo concluído corretamente que: 
A) deve ser afastada do cargo de provimento efetivo durante o mandato; 
B) deve optar por um ou outro, pois a acumulação de cargos públicos é vedada; 
C) deve receber a contraprestação estipendial correspondente a ambos, caso acumule os cargos; 
D) pode acumular ambos os cargos caso tenha obtido a estabilidade no cargo de provimento efetivo; 
E) tem o direito subjetivo de acumular os cargos, independentemente do cumprimento de qualquer requisito 
específico. 
Comentário: 
 
Nair, como servidora pública efetiva e vereadora, pode acumular ambos os cargos, desde que haja compatibilidade 
de horários. Sendo assim, ela receberá a contraprestação correspondente a ambos os cargos. 
 
Gabarito: Letra C. 
(CESPE-CEBRASPE /PC-PE/2024) 
03) Com relação aos servidores públicos, assinale a opção correta. 
A) Quaisquer servidores públicos eleitos para exercer mandato eletivo precisam afastar-se do exercício de suas 
funções anteriores. 
B) O tempo de serviço do servidor afastado para exercer mandato eletivo contará para todos os fins legais, inclusive 
para efeito de promoções por merecimento. 
C) Os servidores públicos em geral gozam das garantias de estabilidade e efetividade. 
D) O tempo de serviço prestado a um ente da federação deve ser computado no estágio probatório do servidor 
aprovado para cargo de outro ente. 
E) A legislação infraconstitucional não pode, em princípio, definir a remuneração de um cargo público como 
percentual da remuneração de outro cargo. 
Comentário: 
 
Letra A: Errado. 
 
De acordo com a Constituição Federal: "Art. 38, III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de 
horários, perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, 
e, não havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior;" 
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53 
 
Letra B: Errado. 
 
De acordo com a Constituição Federal: "Art. 38, IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de 
mandato eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por 
merecimento;" 
 
Letra C: Errado. 
 
De acordo com a Constituição Federal: "Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores 
nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público." 
 
Letra D: Errado. 
 
O tempo de serviço prestado a um ente da federação não é computado no estágio probatório do servidor aprovado 
para cargo de outro ente. 
 
Letra E: Correta. 
 
De acordo com a Constituição Federal: "Art. 37, XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies 
remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público;" 
 
Gabarito: Letra E. 
(CESPE-CEBRASPE /ITAIPU BINACIONAL/2024) 
04) No que se refere à administração pública direta e indireta dos Poderes da União, dos estados, do Distrito 
Federal e dos municípios, assinalea opção correta, com base na Constituição Federal de 1988 (CF). 
A) É vedado ao servidor público civil e militar o exercício do direito de greve. 
B) É garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical, desde que exercido nos termos e nos 
limites definidos em lei específica. 
C) Os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros natos que preencherem os requisitos 
estabelecidos em lei, excluindo-se os estrangeiros, na forma da lei. 
D) A publicidade dos atos, dos programas, das obras, dos serviços e das campanhas dos órgãos públicos deverá 
ter caráter informativo de orientação político-partidária, garantindo a livre informação e a transparência dos atos 
administrativos. 
E) São princípios aos quais deve obedecer a administração pública brasileira: a legalidade, a impessoalidade, a 
moralidade, a publicidade e a eficiência. 
Comentário: 
 
Letra A: Errada. 
 
O servidor pode exercer o direito de greve quando houver a definição dos limites em lei específica. 
 
 
Letra B: Errada. 
 
O servidor pode se associar a sindicato, a Constituição não impõe limites em lei específica. 
 
 
Letra C: Errada. 
 
Os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros, não especificando se devem ser natos, 
inclusive estrangeiros podem ter acesso também na forma da lei. 
 
 
Letra D: Errada. 
 
 
O correto seria orientação social, e não orientação político-partidária. 
 
Letra E: Correta. 
 
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54 
A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, é o que 
prevê o artigo 37 da Constituição Federal. 
 
Gabarito: Letra E. 
(FGV /CGM de Belo Horizonte - MG/2024) 
05) Certo Município realizou concurso público para o preenchimento de cargos efetivos no âmbito da 
auditoria interna, cujo edital previa a existência de 10 (dez) vagas. O certame transcorreu regularmente, 
sendo certo que, após a sua homologação, existiam 15 (quinze) candidatos aprovados e devidamente 
classificados. 
Ocorre que o mencionado ente federativo, em decorrência de circunstâncias supervenientes, excepcionais 
e graves, não realizou a pronta nomeação e posse dos candidatos aprovados no prazo de validade inicial 
do concurso, que era de dois anos, prorrogando-o por igual período, sob a motivação da necessidade de 
realização da investidura em momento mais oportuno para o interesse público. 
Diante dessa situação hipotética, à luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, assinale a afirmativa 
correta. 
A) Os candidatos aprovados dentro do número de vagas previsto no edital têm mera expectativa de direito com 
relação à sua nomeação e posse, que se submete à discricionariedade da Administração quanto ao momento da 
investidura, mesmo após o transcurso do respectivo prazo de validade prorrogado. 
B) Os candidatos aprovados dentro do número de vagas previsto no edital têm direito subjetivo à nomeação e posse 
durante o prazo de validade do certame, inexistindo, por conseguinte, discricionariedade para a Administração com 
relação ao momento em que promoverá as respectivas investiduras. 
C) Os candidatos aprovados dentro do número de vagas previsto no edital têm mera expectativa de direito com 
relação à sua nomeação e posse durante o prazo de validade inicial do certame, em relação ao qual há 
discricionariedade da Administração acerca do momento mais oportuno, que se convola em direito subjetivo à 
imediata investidura após a prorrogação. 
D) Os candidatos aprovados dentro do número de vagas previsto no edital têm direito subjetivo à nomeação e posse, 
mas a Administração tem discricionariedade para decidir o momento mais oportuno para realizar as investiduras, 
razão pela qual eles devem aguardar o transcurso do prazo de validade, ainda que prorrogado, para exigir em Juízo 
os respectivos provimentos. 
Comentário: 
 
O gabarito é a letra d, os candidatos aprovados dentro do número de vagas previsto no edital têm direito subjetivo 
à nomeação e posse, mas a Administração tem discricionariedade para decidir o momento mais oportuno para 
realizar as investiduras, razão pela qual eles devem aguardar o transcurso do prazo de validade, ainda que 
prorrogado, para exigir em Juízo os respectivos provimentos. 
 
O entendimento majoritário do Supremo Tribunal Federal (STF) é que os candidatos aprovados dentro do número 
de vagas previsto no edital têm direito subjetivo à nomeação e posse durante o prazo de validade do concurso. No 
entanto, a Administração Pública possui discricionariedade para decidir o momento oportuno de realizar as 
investiduras, desde que dentro do período de validade do concurso, inclusive após eventual prorrogação. 
 
Portanto, os candidatos aprovados não podem exigir a nomeação de forma imediata após a homologação 
do concurso ou da prorrogação do prazo de validade. Eles devem aguardar o término do prazo, observando a 
discricionariedade da Administração na gestão dos recursos humanos. Após esse período, caso não sejam 
nomeados, os candidatos podem buscar o Judiciário para requerer seus direitos, demonstrando que preenchem os 
requisitos legais estabelecidos no edital. 
 
 
Gabarito: Letra D. 
(FGV /CGM de Belo Horizonte - MG/2024) 
06) Fabiana ocupa cargo exclusivamente em comissão, destinado à atribuição de assessoramento, e acabou 
de descobrir que está grávida, razão pela qual está muito preocupada com a sua situação funcional. 
Diante do aludido contexto, à luz das normas constitucionais acerca dos servidores públicos e da orientação 
do Supremo Tribunal Federal acerca da matéria, assinale a afirmativa correta. 
A) Fabiana deve ter assegurada a estabilidade provisória desde a confirmação da gravidez até 5 meses após o 
parto, não obstante as peculiaridades atinentes aos cargos em comissão. 
B) Fabiana adquire a garantia da estabilidade assegurada aos servidores que preencham tal requisito, após três 
anos de efetivo exercício no cargo em comento. 
C) Fabiana goza da garantia da estabilidade no serviço público, mas não no cargo que ocupa, tendo em vista que 
apenas os servidores efetivos podem ocupar cargo em comissão. 
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55 
D) Por se tratar de cargo de livre nomeação e exoneração, caso Fabiana não tenha realizado concurso e alcançado 
a estabilidade em decorrência de cargo efetivo, a ela não pode ser assegurada a estabilidade provisória desde a 
confirmação da gravidez até 5 meses após o parto. 
Comentário: 
 
O gabarito da questão é a letra A, de acordo com o STF: 
 
“A trabalhadora gestante tem direito ao gozo de licença-maternidade e à estabilidade provisória, independentemente 
do regime jurídico aplicável, se contratual ou administrativo, ainda que ocupe cargo em comissão ou seja contratada 
por tempo determinado.” STF. Plenário. RE 842.844/SC, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 5/10/2023 (Repercussão 
Geral – Tema 542) (Info 1111). 
 
Gabarito: Letra A. 
(FGV /TJ-SC/2024) 
07) José, servidor público do Estado Ômega, é namorado de Maria, que dá à luz gêmeos, filhos de José. 
Lamentavelmente, Maria falece no parto dos filhos do casal. José declara no registro civil a paternidade de 
ambas as crianças e, munido das certidões de nascimento, requer o afastamento do serviço, sem prejuízo 
da remuneração, pelo prazo de 120 dias, à semelhança do que sucede com a licença-maternidade, prevista 
na legislação de regência. 
 
O pedido de José: 
A) pode ser deferido, mas depende de juízo de conveniência e oportunidade do governador do Estado Ômega, que 
pode decidirno caso de omissão da lei; 
B) deve ser totalmente deferido, pois José tem o direito e o dever de prestar assistência às crianças recém-nascidas, 
cuja proteção integral deve ser assegurada; 
C) deve ser parcialmente deferido, pois José tem presunção de suficiência econômica, cabendo-lhe o afastamento, 
mas sem direito à remuneração no período correspondente; 
D) deve ser indeferido, pois não há regra na legislação de regência que assegure esse direito, que é restrito às 
mães, aplicando-se ao caso o princípio da legalidade estrita; 
E) pode ser deferido, mas depende de juízo de conveniência e oportunidade do chefe imediato de José, dado que 
o afastamento pode prejudicar a eficiência administrativa. 
Comentário: 
 
José, como servidor público do Estado Ômega e pai das crianças recém-nascidas, tem o direito e o dever de prestar 
assistência aos filhos após o falecimento da mãe no parto. A legislação brasileira, em consonância com princípios 
constitucionais como a proteção à família e à infância, permite que o pai assuma o cuidado integral dos filhos em 
situações como essa. 
 
O direito à licença-paternidade nesse contexto é embasado no princípio da igualdade e na proteção à família, 
sendo assegurado aos pais o afastamento do serviço, com remuneração garantida, pelo prazo de 120 dias, 
similar à licença-maternidade prevista na legislação. Esse direito é fundamental para assegurar o bem-estar das 
crianças e o suporte familiar necessário após o falecimento da mãe. 
 
Portanto, o pedido de afastamento de José, com base na legislação que garante licença-paternidade em situações 
similares à licença-maternidade, deve ser totalmente deferido, pois ele tem o direito de prestar assistência integral 
aos seus filhos recém-nascidos. 
 
Gabarito: Letra B 
(FGV /TJ-SC/2024) 
08) Lei Municipal criou quinze cargos em comissão de assessor de gabinete governamental, assessor 
executivo de secretário municipal, assessor de gabinete de secretário municipal, assessor de gabinete de 
coordenador municipal e assessor de implementação de políticas públicas, deixando a critério do Poder 
Executivo disciplinar e fixar as atribuições inerentes aos referidos cargos. O município em questão possui 
vinte e cinco cargos de provimento efetivo. 
Diante do exposto e da jurisprudência do STF, a referida norma é: 
A) constitucional, pois as atribuições dos cargos em comissão devem ser descritas pelo Poder Executivo, em 
observância ao princípio da separação de poderes; 
B) constitucional, pois a criação dos cargos deve pressupor a necessária relação de confiança entre a autoridade 
nomeante e o servidor nomeado; 
C) inconstitucional, pois as atribuições dos cargos em comissão devem estar descritas, de forma clara e objetiva, 
na própria lei que os instituir; 
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D) constitucional, pois a criação dos referidos cargos em comissão se justifica para o exercício de funções de 
direção, chefia e assessoramento, bem como para o desempenho de atividades burocráticas, técnicas ou 
operacionais; 
E) inconstitucional, pois o número de cargos comissionados criados deve guardar proporcionalidade com a 
necessidade que eles visam suprir, não havendo relação com o número de servidores ocupantes de cargos efetivos 
no município. 
Comentário: 
 
A resposta correta é a letra C, vejamos o que diz o Tema 1010, RG, STF: 
 
“a) A criação de cargos em comissão somente se justifica para o exercício de funções de direção, chefia e 
assessoramento, não se prestando ao desempenho de atividades burocráticas, técnicas ou operacionais; 
 
b) tal criação deve pressupor a necessária relação de confiança entre a autoridade nomeante e o servidor nomeado; 
 
c) o número de cargos comissionados criados deve guardar proporcionalidade com a necessidade que eles visam 
suprir e com o número de servidores ocupantes de cargos efetivos no ente federativo que os criar; e 
 
d) as atribuições dos cargos em comissão devem estar descritas, de forma clara e objetiva, na própria lei que os 
instituir.” 
 
Gabarito: Letra C. 
(FGV /TJ-SC/2024) 
09) À luz da CF e da jurisprudência do STF, julgue os seguintes itens. 
 
I Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função 
pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem 
prejuízo da ação penal cabível. 
II Os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos estrangeiros, na forma da lei. 
III A administração pública pode anular os próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, 
ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade. 
Assinale a opção correta. 
A) Apenas o item I está certo. 
B) Apenas o item III está certo. 
C) Apenas os itens I e II estão certos. 
D) Apenas os itens II e III estão certos. 
E) Todos os itens estão certos. 
Comentário: 
 
Item I – Correto. 
 
De acordo com a Constituição Federal: Art. 37, §4º Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão 
dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma 
e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. 
 
Item II – Correto. 
 
De acordo com a Constituição Federal: Art.37, I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos 
brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei; 
 
Item III – Correto. 
 
De acordo a Súmula 473, STF: A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os 
tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, 
respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. 
 
Gabarito: Letra E. 
(CESPE-CEBRASPE/PC-PE /2024) 
10) Julgue os seguintes itens, com base no texto da CF vigente e na jurisprudência do Supremo Tribunal 
Federal (STF). 
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57 
I A organização político-administrativa do Brasil compreende a União, os estados, o Distrito Federal e os 
municípios, todos dotados de autonomia, nos termos da CF. 
II É vedado ao estado de Pernambuco estabelecer idade e tempo de contribuição diferenciados para 
aposentadoria dos ocupantes dos cargos de agente e de escrivão da Polícia Civil de Pernambuco. 
III Segundo o STF, o exercício do direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade, é vedado aos policiais 
civis e a todos os servidores públicos que atuem diretamente na área de segurança pública. 
 
Assinale a opção correta. 
A) Apenas o item I está certo. 
B) Apenas o item II está certo. 
C) Apenas os itens I e III estão certos. 
D) Apenas os itens II e III estão certos. 
E) Todos os itens estão certos. 
Comentário: 
 
Item I - Correto. 
 
A Constituição Federal de 1988 estabelece a organização político-administrativa do Brasil, que compreende a União, 
os estados, o Distrito Federal e os municípios, todos dotados de autonomia política, administrativa e financeira, nos 
termos da Constituição. 
 
Item II - Errado. 
 
A Constituição Federal permite que os estados estabeleçam regras específicas para aposentadoria dos servidores 
estaduais, desde que observados os princípios gerais estabelecidos na Constituição. Portanto, o estado de 
Pernambuco pode sim estabelecer idade e tempo de contribuição diferenciados para aposentadoria de ocupantes 
de cargos como agente e escrivão da Polícia Civil, desde que respeite os limites constitucionais. 
 
Item III - Correto. 
 
O Supremo Tribunal Federal (STF), por meio da Súmula Vinculante nº 33, estabelece que o exercício do direito de 
greve,sob qualquer forma ou modalidade, é vedado aos policiais civis e a todos os servidores públicos que atuem 
diretamente na área de segurança pública, de acordo com a Lei de Greve (Lei nº 7.783/1989). 
 
Portanto, a opção correta é a letra C, pois apenas os itens I e III estão de acordo com a Constituição Federal e a 
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 
 
 
Gabarito: Letra C. 
(CESPE-CEBRASPE/Prefeitura de Camaçari - BA/2024) 
11) Acerca da estabilidade do servidor público, assinale a opção correta de acordo com a CF. 
A) Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com a 
remuneração integral do último cargo ocupado. 
B) O servidor público nomeado para cargo de provimento efetivo mediante concurso público adquire a estabilidade 
após dois anos de efetivo exercício. 
C) A perda do cargo por servidor público estável poderá ocorrer mediante procedimento de avaliação periódica de 
desempenho, assegurada ampla defesa. 
D) O servidor público estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado. 
E) Cumprido o requisito temporal para a obtenção da estabilidade, será garantido ao servidor público tal benefício. 
Comentário: 
 
Letra A: Errada. 
 
A remuneração será remuneração proporcional ao tempo de serviço. 
 
 
Letra B: Errada. 
 
O servidor público nomeado para cargo de provimento efetivo mediante concurso público adquire a estabilidade 
após três anos de efetivo exercício 
 
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58 
Letra C: Correta. 
 
De acordo com a Constituição Federal: 
 
Constituição Federal 
Art. 41 - São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento 
efetivo em virtude de concurso público. 
 
§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo: 
 
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; 
 
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; 
 
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada 
ampla defesa. 
. 
 
 
Letra D: Errada. 
 
Existem outras possibilidades, como por exemplo, procedimento de avaliação periódica de desempenho; 
 
 
Letra E: Errada. 
 
Não é garantido, deve ser aprovado pela avaliação especial de desempenho. 
 
 
Gabarito: Letra C. 
(FGV/MPE-GO /2024) 
12) Determinado candidato estrangeiro, embora aprovado, foi excluído do concurso público para provimento 
de cargo de professor em universidade federal, em razão da sua nacionalidade. 
 
Diante do exposto e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que o referido 
candidato 
A) tem direito líquido e certo à nomeação em concurso público para provimento de cargo de professor em 
universidade púbica, nos termos da Constituição Federal, mesmo que a restrição da nacionalidade esteja expressa 
no edital do certame e sem a necessidade de estar devidamente justificada. 
B) não tem direito líquido e certo à nomeação em concurso público para provimento de cargo de professor de 
universidades pública, nos termos da Constituição Federal, ainda que a autorização de outra nacionalidade esteja 
expressa no edital do certame. 
C) não tem direito líquido e certo à nomeação em concurso público para provimento de cargos de professor em 
universidade pública, mesmo que a restrição da nacionalidade esteja expressa no edital do certame, com o exclusivo 
objetivo de preservar o interesse público. 
D) tem direito líquido e certo à nomeação em concurso público para provimento de cargo de professor em 
universidade pública, salvo se a restrição da nacionalidade estiver expressa no edital do certame, com o exclusivo 
objetivo de preservar o interesse público e desde que, sem prejuízo de controle judicial, devidamente justificada. 
E) não tem direito líquido e certo à nomeação em concurso público para provimento de cargos de professor em 
universidades pública, já que a Constituição Federal veda expressamente que estrangeiro possa exercer a atividade 
de magistério público no ensino superior. 
Comentário: 
 
De acordo com Tese fixada pelo STF: “O CANDIDATO ESTRANGEIRO tem direito líquido e certo à nomeação em 
concurso público para provimento de cargos de professor, técnico e cientista em universidades e instituições de 
pesquisa científica e tecnológica federais, nos termos do art. 207, § 1º, da Constituição Federal, salvo se a 
restrição da nacionalidade estiver expressa no edital do certame com o exclusivo objetivo de preservar o 
interesse público e desde que, sem prejuízo de controle judicial, devidamente justificada.” STF. Plenário. 
RE 1177699/SC, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 27/3/2023 (Repercussão Geral – Tema 1032) (Info 1088). 
 
Sendo assim, o gabarito é a letra D. 
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59 
 
Gabarito: Letra D. 
(FGV/PC-SC/2024) 
13) A segurança pública é serviço a ser prestado pelo Estado para a preservação da ordem pública e da 
proteção da integridade das pessoas e do patrimônio. O artigo 144 da CF/88 enumera os órgãos atuantes 
neste domínio. 
 
Com base nas regras constitucionais vigentes e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre a 
segurança pública, analise os itens a seguir: 
 
I. É inconstitucional o exercício do direito de greve por parte dos integrantes de todas as carreiras policiais 
enumeradas no artigo 144 da CF/88. 
II. Às Polícias Civis são atribuídas as funções de polícia judiciária, de segurança dos estabelecimentos 
prisionais e de investigação de infrações penais, com ressalva das de competência da União e de natureza 
militar. 
III. As Polícias Militares, subordinadas à autoridade suprema do Presidente da República, possuem as 
atribuições de policiamento ostensivo e da preservação da ordem pública. 
 
Está correto o que se afirma em 
A) I, II e III. 
B) I e II, apenas. 
C) I e III, apenas. 
D) II e III, apenas. 
E) I, apenas. 
Comentário: 
 
Item I- Correto. 
 
Conforme entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Súmula Vinculante nº 33, é vedado 
o exercício do direito de greve por parte dos policiais civis e de todos os servidores públicos que atuam diretamente 
na área de segurança pública, em virtude da essencialidade dos serviços prestados por esses profissionais. 
 
 
Item II – Errado. 
 
De acordo com a Constituição Federal: “Art. 144, § 5º-A. Às polícias penais, vinculadas ao órgão administrador do 
sistema penal da unidade federativa a que pertencem, cabe a segurança dos estabelecimentos penais.” 
 
Item III – Errado. 
 
De acordo com a Constituição Federal: “Art. 144, § 6º. As polícias militares e os corpos de bombeiros militares, 
forças auxiliares e reserva do Exército subordinam-se, juntamente com as polícias civis e as polícias penais 
estaduais e distrital, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.” 
 
Gabarito: Letra E. 
(FGV/PC-SC/2024) 
14) Diretor de determinado órgão policial do Estado edita a Portaria XXX/2021 que determina que todos os 
processos do Sistema Eletrônico de Informações do órgão sejam cadastrados com nível de acesso restrito 
ou sigiloso e, com isso, impedindo o acesso público. 
 
Com base na situação hipotética descrita e na ordem constitucional vigente, analise as afirmativas a seguir. 
 
I. A Portaria XXX/2021 viola a liberdade de informação do Art. 5º, inciso XXXIII, da CF/88, que estabelece 
como regra a publicidade das informações mantidas por órgãos do Estado. 
II A Portaria XXX/2021 não viola a liberdade de informação do Art. 5º, inciso XXXIII, da CF/88, dado que o 
sigilo de qualquer informação mantida por órgãos policiaisé imprescindível à segurança da sociedade e do 
Estado. 
III. O ato de qualquer órgão do Estado restritivo à publicidade das informações deve ser justificado objetiva, 
específica e formalmente. 
 
Está correto o que se afirma em 
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A) I, II e III. 
B) I e II, apenas. 
C) I e III, apenas. 
D) II e III, apenas. 
E) II, apenas. 
Comentário: 
 
O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da APDF 872, anulou um ofício da Polícia Federal que 
estabelecia regras para o uso e inserção de dados no SEI-PF, mantendo todas as informações e documentos no 
sistema como restritos ou sigilosos, sem acesso público. 
 
Vejamos a Tese: “O ato de qualquer dos poderes públicos restritivo de publicidade deve ser motivado objetiva, 
específica e formalmente, sendo nulos os atos públicos que imponham, genericamente e sem fundamentação válida 
e específica, impeditivo do direito fundamental à informação.” (ADPF 872, Relator(a): CÁRMEN LÚCIA, Tribunal 
Pleno, julgado em 15/08/2023, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-s/n DIVULG 25-08-2023 PUBLIC 28-08-2023). 
 
Gabarito: Letra C. 
(CESPE-CEBRASPE/CAU-BR /2024) 
15) Acerca dos direitos e das garantias fundamentais e da organização do Estado brasileiro, julgue o 
próximo item. 
 
É vedada a instituição de bônus de eficiência e produtividade por lei para servidores públicos que recebem sua 
remuneração sob a sistemática de vencimentos, porquanto, nesse caso, é vedado o acréscimo de qualquer 
gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória. 
Comentário: 
 
A Constituição Federal permite a concessão de gratificações e adicionais aos servidores públicos, desde que 
devidamente previstos em lei e respeitando os critérios estabelecidos. 
 
