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ESCALA_COMPORTAMENTOS_ADAPTATIVOS_SOFIA_SANTOS

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ESCALA DE 
COMPORTAMENTO 
ADAPTATIVO 
–VERSÃO 
PORTUGUESA
DE SOFIA SANTOS E PEDRO MORATO, 2004
ECA-VP
de Sofia Santos e Pedro Morato, 
2004
Escala de Comportamento 
Adaptativo – Versão Portuguesa
Nome: _ Género: M  F 
Diagnóstico: __________________________________________________
Data de Nascimento: ___/ __/ ___ Data de Observação: ___/ ___ /___
Idade: ___anos e ___meses Estabelecimento: 
Responsável pela Observação: 
Profissão do observador: _______________________________________
Relação com o observado: ______________________________________
Motivo da Observação: _________________________________________
Proveniência da Informação:
• Observação directa 
• Professor 
• Pais 
• Outros: _______________________________________________
______________________________________________________
• Residência (Localidade): _____________________________________
• Meio: Urbano  Rural 
• Local de Nascimento:____________________________________
• Agregado Familiar (fatria): _______________________________
• Forma de Deslocação para a Escola: _______________________
 
Escala de Comportamento Adaptativo - Versão 
Portuguesa 
Instruções para a Primeira Parte
A escala de comportamento adaptativo, versão portuguesa, apresenta como principal 
objectivo a avaliação da capacidade de adaptação dos indivíduos com deficiência mental ao 
contexto ecológico onde se inserem, com a identificação de áreas fortes e fracas para a 
elaboração de planos habilitativos que visem a participação plena. 
Desta forma, a escala é constituída por um conjunto de afirmações, que apresentam como 
objectivo a descrição e enumeração de comportamentos e condutas adoptadas pelas 
pessoas, em diferentes situações, da vida diária, com as quais são confrontadas.
Esta diversidade de domínios do comportamento humano, abrangido pela escala procura 
reflectir a natureza das exigências de variadas situações, percepcionando a eficácia em lidar 
com as exigências contextuais, com as quais os indivíduos são confrontados (quer ao nível 
das competências, quer ao nível dos comportamentos resultantes desajustados). Quando 
pretendemos avaliar o comportamento adaptativo, não nos podemos limitar a uma única 
área, dado esta não constituir a representatividade do comportamento, sendo necessário ir 
mais além, à procura de uma gama variada de padrões de inúmeras habilidades, que 
possam caracterizar o comportamento humano nas mais diversas circunstâncias.
A base desta escala edifica-se na opinião de que todas as avaliações aos indivíduos tem de 
ser caracterizadas, em primeiro lugar, pela objectividade, e ao mesmo tempo, contextualizar 
as variáveis ambientais que produzem efeitos (positivos ou negativos) nas adaptações dos 
sujeitos com ou sem deficiência mental.
Antes da iniciar a aplicação, os avaliadores deverão dominar o processo de avaliação e 
todas as condições que lhe são inerentes (factores, pressupostos, compreensão dos 
procedimentos de administração, classificação e interpretação...), devendo, em seguida, 
aprofundar os seus conhecimentos relativos à filosofia do comportamento adaptativo, com a 
familiarização com os conteúdos da escala, itens, cotação e interpretação.
A aplicação desta escala deverá ser, de preferência, através de processos de observação 
directa ou sob a forma de uma entrevista à pessoa mais pertinente para responder às 
questões, revelando esta ser a pessoa que melhor conhece o avaliado (no caso do avaliador 
não estabelecer contacto com o observado ou não conseguir reunir as condições 
necessárias ao preenchimento da escala). A escala deverá ser completada com apenas uma 
fonte de informação, quando tal não é possível, deve-se recorrer a um entrevistado 
alternativo ou adicional.
Na primeira página da escala, encontram-se os dados de caracterização breve dos sujeitos e 
das condições de avaliação, seguindo-se as instruções para a aplicação da mesma. A 
primeira página engloba informação considerada como relevante sobre o avaliado (nome, 
género, diagnóstico, data de nascimento, data de observação, idade, estabelecimento que 
frequenta, motivo e responsável pela observação, a proveniência da informação, a residência 
e o agregado familiar).
No final da escala, encontramos as folhas de registo de resultados em cada domínio e factor, 
para finalmente se apresentar o registo gráfico dos resultados obtidos. 
Ao longo da escala é possível observar a existência de regras gerais de aplicação:
1. os itens que especificam “com ajuda” para a concretização da tarefa, referem-se a um 
apoio quer físico directo, quer verbal. 
2. em caso de dúvida, dar o máximo da pontuação: cotar o item, mesmo se for necessário 
para completar a tarefa, o reforço verbal ou a análise da tarefa, a não ser que o item o 
“proíba” expressamente.
1. estar atentos a determinados itens que não podem ser realizados pelos avaliados devido 
às suas características individuais (e.g., pessoa acamada não pode responder ao item 4 – 
comer em locais públicos), pelo que se deve cotar como positivos, quando temos a 
certeza de que o conseguiriam fazer se tivessem essa oportunidade.
2. considerar o contexto sócio-cultural dos sujeitos: toda a interpretação da especificidade 
individual de cada caso, deverá ser baseada na contextualização ecológica do mesmo, 
sempre de acordo com as expectativas sócio-culturais vigentes e esperadas para o seu 
género e escalão etário. Alguns itens podem estar relacionados com condutas contrárias 
aos regulamentos internos da instituição (e.g., utilização telefones). Mesmo nestas 
circunstâncias devemos completar a classificação, atribuindo a cotação quando temos a 
certeza de que o conseguiriam fazer (sem um treino adicional) se tivessem essa 
oportunidade.
Ao longo da primeira parte da escala verificam-se diferentes formas de cotação que 
passamos a apresentar:
 Complexidade crescente: os itens estão organizados em termos de dificuldade, 
correspondendo o maior valor à tarefa com maior grau de dificuldade; assinalar o nível 
mais elevado que o sujeito consegue atingir. Ex: se o sujeito apenas separa a roupa com 
ajuda, não conseguindo fazer mais nenhum dos itens superiores, então o item é cotado 
com 2, colocando-se o valor no quadrado correspondente.
ITEM 14 LAVAR A ROUPA (Assinale o nível mais elevado)
Sabe utilizar as máquinas de lavar/secar roupa sem ajuda.
Coloca a roupa na máquina de lavar/secar, iniciando-a com ajuda.
Separa a roupa com ajuda.
Não participa na tarefa da lavagem da roupa.
Não sabe lavar a roupa
4
3
2
1
0
 Sim / Não: assinalar sim / não consoante o sujeito realiza ou não a tarefa com sucesso. 
Os pontos são somados e colocados no quadrado para o efeito.
Item 22 TELEFONE (Assinale todas as respostas)
Sim Não
Utiliza a lista telefónica.
Utiliza telefones públicos (marca o número).
Faz chamadas de telefones privados.
Sabe atender o telefone.
Recebe mensagens telefónicas.
1
1
1
1
1
0
0
0
0
0
Existirão alguns itens que não se aplicam aos indivíduos que estão a ser avaliados. 
Nestes casos (e.g., Se estes itens não forem aplicados ao indivíduo, por exemplo porque 
está completamente dependente de outros, coloque um visto no espaço em branco e 
assinale o “Não” para todas as afirmações) siga as instruções colocando uma marca () 
no espaço fornecido para tal e assinalando os valores associados com “Sim” ou 
“Não”, como referido nas instruções.:
Alguns dos itens descritos podem não ser considerados problemáticos em todas as 
situações, estando essa classificação dependente da forma como a