Gabarito: Errado. 
(CESPE-CEBRASPE/Prefeitura de Camaçari - BA/2024) 
16) Segundo a Constituição Federal de 1988, órgãos e entidades da administração pública direta e indireta 
poderão ter ampliadas autonomias mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o poder 
público, tendo por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou a entidade. Essa previsão 
constitucional abrange as autonomias 
A) gerencial, financeira e orçamentária. 
B) legislativa, operacional e financeira. 
C) orçamentária, operacional e legislativa. 
D) gerencial, legislativa e orçamentária. 
E) financeira, legislativa e orçamentária. 
Comentário: 
 
De acordo com a Constituição Federal: 
 
Constituição Federal 
 
Art. 37 § 8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração 
direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o poder 
público, que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei 
dispor sobre 
 
 
 
Gabarito: Letra A. 
(CESPE-CEBRASPE/Prefeitura de Camaçari - BA/2024) 
17)No município de Camaçari, estão vagos os cargos públicos A, B, C, D e E, descritos a seguir. 
A – professor universitário municipal B – cargo técnico em secretaria municipal C – cargo científico em 
autarquia municipal D – cargo técnico em fundação pública municipal E – cargo científico em empresa 
pública municipal 
 
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61 
Nessa situação hipotética, havendo compatibilidade de horários, nos termos da Constituição Federal de 
1988, observado o teto remuneratório previsto constitucionalmente, poderão ser cumulados os cargos 
A) A e B. 
B) C e E. 
C) B e C. 
D) C e D. 
E) B e D. 
Comentário: 
 
De acordo com a Constituição Federal: 
 
Constituição Federal 
 
Art. 37, XVI – é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade 
de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: (Caput do inciso com redação dada pela EC 
nº 19, de 1998) 
 
a) a de dois cargos de professor; 
 
b) a de um cargo de professor com outro, técnico ou científico; 
 
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas 
 
 
No caso apresentado, os cargos A (professor universitário municipal) e B (cargo técnico em secretaria municipal) 
podem ser cumulados, desde que haja compatibilidade de horários e respeitando o limite de remuneração 
estabelecido pela Constituição. 
 
Gabarito: Letra A. 
(FGV/Câmara Municipal de São Paulo - SP/2024) 
18) Certo Município fez editar a Lei XYZ que estabeleceu que os servidores estáveis que mantêm vínculo 
com o mencionado ente federativo, quando designados para o exercício de cargo em comissão, fazem jus 
à indenização de representação correspondente a 80% da remuneração estabelecida em lei para o regular 
exercício das atribuições de direção, chefia e assessoramento. 
A compatibilidade da mencionada norma com a Constituição da República foi questionada pelas vias 
pertinentes, notadamente nas situações em que o pagamento de tal retribuição somado aos vencimentos 
do servidor ultrapassa o teto constitucional, sob o argumento de que tal verba não tem caráter indenizatório, 
mas remuneratório. 
Diante dessa situação hipotética, à luz das disposições constitucionais pertinentes e da jurisprudência do 
Supremo Tribunal Federal acerca da remuneração dos servidores públicos e do teto constitucional, é correto 
afirmar que a Lei XYZ é 
A) incompatível com a Constituição, na medida em que a nomeação do servidor para o cargo em comissão em 
questão corresponde à acumulação de cargos, sendo certo que o somatório das remunerações deve respeitar o 
teto constitucional. 
B) compatível com a Constituição, pois as verbas remuneratórias decorrentes de lei para os servidores do Poder 
Executivo municipal não se submetem ao teto constitucional, considerando que o aludido patamar se aplica apenas 
às remunerações estabelecidas por Decreto. 
C) incompatível com a Constituição, pois não há na hipótese evidência de que a verba em questão tem natureza 
indenizatória, não bastando que a lei assim a defina para tanto, de modo que sua natureza é remuneratória, devendo 
ser submetida, portanto, ao teto constitucional. 
D) compatível com a Constituição, na medida em que a nomeação para o cargo em comissão em questão 
corresponde à acumulação de cargos, devendo o teto constitucional ser observado em relação a cada rubrica e não 
quanto ao somatório delas. 
E) compatível com a Constituição, de modo que o servidor designado para o exercício do cargo em comissão terá 
direito a receber a totalidade da respectiva retribuição, ainda que ultrapasse o teto constitucional, pois, para que 
uma verba assuma natureza indenizatória, basta que a lei assim a defina. 
Comentário: 
 
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) estabelece que, para uma verba ser considerada indenizatória 
e, portanto, não ser computada no teto constitucional, é necessário que essa natureza seja verificada de forma 
objetiva, independentemente da denominação que a lei lhe atribua. Não basta apenas a definição legal para 
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caracterizar uma verba como indenizatória; é preciso que ela efetivamente compense um gasto ou prejuízo causado 
ao servidor no exercício de suas funções. 
 
No caso da Lei XYZ, a indenização de representação concedida aos servidores estáveis designados para cargo em 
comissão, que corresponde a 80% da remuneração prevista para as atribuições do cargo, pode ser considerada 
remuneratória se não apresentar caráter indenizatório claro e objetivo. Assim, se essa verbanão é efetivamente 
uma compensação por despesas extraordinárias ou adicionais relacionadas ao exercício do cargo comissionado, 
mas sim um acréscimo remuneratório significativo, ela deve ser submetida ao teto constitucional estabelecido. 
 
Portanto, a conclusão de que a Lei XYZ é incompatível com a Constituição, pois a verba em questão possui 
natureza remuneratória e não indenizatória, está alinhada com os princípios constitucionais e a 
jurisprudência consolidada do STF sobre a matéria. 
 
 
Gabarito: Letra C. 
(FGV/Câmara Municipal de São Paulo - SP/2024) 
19) Maria, vereadora no Município Alfa, sensível às dificuldades vivenciadas pelos servidores públicos 
municipais, apresentou proposição legislativa que estabelecia uma disciplina normativa a respeito dos 
seguintes objetos: 
I. reajuste da remuneração dos servidores municipais, utilizando o percentual da inflação no respectivo 
exercício financeiro. 
II. alteração do regime jurídico da categoria, de modo a prever a licença sem remuneração para tratar de 
assuntos particulares, a ser concedida conforme a discricionariedade da autoridade máxima da respectiva 
estrutura estatal de poder; e 
III. criação de uma taxa, decorrente do exercício do poder de polícia municipal, cujos recursos seriam 
encaminhados a um fundo municipal criado em momento anterior, cujos recursos eram direcionados ao 
aparelhamento da administração municipal. 
Ao analisar a constitucionalidade formal dos três objetos que integram a proposição, a Comissão de 
Constituição e Justiça da Câmara de Vereadores do Município Alfa concluiu corretamente que 
A) todos os objetivos são constitucionais. 
B) apenas o objetivo III é constitucional. 
C) apenas o objetivo II é constitucional. 
D) apenas os objetivos I e III são constitucionais. 
E) apenas os objetivos I e II são constitucionais. 
Comentário: 
 
Item I: Errado. 
 
O item I, o qual trata sobre o reajuste da remuneração dos servidores municipais, é inconstitucional, pois a iniciativa 
para a criação de leis que modifiquem a remuneração dos servidores públicos é privativa do chefe do Poder 
Executivo, conforme o art. 61, §1º, II, 'a', da Constituição Federal. 
 
 
Item II: Errado. 
 
O item II, o qual, propõe a alteração do regime jurídico da categoria, é inconstitucional pois a alteração do regime 
jurídico é privativa do chefe do Poder Executivo, conforme o art. 61, §1º, II, 'a', da Constituição Federal. 
 
 
Item III: Correto. 
 
Em relação ao item III, não há inconstitucionalidade, conforme decidido na ADI n° 2.447, Rel.: Min. Joaquim Barbosa, 
Pleno, julgado em 4.3.2009, não há qualquer vício de inconstitucionalidade, seja formal ou material, em um projeto 
de lei de iniciativa parlamentar que institua tributos, incluindo taxas decorrentes do exercício do poder de polícia (art. 
77, caput, CTN), nem mesmo quando destinado a um fundo municipal já existente, cujos recursos são direcionados 
ao fortalecimento da administração municipal. 
 
Gabarito: Letra B. 
(FGV/Câmara Municipal de São Paulo - SP/2024) 
20) Determinado legitimado ao ajuizamento de ação civil pública ingressou com ação dessa natureza em 
face do Município Alfa, argumentando a existência de grave deficiência na prestação do serviço de saúde. 
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Nesse caso, era notório o déficit de profissionais da área, já que o número de exonerações, falecimentos e 
aposentadorias superava a capacidade de reposição de Alfa. 
Ao receber a citação, o Procurador-Geral do Município Alfa concluiu corretamente que 
A) o Poder Judiciário não pode intervir em políticas públicas, ainda que voltadas à realização de direitos 
fundamentais. 
B) em caso de procedência do pedido, a decisão judicial, como regra, deve determinar medidas pontuais, em 
unidade específica. 
C) a existência de um sistema único de saúde impede que ações dessa natureza sejam direcionadas apenas a ente 
de um único nível federativo. 
D) como alternativa ao déficit de pessoal, podem ser contratadas organizações sociais e organizações da sociedade 
civil de interesse público. 
E) em razão das características do processo de implementação das políticas públicas, o Poder Judiciário deve 
apresentar à Administração o plano a ser cumprido e as medidas adequadas a alcançar o resultado. 
Comentário: 
 
Diante do déficit de profissionais na área de saúde no Município Alfa, uma alternativa legalmente viável para suprir 
essa necessidade é a contratação de organizações sociais (OS) ou organizações da sociedade civil de interesse 
público (OSCIP). Essas entidades podem ser contratadas para atuar em parceria com o poder público na prestação 
de serviços de saúde, como forma de enfrentar a escassez de profissionais e garantir a continuidade da assistência 
à população. 
 
Gabarito: Letra D. 
(FGV/Prefeitura de São José dos Campos - SP/2024) 
21) No período recente, a garantia de estabilidade do servidor público está frequentemente em pauta, tanto 
na política quanto na mídia, estimulando o pronunciamento de diversos especialistas sobre os possíveis 
efeitos da retirada dessa garantia. 
No entanto, observa-se que, apesar das diferenças com o setor privado, servidores públicos podem perder 
o cargo, tendo a Constituição Federal de 1988 elencado algumas situações permissivas. 
 
Assinale a opção que apresenta uma possibilidade de demissão de servidores públicos estáveis. 
A) Extinção, por meio de decreto executivo, de cargo ocupado pelo servidor. 
B) Em virtude de sentença judicial, ainda que com possibilidade de interposição de recurso. 
C) Pela execução de processo administrativo que faça coisa julgada formal, independentemente de ampla defesa. 
D) Em decorrência de procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, 
assegurada ampla defesa. 
E) Por decisão motivada, desde que sejam apresentados detalhadamente os fundamentos, de seu superior 
hierárquico. 
Comentário: 
 
De acordo com a Constituição Federal: 
 
Constituição Federal 
 
Art. 41 - São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento 
efetivo em virtude de concurso público. 
 
§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo: 
 
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; 
 
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; 
 
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada 
ampla defesa. 
 
 
Gabarito: Letra D. 
(FGV/Prefeitura de Caraguatatuba - SP /2024) 
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22) Interessada em melhor compreender as peculiaridades atinentes ao teto constitucional de remuneração 
aplicável aos procuradores do Município, Aurélia decidiu aprofundar-se nos dispositivos que versam sobre 
a matéria, bem como na orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. 
 
Acerca do tema, assinale a afirmativa correta. 
A) O teto constitucional não é aplicável a eventuais verbas indenizatórias previstas em lei que venham a ser 
percebidas por procurador do Município. 
B) Os eventuais honorários sucumbenciais que venham a integrar a remuneração dos procuradores municipais não 
se submetem ao aludido patamar. 
C) O único limite a ser observado na remuneração de procurador do Município é a integralidade do subsídio de 
Ministro do Supremo Tribunal Federal. 
D) Caso não haja disposição local em contrário, o parâmetro a ser usado para o cargo de procurador do Município 
é o subsídio do prefeito. 
E) Apenas o subsídio dos procuradores está submetido ao limite de remuneração em questão, de modo que outras 
parcelas remuneratórias ou indenizatóriasque estejam previstas em lei e tenham respaldo constitucional, não 
precisam observar o mencionado patamar. 
Comentário: 
 
De acordo com a Constituição Federal em seu art, 37, XI “a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, 
funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos 
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos 
demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou 
não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em 
espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do 
Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o 
subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores 
do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em 
espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos 
membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos;” 
 
Gabarito: Letra A. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Poder Legislativo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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(FGV/TJ-AP/2024) 
01) Maria, deputada federal, por entender que o isolamento de Brasília, capital federal, caminhava em norte 
contrário à sedimentação da ideologia participativa, apresentou projeto de lei visando à mudança temporária 
da sede do Poder Legislativo para determinada região do país, durante os meses previstos na proposição. 
A mudança, ao ver de Maria, era essencial ao desenvolvimento dessa região. 
 
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, ao apreciar a 
compatibilidade do referido projeto com a Constituição da República, observou corretamente que a 
mudança da sede do Poder Legislativo: 
A) exige emenda constitucional; 
B) deve ser antecedida de plebiscito; 
C) pode ser realizada da forma alvitrada por Maria; 
D) pode ser estabelecida pelo Congresso Nacional, sem o concurso do Poder Executivo; 
E) é vedada, considerando que há norma constitucional definindo Brasília como a capital federal. 
(FCC /TRT - 11ª Região (AM e RR) /2024) 
02) De acordo com a Constituição Federal, compete privativamente 
A) ao Senado Federal aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, de ofício, do Procurador-
Geral da República antes do término de seu mandato. 
B) ao Congresso Nacional aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em sessão secreta, a escolha dos 
chefes de missão diplomática de caráter permanente. 
C) ao Senado Federal autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente 
e o Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado. 
D) à Câmara dos Deputados suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por 
decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal. 
E) à Câmara dos Deputados avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional, em sua 
estrutura e seus componentes, e o desempenho das administrações tributárias da União, dos Estados e do Distrito 
Federal e dos Municípios. 
(VUNESP/MPE-RJ/2024) 
03) A respeito das imunidades de Deputados e Senadores, com base na Constituição Federal, é correto 
afirmar que 
A) as imunidades de Deputados e Senadores não subsistirão durante o estado de sítio. 
B) os Deputados e Senadores podem ser obrigados a testemunhar sobre informações recebidas em razão do 
exercício do Mandato. 
C) os Deputados e Senadores militares, em tempo de guerra, serão incorporados às Forças Armadas, 
independentemente de deliberação da respectiva Casa. 
D) a sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato. 
E) os Deputados e Senadores, a partir da posse, serão submetidos cível e penalmente a julgamento perante o 
Supremo Tribunal Federal. 
(VUNESP/MPE-RJ/2024) 
04) Considere que o Poder Executivo lançou edital para a constituição de um fundo de investimento 
imobiliário, que tem como objetivo dinamizar a gestão do patrimônio imobiliário público de determinada 
região da cidade, fomentando o seu desenvolvimento. Para viabilizar esse projeto, o edital prevê a 
contratação de duas empresas, que serão responsáveis pela gestão e pela administração do fundo. 
 
Dentre as atribuições dessas empresas estão a curadoria do patrimônio incorporado ao fundo e a 
elaboração de relatórios, que devem ser submetidos a um comitê de investimento, integrado por agentes 
públicos e responsável por validar as decisões da gestora e da administradora. 
 
Após o recebimento de representação formulada por Deputado Estadual impugnando o Edital, um dos 
Conselheiros do Tribunal de Contas, por decisão monocrática, suspendeu a licitação. Interposto agravo 
regimental pela Procuradoria do Estado, o Órgão Pleno do Tribunal de Contas deliberou pela continuidade 
da licitação. 
 
Ao fim do processo, a Corte entendeu que o edital e a minuta de contrato continham vícios, que consistiriam 
basicamente na impossibilidade de a Administração Pública não adotar modelo de contratação 
taxativamente previsto em lei, bem como na impossibilidade de o fundo de investimento se valer de 
instrumentos de gestão apenas aplicados por empresas privadas, razão pela qual decidiu pela imediata 
anulação do contrato administrativo. 
 
Com base na situação hipotética, a respeito das atribuições dos Tribunais de Contas, é correto afirmar que 
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A) a representação foi recebida de maneira correta, pois o Tribunal de Contas também é considerado um importante 
instrumento do controle social da Administração pela sociedade. Em função da relação da ação da instituição com 
a democracia participativa, o Supremo Tribunal Federal por decisões de seu Plenário tem reconhecido o poder do 
Tribunal de Contas de suspender licitações e contratos administrativos, sem prévia intervenção de outros poderes 
constituídos, com base nos princípios da legitimidade e da economicidade. 
B) as decisões do Tribunal de Contas estão incorretas, pois a Corte não possui atribuição constitucional para 
suspender licitações e contratos administrativos. Caso constatada irregularidade dessa natureza, deve cientificar o 
Ministério Público, para a adoção das medidas judiciais cabíveis. 
C) as decisões do Tribunal de Contas estão corretas, pois o princípio da legalidade impõe à Administração o poder 
de somente realizar ações previamente previstas em lei, o que a impede de adotar medidas de gestão inovadoras 
sem prévia chancela do Poder Legislativo. Além disso, dispõe o Tribunal de Contasde competência para anular de 
imediato contrato administrativo, quando a medida se mostrar necessária para garantir a supremacia do interesse 
público. 
D) o Tribunal de Contas pode exercer o juízo de conformidade de uma política pública sob a perspectiva da 
legitimidade, que corresponde a um juízo de adequação entre a medida e a sua capacidade de atender ao interesse 
público, mas não pode anular um contrato administrativo sem prévia manifestação do Poder Legislativo e do próprio 
Poder Executivo, o que torna a última decisão incorreta. 
E) a Constituição Federal foi alterada para somente autorizar a suspensão de licitações por decisões colegiadas 
dos Tribunais de Contas, motivo pelo qual a primeira decisão é inválida. Além disso, o controle de legitimidade da 
ação administrativa corresponde ao juízo de conformidade da ação com o procedimento previsto em lei, o que não 
se confunde com o mérito da própria política pública. 
(CESPE / CEBRASPE /MPE-TO /2024) 
05) A respeito da organização político-administrativa do Estado, do Poder Judiciário e das comissões 
parlamentares de inquérito no âmbito do Poder Legislativo, julgue o item seguinte. 
 
As comissões parlamentares de inquérito, embora tenham poderes de investigação próprios das autoridades 
judiciais, não podem determinar, mesmo que fundamentadamente, a quebra do sigilo telefônico do investigado, 
porque essa medida constitui cláusula de reserva de jurisdição. 
(FGV/CGE-PB /2024) 
06) O Tribunal de Contas do Estado Gama apurou irregularidades em contrato administrativo realizado entre 
o Município Alfa, localizado no Estado Gama, e determinada empresa prestadora de serviços de engenharia. 
A Assembleia Legislativa do referido Estado Gama instaurou Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), 
mediante requerimento de dois terços de seus membros, para apurar as irregularidades encontradas. 
Diante do exposto, é correto afirmar que: 
A) a CPI poderá anular o contrato, pois é sua função, concluída a investigação e confirmada a irregularidade; 
B) a CPI só poderia ter sido instaurada mediante o requerimento da maioria dos membros da Assembleia Legislativa 
do Estado Gama; 
C) a Assembleia Legislativa do Estado Gama não tem competência para instaurar CPI, a fim de apurar ato realizado 
por outro ente federativo, no caso, o Município Alfa; 
D) a CPI não deveria ter sido instaurada, pois o Tribunal de Contas tem o poder de anular o ato administrativo 
viciado; 
E) a CPI não poderia ter sido instaurada pelo Legislativo para apurar ato praticado pelo Executivo, em razão da 
separação de poderes, ainda que demonstrada a irregularidade. 
(CESPE / CEBRASPE /PC-PE/2024) 
07) Julgue os itens que se seguem, referentes aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. 
I No âmbito federal, o Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, cujos membros são eleitos 
segundo o princípio majoritário, para mandato de quatro anos. 
 
II Em caso de impedimento do presidente e do vice-presidente da República, ou na vacância dos respectivos 
cargos, serão chamados ao exercício da Presidência, sucessivamente, o presidente da Câmara dos 
Deputados, o do Senado Federal e o do STF. 
 
III O Conselho Nacional de Justiça e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva são órgãos integrantes do 
Poder Judiciário. 
Assinale a opção correta. 
A) Apenas o item I está certo. 
B) Apenas o item II está certo. 
C) Apenas os itens I e III estão certos. 
D) Apenas os itens II e III estão certos. 
E) Todos os itens estão certos. 
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(CESPE - CEBRASPE/ Prefeitura de Camaçari - BA/2024) 
08) De acordo com a CF, assinale a opção correta com relação às comissões parlamentares de inquérito 
(CPI). 
A) Para a instauração de uma CPI, são necessários os votos da maioria absoluta dos membros da casa legislativa 
B) As CPI têm poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. 
C) As CPI são impedidas de convocar ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a 
suas atribuições. 
D) As CPI podem investigar diversos fatos, alguns deles indeterminados. 
E) As CPI têm prazo definido para a conclusão dos seus trabalhos, sendo esse prazo improrrogável. 
(FGV/ Prefeitura de São José dos Campos - SP/2024) 
09) Maria, professora de ciência política, questionou João, seu aluno, a respeito do processo de escolha de 
Deputados Federais e Senadores, mais especificamente em relação ao sistema de escolha e ao número de 
legislaturas pelas quais se estendem os mandatos. 
 
João respondeu corretamente que 
A) Deputados Federais são escolhidos pelo sistema majoritário, e os Senadores pelo sistema proporcional, sendo 
que o mandato de ambos se estende por período equivalente a uma legislatura. 
B) Deputados Federais e Senadores são escolhidos pelo sistema majoritário, sendo que o mandato dos primeiros 
se estende por período equivalente a duas legislaturas e o dos últimos por período equivalente a três legislaturas. 
C) Deputados Federais e Senadores são escolhidos pelo sistema proporcional, sendo que o mandato dos primeiros 
se estende por período equivalente a quatro legislaturas e o dos últimos por período equivalente a oito legislaturas. 
D) todos os parlamentares, em qualquer nível federativo, são escolhidos pelo sistema proporcional, sendo que o 
mandato se estende por uma legislatura, havendo renovações parciais do Senado Federal, a cada eleição, em um 
terço e em dois terços, alternadamente. 
E) Deputados Federais são escolhidos pelo sistema proporcional, e Senadores, pelo sistema majoritário, sendo que 
o mandato dos primeiros se estende por período equivalente a uma legislatura e o dos últimos, por período 
equivalente a duas legislaturas. 
(CESPE - CEBRASPE/ CAU-BR /2024) 
10) Com relação ao processo legislativo, julgue o item seguinte. 
 
A mesa do Congresso Nacional é presidida pelo presidente do Senado Federal e os demais cargos são exercidos 
pelos ocupantes de cargos equivalentes na Câmara dos Deputados, para manter o equilíbrio de poderes entre as 
duas casas legislativas. 
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Gabarito 
1 D 21 
2 A 22 
3 D 23 
4 D 24 
5 E 25 
6 C 26 
7 B 27 
8 B 28 
9 E 29 
10 E 30 
11 31 
12 32 
13 33 
14 34 
15 35 
16 36 
17 37 
18 38 
19 39 
20 40 
 
 
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Questões Comentadas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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73 
(FGV/TJ-AP/2024) 
01) Maria, deputada federal, por entender que o isolamento de Brasília, capital federal, caminhava em norte 
contrário à sedimentação da ideologia participativa, apresentou projeto de lei visando à mudança temporária 
da sede do Poder Legislativo para determinada região do país, durante os meses previstos na proposição. 
A mudança, ao ver de Maria, era essencial ao desenvolvimento dessa região. 
 
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, ao apreciar a 
compatibilidade do referido projeto com a Constituição da República, observou corretamente que a 
mudança da sede do Poder Legislativo: 
A) exige emenda constitucional; 
B) deve ser antecedida de plebiscito; 
C) pode ser realizada da forma alvitrada por Maria; 
D) pode ser estabelecida peloCongresso Nacional, sem o concurso do Poder Executivo; 
E) é vedada, considerando que há norma constitucional definindo Brasília como a capital federal. 
Comentário: 
 
Letra A: Errada. 
 
A mudança temporária da sede do Poder Legislativo não exige uma emenda constitucional. 
 
 
Letra B: Errada. 
 
A Constituição Federal não estabelece a necessidade de realização de plebiscito para a mudança temporária da 
sede do Poder Legislativo. 
 
Letra C: Errada. 
 
A proposta de mudança temporária da sede do Poder Legislativo deve observar os princípios constitucionais e o 
devido processo legislativo, não sendo uma decisão individual ou arbitrária. 
 
 
Letra D: Correta. 
 
Conforme dispõe a Constituição Federal: 
 
Constituição Federal 
 
Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta para o 
especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias de competência da União, especialmente 
sobre: 
 
VII - transferência temporária da sede do Governo Federal; 
 
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: 
 
VI - mudar temporariamente sua sede 
 
 
 
Letra E: Errada. 
 
Embora Brasília seja a capital federal, a mudança temporária da sede do Poder Legislativo para outra região do país 
não é vedada pela Constituição Federal. 
 
Gabarito: Letra D. 
 
(FCC /TRT - 11ª Região (AM e RR) /2024) 
02) De acordo com a Constituição Federal, compete privativamente 
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74 
A) ao Senado Federal aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, de ofício, do Procurador-
Geral da República antes do término de seu mandato. 
B) ao Congresso Nacional aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em sessão secreta, a escolha dos 
chefes de missão diplomática de caráter permanente. 
C) ao Senado Federal autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente 
e o Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado. 
D) à Câmara dos Deputados suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por 
decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal. 
E) à Câmara dos Deputados avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional, em sua 
estrutura e seus componentes, e o desempenho das administrações tributárias da União, dos Estados e do Distrito 
Federal e dos Municípios. 
Comentário: 
 
Letra A: Correta. 
 
De acordo com a Constituição Federal: Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: 
 
XI - aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, de ofício, do Procurador-Geral da República 
antes do término de seu mandato; 
 
Letra B: Errada 
 
De acordo com a Constituição Federal: Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: 
 
IV - aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em sessão secreta, a escolha dos chefes de missão 
diplomática de caráter permanente; 
 
 
Letra C: Errada. 
 
De acordo com a Constituição Federal: Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputados: 
 
I - autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente e o Vice-Presidente 
da República e os Ministros de Estado; 
 
 
Letra D: Errada. 
 
De acordo com a Constituição Federal: Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: 
 
X - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo 
Tribunal Federal; 
 
 
Letra E: Errada. 
 
De acordo com a Constituição Federal: Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: 
 
XV - avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional, em sua estrutura e seus componentes, 
e o desempenho das administrações tributárias da União, dos Estados e do Distrito Federal e dos Municípios. 
 
Gabarito: Letra A. 
(VUNESP/MPE-RJ/2024) 
03) A respeito das imunidades de Deputados e Senadores, com base na Constituição Federal, é correto 
afirmar que 
A) as imunidades de Deputados e Senadores não subsistirão durante o estado de sítio. 
B) os Deputados e Senadores podem ser obrigados a testemunhar sobre informações recebidas em razão do 
exercício do Mandato. 
C) os Deputados e Senadores militares, em tempo de guerra, serão incorporados às Forças Armadas, 
independentemente de deliberação da respectiva Casa. 
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D) a sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato. 
E) os Deputados e Senadores, a partir da posse, serão submetidos cível e penalmente a julgamento perante o 
Supremo Tribunal Federal. 
Comentário: 
 
Letra A: Errada. 
 
As imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de sítio, só podendo ser suspensas 
mediante o voto de dois terços dos membros da Casa respectiva, nos casos de atos praticados fora do recinto do 
Congresso Nacional, que sejam incompatíveis com a execução da medida, de acordo com a Constituição. 
 
Letra B: Errada. 
 
Os Deputados e Senadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em 
razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações, de 
acordo com a Constituição. 
 
Letra C: Errada. 
 
A incorporação às Forças Armadas de Deputados e Senadores, embora militares e ainda que em tempo de guerra, 
dependerá de prévia licença da Casa respectiva, de acordo com a Constituição. 
 
Letra D: Correta. 
 
De acordo com a Constituição Federal, a sustação do processo contra Deputado ou Senador suspende a prescrição 
enquanto durar o mandato. 
 
 
Letra E: Errada. 
 
Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o Supremo 
Tribunal Federal, de acordo com a Constituição. 
 
Gabarito: Letra D. 
(VUNESP/MPE-RJ/2024) 
04) Considere que o Poder Executivo lançou edital para a constituição de um fundo de investimento 
imobiliário, que tem como objetivo dinamizar a gestão do patrimônio imobiliário público de determinada 
região da cidade, fomentando o seu desenvolvimento. Para viabilizar esse projeto, o edital prevê a 
contratação de duas empresas, que serão responsáveis pela gestão e pela administração do fundo. 
 
Dentre as atribuições dessas empresas estão a curadoria do patrimônio incorporado ao fundo e a 
elaboração de relatórios, que devem ser submetidos a um comitê de investimento, integrado por agentes 
públicos e responsável por validar as decisões da gestora e da administradora. 
 
Após o recebimento de representação formulada por Deputado Estadual impugnando o Edital, um dos 
Conselheiros do Tribunal de Contas, por decisão monocrática, suspendeu a licitação. Interposto agravo 
regimental pela Procuradoria do Estado, o Órgão Pleno do Tribunal de Contas deliberou pela continuidade 
da licitação. 
 
Ao fim do processo, a Corte entendeu que o edital e a minuta de contrato continham vícios, que consistiriam 
basicamente na impossibilidade de a Administração Pública não adotar modelo de contratação 
taxativamente previsto em lei, bem como na impossibilidade de o fundo de investimento se valer de 
instrumentos de gestão apenas aplicados por empresas privadas, razão pela qual decidiu pela imediata 
anulação do contrato administrativo. 
 
Com base na situação hipotética, a respeito das atribuições dos Tribunais de Contas, é correto afirmar que 
A) a representação foi recebida de maneira correta, pois o Tribunal de Contas também é considerado um importante 
instrumento do controle social da Administração pela sociedade. Em função da relação da ação da instituição com 
a democracia participativa, o Supremo Tribunal Federal por decisões de seu Plenário tem reconhecido o poder do 
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Tribunal de Contas de suspender licitações e contratos administrativos, sem prévia intervenção de outros poderes 
constituídos, com base nos princípios da legitimidade e da economicidade. 
B) as decisões do Tribunal de Contas estão incorretas, pois a Corte não possui atribuição constitucional para 
suspender licitações e contratos administrativos. Caso constatada irregularidade dessa natureza, deve cientificar o 
Ministério Público, para a adoção das medidas judiciais cabíveis. 
C) as decisões do Tribunal de Contas estão corretas, pois o princípio da legalidade impõe à Administração o poder 
de somente realizar ações previamente previstas em lei, o que a impede de adotar medidas de gestão inovadoras 
sem prévia chancela do Poder Legislativo. Além disso, dispõe o Tribunal de Contas de competência para anular de 
imediato contrato administrativo, quando a medida se mostrar necessária para garantir a supremacia do interesse 
público. 
D) o Tribunal de Contas pode exercer o juízo de conformidade de uma política pública sob a perspectiva da 
legitimidade, que corresponde a um juízo de adequação entre a medida e a sua capacidade de atender ao interesse 
público, mas não pode anular um contrato administrativo sem prévia manifestação do Poder Legislativo e do próprio 
Poder Executivo, o que torna a última decisão incorreta. 
E) a Constituição Federal foi alterada para somente autorizar a suspensão de licitações por decisões colegiadas 
dos Tribunais de Contas, motivo pelo qual a primeira decisão é inválida. Além disso, o controle de legitimidade da 
ação administrativa corresponde ao juízo de conformidade da ação com o procedimento previsto em lei, o que não 
se confunde com o mérito da própria política pública. 
Comentário: 
 
Letra A: Errada. 
 
Está errada pois contraria o STF: “[…] suspensão do pagamento […] não se confunde com a suspensão do contrato 
como um todo. Caso assim o fosse, ensejaria a necessidade de se notificar a correspondente assembleia legislativa 
para a anulação da avença considerada lesiva ao patrimônio público”. (AgRg, no ED, na Suspensão de Segurança 
n.º 5.306/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 18/3/2023). 
 
Letra B: Errada. 
 
Os Tribunais de Contas podem anular ou suspender licitações e contratos. 
 
 
Letra C: Errada. 
Os Tribunais de Contas, podem anular ou suspender licitações e contratos, não podem fazer sem a participação 
prévia do Poder Legislativo. 
 
 
Letra D: Correta. 
 
De acordo com o art. 71, §§ 1º e 2º e art. 75 da CF, somente após ser facultada a manifestação do Poder Legislativo: 
 
“Art. 71 […] § 1º No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional, que 
solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis. § 2º Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo, 
no prazo de noventa dias, não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a respeito. 
 
[…] 
 
Art. 75. As normas estabelecidas nesta seção aplicam-se, no que couber, à organização, composição e fiscalização 
dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, bem como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos 
Municípios”. 
 
 
Letra E: Errada. 
 
Alternativa errada, conforme explicação da alternativa D. 
 
Sendo assim, o gabarito dado pela banca foi a letra D. 
 
Gabarito: Letra D. 
(CESPE / CEBRASPE /MPE-TO /2024) 
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05) A respeito da organização político-administrativa do Estado, do Poder Judiciário e das comissões 
parlamentares de inquérito no âmbito do Poder Legislativo, julgue o item seguinte. 
 
As comissões parlamentares de inquérito, embora tenham poderes de investigação próprios das autoridades 
judiciais, não podem determinar, mesmo que fundamentadamente, a quebra do sigilo telefônico do investigado, 
porque essa medida constitui cláusula de reserva de jurisdição. 
Comentário: 
 
A banca trouxe uma questão incompleta, mas pode-se entender da seguinte maneira, as comissões parlamentares 
de inquérito (CPIs) possuem poderes investigativos próprios das autoridades judiciais, conforme estabelecido na 
Constituição Federal brasileira. Esses poderes incluem a possibilidade de realizar diligências, convocar pessoas 
para prestar depoimento sob juramento, requisitar documentos e informações sigilosas, entre outras medidas. 
 
Com relação à quebra de sigilo telefônico, as CPIs também têm competência para requerer essa medida, desde 
que observados os procedimentos legais. O Supremo Tribunal Federal (STF) já consolidou o entendimento de que 
as CPIs têm a prerrogativa de determinar a quebra de sigilo telefônico, bancário e fiscal, entre outros, desde que 
fundamentadamente e respeitando os limites estabelecidos pela legislação. 
 
Portanto, não se trata de uma cláusula de reserva de jurisdição aplicável exclusivamente ao Poder Judiciário. 
As CPIs podem, sim, determinar a quebra dos dados do sigilo telefônico do investigado, desde que 
observados os requisitos legais e constitucionais para essa medida, especialmente quanto à fundamentação e à 
proteção dos direitos fundamentais dos investigados. 
 
Gabarito: Errado. 
(FGV/CGE-PB /2024) 
06) O Tribunal de Contas do Estado Gama apurou irregularidades em contrato administrativo realizado entre 
o Município Alfa, localizado no Estado Gama, e determinada empresa prestadora de serviços de engenharia. 
A Assembleia Legislativa do referido Estado Gama instaurou Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), 
mediante requerimento de dois terços de seus membros, para apurar as irregularidades encontradas. 
Diante do exposto, é correto afirmar que: 
A) a CPI poderá anular o contrato, pois é sua função, concluída a investigação e confirmada a irregularidade; 
B) a CPI só poderia ter sido instaurada mediante o requerimento da maioria dos membros da Assembleia Legislativa 
do Estado Gama; 
C) a Assembleia Legislativa do Estado Gama não tem competência para instaurar CPI, a fim de apurar ato realizado 
por outro ente federativo, no caso, o Município Alfa; 
D) a CPI não deveria ter sido instaurada, pois o Tribunal de Contas tem o poder de anular o ato administrativo 
viciado; 
E) a CPI não poderia ter sido instaurada pelo Legislativo para apurar ato praticado pelo Executivo, em razão da 
separação de poderes, ainda que demonstrada a irregularidade. 
Comentário: 
 
Letra A: Errada 
 
A CPI possui o poder de investigar, porém não possui competência para anular contratos. A anulação de um contrato 
administrativo é atribuição do Poder Judiciário, mediante o devido processo legal. 
 
 
Letra B: Errada. 
 
A CPI pode ser iniciada mediante solicitação de um terço dos membros da Assembleia Legislativa, conforme 
estabelecido no Art. 58, § 3º, da Constituição Federal de 1988. 
 
 
Letra C: Correta. 
 
A separação de poderes entre os entes federativos determina que cada esfera de governo (federal, estadual e 
municipal) exerça suas funções de forma autônoma, sendo a fiscalização e controle de atos administrativos 
municipais de competência local. 
 
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Portanto, a instauração da CPI pela Assembleia Legislativa do Estado Gama para investigar atos do Município Alfa 
é considerada inapropriada e ultrapassa os limites de competência legislativa estadual. 
 
 
Letra D: Errada. 
 
A anulação de um ato administrativo é uma competência do Poder Judiciário, após o devido processo legal. 
 
 
Letra E: Errada. 
 
A CPI pode ser criada pelo Legislativo para investigar atosde sacos e sacolas plásticas por 
sacos e sacolas biodegradáveis, em razão da competência da União para legislar sobre a matéria. 
(FGV/CGM de Belo Horizonte - MG /2024) 
10) Com o objetivo de cumprir compromissos de campanha, o Governador do Estado Alfa, logo após a 
posse, encaminhou projeto de lei complementar, à Assembleia Legislativa, criando órgãos de execução no 
Ministério Público do referido Estado, com atribuição exclusiva de combater os crimes cibernéticos. 
Além disso, informou à população que estabelecera as metas de desempenho a serem observadas pela 
Instituição no combate à referida espécie de ilícito. Por fim, ressaltou que o cumprimento das referidas 
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metas de desempenho ensejaria a percepção de uma gratificação de produtividade pelos respectivos 
membros. 
Essas três medidas foram amplamente comemoradas por alguns setores da sociedade, mas duramente 
criticadas por outros, que ressaltavam a sua incompatibilidade com a ordem constitucional. 
À luz da sistemática estabelecida na Constituição da República de 1988, é correto afirmar, em relação às 
três medidas adotadas pelo Governador do Estado, que 
A) todas são inconstitucionais. 
B) somente a definição das metas de desempenho é inconstitucional. 
C) somente a apresentação do projeto de lei complementar é compatível com a ordem constitucional. 
D) somente a definição das metas de desempenho e a percepção da gratificação são inconstitucionais. 
(FGV/TJ/SC /2024) 
11) O Estado Alfa editou lei estadual dispondo que a lavra de recursos minerais, sob qualquer regime de 
exploração e aproveitamento, respeitada a legislação federal pertinente e demais atos e normas específicos 
de atribuição da União, dependerá, observadas as demais disposições legais, de indenização monetária 
pelos danos causados ao meio ambiente, independentemente da obrigação de reparar o dano. 
Em ação judicial ambiental em que litigam o empreendedor Beta e o Estado Alfa, o magistrado foi instado a 
declarar a inconstitucionalidade, incidenter tantum, da norma acima citada, que estabelece a obrigação de 
indenização monetária pelos danos causados ao meio ambiente em relação à exploração e ao 
aproveitamento de lavra de recursos minerais. 
O juiz de direito, seguindo jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, deve considerar a citada norma 
estadual: 
A) constitucional, porque a Carta Magna estabelece que as atividades minerais, independentemente de serem 
consideradas lesivas ao meio ambiente, sujeitarão os empreendedores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções 
administrativas, sem prejuízo da obrigação de reparar os danos causados; 
B) constitucional, porque a instituição de indenização monetária pelas atividades minerárias realizadas no Estado-
membro é compatível com a Constituição, dentro de suas engrenagens e dos deveres fundamentais ambientais que 
revestem a tutela ecológica efetiva adequada e tempestiva; 
C) inconstitucional, porque o texto da Constituição Federal dispõe que constituem monopólio da União a pesquisa 
e a lavra das jazidas de minério, petróleo e gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, de acordo com o respectivo 
regulamento; 
D) inconstitucional, porque as jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os potenciais de energia 
hidráulica constituem propriedade distinta da do solo, para efeito de exploração ou aproveitamento, e pertencem à 
União; 
E) inconstitucional, porque não pode o Estado Alfa legislar sobre bens minerais de propriedade da União, e a 
competência outorgada pela Constituição aos estados para legislar de forma concorrente sobre responsabilidade 
por dano ambiental não lhes autoriza a criar ou disciplinar aspectos civis ou criminais do dano ambiental. 
(FGV/TJ/SC /2024) 
12) Em uma gincana jurídica, os grupos participantes foram questionados a respeito da funcionalidade dos 
denominados “princípios constitucionais sensíveis”, mais especificamente se a sua infringência apresenta 
características similares na perspectiva da decretação da intervenção nos estados ou nos municípios. O 
grupo Alfa sustentou que a ação direta interventiva é essencial para a decretação da intervenção em 
município em razão da não aplicação do mínimo exigido da receita municipal na manutenção e 
desenvolvimento do ensino. O grupo Beta defendeu que a decretação de intervenção em município, em 
situações que correspondem à violação aos referidos princípios, reproduzidos inclusive na Constituição 
Estadual, pode ser provocada ou espontânea. Por fim, o grupo Gama sustentou que a decretação de 
intervenção em estado, em razão da afronta aos princípios constitucionais sensíveis, sempre se dá na 
modalidade provocada. 
 
Ao final, os jurados concluíram, corretamente, em relação às conclusões dos referidos grupos, que: 
A) todas estão erradas; 
B) apenas a de Beta está certa; 
C) apenas a de Gama está certa; 
D) apenas as de Alfa e Gama estão certas; 
E) apenas as de Beta e Gama estão certas. 
(FGV/TJ/SC /2024) 
13) João, deputado estadual no âmbito da Assembleia Legislativa do Estado Alfa, almejava apresentar 
projeto de lei direcionado à proteção animal, mas que permitiria expressamente o sacrifício ritual de animais 
em cultos de religiões de matriz africana. 
Ao analisar a sistemática estabelecida na Constituição da República, João concluiu, corretamente, que: 
 
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A) compete privativamente à União legislar sobre a matéria, o que seria insuscetível de delegação aos estados; 
B) o Estado Alfa possui competência concorrente com a União para legislar sobre a matéria, além de o projeto 
resguardar a liberdade religiosa; 
C) apesar de competir privativamente à União legislar sobre a matéria, lei complementar federal poderia delegar 
essa competência aos estados; 
D) apesar de a União ter competência privativa para legislar sobre caça e fauna, o estado possui competência 
concorrente para legislar sobre meio ambiente; 
E) o projeto seria incompatível com a Constituição da República, pois a laicidade do Estado pressupõe a sua 
neutralidade em relação à generalidade das religiões. 
(CESPE- CEBRASPE /PGE-RN/2024) 
14) O município X sofreu intervenção estadual por ter deixado de pagar, sem motivo de força maior, por dois 
anos consecutivos, em diferentes gestões, a dívida fundada. Entretanto, a Constituição estadual apenas 
autoriza a intervenção nos casos em que o inadimplemento não esteja vinculado à gestão anterior. 
Nessa situação hipotética, a intervenção estadual é 
A) constitucional, pois é possível a intervenção estadual no município por qualquer dívida. 
B) inconstitucional, cabendo ao constituinte estadual restringir a intervenção no município. 
C) inconstitucional, pois é indevida a intervenção estadual em município por falta de pagamento de dívida fundada. 
D) inconstitucional, pois é indevida a intervenção estadual em município por falta de pagamento de qualquer dívida. 
E) constitucional, não cabendo ao constituinte estadual restringir a intervenção no município. 
(FGV/TJ-RJ/2024) 
15) A Lei nº X, do Estado Alfa, dispôs que as sociedades empresárias que exploram o serviço de 
telecomunicações em seu território devem informar aos respectivos usuários, em caráter prévio, a 
identificação dos funcionários que precisarão ingressar em suas residências. A medida foi muito 
comemorada pelos usuários do serviço, considerando o aumento de sua segurança, mas criticada pelas 
sociedades empresárias do setor, que argumentavam com o possível aumento dos custos operacionais 
para a implementação da medida. 
À luz da sistemática constitucional, é correto afirmar que a Lei nºpraticados pelo Executivo, em conformidade com o 
princípio de fiscalização e controle, que é uma das atribuições do Poder Legislativo, conforme o Art. 58, § 3º, da 
Constituição Federal de 1988. 
 
 
Gabarito: Letra C. 
(CESPE / CEBRASPE /PC-PE/2024) 
07) Julgue os itens que se seguem, referentes aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. 
I No âmbito federal, o Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, cujos membros são eleitos 
segundo o princípio majoritário, para mandato de quatro anos. 
 
II Em caso de impedimento do presidente e do vice-presidente da República, ou na vacância dos respectivos 
cargos, serão chamados ao exercício da Presidência, sucessivamente, o presidente da Câmara dos 
Deputados, o do Senado Federal e o do STF. 
 
III O Conselho Nacional de Justiça e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva são órgãos integrantes do 
Poder Judiciário. 
Assinale a opção correta. 
A) Apenas o item I está certo. 
B) Apenas o item II está certo. 
C) Apenas os itens I e III estão certos. 
D) Apenas os itens II e III estão certos. 
E) Todos os itens estão certos. 
Comentário: 
 
Item I: Errado. 
 
De acordo com a Constituição Federal a Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos, 
pelo sistema proporcional, em cada Estado, em cada Território e no DF. (art. 45, CF) 
 
Item II. Correto. 
 
Em caso de Impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão 
sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado 
Federal e o do STF. (Art. 80, CF) 
 
 
Item III. Errado. 
 
O Poder Judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às competições desportivas após esgotarem-se as 
instâncias da justiça desportiva, regulada em lei. (Art. 217, § 1º, CF). 
 
Gabarito: Letra B. 
 
(CESPE - CEBRASPE/ Prefeitura de Camaçari - BA/2024) 
08) De acordo com a CF, assinale a opção correta com relação às comissões parlamentares de inquérito 
(CPI). 
A) Para a instauração de uma CPI, são necessários os votos da maioria absoluta dos membros da casa legislativa 
B) As CPI têm poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. 
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C) As CPI são impedidas de convocar ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a 
suas atribuições. 
D) As CPI podem investigar diversos fatos, alguns deles indeterminados. 
E) As CPI têm prazo definido para a conclusão dos seus trabalhos, sendo esse prazo improrrogável. 
Comentário: 
 
Letra A: Errada. 
 
São três os requisitos de instauração: pedido de 1/3 dos membros, indicação de fato certo e prazo determinado. 
 
 
Letra B: Correta. 
 
As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, 
além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo 
Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, para a 
apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério 
Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. É o que prevê a Constituição Federal 
em seu art. 58, §3º. 
 
 
Letra C: Errada. 
 
De acordo com a Constituição Federal: Art. 58, § 2º Às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe: 
III - convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições; 
 
 
Letra D: Errada. 
 
Os fatos precisam ser determinados. 
 
 
Letra E: Errada. 
 
O prazo é passível de sucessivas prorrogações, desde que no âmbito da mesma legislatura" (Marcelo Alexandrino 
e Vicente Paulo). 
 
Gabarito: Letra B. 
(FGV/ Prefeitura de São José dos Campos - SP/2024) 
09) Maria, professora de ciência política, questionou João, seu aluno, a respeito do processo de escolha de 
Deputados Federais e Senadores, mais especificamente em relação ao sistema de escolha e ao número de 
legislaturas pelas quais se estendem os mandatos. 
 
João respondeu corretamente que 
A) Deputados Federais são escolhidos pelo sistema majoritário, e os Senadores pelo sistema proporcional, sendo 
que o mandato de ambos se estende por período equivalente a uma legislatura. 
B) Deputados Federais e Senadores são escolhidos pelo sistema majoritário, sendo que o mandato dos primeiros 
se estende por período equivalente a duas legislaturas e o dos últimos por período equivalente a três legislaturas. 
C) Deputados Federais e Senadores são escolhidos pelo sistema proporcional, sendo que o mandato dos primeiros 
se estende por período equivalente a quatro legislaturas e o dos últimos por período equivalente a oito legislaturas. 
D) todos os parlamentares, em qualquer nível federativo, são escolhidos pelo sistema proporcional, sendo que o 
mandato se estende por uma legislatura, havendo renovações parciais do Senado Federal, a cada eleição, em um 
terço e em dois terços, alternadamente. 
E) Deputados Federais são escolhidos pelo sistema proporcional, e Senadores, pelo sistema majoritário, sendo que 
o mandato dos primeiros se estende por período equivalente a uma legislatura e o dos últimos, por período 
equivalente a duas legislaturas. 
Comentário: 
 
De acordo com a Constituição Federal: 
 
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Constituição Federal 
 
Art. 44. O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe da Câmara dos Deputados 
e do Senado Federal. 
 
Parágrafo único. Cada legislatura terá a duração de quatro anos. 
 
 
Art. 45. A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos, pelo sistema proporcional, 
em cada Estado, em cada Território e no Distrito Federal. 
 
 
Art. 46. O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos segundo 
o princípio majoritário. 
 
§ 1º Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores, com mandato de oito anos. 
 
§ 2º A representação de cada Estado e do Distrito Federal será renovada de quatro em quatro anos, 
alternadamente, por um e dois terços. 
 
 
Gabarito: Letra E 
 
(CESPE - CEBRASPE/ CAU-BR /2024) 
10) Com relação ao processo legislativo, julgue o item seguinte. 
 
A mesa do Congresso Nacional é presidida pelo presidente do Senado Federal e os demais cargos são exercidos 
pelos ocupantes de cargos equivalentes na Câmara dos Deputados, para manter o equilíbrio de poderes entre as 
duas casas legislativas. 
Comentário: 
 
A Mesa do Congresso Nacional será presidida pelo Presidente do Senado Federal, e os demais cargos serão 
exercidos, alternadamente, pelos ocupantes de cargos equivalentes na Câmara dos Deputados e no Senado 
Federal. (Art. 57, § 5º, CF) 
 
Gabarito: Errado.
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Processo Legislativo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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(FGV/AL-PR/2024) 
01) Joana, servidora dedeterminada Casa Legislativa, e que presta assessoria ao parlamentar João, foi 
instada por seu superior hierárquico a estruturar a parte normativa, com estrita observância dos 
balizamentos estabelecidos na Lei Complementar nº 95/1998, considerando o esboço por ele elaborado. 
Ao realizar sua tarefa, Joana observou corretamente que, na referida parte da proposição legislativa 
A) será indicado o enunciado do objeto. 
B) serão detalhadas as disposições transitórias. 
C) será indicado o âmbito de aplicação das disposições normativas. 
D) serão inseridas as disposições pertinentes às medidas necessárias à implementação das normas 
E)serão inseridas eventuais normas de remissão ao texto das normas de conteúdo substantivo de outros diplomas 
normativos. 
(FGV/AL-PR/2024) 
02) O Chefe do Poder Executivo editou medida provisória que para abertura de crédito extraordinário, 
visando atender a despesas imprevisíveis decorrentes de catástrofe ambiental caracterizadora de 
calamidade pública. 
Diante do exposto e de acordo com o entendimento predominante no Supremo Tribunal Federal, é correto 
afirmar que o referido ato normativo é 
A) inconstitucional, pois é vedado ao Poder Executivo editar medida provisória que disponha planos plurianuais, 
diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares. 
B) constitucional, pois é permitido ao Poder Executivo editar medida provisória que disponha planos plurianuais, 
diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares. 
C) inconstitucional, pois é vedado ao Poder Executivo editar medida provisória que disponha sobre matéria 
reservada a lei complementar. 
D) constitucional, pois no caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas 
provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. 
E) constitucional, pois além dos requisitos de relevância e urgência, a Constituição autoriza que a abertura do crédito 
extraordinário seja feita por Medida Provisória apenas para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como no 
caso de calamidade pública. 
(FGV/TJ-AP/2024) 
03) A Assembleia Legislativa do Estado Alfa recebeu uma proposição legislativa que tem por objeto a 
alteração das atribuições de certo órgão colegiado da Administração Superior do Ministério Público do 
Estado. 
Considerando os balizamentos estabelecidos pela Constituição da República a respeito das normas que 
estabelecem a organização, as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público, é correto afirmar que a 
proposição legislativa precisa ter a natureza de: 
 
A) projeto de lei ordinária, de iniciativa privativa do governador do Estado; 
B) projeto de lei ordinária, de iniciativa privativa do Colégio de Procuradores de Justiça; 
C) projeto de lei complementar, de iniciativa privativa do procurador-geral de Justiça; 
D) proposta de emenda constitucional, podendo ter sido apresentada por qualquer legitimado para a reforma; 
E) projeto de lei complementar, podendo ter sido apresentado pelo procurador-geral de Justiça ou pelo governador 
do Estado. 
(FGV/TJ-AP/2024) 
04) Pedro, estudante de direito, foi questionado por seu professor em relação às fases do processo 
legislativo para a elaboração de uma lei orgânica municipal. De acordo com Pedro: 
(1) o projeto deve ser aprovado em dois turnos de votação; 
(2) pelo voto de dois terços dos membros da Câmara Municipal; e 
(3) com a sanção do chefe do Poder Executivo. 
 
Ao analisar as afirmações de Pedro em relação ao processo legislativo, o professor observou, corretamente, 
que: 
 
A) todas estão certas; 
B) apenas a afirmação 2 está certa; 
C) apenas a afirmação 3 está certa; 
D) apenas a afirmação 1 e 2 estão certas; 
E) apenas a afirmação 1 e 3 estão certas. 
(VUNESP /MPE-RJ/2024) 
05) Considere que o Presidente da República, por meio de medida provisória, estendeu de cinco para dez 
anos o prazo de prescrição para a cobrança de créditos tributários decorrentes de taxas de polícia. A 
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justificativa é a de que a mudança de posicionamento dos Tribunais Superiores com relação ao modo de 
contagem da prescrição intercorrente estaria gerando graves prejuízos ao patrimônio público, pois uma 
quantia expressiva de créditos tributários dessa natureza estaria sendo extinta dessa forma. Inconformado 
com o ato legislativo, um partido político com representação no Congresso Nacional propôs ação direta de 
inconstitucionalidade em face da medida provisória. 
 
Com base na situação hipotética e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que 
 
A) a medida provisória revogou a lei anterior que disciplinava o assunto. Caso o congresso nacional reprove a 
inovação legislativa, a lei anterior passará a ter eficácia após a rejeição tática ou expressa. 
B) a medida provisória pode ser objeto de questionamento em controle abstrato de constitucionalidade, e a sua 
conversão em lei não torna prejudicado, de acordo com todos os precedentes do STF, o debate sobre o atendimento 
dos pressupostos de admissibilidade do seu uso (relevância e urgência). 
C) em julgado recente, o Supremo Tribunal Federal entendeu que os requisitos da relevância e urgência não estão 
sujeitos a controle jurisdicional, bem como que a rejeição tácita ou expressa da medida provisória faz com que a 
ação direta de inconstitucionalidade perca o seu objeto. 
D) o Supremo Tribunal Federal não dispõe de competência para suspender, em caráter liminar, medida provisória 
em sede de ADI, pois não essa espécie normativa não tem a capacidade de inovar de maneira definitiva no 
ordenamento jurídico, motivo pelo qual não se sujeita ao controle abstrato constitucionalidade. 
E) embora o Supremo Tribunal Federal tenha reconhecido a desnecessidade de lei complementar tratar dos marcos 
temporais da prescrição intercorrente, a definição do prazo de prescrição em si é reservada à lei complementar, 
motivo pelo qual a medida provisória em questão é inconstitucional. 
(VUNESP /CGM de Belo Horizonte - MG/2024) 
06) O Presidente da República editou a Medida Provisória nº Y, disciplinando alguns aspectos do contrato 
de compra e venda de semoventes, estabelecendo ainda as garantias passíveis de serem exigidas para a 
sua celebração. A iniciativa decorreu do fato de haver profunda discordância em relação ao teor do Projeto 
de Lei nº X, que fora aprovado pelo Congresso Nacional e estava pendente de sanção pelo Chefe do Poder 
Executivo. 
Irresignado com o teor da Medida Provisória nº Y, o Partido Político Beta solicitou que sua assessoria 
analisasse a sua compatibilidade com a Constituição da República, sendo-lhe corretamente respondido que 
o referido ato normativo 
A) não apresenta qualquer incompatibilidade com a ordem constitucional. 
B) somente apresenta incompatibilidade com a ordem constitucional em relação ao seu objeto. 
C) somente apresenta incompatibilidade com a ordem constitucional em relação ao aspecto circunstancial do 
momento em que foi editada. 
D) apresenta incompatibilidade com a ordem constitucional tanto em relação ao seu objeto como ao aspecto 
circunstancial do momento em que foi editada. 
(FGV/TJ-SC/2024) 
07) Dois meses antes do término do exercício financeiro, o presidente da República foi informado de que as 
dotações orçamentárias direcionadas a custear determinada política pública implementadora de política 
social não seriam suficientes à realização desse objetivo. Por tal razão, foi editada a Medida Provisória nº X, 
abrindo crédito adicional destinado à cobertura da referida despesa pública. Irresignado com o teor desse 
ato normativo, o Partido Político Alfa realizou estudos em relação à sua compatibilidade com a Constituição 
da República e à sua possível submissão ao controle concentrado de constitucionalidade.Ao fim dos estudos realizados, concluiu-se, corretamente, que: 
A) créditos adicionais, qualquer que seja a sua modalidade, somente podem ser abertos por lei, logo, a Medida 
Provisória nº X é inconstitucional e pode ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade; 
B) a modalidade de crédito adicional indicada na narrativa não pode ser aberta com a edição de medida provisória, 
logo, o referido ato normativo pode ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade; 
C) apesar de a modalidade de crédito adicional indicada na narrativa não poder ser aberta por medida provisória, 
por se tratar de ato de efeitos concretos, não pode ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade; 
D) créditos adicionais, qualquer que seja a sua modalidade, podem ser abertos por medida provisória, o que decorre 
da relevância e da urgência da medida, logo, o referido ato normativo apresenta higidez constitucional; 
E) a modalidade de crédito adicional indicada na narrativa pode ser aberta com a edição de medida provisória, logo, 
a deflagração do controle concentrado não culminaria com a declaração de inconstitucionalidade do ato normativo. 
(FGV/TJ-RJ/2024) 
08) Após ampla mobilização de uma frente parlamentar voltada ao combate à corrupção, um grupo de cento e 
setenta e dois Deputados Federais subscreveu uma proposta de emenda constitucional. Essa proposta foi 
apresentada, na segunda sessão legislativa do ano, em um momento no qual duas regiões do país eram ameaçadas 
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por uma grave e iminente ameaça institucional, sendo que o seu objeto era a inserção, no texto constitucional, da 
pena mínima a ser cominada ao crime de corrupção. 
 
Considerando os balizamentos estabelecidos pela Constituição da República, é correto afirmar, em relação à 
referida proposta, que ela 
A) apresenta apenas vício de iniciativa. 
B) somente apresenta vício ao afrontar um limite material de reforma constitucional. 
C) somente apresenta vício ao afrontar um limite temporal de reforma constitucional. 
D) não apresenta qualquer incompatibilidade com a Constituição da República. 
E) somente apresenta vício ao afrontar um limite circunstancial de reforma constitucional. 
(CESPE-CEBRASPE/INPI/2024) 
09) Acerca de atos administrativos e processo administrativo federal, julgue o item seguinte. 
 
O decreto é ato administrativo privativo do chefe do Poder Executivo, podendo ser classificado em decreto normativo 
e decreto individual. 
(FGV/MPE-GO/2024) 
10) O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado Gama declarou incidentalmente a 
inconstitucionalidade formal de artigo de lei federal, com fundamento na interpretação do Art. 91 do 
Regimento Interno do Senado Federal, sem apontar diretamente desrespeito às normas constitucionais 
pertinentes ao processo legislativo. 
 
Diante do exposto e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, assinale a afirmativa correta. 
A) O OETJ agiu incorretamente, pois em observância à separação dos poderes, quando não caracterizada violação 
direta às normas constitucionais, é defeso ao Poder Judiciário exercer o controle jurisdicional em relação à 
interpretação do alcance de normas regimentais das Casas Legislativas, por se tratar de matéria interna corporis. 
B) O OETJ agiu corretamente, pois quando as normas regimentais geram um resultado inconstitucional, a liberdade 
de conformação do Poder Legislativo deve ser mitigada, tomando-se como parâmetro de controle não somente os 
dispositivos constitucionais pertinentes especificamente ao processo legislativo, mas o texto constitucional como um 
todo. 
C) O OETJ agiu incorretamente, pois mesmo quando as normas regimentais geram um resultado inconstitucional, 
a liberdade de conformação do Poder Legislativo não pode ser mitigada, e qualquer vício de procedimento durante 
o processo legislativo será sanado após a promulgação da norma. 
D) O OETJ agiu corretamente, pois constatados o vício procedimental e a supressão de uma fase do processo 
legislativo, está configurada a inconstitucionalidade formal e material, devendo o poder judiciário, em observância 
ao princípio da separação de poderes, declarar a inconstitucionalidade. 
E) O OETJ agiu incorretamente, pois só as normas constantes da Constituição podem servir de parâmetro de 
controle, sendo os dispositivos que forem aprovados sem a observância das regras previstas no regimento interno 
das Casas Legislativas apenas suscetíveis de controle de legalidade. 
(CESPE-CEBRASPE/CAU-BR /2024) 
11) A atividade legislativa é exercida tanto pelo Poder Executivo quanto pelo Poder Legislativo, 
simbolizando o sistema democrático. A respeito dessa temática, julgue o próximo item. 
Caso o presidente da República solicite urgência para apreciação de projeto de lei de sua autoria, que já tramita no 
Poder Legislativo, a proposta passará a ter prioridade, com redução de prazos e precedência na pauta em relação 
aos projetos em tramitação ordinária. 
(CESPE-CEBRASPE/CAU-BR /2024) 
12) Com relação ao processo legislativo, julgue o item seguinte. 
 
O prazo constitucional para o presidente da República sancionar ou vetar um projeto de lei, total ou parcialmente, é 
de trinta dias úteis contados da data do recebimento, após esse prazo, o silêncio do presidente da República 
importará sanção. 
(CESPE-CEBRASPE/CAU-BR /2024) 
13) Com relação ao processo legislativo, julgue o item seguinte. 
 
O veto do presidente da República é apreciado em sessão conjunta pela Câmara dos Deputados e pelo Senado 
Federal. 
 
 
 
 
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Gabarito 
1 E 21 
2 E 22 
3 C 23 
4 D 24 
5 E 25 
6 C 26 
7 B 27 
8 D 28 
9 C 29 
10 A 30 
11 C 31 
12 E 32 
13 C 33 
14 34 
15 35 
16 36 
17 37 
18 38 
19 39 
20 40 
 
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Questões Comentadas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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88 
(FGV/AL-PR/2024) 
01) Joana, servidora de determinada Casa Legislativa, e que presta assessoria ao parlamentar João, foi 
instada por seu superior hierárquico a estruturar a parte normativa, com estrita observância dos 
balizamentos estabelecidos na Lei Complementar nº 95/1998, considerando o esboço por ele elaborado. 
Ao realizar sua tarefa, Joana observou corretamente que, na referida parte da proposição legislativa 
A) será indicado o enunciado do objeto. 
B) serão detalhadas as disposições transitórias. 
C) será indicado o âmbito de aplicação das disposições normativas. 
D) serão inseridas as disposições pertinentes às medidas necessárias à implementação das normas 
E)serão inseridas eventuais normas de remissão ao texto das normas de conteúdo substantivo de outros diplomas 
normativos. 
Comentário: 
 
Ao estruturar a parte normativa da proposição legislativa, observou que devem ser inseridas eventuais normas de 
remissão ao texto das normas de conteúdo substantivo de outros diplomas normativos. Isso significa que ela 
incluiu referências ou citações a outras leis ou normas relevantes para o contexto da proposição, o que é 
uma prática comum na elaboração de textos legislativos. A remissão serve para conectar a proposição em 
questão com outras normas já existentes ou pertinentes ao tema tratado, garantindocoerência e consistência no 
ordenamento jurídico. 
 
 
LC 95/98 
 
Art. 3 A lei será estruturada em três partes básicas: 
 
 II - para a obtenção de precisão: 
 
g) indicar, expressamente o dispositivo objeto de remissão, em vez de usar as expressões ‘anterior’, ‘seguinte’ 
ou equivalentes; 
 
Gabarito: Letra E. 
(FGV/AL-PR/2024) 
02) O Chefe do Poder Executivo editou medida provisória que para abertura de crédito extraordinário, 
visando atender a despesas imprevisíveis decorrentes de catástrofe ambiental caracterizadora de 
calamidade pública. 
Diante do exposto e de acordo com o entendimento predominante no Supremo Tribunal Federal, é correto 
afirmar que o referido ato normativo é 
A) inconstitucional, pois é vedado ao Poder Executivo editar medida provisória que disponha planos plurianuais, 
diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares. 
B) constitucional, pois é permitido ao Poder Executivo editar medida provisória que disponha planos plurianuais, 
diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares. 
C) inconstitucional, pois é vedado ao Poder Executivo editar medida provisória que disponha sobre matéria 
reservada a lei complementar. 
D) constitucional, pois no caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas 
provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. 
E) constitucional, pois além dos requisitos de relevância e urgência, a Constituição autoriza que a abertura do crédito 
extraordinário seja feita por Medida Provisória apenas para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como no 
caso de calamidade pública. 
Comentário: 
 
A abertura de crédito extraordinário por meio de medida provisória é constitucional quando destinada a despesas 
imprevisíveis decorrentes de catástrofe ambiental que caracteriza calamidade pública. Isso está em conformidade 
com os requisitos constitucionais estabelecidos para o uso desse instrumento normativo pelo Poder Executivo. 
LC 95/98 
 
Art. 167. São vedados: 
 
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§ 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas imprevisíveis e 
urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, observado o disposto no 
art. 62. 
 
 Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, 
com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. 
 
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: 
 
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares, ressalvado 
o previsto no art. 167, § 3º; 
 
Gabarito: Letra E. 
(FGV/TJ-AP/2024) 
03) A Assembleia Legislativa do Estado Alfa recebeu uma proposição legislativa que tem por objeto a 
alteração das atribuições de certo órgão colegiado da Administração Superior do Ministério Público do 
Estado. 
Considerando os balizamentos estabelecidos pela Constituição da República a respeito das normas que 
estabelecem a organização, as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público, é correto afirmar que a 
proposição legislativa precisa ter a natureza de: 
 
A) projeto de lei ordinária, de iniciativa privativa do governador do Estado; 
B) projeto de lei ordinária, de iniciativa privativa do Colégio de Procuradores de Justiça; 
C) projeto de lei complementar, de iniciativa privativa do procurador-geral de Justiça; 
D) proposta de emenda constitucional, podendo ter sido apresentada por qualquer legitimado para a reforma; 
E) projeto de lei complementar, podendo ter sido apresentado pelo procurador-geral de Justiça ou pelo governador 
do Estado. 
Comentário: 
 
Letra A: Errada. 
 
A matéria que envolve a organização e atribuições do Ministério Público geralmente exige uma lei complementar, 
não uma lei ordinária, e a iniciativa para apresentação desse tipo de projeto não é privativa do governador do Estado. 
 
Letra B: Errada. 
 
Geralmente, a iniciativa para alterações relacionadas à organização e atribuições do Ministério Público é atribuída 
ao procurador-geral de Justiça, não ao Colégio de Procuradores de Justiça. 
 
 
Letra C: Correta. 
 
Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais, 
estabelecerão a organização, as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público, observadas, relativamente a 
seus membros. (CF Art. 128, § 5º) 
 
 
Letra D: Errada. 
 
Propostas de emenda constitucional têm um escopo mais amplo e não se aplicam especificamente a alterações na 
organização e atribuições do Ministério Público. 
 
Letra E: Errada. 
A iniciativa para apresentação desse tipo de projeto, no caso das atribuições do Ministério Público, é privativa do 
procurador-geral de Justiça, não do governador do Estado. 
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Sendo assim, o gabarito é a letra C. 
 
Gabarito: Letra C. 
(FGV/TJ-AP/2024) 
04) Pedro, estudante de direito, foi questionado por seu professor em relação às fases do processo 
legislativo para a elaboração de uma lei orgânica municipal. De acordo com Pedro: 
(1) o projeto deve ser aprovado em dois turnos de votação; 
(2) pelo voto de dois terços dos membros da Câmara Municipal; e 
(3) com a sanção do chefe do Poder Executivo. 
 
Ao analisar as afirmações de Pedro em relação ao processo legislativo, o professor observou, corretamente, 
que: 
 
A) todas estão certas; 
B) apenas a afirmação 2 está certa; 
C) apenas a afirmação 3 está certa; 
D) apenas a afirmação 1 e 2 estão certas; 
E) apenas a afirmação 1 e 3 estão certas. 
Comentário: 
 
O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício mínimo de dez dias, e aprovada 
por dois terços dos membros da Câmara Municipal, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta 
Constituição. (CF, Art. 29.) 
 
Sendo assim, quem promulga a Lei Orgânica é a Câmara Municipal, não é o chefe do executivo. 
 
Gabarito: Letra D. 
(VUNESP /MPE-RJ/2024) 
05) Considere que o Presidente da República, por meio de medida provisória, estendeu de cinco para dez 
anos o prazo de prescrição para a cobrança de créditos tributários decorrentes de taxas de polícia. A 
justificativa é a de que a mudança de posicionamento dos Tribunais Superiores com relação ao modo de 
contagem da prescrição intercorrente estaria gerando graves prejuízos ao patrimônio público, pois uma 
quantia expressiva de créditos tributários dessa natureza estaria sendo extinta dessa forma. Inconformado 
com o ato legislativo, um partido político com representação no Congresso Nacional propôs ação direta de 
inconstitucionalidade em face da medida provisória. 
 
Com base na situação hipotética e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que 
 
A) a medida provisória revogou a lei anterior que disciplinava o assunto. Caso o congresso nacional reprove a 
inovação legislativa, a lei anterior passará a ter eficácia após a rejeição tática ou expressa. 
B) a medida provisória pode ser objeto de questionamento em controle abstrato de constitucionalidade, e a sua 
conversão em lei não torna prejudicado, de acordo com todos os precedentes do STF, o debate sobre o atendimento 
dos pressupostos de admissibilidade do seu uso (relevância e urgência). 
C) em julgado recente, o Supremo Tribunal Federal entendeu que os requisitos da relevância e urgência não estão 
sujeitos a controle jurisdicional, bem como que a rejeição tácita ou expressa da medida provisória faz com que a 
ação direta de inconstitucionalidade perca o seu objeto. 
D) o SupremoTribunal Federal não dispõe de competência para suspender, em caráter liminar, medida provisória 
em sede de ADI, pois não essa espécie normativa não tem a capacidade de inovar de maneira definitiva no 
ordenamento jurídico, motivo pelo qual não se sujeita ao controle abstrato constitucionalidade. 
E) embora o Supremo Tribunal Federal tenha reconhecido a desnecessidade de lei complementar tratar dos marcos 
temporais da prescrição intercorrente, a definição do prazo de prescrição em si é reservada à lei complementar, 
motivo pelo qual a medida provisória em questão é inconstitucional. 
Comentário: 
 
Letra A: Errada. 
 
A medida provisória perderá sua eficácia a partir da sua edição, fazendo com que a lei anterior retome seus efeitos 
como se nunca tivesse sido modificada, podendo ser estabelecida uma modulação de efeitos por decreto legislativo. 
 
Letra B: Errada. 
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A jurisprudência do STF varia quanto à questão de saber se a conversão da medida provisória em lei é prejudicial 
ou não. Vejamos: 
“A conversão de medida provisória em lei, com absorção de conteúdo, torna prejudicado o debate sobre o 
atendimento dos pressupostos de sua admissibilidade”. (ADI n.º 4.980, Rel. Min. Nunes Marques, julgado em 
10/3/2022). 
 
“A conversão de medida provisória em lei não prejudica o debate jurisdicional sobre o atendimento dos pressupostos 
de admissibilidade desse espécime de ato da ordem legislativa”. (ADI 3.330, Rel. Min. Ayres Britto, julgado em 
3/5/2012). 
 
“Conversão da medida provisória na Lei 11.658/2008, sem alteração substancial. Aditamento ao pedido inicial. 
Inexistência de obstáculo processual ao prosseguimento do julgamento. A lei de conversão não convalida os vícios 
existentes na medida provisória”. (ADI n.º 4.048 MC, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 14/5/2008). 
 
 
Letra C: Errada. 
 
Mesmo que seja exceção, há possibilidade de que a análise da relevância e urgência sejam objeto de controle pelo 
Poder Judiciário: “Inexistindo comprovação da ausência de urgência, não há espaço para atuação do Poder 
Judiciário no controle dos requisitos de edição de medida provisória pelo chefe do Poder Executivo”. (ADI n.º 
5.599/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 23/10/2020, Informativo n.º 996). 
 
 
Letra D: Errada. 
 
“O STF dispõe de competência para exercer, em sede de ação declaratória de constitucionalidade, o poder geral de 
cautela de que se acham investidos todos os órgãos judiciários, independentemente de expressa previsão 
constitucional. A prática da jurisdição cautelar, nesse contexto, acha-se essencialmente vocacionada a conferir 
tutela efetiva e garantia plena ao resultado que deverá emanar da decisão final a ser proferida no processo objetivo 
de controle abstrato. (…) O provimento cautelar deferido, pelo STF, em sede de ação declaratória de 
constitucionalidade, além de produzir eficácia erga omnes, reveste-se de efeito vinculante, relativamente ao Poder 
Executivo e aos demais órgãos do Poder Judiciário”. (ADC n.º 8-MC, rel. min. Celso de Mello, julgado em 
13/10/1999). 
 
Letra E: Correta. 
 
Está de acordo com o que decidiu no STF no RE n.º 636.562/SC, em 17/2/2023: “[…] 6. Desnecessidade de lei 
complementar para dispor sobre prescrição intercorrente tributária. A prescrição intercorrente tributária foi 
introduzida pela Lei nº 6.830/1980, que tem natureza de lei ordinária. O art. 40 desse diploma não afronta o art. 146, 
III, b, da CF/1988, pois o legislador ordinário se limitou a transpor o modelo estabelecido pelo art. 174 do CTN, 
adaptando-o às particularidades da prescrição intercorrente. Observa ainda o art. 22, I, da CF/1988, porquanto 
compete à União legislar sobre direito processual”. (RE n.º 636.562/SC, Rel. Min. Luís Roberto Barroso, julgado em 
17/2/2023). 
 
Gabarito: Letra E. 
 
(VUNESP /CGM de Belo Horizonte - MG/2024) 
06) O Presidente da República editou a Medida Provisória nº Y, disciplinando alguns aspectos do contrato 
de compra e venda de semoventes, estabelecendo ainda as garantias passíveis de serem exigidas para a 
sua celebração. A iniciativa decorreu do fato de haver profunda discordância em relação ao teor do Projeto 
de Lei nº X, que fora aprovado pelo Congresso Nacional e estava pendente de sanção pelo Chefe do Poder 
Executivo. 
Irresignado com o teor da Medida Provisória nº Y, o Partido Político Beta solicitou que sua assessoria 
analisasse a sua compatibilidade com a Constituição da República, sendo-lhe corretamente respondido que 
o referido ato normativo 
A) não apresenta qualquer incompatibilidade com a ordem constitucional. 
B) somente apresenta incompatibilidade com a ordem constitucional em relação ao seu objeto. 
C) somente apresenta incompatibilidade com a ordem constitucional em relação ao aspecto circunstancial do 
momento em que foi editada. 
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D) apresenta incompatibilidade com a ordem constitucional tanto em relação ao seu objeto como ao aspecto 
circunstancial do momento em que foi editada. 
Comentário: 
 
Para responder a questão é necessário ter conhecimento do art. 62 da CF, vejamos: 
 
Constituição Federal 
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com 
força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. 
 
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: 
 
I – relativa a: 
 
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral; 
 
b) direito penal, processual penal e processual civil; 
 
c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros; 
 
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares, ressalvado 
o previsto no art. 167, § 3º; 
 
II – que vise a detenção ou seqüestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro; 
 
III – reservada a lei complementar; 
 
IV – já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto 
do Presidente da República. 
 
 
 
Gabarito: Letra C. 
(FGV/TJ-SC/2024) 
07) Dois meses antes do término do exercício financeiro, o presidente da República foi informado de que as 
dotações orçamentárias direcionadas a custear determinada política pública implementadora de política 
social não seriam suficientes à realização desse objetivo. Por tal razão, foi editada a Medida Provisória nº X, 
abrindo crédito adicional destinado à cobertura da referida despesa pública. Irresignado com o teor desse 
ato normativo, o Partido Político Alfa realizou estudos em relação à sua compatibilidade com a Constituição 
da República e à sua possível submissão ao controle concentrado de constitucionalidade. 
 
Ao fim dos estudos realizados, concluiu-se, corretamente, que: 
A) créditos adicionais, qualquer que seja a sua modalidade, somente podem ser abertos por lei, logo, a Medida 
Provisória nº X é inconstitucional e pode ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade; 
B) a modalidade de crédito adicional indicada na narrativa não pode ser aberta com a edição de medida provisória, 
logo, o referido ato normativo pode ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade; 
C) apesar de a modalidade de crédito adicional indicada na narrativa não poder ser aberta por medida provisória, 
por se tratar de ato de efeitos concretos, não pode ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade; 
D) créditos adicionais, qualquer que seja a sua modalidade, podem ser abertos pormedida provisória, o que decorre 
da relevância e da urgência da medida, logo, o referido ato normativo apresenta higidez constitucional; 
E) a modalidade de crédito adicional indicada na narrativa pode ser aberta com a edição de medida provisória, logo, 
a deflagração do controle concentrado não culminaria com a declaração de inconstitucionalidade do ato normativo. 
Comentário: 
 
De acordo com a Constituição Federal, é vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: d) planos 
plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares(...). (art. 62 § 1º) 
 
 
Crédito Adicional 
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Os créditos adicionais são instrumentos de gestão orçamentária utilizados pela Administração Pública para 
viabilizar alterações no orçamento público durante o exercício financeiro. Eles têm o objetivo de atender a 
necessidades de despesas não previstas ou que excedam os limites estabelecidos no orçamento inicialmente 
aprovado. Os créditos adicionais podem ser classificados em três tipos principais: suplementares, 
especiais e extraordinários. 
 
Créditos Suplementares: São destinados ao reforço de dotações orçamentárias já existentes, quando estas 
se mostrarem insuficientes para a execução completa de determinado projeto, atividade ou serviço. Podem 
ser autorizados por lei e abertos por decreto do Poder Executivo. 
 
Créditos Especiais: São destinados a despesas para as quais não exista dotação orçamentária específica. 
São autorizados por lei e abertos por decreto do Poder Executivo, após prévia inclusão no plano plurianual ou 
créditos adicionais. 
 
Créditos Extraordinários: Destinam-se a despesas urgentes e imprevisíveis, como em caso de guerra, 
comoção interna ou calamidade pública. São abertos por medida provisória e devem ser posteriormente 
autorizados por lei de crédito extraordinário. 
 
 
 
Gabarito: Letra B. 
(FGV/TJ-RJ/2024) 
08) Após ampla mobilização de uma frente parlamentar voltada ao combate à corrupção, um grupo de cento e 
setenta e dois Deputados Federais subscreveu uma proposta de emenda constitucional. Essa proposta foi 
apresentada, na segunda sessão legislativa do ano, em um momento no qual duas regiões do país eram ameaçadas 
por uma grave e iminente ameaça institucional, sendo que o seu objeto era a inserção, no texto constitucional, da 
pena mínima a ser cominada ao crime de corrupção. 
 
Considerando os balizamentos estabelecidos pela Constituição da República, é correto afirmar, em relação à 
referida proposta, que ela 
A) apresenta apenas vício de iniciativa. 
B) somente apresenta vício ao afrontar um limite material de reforma constitucional. 
C) somente apresenta vício ao afrontar um limite temporal de reforma constitucional. 
D) não apresenta qualquer incompatibilidade com a Constituição da República. 
E) somente apresenta vício ao afrontar um limite circunstancial de reforma constitucional. 
Comentário: 
 
Considerando que a proposta de emenda constitucional foi apresentada por um número significativo de deputados 
federais, possui objeto legislativo pertinente e não fere nenhum requisito constitucional específico para sua 
tramitação, o gabarito correto é a letra D. 
 
Gabarito: Letra D. 
(CESPE-CEBRASPE/INPI/2024) 
09) Acerca de atos administrativos e processo administrativo federal, julgue o item seguinte. 
 
O decreto é ato administrativo privativo do chefe do Poder Executivo, podendo ser classificado em decreto normativo 
e decreto individual. 
Comentário: 
 
O decreto é, de fato, um ato administrativo privativo do chefe do Poder Executivo, seja o Presidente da República, 
Governador de Estado ou Prefeito Municipal. Além disso, pode ser categorizado como normativo, quando busca 
regulamentar uma lei, ou individual, quando se relaciona a situações específicas e concretas. 
 
Gabarito: Correto. 
(FGV/MPE-GO/2024) 
10) O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado Gama declarou incidentalmente a 
inconstitucionalidade formal de artigo de lei federal, com fundamento na interpretação do Art. 91 do 
Regimento Interno do Senado Federal, sem apontar diretamente desrespeito às normas constitucionais 
pertinentes ao processo legislativo. 
 
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Diante do exposto e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, assinale a afirmativa correta. 
A) O OETJ agiu incorretamente, pois em observância à separação dos poderes, quando não caracterizada violação 
direta às normas constitucionais, é defeso ao Poder Judiciário exercer o controle jurisdicional em relação à 
interpretação do alcance de normas regimentais das Casas Legislativas, por se tratar de matéria interna corporis. 
B) O OETJ agiu corretamente, pois quando as normas regimentais geram um resultado inconstitucional, a liberdade 
de conformação do Poder Legislativo deve ser mitigada, tomando-se como parâmetro de controle não somente os 
dispositivos constitucionais pertinentes especificamente ao processo legislativo, mas o texto constitucional como um 
todo. 
C) O OETJ agiu incorretamente, pois mesmo quando as normas regimentais geram um resultado inconstitucional, 
a liberdade de conformação do Poder Legislativo não pode ser mitigada, e qualquer vício de procedimento durante 
o processo legislativo será sanado após a promulgação da norma. 
D) O OETJ agiu corretamente, pois constatados o vício procedimental e a supressão de uma fase do processo 
legislativo, está configurada a inconstitucionalidade formal e material, devendo o poder judiciário, em observância 
ao princípio da separação de poderes, declarar a inconstitucionalidade. 
E) O OETJ agiu incorretamente, pois só as normas constantes da Constituição podem servir de parâmetro de 
controle, sendo os dispositivos que forem aprovados sem a observância das regras previstas no regimento interno 
das Casas Legislativas apenas suscetíveis de controle de legalidade. 
Comentário: 
 
O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado Gama agiu incorretamente ao declarar incidentalmente a 
inconstitucionalidade formal de um artigo de lei federal com base na interpretação do Art. 91 do Regimento Interno 
do Senado Federal. De acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), o controle jurisdicional em 
relação à interpretação do alcance das normas regimentais das Casas Legislativas é considerado matéria interna 
corporis, ou seja, de competência exclusiva do Poder Legislativo. 
 
O princípio da separação dos poderes impõe que o Poder Judiciário não exerça controle sobre questões internas 
das Casas Legislativas, a menos que haja violação direta às normas constitucionais pertinentes ao processo 
legislativo. O controle de constitucionalidade deve se limitar às normas constitucionais, não se estendendo 
às normas regimentais internas das Casas. 
 
Gabarito: Letra A. 
(CESPE-CEBRASPE/CAU-BR /2024) 
11) A atividade legislativa é exercida tanto pelo Poder Executivo quanto pelo Poder Legislativo, 
simbolizando o sistema democrático. A respeito dessa temática, julgue o próximo item. 
Caso o presidente da República solicite urgência para apreciação de projeto de lei de sua autoria, que já tramita no 
Poder Legislativo, a proposta passará a ter prioridade, com redução de prazos e precedência na pauta em relação 
aos projetos em tramitação ordinária. 
Comentário: 
 
A Constituição Federal dispõe que o Presidente da República poderá solicitar urgência para apreciação de projetos 
de sua iniciativa. Sendo assim, pode-se entender que essa urgência seria a redução de prazos citada na questão, 
dessa maneira, a questão está correta. 
 
Gabarito: Correto. 
(CESPE-CEBRASPE/CAU-BR /2024) 
12) Com relação aoprocesso legislativo, julgue o item seguinte. 
 
O prazo constitucional para o presidente da República sancionar ou vetar um projeto de lei, total ou parcialmente, é 
de trinta dias úteis contados da data do recebimento, após esse prazo, o silêncio do presidente da República 
importará sanção. 
Comentário: 
 
O prazo descrito na Constituição será de 15 dias e não de 30 dias com traz a questão. 
 
Gabarito: Errado. 
(CESPE-CEBRASPE/CAU-BR /2024) 
13) Com relação ao processo legislativo, julgue o item seguinte. 
 
O veto do presidente da República é apreciado em sessão conjunta pela Câmara dos Deputados e pelo Senado 
Federal. 
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Comentário: 
 
A questão está de acordo com o que prevê o art. 66, § 4º da Constituição Federal: O veto será apreciado em sessão 
conjunta, dentro de trinta dias a contar de seu recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta 
dos Deputados e Senadores. 
 
Gabarito: Correto. 
 
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(FGV/AL-PR/2024) 
01) O ex-Prefeito do Município Gama, localizado no Estado Beta, ajuizou ação declaratória de nulidade de 
ato administrativo, objetivando a anulação de acórdão proferido pelo Tribunal de Contas do Estado Beta, 
em procedimento de tomada de contas especial, o qual condenou o ex-agente político ao pagamento de 
valores a título de débito e de multa, por irregularidades na execução de convênio firmado entre os entes 
estadual e municipal. 
Diante do exposto e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, assinale a opção em que está correto 
o julgamento da ação. 
A) Procedente, pois a função dos tribunais de contas limita-se a emitir um parecer, sugerindo o resultado do 
julgamento que deverá ser proferido pelo Poder Legislativo competente, diante da impossibilidade de julgar 
quaisquer contas do Chefe do Poder Executivo, seja por gestão ou execução de convênio. 
B) Improcedente, diante da possibilidade da Corte de Contas aplicar ao Prefeito as sanções administrativas previstas 
em lei, quando o legislativo se silenciar sobre o parecer do Tribunal de Contas (julgamento ficto 
C) Procedente, diante da impossibilidade da Corte de Contas aplicar ao Prefeito as sanções administrativas 
previstas em lei, quando o legislativo se silenciar sobre o parecer do Tribunal de Contas (julgamento ficto). 
D) Procedente, em razão da violação ao devido processo legal, pois o juiz natural das contas do prefeito sempre 
será a Câmara Municipal, ofendendo, portanto, a democracia, a soberania popular, a independência e a autonomia 
do órgão legislativo local. 
E) Improcedente, pois o Tribunal de Contas tem a competência para realizar a imputação administrativa de débito 
e multa a ex-prefeito, em procedimento de tomada de contas especial, decorrente de irregularidades na execução 
de convênio firmado entre entes federativos. 
(FGV/CGE-PB/2024) 
02) No contexto dos controles exercidos sobre a atividade financeira do Estado, a Constituição Federal 
dispõe expressamente sobre as competências dos poderes e órgãos. 
 
No caso dos tribunais de contas, as atividades de controle exercidas por eles: 
A) devem ser prioritárias a entidades que compõem a administração direta; 
B) são direcionadas ao aperfeiçoamento dos controles internos dos jurisdicionados; 
C) são facultativas quanto à perspectiva de desempenho operacional; 
D) se estendem sobre a execução orçamentária e aspectos de gestão fiscal; 
E) têm foco nas prestações de contas de final de gestão. 
(CESPE-CEBRASPE/PGE-RN/2024) 
03) Na apreciação, pelo TCU, da legalidade de atos de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão, 
o contraditório e a ampla defesa 
A) não serão assegurados em nenhum dos três atos de concessão. 
B) devem ser assegurados nos três atos de concessão. 
C) devem ser assegurados apenas no ato de reforma. 
D) devem ser assegurados apenas no ato de aposentadoria. 
E) devem ser assegurados apenas no ato de pensão. 
(CESPE-CEBRASPE/PGE-RN/2024) 
04) escolha de dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União (TCU) é competência 
A) exclusiva da Câmara dos Deputados. 
B) privativa do Senado Federal. 
C) exclusiva do Congresso Nacional. 
D) exclusiva do Senado Federal. 
E) privativa da Câmara dos Deputados. 
(FGV/TJ-RJ/2024) 
05) O Tribunal de Contas do Estado Alfa, ao apreciar as contas de governo do Chefe do Poder Executivo do 
Município Beta, constatou que não foi aplicada a receita mínima em saúde e educação. Por tal razão, decidiu 
pela sua rejeição, com a correlata aplicação das sanções cabíveis ao referido agente. 
Tendo em vista as competências estabelecidas na Constituição da República, é correto afirmar que 
A) o Tribunal de Contas agiu corretamente ao rejeitar as contas e aplicar as sanções. 
B) por ser um órgão estadual, o Tribunal de Contas não poderia apreciar as contas apresentadas por um agente 
municipal. 
C) o Tribunal de Contas agiu corretamente ao rejeitar as contas, mas não poderia aplicar sanções, de competência 
privativa da Câmara Municipal. 
D) o Tribunal de Contas deveria apenas emitir parecer prévio, que somente deixaria de prevalecer pelo voto de dois 
terços dos membros da Câmara Municipal. 
E) o julgamento das contas é privativo da Câmara Municipal, cabendo ao Tribunal de Contas apenas emitir parecer 
prévio, que será livremente apreciado por aquele órgão. 
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(CESPE-CEBRASPE/Prefeitura de Camaçari - BA /2024) 
06) À luz das disposições da CF pertinentes ao Tribunal de Contas da União (TCU), assinale a opção correta. 
A) O plenário do TCU é composto por onze ministros. 
B) São requisitos para ser ministro do TCU, entre outros: ser brasileiro nato ou naturalizado e ter mais de 35 anos 
de idade e menos de 70 anos de idade. 
C) O presidente da República escolhe um terço dos ministros do TCU, sujeita tal escolha à posterior aprovação pelo 
Congresso Nacional. 
D) Os ministros do TCU terão as mesmas garantias, prerrogativas e vantagens, bem como os mesmos 
impedimentos e vencimentos, dos ministros do STF. 
E) O TCU tem sede no Distrito Federal e jurisdição em todo o território nacional. 
(FGV/MPE-GO /2024) 
07) A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi notificada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para 
prestar contas de suas atividades financeiras, em razão do serviço público prestado e por estar sujeita ao 
controle externo daquela instituição. 
 
Diante do exposto e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que o TCU agiu de 
forma 
A) correta, pois mostra-se imprescindível assegurar a observância dos princípios republicanos, da moralidade e da 
publicidade, a imporem transparência na gestão, inclusive mediante prestaçãode contas à sociedade. 
B) incorreta, pois a OAB não é uma entidade da Administração Indireta, tal como as autarquias, porquanto não se 
sujeita a controle hierárquico ou ministerial da Administração Pública, nem a qualquer das suas partes está 
vinculada. 
C) incorreta, pois a OAB é instituição que detém natureza jurídica própria, embora não seja dotada de autonomia e 
independência, características indispensáveis ao cumprimento de seus múnus públicos. 
D) correta, pois além da atribuição de fiscalizar, funções institucionais ligadas aos postulados da República 
democrática brasileira, a OAB é instituição não estatal investida de competências públicas, a justificar a prestação 
de contas. 
E) correta, pois prestará contas ao TCU qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, 
guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais, em nome da União, assuma 
obrigações de natureza pecuniária. 
(FGV/Prefeitura de São José dos Campos - SP/2024) 
08) O Presidente da Câmara dos Vereadores do Município Alfa recebeu, do Tribunal de Contas do Estado, 
manifestação no sentido da rejeição das contas de gestão apresentadas pelo Prefeito do referido Município. 
 
Ao solicitar que sua assessoria analisasse os efeitos dessa manifestação em relação à atuação do Poder 
Legislativo, foi-lhe corretamente informado que 
A) ela pode ser livremente analisada, considerando que compete privativamente ao Poder Legislativo a análise das 
contas anuais do Chefe do Poder Executivo. 
B) ela apresenta contornos decisórios, considerando a natureza das contas apresentadas, sendo que seria 
alcançada conclusão diversa caso estivéssemos perante contas de governo. 
C) a Câmara Municipal pode dispor, em seu regimento interno, sobre a atribuição de definitividade à manifestação 
do Tribunal de Contas caso nenhum vereador se insurja contra o seu teor. 
D) apesar de atuar como órgão auxiliar da Câmara Municipal, a manifestação do Tribunal de Contas ocupa uma 
posição preferente, só deixando de prevalecer por decisão de uma maioria qualificada de vereadores. 
E) ela é mera manifestação do federalismo cooperativo, considerando a autonomia política do Estado e do 
Município, não sendo possível que juízos de valor de órgãos vinculados a um ente prevaleçam sobre os de outro. 
 
 
 
 
 
 
 
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Gabarito 
1 E 21 
2 D 22 
3 A 23 
4 C 24 
5 D 25 
6 E 26 
7 B 27 
8 D 28 
9 29 
10 30 
11 31 
12 32 
13 33 
14 34 
15 35 
16 36 
17 37 
18 38 
19 39 
20 40 
 
 
 
 
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101 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Questões Comentadas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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(FGV/AL-PR/2024) 
01) O ex-Prefeito do Município Gama, localizado no Estado Beta, ajuizou ação declaratória de nulidade de 
ato administrativo, objetivando a anulação de acórdão proferido pelo Tribunal de Contas do Estado Beta, 
em procedimento de tomada de contas especial, o qual condenou o ex-agente político ao pagamento de 
valores a título de débito e de multa, por irregularidades na execução de convênio firmado entre os entes 
estadual e municipal. 
Diante do exposto e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, assinale a opção em que está correto 
o julgamento da ação. 
A) Procedente, pois a função dos tribunais de contas limita-se a emitir um parecer, sugerindo o resultado do 
julgamento que deverá ser proferido pelo Poder Legislativo competente, diante da impossibilidade de julgar 
quaisquer contas do Chefe do Poder Executivo, seja por gestão ou execução de convênio. 
B) Improcedente, diante da possibilidade da Corte de Contas aplicar ao Prefeito as sanções administrativas previstas 
em lei, quando o legislativo se silenciar sobre o parecer do Tribunal de Contas (julgamento ficto 
C) Procedente, diante da impossibilidade da Corte de Contas aplicar ao Prefeito as sanções administrativas 
previstas em lei, quando o legislativo se silenciar sobre o parecer do Tribunal de Contas (julgamento ficto). 
D) Procedente, em razão da violação ao devido processo legal, pois o juiz natural das contas do prefeito sempre 
será a Câmara Municipal, ofendendo, portanto, a democracia, a soberania popular, a independência e a autonomia 
do órgão legislativo local. 
E) Improcedente, pois o Tribunal de Contas tem a competência para realizar a imputação administrativa de débito 
e multa a ex-prefeito, em procedimento de tomada de contas especial, decorrente de irregularidades na execução 
de convênio firmado entre entes federativos. 
Comentário: 
 
O Tribunal de Contas possui competência para realizar a imputação administrativa de débito e multa ao ex-prefeito 
em procedimento de tomada de contas especial, especialmente quando há irregularidades na execução de convênio 
firmado entre entes federativos. O Tribunal de Contas não se limita apenas a emitir pareceres, mas tem poderes 
para julgar contas e aplicar sanções administrativas previstas em lei, como é o caso de débito e multa em razão de 
irregularidades constatadas. O Poder Legislativo pode ratificar ou não as decisões do Tribunal de Contas, mas isso 
não impede a validade das decisões administrativas tomadas pelo Tribunal. Portanto, a ação declaratória de 
nulidade de ato administrativo, nesse contexto, tende a ser improcedente, pois o Tribunal de Contas possui 
competência para realizar tais julgamentos e impor as respectivas sanções. 
 
Vejamos o que diz o STF: "No âmbito da tomada de contas especial, é possível a condenação administrativa de 
Chefes dos Poderes Executivos municipais, estaduais e distrital pelos Tribunais de Contas, quando identificada a 
responsabilidade pessoal em face de irregularidades no cumprimento de convênios interfederativos de repasse de 
verbas, sem necessidade de posterior julgamento ou aprovação do ato pelo respectivo Poder Legislativo." STF. 
Plenário. ARE 1.436.197/RO, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 19/12/2023 (Repercussão Geral – Tema 1287) (Info 
1121). 
 
Gabarito: Letra E. 
(FGV/CGE-PB/2024) 
02) No contexto dos controles exercidos sobre a atividade financeira do Estado, a Constituição Federal 
dispõe expressamente sobre as competências dos poderes e órgãos. 
 
No caso dos tribunais de contas, as atividades de controle exercidas por eles: 
A) devem ser prioritárias a entidades que compõem a administração direta; 
B) são direcionadas ao aperfeiçoamento dos controles internos dos jurisdicionados; 
C) são facultativas quanto à perspectiva de desempenho operacional; 
D) se estendem sobre a execução orçamentária e aspectos de gestão fiscal; 
E) têm foco nas prestações de contas de final de gestão. 
Comentário: 
 
Os tribunais de contas exercem atividades de controle sobre a execução orçamentária e aspectos da gestão fiscal 
dos entes jurisdicionados. Isso significa que esses órgãos têm competência para fiscalizar como os recursos 
públicos estão sendo aplicados, garantindo a legalidade, legitimidade, economicidade, eficiência e eficácia das 
ações governamentais. Os tribunais de contas não se limitam apenas a verificar as prestações de contas de 
final de gestão, mas monitoram todo o processo de execução orçamentária, abrangendo a fiscalização da 
aplicação dos recursos públicos ao longo do exercício financeiro, além de aspectos relacionados à gestãofiscal, como o cumprimento dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. 
 
Gabarito: Letra D. 
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(CESPE-CEBRASPE/PGE-RN/2024) 
03) Na apreciação, pelo TCU, da legalidade de atos de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão, 
o contraditório e a ampla defesa 
A) não serão assegurados em nenhum dos três atos de concessão. 
B) devem ser assegurados nos três atos de concessão. 
C) devem ser assegurados apenas no ato de reforma. 
D) devem ser assegurados apenas no ato de aposentadoria. 
E) devem ser assegurados apenas no ato de pensão. 
Comentário: 
 
De acordo com a Súmula Vinculante n. 03: “Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o 
contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que 
beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, 
reforma e pensão.” 
 
Gabarito: Letra A. 
(CESPE-CEBRASPE/PGE-RN/2024) 
04) escolha de dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União (TCU) é competência 
A) exclusiva da Câmara dos Deputados. 
B) privativa do Senado Federal. 
C) exclusiva do Congresso Nacional. 
D) exclusiva do Senado Federal. 
E) privativa da Câmara dos Deputados. 
Comentário: 
 
De acordo com a Constituição Federal: Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: 
 
XIII - escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União; 
 
 
Gabarito: Letra C. 
(FGV/TJ-RJ/2024) 
05) O Tribunal de Contas do Estado Alfa, ao apreciar as contas de governo do Chefe do Poder Executivo do 
Município Beta, constatou que não foi aplicada a receita mínima em saúde e educação. Por tal razão, decidiu 
pela sua rejeição, com a correlata aplicação das sanções cabíveis ao referido agente. 
Tendo em vista as competências estabelecidas na Constituição da República, é correto afirmar que 
A) o Tribunal de Contas agiu corretamente ao rejeitar as contas e aplicar as sanções. 
B) por ser um órgão estadual, o Tribunal de Contas não poderia apreciar as contas apresentadas por um agente 
municipal. 
C) o Tribunal de Contas agiu corretamente ao rejeitar as contas, mas não poderia aplicar sanções, de competência 
privativa da Câmara Municipal. 
D) o Tribunal de Contas deveria apenas emitir parecer prévio, que somente deixaria de prevalecer pelo voto de dois 
terços dos membros da Câmara Municipal. 
E) o julgamento das contas é privativo da Câmara Municipal, cabendo ao Tribunal de Contas apenas emitir parecer 
prévio, que será livremente apreciado por aquele órgão. 
Comentário: 
 
Letra A: Errada. 
 
O julgamento das contas do Chefe do Poder Executivo é competência do Poder Legislativo. 
 
Letra B: Errada. 
 
Não havendo Tribunal de Contas Municipal a apreciação das contas dos Prefeitos será realizada pelas Câmaras 
Municipais, com o auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados. 
 
 
Letra C: Errada. 
 
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104 
A aprovação ou rejeição de contas do Prefeito caberia à Câmara Municipal, vejamos: s contas públicas dos chefes 
do Executivo devem sofrer o julgamento – final e definitivo – da instituição parlamentar, cuja atuação, no plano do 
controle externo da legalidade e regularidade da atividade financeira do presidente da República, dos governadores 
e dos prefeitos municipais, é desempenhada com a intervenção ad coadjuvandum do tribunal de contas. A 
apreciação das contas prestadas pelo chefe do Poder Executivo – que é a expressão visível da unidade institucional 
desse órgão da soberania do Estado – constitui prerrogativa intransferível do Legislativo, que não pode ser 
substituído pelo tribunal de contas, no desempenho dessa magna competência, que possui extração nitidamente 
constitucional. (AgR na MC na Rcl n° 14.155/RN, Rel.: Min. Celso de Mello, Dec. Monoc., j. em 8.6.2012) 
 
 
Letra D: Correta. 
 
Está de acordo com o art. 31, § 2°, da Constituição Federal. 
 
Constituição Federal 
 
Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo, 
e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei. 
 
§ 1° O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados 
ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios, onde houver. 
 
§ 2° O parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as contas que o Prefeito deve anualmente prestar, 
só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara Municipal. 
 
§ 3° As contas dos Municípios ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à disposição de qualquer 
contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhes a legitimidade, nos termos da lei. 
 
§ 4° É vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de Contas Municipais 
 
 
 
Letra E: 
 
O parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as contas que o Prefeito deve anualmente prestar, só deixará 
de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara Municipal. 
 
Gabarito: Letra D. 
(CESPE-CEBRASPE/Prefeitura de Camaçari - BA /2024) 
06) À luz das disposições da CF pertinentes ao Tribunal de Contas da União (TCU), assinale a opção correta. 
A) O plenário do TCU é composto por onze ministros. 
B) São requisitos para ser ministro do TCU, entre outros: ser brasileiro nato ou naturalizado e ter mais de 35 anos 
de idade e menos de 70 anos de idade. 
C) O presidente da República escolhe um terço dos ministros do TCU, sujeita tal escolha à posterior aprovação pelo 
Congresso Nacional. 
D) Os ministros do TCU terão as mesmas garantias, prerrogativas e vantagens, bem como os mesmos 
impedimentos e vencimentos, dos ministros do STF. 
E) O TCU tem sede no Distrito Federal e jurisdição em todo o território nacional. 
Comentário: 
 
O Tribunal de Contas da União, integrado por nove Ministros, tem sede no Distrito Federal, quadro próprio de 
pessoal e jurisdição em todo o território nacional, é o que prevê o art. 73 da Constituição Federal. 
 
Gabarito: Letra E. 
(FGV/MPE-GO /2024) 
07) A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi notificada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para 
prestar contas de suas atividades financeiras, em razão do serviço público prestado e por estar sujeita ao 
controle externo daquela instituição. 
 
Diante do exposto e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que o TCU agiu de 
forma 
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105 
A) correta, pois mostra-se imprescindível assegurar a observância dos princípios republicanos, da moralidade e da 
publicidade, a imporem transparência na gestão, inclusive mediante prestação de contas à sociedade. 
B) incorreta, pois a OAB não é uma entidade da Administração Indireta, tal como as autarquias, porquanto não se 
sujeita a controle hierárquico ou ministerial da Administração Pública, nem a qualquer das suas partes está 
vinculada. 
C) incorreta, pois a OAB é instituição que detém natureza jurídica própria, embora não seja dotada de autonomia e 
independência, características indispensáveis ao cumprimento de seus múnus públicos. 
D) correta, pois além da atribuição de fiscalizar, funções institucionais ligadas aos postulados da República 
democrática brasileira, a OAB é instituição não estatal investida de competências públicas, a justificar a prestaçãode contas. 
E) correta, pois prestará contas ao TCU qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, 
guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais, em nome da União, assuma 
obrigações de natureza pecuniária. 
Comentário: 
 
“A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) não se sujeita à prestação de contas perante o Tribunal de Contas da 
União (TCU) e a ausência dessa obrigatoriedade não representa ofensa ao art. 70, parágrafo único, da Constituição 
Federal, já que inexiste previsão expressa em sentido diverso”. STF. Plenário. RE 1.182.189/BA, Rel. Min. Marco 
Aurélio, redator do acórdão Min. Edson Fachin, julgado em 25/4/2023 (Repercussão Geral – Tema 1054) (Info 1091). 
 
A OAB é uma entidade sui generis, e, portanto, suas finanças não se submetem ao controle estatal. 
 
Gabarito: Letra B. 
(FGV/Prefeitura de São José dos Campos - SP/2024) 
08) O Presidente da Câmara dos Vereadores do Município Alfa recebeu, do Tribunal de Contas do Estado, 
manifestação no sentido da rejeição das contas de gestão apresentadas pelo Prefeito do referido Município. 
 
Ao solicitar que sua assessoria analisasse os efeitos dessa manifestação em relação à atuação do Poder 
Legislativo, foi-lhe corretamente informado que 
A) ela pode ser livremente analisada, considerando que compete privativamente ao Poder Legislativo a análise das 
contas anuais do Chefe do Poder Executivo. 
B) ela apresenta contornos decisórios, considerando a natureza das contas apresentadas, sendo que seria 
alcançada conclusão diversa caso estivéssemos perante contas de governo. 
C) a Câmara Municipal pode dispor, em seu regimento interno, sobre a atribuição de definitividade à manifestação 
do Tribunal de Contas caso nenhum vereador se insurja contra o seu teor. 
D) apesar de atuar como órgão auxiliar da Câmara Municipal, a manifestação do Tribunal de Contas ocupa uma 
posição preferente, só deixando de prevalecer por decisão de uma maioria qualificada de vereadores. 
E) ela é mera manifestação do federalismo cooperativo, considerando a autonomia política do Estado e do 
Município, não sendo possível que juízos de valor de órgãos vinculados a um ente prevaleçam sobre os de outro. 
Comentário: 
A manifestação do Tribunal de Contas do Estado sobre as contas de gestão apresentadas pelo Prefeito possui uma 
posição preferencial na análise das contas pelo Poder Legislativo municipal. Embora o Tribunal de Contas seja um 
órgão auxiliar da Câmara Municipal nesse contexto, sua manifestação tende a prevalecer, a menos que uma maioria 
qualificada dos vereadores decida de forma contrária. Portanto, a Câmara Municipal pode decidir de maneira 
diferente da manifestação do Tribunal de Contas, mas é necessário um procedimento deliberativo específico para 
que isso ocorra. 
 
 
Gabarito: Letra D 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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109 
(FGV /AL-PR /2024) 
01) São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. 
Entre as funções atípicas de cada um dos poderes, é correto afirmar que o Poder executivo, 
excepcionalmente, poderá exercer a função 
A) legislativa, quando editar medida provisória. 
B) judicante, quando julgar parlamentar por crime comum praticado no exercício da função. 
C) judicante, quando participar da investigação na Comissão Parlamentar de Inquérito. 
D) administrativa, quando fizer a indicação para Ministros do Supremo Tribunal Federal. 
E) legislativa, quando estender aumento de vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia. 
(FGV /AL-PR /2024) 
02) O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República e o Conselho de 
Defesa Nacional é órgão de consulta do Presidente da República nos assuntos relacionados com a 
soberania nacional e a defesa do Estado democrático. 
A partir do exposto e de acordo com o sistema constitucional vigente, assinale a afirmativa correta. 
A) Participarão do Conselho da República os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. 
B) Compete ao Conselho da República propor os critérios e condições de utilização de áreas indispensáveis à 
segurança do território nacional e opinar sobre seu efetivo uso, especialmente nas relacionadas com a preservação 
e a exploração dos recursos naturais de qualquer tipo. 
C) Participarão do Conselho de defesa Nacional os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal. 
D) Participarão do Conselho da República seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, 
sendo dois nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara 
dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a recondução. 
E) Compete ao Conselho da República estudar, propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas necessárias 
a garantir a independência nacional e a defesa do Estado democrático. 
(FGV /AL-PR /2024) 
03) Lei Orgânica distrital atribuiu à Câmara Legislativa o julgamento do Governador por crime de 
responsabilidade. 
Sobre o tema é correto afirmar que a referida lei é 
A) inconstitucional, pois a concentração do juízo de admissibilidade da acusação e do julgamento dos crimes de 
responsabilidade do Governador na Câmara Legislativa do Distrito Federal ofende a lógica do juízo institucional 
bifásico, prevista na Constituição. 
B) constitucional, pois o Julgamento pelo crime de responsabilidade do governador deve ser definido pela 
Constituição do respectivo Estado ou Lei Orgânica Distrital. 
C) inconstitucional, pois a competência para julgar crimes de responsabilidade será do Tribunal de Justiça do 
respectivo Estado e está prevista na Lei Nacional nº 1.079/50. 
D) constitucional, pois em razão do princípio da simetria é reprodução da norma prevista na Constituição da 
República em relação ao Presidente. 
E) constitucional, pois a Constituição Federal de 1988 assim determina em relação aos crimes de responsabilidade 
praticados por Governadores e Prefeitos. 
(FCC /TRT - 11ª Região (AM e RR)/2024) 
04) De acordo com a Constituição Federal, compete privativamente ao Presidente da República 
A) aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender qualquer uma 
dessas medidas. 
B) autorizar referendo e convocar plebiscito. 
C) conferir condecorações e distinções honorificas. 
D) estabelecer limites globais e condições para o montante da divida mobiliária dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios. 
E) apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão. 
(FCC /TRT - 11ª Região (AM e RR)/2024) 
05) Para além da responsabilidade civil e administrativa, estão sujeitos a serem processados por crime de 
responsabilidade 
A) agentes políticos. 
B) conselheiros tutelares. 
C) representantes consulares. 
D) servidores públicos civis.X 
A) afeta o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão, alterando, com isso, o ato jurídico perfeito, 
indicativo de sua inconstitucionalidade. 
B) afronta a competência exclusiva da União para explorar o serviço de telefonia, ainda que isto ocorra de modo 
indireto, por uma concessionária. 
C) somente será compatível com a ordem constitucional caso haja lei complementar da União delegando essa 
competência aos Estados. 
D) versa sobre matéria tipicamente local, o que afronta a competência legislativa privativa dos Municípios. 
E) é resultado da competência concorrente entre a União e o Estado Alfa para legislar sobre consumo. 
(CESPE- CEBRASPE /Prefeitura de Camaçari – BA/2024) 
16) De forma expressa, a Constituição Federal de 1988 (CF) permite, excepcionalmente, a intervenção dos 
estados em seus municípios 
A) para assegurar a observância de princípios indicados na respectiva Constituição estadual. 
B) para pôr termo a grave comprometimento da ordem pública. 
C) para garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação. 
D) para reorganizar as finanças da unidade da Federação. 
E) quando não ocorrer a aplicação do mínimo exigido da receita municipal na manutenção e no desenvolvimento 
do ensino. 
(FGV/MPE-GO /2024) 
17) Lei ordinária estadual de 2023 permitiu a criação do Município Alfa, condicionada a divulgação de estudo 
favorável de viabilidade municipal. 
 
Diante do exposto e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, assinale a afirmativa correta. 
A) A norma é constitucional, desde que tenha sido realizada consulta prévia às populações dos municípios 
envolvidos e a criação tenha sido aprovada, mediante plebiscito. 
B) A norma é inconstitucional, uma vez que a divulgação de estudo de viabilidade municipal precisa ser anterior à 
aprovação da lei que autoriza a criação do Município. 
C) A norma é inconstitucional, uma vez que ainda não foi editada a legislação complementar federal que discipline 
a criação de municípios e é da União a competência para disciplinar o tema. 
D) A norma é constitucional, condicionada a consulta posterior, mediante referendo, às populações dos municípios 
envolvidos, após a divulgação de estudo favorável de viabilidade municipal 
E) A norma é inconstitucional, uma vez que a Constituição exige que a criação de municípios seja autorizada e 
regulamentada por lei complementar estadual. 
(FGV/MPE-GO /2024) 
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18) Lei estadual dispôs sobre o reconhecimento de diploma obtido por instituições de ensino superior de 
países estrangeiros e reconheceu a internalização de títulos acadêmicos de mestrado e doutorado 
expedidos por instituições de ensino superior localizadas nos países integrantes do MERCOSUL e de 
Portugal. 
Diante do exposto e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, assinale a afirmativa correta. 
A) A norma é constitucional, pois os Estados possuem competência suplementar para legislar sobre a matéria, na 
forma prevista no Art. 24, inciso IX, § 2º, da CFRB/88. 
B) A norma é inconstitucional, pois apesar do Estado ter competência suplementar para legislar sobre a matéria, 
houve afronta ao princípio da igualdade. 
C) A norma é constitucional, pois os Estados possuem competência para legislar sobre a matéria, desde que digam 
respeito ao reconhecimento de diplomas de servidores públicos estaduais. 
D) A norma é inconstitucional, pois invade a competência privativa da União para legislar sobre diretrizes e bases 
da educação nacional. 
E) A norma é constitucional, pois os Estados possuem competência para legislar sobre a matéria, desde que digam 
respeito ao reconhecimento de diplomas de servidores públicos estaduais que sejam profissionais de educação. 
(FGV/PC-SC/2024) 
19) Lei Estadual do Estado Gama cria obrigação para empresas concessionárias de serviços de 
abastecimento de água e de geração de energia elétrica, públicas ou privadas, de investir o equivalente a, 
no mínimo, 0,5% (meio por cento) do valor total da receita operacional na proteção e na preservação 
ambiental da bacia hidrográfica em que ocorrer a exploração, ali apurada no exercício anterior ao do 
investimento. 
Diante do exposto, é correto afirmar que a referida lei 
A) é inconstitucional, uma vez que há intervenção indevida do Estado no contrato de concessão da exploração do 
aproveitamento energético dos cursos de água, atividade de competência da União. 
B) é constitucional, uma vez que é de competência comum contida em um sistema federativo maior, devendo haver 
cooperação entre União e os Entes federados. 
C) é inconstitucional, uma vez que há intervenção indevida do Estado na atividade econômica privada, o que não é 
permitido pela Constituição. 
D) é constitucional, pois se configura como parte de um sistema de controle e preservação ambiental, apta a fazer 
incidir a competência comum do Estado Membro. 
E) é inconstitucional, uma vez que é competência do município, por ser de interesse local a matéria de serviços e 
concessionárias de abastecimento de águas. 
(FGV/Prefeitura de São José dos Campos - SP/2024) 
20) O Município Beta se notabilizou como importante polo turístico de uma região brasileira, fazendo que o 
ensino profissionalizante fosse direcionado ao atendimento dessa importante atividade econômica. Com o 
objetivo de realizar o aproveitamento dessa mão de obra especializada, de modo a alcançar o pleno 
emprego, foi editada a Lei nº Y, dispondo que as sociedades empresárias, que admitissem pessoas 
residentes no Município Beta há mais de 5 (cinco) anos, receberiam benefícios fiscais. 
 
Irresignado com o teor da Lei nº Y, Antônio consultou o seu advogado a respeito da compatibilidade desse diploma 
normativo com a Constituição da República, sendo-lhe corretamente informado que esse diploma normativo 
A) afronta a competência concorrente da União e dos Estados para legislar sobre turismo. 
B) estabelece preferência indevida entre brasileiros, o que é vedado pela ordem constitucional. 
C) foi editado com base na competência do Município Beta para legislar sobre assuntos de interesse local. 
D) somente será considerada constitucional caso a sua edição tenha sido antecedida de prévio estudo de impacto 
financeiro. 
E) somente será considerado constitucional caso esteja lastreado nas normas gerais sobre interesse local editadas 
pela União. 
(CESPE- CEBRASPE /Prefeitura de Camaçari – BA/2024) 
21) Considerando as disposições da Constituição Federal, julgue o item a seguir. 
 
Fiscalizar as concessões de exploração de recursos hídricos é da competência exclusiva dos estados e do Distrito 
Federal. 
(FGV/PC-SC/2024) 
22) Certo Estado da Federação fez editar uma Lei que determinou a possibilidade de os órgãos de segurança 
pública estadual alienarem armas de fogo a seus integrantes por meio de venda direta, ou seja, sem a 
necessidade de realizar licitação. 
Considerando o cabimento e as hipóteses de contratação direta, à luz do ordenamento jurídico e da 
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal acerca do tema, é correto afirmar que tal norma 
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A) é constitucional, na medida em que o estado tem competência legislativa suplementar para pormenorizar as 
hipóteses de inexigibilidade de licitação. 
B) é inconstitucional, considerando que os Estados não têm competência para legislar acerca da temática atinente 
à licitação e contratação. 
C) é constitucional, tendo em vista todos os entes federativos têm competência para legislar sobre licitação e 
contratação, de modo que podem estabelecer qualquer espécie de contratação direta.E) servidores militares. 
(FGV /CGM de Belo Horizonte - MG2024) 
06) Em novembro de 2022, João, enquanto era prefeito do Município Delta, praticou dolosamente crime de 
responsabilidade, em razão do que foi instaurado o procedimento de impeachment, com fulcro no Decreto-
Lei nº 201/1967, que, após os devidos trâmites, ensejou a cassação do seu mandato. 
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Considerando que tal conduta também caracteriza ato de improbidade administrativa que ocasionou lesão 
ao respectivo erário, o agente competente em âmbito municipal, no início de 2024, foi instado a se manifestar 
acerca da viabilidade do ente federativo buscar a respectiva responsabilização de João pelos mesmos fatos. 
O referido agente se pronunciou no sentido de que de que o Município não poderia atuar em tal sentido sob 
os seguintes fundamentos: a) as alterações promovidas na Lei nº 8.429/92 pela Lei nº 14.230/2021 retiraram 
do ente federativo a legitimidade para o ajuizamento da respectiva ação improbidade e; b) a existência de 
processo por crime de responsabilidade impede que seja buscada a responsabilização por improbidade do 
prefeito cassado. 
Diante dessa situação hipotética, à luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, assinale a afirmativa 
correta. 
A) Ambos os argumentos invocados estão de acordo com a orientação do Pretório Excelso, diante da 
constitucionalidade da alteração legislativa que conferiu legitimidade exclusiva para o Ministério Público em tal 
situação e da impossibilidade de os agentes políticos responderem por improbidade quando a conduta caracteriza 
crime de responsabilidade, sob pena de bis in idem. 
B) Apenas o argumento invocado atinente ao procedimento de impeachment está de acordo com a orientação do 
Pretório Excelso, na medida em que o processo e julgamento de prefeito municipal por crime de responsabilidade 
impede sua responsabilização por atos de improbidade administrativa. 
C) Somente o argumento invocado atinente à legitimidade exclusiva do Ministério Público para o ajuizamento da 
ação de improbidade administrativa está de acordo com a orientação do Pretório Excelso, diante da 
constitucionalidade da restrição imposta pela mencionada alteração legislativa. 
D) Ambos os argumentos invocados destoam da orientação do Pretório Excelso, em razão da inconstitucionalidade 
da alteração legislativa que restringiu ao Ministério Público a possibilidade de ajuizamento da ação de improbidade 
e em virtude da autonomia das instâncias de responsabilização do Prefeito. 
(FGV /CGM de Belo Horizonte – MG/2024) 
07) Determinado município deixou de editar lei disciplinando a revisão geral anual da remuneração dos 
servidores públicos daquele ente federativo e, por esse motivo, o Poder Judiciário concedeu injunção para 
que o chefe do Poder Executivo envie projeto de lei e promova a referida revisão dos servidores municipais. 
 
Diante do exposto e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o Poder Judiciário agiu: 
A) corretamente, pois a garantia da revisão geral anual decorre da norma constitucional que garante a 
irredutibilidade dos vencimentos aos servidores públicos; 
B) corretamente, pois a definição do índice cabe aos poderes políticos, em razão da expertise técnica desses 
poderes em gerir os cofres públicos e o funcionalismo estatal; 
C) incorretamente, pois deveria ter fixado diretamente o índice de correção para revisão geral anual da remuneração 
dos servidores públicos, em razão de omissão do chefe do Poder Executivo; 
D) corretamente, pois possui competência para determinar ao Poder Executivo a apresentação de projeto de lei que 
vise a promover a revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos; 
E) incorretamente, pois não possui competência para determinar ao Poder Executivo a apresentação de projeto de 
lei que vise a promover a revisão geral anual, tampouco para fixar o respectivo índice de correção. 
(FGV /TJ-SC/2024) 
08) A Lei Alfa foi aprovada a partir de Projeto de Lei municipal do chefe do Poder Executivo, alterado no 
curso do processo legislativo por meio de emenda parlamentar para estender gratificação, inicialmente 
prevista apenas para os professores, a todos os servidores que atuem na área de educação especial. 
 
Diante do exposto e do entendimento predominante do Supremo Tribunal Federal, a norma é: 
A) constitucional, pois a emenda parlamentar teve o objetivo de garantir a efetividade do direito fundamental à 
educação; 
B) inconstitucional, pois o município usurpou competência da União para disciplinar matéria que trata de educação 
especial; 
C) constitucional, pois a emenda parlamentar teve a finalidade de resguardar o princípio da igualdade a todos os 
servidores públicos que atuam na área; 
D) inconstitucional, pois a emenda parlamentar implicou aumento de despesa em projeto de lei de iniciativa 
reservada ao Chefe do Poder Executivo; 
E) constitucional, pois é autorizada emenda parlamentar em processo legislativo que seja oriundo de projeto de lei 
de iniciativa reservada ao chefe do Poder Executivo. 
(CESPE- CEBRASPE/ INPI/2024) 
09) Acerca das atribuições do presidente da República, julgue o seguinte item. 
 
 
 
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A competência privativa do presidente da República para iniciar o processo legislativo das leis ordinárias e 
complementares não pode ser delegada. 
(CESPE- CEBRASPE/ INPI/2024) 
10) Acerca das atribuições do presidente da República, julgue o seguinte item. 
 
 
Compete ao presidente da República, na condição de chefe de Estado, proceder à autorização de guerra no caso 
de agressão estrangeira. 
(CESPE- CEBRASPE/ INPI/2024) 
11) Acerca das atribuições do presidente da República, julgue o seguinte item. 
 
É competência privativa do presidente da República conceder indulto e comutar penas, com audiência, se 
necessário, dos órgãos instituídos em lei, podendo delegar tal atribuição ao advogado-geral da União. 
(FGV/ PC-SC/2024) 
12) Para apurar crime de responsabilidade de prefeito, procedimento foi instaurado pelo Ministério Público, 
a partir de documentos oriundos de autos de processo judicial e de precatório, para colher informações do 
próprio suspeito, eventualmente hábeis a justificar e legitimar o fato imputado. 
Diante do exposto, é correto afirmar que o procedimento 
A) é nulo, uma vez que o Ministério Público não tem poderes de investigação no caso de crime de responsabilidade 
de prefeito. 
B) é válido, uma vez que a investigação no caso de crime de responsabilidade de prefeito é atribuição exclusiva do 
Ministério Público. 
C) é nulo, uma vez que o Ministério Público não tem poderes de investigação, que é de exclusividade da Polícia 
Militar. 
D) é nulo, uma vez que o Ministério Público não tem poderes de investigação, que é de exclusividade da Polícia 
Penal. 
E) é válido, uma vez que a investigação criminal não é exclusividade da polícia e o Ministério Público dispõe de 
atribuição para promovê-la por prazo razoável. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Gabarito 
1 A 21 
2 D 22 
3 A 23 
4 C 24 
5 A 25 
6 D 26 
7 E 27 
8 D 28 
9 C 29 
10 E 30 
11 C 31 
12 E 32 
13 33 
14 34 
15 35 
16 36 
17 37 
18 38 
19 39 
20 40 
 
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Questões Comentadas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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114 
(FGV /AL-PR /2024) 
01) São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. 
Entre as funções atípicas de cada um dos poderes, é correto afirmar que o Poder executivo, 
excepcionalmente, poderá exercer a função 
A) legislativa, quando editar medida provisória. 
B) judicante, quando julgar parlamentar por crime comum praticado no exercício da função. 
C) judicante, quando participar da investigação na Comissão Parlamentar de Inquérito. 
D) administrativa, quando fizer a indicação para Ministros do Supremo Tribunal Federal. 
E) legislativa, quando estender aumento de vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia. 
Comentário: 
 
O Poder Executivo pode exercer uma função legislativa de forma excepcional ao editar medidas provisórias. 
 
Cada um dos poderes exerce função atípica quando pratica atos que não pertencem às suas feições típicas ou 
exclusivas. O Poder Executivo exerce funções atípicas quando legisla ou julga; o Poder Legislativo, quando 
administra ou julga; e o Poder Judiciário, sempre que administra ou legisla. 
 
Gabarito: Letra A. 
(FGV /AL-PR /2024) 
02) O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República e o Conselho de 
Defesa Nacional é órgão de consulta do Presidente da República nos assuntos relacionados com a 
soberania nacional e a defesa do Estado democrático. 
A partir do exposto e de acordo com o sistema constitucional vigente, assinale a afirmativa correta. 
A) Participarão do Conselho da República os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. 
B) Compete ao Conselho da República propor os critérios e condições de utilização de áreas indispensáveis à 
segurança do território nacional e opinar sobre seu efetivo uso, especialmente nas relacionadas com a preservação 
e a exploração dos recursos naturais de qualquer tipo. 
C) Participarão do Conselho de defesa Nacional os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal. 
D) Participarão do Conselho da República seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, 
sendo dois nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara 
dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a recondução. 
E) Compete ao Conselho da República estudar, propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas necessárias 
a garantir a independência nacional e a defesa do Estado democrático. 
Comentário: 
 
De acordo com a Constituição Federal: 
 
Constituição Federal 
Art. 89. O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República, e dele participam: 
 
I - o Vice-Presidente da República; 
 
II - o Presidente da Câmara dos Deputados; 
 
III - o Presidente do Senado Federal; 
 
IV - os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados; 
 
V - os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal; 
 
VI - o Ministro da Justiça; 
 
VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, sendo dois nomeados pelo 
Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados, todos 
com mandato de três anos, vedada a recondução. 
 
Dos seis cidadãos brasileiros natos, dois são nomeados pelo Presidente da República, dois são eleitos pelo Senado 
Federal e dois são eleitos pela Câmara dos Deputados. Cada um desses seis membros tem um mandato de três 
anos, e a recondução é vedada. 
 
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115 
Gabarito: Letra D. 
(FGV /AL-PR /2024) 
03) Lei Orgânica distrital atribuiu à Câmara Legislativa o julgamento do Governador por crime de 
responsabilidade. 
Sobre o tema é correto afirmar que a referida lei é 
A) inconstitucional, pois a concentração do juízo de admissibilidade da acusação e do julgamento dos crimes de 
responsabilidade do Governador na Câmara Legislativa do Distrito Federal ofende a lógica do juízo institucional 
bifásico, prevista na Constituição. 
B) constitucional, pois o Julgamento pelo crime de responsabilidade do governador deve ser definido pela 
Constituição do respectivo Estado ou Lei Orgânica Distrital. 
C) inconstitucional, pois a competência para julgar crimes de responsabilidade será do Tribunal de Justiça do 
respectivo Estado e está prevista na Lei Nacional nº 1.079/50. 
D) constitucional, pois em razão do princípio da simetria é reprodução da norma prevista na Constituição da 
República em relação ao Presidente. 
E) constitucional, pois a Constituição Federal de 1988 assim determina em relação aos crimes de responsabilidade 
praticados por Governadores e Prefeitos. 
Comentário: 
 
A Lei Orgânica distrital que atribui à Câmara Legislativa o julgamento do Governador por crime de responsabilidade 
é considerada inconstitucional porque viola o princípio do juízo institucional bifásico previsto na Constituição Federal. 
De acordo com a Constituição, nos casos de crime de responsabilidade do Governador, o juízo de admissibilidade 
da acusação é realizado pela própria Assembleia Legislativa (ou Câmara Legislativa, no caso do Distrito Federal), 
mas o julgamento em si deve ser realizado pelo Tribunal de Justiça do respectivo Estado. 
 
Essa separação de funções visa garantir a imparcialidade e a independência do processo de julgamento, evitando 
que a mesma instituição que acusa também seja responsável por julgar. Portanto, ao atribuir à Câmara Legislativa 
do Distrito Federal tanto o juízo de admissibilidade quanto o julgamento dos crimes de responsabilidade do 
Governador, a Lei Orgânica distrital contraria esse princípio constitucional, tornando-se inconstitucional. 
 
Gabarito: Letra A. 
(FCC /TRT - 11ª Região (AM e RR)/2024) 
04) De acordo com a Constituição Federal, compete privativamente ao Presidente da República 
A) aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender qualquer uma 
dessas medidas. 
B) autorizar referendo e convocar plebiscito. 
C) conferir condecorações e distinções honorificas. 
D) estabelecer limites globais e condições para o montante da divida mobiliária dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios. 
E) apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão. 
Comentário: 
 
Letra A: Errada. De acordo com a Constituição Federal: Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: 
 
IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender qualquer uma 
dessas medidas; 
 
 
Letra B Errada. De acordo com a Constituição Federal: Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: 
 
XV - autorizar referendo e convocar plebiscito; 
 
 
Letra C: Correta. De acordo com a Constituição Federal: Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da 
República: 
 
XXI - conferir condecorações e distinções honoríficas; 
 
 
Letra D Errada. De acordo com a Constituição Federal: Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: 
 
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IX - estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios; 
 
 
Letra E Errada. De acordo com a Constituição Federal: Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: 
 
XII - apreciar os atos de concessão e renovação de concessão deemissoras de rádio e televisão; 
 
 
Gabarito: Letra C. 
(FCC /TRT - 11ª Região (AM e RR)/2024) 
05) Para além da responsabilidade civil e administrativa, estão sujeitos a serem processados por crime de 
responsabilidade 
A) agentes políticos. 
B) conselheiros tutelares. 
C) representantes consulares. 
D) servidores públicos civis. 
E) servidores militares. 
Comentário: 
 
Os agentes políticos são aquelas autoridades que exercem funções de direção ou administração nos diversos níveis 
de governo, como Presidente da República, Governadores, Prefeitos, Ministros de Estado, Secretários Estaduais e 
Municipais, entre outros. 
 
Diferentemente dos servidores públicos comuns, os agentes políticos ocupam cargos de alta relevância na estrutura 
governamental e são responsáveis por decisões políticas e administrativas de grande impacto. Portanto, em casos 
de crime de responsabilidade, eles estão sujeitos a processos específicos previstos na Constituição e na 
legislação aplicável. 
 
Gabarito: Letra A. 
(FGV /CGM de Belo Horizonte - MG2024) 
06) Em novembro de 2022, João, enquanto era prefeito do Município Delta, praticou dolosamente crime de 
responsabilidade, em razão do que foi instaurado o procedimento de impeachment, com fulcro no Decreto-
Lei nº 201/1967, que, após os devidos trâmites, ensejou a cassação do seu mandato. 
Considerando que tal conduta também caracteriza ato de improbidade administrativa que ocasionou lesão 
ao respectivo erário, o agente competente em âmbito municipal, no início de 2024, foi instado a se manifestar 
acerca da viabilidade do ente federativo buscar a respectiva responsabilização de João pelos mesmos fatos. 
O referido agente se pronunciou no sentido de que de que o Município não poderia atuar em tal sentido sob 
os seguintes fundamentos: a) as alterações promovidas na Lei nº 8.429/92 pela Lei nº 14.230/2021 retiraram 
do ente federativo a legitimidade para o ajuizamento da respectiva ação improbidade e; b) a existência de 
processo por crime de responsabilidade impede que seja buscada a responsabilização por improbidade do 
prefeito cassado. 
Diante dessa situação hipotética, à luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, assinale a afirmativa 
correta. 
A) Ambos os argumentos invocados estão de acordo com a orientação do Pretório Excelso, diante da 
constitucionalidade da alteração legislativa que conferiu legitimidade exclusiva para o Ministério Público em tal 
situação e da impossibilidade de os agentes políticos responderem por improbidade quando a conduta caracteriza 
crime de responsabilidade, sob pena de bis in idem. 
B) Apenas o argumento invocado atinente ao procedimento de impeachment está de acordo com a orientação do 
Pretório Excelso, na medida em que o processo e julgamento de prefeito municipal por crime de responsabilidade 
impede sua responsabilização por atos de improbidade administrativa. 
C) Somente o argumento invocado atinente à legitimidade exclusiva do Ministério Público para o ajuizamento da 
ação de improbidade administrativa está de acordo com a orientação do Pretório Excelso, diante da 
constitucionalidade da restrição imposta pela mencionada alteração legislativa. 
D) Ambos os argumentos invocados destoam da orientação do Pretório Excelso, em razão da inconstitucionalidade 
da alteração legislativa que restringiu ao Ministério Público a possibilidade de ajuizamento da ação de improbidade 
e em virtude da autonomia das instâncias de responsabilização do Prefeito. 
Comentário: 
 
Letra A: Errada. 
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O Supremo Tribunal Federal já decidiu que as alterações legislativas que restringem a legitimidade para o 
ajuizamento da ação de improbidade administrativa são inconstitucionais. Além disso, a ocorrência de crime de 
responsabilidade não impede a responsabilização por improbidade, pois são esferas de responsabilidade 
distintas. 
 
 
Letra B: Errada. 
 
Embora a condenação por crime de responsabilidade possa ter influência sobre a responsabilização por 
improbidade administrativa, não impede necessariamente essa responsabilização em todos os casos. 
 
 
Letra C: Errada. 
 
O STF tem entendido que as restrições legislativas que limitam a legitimidade para ajuizamento da ação de 
improbidade administrativa são inconstitucionais. 
 
 
Letra D: Correta. 
 
O item D foi o gabarito da banca. Ele sustenta que os dois argumentos apresentados contradizem a orientação do 
Supremo Tribunal Federal, devido à inconstitucionalidade da mudança legislativa que restringiu ao Ministério Público 
a capacidade de ingressar com a ação de improbidade e à autonomia das instâncias de responsabilização do 
Prefeito. 
 
O Supremo Tribunal Federal entende que as alterações legislativas que restringem a legitimidade para o 
ajuizamento da ação de improbidade administrativa são inconstitucionais, pois essa legitimidade não deve ser 
exclusiva do Ministério Público. Além disso, a ocorrência de processo por crime de responsabilidade não impede a 
responsabilização por improbidade administrativa, pois são esferas de responsabilidade distintas e não há bis in 
idem entre elas. 
 
Gabarito: Letra D. 
(FGV /CGM de Belo Horizonte – MG/2024) 
07) Determinado município deixou de editar lei disciplinando a revisão geral anual da remuneração dos 
servidores públicos daquele ente federativo e, por esse motivo, o Poder Judiciário concedeu injunção para 
que o chefe do Poder Executivo envie projeto de lei e promova a referida revisão dos servidores municipais. 
 
Diante do exposto e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o Poder Judiciário agiu: 
A) corretamente, pois a garantia da revisão geral anual decorre da norma constitucional que garante a 
irredutibilidade dos vencimentos aos servidores públicos; 
B) corretamente, pois a definição do índice cabe aos poderes políticos, em razão da expertise técnica desses 
poderes em gerir os cofres públicos e o funcionalismo estatal; 
C) incorretamente, pois deveria ter fixado diretamente o índice de correção para revisão geral anual da remuneração 
dos servidores públicos, em razão de omissão do chefe do Poder Executivo; 
D) corretamente, pois possui competência para determinar ao Poder Executivo a apresentação de projeto de lei que 
vise a promover a revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos; 
E) incorretamente, pois não possui competência para determinar ao Poder Executivo a apresentação de projeto de 
lei que vise a promover a revisão geral anual, tampouco para fixar o respectivo índice de correção. 
Comentário: 
 
De acordo com o STF: "O Poder Judiciário não possui competência para determinar ao Poder Executivo a 
apresentação de projeto de lei que vise a promover a revisão geral anual da remuneração dos servidores 
públicos, tampouco para fixar o respectivo índice de correção." STF. Plenário. RE 843112, Rel. Luiz Fux, 
julgado em 22/09/2020 (Repercussão Geral – Tema 624) (Info 998). 
 
 
Gabarito: Letra E. 
(FGV /TJ-SC/2024) 
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08) A Lei Alfa foi aprovada a partir de Projeto de Lei municipal do chefe do Poder Executivo, alterado no 
curso do processo legislativo por meio de emenda parlamentar para estender gratificação, inicialmente 
prevista apenas para os professores, a todos os servidores que atuem na área de educação especial. 
 
Diante do exposto e do entendimento predominante do Supremo Tribunal Federal, a norma é: 
A) constitucional, pois a emenda parlamentar teve o objetivo de garantir a efetividade do direito fundamental à 
educação; 
B) inconstitucional, pois o município usurpou competência da União para disciplinar matéria que trata de educação 
especial; 
C) constitucional,pois a emenda parlamentar teve a finalidade de resguardar o princípio da igualdade a todos os 
servidores públicos que atuam na área; 
D) inconstitucional, pois a emenda parlamentar implicou aumento de despesa em projeto de lei de iniciativa 
reservada ao Chefe do Poder Executivo; 
E) constitucional, pois é autorizada emenda parlamentar em processo legislativo que seja oriundo de projeto de lei 
de iniciativa reservada ao chefe do Poder Executivo. 
Comentário: 
 
De acordo com o STF: Em projeto de lei de iniciativa reservada do chefe do Executivo, não cabe emenda 
parlamentar que implique o aumento de despesa. (STF. Plenário. RE 745.811/PA (repercussão geral- Tema 
686), Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 17/10/2013 (Info 727). 
 
 
Gabarito: Letra D. 
(CESPE- CEBRASPE/ INPI/2024) 
09) Acerca das atribuições do presidente da República, julgue o seguinte item. 
 
 
A competência privativa do presidente da República para iniciar o processo legislativo das leis ordinárias e 
complementares não pode ser delegada. 
Comentário: 
 
Tal prerrogativa é estabelecida pela Constituição Federal e é uma responsabilidade exclusiva do chefe do Executivo 
federal. Sendo assim, o presidente não pode transferir essa função a outros órgãos ou autoridades. 
 
Gabarito: Correto. 
(CESPE- CEBRASPE/ INPI/2024) 
10) Acerca das atribuições do presidente da República, julgue o seguinte item. 
 
Compete ao presidente da República, na condição de chefe de Estado, proceder à autorização de guerra no caso 
de agressão estrangeira. 
Comentário: 
 
 De acordo com a Constituição Federal: 
 
Constituição Federal 
 
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: 
 
XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou referendado 
por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas condições, decretar, total ou 
parcialmente, a mobilização nacional; 
 
 
 
Gabarito: Errado. 
(CESPE- CEBRASPE/ INPI/2024) 
11) Acerca das atribuições do presidente da República, julgue o seguinte item. 
 
É competência privativa do presidente da República conceder indulto e comutar penas, com audiência, se 
necessário, dos órgãos instituídos em lei, podendo delegar tal atribuição ao advogado-geral da União. 
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Comentário: 
 
De acordo com a Constituição Federal: 
 
Constituição Federal 
 
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: 
 
XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei; 
 
Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII 
e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da 
União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações. 
 
Gabarito: Correto. 
(FGV/ PC-SC/2024) 
12) Para apurar crime de responsabilidade de prefeito, procedimento foi instaurado pelo Ministério Público, 
a partir de documentos oriundos de autos de processo judicial e de precatório, para colher informações do 
próprio suspeito, eventualmente hábeis a justificar e legitimar o fato imputado. 
Diante do exposto, é correto afirmar que o procedimento 
A) é nulo, uma vez que o Ministério Público não tem poderes de investigação no caso de crime de responsabilidade 
de prefeito. 
B) é válido, uma vez que a investigação no caso de crime de responsabilidade de prefeito é atribuição exclusiva do 
Ministério Público. 
C) é nulo, uma vez que o Ministério Público não tem poderes de investigação, que é de exclusividade da Polícia 
Militar. 
D) é nulo, uma vez que o Ministério Público não tem poderes de investigação, que é de exclusividade da Polícia 
Penal. 
E) é válido, uma vez que a investigação criminal não é exclusividade da polícia e o Ministério Público dispõe de 
atribuição para promovê-la por prazo razoável. 
Comentário: 
 
Letra A: Errada. 
 
O Ministério Público possui poderes de investigação, inclusive no caso de crime de responsabilidade de prefeito. 
 
Letra B: Errada. 
 
A investigação de crimes de responsabilidade de prefeito não é exclusiva do Ministério Público, entretanto, ele tem 
poderes para investigar. 
 
 
Letra C: Errada. 
 
O Ministério Público também possui poderes para investigar. 
 
 
Letra D: Errada. 
 
De acordo com a Constituição Federal: Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público: VIII - requisitar 
diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial, indicados os fundamentos jurídicos de suas 
manifestações processuais; 
 
Letra E: Correta. 
 
O gabarito é a letra E, pois a investigação criminal não é exclusividade da polícia e o Ministério Público dispõe de 
atribuição para promovê-la por prazo razoável. 
 
 
 
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Constituição Federal 
 
Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público: VIII - requisitar diligências investigatórias e a 
instauração de inquérito policial, indicados os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais; 
 
 
 
Gabarito: Letra E. 
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http://www.quebrandoquestoes.com/D) é inconstitucional, pois, dentre outros motivos, traduz uma hipótese de licitação dispensável, que extrapola a 
competência suplementar dos Estados na temática licitação e contratação. 
E) é constitucional, porquanto determinada uma hipótese de licitação dispensável, cujo rol exemplificativo 
determinado pela União pode ser complementado pelos Estados, de acordo com as peculiaridades locais. 
(FGV/PC-SC/2024) 
23) O Município Alfa não aplica o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento 
do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. Em audiência pública determinado vereador 
progressista sustenta que esta situação enseja intervenção estadual no Município. 
A partir da correção da alegação feita pelo vereador na hipótese narrada e conforme as regras 
constitucionais vigentes, é correto afirmar que 
A) a decretação da intervenção estadual dependerá de provimento pelo Tribunal de Justiça, de representação do 
Procurador-Geral de Justiça. 
B) a decretação da intervenção estadual ocorrerá ex officio por ato do Governador de Estado. 
C) a decretação da intervenção estadual dependerá de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de 
representação do Procurador-Geral da República. 
D) a decretação da intervenção estadual dispensará a apreciação pela Assembleia Legislativa. 
E) a decretação da intervenção estadual dependerá de solicitação da Assembleia Legislativa. 
(FGV/PC-SC/2024) 
24) A Lei YYY/2021 de determinado Estado-membro da Federação Brasileira impõe que as empresas do setor 
têxtil sediadas no Estado identifiquem as peças de roupa com etiquetas em Braille ou outro meio acessível 
para atender as pessoas com deficiência visual. 
A partir da situação narrada e com base no sistema jurídico-constitucional brasileiro vigente, é correto 
concluir que a lei estadual é 
A) constitucional, visto que trata de tema da competência concorrente dos estados para legislar sobre produção e 
consumo e proteção das pessoas com deficiência. 
B) constitucional, visto que trata de tema de competência residual dos estados. 
C) inconstitucional, visto que trata de tema de interesse local de competência legislativa dos municípios. 
D) inconstitucional, visto que trata de comércio interestadual, tema de competência privativa da União. 
E) inconstitucional, visto que viola os princípios da livre iniciativa, da livre concorrência e da propriedade privada. 
(CESPE - CEBRASPE/CAU-BR /2024) 
25) A Câmara dos Deputados e o Senado Federal são dotados de diversos órgãos e comissões essenciais 
para o adequado funcionamento do processo legislativo. Esse processo envolve a criação, o exame e a 
aprovação de uma variedade de propostas legislativas, incluindo leis ordinárias, medidas provisórias, 
emendas constitucionais, decretos legislativos e resoluções, todas vitais para o relacionamento eficaz da 
sociedade. Cada categoria de proposição legislativa é submetida a um procedimento específico de 
tramitação. 
A respeito dessa temática, julgue o item que se segue. 
 
Conforme estabelece a Constituição, a outorga e a renovação de concessão, permissão ou autorização para serviço 
de radiodifusão sonora ou de sons e imagens dependem exclusivamente do Poder Executivo, que é o poder 
responsável por garantir o princípio da complementaridade dos sistemas privado, público e estatal para que a 
informação e o entretenimento cheguem a toda a sociedade. 
(CESPE - CEBRASPE/CAU-BR /2024) 
26) Acerca dos direitos e das garantias fundamentais e da organização do Estado brasileiro, julgue o 
próximo item. 
 
Compete à União, em caráter geral, e aos estados e ao Distrito Federal, em caráter suplementar, legislar 
concorrentemente sobre procedimentos em matéria processual. 
(FGV/Câmara Municipal de São Paulo - SP /2024) 
27) João, Prefeito do Município Alfa, almejava homenagear um famoso e já falecido cantor, nascido e criado no 
território do referido Município, e que sempre exaltava suas origens nas apresentações que realizava nos distintos 
quadrantes do mundo. 
Ao consultar sua assessoria sobre a possibilidade de o Chefe do Poder Executivo atribuir a um logradouro público 
o nome do referido cantor, foi-lhe corretamente informado que 
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A) deve ser reconhecida a competência do Prefeito Municipal, ainda que a Lei Orgânica Municipal tenha reconhecido 
a competência da Câmara, sendo que cada qual atuará no âmbito de suas atribuições. 
B) por ser matéria tipicamente administrativa, afeta à gestão do espaço público e que não importa na sua 
disponibilidade, compete apenas ao Prefeito Municipal a disciplina da matéria por decreto. 
C) se trata de matéria tipicamente legal, considerando os reflexos na ordenação do território e na propriedade de 
terceiros, logo, deve ser apresentado projeto de lei à Câmara Municipal. 
D) essa competência será da Câmara Municipal ou do Prefeito Municipal conforme dispuser a Lei Orgânica 
Municipal. 
E) o Prefeito Municipal pode exercer essa competência, desde que tenha sido editada lei delegada nesse sentido. 
(FGV/Câmara Municipal de São Paulo - SP /2024) 
28) O Partido Político Alfa, com grande representatividade junto às Câmaras Municipais de todos os 
quadrantes da Federação, realizou um Congresso no Município X, Capital do Estado Beta. Durante a 
plenária, os vereadores dos Municípios W, X, Y e Z fizeram discursos inflamados, em que fizeram duras 
críticas aos prefeitos dos respectivos Municípios. 
Considerando os balizamentos oferecidos pela sistemática constitucional, é correto afirmar que 
A) alguns dos vereadores podem ser responsabilizados, mas não será possível que todos o sejam. 
B) em razão da imunidade material, nenhum dos vereadores pode ser responsabilizado por suas críticas. 
C) todos os vereadores podem ser responsabilizados, já que as críticas não foram proferidas no recinto de suas 
respectivas Casas Legislativas. 
D) a inviolabilidade dos vereadores por suas opiniões, palavras e votos é idêntica à dos parlamentares federais, 
estaduais e distritais, o que impede a sua responsabilização. 
E) em razão do direito fundamental à crítica, que ampara os brasileiros, os vereadores não podem ser 
responsabilizados, pois não se despem de sua condição de cidadãos. 
(FGV/Câmara Municipal de São Paulo - SP /2024) 
29) Após detectar que a Lei Orgânica do Município Beta não dispunha sobre os critérios de escolha do 
Chefe do Poder Executivo, na hipótese de dupla vacância dos cargos de Prefeito Municipal e de Vice-
Prefeito Municipal no último biênio do mandato, o Vereador João iniciou estudos com o objetivo de 
verificar a razão de ser dessa omissão e as medidas passíveis de serem adotadas para supri-la. 
Ao fim de suas reflexões, João concluiu corretamente que 
A) a matéria está disciplinada na Constituição da República em relação ao Presidente e ao Vice-Presidente da 
República, devendo ser reproduzida, por simetria, nos demais níveis federativos. 
B) cabe à Lei Orgânica disciplinar a matéria, sendo vedado o estabelecimento de qualquer critério de escolha que 
não seja a eleição direta, o que decorre do princípio democrático. 
C) o critério de escolha deve ser estabelecido por Beta, podendo ser adotado tanto o critério de eleição direta 
como o de eleição indireta. 
D) a disciplina deve ser realizada pela Constituição do Estado, de modo que os Municípios situados em seu 
território sigam uma norma uniforme. 
E) como a matéria envolve o exercício da cidadania e uma disciplina própria do direito eleitoral, cabe à lei federal 
dispor sobre a temática. 
(FGV/Câmara Municipal de São Paulo - SP /2024) 
30) A Assembleia Legislativa do Estado Alfa, com forte apoio popular, promulgou a Emenda Constitucional 
nº X, que alterou a Constituição do Estado Alfa, de modo a autorizar que fosse decretada a intervenção 
espontânea nos Municípiossituados no território desse Estado, caso fosse detectado atraso no pagamento 
da dívida flutuante por lapso superior a seis meses, embora houvesse disponibilidade orçamentária e 
financeira para o respectivo pagamento. 
Irresignado com o teor da reforma constitucional, o Presidente da Câmara Municipal de Beta solicitou à 
Procuradoria que analisasse a compatibilidade da referida Emenda com a Constituição da República. 
Foi corretamente respondido ao Presidente que a Emenda Constitucional nº X 
A) apesar de ter inovado em relação à causa de intervenção, apenas conferiu detalhamento a um princípio 
constitucional estabelecido. 
B) é inconstitucional, pois a Constituição da República não contempla hipóteses de intervenção espontânea do 
Estado em seus Municípios. 
C) estabeleceu hipótese de intervenção inédita, não contemplada na Constituição da República, afrontando a 
autonomia municipal. 
D) apenas observou o princípio da simetria constitucional, estando ajustada à Constituição da República ao 
reproduzir um de seus comandos. 
E) embora tenha reproduzido uma causa de intervenção prevista na Constituição da República, atribuiu-lhe caráter 
espontâneo, embora exija provocação, sendo, portanto, inconstitucional. 
(FGV/Câmara Municipal de São Paulo - SP /2024) 
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31) O Município Alfa foi desmembrado do Município Beta, em 31 de janeiro de 2006, por força da Lei estadual 
nº X, publicada na referida data. Acresça-se que foram realizados amplos estudos de viabilidade do novel 
Município, todos favoráveis ao referido desmembramento, sendo este requisito previsto na legislação 
estadual. Anos depois, instalou-se um litígio entre os Municípios Alfa e Beta em relação à cobrança do 
imposto sobre a propriedade territorial urbana, tendo por objeto os imóveis situados no território de Alfa. 
O litígio decorreu do fato de Beta considerar o desmembramento inconstitucional, tendo em vista a 
inexistência de lei complementar federal dispondo sobre o período em que o desmembramento poderia ser 
realizado. 
À luz da sistemática vigente, é correto afirmar que a Lei estadual nº X, para fins de resolução do litígio, 
 
A) somente será considerada inconstitucional se não tiver sido antecedida de consulta prévia à população de Beta. 
B) é constitucional, considerando que o desmembramento de Municípios não envolve normas editadas pela União, 
como sustentado por Beta. 
C) é inconstitucional, considerando que a ausência de lei complementar federal obsta o início do processo de 
desmembramento de Municípios. 
D) é inconstitucional, pois a matéria é própria de lei complementar estadual, não de lei ordinária, não sendo exigida 
qualquer intervenção legislativa da União. 
E) é constitucional, considerando a convalidação, por emenda constitucional, dos desmembramentos realizados 
com inobservância das regras constitucionais, ainda que não tenha sido realizada a consulta prévia à população de 
Beta. 
(FGV/Câmara Municipal de São Paulo - SP /2024) 
32) O Município Alfa, após longo litígio estabelecido com a União, logrou êxito em obter provimento 
jurisdicional que lhe foi favorável, o qual veio a transitar em julgado. Em momento no qual a formação do 
respectivo precatório ainda se encontrava em curso, o Procurador-Geral do Município recebeu minuta de 
convênio a ser celebrado entre Alfa e a União, no qual este último ente inserira cláusula que lhe autorizava 
a abater os valores devidos por Alfa, em razão do ajuste, do montante correspondente aos precatórios 
federais existentes, nos quais esse Município figure como credor. 
Ao analisar a minuta, o Procurador-Geral concluiu corretamente que esse documento 
 
A) está em harmonia com a Constituição da República, que permite apenas à União adotar este mecanismo de 
compensação. 
B) está em desacordo com a autonomia política de Alfa, ao permitir que outro ente federativo deixe de lhe repassar 
os recursos a que faz jus. 
C) afronta a coisa julgada, na medida em que o precatório é a forma de instrumentalizar o cumprimento da sentença 
judicial transitada em julgado. 
D) afronta o referencial de isonomia, pois a União poderá obter diretamente os valores a que fizer jus, enquanto Alfa 
precisou recorrer à sistemática de precatórios. 
E) apresenta plena juridicidade, pois explicitou um instrumento de compensação previsto na ordem constitucional 
para a União, os Estados e seus entes da administração indireta, que independe de previsão contratual. 
(CESPE / CEBRASPE /CNPQ /2024) 
33) Acerca da organização político-administrativa do Estado brasileiro, julgue o próximo item. 
 
É competência comum da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios proporcionar os meios de acesso 
à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação. 
(CESPE / CEBRASPE /CNPQ /2024) 
34) Acerca da organização político-administrativa do Estado brasileiro, julgue o próximo item. 
 
Compete à União, aos estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre tecnologia, pesquisa, 
desenvolvimento e inovação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Gabarito 
1 B 21 E 
2 E 22 D 
3 E 23 B 
4 A 24 A 
5 E 25 E 
6 C 26 C 
7 E 27 A 
8 D 28 A 
9 C 29 C 
10 A 30 C 
11 B 31 A 
12 E 32 A 
13 B 33 C 
14 E 34 C 
15 C 35 
16 E 36 
17 C 37 
18 D 38 
19 A 39 
20 B 40 
 
 
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Questões Comentadas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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(CESPE-CEBRASPE/FINEP/2024) 
01) Acerca da competência da União, dos estados e dos municípios, assinale a opção correta. 
A) Em se tratando de competência concorrente, caso inexista lei federal sobre normas gerais, os estados exercerão 
a competência legislativa plena para atender a suas peculiaridades, e a superveniência de lei federal sobre normas 
gerais revoga a lei estadual no que lhe seja contrária. 
B) A competência privativa da União para legislar é indelegável, já a competência executiva pode ser delegada aos 
estados por lei complementar específica. 
C) Compete privativamente à União legislar sobre procedimentos em matéria processual. 
D) É competência comum da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios registrar, acompanhar e 
fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios. 
E) É competência concorrente da União, dos estados e do Distrito Federal legislar sobre propaganda comercial. 
Comentário: 
 
Letra A: Errada. 
 
A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual no que lhe seja contrária. 
 
Letra B: Errada. 
 
De acordo com a Constituição Federal: Art.22, Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a 
legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo. 
 
 
Letra C: Errada 
 
De acordo com a Constituição Federal: Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar 
concorrentemente sobre: XI - procedimentos em matéria processual. 
 
 
Letra D: Correta. 
 
De acordo com a Constituição Federal: Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios: XI - registrar,acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de 
recursos hídricos e minerais em seus territórios. 
 
 
Letra E: Errada. 
 
De acordo com a Constituição Federal: Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: XXIX - propaganda 
comercial. 
 
 
Gabarito: Letra D. 
(CESPE-CEBRASPE/CAPES/2024) 
02) No que diz respeito às disposições constitucionais acerca da educação, julgue o item seguinte. 
 
Compete privativamente à União legislar sobre educação. 
Comentário: 
 
De acordo com a Constituição Federal: Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar 
concorrentemente sobre: 
 
IX - educação, cultura, ensino, desporto, ciência, tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e inovação. 
 
Gabarito: Errado. 
(FCC/TRT - 11ª Região (AM e RR)/2024) 
03) Determinado Estado da Federação promulga uma lei que estabelece: Fica expressamente proibida a 
denominada linguagem neutra na grade curricular e no material didático de instituições de ensino públicas 
ou privadas, assim como em editais de concursos públicos. Diante do ordenamento jurídico vigente, a 
referida lei é 
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A) inconstitucional somente na parte em que trata de editais de concursos públicos, diante da competência da União 
na matéria. 
B) constitucional somente na parte em que trata de editais de concursos públicos, diante da competência 
suplementar dos Estados na matéria. 
C) inconstitucional, por tratar de matéria de competência legislativa dos Municípios. 
D) constitucional, por tratar de matéria de competência concorrente entre União, Estados e o Distrito Federal, 
cabendo aos entes regionais, como no caso, legislar para atender a suas peculiaridades. 
E) inconstitucional, por tratar de matéria de competência legislativa da União. 
Comentário: 
 
É inconstitucional, de acordo com o STF: "O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional 
uma lei do Estado de Rondônia que proíbe a denominada linguagem neutra em instituições de ensino e editais de 
concursos públicos. Por unanimidade, a Corte entendeu que a norma viola a competência legislativa da União 
para editar normas gerais sobre diretrizes e bases da educação. Esse entendimento não diz respeito ao 
conteúdo da norma, limitando-se à análise sobre a competência para editar lei sobre a matéria (STF - ADI 7019)". 
 
Gabarito: Letra E. 
(FCC/TRT - 11ª Região (AM e RR)/2024) 
04) À luz da Constituição Federal e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), lei estadual que 
disponha sobre a contratação de aprendizes por empresas que participem do Programa Jovem Aprendiz no 
âmbito do Estado será 
A) inconstitucional, por invadir competência legislativa privativa da União, cabendo ser objeto de ação direta de 
inconstitucionalidade perante o STF. 
B) constitucional, por legislar de modo a atender a suas peculiaridades em matéria de competência concorrente. 
C) constitucional, desde que se trate de lei complementar e que se restrinja a questões específicas da matéria. 
D) inconstitucional, por invadir competência legislativa privativa da União, cabendo ser objeto de reclamação perante 
o STF, uma vez que contraria tese fixada em sede de repercussão geral. 
E) inconstitucional, por invadir competência legislativa privativa da União, cabendo ser objeto de reclamação perante 
o STF, uma vez que contraria súmula vinculante existente sobre a matéria. 
Comentário: 
 
De acordo com o STF, Informativo 1091: 
 
“É inconstitucional lei estadual que regulamenta o programa jovem aprendiz, por invasão da competência 
privativa da União para legislar sobre direito do trabalho.” 
 
Gabarito: Letra A. 
(VUNESP/MPE-RJ/2024) 
05) A respeito dos princípios constitucionais sensíveis, é correto afirmar que 
A) correspondem a regras de organização da União, que se estendem obrigatoriamente aos Estados-membros. 
B) são normas constitucionais que não se estendem aos Estados-membro, podendo ser apontadas como exemplo 
as regras que conferem ao Presidente da República a iniciativa privativa para propor determinados projetos de lei. 
C) são normas que possuem geralmente natureza institucional e definem antecipadamente a organização dos 
Poderes e das instituições dos Estados-membros. 
D) estão previstos de forma exemplificativa na Constituição Federal. 
E) caso violados, autorizam a realização de intervenção federal. 
Comentário: 
 
Os princípios constitucionais sensíveis são normas constitucionais que, se desrespeitadas pelos estados, podem 
ensejar a intervenção federal por parte da União. Eles estão previstos no artigo 34 da Constituição Federal e 
englobam matérias específicas que, se infringidas pelos estados, podem acarretar consequências mais severas, 
como a intervenção federal. 
 
Portanto, a opção E é a afirmativa correta. 
 
Gabarito: Letra E. 
(VUNESP/MPE-RJ/2024) 
06) Considere que o Poder Legislativo do Estado X aprovou lei que veda a inscrição de usuário dos serviços 
de abastecimento de água e de esgotamento sanitário em cadastro de proteção ao crédito quando 
inadimplente, sob a justificativa de que os serviços, ainda quando concedidos à inciativa privada, 
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permanecem sendo serviços públicos e, nessa condição, devem ter os seus termos regulados pelo ente 
político dotado da competência constitucional para prestá-los. A mesma lei também obriga empresas 
prestadoras do serviço de televisão por assinatura – e que já possuam Serviço de Atendimento ao 
Consumidor – a fornecerem atendimento telefônico gratuito a seus clientes. A proposição legislativa foi 
sancionada pelo Governador do Estado. 
Inconformadas, entidades representativas dos respectivos segmentos econômicos pediram a realização de 
uma reunião com representantes do Ministério Público, por entenderem que as duas normas teriam impacto 
no custo do serviço e consequentemente seriam prejudiciais ao consumidor. O membro do Ministério 
Público presente na reunião poderá informar, com base na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que 
A) as duas normas são constitucionais, pois compete ao Estado-Membro legislar sobre relações de consumo nas 
partes em que prevalecem interesses locais e sem impacto para além de suas fronteiras. 
B) a norma que institui o dever de empresas fornecerem atendimento telefônico gratuito a clientes é inconstitucional, 
por ofender o princípio da livre iniciativa, bem como por competir à União legislar sobre o direito civil. 
C) a norma que institui o dever de empresas fornecerem atendimento telefônico gratuito a clientes é constitucional, 
pois, sob o viés do fortalecimento do “federalismo centrífugo”, não fere o modelo de repartição constitucional de 
competências a legislação estadual supletiva que amplie a esfera protetiva do consumidor. 
D) a norma que proíbe a inscrição dos consumidores em cadastros restritivos de crédito é constitucional, pois o fato 
de o Código de Defesa do Consumidor só impedir que sejam inscritas em cadastros restritivos dívidas prescritas ou 
informações referentes a período de cinco anos não obsta o Estado de ampliar a esfera de proteção dos 
consumidores. 
E) a norma que proíbe a inscrição dos consumidores no cadastro restritivo de consumidores é constitucional, pois 
compete a cada ente federativo regular o serviço público de sua titularidade, não se aplicando a esse tipo de relação 
jurídica as normas previstas na legislação consumerista. 
Comentário: 
 
Letra A: Errada. 
 
A primeira norma é inconstitucional, de acordo com o STF: “É inconstitucional lei estadual que vede a inscrição em 
cadastro de proteção ao crédito de usuárioinadimplente dos serviços de abastecimento de água e esgotamento 
sanitário”. (ADI n.º 6.668/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 11/2/2022, Informativo n.º 1043). 
 
Letra B. Errada. A segunda norma está de acordo com a Constituição Federal. 
 
Letra C: Correta. 
 
De acordo com o entendimento do STF: “É válida lei estadual que obrigue empresas prestadoras de serviços de 
televisão por assinatura e estabelecimentos comerciais de vendas no varejo e no atacado — que já possuam Serviço 
de Atendimento ao Consumidor (SAC) — a fornecerem atendimento telefônico gratuito a seus clientes”. (ADI n.º 
4.118/RJ, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 25/2/2022, Informativo n.º 1.045). 
 
O "federalismo centrífugo" refere-se à ideia de que os Estados podem legislar de forma supletiva para ampliar a 
proteção do consumidor, mesmo que isso envolva questões normalmente de competência da União. Nesse 
contexto, o STF reconhece que as legislações estaduais podem fortalecer a proteção do consumidor dentro dos 
limites da Constituição Federal. 
 
Portanto, a lei estadual que impõe às empresas prestadoras de serviços de televisão por assinatura o dever de 
fornecerem atendimento telefônico gratuito aos clientes pode ser considerada constitucional sob esse argumento 
de fortalecimento do federalismo centrífugo, desde que não haja conflito com normas gerais sobre a matéria. 
 
 
Letra D: Errada. 
 
A primeira lei é inconstitucional. 
 
Letra E: Errada. 
 
A primeira lei é inconstitucional. 
 
 
 
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19 
Gabarito: Letra C. 
(CESPE-CEBRASPE/MPE-TO/2024) 
07) A respeito da organização político-administrativa do Estado, do Poder Judiciário e das comissões 
parlamentares de inquérito no âmbito do Poder Legislativo, julgue o item seguinte. 
 
É da competência privativa da União legislar sobre procedimentos em matéria processual. 
Comentário: 
 
Conforme estabelece a Constituição Federal: 
 
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: 
 
XI - procedimentos em matéria processual; 
 
Gabarito: Errado. 
(CESPE-CEBRASPE/PC-PE/2024) 
08) No que se refere aos estados federados, assinale a opção correta. 
A) As competências dos estados federados são orientadas pelo princípio da exclusividade do interesse, o qual 
dispõe que as matérias de interesse exclusivamente regional interessam apenas aos estados. 
B) Em virtude da repartição de competências que a CF define, os estados federados encontram espaço para exercer 
certo grau de soberania, embora de forma limitada. 
C) O poder constituinte que os estados podem exercer na produção de suas constituições se caracteriza por ser 
inicial e independente, embora não seja ilimitado. 
D) Na repartição de competências não tributárias, as competências que a CF não tenha atribuído à União ou aos 
municípios cabem, em princípio, aos estados-membros. 
E) Em respeito às competências dos estados e à capacidade de que produzam sua própria constituição, as 
limitações ao poder decorrente são apenas as expressas na CF. 
Comentário: 
 
 
Letra A: 
 
Existem competências que são compartilhadas entre a União, os estados e, algumas entres os municípios. O que 
determina a competência estadual não é a exclusividade, é o princípio da preponderância do interesse regional ou 
local. 
 
 
Letra B: Errada. 
 
Os Estados não possuem Soberania, quem possui Soberania é a União. 
 
 
Letra C: Errada. 
 
O poder constituinte exercido pelos estados na produção de suas constituições é derivado e decorrente, limitado e 
subordinado à Constituição Federal. 
 
 
Letra D: Correta. 
 
Na estrutura federativa do Brasil, a Constituição Federal (CF) estabelece uma repartição de competências entre a 
União, os estados e os municípios. As competências dos estados são definidas principalmente nos artigos 25 a 28 
da CF. 
 
As competências remanescentes ou residuais serão dos Estados. 
 
 
Letra E. Errada. 
 
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As restrições ao poder de auto-organização dos estados não se restringem apenas às normas expressas, mas 
também incluem normas implícitas, pois as constituições estaduais devem obedecer também aos princípios e 
estrutura estabelecidos pela Constituição Federal. 
 
Gabarito: Letra D. 
(FGV/CGE-PB /2024) 
09) O Sindicato da Indústria e de Material Plástico do Estado Beta manejou ação direta de 
inconstitucionalidade, perante o Tribunal de Justiça do Estado Beta, em face de Lei do Município Alfa 
(localizado no Estado Beta), que dispõe sobre a obrigação de substituição do uso de sacos e sacolas 
plásticas de lixos por sacos e sacolas ecológicas. 
Diante do exposto, é correto afirmar que é: 
A) materialmente constitucional a referida Lei municipal que obriga a substituição de sacos e sacolas plásticas por 
sacos e sacolas biodegradáveis, em razão de a matéria tratar de direito do consumidor e não de direito ambiental; 
B) formal e materialmente inconstitucional a referida Lei municipal que obriga a substituição de sacos e sacolas 
plásticas por sacos e sacolas biodegradáveis, em razão de ofensa à competência estadual para legislar sobre o 
tema e ao princípio da razoabilidade; 
C) constitucional – formal e materialmente – a referida Lei municipal que obriga a substituição de sacos e sacolas 
plásticas por sacos e sacolas biodegradáveis, em razão da competência dos Municípios sobre matéria protetiva de 
direito ambiental; 
D) materialmente inconstitucional a referida Lei municipal que obriga a substituição de sacos e sacolas plásticas por 
sacos e sacolas biodegradáveis, em razão da violação ao princípio da livre iniciativa; 
E) formalmente inconstitucional a referida Lei municipal que obriga a substituição de sacos e sacolas plásticas por 
sacos e sacolas biodegradáveis, em razão da competência da União para legislar sobre a matéria. 
Comentário: 
 
Letra A: Errada. 
 
O tema sobre sacos e sacolas biodegradáveis é uma questão ambiental e não somente de direito do consumidor. 
 
 
Letra B: Errada. 
 
A competência para legislar sobre proteção ao meio ambiente é concorrente entre União, Estados e Municípios, 
conforme o art. 24 da Constituição Federal: Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar 
concorrentemente sobre: VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos 
naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição. 
 
 
Letra C: Correta. 
 
Conforme estabelece a Constituição Federal: Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios: 
 
VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; 
 
Competência legislativa 
A competência para legislar sobre questões ambientais é compartilhada entre União, Estados e Municípios, 
conforme estabelece a Constituição Federal. Os Municípios têm competência para legislar sobre assuntos de 
interesse local, como é o caso da proteção ambiental em seu território. 
Natureza da matéria 
A substituição de sacos plásticos por sacos ecológicos se insere no âmbito da proteção ambiental, uma matéria 
de interesse local que pode ser regulada pelos Municípios para promover políticas de sustentabilidade e 
preservação do meio ambiente. 
Validade formal e material 
A Lei municipal em questão não viola a competência estadual ou federal, pois trata-se de uma norma válida e 
compatível com a competência municipal para legislar sobre questões ambientais locais, não havendo 
inconstitucionalidade formal ou material. 
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21 
Letra D: Errada. 
 
O princípio da livre iniciativa não é absoluto e pode ser limitado por outros princípios e valores constitucionais, como 
a proteção ao meio ambiente. 
 
Letra E: Errada. 
 
A competência para legislar sobre proteção ao meio ambiente é concorrente entre União, Estados e Municípios, 
conforme o art. 24 da Constituição Federal. Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar 
concorrentemente sobre: VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos 
naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição. 
 
Gabarito: Letra C. 
(FGV/CGM de Belo Horizonte - MG /2024) 
10) Com o objetivo de cumprir compromissos de campanha, o Governador do Estado Alfa, logo após a 
posse, encaminhou projeto de lei complementar, à Assembleia Legislativa, criando órgãos de execução no 
Ministério Público do referido Estado, com atribuição exclusiva de combater os crimes cibernéticos. 
Além disso, informou à população que estabelecera as metas de desempenho a serem observadas pela 
Instituição no combate à referida espécie de ilícito. Por fim, ressaltou que o cumprimento das referidas 
metas de desempenho ensejaria a percepção de uma gratificação de produtividade pelos respectivos 
membros. 
Essas três medidas foram amplamente comemoradas por alguns setores da sociedade, mas duramente 
criticadas por outros, que ressaltavam a sua incompatibilidade com a ordem constitucional. 
À luz da sistemática estabelecida na Constituição da República de 1988, é correto afirmar, em relação às 
três medidas adotadas pelo Governador do Estado, que 
A) todas são inconstitucionais. 
B) somente a definição das metas de desempenho é inconstitucional. 
C) somente a apresentação do projeto de lei complementar é compatível com a ordem constitucional. 
D) somente a definição das metas de desempenho e a percepção da gratificação são inconstitucionais. 
Comentário: 
 
Todas são inconstitucionais: 
 
Criação de órgãos no Ministério Público com atribuição exclusiva de combater crimes cibernéticos: A 
Constituição Federal estabelece que a organização e atribuições do Ministério Público devem ser definidas por lei 
complementar, porém, não é competência do Governador do Estado criar órgãos no Ministério Público. 
 
Estabelecimento de metas de desempenho para o Ministério Público: A definição de metas de desempenho 
para o Ministério Público, com gratificação atrelada ao seu cumprimento, pode configurar interferência indevida do 
Poder Executivo na autonomia funcional e administrativa do Ministério Público, violando princípios constitucionais 
que garantem a independência desse órgão. 
 
Percepção de gratificação de produtividade pelos membros do Ministério Público vinculada ao cumprimento 
de metas: Da mesma forma, a instituição de gratificação de produtividade com base no cumprimento de metas 
estabelecidas pelo Governador pode ser considerada inconstitucional por configurar interferência na autonomia 
funcional e financeira do Ministério Público. 
 
Gabarito: Letra A. 
(FGV/TJ/SC /2024) 
11) O Estado Alfa editou lei estadual dispondo que a lavra de recursos minerais, sob qualquer regime de 
exploração e aproveitamento, respeitada a legislação federal pertinente e demais atos e normas específicos 
de atribuição da União, dependerá, observadas as demais disposições legais, de indenização monetária 
pelos danos causados ao meio ambiente, independentemente da obrigação de reparar o dano. 
Em ação judicial ambiental em que litigam o empreendedor Beta e o Estado Alfa, o magistrado foi instado a 
declarar a inconstitucionalidade, incidenter tantum, da norma acima citada, que estabelece a obrigação de 
indenização monetária pelos danos causados ao meio ambiente em relação à exploração e ao 
aproveitamento de lavra de recursos minerais. 
O juiz de direito, seguindo jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, deve considerar a citada norma 
estadual: 
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A) constitucional, porque a Carta Magna estabelece que as atividades minerais, independentemente de serem 
consideradas lesivas ao meio ambiente, sujeitarão os empreendedores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções 
administrativas, sem prejuízo da obrigação de reparar os danos causados; 
B) constitucional, porque a instituição de indenização monetária pelas atividades minerárias realizadas no Estado-
membro é compatível com a Constituição, dentro de suas engrenagens e dos deveres fundamentais ambientais que 
revestem a tutela ecológica efetiva adequada e tempestiva; 
C) inconstitucional, porque o texto da Constituição Federal dispõe que constituem monopólio da União a pesquisa 
e a lavra das jazidas de minério, petróleo e gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, de acordo com o respectivo 
regulamento; 
D) inconstitucional, porque as jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os potenciais de energia 
hidráulica constituem propriedade distinta da do solo, para efeito de exploração ou aproveitamento, e pertencem à 
União; 
E) inconstitucional, porque não pode o Estado Alfa legislar sobre bens minerais de propriedade da União, e a 
competência outorgada pela Constituição aos estados para legislar de forma concorrente sobre responsabilidade 
por dano ambiental não lhes autoriza a criar ou disciplinar aspectos civis ou criminais do dano ambiental. 
Comentário: 
 
Letra A: Errada. 
 
De acordo com o artigo 225, § 3º, as condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os 
infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de 
reparar os danos causados. 
 
Letra B: Correta. 
 
De acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), a norma estadual que estabelece a obrigação 
de indenização monetária pelos danos ambientais causados pela lavra de recursos minerais pode ser considerada 
constitucional, desde que respeite os princípios e normas ambientais estabelecidos na Constituição Federal e na 
legislação federal pertinente. 
 
As demais alternativas estão erradas pois falam sobre inconstitucionalidade. 
 
Gabarito: Letra B. 
(FGV/TJ/SC /2024) 
12) Em uma gincana jurídica, os grupos participantes foram questionados a respeito da funcionalidade dos 
denominados “princípios constitucionais sensíveis”, mais especificamente se a sua infringência apresenta 
características similares na perspectiva da decretação da intervenção nos estados ou nos municípios. O 
grupo Alfa sustentou que a ação direta interventiva é essencial para a decretação da intervenção em 
município em razão da não aplicação do mínimo exigido da receita municipal na manutenção e 
desenvolvimento do ensino. O grupo Beta defendeu que a decretação de intervenção em município, em 
situações que correspondem à violação aos referidos princípios, reproduzidos inclusive na Constituição 
Estadual, pode ser provocada ou espontânea. Por fim, o grupo Gama sustentou que a decretação de 
intervenção em estado, em razão da afronta aos princípios constitucionais sensíveis, sempre se dá na 
modalidade provocada. 
 
Ao final, os jurados concluíram, corretamente, em relação às conclusões dos referidos grupos, que: 
A) todas estão erradas; 
B) apenas a de Beta está certa; 
C) apenas a de Gama está certa; 
D) apenas as de Alfa e Gama estão certas; 
E) apenas as de Beta e Gama estão certas. 
Comentário: 
 
Apenas as de Beta e Gama estão certas, vejamos: 
 
Grupo Beta: A intervenção em municípios, em casos de violação aos princípios constitucionais sensíveis (como a 
aplicação do mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino), pode ser provocada 
(por pedido fundamentado de autoridade ou instituição legitimada)

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